4 de fev de 2012

Alckminoso planeja desocupação do Pinheirinho

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Vergonha PSDB: Comida estragada nos abrigos do Pinheirinho

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O Código de Ética do CNJ valeu no Pinheirinho?

Circula na rede o depoimento prestado pelo defensor público – portanto, um funcionário público independente – Jairo Salvador, sobre diversos atropelos à lei e aos ritos da Justiça ocorridos antes e durante a remoção dos moradores do Pinheirinho, em São José dos Campos.
Ele narra detalhes desconhecidos deste processo: reconsideração espontânea de pedido de liminar, descumprimento de ordem da Justiça estadual, insubmissão a ordem judicial federal, constrangimento de ofial policial militar por pessoa que não dispunha de função no processo e outras tropelias.
Não é de crer que tais coisas tenham acontecido por mero acaso ou capricho dos juízes envolvidos na questão. Ainda assim, não poderiam ter acontecido, porque arrepiam qualquer sentimento de respeito ao sistema de jurisdição única – una lex, una jurisdictio – e ao que está previsto no Código de Ética da Magistratura.
Art. 25.Especialmente ao proferir decisões, incumbe ao magistrado atuar de forma cautelosa, atento às conseqüências que pode provocar.
Ora, sem entrar no mérito da decisão, vale tanto para a forma com que a Juíza Márcia Loureiro, que determinou a operação naquelas condições, quanto para o próprio Presidente do TJ-SP, Desembargador Ivan Sartori, que ciente de decisão da Justiça Federal de teor inverso à da magistrada estadual, deu ordens literais para que esta decisão fosse cumprida, “repelindo-se qualquer óbice que venha a surgir no curso da execução, inclusive a oposição de corporação policial federal”.
Se isso é “atuar de forma cautelosa, atento às conseqüências que pode provocar”, eu não entendo mais nada.
Seria bom que o Conselho Nacional de Justiça, agora que sobreviveu à ira dos que lhe queriam tirar a competência para analisar o comportamento dos magistrados, analisasse se houve ali transgressão ao Código de Ética da Magistratura, que ele próprio instituiu, em 2008.
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Deputado responde a senador tucano

Artigo do líder da bancada do PT, deputado Enio Tatto, em resposta ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) sobre a desocupação da área do Pinheirinho em São José dos Campos
A realidade dos fatos na era da imagem
Em tempos de informação online e de aparelhos celulares municiados de redes sociais, câmera fotográfica e vídeo, já não há mais como sustentar aquela velha técnica de camuflar a realidade e fatos a partir de uma versão oficial governamental.
As imagens falam por si e correm o mundo as cenas da Tropa de Choque e PMs de São Paulo atacando, de maneira sorrateira, famílias humildes e indefesas no início da manhã do domingo 21/1. Arrancados de suas casas, mulheres, crianças e idosos foram jogados nas ruas, num grau de violência jamais visto numa operação desta natureza.
Agora, o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira, por meio de artigo na Folha de S. Paulo, se intitula detentor da verdade e desfere acusações infundadas ao Partido dos Trabalhadores, num gesto típico daqueles que ao serem flagrados, vêm no ataque a melhor defesa.
Mas vamos enfrentar as colocações do senador num debate franco e equilibrado pela reconstituição da veracidade dos fatos, revelados pelas imagens e relatos daqueles que sofreram no corpo e na alma o modo como o PSDB trata passivos sociais.
Antes da ação da polícia militar de São Paulo, houve intensa batalha jurídica sobre a reintegração de posse da área do Pinheirinho. Entre liminares e discussões sobre a competência jurídica, entrou em cena tratativas políticas para constituir acordo envolvendo os governos municipal, estadual e federal e representante judicial para solucionar a questão pacificamente.
Ao contrário do que afirma o senador, o governo federal manifestou, sim, interesse em resolver o impasse: requereu prazo de 60 dias de trégua, por meio da Advocacia Geral da União, e designou Paulo Maldos para mediar o diálogo.
Em relação ao massacre não há o que contestar, todos assistimos aturdidos mulheres, crianças e idosos correndo das balas de borracha, spray de pimenta, cães e, até mesmo, armas letais. Tudo isso protagonizado por cerca de dois mil policiais, 220 viaturas, 40 cães, 100 cavalos e dois helicópteros, ao custo de R$ 100 milhões aos cofres públicos, de acordo com levantamento publicado pela imprensa a partir de dados oficiais.
Depois de arrancadas de seus lares, cerca de 2.500 pessoas, entre doentes, recém-nascidos e idosos, foram amontoadas num ginásio e outras dormiram nos bancos da igreja Nossa Senhora do Socorro.
Embora o senador diga que a operação fora planejada por mais de quatro meses, somente no dia 26 de janeiro, ou seja, cinco dias depois do despejo, é que foi firmado o convênio entre o governo do Estado e a prefeitura de São José dos Campos para o repasse dos recursos do aluguel social, conforme publicado no Diário Oficial. Isso nos leva a concluir que o governo de São Paulo, em seu planejamento, priorizou o aparato policial em detrimento à construção de moradias para a população.
No que diz respeito à diferença entre o PT e o PSDB, há inúmeras e, em destaque, na habitação, onde é oportuno apontar que em 16 anos o governo tucano construiu em média somente 20 mil unidades anuais. Enquanto o governo federal, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, contratou em apenas dois anos (2009/2010), 184 mil unidades no Estado de São Paulo, ou seja, 92 mil moradias por ano.
Por fim, ressaltamos que o PT não só lutou como defende o Estado Democrático de Direito, mas com a concepção de que este deve servir exatamente para assegurar os direitos sociais, dentre os quais a habitação e os direitos humanos.
Enio Tatto é deputado estadual e líder da Bancada do PT na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
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Sede nacional do PSDB é alvo de protesto pelo caso Pinheirinho

