13 de abr de 2012

O Auto da Compadecida

O Auto da Compadecida foi filmado em Cabaceiras, no sertão da Paraíba, uma cidade próxima a Taperoá, cidade em que as aventuras de João Grilo e Chicó são retratadas na peça teatral de Ariano Suassuna.
No vilarejo de Taperoá, sertão da Paraíba, na década de 1930, o esperto João Grilo (Matheus Nachtergaele) e seu amigo Chicó (Selton Mello), covarde e mentiroso, são dois nordestinos sem eira nem beira que andam pelas ruas anunciando A Paixão de Cristo, "o filme mais arretado do mundo". A sessão é um sucesso, eles conseguem alguns trocados, mas a luta pela sobrevivência continua. João Grilo e Chicó empregam-se na padaria de Eurico (Diogo Vilela), cuja esposa, a fogosa Dora (Denise Fraga) adora um homem bravo, trai o marido e é mais devotada à cadela Bolinha do que ao esposo. Chicó envolve-se com Dora, mas a chegada da bela Rosinha (Virgínia Cavendish), filha de Antonio Moraes (Paulo Goulart), desperta a paixão de Chicó, e ciúmes do cabo Setenta (Aramis Trindade) e de Vincentão (Bruno Garcia), o valentão da cidade. Os planos da dupla, que envolvem o casamento entre Chicó e Rosinha e a posse de uma porca de barro recheada de dinheiro, dote da bisavó de Rosinha para a moça, são interrompidos pela chegada do cangaceiro Severino (Marco Nanini) e a morte de João Grilo. João Grilo, Eurico, Dora, Padre João (Rogério Cardoso), o Bispo (Lima Duarte) e Severino reencontram-se no Juízo Final, onde serão julgados no Tribunal das Almas por um Jesus negro (Maurício Gonçalves) e pelo diabo (Luís Melo). O destino de cada um deles será decidido pela aparição de Nossa Senhora, a Compadecida (Fernanda Montenegro) e traz um final surpreendente, principalmente para João Grilo.
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Tarso convida colunista da RBS a também ter vergonha pela situação do Presídio Central

O jornalista David Coimbra perguntou hoje ao governador Tarso Genro, em coluna publicada no jornal Zero Hora, se ele não tinha vergonha da situação do Presídio Central. Para externar sua indignação com a situação dos detentos do presídio gaúcho, o colunista de ZH critica, entre outras coisas, os defensores dos animais e as manifestações a favor das bicicletas. “E os homens martirizados do Presídio Central? Ninguém se importa com eles? Onde está a solidariedade da espécie?” – pergunta Coimbra, que propõe como solução para o problema a privatização dos presídios.
O RS Urgente encaminhou ao governador Tarso Genro três perguntas sobre o tema. Eis as perguntas e a respostas do chefe do Executivo gaúcho:
Governador, qual a reação do senhor ao ver o estado atual do Presídio Central?
Acho que todos os gaúchos estão envergonhados com a situação do Presídio Central. Mas eu, particularmente, sinto-me, além de envergonhado, contente por estar orientando o governo, desde o início da gestão, para incidir fortemente sobre aquela vergonha nacional. Comecei este trabalho na época em que era ministro da Justiça, quando passei vultosos recursos para a reforma do presídio Anibal Bruno, de Pernambuco, que era tão vergonhoso como o Presídio Central. Não consegui mandar recursos para o Rio Grande do Sul porque, naquela época, as autoridades locais não preencheram os requisitos necessários para receber o dinheiro, por razões técnicas ou políticas que desconheço.
Na edição de Zero Hora desta sexta-feira, o colunista David Coimbra pergunta se o senhor “não tem vergonha” da situação. Qual a sua resposta a essa indagação?
Convido o jornalista que escreveu o isento artigo a ter vergonha comigo. Mais vergonha, talvez, porque, afinal, os dois governos que nos precederam foram eleitos com o apoio ostensivo das editorias da rede de comunicação onde ele trabalha. Os últimos oito anos de total descaso com o Presídio Central é que resultaram esta situação dramática que, paulatinamente, vamos corrigir. Ou alguém pensa que drama do presídio é resultado dos últimos 15 meses? Portanto, em oito anos de governos que foram eleitos com o ostensivo apoio dos “formadores de opinião” do jornal ao qual o referido jornalista presta o seu serviço, pouco ou nada foi feito em relação ao Presídio Central.
É bom a gente socializar a vergonha, senão parece que a imprensa é uma estrutura de poder “neutra”, composta só por pessoas puras e dotadas de incrível senso de responsabilidade pública, que não tem nenhuma responsabilidade com o que ocorre na esfera da política e nas decisões de Estado. Eu gostei do artigo. Achei muito bom o texto. Mas como represento uma instituição - o Executivo Estadual - e um projeto político - da Unidade Popular Pelo Rio Grande - convido-o a refletir sobre a herança que recebemos, cuja construção não teve o nosso apoio nem a nossa cumplicidade política, para que todos nos envergonhemos. E para que passemos a trabalhar juntos para construir um novo Rio Grande.
Na sua avaliação, a privatização é uma solução para o problema dos presídios?
Não vamos diminuir ou abdicar das nossas funções, como ocorrido em gestões anteriores. Esta é uma questão constitucional: a custódia dos detentos é responsabilidade do Estado. Qualquer empresa que entra em um negócio visa o lucro e o sistema prisional não serve para isso. Quero deixar claro que não somos contrários às PPPs. Pelo contrário, estamos encaminhando algumas. Mas elas não podem ser feitas no sistema prisional.
Em um passado recente, era de bom tom neoliberal reduzir as funções públicas do Estado, fazer promoções para demissões voluntárias, como ocorreu no governo Britto (referência para alguns como “modelo de gestão”), aplicar brutais arrochos salariais em todos os servidores, principalmente da Susepe, policiais civis e militares, terceirizar serviços e dar isenções fiscais concentradas exclusivamente em grandes empresas, deixando a base produtiva histórica do estado a ver navios. E mais, ainda restam 50 mil ações da Lei Britto para pagar, presente herdado por todos os governos que sucederam o governador Britto, ponto culminante da arrogância neoliberal no nosso estado.
Marco Aurélio Weissheimer
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Após ser citado em escutas, procurador-geral de Goiás entrega cargo

Ronald Bicca, tomou banho na "Cachoeira"
A assessoria do governo de Goiás confirmou no início da noite desta sexta-feira que o procurador-geral do Estado, Ronald Bicca, solicitou ao governador Marconi Perillo (PSDB) exoneração do cargo. O governador Marconi Perillo aceitou o afastamento e designou como interino o atual procurador-geral adjunto, Alexandre Tocantins.
O motivo oficial da saída de Bicca do governo teria sido um pedido de licença para que ele fizesse um curso no exterior, mas coincide com a divulgação de gravações da Polícia Federal sobre o bicheiro Carlinhos Cachoeira em que o ex-procurador é supostamente citado.
Segundo matéria publicada hoje no jornal O Popular, de Goiânia, Bicca pode ser, por exemplo, o procurador "Ronald" mencionado em um diálogo entre Gleyb Ferreira, auxiliar direto de Cachoeira, e o contador do grupo, Geovani Pereira da Silva. Na escuta, eles discutiam sobre providências de aluguel de um imóvel. Em entrevista ao jornal, Bicca afirmou conhecer Cachoeira apenas de encontros sociais e não em função do cargo no governo.
Além de Ronald Bicca, outros auxiliares do governo estadual já pediram exoneração após terem seus nomes citados nas escutas da PF sobre Cachoeira. A chefe de gabinete do governador, Eliane Pinheiro, e o presidente do Detran-GO, Edivaldo Cardoso, entregaram os cargos há dez dias.

