24 de fev de 2012

Pat Metheny

Leia Mais ►

Laerte no Roda Viva

Cartunista, criador da série "Piratas do Tietê", falou sobre quadrinhos e sobre porque passou a se vestir como mulher.

Leia Mais ►

No blog do Exu da Veja

A sorte do hipócrita é que ele é inimputável * ...
* Aquele que por anomalia psíquica, retardo mental não pode responder por si judicialmente.
Leia Mais ►

Operação pró-Serra (des)organiza as oposições?

Em março de 2010, portanto, há quase dois anos, a presidenta da ANJ (Associação Nacional de Jornais), Maria Judith Brito, afirmou que em nome da responsabilidade de fazer o contraponto os meios de comunicação brasileiros “estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada”.
Desde então, por diversas vezes, os meios de comunicação deflagraram movimentos próprios de oposição. Mas talvez a atual “Operação pró-José Serra” seja o momento em que fica mais evidente a tentativa de dar sentido e organizar as oposições.
Mesmo sem uma declaração de Serra, a eventualidade de uma candidatura sua na sucessão municipal de São Paulo foi colocada no tabuleiro e alimentada ininterruptamente na última semana.
De fato, com coberturas dignas de propaganda antecipada, os jornalões passaram a se encarregar de conduzir uma candidatura que ninguém assume — nem Serra, nem o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), nem o prefeito da capital, Gilberto Kassab (PSD).
A possibilidade é apresentada pela grande imprensa como tábua de salvação das forças de oposição que estão cada vez mais fragilizadas e em movimento de dispersão.
A avaliação é de que Serra é um nome forte, que já governou a cidade e o Estado e pode colaborar para rearticular as oposições a partir da prefeitura. É, portanto, um movimento tático localizado em São Paulo, mas que atende a uma estratégia nacional para as oposições.
Nesse raciocínio, ter Serra candidato seria fundamental para reagrupar PSDB, DEM e PPS e impedir que o PSD de Kassab apóie tanto o governo da presidenta, Dilma Rousseff, como a candidatura a prefeito de Fernando Haddad (PT).
É esse objetivo que leva os grandes meios de comunicação a tentar forçar a entrada de Serra na disputa. Muitas vezes, os artifícios são manipulação, desinformação e campanha político-partidária escancarada.
Nesse enredo, a tão propalada realização de prévias para escolha do candidato tucano, alçadas à condição de demonstração maior de democracia interna, podem não ter valor algum. Isto porque, se Serra for atraído para o tabuleiro eleitoral, os quatro postulantes à candidatura municipal terão participado das prévias apenas para abrir mão em favor dele.
Nessa questão, aliás, os tucanos acabaram tecendo a própria rede na qual estão presos: ao atacar o PT por encontrar em Haddad uma candidatura consensual, o PSDB fez das prévias algo crucial no processo de definição de um nome, mas se agora escolherem não fazer as prévias, como explicarão à população essa mudança repentina?
Além disso, nos cálculos dos grandes jornais, só existe a contabilidade positiva. Nos cenários traçados para emplacar Serra candidato, são listadas as qualidades de ter 21% de intenção de voto, ser nome “consensual”, ser conhecido ou ter experiência administrativa.
Mas os contras de uma candidatura Serra nem são lembrados, como ter 35% de rejeição, criar insatisfações internas por conta das prévias, ter sido derrotado em eleições presidenciais por duas vezes, não significar mudança e ter renunciado à mesma prefeitura com apenas um ano e meio de mandato.
Ademais, Alckmin está no campo oposto a Serra no ninho tucano, pois não perdoa e não esquece a derrota na sucessão municipal de 2008, quando Serra apoiou Kassab. Ou seja, Alckmin faz que aceita Serra como candidato, mas tende a dar o troco apoiando Gabriel Chalita (PMDB).
O compromisso de terminar a gestão é, inclusive, uma questão relevante para Serra, pois como explicará que desconsiderou o documento, assinado e registrado em cartório, comprometendo-se a ficar na prefeitura até o fim do mandato?
Como convencer as pessoas de que não quer usar o cargo de prefeito de novo como trampolim para outro posto político?
É uma questão palpitante já que Serra não cumpriu integralmente nenhum de seus mandatos anteriores — legislativos ou executivos.
As análises do panorama eleitoral também desconsideram a força do PT na cidade, que historicamente atinge um terço dos votos, e do projeto que vem sendo realizado em plano nacional com êxitos.
Ademais, o PT tem uma obra realizada na cidade por dois extraordinários governos — das prefeitas Luiza Erundina (1989-1992) e Marta Suplicy (2001-2004).
Ou seja, se uma eventual candidatura Serra naufragar, o efeito será o oposto ao pretendido pelos grandes meios de comunicação: as crises e divisões no campo oposicionista serão aprofundadas e não superadas.
Neste caso, a luz no fim do túnel avistada com Serra pode ser a pá de cal nas oposições como as conhecemos atualmente.
O quadro, portanto, obriga o PT a tirar uma linha de ação nacional: trabalhar em torno das coligações com nossos aliados tradicionais sem esquecer da importância de um leque amplo de apoio e das especificidades locais.
Devemos nos orientar pela perspectiva de ter candidaturas alinhadas como projeto nacional chegando ao segundo turno no maior número de cidades e vencendo as eleições em grande parte dos 118 municípios com mais de 100 mil eleitores.
E, finalmente, entender que o jogo em andamento em São Paulo será decisivo para delinear o futuro das alianças políticas para os próximos anos.
José Dirceu, é advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT
Leia Mais ►

Pery Ribeiro

Rio de Janeiro, 27 de outubro de 1937 - Niterói, 24 de fevereiro de 2012
Leia Mais ►

Separados por...

Leia Mais ►

As transmissões do carnaval pela TV e aquilo que não nos é dado ver ou ouvir

Não parece apenas uma leve desconfiança de que a partir do momento em que nos propomos a ver TV, seja para o que for, não se mostre difícil que os competentes comentaristas nos alertem, a todo o instante, de que somos imbecis. Ou cegos, ou surdos.
A transmissão, via TV, dos carnavais dos sambódromos, tanto do Rio quanto de São Paulo, não são, na realidade, o que se vê nos respectivos locais – isso todos sabemos. Richard Wagner (1813-1883), que era um exímio leitor de partituras, e que dispensava as audições físicas das obras, conta que só foi entender alguns aspectos da nona sinfonia de Beethoven, quando a escutou ao vivo, em Paris. A música, o teatro ou os espetáculos das escolas de samba, são eventos para além das telas da TV; por maiores que sejam os aparelhos, elas nunca dimensionam o vento, a presença viva das pessoas e, no que as escolas de samba têm de melhor, fundamentalmente para os ouvidos – não há equipamentos de som que ressoem como nos sambódromos. Dá-se, então, que pensemos que determinada escola será a mais premiada. Mas a “São Clemente” acabará perdendo para a “Vila Isabel” ou, em São Paulo, não será a “Vai Vai” a campeã – mas outra qualquer. O problema, o grande problema parece ser os comentários das transmissões.
Eles quase sempre discorrem a favor da telinha da TV. Dizem que o espetáculo está bonito – mas ninguém está achando feio (mesmo porque o que a transmissão demonstra, dispensa as opiniões em contrário). Quanto às baterias das escolas, não há a menor chance de que se as escute por três ou quatro minutos, sem a interferência de alguém. Haverá sempre a conversa de um dos “tradutores”, sejam das imagens, sejam dos sons. Eles dirão que há um repique interessante no acompanhamento do samba-enredo que não nos é dado escutar, já que o mais importante é que o trabalho dos repórteres repitam o óbvio: que há, de fato, o tal repique, que alguns versos são bonitos e, por fim, mas não finalmente, que as cores da escola se compõem muito bem. E daí que fica sempre a suposição do daltonismo dos espectadores: o azul é preciso se dizer que é azul. E que os belos tons de roxo, vejam senhores telespectadores, são belos tons de roxos.
A Fundação Gulbenkian, de Lisboa, compõe-se de muitos equipamentos, mas principalmente de um dos “pequenos” grandes museus da Europa. São incontáveis as obras expostas, desde o período da dominação moura, na Península, aos impressionistas franceses. Em seu catálogo, porém, muitos dos comentários sobre as obras de arte, não são quaisquer adendos – mas autênticas descrições para cegos: talvez importe informar que o verde “de Veronese” está justamente num quadro de Veronese – pintor veneziano seiscentista – e que sua cor está realmente entre o verde e o azul – mas haverá algo mais expressivo do que o quadro, além da descrição do quadro?
Miguel de Cervantes no século XVII, já tinha consciência dos truísmos e pleonasmos que enxameavam os compêndios, não apenas de sua época. Talvez, para prevenir os ilustres leitores para o que os esperava, muitos autores faziam uma espécie de “abstract” do que se seguiria Eram redundâncias tão grandes, que Cervantes resolveu imitá-los. Só que, no seu “Dom Quixote”, não se pode conter o riso: a cada capítulo o autor faz um resumo que, não raro, ressalta o óbvio clamoroso que se torna mais engraçado, justamente por isso. Assim, ao tentar reter a curiosidade do leitor Cervantes alerta: “Onde se lê o que se segue”. É a relevância da bobagem, mas de que, modernamente, se inferem muitas outras questões.
Por exemplo: para os telespectadores refestelados em suas cadeiras, talvez não ocorram os níveis de redundâncias a que estão subjugados. Dizer que a bateria faz uma pausa longa, certamente não acrescenta à própria o que todos estão escutando – mas esse é justamente o comentário que mais ocorre. E não para chamar a atenção, demonstrando o fato – mas para que os espectadores vejam e escutem muito menos do que está, por si mesmo, já restringido pela tela da TV.
Talvez, contudo, essa questão –a da obviedade - não seja tão desimportante ou dispensável. A idéia de contraponto – de algo que contradiz uma imagem ou um som – para alcançar uma outra dimensão, pode ser um recurso cênico ou dramático em torno de um discurso que não se propõe à contradição; ou que o dispense pela simploriedade. No cinema mudo, nas cópias sonorizadas que nos chegam, o olhar de Carlitos se enternece com a música que reflete os olhos da jovem na melancolia ou na correspondência do seu olhar, também emocionado. Mas a cena dramática ou francamente trágica, pode ser acompanhada de um música saltitante e alegre.
Numa bienal de muito tempo atrás, havia uma instalação que raiava sadismo com muito maior contundência do que o comum delas: era uma sucessão de filmes, nunca divulgados para o grande público, de cenas verdadeiras de acidentes aéreos. Ensaiava o mais macabro possível: todos sabiam que no imenso telão que ocupava uma parede de mais de três metros de altura, as cenas dos aviões se despedaçando – em alguns casos, divisavam-se os corpos sendo cuspidos fora das aeronaves – que tudo aquilo era verdadeiro, nada era de mentirinha. O pior, porém, era certamente o que o autor da instalação mais queria – provocar o mais puro pânico nos espectadores. Tudo muito consentâneo, digamos, com as suas autênticas intenções terroristas. O que tornava a cena ainda mais assustadora, horripilante mesmo, não eram vozes ou gritos – mas uma valsa muito amena, até bonita. Ela palpitava em três por quatro o paradoxo dos milhares de mortos – pois os desastres se sucediam uns depois dos outros – uma centena deles, talvez. Sempre ao som de uma valsa. E todos, com aviões de passageiros enormes, desses que carregam dezenas, senão centenas de pessoas.
Não há muito o que concluir. No “Maior Espetáculo da Terra”, como dizem os locutores, a repetirem redundantemente, que os desfiles das escolas de samba, são realmente representações grandiosas, fica-se, apesar de tudo, ou por isso mesmo, num mar de dúvidas. Vivemos um mundo de redundâncias: todos os que gostam de futebol, sabemos que o gol foi belíssimo, que o chute de fora da área encobriu o goleiro numa parabólica perfeita, quase milagrosa. No entanto, precisamos ouvir do locutor que o gol, dado desde fora da área, foi belíssimo? E que encobriu o goleiro, sendo que foi exatamente isso que as várias câmeras registraram?
Não parece apenas uma leve desconfiança de que a partir do momento em que nos propomos a ver TV, seja para o que for, não se mostre difícil que os competentes comentaristas nos alertem, a todo o instante, de que somos imbecis. Ou cegos, ou surdos.
Enio Squeff é artista plástico e jornalista.
No Carta Maior
Leia Mais ►