Em frente à sede tucana em Brasília, manifestantes gritam contra violência policial no despejo no Pinheirinho e cobram punição de responsáveis. Para eles, governador Geraldo Alckmin e prefeito Eduardo Cury, ambos do PSDB, são culpados. Rua próxima foi interditada por cerca de 200 pessoas. Também houve protestos em São José dos Campos. Nesta sexta (3), haverá no Rio.
Brasília – A sede nacional do PSDB, em Brasília, foi alvo de um protesto nesta quinta-feira (2) por parte de manifestantes que condenam a violência da ação policial que despejou 1,6 mil famílias de sem-teto da região conhecida como Pinheirinho. O partido foi atacado porque, para os manifestantes, o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ambos tucanos, seriam os responsáveis máximos pela desocupação.
Durante uma hora e meia, os participantes gritaram palavras de ordem contra a remoção e pediram a punição dos responsáveis. Nenhum membro do partido saiu da sede para dialogar com os manifestantes. Após deixarem o local, fecharam por meia-hora uma rua próxima. Segundo os organizadores, havia 250 pessoas. Já a Polícia Militar (PM) diz que eram 200.
“Nós queremos dizer para o PSDB que não é assim que se faz remoção, que não é assim que se trata trabalhador. Exigimos a punição do governador, que autorizou a ação da Polícia Militar, e do prefeito, que determinou que a Guarda Municipal auxiliasse esta ação desumana”, afirmou Edson Francisco da Silva, membro da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).
“Até mesmo o juiz estadual Rodrigo Capez, que endossou a violência cometida em Pinheirinho, acompanhando a ação diretamente no local, tem ligações diretas com o partido. Ele é irmão do deputado estadual paulista Fernando Capez, também filiado ao PSDB”, disse o coordenador da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) no Distrito Federal, Robson da Silva.
Para ele, a desocupação de Pinheirinho foi um ato violento e desumano, que não pode ser esquecido até que os culpados sejam punidos e os desabrigados, consigam novo teto. “Aquelas famílias viviam ali há sete anos e não representavam problema para ninguém, a não ser para os especuladores imobiliários”, disse.
A área, de 1,43 milhões de metros quadrados, pertence à massa falida de uma empresa do megaespeculador Naji Nahas, que deve cerca de R$ 12 milhões em impostos federais e R$ 14 milhões, em municipais. “O governo federal também precisa se posicionar de forma mais efetiva sobre o assunto e tomar medidas concretas para ajudar as famílias removidas”, disse Edson Francisco.
Para ele, é importante lembrar que a operação de remoção contou com dois mil PMs, dezenas de carros e dois helicópteros. E que resultou em, pelo menos, um trabalhador baleado, centenas de feridos, mais de 30 lideranças presas e sete pessoas desaparecidas.
“As autoridades não permitem a saída dos moradores e nem mesmo a entrada das lideranças populares ou da imprensa. É mais um crime cometido pelo PSDB: a implantação de campos de concentração no Brasil”, acrescentou Robson da Silva.
Mobilização nacional
O protesto em Brasília fez parte de um conjunto de atos realizados simultaneamente em várias cidades do país. Em São José dos Campos, cerca de cinco mil pessoas, de acordo com os organizadores, que percorreram as principais ruas do centro da cidade.
"Foi o maior ato público da história do município, com a presença de militantes de nove estados da federação”, disse o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e membro da executiva nacional da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha.
Segundo ele, o ato percorreu as principais ruas do centro e se concentrou em frente à Prefeitura Municipal. “Nós protestamos não só contra a desocupação de Pinheirinho, mas também contra a onda de criminalização de lideranças sindicais e populares promovida pela administração municipal”, afirmou.
Amanhã, o Rio de Janeiro é que será palco de um ato pró-Pinheirinho. “Não vamos deixar que o desabamento de prédios no centro do Rio e nem mesmo o carnaval nos façam esquecer daquela verdadeira tragédia. Continuaremos cobrando providências”, acrescentou Robson.
Nesta semana, a desocupação de Pinheirinho foi denunciada à Organização das Nações Unidas (ONU) por entidades de defesa dos direitos humanos. A Assembleia Legislativa de São Paulo também informou que preparou um dossiê para enviar ao órgão e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O deputado Ivan Valente (PSOL-SP), que acompanha as negociações de Pinheirinho desde o início, informou que a Câmara dos Deputados também irá instaurar uma comissão para apurar o caso.
Najla Passos
No Carta Maior
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Petrobras anuncia descoberta de petróleo e gás na Amazônia

