17 de abr de 2012

Bete Balanço

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Direitos humanos: Ousar vale a pena

Saiu neste domingo, no New York Times, uma reportagem de muito interesse para todos os que estão ligados em direitos civis e, especialmente, em cidadania LGBT. O texto é longo, cheio de recovecos, estilo New York Times de domingo, razão pela qual prefiro fazer uma breve paráfrase e partir para as conclusões que quero tirar. Antes que alguém me lembre, deixo claro que estou consciente de que Brasil e EUA são dois países diferentes. Creio, no entanto, que essas diferenças reforçam, em vez de debilitar, as conclusões que quero oferecer aqui. As razões se seguem.
No dia 24 de junho de 2011, o parlamento de Nova York aprovou o casamento gay. Quatro senadores Republicanos (nos EUA os estados possuem Senados) romperam com o partido e votaram a favor da medida, oferecendo a margem necessária para a aprovação da lei. Todos eles haviam sido eleitos com o endosso do Partido Conservador, de ultra-direita – o mais influente entre todos os “terceiros partidos” no estado de Nova York. Dois deles, pelo menos, não teriam sido eleitos sem esse endosso.
Stephen Saland, Roy McDonald, Jim Alesi e Mark Grisanti, os quatro Republicanos que garantiram a aprovação do casamento gay em Nova York, estão bem longe de serem progressistas. No Brasil, eles estariam transitando na órbita do DEM, do PR, do PP, ou seja lá qual for o partido considerado de direita neste momento no Brasil, um país onde ninguém se diz de direita. McDonald é banqueiro, Alesi é empresário e Grisanti só derrotou o seu adversário, afro-americano e democrata – num distrito em que os democratas são uma maioria de 5 por 1 contra os Republicanos e 40% da população é negra – porque, na época, ele se declarou contrário ao casamento gay, defendido pelo seu oponente. O apoio ao casamento gay é baixo entre a população negra e Grisanti teve uma porcentagem do voto afro-americano impensável para um Republicano branco.
Todos os quatro foram declarados cadáveres políticos quando deram seu voto no dia 24 de junho e, de todos eles, Grisanti é o único cuja reeleição está em perigo. A reeleição de qualquer Republicano estaria em perigo num distrito em que os Democratas são maioria de 5 por 1. Mas, se Grisanti for reeleito, terá sido justamente porque mudou de ideia e votou a favor do casamento gay.
Hoje, nos EUA, já é possível dizer que o casamento gay é uma bandeira palatável para conservadores. O apoio ao casamento igualitário subiu, em menos de dez anos, de 32% em 2004 para 53% hoje. Em estados como a Califórnia, esse apoio chega a 59%. Como o poder aquisitivo entre a população gay é superior à média, os quatro Republicanos que desobedeceram seu partido se viram recebendo doações eleitorais inauditas. A conclusão do New York Times, depois de longa pesquisa: votar a favor do casamento gay, mesmo que você seja um político Republicano do interiorzão, não é o risco que costumava ser há uns anos. Os quatro dissidentes não têm a reeleição garantida. Mas, se eles perderem, provavelmente será apesar, e não por causa, de seu voto pelo casamento igualitário.
O contexto brasileiro é diferente, mas as lições ficam. Nota-se hoje, no Brasil, a mesma tendência a sobreestimar o conservadorismo da população, a mesma boba premissa de que as posições conservadoras no eleitorado, se majoritárias, serão inamovíveis, a mesma pintura exagerada do poder dos teocratas e, no caso das forças chamadas progressistas, a mesma covardia que caracterizou o Partido Democrata nestas questões até alguns anos atrás (e que continua caracterizando-o em outras matérias, como o tema Israel, por exemplo).
Pois bem, em pesquisa realizada em meados do ano passado, depois de toda a fúria teocrata das eleições de 2010, antes de qualquer campanha educativa, sem nenhuma discussão arejada do assunto nos meios de comunicação de massa, em plena neura acerca do misterioso “poder” de uma bancada religiosa que reúne pouco mais de 10% da Câmara (e menos de 10% do Senado), quase a metade da população brasileira (45%) apoiava a união civil de homossexuais aprovada pelo STF. Alguém imagina qual seria esse percentual se as lideranças da chamada esquerda resolvessem realmente liderar uma campanha de esclarecimento sobre o assunto? Alguém pode medir o impacto de uma declaração de figura importante da política brasileira que repetisse o conservador Roy McDonald, do Partido Republicano de Nova York, que afirmou que a marginalização que sofriam seus dois netos autistas, por analogia, tornou para ele impossível votar de forma a marginalizar gays e lésbicas? Alguém já parou para pensar o que aconteceria se o governo realmente tomasse iniciativas que garantem direitos iguais para gays e lésbicas, fundamentando-as com remissão sistemática ao texto da Constituição Federal, que estabelece a igualdade de todos perante a lei?
Este blogueiro acredita que é muito mais produtivo fazer e cobrar essas perguntas que ficar eternamente justificando a inação governamental com o argumento de que estamos em um governo de coalizão e que a população é conservadora. A população é menos conservadora do que se imagina, e seu conservadorismo só se conserva porque aqueles que supostamente seriam responsáveis por transformá-lo se acomodam aos limites do possível.
Idelber Avelar
No Outro olhar
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Protógenes: "Isso não é liberdade de imprensa"

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E vem aí a CPI

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O homem dos genéricos vem aí

“Gestor”, “competente”, “sério”, “o homem dos genéricos”, “o criador do seguro-desemprego”, “o melhor ministro da saúde que o brasil já teve”, “já foi deputado, senador, prefeito, governador”, “filho de feirante”, “nasceu de uma família pobre na mooca”. responda rápido: em quem você pensou?
E, apesar de quase tudo ser mentira, você sabe por que pensou nele? porque desde 2002 você já ouviu isso em quatro das últimas cinco campanhas eleitorais. e vai ouvir neste ano de novo. é um inferno. aquela voz melosa. aquele apresentador que era magro, jovem e tinha os cabelos negros em 2002, hoje esta velho, barrigudo e grisalho. mas vai estar lá. “e ainda tem o dominguinhos!”, lembra uma química editora-chefe.
E a repetição vai ser pior neste ano. porque desde a última campanha não há absolutamente nada novo a acrescentar nesse currículo. vejamos: 2002 foi a primeira (nessa linha), tudo bem. e tinha o medo da regina duarte que, vá lá, foi um charme, vai? em 2004, foi discurso repetido, mas ainda não tinha cansado. em 2006 ele já tinha sido (mais ou menos) prefeito. ok. em 2010 ele pôde acrescentar que havia sido governador. beleza. e agora? o que acrescentar nesse currículo?
“Já foi deputado, senador, prefeito, governador. foi a palestras, cursos e reuniões. tuitou muito. conchavou. fala inglês fluentemente. domina o word, o excel e o power point. gosta de desafios e de conhecer gente nova. tem facilidade de relacionamento e está sempre disposto a aprender”.
É isso? é isso o que vamos ouvir no fim do ano?
Se eu estou angustiado, imagina ele!
Nem é intenção pedir que não votem nele. cada um vota em quem quiser. mas eu clamo aos marqueteiros por criatividade. afinal, o brasil é um país livre, mas o horário eleitoral é compulsório e o voto, obrigatório.
Eu confio na publicidade brasileira! se teve até jogadora de basquete que ficou bonita na playboy, minha gente, pra tudo dá-se um jeito. pelo menos até a posse.
PS.: clamo, ainda, aos adversários, que não perguntem se ele vai cumprir os quatro anos de mandato. ele vai dizer que sim de novo. e não vai cumprir de novo.
A capital dos genéricos é Anápolis, não é isso, Ali Kamel?
Paulo Henrique Amorim
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O "caudilho" - FHC quer ser lembrado pelo o que não fez

