5 de fev de 2012

Quem são e por que lutam os “dissidentes” cubanos!

A foto ao lado correu o mundo pela mídia para ilustrar a “repressão” às “Damas de Blanco” em Cuba. A manipulação é flagrante. Observe que as pessoas que não estão de branco não são mostradas. As legendas e as matérias dizem apenas que são políciais, agredindo manifestantes pacíficos. Podem até ser policiais — vamos admtir essa hipótese para não sermos tão rigorosos com os manipuladores. Mas a mensagem ignora que uma multidão de cubanos — cerca de 400 “partidários do regime”, segundo a mídia torpe — enfrentou as manifestantes. De onde surgiram essas “Damas”? Vejamos.
Em meados de 2002, um sujeito astuto desembarcou em Havana, vindo dos Estados Unidos, pisando macio como se estivesse de sandálias de veludo. Atendia pelo nome de James Cason e em setembro daquele mesmo ano seria anunciado como o novo chefe do Escritório de Interesses dos Estados Unidos em Cuba. Era amigo de longa data de Otto Reich, o comandante das operações da “guerra suja” travada contra a Revolução Sandinista na Nicarágua. Ali, os dois atuaram juntos. Reich era o responsável por redigir proclamações e manifestos em nome dos grupos organizados por eles e que empreendiam a “guerra suja”. Cason atuava como recrutador de mercenários.
Com o caso “Irã-Contras”, um escândalo de corrupção e tráfico de armas para financiar os “contras” nicaragüenses, ambos foram afastados das operações por decisão do Senado dos Estados Unidos. Reich ficou atuando nas sombras até que em um momento de recesso do Congresso, já no governo do ex-presidente George W. Bush, foi nomeado subsecretário de Estado para Assuntos da América Latina. E uma de suas primeiras providências foi a de enviar Cason a Cuba para “sondar o terreno”.
Viagens de exploração
O momento era delicado para a ilha socialista. O governo dos Estados Unidos trabalhava febrilmente para convencer o mundo que um “eixo do mal” preparava ações para atacar o império. E, para se defender, a melhor defesa seria o ataque. O Iraque foi o primeiro país a entrar na alça de mira de Bush — a invasão do país começou no dia 19 de março de 2003. Cuba poderia ser a próxima vítima a qualquer momento.
Em setembro de 2002, antes de assumir oficialmente a chefia do Escritório de Interesses dos Estados Unidos em Cuba, Cason fez algumas viagens de exploração pelo país. Fez contatos, propostas e muitas reuniões. Com as informações levantadas, montou um plano de ação. A primeira atividade foi a convocação de uma manifestação para o dia 24 de fevereiro de 2003, quando se comemora na ilha o início da última guerra de independência contra a Espanha, em 1895. O ato ocorreu no apartamento de Martha Beatriz Roque — organizadora do grupo “Damas de Blanco” e conhecida mercenária cubana —, em Havana, com a presença de cerca de 30 pessoas. Tudo feito às claras, com declarações públicas.
Liberdade e justiça
Em uma entrevista coletiva, Cason anunciou o plano de intensificar os esforços pela “transição democrática” em Cuba e pronunciou verdadeiros impropérios contra o líder revolucionário e então presidente cubano, Fidel Castro. Quando um jornalista lhe perguntou se a sua presença no ato não confirmava a denúncia do governo cubano de ingerência em assuntos internos, Cason disse: “Não, porque acredito que aqui convidaram todo o corpo diplomático e, como convidado, não tenho medo.”
Em seguida ele revelou a verdadeira intenção da reunião. “Infelizmente, o governo cubano, esse sim, tem medo. Medo da liberdade de consciência, da liberdade de expressão, medo dos direitos humanos. Os grupos (de “dissidentes” organizados por ele) estão demonstrando que há cubanos que não têm medo”, disse. E finalizou a declaração: “Estou aqui como convidado e vou percorrer todo o país, visitando todas as pessoas, que, sim, querem liberdade e justiça.”
Invasão do país
Os cubanos presentes eram pessoas que os norte-americanos capturavam no mar e mandavam de volta à ilha — geralmente com antecedentes criminais ou com problemas legais que as impedem de serem enquadradas nas regras para um visto de saída conforme o acordo migratório entre Cuba e Estados Unidos. Cason agrupou essas pessoas em uma “organização de ex-balseiros” e deu-lhes a denominação de “dissidentes”. Outro grupo foi organizado como “jornalistas independentes”.
Logo depois da reunião, Cason viajou para Miami — onde intensificou os ataques a Cuba e a Fidel Castro. Nos dias seguintes, ele fez um intenso vai-e-vem entre Havana e Miami. E sempre concedia entrevista coletiva, matéria-prima que alimentou uma onda anticubana ignominiosa pela mídia. O objetivo era provocar a sua expulsão ou algum outro tipo de atrito para criar um fato que justificaria a invasão do país. O assunto foi debatido pela Assembléia Nacional cubana, que chegou à conclusão de que o país estava diante de uma armadilha.
Celas solitárias
Outra medida que complementaria o plano Reich-Cason foi a transferência dos “Cinco Heróis da República” cubanos, presos nos Estados Unidos quando estavam em missão para combater o terrorismo contra a ilha, para unidades especiais, no dia 6 de março de 2003. Foram tomadas medidas rigorosas contra eles, como o confinamento em celas solitárias. No dia 10 de março, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba entregou uma nota diplomática de protestos a Cason.
A situação já havia chegado a um ponto crítico. No dia 12 de março de 2003, foi realizada, na residência de Cason em Havana, uma atividade com 18 “dissidentes”. No dia 14, o grupo votou a se reunir. E, desde então, passaram a se encontrar regularmente. A invasão do Iraque estava próxima. E uma atmosfera de guerra tomou conta do país.
Tensa negociação
Duas horas antes de começar a invasão do Iraque, no dia 19 de março de 2003, um avião da ilha da Juventude, fazendo a última viagem do dia, foi seqüestrado por seis pessoas e desviado para os Estados Unidos com mais um grupo de “dissidentes” a bordo, onde receberam permissão para ficar em virtude da imoral Lei de Ajuste Cubano. Os demais passageiros foram incitados e ficar e, diante da recusa, foram hostilizados e devolvidos a Cuba.
No dia 31 de março de 2003, outro avião foi seqüestrado, com 45 passageiros a bordo. O líder dos seqüestradores anunciou que desviaria o vôo para Miami, mas o combustível não dava. O avião pousou na ilha da Juventude e iniciou-se uma tensa negociação, comandada pessoalmente por Fidel Castro. O próprio piloto se recusava a voar, indignado com a ousadia dos “dissidentes”. Foi preciso uma longa conversa de Fidel Castro para convencê-lo a levar o avião para as Bahamas.
Pena capital
No dia seguinte, 1º de abril, na baía de Havana, houve o seqüestro de uma embarcação cheia de passageiros — alguns, turistas — por um grupo de onze ou doze “dissidentes”. De novo, Fidel Castro comandou pessoalmente as negociações, que resultaram na prisão do chefe dos sequestradores e na liberação da embarcação. Duas turistas francesas se jogaram na água. Na distração do líder do bando, um membro do Ministério do Interior que estava a bordo se atracou com ele e o dominou.
Diante da situação, a Assembléia Nacional aprovou a aplicação de penas previstas na legislação do país, de acordo com decisões da Justiça. Três “dissidentes” receberam a pena capital. Outros tantos foram apenados de acordo com os mais rígidos preceitos do Estado de Direito e das regras judiciais internacionais. Logo em seguida, começou a campanha internacional da direita pela libertação dos “presos políticos”, que tem nas “Damas de Blanco” um de seus pontos de apoio.
Emocionado, Fidel Castro falou da situação em Cuba em discurso no 1º de maio de 2003.
No Solidários
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Por que não criar um CNJ para a imprensa?