Reserva está localizada no município de Coari, a 25 km da petrolífera de Urucu (AM)
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira a descoberta de uma nova acumulação de óleo e gás na Bacia do Solimões, no Amazonas.
Em comunicado ao mercado, a companhia informou que a reserva, localizada no Município de Coari, a 25 km da província petrolífera de Urucu (AM), indicou capacidade de produção diária de 1.400 barris de óleo de boa qualidade (41º API) e 45 mil m3 de gás, na Formação Juruá.
O poço foi perfurado a uma profundidade final de 3.295 metros. Em comunicado, a empresa afirma:
- Este é o segundo sucesso exploratório no Bloco SOL-T-171, onde já está em andamento, desde 2010, o Plano de Avaliação da Descoberta do poço 1-BRSA-769-AM, informalmente conhecido como Igarapé Chibata", afirmou a Petrobras.
Segundo a companhia, confirmada a viabilidade econômica das descobertas, elas viabilizarão a criação de um novo polo produtor de petróleo e gás natural na Bacia do Solimões.
A empresa detém 100% dos direitos de exploração e produção na concessão. A companhia produz diariamente no Amazonas 53 mil barris de óleo e 11 milhões de m3 de gás natural além de 1,3 mil toneladas de GLP.
No Reuters
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O STF sobre o CNJ, a discreta revolução

Todos os poderes do Estado devem estar submetidos ao rigor da ética, mas a ausência dessa atitude no poder judiciário é mais danosa. As sociedades se submetem à Justiça. A ela cabe dizer o que é certo e o que é errado, embora não se encontre ungida pelo mandato do Absoluto. A justiça se exerce, como se exercem todas as atividades humanas, na busca de uma verdade provável entre as dúvidas.
Mas o fundamento da justiça, para lembrar a definição admirável de Cícero, é a boa fé nos contratos. Em todos os contratos, e mais ainda no pacto entre o magistrado e as sociedades nacionais a que serve. Esse compromisso dos juízes lhes exige ter as mãos e as mentes sempre limpas, e servir com absoluta independência e lisura, conforme o seu saber e a sua consciência. Tal contrato com a sociedade não lhes é imposto, porque a magistratura não se forma de maneira compulsória, mas assumido voluntariamente por todos aqueles que decidem ingressar nos corpos judiciais.
Os juízes podem errar, e erram frequentemente, mas não podem faltar à boa fé em suas decisões. De certa forma, todos nós somos juízes, e atuamos em nossas relações sociais examinando o comportamento de nossos eventuais parceiros nos negócios, na ação política, na amizade e no amor. Toda escolha, até mesmo dos sapatos a cada manhã, é um ato de juízo - e não é por acaso que a expressão juízo signifique uma escolha reta. O sistema judiciário, criado e mantido pelos estados nacionais é a suprema expressão dessa faculdade humana. Os juízes, valha o truísmo, devem orientar-se também pelas leis da lógica, e estabelecer suas sentenças de forma a que possam ser cumpridas – e, assim, impedir einer Grossen Konfusion, a que fez referência, bem humorada – o que nele é raro – o Ministro Gilmar Mendes.
A nossa justiça, de modo geral, tem sido uma justiça de classe. Desde suas origens medievais, em nossa formação ibérica, foi uma justiça de senhores contra os servos, dos santos contra os pecadores, dos reis contra os vassalos e, nos tempos modernos, dos patrões contra os empregados, dos ricos contra os pobres. Os juízes dependiam, e ainda dependem, de um juízo além de si mesmos, o dos grupos que formam e comandam os Estados - e legislam.
O Zeitgeist é também uma construção do poder. A decisão de ontem se conforma ao novo desenho do poder nacional. Aceitem os excelsos pensadores acadêmicos, que refletem o interesse das elites oligárquicas, a verdade de que, mal ou bem, com as infecções morais aqui e ali, o povo brasileiro está construindo nova sociedade nacional. A partir da Revolução de 30, com avanços e retrocessos, a mobilidade social tem sido impetuosa em nosso país. Os ricos, que sempre dispuseram de tudo, a partir do fácil acesso ao ensino, não podem saber o que sentimos, os que viemos do chão do povo, ao ver uma ex-favelada, Graça Foster, assumir o comando da mais importante empresa nacional. É como se, de repente, nos devolvessem tudo o que nos negaram, da bicicleta de criança a um emprego decente – sempre reservados aos outros, quase que por direito divino.
A eleição do retirante Lula, a decisão nacional de eleger Dilma, uma mulher que se rebelou, na juventude, contra a injustiça social, e a ascensão das mulheres a todos os poderes republicanos, ao quebrar os velhos paradigmas, abriram esse caminho, que não podemos mais abandonar, e isso exige estrita vigilância no comportamento do governo. É oportuno, dentro desse raciocínio, registrar a concisão e a força dos votos das ministras Carmem Lúcia e Rosa Weber na decisão do STF. Se associarmos a democratização do poder à moralização rigorosa da ação administrativa, a conquista será irreversível.
A decisão do Supremo é mais um episódio deste movimento histórico, que tem enfrentado e, graças a Deus, vencido, a reação enfurecida dos interesses externos e dos opressores nacionais. Não podemos perder essa vitória, aparentemente menor, mas essencial. Os juízes venais e corruptos sabem que estão sujeitos, de agora em diante, ao poder do CNJ. E, o mais importante: esse poder poderá ser provocado pela simples representação de qualquer cidadão brasileiro, que assim se identificar junto ao Conselho.
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Obama culpa a Jesus por suas barbaridades

