15 de fev de 2012

2Cellos

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Os novos cães de guarda

“Por que os jornalistas não deveriam responder por suas palavras, dado que eles exercem um poder sobre o mundo social e sobre o próprio mundo do poder?” Assim o atual diretor do Le Monde Diplomatique francês, Sege Halimi, abre o seu livro “Os novos cães de guarda”. O livro retoma, no seu titulo, o livro de Paul Nizan, “Os cães de guarda”, publicado originalmente em 1932, e tornado famoso pela sua reedição em 1960, quando Sartre prefacia um outro livro de Nizan, Aden Arabie, relançando sua obra.
Nizan dizia que os intelectuais não devem ser os taquígrafos da ordem, mas aqueles que saibam a necessidade de superá-la, isto é, de subvertê-la. “O homem jamais produziu nada que testemunhasse a seu favor, senão com atos de cólera: seu sonho mais singular é sua principal grandeza, reverter o irreversível.” Recusar “esconder os mistérios da época, o vazio espiritual dos homens, a divisão fundamental de sua consciencia, e esta separação cada dia mais angustiante entre seus poderes e o limite real de sua realização”.
Halimi escreveu “Os novos cães de guarda” (Jorge Zahar, no Brasil), na coleção de combate dirigida por Pierre Bourdieu, para atualizar o fenômeno, que tornou-se um fenômenos essencialmente midiático nos nossos dias. A mercantilização neoliberal arrasou o campo midiático: “A informação tornou-se um produto como outro qualquer, comprável e destinado a ser vendido...”
Halmim faz um livro devastador, porque simplesmente retrata como são produzidas as informações e as interpretações a favor do poder e da riqueza. “Reverência diante do poder, prudência diante do dinheiro...”- resume ele, que revela as tramas de cumplicidade e de promiscuidade entre a velha mídia e os poderes economicos e políticos. E, também, como esses empregados das empresas de comunicação se promovem a si mesmos, alegremente, numa farsa de fabricação de opinião pública – expressão de Chomsky – de forma oligárquica e elitista.
Quem ousa romper com o consenso dominante é desqualificado como “populista”, “demagogo” pelos “cardeais do pensamento único”, que nos venderam suas mercadorias como a única via possível de “governos responsáveis”, afirmações pelas quais nao respondem hoje, quando essas certezas revelam suas misérias e os sofrimentos que causam para os povos cujos governos ainda se guiam por esses dogmas.
“Mídias cada vez mais concentradas, jornalistas cada vez mais dóceis, uma informação cada vez mais medíocre”, conclui Halimi. Perguntado pela razão de que a velha mídia não se reforma, não se renova, o ex-ministro da educação da França, Claude Alegre, político de direita, respondeu com franqueza: “Eu vou lhes dar uma resposta estritamente marxista, eu que nunca fui marxista: porque eles não têm interesse... Por que os beneficiários dessas situação não têm o menor interesse em mudá-la.”
O livro de Halimi foi transformado em documentário e é o filme mais interessante para se ver em Paris atualmente, com o mesmo titulo do livro: “Os novos cães de guarda”. Dirigido por Gilles Balbastre e Yannick Kergoat, com a participação do próprio Halimi no roteiro, o filme poderia ser transporto mecanicamente para o Brasil, a Argentina, a Veneuela, o México, qualquer país latino-americano, apenas mudando os nomes dos jornalistas, dos donos das empresas midiáticas e dos supostos especialistas entrevistados, representantes da riqueza e do poder nas nossas sociedades.
Entre outras informações sonegadas pela velha mídia, cada vez que alguém é entrevistado ou chamado para alguma reunião na velha mídia, aparecem os créditos da pessoa: seu cargo nas empresas privadas, sua participação em outras, as ações que dispõem, etc. Para que se saiba quem está falando, sem disfarçá-lo na qualidade de “especialista”, grande economista, etc, etc.
Mais informações sobre o filme podem ser obtidas em www.lesnouveauxchiensdegarde.com.
Emir Sader
No Blog do Emir
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O Xadrez das Ameaças ao Irã

