9 de fev de 2012

2Cellos

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Débora Falabella diz que a educação em Minas Gerais é perfeita

Verdade seja dita, o MEC avalia bem o trabalho dos professores que realmente é feito com muita dignidade. Já o Governo do Estado de Minas, gasta milhões com propaganda enganosa e nunca valorizou de forma digna este trabalho. De qualquer forma, parabéns a Débora, muito boa atriz.
Professora mineira responde Debora Falabella e publica seu contracheque para mostrar o quanto os professores mineiros são "valorizados"
Querida Débora Falabella, às vezes vale a pena recusar alguns trabalhos apenas para não queimar seu filme com milhares de fãs. Às vezes vale a pena procurar mais informações sobre o personagem que você vai representar.
Milhares de PROFESSORES, ALUNOS E COMUNIDADES foram extremamente prejudicados pelo governante ditador e arbitrário que atualmente governa Minas Gerais.
Segue abaixo o MEU CONTRACHEQUE de setembro para demonstrar um pouco do que estou falando (este foi apenas um mês, se quiser posso te mandar os outros).
O mesmo que aconteceu comigo, aconteceu com centenas de milhares de outros professores, pais de família que não tiveram como colocar comida na mesa porque o governador acreditou que podia cortar cada centavo do nosso salário e o fez.
Então, querida, não me venha falar de coisas que não sabe, demonstrando um conhecimento de causa que, na verdade, DINHEIRO NENHUM JAMAIS TE DARÁ. 
No Maria da Penha Neles!
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A dignidade humana é um valor supremo

É diferente quando a cena é com nordestinos, com mulatos, com pobres?
O professor de Direito Civil José Osório de Azevedo Júnior, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo, dá hoje, em artigo na Folha, uma lição irrespondível aos que trataram a Lei e o Direito como se elas fossem construções desumanas, que tivessem uma existência de per si e não fossem intrumentos do convívio harmônico entre seres humanos.
Ele dá uma aula, em poucas linhas, capaz de atirar ao pó da vergonha os sabichões jurídicos que, em nome do respeito a decisões judiciais, justificaram a barbárie e produziram aquilo que chamamos de “os flagelados do Judiciário“.
E, também, aos governantes que, invocando ordens judiciais, agiram como feitores, de chicote em punho contra os indefesos.
O Dr. Osório de Azevedo Jr., com seu artigo, deveria estar fazendo corar a essa gente, se ela ainda corasse de vergonha por alguma coisa.
Ainda o Pinheirinho
“Os fatos são conhecidos: uma decisão judicial de reintegração de posse sobre uma favela. A ocupação começou em 2004, por pessoas necessitadas de moradia.
Segundo a Folha, a proprietária obteve reintegração liminar em 2004. Durante um imbróglio processual, os ocupantes permaneceram. Em 2011, uma nova decisão ordena a reintegração. Foi essa a ordem que o Poder Executivo cumpriu no dia 22 de janeiro, com aparato policial, caminhões e máquinas pesadas.
A ordem era, porém, inexequível, pois, em sete anos, a situação concreta do imóvel e sua qualificação jurídica mudaram radicalmente.
O que era um imóvel rural se tornou um bairro urbano. Foi estabelecida uma favela com vida estável, no seu desconforto. Dir-se-á que a execução da medida mostra que a ordem era exequível. Na verdade, não houve mortes porque ali estava uma população pacífica, pobre e indefesa.
Ninguém duvida da exequibilidade física da ordem judicial, pois todos sabem que soldados e tratores têm força física suficiente para “limpar” qualquer terreno.
O grande e imperdoável erro do Judiciário e do Executivo foi prestigiar um direito menor do que aqueles que foram atropelados no cumprimento da ordem.
Os direitos dos credores da massa falida proprietária são meros direitos patrimoniais. Eles têm fundamento em uma lei também menor, uma lei ordinária, cuja aplicação não pode contrariar preceitos expressos na Constituição.
O principal deles está inscrito logo no art. 1º, III, que indica a dignidade da pessoa humana como um dos fundamentos da República. Esse valor permeia toda a ordem jurídica e obriga a todos os cidadãos, inclusive os chefes de Poderes.
As imagens mostram a agressão violenta à dignidade daquelas pessoas. Outro princípio constitucional foi afrontado: o da função social da propriedade. É verdade que a Constituição garante o direito de propriedade. Mas toda vez que o faz, estabelece a restrição: a propriedade deve cumprir sua função social.
Pois bem, a área em questão ficou ociosa por 14 anos, sem cumprir função social alguma. O princípio constitucional da função social da propriedade também obriga não só aos particulares, mas também a todos os Poderes e os seus dirigentes.
O próprio Tribunal de Justiça de São Paulo já consagrou esse princípio inúmeras vezes, inclusive em caso semelhante, em uma tentativa de recuperação da posse de uma favela. O tribunal considerou que a retomada física do imóvel favelado é inviável, pois implica uma operação cirúrgica, sem anestesia, incompatível com a natureza da ordem jurídica, que é inseparável da ordem social. Por isso, impediu a retomada. O proprietário não teve êxito no STJ (recurso especial 75.659-SP).
Tudo isso é dito porque o cidadão comum e o estudante de direito precisam saber que o direito brasileiro não é monolítico. Não é só isso que esse lamentável episódio mostrou. Julgamento e execução foram contrários ao rumo da legislação, dos julgados e da ciência do direito.
Será verdade que uma decisão tem de ser cumprida sempre? Só é verdade para os casos corriqueiros. Não para os casos gravíssimos que vão atingir diretamente muitas pessoas indefesas.
Estranha-se que o governador tenha usado o conhecido chavão segundo o qual decisão judicial não se discute, cumpre-se. Mesmo em casos menos graves, os chefes de Executivo estão habituados a descumprir decisões judiciais. Nas questões dos precatórios, por exemplo, são milhares de decisões judiciais definitivas não cumpridas.”
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CNJ ganha mais uma no Supremo Tribunal Federal