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Privataria, Furnas e a luta da mídia para pautar a Justiça

Desde a redemocratização a mídia ganhou o poder de pautar a Justiça. Qualquer escândalo, fundamentado ou não, acaba induzindo à abertura de inquéritos pelo Ministério Público ou de CPIs pelo Congresso.
É uma das armas mais poderosas da velha mídia, mas cuja eficácia tende a se diluir com o tempo, devido ao pouco critério no tratamento das denúncias; e à desconstrução pela Internet das denúncias vazias.
Mas, como poder extremamente lento, cauteloso, a Justiça leva algum tempo para entender os novos tempos.
De repente, surgem dois fatos relevantes, fora da órbita de escandalização da mídia: as denúncias do livro "A Privataria Tucana" e o inquérito sobre a lista de Furnas.
No primeiro caso, a disseminação das informações do livro se deu exclusivamente pelas redes sociais. Tivesse sido através dos jornais, certamente estimularia a abertura de inquérito pelo procurador geral Roberto Gurgel.
A coluna estapafúrdia de Merval Pereira - sobre o suposto critério da mídia para formular denúncias em contraposição à falta de critérios da mídia nova - tentou ser uma espécie de vacina para segurar qualquer movimento do MPF. Ele não escreveu para os leitores do Globo, mas para o MPF e a Polícia Federal
Gurgel sabe que não existe critério algum no denuncismo midiático. Mas o artigo de Merval serve como um habeas corpus para sua não atuação.
No caso da lista de Furnas, o inquérito ganhou vida própria no MPF.
Mais uma vez a mídia tenta ocupar o lugar do juíz, através de um conjunto de matérias falsas veiculadas pela Veja. E, agora, através desse factóide do perito norte-americano - em matérias veiculadas pela Veja e pelo Estadão.
Essa estratégia não resistiu a meio dia, desmontada pela informação de que o perito foi condenado por falsidade ideológica. É a rede ajudando a definir os contrapesos, dos quais a Justiça parece ter aberto mão, na hora de definir limites ao uso político da notícia.
Por trás de todos esses movimentos, a grande batalha da velha mídia para manter seu poder de pautar a Justiça.
Luis Nassif
No Advivo
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Tucanos tremem

