22 de jan de 2012

Mia Couto

 Imperdível 
António Emilio Leite Couto, mais conhecido por Mia Couto, biólogo e escritor de profissão, nasceu a 5 de Julho de 1955 na cidade da Beira, Província de Sofala.
Fez os seus estudos secundários na Beira, tendo frequentado entre 1971 a 1974 o curso de Medicina em Lourenço Marques.
Depois da Independência Nacional, em 1975, ingressou na actividade jornalistica e foi sucessivamente director dos seguintes orgãos de comunicação social:
Agência de Informação de Moçambique (AIM) - de 1976 a 1979
Revista Tempo - de 1979 a 1981
Jornal Noticias - de 1981 a 1985
Abandonou a carreira jornalística voltando a ingressar na Universidade para, em 1989, terminar o curso de Biologia, especializando-se na área de Ecologia. A partir daí mantém uma colaboração dispersa com jornais, cadeias de Rádio e Televisão, dentro e fora de Moçambique.
Como biólogo tem realizado trabalhos de pesquisa em áreas diversas, com incidência na gestão da zonas costeiras e na recolha de mitos, lendas e crenças que intervêm na gestão tradicional dos recursos naturais. Trabalha actualmente como consultor permanente da empresa de Avaliações de Impacto Ambiental, IMPACTO Lda.
É professor da cadeira de Ecologia em diversas Faculdades da UEM - Universidade Eduardo Mondlane.
É o único escritor africano que é membro da Academia Brasileira de Letras.
É hoje o autor moçambicano mais traduzido e divulgado no estrangeiro e um dos autores estrangeiros mais vendidos em Portugal (com mais de 400 mil exemplares).
As suas obras foram traduzidas e publicadas em 24 países para além de Moçambique, como Portugal, Brasil, Angola, Inglaterra, Espanha, Eslóvenia, Noruega, França, Itália, Suécia, Alemanha, Holanda, Bélgica, Chile, Dinamarca, Grécia, Finlândia, Grécia, Israel, África do Sul, Croácia, República Checa e Bulgária.
Colabora desde há dez anos com o grupo teatral da capital de Moçambique “Mutumbela Gogo” e escreveu (ou adaptou) diversos textos que foram representados por este grupo de teatro.
Livros seus (como a “Varanda do Franjipani” e contos extraídos de “Cada homem é uma raça”) foram adaptados para teatro em Moçambique, Portugal, África do Sul e Brasil.
Em finais de Dezembro de 1996, no Casale Garibaldi, de Roma, representou-se a peça “A princesa russa”, uma adaptação para palco do conto com o mesmo título, incluído em “Cada homem é uma raça”.
Interferência de Mia Couto na Conferência do Estoril - 2011
Publicado neste ContextoLivre em 03 de outubro de 2011.
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Boaventura de Sousa Santos repudia violência no Pinheirinho, em SP

O sociólogo e professor português Boaventura de Sousa Santos repudia a violenta desocupação da comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos, SP, realizada neste domingo, (22), pela polícia militar, a mando da justiça estadual. Segundo relatos dos habitantes da comunidade, pelo menos sete pessoas morreram no confronto com a tropa de choque da PM. Idealizador da Universidade Popular dos Movimentos Sociais, Boaventura está no Rio Grande do Sul para participar do Fórum Social Temático 2012.

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Quem é quem na tragédia e na incompetência do Pinheirinho

No Esquerdopata

É nesse lugar que a prefeitura de São José dos Campos está colocando os moradores do #pinheirinho pra dormir
No Blog do Mário
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Veja consegue passar do fundo do poço e afundar no esgoto

The most appealing Brazilian magazine gossip
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Latuff registra o Pinheirinho

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Programas sociais brasileiros são referência internacional, afirma PNUD