A verdadeira face de FHC ainda será revelada pelo crivo implacável da História - democratas não rasgam a Constituição e não aplicam golpe para permanecer no poder.
Em mais uma jogada de oportunismo político, como se não tivesse responsabilidade alguma sobre a questão, Fernando Henrique Cardoso vem falar que o "País não aguenta mais a corrupção".
Pior, é ainda se dar ao "luxo" de querer ser lembrado "pelo seu papel na consolidação da democracia".
Não! O senhor não será lembrado dessa forma.
Quando no futuro, isentos historiadores e escritores, abordarem o que foi seu período de governo, a verdadeira autoria do Plano Real virá à baila, e o fato do senhor ter aceito como seu vice para governar, um político (Marco Maciel) e o apoio de seu partido (DEM - ex ARENA e PDS), ambos participantes da DITADURA MILITAR de 1964, será uma mácula em sua biografia de "Consolidador da Democracia".
Lembrarão ainda da falsa paridade entre o Real e o Dólar, do desemprego que reinou absoluto enquanto o senhor governava, no arrocho aos aposentados e trabalhadores e seu desapreço pelas causas e Movimentos Sociais. Lembrarão que na vergonha das privatizações, o senhor entregou o patrimônio público de mão beijada aos empresários e aos estrangeiros, dilapidando por preço vil, inclusive, o nosso solo rico em minério.
Mas, o que lhe deixará marcado para sempre, será a "suspeita" da MAIOR NEGOCIATA de votos já ocorrida no Congresso do Brasil, quando conseguiu "SABE-SE LÁ COMO, RASGAR A CONSTITUIÇÃO" e aprovar a EMENDA DA REELEIÇÃO, dela se beneficiando de forma espúria e caudilhesca.
Por ora o senhor tem essa imprensa partidarizada a lhe "proteger", fingindo esquecer o quanto de corrupção, desmandos e prejuízos ao Brasil, o seu governo foi protagonista. No futuro, porém, as páginas dos livros impressos, e as telas dos livros eletrônicos, não lhe reservarão boas recordações.

Enquanto isso...

Hillary diz que Dilma "criou padrão para o mundo" no combate à corrupção

No último dia de sua viagem ao Brasil, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou nesta terça-feira (17) que o empenho da presidente Dilma Rousseff na luta contra a corrupção “criou um padrão para o mundo”. Ela fez o comentário na abertura das discussões da 1ª Conferência Anual de Alto Nível da Parceria para um Governo Aberto, que reúne líderes de 53 países na capital federal.
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Globo instala a CPI do Dirceu

O jornal nacional cansou de incriminar o Agnello – clique aqui para ler “Quantos Agnellos vale um Dirceu”.
Agora, o jornal nacional do Ali Kamel se concentra na Delta.
Por que?
Porque a Delta é maior empreiteira do PAC.
Logo, no PAC tem…
Como a Dilma é a mãe do PAC, no PAC tem…
Os grampos do jn não tem os 200 grampos do “repórter” do detrito de maré baixa com o Carlinhos Cachoeira.
Os grampos do jn não tem o Ernani de Paula, que melou o mensalão na TV Record.
Os grampos do jn não tem o tucano Perillo, esse santinho.
Os grampos do jn não esclarecem o grampo sem áudio do Demóstenes.
Nem por que o brindeiro Gurgel se sentou em cima da investigação do Cachoeira.
Ou por que o Ministro Peluso também demorou tanto a cuidar do problema.
Ou o Ministro Gilmar…
Os grampos do jn não ouviram falar no deputado Leréia, que, zelosamente, dá a noticia da morte da mãe do Cachoeira.
Claro: o Demóstenes ainda edita a Veja (e, portanto, o jornal nacional (*)).
Os grampos do jn agora instalaram a CPI do Dirceu.
O jornalismo da Globo e do Ali Kamel chegou aonde queria chegar: abafa o Demóstenes e pendura o Dirceu (Lula, Dilma) no poste.
Como diz o Marcos Coimbra, que melou o mensalão, na CartaCapital: eles agora estão na fase de ir para o ataque.
Não adianta nem fraudar a declaração do Walter Pinheiro.
A Globo não vai substituir a CPI nem a decisão do Supremo.
Sobre o mensalão e a CPI da Veja.
Como se sabe, o jornal nacional do Ali Kamel era e é a versão Spielberg do detrito de maré baixa.
A Veja se alivia e o jornal nacional transforma em Chanel # 5.
(*) Como se sabe, o jornal nacional não tem “produção” própria. Nem “jornalismo investigativo” o jn tem. O que ele tem é uma máquina de transformar detrito de maré baixa em profiteróles.
Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
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A água velha das fontes contaminadas.

Há um ano na Veja, a "manchete" de ontem do Jornal Nacional.
A mesma história, o mesmo objetivo: usar José Dirceu para
atingir o alvo: Lula
A “reportagem” de ontem do Jornal Nacional e manchete em vários jornais, curiosamente, já tinha sido matéria publicada há um ano.
Aliás, pela Veja.
Inclusive, com a transcrição literal do áudio levado ao ar pelo JN, onde o empresário Fernando Cavendish fala, jocosamente, sobre a corrupção dos políticos – aliás, grande novidade… – pelas empreiteiras.
O Jornal Nacional usa, porém, como fonte o blog do jornalista Mino Pedrosa, ex-assessor de Carlinhos Cachoeira.
Pedrosa foi acusado, na CPI da Assembleia do Rio de Janeiro (veja o documento, página 238) sobre o caso Waldomiro Diniz, de praticar extorsão contra o ex-diretor de loterias, em nome de Carlinhos Cachoeira.
Mais um fato: a fita é descrita como tendo sido gravada em uma reunião com diretores da empresa.
Portanto, não faz parte dos grampos telefônicos legais produzidos na Operação Monte Carlo.
Quem e com que fim se fez esta gravação, então?
A narrativa sobre as cisrcusntâncias da gravação sugere que possa ter sido Carlos Pacheco, o homem de Cachoeira nas gravações da PF.
Para que, para chantagear o empresário, como parece evidente? Quais são os crimes que ele tem escondidos?
Cavendish, certamente, é um que tem muitas explicações a dar na CPI, mas não as dará se persistirem os movimentos para criar empecilhos à instalação da investigação.
Porque foi esta a finalidade de se buscar água velha em fontes tão contaminadas.
A Globo não é de achar algo num blog e levar para o JN.
O objetivo, claro, foi o de dizer: devagar com a CPI.
Usando, como se diz no jargão jornalístico, um “gancho” para envolver o ex-ministro José Dirceu na história.
Porque Dirceu, assumiu de público, há um ano atrás, que prestou consultoria para a Delta, mum trabalho de quatro meses, pelo qual foram cobrados R$ 20 mil.
Era preciso, fosse lá como fosse, empurrar Dirceu – e portanto a Lula – para este escândalo novo.
Era, esta água servida, a forma de colocar José Dirceu no palanque eletrônico da Globo, e desviar as atenções para o período Lula.
É isso o que se busca.
Esta é uma história exibida com sinais contrários.
Denunciam-se pressões sobre o STF para pressionar o STF.
Fala-se em corrupção para encobrir corruptos.
Diz-se que a esquerda tem medo da CPI para ocultar o medo de que se exponha à luz os esquemas espúrios pelos quais a direita fabrica escândalos.
A resposta a isso só pode ser uma: abra-se tudo, investigue-se tudo, sem seletividade ou dirigismo.
Quem estiver devendo, que pague, seja oposição, empresário ou governista.
Mas não vamos deixar que nos vendam peixe velho como novo.
Até porque fede.
Fernando Brito
No Tijolaço
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Grandino Rodas, o bárbaro