O Ministério Público Federal (MPF-RJ), sob responsabilidade da procuradora Andréia Bayão, concluiu o inquérito que apurou as denúncias contidas na chamada Lista de Furnas. O mesmo já foi remetido à Justiça. Registre-se: o procedimento investigativo aberto no estado do Rio de Janeiro orientou-se para o conteúdo da lista, ou seja, para os repasses de Furnas a políticos da base do então presidente FHC, notadamente para o pessoal do PSDB e PFL (hoje, DEM).
Como a investigação e respectivos indiciamentos correm em segredo de justiça, ainda não há como saber o conteúdo. Mas a movimentação de políticos do PSDB e do DEM, a partir do ano passado, indica que todos estão preocupados.
Agora, o que surge é o seguinte: no final de semana, a mídia comercial deve divulgar um laudo contratado no exterior, pelos tucanos, com o qual pretendem se vacinar, contra o processo que que agora se abre. Puro sinal de desespero, em face do desfecho das investigações do Ministério Público Federal.
Os tucanos já entraram para a história política do país, como fabricantes de laudos, como arma de defesa de seus interesses. Assim, o laudo encomendado, pela CEMIG, a uma universidade de São Paulo, no caso do acidente com um cabo de alta tensão que matou 16 pessoas em Bandeira do Sul; o laudo encomendado na Espanha, para sustentar o licenciamento ambiental de atividade minerária em Capão Xavier; e o "laudo" que tentou provar a rídicula invenção do "objeto", que atingiu José Serra, e que nada mais era do que uma bolinha de papel serão acompanhados por uma uma peça estranha: um outro laudo feito no exterior, à base de cópias xerox, com o objetivo tentar se explicar na investigação feira pelo MPF do Rio de Janeiro.
Não está descartada a hipótese de que a revista Veja apronte mais alguma das suas.
No Minas sem censura
~ O ~
Relembrando a Lista:
Laudo assinado por perito de confiança dos tucanos e da Rede Globo comprova autenticidade do documento:
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Os perfis de um dos líderes da greve da PM na Bahia

O tucano Marco Prisco
Da Folha
"PERFIL
O homem que jogou a Bahia de Jaques Wagner na atual crise de segurança despontou no sindicalismo com a bênção e o apoio material do PT, partido do governador.
Soldado expulso por indisciplina, o líder da greve da PM baiana, Marco Prisco, 42, fez sua estreia política ao comandar a tomada do Corpo de Bombeiros, onde trabalhava, durante a paralisação dos policiais realizada em 2001.
Naquele ano, policiais e bombeiros enfrentaram o então governador César Borges (à época no PFL), membro do grupo liderado por Antonio Carlos Magalhães (1927-2007).
A tomada do quartel em Salvador foi uma manobra digna de um exército de Brancaleone: 64 bombeiros combinaram a ação, mas, na hora da tomada, apenas Prisco e três colegas apareceram.
Mesmo assim, deu certo. Outros 1.300 bombeiros do quartel aderiram ao movimento. Na oposição ao carlismo, o partido de Jaques Wagner apoiou a paralisação policial de duas semanas.
Prisco foi expulso da corporação em janeiro de 2002 e mergulhou de vez no sindicalismo. Em 2003, ingressou no PC do B e, nos últimos quatro anos, milita no PSOL. (???)
Fundada em 2009, a Aspra (Associação dos Policiais e Bombeiros da Bahia) tinha 2.286 filiados (7% da PM baiana) na terça, quando a greve começou. Segundo Prisco, ganhou mais 1.700 associados nos últimos quatro dias.”
~ O ~
Do Bahia Notícias
Prisco nega motivação política em greve, mas ameaça deixar PSDB por falta de apoio
O presidente da Associação de Policiais e Bombeiros da Bahia (Aspra), Marcos Prisco, negou que a greve da Polícia Militar (PM), deflagrada pela entidade na terça-feira (31), esconda interesses eleitoreiros em ano de campanha. “Político eu sou, como todo cidadão é, mas o movimento não tem nenhuma característica política”, declarou ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102.5, nesta quinta-feira (2). Apesar de negar sua pré-candidatura à Câmara Municipal, o neotucano (ex-PTC) fez questão de não tirar seu nome da roda – “A candidatura não está colocada e se eu for pré-candidato será uma decisão da categoria” – e aproveitou a oportunidade para pressionar sua nova legenda a apoiar as reivindicações da categoria, sob ameaça de abandonar o barco. “Estou prestes a pedir desfiliação do partido porque ninguém esteve aqui em momento nenhum, nem para perguntar como eu estava. [...] Infelizmente o PSDB foi uma escolha minha e essa escolha será mudada”, disparou. Para cumprir a promessa, no entanto, Prisco teria que abrir mão da candidatura a vereador, já que o prazo para troca de sigla foi encerrado em outubro do ano passado.
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Greve da Polícia Militar: Dá Para Entender???Hipocrisia!Hipocrisia!