Após manter poderes de investigação, STF manteve também as regras do Conselho Nacional de Justiça para julgamento administrativo disciplinares contra magistrados
O CNJ leva mais uma no Supremo. As regras do conselho para julgamento administrativo disciplinares contra magistrados foram mantidas. O limite da investigação será de 140 dias e o prazo para o acusado apresentar defesa prévia é de 15 dias. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (8), por maioria de votos (seis a cinco) pelo plenário do STF.
Com a decisão de hoje, o CNJ sai vitorioso na queda de braço que manteve com setores corporativos da toga. Os ministros terminaram a análise da ação da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros). A entidade questionou diversos pontos da resolução 135 do CNJ, que estabeleceu as regras de seu funcionamento.
Na semana passada, também por maioria de votos, o Supremo devolveu o poder do CNJ para investigar magistrados, independentemente das corregedorias locais, sem precisar se justificar para isso.
Nesta quarta-feira, a maioria dos ministros entendeu que a Constituição Federal também deu poder ao CNJ para regulamentar, em âmbito nacional, o funcionamento deste tipo de processo. Sobre este ponto, a resolução também definiu, por exemplo, que o presidente e corregedor de cada tribunal sempre votam nestes casos.
A AMB conseguiu suspender apenas um ponto da resolução: o que permitia o afastamento do magistrado antes mesmo da abertura de processo disciplinar, caso sua permanência da função possa prejudicar as investigações.
“Se há motivos para o periculum in mora [o perigo de manter o juiz no cargo], já há motivos para abrir o processo”, argumentou o ministro Luiz Fux, ao defender que só pode ser afastado um juiz a partir da abertura do processo disciplinar.
Seu colega de toga, ministro Gilmar Mendes afirmou que até entendia as razões do artigo, mas afirmou que ele é inconstitucional.
O Supremo também decidiu manter regulamentação do CNJ sobre a aplicação da pena contra magistrado. A norma define que, nos casos em que houver maioria de votos pela punição do magistrado, mas manifestar-se divergência, durante o julgamento, sobre qual pena aplicar, será adotada a proposta mais branda.
Os ministros, no entanto, decidiram incluir expressamente a seguinte observação. Quando houver divergência, cada pena deverá ser analisada separadamente pelo tribunal até que se forme uma maioria absoluta sobre a aplicação de alguma delas.
Fernando Porfírio
No Brasil247
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Paulo Henrique Amorim: "Dilma partilha controle, FHC vende a preço de banana"

Jornalista analisa o sistema de privatização dos aeroportos pelo governo Dilma e faz uma comparação com as privatizações da era FHC.
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Não é ideologia. É visão de país e moralidade pública

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz hoje que privatização não é uma questão ideológica.
Questão ideológica é a propriedade dos meios de produção. É a discussão, que não está posta neste Governo, entre socialismo e capitalismo.
Totalmente diferente é o patrimônio público e o controle dos serviços públicos essenciais.
Separemos as coisas.
Entregar patrimônio público para grupos privados em condições ruinosas não é ideologia, é dilapidação.
Se as condições não são ruinosas, a questão passa a ser outra, a da importância daquele patrimônio para aqueles em nome dos quais você o administra e se a sua função é pequena ou suprível de outras formas.
A Vale, por exemplo, foi privatizada em condições ruinosas e tinha uma importância estratégica para o país – pelo fato de deter as maiores jazidas de ferro do planeta – insubstituível.
Tivemos N+1 governos de direita e nenhum deles tentou vender a Vale, exceto do de FHC.
Dizer, como fez FHC, que o que foi feito aos aeroportos ontem segue o mesmo modelo do que fez ele à Vale é uma mistificação absurda, que não se sustenta diante de um sopro.
É o mesmo que dizer que alugar um apartamento é o mesmo que vendê-lo.
Pior, porque no imóvel há um cofre contendo uma fortuna incalculável, que vai junto.
A Vale foi vendida, os aeroportos tiveram a administração concedida.
Na concessão, não há entrega de patrimônio, que retorna ao Estado, com todas as benfeitorias.
A questões, aí, são de outra ordem: se o serviço é essencial – e neste caso se permanece controlável pelo concedente - se a concessão atende ao interesse da população, a quem são entregues, e se é pago ao poder público por ela uma justa remuneração.
Nas concessões da telefonia, por exemplo, o princípio da essencialidade deveria fazer com que o Estado mantivesse o podere os instrumentos para controlá-la, e ele abriu mão disso. As concessionárias são donas do negócio, que virou uma caixa-preta diante da qual a Anatel faz papel de pateta.
O Estado não tem capacidade sequer para fixar tarifas. Ou alguém é capaz de dizer quanto custa um minuto de ligação telefônica?
Que dirá a de dirigir os investimentos na direção do que seja necessário para a população, como estamos vendo no processo de universalização da banda larga, que se arrasta a passos de cágado manco.
O processo de concessão das teles não apenas foi “preparado” com um brutal aumento das tarifas telefônicas como a outorga foi financiada com dinheiro do próprio Estado – caso da Telemar, hoje Oi – e dada ao controle de multinacionais.
Nem é preciso entrar nos meandros da corrupção e favorecimentos que aconteceram ali e que estão parcialmente descritos no A privataria tucana, de Amaury Ribeiro Júnior.
Pode-se ser favorável ou contrário à uma gestão mista – 51% privada e 49% da Infraero - de três grandes aeroportos do País. Mas não se pode apelar.
A primeira apelação é dizer que fora prometido manter exclusivamente estatais os aeroportos, como já ficou claro que não, nas palavras da própria então candidata Dilma Rousseff.
A segunda é comparar, por mais que se possa criticar, esta concessão às privatizações da era FHC.
E a terceira, e mais grave, é apelar para isso com o fim de se defender das evidências de que houve, além do crime de lesa-pátria, favorecimentos e maracutaias naqueles processos.
O problema de Fernando Henrique Cardoso não é ter privatizado por ser de direita. É ter privatizado por ser um vendilhão da pátria.
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FHC comenta privatização dos aeroportos

Em depoimento ao Observador Político, Fernando Henrique Cardoso fala sobre as privatizações desde o governo de José Sarney, cita a participação do BNDES e dos fundos de pensão e diz que essa não é uma questão ideológica.
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A concessão

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Gritaria contra as concessões tem duas boas razões