Imaginem um lugar com cerca de 110 mil habitantes e quase 5 milhões de metros quadrados, todo cercado, com um administrador que toma decisões sem ouvir ninguém, que recorre à repressão policial e ao banimento de dissidentes e utiliza espiões para se manter informado da atividade dos adversários. Não, não se trata de nenhuma republiqueta de bananas, mas da maior universidade do País, a USP, sob a governança do reitor João Grandino Rodas, também conhecido no campus como “o rei”.
Desde que assumiu a direção da USP, em 2010, uma série de medidas polêmicas tem colocado na berlinda a gestão de Rodas, criticada como pouco democrática, para dizer o mínimo. Em janeiro deste ano, vieram à tona documentos que mostram que o reitor recebe de arapongas relatórios sobre o que se passa nas reuniões dos funcionários, professores e alunos. Confeccionados por certa “sala de crise”, os textos trazem todos os detalhes sobre as assembleias, narradas ponto a ponto, inclusive com os nomes e ligações partidárias dos envolvidos.
Estudante é retirado a força de ocupação na reitoria da USP,
em novembro de 2011. Desde a ditadura, não havia o risco
 de tantos alunos serem expulsos como agora.
Foto: André Lessa/AE
A última das controvérsias envolvendo o reitor ainda está por vir: na semana passada, os 73 alunos presos durante a ocupação da reitoria, em novembro do ano passado, começaram a receber a intimação para apresentarem defesa no processo movido contra eles pela USP. Não se trata apenas de expulsão, mas da “eliminação” dos estudantes, baseada num regimento da época da ditadura: se confirmada, nenhum deles poderá retornar, por meio de vestibular, nem se empregar na universidade. Ou seja, estarão banidos.
Embora a ocupação da reitoria tenha sido considerada desastrada até mesmo por representantes dos alunos, também a punição é vista como digna de quem governa como ditador. Será a primeira vez, desde os anos de chumbo, que a USP expulsa alunos em massa. Em dezembro do ano passado, seis estudantes foram expelidos da universidade por terem ocupado o prédio da Coordenadoria de Assistência Social (Coseas) em 2010. Se os 73 também saírem, a universidade alcançará o impressionante número de 79 alunos eliminados em dois anos de administração Rodas. É o equivalente a um terço do total de estudantes expulsos durante toda a ditadura no País: 245, segundo cálculos da Comissão de Mortos e Desaparecidos do Ministério da Justiça.
Cinco dos alunos expulsos já estão recorrendo da decisão. No mês passado, o juiz da 10ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo, Valentino Aparecido de Andrade, mandou a USP readmitir um deles, sob a alegação de que a pena foi “excessiva”. A universidade anunciou que vai recorrer. Na terça-feira 10, outro expulso, o estudante de Geografia Yves de Carvalho Souzedo, assinou um artigo no jornal Folha de S.Paulo questionando a decisão da USP de defenestrá-lo, às vésperas de receber o diploma de conclusão do curso, sem que fossem apresentadas provas de seu envolvimento na ocupação.
“Acordei com a notícia de que tinha sido expulso. Foi uma cacetada: já havia sido aprovado em concurso para ser professor da rede pública estadual e não posso assumir o cargo porque não tenho diploma”, disse Yves a CartaCapital. Ele afirma que nunca pertenceu a partidos políticos e não ocupou a Coseas. “Estive lá para dar solidariedade aos colegas quando fui avisado de que a polícia estava chegando. Minha expulsão foi uma decisão política do reitor, que esperou o momento certo para intimidar os estudantes. Tanto é que todo mundo pensa que fomos expulsos por causa da ocupação da reitoria.”
Diretor reeleito do Diretório Central dos Estudantes (DCE), o estudante de Ciências Sociais Pedro Serrano acusa o reitor Rodas de seguir uma política de “criminalização” das entidades representativas dos estudantes, professores e funcionários. “Ele não debate. Várias medidas que toma não foram sequer submetidas ao Conselho Universitário. Para nós, a política de militarização da universidade não é motivada pela insegurança, mas um pretexto para o controle ideológico”, diz Serrano.
Em fevereiro, dez diretores da Associação dos Docentes da USP (Adusp) foram interpelados judicialmente pelo reitor por causa de frases atribuídas à entidade em editorial de O Estado de S. Paulo. “É uma tentativa de calar vozes críticas à forma como ele vem administrando, gerindo e representando a USP. Demonstra a opção por um método de viés autoritário, cuja principal característica é a intolerância”, acusa César Minto, vice-presidente da Adusp.
“O consenso não é uma das virtudes do reitor Grandino Rodas. Os conflitos aumentam quando chegam às mãos dele”, opina o professor da Faculdade de Ciências Humanas, Filosofia e Letras Vladimir Safatle, colunista de CartaCapital. “Infelizmente, ele não é a pessoa adequada para ocupar o cargo de reitor. Precisávamos de alguém que diminuísse os conflitos, que tivesse uma ascendência acadêmica clara. Um reitor deve lembrar que a universidade não funciona graças a ele, mas independentemente dele. Não é o caso de Rodas.”
A questionada convocação de policiais militares para cuidar da segurança na USP foi decidida pelo Conselho Gestor, em caráter emergencial, em maio de 2011, após o assassinato de um aluno dentro da Cidade Universitária, em tentativa de assalto. Em outubro, depois que três alunos do curso de Geografia foram presos pela PM por estarem fumando maconha no estacionamento, aconteceu a ocupação da reitoria, que acabou com a chegada de 400 policiais da tropa de choque da PM, expulsando e prendendo os estudantes.
Força Tática em frente a reitoria para cumprir o mandado de
 reintegração de posse, em novembro.
Foto: Milton Jung/Flickr
As entidades representativas de alunos, professores e funcionários sempre defenderam que o policiamento deveria ser feito pela Guarda Universitária e que faltou debater o assunto, como ocorre em outros países – no México, por exemplo, um grupo de reitores discute atualmente como resolver o problema dos assaltos, sequestros e do narcotráfico dentro dos campi universitários. Segundo o professor de Planejamento Urbano da Faculdade de Arquitetura da USP Nabil Bonduki, trata-se de um problema complexo, porque o modelo para as universidades foi pensado nas décadas de 1940 e 1950, e está superado.
“As cidades universitárias são enormes e distantes, uma área cercada que não se integra e não incorpora usos urbanos. Isso leva à desertificação nos horários e dias em que não há aulas”, opina Bonduki, para quem o policiamento é só parte da solução. “Deveria haver novos espaços residenciais, para povoá-la mais, um sistema de transporte público eficiente para reduzir a presença de automóveis no campus, conexão entre a estação de trem próxima e a universidade, e que a USP voltasse a ser um espaço de lazer para a cidade, como já foi. Atualmente está fechada ao público nos fins de semana. Mas tudo isso tem de ser discutido com a comunidade, inclusive com seu entorno.”
Na vizinhança da USP, a Favela São Remo foi recentemente alvo de uma denúncia da TV Bandeirantes: um relatório da Polícia Civil de São Paulo revelou conexões entre o tráfico de drogas ali exercido, e ninguém menos que o batalhão que policia a universidade. Uma pesquisa feita pelo instituto Datafolha em novembro do ano passado mostrou que 58% dos estudantes da universidade apoiam o policiamento, mas 57% deles também disseram que a presença da PM não havia alterado a sensação de falta de segurança no campus.
Não bastasse ter chamado a polícia para dentro da universidade, há duas semanas foi noticiada a contratação, pela reitoria, de um coronel reformado da PM para ser o responsável pela segurança da universidade, na recém-criada Superintendência de Segurança (SS).
Uma das primeiras polêmicas envolvendo o reitor foi justamente a utilização do termo “revolução de 1964” em uma placa no monumento em homenagem aos mortos e desaparecidos da ditadura que está sendo erguido na Cidade Universitária, em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência. Denunciado o ato pela imprensa, a placa foi retirada, mas o próprio Rodas costuma utilizar a expressão “revolução” em entrevistas. A CartaCapital o reitor se recusou a falar: exigiu que as perguntas fossem enviadas por e-mail, o que se deu, mas elas não foram respondidas até o fechamento desta edição.
Afetado. Souzedo (o tapume existe por
causa dele) atingido pela ira de
Grandino Rodas.
Foto: Olga Vlahou
Outro acontecimento digno de dúvida sobre a visão do reitor em relação à ditadura aconteceu no julgamento, em 1997, do processo da estilista Zuzu Angel pela Comissão de Mortos e Desaparecidos, da qual Rodas era membro. O advogado negou a participação do Estado na morte mal explicada de Zuzu em um acidente de carro em 1976, por considerar que não foram demonstradas conexões do governo da ditadura com sua morte. Foi voto vencido. Em 2007, o futuro reitor da USP seria condecorado com a medalha de mérito Castello Branco da Associação Campineira de Oficiais da Reserva do Exército.
Quando ainda era candidato a reitor, em 2009, O Estado de S. Paulo interpelou Rodas sobre os rumores de que seria ligado às organizações de direita Opus Dei e Tradição, Família e Propriedade (TFP). Dizendo-se “apolítico”, ele respondeu: “Sou católico, mas, embora respeitando movimentos mais específicos dentro do catolicismo, nunca me filiei a nenhum deles”.
A rejeição ao reitor, na verdade, nasceu de uma decisão por si pouco democrática: Grandino Rodas foi o segundo candidato mais votado de uma lista tríplice, mas acabou sendo escolhido pelo então governador José Serra, quebrando uma tradição que vinha desde a volta da democracia. Hoje presidente do CNPq, o físico Glaucius Oliva, que venceu a disputa, mas não levou, chegou a se declarar “desapontado”, e disse na época: “É muito ruim quando as cabeças são pequenas o bastante para contaminar questões acadêmicas com o viés político”. Imediatamente após a decisão de Serra, os estudantes fariam o primeiro protesto contra Rodas, ocupando o prédio da antiga reitoria.
As críticas sobre o “autoritarismo” do reitor vinham, porém, de antes, do período em que foi diretor da faculdade de Direito do Largo de São Francisco (2006-2009) e terminou como persona non grata. Isso porque, no apagar das luzes de sua gestão, vieram à tona decisões tomadas sem consulta à congregação: uma delas foi a transferência da biblioteca da faculdade para um prédio vizinho, de 11 andares e sem elevador. A outra, dar nomes a salas de advogados ilustres que fizeram doação de 1 milhão reais cada um à faculdade. Uma terceira e prosaica razão foi a doação de dois tapetes persas da faculdade para a reitoria, que iria ocupar em seguida.
“Ele doou os tapetes a si mesmo”, critica o professor Sérgio Salomão Schecaira, porta-voz da Faculdade de Direito no processo que declarou Rodas persona non grata. Em março, o reitor entrou com recurso para revogar o título, mas perdeu. Após pedido da congregação ao Ministério Público Estadual, Rodas mandou devolver os tapetes. Em pé de guerra com sua faculdade de origem, é atualmente alvo de um processo movido pela congregação na Promotoria do Patrimônio Público e Social do MP por suposta malversação de verbas públicas, porque utilizou boletins produzidos pela assessoria de imprensa da USP para criticar os diretores da São Francisco.
Schecaira é irônico ao falar do desafeto. “Não tenho nada pessoalmente contra o professor Grandino. Até porque ele é um diplomata. Diplomata formado na escola americana de diplomacia, que primeiro ataca, mas um diplomata”, provoca. “Ele saiu da São Francisco com uma imagem bastante desgastada no seio da faculdade. O título de persona non grata, concedido por unanimidade, revela que não temos apreço por ele. Não se diz que quando alguém não é querido é porque ‘os santos não batem’? Pois bem, nossos santos estão em desacordo. O professor Grandino conseguiu antipatia total da faculdade de Direito, seja de docentes, seja de alunos ou funcionários.”
Sobre a administração Rodas à frente da reitoria, Schecaira é taxativo. “A gestão dele é catastrófica no aspecto democrático e sem eficiência no aspecto gerencial. No caso da PM, novamente tomou a decisão solitária de fechar o convênio, queimando o cartucho de uma discussão séria sobre a questão da segurança. O professor Grandino, em vez de governar com a comunidade universitária, preferiu assumir o papel de antagonista. Como se o fato de ser reitor o tornasse rei”, alfineta.
Cynara Menezes
No CartaCapital
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Os limites do "lulismo"