MMA deixa jovem tetraplégico. Vale o lucro?

Lutador americano Jeff Dunbar, de 20 anos, fraturou duas vértebras em confronto num campeonato em Illinois; ficou tetraplégico; um dado a mais para promotores desse 'esporte' no Brasil, como Eike Batista e Nizan Guanaes, considerarem: consequências desse tipo compensam os ganhos?
Quando Jeff Dunbar, de 20 anos, tentava escapar da finalização de Rudy Bahena, seu adversário no octógono, bateu a cabeça contra a grade e sofreu um estrangulamento que decretou o final da luta e a sua derrota. Nos momentos seguintes, Dunbar não conseguiu se mover, e, devido à contusão sofrida, ficou tetraplégico.
A luta aconteceu no dia 17 de dezembro de 2011 e fazia parte do Fight Card Entertainment, evento amador de MMA no estado de Illinois, nos Estados Unidos. Dunbar lutava havia apenas um ano e participava do sétimo confronto de sua vida – antes do acidente, acumulava três vitórias e três derrotas.
Os médicos que examinaram o lutador afirmam que os exames mostraram duas vértebras deslocadas que comprimiram sua medula espinhal. Ao que tudo indica, Dunbar não vai recuperar o movimento das pernas, embora exista chance de que volte a mexer os braços.
A polícia de Illinois afirmou que vai investigar o caso, mas os organizadores do Fight Card Entertainment não se pronunciaram sobre uma possível ajuda financeira à família do lutador. Algumas leis locais tentam coibir que eventos deste tipo aconteçam limitando os valores de premiação, mas são insuficientes, como ficou provado com a lesão de Jeff Dunbar.
No Brasil247
Leia Mais ►

Charge online - Bessinha - # 1064

Leia Mais ►

Agora Mr. Teixeira cai. A Globo vai junto?

Saiu na Folha:
Promotoria aponta desvio de R$ 1,1 mi do jogo Brasil x Portugal
A Promotoria (sic) acusa uma empresa ligada ao presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local da Copa-2014), Ricardo Teixeira, de desvio de 1,1 milhão do jogo amistoso entre Brasil e Portugal, em 2008.
É o que informa a reportagem de Filipe Coutinho, publicada nesta sexta-feira. A íntegra do texto está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
A Ailanto foi contratada pelo governo do Distrito Federal para realizar o jogo. Segundo a Promotoria, despesas que deveriam ser custeadas pela empresa foram pagas pela federação brasiliense.
OUTRO LADO
A assessoria de imprensa de Teixeira afirmou que ele não responde a qualquer processo ou inquérito e que não há responsabilidade da CBF no jogo feito pela Ailanto.
O advogado da Ailanto no processo, Antenor Madruga, disse que não comentaria o caso. Na ação, a empresa negou que o R$ 1,1 milhão pago pela federação brasiliense fosse obrigação dela. A Ailanto afirma que o valor pago pela federação era para “atividades distintas” às previstas no contrato. A empresa diz ainda na ação que o contrato foi cumprido.
Leia Mais ►

Deivid, o atacante do Flamengo

Para o amigo Saraiva:

Leia Mais ►

Pressão do Planalto faz militares se retratarem

Foto: Roberto Stuckert Filho
Em nota de apenas uma frase, os clubes de reservistas disseram que "desautorizam" o texto que eles mesmos haviam escrito contra a postura da presidente Dilma Rousseff diante das declarações de ministras e do PT sobre a ditadura
Clubes que representam militares da reserva recuaram de críticas feitas à presidente Dilma Rousseff por ela não ter censurado falas de ministras e do PT contra a ditadura. A mudança de postura aconteceu após um encontro do ministro da Defesa, Celso Amorim, e os comandantes do Exército, da Aeronáutica e do Estado Maior. Dilma não gostou do teor da nota, por não aceitar, segundo assessores do Planalto, qualquer tipo de desaprovação às atitudes da comandante suprema da Forças Armadas.
Em nota de apenas uma frase, os clubes disseram que "desautorizam" o texto que eles mesmos haviam escrito. Publicado no último dia 16, ele sugeria que Dilma se afastava de seu papel de estadista ao não "expressar desacordo" sobre três declarações recentes de auxiliares e do PT.
A primeira delas foi feita pela ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), para quem a Comissão da Verdade, que investigará violações durante o regime, pode levar a punições penais, apesar da Lei da Anistia. Depois, Eleonora Menicucci (Mulheres), ex-colega de prisão de Dilma durante o período autoritário, fez em discurso "críticas exacerbadas aos governos militares", segundo o texto. Já o PT, em uma resolução política, disse que deveria priorizar o resgate de seu papel para o fim da ditadura.
Apesar de terem sido obrigados a recuar, para não criar uma crise militar, os presidentes dos Clubes não se conformam com as críticas que as Forças Armadas têm recebido e temem que a comissão da verdade só ouça um dos lados na hora de trabalhar. Os presidentes dos Clubes da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista, e da Marinha, almirante Ricardo da Veiga Cabral, disseram que em momento nenhum quiseram criticar a presidente Dilma e que a nota foi uma "precipitação", no momento em que os principais assuntos para a categoria, são a defasagem salarial e a necessidade de reaparelhamento das Forças Armadas.
Leia Mais ►

Gilmar, Heraldo e a Globo. Quem processa PHA

O que se segue é a defesa oral que fiz (Paulo Henrique Amorim) na ação penal que Heraldo Pereira de Carvalho move contra mim, acrescida de informações parcialmente lidas na defesa oral, na audiência de conciliação na ação Cível, em 15 de fevereiro de 2012.
Como o objetivo do juiz Daniel Felipe Machado, da 12ª Vara Cível de Circunscrição Especial de Brasília foi, desde o início da audiência, promover um conciliação, a leitura integral pareceu ao Juiz e a meu advogado, Dr Cesar Marcos Klouri, desnecessária.
Além disso, o objetivo do Dr Klouri e meu sempre foi, desde sempre, obter do autor da ação um documento formal em que ele reconhecesse que a expressão “negro de alma branca”, nos artigos mencionados, não continha ofensa moral e muito menos um conteúdo racista.
Como isso foi plenamente obtido, com a assinatura do autor da ação, na presença de seus advogados e do Juiz, no termo de conciliação – em que não há assunção de qualquer tipo de culpa -, de novo, a defesa oral parecia imprópria.
Mas, como aqui estão os argumentos que usei na ação penal, e uma menção às minhas enobrecedoras testemunhas na específica ação Cível, acho por bem reproduzí-la, com as alterações:

SOU JORNALISTA HÁ 51 ANOS.
FUI ESTAGIÁRIO DO JORNAL A NOITE EM 1961.
COMECEI ENTÃO A FINANCIAR OS PRÓPRIOS ESTUDOS.
TRABALHEI NA REVISTA MANCHETE E NA REALIDADE, ENTÃO, A MAIS IMPORTANTE DO PAÍS.
AINDA NA EDITORA ABRIL, ABRI O ESCRITÓRIO DA REVISTA VEJA EM NOVA YORK COM 25 ANOS.
FUI EDITOR DE ECONOMIA DA REVISTA VEJA E DIRETOR DE REDAÇÃO DA REVISTA EXAME.
EDITOR DE ECONOMIA , REDATOR CHEFE E DIRETOR DE REDAÇÃO DO JORNAL DO BRASIL, QUANDO ERA O MELHOR JORNAL DO BRASIL.
DIRETOR DE JORNALISMO DA TEVÊ MANCHETE.
EDITOR DE ECONOMIA, COLUNISTA DE ECONOMIA DO JORNAL DA GLOBO, ÂNCORA E DIRETOR DA REDE GLOBO NO ESCRITÓRIO EM NOVA YORK.
ÂNCORA E EDITOR DO PROGRAMA JORNAL DA BAND.
ÂNCORA E EDITOR DO PROGRAMA FOGO CRUZADO, NA BANDEIRANTES.
ÂNCORA E EDITOR DO PROGRAMA “CONVERSA AFIADA” , DA TV CULTURA – ÚNICO PROGRAMA DIÁRIO, EM TEVÊ ABERTA, NO HORÁRIO NOBRE, DE PRODUÇÃO INDEPENDENTE, POR DOIS ANOS.
SOU ÂNCORA DO PROGRAMA DOMINGO ESPETACULAR, A SEGUNDA MAIOR AUDIÊNCIA DA TEVÊ BRASILEIRA, AOS DOMINGOS.
HÁ DEZ ANOS SOU RESPONSÁVEL PELO SITE CONVERSA AFIADA QUE, EM 2012, ENTRE 100 MIL BLOGS DO BRASIL, FOI O MAIS VOTADO NUMA ELEIÇÃO DA RESPEITADA EMPRESA DE ADMINISTRAÇÃO DE PRODUTOS NA INTERNET, A TOP OF MIND.
NA MESMA ELEIÇÃO, O CONVERSA AFIADA FOI ELEITO O MAIS IMPORTANTE BLOG POLÍTICO DO PAÍS.
DIGO ISSO PARA RESSALTAR QUE, COMO O AUTOR, TIVE UMA ORIGEM HUMILDE, DE PAIS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DE BAIXA REMUNERAÇÃO, QUE TEVE QUE TRABALHAR MUITO PARA ESTUDAR E SUBIR NA VIDA.
O AUTOR NÃO TEM O MONOPÓLIO DA LUTA CONTRA A ADVERSIDADE.
OU DA CAPACIDADE DE SUPERÁ-LA.
ISSO NÃO QUALIFICA A DENÚNCIA DELE.
PELO MENOS DIANTE DESTE SUPOSTO RÉU.
EM 51 ANOS DE CARREIRA, COMO REPÓRTER, REDATOR, EDITORIALISTA, ARTICULISTA, ÂNCORA OU EDITOR J A M A I S , N U N C A
- SUSPEITARAM
- INSINUARAM
- OU ME ACUSARAM DE RACISMO
OU SEQUER DE PRECONCEITO CONTRA NEGROS, JUDEUS, ÍNDIOS, PALESTINOS, NORDESTINOS, BOLIVIANOS, HOMOSSEXUAIS, TRAN-SEXUAIS OU QUALQUER MINORIA OU SEGMENTO SOCIAL.
AO CONTRÁRIO.
OS AUTOS DEMONSTRAM QUE SOU UM DEFENSOR DAS POLÍTICAS QUE IMPEDEM E COMBATEM O RACISMO E O PRECONCEITO.
QUERO AQUI AGRADECER O GENEROSO TESTEMUNHO DO DEPUTADO EDSON SANTOS, DO PT DO RIO, EX-MINISTRO DA IGUALDADE RACIAL, E JEAN WILLYS, DO PSOL DO RIO, QUE LUTA PELA CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA.
OS DOIS SE DISPUSERAM A DEPOR A MEU FAVOR NESTA CAUSA, SE FOSSE NECESSÁRIO.
AGRADEÇO TAMBÉM AO SENADOR PAULO PAIM, DO PT DO RIO GRANDE DO SUL, PAI DO ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL, QUE DEU UM TESTEMUNHO EM MINHA DEFESA, ESPECIALMENTE PARA ESTA AÇÃO, ONDE ATESTA QUE JAMAIS MANIFESTEI QUALQUER ATO OU IDEIA DE CARÁTER RACISTA.
AO CONTRÁRIO.
DEFENDO, POR EXEMPLO, AS COTAS PARA NEGROS NAS UNIVERSIDADES -
POLÍTICA QUE O SUPOSTO RÉU DEFENDE DESDE QUE, CORRESPONDENTE DA GLOBO NOS ESTADOS UNIDOS, PODE ACOMPANHAR SEUS EFEITOS BENÉFICOS PARA NEGROS QUE NASCEM NA ADVERSIDADE.
NUNCA EM 51 ANOS DE ATIVIDADE PÚBLICA , À VISTA DE TODOS, EM REDE NACIONAL, DISSERAM, INSINUARAM OU SUSPEITARAM QUE EU FOSSE RACISTA.
OU QUE, COMO ACUSA O AUTOR, INCITASSE O RACISMO.
ESSE MESMO SITE NA INTERNET, AGORA ACUSADO DE SER UM INSTRUMENTO DO RACISMO, UMA ESPÉCIE DE MEIN KAMPF DA BLOGOSFERA, ESSE MESMO CONVERSA AFIADA DIVULGOU DEZENAS DE TEXTOS CONTRA O RACISMO E O PRECONCEITO.
E A FAVOR DA COTAS.
ISSO ESTÁ FARTAMENTE DOCUMENTADO NOS AUTOS.
NÃO HÁ UMA FRASE, UM ATO, UMA PALAVRA, UM GESTO, EM 51 ANOS NA VITRINE DA IMPRENSA, QUE POSSA OU QUE J A M A I S TENHA SIDO ASSOCIADO A RACISMO.
SOBRE A EXPRESSÃO “NEGRO DE ALMA BRANCA”, QUE PARECE SINTETIZAR A ACUSAÇÃO, ESSA, SIM, INFAMANTE, QUERO PONDERAR.
PRIMEIRO, O SIGNIFICADO DA EXPRESSÃO NÃO É UNIVOCO.
ELA SE ASSOCIA, POR EXEMPLO, A ZUMBI DOS PALMARES, UM HERÓI DA RESISTÊNCIA DOS NEGROS QUE NÃO SE SUBMETEM À OPRESSÃO.
TAMBÉM SE EMPREGOU EM RELAÇÃO AO PAI TOMÁS , SEM NENHUMA CONOTAÇÃO OFENSIVA – E MUITO MENOS RACISTA.
UM DOS SIGNIFICADOS DA EXPRESSÃO – QUE, ADMITO, POSSA MELINDRAR E, SE ASSIM FOR, LAMENTO PROFUNDAMENTE – UM DOS SIGNIFICADOS CORRENTES E USUAIS É PARA DESCREVER O NEGRO QUE NÃO DEFENDE NEM SE DEFENDE DO RACISMO E DOS RACISTAS.
É A ACEPÇÃO A QUE RECORRI.
NEGRO DE ALMA BRANCA É O NEGRO QUE NÃO OLHA PARA TRÁS – PARA A CHAGA DA ESCRAVIDÃO, OU, COMO DIRIA JOAQUIM NABUCO:
“NÃO BASTA ACABAR COM A ESCRAVIDÃO. É PRECISO DESTRUIR SUA OBRA.”
É A OBRA QUE ESTÁ ABERTA AINDA HOJE, COMO COMPROVAM AS ESTATÍSTICAS DO IBGE, DOS CÁRCERES BRASILEIROS, DAS CRACOLÂNDIAS.
NEGRO DE ALMA BRANCA PODE SER AQUELE QUE NÃO ASSUME A SUA PRÓPRIA CONDIÇÃO DE NEGRO PARA COMBATER O RACISMO E O PRECONCEITO CONTRA O NEGRO.
CONTRA ELE, CONTRA A MÃE, O PAI, OS IRMÃOS.
É O NEGRO QUE OLHA PARA OUTRO LADO.
QUE FINGE QUE NÃO VÊ.
ACHA QUE NÃO É COM ELE.
NEGRO DE ALMA BRANCA DE PRESTÍGIO, UMA CELEBRIDADE, É O NEGRO QUE NÃO SE VALE DA POPULARIDADE E DO PRESTÍGIO PARA DEFENDER O NEGRO PRESO À CORRENTE DA ADVERSIDADE.
NEGRO DE ALMA BRANCA PODE SER TAMBÉM AQUELE QUE SE PRESTA A COONESTAR AS POSIÇÕES, AS TESES DE QUEM É CONTRA OS DIREITOS CIVIS DOS NEGROS OU DOS QUE COMBATEM AS POLÍTICAS QUE PODEM DAR INDEPENDÊNCIA ECONÔMICA E RECONHECIMENTO SOCIAL AOS NEGROS.
SÃO AQUELES QUE DEFENDEM PSEUDO POLÍTICAS ANTROPOLÓGICAS QUE CONGELAM A DESIGUALDADE E A DISCRIMINAÇÃO.