Hipocrisia!
No Cachete
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Pronunciamento do Governador Jaques Wagner sobre a greve da PM liderada pela bandidagem tucana

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Dilma enfrentou motim na Bahia

Foto Almiro Lopes - Jornal Correio
O Conversa Afiada reproduz texto de amigo navegante baiano, vítima dos amotinados:
Desde a terça-feira feira, que as ruas de Salvador e das principais cidades do interior da Bahia começaram a esvaziar, tomadas pelo medo que assusta a população por conta da greve de parte dos policiais militares do estado.
O motim é fruto da “revolta” de apenas uma associação de praças da PM, entre as quase 30 que existem no estado. Esta minoria foi às ruas e está acampada na Assembléia Legislativa da Bahia. O que chama a atenção é que em vez de faixas e gritos de ordem, eles usam armas, apontam-nas para cima, ameaçam e amedrontam a população, usam o seu “poder de armados” (porque isso não é polícia) para fechar avenidas e gerar pânico.
O que era para ser uma causa trabalhista, uma greve como acontece com médicos e qualquer outro funcionário público, tornou-se uma causa nacional. Por causa deste pequeno grupo que tenta aterrorizar Salvador, o Governo Federal agiu rapidamente. Preocupado em manter a ordem pública na Bahia, a presidenta Dilma Rousseff já enviou, até este sábado, mais de dois mil militares do exército, quase quinhentos homens da Guarda Nacional de Segurança Pública, além de solicitar apoio da Marinha, Força Aérea e Polícia Rodoviária Federal. O General Gonçalvez Dias, que comanda as ações no estado, disse que se for preciso, mais homens virão, para que a população não seja prejudicada.
O líder dos Policiais que estão em greve é o ex-soldado Marco Prisco, que foi exonerado da corporação em 2002 por causa da atuação abusiva na última greve da PM, em 2001. Sites da Bahia noticiam que ele é filiado ao PSDB e que foi candidato a deputado estadual nas últimas eleições pelo PTC. Enquanto a população está com medo, a oposição ao governo de Jaques Wagner tentar ganhar espaço político, mas é abafada com as decisões rápidas do governo Dilma.
Hoje, chega a Salvador o Ministro da Justiçam José Eduardo Cardozo, que vai falar das ações das Forças Armadas para tranqüilizar as pessoas. Qualquer reivindicação de salário é válida, ainda mais quando se trata da Polícia Militar, instituição fundamental para o crescimento da sociedade. O que não dá para suportar é um motim contra o governo, feito por uma minoria, assustando a população, levantando armas, cenas que vão ao encontro do processo de democracia e respeito à legislação.
Em tempo: sempre com a mão de gato do PiG, serão os mesmo arruaceiros, que, no Ceará, também queriam derrubar a Dilma? – PHA
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Começa com M e termina com ERDA

O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), pode ficar marcado na história do Carnaval da capital mineira caso uma música alusiva à sua gestão ganhe o concurso de marchinhas da Banda Mole, tradicional bloco carnavalesco da cidade.
A "Marcha da Estação" compete com nove músicas finalistas e tem no refrão, nada elogioso, um trocadilho com o nome do político: "Começa com m, termina com erda. Adivinha o que que é".
"Perfeito como esse é a pura 'prefeição'. Ele é tão bom que agrada situação e oposição. Interditou a praça e trouxe a praia para estação... só não dá conta mesmo de evitar alagamento."
A música vencedora do "Concurso de Marchinhas Mestre Jonas", sambista mineiro, será anunciada neste sábado em um baile pré-carnavalesco em Belo Horizonte.
Caso seja campeã, os autores Renato Villaça e João Basílio podem receber R$ 5.000 pelo primeiro lugar na premiação. O segundo lugar receberá R$ 3.000 e o terceiro, R$ 1.000.
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Lista de Furnas: perito do PSDB já foi preso nos EUA por mentir sobre laudo.