Há alguns anos, o cientista político André Singer cunhou o termo "lulismo" para dar conta do modelo político-econômico implementado no Brasil desde o início do século 21.
Baseado em uma dinâmica de aumento do poder aquisitivo das camadas mais baixas da população por meio do aumento real do salário mínimo, de programas de transferência de renda e de facilidades de crédito para consumo, o lulismo conseguiu criar o fenômeno da "nova classe média".
No plano político, esse aumento do poder aquisitivo da base da pirâmide social foi realizado apoiando-se na constituição de grandes alianças ideologicamente heteróclitas, sob a promessa de que todos ganhariam com os dividendos eleitorais da ascensão social de parcelas expressivas da população.
O resultado foi uma política de baixa capacidade de reforma estrutural e de perpetuação dos impasses políticos do presidencialismo de coalizão brasileiro.
No entanto é bem possível que estejamos no momento de compreensão dos limites do modelo gestado no governo anterior. O aumento exponencial do endividamento das famílias demonstra como elas, atualmente, não têm renda suficiente para dar conta das novas exigências que a ascensão social coloca na mesa.
É fato que o país precisa de uma nova repactuação salarial. As remunerações são, em média, radicalmente baixas e corroídas por gastos que poderiam ser bancados pelo Estado. Por isso, é possível dizer que a próxima etapa do desenvolvimento nacional passe pela recuperação dos salários.
A melhor maneira de fazer isso é por meio de uma certa ação do Estado. Uma família que recebe R$ 3.500 mensais gasta praticamente um terço de sua renda só com educação privada e planos de saúde. Normalmente, tais serviços são de baixa qualidade. Caso fossem fornecidos pelo Estado, tais famílias teriam um ganho de renda que isenção alguma de imposto seria capaz de proporcionar.
Entretanto a universalização de uma escola pública de qualidade e de um serviço de saúde que realmente funcione não pode ser feita sob a dinâmica do lulismo, pois ela exige investimentos estatais só possíveis pela taxação pesada sobre fortunas, lucros bancários e renda da classe alta. Ou seja, isso exige um aumento de impostos sobre aqueles que vivem de maneira nababesca e que têm lucros milionários no sistema financeiro.
Algo dessa natureza exige, por sua vez, uma mobilização política que está fora do quadro de consensos do lulismo.Porém a força política que poderia pressionar essa nova dinâmica ainda não existe no Brasil. Ela pede uma esquerda que não tenha medo de dizer seu nome.
Vladimir Saflate
No Esquerdopata
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A ética e a retidão