Foram praticamente unânimes os aplausos na imprensa para a corregedora Eliana Calmon pela vitória que conquistou esta semana no STF em sua batalha contra o corporativismo e a impunidade dos magistrados. Tanto nos comentários dos leitores deste Balaio como em outros sítios, os brasileiros comemoram a coragem desta mulher que resolveu abrir a caixa-preta da Justiça.
Em comentário enviado às 6h59 deste domingo ao blog do meu colega Ricardo Noblat, no portal Globo.com, que reproduziu no sábado meu post de sexta-feira sobre o julgamento do CNJ no STF ("6 a 5: a sofrida vitória de Eliana Calmon"), o leitor Julio Cezar Noia Mattos levantou uma interessante questão, na qual também já vinha pensando:
"Poderiam aproveitar o clima para criar um orgão de controle externo para a imprensa, derrubando mais uma caixa preta, pois é mais que um direito dos cidadãos receber as informações sem manipulações e partidarismos".
Por uma feliz coincidência, poderiam aproveitar até a mesma sigla do CNJ da Justiça criando o Conselho Nacional de Jornalismo. Foi mais ou menos essa a reivindicação que os presidentes da Federação Nacional dos Jornalistas e de 26 sindicatos estaduais levaram ao então presidente Lula, em 2004, quando eu era o Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República.
Na época, os mesmos órgãos da grande mídia, que agora defendem o controle externo do Judiciário, uniram-se contra a proposta dos jornalistas, acusando o governo de querer censurar a imprensa.
Enviado ao Congresso Nacional em forma de projeto de lei, a proposta de criação do Conselho Federal de Jornalistas acabou sendo retirada pelo próprio governo pouco tempo depois, após um verdadeiro massacre promovido por colunistas e editorialistas dos jornalões, que não admitem qualquer regulamentação da atividade, hoje transformada numa terra de ninguém.
A formação deste CNJ da imprensa poderia ser feita nos mesmos moldes e com os mesmos objetivos do CNJ, encarregado de fiscalizar o Judiciário, ou do Conar, o órgão de autorregulamentação da publicidade, criado há mais de 30 anos e integrado por representantes de veículos, agências e anunciantes.
Por que não? As entidades patronais, hoje reunidas no Instituto Millenium, nem sequer admitiram discutir o projeto ou qualquer outro que proteja a sociedade dos abusos cometidos por veículos e jornalistas. No ano passado, o projeto de lei apresentado em 2004, com algumas modificações, voltou a ser debatido no Congresso Nacional e esta é uma boa oportunidade para estendermos ao chamado quarto poder os mesmos instrumentos de regulação e fiscalização que defendemos para o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.
Trata-se de um assunto que interessa a toda a sociedade e não apenas aos diretamente envolvidos na atividade jornalística. Fica a sugestão do leitor Julio Cezar Noia Mattos, que eu endosso.
Precisamos urgentemente de uma Eliana Calmon também para a imprensa.
Ilustração: Netto
No Balaio do Kotscho
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A Ordem dos «illuminati»

«Nós temos nesta Terra o lugar de Deus Todo-Poderoso… o Papa não é somente o representante de Cristo mas é o próprio Jesus Cristo sob um manto de carne» ( Leão XIII, carta-encíclica de 1894).
«Em 1952 foi formada uma aliança que juntou, pela primeira vez na história, as Famílias Negras (nobreza europeia que historicamente pratica o Espiritismo e o Ocultismo), os Iluminatti, o Vaticano e a Maçonaria. O objectivo era trabalharem em comum na instalação de uma Nova Ordem Mundial» (Milton William Cooper, escritor norte-americano in «Behold a Pale Horse»).
«Acredito que o branco que vejo é preto se a hierarquia da Igreja o tiver declarado...» (Exercícios Espirituais, «Inácio de Loiola»).
«Motivados pelo amor de Cristo, assumimos a obediência como um dom dado por Deus à Companhia por intermédio do seu Fundador... Ela une-nos à vontade salvífica de Deus e, simultaneamente, constitui o vínculo da nossa união em Cristo.
Deste modo, o voto de obediência converte a Companhia num instrumento mais eficaz de Cristo na Igreja, para auxílio das almas e maior glória de Deus» (Inácio de Loiola, «Constituições da Companhia de Jesus»).
No sentido que tradicionalmente lhe é dado pelos manuais escolares, «iluminado» tem um significado eminentemente cultural e exprime o avanço que as classes «cultas» alcançaram sobre o despotismo político, sobretudo ao longo do século XVIII. Na actualidade, os conteúdos dessa mesma expressão são muito diferentes. Trata-se agora de um estrato ligado a um projecto secreto de mudança da sociedade, de sentido maximamente reaccionário. O «iluminatti» deverá corresponder, neste caso, a um misto de autómato jesuítico, de esbirro capitalista e de agente activo da tecnocracia neoliberal.
Os modernos «illuminati» nasceram no seio da Igreja católica, no século XVIII, a partir de um grupo carismático presidido pelo padre jesuíta Adam Weishaupt, o qual adoptou para o novo movimento o nome de Antigos e Iluminados Profetas da Baviera, comunidade hoje conhecida como Ordem dos Iluminatti. Que objectivos eram esses que os motivaram e continuam a motivar?
Pouco antes das grandes insurreições da Revolução Francesa, em 1789, registrava-se em toda a Europa católica um forte descontentamento em relação à hierarquia da Igreja. Esta, como sempre, permanecia ferozmente conservadora, enquanto a sociedade laica evoluía a olhos vistos e se acumulava aceleradamente os novos conhecimentos científicos que mudavam a face do mundo. Os povos tomavam consciência da existência de «classes» desiguais perante o Estado e da urgência em serem formadas novas dinâmicas verdadeiramente laicas e mesmo opostas ao poder civil e eclesiástico. Em paralelo com a constituição dos Iluminatti da Baviera, surgiram assim outros grupos semi-secretos tais como os Irmãos do Livre Espírito, os Rosacruzes, os Alumbrados, os Martinistas, o Palladium, os Filadélfios, etc. Não eram ainda partidos políticos, na actual acepção do termo. Representavam, sobretudo, «clubes de reflexão» com natureza de classe. Contestavam o poder absoluto e a hierarquia religiosa mas mantinham os cultos e, sobretudo, continuavam a abraçar os mitos. Por isso, a sua ligação permanente a forças ocultistas. Propunham também uma sociedade política fortemente hierarquizada, nos moldes das Constituições adoptadas pela Companhia de Jesus e dotada com um governo mundial único.
O Vaticano reagiu violentamente. Em 1798, os iluminatti foram reprimidos e extintos. Na realidade, refugiaram-se na Maçonaria, nos quadros da qual continuaram o seu incessante processo de expansão. O Vaticano excomungara-os.
A partir de João Paulo II, a atitude da Igreja em relação às sociedades secretas (Bula de 27/11/1983) mudou substancialmente. Independentemente do habitual «jogo às escondidas» dos desmentidos oficiais é inegável que o Vaticano passou a tolerar a participação de católicos em sociedades secretas. Paralelamente, a Maçonaria abriu de par em par as suas portas aos praticantes e sacerdotes católicos, ainda que desempenhando altos cargos como bispos e cardeais.
Naturalmente que num panorama tão altamente complicado como é o actual, os ilustratti teriam de reaparecer em lugar de destaque. São eles que agora tecem e ligam os elos convergentes dos poderes imperiais da banca, das sociedades secretas, dos grupos fascistas com ou sem expressão legal e da Igreja.
Continuaremos a tentar trazer os iluminatti para a luz do dia.
Jorge Messias
Jornal Avante
No O Mafarrico
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Encontrada cidade inca na Amazônia brasileira