Os tucanos estão inquietos, desarvorados diante do sucesso do leilão dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Campinas, do qual participaram 11 consórcios e se chegou a um ágio médio de 348% acima do preço inicial.
Foi o suficiente para várias estrelas de plumagem colorida tucana saírem do ninho para criticar as concessões dos aeroportos. Fazem de tudo para passar à opinião pública a ideia de que elas são a retomada do processo de privatização que eles promoveram durante os oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso.
O agora - e de novo - presidenciável senador Aécio Neves (PSDB-MG), por exemplo, acusa o PT de copiar iniciativas econômicas da gestão tucana. "Há um software pirata em execução no Brasil. Porque o original é nosso”, afirmou. Outro senador tucano, Aloysio Nunes Ferreira Ferreira Filho (PSDB-SP) prefere a ironia: "Quero saudar esse reposicionamento do PT em relação às privatizações. Vamos ficar livres da cantilena do PT que a cada eleição as demoniza".
E o mais destacado editorial do principal reforço tucano nessa linha, o Estadão de hoje, tem o título "A primeira privatização petista".  Entre os tucanos, a mais entusiasmada com a estratégia de passar a opinião pública que o PT também privatiza, a economista Elena Landau, em entrevista à Folha de S.Paulo pontifica: "passei o bastão, a musa das privatizações agora é a presidenta". E fulmina: as concessões agora igualam o PT ao PSDB.
Desatinos da gestão tucana
Luiz Carlos Mendonca de Barros - presidente do BNDES e ministro das Comunicações no governo FHC até faz reparos. O modelo das concessões dos aeroportos, confessa, “não é o meu modelo ideal”. Realmente, concordo, não é o mesmo modelo que deu de presente a Vale e retirou o Estado da telefonia desnacionalizando o setor.
Toda essa orquestração não passa de desespero do tucanato frente ao sucesso das concessões feitas pelos governos do PT. Aliás, há que se diferenciar concessão de privatização, como bem pontua, hoje, o nosso colaborador José Augusto Valente, em seu artigo “Governo faz gol de placa em licitação de aeroportos ”.
Com estas concessões de agora, apenas repete-se o bom desempenho dos governos dos presidentes Lula e Dilma Rousseff no setor de rodovias - concedidas mediante exigências completamente diferentes das estabelecidas nesta área pelo tucanato. E vêm aí as concessões dos portos e as revisões dos contratos das ferrovias, onde nunca o poder público investiu tanto.
É bom que se diga, ainda, que boa parte das ações do governo é feita para consertar desatinos da gestão tucana. É por isso que hoje assistimos a ampliação dos investimentos públicos na infraestrutura, em energia, petróleo e gás, que praticamente não existiram nos oito anos da era FHC.
Arrogância e desespero
Quando os tucanos apresentam as concessões como “privatizações” –  e eles sabem a diferença - e com apoio de parte da mídia, as consideram prova de que não temos “capacidade administrativa” e de investir, na verdade apenas externam seu nervosismo e arrogância.
Comparando-se os dois períodos (oito anos de tucanato e nove de petismo) os dados e números os desmentem tranquilamente. No caso dos aeroportos, indicam exatamente o contrário: foi o governo Lula quem mais investiu na área.
A percepção pode até ser outra - também, devidamente auxiliada pela mídia - mas porque vivemos um boom de crescimento do setor com o aumento do número de passageiros. O total de pessoas que viajam de avião mais do que dobrou na era Lula.
Passaram recibo
Na era tucana o cenário era outro. O país parou, não crescia, e quebrou duas vezes. O Brasil foi de pires na mão pedir dinheiro ao FMI. Não investia quase nada em infraestrutura, e nada em petróleo e gás. Em energia, nem vale a pena mencionar. O apagão de 2001 fala por si.
Tanto alarde feito pelo PSDB comprova apenas uma coisa: os tucanos passaram recibo, estão com ciúmes! Como vemos, o motivo para tanto nervoso é que... o Brasil está dando certo!
Mas há, ainda, uma outra razão oculta para os tucanos baterem tanto nos contratos de concessões. Eles estão de olho é no livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., publicado pela Geração Editorial. Toda essa gritaria é para esconder a privataria tucana denunciada no livro. Com documentos. Esta, sim, precisa ser investigada e sua história contada...
Zé Dirceu
No Blog do Zé
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Serra à beira de um ataque de nervos

Emparedado politicamente no PSDB e sem ter como verter seus rancores com Aécio, Alckmin e FHC, José Serra areganha os dentes para o governo e para o PT, em seu artigo, hoje, no Estadão.
Numa linguagem pra lá de agressiva, tenta comparar os episódios da Bahia e do Pinheirinho, o que é, já de plano, uma sandice. Primeiro, não se está invadindo com polícia a casa de quem está lá, quieto. Aliás, não se está invadindo nem mesmo a Assembléia tomada pelos policiais com o Exército. Embora não reflita, certamente, o ânimo da maioria dos policiais, a revelação de que o líder da manifestação – por sinal, alojado no PSDB - dialogava com outro policial que ia “queimar carretas na BR” mostra a falta de equilíbrio que tomou conta do grupo dirigente do movimento, e nem assim se está ordenando uma invasão brutal como a de Pinheirinho, mesmo com mandados judiciais a cumprir.
Serra compara o movimento dos policiais baianos ao de policiais civis paulistas em seu Governo. Mas, naquela ocasião, o que se fazia senão uma passeata? Tomou-se a Assembléia paulista? Ninguém está pondo em questão o direito de qualquer categoria se manifestar, reivindicar. E, felizmente, sem o comportamento tucano do “reustaure-se a ordem a qualquer preço”, a ocupação da Assembleia acaba de terminar, sem qualquer agressão ou violência estúpida.
Aí está a diferença, senhor Serra. A prudência, o limite, a falta de quer fazer do “prendo e arrebento” uma ferramenta de marketing político.
Daí, Serra descamba para os aeroportos, dizendo que tudo o que foi feito é o que ele desejava fazer. Ótimo, então porque o senhor não aplaude? Criticar a forma de concessão que preserva o controle público sobre o aeroporto de Viracopos? Como, se é esta a fórmula que, em 2008 (e não 2007, como é dito no artigo) estava em discussão? Não seria bom, também, informar aos seus leitores que houve um longo processo de desapropriação para permitir a expansão do aeroporto, que até 2010 sequer tinha as obras aprovadas pelo Governo de SP, como se vê nesta manifestação de seu auxliar e presidente dos tucanos paulistas, Alberto Goldman (na qual, aliás, ele defende que o “trem bala” fique restrito ao trecho paulista, excluindo o Rio de Janeiro).
Como já disse, pode-se discutir conveniência ou não da administração dos três aeroportos concedidos por grupos privados, mas não se pode mentir sobre fatos. Dizer que a concessão destes aeroportos foi “satanizada” pela candidata que o derrotou não corresponde aos fatos, porque ela o disse claramente na televisão. Podemos até não gostar disso, mas não manipular fatos.
Porque Serra termina seu destampatório dizendo ser um dos que acredita que “política também se faz com princípios, programa e coerência”.
E nós vimos, durante a campanha a que “princípios, programa e coerência” está ligado o comportamento de José Serra.
PS. Como sempre, nas manifestações de Serra, sobra para a blogosfera. Seríamos “como aquelas antigas claques de auditório, seguindo disciplinadamente as placas que alternam “aplaudir”, “silenciar” e ‘vaiar’ “. Ele não perdoa a internet por ter feito o “A privataria tucana”vencer o silêncio da grande mídia, que – ela, sim - segue as plaquinhas a que ele se refere. Ou ele queria que, na internet, só o Reinaldo Azevedo falasse?
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Sem sexo e álcool, BBB perde força

