30 de mar de 2012

Memórias Póstumas de Brás Cubas

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Mansão amplia elo entre Marconi e Cachoeira

Empresário Valter Paulo Santiago (à esq.), que comprou casa do governador de Goiás no ano passado, recebe verbas estaduais na forma de bolsas de estudo para Faculdade Padrão; ali vivia Cachoeira, que ali foi preso pela Operação Monte Carlo; declaração de bens de Marconi registra valor inferior em R$ 1 milhão ao que ele mesmo divulgou sobre o negócio
O governador de Goiás, Marconi Perillo, acaba de se aproximar ainda mais do círculo de fogo das relações perigosas do contraventor Carlinhos Cachoeira dentro de seu Estado. Já se sabia que a casa em que Cachoeira foi preso pela Operação Monte Carlo, no condomínio Alphaville Ipês, em Goiânia, pertencera, até o ano passado, ao próprio Marconi. Ele a vendeu ao empresário Valter Paulo Santiago, dono da Faculdade Padrão. A novidade está na revelação, agora, por 247, de que a instituição pertencente a Santiago é uma das beneficiárias do programa estadual de concessão de bolsas de estudos pelo programa Bolsa Universitária (abaixo, mensagem do empresário Santiago, postada no site da faculdade, na qual incentiva os alunos a aderirem ao benefício concedido pela gestão de Marconi).
O governador declarou que não conhecia Santiago, tendo apenas recebido três cheques, no momento do fechamento do negócio, sem a presença do comprador, totalizando R$ 1,4 milhão. Santiago, porém, foi contemplado pelo próprio governador, em 2006, com o título de comendador de Goiás, durante seu segundo mandato no Estado. Além disso, na declaração de bens e rendimentos de Marconi consta o valor de R$ 417 mil, e não R$ 1,4 milhão, como o que foi recebido pela venda. O negócio foi intermediado por Wladimir Garcez, ex-vereador e antigo auxiliar de Cachoeira, também preso pela Operação Monte Carlo. Ele foi o corretor. A mansão foi repassada por Santiago a Cachoeira, que ali foi preso.
BOLSA UNIVERSITÁRIA: Oportunidade aos profissionais do Futuro
O programa Bolsa Universitária existe desde 1999, período em que coincide com o início de minha experiência como mantenedor da Faculdade Padrão. Em 2000, aderia a iniciativa do então governador Marconi Perillo, que administrada pela Oraganização das Voluntárias de Goiás ( OVG), beneficia jovens que sonham em fazer um curso superior por meio de desconto nas mensalidades.
Esta semana, estive presente na solenidade que divulgou o nome dos 10 mil novos beneficiados pelo programa. Como gestor de uma instituição de Ensino Superior, sou parceiro deste projeto, pois acredito nos sonhos de jovens que buscam garantir um futuro de profisissional e pessoal de sucesso.
Acredito que o aluno bolsista recebe do governo estadual não só o beneficio financeiro do desconto na mensalidade, mas também a oportunidade de praticar ações de cidadania, como contrapartida de sua bolsa.
Vejo de forma positiva o cumprimento das horas com trabalho voluntário nas instituições cadastradas nas áreas: social, administrativa, jurídica, educacional, esportiva e de saúde. Para o bolsista, é uma grande oportunidade de colocar seus conhecimentos em prática, além de adquirir experiencia no mercado de trabalho.
O estudante, também, é m,otivado a se doar para ajudar seu próximo a se doar para ajudar seu próximo, por meio cadastro para doação de sangue e da medula osséa, coletados nos hospitais cadastrados no programa. Para mim, estas iniciativas demonstram a preocupação do Estado em forma cidadãos para o futuro, por meio da educação com formação acadêmica e humanistica, simultaneamente.
(WALTER PAULO SANTIAGO, PROFESSOR, MANTENEDOR DA FACULDADE PADRÃO)
Marco Damiani
No Brasil 247
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Censura na Globo: Moreno apaga ironia sobre conexão Veja-Carlinhos Cachoeira

Na Globo, jornalista demotucano pode até estar envolvido em esquema de corrupção do calibre de Carlinhos Cachoeira, que está acima do bem e do mal, e não pode ser criticado, segundo uma nota na rádio Moreno, onde diz:
 "Independentemente da condição de respeitabilidade que usufrui no meio o jornalista Policarpo Junior, não considero correto que um blog de jornalista agrida outro jornalista".
Chega até a ser escárnio, ler na tela de "O Globo" que "Reza o bom jornalismo que a denúncia em si não é notícia. Só depois de apurada e ouvida as partes envolvidas". Coisa que a Globo se lixa quando se trata de políticos que o jornal toma como inimigos políticos.
São "dois pesos e duas medidas", como se diz no popular.
Centenas de denúncias levianas e estapafúrdias contra políticos que apoiam os governos Lula e Dilma, ou contra os próprios Presidentes,  nunca foram censuradas nas Organizações Globo, por mais absurdas e desmentidas que fossem.
Já valeu até "reporcagens" baseadas apenas no gó-gó do ex-presidiário Rubney Quicoli, sem qualquer apuração que sustentasse denúncias mirabolantes "como reza o bom jornalismo".
Já uma única ironia sobre o editor da revista Veja, Policarpo Júnior, supostamente pego com a boca na botija em 200 ligações telefônicas com Carlinhos Cachoeira, escrita pelo jornalista Theofilo Silva, no blog Rádio Moreno, foi apagada, e substituída por um pedido de desculpas à revista Veja e seu editor.
A Globo só não consegue apagar e censurar as redes sociais. Eis o texto apagado que já caiu na rede:
A Cachoeira do Carlinhos 
THEÓFILO SILVA 
Corre um boato em Brasília que tem gente que “caiu na cachaça”, na cidade, que está tomando porres – de Scotch Blue Label, claro – fazendo festa, comemorando. O motivo seria a desgraça do Catão de Goiás, o implacável caçador de corruptos, senador Demóstenes Torres. Eles estariam eufóricos, porque o homem que os apontou, quando da operação Caixa de Pandora, aquela que afastou todo o governo do Distrito Federal, está provando do mesmo remédio que lhes ministrou, e é agora vítima da Operação Monte Carlo da polícia federal.
Os exultantes farristas seriam, entre muitos outros, o ex-governador de Brasília José Roberto Arruda e sua quadrilha. Desculpem, turma, aquela mesma que perdeu os cargos públicos e passou boas semanas no Presídio da Papuda – belo nome para um presídio. Dizem que tem corrupto chorando de emoção, abraçando a família, mandando rezar missas, pagando promessas, até soltando fogos, por se sentir vingado, vendo o colega de partido, que não teve condescendência com eles, ser acusado de crimes mais graves do que o deles. “Nada como um dia atrás do outro”, estão dizendo os ex-deputados expulsos do DEM pela pronta ação de Demóstenes na executiva do Partido. Vemos que nem toda desgraça produz somente dor. A euforia das vítimas do Savonarola do Senado é uma prova de que a vingança é mesmo um prato servido frio! Em sua cruzada ética pelo país, qualquer homem público acusado pela imprensa, polícia, promotoria, tinha em Demóstenes, o senador promotor, um rápido julgamento.
Vamos esquecer Demóstenes um pouco, e falar do seu querido amigo e professor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Shakespeare diz em uma de suas peças que: “O dinheiro é o melhor soldado, quando ele vai à frente todas as portas se abrem!”. Cachoeira seguia essa premissa, pois saiu derramando dinheiro pra tudo quanto é lado.
Será que o apelido Cachoeira é porque ele faz o dinheiro jorrar facilmente para as mãos de seus amigos: Demóstenes, Valdomiro, Leréia e outros? O Jornal Nacional mostrou um vídeo em que Cachoeira comenta que despejou três milhões de reais nos baldes do senador. E é só o começo, a polícia federal calcula que o montante chega a cinquenta milhões de reais!
Cachoeira conseguiu derramar seu dinheiro na Secretaria de Segurança Pública de Goiás, onde teria mais de 250 pessoas nomeadas, e outros servidores públicos trabalhando para ele, dentro da polícia federal, ministério público, poder judiciário, e por aí vai. Vários deles estão presos. Como água, que entra em todo canto, Cachoeira espalhou-se por dentro do Estado, minando as instituições públicas. Para acumular esse dinheiro, e comprar essas autoridades todas, Cachoeira explorava os jogos caça-níqueis por todo o estado de Goiás e entorno de Brasília. Para isso, contava com apoio do senador mais respeitado da República, o procurador de justiça Demóstenes Torres.
O fato é que, a Cachoeira do Carlinhos inundou o Estado, derramando dinheiro sobre todos aqueles que facilitavam seus crimes. Sem concorrentes, controlando um negócio ilícito, de lucro fácil, o contraventor podia comprar qualquer um. Um dos outros envolvidos por Cachoeira estaria o poderoso editor da revista Veja, Policarpo Júnior, que falou com Cachoeira mais de duzentas vezes por telefone. Se você compra a imprensa e as autoridades públicas, o que mais falta para ser o dono do Estado? 
O grande problema do Cachoeira é que, numa Cachoeira quanto mais água ela jorra, mais incontrolável ela fica, então, do mesmo jeito que ela pode banhar os seres que vivem em torno dela, também pode afogá-los. De certa forma, foi isso que aconteceu com essa turma toda, a Cachoeira que os engordou, acabou por afogá-los! Tem tanta gente afogada nessa história, que ainda não deu tempo de ver os corpos! Eles vão começar a aparecer agora! Demóstenes é o primeiro deles.
Theófilo Silva é articulista colaborador da Rádio do Moreno.
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Veja defende "empresário" Cachoeira desde 2004