Importante descoberta arqueológica na Amazônia brasileira, em Rondônia, próximo ao rio Guaporé: portal pré-incaico que faz parte de uma cidade perdida, de um km2, completamente desconhecida (não consta de livros de história nem de mapas geográficos). Foi encontrada através de indicações de um indígena. "O portal era um centro cerimonial muito importante, onde provavelmente morava o cacique", diz o pesquisador (acreditamos que se refira ao pajé).
Os incas provavelmente vieram fugidos de Cusco. Aprofundarão as pesquisas científicas para obter mais dados desse importante achado. Veja depoimento do cientista e imagem do portal neste vídeo:
No Personal Escritor
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Os tucanos se bicam

Como se dizia antigamente, com os amigos que têm os tucanos, não precisam de inimigos. Dia sim, outro também, seus líderes se atacam e se acusam, expondo, sem qualquer comedimento, as desavenças em público.
O protagonista do capítulo mais recente foi ninguém menos que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Justo o presidente de honra da legenda, a quem, imagina-se, estaria confiado o papel de “sábio-estadista”, de eixo de equilíbrio entre seus grupos e facções. Se, aos 80 anos, FHC continua a atiçar as fogueiras, imagine do que são capazes seus correligionários (e o que ele próprio fazia quando era mais jovem).
Semana passada, ele aproveitou a oportunidade de uma entrevista à edição eletrônica da revista inglesa The Economist para falar coisas extraordinárias. Os velhos bordões a respeito de seus governos – na linha do “fui eu que fiz tudo de bom que hoje existe”- estavam lá, mas em meio a algumas novidades.
Foi, provavelmente, a mais explícita manifestação sobre José Serra e suas tentativas de chegar à Presidência. Em uma avaliação cruel e sem meias-palavras, colocou no colo do ex-candidato a responsabilidade pelas derrotas. E deixou claro seu temor de que Serra volte a representar o PSDB em futuras eleições presidenciais.
(É possível que a franqueza do ex-presidente tenha uma explicação prosaica: ao que parece, preferiu dar a entrevista em inglês. Embora FHC se orgulhe de conseguir se expressar muito bem nesse idioma, nunca é a mesma coisa que falar em português. Fogem as palavras para os eufemismos e os circunlóquios. As coisas ficam mais duras: pão é pão, queijo é queijo).
Não que fizesse revelações. A história de como Serra tornou-se candidato em 2002, por exemplo, era conhecida. Mas não havia sido contada por FHC ou outra autoridade peessedebista: a “tensão”entre os pré-candidatos do governismo de então, o modo como Serra se impôs sobre eles, sua vitória “inconvincente”. Diz FHC que seu “candidato natural” seria Mário Covas, se a fatalidade não o tivesse levado um ano antes. Serra foi apenas quem sobrou (depois de eliminar seus concorrentes), mas não conseguiu “convencer” o eleitorado. Ou seja, a vitória de Lula – e o início do ciclo petista no Planalto, que não dá sinais de que terminará em 2014 – nada tem a ver com o julgamento desfavorável de seu governo. A culpa é de Serra.
Como é ele, também, a explicação da derrota em 2010. Sua “arrogância” o impediu de formar alianças, seu “isolamento”o levou a conduzir uma campanha onde “erros enormes”foram cometidos. Perguntado se teria sido possível ao PSDB vencer Dilma, apesar do endosso de Lula, disse que sim. Desde que o candidato não fosse Serra.
O fascinante na formulação é que ele nunca se considera responsável pelo que faz o partido que preside. O presidente da República era ele em 2002, mas, como estava “cansado de exercer a liderança política” - e “não apenas por generosidade”-, resolveu lavar as mãos. Em 2010, achava que Serra não era a melhor opção, mas ficou quieto (ou não conseguiu fazer nada para impedi-lo de, outra vez, se arrogar o direito de ser candidato).
Essa liderança que não lidera conflita com a autoimagem que tem. Sem qualquer modéstia – e pouca visão da realidade-, FHC acha que ele e Lula são “os dois únicos líderes” brasileiros dos “últimos 20 anos” (o que entende ser pouco para “um país tão grande').
Como se houvesse qualquer semelhança entre as trajetórias de ambos: sem três ou quatro acidentes (a morte de Tancredo, o fracasso de Sarney, o impeachment de Collor, o desaparecimento de Covas), FHC não existiria (ou seria muito menor do que é), enquanto Lula continuaria a ser Lula, pois não precisou do acaso – e nem de um Plano Real – para chegar aonde chegou. Fernando Henrique diz que o PSDB tem de “reorganizar a hierarquia da liderança” (o que, em tucanês, quer dizer definir quem manda no partido), pois ninguém surgiu para ocupar o lugar que tinha. Quanto a si mesmo, explica que “tomou a decisão (…) de abrir espaço”, pois, na altura da vida em que está, “perdeu a vontade” de liderar.
A entrevista reflete o clima em que vive o PSDB. Seu presidente de honra divide, em vez de somar. É magnânimo na repartição das responsabilidades pelas derrotas, mas avaro na reivindicação dos sucessos. Acredita que cabem (somente) a Serra as culpas pelas decepções recentes. Parece ter de Geraldo Alckmin uma opinião nada elevada, nem ao menos o considerando um ator na próxima sucessão presidencial.
Quanto a Aécio, foi enfático ao dizer que é o “candidato óbvio” do PSDB em 2014, mas, perguntado se teria condições de ganhar, tergiversou. Repetiu a trivialidade de que ele tem “algum apoio” em Minas, mas que será obrigado a brigar com Serra para se tornar candidato. Não disse sim, nem sequer que poderia vencer.
Com lideranças desse tipo, é impossível que um partido esteja bem.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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PSDB-SP revisa lista, e número de filiados ativos cai à metade