Prefeitura suspende contratos

O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), anunciou nesta sexta-feira que mandou suspender, por tempo indeterminado, todos os contratos de prestação de serviços e de obras que o município tem com a Delta Construção S.A., empresa investigada pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, por ligações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.
O prefeito afirmou que, "por cautela", decidiu por suspender os 12 contratos - cinco já executados - apesar de não vislumbrar, inicialmente, nenhuma irregularidade neles. "Não estamos fazendo nenhum pré-julgamento", garante. Garcia disse que também determinou uma sindicância para avaliar as condições gerais de execução dos contratos, que tem objetos que vão desde pavimentação asfáltica até obras de saneamento, passando por locação de máquinas e equipamentos usados na limpeza urbana e coleta de lixo.
Um pedido de autorização de contratação em caráter emergencial de outras empresas para realizar os serviços, agora suspensos, da Delta será enviado pelo prefeito ao Tribunal de Contas dos Municípios.
No Terra
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Charge online - Bessinha - # 1185

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Jesus ressuscitou!!! Ai, se eu te pego!!!

Durante la procesión de Semana Santa en Alhama de Mucia, la cofradía se ha atrevido a bailar con su Jesús Resucitado la exitosa canción de Michel Teló "Ai Se Eu Te Pego". No es la primera vez que esta cofradía se atreve con pasos arriesgados, en 2010 lo hicieron con la tradicional canción española de "Paquito chocolatero". Incluso este mismo año también bailaron al ritmo del "Waka Waka" de Sahkira.
No Diário Ateísta
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Livro fumável

FHC - um grande leitor
Livro com páginas de seda será lançado pelo rapper Snoop Dogg
O rapper norte-americano Snoop Dogg lançou um livro para ser, literalmente, fumado. As páginas da obra, que traz letras do cantor, são de papel seda para enrolar o fumo, além da capa de fibra de cânhamo (que também pertence ao gênero cannabis, mas tem um teor de THC menor que a maconha) e com acendedor de fósforo na lateral. Além disso, pra facilitar o fechamento do “cigarrinho artesanal” na extremidade do livro há um adesivo colante. O livro se chama ‘Rolling Words – A Smokable Songbook’ (Palavras Enroladas – Um Livro de Canções Fumável) e tem até vídeo de divulgação, onde Snoop Dogg diz que agora todos podem fumar com o especialista. O lançamento oficial da publicação será durante o festival Coachella, que acontece de hoje (13) até o dia 22 de abril nos Estados Unidos.
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Charge online - Bessinha - # 1184

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Salário mínimo de 2013 pode chegar a R$ 667,75

A equipe econômica do governo projeta ainda mínimo de R$ 729,20 para 2014 e de R$ 803,93 para o ano seguinte – aumento de 29% acumulados até 2015
O salário mínimo em 2013 poderá chegar a R$ 667,75, o que corresponde a um reajuste de 7,3% em relação ao atual. O valor consta no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), divulgado nesta sexta-feira (13) pelo Ministério do Planejamento. A equipe econômica projeta ainda mínimo de R$ 729,20 para 2014 e de R$ 803,93 para o ano seguinte – o que resulta em aumento de 29% acumulados até 2015.
A LDO apresenta os parâmetros que servirão de base para a elaboração do Orçamento-Geral da União do próximo ano. O projeto manteve as projeções oficiais para a inflação e para o crescimento econômico.
O crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) continuou estimado em 5,5% para 2013. A inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também não variou em relação aos números divulgados em fevereiro pela equipe econômica e ficou em 4,5%, um pouco menos que os 4,7% estimados para este ano.
O Planejamento estima taxa de câmbio média de R$ 1,84 para 2013, contra a taxa de R$ 1,76 em 2012. Os juros básicos da economia, de acordo com o projeto da LDO, deverão encerrar 2012 em 9,75% ao ano e atingir 8,5% ao ano no fim de 2013.
No Agência Brasil
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Jornalismo investigativo ou cumplicidade?

Jornalismo investigativo e cumplicidade com práticas criminosas podem estar sendo confundidos. Vale lembrar a afirmação de Paul Virilio: “A mídia é o único poder que tem a prerrogativa de editar suas próprias leis, ao mesmo tempo em que sustenta a pretensão de não se submeter a nenhuma outra”.
Algo de muito errado está acontecendo com a grande mídia no Brasil.
Enquanto empresários da mídia impressa ou concessionários do serviço público de radiodifusão – e seus porta-vozes – reafirmam, com certa arrogância, seu insubstituível papel de fiscalizadores da coisa (res) pública, o país toma conhecimento, através do trabalho da Polícia Federal, de evidências do envolvimento direto da própria mídia com os crimes que ela está a divulgar.
E mais: a solidariedade corporativa se manifesta de forma explícita. Por parte de empresas de mídia, quando se recusam a colocar setores de seu negócio entre os suspeitos da prática de crimes, violando assim o direito à informação do cidadão e o seu dever (dela, mídia) de informar. Por parte de jornalistas, que alegam estarem sujeitos a eventuais relacionamentos “de boa fé” com “fontes” criminosas no exercício profissional do chamado jornalismo investigativo.
Será que – na nossa história política recente – o recurso retórico ao papel de fiscalizadora da coisa (res) pública não estaria servindo de blindagem (para usar um termo de agrado da grande mídia) à indisfarçável partidarização da grande mídia e também, mais do que isso, de disfarce para crimes praticados em nome do jornalismo investigativo?

Imprensa partidária

Historiadores da imprensa periódica nos países onde ela primeiro floresceu, sobretudo Inglaterra, França e Estados Unidos, concordam que ela – ou o de mais parecido com aquilo que hoje entendemos como tal – nasceu vinculada à política e aos partidos políticos. Numa segunda fase, transformou-se em empresa comercial, financiada por anunciantes e leitores. No Brasil, as circunstâncias históricas, certamente nos diferenciam dos países citados, mas não há distinção em relação às origens políticas e partidárias da imprensa nativa.
Foi Antonio Gramsci, referindo-se à imprensa italiana do início do século 20, quem primeiro chamou a atenção para o fato de que os jornais se transformaram nos verdadeiros partidos políticos. Muitos anos depois, entre nós, Octavio Ianni chamou a mídia de “o Príncipe eletrônico”.
Apesar disso, a imprensa que passa a se autodenominar de “independente” é aquela que é financiada, sobretudo, pelos anunciantes e, ao longo do tempo, reivindica sua legitimação no princípio liberal do “mercado livre de ideias”, externo e/ou interno à própria imprensa.
No Brasil dos nossos dias, até mesmo os empresários da grande mídia admitem seu caráter partidário como, aliás, já afirmou publicamente a presidente da ANJ.

