2 de jan de 2012

Quilombolas denunciam Marinha brasileira

 Divulgue! 

Canudos é aqui, entre Salvador e Simões Filho, na Baía de Aratu.
Este vídeo mostra que a Marinha do Brasil deflagrou guerra a um grupo de famílias negras descendentes de escravos que vivem na Baía de Aratu desde antes da chegada da marinha. As famílias vivem sob regime de tensão e violência, aterrorizadas, garantem que passam a noite acordadas com medo de morrer e têm medo de sair pois quando voltam podem encontrar suas casas derrubadas.
No Coletivo Catarse
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Urubóloga não acerta uma!

Miriam Leitão previu saldo de US$ 3 bi na balança comercial, mas foi 10 vezes maior
Há um ano atrás, em 9 de dezembro de 2010, madame Miriam Leitão previu US$ 3 bilhões de saldo na balança comercial para 2011.
Fechadas as contas deste ano, o valor foi R$ 29,8 bilhões, ou seja, 10 vezes mais do que previu a maior "especialista" em economia da TV Globo.
Vai chutar torto e fora assim, lá onde o vento faz a curva.
http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2010/12/09/impasses-do-bc-348065.asp
É por essas e por outras, que a TV Globo e seu jornalão deveriam assumir de vez o tipo de "jornalismo" que praticam.
Que tal madame Leitão passar a aparecer no "Bom dia, Brasil" com roupa de cigana e com uma bola de cristal na frente? Seria mais realista e daria mais credibilidade.
O William Bonner poderia usar um nariz de pinóquio. Assim todo mundo entenderia o espírito da coisa e ninguém levaria a sério quando ele quisesse dizer que uma bolinha de papel era uma fita crepe gigante de 5kg.
"Bill" Waack poderia narrar no seu idioma oficial (o inglês) e aparecer legendas em português no telejornal.
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Cat Stevens

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Professor comprova o "xoque de jestão" dos governos tucanos

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A verdadeira farra do governo Lula

A verdadeira farra do governo Lula, não só em 2010, mas ao longo de todo o seu governo foi ter aumentado substancialmente o investimento, contribuindo para reverter os impactos da crise internacional de 2009 e sustentando uma trajetória de crescimento econômico que foi decisiva para transformar o Brasil na 6ª maior economia do mundo.
O ano de 2010, último do governo Lula, tem sido apunhalado como um momento de péssimo exemplo, de gastança com fins eleitorais. Segundo aqueles que sistematicamente fazem a caveira do ex-presidente, a dita cuja, a "farra", teria se transformado em uma conta salgada que teve que ser paga em 2011.
Uma análise meticulosa, com dados de uma série de longo prazo, mais preocupada em analisar o comportamento das finanças públicas, apresenta informações pra lá de interessantes e elucidativas para tirarmos conclusões bastante diferentes.
O estudo do IPEA "Como anda o investimento público no Brasil?" (coordenado pelo pesquisador Claudio Hamilton) mostrou que a taxa de investimento público, de 1995 a 2011, atingiu seus níveis mais baixos nos anos de 1999 e 2003.
Em 1999 e 2003, o investimento bateu o fundo do poço, próximo a 1,5% do PIB. Em 2003, houve um ajuste fiscal duríssimo. Ambos foram momentos de crise. 1999 foi o ano da crise de desvalorização cambial, e 2003 foi o ano de ajuste após a instabilidade econômica e política que marcou o fim do governo FHC. A partir de 2004, houve uma retomada progressiva do investimento público. A presidência Lula o fez crescer de forma progressiva até bater o recorde, justamente em 2010, de 2,9% do PIB.
Resumindo a ópera, os dados nos permitem verificar que ocorreu, a partir de 2004, uma expansão contínua da taxa de investimento público.
É verdade que há picos de investimento em anos eleitorais e retrações nos anos seguintes? Tudo indica que sim. A presidenta Dilma está pagando parte da conta do último ano do governo Lula? Certamente, do mesmo modo como Lula pagou a conta do último ano do governo FHC. Diga-se de passagem, muitíssimo salgada.
As oscilações ocorridas entre 1995 e 2002 são bruscas. Desenham o que já se convencionou chamar "vôo de galinha" - saltos abruptos e quedas desconcertantes.
Contudo, para além das oscilações sazonais, por abalos decorrentes de crises e dos períodos eleitorais, o mais importante seria considerar o óbvio ululante: a presidência Lula reverteu a trajetória declinante do investimento público, que persistiu até 2003, e a fez ascendente a partir de seu segundo ano de mandato.
Tal tendência torna-se muito mais firme após 2007, coincidentemente, ano de lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Pois bem, este programa, vez por outra criticado como lento e ineficiente, foi a base que fez o investimento público mais que duplicar, passando de R$ 49,5 bi, em 1995, e R$ 42,6 bi, em 2003, para mais de R$ 104 bilhões em 2010.
Detalhe: o estudo não inclui os investimentos promovidos pelas empresas estatais. Significa dizer que a taxa de investimento em 2010 deve ter sido substancialmente mais elevada do que o patamar apurado, e que a contribuição do PAC deve ser bem maior do que a analisada pelo estudo.
Portanto, essa foi a verdadeira farra do governo Lula, não só em 2010, mas ao longo de todo o seu governo: ter aumentado substancialmente o investimento, contribuindo para reverter os impactos da crise internacional de 2009 e sustentando uma trajetória de crescimento econômico que foi decisiva para transformar o Brasil na 6ª maior economia do mundo, com perspectiva de se tornar a 5ª maior entre 2015 e 2020.
Antonio Lassance é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor de Ciência Política. As opiniões expressas neste artigo não refletem necessariamente opiniões do Instituto.
No Carta Maior
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Escute a entrevista que Marconi Perillo censurou