Será 2012 o ano do fim do mundo? É o que, dizem, vaticina uma lenda maia — que inclusive fixaria a data exata do apocalipse: o 12 de dezembro próximo (12/12/12). Em qualquer caso, num contexto de recessão econômica e grave crise financeira e social em diversas partes do mundo (especialmente na Europa), não faltarão riscos este ano – que verá, entre outros fatos, eleições decisivas nos Estados Unidos, Rússia, França, México e Venezuela.
Mas o principal perigo geopolítico continuará situado no Golfo Pérsico. Israel e Estados Unidos lançarão o anunciado ataque militar contra as instalações nucleares do Irã?
O governo de Teerã reivindica o seu direito a dispor de energia nuclear civil. E o presidente Mahmud Ahmadinejad repetiu que o objetivo do seu programa não é militar; que a sua finalidade é simplesmente produzir energia de origem nuclear. Também, lembra que o Irã assinou e ratificou o “Tratado de Não-Proliferação Nuclear” (TNP), enquanto Israel nunca o fez.
As autoridades israelenses pensam que não se deve esperar mais. Segundo elas, aproxima-se perigosamente o momento em que o regime dos ayatollahs disporá da arma atômica; e a partir desse instante, já não se poderá fazer nada. Estará rompido o equilíbrio de forças no Médio Oriente, onde Israel já não gozará de supremacia militar [e atômica] incontestável. O governo de Benjamin Netanyahu avalia que, nessas circunstâncias, a própria existência do Estado Judeu estaria ameaçada.
Segundo os estrategistas israelenses, o momento atual é o mais propício para golpear. O Irã está debilitado. Tanto no âmbito econômico – após as sanções impostas desde 2007, pelo Conselho de Segurança da ONU, com base em informes [duvidosos e tendenciosos] alarmantes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) – quanto no contexto geopolítico regional. O seu principal aliado, a Síria, vive insurreição interna e está impossibilitado de prestar-lhe ajuda. A incapacidade de Damasco repercute-se noutro parceiro iraniano, o Hezbollah libanês, cujas linhas de abastecimento militar desde Teerã deixaram de ser confiáveis.
Por essas razões, Israel deseja que o ataque seja executado o quanto antes. Para preparar o bombardeio, já há, infiltrados no Irã, efetivos das forças especiais [israelenses]. E é muito provável que agentes israelenses tenham concebido os atentados que causaram, nestes últimos dois anos, as mortes de cinco importantes cientistas nucleares iranianos.
Ainda que Washington também acuse Teerã de levar a cabo um programa nuclear clandestino para dotar-se de armas atômicas, a sua análise sobre a oportunidade do ataque é diferente. Os Estados Unidos estão saindo de duas décadas de guerras nessa região, e o balanço não é animador. O Iraque foi um desastre, e terminou em mãos da maioria xiita, que simpatiza com Teerã. No lodaçal afegão, as forças norte-americanas mostram-se incapazes de vencer os talibãs, com quem a diplomacia da Casa Branca se resignou a negociar, antes de abandonar o país ao seu destino.
Esses conflitos custosos debilitaram os Estados Unidos e revelaram aos olhos do mundo os limites da sua potência, assim com o início de seu declínio histórico. Não é hora de novas aventuras. Muito menos num ano eleitoral, em que o presidente Barack Obama não tem a certeza de ser reeleito. E quando todos os recursos são mobilizados para combater a crise [interna] e reduzir o desemprego.
Além disso, Washington tenta mudar a sua imagem no mundo árabe-muçulmano, sobretudo depois das insurreições da “Primavera Árabe”, no ano passado. Antes cúmplice de ditadores – em particular, o tunisiano Ben Ali e o egípcio Mubarak –, deseja agora aparecer como mecenas das novas democracias árabes. Uma agressão militar contra o Irã, sobretudo em colaboração com Israel, arruinaria esses esforços e despertaria o antinorte-americanismo latente em muitos países. Especialmente naqueles cujos novos governos, surgidos das revoltas populares, são dirigidos por islamitas moderados.
Uma importante consideração complementar: o ataque contra o Irã teria consequências não apenas militares (não se pode descartar que alguns mísseis iranianos alcancem o território israelense, ou consigam atingir as bases norte-americanas no Kuwait, Barhein ou Omã), mas, principalmente, econômicas. A resposta mínima do Irã a um bombardeio das suas instalações nucleares consistiria, como os seus dirigentes militares não se cansam de alertar, no bloqueio do Estreito de Ormuz. É o funil do Golfo Pérsico, por lá passa um terço do petróleo do mundo, 17 milhões de barris por dia. Sem esse abastecimento, os preços do combustível chegariam a níveis insuportáveis, o que impediria reativar a economia mundial e deixar a recessão para trás.
O Estado-maior iraniano afirma que “não há nada mais fácil que fechar esse Estreito”. Multiplica as manobras navais na região, para demonstrar que está em condições de cumprir as suas ameaças. Washington respondeu que o bloqueio da passagem estratégica de Ormuz seria considerado “caso de guerra”, e reforçou a sua 5ª Frota, que navega pelo Golfo.
É muito improvável que o Irã tome a iniciativa de bloquear a passagem de Ormuz (embora possa tentá-lo, em represália a uma agressão). Em primeiro lugar, porque daria um tiro no pé, já que exporta o seu próprio petróleo por essa via, e que os recursos dessas exportações lhe são vitais.
Em segundo lugar, porque atingiria alguns dos seus principais parceiros, que o apoiam no seu conflito com os Estados Unidos. Principalmente, a China, cujas importações de petróleo, que chegam a 15% do consumo, procedem do Irã. A sua eventual interrupção paralisaria parte do aparelho produtivo.
As tensões estão abertas. As chancelarias do mundo observam, minuto a minuto, perigosa escalada que pode desembocar num grande conflito regional. Estariam implicados não apenas Israel, os Estados Unidos e o Irã, mas também três outras potências do Médio Oriente: a Turquia, cujas ambições na região voltaram a ser consideráveis; a Arábia Saudita, que sonha há décadas em ver destruído o seu grande rival islâmico xiita; e o Iraque, que poderia romper-se em duas partes: uma xiita e pró-iraniana; outra sunita e pró-ocidental.
Além disso, um bombardeio das instalações nucleares iranianas pode provocar nuvem radioativa nefasta para a saúde de todas as populações da área (incluídos os milhares de militares norte-americanos e os habitantes de Israel). Tudo isso conduz a pensar que, embora os belicistas ergam a voz com força, o tempo da diplomacia ainda não terminou.
Ignacio Ramonet, jornalista e diretor do jornal francês “Le Monde Diplomatique”.
No Democracia & Política
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50 números de 2011 tão loucos que é quase impossível acreditar neles