As políticas sociais desenvolvidas pelo Brasil, em especial as ações focadas na erradicação da extrema pobreza e da fome, têm despertado interesse cada vez maior da comunidade internacional. Esta semana, representantes da área de desenvolvimento social da Palestina, Tunísia, África do Sul, Egito, Quênia e Índia estão no país para conhecer as experiências exitosas de programas como o Brasil sem Miséria.
Com o objetivo de atender de forma conjunta à demanda crescente por informações e trocas de experiências, as delegações foram convidadas a participar esta semana (17 a 20 de janeiro) de um seminário sobre políticas sociais que inclui palestras, debates e visitas a campo. “Foi uma das soluções que encontramos para responder, de forma conjunta, a vários países e potenciais parceiros interessados em conhecer nossas experiências”, explicou o Secretário-Executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Rômulo Paes de Sousa, durante a abertura do evento.
O seminário internacional “Políticas Sociais para o Desenvolvimento” é o primeiro de uma série que o MDS pretende fazer em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC). No contexto deste encontro, o MDS fez o lançamento da cartilha Plano Brasil sem Miséria traduzida para seis idiomas: inglês, espanhol, francês, russo, árabe e chinês. O material foi elaborado com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
“Os programas sociais desenvolvidos pelo Brasil estão chamando muita atenção internacional. Hoje, podemos influenciar positivamente outros países do Hemisfério Sul com a gestão e modelos inovadores de políticas sociais e seus resultados, e disponibilizar informações em outras línguas é fundamental para que possamos disseminar e compartilhar experiências”, avalia a Oficial de Projetos do PNUD Maria Teresa Fontes. No Brasil, o PNUD trabalha em parceria com o MDS na execução de projetos de cooperação técnica e no apoio direto a ações vinculadas ao Plano Brasil sem Miséria.
Fonte: ONU Brasil
No Portal ANDI
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Little Tombstone

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Ameaça virtual aterroriza estudantes da UnB

Mensagem postada em um blog na internet ameaça alunos e professores; chama-os de “câncer” e de “parasitas” e ainda mostra duas armas de fogo; policiamento é reforçado para garantir segurança no Instituto de Ciências Sociais
Uma mensagem ameaçadora postada em um blog na internet levou a reitoria da Universidade de Brasília (UnB) a pedir reforço policial para garantir a segurança dos alunos do Instituto de Ciências Sociais, no campus Darcy Ribeiro. Na última segunda-feira (16), estudantes e professores do departamento foram alvos de ameaças virtuais num texto assinado por Silvio Koerich.
No blog intitulado como “O perdedor mais foda do mundo”, o internauta que não deixa rastros de profissão ou idade, chama alunos e educadores de “câncer” e “parasitas”. Em trechos da postagem de segunda-feira, o blogueiro ataca, especialmente, mulheres e homossexuais dizendo que não respeita “nem santas, nem putas, mortas” e finaliza descrevendo uma gargalhada debochada.
Logo abaixo, Koerich mostra a imagem de duas armas de fogo sobre travesseiros e anuncia: “Wellington agora vai para a universidade”, referindo-se ao massacre que matou 12 crianças na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, em 7 de abril de 2011 por Wellington Menezes de Oliveira. No blog também há imagem de uma mulher com o rosto dilacerado.
O internauta tenta intimidar as alunas do curso de Comunicação Social, Psicologia e Direito. Refere-se às universitárias como “vadias e prostitutas”. Os alunos do curso de Ciências Sociais são rotulados, por Koerich, como “maconheiros e imundos”.
As ameaças “ocultas” levaram uma dupla de policiais militares a fazer rondas constantes no Instituto de Ciências Sociais desde quinta-feira (19). Fardados, os policiais circulam pelos corredores das 7h às 19h. A ronda vai ocorrer de segunda a sexta-feira. A presença de homens armados no departamento, como confirma o policial ao Brasília247, serve mais como intimidação para supostos atentados. “Estamos lidando com um inimigo oculto”, disse um dos policiais, sem se identificar.
Apesar do aumento na segurança, o clima no Instituto de Ciências Sociais não é de tranquilidade. Algumas professoras têm mantido as salas de trabalho trancadas na chave enquanto fazem pesquisas e planos de aulas.
O episódio toca em um ponto delicado da universidade: a insegurança. Nos últimos dois anos, três alunas foram estupradas na instituição. Para o estudante do 4º semestre de Publicidade e Propaganda, Rafael Moreira, o incidente pode ser uma a oportunidade de a Reitoria da UnB tomar providências para reforçar a segurança em toda a área. “Parece a Reitoria não se importar com os crimes que acontecem lá, mas a expectativa é que, dessa vez, eles tomem providências.”
Esta não é a primeira vez que Koerich ofende e ameaça pessoas por meio da internet. Em setembro de 2011, o blog publicou um post em que incentiva o estupro de lésbicas como “medida de correção”. A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais denunciou as atividades do blog ao Ministério da Justiça, à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e à Polícia Federal.
No site de abaixo-assinados virtual Petição Pública há um manifesto contra o site assinado por Silvio Koerich. O documento conta com 473 assinaturas.
Ao tomar conhecimento das ameaças, o reitor da UnB, José Geraldo de Sousa, enviou ofício ao Ministério Público e à Polícia Federal pedindo que o caso seja investigado. Como o site está hospedado em domínio americano, o FBI também deve colaborar com a apuração.
Maryna Lacerda
No Brasil 247
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Juíza não reconhece decisão do Tribunal Regional Federal sobre Pinheirinho