Pressionado pelos pré-candidatos e confrontado com inconsistências nos dados, o PSDB paulistano decidiu revisar sua lista de filiados, hoje com quase 22 mil nomes, e descobriu que os militantes ativos do partido não chegam à metade desse número.
O partido vai entregar uma nova lista aos quatro tucanos inscritos nas prévias - os secretários estaduais Andrea Matarazzo (Cultura), Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aníbal (Energia), além do deputado Ricardo Trípoli.
Até a última sexta-feira, a relação tinha cerca de 8.500 nomes. É a segunda vez que o PSDB revê seu número de filiados. A primeira contagem tinha cerca de 40 mil nomes.
Os primeiros a perceber as falhas foram os próprios pré-candidatos, que, ao tentar fazer contato para pedir votos para as prévias, viram que havia nomes de eleitores que já morreram e pessoas que não têm vínculo com a legenda.
"São pessoas que mudaram de São Paulo ou mesmo que mudaram de opinião e que não estão mais conectadas ao partido. Isso é natural e estamos tentando limpar essas incorreções", afirmou o presidente municipal da sigla, Julio Semeghini.
Para testar a atual lista, a reportagem telefonou para os 36 eleitores de Parelheiros (bairro de periferia na zona sul de São Paulo) que têm o número do telefone celular na lista dos tucanos.
Só dois estavam corretos e, desses, só um se disse simpatizante do PSDB. O outro, Rodrigo Gabriel Soares, diz que se filiou para ajudar um amigo, mas que não olha para partido quando vota. "Se eu pudesse sair [da lista], seria bom. Recebo muita propaganda dessas prévias e não estou interessado."
As falhas vão além. No último domingo, reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" identificou entre os filiados simpatizantes do PT e eleitores que acabaram no cadastro do PSDB depois de ter feito inscrição em programas sociais do governo estadual, comandado pelos tucanos.
A direção do partido e os quatro pré-candidatos calculam que de 4.000 a 6.000 saiam de casa para votar nas prévias, em 4 de março.
No Folha
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@GeraldoAIckmin, nasce um Jênio da Rassa!!

Fiquei muito honrado em ver o nascimento de uma estrela no Desculpe a Nossa Falha de ontem, na #posTV. Enquanto estávamos no ar, o Geraldo Alckmin Real do twitter apareceu e começou a causar no chat. Juro que mais de uma vez segurei o riso. Hoje ao longo do dia, nosso governador foi se consolidando e ganhando novos seguidores. E chegou a trocar uma idéia com Claudia Leitte, que tem mais 4 milhões de seguidores…



HAHAHAHA!!! Boa Claudinha!!! Além de carola e”talentosa”, é JÊNIA!!

Abaixo mais algumas pérolas de hoje…



Agora então chega, tá esperando o quê? Vai lá, e adiciona!!
>>>> @GeraldoAIckmin <<<<
No Desculpe a nossa fAlha
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Charge online - Bessinha - # 1027

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A ciência brasileira vítima da fogueira das vaidades

Michel Nussenzweig

Foi assim:
A família Nussenzweig é um dos orgulhos da ciência brasileira, vários pesquisadores, de várias gerações, trazendo contribuições fundamentais para a ciência mundial e, especialmente, a brasileira.
Tempos atrás o professor Sérgio Mascarenhas entrou em contato com Michel Nussenzweig, um dos expoentes da nova geração da família, um imunologista de reputação internacional, membro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. Seu trabalho é considerado seminal para o estudo dos mecanismos moleculares ligados à imunização. Segundo Marc Tessier-Lavigne, presidente da Rockefeller University, seus estudos têm potencial para o desenvolvimento de vacinas contra HIV/Aids, malária e câncer".
Michel foi o braço direito da última Prêmio Nobel.
Depois de muitos estudos, decidiu-se propor a Michel montar um laboratório de estudos no Brasil, que se tornasse um centro de referência na matéria. Foi solicitada uma bolsa para a Capes no valor de R$ 15 milhões - para montagem de laboratórios, contratação de equipes.
A Capes submeteu o projeto à análise de um avaliador externo. Foi escolhido um dos diretores técnicos do Instituto Butantã - não foi Isaias Raw. O avaliador deu seu veredito, de que o instituto proposto não tinha utilidade.
Um crime contra a ciência brasileira, provocado por ciumeira científica.
Luis Nassif
No Advivo
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Como aumentar a liberdade num mundo complexo

Cigarros são uma espécie de Geni da pós-modernidade culpada. Politicamente corretos que somos, qualquer necessidade de caixa, por parte do Estado, recai sobre eles; há campanhas anti-tabagistas, ações de conscientização, estratégias indutivas, até ao ponto em que ninguém mais fume porque o Estado quis que você quisesse assim. Mas a verdade é que cigarros são vilões fáceis demais. É bom desconfiar de quem os apresenta como a encarnação do Mal - falta-lhes a sutileza na estratégia que sobra na obviedade do alvo.
Pois digo logo: não gosto de fumar, mas gosto menos ainda de estratégias de simplificação. Desconfio quando alguém me apresenta moralidades preto-no-branco, descartando as nuances de cinza que constituem, ora vejam, o padrão adulto de conduta. Por isso comemoro algumas decisões favoráveis a cigarros. Trata-se de uma inversão de expectativas que, por vezes, pode se traduzir em liberdade.
Recentemente, nos Estados Unidos, a Corte de Colúmbia invalidou o propósito da FDA de incluir imagens e textos na metade do verso e do anverso das embalagens de cigarro. A Corte entendeu que a iniciativa tinha o único propósito de fazer com que o consumidor deixasse de fumar — o que era diferente de apresentar conteúdos imparciais e factuais a respeito do uso de cigarros. O Secretário de Saúde havia afirmado que iria reposicionar as embalagens, fazendo com que cada maço de cigarro servisse como um mini-outdoor para a campanha anti-tabagista do Governo. Finalidade inconstitucional, disse a Corte. O caso guarda semelhanças com certo país em que Papai Noel come nozes no verão, senão vejamos.
A Anvisa, por intermédio de resolução, pretendeu impor dez novas imagens ao verso das embalagens de cigarros - o conhecido show de horrores anti-tabagista, em que fetos jogados em cinzeiros se misturam a corações perfurados por guimbas. A ação é de nítida desinformação: se se percebe o propósito como politicamente correto, está legitimado o vale tudo, inclusive apresentando os certamente não inocentes cigarros como algo próximo a uma hecatombe nuclear, com palavras como "PERIGO" e "HORROR" em maiúsculas. O TRF-2 decidiu que seis das dez novas imagens iam longe demais. Há riscos óbvios no consumo de cigarros - mas usar a embalagem do produto para estampar fetos podres é ultrapassar o simbolismo de alerta e chegar até o alarmismo de repulsa. O que é inconstitucional.
E é inconstitucional por uma grande razão: é uma atitude simplista. É enxergar a prestação de saúde não como um serviço público inserido numa sociedade complexa, mas como uma cruzada a favor do Bem - um Bem cujo conteúdo se define de forma monológica. O Estado brasileiro é composto por uma infinidade de indivíduos diferentes, pertencentes a diversas comunidades de sentido; dentro desse caleidoscópio de heterodoxia, há aqueles para quem fumar faz parte de sua afirmação como indivíduo. O Estado pode discriminá-los? Pode pretender lhes impor sua mundivisão? Não pode. Pode informá-los, avisá-los de forma moderada, e, no limite, lamentar suas escolhas.
As duas decisões judiciais, por contramajoritárias em relação a certo discurso de senso comum, incrementam nossos espaços de liberdade, pois socorrem a complexidade diante de pretensões de simplificação. Não há cruzadas inconstitucionais que salvem o Governo brasileiro e o americano de uma constatação radical: políticas públicas serão tão mais efetivas quanto acolham o dado complexo de que nada é muito simples.
José Vicente Santos de Mendonça
No Maria da Penha Neles!
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Novidade em São Paulo