Talvez nos conviesse, ao tratar da corrupção política, substituir o vocábulo “ética” por substantivos mais singelos, como retidão e correção. Ética é conceito filosófico profundo, de definição difícil, e que se desgastou no abuso de seu emprego. É uma idéia que está acima do exame dos escândalos atuais, que não merecem nem mesmo serem qualificados como aéticos. Apelar para a ética, nesses casos, é como usar uma balança de ouro para pesar cascalho sujo. Em lugar de recorrer à ética, tratemos apenas do Código Penal.
Em todos os tempos humanos – esta é a âncora recorrente – houve peculatários. E em todos os tempos humanos eles foram combatidos, mesmo quando os larápios se encontravam à frente dos estados. As sublevações populares, quaisquer fossem suas bandeiras, sempre se fizeram contra os usurpadores do bem público.
Em todos os tempos houve – de acordo com os historiadores – organizações criminosas, de quadrilhas de salteadores de estradas a ocupantes do poder nacional. Daí a famosa comparação de Santo Agostinho: a diferença entre os grupos de bandidos organizados e os estados é o exercício da justiça. No estado em que não prevalece a justiça, os governantes não diferem dos bandidos. No interior dos estados, como no interior de qualquer comunidade, as duas realidades – a busca da justiça e a ação criminosa – coexistem e se combatem. Até mesmo no interior das famílias há os que procedem corretamente e os pérfidos.
O povo brasileiro tem sido submetido, mais do que outros povos, ao assalto quase continuado aos bens comuns. E o maior dano é o causado à sua dignidade. A dignidade ou, em termos mais simples, a vergonha, é um atributo das pessoas honradas, como lembra Lupicínio Rodrigues em sua composição mais conhecida, em que a vingança contra o opróbrio é recomendada. Cidadãos de paises que não se destacam pela retidão de seus homens públicos – como é o caso da Itália e da Espanha, entre outros – se esbaldam em comentar as notícias do Brasil, por meio da rede internacional de computadores: lá os ladrões são levados aos tribunais; aqui costumam escafeder-se pelos corredores dos entraves processuais.
Talvez Agostinho tenha razão, se pensarmos no que foi a política de privatizações do governo soi-disant social-democrata, que nos infelicitou entre 1995 e 2003. Podem dar-nos todas as explicações técnicas e econômicas, dentro da famosa “ética do capitalismo”, para justificar a entrega das empresas estatais ao setor privado, mas não houve nada de honrado nessa decisão. Ao contrário: a privatização só privilegiou alguns empresários, brasileiros e estrangeiros, além de fazer, de alguns gestores do processo, homens subitamente beneficiados por posições destacadas e altamente remuneradas nas organizações compradoras e nas organizações financeiras que com elas se associaram.
Há, como em todas as outras organizações criminosas, os que agem com cautela jurídica e os lambões. Essa construtora envolvida, se nos ativermos a uma conversação telefônica entre seu presidente e o Sr. Carlos Cachoeira, não soube como operar no sofisticado sistema. Tampouco souberam precaver-se o senador Torres e o vitorioso empresário tentacular Carlos Cachoeira. Foram, além de tudo, lambões, ao se envolverem com personagens vulgares do millieu, como o araponga Dadá.
A vulnerabilidade de Brasília à ação dos corruptores nos leva a uma constatação constrangedora: a autonomia da capital da República foi a mais infeliz das decisões constitucionais de 1988. A esse erro, que violou criminosamente o pacto federativo de 1891, somaram-se outros, como os cometidos pelo açodado afã “modernizador” do demagogo e moralista de fachada Fernando Collor, ao alienar as residências funcionais da capital da República. Até então, os servidores de Brasília eram recrutados em todo o país, e servir ao poder central constituía uma vitória do mérito. Sem essa modesta vantagem – a garantia de moradia por um aluguel moderado – a transferência para o planalto central perdeu seu grande atrativo.
A administração pública, tanto da União, quanto do Distrito Federal, se viu obrigada a recrutar quem se apresentasse. Os cargos comissionados foram, de modo geral, preenchidos pelos atores políticos, que atendiam e atendem à pressão de seus eleitores. Por outro lado, o achatamento dos vencimentos dos servidores – a não ser em carreiras privilegiadas – afasta os mais bem dotados para as atividades privadas, de remuneração muito mais atraente.
Antes de 1988, Brasília era administrada diretamente pelo poder central, mas seus prefeitos (aquinhoados pelo governo militar com o título de governadores) tinham que ser aprovados pelo Senado – em nome de toda a Federação – e estavam submetidos ao controle de um comitê especial da mesma casa legislativa. Com a autonomia, Brasília passou a ser um estado como os outros – sujeito à pressão de suas oligarquias. E como a população, em sua maioria, é pressionada pela miséria, tende a votar com a emoção, seguindo os demagogos de turno. Por isso, a câmara de vereadores, que se denomina distrital, mas tem a arrogância de votar como se fosse o plenário das Nações Unidas, é dominada por homens como os que foram filmados pelo ex-delegado de polícia Durval Barbosa, ao receber dinheiro vivo de suas próprias mãos, a fim de votar de acordo com os interesses do governador de Brasília de então.
E há outros inconvenientes. Quando a Comissão Arinos discutia a questão da autonomia, no anteprojeto de Constituição que elaborava, Hélio Jaguaribe lembrou outra grave inconveniência da medida. Argumentou que, no caso em que o governador local fosse inimigo do Presidente da República, seria fácil colocar caminhões fétidos de lixo na praça dos Três Poderes, quando o Brasil estivesse recebendo a visita de um chefe de estado estrangeiro, para a desmoralização nacional diante do mundo. Isso sem falar no esbulho dos outros estados da federação, que perderam, de fato, a soberania sobre a sua capital.
A solução radical terá de ser emenda constitucional, imediata, que devolva a administração política do Distrito Federal ao governo da República, como era antes de 1988, e já a partir de 2015, quando termina o atual mandato, antes que a situação se perpetue. Essa medida radical irá romper aqueles esquemas conhecidos de desvio de recursos públicos. Não é certo que isso venha a acabar com a corrupção, mas certamente reduzirá a sua audácia e os seus efeitos.
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Charge online - Bessinha - # 1191

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Urubóloga ameaça invadir a Argentina

O Bom (?) Dia Brasil desta terça-feira dedicou mais espaço à Cristina Kirchner do que ao José Dirceu.
Com o jn é diferente: o jn instalou  CPI do Dirceu.
E ministros do STF, correspondentemente, vão ao PiG, aparentemente com o mesmo secreto desejo: condenar o Dirceu a tempo de eleger o Cerra em São Paulo, para que o PSDB tenha um candidato em 2014.
A Urubóloga se concentrou naquilo que o amigo navegante chamou de reestatização da Petrobrax.
A Urubóloga previu o “efeito boomerang”: o mundo saberá dirigir sua ira à Argentina.
(Como se a Espanha ainda tivesse algum canhão …)
E a Petrobrás vai pagar caro, porque, breve, a Cristina vai expropriar a Petrobrás de lá.
Ou seja, pela primeira vez na vida, a Globo defende a Petrobras.
A Globo reage como o Clarín, aquele empresa que detinha na Argentina os mesmos privilégios que a Globo tem aqui e foi devidamente contida numa Ley de Medios.
Clarín e Globo – é tudo o mesmo.
O que a Urubóloga e seus discípulos – um deles agora fica em Londres – poderiam observar é que as companhais de telefonia e de energia elétrica no Brasil deveriam ficar de olho.
Essa história de não investir no Brasil e mandar o dinheiro para fora pode custar caro.
É o que fazia a Repsol espanhola.
Desde que o Carlos Menem, o FHC a Argentina, entregou a Petrobrax aos espanhóis.
A Repsol sentou-se em cima de magníficas reservas, enquanto as importações argentinas de energia cresciam aceleradamente.
Para entender melhor as razões da Argentina, ler na Carta Maior: http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=954
Aqui, a Folha se vale de um articulista do Clarín e ex-Ministro do Menem (o FHC argentino) para explicar o que aconteceu, na pág. A13.
E o Valor reproduz reportagem do Wall Street Journal na pág. A13 para tratar do assunto.
O Wall Street Journal (propriedade do Robert(o) Murdoch Civita)  está muito preocupado: quanto a Cristina pretende pagar pelos 51% da Repsol na empresa estatizada, a YPF?
O Conversa Afiada tem uma sugestão a fazer à líder argentina.
Copiar o engenheiro Leonel: quando governador do Rio Grande do Sul, estatizou empresas de telefonia e energia americanas e pagou um cruzeiro.
Um cruzeiro em dinheiro.
Muito justo.
(Não foi à tôa que o Dr Roberto passou a vida a perseguir o Brizola. Como os filhos – eles não têm nome próprio – fazem hoje com o Lula e a Dilma.)
Paulo Henrique Amorim
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Cristina: "El modelo no es de estatización, sino de recuperación de la soberanía"

La presidenta Cristina Fernández anunció el envío al Congreso de un proyecto de ley que establece la expropiación del 51 por ciento de las acciones de YPF, estableciendo que de ese número, el 51% le corresponderá a la Nación y el 49% a las provincias. Además, decretó la intervención de la compañía petrolera y designó al ministro de Planificación, Julio De Vido, como interventor. "Somos el único país de Latinoamérica y casi del mundo que no maneja sus recursos naturales", dijo la Presidenta.
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Peluso afirma que crucifixo é expressão cultural, e não religiosa

Cesar Peluso está ligado à corrente 
da teologia da libertação
O ministro Antonio Cezar Peluso (foto), 70, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu a presença do crucifixo no espaço público porque, para ele, esse símbolo é uma expressão da formação da cultura brasileira, e não de uma religião.
Peluso falou sobre esse assunto ao site Consultor Jurídico, em uma entrevista de despedida do STF. Com 45 anos de magistratura — 9 dos quais no Supremo —, Peluso vai se aposentar no segundo semestre. Na quinta-feira (19), ele entregará a condução da instituição ao ministro Carlos Ayres Britto.
Em sua argumentação a favor da permanência do crucifixo no espaço público, incluindo nos tribunais, Peluso disse que Pilatos, para não ter de tomar uma posição, promoveu um julgamento democrático de Cristo, e “o povo foi usado como instrumento de uma ideologia para oprimir um homem inocente”.
Nesse sentido, disse, o crucifixo é uma advertência aos juízes e à sociedade sobre as consequências de um julgamento injusto.
Peluso é católico praticante — vai com frequência à missa. Ele foi colocado no STF pelo presidente Lula, por indicação do então ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça). É ligado à ala progressista da Igreja Católica, mais especificamente ao grupo da teologia da libertação.
Na entrevista, ele disse que em uma determinada época participava de um grupo de discussão promovido pelo arcebispo dom Paulo Arns, de São Paulo, e com a participação do teólogo Leonardo Boff.
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Os Twitters mais influentes na política brasileira

A mídia estrangeira continua presa a estereótipos, para conseguir entender a barafunda política brasileira. Faço contraponto à velha mídia, considero José Serra a maior ameaça à normalidade política brasileira, mas estou longe de ser militante ou defensor de partidos políticos. De qualquer modo, agradeço a indicação. Não há classificação entre os dez selecionados. 
 