Antes mesmo do mensalão, Policarpo Júnior já atuava em sintonia com Carlinhos Cachoeira, a quem chamava de "empresário de jogos" na revista; filmes gravados ilegalmente foram usados à época contra deputados do Rio; na Monte Carlo, há 200 ligações entre eles
A parceria entre o jornalista Policarpo Junior, editor-chefe e diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, e o contraventor Carlinhos Cachoeira é anterior e vai além dos 200 telefonemas entre eles, grampeados pela Polícia Federal, feitos no período de 2008 a 2010. Sob o título de Sujeira para Todo Lado, reportagem assinada por Policarpo em 3 de novembro de 2004, na edição 1.878, teve como efeito prático criar um clima político adverso à prisão de Carlos Cachoeira, cujo pedido neste sentido havia sido feito pela unanimidade dos 58 deputados estaduais do Rio de Janeiro. Eles aprovaram o relatório final da CPI da Loterj, mas a reportagem de Veja, feita com base em conversas gravadas por auxiliares de Cachoeira entre eles próprios e o então deputado federal pelo Rio de janeiro André Luiz, trata de cercar de suspeitas a atuação da própria Comissão. No texto se diz que Cachoeira só teve seu pedido de prisão requerido porque foi vítima de extorsão e se recusou a pagar R$ 4 milhões para sossegar os ânimos dos deputados estaduais. Uma vítima, portanto, e não um réu, como era o caso.
O então repórter Policarpo Junior chegou a essa conclusão de inversão do papel do “empresário de jogos” a partir da escuta de fitas gravadas cladestinamente por auxiliares do próprio Cachoeira, que “sugerem que André Luis agia em nome de um grupo de deputados. Um deles era Jorge Piciani, presidente da Assembléia Legislativa”, como está no texto de Veja. Não pareceu importante, ao jornalista, registrar que o nome de Piciani sequer fora citado em qualquer das conversas gravadas ilegalmente. Igualmente não adiantou o então presidente da Alerj responder à Veja que “se alguém tentou vender alguma facilidade, entendo que é bandido com bandido”. Mais forte que qualquer apuração, a tese da reportagem, como se diz no jargão interno de Veja, era a de que “o empresário de jogos Carlos Cachoeira”, como Policarpo o qualificava, era um empresário honesto envolvido num cerco de chantagens. E foi isso o que foi publicado. Sobre as acusações feitas contra Cachoeira na ocasião, nenhuma menção na referida reportagem. Veja teve o cuidado, ao contrário, de levar suas denúncias de tentativa de extorsão contra Cachoeira – cujas provas, repita-se, foram gravadas por auxiliares do mesmo Cachoeira – a reverberar na Câmara dos Deputados. Informado do caso pela revista, o então presidente da Câmara, João Paulo Cunha, comprometeu-se com a abertura de uma sindicância. “No fim do processo, caso comprove a tentativa de extorsão, André Luis pode ser cassado”, escreveu Policarpo. O certo é que, no papel de vítima, Cachoeira não foi preso na ocasião, ao contrário da recomendação da CPI fluminense. Ele só caiu em fevereiro deste ano, quando se soube que, no período imediatamente anterior, havia trocado nada menos que 200 telefonemas com seu interlocutor Policarpo. No ano seguinte à publicação da reportagem sobre a não comprovada tentativa de extorsão sobre Cachoeira, o mesmo Policarpo recebeu do “empresário” a fita que mostrava o diretor dos Correios recebendo propina de R$ 3 mil, fato que deu origem ao que se conhece hoje como escândalo do Mensalão. Não foi coincidência. Foi bom relacionamento.
No Brasil 247
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Adianta reagir: STJ pode rever decisão pró-pedofilia

Uma reação que começou na blogosfera e que se agigantou quando foi encampada pelo Governo Federal – veja aqui a reação da Ministra Maria do Rosário – e pela Associação dos Procuradores da República.
Não há vontades imperiais numa república. O dever de acatar decisões judiciais não se confunde com a perda do direito – e, neste caso, até mesmo a obrigação, em nome da vida civilizada – de contestá-las, dentro e fora dos tribunais.
Hoje, o presidente do STJ, Ari Pargendler, admitiu que a corte pode rever o julgamento.
É evidente que o fará provocado pelo recurso que, certamente, se oferecerá contra a sentença.
Ninguém quer fazer o Judiciário funcionar apenas em função do clamor público e que deixe de lado a lei. Mas não é possível que o tribunal não atente para o fato de que, ao liberar, apenas com uma leve reprimenda moral, a prática comercial de sexo com crianças desta idade – na qual não há confusão física possível com a maioridade, o que evidencia a exploração deliberada de menor – está, na prática, favorecendo a prostituição infantil.
Se com o temor de consequências judiciais essa prática já é uma vergonha disseminada em nosso país, pelas praças, becos e estradas, que dirá com o “aval” do STJ ao dizer que se a menina já é prostituta, está tudo “liberado”?
Não existe Direito “neutro”, todo ele é cultural e social. Uma decisão judicial cumpre um papel educativo. E esta foi, infelizmente, a de ensinar que, quando se prostitui, não é apenas a vida deformada que vai tirar das crianças o direito constitucional á proteção que elas merecem. São os senhores doutores juristas que irão dizer: não, menina, você não é mais uma menina aos 12 anos, é um lixo que não merece proteção.
Fernando Brito
No Tijolaço
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Merval, o Imortal, Pereira dá dica para advogado de Demóstenes: alegar que ele é psicopata

Depois que a casa cai, aparecem os engenheiros de obras fracassadas. É divertido observar o comportamento acuado, quase infantil, da mídia corporativa diante da queda do senador Demóstenes Torres.
Completamente aturdido, Merval, o Imortal, Pereira foi ao psicanalista Joel Birman para tentar entender como aquele homem tão puro, defensor da ética, rolou cachoeira abaixo [o destaque em negrito é meu]:
Segundo o psicanalista Joel Birman, professor da UFRJ e da UERJ, o senador Demóstenes é um mitômano que acreditou na sua própria fantasia.

Ele vestiu uma máscara e ela acabou se colando em seu corpo. Ao dizer “Eu não sou mais o Demóstenes”, está revelando uma personalidade psicologicamente quebrada, como se dissesse “Eu não sei mais quem é o Demóstenes”.
Está também se fazendo de vítima para seus pares, a fim de evitar um julgamento político na Comissão de Ética do Senado.

Essa vitimização é importante, ressalta Joel Birman, no sentido de revelar uma estratégia de defesa. Esse personagem que ele criou para si próprio não era uma mentira de Demóstenes, ele incorporou esse personagem e acreditava nele.

Podia acusar com veemência seus colegas senadores apanhados em desvios, como o senador Renan Calheiros, enquanto mantinha o relacionamento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira por que, como todo psicopata, não misturava as personalidades.

A de homem público era essa, criada por ele, para colocá-lo com destaque entre seus pares na defesa da ética na política, mesmo que tivesse no particular uma conduta antiética.
Portanto, Kakay (o advogado de Demóstenes) já tem uma boia de salvação, caso fracasse a tentativa de anular todo o processo com a história de que as gravações não poderiam ter sido feitas sem anuência do STF pelo fato de Demóstenes ser senador. É só dizer que o falso moralista é doido.
No Blog do Mello
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Charge online - Bessinha - # 1135

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Abaixo-assinado Contra o Flúor na Água

Adicionar flúor à água é um CRIME cometido pelos governos contra a população. Mais do que isto, é um ASSASSINATO PÚBLICO EM GRANDE ESCALA, conforme as palavras de INÚMEROS renomados cientistas, como o Dr. ARVID CALSSON, prêmio NOBEL em 2000. Exatamente as mesmas palavras disse o também renomado Dr. DEAN BURK, fundador do INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER dos Estados Unidos.
O Dr. Burk realizou diversos ESTUDOS CIENTÍFICOS, comparando as ESTATÍSTICAS entre cidades dos Estados Unidos onde a água é fluoretada, e cidades onde a água NÃO é fluoretada. E os resultados são ASSUSTADORES, pois em TODOS os casos, em TODOS os estudos, ocorre exatamente o MESMO RESULTADO: a partir DO MOMENTO em que foi iniciada a adição de flúor nos suprimentos de água, os ÍNDICES DE CÂNCER na população AUMENTAM DRASTICAMENTE.
Acesse http://www.cidadaoativo.com.br/agua/204-fluor-causa-cancer-e-alergias.html para ver um vídeo em que o Dr. Burk mostra os GRÁFICOS com as estatísticas de seus estudos. Os resultados são SEMPRE OS MESMOS, em TODOS os estudos, A PARTIR DO INÍCIO DA FLUORETAÇÃO, os índices de CÂNCER NA POPULAÇÃO aumentam DRASTICAMENTE.
No DocVerdade
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FHC critica proibição de cigarros aromatizados

