13 de fev de 2012

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Prefeito de BH na parede

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O Novo Brasil versus as celebridades anti-modernas

James Cameron e outros hollywoodianos ricos estão errados se pensam que podem continuar mandando no Brasil.
O diretor de cinema James Cameron, responsável pelo Exterminador do Futuro, Titanic e, mais recentemente, Avatar, vem há alguns anos trabalhando paralelamente em um grande projeto. Os fãs dos filmes de Cameron não devem manter suas esperanças elevadas, entretanto. Este projeto paralelo é mais político do que cinematográfico. Ele tem como objetivo de tentar impedir o governo brasileiro de construir Belo Monte, a terceira maior hidrelétrica do mundo, no rio Xingu, que atravessa a floresta amazônica.
O fato de um diretor de filmes do ocidente se interessar pelo que acontece em certas partes do interior brasileiro tem seus precedentes. Há algum tempo, seja com a “Floresta das Esmeraldas” de John Boorman (1985) ou com “O Curandeiro da Selva” (Medicine Man) de John McTierman (1992), diversos produtores de cinema trataram as florestas brasileiras como uma fonte de locações e de atores para povoarem suas histórias da carochinha de destruição ambiental.
Mas Cameron é um pouco diferente. Quando fez Avatar no final de 2000, tendo escrito o roteiro 15 anos antes, sua história de civilização tecnológica versus natureza e povos indígenas deixou de lado as florestas reais trocando-as por animação computadorizada. O resultado foi um conto de moralidade ambiental apresentada nas pinceladas digitais mais vívidas, amplas e simplistas. Mas Cameron não ficou por aí. Em vez disso, decidiu partir do seu mundo de animação e levar a sério sua frágil fantasia.
Em abril de 2010, com o governo brasileiro em processo de concessão da Licença Ambiental para o projeto de Belo Monte, Cameron vislumbrou sua oportunidade. Podia-se ver o apelo de Cameron: o conflito estabelecido entre grupos indígenas e as ONGs de um lado, contra uma represa que forneceria energia a companhias de mineração, na floresta amazônica, parecia reproduzir a história da moralidade ecológica de Avatar. Foi assim que Cameron – seguido de perto pela estrela de cinema Sigourney Weaver, o então governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, e o ex-presidente Bill Clinton – se alinhou ao grupo indígena Kayapo para combater a represa. Como resultado dos protestos, a Procuradoria Geral Brasileira suspendeu o processo de licenciamento e Cameron fez, então, um celebrado documentário, chamado Uma Mensagem de Pandora (uma referência ao planeta fictício em Avatar). Para Cameron, sua conto de animação com viés moralista havia ganhado vida.
Após a intervenção de alto nível de Cameron, a pressão internacional começou a aumentar sobre o governo brasileiro. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH-OEA) pediu que o projeto fosse suspenso devido ao suposto dano que causaria aos grupos indígenas. Um poderoso lobby no Brasil, inspirado pela campanha viral “Não Vote”, de Leonardo DiCaprio, decidiu usar a televisão e a internet para minar o avanço do projeto de Belo Monte, com o canal TV Globo e seus atores de novela mais populares fazendo uma série de vídeos e anúncios atacando a represa. Da mesma forma que DiCaprio e seus amigos, as estrelas de novelas como Cordel Encantado, Morde e Assopre, Aquele Beijo, Macho Man e Insensato Coração assumiram um tom de teatrinho político para demonstrar que ninguém poderia apoiar a represa ou pensar que fosse boa para a nação. Em uma efusão particularmente escarnecedora, dois atores ridicularizaram o consumo de energia de seu próprio público televisivo enquanto alimentam a audiência de suas novelas.
Mas, então, algo muito curioso aconteceu. Outra tribo de brasileiros, normalmente tão receosos de serem vistos fora de seu habitat natural, rebateram. Estudantes universitários aplicados e conectados, e seus professores fizeram um filme com nenhum recurso de produção derrubando todos os argumentos usados por Cameron, as ONGs, os Kayapos e a TV Globo.