Enquanto isso, no O Globo...

Quais são os twitters com maior influência política no Brasil

Noblat lidera ranking elaborado por consultoria global, que citou também Míriam Leitão
O colunista do GLOBO Ricardo Noblat mantém o perfil no Twitter com maior influência na política do Brasil, desbancando até a presidente Dilma Rousseff, segundo levantamento da consultoria internacional de relações-públicas Burson-Marsteller divulgado nesta segunda-feira. Míriam Leitão, também jornalista do GLOBO, ficou na sétima posição do Top 10.
Noblat e Míriam figuram na lista ao lado da presidente Dilma Rousseff (2ª posição), do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (3ª), de José Serra (4ª), do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) (9ª) e de Soninha Francine (10ª), ex-vereadora de São Paulo.
O ranking mostrou que, na rede social, jornalistas e formadores de opinião têm tanta influência em temas de política quanto os próprios políticos: estes ocupam apenas metade do Top 10.
Os outros lugares ficaram com o teólogo Leonardo Boff (5ª) e com os jornalistas Luis Nassif (6ª) e Lauro Jardim (8ª), que assina uma coluna na revista “Veja”.
“Os políticos devem entender que atividade, interatividade, informações relevantes e o diálogo com o público online são mais importantes que o número de seguidores e fãs. Isso ocorre basicamente pela falta de profissionais especializados em mídias digitais em suas equipes de comunicação”, observou, em comunicado, o diretor de Assuntos Públicos da Burson-Marsteller Brasil, André Miranda.
Os dados utilizados para o estudo foram coletados em março deste ano com base em três meses de atividade na rede social. No período, os influenciadores brasileiros receberam, em média, 51.510 retweets (quando a mensagem é replicada por outros internautas) e 13.240 menções.
A lista integra o estudo “Influenciadores do G20”, em que a Burson-Marsteller apurou quem são os twitteiros mais influentes em assuntos políticos em cada um dos países que integram o grupo das 20 maiores economias do mundo (sendo uma delas a União Europeia como um todo). Como o Twitter é proibido na China, a pesquisa utilizou na análise dados obtidos em sites similares.
No Top 10 americano estão o presidente Barack Obama, o âncora da rede de TV CNN Anderson Cooper, o filantropo e fundador da Microsoft, Bill Gates, o magnata da mídia e prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e o provável candidato republicano no próximo pleito presidencial, Mitt Romney.
Na França, a lista também é dominada por jornalistas, como o repórter do “Le Monde” Arnaud Leparmentier, e alguns políticos, como Nathalie Kosciusko-Morizet, porta-voz do governo Sarkozy e ex-ministra. Na argentina, membros do governo são os mais influentes: o ranking inclui a presidente Cristina Kirchner e o governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli.
A metodologia utilizada foi baseada na plataforma Klout, que dimensiona a influência dos internautas através das redes sociais. A Klout avalia quesitos como a quantidade de compartilhamentos de um conteúdo postado pelo perfil analisado e como as outras pessoas reagem a ele.
A Burson-Marsteller é uma das maiores empresas de relações-públicas do mundo e está presente em 108 países, segundo informação da própria companhia.
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Tucanos do Tocantins: depois de ganhar eleição, recebem dinheiro até de adversários

Além do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), outro governo tucano está com água de cachoeira até o pescoço: é Siqueira Campos, do Tocantins.
Além do próprio governador, seu filho Eduardo Siqueira Campos (PSDB), atual secretário de Relações Institucionais do governo do estado, e ex-senador, também aparece citado em diálogos constrangedores, nos relatórios da PF.
Em um dos diálogos, Cachoeira diz a um de seus homens, que "mandou um avião buscar Eduardo em Brasília, para saírem à noite" (supostamente em Goiânia).
A coisa começou a ficar esquisita quando Rossine Guimarães, ligado a Carlinhos Cachoeira, na Operação Monte Carlo, doou R$ 3 milhões para a campanha de Siqueira Campos. A doação foi dentro da lei, mas até as areias do rio Tocantins acharam esquisito essa doação só ser feita APÓS as eleições.
Eduardo Siqueira Campos resolveu dar uma explicação que é boa para um advogado apresentar em um tribunal, mas é péssima para a moralização dos costumes políticos:
“A doação que ele fez à nossa campanha, foi extemporânea. Se você observar bem ele apoiou o outro grupo durante a campanha, e ao final, depois do resultado que nos favoreceu, ele procurou o Comitê Central e fez uma doação como pessoa física”, disse.
Ou seja, Rossine apoiou o adversário durante a campanha. Depois que perdeu, resolveu apoiar financeiramente quem ganhou!
Os números do TSE comprovam. Antes da eleições o candidato adversário recebeu doações de R$ 507 mil e Siqueira Campos recebeu ZERO!
Depois que ganhou as eleições, Rossine desenvolveu uma "afinidade política" em rito sumário com Siqueira Campos, e doou R$ 3 milhões! São seis vezes mais do que o valor  doado ao candidato adversário apoiado no primeiro turno.
Por mais que se diga que há dívidas de campanha a quitar, e que a lei não proíba essa brecha, essa história de empreiteiro fazer doação milionária para adversário político, depois que ganhou eleição, chega a ser escárnio.
Se a moda pega, as eleições viram um lucrativo cassino dos chamados corruptores: Apostou seu dinheiro no adversário e perdeu a aposta? Passe no caixa para comprar mais fichas e continuar no jogo! A roleta viciada garante ganhos garantidos nos próximos 4 anos de governo, onde o único que sempre perde seu dinheiro é povo, que paga a conta.
Detalhe: o governador anterior, Gaugin (PMDB), era sócio de Rossine em uma empresa, e a campanha de Siqueira Campos atacou-os por supostos escândalos de corrupção. A parceira financeira após o pleito, além de imoral e suspeita, é uma traição ao discurso de campanha.
Esse é apenas mais um triste episódio, que comprova a promiscuidade do financiamento privado de campanha. Enquanto as regras forem estas, só são boas para quem gosta deste jogo.
ZéAugusto
No Amigos do Presidente Lula
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Os primórdios do caso Cachoeira

Jornalismo investigativo inútil


Mas curioso. O maior escândalo de corrupção da República e da Imprensa brasileira, o caso Veja-Cachoeira, começou com uma prosaica briga trabalhista. Do inquérito policial, volume I:
DENÚNCIA ANÔNIMA
Brasília, 02/12/2010
DENUNCIANTE: ANÔNIMO (por questão segurança pessoal)
ENVOLVIDO(S): CASA DE BINGO
HISTÓRICO: O denunciante é ex-funcionário da CASA DE BINGO e vem sofrendo ameaças da dona porque saiu do negócio A proprietária se chama TEREZINHA FRANCISCA DA SILVA MEDEIROS, tel. (61) 8193-6379 e (61) 9678-470d, utiliza o veículo HILUX, PRATA, placa NGE-0649, mas seu filho, FÁBIO VILELA, é que fica no local. A casa possui 65 máquinas de "caça-níquel" e está para receber mais 10, tem um alto faturamento e inicia as atividades com R 30 mil reais. Fica localizada próximo ao SHOPPING VALPARAISO... Depois de passar em frente ao POSTO IPIRANGA (do Shopping Valparaiso), vira a direita, depois do 1º quebra-mola vira a direita novamente, depois vira a 1ª à esquerda; depois vira a 1ª à direita, segue até o final da rua, é a penúltima casa do lado direito, uma casa de portão cinza com uma faixa sem nada escrito, só para tampar. O denunciante se disponibilizou para ajudar caso fosse necessário.
Pelas diretivas da denúncia, veja o mapa da mina:

meiradarocha
No Advivo
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Charge online - Bessinha - # 1190

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Da série "Virgens com Gonorréia"...