Jornalismo investigativo

O chamado “jornalismo investigativo” acabou levando a grande mídia a disputar diretamente a legitimidade da representação do interesse público, tanto em relação ao papel da Justiça – investigar, denunciar, julgar, condenar e, eventualmente, perdoar – como em relação à política institucionalizada de expressão da “opinião pública” pelos políticos profissionais eleitos e com cargo nos executivos e nos parlamentos.
Ademais, o assumido papel de oposição partidária parece estar levando setores da grande mídia a não diferenciar “jornalismo investigativo” – e/ou relação com “fontes” – e o exercício de uma prática profissional que escorrega perigosamente para o crime, sem qualquer limite ético e/ou legal.
Jornalismo investigativo e cumplicidade com práticas criminosas podem estar sendo confundidos. Vale, portanto, lembrar a afirmação de Paul Virilio: “A mídia é o único poder que tem a prerrogativa de editar suas próprias leis, ao mesmo tempo em que sustenta a pretensão de não se submeter a nenhuma outra”.
Parece que, lamentavelmente, atingimos a esse perigoso e assustador limite no Brasil.
Venício Lima
Professor Titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Regulação das Comunicações – História, poder e direitos, Editora Paulus, 2011.
No Carta Maior
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Charge online - Bessinha - # 1183

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As manobras do esquema Cachoeira

Na condição de réu, o senador Demóstenes Torres teve acesso às peças do inquérito Monte Carlo.
Agora, está selecionando informações para, em conluio com jornalistas do esquema Cachoeira, jogar o foco das investigações na Construtora Delta.
Sabendo-se das ligações de Cachoeira com a Delta, é até risível matéria informando sobre as tratativas do bicheiro para conseguir acesso a altos executivos da empresa - como se fosse uma figura menor aproximando-se da toda poderosa Delta.
A lógica da estratégia Cachoeira-Demóstenes-aliados é simples. A Delta é parte do universo a ser investigado; Cachoeira é o todo. Focando na Delta, tenta-se tirar do foco o chefe da quadrilha, Cachoeira, seu principal lugar-tenente, Demóstenes, assim como as ligações midiáticas da estrutura criminosa.
De quebra, desestimulam-se peemedebistas - já que a Delta tem relações com o governador Sérgio Cabral Filho - e petistas - relações com o governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz.
Nos próximos dias, haverá um aumento da chantagem de alguns veículos sobre políticos. É um jogo intimidatório pesado. Parlamentares escolhidos para a CPI serão alvo de represálias do esquema criminoso. Haverá também a estratégia de misturar factóides com fatos objetivos, visando embolar o entendimento da opinião pública.
A CPI de Cachoeira mostrará se o país poderá aspirar a um lugar no mundo moderno, se dispõe de instituições capazes de enfrentar toda sorte de poderes - do Executivo, Judiciário, Legislativo ao até agora intocado poder midiático.
Se se quiser, de fato, passar o país a limpo, o Congresso terá que pagar para ver, assim como parece estar sendo a posição do Executivo.
Seria medida de prudência jornais e jornalistas se darem conta de que rompeu-se a muralha do silêncio e do medo. Veículos e jornalistas que entrarem no esquema correrão o risco de serem indiciados pela Justiça.
Está chegando ao fim a era da plena impunidade para o mau jornalismo e para o uso de dossiês criminosos.
Luis Nassif
No Advivo
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Uma reportagem surreal

Do Valor Econômico

Para o DEM, Cachoeira sabia dos grampos

Por Brasília
O empresário Carlos Cachoeira sabia que estava com os telefones grampeados pela Polícia Federal, segundo apurou o Valor na cúpula do Democratas. O suposto envolvimento do senador Demóstenes Torres (GO) com o esquema para a legalização dos jogos de azar foi um golpe fatal para o DEM, partido que tenta sobreviver à extinção. Se for mal nas eleições municipais de outubro, muito provavelmente o que restar da sigla deve ser incorporado ao PSDB ou PMDB ou ainda se dividir entre as duas legendas.
De acordo com a investigação feita pela cúpula do Democratas, Carlos Cachoeira foi avisado do "grampo" por Idalberto Matias Araújo, o Dadá, um antigo agente de ligação entre os serviços de inteligência da Aeronáutica e a Polícia Federal. Dadá, segundo as acusações, seria o chefe do "grupo de inteligência" de Cachoeira. Na eleição de 2010, Dadá chegou a ser contactado pelo comitê eleitoral da campanha da candidata Dilma Rousseff, segundo se informou, para cuidar da segurança da casa onde funcionava a campanha da hoje presidente.
Por suas ligações com a PF, Dadá teria ficado sabendo do "grampo" de uma conversa entre Demóstenes e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A conversa foi parar nas páginas da revista "Veja", o que não teria agradado a Cachoeira. Por saber que estava "grampeado" é que Carlos Cachoeira deu um telefone para permitia que os dois se protegesses de escutas - os aparelhos de Cachoeira e o de Demóstenes dispunham do mesmo sistema criptografado.
Apesar dessas precauções, as conversas de Cachoeira continuaram sendo "grampeadas", o que levou cardeais do DEM a suspeitar que o empresário tenha feito um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Registra-se, inclusive, que Cachoeira parece ter se tornado "mais falastrão", mencionando os presentes que deu ao senador Demóstenes, como uma geladeira importada. (RC)
No Advivo
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Tirésias: quantos Agnellos vale um José Dirceu?

Nestes momentos de incerteza, o ansioso blogueiro recorre ao Oráculo de Delfos – clique aqui para ver como ele junta o Cachoeira e o Dantas no mesmo saco, ou melhor, na mesma lama.
E ao Profeta Tirésias, invariavelmente protegido nos morros de Minas.
– Profeta, desculpe interromper sua meditação sobre o destino de Édipo, mas, por favor, desvende o enigma do Lula.
– Do Lula ou da esfinge?, meu filho?
– Do Lula.
– Que enigma?
– O Lula quer as duas CPIs. A da Privataria, que o PT não quer, e a do Cachoeira, que o PT quer.
– Sim, e daí? Ele é que está certo.
– Não, não é essa a minha pergunta. Minha pergunta é a seguinte: essa CPI do Cachoeira não pode ser um tiro no pé do PT?
– Pode. Pode ser um tiro no pé do Agnello.
– Então, o Agnello é do PT.
– Meu filho, quantos Agnellos vale um Zé Dirceu?
- Que intimidade, hein Tirésias, Zé…
– Tá bom. Quantos Agnellos vale um José Dirceu?
– Sei lá…
– Mil, um milhão?
– Não sei aonde você quer chegar, Profeta.
– A CPI do Cachoeira vai melar o mensalão, não é isso?
– Bom, é o que diz um blogueiro ansioso.
– Sei quem é. Mas, veja bem. A CPI do Cachoeira acaba com a hipocrisa dos tucanos, e revela que o mensalão foi uma trampa montada pelo Demóstenes, Cachoeira e sabe-se lá mais quem. Isso tudo vai ficar claro. E isso não vale um Agnello?
– É, pode ser.
– Vale mil Agnellos, meu filho. Deixa o Ali Kamel depenar o Agnello. Isso não demora muito. Daqui a pouco acaba o estoque de grampo dele.
– O ansioso blogueiro diz toda hora que quer ver o Supremo condenar o José Dirceu.
– Eu também.
Pano rápido
Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
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Diálogos no JN desmentem o JN (de novo)