Em São Paulo, a vida política tem uma característica peculiar: os dois principais partidos nacionais não se renovam. Há anos, em qualquer eleição majoritária, PT e PSDB escalam os mesmos nomes, seja para disputar o governo do estado, o Senado ou a prefeitura da capital.
Entre os tucanos, Serra e Alckmin já foram candidatos a esses cargos, somados, nove vezes (e ainda deveríamos contar suas três candidaturas a presidente da República). No PT, Marta Suplicy e Aloizio Mercadante, oito.
Na definição do que iriam fazer nas eleições da capital este ano, por pouco não tivemos a enésima repetição da presença de José Serra e Marta Suplicy nas opções oferecidas ao eleitor: seria a quarta tentativa de ambos.
Não podemos esquecer que Alckmin está prestes a se tornar, nos tempos modernos, o recordista de permanência no Palácio dos Bandeirantes: ao completar seu mandato atual, totalizará 10 anos lá residindo, mais que Ademar de Barros (mesmo computando seu período como interventor). Se viesse a ganhar a reeleição em 2014, se aproximaria dos governantes do período colonial, com 14 anos de exercício da função.
Na maior parte dos estados, não temos uma rigidez como essa. Novas gerações de políticos petistas e peessedebistas já emergiram no Rio de Janeiro, em Minas, no Paraná, assim como no resto do país.
Existem novos senadores, governadores e prefeitos dos dois partidos (e de outros) país afora.
Aécio e Antonio Anastasia, em Minas; Beto Richa e Glesi Hoffmann, no Paraná; Marconi Perillo, em Goiás; no PSB, Eduardo Campos, em Pernambuco, e Cid Gomes, no Ceará; no Rio, Sérgio Cabral e Eduardo Paes, do PMDB, e Lindberg Farias, do PT. Todos são exemplos do que não acontece em São Paulo.
É nesse contexto que se deve analisar a opção de Lula por Fernando Haddad na escolha do candidato do PT a prefeito de São Paulo. Sem sua intervenção, é muito possível que a dinâmica interna do partido levasse a mais um adiamento da renovação e a insistir na aposta em uma candidatura conhecida – no caso, de Marta Suplicy, que liderava as pesquisas.
Pode ser que Haddad vença a eleição ou não. Para o PT, mais relevante é começar a se apresentar ao eleitorado da maior cidade brasileira com uma nova identidade, de um político com uma trajetória diferente do padrão típico do petismo no estado.
Haddad não é sindicalista na origem, nunca foi da esquerda católica, tinha cinco anos de idade quando o AI-5 foi editado. É um profissional de gestão pública, como alguns tucanos de sua geração.
Existem muitos petistas com essas características. Mas é o primeiro candidato a um cargo de “primeiro escalão” com esse perfil que seu partido vai lançar em São Paulo.
Há quem tenha visto a intervenção de Lula como manifestação de caciquismo e de sua vontade de submeter o PT a seus caprichos e idiossincrasias. Não parece, no entanto, ser uma critica razoável.
Ao bancar a indicação de Haddad, Lula se mostra disposto a submeter seu prestígio popular a um teste nada pequeno. Na verdade, maior até do que ele acabou de enfrentar em 2010, com Dilma.
Uma coisa é apresentar alguém para continuar seu próprio trabalho, algo que o eleitor - brasileiro e de qualquer lugar -, compreende e aceita, levando a que a chamada “transferência horizontal” não seja rara. Ela, no entanto, é muito mais incerta quando se aponta uma pessoa para outro cargo.
Com o gesto, Lula aceita a responsabilidade de liderar seu partido, com os riscos que daí decorrem. E coloca sua popularidade a serviço da renovação pela qual o PT precisa passar em São Paulo.
Melhor que se eximir e lavar as mãos. Uma das razões que levam o PSDB paulista a bater cabeça na eleição da capital é que suas lideranças não lideram (ou não conseguem liderar).
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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'Tudo foi manipulado', diz fotógrafo que fez imagem de Herzog

Aluno do curso de fotografia da Polícia Civil de São Paulo em 1975, Silvaldo Leung Vieira, então com 22 anos, fez em 25 de outubro daquele ano a imagem mais importante para o Brasil naquela década: a foto do corpo do jornalista Vladimir Herzog, pendurado por uma corda no pescoço, numa cela de um dos principais órgãos de repressão da ditadura, o Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). "Ainda carrego um triste sentimento de ter sido usado para montar essas mentiras", contou o fotógrafo, que teve de abandonar o emprego e o País; ele vive em Los Angeles, nos EUA, desde 1979. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
Dezessete dias depois de iniciar o curso de fotografia na instituição, Silvaldo foi convocado para sua primeira aula prática no complexo da rua Tutoia, no bairro do Paraíso, em São Paulo. Quando chegou ao DOI-Codi, a cena do suposto suicídio já estava montada. Em uma cela, o corpo pendia de uma tira de pano atada a uma grade da janela; as pernas estavam arqueadas e os pés encostados no chão, onde havia papel picado. "Eu estava muito nervoso, toda a situação foi tensa. (...) Havia uma vibração muito forte, nunca senti nada igual. Mas não me deixaram circular livremente pela sala, como todo fotógrafo faz quando vai documentar uma morte. Não tive liberdade. Fiz aquela foto praticamente da porta. Não fiquei com nada, câmera, negativo ou qualquer registro. Só dias depois fui entender o que tinha acontecido", disse ele. "Tudo foi manipulado, e infelizmente eu acabei fazendo parte dessa manipulação." Publicada na imprensa, a imagem corroborou a tese de que o "suicídio" de Herzog era uma farsa, e foi decisiva para mudar os rumos da ditadura.
No Terra
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Comercial em TV israelense mostra agente da Mossad explodindo central nuclear do Irã