São estes os mitos que rebateram:
- Os índios não terão onde viver. Na realidade, um estudante da Universidade de Brasília que nada mais fez do que estudar o impacto do projeto sobre as terras indígenas respondeu que nenhuma das terras indígenas na região será inundada. Existem 12 terras indígenas próximas do projeto em uma área de 56.000 km² com 2.200 indígenas morando nelas. Isto representa duas vezes e meia o tamanho do País de Gales. Trinta reuniões consultivas foram realizadas com as aldeias tribais e registradas em vídeo.
- A represa e seus reservatórios inundarão e destruirão 640 quilômetros quadrados de floresta tropical. Não exatamente. Os reservatórios cobrirão uma área de 502,8 km² dos quais 228 km² já são do próprio leito do rio.
- A represa privará o Parque Nacional do Xingu de água. Isto não é verdade. Os alunos exibiram um mapa revelando que o parque está, na realidade, a 1.300 km a montante da represa.
- Durante oito meses do ano a região acima da represa é praticamente um deserto tornando a represa ineficiente e apenas capaz de operar um terço de sua capacidade instalada. A implicação aqui é que existe água insuficiente para acionar as turbinas em força total. Entretanto, durante o período de enchentes do ano, o rio joga 28 milhões de litros de água por segundo no ponto das turbinas, criando uma geração extraordinária de energia de 11.233 megawatts (MW). Mesmo nos níveis mais baixos do rio, em outubro, joga 800.000 litros por segundo. A produção média anual de energia de Belo Monte será de 4.571MW, ou 41% da capacidade potencial de geração, e não um terço. Isto fornecerá energia a 40% de todo o consumo de energia residencial do Brasil.
- Se assistíssemos menos à TV não precisaríamos da represa. Isto é pura fantasia. Entre 2010 e 2020, para o Brasil alcançar crescimento de apenas 5% do PIB por ano, sua capacidade energética terá que aumentar 60%, de 460 milhões para 730 milhões de megawatts. Assistir menos à TV faria muito pouca diferença para esta demanda de energia.
- Uma melhor opção seria a energia eólica e solar. Sim, o custo da represa está previsto em $13 bilhões. Mas nem a energia eólica nem a solar são melhores opções. Na realidade, para produzir a mesma energia do vento custaria $23 bilhões; pela tecnologia solar, a conta seria de $153 bilhões.
Assim como os alunos, o governo brasileiro não estava preparado para tolerar esses ataques indolentes e sem base de Cameron e Cia. Não apenas recusou a demanda da OEA de suspender o projeto, como retirou seu embaixador da OEA e suspendeu todos os pagamentos à Organização.
Nesse mês, a represa recebeu sinal verde. A confiança do Brasil e a indignação criativa dos alunos refletiram uma nova autoconfiança derivada dos extraordinários índices de crescimento do país e um desejo palpável de realizar seu potencial econômico.
No passado, as coisas eram diferentes. Em 1985, John Boorman fez o filme Floresta das Esmeraldas, um ataque frontal à promessa de progresso apresentada pelo setor de energia e outras indústrias no Amazônia. O filme conta a história do sequestro de um filho de engenheiro de represas americano por índios amazônicos. Anos mais tarde, o engenheiro de represa retorna e, em vez de resgatar seu filho, juntou-se ao jovem Tommie na luta ao lado dos índios. Três anos após a Floresta das Esmeraldas, Sting e as ONGs verdes montaram uma campanha internacional influente se opondo ao projeto de Belo Monte (conhecido na época por Projeto Kararaô) e tiveram sucesso, em aliança com o grupo indígena Kayapo, forçaram o Banco Mundial a suspender seu empréstimo para o projeto. O filme e a campanha fizeram parte de um movimento verde crescente que fabricou a ficção da floresta tropical amazônica e dos povos indígenas como símbolos de um mundo moralmente encantado, livre e superior à influência da modernidade destrutiva.