O título acima não é de minha autoria. É da reportagem de Cecília Ritto, publicada na insuspeita revista Veja. Segundo a repórter, desde o suposto estupro no BBB-12, “a produção limita bebidas e os participantes se afastam do edredom. Resultado é um reality show pacato e com audiência em queda”. Ou seja: o apelo às baixarias é que garantia o “sucesso” do programa da TV Globo.
Ainda segundo a revista, “os participantes da casa e a produção vivem uma espécie de ressaca moral. Depois de alcançar um pico de audiência na semana em que Daniel foi expulso, considerado culpado pela Rede Globo no episódio do edredom com Monique, o Big Brother perdeu força – ele despencou da casa dos 30 pontos de audiência para 16, uma de suas marcas mais baixas”.
Operação abafa e maior cautela
O episódio do suposto estupro, envolvendo Daniel Echaniz e Monique Amin, causou indignação em setores da sociedade. Diante das imagens, amplamente difundidas nas redes sociais, até a Polícia Federal foi acionada para visitar os estúdios da TV Globo no Rio Janeiro, o Projac. De imediato, a emissora tentou abafar o caso. Expulsou o acusado e deu o assunto por encerrado.
Ao mesmo tempo, porém, a produção do BBB passou a ser mais cautelosa, cortando bebidas e evitando o famoso edredom, por temer conseqüências mais graves. Num ato de protesto em frente à sede da emissora em São Paulo, entidades que lutam pela democratização da comunicação chegaram a propor que o governo reavalie a concessão pública para a TV Globo.
Faustão versus Boninho
As medidas adotadas pela famiglia Marinho ainda não deram o resultado esperado. A operação abafa não funcionou a contento. No último domingo (5), o próprio Fausto Silva reascendeu a polêmica ao anunciar que convidaria brother Daniel Echaniz para se defender. A iniciativa irritou a direção da TV Globo. Boninho, o chefão das baixarias, disparou: “[Faustão] não cuida do BBB”.
Para piorar, há indícios de queda no número de anunciantes do programa. Segundo a coluna Outro Canal, da Folha de ontem (7), o BBB-12 perdeu publicidade desde o suposto caso de estupro. Em relação à edição anterior, a atual temporada teve 17 inserções comerciais a menos. O reality show é uma mina de ouro. No ano passado, só com merchandising a TV Globo faturou R$ 380 milhões.
Queda na publicidade
Segundo levantamento da empresa Controle da Concorrência, que monitora inserções comerciais, o BBB-12 teve queda de 25,3% em ações de merchandising em relação ao BBB-11. “A Folha apurou que os anunciantes estão preocupados com a polêmica que culminou na expulsão do modelo Daniel Echaniz, e que muitos não querem mais ter sua imagem associada ao programa”.
Todos estes fatores colocam o maior programa de baixarias da tevê brasileira na berlinda, como já apontou a própria revista Veja na reportagem sobre a queda de audiência:
“A freada de arrumação no BBB sinaliza o que podem ser mudanças na forma que a Globo enxerga o programa. A exploração das insinuações de sexo e o clima de ‘liberou geral’ estimulado nas festas tornaram-se, ao longo das 12 edições, em característica central do programa. Depois que a polícia bateu à porta do Projac e o público, nas redes sociais, repudiou os excessos do BBB, caiu a ficha: o reality show criou uma estranha dependência do apelo sexual. Se o diretor Boninho sabe como mantê-lo no topo da audiência sem a bebedeira e as cenas quentes do edredom, ainda não mostrou”.
Altamiro Borges
No Blog do Miro
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Urubóloga mente: Infraero não pagará pela concessão.

Miriam Leitão tem o direito à opinião dela. Quer ser do contra? O problema é dela (e de quem a leva a sério).
O que não é aceitável é publicar informação mentirosa.
E na ânsia de atacar o governo Dilma, Leitão acabou publicando uma grande mentira sobre a concessão dos aeroportos, em sua coluna do jornal "O Globo", replicada em seu blog.
No leilão de concessão do Aeroporto de Guarulhos, o consórcio vencedor pagará R$ 16,2 bilhões pela concessão. A Infraero terá 49% da concessão sem pagar nada.
Mas veja só o que Miriam Leitão escreveu:
"... Além disso, a estatal que vendeu (sic) o ativo, a Infraero, permanece com 49% e, portanto, pagará metade da conta de R$ 16,2 bilhões. Fica na estranha situação de pagar por ter vendido (sic) ..."
Miriam não fez o dever de casa ou não entendeu direito e confundiu "Carolina de Sá Leitão com Caçarolinha de assar leitão".
A Infraero não terá que pagar nada por esta concessão.
O que haverá nos próximos 20 a 30 anos é um número coincidentemente muito parecido (R$ 16,1 bilhões) em investimentos para ampliação dos aeroportos, porém este valor é o total dos investimentos de longo prazo nos três aeroportos concedidos. Ora, se haverá esses investimentos e a Infraero tivesse 100% da concessão teria que investir sozinha todo esse valor, se tem 49% terá que investir este percentual, assim como receberá também 49% dos lucros. Nada mais óbvio e normal em qualquer empreendimento.
Há outras mentiras no texto, como confundir conceder com privatizar e com vender, mas a mais feia é esta acima.
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Fox Sports divulga nota sobre transmissão do jogo Inter x Juan Aurich