Governador de Goiás, Marconi Perillo, não gostou de ser chamado de "pavão" pelo antecessor Alcides Rodrigues e conseguiu retirar do ar a entrevista; escute o áudio
Governador de Goiás, Marconi Perillo não gostou de ser chamado de "pavão" pelo antecessor Alcides Rodrigues e conseguiu retirar do ar a entrevista em que o adversário deu a declaração. O imbróglio goiano vai detalhado abaixo, e se você quiser ouvir a entrevista vetada na Rádio 730, pode ouvi-la aqui.
Leia, abaixo, reportagem publicada pelo 247 a respeito da censura:
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), bateu, levou e, incomodado, resolveu recorrer à Justiça para censurar, ou melhor, retirar de circulação não o que ele disse, mas o que ouviu. Ontem, o juiz plantonista Levine Raja Gabaglia acatou pedido de liminar, em ação movida pelo tucano, que determina à Rádio 730 a retirada de seu site de trechos da entrevista do ex-governador Alcides Rodrigues (PP) e veiculada no dia 26/12/11.
O bate-boca entre Alcides e Marconi não é nenhuma novidade. Desta vez, Marconi provocou o ex-companheiro político (o pepista foi vice nos seus dois primeiros mandatos de governador) ao afirmar que, no governo anterior, que sucedeu no início deste ano, havia uma “quadrilha” administrando o Estado e que identificava “pelo menos dois assaltantes” nela. Marconi não nominou Alcides ou o segundo assaltando – que seria o ex-secretário da Fazenda Jorcelino Braga, dono da Rádio 730 –, mas deixou claro que se tratava dos dois logo em seguida, ao citar que “basta quebrar o sigilo de quem foi governador e secretário da Fazenda”, conforme veiculado no Jornal O Hoje (23/12).
Na sexta-feira, Alcides, que vive em um calculado ostracismo desde que deixou o governo, deu entrevista ao jornal “O Popular” e à Rádio 730. Ao Popular, ele foi direto ao ponto: “Ele (Marconi) precisa aprender a respeitar as pessoas. Precisa aprender a ser menos arrogante, prepotente, megalomaníaco e pavão, que gosta de aparecer demais.”
À Rádio 730, Alcides repetiu as críticas, acrescentando que o tucano é “extremamente mentiroso”. Ainda à radio, deixou uma ameaça: “Tudo tem limite. Ficamos calados, mas de agora em diante vamos responder tudo.” O presidente da Agetop (a agência de obras do Estado) e tesoureiro da campanha de Marconi no ano passado, Jayme Rincon, foi o escalado para rebater o ex-governador, repetindo uma estratégia utilizada por Perillo sempre que é atacado e é contra-atacado por um adversário. Mas parece ter sido pouco. O capítulo seguinte da reação do tucano foi censurar a entrevista de Alcides no site da Rádio 730, conforme liminar concedida.
Guerra antiga
A ação de Perillo contra Rodrigues, que deu base para o pedido de liminar para a retirada da entrevista do ar, pede indenização “não inferior a R$ 100 mil”. O que incomodou especialmente, segundo a defesa, foi o trecho em que o ex chama o atual governador de “pavão”.
Um dos principais pontos de atrito entre Marconi Perillo e Alcides Rodrigues tem a ver com a negociação envolvendo a Celg – Centrais Elétricas de Goiás. Está para sair empréstimo que vai sanear a empresa, mas que ao mesmo tempo dará à Eletrobras o controle, com 51% das ações. No final do governo anterior, estava para ser liberado recurso que também sanearia a estatal mas que preservaria a maioria das ações com o Estado.
Altair Tavares
No Brasil247
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Kassab vira piada no twitter