Apesar de a maioria dos estadunidenses estar bastante furiosa com esta economia, a realidade é que grande parte deles continua a não ter ideia do quão intenso tem sido o declínio económico do país. Este artigo publicado no blogue The Economic Collapse é um bom contributo para alertar as pessoas.
A economia norte-americana está em mau estado e a pobreza alastra, 
como provam os indicadores aqui reunidos.
Apesar de a maioria dos estadunidenses estar bastante furiosa com esta economia, a realidade é que a grande parte deles continua a não ter ideia do quão intenso tem sido o nosso declínio económico ou quais os problemas que vamos enfrentar se não fizermos mudanças drásticas rapidamente. Se não educarmos o povo estadunidense sobre o quão mortal se tornou a economia dos EUA, então eles vão continuar a seguir as velhas mentiras que os políticos continuam a contar. “Ajustar” umas coisas não vai consertar esta economia.
De facto, precisamos de uma mudança profunda de direcção. A América está a consumir bastante mais do que aquilo que produz e a nossa dívida está a explodir. Se continuamos por este caminho, o colapso económico é inevitável. Espero que os números loucos de 2011 que incluí neste artigo sejam suficientemente chocantes para acordar algumas pessoas.
Nesta altura do ano, muitas famílias juntam-se e na maioria dos lares, a certa altura, a conversa gira em torno da política. Espero que muitos de vós usem a seguinte lista como ferramenta para ajudar a partilhar com a vossa família e amigos a realidade da crise económica dos EUA. Se trabalharmos juntos, conseguiremos que milhões de pessoas acordem e percebam que os “negócios dos costume” resultarão no apocalipse económico nacional.
Os 50 números económicos de 2011 que são quase demasiado loucos para acreditarmos neles...
#1 48% dos estadunidenses são considerados como tendo “baixos rendimentos” ou vivem na pobreza.
#2 Aproximadamente 57% de todas as crianças dos EUA vivem em lares que se consideram de “baixos rendimentos” ou empobrecidos.
#3 Se hoje o número de estadunidenses que “queriam trabalho” fosse o mesmo que em 2007, a taxa de desemprego “oficial” do governo chegaria aos 11%.
#4 A média de tempo que um trabalhador fica no desemprego nos EUA é agora mais de 40 semanas.
#5 Uma sondagem recente descobriu que 77% das pequenas empresas dos EUA não planeiam contratar mais pessoas.
6# Hoje existem menos empregos pagos do que em 2000 apesar de termos mais 30 milhões de pessoas desde essa altura.
#7 Desde Dezembro de 2007, a média dos rendimentos familiares diminuiu 6,8% depois da inflação.
#8 De acordo com o Gabinete de Estatística para o Trabalho, em Dezembro de 2006, 16,6 milhões de estadunidenses encontravam-se em situação de auto-emprego. Hoje o número diminuiu para 14,5 milhões.
#9 Uma sondagem Gallup do início deste ano revelou que aproximadamente um em cada cinco estadunidenses que têm trabalho consideram-se subempregadas.
#10 De acordo com o autor Paul Osterman, cerca de 20% de todos os adultos têm empregos onde ganham salários ao nível da pobreza.
#11 Em 1980, menos de 30% de todos os empregos dos EUA eram de baixo rendimento. Hoje representam mais de 40%.
#12 Em 1969, 95% de todos os homens entre os 25 e os 54 tinham um trabalho. Em Julho, apenas 81,2% dos homens nessa faixa etária trabalhavam.
#13 Uma sondagem recente revelou que um em cada três estadunidenses não teriam possibilidades de pagar a próxima mensalidade do empréstimo de habitação/renda se de repente perdessem o emprego.
#14 A Reserva Federal anunciou recentemente que o total do rendimento líquido dos lares desceu 4,1% apenas no terceiro trimestre de 2011.
#15 De acordo com um estudo recente do Instituto de Investimento Black Rock, o rácio da dívida/rendimento pessoal é agora de 154%.
#16 À medida que a economia abrandou, o mesmo aconteceu ao número de casamentos. Segundo a análise do Pew Research Center, apenas 51% dos estadunidenses que têm pelo menos 18 anos estão casados. Em 1960, 72% dos adultos eram casados.
#17 O Serviço Postal dos EUA perdeu mais de 5 mil milhões de dólares durante o ano passado.
#18 Em Stockton, California, os preços das casas caíram 64% desde o auge do mercado imobiliário.
#19 O Estado do Nevada tem a maior taxa de vencimentos de hipotecas (foreclosures) desde há 59 meses consecutivos.
#20 Se não acredita, o preço médio de uma casa em Detroit é agora de seis mil dólares.
#21 De acordo com o Gabinete dos Censos, 18% de todas as casas no Estado da Florida estão vazias. Isto representa um aumento de 63% nos últimos dez anos.
#22 O baixo ritmo de construção de novas casas nos EUA está a caminho de bater um novo recorde em 2011.
#23 Como escrevi anteriormente, 19% de todos os homens estadunidenses entre os 25 e os 34 vivem com os pais.