O Ministério da Saúde lançou uma nova campanha para combater o fumo
JAMAICA - Envolto em densa névoa, Fernando Henrique Cardoso criticou a proibição do uso de aditivos aromatizados em cigarros. "A Noruega e a Suíça legalizaram a mistura de orégano, hortelã, páprica e cominho ao fumo. Nossa legislação está muito atrasada", disse o ex-presidente, enquanto mordia uma respeitável fatia de bolo de chocolate com requeijão e doce de leite. A declaração foi prontamente apoiada por Marcelo D2, Fernando Gabeira e pelas ONG Hortaliças Radicais e Aromas do Novo Milênio. Soninha prometeu circular nua de bicicleta polvilhando a cidade com sementes de girassol.
Na contramão de FHC, o Ministério da Saúde anunciou um plano de erradicação do fumo, de Michel Teló e do PMDB até a Copa do Mundo. "O segredo é cortar o mal pela raiz. Depois que o vício se desenvolve, fica muito mais difícil. Vejam só o topete do Roberto Justus e o figurino do Faustão", exemplificou.
Fiel ao amigo FHC, José Serra acolheu prontamente a causa do fumacê aromático em sua campanha. "Vamos quebrar as patentes de todos os aromas. Prometo falar pessoalmente com o Fernando Henrique", vaticinou. Ao ser informado de que não era mais o ministro da Saúde e que FHC não era mais o presidente da República, Serra ficou assustado e perguntou: "Mudou?"
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Agripino Maia acusado de receber R$ 1 milhão da máfia de inspeção veicular

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Taxa Tobin: será desta e a sério?

Miguel Portas analisou as vantagens e pontos críticos da proposta da Comissão Europeia sobre a criação de um imposto sobre transacções financeiras sublinhando que o principal dos seus defeitos é não aumentar a capacidade da Europa para criar empregos limitando-se a reduzir as contribuições nacionais para o orçamento europeu.
A Comissão Europeia apresentou a proposta de criação de uma taxa sobre transacções financeiras – a chamada Taxa Tobin – há muito prometida por Durão Barroso, na Segunda Conferência Multianual de alto nível sobre o quadro financeiro e os recursos próprios da Europa, realizada em Bruxelas.
"Mais vale tarde do que nunca", comentou Miguel Portas no início da sua intervenção em que dissecou os prós e contras que caracterizam a proposta finalmente apresentada à discussão.
Como principal ponto positivo salientou o facto de a proposta prever a taxação de transações de uma gama muito ampla de produtos.
Como sinal mais negativo salientou o facto de, tal como está concebida, a proposta não se preocupar com o lançamento de políticas de criação de emprego. "Um imposto sobre transacções financeiras", disse o deputado do GUE/NGL eleito pelo Bloco de Esquerda, "deveria servir para aumentar a capacidade de investimento do orçamento europeu". Esta proposta, porém, "visa acima de tudo reduzir as contribuições nacionais para o orçamento europeu; ou seja, não aumenta a capacidade da Europa para políticas que criem emprego".
Miguel Portas sublinhou ainda mais três "pontos críticos" da proposta.
Em primeiro lugar, o de deixar de fora da taxação as transacções na Europa de títulos que não são europeus, "o que significa uma grande margem para a evasão fiscal".
Em segundo lugar, explicou o eurodeputado, a proposta "não resolve o problema do combate à especulação" porque uma taxa deste tipo "deveria valorizar os produtos mais simples e penalizar os mais estruturados, deveria beneficiar o investimento de longo prazo e penalizar o investimento especulativo", o que não acontece.
Em terceiro lugar, numa mensagem aos que "sustentam que uma taxa sobre transacções financeiras pode provocar a evasão fiscal" Miguel Portas afirmou que "a City de Londres, a maior praça financeira da Europa, aplica um imposto de selo cinco vezes superior ao que está proposto e previsto na proposta da Comissão Europeia e não consta que os capitais fujam da City de Londres".
O Parlamento Europeu debate o seu orçamento para o próximo ano. Miguel Portas defende que há ainda onde cortar, desde a duplicação de sedes aos salários indirectos dos eurodeputados.
O eurodeputado Miguel Portas considera que o aumento de 1,9 por cento do orçamento do Parlamento Europeu para o próximo ano deve ser entendido, para já, como um tecto máximo para continuar a ser baixado até à aprovação final dos números. E sugeriu cinco caminhos que ainda devem ser explorados, entre eles o dos "salários indirectos" dos eurodeputados e a questão da sede única do próprio Parlamento – Bruxelas ou Estrasburgo.
O aumento previsto de 1,9 por cento do orçamento do Parlamento Europeu para 2013 é inferior à taxa de inflação, o que "é positivo", sublinhou o eurodeputado, mas a Esquerda "continuará a apresentar propostas para alcançar um tecto mais baixo sem por em causa os direitos dos trabalhadores e o direito ao multilinguismo".
Miguel Portas, membro do Grupo da Esquerda Unitária (GUE/NGL) eleito pelo Bloco de Esquerda, enumerou cinco aspectos sobre os quais devem incidir os esforços a realizar.
Em primeiro lugar, aguarda-se um relatório da Presidência do Parlamento sobre as despesas das viagens dos eurodeputados, o que põe em causa 12 milhões de euros; em segundo lugar, disse, "consideramos insuficiente o congelamento das várias formas de salários indirectos dos eurodeputados, o que põe em causa mais 10 milhões de euros".
A intervenção de Miguel Portas foi efectuada durante uma mini-sessão plenária do Parlamento realizada quarta e quinta-feira em Bruxelas. Os plenários mensais decorrem habitualmente em Estrasburgo, obrigando a deslocar toda a estrutura do Parlamento de Bruxelas, onde está instalada, para aquela cidade francesa. Por isso, disse Miguel Portas, "temos que discutir com abertura a questão da sede única, o que significa discutir tanto Bruxelas como Estrasburgo e ao mesmo tempo encontrar alternativas para a que for preterida".
Ainda em relação à proposta de orçamento, o eurodeputado do Bloco de Esquerda discorda do aumento acima da inflação para as rubricas associadas à comunicação social, defendendo que "é possível fazer melhor com mais imaginação mas sem mais dinheiro". E discorda também da proposta acima da inflação para aumentos dos partidos e fundações europeias. "Estou à vontade porque sou dirigente de um partido europeu, mas não quero despertar os demónios do anti-europeísmo primário", concluiu Miguel Portas.
No be internacional
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Charge online - Bessinha - # 1134

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FHC se distanciando do barro

São apenas indícios, e como tal devem ser tratados.
1. Quando saiu "A Privataria Tucana", a primeira reação de FHC foi comparar o livro ao "dossiê Cayman". Aparentemente, foi antes de ler. Depois, manteve um silêncio prudente. Sua manifestação seguinte foi na entrevista a um jornal inglês, dizendo ter chegado ao fim a era Serra e iniciado a era Aécio no PSDB. Imediatamente Serra contra-atacou bem ao seu estilo - através de um de seus gendarmes, o Marco Antonio Villa, em um artigo no Estadão, com críticas biliosas a FHC. Villa é muito pequeno para merecer uma resposta de FHC. A resposta foi dada por Xico "Mão Pesada" Graziano.
2. Em seguida surge o caso Prefeitura de São Paulo. Alckmin e Kassab usam a máquina partidária para apoiar Serra. FHC dá uma declaração formal de apoio, relembrando as "ligações históricas" com Serra. E nada mais diz.
3. Logo em seguida, dois movimentos simultâneos. O Estadão - que tem muito mais ligações com FHC do que com Serra - abandona o apoio incondicional a Serra e solta um editorial com um conjunto de argumentos presentes nas críticas do Blog ao Serra, mas até então inexistentes nas páginas de Opinião do jornal. E FHC faz uma visita a Lula, com um amplo simbolismo: dois velhos companheiros que se dividiram no tempo mas que estão, ali, para mostrar que a disputa política pode e deve ser civilizada.
Juntando essas peças, me parece que a tendência de FHC será a de se afastar mais e mais de Serra e do que promete ser o último vagido do esgoto na vida política nacional.
Luis Nassif
No Advivo
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Serra nega que tenha convidado Bento XVI para vice