A avaliação do prefeito para a implosão mal sucedida do edifício na favela do Moinho virou motivo de chacota no twitter
Assim ficou o edifício após a implosão. Uai, se precisava implodir porque corria risco de desabamento, por que depois de tanto explosivos ele continua em pé?
..


Kassab dá nota 10 pra ventania que danificou meu guarda-chuva.
@cesaraovivo
Cesar Cardoso
Kassab dá nota 10 para os gênios que o elegeram.
@pedromoraes
Pedro Moraes
"Kassab dá nota 10 para o Palmeiras em 2011"
@mauriciostycer
Mauricio Stycer

No Maria Fro
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Charge online - Bessinha - # 970

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Chips RDFI

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Evaristo faz piada do mamão e cai no riso

Tuiteiros acham que Evaristo Costa ficou enciumado do sucesso do bordão "Que Deselegante", cunhado por Sandra Anneberg em 2011, e resolveu 'causar' no Jornal Hoje
Tuiteiros já estão comentando que Evaristo Costa ficou enciumado do sucesso do bordão "Que Deselegante", cunhado por Sandra Anneberg em 2011, e resolveu causar no Jornal Hoje. Na edição desta segunda, 2, ele recorreu à velha piada do mamão para chamar atenção. A elegante Sandra caiu no conto da fruta, e ambos se desmancharam em gargalhadas.
Assista aos risos dos âncoras cada vez mais descontraídos do Brasil:
No Brasil247
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Ray Charles

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Canalha católico justifica estupro de mulheres que fazem aborto

O arcebispo de Granada assegurou que quem “mata uma criança indefesa dá aos demais a licença absoluta, sem limites, para abusar” do corpo feminino.
O arcebispo de Granada, na Espanha, Javier Martínez, causou polêmica neste último domingo (31/12), durante uma missa, ao afirmar que o estupro é válido em mulheres que já fizeram aborto voluntariamente.
Para Martínez, "matar uma criança indefesa, em um ato proferido pela própria mãe, dá ao homem a licença absoluta, sem limites, de abusar do corpo desta mulher, porque ela trouxe a tragédia para a própria vida".
O religioso espanhol realizava sua homilia no último dia do ano e aproveitou para criticar a Lei do Aborto, na Espanha.
A lei, aprovada pelo regime socialista de José Luis Zapatero (2004-2011) no primeiro ano do antigo governo, legalizava o aborto para mulheres com até 14 semanas de gravidez, ou em vinte duas, no caso de risco para gestante.
Entretanto,o dispositivo poderá ser revogado pelo recém-empossado governo do PP (Partido Popular), de tendência conservadora e ligado à Igreja Católica.
O arcebispo comparou a medida com o regime nazista de Adolf Hitler. Para ele, os crimes cometidos pelo regime alemão não eram tão repugnantes quanto o ato do aborto.
A frase literalmente dita por Martínez foi: “matar a uma criança indefesa, e que isso seja obra de sua própria mãe, dá aos homens a licença absoluta, sem limites, de abusar do corpo da mulher, que será consumido pela tragédia que provocou”.
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“País laico não pode confundir pecado e delito”