NESSE PAÍS DE MAIORIA NEGRA MORREM MAIS NEGROS QUE BRANCOS NA MESMA FUNÇÃO.
HÁ MENOS NEGROS NAS FACULDADES.
QUANTOS NEGROS HÁ NA MAGISTRATURA?
A CARA DA MISÉRIA, A CARA DA POBREZA NO BRASIL, É NEGRA.
ESSA É UMA QUESTÃO CENTRAL DA DEMOCRACIA BRASILEIRA – E O LOCAL
PARA DISCUTÍ-LA NÃO É NESTA SALA, COM ESTE TIPO DE AÇÃO, QUE NÃO PASSA DE UMA PERIPÉCIA, UMA MANIFESTAÇÃO DE PODER.
DE PODER PARA TENTAR MANIPULAR O SISTEMA JUDICIÁRIO EM BENEFÍCIO DO AUTOR, FUNCIONÁRIO DA MAIS PODEROSA EMISSORA DE TEVÊ DA AMERICA LATINA, ONDE OCUPA CARGO DE PRESTÍGIO E DESTAQUE.
NA MINHA MODESTA OPINIÃO, TODO NEGRO DEVERIA DEFENDER O NEGRO.
ESPECIALMENTE SE FOR FAMOSO, TIVER PRESTÍGIO.
ESPECIALMENTE SE DISPÕE DO PÚLPITO DA REDE GLOBO.
ESTIVE NESSE PÚLPITO GLOBAL, TOTAL, POR DEZ ANOS E SEI O QUANTO ELE VALE.
VALE MUITO, PARA, EM ATIVIDADES PÚBLICAS, ATIVIDADES QUE DERIVAM DO FATO DE SER UM PROFISSIONAL DA GLOBO, PODER DEFENDER CAUSAS NOBRES.
POR EXEMPLO, COMBATER O RACISMO E A DISCRIMINAÇÃO – COMO FEZ ESTE SUPOSTO REU EM ATIVIDADES PÚBLICAS NOS ESTADOS UNIDOS E NO BRASIL.
É O PÚLPITO QUE DÁ DIMENSÃO AO TRABALHO ARTÍSTICO E POLÍTICO – NÃO PARTIDÁRIO – DE MILTON NASCIMENTO, LECY BRANDÃO, LÁZARO RAMOS E, SOBRETUDO, DE MARTINHO DA VILA, UM DIVULGADOR INCANSÁVEL DA CULTURA AFRICANA E SEU ENRAIZAMENTO NA CULTURA BRASILEIRA.
E ENFATIZO O PAPEL DE MARTINHO, MARTINHO DA VILA.
ASSIM COMO O DE MARTIN, MARTIN MARTINHO LUTHER KING JR, O DOCTOR KING – SEM DÚVIDA, O DR KING, COMO MARTINHO, NÃO ERA UM NEGRO DE ALMA BRANCA.
MARTINHO … MARTINHO LUTERO, QUE SE INSURGIU CONTRA AS VERDADES ESTABELECIDAS E CONGELADAS.
CRITICO TAMBÉM A GLOBO.
E SEU IDEÓLOGO, SUA IDEOLOGIA.
MEU PROBLEMA COMO CIDADÃO DE UMA REPÚBLICA LAICA, ONDE DEVE IMPERAR A DEMOCRACIA, É, NO CASO EM TELA, NESTA ACUSACAO, COM A GLOBO.
CONCESSIONÁRIA DE UM BEM PÚBLICO – O ESPECTRO ELETRO-MAGNETICO – A GLOBO CONGELA A DESIGUALDADE. CRISTALIZA SUPOSTAS VERDADES CONVENIENTES, APROPRIADAS, QUE TOMAM A FORMA DE DOGMAS.
GLAMURIZA A INJUSTIÇA.
E, SOBRETUDO, IMPEDE O DEBATE.
OMITE A DISCUSSÃO SOBRE POLÍTICAS QUE COMBATAM A DESIGUALDADE.
FECHA A PORTA À VÍTIMA DA INJUSTIÇA.
ATRIBUI-SE AO FUNDADOR DA REDE GLOBO, O EMPRESÁRIO ROBERTO MARINHO, A FRASE SÍNTESE DESTE MONOPÓLIO:
O IMPORTANTE – DIZIA ELE – NÃO É O QUE A GLOBO DIVULGA, MAS O QUE … NÃO … DIVULGA!
A MINHA CRÍTICA – EXPRESSA NOS TEXTOS EM QUE SE SUSTENTA O AUTOR – É A ESSA POLÍTICA E A SEU IDEÓLOGO, AQUELE QUE, NOS MEIOS JORNALÍSTICOS , É CHAMADO DE CARDEAL RATZINGER DA GLOBO, O GUARDIÃO DA FÉ DE ROBERTO MARINHO.
É O JORNALISTA ALI KAMEL, O MAIS PODEROSO DIRETOR DE JORNALISMO DA HISTÓRIA DA REDE GLOBO.
E ESTE SUPOSTO RÉU CONVIVEU COM OS OUTROS TRÊS.
NENHUM TEVE TANTO PODER QUANTO KAMEL.
TRATA-SE DE UM PSEUDO ANTROPÓLOGO OU FALSO BIÓLOGO QUE SUSTENTA O DISPARATE DE QUE NO BRASIL QUASE NÃO HÁ NEGROS.
HÁ, SIM, SEGUNDO O SUPOSTO CARDEAL, PARDOS.
E PARDOS, PORQUE NÃO SÃO NEGROS, NÃO PRECISAM DE COTAS PARA ENTRAR NA UNIVERSIDADE.
E ISSO O QUE EU CRITICO.
E PORQUE USOU – ELE, SIM, KAMEL – O PÚLPITO DA GLOBO E DO JORNAL O GLOBO
PARA ESCREVER UM LIVRO COM TÍTULO QUE É SABIDAMENTE UMA FRAUDE.
O TÍTULO É … NÃO SOMOS RACISTAS.
ONDE COMBATE FEROZMENTE AS COTAS RACIAIS.
A CRÍTICA DESTES ARTIGOS EM QUESTÃO É À IDEOLOGIA QUE NUTRE O RESPONSÁVEL PELA POLÍTICA EDITORIAL DA MAIOR REDE DE TELEVISÃO DA AMÉRICA LATINA.
A GLOBO NÃO É UMA ABSTRAÇÃO.
ELA É FEITA DE HOMENS DE CARNE, OSSO E IDEIAS.
A GLOBO TEM IDEIAS, IDEOLOGIA – E ACIMA DE TUDO, INTERESSES.
INTERESSES POLÍTICOS.
E ISSO DEVERIA SER DISCUTIDO NOUTRO FORUM, QUE NÃO ESSE, QUE O AUTOR NOS IMPÕE.
COMO JORNALISTA E HOMEM PÚBLICO TENHO UMA TRADIÇÃO DE CRITICAR A GLOBO.
ISSO TAMBÉM ESTÁ NOS AUTOS.
O TÍTULO DA REPORTAGEM EM TELA FALA POR SI MESMO:
“A GLOBO MENTE EM REDE NACIONAL E DESMENTE EM REDE LOCAL”
O QUE É INACEITÁVEL DO PONTO DE VISTA ÉTICO.
COMO DISSE A PEÇA INICIAL NA DEFESA QUE FIZ NO CRIME – SIM, PORQUE ME PROCESSAM POR UM CRIME TAMBEM -
” NEGRO DE ALMA BRANCA É O NEGRO BEM SUCEDIDO QUE NÃO DEFENDE OS NEGROS – QUE DESMENTE A NECESSIDADE DE POLÍTICAS FOMENTADORAS DA IGUALDADE RACIAL E CORROBORA A TESE DE ALI KAMEL DE QUE O BRASIL NAO É RACISTA.”
O COMPORTAMENTO PUBLICO E PROFISSIONAL DO AUTOR É, ASSIM, A CONFIRMACAO DA TESE DO ALI KAMEL.
E A PERIPECIA DO AUTOR É DIZER QUE ISSO É UMA FORMA DE RACISMO…
SE BARACK OBAMA OU PELÉ FOSSEM À JUSTICA TODA VEZ QUE OS CHAMAM DE NEGROS DE ALMA BRANCA, O SISTEMA JUDICIAL BRASILEIRO E AMERICANO NAO FARIA OUTRA COISA!
RECENTEMENTE, UM DOS MAIS RESPEITADOS INTELECTUAIS AMERICANOS, CORNELL WEST, PROFESSOR DE HARVARD E PRINCETON, CHAMOU O PRESIDENTE BARACK OBAMA DE NEGRO DE ALMA BRANCA, PORQUE , SEGUNDO ELE, SE VENDEU A WALL STREET.
CORNELL WEST É NEGRO E USA CABELO AFRO.
A CRITICA QUE FIZ NO CONVERSA AFIADA NAO FOI UMA OBSERVACAO SOBRE A ETNIA DO QUERELANTE – NEM DE ALI KAMEL, DE ORIGEM PALESTINA.
FOI UMA CRITICA POLITICA.
UMA CRITICA À IDEOLOGIA DA GLOBO.
QUERO ME REPORTAR AQUI À NOTAVEL CONTRIBUIÇÃO DA GLOBO À CULTURA BRASILEIRA.
ESTE PRODUTO IMPORTADO CHAMADO BIG BROTHER BRASIL, TAMBÉM CHAMADO DE BIG BROTHEL BRASIL.
QUERO INVOCAR TAMBÉM O DEPOIMENTO DE MINO CARTA, PROVAVELMENTE O MAIOR JORNALISTA BRASILEIRO E MEU MENTOR, DESDE QUE FOI MEU CHEFE NA REVISTA VEJA.