O Fox Sports por três ocasiões liberou partidas de clubes brasileiros aos canais FX e Speed. Os próximos jogos estarão disponíveis somente nas operadoras que já negociaram a inclusão do Fox Sports em seu menu de canais. Para acompanhar a programação do canal e as transmissões esportivas, os assinantes devem contatar a sua operadora em busca de informações.
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Petrobras: “sabedoria” do mercado engasga o professor “sabichudo”

Como o “especialista” Adriano Pires tem parcos recursos intelectuais, e ficha graduada na ANP de FHC, O Globo escalou agora um economista da PUC carioca – que, com honrosas exceções é o grande consulado tucano no Rio de Janeiro – para atacar a Petrobras. Rogério Werneck, em artigo publicado hoje, à guisa de “dar conselhos” à nova presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster toma a si a tarefa de não baixar o fogo de artilharia contra a maior empresa brasileira.
E adivinhem o que ele aconselha, no artigo intitulado “O engasgo da Petrobras”?
Lógico, abrir o pré-sal às empresas privadas – e estrangeiras – e interromper o ” faustoso programa de favorecimento à produção local de equipamentos”, ou seja, importar navios, sondas, maquinario, etc.
Justiça seja feita, nem o “líder e guia espiritual” da privataria, Fernando Henrique Cardoso jamais foi tão explícito.
A Petrobras, segundo Werneck, por estabelecer conteúdos elevados de produção nacional, teria sido transformada em um “poderoso cartório de distribuição de benesses a produtores de equipamentos”.
Leia-se, à indústria brasileira, aquela mesmo que o tucanato serrista vive falando que está se acabando.
Diz ele que, comprando fora, a empresa será mais eficiente.
E usa como exemplo a contratação, no Brasil, de sondas para águas ultraprofundas, que teria gorado por preços elevados demais.
Ora, sondas têm mesmo preços elevados em todo o mundo. Aqui, para serem feitas pela primeira vez, certamente não atingirão os preços de indústrias que as fazem há décadas e em escala em outros países. Mas podem chegar bem perto, até porque o horizonte de produção destes equipamentos não se encerrará nas primeiras encomendas.
A Petrobras está sendo criteriosa e dando as “freadas de arrumação” que são necessárias para moderar os apetites de lucro dos possíveis fornecedores. E a nova presidente da empresa, pelo seu estilo, teve nisso uma das razões de sua escolha. Porque Graça Foster irá, certamente, endurecer e exigir isso, e até mesmo, pontualmente, recusar um ou outro preço exorbitante comprando lá fora.
Mas a Petrobras e o Brasil não podem abrir mão de criar aqui um parque produtivo da indústria do petróleo para, em lugar disso, simplesmente importar ou alugar lá fora os equipamentos indispensáveis.
Não apenas porque isso seria um crime contra o povo brasileiro, que tem o direito de aproveitar em empregos, renda, impostos e aquisição de conhecimento aquilo que a cadeia produtiva do petróleo tem a dar como, sobretudo, porque é uma estupidez acelerar importações de alto valor agregado – como são os equipamentos petrolíferos – para apressar exportações de petróleo bruto, cujo preço de daqui a dois anos não se pode precisar e dificilmente se sustentará nos atuais patamares.
Mas o professor Werneck é um “fundamentalista de mercado”, parte de uma corrente sectária que acha que a “sabedoria” dos agentes privados irá despejar o maná sobre nós. Ou, pelo menos, sobre o Leblon e os Jardins.
Há muitos anos defende o dogma dos preços absolutamente livres dos derivados de petróleo, na base do “quem pode, paga, quem não pode que se dane”.
E o faz com bravura, em sua duradoura cátedra no Estadão e agora em O Globo. Em 2002, criticava Serra por ser “pouco fernandista”, em 2006, criticava Alckmin por ter “caído na esparrela” de não defender as privatizações de peito aberto. E em 2010, sem mais santos aos quais apelar, maldizia o favoritismo de Dilma Rousseff afirmando que se devia a políticas absurdas como as compras no Brasil feitas pela Petrobras e à, como classificava, “custosa” política de “reajuste sistemático do salário-mínimo a taxas substancialmente mais altas que a inflação”.
Mas o cultuador da sabedoria do “mercado” acabou se engasgando, ele próprio, diante do seu Oráculo. A Petrobras acaba de fazer uma captação no exterior de US$ 7 bilhões, às menores taxas de juros já obtidas pela empresa, dinheiro que será usado para acelerar o desenvolvimento da exploração de petróleo em bases racionais e não no esquema “Agnelli” do minério de ferro, o do “arranca tudo depressa, vende logo e o país que se lixe”.
E os US$ 7 bilhões, notem, foram menos de um terço da demanda do mercado por títulos da Petrobras. Porque o mercado sabe que a Petrobras é um dos mais sólidos investimentos do mundo.
E o mercado, que o professor Werneck julga sábio, é mais sabido do que ele.
Fernando Brito
No Projeto Nacional
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Senador evangélico quebra o decoro parlamentar