Mónica Xavier: "Aborto se discute há cem anos no Uruguai"
Foto: Partido Socialista
O Senado uruguaio aprovou na semana passada a legalização do aborto nas primeiras 12 semanas de gestação. O tema, que sempre gera controvérsias, é discutido há cem anos no país, estima a senadora Mónica Xavier, da Frente Ampla. Na década de 1930, o aborto chegou a ser totalmente legalizado. Só em nossos dias, a discussão foi retomada fortemente.
Em 2008, o Parlamento uruguaio aprovou um extenso marco legal sobre direitos sexuais e reprodutivos, mas o então presidente Tabaré Vasquez, mesmo contra o que defendia a Frente Ampla, vetou o capítulo mais polêmico do projeto: o que permitia a interrupção voluntária da gravidez com até 12 semanas. “O que queremos é completar a lei de direitos sexuais e reprodutivos com o capítulo de interrupção voluntária da gravidez”, afirma Xavier.
Cardiologista, 55 anos, senadora desde 2000 pelo Partido Socialista – uma das muitas “listas” que compõem a Frente Ampla no complicado sistema partidário do Uruguai – Mónica Xavier milita pela saúde pública e foi a proponente da lei que descriminaliza o aborto. A dificuldade, como era de se esperar, é a resistência da Igreja Católica. “Não sei quantas vezes nos excomungaram, nos trataram como assassinos”, conta.
Mónica ressalta, contudo, que pesquisas de opinião indicam que a oposição ferrenha é das autoridades católicas, não dos fiéis. Em entrevista por telefone ao Sul21, ela falou sobre como se deu o processo de discussão do aborto no Uruguai, que ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados, e defendeu uma separação mais clara entre Igreja e Estado. “Um país laico como o Uruguai não pode confundir pecado com delito”, disse.
Xavier: "A ciência não tem uma única opinião sobre
começo da vida"
Foto: Partido Socialista
Sul21: Por que a senhora defende a legalização do aborto?
Mónica Xavier – Creio que aquela mulher que está grávida e que espera por seu filho é tão respeitável quanto aquela que por alguma situação está grávida e não pode prosseguir com a gravidez. É um tema muito íntimo e a saúde pública precisa garantir igual direito. Nós, legisladores, devemos legislar para que este direito seja respeitado.
Sul21: Os oposicionistas dizem que a vida já existe desde o início da gravidez e que, portanto, o aborto seria como um assassinato. Como a senhora vê esta opinião?
Mónica Xavier – Com relação à vida, a ciência não tem uma única opinião. Não se pode pensar que uma célula seja, em todo o caso, uma pessoa. Me parece que os direitos que se consagram, por exemplo, na Constituição uruguaia são referidos aos nascidos. Isto pelo menos em nossa legislação. Mesmo o Pacto de San José, na Costa Rica, (também conhecido como Convenção Americana de Direitos Humanos, celebrada em 1969, tornada parte da Constituição brasileira em 1992) que diz que a vida começa desde a concepção, coloca uma expressão que relativiza isto, diz: “em geral”. Isto foi produto de uma negociação importante, em que a esta concepção se dá uma margem de flexibilidade, porque se não, por exemplo, quando uma mulher enferma tem sua doença agravada pela gravidez, nós médicos temos a responsabilidade de interromper a gravidez, mas estaríamos cometendo homicídio. Se colocamos este direito como absoluto não avançamos em algo que é uma realidade em nosso continente: as mulheres mais vulneráveis estão muito desprotegidas com relação às interrupções de suas gravidezes. Poderá nos parecer bom ou ruim, mas os legisladores devem legislar em nosso país, como em tantos outros da América Latina, para sociedades diversas, sociedades multiculturais, multirreligiosas. Todos têm direito a ter opiniões diferentes. Mas também todos têm direito a que o Estado os proteja, neste e em outros temas.
Sul21 - Outro argumento é que o número de interrupções de gravidez vai aumentar se o procedimento for legalizado.
Mónica Xavier – Não temos nenhum registro científico que mostre que os abortos aumentam quando se flexibilizam os marcos legais. Quando se flexibiliza, sem dúvida, há um pico de interrupções registradas, porque o registro é mais efetivo. Quando é considerado um delito ninguém sai confessando por aí que o cometeu. Ainda não há elemento que avalie a despenalização quando esta é feita com a integralidade da educação em sexualidade e reprodução. Completamos o marco legal dos direitos sexuais e reprodutivos, lei que foi votada em 2008. Consideramos este projeto (de interrupção da gravidez) parte desta lei. Naquela ocasião, o presidente (Tabaré Vasquez) vetou o capítulo de interrupção voluntária da gravidez. Por isto estamos restituindo um capítulo que é uma lei aparte, mas é parte integral de como conseguimos os direitos sexuais e reprodutivos em sua integralidade.
Aborto, hoje, é farmacológico, o que torna ainda mais