O rei da Espanha, nascido Juan Carlos Alfonso Víctor María de Borbón y Borbón-Dos Sicilias, que é da Opus Dei e da cúpula do WWF (World Wild Fund), foi flagrado caçando elefantes na África.
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O quinto rei do baralho

O Rei Juan Carlos caiu em Botsuana, quando caçava elefantes, e fraturou a bacia. O Rei Juan Carlos é presidente de honra da Ong WWW-Adena, que existe para proteger os elefantes da extinção. A caça de elefantes em Botsuana é legal: paga-se 20.000 euros por animal abatido, e se gasta pelo menos mais 30.000 pela viagem. Os gastos do Rei são pagos pelo povo espanhol, que está sendo castigado por medidas de austeridade, com o desemprego acelerado e a redução de despesas sociais. Em lugar de exercer o dever de todos os monarcas, e buscar resolver os graves problemas de seu país, o Rei vai caçar elefantes. Por isso mesmo, o povo começa a perguntar-se se não é melhor ficar apenas com os quatro reis do baralho – e enviar os Bourbón para caçar elefantes na África. Só os monarquistas, como saída, defendem a abdicação do rei e sua substituição pelo filho mais velho, o Príncipe de Astúrias, inakide cuja inteligência pouco se sabe. Nas vésperas da morte de Franco, quando preparavam a sua substituição por Juan Carlos, dizia-se que ele havia sido condecorado com duas medalhas, uma por idiota, e outra para substituir a primeira, se a perdesse. Está merecendo uma terceira, de igual referência.
Enfim, Juan Carlos é tão útil como um quinto rei no baralho.
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Coincidências sobre a gravação de empresário

Ao relatar  o vazamento de um aúdio na internet, hoje, a Folha de S. Paulo entregou de leve o funcionamento do esquema que envolvia o senador agora sem partido Demóstenes Torres.
Disse a Folha, aqui:
Em conversa gravada, em dezembro de 2009, o dono da Delta Construções S/A, Fernando Cavendish, afirma que é possível ganhar contratos com o poder público subornando políticos. A Delta já recebeu mais de R$ 3,6 bilhões em verbas federais desde 2003 e está no centro das investigações da Polícia Federal envolvendo Carlos Cachoeira, preso pela Operação Monte Carlo por envolvimento em jogo ilegal. A PF chega a descrever Cachoeira como um sócio oculto da Delta, o que a empresa nega.
“Se eu botar 30 milhões [de reais] na mão de político, eu sou convidado pra coisa pra caralho. Se eu botasse dez pau que seja na mão dele… Dez pau? Ah… Não é que seja um monte de dinheiro não, mas eu ia ganhar negócio. Ô…”, diz Cavendish, que não se refere a um caso específico. “Estou sendo muito sincero com vocês: 6 milhões aqui, eu ia ser convidado. ‘Ô senador fulano de tal, tá aqui. Se convidar, eu boto o dinheiro na tua mão’”, continua o empresário.
A revista “Veja” já havia publicado trechos dessa conversa, em maio passado, sem divulgar o áudio da conversa.
Explicando. Em maio de 2011, a revista publicou reportagem acusando o ex-ministro José Dirceu de fazer lobby para a construtora Delta, do empresário Fernando Cavendish. Seria a explicação para a Delta, de um empresário próximo do governador do Rio, Sergio Cabral, ter ganho tantas licitações em todo o Brasil. Dirceu diz que recebeu R$ 20 mil da Delta como consultor, mas nega se tratar de tráfico de influência (explicação dada por ele em seu blog).
Chama a atenção a frase final da reportagem de Veja:
A compra da Sigma pela Delta, como foi dito, é motivo de uma intensa disputa judicial. Graças a essa contenda é que veio à tona a confirmação de que o consultor José Dirceu age como um intermediário de oportunidades dentro do governo. Ela mostra também o perfil de cliente que busca esse tipo de serviço. Em reunião com os sócios, no fim de 2009, quando discutia exatamente as razões do litígio, o empresário Fernando Cavendish revelou o que pensa da política e dos políticos brasileiros de maneira geral: “Se eu botar 30 milhões de reais na mão de políticos, sou convidado para coisas para ‘c…’. Pode ter certeza disso!”. E disse mais. Com alguns milhões, seria possível até comprar um senador para conseguir um bom contrato com o governo: “Estou sendo muito sincero com vocês: 6 milhões aqui, eu ia ser convidado (para fazer obras). Senador fulano de tal, se (me) convidar, eu boto o dinheiro na sua mão!”. Subornar pessoas com poder de decisão no governo é crime de corrupção ativa. Todo mundo sabe que isso ocorre a toda hora. Mas ouvir a confirmação da boca de um grande empresário do país, mesmo se for só bravata, é assustador.
Não há dúvida que Cavendish disse o que disse. Foi gravado. Ao ler a revista, ele deve ter se dado conta disso. Ou seja, sabe-se lá o que passou pela cabeça do dono da Delta, então. Existiriam novas gravações?
O curioso é a repercussão do fato.
Demóstenes Torres. Deu no Globo:
O líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), vai procurar o PSDB e o PPS para, numa ação conjunta da oposição, apresentarem requerimento de convite aos empresários. Para Demóstenes, caberia requerimento à Comissão de Constituição e Justiça ou à de Fiscalização e Controle.
A novidade? É que hoje sabemos que a gravação, tudo indica, é originária do esquema do Cachoeira, já que coincidentemente foi divulgada com acusações contra o dono da Delta, apesar de não fazer parte da Operação Monte Carlo, no momento em que são coletadas as assinaturas para instalar a CPI.
É uma forma de colocar gente para trabalhar os telefones e tentar convencer deputados e senadores a não assinar os requerimentos para a criação da CPI. Especialmente se Cavendish doou dinheiro para campanhas eleitorais ou colocou em prática o que disse que poderia fazer, na gravação.
O esquema de Cachoeira grava, Veja expõe e Demóstenes pede explicações. Cavendish fica refém.
O áudio vaza justamente no dia em que estão sendo recolhidas assinaturas para a CPI e merece destaque da Folha.
O Brasil não é para amadores.
Definitivamente, não vai faltar assunto para esta CPMI.
PS do Viomundo: E, agora à noite, a gravação que saiu em um blog na internet foi parar no Jornal Nacional! O JN não perguntou, obviamente, quem deu a gravação ao dono do blog, Mino Pedrosa.
Luis Carlos Azenha
No Viomundo
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Marina Silva encontrou seu caminho: virou pastora da Assembleia de Deus no DF

Comentário pertinente do Dagmar Vulpi no Facebook: “Depois de descobrir que o PV não é partido político, finalmente Marina Silva encontra seu porto seguro e não foi em nenhuma sigla partidária não. Ela acaba de ser “ordenada” pastora da Assembleia de Deus.”

A ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva foi consagrada pastora em uma reunião da Convenção das Assembleias de Deus no Distrito Federal (Ceaddif), liderada pelo pastor Sostenes Apolos.
A possibilidade de mulheres serem consagradas ao ministério pastoral nas igrejas Assembleia de Deus foi aberta após aprovação do tema durante Assembleia Geral Ordinária realizada em outubro de 2011 pela Convenção do Distrito Federal.
Na ocasião, a proposta foi votada por 1.500 correligionários e aprovada com 70% dos votos. Segundo informações do Gprime, no entendimento dos líderes assembleianos, a decisão da Ceaddif abre caminho para que a CGADB também aprove o ordenamento de mulheres ao ministério pastoral. Em 2001, a proposta foi recusada durante Assembleia Geral da Convenção Nacional.
O reconhecimento da ordenação da ex-candidata à presidência da República Marina Silva ao ministério pastoral em todas as Assembleias de Deus ainda depende de homologação da CGADB. Em 2010, Marina havia sido ordenada missionária.
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Dormir con los ojos abiertos