Magno Malta
O senador evangélico Magno Malta (ES), líder do PR, declarou guerra santa ao ex-seminarista Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. Em linguagem pouco cristã, chamou-o de “safado”, “mentiroso”, “irresponsável”, “cara de pau”, “camaleão” e “ministro meia-boca”.
Suposto aliado do governo, o senador peérre desancou o auxiliar que Dilma Rousseff chama de Gilbertinho do alto da tribuna. Ao noticiar o discurso de Malta, a agência de notícias do Senado cuidou de filtrar-lhe o destempero.
Em notícia levada ao site oficial, anotou-se que o orador considerara “irresponsável” um comentário do ministro sobre os evangélicos. De resto, reproduziu-se uma frase em que o senador diz sobre Gilbertinho: “Mente com muita facilidade, escamoteia, tem comportamento dúbio.”
Deve-se à repórter Maria Lima uma reconstituição mais completa. Testemunha da cena, ela empilhou em seu relato os outros adjetivos. O ministro acendeu o pavio do senador ao participar, dias atrás, de encontro com representantes de movimentos sociais. Deu-se no Fórum Social ocorrido em Porto Alegre (RS).
Durante a conversa, Gilbertinho aconselhara a turma dos “movimentos” a se aproximar do pedaço evangélico da sociedade. Uma gente que emerge para a classe média, mas continua dominada por telepastores.
Malta indignou-se: “Ora, vá procurar sua turma, seu Gilberto Carvalho! Está brincando com o quê? Não são os evangélicos que compram e vendem cocaína no Brasil!”
Disse mais: “Temos que reagir a essa fala irresponsável desse ministro meia-boca. Vou falar uma coisa agora porque depois vou ser processado: safado! Acho bom respeitar as pessoas!”
Prosseguiu: “Acho bom respeitar o povo e as pessoas que promovem a paz neste país, aqueles que podem subir o morro, ganhar almas para Jesus, abrir igrejas. Que Deus tenha misericórdia com Gilberto Carvalho.”
Admirador de Lula, a quem Gilbertinho serviu como chefe-de-gabinete, Malta recordou: na sucessão presidencial de 2002, valendo-se do pé que mantém nos templos, correra o país em campanha para “desdemonizar” Lula.
Afirma ter repetido a cruzada em 2010. Dessa vez, saiu em socorro de Dilma, “considerada abortista”. Dirigindo-se ao ministro, insinuou que o petismo pode voltar a precisar dele: “Barriga não dói só uma vez não, seu cara de pau! […] Lave sua boca com álcool”.
Como se vê, Deus existe. Mas não dá expediente em tempo integral. Convém ao Padre Eterno abrir os olhos. Do modo como a coisa caminha, o Tinhoso acaba convencendo a platéia de que Ele não merece existir.
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Termina a greve de fome de Pedro Rios Leão

“Depois da manifestação de hoje, e no decorrer da tarde, eu fui perdendo definitivamente a voz, e quase desmaiei umas duas vezes. Fiz uma greve de fome de 11 dias. Talvez seja um protesto ridículo, mas foi o que eu soube fazer. Amanhã eu tenho um compromisso inadiável, no qual eu preciso falar, e para o qual eu tenho me mobilizado durante os últimos dias. Com isso a greve de fome perde o sentido. Com medo de perder esse momento, comi meu primeiro pedaço de melancia agora. 11 dias sem sentir gosto nenhum, 12 quilos a menos no meu corpo. Espero que sirva para alguma coisa. Não peço desculpas pelo transtorno. Isso foi só uma tentativa.” 
Pedro Rios Leão
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Trombadinha da Veja é absolvido por incompetência criminal

Delinquente
incompetente
Na sentença, o juiz disse que, como a camareira impediu a entrada do repórter Gustavo Ribeiro no quarto de Dirceu, em hotel de Brasília, não houve crime
O 3° Juizado Especial Criminal de Brasília decidiu arquivar o processo no qual o repórter da revista "Veja", Gustavo Ribeiro, respondia por suposta tentativa de invasão ao quarto de hotel do ex-ministro José Dirceu.
Segundo o boletim de ocorrência registrado na 5ª Delegacia de Polícia do DF, Ribeiro tentou convencer uma camareira do hotel a abrir o quarto ocupado por Dirceu, alegando ser o hóspede e ter perdido as chaves. A camareira não atendeu ao repórter e comunicou à segurança do hotel, fazendo com que o jornalista deixasse o hotel sem fazer o check-out.
O caso ocorreu dias antes de a revista publicar reportagem, em agosto de 2011, em que acusa Dirceu de manter um “gabinete” no hotel, onde recebe políticos, e de conspirar contra o governo da presidente Dilma Rousseff.
A reportagem traz fotos do corredor do hotel, em que Dirceu aparece, em momentos diferentes, ao lado de senadores e deputados; do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, e do ministro de Desenvolvimento Econômico, Fernando Pimentel. O hotel afirma que as imagens divulgadas não são de suas câmeras de segurança e acusa a revista de grampo ilegal.
Na sentença, o juiz disse que, como a camareira impediu a entrada do repórter Gustavo Ribeiro no quarto de hotel, não houve a invasão.
O juiz decidiu ainda que todas as provas sejam devolvidas ao hotel ou destruídas caso não sejam recolhidas.
A defesa de Dirceu discordou da decisão. "Houve a tentativa, e a lei prevê expressamente que é uma conduta punível. Mas somos vítimas, o titular da ação infelizmente é o Ministério Público, que deveria recorrer", disse o advogado Hélio Madalena.
Procurada, a "Veja" disse que não iria se manifestar.
Com Esquerdopata
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Baianos famosos sonegam solidariedade a Salvador