Serra aplicou seu primeiro sermão enquanto candidato: "Atire a primeira bolinha de papel aquele que nunca pecou ou largou a prefeitura"
APARECIDA - Após dar três pulinhos para São Longuinho em agradecimento por ter vencido, enfim, uma eleição, José Serra prometeu fazer o trajeto até sua casa de joelhos. Percorreu dois metros e, esbaforido, pegou um taxi. "Era só uma promessazinha. Não registrei em nenhum cartório", disse, fazendo o sinal da cruz.
Empolgado por ter conseguido 52% dos votos nas prévias do PSDB, Serra argumentou que o resultado deve ser encarado como uma resposta contundente e definitiva aos que o acusam de tergiversar em seu compromisso frente ao Palácio do Anhangabaú. “Se ninguém contesta quando venço com metade dos votos, por que reclamariam se dou meu trabalho por encerrado a meio caminho de cumprir o mandato integral?”, argumentou.
Serra prometeu assinar um documento no qual se comprometerá a não deixar a Prefeitura até pelo menos abril de 2014, “excluindo-se a Semana Santa e o Carnaval”. Caso permaneça na capital durante tais feriados, será permitido que desconte os dias, adiantando assim a renúncia para meados de abril, “ou finzinho de março, na eventualidade de abrir uma vaga no Banco Mundial, OEA, OTAN, UNESCO, FMI, Mercosur, CBF, diretoria do Palmeiras, FIESP ou Big Brother Brasil”.
Um apêndice do documento atestará que, se porventura a presidenta Dilma renunciar, o vice-presidente Temer decidir mudar-se para Miami ou Piracicaba e o ex-presidente Lula ainda não estiver com a saúde inteiramente restabelecida para poder apoiar a candidatura de Edison Lobão à Presidência da República, Serra também se permitirá deixar a Prefeitura, “mas não antes de pelo menos 72 horas de dedicação integral às questões que afligem o cidadão paulistano”, assegurou.
Com um gesto solene, tomou um lápis e assinou o documento, não sem antes testar a eficácia da borrachinha na extremidade oposta do grafite.
Com um hóstia na boca, o tucano explicou que decidirá, em breve, o nome de seu vice. "Gosto daquele rapaz do Vaticano, o João Paulo II. Ele é quase tão coroinha quanto eu". Ao ser informado que João Paulo não era mais o Papa, demonstrou surpresa: "Mudou?", perguntou a assessores.
Após o vazamento da informação de que pretendia incorporar um Papa à sua chapa, Serra apressou-se em negar que tenha convidado Bento XVI: "Esse novo Papa tem cara de petista", despistou, enquanto prometia despoluir o Tietê com água benta.
Assustados com a quantidade de derrapadas nos discursos de José Serra, membros do PSDB tentam fechar alianças para diminuir o tempo de TV do candidato. "Estamos analisando a ideia de colocar o Silas Malafaia para dublá-lo", explicou FHC.
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STF deve julgar ação sobre terras quilombolas, depois de oito anos de espera

O PFL, atual DEM, ingressou com ação no STF para questionar
decreto que regulamenta terras quilombolas
Foto: Antonio Cruz/ABr
Depois de oito anos de espera, a ação que trata da ocupação de terras por descendentes de quilombolas será julgada no dia 18 de abril no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação foi ajuizada em 2004 pelo PFL, hoje DEM, para questionar decreto de 2003 que regulamentou a ocupação de terras por remanescentes das comunidades dos quilombos.
O processo é o último tema de relevância social pautado por Cezar Peluso, já que o ministro Carlos Ayres Britto assume a presidência do STF no dia 19 de abril. Peluso é o relator do processo e prometeu colocar o caso em julgamento desde os primeiros meses na presidência da Corte.
Na ação, o DEM critica a regulamentação das terras quilombolas por meio de decreto, sem a participação do Legislativo. Além disso, o partido discorda dos quesitos que permitem a identificação dos quilombolas por autorreconhecimento, assim como da possibilidade de a própria comunidade apontar os limites de seu território. Para o partido, é preciso que haja critérios mais objetivos, como comprovações históricas e antropológicas.
O DEM também questiona a previsão de pagamento de indenizações de desapropriação a ocupantes que não são quilombos, já que a Constituição determina que as terras já são deles, que ao Estado cabe apenas emitir os títulos.
“Sendo a propriedade, desde a promulgação da Constituição, dos remanescentes, incorre em vício de inconstitucionalidade qualquer norma que determine a expropriação das áreas, bem como o uso de recursos públicos para a transferência posterior aos titulares do direito originário de propriedade definitiva”, ressalta trecho da ação.
Desde que o assunto chegou ao Supremo, dezenas de entidades pediram o ingresso no caso como interessadas, mas não há registro de que a demanda tenha sido atendida. Também foram protocolados cerca de 30 pedidos de audiências públicas que também nunca foram feitas.
Apesar de o processo já estar agendado, ainda é possível que a pauta seja alterada por Peluso. Na semana anterior, o tribunal deve julgar outro caso polêmico, a descriminalização do aborto de fetos anencéfalos.
No Sul21
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Visita oficial da presidenta Dilma à Índia

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A cúpula dos BRICS e o boicote da mídia ocidental

A cada ano, quando chega a época da Cúpula Presidencial dos BRICS – a quarta edição desse encontro acaba de terminar em Nova Delhi, a capital indiana – torna-se cada vez mais evidente, para o observador atento, o patético esforço da mídia “ocidental” (entre ela boa parte da nossa própria imprensa) de desconstruir a imagem de uma aliança geopólítica que reúne quatro das cinco maiores nações do planeta em território, recursos naturais e população e que está destinada a modificar a o equilíbrio de poder no mundo, no século XXI.
Essa estratégia – com a relativa exceção dos meios especializados em economia - vai de simplesmente ignorar o encontro, à tentativa de diminuir sua importância, ou semear dúvidas sobre a unidade dos principais países emergentes, tentando ressaltar suas diferenças, no lugar do reconhecer o que realmente importa: a política comum dos BRICS de oposição à postura neocolonial de uma Europa e de um EUA cada vez mais instáveis, que se debatem com um franco processo de decadência econômica, diplomática e social.
Para isso, a mídia ocidental – incluindo a “nossa” - ignora os despachos das agências oficiais dos BRICS, principalmente as russas e as chinesas, que ressaltam a importância do Grupo e de suas iniciativas para suas próprias nações – o Brasil inexplicavelmente ainda não possui serviços noticiosos em outros idiomas, coisa que até mesmo Angola utiliza, e muito bem – e se concentra em procurar e entrevistar observadores “ocidentais” ou pró-ocidentais situados em esses países, que se dedicam a repetir a cantilena da “impossibilidade” do estabelecimento de uma aliança geopolítica de fato entre o Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul, baseados nos seguintes argumentos:
  • A “distância” entre o Brasil, a África do Sul, e a Rússia, a índia e a China, como se em um mundo em que a informação é instantânea e um míssil atinge qualquer ponto do globo em menos de quatro horas, isso tivesse a menor importância.
  • O fato de a África do Sul, o Brasil e a Índia serem democracias, e a China e a Rússia não serem democracias “plenas ” segundo o elástico conceito ocidental, que não considera a Venezuela uma democracia “plena”, mas o Kuwait ou a Arábia Saudita – autocracias herdadas e governadas pelo direito de sangue - sim.
  • A concorrência da Índia, da China e da índia no espaço asiático, como se esses três países não cooperassem, até mesmo no campo militar, e não mantivessem reuniões, há muitos anos, para resolução de problemas eventuais.
  • A rotulagem desses países em “exportadores de commodities” como a Rússia e o Brasil, “provedores de serviços”, como a India, e “fábricas do mundo”, como a China, como se essa situação, caso fosse verdadeira, não pudesse ser usada a favor de uma aliança intercomplementar, ou como se Rússia, Brasil e índia também não produzissem manufaturados, e entre eles produtos industriais avançados, como aviões, por exemplo.
É óbvio que uma aliança como os BRICS, que reúne um terço do território mundial, 25% do PIB, e praticamente a metade da população humana não se consolidará, política e militarmente, de uma hora para a outra. Mas também é igualmente claro, que não se trata de um grupo heterogêneo de nações que não tenham nada a ver uma com a outra.
Se assim fosse, o Brasil não estaria fornecendo aviões-radares para a índia, não estaríamos desenvolvendo mísseis ar-ar e terra-ar com a DENEL sul-africana, ou comprando helicópteros russos de combate, ou não teríamos, há anos, um programa de satélites de sensoriamento remoto com a China.
O primeiro traço comum entre os grandes “brics” como a Rússia, a China, a índia e o Brasil, e, em menor grau, a África do Sul, é, como demonstra a sua oposição à política ocidental para com a Libia e a Siria, o respeito ao princípio de não intervenção.
Porque o Brasil, a Rússia, a índia, a China, não aceitam que se intervenha em terceiros países, em função de questões relacionadas aos “direitos humanos”, por exemplo, ou devido à questão nuclear ?
Porque, como são países que prezam a sua soberania, não aceitam que, amanhã, o mesmo “ocidente” que hoje ataca a Libia, a Siria, ou o Irã, venha se unir contra um deles, qualquer deles, por causa de outras questões, como poderia acontecer conosco, eventualmente, no caso dos “ direitos” indígenas, ou da defesa da Amazônia, o “pulmão do mundo”.
Quem tem telhado de vidro não joga pedra nos outros. Que atire a primeira quem nunca pisou na bola. Qual é o país, hoje, que pode acordar pela manhã, olhar-se, enquanto sociedade, no espelho, e dizer que não tem nenhum problema de direitos humanos?
E mais, quem arvorou à Europa e aos norte-americanos a missão de julgar o mundo? Pode um país como os Estados Unidos, que invadiu e destruiu o Iraque, por causa de outro mito intervencionista, o da existência – comprovadamente falsa - de armas de destruição em massa naquele país, falar em direitos humanos ?
Pode uma Nação que inventou e usou, no Vietnam, centenas de toneladas de um veneno químico chamado agente laranja, contaminando para sempre o solo e as águas de milhares de hectares de selva, falar em defesa da natureza e das florestas tropicais?
Ou pode um país que jogou duas bombas atômicas sobre dezenas de milhares de velhos, mulheres e crianças desarmadas, queimando-as até os ossos - quando poderia – se quisesse – tê-las testado sobre soldados do exército ou da marinha japonesa, falar, em sã consciência, de controle de armamento atômico e da não proliferação nuclear?
A realidade por trás do discurso de defesa dos direitos humanos e da natureza é muito mais complexa do que Hollywood mostra às nossas incautas multidões em filmes como Avatar. Por mais que muitos espíritos de "vira-lata" queiram - mesmo dentro do nosso país - que Deus tivesse dado à Europa e aos Estados Unidos o direito de governar o mundo, para defender seu artificial e efêmero “american way of life”, ele não o fez.
Pequenos países, como a Espanha ou a Itália, na ilusão de se sentirem maiores, podem – assim o decidiram suas elites - abdicar de sua soberania política e econômica e bombardear a população civil na Líbia, no Iraque, no Afeganistão, em defesa de uma impossibilidade quimérica como a Europa do euro, e do mandato da “Pax Americana”.
Nações como o Brasil, a Índia, a China e a Rússia, se aferram ao direito à soberania, ao recurso à diplomacia, à primazia da negociação. Não se pode salvar vidas distribuindo armas para um bando descontrolado de açougueiros que espanca e mata prisioneiros indefesos, desarmados e ensanguentados – mesmo que eles se chamem Khadaffi – e obriga jovens muçulmanos a desfilarem em fila, de joelhos, repetidas e infinitas vezes, sob a lente da câmera e a ameaça de armas e chicotes, para mastigar e engolir nacos de cadáveres de cães putrefatos. O futuro da humanidade no século XXI e nos próximos, depende cada vez mais da emergência de um mundo multipolar que se oponha à pretensa hegemonia “ocidental”. E é isso – queiram ou não os jornais e comentaristas europeus e norte-americanos – que está em jogo a cada nova Cúpula dos BRICS, como a de Nova Delhi.
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Charge online - Bessinha - # 1133