O jornal Nacional ignorou a informação de que, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski cobrou explicações do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), sobre as recorrentes citações nas conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal (PF) para a Operação Monte Carlo.
Segundo uma nota publicada no jornal Correio Braziliense, na última segunda-feira, dia 9, Lewandowski expediu os ofícios para o governador e para o prefeito, que ainda não elaboraram as respostas ao ministro. Os pedidos de explicação foram feitos dentro do inquérito aberto pelo STF para investigar os indícios de crime na relação de amizade entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (ex-DEM/GO).
O procedimento corre em segredo de Justiça, mas o jornal diz que apurou as razões para as citações oficiais de Perillo no inquérito. Nos grampos telefônicos remetidos ao STF, com o envolvimento de parlamentares do esquema de Cachoeira, os nomes do governador e do prefeito são frequentemente citados.
Em razão desse envolvimento, o STF poderá investigar os dois, caso haja solicitação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Por enquanto, o inquérito foi aberto apenas para investigar Demóstenes. Outros três parlamentares deverão ser investigados – Carlos Alberto Leréia (PSDB/GO), Sandes Júnior (PP/GO) e Stepan Nercessian (PPS/RJ) – em razão dos indícios de crime deduzidos a partir dos diálogos telefônicos trocados com Cachoeira.
Mas o jornal nacional da Globo preferiu a trama do novelão anti-Agnelo Queirós, que continuou ne edição de quinta-feira. Só que a análise dos diálogos divulgados não batem com a narrativa de William Bonner.
Eis um trecho do JN:
No dia 30 de março, Idalberto Matias, o Dadá, um dos principais auxiliares de Cachoeira, conversa com o então diretor da empresa Delta, Cláudio Abreu. Abreu reclama que os pedidos da empresa não estão sendo atendidos e diz que vai procurar o governador:
“Não dá mais rapaz, nós ‘tamos’ sem receber, não cai dinheiro. Nós temos uma audiência, pode falar que o governador mandou me chamar, quer conversar comigo. Então, eu vou ter que tratar direto é com governador, como é que eu faço?”.
O JN, de novo, manipula o telespectador para esconder informação, e transforma o diálogo em monólogo. Mesmo assim, pelo diálogo seguinte dá para entender que Dadá estava pedindo dinheiro para pagar gente que estava na 'folha de pagamento' de Cachoeira.
Cláudio Abreu diz que não tem o dinheiro porque o governo Agnelo não está atendendo os pleitos dele. Ou seja, se ele queria fazer maracutaia, não estava conseguindo. Parece até pior para a Delta: o contexto dá a entender que o governo Agnelo estaria até congelando pagamentos.
Aí Cláudio Abreu diz que tem uma audiência (coisa normal entre fornecedores que tem contratos e estão com pagamentos atrasados), sem especificar se é com a presença do governador .
Então ele manda Dadá dizer para os outros "pode falar que o governador mandou me chamar, quer conversar comigo. Então, eu vou ter que tratar direto é com o governador, como é que eu faço?" - Ora, o "pode falar..." significa que ele está inventando para se valorizar. Ele tinha uma audiência marcada sabe-se lá com quem, e diz uma bravata para não perder a imagem de ter prestígio e ser influente.
Aí o Jornal Nacional continua seu roteiro de novela:
Dadá repassa o descontentamento da Delta para Marcelo Lopes, ex-assessor de Agnelo, e diz que a direção da empresa no Rio de Janeiro vai cobrar a fatura da campanha.
DADÁ - A chefia do Rio entendeu. É que mexeu com... Ele ficou fora da negociação de campanha, que as autoridades lá do Rio de Janeiro que vieram. Então as autoridades do Rio que se mexeram, né? Cobraram a fatura aí, né?
MARCELÃO - Entendi, beleza. Quando eu sair daqui, te dou uma ligada.
DADÁ - O Cláudio Abreu, ele tem chefe, cara. Ele é simplesmente diretor regional. Em cima dele tem muita gente e a diretoria lá em cima. O Cláudio não participou da negociação da campanha. Os caras dizem assim “Pô o Cláudio não ‘tá’ resolvendo”. O pagamento não sai, entendeu? Então eu vou em cima do zero-um, meu irmão.
Mas o roteirista da novela do JN entrou em contradição e perdeu o nexo:
O Dadá doura a pílula ao repassar sua versão da desculpa que Claudio havia mandado dizer para atrasar o pagamento de Marcelão. Logo, Marcelão não sabe bulhufas do que se passa no gabinete de Agnelo, para precisar ser informado através de Dadá.
O JN havia dito no capítulo do dia anterior que Marcelão seria um assessor direto de Agnelo, insinuando que teria poder para traficar influência junto à Agnelo, coisa que os diálogos acima desmentem categoricamente.
De novo, se isolar os fatos, ou seja, os diálogos e as pessoas, eles dementem a "explicação" que Bonner quer passar ao telespectador. Em vez de incriminar o governador, os diálogos o inocentam.
E tal qual uma novela, no JN teve repetição das cenas do capítulo anterior. Aguardamos os próximos capítulos, porque até que está divertido desmantelar as mentiras do telejornal.

A tranquilidade dos petistas

Quem conhece o modus operandi de Cachoeira sabe que se ele tivesse algo concreto contra Agnelo, já estaria na capa da revista Veja há muito tempo (e esse diálogo aí em cima tem mais de um ano). Basta lembrar o que aconteceu com Waldomiro Diniz, quando não atendeu os interesses do bicheiro.
Além disso, o deputado Fernando Ferro (PT/PE) disse “não estar nem aí” para a imprensa querer intimidar através de ataques à Agnelo:
“Não, de forma alguma, é motivo para investigar e esclarecer. E nós não podemos aceitar acusações simplesmente como tentativa de desviar o foco, uma vez que o centro desta corrupção está no DEM, está aí nos setores da mídia que participou desse esquema de escândalo e faz parte da articulação do Cachoeira. Se tiver alguém do PT envolvido nisso, na investigação vai aparecer. E aí não tem motivo para ter medo. Se tiver culpa eu sinto muito, a nossa posição tem de ser esclarecer, isso é em benefício da democracia, do próprio partido e da política limpa. Eu me recuso a aceitar acusações sem ter investigação, me recuso a não fazer a investigação, que aí é o pior dos mundos”.
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Portugal um regime de idiotas coniventes e manipulados

O dia de hoje fica para a história pelos piores motivos...
Entregámos o controlo de tudo à entidade suprabancária, omnipotente e omnipresente mais conhecida como Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE).
O PSD, CDS e PS cujos nomes estão descritos na imagem acima, ratificaram um tratado que deveria ser referendado pelo povo!
A inevitabilidade da fictícia "crise económica" conduz-nos inexoravelmente para a nova ordem mundial...
Não há nenhum "legítimo representante", nenhum canal de televisão, jornal ou comentador que explique convenientemente às pessoas em geral o que significam estes "tratados europeus"...
A "coesão" europeia e parlamentar de que fala Cavaco é um embuste, nenhuma pessoa no seu juízo perfeito quereria que o seu país fosse controlado por uma intocável corporação bancária que nos obrigará a pagar para existir, miserabilizando definitivamente Portugal e condenando-o a um futuro de escravidão económica.
Para quem desejar saber o que foi ratificado nestes "tratados europeus", fica a descrição do MEE no vídeo abaixo!
No Farplex
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Porquê o silêncio sobre a Islândia?