A greve dos policias militares ensanguentou Salvador, e os filhos célebres da Bahia se calam; onde estão Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nizan Guanaes, João Ubaldo Ribeiro, Ivete Sangalo, Moraes Moreira, Duda Mendonça? Por que se atocaiaram e não saíram em defesa da cidade?
“Onde estão, nessa altura do campeonato, a Caetana e o Bethanio?”, indagou-se, num restaurante baiano nos Jardins, zona sul de São Paulo, um consultor igualmente baiano. Trocas de gênero e maldades à parte, a indagação conduz a uma inevitável tragédia moral da brasilidade. Afinal, quem ama estrofes ama também catástrofes, notava o finado e refinado ensaísta José Guilherme Melchior. Face a crise da PM e vilanias específicas. Onde estão os epígonos que a Bahia deu de barato nos últimos trinta anos como grandes brasileiros, donos de modelos de vida a serem imitados? Onde estão Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nizan Guanaes, Claudia Leitte, João Ubaldo Ribeiro, Ivete Sangalo, Moraes Moreira, Duda Mendonça? Por que se atocaiaram e não saíram em defesa da terrinha?
No caso dos baianos que gostam de cantar na televisão, como referia Paulo Francis, a explicação é muito clara: quando, no fim da ditadura, a metáfora deixou de ter representatividade na cultura brazuca, lenta e armagedonicamente as letras dos baianos foram perdendo a força – afinal, notou Freud, toda boa arte nasce da repressão. Os baianos que gostam de tocar na televisão se sofisticaram em outras tarefas: na criação de um lobby que defendesse cegamente o desbunde e a confusão de que brasilidade significava, tão somente, baianidade.
O que sobrou disso foi um lobby que este colunista batizou nos anos 90 de “a máfia do dendê”. Em que apaniguados específicos, circunscritos no íntimo da máfia do dendê, deveriam ser protegidos a todo custo. O lobby dos baianos que gostam de cantar na televisão sempre confeccionou cocô achando que o cheiro era secundário ao artefato. Até que começou a vazar pelo ladrão, no final dos anos 90, a lista com os nomes de hordas e hordas de jornalistas demitidos das redações por intervenção dissuasiva e direta de Caetano Veloso, Gilberto Gil et caterva.
Caetano Veloso chegou a se referir a um repórter cuja demissão ele comandou como “um branquinho da Folha de S.Paulo”. Esse lobby chegou ao seu paroxismo de posse do poder quando Gilberto Gil, obviamente, virou ministro da Cultura. A partir dessa época, por exemplo, todo latino que quisesse se apresentar no festival de Montreaux, na Suiça, deveria ser indicado pessoalmente por Gilberto Gil ao organizador Claude Nobbs. Nenhum repórter, nenhuma corregedoria, nenhuma advocacia-geral, nenhum ministério público investigaram a contento a rede de advogados que tinham seus projetos aprovados pela Lei Rouanet e que tinham ligações com o Gilberto Gil ministro e agora com a sua sucedânea, a Ana Hollanda ministra. Paga a pena investigar o assunto. Mas não, obviamente, sem levar sobras.
Diabeticamente verde e amarela, a máfia do dendê e seus vibrantes entusiasmos pela defesa da “baiano-brasilidade” vai se calar, sim, diante da tragédia baiana. Sabem por quê? Por uma questão pura de consciência de classe, como notava o marxista magiar Gyorgy Lukacs. A consciência de classe da máfia do dendê desliza, tecnicamente, para uma espécie de voduísmo, cujos passos são bem conhecidos por quem minimamente conhece como essa gente opera. As práticas dessa classe baiana, incivilizadas ou semicivilizadas, constituem-se das seguintes práticas: repórter que lhes faz oposição não pode mais indicar blogueiro para receber mamatas e sinecuras pecuniárias do Estado; repórter-crítico pode perder atávica e sempiternamente o seu emprego na área de cultura; já repórter que lhes chupa as galhetas (lembrando que em Machado de Assis “chupa galhetas” é ajudante de padre, e só isso), tem passaporte ilimitado junto a grandes artistas da MPB, e por aí vai...
A cultura brasileira sempre foi geograficamente sazonada. Concretista paulistano, artista baiano, contista mineiro, roqueiro de Brasília, roqueiro gaúcho...assim se fez. E os baianos que gostam de cantar na televisão assumiram o lugar, na cultura autóctone, outrora ocupado pelos paulistas de 1922. “São Paulo tem a virtude de descobrir um mel do qual em ninho de coruja, de quando em quando, São Paulo nos manda umas novidades velhas de quarenta anos. Agora, por intermédio do meu simpático amigo Sergio Buarque de Hollanda, São Paulo quer nos impingir como descoberta dela São Paulo o tal futurismo”, notou Lima Barreto.
Lá se vão quase quarenta anos, a baianidade passou a nos legar a tropicália, ora convertida num bando de tropicanalhados silentes, inclusive com os males da própria Bahia. A “baianidad” se cala simplesmente ante as vilanias da greve da PM porque “não para de se comprazer em tomar porres civilizatórios”, como notava Jacinto em As cidades e as serras, de Eça de Queirós. Os baianos que gostam de cantar na televisão não se comprazem mais com os males de sua terrinha graças a sentimentos inextirpáveis, facilmente explicados: que a terrinha se dane. Logo vem à memória, por exemplo, o ex-presidente americano Dwight Eisenhower – que, caipira vindo do interior dos EUA, foi para a Inglaterra pela primeira vez, depois de velho, e jamais voltou a falar “gasoline” – passando a afetar o vocábulo “petrol” ( porque era o jeito chique com que os bretões se referiam ao combustível...) Outro deslumbrado pela civilização era o filósofo Martin Heidegger: um pobre coitado nascido em Meskirch, e que aderiu cegamente ao nazismo porque aquilo era “a civilização novidadeira” que negava, em sua plenitude, as origens humildes de sua terrinha. Definitivamente não temos um gênio como o mexicano Octavio Paz, prêmio Nobel que diante do massacre estudantil da Praça de Tlatelolco, tocado pelo seu governo, (num dia 2 de outubro, mesmo dia do massacre do Carandiru) protestou abandonando o cargo de embaixador na Índia. A Bahia não merece a baianidade que legou a este Brasil – em cujo mapa Stefan Sweig via uma harpa e Lima Barreto via um presunto tresnoitado...A “baianidad” que fez sucesso na vida agora aderiu não só à calcinha – como também ao bloco dos emergentes: a todo o custo.
Claudio Julio Tognolli
No Brasil247
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Garotinho incitou greve no Rio de Janeiro

