22 de fev de 2012

Las lágrimas de hoy: las armas del mañana. Niño sirio le responde a los EEUU

Un niño sirio explica en sus propias palabras el drama que vive en la actualidad su pueblo, menciona claramente que son "victimas de un colonialismo despiadado".

No SOA-Brasil
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O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete

O parvo:

Carnaval de rua do Rio reúne 4 milhões de pessoas, diz prefeitura
Quatro milhões de pessoas participaram dos desfiles de blocos no Rio de Janeiro durante os quatro dias de folia. Com isso, segundo a prefeitura, o Carnaval de rua da cidade foi oficializado como o maior do país. Ao todo, desfilaram pela cidade 316 blocos em 372 apresentações.
A festa ainda segue até domingo, com mais 9 blocos. Os destaques são o Quizomba, no próximo sábado (25), e o Monobloco, no domingo (26).
Segundo a Prefeitura do Rio, no sábado (18) o tradicional desfile do Cordão da Bola Preta, último representante dos antigos cordões carnavalescos, bateu mais um recorde: foram cerca de 2 milhões de pessoas seguindo o cortejo pela avenida Rio Branco, no centro do Rio.
No domingo (19), na zona sul, o Simpatia É Quase Amor arrastou 150 mil foliões pela avenida Vieira Souto, em Ipanema. No mesmo dia, 60 mil foram ao Aterro do Flamengo atrás do Bangalafumenga. No centro, o tradicional Cordão do Boitatá recebeu 40 mil pessoas na praça XV.
Na segunda (20), a zona sul voltou a receber um grande número de foliões. O desfile do AfroReggae levou cerca de 400 mil pessoas à orla de Ipanema – o dobro do previsto. Já no Aterro do Flamengo, o bloco Sargento Pimenta consagrou-se como a maior festa Beatles do mundo, com mais de 60 mil pessoas curtindo o som do grupo londrino adaptado para o Carnaval, feito por uma banda de dez pessoas acompanhadas por uma bateria com 120 ritmistas.
A terça-feira (21) teve como destaque o bloco Carmelitas, que desfilou nas ladeiras de Santa Teresa, na região central. Na zona sul, o Vagalume O Verde reuniu 20 mil pessoas na rua Jardim Botânico. O Rio Maracatu foi do Posto 8 ao 9, na Orla de Ipanema, e levou um pouquinho da cultura do Ceará para os 5.000 que agitaram o bairro pela manhã.
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Dois tucanos não se bicam

Qualquer acordo que Kassab fizer com Serra em relação às eleições de 2014 irá pelo ralo em caso de derrota em São Paulo. Dificilmente Alckmin considerará pagar essa conta – por absoluta desobrigação de ser leal a Serra ou a Kassab, e também por uma vocação bastante aproximada à de Serra ao rancor. Dois tucanos bicudos não se bicam.
Embora a história recente aponte que sim, não existe nenhuma normalidade no fato de o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), optar por fechar uma aliança com o ex-prefeito, ex-governador e ex-candidato a presidente da República tucano José Serra. Ao contrário, essa decisão, do ponto de vista político, é um ponto fora da curva.
Em primeiro lugar, porque simplesmente contraria a tática de sobrevivência do recém-criado Partido Social Democrata (PSD). Inicialmente imaginado por Kassab como um “plano B” para Serra, que havia deixado muitas sequelas no PSDB no período eleitoral do ano passado e praticamente inviabilizado um acordo futuro com o DEM, o novo partido acabou instrumentalizado pelos integrantes do ex-PFL que tentavam um caminho menos humilhante de adesão ao governo petista.
O diagnóstico da grande maioria dos demistas que afluíram ao PSD é que eles não teriam condições de sobrevivência no governo; o entendimento de boa parte deles é o de que Serra, não apenas pela derrota eleitoral sofrida para a candidata do PT, Dilma Rousseff, mas principalmente por sua capacidade desagregadora, havia comprometido seriamente as chances de uma oposição já enfraquecida por três derrotas sucessivas na disputa presidencial.
Não foram os aderentes ao PSD que tiveram de se adaptar às razões de Kassab, mas o prefeito que foi obrigado a se adequar ao perfil que o partido assumia. O PSD acabou se tornando “o partido de Kassab” porque, no momento, ele é o seu mais visível integrante, na qualidade de prefeito da maior capital do país. Em janeiro, perde o mandato. E tem grandes chances de perder a eleição deste ano se apoiar a candidatura de José Serra à prefeitura. Até lá, outros pessedistas podem ter ganhado lugar ao sol com as alianças que fizeram, Brasil afora, com os partidos da base governista de Dilma.
São Paulo volta a ser um problema para os ex-integrantes do PFL, que só conseguiram um lugar ao sol no Estado no curto período de duas alianças vitoriosas com José Serra para a prefeitura da capital. Kassab passa a mesma importância que tinha no PFL antes de ser vice de Serra nas eleições de 2004 para o PSD nacional, ou seja, muito pouca.
Nas eleições de 2004, Kassab foi vice de Serra; assumiu a prefeitura quando o tucano deixou o cargo para candidatar-se ao governo do Estado, em 2008. Em 2010, Kassab apenas conseguiu a vitória porque teve o apoio de Serra, que então era não apenas hegemônico no seu partido, mas tinha a máquina estadual nas mãos e enorme simpatia da classe média conservadora paulistana. Serra abandonou o candidato de seu partido, Geraldo Alckmin, às moscas, e subiu no palanque de Kassab. Era o projeto de ter novamente o PFL em seu palanque nas eleições presidenciais do ano passado. Alckmin, contrariando a tradição do PSDB na capital, sequer chegou ao segundo turno. Quem polarizou com o PT foi Kassab, a cria de Serra. Mas Alckmin manteve a sua força no interior do Estado, o que fez dele o governador quando Serra deixou o Palácio dos Bandeirantes para se candidatar à Presidência.
Ter Serra no palanque para a prefeitura, em 2008, valeria a lealdade de Kassab, mas muita água rolou por baixo da ponte. A sua lealdade passou a ser um alto risco político. Se Serra perder (o que é altamente provável) a eleição para a capital, Kassab se enterra junto com ele, se indispõe com o PT local (que a contragosto baixou seu antikassabismo enquanto o PSD era uma possibilidade de quebrar a hegemonia tucana no Estado) e perde a liderança nacional do novo partido, que se joga nos braços dos aliados a Dilma Rousseff no resto do país. Qualquer acordo que fizer com Serra em relação às eleições de 2014 irá pelo ralo em caso de derrota. Dificilmente Alckmin considerará pagar essa conta – por absoluta desobrigação de ser leal a Serra ou a Kassab, e também por uma vocação bastante aproximada à de Serra ao rancor. Dois tucanos bicudos não se bicam.
Maria Inês Nassif, colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo.
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E se os sonegadores fossem expostos em praça pública?