COMO TODOS SABEM, O BIG BROTHER BRASIL OFERECEU AO PUBLICO BRASILEIRO UMA CENA SUB-EDREDÔNICA ONDE SE SUSPEITA TER OCORRIDO UM ESTUPRO.
O SUSPEITO DE PRATICAR O ESTUPRO É UM MODELO PROFISSIONAL, NEGRO, DE NOME DANIEL.
VEJA O QUE DIZ MINO CARTA SOBRE NEGROS DE ALMA BRANCA E A GLOBO.
Quanto ao Big Brother, é de fonte excelente a informação de que a produção queria um “negro bem-sucedido”, crítico das cotas previstas pelas políticas de ação afirmativa contra o racismo. Submetido no ar a uma veloz sabatina no dia da estréia, Daniel Echaniz, o negro desejado, declarou-se contrário às cotas e ganhou as palmas febris dos parceiros brancos e do âncora Pedro Bial . [...]E não é que este Daniel, talvez negro da alma branca, é expulso do programa do nosso inefável Bial? Por não ter cumprido algum procedimento-padrão, como a emissora comunica, de fato acusado de estuprar supostamente uma colega de aventura global, como a concorrência divulga”.
COMO DIZ O MINO CARTA, EM OUTRO CONTEXTO:
A EXPRESSÃO “NEGRO DE ALMA BRANCA” É EXATAMENTE UMA CRITICA AO RACISMO.
SÓ A GLOBO TEM O DIREITO DE TER OPINIÃO NESTE PAÍS?
O DIREITO DE ESTABELECER QUEM DEVE E QUEM NAO DEVE ENTRAR NAS UNIVERSIDADES?
QUEM É RACISTA OU NÃO?
QUEM PODE TRABALHAR COM O PEDRO BIAL, SENDO NEGRO?
MINO CARTA DÁ A IMPRESSÃO DE QUE EXISTE UM TESTE DE HIGIENE IDEOLOGICA NA GLOBO.
SIM.
PORQUE NÃO HÁ NOTICIA DE UM NEGRO QUE TRABALHE NO JORNALISMO DA GLOBO QUE TENHA DEFENDIDO PUBLICAMENTE AS COTAS RACIAIS PARA A UNIVERSIDADE.
NÃO SÃO MUITOS OS NEGROS, ALI NAQUELA VITRINE PODEROSA.
E OS POUCOS NÃO DEFENDEM AS COTAS – POR QUE SERÁ?
ESTA NÃO É UMA AÇÃO PENAL!
O QUE SE JULGA AQUI É A LIBERDADE DE EXPRESSÃO.
E NAO A SIMPLES LIBERDADE DE IMPRENSA DO ROBERTO MARINHO, SEUS HERDEIROS E ALI KAMEL.
A LIBERDADE DE PENSAR E SE EXPRIMIR DIFERENTE DA GLOBO.
DE NAO SE SUBMETER A UM PROCESSO DE HIGIENIZAÇÃO IDEOLOGICA.
QUERO RELEMBRAR, AQUI, A TESE CENTRAL DO PROFESSOR LUIS FELIPE DE ALENCASTRO, AUTOR DO LIVRO CLASSICO “TRATO DE VIVENTES “, TITULAR DA CADEIRA DE HISTÓRIA DO BRASIL NA SORBONNE, NA FRANÇA, NUM TESTEMUNHO RECENTE EM AUDIENCIA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, A CONVITE DO MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI.
O PROFESSOR ALENCASTRO ESTÁ NOS AUTOS, COMO MINHA TESTEMUNHA.
DISSE ELE NO SUPREMO.
A DIVISÃO DA SOCIDADE BRASILEIRA ESTÁ DADA. É CONCRETA.
PESQUISAS DO IBGE, DO IPEA, DE REPUTADOS SOCIOLOGOS E HISTORIADORES RENOMADOS ATESTAM A ESMAGADORA DEBILIDADE SOCIAL, ECONOMICA, EDUCACIONAL DA POPULAÇÃO NEGRA.
ESSE MAL JÁ ESTÁ FEITO.
A ESCRAVIDÃO FEZ.
AGORA, É PRECISO TRATAR DESIGUALMENTE AS OPORTUNIDADES PARA CORRIGIR A DEFORMAÇÃO GERADA NA DESIGUALDADE.
POR ISSO SOU A FAVOR DAS COTAS RACIAIS NAS UNIVERSIDADES, CONCLUIU ELE.
ESSA É A MINHA QUESTÃO.
ESSE É, NESTE CASO, O MEU PROBLEMA COM A GLOBO E SEU IDEOLOGO, O PSEUDO ANTROPOLOG, O CARDEAL RATZINGER.
ESSA É A MINHA CRITICA AOS NEGROS DE ALMA BRANCA.
NUMA PALAVRA, A CONDESCENDÊNCIA COM A DESIGUALDADE.
SUBSIDIARIAMENTE, ESSA AÇÃO – NO CRIME E NO CÍVEL – NÃO PASSA DE UMA BURLA, DE UM ESCÁRNIO AO SISTEMA JUDICIARIO.
O VERDADEIRO AUTOR, NA MINHA INVIOLÁVEL E SOLITARIA INTERPRETACAO, É GILMAR MENDES, TESTEMUNHA DO AUTOR, NA AÇÃO PENAL.
QUE SE ABALOU DO OLIMPICO TRIBUNAL PARA VIR AQUI COMO SE FOSSE TRATAR DE UMA ROTINEIRA QUERELA TRABALHISTA.
NÃO!
GILMAR MENDES QUER SE VINGAR DE MIM ATRAVÉS DE TRES PROCESSOS NA JUSTIÇA.
NO CRIME, JÁ FOI SUMARIAMENTE DERROTADO, PORQUE O MINISTERIO PUBLICO NAO VIU POR QUE ME PROCESSAR.
FALTAM DOIS PROCESSOS NO CÍVEL, ONDE A JUSTIÇA, CERTAMENTE, PREVALECERÁ.
E TEM ESTE AQUI, DE QUE TRATAMOS, EM QUE ELE É O VERDADEIRAO AUTOR E O ESPIRITO SANTO DE ORELHA DESTA AÇÃO.
FAZ ISSO ATRAVÉS DO CONSPICUO AUTOR, PRO FORMA.
FAÇO ESSA DENUNCIA SERENAMENTE.
E A FAREI EM TODAS AS INSTÂNCIAS NECESSARIAS.
AQUI, ME DEBATO COM GILMAR MENDES.
UM NOTORIO ADVERSÁRIO DA LIBERADE DE EXPRESSAO – TANTAS AS AÇOES INOCUAS QUE MOVE NA JUSTIÇA PARA CALAR JORNALISTAS INDEPENDENTES.
COMO TENTOU FAZER COM MINO CARTA E LEANDRO FORTES, TAMBEM DA CARTA CAPITAL
E PERDEU.
QUAL O PROBLEMA DE GILMAR MENDES COM ESTE SUPOSTO RÉU?
PORQUE NO SITE CONVERSA AFIADA FAÇO QUESTAO DE RELEMBRAR QUE ELE DEU EM 48 HORAS DOS HCS QUE O MEIO JURIDICO CHAMA DE HCS CANGURU, PARA BENEFICIAR UM PASSADOR DE BOLA APANHADO NO ATO DE PASSAR BOLA, O BANQUEIRO DANIEL DANTAS.
PORQUE O SITE CONVERSA AFIADA CONSIDERA QUE GILMAR MENDES NÃO TEM CONDIÇÕES MORAIS NEM INTELECTUAIS PARA SE SENTAR NUMA CADEIRA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
UM MINISTRO QUE MANTEM COM O ADVOGADO SERGIO BERMUDES AS RELAÇÕES PROMISCUAS QUE ELE MANTEM, COM O USUFRUTO DE APARTAMENTO NO CENTRAL PARK, EM NOVA YORK, E UMA LIMOUSINE MERCEDES BENZ – ESSE HOMEM, NA MINHA MODESTA OPINIÃO, NÃO PODE SER UM ARBITRO DE QUESTÕES QUE DIGAM RESPEITO À CONSTITUIÇÃO.
QUERO ENCERRAR MINHAS PALAVRAS COM UM TESTEMUNHO PESSOAL.
NUM RECENTE DOMINGO, O PROGRAMA EM QUE TRABALHO, DOMINGO ESPETACULAR, EXIBIU REPORTAGEM MINHA NUM ABRIGO, NO RIO, DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES VICIADOS EM CRACK.
CRIANÇAS TALVEZ DESTRUIDAS DE FORMA IRRECUPERAVEL.
SEUS CIRCUITOS CEREBRAIS JÁ FORAM DANIFICADOS DE TAL FORMA, QUE NÃO CONSEGUEM MAIS ARTICULAR COM NITIDEZ AS PALAVRAS QUE SAEM DA BOCA.
HAVIA, ALI, 23 CRIANÇAS.
TODAS ERAM NEGRAS.
Leia Mais ►