#24 Nos últimos cinco anos, as contas de electricidade nos EUA subiram mais depressa que a taxa de inflação.
#25 De acordo com o Gabinete de Análise Económica, em 1980, os custos com os cuidados de saúde representavam 9,5% do consumo pessoal. Hoje, representam 16,3%.
#26 Um estudo revelou que cerca de 41% de todos os cidadãos capazes de trabalhar têm problemas com custos de saúde ou estão a pagar uma dívida médica.
#27 Se é possível acreditar, um em cada sete estadunidenses tem no mínimo 10 cartões de crédito.
#28 Os EUA gastam cerca de 4 dólares em bens e serviços provenientes da China para cada dólar que a China gasta em bens e serviços provenientes dos EUA.
#29 Estima-se que o défice comercial dos EUA em 2011 seja de 558 mil milhões de dólares.
#30 A crise das reformas continua a ficar pior. De acordo com o Instituto de Pesquisa dos Benefícios do Empregado, 46% de todos os trabalhadores estadunidenses têm menos de 10 mil dólares poupados para a reforma, e 29% têm menos de mil dólares.
#31 Hoje, um em casa seis idosos vive abaixo da linha federal de pobreza.
#32 Segundo um estudo recentemente publicado, os salários dos administradores executivos nas maiores empresas subiu 36,5% num período de 12 meses.
#33 Hoje, os bancos “demasiado grandes para cair” são maiores do que nunca. Os total de activos detidos pelos seis maiores bancos dos EUA subiu 39% entre 30 de Setembro de 2006 e 30 de Setembro de 2011.
#34 O seis herdeiros do fundador do Wal-Mart, Sam Walton, têm um rendimento líquido quase igual ao dos 30% de estadunidenses mais pobres.
#35 De acordo com a análise do Pew Research Center aos dados reunidos pelo Gabinete dos Censos, a média do rendimento líquido dos lares liderados por cidadãos com 65 anos ou mais é 47 vezes mais alto que a média do rendimento líquido dos lares liderados por cidadãos abaixo dos 35.
#36 Se é possível acreditar, 37% de todos os lares nos EUA liderados por alguém abaixo dos 35 anos possuem um rendimento líquido de zero ou abaixo de zero.
#37 A percentagem de estadunidenses que vive na pobreza extrema (6,7%) é a maior registada.
#38 A percentagem de crianças sem abrigo é 33% mais alta do que em 2007.
#39 Desde 2007, o número de crianças pobres no Estado da California subiu 30%.
#40 Tristemente, a pobreza infantil está a explodir pelos EUA fora. De acordo com o Centro Nacional para a Pobreza Infantil, 36,4% de todas as crianças que vivem em Filadélfia estão na pobreza. 40,1% das crianças que vivem em Atlanta estão na pobreza, 52,6% das crianças que vivem em Cleveland estão na pobreza e 53,6% das crianças que vivem em Detroit estão na pobreza.
#41 Hoje, um em cada sete estadunidenses e uma em cada quatro das crianças usam cupões de comida.
#42 Em 1980, as transferências feitas pelo goveno representavam 11,7% de todo o rendimento. Hoje, representam mais de 18%.
#43 Uns inacreditáveis 48,5% de todos os estadunidenses vivem num lar que recebe alguma forma de ajuda do governo. Em 1983, o número estava abaixo dos 30%.
#44 Actualmente, os gastos do governo federal representam cerca de 24% do PIB. Em 2001, representavam 18%.
#45 No ano fiscal de 2011, o défice federal era de 1,3 biliões de dólares. É o terceiro ano consecutivo em que o défice ultrapassa o bilião de dólares.
#46 Se o Bill Gates desse toda a sua fortuna ao Governo, apenas cobriria o défice por cerca de 15 dias.
# 47 Incrivelmente, o governo acumulou uma dívida total de 15 biliões de dólares. Quando Barack Obama tomou posse a dívida era de 10,6 biliões.
#48 Se o governo federal começasse a pagar agora a dívida nacional ao ritmo de um dólar por segundo, levaria mais de 440 mil anos para pagar tudo.
#49 Desde o início da administração Obama, a dívida nacional tem aumentado a uma média de 4 mil milhões de dólares por dia.
#50 Durante a presidência de Obama, o governo acumulou mais dívida do que o período entre a presidência de George Washington e a presidência de Bill Clinton.
Obviamente, no centro dos nossos problemas económicos está a Reserva Federal. É uma máquina perpétua, destruiu quase completamente o valor do dólar e tem um registo terrível de incompetência. Se o sistema da Reserva Federal nunca tivesse sido criado, a economia estadunidense estaria em melhor forma. O governo tem de acabar com a Reserva Federal e emitir moeda não baseada em dívida. Seria um passo importante para restaurar a prosperidade dos EUA.
Durante 2011 fizemos muitos progressos ao educar o povo estadunidense sobre os nossos problemas económicos, mais ainda há muito para fazer.
Espero que no próximo ano, mais cidadãos acordarão porque 2012 vai ser um ponto de viragem para este país.
No Esquerda.net
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Charge online - Bessinha - # 1048