Os acontecimentos que sucederam ao desencadear da crise na Islândia - demissão em bloco do governo; nacionalização da banca; referendo, de modo a que o povo se pronuncie sobre as decisões económicas fundamentais; prisão dos responsáveis pela crise e reescrita da Constituição pelos cidadãos – têm sido sistematicamente silenciados. Compreende-se porquê. Mas há a necessidade de divulgar esse exemplo.
Se há quem acredite que nos dias de hoje não existe censura, então que nos esclareça porque é ficámos a saber tanta coisa acerca do que se passa no Egipto e porque é que os jornais não têm dito absolutamente nada sobre o que se passa na Islândia.
Na Islândia:
- o povo obrigou à demissão em bloco do governo;
- os principais bancos foram nacionalizados e foi decidido não pagar as dívidas que eles tinham contraído junto dos bancos do Reino Unido e da Holanda, dívidas que tinham sido geradas pelas suas más políticas financeiras;
- foi constituída uma assembleia popular para reescrever a Constituição.
Tudo isto pacificamente.
Uma autêntica revolução contra o poder que conduziu a esta crise. E aí está a razão pela qual nada tem sido noticiado no decurso dos últimos dois anos. O que é que poderia acontecer se os cidadãos europeus lhe viessem a seguir o exemplo?
Sinteticamente, eis a sucessão histórica dos factos:
- 2008: o principal banco do país é nacionalizado. A moeda afunda-se, a Bolsa suspende a actividade. O país está em bancarrota.
- 2009: os protestos populares contra o Parlamento levam à convocação de eleições antecipadas, das quais resulta a demissão do primeiro-ministro e de todo o governo.
A desastrosa situação económica do país mantém-se.
É proposto ao Reino Unido e à Holanda, através de um processo legislativo, o reembolso da dívida por meio do pagamento de 3.500 milhões de euros, montante suportado mensalmente por todas as famílias islandesas durante os próximos 15 anos, a uma taxa de juro de 5%.
- 2010: o povo sai novamente à rua, exigindo que essa lei seja submetida a referendo.
Em Janeiro de 2010, o Presidente recusa ratificar a lei e anuncia uma consulta popular.
O referendo tem lugar em Março. O NÃO ao pagamento da dívida alcança 93% dos votos.
Entretanto, o governo dera início a uma investigação no sentido de enquadrar juridicamente as responsabilidades pela crise.
Tem início a detenção de numerosos banqueiros e quadros superiores.
A Interpol abre uma investigação e todos os banqueiros implicados abandonam o país.
Neste contexto de crise, é eleita uma nova assembleia encarregada de redigir a nova Constituição, que acolha a lições retiradas da crise e que substitua a actual, que é uma cópia da constituição dinamarquesa.
Com esse objectivo, o povo soberano é directamente chamado a pronunciar-se.
São eleitos 25 cidadãos sem filiação política, de entre os 522 que apresentaram candidatura. Para esse processo é necessário ser maior de idade e ser apoiado por 30 pessoas.
- A assembleia constituinte inicia os seus trabalhos em Fevereiro de 2011 a fim de apresentar, a partir das opiniões recolhidas nas assembleias que tiveram lugar em todo o país, um projecto de Magna Carta.
Esse projecto deverá passar pela aprovação do parlamento actual bem como do que vier a ser constituído após as próximas eleições legislativas.
Eis, portanto, em resumo a história da revolução islandesa:
- Demissão em bloco de um governo inteiro;
- Nacionalização da banca;
- Referendo, de modo a que o povo se pronuncie sobre as decisões económicas fundamentais;
- Prisão dos responsáveis pela crise e
- reescrita da Constituição pelos cidadãos:
Ouvimos falar disto nos grandes media europeus?
Ouvimos falar disto nos debates políticos radiofónicos?
Vimos alguma imagem destes factos na televisão?
Evidentemente que não!
O povo islandês deu uma lição à Europa inteira, enfrentando o sistema e dando um exemplo de democracia a todo o mundo.
Theo Buss
No O Diário.info
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Caminho certo, governo aprovado

Os dados da mais recente pesquisa realizada pelo Ibope e encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) revelam a boa condução do país pela presidenta, Dilma Rousseff, as áreas nas quais a população considera necessário avançar e a profunda crise que as oposições vivem há alguns anos.
Há um ano e três meses à frente do governo, Dilma tem aprovação pessoal de nada menos que 77% dos brasileiros. Em dezembro do ano passado, na rodada anterior da pesquisa, Dilma contava com apoio de 72% da população.
Mais que isso: são apenas 12% dos entrevistados que desaprovam seu desempenho como presidenta — 14% não responderam ou disseram não saber opinar.
Com os 77% revelados pela pesquisa, Dilma torna-se a chefe do Executivo federal com o índice de aprovação mais alto em 15 meses de mandato. Fica à frente dos ex-presidentes Lula (PT), que possuía 54% após os 15 meses iniciais de gestão, e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que registrou 60% de aprovação com esse mesmo tempo de governo.
Além disso, subiu de 68% para 72% o percentual de brasileiros que disseram confiar no trabalho da presidenta — a maior alta se deu na região Sul, de 65% para 72%.
Os números positivos se estendem também para a avaliação do governo, que se manteve em 56% de ótimo ou bom, mesmo patamar de dezembro. A expectativa em relação à continuidade do governo ficou estável, igualmente, mas na casa dos 58% que acham que o mandato será ótimo ou bom.
Em relação à avaliação do governo, subiu de 12% para 15% o percentual de brasileiros que consideram o governo Dilma melhor que o de Lula. A maioria (60%) considera que Dilma está fazendo um governo igual ao de Lula, pouco acima dos 57% registrados em dezembro.
O que chama mais a atenção é a queda no índice dos que acham que Dilma faz um governo pior que Lula: de 28% para 23%.
Vale ressaltar ainda que o Sul é a única região em que o percentual dos que acham que o governo Dilma é melhor que o de Lula (25%) está acima do percentual dos que o consideram pior (17%).
Importante observar que os entrevistados avaliam como as três piores áreas do país os impostos (65% de desaprovação), Saúde (63%) e Segurança (61%), historicamente, setores que incomodam a população.
Segundo o Ibope, no entanto, de maneira geral, cresceu a aprovação à atuação do governo nas diferentes áreas, com destaque para Meio Ambiente, Educação e Saúde — ou seja, a administração dos problemas de Saúde pode estar melhorando na avaliação dos entrevistados, mas ainda representar um grave problema no país.
A pesquisa permite identificar que os “programas sociais voltados para mulheres” foram citados espontaneamente como assuntos que o entrevistado mais lembrava sobre o governo Dilma.
O levantamento CNI/Ibope atingiu em cheio a oposição. Sem rumo, sem metas, sem programas para o país, há muito tempo adotando posturas erráticas, a oposição vê a pesquisa revelar, por vias indiretas, que este é seu pior momento nos últimos anos.
Já há algum tempo no fundo do poço, a oposição está a cada dia mais confusa sobre os caminhos que deve adotar.
O fator que mais intriga nesse quadro de adversidade da oposição é como seu papel político foi sendo reduzido apesar de todo o apoio que tem da mídia conservadora.
Afinal, sem o menor pudor, a grande imprensa não esconde que escolheu um lado — sim, nossa imprensa tem lado. Basta ver como mudam a intensidade e a extensão das coberturas quando as acusações são contra o governo e quando envolvem membros dos partidos de oposição, costumeiramente, “protegidos” pelos veículos de comunicação.
Há duas hipóteses bastante plausíveis a se estudar, que não são excludentes entre si: 1. A grande imprensa dialoga cada vez menos com os anseios da população; e, 2. Os brasileiros estão cansados da falta de propostas e programas por parte da oposição.
De todo modo, a pesquisa CNI/Ibope vem confirmar o que já se sentia nas ruas: o governo Dilma Rousseff está no caminho certo, mantendo a direção inaugurada com o ex-presidente Lula, mas promovendo os ajustes necessários para seguirmos no rumo de um país desenvolvido.
José Dirceu, advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT
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A CPI de Cachoeira e a retórica do ‘mensalão’