Charge online - Bessinha - # 1063

Leia Mais ►

Brasil afasta-se dos Brics e vota contra a Síria na ONU

Às vésperas do carnaval, a representante do Brasil na ONU votou resolução de condenação ao governo sírio, afastando-se dos BRICS, dos países da ALBA , emitindo contraditória e perigosa mensagem de aproximação com as potências que sustentam intervencionismo militar crescente em escala internacional, especialmente contra países com políticas independentes e emergentes. Um voto que pode ser um tiro no próprio pé futuramente.
O Brasil ficou ao lado dos EUA, Inglaterra, França, Canadá, Espanha, Austrália, Alemanha, que deram sustentação à agressão ao Iraque, ao Afeganistão e , mais recentemente, à Líbia. Contra esta resolução que tendenciosamente condena e responsabiliza apenas o governo da Síria pela escalada de violência generalizada que atinge o país - na qual há farta evidência de ingerência estrangeira - estão a Rússia, China, Índia, África do Sul, países do grupo Brics - do qual o Brasil faz parte - e nove países da Alba, além do Irã, da Argélia, do Líbano, da Coréia do Norte. Este grupo reivindica que a solução da crise síria deve ser exclusiva dos sírios, que escolherão, nos próximos dias, pelo voto popular direto, um novo modelo de Constituição.
A votação na ONU ocorre em meio a pressões das grandes potências de realizarem uma ação de armar a oposição síria. A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Victória Nulandi declarou a insatisfação de seu país diante do veto da Rússia e da China a uma intervenção militar internacional aos moldes da Fórmula Líbia. Ela afirmou, entretanto, que seu país não descarta o fornecimento de armas ao autodenominado Exército Livre da Síria, que, conforme demonstra abundante informação, conta com armamentos, apóio logístico, de comunicações, recursos financeiros e a presença de mercenários que atuaram e atuam na Líbia, com apoio dos principais aliados norte-americanos na região, especialmente da Arábia Saudita e do Qatar.
O papel intervencionista da TV Al-Jazeera
A participação da oligarquia do Qatar no conflito sírio inclui a sistemática falsificação midiática da situação síria por parte da TV Al-Jazeera, emissora que foi fundamental também na sustentação midiática da invasão neocolonial à Líbia, com sofisticada over dose de desinformação, reproduzida ad nauseun por toda a mídia comercial internacional como única fonte informativa, questionada apenas pela Telesur que informava sobre o monumental massacre promovido pela Otan. Aliás, completamente confirmado. A TV Al-Jazeera é uma emissora capturada e plenamente a serviço da oligarquia petroleira internacional e nem mesmo o elogio de certas vozes da esquerda guiada pela Otan ou de ongs internacionais metidas no movimento de democratização da mídia, podem mais evitar esta constatação. O Qatar é um enclave oligárquico onde tem sede uma das mais importantes bases militares dos EUA na região.
Estaria o Itamaraty entrando em algum desconhecido estado de hipnose para não prestar a devida atenção ao público e assumido propósito intervencionista das grandes potências ocidentais na Síria, como revelam as declarações da porta-voz do Departamento de Estado? Em entrevista recente à BBC, o Ministro de Relações Exteriores da Inglaterra, Willian Hauge, disse estar preocupado com uma guerra civil na Síria, mas, confessando o sentido e a sinceridade de sua preocupação, afirmou, na mesma entrevista: “Como todos viram, não conseguimos aprovar uma resolução no Conselho de Segurança por causa da oposição da China e da Rússia. Não podemos intervir como fizemos na Líbia, mas podemos fazer muitas coisas”. Declarações semelhantes, anunciando a disposição para apoio militar à oposição no conflito foi dada pelo Chanceler da Holanda, Uri Rosenthal. Com o emblemático silêncio do Itamaraty. Pior ainda, com a adesão do Brasil à resolução patrocinada por este grupo de países historicamente marcados pelo intervencionismo colonial.
Autorização para a matança
Sinais de que algo está se movendo negativamente no Itamaraty de Dilma Roussef surgiram quando, logo no início de seu governo, o Brasil absteve-se na votação da ONU que decidiu - tomando por base informações não confirmadas prestadas por emissoras como a Al Jazeera - pela gigantesca intervenção armada contra a Líbia. Aproveitando-se da frágil e acovardada posição da chancelaria brasileira naquele episódio, o presidente Barack Obama, o inacreditável Prêmio Nobel da Paz, desrespeitou a Presidenta Dilma e a todos os brasileiros ao declarar guerra à Líbia estando em Brasília! O que mereceu reparos posteriores da própria Dilma. E, pouco depois, uma espécie de confissão governamental sobre o trágico erro da posição brasileira então, quando o Assessor Internacional do Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia, afirmou que aquela resolução foi na verdade uma “autorização para a matança”.
Foram 203 dias de bombardeios para “salvar civis”, destruindo toda a infraestrutura construída pelo povo líbio em 40 anos, o que levou aquela nação a registrar o mais elevado IDH da África. Hoje, o petróleo líbio, antes nacionalizado, e utilizado com alavanca para sustentar um sistema de eliminou o analfabetismo, socializou a educação e a saúde, já está nas mãos das transnacionais petroleiras, evidenciando a guerra de rapina. Nem mesmo a esquerda otanista, que apoiou a invasão, pode negar os 200 mil mortos líbios, as prisões abarrotadas, a dizimação sumária das populações negras em cidades totalmente calcinadas, as torturas. Qual é o balanço que o Itamaraty faz de seu próprio voto que, em última instância, encorajou semelhante massacre?
Também é sinal de involução na posição do Itaramaty em relação à gestão de Lula-Celso Amorim, o voto brasileiro na ONU contra o Irã na temática direitos humanos, sobretudo quando é conhecidíssima a descarada manipulação desta esfarrapada bandeira humanista pelo militarismo imperial. Aliás, aquele voto contra o Irã, só não foi acrescido de vexame diplomático internacional porque o governo persa advertiu com informações objetivas ao governo brasileiro de que a tão difundida cidadã iraniana Sakhiné foi condenada por ter assassinado seu marido e não porque teria praticado adultério como tantas vezes se repetiu no sempre duvidoso jornalismo global. E também de que era apenas uma grosseira mentira a “notícia” de que os livros de Paulo Coelho eram censurados no Irã, quando são vendidos livremente, e muito, em todas as livrarias das grandes cidades persas. A ministra da cultura de um país com taxas de leituras raquíticas e analfabetismo vergonhoso quase comete o papelão de um protesto oficial. Desistiu a tempo.
Telhados de vidro
Que diferença da postura firme do Itamaraty no governo que condenou veemente a criminosa guerra imperialista contra o Iraque! Agora, observa-se uma gradual aproximação das posições do Itamaraty aos conceitos e valores daqueles países que promoveram aquelas intervenções indefensáveis contra o Iraque, o Afeganistão e a Líbia. O que indicaria uma contradição evidente também diante das próprias declarações da presidenta Dilma Roussef sobre direitos humanos em Cuba, rejeitando, com justeza, a pressão das grandes potências para a condenação unilateral e descontextualizada de países com posturas independentes.
“Todos temos telhados de vidro”, lembrou a mandatária verde-amarela. Corretíssimo! Mas por que então só o Irã foi alvo de voto da delegação brasileira na ONU? Por que não há voto brasileiro na ONU contra Guatânamo, as torturas praticadas pelos dispositivos militares dos EUA, os seqüestros de cidadãos islâmicos em várias partes do mundo, com a conivência dos países europeus que se gabam de serem professores em matéria de democracia e direitos humanos mas que oferecem seu território, seu espaço aéreo e suas instalações militares para, submissos, colaborarem com as repressivas leis exclusivas dos EUA? Será que o Itamaraty vai fazer algum protesto na ONU diante de declarações de autoridades do Pentágono de que comandos militares dos EUA que executaram Bin Laden no Paquistão poderão atuar também na América Latina?
Não estará havendo um descolamento de algumas posturas do Itamaraty em relação à posição estratégica que a política externa vem construindo ao longo de décadas, reforçada de modo mais elevado e coerente no governo Lula? Neste período, formatou-se uma estratégica prioridade para uma relação cooperativa com os países do sul, uma integração concreta com a América Latina e Caribe, agora consolidada na criação da Celac, a igual prioridade para o fortalecimento da Unasul (inclusive de seu Conselho de Defesa), a defesa da legítima soberania argentina sobre as Malvinas contra a ameaçadora pretensão colônia inglesa e, finalmente, a coordenação e inclusão do Brasil no Grupo do Brics, sem esquecer os objetivos que levaram Lula a promover a Cúpula de Países Árabes e América do Sul.
O Brasil diversificou prudentemente suas relações internacionais tendo agora como maior parceiro comercial a China e não os EUA, com quem possui perigoso e crescente déficit comercial, além de ser um país que já promoveu sanções contra o Brasil por causa do Acordo Nuclear, por causa da Projeto Nacional da Informática, , sem esquecer, claro, o nefasto golpe militar de 64, confessamente apoiado pelo Departamento de Estado dos EUA.
A sinistra mensagem da Líbia
Enquanto o Itamaraty parece hipnotizado por uma relação de aproximação com os países que mais promovem intervencionismo militar unilateral e ilegal no mundo, nos círculos militares brasileiros se ouviu e se entendeu com clareza e concretude a ameaçadora mensagem enviada pelas grandes potências com a agressão à Líbia, inclusive, aplicando arbitrariamente, ao seu bel prazer, os termos da Resolução aprovada na ONU. Especialistas militares brasileiros já discutem em organismos superiores a abstração de uma visão política que não considera que a intervenção rapinadora sobre as riquezas da Líbia são também ensaios e testes para ações mais amplas e generalizadas que podem ser aplicadas contra todo e qualquer país que também possua riqueza energética e alguma posição independente no cenário internacional. O figurino não serve para o Brasil? Tal como Kadafi, que se desarmou, que abandonou seu programa nuclear, que se aproximou perigosamente dos carrascos de seu próprio projeto de nação, e que não pode organizar uma linha estratégica de defesa em coordenação com países como Rússia e a China, o Brasil também desarmou-se unilateralmente durante o vendaval neoliberal. A indústria bélica brasileira foi levada ao chão praticamente, configurando-se, agora, um perigoso cenário: é possuidor de imensas reservas de petróleo descobertas, como também de urânio, de nióbio, de água, de biodiversidade, e , simultaneamente, não possuidor da mais mínima capacidade de defesa para controlar eficientemente suas fronteiras ou até mesmo a Baía da Guanabara como porta de entrada do narcotráfico internacional, cujas noticiadas vinculações com organismos como a Cia deveria merecer a preocupação extrema do Itamaraty. Será que a robusta e impactante revisão pela Rússia e China de suas posições adotadas quando admitiram a agressão imperial contra a Líbia para uma nova postura de veto a qualquer repetição da fórmula líbia que a Otan confessa pretender aplicar contra a Síria não deveria alertar os formuladores da política do Itamaraty?
Da mesma forma que se ouviu estrondoso a acovardado silêncio itamaratiano quando um avião Drone dos EUA foi capturado, em dezembro pelos sistemas de defesa iranianos quando invadia ilegalmente o espaço aéreo do Irã, agora, repercute novo silêncio brasileiro diante das jorrantes informações de infiltração de armas e de mercenários da Al-Qaeda em território, como admitem autoridades de países membros da Otan. O que pretende o Itamaraty? Defender os direitos humanos dos mercenários da Al-Qaeda subvencionados por países como a Arábia Saudita e o Qatar, que já haviam violado a soberania da Líbia, com o conivente voto brasileiro na ONU?
Manifestações populares defendem posição da Rússia e da China
Que significado terá para o Itamaraty a gigantesca manifestação popular em Damasco para receber o Chanceler russo , Sergei Lavrov, e agradecer a posição da Rússia e da China contra qualquer intervenção militar na Síria? Não estará a própria Rússia saindo de uma fase de hipnose de anos que, baseada na insustentável credulidade em torno dos acordos de redução de arsenais firmados com os EUA, levou-a, de fato, apenas a um desarmamento unilateral enquanto os orçamentos militares norte-americanos multiplicam-se e já suplantam os orçamentos militares de todos os países do mundo somados? Que significa para o Itamaraty a contundente declaração do Primeiro Ministro da China, Hu Jin Tão, propondo uma aliança militar sino-russa, após advertir que os EUA “só entendem a linguagem da força”?
Enquanto o Brasil vota com os países intervencionistas contra a Síria, a Inglaterra eleva sua presença militar nuclear no Atlântico Sul e os organismo militares brasileiros, como já tinham detectado durante da guerra das Malvinas nos anos 80, percebem que não há suficiente e adequada capacidade de defesa nacional para as riquezas do pré-sal.
Naquela época, embora posicionando-se pela neutralidade, o Brasil assumiu uma posição de neutralidade imperfeita que não o impediu de dar ajuda logística e de material de reposição militar à Argentina em sua guerra contra o imperialismo inglês, ocasião em que Cuba também ofereceu tropas ao governo portenho para lutar contra a Inglaterra. Compare-se com a posição atual no caso sírio. Será que é motivo de preocupação concreta para o Itamaraty, tendo como base o princípio sustentado pelo Brasil, de que quantidades indeterminadas de aviões drones dos EUA vasculham o território sírio, como anunciam autoridades norte-americanas, violando, portanto, sua soberania? Esta ingerência externa não merece posicionamento formal do Brasil na ONU? Mas, na rasteira filosofia dos dois pesos e duas medidas, o Brasil vota em aliança os países intervencionistas para intimidar o Irã em matéria de direitos humanos, mesmo quando a presidenta Dilma anuncia que todos têm telhado de vidro e que a discussão sobre os direitos humanos deve iniciar-se pela sistemática câmara de torturas que os EUA mantém na base de Guantânamo. Será que as palavras de Dilma não são ouvidas no Itaramaty?
O governo do Líbano já está adotando posições políticas, que incluem manobras militares, para evitar que suas fronteiras com a Síria sejam utilizadas pelas nações que estão patrocinando o armamento e a infiltração de mercenários, com o apoio ostensivo de países intervencionistas, com o objetivo de derrubar o governo de Damasco. O mesmo está ocorrendo na Turquia, inclusive, com a ocorrência de uma grande manifestação popular em cidade turca fronteiriça à Síria, em apoio ao governo de Damasco. Em Curitiba, a Igreja Ortodoxa realizou Missa de Ação de Graças, organizada pelas comunidade sírio-libanesa e palestina, em agradecimento à Rússia e a China, gesto parecido ao ocorrido em Brasília, quando a mesma comunidade levou flores e agradecimento à embaixada da Rússia no Brasil.
Partidos e sindicatos
É importante que os partidos e sindicatos, sobretudo a aliança dos partidos progressistas e antiimperialistas que sustentam o governo Dilma, discutam atentamente as sombrias involuções da política do Itamaraty. Os militares brasileiros, certamente, já estão discutindo em seus organismos de estudo e planejamento, como indica a quantidade de textos e participações de autoridades militares brasileiras em audiências públicas e em publicações especializadas, sobretudo a partir da sinistra mensagem da Líbia.
Enquanto o Brasil é alvo de uma guerra cambial desindustrializadora, como advertem membros do governo, enquanto especialistas militares advertem para o período de nosso desarmamento unilateral frente a nossas gigantescas e cobiçadas riquezas naturais, observa-se, enigmaticamente, um reposicionamento do Itaramaty distanciando-se não apenas dos princípios e posturas aplicadas mais acentuadamente durante o governo Lula, mas, distanciando-se também do conjunto de países com os quais vem construindo uma linha de cooperação para escapar dos efeitos da crise que as nações imperialistas tentam descarregar sobre a periferia do mundo. E aproximando-se dos sinais e valores impregnados nos discursos e atos da sinistra Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, aquela que comemorou com uma gargalhada hienística quando viu as imagens de Muamar Kadafi sendo sodomizado e executado graças a informações prestadas pelos comandos militares dos EUA, conforme denunciou Vladimir Putin.
Ponto alto da campanha eleitoral de Dilma Roussef foi a declaração de Chico Buarque em defesa de sua candidatura porque com Lula e Dilma, disse ele, “o Brasil não fala fino com os EUA e não fala grosso com a Bolívia”. O que explicaria então esta enigmática e contraditória aproximação do Itamaraty com as posturas ingerencistas de Hillary Clinton com relação à Síria e ao Irã? Seria afastamento em relação à genial síntese feita pelo poeta e revolucionário Chico Buarque?
Beto Almeida, Jornalista, Membro da Junta Diretiva da Telesur.
No Carta Maior
Leia Mais ►