O PSDB comprou por R$ 200 mil um laudo encomendado ao perito Larry F. Stewart, ex-integrante do serviço secreto dos Estados Unidos, para contestar a Lista de Furnas, diz o jornal Estadão (e também a revista Veja desta semana).
A manobra tucana acaba se revelando um tiro no pé.
O perito estadunidense foi afastado do laboratório forense do serviço secreto dos EUA após ser preso, acusado de ter cometido perjúrio (mentido) em um tribunal de Nova York, a respeito de... um laudo sobre falsificação de documento.
Segundo o promotor apurou, foram outros peritos que periciaram os documentos, e ele depôs como se fosse o autor da perícia.
http://www.justice.gov/usao/nys/pressreleases/May04/stewartlarrycomplaint.pdf
A nota acima, em tradução meia-boca, diz:
DAVID N. KELLEY, procurador dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York, anunciou hoje que LARRY F.STEWART, Director do Laboratório do Serviço Secreto dos Estados Unidos, foi preso sob a acusação de perjúrio no início deste ano no julgamento de Martha Stewart e Peter Bacanovic. As acusações estão contidas em uma queixa-crime que foi apresentada hoje no tribunal federal de Manhattan.
Segundo a denúncia, LARRY F. STEWART testemunhou como perito no julgamento de Stewart e Bacanovic, em relação ao exame forense de tintas em uma planilha que listava várias posições de valores mobiliários detidos por Martha Stewart e que continha várias anotações manuscritas.
Modus operandi de Daniel Dantas

O curioso é que o laudo tucano é "extra-judicial", ou seja, não é uma perícia oficial do judiciário, coisa que a defesa tucana poderia ter pedido (ou talvez pediu, e quebrou a cara, pois, pelo menos o Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, já periciou o documento, e o deu como verdadeiro, inclusive as assinaturas, sem sinais de falsificação).
A estranha encomenda "extra-judicial" serve para produzir manchetes como as do jornal Estadão e da revista Veja, e tentar influenciar o ambiente político e judiciário (qualquer semelhança com os métodos de Daniel Dantas para gerar matérias na imprensa, visando influir na opinião pública e depois anexar coisas à processos não é mera coincidência).
Mas a armação tucana não apaga dos arquivos as manchetes da época, na imprensa estadunidense:
Atualização: Um amigo leitor avisa que, após a denúncia, Larry Stewart respondeu processo e foi julgado por um juri popular, que não o condenou. Um jurado explicou que entendeu que ele mentiu ao tomar como seu o trabalho de outro perito, mas não deveria ser condenado a até 10 anos de prisão por perjúrio.
ZéAugusto
No Amigos do Presidente Lula
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Charge online - Bessinha - # 1025

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Questão de Prova

Tucanos criativos: Questão da prova de "Conhecimentos Gerais" do concurso público de Nutricionista do estado de São Paulo...
Atenção candidatos: Na próxima prova as questões serão sobre o BBB.

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Numa tentativa de reavivar a carreira, Belchior vai para o Canadá

Belchior disse ser apenas um rapaz canadense, sem dinheiro no banco e sem um clipe viral
OTTAWA – Atento à tendência algo declinante da própria carreira, o cantor Belchior decidiu inscrever-se num curso de intercâmbio no estado de Manitoba, Canadá. O artista partiu ontem e, segundo sua assessoria de imprensa, espera para breve uma onda de publicidade envolvendo o seu nome.
Na semana passada, em entrevista paga ao programa Madrugadas do Amor da Rádio Democrática de Bacabal (MA), Belchior explicou por que decidiu deixar o país: “Tentei gravar um videoclipe naquele museu do Niemeyer que parece uma nave espacial, mas nenhuma asa delta bateu no meu rosto. Em seguida, passei dias repetindo “Que deselegante”, mas por alguma razão não fiz tanto sucesso quanto aquela moça da tevê. Cheguei até a pedir ao Serginho Groisman que me convidasse para desancar o BBB na cara do Bial, mas ele não me respondeu. A solução foi comprar uma passagem para o Canadá.”
Como prova contundente de sua devoção à arte, Belchior confessou que não é afeito a viagens, e muito menos ao transporte aéreo, impedimentos que, no entanto, jamais o levariam a evadir-se do projeto canadense, por julgar que seu mister de menestrel se sobrepõe a quaisquer idiossincrasias pessoais. Para ilustrar o argumento, chegou a ensaiar os versos Foi por medo de avião / Que eu segurei / Pela primeira vez / A tua mão, mas foi duramente admoestado pelo apresentador Janjão da Maciota, que lhe pediu para demonstrar um pouco de compaixão pelos ouvintes da madrugada, já de si tão entregues à angústia.
Belchior despediu-se avisando que, no caso de o Canadá não impulsionar sua carreira, o próximo passo será dar um show em Aracaju.
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Presidente da Câmara tira CPIs da gaveta e põe oposição na mira