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Prisioneiros Sendo Transportados Para Guantánamo

Prisioneiros de Guantánamo sendo "transportados" de avião por soldados estadunidenses. Circular Baghdad-Guantánamo...
Mais um Militar cobrindo o rosto com a mão!
Eles nunca assumem as merdas que fazem...
E esse país pede direitos humanos em Cuba... Vão se lascar!!!
No Cachete
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A Prévia na Venezuela

Já se disse que, com a qualidade da oposição que enfrentava, não era mistério que o governo Lula tivesse tanta aprovação e que sua maioria no Parlamento fosse folgada.
Seria um exagero tudo atribuir aos erros dos adversários, mas a explicação tem algo de verdade - pelo menos para o que aconteceu no segundo mandato. E continua a valer para o governo Dilma.
Embora sempre repita que precisa se repensar e mudar, a oposição brasileira se mostra incapaz de passar da teoria para a prática. Fala muito e faz pouco.
Suas principais lideranças se comportam como se ainda estivéssemos na era da notícia impressa. Como se, para fazer política com competência, bastasse conquistar a simpatia de editores e colunistas, e aparecer bem nos jornais e revistas. (Algo que conseguem até com sobra, mas não adianta.).
Apequenadas e desanimadas, gastam seu tempo em brigas e conclamações à unidade. Falta-lhes acordo sobre o que dizer, pois não sabem se querem apresentar-se como proposta de futuro ou de retorno ao tempo glorioso - que só existe para elas - em que estavam no poder.
Seu problema, no entanto, não é de discurso (ou de falta dele). O que precisam é de uma estratégia para (re)conquistar a presidência da República. Claramente elaborada e à qual se dediquem sem preguiça e salto alto.
Estamos vendo na Venezuela um exemplo de ação oposicionista que elas deveriam analisar. Vindo justo de um país que tem sido tão depreciado pelos “formadores de opinião” brasileiros.
Acabou de ser realizada, domingo, uma prévia eleitoral única naquele país. Pela primeira vez, o conjunto do eleitorado venezuelano foi convocado a se manifestar sobre quais candidatos preferia para diversos cargos, dentre os muitos que a oposição poderia lançar.
A escolha mais importante foi, obviamente, do candidato oposicionista que vai enfrentar Hugo Chávez na eleição presidencial de outubro. Venceu o favorito, Henrique Capriles, governador do estado de Miranda.
Ao contrário do que gostariam alguns no Brasil, ele se apresenta como candidato de centro-esquerda, e diz que pretende fazer um governo inspirado no brasileiro, com a mesma visão da economia e atuação social. Nada indica, portanto, que professe as ideias de nossos “liberais”.
Isso é o de menos. O relevante, para nós, é o caminho que as oposições venezuelanas trilharam para chegar a essas prévias.
Em primeiro lugar, se entenderam. Perceberam que, sozinhos, os diferentes partidos e facções oposicionistas não chegariam a lugar nenhum. Resolveram formar o que chamaram Mesa da Unidade Democrática, MUD, que teria um candidato único.
Foram além. Se propuseram uma prévia “aberta”, na qual poderia votar qualquer eleitor do país, independente de filiação. Seria uma maneira de dar lastro popular ao nome que lançassem e mobilizar o eleitorado, aquecendo os ânimos para outubro.
Também ao contrário do que imaginaríamos - pois somos permanentemente levados a ver o “chavismo” como ditadura - as prévias foram realizadas com ampla colaboração da Justiça Eleitoral (que cedeu à MUD listas eleitorais e alugou urnas) e apoio logístico e de segurança das Forças Armadas.
Ninguém, no governo, as impediu ou mesmo dificultou - ainda que, naturalmente, fossem contra. Nenhum eleitor denunciou o cerceamento de seu direito de votar.
As prévias foram um sucesso, especialmente pelo comparecimento. Cerca de 2,9 milhões de pessoas saíram de casa - sem obrigação - para votar, o que representa quase 17% do eleitorado total. (Apenas para comparar: nos Estados Unidos, na maioria das já realizadas, a participação nas prévias republicanas tem oscilado entre 10% e 23% - lembrando que a maioria é fechada, isto é, restrita a eleitores registrados do partido).
A premissa institucional para tudo foi haver uma legislação eleitoral que não impedisse o processo político de seguir seu curso. O inverso do que temos no Brasil.
Se nossas oposições quisessem pensar em algo semelhante, enfrentariam a rigidez e o burocratismo da legislação (e da Justiça Eleitoral) que temos. Com seu artificialismo e seu viés desmobilizador, prevaleceria o entendimento de que prévias abertas, feitas sete meses antes da eleição, seriam “propaganda antecipada”.
É (bem) possível que Chávez vença, no voto, a eleição. Mas a oposição venezuelana deu provas de maturidade e de inventividade estratégica que renderão bons frutos. Se não agora, mais para adiante.
Enquanto isso, no Brasil, as oposições...
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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Os dilemas do poder judaico