Cédula das prévias do PSDB não tem Serra

Ex-governador de São Paulo ficou mesmo de fora das primárias do partido, marcadas para o dia 4 de março, mas isso não quer dizer que ele esteja fora do páreo na sucessão paulistana
O ex-governador de São Paulo José Serra ficou mesmo de fora das prévias que o PSDB marcou para o dia 4 de março. Na cédula eletrônica divulgada pelo partido nesta quinta-feira, constam as fotos e nomes apenas dos pré-candidatos Andrea Matarazzo (secretário de Cultura), Bruno Covas (secretário de Meio Ambiente) e José Aníbal (secretário de Energia) e Ricardo Tripoli (deputado federal).
Em mensagem enviada aos coordenadores das campanhas desses candidatos, o diretório estadual do partido informou que cada um deles poderá contar com R$ 25 mil para gastar durante o processo de convencimento nas prévias. Já o diretório municipal estipulou um teto de R$ 100 mil para cada um. O principal gasto dos candidatos é com mala direta para filiados do partido.
Serra ficou de fora, mas seu nome continua circulando como o principal nome do PSDB na disputa. O partido estuda forma de incluir o ex-governador na disputa sem causar grandes desgastes. Mas pelo menos dois dos quatro pré-candidatos já disseram que não pretendem abrir mão de jeito nenhum da escolha por meio das prévias.
Leia Mais ►