Observé bien a Obama en la famosa “reunión Cumbre”. El cansancio a veces lo vencía, cerraba involuntariamente los ojos, pero en ocasiones dormía con los ojos abiertos.
En Cartagena no se reunía un sindicato de Presidentes desinformados, sino los representantes oficiales de 33 países de este hemisferio, cuya amplia mayoría demandan respuestas a problemas económicos y sociales de gran trascendencia que golpean a la región del mundo con más desigualdad en la distribución de las riquezas.
No deseo adelantarme a las opiniones de millones de personas, capaces de analizar con profundidad y sangre fría los problemas de América Latina, el Caribe y el resto de un mundo globalizado, donde unos pocos lo tienen todo y los demás no poseen nada. Llámese como se llame, el sistema impuesto por el imperialismo en este hemisferio está agotado y no puede sostenerse.
En un futuro inmediato la humanidad tendrá que enfrentar, entre otros problemas, los relacionados con el cambio climático, la seguridad y la alimentación de la creciente población mundial.
Las lluvias excesivas están golpeando tanto a Colombia como a Venezuela. Un análisis reciente revela que, en marzo de este año, en Estados Unidos se produjeron calores 4,8 grados Celsius más altos que el promedio histórico registrado. Las consecuencias de esos cambios bien conocidos en las capitales de los principales países europeos, engendran problemas catastróficos para la humanidad.
Los pueblos esperan de los dirigentes políticos respuestas claras a esos problemas.
Los colombianos, donde tuvo lugar la desprestigiada Cumbre, constituyen un pueblo laborioso y sacrificado que necesita como los demás la colaboración de sus hermanos latinoamericanos, en este caso, venezolanos, brasileños, ecuatorianos, peruanos, y otros capaces de hacer lo que los yankis con sus armas sofisticadas, su expansionismo, y su insaciable apetencia material no harán jamás. Como en ningún otro momento de la historia será necesaria la fórmula previsora de José Martí: “¡Los árboles se han de poner en fila, para que no pase el gigante de las siete leguas! Es la hora del recuento, y de la marcha unida, y hemos de andar en cuadro apretado, como la plata en las raíces de los Andes.”
Muy lejos del brillante y lúcido pensamiento de Bolívar y Martí están las palabras masticadas, edulcoradas y machaconamente repetidas del ilustre premio Nobel, dichas en una ridícula gira por los campos de Colombia y que escuché ayer en horas de la tarde. Servían solo para rememorar los discursos de la Alianza para el Progreso, hace 51 años, cuando todavía no se habían cometido los monstruosos crímenes que azotaron este hemisferio, donde nuestro país luchó no solo por el derecho a la independencia, sino el de existir como nación.
Obama habló de entrega de tierras. No dice cuánta, ni cuándo, ni cómo.
Las transnacionales yankis jamás renunciarán al control de las tierras, las aguas, las minas, los recursos naturales de nuestros países. Sus soldados debieran abandonar las bases militares y retirar sus tropas de todos y cada uno de nuestros territorios; renunciar al intercambio desigual y el saqueo de nuestras naciones.
Tal vez la CELAC se convierta en lo que debe ser una organización política hemisférica, menos Estados Unidos y Canadá. Su decadente e insostenible imperio se ha ganado ya el derecho a descansar en paz.
Pienso que las imágenes de la Cumbre debieran conservarse bien, como ejemplo de un desastre.
Dejo a un lado los escándalos provocados por la conducta que se atribuye a los miembros del Servicio Secreto, encargados de la seguridad personal de Obama. Tengo la impresión de que el equipo que se ocupa de esa tarea se caracteriza por su profesionalidad. Fue lo que observé cuando visité la ONU y ellos atendían a los Jefes de Estado. Sin duda que lo han protegido de quienes no habrían vacilado en actuar contra él por prejuicios raciales.
Ojalá Obama pueda dormir con los ojos cerrados aunque sea unas horas sin que alguien le endilgue un discurso sobre la inmortalidad del cangrejo en una Cumbre irreal.
Fidel Castro Ruz
Abril 16 de 2012
7 y 40 p.m.
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Lama soterra Marconi Perillo

Novas gravações da Polícia Federal, a que o Jornal Nacional teve acesso, mostram a influência de Carlinhos Cachoeira na nomeação de funcionários públicos no governo de Goiás comandado por Marconi Perillo, do PSDB. A conversa foi gravada no dia 11 de abril de 2011.
Carlinhos Cachoeira conversa com o ex-vereador do PSDB, Wladimir Garcez, considerado braço direito no esquema do bicheiro. Garcez, que está preso, fala que o governador de Goiás, Marconi Perillo, autorizou contratações de pessoas selecionadas por Cachoeira.
Wladimir: Então é o seguinte, o governador liberou os negócios dele e eu falei para ele que nós temos mais quatro pedidos. Esse de Anápolis ele resolveu vai lotar nas nomeações. Os de Goiânia, ele vai ver a questão de gerência. Aí tem duas ou três gerências para vir para nós para gente discutir quem são os nomes.
Carlinhos: Tá, Você põe a Vanessa numa. A Rosana pode ser um salário de R$ 2 mil. A Vanessa é gerência.
Em outro trecho das gravações, Wladimir comemora as nomeações conseguidas no governo de Perillo. E recebe elogios de cachoeira.
Wladimir: Nós estamos com sete pessoas só aqui, né?
Carlinhos: Você, é o seguinte, Wladimir: você é o cara que mais põe gente nesse governo.
Wladimir: Agora, tem uns carguinhos aí que nós vamos poder atender muita gente.
Conversas e trocas de mensagens com Carlinhos Cachoeira levaram à demissão, há duas semanas, de Eliane Gonçalves Pinheiro, chefe de gabinete de Marcone Perillo.
Nesta segunda-feira (16), Perillo esteve no Ministério da Fazenda, em Brasília. Ele evitou a imprensa. E não atendeu aos pedidos de entrevista

Cachoeira inunda palácio em Goiânia por Esquerdopata
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Testando Mais Algumas Hipótese (Lógica Kameliana)

Abaixo temos mais um fragmento da Operação Monte Carlo da Polícia Federal. Cachoeira pede para Lenine buscá-lo no aeroporto de Brasília. Ele está chegando de viagem com o Cláudio (Abreu, diretor da Delta). Ambos vão almoçar com Policarpo. Veja a imagem:
O curioso aqui é que estamos no dia 11 de agosto. Duas semanas depois de Cachoeira parabenizar o jornalista, como o Nassif já mostrou (aqui).
Seguindo a lógica Kameliana de jornalismo, de testar hipóteses, vamos supor que no almoço eles tenham conversado, entre outras coisas, sobre o recente "furo" noticiando o lobista Júlio Fróes, que foi apelidado pela Veja de "homem da mala".
O escândalo culminou na demissão do então ministro da Agricultura Wagner Rossi, cota do PMDB, desencadeando nova crise no governo Dilma Rousseff e sua base aliada.
Rossi foi o quarto ocupante do primeiro escalão do governo a deixar o cargo sob intenso bombardeio da mídia. Não boto minha mão no fogo por ele.
Mas a denúncia contra Rossi partiu de um ex-chefe da comissão de licitação do ministério, Israel Leonardo Batista. Só não se sabe porque Leonardo virou ex. Será que a revista lembrou de perguntar?
Abaixo segue a ligação de Lenine a Dadá confirmando o almoço:
O pé do texto traz mais uma saborosa revelação. Segundo Lenine, "o pessoal da FN (leia-se Força Nacional de Segurança, em ação no entorno) não vai mexer mais com máquinas (caça níqueis). Vai passar tudo para a PF que, até aqui, eles julgavam ter em suas mãos.
No DoLaDoDeLá
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Desafios de um cadeirante no trânsito de São Paulo

O Ênio Barroso foi o homenageado da  II edição do Blogprog com o prêmio Barão de Itararé. Ou seja, é daqueles blogueiros sujíssimos.
Cadeirante e morador de São Paulo, Ênio foi o nosso escolhido para fazer o último vídeo da série “Transporte em Sampa”. Uma série excelente do SPressoSP que você pode assistir aqui.
Suas observações de como são as condições da maior cidade do Brasil para os cadeirantes são tristes e chocantes. Num ponto do vídeo, Ênio mostra que as novas estações do Metrô de São Paulo, que foram construídas de forma adaptada, não são adequadas porque os trêns entregues são mais altos que a plataforma. Isso mesmo. Ou seja, o erro leva à criação de um degrau que impede o deslocamento autônomo do cadeirante.
É bizarro, mas você pode checar em imagens e relato do Ênio no vídeo que linkei abaixo. Aproveite para ver toda a série de transporte do SPressoSP. Uma série tão boa, que levou a Globo a fazer boas matérias. Aliás, César Tralli, o Ênio é ótimo…
No Blog do Rovai
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