É claro que a campanha anti-represa conseguiu explorar a angústia econômica do Brasil. No início dos anos 80, os credores estrangeiros tinham recusado fluxos de capital a um Brasil altamente endividado e o país foi forçado a aceitar um programa de austeridade do FMI. Após anos de crescimento exponencial, o Brasil era um gigante humilhado, dependente do Banco Mundial para fazer investimento, especialmente com relação à sua infraestrutura. Hoje, entretanto, a situação foi alterada. Cameron e seus amigos bateram em uma muralha de tijolos.
Infelizmente, esta repreensão a James Cameron & Cia chegou após danos consideráveis já terem sido ocasionados ao projeto. Embora Cameron tenha que restringir sua fantasia antidesenvolvimento a Avatar 2 e 3, Belo Monte sofreu severas reduções na escala de impacto. O projeto original foi elaborado há mais de 30 anos. Em 1979, os planos incluíam seis represas em lugar das duas que restaram hoje, com mais quatro represas rio acima para controlar as flutuações do nível do rio, maximizando assim a produtividade das turbinas rio abaixo. Após a campanha de 1989, inspirada por Sting contra a represa, o tamanho de seu reservatório foi reduzido em dois terços. A última campanha reduziu ainda mais seu tamanho e capacidade de energia.
Toda a economia moderna explorou a energia hidrelétrica, devido a seu baixo custo e abundância. Entretanto, o Brasil, que possui alguns dos maiores sistemas hídricos no mundo, usou menos da metade de seus 800 TWh economicamente exploráveis de energia hidrelétrica. Em 1979, os planos nacionais projetaram 279 represas para serem construídas até 2010, mas apenas 158 foram concluídas. Hoje, a Presidente Dilma Rousseff está determinada a atender à demanda de energia crescente do país, da indústria e do setor doméstico. Este mês, ela anunciou o início da construção de outras 61 represas hidrelétricas, a maioria delas na região amazônica. As obras fazem parte do Segundo Plano de Aceleração do Crescimento, o (PAC 2). Nas eleições, mais de metade do país apoiou Belo Monte, e ainda assim o ministro da energia do Brasil considerou necessário oferecer um ramo de oliveira, apologético e sem custo, a James Cameron: ‘Este novo modelo de represa hidrelétrica é quase como um filme de ficção científica, lembra-nos de Avatar.’ As represas serão construídas utilizando-se conceito semelhante ao utilizado pelas plataformas petrolíferas para impedir qualquer desenvolvimento humano permanente e impacto sobre a floresta. As linhas de transmissão serão suspensas acima da cobertura da floresta e todos os trabalhadores serão içados por helicópteros, tornando as estradas desnecessárias.
Hoje, o Brasil não está disposto a ser parado, mas ainda precisa assumir defesas extraordinárias para aplacar sonhadores antidesenvolvimento – tanto nacionais como estrangeiros.
John Conroy é produtor, diretor de televisão e jornalista.
No OpenSante
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Telefone celular desaparecerá em cinco anos

Ao participar do Campus Party, evento que acontece na capital paulista, o professor de Tecnologia Educaiconal na Universidade de Newcastle, no Reino Unido, o especialista indiano, Sugata Mitra, fez uma projeção prá lá de polêmica: Para ele, o telefone celular como conhecemos hoje irá desaparecer num espaço de cino anos.
Nessa previsão, Sugata Mitra fez um alerta as operadoras de telecom: Revejam seus modelos. "O celular terá o mesmo destino de outros dispositivos como a vitrola, como o MP3 e outros que com a evolução deixaram de ter importância. O computador virou celular. a TV está virando celular. E o celular vai ser substituído também. Me levem a sério", sustentou Sugata Mitra, em coletiva de imprensa no Campus Party.
E a proposta dele é ainda mais provocativa. "O cérebro humano, com ou uso de chips implantados, terá condições de embarcar toda a tecnologia hoje existente no celular", acrescentou. Para dar credibilidade a sua tese, o especialista lembra que, há 20 anos, ninguém podia imaginar a existência de um telefone celular. "Por tanto, as operadoras não devem se perguntar o que devem fazer, mas o consumidor sim, deve pensar quando tiver chips implantados na sua cabeça", frisou.