Livro do jornalista Peter Beinart rejeita o uso da vitimização judaica em nome da dominação de Israel sobre os palestinos
The Crisis of Zionism (A crise do sionismo, em tradução literal) de Peter Beinart é um importante livro novo que rejeita a manipulação da vitimização judaica em nome do domínio dos palestinos por Israel e afirma que, hoje, a verdadeira questão para os judeus não é o desafio da fraqueza, mas as exigências do poder. "Estão nos pedindo para perpetuar a narrativa da vitimização que se esquiva da questão judaica central de nosso tempo: a questão de como usar eticamente o poder judaico", ele escreve.
Esse poder, por 45 anos, foi exercido sobre milhões de palestinos que não gozam de nenhum dos direitos de cidadania e sofrem todas as humilhações de um povo ocupado.
Beinart, um renomado jornalista liberal, está certo ao inverter a traiçoeira figura da vitimização. Não se trata de 1938 revisitado, ou mesmo de 1967. Israel é forte hoje, uma economia vibrante e o único Estado com armas nucleares do Oriente Médio. Seu inabalável aliado, os EUA, abriga uma comunidade judaica que nunca foi tão integrada e influente. Os turbulentos Estados árabes têm como foco a própria reinvenção, não em Israel; o principal aliado regional do Irã, a Síria, está à beira do abismo.
Ameaças persistem, é claro. A vertente pela aniquilação de Israel na ideologia palestina, presente desde 1948, não desapareceu. O antissemitismo árabe intensifica-se, embora, ao menos na Tunísia, ele esteja sendo atenuado. Hezbollah e Hamas têm seus foguetes e mísseis. O Irã tem um programa nuclear que avança aos solavancos.
Mas o maior perigo até agora para Israel é que ele desperdice as oportunidades de poder ou ataque militarmente (o Irã) mais por excesso de vitimização do que por alguma coalizão imaginável de seus inimigos capaz de desfechar-lhe um ataque arrasador.
No entanto, como escreve Beinart, importantes organizações judaicas americanas, com agendas geralmente influenciadas por alguns doadores ricos (como o magnata dos cassinos Sheldon Adelson), têm feito de uma defesa em geral acrítica de Israel - em vez de uma crítica construtiva - a pedra angular de suas políticas e visto o desvio da sempre rejuvenescida narrativa da vitimização como uma dissensão inaceitável.
Ele cita Abraham Foxman, o diretor da Liga Antidifamação: "A democracia israelense deve decidir: os judeus americanos devem apoiar". Essas prescrições funcionavam para um Israel pequeno e assediado e uma geração de sobreviventes do Holocausto; hoje, elas não servem. "Em seu apoio para barrar a multiplicação dos assentamentos e seu conforto com a crítica pública à política israelense, a massa dos judeus americanos está à esquerda das organizações que falam em seu nome, organizações que quase sempre se opõem a uma pressão americana sobre líderes israelenses e culpam quase exclusivamente os palestinos pela falta de paz no Oriente Médio", escreve Beinart. Culpar os palestinos - de desunião, de demagogia, de buscar não as linhas de 1967, mas a extinção de Israel - é fácil, embora cada vez mais um exercício de distorção das grandes mudanças palestinas sob o primeiro-ministro Salam Fayyad.
O jogo da culpa seria muito mais crível, porém, se o governo do premiê Binyamin Netanyahu tivesse mostrado o mínimo interesse na paz; não mostrou. A expansão subsidiada dos assentamentos na Cisjordânia continua, uma reclamação concreta das terras que Netanyahu chama de Judeia e Samaria.
Beinart nota (atenção diplomatas israelenses de boa vontade que "reposicionariam" Israel): "Israel não tem um problema de relações públicas, tem um problema de política. Não se pode vender a ocupação numa era pós-colonial". Essa ocupação, prolongada para a eternidade, significaria, como disse o presidente Barack Obama, que "o sonho de um Estado judaico e democrático não será realizado". O que Netanyahu e as principais organizações judaicas americanas não percebem é que, nas palavras de Beinart, "quanto menos democrático o sionismo se tornar, mais pessoas de todo o mundo questionarão a legitimidade do próprio sionismo". Israel, ele afirma com justeza, é uma democracia dentro da linha verde, "mas na Cisjordânia é uma etnocracia, um lugar onde judeus gozam de cidadania, mas os palestinos, não". Algumas das páginas mais fascinantes de The Crisis of Zionism traçam o pano de fundo ideológico do choque áspero entre Obama e Netanyahu.
Beinart demonstra que a forte influência sionista liberal do rabino Arnold Jacob Wolf sobre Obama durante seus anos em Chicago. Wolf detestava a ideia de "um Israel sitiado por antissemitas"; seu ensinamento era "ecumênico" e "integracionista". Ele se ligava às raízes liberais do sionismo americano e aos ensinamentos éticos dos profetas que, como está expresso no Êxodo, ordenou que os judeus não oprimissem estrangeiros "tendo sido eles próprios estrangeiros na terra do Egito".
O contraste com Netanyahu - criado na vertente sionista de Jabotinsky por um pai que via os árabes como "semibárbaros" e rejeitava um "moralismo castrado" em favor de uma nova estirpe de judeus guerreiros - dificilmente poderia ser maior. Beinart pinta um quadro persuasivo de um Netanyahu dedicado em seu íntimo - apesar de aceitar dois Estados no fim do dia - à prevenção de qualquer Estado palestino viável. Seu retrato da antiga amizade de Netanyahu com Adelson e outros judeus americanos de direita é particularmente sugestivo - o mesmo Adelson que ultimamente tem financiado Newt Gingrich, aquele que não se cansa de falar de "um povo palestino inventado".
É deprimente que Netanyahu vença. Obama, que começou dizendo que os assentamentos tinham de parar, terminou vetando uma resolução do Conselho de Segurança da ONU nesse sentido. Ele teve de abandonar seu sionismo liberal para sobreviver na política americana. Não poderia haver demonstração mais clara da importância e oportunidade do livro de Beinart para o futuro de Israel.
Roger, Cohen, The new York Times, é colunista
Tradução de Celso Paciornik
No Estadão
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Cadeia para os assassinos