O canal a cabo Hot da TV israelense fez jus ao nome com um comercial explosivo, usando um tablet Samsung (ação de merchandising?) para explodir uma central nuclear iraniana, numa ação comandada por um agente da Mossad - serviço secreto de Israel.
O governo do Irã classificou o comercial de degradante e ameaça proibir a produção da Samsung.
O comercial só veio esquentar ainda mais o já incendiário momento em que, segundo analista americano, é iminente o ataque de Israel a instalações nucleares iranianas. Há quem garanta que ele saia ainda neste primeiro semestre.
O Mossad é acusado de estar por trás dos últimos assassinatos de cientistas iranianos envolvidos em pesquisas nucleares, o que foi defendido pelo jornalista do Manhattan Connection Caio Blinder (leia aqui: Depois de chamar primeiras-damas de países árabes de piranhas, jornalista da Globo defende assassinato de cientistas iranianos).
No vídeo [publicado pelo canal Hot na TV de Israel], quatro atores da popular série israelense 'Asfur' se vestem de mulheres e chegam ao Irã. Numa cafeteria se encontram com um agente do Mossad, a inteligência israelense. O agente aborrecido assiste à série na tela de seu tablet.Ele mostra seu Samsung aos atores e um deles abre por acaso uma aplicação no tablet, fato que provoca a explosão de uma central nuclear por trás deles. Ao final do vídeo uma voz 'em off' diz: "Como? Outra explosão misteriosa no Irã?". [Fonte]
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IVC confirma: Folha se consolida como SEGUNDO maior jornal do país

Pelo segundo ano consecutivo,
tabloide mineiro desbancou a Folha
Desculpem, mas esse post vai ter que ser em português claro. Tem algo mais deprimente do que um mau perdedor? O malabarismo retórico-editorial a que a Folha recorreu hoje para esconder que não é mais o maior jornal do país há DOIS ANOS é de rir. Ou de chorar, você escolhe. Vamos aos fatos: o IVC (Instituto Verificador de Circulação), entidade respeitada por toda mídia nacional como idônea e correta para atestar a tiragem de jornais e revistas, acabou de fechar o levantamento de 2011. E, a exemplo do que ocorreu em 2010 e nós noticiamos à época, o maior jornal do país (ou seja, o que tem maior tiragem e vende mais) é o mineiro Super Notícia, voltado para a classe C. Em 2011 o diário mineiro vendeu, em média, 3 mil exemplares a mais por dia do que a Folha.
Na sua edição de hoje o diário dos Frias dá o truque e diz que está na liderança nacional “somando-se as tiragens impressa e assinaturas digitais”. No quadro que acompanha a reportagem (sic), mostra até a circulação no interior do Estado, mas omite o principal dado do IVC, a circulação no país todo. Tem mais: apesar o curioso destaque para a circulação no interior paulista nos gráficos na Folha de hoje, não há nada sobre a capital. E sabe por que? Conforme o IVC informa e o Estadão noticia, a Folha tá tomando um baile na cidade de São Paulo. “Na capital, a circulação do Estado foi 55% maior do que a da Folha de S. Paulo no período. Em todo o território paulista, a circulação do Estado atingiu 232.728 exemplares no último mês de 2011, expansão de 3% sobre dezembro de 2010. Na mesma comparação, a Folha de S. Paulo registrou queda de 2%, com média de 204.589 jornais em circulação por dia”, informa o Estadão.
Para ficar ainda mais claro o patético questionável esforço da Folha para seguir dizendo que é líder, reproduzo trecho da reportagem de hoje: “Quando incluídos os jornais populares, o Super Notícia, tabloide de R$ 0,25 de Belo Horizonte, registra 300 mil exemplares na média do ano, 3.000 à frente da Folha, que tem preço de capa de R$ 3 (R$ 5 aos domingos). “Ao contrário dos jornais populares, que nos últimos anos experimentam forte crescimento no Brasil, o segmento de jornais ‘premium’ já é um mercado consolidado”, diz Murilo Bussab, diretor-executivo de circulação e marketing do Grupo Folha.”.
Opa, calma aí seu Bussab! Compreendo que faça parte do seu trabalho torturar os números para manter a (suposta) moral da Folha com as agências de publicidade, mas vamos colocar uns pingos nos iS: segundo a revista Quatro Rodas, o carro mais vendido do Brasil em 2011 foi o Gol, um automóvel popular e bem mais barato do que o primeiro “premium” que aparece na lista geral, o Toyota Corolla. Ou seja, se a Toyota fosse agir como a Folha, poderia dizer que tem o carro mais vendido no Brasil, “já que os populares não contam” (argumento implícito do jornal). Mas o máximo que a Toyota pode fazer é dizer que tem o carro mais vendido em sua categoria. Da mesma forma que o que a Folha apenas pode dizer que ainda é o jornal mais vendido em sua categoria –apesar de já ter perdido a liderança na capital pro Estadão e estar encolhendo ano após ano. Não tem como esconder a verdade: pelo segundo ano seguido, o maior jornal do país NÃO É A FOLHA. É o Super Notícias. Parabéns, mineirada.
No Desculpe a nossa fAlha
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Só Tem Um Verso!

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Luta pelo poder no Vaticano após denúncias de corrupção