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La UE ratifica la multa de 152 millones a Telefónica por sus abusos en banda ancha

Bruselas sancionó a la operadora con 152 millones por dificultar la competencia en el ADSL
Neelie Kroes, excomisaria europea de Competencia.
REUTERS
Telefónica tendrá que conformarse finalmente con la multa millonaria que le impuso Bruselas por frenar la competencia en el mercado de banda ancha. El Tribunal Europeo de Justicia ha ratificado los 151,8 millones de euros con que la Comisión Europea castigó a la operadora en 2007 por intentar apartar a sus competidores mediante la imposición de unos precios mayoristas demasiado elevados como para que operaran sin incurrir en pérdidas. Telefónica ya ha anunciado que recurrirá el fallo.
La sanción, la segunda mayor que hasta entonces había impuesto Competencia después de la de Microsoft (casi 500 millones de euros), se impuso por “un abuso muy grave” de posición dominante en el mercado y la compañía española la recurrió por “inexplicable, injustificada y desproporcionada”.
La entonces comisaria de Competencia, Neelie Kroes, se mostró muy contundente contra la operadora al comunicar su decisión, en julio de 2007: “No consentiré que las empresas dominantes fijen unos precios que den al traste con la liberalización de las telecomunicaciones”. Fuentes del tribunal aseguran que aún cabe recurso de casación ante este mismo organismo, aunque la decisión adoptada hoy determina en gran medida la posición de este tribunal en relación con el caso Telefónica.
El tribunal desestima así tanto el recurso que presentó Telefónica como el del Gobierno de José Luis Rodríguez Zapatero, que se puso de lado de la compañía, pues “la Comisión declaró acertadamente que el operador había abusado de su posición dominante” durante el periodo de infracción, entre 2001 y 2006, asegura el organismo de justicia. Durante ese periodo, la compañía conservó una cuota de mercado superior al 84% en la fijación a sus competidores del precio de acceso a la red de ADSL. El tribunal valora que la empresa no haya negado estas cifras y considera que disponía “de un monopolio de hecho” en ese mercado. El Tribunal de la UE ya ha publicado tanto la sentencia que desestima el recurso de Telefónica como la que deniega el del Gobierno.
En esa nota, el tribunal considera que Telefónica “disponía de margen de maniobra suficiente para determinar su política de precios”, sin necesidad de acogerse al máximo que fijaba el regulador español, la Comisión del Mercado de Telecomunicaciones. Además, la justicia europea subraya que el hecho de acogerse a lo legalmente establecido en España “no la protegía frente a una intervención de la Comisión con arreglo al derecho de la competencia”.

"La Comisión declaró acertadamente que abusó de su posición dominante”

Tribunal Europeo de Justicia
Este organismo recuerda que las normas de la Unión en competencia completan, mediante el ejercicio un control a posteriori, el marco que adopta el regulador para regular con carácter previo los mercados de las telecomunicaciones.
Para el tribunal, “la CMT nunca había analizado la existencia de un efecto de estrechamiento de márgenes con arreglo a los costes reales de la empresa, sino sobre la base de estimaciones que no habían sido confirmadas en la práctica por la evolución del mercado”.
La Comisión consideró que, con estas prácticas, el operador histórico español debilitaba a sus rivales, dificultando que mantuvieran su presencia y su crecimiento, y les obligaba a incurrir en pérdidas si querían igualar los precios minoristas de Telefónica. El resultado es que los consumidores españoles pagaban por el acceso a la banda ancha un 20% más que el promedio comunitario.
Telefónica ya ha anunciado que recurrirá en casación ante el Tribunal de Justicia la sentencia. En un comunicado, la operadora señaló “su total y profundo desacuerdo” con la sentencia y mantiene “su total y escrupuloso respeto a la regulación de telecomunicaciones impuesta, en el momento de los hechos, por el organismo regulador español, la CMT, que al igual que la CE, vela por asegurar la libre competencia en España”.
No El País
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Milho transgênico rende 93% menos que o convencional em Santa Catarina

Análise dos custos de produção do milho convencional e do transgênico elaborada pela Cooperativa Regional Agropecuária de Campos Novos (SC) mostra que o plantio do milho transgênico eleva o custo de produção e que a produtividade esperada é a mesma [1]. Os dados foram apresentados em evento realizado pela Embrapa Milho e Sorgo no início de março na cidade mineira de Sete Lagoas.
Na planilha de cálculo apresentada pela Copercampos o item “insumos” aparece agregado, ou seja, as despesas com sementes, adubos e agrotóxicos não estão descriminadas. Para o milho convencional gasta-se com insumos R$ 1.199,52 por hectare, contra R$1.392,76 para o transgênico. É possível que a diferença seja explicada pelo preço mais elevado da semente modificada. Neste caso, os dados também sugerem não haver redução no uso de agrotóxicos, ao contrário do propalado pela indústria. No cômputo geral, o produtor convecional gasta R$ 1.928,65 para plantar um hectare de milho, enquanto o produtor que adotou variedades transgênicas gasta R$ 2.156,13 para a mesma área.
Ainda de acordo com os números da Copercampos, em 2011 a diferença de rentabilidade foi de 93%, com o convencional apurando R$ 472/ha e o transgênico, R$ 244,00. Esses dados consideram a saca de milho de 60 kg vendida a R$16,00. A produtividade considerada foi de 9 toneladas/ha.
Segundo dados da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural de Santa Catarina), o rendimento médio do cereal no estado em 2010/2011 foi de 6,66 t/ha. Para 2011/12 a previsão é de 6,76 t/ha. Assim, em 2011 o convencional teria prejuízo de R$ 152,65/ha e o transgênico prejuízo de R$ 380,13. Em 2012, mantendo-se o preço do grão em R$ 26, que está próximo do praticado hoje, e aplicando-se a produtividade prevista pela Epagri, o convencional obterá receita de R$ 1.001,00/ha e o transgênico, R$ 773,00. Quase 30% menos, o que significa gastar o equivalente a quase 5 toneladas de milho para colher 6,7t.
Também em Santa Catarina, na região do Planalto Norte, propriedades em início de transição agroecológica acompanhadas pela AS-PTA produziram em média 4,2 t de milho/ha na safra 2008-09, com custo médio de R$ 200,00/ha. Esses produtores apuraram receita líquida de R$ 980,00/ha. Note-se que nesse ano foram registradas fortes perdas na região por adversidades climáticas.
Segundo o agrônomo da Copercampos Marcos André Paggi, "ainda não dá pra enfatizar, na nossa região, grande aumento da produção de milho" por causa da opção pelos transgênicos [2].
Também presente no evento, o doutor Anderson Galvão, da consultoria Céleres, afirmou que "hoje, o produtor de milho paga mais satisfeito R$ 400,00 por saca de [semente de] milho transgênico do que pagava, antes, R$ 100,00 / R$ 120,00 por milho convencional" [2]. Será?
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Brincadeiras perigosas com humanas