Em gravações da Polícia Federal, político incentiva o cabo do Corpo de Bombeiros Benevenuto Daciolo, preso ontem, e seus pares a entrar em greve no Estado
A Polícia Federal passou a monitorar os líderes dos movimentos grevistas no Rio de Janeiro e na Bahia por escutas telefônicas com autorização judicial. Nas conversas, flagraram Marco Prisco, presidente da Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares da Bahia, e Benevenuto Daciolo, cabo do Corpo de Bombeiros e líder do movimento no Rio de Janeiro, combinando ações dos próximos dias. Uma matéria do Jornal Nacional revelou ainda acertos para realização de ações de vandalismo na cidade. As gravações mostram ainda as articulações para que a paralisação se estenda ao Rio de Janeiro, a São Paulo e outros estados com o objetivo de inviabilizar a realização do Carnaval nas cidades e pressionar o governo federal a aprovar o segundo turno de votação da PEC 300, emenda que garantiria um piso salarial único para bombeiros e policiais de todo o Brasil.
As gravações telefônicas, no entanto, não se restringem aos grevistas. Políticos de vários partidos foram flagrados em conversas com os militares. Em uma delas, que já está nas mãos da cúpula da segurança pública da Bahia, aparece Anthony Garotinho incentivando Daciolo e seus pares a entrar em greve no Rio de Janeiro. Noutra, a deputada estadual Janira Rocha (PSOL) faz a mesma pregação com Daciolo.
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Rendidos, PMs deixam a Assembleia em Salvador

Saída foi anunciada ainda na madrugada por Rogério Andrade, advogado da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares. Líderes do movimento vão se entregar, após plano de vandalismo ser revelado. Desocupação, no entanto, não significa o fim da greve
Policiais militares grevistas começaram a deixar o prédio da Assembleia Legislativa, em Salvador, pouco depois das 6h desta quinta-feira (9), quando a ocupação do local completava dez dias.
A saída foi anunciada ainda na madrugada pelo advogado Rogério Andrade, que representa a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares.
A saída dos manifestantes que estavam na assembleia ocorria de forma organizada no começo da manhã. Primeiro, um grupo de mulheres deixou o prédio. As forças de segurança colocaram ônibus à disposição do grupo. A maioria deixou a região usando os próprios carros e motos. Os veículos são revistados pela Polícia Federal.
Por último, deve sair e se entregar o líder do movimento, o presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares (Aspra), Marco Prisco, que deve se entregar à polícia na sequência. Segundo o advogado, as gravações reveladas pelo Jornal Nacional, em que PMs grevistas da BA teriam planejado vandalismo, influenciou na decisão de Prisco, mas que a decisão vinha sendo amadurecida.
Prisco é um dos 12 policiais com prisão preventiva decretada pela Justiça, por suspeita de formação de quadrilha, roubo de patrimônio público e incitação ao crime. Dois policiais já foram presos: o sargento Elias Alves de Santana, presidente da Associação dos Profissionais de Polícia e Bombeiros (Aspol), preso na terça-feira (7), e o PM Alvin dos Santos Silva, lotado na Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental (Coppa), preso no domingo (5).
De acordo com o advogado, a desocupação não significa o fim da greve.
Durante toda a madrugada desta quinta-feira foi tensa a movimentação no Centro Administrativo da Bahia (CAB), local onde funciona a Assembelia. Ainda antes do amanhecer, cinco homens deixaram a sede do órgão estadual e foram liberados porque não havia mandados de prisão contra eles. Eles passam por uma revista e tiveram a saída permitida. A liberação deles foi mais um indício de que a entrega total dos grevistas estava próxima. Os soldados do Exército se mantiveram estrategicamente posicionados para atuar em caso de necessidade.
As tropas foram reforçadas no CAB nesta quarta-feira (8), de acordo com informações do Exército. O número de homens no local passou de 1.038 para 1.400 no período da tarde, sendo 1.200 membros do Exército, 50 da Força Nacional e 150 PMs.
Segundo o tenente-coronel Cunha, responsável pela comunicação do Exército, a ampliação da segurança no local visa manter a tranquilidade no CAB. "Nós fizemos uma análise no final do dia de ontem e decidimos fazer o reforço para aumentar a segurança. Não consideramos as manifestações tumulto", destaca Cunha.
Os acessos ao CAB, onde fica a Assembleia Legislativa do estado sob ocupação de PMs grevistas, foram fechados no início da tarde desta quarta-feira pelas tropas das Forças Armadas que fazem o policiamento na região. De acordo com o tenente-coronel Cunha, o bloqueio foi uma decisão do comando da operação e a justificativa da ação não será informada por enquanto. Os manifestantes avaliam que a medida é para enfraquecer o movimento.
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Não, não somos racistas

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Gravações na Bahia provam: são insurretos

Justiça autorizou as gravações. O STJ concordará?
O jornal nacional teve acesso a gravações que demonstram o caráter insurrecional de uma parte dos PMs da Bahia.
Comprovou a articulação para levar o motim ao Rio e a São Paulo.
(Caos que a Folha tentou insuflar, desde a manhã desta quarta-feira, como se só ela soubesse)
Cabe relevar a posição serena do Governador Jacques Wagner, da Bahia.
Para evitar um Carandiru, uma Cracolândia ou um Pinheirinho (a Nova Canudos do general Arthur Alckmin Oscar), eventos registrados na Paulicéia Desvairada, Wagner mantém a cabeça fria.
Para esgotar os limites da negociação.
E vencer os insurretos com as armas do Interresse Público.
Nem todos PMs da Bahia são insurretos.
Nem todos são baderneiros.
A Bahia – e, portanto, seu maravilhoso Carnaval – serão preservados.
E os insurretos irão devidamente em cana.
Os outros, com bom senso, receberão aumento.
As gravações do jn retiraram qualquer traço de legitimidade ao motim.
Clique aqui para ler o que o Santayana falou sobre o motim de PMs na Bahia.
Em tempo: no G1, numa desastrada tentativa de aliviar a formidável derrota que sofreu no STF, com a consagração do CNJ, o ministro (?) Marco Aurelio (Collor de) Melo sentenciou que a greve na Bahia é ilegal. É um "jenio". Ninguém tinha percebido isso, antes. E que a questão – greve de policial militar – certamente iria ao Supremo, que consideraria a greve inconstitucional. Como se sabe, o Ministro (?) (Collor de) Melo não entende muito de Constituição. Em mais de 70% das questões constitucionais que teve de votar, ele perdeu. Ou seja, o Ministro é bom mesmo de aparecer no PiG. Não perde uma chance. O Ministro (?) (Collor de) Melo tem outra interessante característica: ele antecipa os votos dos outros ministros do STF. Será que ele tem procuração da Ministra Weber ?
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