Na área de educação, Mitra foi ainda mais radical. Para ele, o atual modelo de cobrança de conhecimento, com o uso de provas de memorização está também fadado a morrer. "É preciso mudar o conceito de educação. Um tablet na mão de um aluno, não significa que ele vá aprender matemática tradicional, mas ele pode descobrir outros conhecimentos que podem ser mais sensíveis para a sua vida", disse.
O especialista não poupou critícas ao modelo atual da educação. Segundo ele, criado há 300 anos, e que requer uma evolução o quanto antes. "Até bem pouco tempo, a memorização era indispensável. Era o único meio de reter conhecimento. Hoje temos o pen drive. Decorar não é mais a saída. Temos que rever todo esse modelo", completou.
No Convergência Digital
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Tucano escolhido por Alckmin é condenado a devolver 1,54 milhões aos cofres públicos

Amigo do governador Geraldo Alckmin (PSDB/SP), José Bernardo Ortiz (foto) foi nomeado pelo governador para ocupar a Presidente da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação).
O motivo foi irregularidades na compra de tubos de aço para canalização de córregos, em 2002, sem licitação.
Em fevereiro de 2011, o mesmo Ortiz já havia sofrido outra condenação por improbidade administrativa em outra ação movida pelo Ministério Público (MP). Foi condenado a pagar multa equivalente a quatro vezes o salário que recebia como prefeito, por contratar servidores sem concurso.
Mesmo assim, Alckmin mantém o amigo na Presidência da FDE, um dos órgãos mais importantes da Secretaria da Educação, com orçamento de R$ 3 bilhões.
Entre as atribuições inventadas pela gestão tucana da FDE está assinaturas em massa de jornais e revistas demotucanos como Folha de São Paulo, Estadão, Veja, IstoÉ e Época. Tudo sem licitação. Só em 2011 foram gastos R$ 9.074.936,00.
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Prefeitura do Rio lança esgoto de banheiros públicos de Ipanema na rede de águas pluviais


Taí a prova.
E não adianta contratar o perito Molina pra ele dizer que bolinha de papel é rolo de fita, ou, no caso, que o esgoto é tratado antes de ser despejado na galeria de águas pluviais.
Só acredito se o Eduardo Paes beber.
No Blog do Mello
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Jornalista Paulo Rocaro morre em atentado em Ponta Porã

O crime pode ter motivações políticas
Na noite deste domingo (12) o jornalista e escritor, editor chefe do Jornal Da Praça e diretor do Site Mercosulnews.com, Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, foto, mais conhecido como Paulo Rocaro, sofreu um atentado na cidade de Ponta Porã/MS.
Paulo Rocaro transitava pela avenida Brasil no centro de Ponta Porã às 23h30min, em um veículo Fiat Idea, cor prata, placa HSJ 0049 de Ponta Porã MS, sentido centro bairro, quando foi atacado por dois pistoleiros que estavam a bordo de uma motocicleta tipo Traill, que dispararam mais de 12 tiros de pistola 9mm contra o jornalista, o mesmo recebeu cinco impactos no corpo e foi socorrido pelos agentes do corpo de Bombeiro ao hospital regional de Ponta Porã, onde às 04h20min, entrou em óbito, segundo o informe médico o mesmo não resistiu as múltiplas lesões produzidas pelos disparos da arma de fogo.
As primeiras informações apontam que o crime contra o jornalista poderia ter motivações políticas, mas a polícia não descarta outras hipóteses, o SIG da polícia civil investiga o caso, os mesmos solicitaram as imagens dos circuitos de seguranças existentes na região do atentado.
Em decorrência desta lamentável perda em nossa cidade, não haverá expediente no site Mercosul News.
Léo Veras
~ o ~
Cadê aquele zé povinho do Instituto Milênium$$$ (leia-se Yoani Sanchez, Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor...) que adora denunciar a falta de liberdade política e de imprensa em Cuba e, segundo os mesmos, aqui sim, há liberdade. Ah, é mesmo.. não vão se manifestar sobre mais este crime bárbaro contra a liberdade de imprensa? Ou será que para estes tolos imprensa é apenas a Globo, Veja, Estadão e Folha?