CIDADE DO VATICANO — Recentes denúncias de "corrupção" no Vaticano provocaram uma luta pelo poder entre pessoas próximas ao Papa, minando as intenções de Bento XVI em relação ao saneamento das finanças ou à limitação das intrigas na Santa Sé.
Anos depois de o Papa ter adotado medidas com o objetivo de sanear as finanças e acrescentar transparência financeira em 2005, meios de comunicação italianos divulgaram no mês passado várias cartas do arcebispo Carlo Maria Vigano, que foi secretário-geral do Vaticano até 2011 antes de ser designado pelo sumo pontífice, em agosto passado, núncio apostólico nos Estados Unidos.
Nestas cartas ao Papa, Vigano denunciava no ano passado a "corrupção" e a desordem que imperavam na administração vaticana.
"Minha transferência (aos Estados Unidos) servirá para desanimar aqueles que acreditaram que seria possível limpar diversos casos de corrupção e de desvio de verbas na gestão" do Vaticano, explicava Vigano em março passado.
"Nunca pensei em ter que enfrentar uma situação tão desastrosa", escreveu, destacando que esta situação "inimaginável" era "conhecida por todos na Cúria".
Vigano também criticou os banqueiros italianos do Comitê de Finanças e Gestão, que teriam privilegiado "seus interesses".
Em dezembro, segundo suas acusações, uma operação financeira causou uma perda líquida de 2,5 milhões de dólares.
Para o prelado, as obras eram atribuídas sempre às mesmas empresas, com tarifas que costumam ser o dobro das aplicadas fora do Vaticano.
Segundo o jornal Corriere della Sera, Vigano se sentia ameaçado por manobras hostis no Vaticano, razão pela qual se dirigiu diretamente a Bento XVI, considerado preocupado com a transparência nas finanças.
Para a imprensa italiana, as denúncias custaram a Vigano não ser promovido a cardeal. O canal de televisão La7 assegurou que a iniciativa de Vigano foi tomada depois da operação "mãos limpas".
Após estas revelações, o porta-voz do Vaticano desmentiu uma eventual queda em desgraça de Vigano, assegurando que sua nomeação como núncio (embaixador) em Washington demonstrava a confiança do Papa.
Federico Lombardi também criticou o programa de televisão do La7 por apresentar "o exercício do governo de uma instituição complexa e articulada" de maneira "parcial e banal, exaltando os aspectos negativos".
Lombardi lamentou que o programa mostrasse um governo da Igreja caracterizado "profundamente por disputas, divisões e lutas de interesses" e expressou sua "amargura pela divulgação de documentos confidenciais".
"Os valores" mencionados e as "acusações muito graves" apresentadas pela rede de televisão são equiparáveis a "difamação", acrescentou.
Especialistas consideram que a divulgação das cartas de Vigano reflete uma luta de poder. Aqueles que estimularam sua divulgação tentaram fazer que o número dois do Vaticano, Tarcisio Bartone, abandonasse seu cargo, por considerar que não se opôs a operações insuficientemente transparentes ou muito arriscadas.
Para muitos especialistas, Bertone não agiu necessariamente de modo desonesto, mas não controlou as coisas da forma adequada.
Segundo o vaticanista Sandro Magister, há a possibilidade de que Bertone, que conta apenas com o apoio do Papa, abandone seu cargo neste ano.
Já Marco Politi, autor do livro "Joseph Ratzinger, crise de um pontificado", disse à AFP que considera "improvável que o Papa se prive de um colaborador que não elegeu por sua experiência de governo, mas por uma estreita relação baseada na confiança".
Jean-Louis de la Vaissiere
No AFP
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Após 24 anos, Grã-Bretanha libera filme das fantasias de santa com Jesus

Santa Teresa d'Ávila tenta seduzir Jesus crucificado
A Grã-Bretanha liberou para maiores de 18 anos o filme Visions of Ecstasy, dirigido por Nigel Wingrove, que estava censurado desde 1989 por ser considerado blasfemo. Era o único filme interditado por esse motivo. Embora a lei da blasfêmia tenha sido abolida em 2008, a liberação só saiu agora.
O filme de 19 minutos mostra as fantasias da santa espanhola Teresa d’Ávila com o Jesus crucificado. Em uma sequência de imagens, ela se contorce e acaricia o corpo de Jesus, que não reage. Em uma cena, a santa faz expressão de gozo.
Santa tinha fixação por
 Jesus ensanguentado
A BBFC (Comissão Britânica de Classificação Cinematográfica) chegou a liberar uma versão com cortes do filme, mas Wingrove se recusou a exibi-la por entender que o curta ficou desfigurado.
Em 1996, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem confirmou a censura britânica; e o filme se tornou em um ícone da luta dos defensores da liberdade de expressão.
Ainda não se sabe quando o vídeo do filme estará à venda ou disponível nas locadoras da Grã-Bretanha. A BBFC alertou que alguns espectadores poderão se sentir ofendidos com ele.
Teresa de Ávila é também chamada de Teresa de Jesus. Ela nasceu em Gotarrendura em 1515 e morreu em Alba de Tormes em 1582. Foi escritora. O papa Paulo VI a declarou Doutora da Igreja. Ela tinha atração por imagens de Cristo em agonia ensanguentado na cruz.
Cenas do filme
No Paulopes
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Megaupload, os concorrentes agradecem

O governo dos EUA conseguiu tirar da Internet o portal Megaupload, fato que os seus concorrentes, certamente, agradeceram muito, porém, quem está sentindo a "ausência" do Mega, não se preocupe, pois  ficaram na rede outros portais de compartilhamento de arquivos, tais como:
No Informática sem mistérios
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Terceiro Mundo venceu o Imperialismo da Nike

Os comunistas do passado ficariam exultantes...
Comemorariam em praça pública.
O gigante do império norte-americano cedeu.
Diante do apelo dos brasileiros, terceiromundistas, a Nike pediu trégua.
E a partir de amanhã, a camisa da Seleção volta às origens.
Nada mais da inexplicável faixa verde no peito.
A modernidade perdeu diante do bom senso.
Com a ajudinha do péssimo futebol do time de Mano Menezes, a camisa com a faixa vai para o armário da história.
O que aconteceu foi a vitória da rejeição.
A Nike leva em consideração em primeiro lugar as vendas das camisas, o faturamento.
No mundo todo.
E as camisas da Seleção com o rabisco verde seguiram o futebol do time de Mano.
Foram mal.
Não emplacaram.
O sacrilégio não foi aceito.
Lógico que os números são sempre um segredo.
Mas em todas as partidas da Seleção em 2011 foi possível perceber nas arquibancadas.
E mesmo na rua, que o torcedor usava a tradicional, a inteira amarela.
Camisa que o Brasil usou nas suas cinco conquistas mundiais.
Com toda a pompa e circunstância, a multinacional lançará amanhã a camisa 'nova'.
Algumas alterações tecnológicas, cibernéticas...
Os estilistas mudaram a gola redonda para em V...
Mas o essencial estará lá.
Ela será amarela inteira.
Nos calções uma faixa para compensar a derrota.
Foi a pequena compensação que a Nike conseguiu.
Mas o resultado da guerra é claro, límpido.
Os ianques foram derrotados.
Neymar e Ganso mostrarão a vitória tupiniquim ao mundo.
O baixo clero da América do Sul pode vibrar.
Ler com paixão os Veias Abertas da América Latina.
O imperialismo perdeu uma.
Pelo menos uma.
Evoé...
divulgacao32 A faixa caiu. O Terceiro Mundo venceu o Imperialismo da Nike. A camisa da Seleção Brasileira volta a ser a camisa da Seleção Brasileira...
No Blog do Cosme Rimoli
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Democracia bate à porta

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Se a moda pega!...