injusto que mulheres pobres sejam submetidas a
procedimentos cirúrgicos
Foto: Fernando da Rosa/Wikimmedia Commons
Sul21 – No Brasil, as mulheres das classes mais altas conseguem fazer um aborto em um consultório médico, como se não fosse proibido. As mais pobres têm que fazer colocando em risco suas vidas. No Uruguai acontece o mesmo?
Mónica Xavier – Acontece o mesmo. Ademais, todos temos que saber que hoje o aborto é farmacológico, não depende de procedimentos invasivos como antes. Isto abre pelo menos duas coisas. Uma é que não há direito, então, a que as mulheres mais pobres, por não acederem a um serviço de saúde que lhes garantisse a interrupção da gravidez, adoeçam ou morram nas mãos de pessoas inescrupulosas. No Uruguai, nos últimos anos, não temos registrado mortalidade materna, mas, sim, morbidade. Uma mulher jovem, de 18 anos, em setembro, esteve muito tempo internada em CTI, a deixaram sem capacidade reprodutiva pelo resto de sua vida e não teriam porque ter feito isto. Com um medicamento corretamente indicado não se requer um procedimento ambulatório.
Sul21: Creio que não tenha sido fácil chegar até a votação no Senado. Como foi o processo de debate até chegar à votação?
Mónica Xavier – Faz cem anos que se discute o aborto no Uruguai. Entre 1934 e 1938, o aborto era legal. O que se vai fazer agora é despenalizar e não legalizar. Vai seguir tendo penas se não se faz dentro das 12 semanas que a lei prevê. É uma flexibilização e creio que vamos por um bom caminho. Tivemos um descenso importante da mortalidade materna por aborto inseguro, porque o marco legal indica que os profissionais de saúde devem assessorar as mulheres que estão cogitando interromper sua gravidez, devem assisti-las se tiverem repercussões negativas após o aborto, mas não podem fazê-lo no momento da interrupção. Isto as coloca na clandestinidade e as põe em risco. O que queremos é completar a lei de direitos sexuais e reprodutivos com o capítulo de interrupção voluntária da gravidez. Já foi muito discutida, porque – essencialmente a Igreja Católica – nos procederam insultos, não sei quantas vezes nos excomungaram, nos trataram como assassinos, nos compararam com Herodes. Não vamos mudar nosso tom de tolerância por quem pensa diferente, porque isto é a democracia. Consagrar direitos na democracia entendemos que deve ser feito com muito diálogo, muito respeito e sem entrar em provocações.
Sul21: Como a senhora vê a intervenção da religião nas leis, no Parlamento, nos governos?
Mónica Xavier – Desmedida, pelo que vinha lhe dizendo. Começamos nossa intervenção no Senado dizendo que um país laico como o Uruguai não pode confundir pecado com delito. E isto é o que temos feito durante todo o tempo, em nossa opinião. Para determinadas religiões, o aborto pode seguir sendo um pecado, mas para o Estado não pode ser um delito. O Estado deve garantir o direito das mulheres.
Autoridades religiosas se opõem ao aborto, não
necessariamente as pessoas religiosas, diz a senadora
Foto: Divulgação
Sul21: Se pode dizer que os religiosos já estiveram mais fortes no Uruguai?
Mónica Xavier – Não, sempre exercem uma pressão importante. Mas são as autoridades (religiosas). A sociedade, mesmo os que se autodefinem como religiosos, inclusive da religião católica, entendem que é preciso regular o aborto de maneira diferente. Nas pesquisas de opinião muitos que se dizem católicos entendem que o aborto precisa ser regulado com situações em que não seja considerado delito.
Sul21: A senhora tem confiança de que o projeto será aprovado também na Câmara dos Deputados?
Mónica Xavier – Penso que sim. Na legislatura passada isto já ocorreu. Vamos trabalhar para conseguir com que os deputados tenham claro que é uma necessidade continuar avançando em uma política que tem reduzido danos.
Sul21: No Senado, foi aprovado por uma pequena diferença de votos. Na Câmara também deverá ser difícil a aprovação?
Mónica Xavier – Sim, porque muitos deputados representam uma circunscrição pequena. Podem ser mais suscetíveis a sofrer pressão de autoridades da Igreja Católica nestes lugares.
Sul21: No Brasil, não se consegue nem começar a debater alguns temas no Parlamento, como o aborto, ou a legalização da maconha, que também já está sendo debatida no Uruguai. Como o Parlamento uruguaio conseguiu começar o debate destes temas delicados?
Mónica Xavier – Levando a voz da sociedade civil ao âmbito parlamentar. Trabalhando muito em sintonia com a academia. Eliminando preconceitos e dando aos temas justa valorização. E, sobretudo, deixando claro que estas leis, pelo fato de serem leis, não obrigam ninguém a fazer o que não quer fazer, mas, sim, tiram pessoas de um círculo de clandestinidade que sempre traz consequências nefastas.
Felipe Prestes
No Sul21
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Louis Armstrong