Este é o segundo jornalista morto em menos de 3 dias, claro, os que ficamos sabendo, pois na verdade estão sendo mortos muitos mais, por coincidência todos progressistas e de esquerda.
Paulo Roberto Cardoso Rodrigues era casado, tinha dois filhos e uma neta, petista de carteirinha, e por ironia do destino foi baleado no dia 12 e morreu no dia 13, número da sigla do partido.
José Carlos Lima
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Governo dos EUA declara guerra contra o povo estadunidense

Cidadãos estadunidenses agora são o alvo primário na guerra contra o terror
Com o anúncio de que 30.000 aeronaves não-tripuladas (drones) irão ocupar o espaço aéreo americano nos próximos 10 anos, o governo dos EUA declarou oficialmente guerra contra o povo estadunidense, apelando para uma tecnologia que é normalmente usada para combater insurgentes no exterior, à medida que todo o arsenal da guerra contra o terror está sendo desviado para o ambiente doméstico.
Assista a este vídeo com uma compilação trantando dos drones
“A Administração Federal de Aviação (FAA) disse que mais de 30 mil drones poderão estar voando no espaço aéreo utilizado por linhas comerciais de passageiros”, segundo reportagem da UPI.
Assim que for sancionada pelo presidente Obama, a Lei de Re-autorização do FAA permitirá que esta agência faça concessões para o uso de drones e desenvolva regulamentações para teste e licenciamento até 2015.
Alguns tipos de drones de vigilância já estão sendo usados por departamentos de polícia pelo país, como no condado de Montgomery do estado do Texas, onde o Departamento de Segurança da Pátria recentemente autorizou as agências de aplicação da lei a utilizarem o mini-drone helicóptero ShadowHawk, que tem a capacidade de usar (durante o vôo) tasers (armas de choque elétrico), espingardas calibre 12 e lança-granadas contra suspeitos.
As agências de aplicação da lei dos EUA já estão usando a tecnologia de drones para espionar estadunidenses. Em dezembro, um drone Predator B foi solicitado para conduzir uma operação de vigilância em uma fazenda familiar em Dakota do Norte como parte de uma batida da SWAT contra a família Brossart, suspeita de ter cometido o escandaloso crime de roubar seis vacas perdidas. A polícia local desta mesma área já tinha utilizado o drone em uma dúzia de ocasiões diferentes desde junho do último ano.
O Departamento de Segurança da Pátria também anunciou recentemente o plano de gastar 50 milhões de dólares em um sistema de espionagem (o qual tem sido usado para perseguir insurgentes no Iraque e no Afeganistão) que será usado no caso de “incidentes de emergência e de não-emergência” dentro dos Estados Unidos.
Enquanto se prepara para o uso de drones de vigilância contra estadunidenses, o governo dos EUA também está propenso a caracterizar uma miríade de comportamentos e de atividades, não importa quão normais e mundanos sejam, como indicadores potenciais de terrorismo, encorajando cidadãos a espionar uns aos outros num arrepiante retrocesso ao tempo em que as pessoas recebiam da Stasi a missão de atuar como informantes na Alemanha Oriental.
Como parte de seu programa de “Comunidades contra o Terrorismo”, o FBI está encorajando proprietários de empresas de todos os tipos a espionarem os seus clientes.
Listas de exemplos de “atividades suspeitas” estão sendo distribuídas para todo tipo de negócios, desde lan houses até casas de tatuagem, definindo coisas como pagar um café com dinheiro, comprar comida em grandes quantidades e demonstrar interesse em privacidade no uso da internet como evidências que apontam para uma atividade terrorista em potencial.
O Departamento de Segurança da Pátria também liberou a atuação de um grande número de “Conselheiros de Proteção da Segurança”, os quais descrevem atividades rotineiras como potenciais sinais de terrorismo, incluindo usar uma câmera de vídeo, conversar com policiais, vestir agasalho de moletom com capuz, dirigir peruas e furgões, escrever num pedaço de papel e usar um aplicativo de telefone celular para gravar conversas.