Do Carlos Cassaro, via email
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Especulações

Descobriram, na Espanha, uma cópia idêntica da Mona Lisa do Leonardo da Vinci. O que provocou várias especulações:
1 — O xerox e o scanner são mais antigos do que se pensava.
2 — O autor da pintura foi o próprio Da Vinci, que fez várias cópias da sua Gioconda para vender no mercado paralelo.
3 — O autor foi um discípulo de Da Vinci que copiou a obra do mestre.
A última hipótese é a mais provável, mas as especulações não ficarão por aí. O fascinante em descobertas como esta é que, como é impossível saber exatamente o que aconteceu há séculos, tudo é especulação e a imaginação se solta. A pintura revelada agora tem seus mistérios. A Mona Lisa copiada parece mais jovem do que a original. Seu sorriso é mais inocente do que enigmático — é o de uma Mona Lisa antes de saber das coisas da vida.
Um fundo preto que distinguia a cópia do original foi retirado e apareceu um fundo igual ao pintado por Da Vinci. Por que o discípulo teria camuflado a paisagem toscana do mestre? Outros discípulos fizeram cópias parecidas, e que fim estas levaram?
A imaginação se solta. No seu livro “A mouthful of air”, Anthony Burgess lembra uma tese, ou uma lenda, que se espalhou sobre a feitura da versão inglesa da Bíblia encomendada pelo rei James I e publicada em 1611. O rei convocou um time de quarenta e sete tradutores do grego e do hebraico, alguns para traduzir o Velho Testamento, outros para traduzir o Novo, alguns para as partes proféticas e outros para as partes poéticas.
E, segundo a lenda, provas das escrituras poéticas teriam sido distribuídas entre os poetas profissionais da época para darem uma polida no texto, desde que não desvirtuassem a tradução. O que explicaria a presença do nome de Shakespeare no Salmo 46 — “shake” a 46ª palavra a contar do princípio, “speare” a 46ª palavra a contar do fim.
Segundo Burgess, sem nenhuma esperança de ter algum tipo de posteridade com seus versos, o poeta teria ao menos deixado seu nome, mesmo cifrado, numa obra histórica. Mas o próprio Burgess não acreditava na lenda.
O passado, já disse alguém, é uma terra estranha. Só se pode conhecê-lo pela especulação e visitá-lo pela imaginação. E se a Mona Lisa da Espanha for a verdadeira e a do Louvre uma cópia? Como a presença ou não do Shakespeare entre os tradutores dos salmos, jamais saberemos.
Luís Fernando Veríssimo
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Operadora Oi

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ACM Neto faz demagogia com greve da PM

O oportunismo é uma praga na política. Diante da greve dos policiais militares na Bahia, o deputado ACM Neto resolveu dar uma de sindicalista radicalizado. Em entrevista na noite desta sexta-feira (3), o líder dos demos fez duras criticas ao governo estadual. “Ele [o governador Jaques Wagner] deveria reconhecer que, desde que tomou posse, maltrata os policiais”.
É muita cara de pau! A oligarquia ACM comandou a Bahia durante décadas, desde o golpe militar de 1964. Nunca fez nada para melhorar os salários e as condições de trabalho dos servidores públicos. Sempre agiu com truculência, nos moldes do “Toninho Malvadeza”, contra as lutas grevistas. O sindicalismo baiano não esquece que foi tratado a ferro e fogo na ditadura de ACM.
O caos na greve de 2001
Vale lembrar um único caso. Em julho de 2001, os policiais militares realizaram uma prolongada greve. Eles foram humilhados e sofreram brutal repressão do governador César Borges, cria de ACM Neto. A Bahia virou um campo de guerra, com a ocupação de quatro dos sete batalhões da PM então localizados na região metropolitana de Salvador. O caos imperou na Bahia.
ACM Neto devia ser mais cauteloso diante da greve dos policiais, que traz insegurança à população da Bahia. Se quer falar sobre as justas lutas sociais, ele deveria condenar o governo de São Paulo, que junta PSDB e DEM, pela covarde desocupação do Pinheirinho. Também devia propor que o DEM retirasse a ação de inconstitucionalidade que move para asfixiar financeiramente as centrais sindicais.
Oportunismo dos demos desesperados
Na entrevista citada, ACM Neto não escondeu o seu maior desejo. “É evidente que Jaques Wagner perdeu totalmente o controle sobre a situação”. Como o DEM sofreu forte desgaste nos últimos anos, ele tenta se aproveitar da greve para desgastar o governo petista e se cacifar eleitoralmente. Teme ter o mesmo destino de outros famosos demos, como César Maia e Marco Maciel, que foram escorraçados pelas urnas.
O governador Jaques Wagner precisa ficar atento às manobras oportunistas da direita. Qualquer atitude intransigente diante da greve da PM só servirá aos intentos dos demotucanos. Como ex-sindicalista, ele sabe do valor da autonomia dos sindicatos e que o melhor caminho é o diálogo. Já o sindicalismo precisa ficar esperto para não fazer o jogo da direita, numa radicalização irresponsável.
Altamiro Borges
No Blog do Miro
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BA: Justiça decreta prisão de 12 PMs em greve considerada ilegal

Jaques Wagner fez duras críticas contra as entidades policiais que comandam a greve da categoria
Foto: Manu Dias/Secom/Divulgação
A Justiça da Bahia decretou a prisão de 12 policiais militares envolvidos na greve que, considerada ilegal, entrou neste sábado em seu quinto dia. Entre os grevistas com prisão decretada está o presidente da associação que mobiliza o movimento, o ex-policial Marco Prisco. "Se existe um mandado de prisão, que se cumpra. Eu não sou criminoso. Eu acho que a melhor forma de o governo resolver essa situação é sentar e negociar", afirma Prisco. As informações são do Jornal Nacional.
O governo diz que negocia com as associações que não entraram em greve. "O caminho da democracia é a lei e a negociação. Arma em punho para mim é outra coisa. Do governador, não haverá nenhum tipo de assinatura de anistia para esses crimes de vandalismo", afirmou o governador Jaques Wagner (PT). A paralisação tem motivado uma série de atos de violência. Na noite de sexta-feira, mais de setenta peças teatrais e shows foram suspensos em Salvador. Em um bairro conhecido pela boemia, bares e restaurantes não abriram. Com a chegada de homens da Força Armadas e da Força Nacional de Segurança Pública, o número de homicídios diminuiu. Na madrugada de sexta, foram 15 mortes, contra duas na de sábado. Um grande supermercado foi saqueado e uma loja de móveis invadida e incendiada. Neste sábado pela manhã, em Salvador, um policial civil foi morto a tiros em um bairro nobre. Uma das reivindicações dos PMs é a anistia para quem aderiu ao movimento.
No Terra
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Greve da Polícia Militar na Bahia

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Excessos da PM baiana

Eu sou a @bicicreta que passou a informação pelo Twitter, Nassif. Aqui em Salvador estamos em estado de sítio, a polícia está aterrorizando os cidadãos com suas "manifestações", chegam encapuzados e armados mandando fechar o comércio, rendem ônibus e tomam a chave do motorista para parar o trânsito...
Ontem a tarde um taxista me falou que a irmã tem uma lanchonete no bairro do Cabula, e que chegaram vários homens armados, encapuzados, em motos, atirando pra cima e mandando fechar. Esses homens são da polícia, toda a população de Salvador já sabe disso. No mesmo bairro ontem occoreu um incêndio na central da Oi, de autoria desconhecida.
Agora a tarde a moça que trabalha aqui na casa dos meus pais disse que no bairro onde ela mora, Pernambués, desligaram a iluminação da via pública, e todos estão falando que foi a polícia. No mesmo bairro ocorreu outro incêndio ontem, num depósito de materiais de construção.
Vejam as fotos e me digam se isso é movimento grevista ou simples achaque à população:
Letícia Oliveira
No Advivo
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Charge online - Bessinha - # 1026

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