O que dizer sobre o manual de calouros do curso de direito da Universidade Federal do Paraná? O presidente do centro acadêmico afirmou que foi uma piada. Ahn, jura? Puxa, se ele não tivesse avisado, a gente acreditaria que o manual realmente estivesse incitando o estupro. Claro que o rapaz também jurou que o material não era machista, e aí eu já fico confusa, sem saber se essa declaração faz ou não parte da brincadeira. O sujeito não entende que, por mais que o manual seja (mais uma) piada, pega mal pacas cagar – para usar a expressão que eles usaram – em cima dos direitos das mulheres e afirmar que as alunas têm a obrigação de dar. Ainda mais alunos de curso de direito. Ainda mais curso de direito de univesidade pública.
O mais divertido é que o presidente do centro fez o que tantos advogados formados e alunos de direito gostam de fazer – ameaçar com processo quem os criticar, quero dizer, caluniar e difamar. Incrível como quem é arrogante demais pra pedir perdão adequadamente a ponto de ter que apelar pro velho “Se ofendemos alguém pedimos desculpas” (se? SE ofenderam alguém?!), é sempre quem gosta de culpar feminazis por não termos senso de humor.
Fica a nota de repúdio do Coletivo Maio. Enquanto há cursos de direito por todo o país despertando pra questão de gênero, há alunos (porque não devemos condenar todo mundo do direito da UFPR) que acham que gênero é isso: é escrever um manual pros alunos homens dizendo que as alunas mulheres vão “ter que dar tudo de uma vez!”. 



* * *

E a última indignação do dia fica por conta desta notícia: “Câmeras flagram jovem agredindo idosa de 73 anos em Goiânia”. Pra resumir: um cara dirige mal, passa por cima de um cano de PVC de uma senhora; ela reclama e pede pra ele comprar outro, e ele lhe dá um soco na cara. No mínimo um soco. Talvez um soco e um chute que fraturou o fêmur da mulher. Espero que o covardão pegue pelo menos oito anos de prisão por lesão corporal gravíssima.
O negócio tá feio pras idosas, e faz com que o guest post publicado esta semana cause ainda mais tristeza. Anteontem, dois jovens em Londrina foram cobrar uma dívida com uma moça e agrediram a avó dela. E em dezembro, em Curitiba, um homem não gostou que uma senhora de 66 anos estava usando a fila preferencial, foi lá e a empurrou. Mas vai ver que também foi uma brincadeira e, se ele machucou alguém, talvez ele até peça desculpas.
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Deputado mais rico vira réu por trabalho escravo

As irregularidades na fazenda de João Lyra
 foram descobertas numa fiscalização em 2008
João Lyra, dono do Grupo João Lyra, é acusado pelo Ministério Público Federal por irregularidades ocorridas em 2008 em fazenda de cana-de-açúcar
Por sete votos a quatro, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou denúncia contra o deputado João Lyra (PSD-AL) por condição análoga ao trabalho escravo. Com a decisão, ele passa de investigado em um inquérito para réu em uma ação penal. De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF), as irregularidades foram descobertas durante fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2008, em uma fazenda de cana-de-açúcar. Saiba mais sobre a denúncia.
De acordo com a denúncia feita pelo MPF, operação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego, entre 22 a 27 de fevereiro de 2008, apontou inúmeras irregularidades em uma das fazendas de Lyra. Na oportunidade. houve a interdição do corte de cana-de-açúcar manual, juntamente com a rescisão dos contratos de trabalhos dos empregados que estavam alojados precariamente.
A defesa do deputado argumentou que ele não poderia ser investigado já que não existe nenhuma afirmação de que Lyra teria sido o responsável pelas condições análogas ao trabalho escravo. Reclamaram também de, durante o inquérito policial, não ter sido concedido direito ao contraditório e à ampla defesa. Outro argumento é que a denúcia feita pelo MPF era genérica, ocorrendo com base “na mera ocupação de cargo societário”.
Relator do inquérito, o ministro Marco Aurélio Mello acolheu os argumentos da defesa. Para ele, o MPF não conseguiu sustentar no inquérito indícios suficientes para Lyra virar réu em uma ação penal. Acompanharam sua posição os ministros Gilmar Mendes, José Dias Toffoli e Celso de Mello. “Estou com dificuldade de formular uma imputação penal”, disse Celso de Mello.
No entanto, o voto da ministra Rosa Weber, o primeiro logo depois do relator, acabou formulando uma dissidência responsável por abrir a ação penal contra o deputado alagoano. Ela aceitou os argumentos do Ministério Público junto com os ministros Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Cezar Peluso. “Desde o início da legislação criminal, sempre se colocou o trabalhador como vítima nessas situações”, disse Peluso.
Lyra é, na atual legislatura, o deputado com a maior fortuna: são R$ 240 milhões. Usineiro, comanda o Grupo João Lyra, que é formado por dez empresas dos ramos da agroindústria sucroalcooleira e de fertilizantes e adubos. Possui também concessionária de automóvel, empresa de táxi aéreo e um hospital. A mais valiosa de suas empresas é a Laginha Agroindustrial, avaliada em R$ 196 milhões. Está no segundo mandato na Câmara.
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La necesidad de enriquecer nuestros conocimientos

Las escenas fílmicas de la matanza en Libia, que comienzan a conocerse, indignan por la ausencia total de humanismo y las groseras mentiras que sirvieron de pretexto para invadir y apoderarse de los recursos naturales de aquel país.
Con más de 25 mil misiones de combate la aviación militar de la OTAN apoyó el monstruoso crimen.
Afirmaron que el Gobierno de Libia poseía fondos en el exterior que superaban los 200 mil millones de dólares. Nadie sabe en este instante dónde está y qué se ha hecho con ese dinero.
Un proceso electoral fraudulento garantizó el despojo de la presidencia del país más poderoso a favor de George W. Bush, un alcohólico sin tratamiento médico ni los más elementales principios éticos, quien ordenó a los graduados de West Point estar listos para atacar sorpresivamente y sin previo aviso a 60 o más oscuros rincones del mundo.
Semejante enajenado, a través de una maletica, podía decidir el uso de miles de armas nucleares; con un porcentaje mínimo de las mismas podía poner fin a la vida humana en el planeta.
Es triste recordar que en el lado opuesto de la superpotencia yanqui, otro enajenado, con tres botellas de Vodka en el estómago, proclamó la desintegración de la URSS y el desmantelamiento de más de 400 emplazamientos nucleares a cuyo alcance estaban todas las bases militares que amenazaban a ese país.
Aquellos acontecimientos no constituyeron una sorpresa.  A lo largo de muchos años de lucha, la experiencia adquirida, el contacto con los acontecimientos, las ideas y los procesos históricos no daban lugar a sorpresa alguna.
Hoy los dirigentes rusos tratan de reconstruir aquel poderoso Estado que tanto esfuerzo y sacrificio costó crear.
Cuando el Papa Juan Pablo II visitó nuestro país en 1998, más de una vez antes de su llegada conversé sobre variados temas con algún enviado suyo. Recuerdo particularmente la ocasión en que nos sentamos a cenar en una pequeña sala del Palacio de la Revolución con Joaquín Navarro Valls, Vocero del Papa, sentado frente a mí. A la derecha estaba un sacerdote amable e inteligente que venía con el Vocero y acompañaba a Juan Pablo II en las misas.
Curioso por los detalles, le pregunto a Navarro Valls ¿Usted cree que el inmenso cielo con millones de estrellas se hizo para placer de los habitantes de la tierra cuando nos dignamos a mirar hacia arriba alguna noche?  “Absolutamente” - me respondió. “Es  el único planeta habitado del Universo”.
Me dirijo entonces al sacerdote y le digo ¿Qué piensa usted de eso padre? Me responde: “A mi juicio hay un 99,9 por ciento de posibilidades de que exista la vida inteligente en algún otro planeta”. La respuesta no violaba ningún principio religioso. Mentalmente multipliqué no se sabe cuántas veces la cifra. Era el tipo de respuesta que yo consideraba correcta y seria.
Después aquel noble sacerdote fue siempre amistoso con nuestro país. Para compartir la amistad no hay que compartir las creencias.
Hoy jueves, como ocurre con frecuencia creciente, una entidad europea de conocida solvencia sobre el tema expresa textualmente:
“Podría haber miles de millones de planetas no mucho más grandes que la Tierra orbitando débiles estrellas en nuestra galaxia, de acuerdo con un equipo internacional de astrónomos.
“Este número estimado de ’súper-Tierras’ - planetas con hasta diez veces la masa de la Tierra- se basa en detecciones ya realizadas y luego extrapoladas para incluir la población de las llamadas ‘estrellas enanas’ de la Vía Láctea.
“‘Nuestras nuevas observaciones con Harps arrojan que alrededor del 40% de las estrellas enanas rojas tienen una ’súper-Tierra’ orbitándola en su zona habitable, donde puede existir agua en estado líquido en la superficie del planeta’, dijo Xabier Bonfills, jefe del equipo del Observatorio de Ciencias del Universo de Grenoble, Francia.
“‘Debido a que las enanas rojas son tan comunes - hay como 160.000 millones de ellas en la Vía Láctea - esto nos lleva a los sorprendentes resultados de que hay decenas de millones de esos planetas solo en nuestra galaxia’.”
“Sus estudios sugieren que hay ’súper-Tierras’ en zonas habitables en el 41% de los casos, con un rango del 28 al 95%.
“‘40% de las estrellas enanas rojas tienen una  ’súper-Tierra’ orbitándola en su zona habitable, donde puede existir agua en estado líquido’.”
“Eso lleva a la pregunta obvia, sobre si alguno de esos planetas no solamente es habitable sino que tiene vida.”
“Pero estas estrellas son dadas a las erupciones estelares, que pueden bañar a los planetas cercanos con rayos X o radiación ultravioleta, lo que puede hacer menos probable la existencia de vida.
“‘Tenemos idea de cómo encontrar rasgos de vida en esos planetas’, dijo el investigador del Observatorio de Génova, Stephane Udry.”
“‘Si podemos ver trazas de elementos relacionados con vida como oxígeno en esa luz, entonces podríamos obtener indicios sobre si hay vida en ese planeta’.”
La simple lectura de estas noticias demuestran la posibilidad y la necesidad de enriquecer nuestros conocimientos, hoy fragmentados y dispersos.
Quizás nos lleve a posiciones más críticas acerca de la superficialidad con que abordamos problemas tanto culturales como materiales. A mí no me cabe la menor duda de que nuestro mundo cambia mucho más aceleradamente de lo que somos capaces de imaginar.
Fidel Castro Ruz
Marzo 29 de 2012
8 y 15 p.m.
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MP pede que José Agripino seja investigado