Durante o Carnaval, um homem – que já havia bebido todas e mais uma – contava suas diabruras contábeis para outros amigos em uma mesa de bar na Vila Madalena, em São Paulo (juro que não queria ouvir, mas ele estava se esgoelando de gritar. Fazer o quê?). Em determinado momento, ele disse que só recolhia imposto previdenciário no Brasil quem era otário.
Que bonito isso! Ver sonegadores saindo do armário, sem vergonha de serem felizes, mostrando ao mundo sua cara de peroba.
Em primeiro lugar, se algumas empresas não sonegassem esses impostos ou, na melhor das hipóteses, não empurrassem seus débitos com o INSS com a barriga, o “déficit” previdenciário não seria do tamanho que é. Coloco sempre essa palavra entre aspas porque ela tem que ser entendida de outra forma. Previdência não é para dar lucro ou mesmo empatar, não é banco, apesar do desejo de muitos. Deve cumprir uma função social e ser um instrumento para garantia da qualidade de vida. De um lado, critica-se os “déficits”, de outro sonega-se. Lindo.
Mas, japa, daria para reduzir impostos em algumas áreas e facilitar a vida de quem produz e quer pagar os impostos conforme a lei, não?
Sim, há mudanças importantes que podem ser feitas – sem que seja preciso mexer na legislação trabalhista. Por exemplo, rebaixar a contribuição de trabalhadores e empregadores ao INSS, compensando com a tributação do faturamento de empresas que não são intensivas em mão-de-obra ou que não fazem recolhimento per capita do INSS de seus empregados, como instituições do sistema financeiro ou empresas que usam alta tecnologia. Quem contrata mais, deveria recolher menos à Previdência do que os que contratam menos. Uma redistribuição dos tributos também cai bem, zerando os que recaem sobre a cesta básica, por exemplo. Afinal de contas, o aumento da produtividade e o aumento na arrecadação devem levar à diminuição do custo de vida para o trabalhador e não ao enriquecimento de alguns.
Tenho um milhão de críticas ao atual governo venezuelano. Mas gostei de uma ideia que veio de lá. A placa acima estaria sendo colocada em empresas que sonegaram impostos previdenciários. Expostos ao público, talvez os empregadores pensariam duas vezes antes de dar um calote nos trabalhadores. Ou, pelo menos, o povo saberia quem atua dentro da lei e quem fica apenas no discurso.
Não temos um “impostômetro” para mostrar os tributos pagos pela sociedade? Pois bem, mais útil do que um “sonegômetro” que apontaria “quanto” é saber “quem” foi que (não) fez.
No Blog do Sakamoto
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Charge online - Bessinha - # 1060

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Seis motivos para a renúncia de Ricardo Teixeira