Apesar do Tribunal Regional Federal ter determinado a suspensão imediata da ordem de reintegração de posse do Pinheirinho, o Comando da Polícia Militar mantém a operação de retirada de moradores. A Tropa de Choque invadiu a área na manhã deste domingo, dia 22, para cumprir a ordem de reintegração determinada pela juíza da 6ª. Vara Cível de São José dos Campos, Márcia Loureiro.
Na operação, foram usados gás de efeito moral e balas de borracha para a retirada de moradores, que permanecem resistindo. Dois helicópteros estão sendo usado na operação.
A reintegração já havia sido suspensa pelo TRT na última sexta-feira, pelo Tribunal Regional Federal – 3ª. Região. A juíza Márcia Loureiro, entretanto, não reconheceu a liminar do TRF e manteve a ordem de reintegração.
Na operação de hoje, iniciada às 6h, a PM usou de violência contra os moradores que resistiram à ordem de despejo. Um homem foi baleado e está internado em estado grave no Pronto Socorro Municipal da Vila Industrial.
Moradores de bairros vizinhos ao Pinheirinho também se revoltaram contra a invasão da Tropa de Choque à Ocupação e entraram em enfrentamento contra a Guarda Civil, que está apoiando a Polícia Militar. A cerca do Centro Poliesportivo do Campo dos Alemães, preparado para abrigar os moradores após a reintegração de posse, foi derrubada.
Histórico
A Ocupação Pinheirinho existe há oito anos (a serem completados em fevereiro) e abriga cerca de 9 mil moradores. Sem qualquer ajuda do Estado, os sem-teto construíram suas casas (a maioria de alvenaria), comércio, igrejas, abriram ruas, praça e criaram uma associação de moradores.
Desde o início da Ocupação, motivada pela falta de uma política habitacional da Prefeitura, os moradores tentaram abrir diálogo com o prefeito Eduardo Cury (PSDB), mas ele sempre resistiu em regularizar a área.
Recentemente, os governos federal e estadual já haviam se manifestado no sentido de assinar um protocolo de intenções para regularização do Pinheirinho, mas o prefeito, mais uma vez, se omitiu e até agora não demonstrou interesse em assinar o documento. A regularização não iria gerar qualquer custo para o município.
A área do Pinheirinho é de propriedade da massa falida da Selecta S/A, do especulador financeiro Naji Nahas. O local ficou abandonado por 30 anos, sem cumprir qualquer função social. Hoje serve de moradia para os sem-teto.
Sindicato dos Metalúrgicos
~ o ~
Prefeito do PSDB se recusou a inscrever o Pinheirinho no programa de moradia do governo federal. Eduardo Cury fez valer os interesses do proprietário Naji Nahas
Quem disse que não existe na prática diferença entre direita e esquerda? Eduardo Cury, do PSDB, prefeito de São José dos Campos, recusou-se a inscrever a ocupação do Pinheirinho no "Programa Cidade Legal", programa habitacional do governo Dilma. Se o fizesse, a ocupação poderia se regularizar e, posteriormente, se transformar num conjunto habitacional. Mas o prefeito tucano optou por ficar do lado da empresa falida do especulador Naji Nahas, a proprietária do local e, ao que tudo indica, patrocinadora das campanhas do grupo político de Eduardo Cury em São José dos Campos.
Paulo Jonas de Lima Piva
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Telespectador do JN faz o Resumo da Semana