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Defender Serra não vale a pena

Lembro quando vi Serra pela primeira vez. Sempre sisudo junto à portinhola da cozinha em que a simpática Dona Raimunda fazia passar seu café logo depois do almoço no segundo andar da faculdade de economia, portava-se como personalidade a espera de um pedido de autógrafo.
Usava uma invariável jaqueta marrom com detalhes em couro e os poucos cabelos puxados a brilhantina. A expressão de permanente descontentamento, a quem tudo parecia desagradar, vez ou outra se desfazia em reação receptiva a eventuais festejos de bajuladores que já naquele tempo acompanhavam-no.
Visto à distância não transparecia estar agradecido pelo emprego que João Sayad e Montoro Filho arrumaram-lhe na FIPE quando desembarcou com uma mão atrás e outra na frente, vindo do exílio auto-imposto no Chile. Aparecia pouco na Universidade e naqueles inícios dos anos 80, de empregos escassos, víamos com certa estranheza o modo fácil como ganhava seu dinheiro.
Deu um curso sobre economia da América latina a que poucos se interessaram, exceto os marxistas ligados ao partidão (partido comunista brasileiro) e alguns poucos ingênuos que se encantavam com as críticas fáceis que o professor fazia publicar na revista de economia política contra as medidas cambiais adotadas à época pelos ministros Reis Velloso e Delfim Neto.
Houve alguma surpresa quando o anódino Serra surgiu como secretário do planejamento do governo Montoro. Foi trazido pelas mãos de Montoro Filho, que não podendo ser ele mesmo secretário devido à condição de descendente direto do governador, que já tinha dois outros filhos no gabinete, decidiu conferir um ar de esquerda ao governo do pai enquanto ele mesmo permaneceria nos bastidores.
No governo, o primeiro ato de Serra foi avocar a si a nomeação de todos os diretores financeiros de estatais paulistas, todas: do Banespa à Comgás. Nessas circunstâncias foi que chocou os ovos que viram a conferir-lhe força tremenda, primeiro dentro do PMDB e depois dentro do novo partido cuja fundação seria um dos responsáveis devido à ruptura irreconciliável com Quércia.
Confinado à Secretaria da Administração e contemplado com não mais que duas diretorias regionais do Banespa, uma na capital e outra no interior, Quércia manteve-se crítico a Serra até a aliança em 2010 que pensou lhe renderia uma cadeira no senado.
Com as chaves dos cofres das estatais nas mãos e a responsabilidade de alimentar o caixa que financiaria a primeira campanha presidencial pela via direta – a de Montoro, conforme acordo firmado com Tancredo Neves que, depois de eleito pelo colégio eleitoral com apoio do governador paulista, apoiá-lo-ia nas primeiras eleições diretas no país – ficou fácil para Serra tornar-se czar da economia no estado e, depois de malogrado o plano urdido entre mineiros e paulistas com a morte inesperada de Tancredo, sagrar-se deputado constituinte por São Paulo.
Nas movimentações destinadas a articular sua candidatura, Serra atropelou um punhado de amigos que, desconhecendo o caráter daquele que haviam conduzido a uma posição de força no governo, preparavam suas candidaturas há mais tempo. Dentre eles o ex-secretário das finanças de Covas na Prefeitura Denisard Alves e o próprio Montoro Filho.
Depois de traído, Montoro Filho, a quem Serra tudo devia de sua carreira política, foi solenemente esquecido pelo amigo em todos os postos que este ocupou. Inclusive o de governador. Montorinho, como era conhecido, só voltou a posições de mando no governo do estado pelas mãos de Covas em gratidão ao fato de seu pai tê-lo nomeado prefeito de São Paulo 10 anos antes.
Engana-se por essa razão o PSDB em tomar a defesa de Serra no episódio dos recursos ilícitos trazidos por ele e sua família desde paraísos fiscais, como notícia o livro Privataria Tucana. Primeiro porque o dinheiro internalizado não foi proveniente apenas das privatizações realizadas durante o governo FHC, mas também de sua passagem pela secretaria do planejamento de São Paulo quando era peemedebista e não tucano.
Ademais, Serra nunca deu nada ao PSDB senão que dele se alimentou o tempo inteiro. Como hospedeiro de um corpo que haverá de abandonar depois que mais nada puder extrair.
Luiz Cezar
No Brasil que Vai!
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Eumir Deodato Trio