Era questão de tempo: tímidos, até então, com a escancarada relação mantida pelo contraventor Carlinhos Cachoeira com senador, deputados e um governador tucano, os jornais chegaram às bancas, nesta quinta-feira 12, com a arma apontada na direção oposta.
Estamparam em suas capas a suspeita de que o lobby de Cachoeira chegara ao governador petista Agnelo Queiróz (DF). Num exercício de retórica mais elástico que os tentáculos políticos de Cachoeira, conseguiram trazer ao centro do debate a palavra “mensalão”.
Como Marconi Perillo, investigação da PF pode também
complicar a vida do governador petista Agnelo Queiróz.
Foto:Carlos Moura/CB/D.A. Pres
Tudo isso às vésperas da instalação de uma CPI mista para investigar as relações suprapartidárias do contraventor pelo mundo político, tão ecléticas quanto suas áreas de influência – que iam do jogo do bicho à indústria farmacêutica, passando por serviços de coleta de lixo.
O esforço agora é tentar arrastar para o centro do escândalo quem até então parecia faturar com a situação. As movimentações mais recentes apontam que até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou em campo para emplacar a comissão, já acertada pelos presidentes da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
A abertura da CPI passou a ser defendida abertamente pelo presidente do PT, Rui Falcão. Foi o suficiente para que O Globo visse na postura uma tentativa de desviar o foco do “mensalão”.
A CPI pode complicar a vida do governador tucano Marconi Perillo, assim como a do petista Agnelo Queiróz. CartaCapital mostrou, em suas duas últimas edições, como o grupo de Cachoeira exercia influência na montagem do governo tucano e como recebia informações privilegiadas dos assessores diretos de Perillo.
No caso de Queiróz, o relatório da PF indica que o governador do Distrito Federal chegou até a pedir reunião com Cachoeira, apontado pela PF como o chefe da máfia dos caça-níqueis em Goiás e no Distrito Federal. O grupo de Cachoeira teria intenção de realizar negócios no governo do DF.
Outra suspeita, levantada pela Folha de S.Paulo, é que os homens ligados a Cachoeira intercediam, no governo petista, em favor da Construtora Delta, que domina o serviço de coleta de lixo no Distrito Federal.
Um desses elos entre o governo do DF e Cachoeira é o sargento da reserva da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá. Aliado de Cachoeira, ele tentou intermediar encontro entre o bicheiro e o governador – “apelidado”, segundo as investigações, como 01. Conforme revelou CartaCapital, Dadá, preso e investigado pela PF, era responsável por obter informações sigilosas de interesse da quadrilha em troca de um pagamento mensal de 5 mil reais.
As relações de Cachoeira em Goiás levaram até mesmo a ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, a se declarar impedida de julgar um habeas corpus impetrado pela defesa do bicheiro para tirá-lo da prisão. Ela alegou ter tido contado com alguns citados nas investigações.
A mídia também não deve escapar. As relações do esquema de Cachoeira com a revista Veja, se apuradas pela CPI, prometem expor os métodos de jornalismo investigativo e as cruzadas midiáticas dos últimos 10 anos. Por isso, os jornais parecem tão empenhados em ameaçar quem defende a instalação da CPI.
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Agnelo e Marconi são primeiras vítimas da CPI

A CPI de Cachoeira ainda nem foi instalada, mas a guerra entre PT e PSDB já está fazendo suas primeiras vítimas. Enquanto Demóstenes sumia do mapa e do noticiário, dois outros personagens tomaram seu lugar nas gravações da Polícia Federal divulgadas a contagotas pela imprensa.
Não por acaso, são os governadores de Brasília e Goiás, onde funcionava a central de operações do conglomerado Carlos Cachoeira. O petista Agnelo Queiroz, de Brasília, e o tucano Marconi Perillo, de Goiás, duas estrelas dos seus respectivos partidos, são os alvos da vez no fogo cruzado do Planalto Central.
Por conta das acusações derivadas dos grampos da PF, os dois já perderam os chefes de gabinete e assessores de confiança, e passam os dias negando as denúncias contra o envolvimento de seus governos com o esquema Cachoeira.
São vários os traços de união nas aflições de Agnelo e Marconi: as conversas mantidas pelo sargento da Aeronáutica Idalberto Araújo, o Dadá, principal araponga de Cachoeira, com figuras do primeiro escalão dos respectivos governos, envolvendo nomeações de funcionários e interesses da construtora Delta.
Por mais que o governo federal queira limitar as investigações da CPI às ligações de Cachoeira com políticos, excluindo suas relações com empresas privadas, o fato é que o nome Delta, uma das empreiteiras que mais receberam dinheiro do governo federal nos últimos anos, ganha cada vez mais espaço no noticiário.
Na quarta-feira, apareceram as gravações do onipresente Dadá cobrando do governo de Brasília pagamentos atrasados pelo serviço de coleta de lixo executados pela Delta, envolvendor diretamente a figura do governador Agnelo Queiroz, segundo o relatório da Polícia Federal.
Por mais cuidados que o governo tome para ter o comando da CPI, o fato é que não dá para investigar esquemas de corrupção sem ir atrás tanto de corruptos como de corruptores, já que o dinheiro que move a engrenagem precisa vir de algum lugar.
Uma vez aberta a porteira, não tem volta, ninguém mais controla o estouro da boiada. E tem muito boi bravo com o governo que pode criar problemas para Dilma na CPI, como já sentiu na própria pele a ministra Ideli Salvatti, de Relações Institucionais.
Quem deu o voto decisivo na convocação da ministra para ir à Câmara explicar o caso das lanchas do Ministério da Pesca foi o deputado Hugo Motta, do PMDB da Paraíba, ligado a Henrique Alves, o líder do partido na Câmara, que anda às turras com Ideli. É só o começo.
Tem muito caroço neste angu e ninguém sabe onde isto vai dar. Quem dá uma pista sobre o que pode acontecer é minha amiga Eliane Cantanhede, em sua coluna desta quinta-feira, na Folha:
"Assim parece que o PMDB está dando corda para o PT e a oposição se enforcarem juntos. Quanto mais CPI, mais denúncias contra o PT e mais aperreio para o Planalto, mais caro fica o "apoio peemedebista".
De fato, entre os grandes partidos, o único que não teve nenhum nome envolvido nas denúncias até agora é estranhamente o PMDB.