A agência federal foi motivo de escárnio na semana passada quando anunciou que os vendedores que trabalharam no Super Bowl (final do campeonato de futebol estadunidense), incluindo os vendedores de cachorro-quente, foram treinados para identificar terroristas pelo programa “Primeiro Observador”.
Mais assustador ainda é o fato de os agentes federais terem começado a caracterizar também crenças políticas e econômicas perfeitamente legítimas, denunciando-as efetivamente como crimes de pensamento.
Conforme reportado pela agência Reuters, autoridades agora estão tratando aqueles que “acreditam que os Estados Unidos faliram por terem abandonado o ouro como lastro” como extremistas e como uma potencial e violenta ameaça à aplicação da lei. O Departamento de Segurança da Pátria também caracterizou anteriormente veteranos de guerra, partidários de Ron Paul (pré-candidato à presidência pelo Partido Republicano), investidores em ouro e pessoas que exibem adesivos de pára-choque com conteúdo político como terroristas domésticos em potencial.
Tudo isso serve para enfatizar o fato de que o povo estadunidense está agora sendo retratado como a ameaça de terrorismo “número 1” aos olhos das autoridades. O estado declarou guerra contra os cidadãos estadunidenses. Eles não apenas serão sujeitados a campanhas de vigilância e de intimidação como também aos efeitos da recentemente aprovada lei marcial – NDAA, através da qual o governou conferiu a si mesmo o poder de manter estadunidenses presos sem o devido processo legal.
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O que restou da truculência dos tucanos

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Novo escândalo atinge império de Rupert Murdoch

Após o escândalo das escutas ilegais que levou ao fechamento do jornal News of the World, o império midiático de Rupert Murdoch é atingido por um novo escândalo. Cinco jornalistas do tablóide "The Sun", foram presos na manhã deste sábado, juntamente com um policial, um militar e uma funcionária do Ministério da Defesa, acusados de envolvimento em um esquema de pagamento de subornos à polícia e a autoridades políticas do país em troca de informações privilegiadas.
Cinco jornalistas do tablóide britânico "The Sun", do grupo News Corporation, de propriedade de Rupert Murdoch, foram presos na manhã deste sábado, juntamente com um policial, um militar e uma funcionária do Ministério da Defesa, acusados de envolvimento em um esquema de pagamento de subornos à polícia e a autoridades políticas do país em troca de informações privilegiadas.
Segundo informou o jornal “Guardian”, foram presos o subdirector Geoff Webster, o editor de fotografia John Edwards, o repórter John Kay, o principal correspondente de assuntos internacionais Nick Parker e o repórter John Sturgis. O News Corporation não confirmou o nome dos jornalistas presos.
Ao tomar conhecimento das prisões, Murdoch anunciou que viajaria a Londres para garantir aos funcionários do “The Sun”, que o jornal não vai fechar, como aconteceu com o “News of the World”, após o escândalo do esquema de escutas telefônicas ilegais envolvendo jornalistas deste veículo. O jornal foi comprado por Murdoch em 1969 e é considerado a “menina dos olhos” da corporação midiática.
Os investigadores da polícia afirmaram que o novo esquema ilegal foi descoberto a partir de elementos fornecidos pela própria News Corporation. No final de janeiro, a polícia já tinha detido quatro jornalistas e ex-jornalistas do “Sun” e um policial em uma investigação paralela a das escutas ilegais.
Em um comunicado oficial, a empresa de Murdoch disse que está “determinada a impedir que voltem a se repetir as práticas inaceitáveis de certos indivíduos para obter informações que possam ter ocorrido no passado”. Além disso, informou que a polícia também realizou buscas nas casas dos cinco funcionários e do escritório do grupo em Londres.
O editor do The Sun, Dominic Mohan, manifestou surpresa com as prisões, mas garantiu que “a equipe está comprometida com o jornal”. “Eu estou tão chocado como todo mundo pelas prisões de hoje, mas estou determinado a liderar o The Sun através desses tempos difícieis. Eu tenho uma equipe brilhante e nós temos o dever de servir nossos leitores e continuaremos fazendo isso. Nosso foco é colocar na banca o jornal de segunda-feira”, afirmou Mohan.