Marco Maia já abriu 3 comissões e tem mais 2 na fila, uma delas sobre governo tucano
BRASÍLIA - No primeiro dia da volta do recesso parlamentar, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), criou três comissões parlamentares de inquérito, deixando a oposição na mira da CPI da Privataria.
Desde que assumiu o cargo há um ano, Maia vinha barrando todos os pedidos de CPI. Agora, além das três abertas na quinta-feira, há mais duas na lista de espera: a que busca apurar o pagamento dos royalties da mineração e o pedido de investigação de privatizações no País com base no livro A Privataria Tucana.
As regras da Câmara permitem o funcionamento de cinco CPIs ao mesmo tempo. Maia tem em mãos um instrumento de pressão sobre a oposição, com potencial de desgaste político ainda maior em um ano eleitoral. O livro usado no requerimento de CPI, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., aborda a chamada era das privatizações do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.
O pedido foi apresentado pelo deputado Delegado Protógenes (PC do B-SP), com o apoio de 184 parlamentares, no encerramento dos trabalhos legislativos em dezembro. Ele pede a investigação das denúncias de "irregularidades e lavagem de dinheiro" citadas no livro.
Protógenes argumenta que as situações relatadas "constituem ameaças reais a democracia brasileira e por isso são preocupações atuais de todos brasileiros" e que são acontecimentos "que ainda repercutem na política brasileira pondo em risco o projeto de democracia" e que continuarão a repercutir caso não sejam tomadas providências.
Denise Madueño
No O Estado de S.Paulo
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Neo-Absolutismo Paranaense?

Quando me refiro ao Governador do estado como: “O Príncipe das Araucárias,” “ O Reizinho do Batel” ou até” Ímpero-Super-Governador Piá de Prédio” e a sua família como “Família Real,” alguns até podem achar estranha esta minha comparação, mas nestes 13 meses de desgoverno, Richa tem demonstrado que está mais para um monarca nos mesmos moldes dos tempos do império do que um legislador democrático eleito e legítimo representante de todos paranaenses.
A vergonhosa demonstração de falta de respeito com o estado do Paraná ocorrida ontem na abertura dos trabalhos na ALEP para o ano de 2012, apenas confirma meu ponto de vista.
Pompas, tapete vermelho e até um novo hino extra-oficial do estado atestam o Neo-Absolutismo de Richa. Só faltou mesmo no discurso, usar a frase de Luís XIV, “O estado sou Eu!”
Nessas horas, meu amigo monarquista, o Caçapa, deve estar dando pulinhos de alegria e até abrindo mais um chileninho para comemorar a volta da monarquia, pelo menos, nas Terras Vermelhas e de Muito Pinhão.
[você consegue imaginar o tamanho do bafafá na grande imprensa corporativa nacional, caso Lula, Dilma, Requião ou Pessuti, tivessem tapetes vermelhos e jingles de campanha nas cerimônias oficiais de inicio de ano legislativo?]
E a babação e puxasaquismo descarado de nossos nobres deputados para com o Impero-governador! Que é isso? Até parecia assédio de tietes para um popstar de Hollywood.
Mas é bom a gente já ir se acostumando. Logo a ALEP oficializa a monarquia no estado do Paraná. Pois extra oficialmente a monarquia já está valendo.
Afinal, empregar parentes, em qualquer estado democrático do mundo, é considerado nepotismo, mas na monárquica dinastia Richa, não. Lembram? O irmão e a esposa de Richa são ricos, logo, o emprego deles nas duas mais poderosas secretarias do estado não é caracterizado como nepotismo.
Utilizar verbas de uma empresa estatal (Copel) para comprar um avião para uso do chefe do executivo, em qualquer estado democrático do mundo é no mínimo escandaloso, menos no reino de Richa.
Destinar R$ 179 milhões em verbas de publicidade em pleno ano de eleições municipais em qualquer estado democrático do mundo, seria considerado ao menos suspeito, menos no Reino de Richa.
Levar uma comitiva inteira para Europa sem nenhum compromisso relevante e dando uma paradinha estratégica em Spa-Francorchamps, na Bélgica, coincidentemente no mesmo final de semana do GP de Fórmula 1, em qualquer estado democrático do mundo é no mínimo digno de investigação, menos no Reino de Richa.
Bom, eu já vou me preparando para a cerimônia de coroação e também já passou da hora de decorar o novo hino do reino do Paraná, afinal nada melhor que ser amigo do Rei para se dar bem na vida não acha?
Aproveita e já vai decorando também.
No Polaco Doido
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Veja é condenada

Revista VEJA é condenada a pagar indenização de R$ 20 mil... "limpinhos".
Injuriou, não provou... pagou!
A 4ª Turma Cível do TJDFT decidiu manter a sentença do juíz da 16ª Vara Cível de Brasília que condenou a Editora Abril S.A a indenizar, por danos morais, o deputado federal professor Abicalil.
Demorou 6 anos, mas a injúria foi reparada. Outras estão na fila.
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Charge online - Bessinha - # 1024

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