Algumas religiões santificam a mendicância, como o ato mais expressivo da humildade. Pedir aos outros o pão, em lugar de o obter mediante o trabalho, é visto, assim, como o contraponto à vaidade e à arrogância. As sociedades, sendo profanas, não vêem com os mesmos olhos o ato de pedir. Os costumes, diferentes das razões éticas, sobretudo os construídos pela consciência burguesa, condenam a mendicância, ainda que admitam, com certo cinismo, a caridade. É interessante registrar que Sartre, senhor de grande lucidez e, em algum tempo, militante revolucionário, andava com moedas nos bolsos, que distribuía aos mendigos do Quartier Latin. Talvez se sentisse, com isso, menos culpado dos desajustes do mundo.
Matar mendigos não é um esporte novo. A civilização cristã oscila entre o exercício da caridade (que, em alguns casos, costuma ser negócio lucrativo) e da repressão. Entre a piedade e a forca, conforme o ensaio do historiador Bronislaw Geremek sobre os miseráveis e pequenos bandidos da Idade Média. No Brasil, a agressão e o assassinato dos diferentes estão assumindo dimensões insuportáveis. Numerosos moradores de rua em Salvador foram trucidados durante a greve dos policiais militares. Há suspeitas de que foram policiais, eles mesmos, os matadores. Coincidindo com os fatos da Bahia, um jovem universitário tentou intervir, ao assistir à agressão de um morador de rua na Ilha do Governador, no Rio, por cinco jovens. Foi quase linchado, teve seu rosto arrebentado pelas patadas, só reconstituído mediante o emprego de 63 pinos de platina.
Não é um fato isolado. Ao ser confundido como mendigo, conforme confessaram os matadores, um índio pataxó foi queimado por jovens bem situados de Brasília. No Rio de Janeiro, há décadas, os adversários de um governador da Guanabara o acusaram de mandar matar mendigos e atira-los junto à foz do Rio da Guarda. E houve quem sugerisse o incêndio, como uma forma de resolver o problema das favelas no Rio de Janeiro. Mais cínicas, autoridades de São Paulo decidiram criar obstáculos sob as marquises e os viadutos, a fim de impedir que ali os miseráveis pudessem repousar. No Rio, outras autoridades dividiram os bancos dos jardins, para que, sobre eles, os mendigos não pudessem deitar.
Esses caçadores de mendigos naturalmente são conduzidos pelo senso estético da ordem do capitalismo totalitário. Uma cidade sem pedintes é muito mais bela. Mas é também muito mais bela, se nela não houver pessoas feias ou enfermas. Assim pensavam os nazistas, em sua cruzada de eugenia – embora não fossem belos nem fisicamente saudáveis homens como Himmler e Goebbels, entre outros. Da mesma forma que pretendiam a eliminação completa dos judeus, incomodava-os, pelo menos no discurso, a existência de homossexuais. Depois se soube que muitos deles eram homossexuais, mais dissimulados uns, menos dissimulados outros, como Ernst Röhm. Joachim Fest, o grande biógrafo de Hitler, chegou a suspeitar que houvesse uma ligação homossexual entre o líder nazista e seu arquiteto predileto e possível sucessor, Albert Speer.
E como o caminho da perfeição, de acordo com essa insanidade, é sem fim, quiseram eliminar, alem dos judeus, outros perturbadores de sua ordem estética e “moral”, como os ciganos, os negros, os mestiços, os eslavos – e os comunistas.
O racismo e a insânia dos nazistas não desculpam – e, sim, agravam – os atos estúpidos contra os miseráveis brasileiros que, sem teto, sem famílias, sem amigos, sem destinos, são nômades nas ruas, onde alguns nascem, e muitos quase sempre morrem. Mas, dessa visão curta de humanismo, padecem pessoas instruídas e aparentemente responsáveis, como a ministra francesa, que aconselhou os sem teto de seu país a não sair de casa, por causa do frio europeu que vem matando os desabrigados às centenas, e a juíza brasileira, que decretou a prisão domiciliar de um morador de rua.
A polícia tem o dever de identificar os matadores de mendigos e de levá-los à Justiça. E os juízes não podem se deixar engambelar pelos advogados dos assassinos. Em uma sociedade já tão injusta com os pobres, cabe ao Ministério Público e à Justiça socorrer os que, desprovidos de tudo, só têm a lei como consolo e esperança.
A sociedade se emociona com a coragem solidária do jovem Vitor. O Estado deve a ele uma manifestação oficial de reconhecimento. Seria louvável se a Assembleia Legislativa lhe concedesse a Medalha Tiradentes, a mais alta condecoração do Estado.
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Charge online - Bessinha - # 1047