O novo braço da investigação iniciada com as escutas ilegais no News of the World e batizada de Operação Elveden, procurou levantar provas sobre a prática do pagamento de propinas a policiais e a autoridades políticas em troca de informações. "A missão da Operação Elveden foi ampliada para incluir a investigação de evidências descobertas em relação à suspeita de corrupção envolvendo funcionários públicos que não são policiais", disse a polícia em um comunicado divulgado neste sábado.
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Charge online - Bessinha - # 1042

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Veja manipula informação para atingir Gilberto Carvalho

Veja manipula!
A matéria de capa da Veja é daquelas que tenta – usando todos os artifícios possíveis – construir situações que sirvam para desgastar o governo Dilma.
A historinha, que tentarei demonstrar fortemente manipulada, é que uma mulher teria se infiltrado nos instestinos do governo para facilitar a corrupção.
Na verdade, a mulher (Christiane Araujo) era do esquema Durval Barbosa, o tal que comandava o esquema de corrupção, que levou o ex-governador do DEM José Arruda à prisão e à renúncia.
A Veja pretende demonstrar que o Gilberto Carvalho teria se comprometido a convencer o Lula a nomear o procurador Leonardo Bandarra (que estava ligado também ao esquema Durval/Arruda) e, portanto, poderia ter alguma coisa a ver com esse esquema.
Como prova mostra emails que fotografei e mostro no início deste post.
A Veja tenta mostrar a seguinte sequência:
1. A Christiane pede o apoio do Gilberto para convencer o Lula a indicar o Bandarra
2. O Gilberto se compromete a levar o assunto ao presidente Lula
3. A Christiane agradece a atenção do Gilberto
4. O Gilberto diz que ficou satisfeito com a nomeação
Agora, prestem atenção nas datas e horários dos emails e constatem a manipulação da Veja
O email em que a Christiane pede o apoio é posterior ao que Gilberto diz que levará o assunto ao presidente, o que mostra que a sequência da Veja é manipulação pura.
Assim, a sequencia correta é a seguinte:
1. O Gilberto se compromete a levar algum assunto (não se sabe qual) ao presidente Lula – dia 25/6/2008, às 18:00
2. A Christiane pede o apoio do Gilberto para convencer o Lula a indicar o Bandarra – dia 25/6/2008, às 21:53
3. O Gilberto não responde a esse pleito – se tivesse respondido, a Veja apresentaria esse email
4. A Christiane agradece a atenção do Gilberto, sem especificar do que se tratava – 8/7/2008
5. O Gilberto, cortesmente, diz que ficou satisfeito com a nomeação – 15/7/2008
Ou seja, se vc excluir a manipulação da Veja, não sobra indício algum de esquema para facilitar a máfia do Arruda e do DEM, a não ser a palavra de alguém que está respondendo a processos referentes à Máfia dos Sanguessugas e era ligada ao esquema do Durval Barbosa.
Lamentável o jornalismo da Veja!
No FBI
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Uma vida vale R$ 2 mil por mês?

A culpa é da lentidão na Justiça, da omissão do Executivo e da incompetência no Congresso
Palmas para a Justiça em São Paulo, pela agilidade e pelo rigor. Será? A nutricionista Gabriella Guerrero, de 28 anos, que perdeu o controle de um Land Rover blindado e matou o administrador Vitor Gurman, de 24, na Vila Madalena, bairro paulistano com bares lotados à noite, terá de pagar R$ 2 mil mensais de indenização à avó do rapaz.
Ida Gurman, de 76 anos, era dependente do neto, que arcava com seu aluguel de R$ 1.600. Será que dona Ida ficou feliz? Além de não trazer o neto de volta, a pífia indenização não está garantida. “Cabe recurso”, na linguagem dos labirintos da Justiça. Gabriella pode se recusar a pagar e o processo pode rolar, rolar, rolar. Até prescrever. É a rotina.