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O orçamento de 2012

O que se gasta com juros da dívida no país é 47,19% da Lei orçamentária de 2012.

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Eumir Deodato Trio

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Eu sou riiiiiica!!!

Elas colecionam Barbies, bebem champanhe em taça de ouro, usam R$ 700 mil em joias num dia - e vão mostrar tudo isso num reality show que estreia amanhã
"Você demorou e começamos a beber! (risos)", diz a socialite Valdirene Marchiori, 36, champanhe na mão, em seu apartamento de 850 m² nos Jardins. O look é vermelho: vestido Valentino, sapatos Christian Louboutin, "pra não perder o costume", e bolsa Louis Vuitton. Está acompanhada da amiga, a arquiteta e decoradora Brunete Fraccaroli, 48, de branco: vestido Reinaldo Lourenço, bolsa Chanel e salto Louboutin. E gorros de Papai Noel.
*A partir de hoje, Val, paranaense que se tornou célebre em SP depois de estampar a capa da "Veja SP" afirmando gastar até R$ 75 mil em uma tarde de compras, e Brunete, colecionadora de Barbies que enche de espelhos e cristais os ambientes que decora, vão brilhar em rede nacional. Estarão no ar no reality show "Mulheres Ricas", da TV Bandeirantes. Terão a companhia da socialite carioca Narciza Tamborindeguy, 45, da joalheira Lydia Sayeg, 44, e de Débora Rodrigues, 43, que deixou para trás a militância no MST para virar piloto de Fórmula Truck. Em dez episódios, a atração mostrará o dia a dia e a convivência dessas mulheres bem de vida.
Val, ex-apresentadora de um quadro no programa "Amaury Jr.", diz que usará modelitos próprios. "Hellooo! Você acha que eles têm dinheiro? Por isso querem mulheres ricas. Porque atriz não tem dinheiro! Hahaha", diz à repórter Lígia Mesquita.
Ela conta que foi "pobrinha" e vendeu Avon. Hoje é dona de uma transportadora. Foi casada com Evaldo Ulinski, dono do frigorífico Big Frango, que fatura cerca de R$ 1 bilhão. Os dois têm filhos gêmeos e se separaram há um mês.
Antes de descer para a garagem, ela pede para a empregada colocar uma champanhe Veuve Clicquot na bolsa térmica, além de uma taça de ouro. E garrafas de água com gás da marca francesa Perrier para Brunete. "Tive pedra no rim e precisei beber muita água. Me falaram que tinha que ser Perrier. Só tomo essa", diz a arquiteta.
Dos Jardins, seguem para um heliponto no Jaguaré, em um Porsche Cayenne blindado. Lá, pegam um helicóptero para ir até a escola de samba Unidos de Vila Maria, na zona norte, onde vão realizar um "dia de princesa", com manicure e cabeleireiro, para meninas carentes.
Na aeronave, falam do programa. "Vamos mostrar que não é feio tomar champanhe às 10h, ou alugar um jato para ir almoçar no Rio. O dinheiro trocou de mão. A classe C quer ver onde gastar", diz Val.
Brunete não gosta do nome da atração. "O brasileiro detesta gente rica. Sou poderosa, batalhadora. Não sou milionária. O que eu ganho, gasto. A gente não pode ser o defunto mais rico do cemitério." "Qual o problema de ser chamada de rica? Melhor do que de pobre!", fala Val.
A decoradora conta que nasceu "milionária", mas o pai perdeu tudo. "Já vivi a vida de milionária, de ter champanhe na minha chupeta, mas também muita dureza."
As duas elegem Narciza a mais "louca" do programa. "Ela é loooouca! A gente é normal", diz Val. Brunete interrompe: "Ela é doce, quer carinho". Val completa: "Ela quer é outras coisas".