Os ataques rasteiros a PH Amorim

Inimigos de Paulo Henrique Amorim (seria tolo chamá-los, apenas, de adversários) utilizaram a internet nas últimas horas para espalhar a informação de que ele teria sido condenado por racismo. Mentira dupla: não houve condenação (mas um acordo, ainda em primeira instância) e o autor do processo (o também jornalista Heraldo Pereira, da Globo) reconheceu (ao assinar o tal acordo) que não teria havido ofensa de cunho racista.
Figura emblemática na internet, PH Amorim fez muitos inimigos nos últimos anos. Claro que os inimigos tentaram aproveitar a situação para atacá-lo. Dizer (ou insinuar) que PH Amorim é racista foi a vingança de parte dessa gente que vive nas sombras – protegida pelos cargos oficiais, pelas amizades político-financeiras ou pelas posições ocupadas em Redações da velha mídia. Claro que essa gente não botou a cara pra bater; preferiu utilizar sites e/ou portais que fazem o serviço pesado para o PIG.
Esse é o método dessa gente. Senti isso na pele quando sai da TV Globo em 2006, e recebi ataques sistemáticos daqueles que agiam de forma dissimulada para agradar meus ex-patrões: apareceram notas plantadas nos jornais, comentários maldosos na web (vindos até de gente que hoje se esconde na Itália).
Isso posto, vale esclarecer mais dois pontos:
1) Não concordo com a expressão utlizada por Paulo Henrique Amorim nas críticas a Heraldo Pereira (“negro de alma branca”); ele utilizou a expressão de forma irônica, vá lá, justamente para relembrar a forma dissimulada como parte da “elite branca” se refere a negros que aceitam fazer o jogo dessa elite. Ainda assim, foi infeliz – além de injusta com Heraldo.
Isso, no entanto, não pode (e nao vai) apagar a luta incansável de Paulo Henrique que – ao longo dos últimos anos -vem-se dedicando a denunciar a tentativa idiota de negar o racismo no Brasil. O diretor da TV Globo Ali Kamel escreveu um livro (“Não Somos Racistas”) para “provar” que o racismo não existe. Heraldo Pereira – que trabalha na Globo - foi à Justiça porque se sentiu atingido pela frase de Paulo Henrique Amorim. Então, o racismo não existe, Ali?
2) Considero Heraldo Pereira um ótimo sujeito; e até onde sei, é um jornalista correto. Assim como qualquer um que exerce atividade pública, ele está sujeito a críticas. E tem o direito óbvio de buscar a Justiça quando se sentir atacado de forma exagerada ou injusta. Ao aceitar um acordo na primeira instância, Heraldo mostrou grandeza, mostrou que não pretende usar processos como arma de intimidação política e/ou econômica.
Não é o caso de outros personagens, conhecidos, que utilizam a Justiça (a mesma que às vezes prefere proteger Naji Nahas a garantir o direito à moradia de centenas de famílias) para intimidar e calar os críticos… A mim, não intimidam.
Paulo Henrique Amorim recebeu muitos ataques rasteiros nas últimas horas – vindos, inclusive, da turma que se diz de “esquerda” (é aquele povo que Brizola e Darcy Ribeiro definiram tão bem: “a esquerda que a direita adora”).
Mas PH Amorim recebeu também a solidariedade de milhares de leitores e colegas jornalistas. Entre tanta coisa que se escreveu, leia aqui a reflexão de Leandro Fortes (outro jornalista e blogueiro que não se intimida com ataques e processos)…
Rodrigo Vianna
No Escrevinhador
Leia Mais ►

Há uma guerra no BB. Seu nome é Ricardo Oliveira

Vice-presidente discretíssimo é o principal arquiteto de uma disputa bilionária entre o banco e a Previ; numa de suas raríssimas imagens, ele (à direita) aparece ao lado de Ricardo Sérgio de Oliveira, heroi do livro Privataria Tucana
Em sua edição de hoje, o jornal Folha de S. Paulo traz como principal destaque do caderno “Poder” a notícia de que a “disputa política no Banco do Brasil preocupa o governo”. Esta guerra, atômica, foi noticiada em primeira mão pelo Brasil 247 (leia mais aqui). De um lado, há quem acuse o grupo de comando do Banco do Brasil, formado pelo presidente Aldemir Bendine e pelos vices Paulo Caffarelli e Ricardo Oliveira, de tentar derrubar o presidente da Previ, Ricardo Flores. De outro, Flores também é acusado de tramar a queda de Bendine. Detalhe: a Previ, fundo de pensão dos funcionários, é a maior acionista do Banco do Brasil. Ou seja: briga de cachorro grande, para ninguém botar defeito.
O clima é extremamente tenso e respinga no ministro da Fazenda, Guido Mantega, que já vive uma crise particular, após as denúncias de corrupção na Casa da Moeda, que derrubaram Luiz Felipe Denucci. Já há quem atribua as denúncias contra Mantega a alas insatisfeitas do Banco do Brasil.
Mas o fato é que essa crise interna no BB tem nome e sobrenome. E ela se chama Ricardo Oliveira, personagem que ocupa a vice-presidência de Governo da instituição.
Para quem não o conhece, Ricardo Oliveira é hoje quem, de fato, comanda o Banco do Brasil. Amigo de seu quase homônimo Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor da área internacional do BB e personagem principal do livro “Privataria Tucana”, foi ele quem conseguiu nomear os dois últimos presidentes do Banco do Brasil – Lima Neto e Aldemir Bendine – graças às suas boas relações com duas eminências do PT: o ministro Gilberto Carvalho e o ex-tesoureiro Delúbio Soares.
Estrategista, e apaixonado pelas batalhas da Segunda Guerra Mundial, Ricardo Oliveira é um personagem fascinante que desconcerta seus interlocutores ao, logo no primeiro diálogo, louvar as boas qualidades da Alemanha nazista – especialmente a SS, a polícia secreta, e seus trabalhos na área de inteligência. Foi Oliveira quem tentou ampliar seus domínios, na virada do governo Lula para o governo Dilma, ao planejar a ascensão de Bendine ao comando da Vale. Só que o plano inicial previa que Paulo Caffarelli e não Ricardo Flores se tornasse presidente da Previ – o segundo, ao contrário do que Ricardo Oliveira imaginava, não lutou para que Bendine se tornasse presidente da Vale.
E foi assim, já no início do governo Dilma, que teve início uma guerra fria o Banco do Brasil e a Previ.
Ricardo Oliveira, por sua vez, tomou outras decisões que amplificaram a guerra. Como não viaja em voos de carreira – ele só voa raramente, e em jatinhos –, o homem forte do BB arquitetou a transferência da área de marketing de Brasília para São Paulo, para que pudesse controlar mais de perto as decisões. O plano, no entanto, foi brecado pela resistência de funcionários e também de autoridades do Distrito Federal, como o governador Agnelo Queiroz. Além disso, a própria presidente Dilma não havia sido informada.
Como a derrota de Oliveira vazou para a imprensa, a ala de comando do banco passou, novamente, a atribuir os problemas à disputa com a Previ, de Ricardo Flores.
Em seguida, veio a demissão de Allan Toledo, um dos quadros mais preparados do Banco do Brasil, que era vice-presidente da área internacional e também de pessoa jurídica. Toledo, de fato, pensava em sair e tinha convites do setor privado, como ainda tem. Mas sua demissão foi precipitada pela paranoia de Ricardo Oliveira, que enxerga fantasmas em várias áreas do Banco do Brasil e tem afastado todos aqueles com quem vislumbra qualquer sinal de proximidade com Ricardo Flores.
O ponto mais baixo dessa disputa foi uma nota plantada na coluna Painel, da Folha de S. Paulo, dando conta de que a direção do BB havia comunicado ao Coaf, órgão do Ministério da Fazenda, movimentações atípicas na conta de Allan Toledo. Ou seja: uma tentativa de queimá-lo não só no Banco do Brasil, mas também no setor privado. A demissão de Toledo também foi noticiada em primeira mão no 247 (leia mais aqui).
Não se sabe de onde partiu a insinuação infame no Painel, mas o fato é que Ricardo Oliveira começou a se movimentar no meio jornalístico, depois de a Mapfre, seguradora espanhola ligada ao BB, ter contratado a Companhia de Notícias, assessoria de imprensa do empresário João Rodarte. O que tornou ainda mais delicada a situação do ministro Guido Mantega, pois essa movimentação na imprensa explicitou que uma guerra interna no Banco do Brasil poderia vir a derrubá-lo. Numa coluna recente, Melchiades Filho, da Folha, escreveu que Mantega se tornou alvo porque há uma disputa pelo comando de grandes negócios no BB e na Previ.
Se não bastasse a demissão de Toledo, houve ainda outro fato capitaneado por Ricardo Oliveira: o strike recente na diretoria que provocou a aposentadoria forçada de quatro diretores e 13 mudanças no alto comando do BB (leia mais aqui).
Definitivamente, Ricardo Oliveira partiu para sua ofensiva final. Ordenou a blitzkrieg, talvez por perceber que seus pontos de apoio no governo, como o ministro Gilberto Carvalho, não estejam tão sólidos como antes.
Na reportagem de hoje, a Folha de S. Paulo publica um quadro com os principais personagens da crise. Seriam eles: Aldemir Bendine, Ricardo Flores e o que o jornal chama de “setores do PT”.
Não. O principal personagem desta crise se chama Ricardo Oliveira, que não se deixa fotografar. Como ele recusou insistentes pedidos do 247 para uma entrevista formal, com foto, a única disponível é esta em que ele aparece com Ricardo Sérgio de Oliveira. No passado, o BB publicava em seu site fotos de todos os seus vice-presidentes, exceto a de Oliveira, tamanha era a sua preocupação com a preservação da própria imagem.
Desafetos de Oliveira garantem que a amizade com Ricardo Sérgio de Oliveira permanece até hoje e que os dois se encontram com frequência nos melhores restaurantes de São Paulo. Assim como também seriam frequentes os encontros de Oliveira com Delúbio Soares. Ou seja, ele teria um talento único para trafegar, com desenvoltura, entre os tesoureiros de dois partidos: PT e PSDB.
Mas sua força vem sendo progressivamente reduzida. Uma reportagem recente da revista Veja chamava o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, de Severino Maia e o acusava de lutar por cargos de quinto escalão no BB. Possesso, Maia enxergou as digitais de Oliveira na matéria publicada em Veja. Ao ser questionado sobre o caso, o também deputado petista, Cândito Vaccarezza, diagnosticou o problema. Disse que era a turma do BB tentando tomar o comando da Previ.
A Alemanha nazista quase venceu a Segunda Guerra Mundial.
No entanto, perdeu.
Leia Mais ►

Charge online - Bessinha - # 1062

Leia Mais ►