Enquanto isso no Brasil...

Na pescaria que faço nos finais de noite navegando pela internet, peguei três historinhas exemplares sobre o que se passa no Brasil fora de Brasília, mostrando como autoridades de todos os poderes estão pouco se lixando para os contribuintes.
# Em Pernambuco, um juiz foi condenado por assédio moral contra seus subordinados na 7ª Vara Criminal de Recife. A pena do meritíssimo: aposentadoria compulsória. Isto quer dizer que o juiz Adeildo de Sá Cruz vai continuar recebendo seus salários, proporcionalmente ao tempo de serviço, algo calculado em torno de módicos R$ 15 mil por mês, sem precisar sair de casa.
# No Maranhão, depois de denúncias publicadas pela imprensa, os deputados estaduais aprovaram projeto de decreto reduzindo de 18 para apenas 15 os salários que recebem por ano. Apenas 15 salários? Que altruístas... Como farão para sobreviver os nobres parlamentares maranhenses num dos Estados mais pobres do país?
# Em São Paulo, o presidente do Tribunal de Justiça, Ivan Sartori, defendeu a "flexibilização" da lei que impede a nomeação de parentes de integrantes da corte para as 2.199 vagas recentemente criadas. Enquanto o restante do País luta para estabelecer regras cada vez mais rígidas no combate ao nepotismo, Sartori defende os direitos da parentada com um argumento inacreditável:
"Isso nós vamos ter de mitigar, porque, se nós impedirmos que seja nomeado qualquer escrevente, qualquer servidor que tenha parentesco no tribunal inteiro, não vai ser nomeado ninguém".
Como assim? Quer dizer que os 12 milhões de habitantes da cidade de São Paulo têm parentes no Tribunal de Justiça? Eu, por exemplo, não tenho...

Tiririca desiste

Para ninguém falar que só dou notícia ruim, aí vai uma boa: o palhaço Tiririca, deputado federal do PR-SP, anunciou que desistiu de concorrer à Prefeitura de São Paulo. Menos mau: é um a menos...
Ricardo Kotscho
No Balaio do Kotscho
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Mantega, na canela dos bancos: lucrem menos

Até que enfim alguém fala grosso com os banqueiros.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deu a resposta merecida, quando foram exigir benefícios fiscais para fazer o que têm tudo para fazer sem isso: baixar os juros.
“O presidente (da Federação dos Bancos) Murillo Portugal esteve aqui outro dia, e em vez de trazer soluções, veio fazer cobrança”, disse Mantega. “”O Brasil hoje é o país que pratica o maior spread do mundo e isso não se justifica.”
Spread, como se sabe, é a diferença entre o custo de captação do dinheiro pelos bancos (hoje, no máximo, 9,75% ao ano, o valor da taxa Selic) e o valor dos juros cobrados para emprestá-lo, que nunca é inferior ao quádruplo desta taxa e não raro chega a ser dez e até 20 vezes maior.
A Folha publica hoje as taxas que cobram os bancos particulares e as que passaram a cobrar os bancos públicos.
A diferença é escandalosa, como você vê na ilustração.
Em 12 anos, lucraram aqui 463%, contra “apenas” 308% dos bancos dos EUA. Que, por sinal, nem sequer durante a crise de 2008, com dinheiro público sendo injetado a rodo em seus caixas, nunca tiveram um resultado negativo.
E ainda assim dificultam o quanto podem o crédito.
É por isso que as agências do BB e da Caixa estão “bombando” de clientes dos bancos privados, à procura de informações sobre taxas mais baixas.
Afinal, não é isso (ou deveria ser) a concorrência?
Fernando Brito
No Tijolaço
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O Charlatão


Três Cantos: José Mário Branco - Sérgio Godinho - Fausto

O Charlatão

Numa rua de má fama
faz negócio um charlatão
vende perfumes de lama
anéis d'ouro a um tostão
enriquece o charlatão


No beco mal afamado
as mulheres não têm marido
um está preso, outro é soldado
um está morto e outro f'rido
e outro em França anda perdido

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra

Na ruela de má fama
o charlatão vive à larga
chegam-lhe toda a semana
em camionetas de carga
rezas doces, paga amarga

No beco dos mal-fadados
os catraios passam fome
têm os dentes enterrados
no pão que ninguém mais come
os catraios passam fome

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra

Na travessa dos defuntos
charlatões e charlatonas
discutem dos seus assuntos
repartem-s'em quatro zonas
instalados em poltronas

Pr'á rua saem toupeiras
entra o frio nos buracos
dorme a gente nas soleiras
das casas feitas em cacos
em troca d'alguns patacos

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra

Entre a rua e o país
vai o passo de um anão
vai o rei que ninguém quis
vai o tiro de um canhão
e o trono é do charlatão

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra

É entrar, senhorias
É entrar, senhorias
É entrar, senho...
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Europa: saídas criativas e/ou suicidas para a crise...