E conta que durante a gravação de um voo de helicóptero no Rio, Narciza pediu ao piloto para desligar o motor da aeronave e ficar em queda livre por alguns segundos. "Eu gritava: 'Sua ordinária! Vou dar na sua cara. Gosto de helicóptero grande, não dessa porcaria aqui'. Eu falava pra ela: 'Sei que você é louca por causa de outras coisas. Tenho dois filhos pra criar'." Brunete pede: "Para, cachorra! Ela não é mais! Ela não bebeu uma gota de álcool nesse programa inteiro".
Narciza concorda que é louca. Mas de "alegria, bom astral, originalidade", diz, por telefone, da ilha de Ivo Pitanguy, em Angra dos Reis (RJ). "Topei participar do programa porque minha vida é divertida. Vim ao mundo para provar que a vida é bela." Ela interrompe a conversa: "O barco vai sair agora? Não posso ir!", avisa a alguém que a chama. E volta ao papo.
Diz que ficou "triste" com a declaração de Val à coluna Outro Canal, da Folha, há dias, dizendo que ela é "louca falida". "A Valdirene diz que sabe de sociologia, quem é ou não rico. Ela que pergunte ao IBGE o que sou. O IBGE é que vai dizer se sou rica."
Para Narciza, que afirma ter feito duas faculdades e falar quatro idiomas, quem nasce sem nada dá valor às coisas materiais. "Já eu nasci com tudo. Gosto de andar descalça, abraçar árvores." E também de "cultivar amigos. Você sabe que eu namoro o escritor Guilherme Fiuza, né? Ele escreveu 'Meu Nome Não É Johnny'. Sabe?" Encerra com um pedido: "Fale bem de mim, tá? Diz que tenho o orfanato 'Lar de Narciza'".
O voo de helicóptero do Jaguaré ao campo de futebol da escola Vila Maria, improvisado como heliponto, dura 11 minutos. Elas desembarcam. Débora, a ex-MST, já está na quadra. "Tia, você é rica?", pergunta Thais, 11, que vive em um abrigo de crianças em Santana e vai virar "princesa" por um dia.
A ex-sem-terra também diz que se incomoda com o nome do programa. "Não sou rica. Vivo de patrocínio, da minha oficina de carro."
Depois do evento, Val e Brunete retornam aos Jardins de carro, pois o helicóptero está em uso comercial.
Fred, motorista-segurança da paranaense, tem a missão de cuidar da taça de ouro na qual ela bebe champanhe. Um funcionário da escola de samba pergunta se "dá pra sentir gosto de ouro quando você bebe". "Não bebo. Só seguro [a taça]."
"As pessoas não entendem que quando o rico faz 'pou' [barulho da rolha saindo da garrafa], faz o cara que fabrica vidro ganhar [dinheiro], o garçom, o cara do rótulo. Quer que eu continue a cadeia de pessoas que ganharam dinheiro com um 'pou' da champanhe?", diz a joalheira Lydia Sayeg em sua loja, no Jardim Paulistano, com uma taça borbulhante nas mãos. E mais anéis, pulseira e brincos de diamantes. "Hoje tô com uns R$ 700 mil [em joias]." Sayeg afirma que ela e suas colegas de programa não são "peruas" e que a atração vai mostrar "o luxo e o desejo de ter coisas bonitas".
Quase em casa, Val revela que um partido a convidou para ser candidata a deputada. O slogan ela já tem: "Não vote mal, vote na Val". Se eleita, garante que vai "dar uma limpada no Planalto. E só quero fazer creches lindas e rosas". Brunete assina embaixo: "A gente faria muitas coisas boas pro Brasil".
Mônica Bérgamo
No Maria da Penha Neles!

Narciza Tamburindeguy: Guilherme Fiúza Não Pode Criticar Ninguém, Depois Dessa!


Ai, Que Merda!
#Vergonha_Alheia
Continuo dizendo: Por providência divina, mulas não geram filhos...
No Cachete
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