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Emoções eu vivi

De todas as histórias que estão vindo à tona depois do acidente com o Costa Concordia, a minha favorita é a da moça que estava dentro de uma caixa, presumo que participando de um número de mágica, quando se deu o choque com as pedras e o navio começou a adernar. Não sei se ela era ajudante do mágico ou se tinha sido convocada da plateia para entrar na caixa.
Na verdade, como não me lembro onde li a história e não ouvi mais nada a respeito, não posso garantir que não a esteja imaginando.
Mas pense no que teria passado pela cabeça da moça dentro da caixa. Era para ela desaparecer e, provavelmente, reaparecer dentro de outra caixa. E de repente sente que está sendo deslocada dentro daquele espaço apertado, que está realmente sendo transportada para outro espaço, talvez para outra dimensão, da qual pode nem voltar se a mágica não der certo.
E imagine o alívio dela quando consegue sair da caixa e ver que todo o mundo está deslizando, junto com pratos e copos. Ufa. De volta à normalidade, pensa ela, antes de também começar a deslizar.
Muita gente que não estava lá tem histórias para contar das suas experiências em navios, e está aproveitando o desastre para contá-las. Eu, modéstia à parte, tenho várias. Minha mãe não gostava de avião, o que significa que a família tem um longo passado marinheiro.
Estávamos no primeiro navio que saiu de Nova York para a América do Sul no fim da Segunda Guerra Mundial. Um pequeno cargueiro argentino que corcoveava sobre as ondas. A viagem levou um mês, no qual passei uma semana vomitando e três aproveitando a aventura.
Durante anos fomos fregueses dos navios da Moore McCormick na linha Rio-Nova York-Rio, e a melhor lembrança que guardo deles é das cinco refeições por dia, não contando o caldinho quente no meio da manhã e o lanche no fim da noite.
Cruzamos de Southampton para Nova York no United States, na época o maior do mundo. E — não podia deixar meus dezessete leitores sem esta informação fascinante — fiz aniversário três vezes em alto-mar. Não sei qual é o recorde mundial.
O que tudo isso tem a ver com o desastre do Costa Concordia? Absolutamente nada. As maiores emoções em todas estas viagens eram os ensaios para emergências, que serviam para as pessoas se fotografarem vestindo coletes salva-vidas. E os céus estrelados, os peixes-voadores e, claro, o caldinho quente no meio da manhã.
Luís Fernando Veríssimo
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Profissão de filósofo e a inacreditável ABF