O presidente da CBF está num cai não cai, num renuncia não renuncia. Mas por que só agora ele está a perigo, já que se mantém há 23 anos no poder? Quais as circunstâncias que o colocaram na berlinda, ou, usando um termo mais apropriado, na marca do pênalti?
O presidente da CBF está num cai não cai, num renuncia não renuncia.
Mas por que só agora ele está a perigo, já que se mantém há 23 anos no poder? Quais as circunstâncias que o colocaram na berlinda, ou, usando um termo mais apropriado, na marca do pênalti?
Creio que na resposta pode ser dividida em seis partes:
Preservar a filha: Começou-se dizendo que Ricardo Teixeira iria renunciar porque sua pequena filha começava a escutar na escola boatos poucos elogiosos sobre o pai. Era uma tese simpática, que dava a Teixeira uma dimensão humana interessante. Mas nos últimos dias descobriu-se que não era nada disso. É que na conta da filha foram depositados R$ 3,8 milhões por Sandro Rosell, ex-presidente da Nike e sócio da Alianto. Ou foi um presente de aniversário muito generoso ou Teixeira usou a própria filha como laranja. Ou seja, não há a intenção de preservar a imagem perante a filha, mas afastá-la de uma investigação.
Alianto: Reportagens da Folha de S.Paulo mostraram que há uma ligação entre a Alianto e Teixeira. A Alianto foi uma empresa criada dias antes do amistoso entre Brasil e Portugal para promover o mesmo. E por um precinho camarada de 9 milhões. Com denúncias de superfaturamento, é claro. Até agora Teixeira dizia que não havia ligação nenhuma entre ele e a Alianto, mas a desculpa caiu por terra nos últimos dias.
Fome: Teixeira está há 23 anos no poder. Seus aliados cansaram de receber migalhas e querem uma fatia maior do bolo. Daí estarem articulando rapidamente a substituição do atual presidente. Mas creio que esta oposição não é algo preocupante para Teixeira. Por um punhado de dólares, eles ficam mais mansos. As três questões abaixo são bem mais importantes.
Aldo não é Orlando nem Agnelo: Os dois ministros dos esportes anteriores a Aldo Rebelo foram decepcionantes. Muita festa, pouca eficiência. Para manter a pasta, o PC do B teve que convocar seu principal nome, Aldo Rebelo. Ele é muito mais sério que seus antecessores e escreveu um livro sobre a CPI da Nike que acabou censurado pela justiça a pedido de Teixeira. Por outro lado, Aldo Rebelo recebeu doações da Ambev (via Fratelli Vita Bebidas) e do Itaú, patrocinadores da seleção. Para mostrar que não faz parte da bancada da bola, terá que ser duro com Teixeira.
Dilma não é Lula: Lula era conciliador e com sua bonomia não atritava com ninguém. Dê um google imagens com o nome de Lula e Ricardo Teixeira que você verá várias fotos dos dois apertando as mãos, em conversas animadas, etc... Mas dê um google imagens com o nome da presidente e de Teixeira e você não verá os dois em troca de confidências. Na melhor das hipóteses, há um Pelé entre eles. Dilma já mostrou várias vezes, alguns ex-ministros que o digam, que não atua como salva-vidas. Não vai pedir a cabeça de Teixeira porque a CBF é uma entidade privada. Mas não fará a menor força para ajudá-lo.
ISL: Por fim, há o escândalo da ISL, que me parece ser o motivo mais forte. Blatter, presidente da Fifa, era amigo de Teixeira até este ter sonhos de substituí-lo. Agora são inimigos e, também por conta disso, Blatter vai abrir o escândalo da ISL. A Polícia Federal brasileira já está investigando a Sanud, empresa de Teixeira que teria recebido propina da ISL. Com a abertura das informações do processo suíço, o presidente da CBF pode ter muitos problemas. Muitos. Não é à toa que Teixeira já vendeu muitos de seus bens por aqui, fechou empresas e abriu uma em Miami. São atitudes de alguém que sabe que está em perigo.
A ditadura militar brasileira durou 21 anos. O jejum de títulos corintiano durou 22. Teixeira está no poder há 23. Algumas tristezas duram muito tempo, mas um dia acabam.
José Roberto Torero é formado em Letras e Jornalismo pela USP, publicou 24 livros, entre eles O Chalaça (Prêmio Jabuti e Livro do ano em 1995), Pequenos Amores (Prêmio Jabuti 2004) e, mais recentemente, O Evangelho de Barrabás. É colunista de futebol na Folha de S.Paulo desde 1998. Escreveu também para o Jornal da Tarde e para a revista Placar. Dirigiu alguns curtas-metragens e o longa Como fazer um filme de amor. É roteirista de cinema e tevê, onde por oito anos escreveu o Retrato Falado.
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