Esse crime de trânsito aconteceu numa madrugada em julho do ano passado. Gabriella voltava de uma casa noturna com o namorado, Roberto Lima, dono do Land Rover blindado. Com o namorado sem condições etílicas de dirigir, ela assumiu o volante. Numa rua estreita, que só permitia 30 quilômetros por hora, Gabriella disse que perdeu o controle e capotou na calçada. Ela se negou a fazer o teste do bafômetro. Vitor morreu dias depois. Gabriella foi indiciada por homicídio doloso. Para a Justiça, ela estava consciente do risco de matar.
“A Justiça brasileira continua mais preocupada em defender os direitos do ofensor que os dos ofendidos. As indenizações são miseráveis”, afirmou o advogado Elias Mattar Assad. Desde 2009, ele tenta dar um desfecho digno a um homicídio bárbaro e duplo, cometido numa avenida de Curitiba pelo ex-deputado Carli Filho. A família tem influência política e é uma das grandes fortunas do Paraná.
Com 130 pontos na carteira e 23 multas por excesso de velocidade, Carli Filho tinha 26 anos e voltava de uma casa noturna, de madrugada, quando seu carro blindado, a cerca de 190 quilômetros por hora, cortou outro carro ao meio. Havia duas vidas ali, Gilmar Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20. Testemunhas confirmaram que o deputado estava bêbado. Carli Filho deverá ir neste ano a júri popular, mas até hoje não entregou sua carteira ao Detran.
“O ex-deputado continua nas praias de milionários”, me disse por telefone Cris Yared, a mãe de Gilmar. “Passa o verão no Jurerê Internacional, resort sofisticado em Florianópolis. No dia de um de seus julgamentos, ele estava no show da Beyoncé. É um deboche. Ele cortou a cabeça de meu filho, que foi encontrada a 40 metros, como num filme de terror.”
Pastora evangélica e empresária, Cris recebeu o caixão lacrado do filho três dias antes do Dia das Mães. Nunca viu o que restou dele. Gilmar cursava duas faculdades, de psicologia e jornalismo, e ia estudar na Austrália. Cris relutou em pedir indenização. Mas se convenceu de que, “infelizmente, só dói para essas pessoas quando dói no bolso”. O pedido de indenização não será de R$ 2 mil mensais: “Esse valor até ofende”.
Nenhuma indenização a viúva de Rudolf Lessak tem esperança de receber no Rio de Janeiro. Rosany perdeu o marido quando caminhava com ele numa manhã de domingo em outubro do ano passado. Rudolf foi morto por Juliana Ferreira Villela Lustosa, de 26 anos. Juliana subiu a calçada com sua picape Nissan Frontier 4x4 de R$ 80 mil e capotou. Ela não tinha habilitação. Rudolf morreu na hora. Juliana correu em casa, na mesma rua, para trocar a sainha da noite e o salto alto por um shortinho com chinelo e voltar à cena do crime, onde não fez teste de bafômetro. Muito menos exame de sangue.
No condomínio da atropeladora, o porteiro, seu Jânio, afirmou que “a família toda foi embora depois do desastre”. A mãe de Juliana também disse, por telefone, que eles mudaram de endereço. Como se isso bastasse para fugir da realidade. Nada mudou na vida de Juliana. Mesmo depois de matar sem habilitação, ela continua dirigindo.
“A única informação que recebo do Ministério Público é que Juliana vai ser indiciada por homicídio culposo, sem intenção de matar”, me contou Rosany, a viúva, ainda sem advogado, à espera da defensoria pública. “O advogado da Juliana disse que ela está sob tratamento psicológico. Mas a Juliana continua nas baladas. Todo mundo vê, todo mundo sabe. Agora, o que me admira é isto: como uma pessoa mata a outra e a preocupação maior na hora é trocar de roupa para descaracterizar o figurino da noitada?”
Gabriella, Carli Filho, Juliana. Todos com carros potentes, blindados. Todos com menos de 30 anos e já com mortes nas costas. Os maiores culpados dessa guerra no trânsito são a lentidão da Justiça, a incompetência do Congresso e a omissão do Executivo. Sem educação nem punição, não há solução. Ou a vida de um inocente não vale nada e fica tudo bem por R$ 2 mil ao mês?
Ruth de Aquino
No Época
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