Espanha questiona se plantar Cannabis pode ser "salvação da lavoura"
 para a crise financeira
 (CC/M. Martin Vicente/Flickr)
E la nave va. Ou melhor, não vai: fica.
Depois de um breve intermezzo graças ao trilhão de euros que o Banco Central Europeu injetou no sistema bancário e financeiro do continente, a crise bateu às portas de novo, se é que saiu um dia. As letras espanholas estão custando bem mais caro do que antes para serem renovadas (6% para letras de dez anos, sendo que 7% é considerado o limite vermelho). Na Itália cresce a oposição ao plano de "austeridade" de Mario Monti enquanto sua margem de manobra diminui. Greves sacodem Portugal, Grécia, Espanha, França e arredores – neste último país as chances de Nicolas Sarkozy vencer a eleição permanecem remotas, enquanto na Grécia se anunciam eleições para maio com um resultado incerto.
Nos últimos dias um frenesi de vendas se abateu sobre as bolsas européias, todos tentando se desfazer das letras espanholas e italianas, por acreditarem que um "bailout" – a ajuda financeira que sufoca as economias – será inevitável, sendo uma questão de tempo.
O governo de Mariano Rajoy anuncia medidas que aprofundarão a recessão, num país que já tem 24% de desemprego entre a população economicamente ativa e quase 50% entre os jovens até 25 anos. É a saída suicida em operação. Um dado preocupante: na França, a candidata Marine Le Pen, de extrema direita, lidera entre os jovens de 18 a 24 anos.
Mas a criatividade humana não tem limites. Na Espanha, o prefeito da cidade catalã de Rasquera, com 900 habitantes, propôs utilizar as terras do município para o plantio de cannabis, a popular maconha, ao lado das tradicionais azeitonas e da criação de cabras. O plano é ambicioso: produziria 40 novos postos de trabalho e renderia aos cofres municipais a bagatela de 1,3 milhão de euros em 2 anos. A dívida municipal seria simplesmente zerada nesse período, permitindo novos investimentos.
Entretanto o plano ainda não vingou. Realizou-se um plebiscito, e o prefeito declarou que só o levaria adiante com 75% de aprovação. Deram 56% de "sim" ao ousado plano. Criou-se um impasse: o plano foi aprovado, mas não obteve o desejado "quorum". O prefeito vai repensar. Enquanto isso, as autoridades catalãs, judiciárias e a polícia se mobilizaram contra o plano, alegando sua ilegalidade. Ocorre que na Espanha não é ilegal plantar cannabis para consumo privado, mesmo coletivo. Entretanto o que assusta no caso do plano de Rasquera é seu tamanho, inédito na história do país – pelo menos em se tratando de plantios legais.
Outra saída "criativa" –  mas que desta vez beira também o suicídio – foi anunciada na Grécia, pelo jornal Proto Thema. Diz o jornal que o governo grego passará a "alugar" serviços e recursos de sua polícia, como meio de obter verbas de manutenção e investimento, para empresas e pessoas físicas privadas. Um helicóptero custará 1.500 euros a hora, enquanto uma lancha de patrulha valerá 200 (e a Grécia tem uma infinidade de ilhas tradicionalmente repletas de turistas). Um policial custará 30 euros a hora; 40, se com ele for um carro.
Não se sabe ainda a dimensão da proposta. O pior dela, em todo caso, é que ela pode pegar – inclusive em nossa terra – onde não faltarão privatistas que a defendam.
Flavio Aguiar
No Rede Brasil Atual
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Charge online - Bessinha - # 1182

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CPI na falsa vestal

Mais do que uma "vendetta" contra o fanfarrão, a CPI pode explicar o que existia além da ligação de patrão e empregado entre Cachoeira e Demóstenes

O episódio que revelou a escandalosa participação do senador Demóstenes Torres (ex-DEM) em uma organização criminosa merece algumas reflexões e, olhando para o futuro, uma ação imediata.
Desde que foi constatada a cumplicidade do senador com uma gama infindável de crimes, assistimos a uma tentativa (às vezes ridícula) de explicação para o logro em que alguns caíram.
Como justificar que o arauto da moralidade, crítico feroz dos governos Lula e Dilma, trabalhava e traficava informações, obtidas pelo uso indevido do mandato, para um conhecido contraventor?
Até a psicanálise foi fonte de argumentos na tentativa vã de entender as ligações do senador com o contrabando, o jogo ilegal, a escuta clandestina e a espionagem, todas práticas tipificadas no Código Penal.
O certo, porém, é que a veneração que setores da mídia nutriam por Demóstenes refletia uma espécie de gratidão pela incansável luta, essa sim verdadeira, do parlamentar contra todos os avanços sociais obtidos pelos governos petistas.
Ressalte-se, aliás, que mesmo depois de flagrado na participação ativa em organização criminosa, o ainda senador, fingindo ignorar o mundo real, arvora-se a analisar, sob o crivo crítico dos tempos de falsa vestal, ações do governo Dilma.
Mais do que uma "vendetta" contra o fanfarrão, porém, o Congresso está diante de uma oportunidade única de desvendar um esquema que, pelo que foi divulgado até agora, não se resume à ligação de empregado e patrão entre Demóstenes e o contraventor Carlinhos Cachoeira.
A morosidade do inquérito em algumas de suas fases e as ligações pessoais do promotor de carreira Demóstenes Torres com membros do Judiciário precisam ser investigadas. O mesmo se exige na apuração de vínculos obscuros do senador com altos mandatários de seu Estado, Goiás, bem como de sua quadrilha com veículos de comunicação. Que não se permita a operação abafa em andamento. Que se apure tudo, até para dissipar suspeitas.
O único caminho para o esclarecimento passa por uma CPI no Congresso, onde alguns parlamentares também foram ludibriados pelo falso paladino das causas morais.
Cabe à Câmara e ao ao Senado, sem nenhum espírito de corpo, aproveitar a oportunidade única de desmascarar a farsa até o fim.
Talvez, no caminho da investigação, descubramos outros pregadores da moralidade que também se beneficiem do esquema que se abastecia das informações colhidas e transmitidas ao chefe pelo senador Demóstenes Torres.
A história brasileira registra outros episódios em que a pregação das vestais serviu para embalar a defesa de interesses sempre contrários aos da maioria da população. O falso moralismo udenista não está tão distante.
Se a forma do engodo não é nova, cabe ao Congresso provar, com a CPI, que o país está disposto a dar um basta a esquemas de banditismo. O Partido dos Trabalhadores defende a instalação de CPI no Congresso e conclama a sociedade organizada a se mobilizar em defesa da mais ampla apuração do esquema corrupto desvendado pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo.
Rui Falcão, deputado estadual(SP) e presidente nacional do PT
No Esquerdopata
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O submundo do crack de um jeito que você nunca viu

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Veja na capa da Carta Capital

A revista Veja virou matéria de capa da revista CartaCapital ao lado de Demóstenes Torres, Marconi Perillo, Gilmar Mendes, Roberto Gurgel e Agnelo Queiroz, com o título: "Na mira: Quem tem medo da CPI do Cachoeira".
No Amigos do Presidente Lula
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Brasília: Jovens renomeiam ponte Costa e Silva

Ponte ditador Costa e Silva agora é ponte Honestino Guimarães
Faixas e cartazes também foram colocados nos principais pontos do DF em protesto contra os crimes da Ditadura.
Jovens organizados no Levante Popular da Juventude do Distrito Federal rebatizaram a ponte ditador Costa e Silva para ponte “Honestino Guimarães”.
Faixas também podem ser encontradas na Rodoviária do Plano Piloto e em viadutos espalhados nas entradas de Brasília.
A ação faz parte dos protestos contra os crimes da Ditadura que agora toma corpo no Distrito Federal.
“Não vamos permitir que as feridas da ditadura sigam abertas. Somos contra a tortura. Por isso vamos às ruas, sensibilizar a juventude e toda a sociedade, para que o nosso direito à memória e à verdade sejam garantidos”, diz o Levante em nota.
Quem foi Honestino Guimarães

Em 10 de outubro de 1973, agentes do Centro de Informação da Marinha prendiam o estudante Honestino Guimarães no Rio de Janeiro, acusado de “promover e orientar a ação subversiva”. Depois desta data, pouco se sabe sobre o que aconteceu com o estudante da Universidade e Brasília que, em 1994, foi dado como morto.
Honestino Guimarães é símbolo da luta estudantil, da luta pela liberdade e contra a ditadura militar instalada no Brasil.
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