O Ministério Público do Rio Grande do Norte enviou à Procuradoria-Geral da República pedido para que investigue o presidente nacional do DEM, senador José Agripino (RN), apontado como beneficiário de pagamentos feitos pela máfia da inspeção veicular em seu Estado. Em depoimento, o empresário José Gilmar de Carvalho Lopes, preso na Operação Sinal Fechado, relatou o suposto repasse de R$ 1 milhão ao parlamentar e a Carlos Augusto Rosado, marido da governadora do RN, Rosalba Ciarlini (DEM).
Segundo a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, Lopes é sócio oculto do advogado George Olímpio, apontado como mentor das fraudes na inspeção veicular e outros projetos do Detran-RN. Nas declarações, de 24 de novembro, mesmo dia das prisões de envolvidos no esquema, ele disse que Olímpio lhe relatou ter feito pagamentos a Agripino e Rosado.
O valor teria sido pago em dinheiro, parcelado, na campanha de 2010, e a negociação teria ocorrido no sótão do apartamento do senador em Natal. Agripino nega ter recebido propina, mas diz que Olímpio esteve no imóvel, interessado em implementar o contrato de inspeção veicular no governo de Rosalba.
Agripino pediu ao grupo Estado que ligasse para o advogado de Lopes, José Luiz Carlos de Lima, que desmentiu o depoimento do cliente. Segundo ele, Lopes estava sob efeito de medicamentos quando fez as acusações. As informações sobre a operação foram enviadas à PGR, que decidirá se há elementos para pedir ao Supremo Tribunal Federal investigação contra o senador.
A Operação Sinal Fechado apurou o desvio de recursos do Detran-RN para empresas de Olímpio e pessoas ligadas a ele. Segundo o MP, políticos receberam vantagens para favorecê-las em licitação e contratos públicos.
No O Estado de S. Paulo
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Demóstenes fazia lobby para beneficiar Cachoeira

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O suplente de Demóstenes

Wilder e Andressa
“Primeiro suplente de Demóstenes Torres, o empresário Wilder Pedro de Morais - cuja ex-mulher, Andressa, hoje é casada com Carlinhos Cachoeira - afirmou ter R$ 2,2 milhões em espécie na declaração de bens ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2010”
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Lula: Recebi uma bomba de Hiroshima dentro de mim

Na primeira entrevista após o desaparecimento do câncer, Lula fala do medo da morte e afirma que agora quer evitar uma agenda 'alucinada'
O ex-presidente, depois da última sessão de radioterapia
 a que se submeteu, em fevereiro. 
Ricardo Stuckert -17.fev.2012/Instituto Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que teve mais medo de perder a voz do que de morrer após a descoberta do câncer na laringe. “Se eu perdesse a voz, estaria morto.”
Um dia depois da notícia de que o tumor desapareceu, ele recebeu a Folha para uma entrevista exclusiva num quarto do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde faz sessões de fonoaudiologia.
Lula comparou a uma “bomba de Hiroshima” o tratamento que fez, com sessões de químio e radioterapia.
Ele emocionou-se ao lembrar da luta do vice-presidente José Alencar (1931-2011), que morreu de câncer há exatamente um ano. “Hoje é que eu tenho noção do que o Zé Alencar passou.”
Quase 16 quilos mais magro e com a voz um pouco mais rouca que o normal, o ex-presidente ainda sente dor na garganta e diz que sonha com o dia em que poderá comer pão “com a casca dura”.
A entrevista foi acompanhada por Roberto Kalil, seu médico pessoal e “guru”, pelo fotógrafo Ricardo Stuckert e pelo presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.
Folha – Como o sr. está?
Luiz Inácio Lula da Silva - O câncer está resolvido porque não existe mais aqui [aponta para a garganta]. Mas eu tenho que fazer tratamento por um tempo ainda. Tenho que manter a disciplina para evitar que aconteça alguma coisa. Aprendi que tanto quanto os médicos, tanto quanto as injeções, tanto quanto a quimioterapia, tanto quanto a radioterapia, a disciplina no tratamento, cumprir as normas que tem que cumprir, fazer as coisas corretamente, são condições básicas para a gente poder curar o câncer.
Foi difícil abrir mão…
Hoje é que eu tenho noção do que o Zé Alencar passou. [Fica com a voz embargada e os olhos marejados]. Eu, que convivi com ele tanto tempo, não tinha noção do que ele passou. A gente não sabe o que é pior, se a quimioterapia ou a radioterapia. Uns dizem que é a químio, outros que é a rádio. Para mim, os dois são um desastre. Um é uma bomba de Hiroshima e, o outro, eu nem sei que bomba é. Os dois são arrasadores.
O sr. teve medo?
A palavra correta não é medo. É um processo difícil de evitar, não tem uma única causa. As pessoas falam que é o cigarro [que causa a doença], falam que é um monte de coisa que dá, mas tá cheio de criancinha que nasce com câncer e não fuma.
Qual é a palavra correta?
A palavra correta… É uma doença que eu acho que é a mais delicada de todas. É avassaladora. Eu vim aqui com um tumor de 3 cm e de repente estava recebendo uma Hiroshima dentro de mim. [Em alguns momentos] Eu preferiria entrar em coma.
Kalil [interrompendo] – Pelo amor de Deus, presidente!
Em coma?
Eu falei para o Kalil: eu preferiria me trancar num freezer como um carpaccio. Sabe como se faz carpaccio? Você pega o contrafilé, tira a gordura, enrola a carne, amarra o barbante e coloca o contrafilé no freezer e, quando ele está congelado, você corta e faz o carpaccio. A minha vontade era me trancar no freezer e ficar congelado até…
Sentia dor?
Náusea, náusea. A boca não suporta nada, nada, nada, nada. A gente ouvindo as pessoas [que passam por um tratamento contra o câncer] falarem não tem dimensão do que estão sentindo.
Teve medo de morrer?
Eu tinha mais preocupação de perder a voz do que de morrer. Se eu perdesse a voz, estaria morto. Tem gente que fala que não tem medo de morrer, mas eu tenho. Se eu souber que a morte está na China, eu vou para a Bolívia.
O sr. acredita que existe alguma coisa depois da morte?
Eu acredito. Eu acredito que entre a vida que a gente conhece [e a morte] há muita coisa que ainda não compreendemos. Sou um homem que acredita que existam outras coisas que determinam a passagem nossa pela Terra. Sou um homem que acredita, que tem muita fé.
Mesmo assim, teve um medo grande?
Medo, medo, eu vivo com medo. Eu sou um medroso. Não venha me dizer: ‘Não tenha medo da morte’. Porque eu me quero vivo. Uma vez ouvi meu amigo [o escritor] Ariano Suassuna dizer que ele chama a morte de Caetana e que, quando vê a Caetana, ele corre dela. Eu não quero ver a Caetana nem…
Qual foi o pior momento neste processo?
Foi quando eu soube. Vim trazer a minha mulher para um exame e a Marisa e o Kalil armaram uma arapuca e me colocaram no tal de PET [aparelho que rastreia tumores]. Eu tinha passado pelo otorrino, o otorrino tinha visto a minha garganta inflamada.
Eu já estava há 40 dias com a garganta inflamada e cada pessoa que eu encontrava me dava uma pastilha No Brasil, as pessoas têm o hábito de dar pastilha para a gente. Não tinha uma pessoa que eu encontrasse que não me desse uma pastilha: ‘Essa aqui é boa, maravilhosa, essa é melhor’. Eu já tava cansado de chupar pastilha.
No dia do meu aniversário, eu disse: ‘Kalil, vou levar a Marisa para fazer uns exames’. E viemos para cá. O rapaz fez o exame, fez a endoscopia, disse que estava muito inflamada a minha garganta. Aí inventaram essa história de eu fazer o PET. Eu não queria fazer, eu não tinha nada, pô. Aí eu fui fazer depois de xingar muito o Kalil.
Depois, fui para uma sala onde estava o Kalil e mais uns dez médicos. Eu senti um clima meio estranho. O Kalil estava com uma cara meio de chorar. Aí eu falei: ‘Sabe de uma coisa? Vocês já foram na casa de alguém para comunicar a morte? Eu já fui. Então falem o que aconteceu, digam!’ Aí me contaram que eu tinha um tumor. E eu disse: ‘Então vamos tratar’.
Existia a possibilidade de operar o tumor, em vez de fazer o tratamento que o senhor fez.
Na realidade, isso nem foi discutido. Eles chegaram à conclusão de que tinha que fazer o que tinha que fazer para destruir o bicho [quimioterapia seguida de radioterapia], que era o mais certo. Eu disse: ‘Vamos fazer’.
O meu papel, então, a partir dessa decisão, era cumprir, era obedecer, me submeter a todos os caprichos que a medicina exigia. Porque eu sabia que era assim. Não pode vacilar. Você não pode [dizer]: ‘Hoje eu não quero, não tô com vontade’.
O senhor rezava, buscou ajuda espiritual?
Eu rezo muito, eu rezo muito, independentemente de estar doente.
Fez alguma promessa?
Não.
Existia também uma informação de que o senhor procurou ajuda do médium João de Deus.
Eu não procurei porque não conhecia as pessoas, mas várias pessoas me procuraram e eu sou muito agradecido. Várias pessoas vieram aqui, ainda hoje há várias pessoas me procurando. E todas as que me procurarem eu vou atender, conversar, porque eu acho que isso ajuda.
E como será a vida do sr. a partir de agora? Vai seguir com suas palestras?
Eu não quero tomar nenhuma decisão maluca. Eu ainda estou com a garganta muito dolorida, não posso dizer que estou normal porque, para comer, ainda dói.
Mas acho que entramos na fase em que, daqui a alguns dias, eu vou acordar e vou poder comer pão, sem fazer sopinha. Vou poder comer pão com aquela casca dura. Vai ser o dia!
Eu vou tomando as decisões com o tempo. Uma coisa eu tenho a certeza: eu não farei a agenda que já fiz. Nunca mais eu irei fazer a agenda alucinante e maluca que eu fiz nesses dez meses desde que eu deixei o governo. O que eu trabalhei entre março e outubro de 2011… Nós visitamos 30 e poucos países.
Eu não tenho mais vontade para isso, eu não vou fazer isso. Vou fazer menos coisas, com mais qualidade, participar das eleições de forma mais seletiva, ajudar a minha companheira Dilma [Rousseff] de forma mais seletiva, naquilo que ela entender que eu possa ajudar. Vou voltar mais tranquilo. O mundo não acaba na semana que vem.
Quando é que o senhor começa a participar da campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo?
Eu acho o Fernando Haddad o melhor candidato. São Paulo não pode continuar na mesmice de tantas e tantas décadas. Eu acho que ele vai surpreender muita gente. E desse negócio de surpreender muita gente eu sei. Muita gente dizia que a Dilma era um poste, que eu estava louco, que eu não entendia de política. Com o Fernando Haddad será a mesma coisa.
O senhor vai pedir à senadora Marta Suplicy para entrar na campanha dele também?
Eu acho que a Marta é uma militante política, ela está na campanha.
Tem falado com ela?
Falei com ela faz uns 15 dias. Ela me ligou para saber da saúde. Eu disse que, quando eu sarar, a gente vai conversar um monte.
E em 2014? O senhor volta a disputar a Presidência?
Para mim não tem 2014, 2018, 2022. Deixa eu contar uma coisa para vocês: eu acabei de deixar a Presidência da República, tem apenas um ano e quatro meses que eu deixei a Presidência.
Poucos brasileiros tiveram a sorte de passar pela Presidência da forma exitosa com que eu passei. E repetir o que eu fiz não será tarefa fácil. Eu sempre terei como adversário eu mesmo. Para que é que eu vou procurar sarna para me coçar se eu posso ajudar outras pessoas, posso trabalhar para outras pessoas?
E depois é o seguinte: você precisa esperar o tempo passar. Essas coisas você não decide agora. Um belo dia você não quer uma coisa, de repente se apresenta uma chance, você participa.
Mas a minha vontade agora é ajudar a minha companheira a ser a melhor presidenta, a trabalhar a reeleição dela. Eu digo sempre o seguinte: a Dilma só não será candidata à reeleição se ela não quiser. É direito dela, constitucional, de ser candidata a presidente da República. E eu terei imenso prazer de ser cabo eleitoral.
Cláudia Collucci e Mônica Bergamo
No Folha
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DEMos