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O pensamento vivo do filósofo do Brasil

A cara pública da tal Academia Brasileira de Filosofia é a do guapo senhor aí na foto, o João Ricardo Moderno. Cabe a ele representá-la institucionalmente, falar em nome dela - mesmo quando propõe o nome de João Havelange para o Nobel da Paz - e até oferecer seus salões para festas de debutantes e desfiles de moda.
Mais: ele pretende que a ABF seja a OAB de todos os filósofos do Brasil, a responsável pela certificação de cada filósofo se for aprovada a lei instituindo a profissão de filósofo.
Como voz institucional da ABF, Moderno representa, entre outros, os seguintes acadêmicos:
Francisco Antonio Doria
Chaim Samuel Katz
Cândido Mendes
Evaristo de Moraes Filho
Newton da Costa
Paulo Mercadante
Sem contar nosso grande imortal Merval Pereira.
É um time de peso, alguns dos grandes intelectuais brasileiros.
E qual o pensamento vivo do presidente de todos eles, aquele que, pelo cargo, melhor encarna a novel Academia Brasileira de Filosofia?
Confira no seu Facebook. É de uma profundidade estonteante (os intertítulos são meus).
Falando sério: não tem uma alma amiga para alertá-los para o mico que estão pagando permitindo que Moderno continue nesse deslumbramento público?
Uma nova Guerra do Paraguai a caminho

"GUERRA DO PARAGUAI NO SÉCULO XXI: Caso o Presidente do Paraguai não defenda a vida e a propriedade de todos os brasileiros, as Forças Armadas do Brasil têm o direito e o dever de defender a todos. Esperemos bom senso do Presidente do Paraguai, e impeça uma nova Guerra versão Século XXI".

O imperialismo político do Senado

"Uma boa reforma política teria que reduzir de 8 para 4 anos o mandato de Senador. Não faz sentido, sob qualquer ponto de vista, de privilegiar Senadores com 8 anos, e todos outros mandatos com 4. Fim do imperialismo político do Senado Federal".

Pessoas bem informadas sabem que Obama não pode ser igualado a Hitler

Lamento profundamente que se iguale Hitler ou Stalin a Obama. São essas coisas que fazem a direita perder a credibilidade e o respeito da população. Além de ser uma mentira, é um deboche, e uma piada de mau gosto contada diante de pessoas bem informadas.

Os romanos mataram Jesus e o Vaticano é em Roma

Quem matou Jesus foi a Humanidade. Pouco importa a nacionalidade ou religião dos assassinos. Jesus veio para morrer pelas mãos dos seres humanos para resgatá-los para a vida eterna. Mesmo que tivesse sido um judeu não faria a menor diferença. Foram romanos que o assassinaram, e isso não gera ódio aos italianos, e nem impede que o Vaticano tenha sede em Roma como Estado soberano. Para mim, assunto sem sentido.

O grande perigo dos brasileiros que torcem pelo Partido Republicano norte-americano

Tem brasileiros da área liberal que falam como se fossem americanos financiados pelo Partido Republicano. Não se sentem brasileiros. Para onde vão defendem o Partido Republicano. Não entro no mérito eleitoral deste ou aquele partido americano, nem minhas preferências pessoais. É um desserviço à democracia o que fazem no Brasil com estas mensagens, se igualando à extrema esquerda brasileira, que faz a mesmíssima coisa.

Polícia não pode ir contra a lei maior nem contra as leis menores

Greve policial é inconstitucional, isto é, a Constituição Federal proíbe. Portanto, a Polícia não pode ir contra à lei maior da nação, nem contra as menores, aos custo de perder totalmente o apoio da população, e a moral diante de todos.

Antes que digam que Whitney Houston é coitadinha

Whitney Houston: agora vão começar a buscar culpados pela morte dela, processos, escândalos, médicos, enfermeiros, amigos, advogados... O fato dela ter sido uma viciada, portanto responsável direta pela sua própria morte, não convencerá os parentes. É sempre assim, as celebridades mundiais da música popular nunca são responsáveis por nada. São sempre vítimas.

Apreciando o incrível humor de Eike Baptista, um "gênio do humor"

GÊNIO DA RIQUEZA É GÊNIO DE HUMOR TAMBÉM!
Eike Batista
Se voces acham que vida de milionario é so festa, champagne, iate, carro importado e mulher gostosa. ESTAO TODOS CERTOS.

Sobre teoria e prática do amor

Os maiores teóricos do amor estão no Facebook. Espero que todos sejam excelentes praticantes. (apareceram algumas senhoras se dizendo adeptas da prática).
Luis Nassif
No Advivo
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