Foi noticiado há alguns dias atrás que uma certa Academia Brasileira de Filosofia está lançando o nome do ex-presidente da Fifa, João Havelange, para o Prêmio Nobel da Paz, pelas grandes contribuições dadas por esse cidadão para a paz mundial durante o período em que presidiu a entidade. Mais ainda, essa brilhante ideia parece ter surgido durante uma cerimônia anterior em que essa mesma instituição concedeu a Havelange o título de doutor honoris causa em Filosofia. Havelange se soma a outros doutores, dentre os quais, segundo o site da Academia, incluem outros conhecidos sábios, como Carlos Alberto Torres, capitão do Tri, ou Michel Temer.
Ria por enquanto, mas esse artigo infelizmente tem um assunto mais sério. Está tramitando no congresso o Projeto de Lei 2533/11, que se destina a regulamentar a profissão de Filósofo, do deputado federal Giovani Cherini (PDT-RS) – também conhecido pela criação do Dia do Churrasco. E a carne está cheirando, pois este projeto tramita em regime conclusivo na câmara, passível de ser aprovado sem precisar ir a plenário. Ele estabelece que só podem exercer a profissão, além dos bacharéis, licenciados, mestres e doutores em Filosofia, os egressos da ABF. Estabelece, ademais, que a ABF (ilustre desconhecida, obviamente, nos meios das pós-graduações reconhecidas pela Capes) é a representante da “filosofia e da língua filosófica nacionais”. O problema principal, contudo, não é esse, pois esses filósofos de carteirinha precisam ter onde trabalhar. Sendo assim, o projeto de lei estabelece no seu artigo sétimo: “Os órgãos públicos da administração direta ou indireta ou as entidades privadas, quando encarregados da elaboração e execução de planos, estudos, programas e projetos socioeconômicos ao nível global, regional ou setorial, manterão, em caráter permanente, ou enquanto perdurar a referida atividade, Filósofos legalmente habilitados, em seu quadro de pessoal, ou em regime de contrato para a prestação de serviço...”
Na justificação do projeto, o presidente da ABF, sr. João Ricardo Moderno, afirma que “a profissão de filósofo, uma das atividades mais importantes do nosso país... ainda não foi regulamentada...” (sic) Na verdade, o projeto é muito mais revolucionário do que parece, pois a profissão de filósofo ainda não foi criada. Ela não existe nem em nosso país nem, até onde eu saiba, em nenhum lugar do mundo. O que existe é a profissão de professor de Filosofia (com suas exigências e formações próprias) e em alguns países, como a França, a de pesquisador de Filosofia. Afinal, o exercício de pensar, seja em temas filosóficos ou quaisquer outros, é livre para cada um, por sua conta e risco. O projeto de Regulamentação, portanto, concede o direito de exercício àqueles que nunca sentiram sua falta, mas usa a presença destes para legitimar a inclusão daqueles que, por falta de formação específica, não têm competência própria para exercerem essas profissões a que me referi. E, por isso mesmo, cria para eles o direito de ocuparem cargos de filósofos nas repartições públicas nacionais do Oiapóque ao Chuí.
Como o nome da filosofia suscita auras resplandecentes, o leitor ingênuo poderia supor que a presença de um filósofo na secretaria do congresso nacional ou num tribunal faria bem ao país. Mas o trabalho do filósofo é de natureza estritamente teórica e os problemas de que ele trata não são normalmente resolvidos como o são, em geral, os problemas práticos. Principalmente, dado que qualquer um pode se auto-intitular “filósofo”, não é na forma de um projeto de lei em que uma Associação, desconhecida nas melhores universidades do país, se auto-define como a portadora do direito da verdade, e que corre escondido pelos muros do congresso, que essa contribuição se desenvolverá.
Mas afinal, para que se submeter às normas que a Capes e o CNPq tentam estabelecer para disciplinar, tanto quanto possível, a atividade de pesquisa na área? As conexões da ABF são outras. Além dos seus nobres doutores, a ABF possui um link com a Academia Brasileira de Defesa, sociedade destinada a defender “princípios, valores e tradição” e que congrega militares variados e que tem entre seus Patronos, dentre outros cientistas e inventores, o dr. Roberto Marinho e o General Médici. “Ad veritatem”, prega o doutor Moderno: essa Academia está se valendo da ingenuidade alheia e do peso dos amigos espertos para silenciosamente parir uma aberração da qual ela própria é a exclusiva interessada. E tudo será pago por você.
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