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Nassif: Serra é fã de Demóstenes

Do Blog do Demóstenes

Serra elogia atuação de Demóstenes na área de segurança pública

12 de outubro de 2010
Como se dizia em “Casablanca”, são “the usual suspects”
O presidenciável José Serra falou nesta segunda-feira (11), durante passagem para eventos de campanha em Goiânia, sobre a importância do senador Demóstenes Torres para a construçāo do sistema de segurança do país. Após a reeleiçāo com mais de 2, 2 milhōes de votos, Demóstenes assumiu a coordenaçāo de campanha do candidato a governo Marconi Perillo na regiāo metropolitana e continua como um dos principais cabos eleitorais de Serra no estado.
José Serra elogiou a atuação de Demóstenes na área de segurança pública e afirmou que o senador será peça importante nas políticas da área caso seja eleito presidente. O tucano ainda elogiou o governador Marconi Perillo e lembrou que o goiano foi responsável pela sugestāo que culminou na criaçāo do programa Bolsa Família, como o próprio presidente Lula já admitiu em público.
Do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás - Notícias

Demóstenes Torres e Gilmar Mendes recebem Colar do Mérito Judiciário

05 de outubro de 2010
Ministro Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres recebem o diploma do Colar do Mérito Judiciário
Por propositura do desembargador Paulo Teles, presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), com aprovação da maioria dos membros da Corte Especial, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres foram homenageados na noite desta segunda-feira (04/10) com a medalha do Colar do Mérito Judiciário. “Esta é a maior honraria entregue pelo Tribunal goiano e faz justiça à vida de dedicação destes dois homens ilustres, pelo exemplo de vida e trabalho em defesa do Direito e pela manutenção da ordem democrática”, justificou Paulo Teles. “São verdadeiros brasileiros; de corpo, alma e coração”, completou.
“Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons. Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons. Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda. Porém, há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis”, afirmou o desembargador José Lenar, citando Bertold Brecht, ao fazer a saudação ao senador Demóstenes Torres. “Encontrei em Demóstenes Torres exemplo inesgotável de dignidade, de trabalho e de amizade. Sua vida pessoal e profissional é emoldurada de sucesso e grandes conquistas, sendo este momento de engrandecimento para esta Corte e para o Estado de Goiás”, disse Lenar.
Ao receber o Colar do Mérito do Judiciário, Demóstenes Torres disse estar emocionado e lembrou sua experiência no Tribunal goiano, então como Procurador de Justiça. “Minha convivência com esta Casa sempre foi positiva, aqui fiz diversos amigos. Tenho o maior respeito por seus membros, assim como tenho pelo Poder Judiciário, o qual não me privo de defender em minha atuação no Senado”, frisou Demóstenes. O senador lembrou ainda que a honraria ocorre justamente um dia após confirmar sua reeleição. “Este momento é ímpar em minha vida. Já recebi muitas homenagens, mas esta, por certo, é a mais tocante. E agradeço a Deus por me dar forças para trabalhar; a Paulo Teles, pela honra concedida; ao meu amigo e professor José Lenar, pelas palavras de carinho, e ao povo goiano, pela confiança mais uma vez depositada”.
“É com muita honra e alegria que recebo essa marcante e fidalga homenagem do Tribunal de Justiça de Goiás”, disse Gilmar Mendes. “Tenho uma relação fraterna para com este Estado, desenvolvida ao longo de muitos anos de convivência, e um grande respeito por todos os membros desta Casa”. O ministro do Supremo agradeceu de forma enfática à Corte Especial, especialmente ao presidente do TJGO, e disse que o Colar do Mérito traduz o reconhecimento do esforço empreendido na consolidação do Estado de Direito e na defesa das prerrogativas e da independência do Poder Judiciário.
Após os agradecimentos, Gilmar Mendes proferiu a aula magna da Universidade do Poder Judiciário do Estado de Goiás – UniJudi, em seus quatro cursos que já estão em desenvolvimento: pós-graduação Latu Sensu em Responsabilidade Social e Ambiental; Gestão em Tecnologia da Informação; Docência Universitária e Gestão de Projetos.
Além dos desembargadores da Corte Especial, participaram da solenidade o diretor-geral do TJGO e reitor da UniJudi, José Izecias de Oliveira, o coordenador acadêmico, Augusto Fleury Veloso da Silveira, membros do Conselho Superior da Unijudi e todos os estudantes matriculados nos cursos da UniJudi.
Texto: Alaor Félix | Fotos: Wagner Soares
Por galileogalileo
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