22 de dez de 2011

Lula agradece apoio em 2011 e deseja saúde, paz e prosperidade para 2012

Minhas amigas e meus amigos,
O ano de 2011 vai terminando e este momento especial do Natal, de confraternização com a família e os amigos, permite reforçar os laços de afeto e união para começarmos um novo ciclo com muita energia e amor.
Neste final de ano, quero agradecer de coração todo o carinho que recebi em 2011. A solidariedade de tantos amigos do Brasil e de outros países tem me ajudado muito durante o meu tratamento.
Desejo que todos tenham muita saúde, paz e prosperidade neste ano que vai começar. Vamos continuar juntos em 2012 com a presidenta Dilma, construindo um Brasil e um mundo cada vez melhor, mais justo e mais solidário.
Um forte abraço,
Luiz Inácio Lula da Silva
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2011, o ano em que a mídia demitiu ministros. 2012, o ano da Privataria

A imprensa estará muito menos disposta a comprar uma briga durante a CPI da Privataria – quer porque ela começa questionando a lisura de aliados sólidos da mídia hegemônica em 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010, quer porque esse tema é uma caixinha de surpresas.
Em 2005, quando começaram a aparecer resultados da política de compensação de renda do governo de Luiz Inácio Lula da Silva – a melhoria na distribuição de renda e o avanço do eleitorado “lulista” nas populações mais pobres, antes facilmente capturáveis pelo voto conservador –, eles eram mensuráveis. Renda é renda, voto é voto. Isso permitia a antevisão da mudança que se prenunciava. Tinha o rosto de uma política, de pessoas que ascendiam ao mercado de consumo e da decadência das elites políticas tradicionais em redutos de votos “do atraso”. Um balanço do que foi 2011, pela profusão de caminhos e possibilidades que se abriram, torna menos óbvia a sensação de que o mundo caminha, e o Brasil caminha também, e até melhor. O país está andando com relativa desenvoltura. Não que vá chegar ao que era (no passado) o Primeiro Mundo num passe de mágicas, mas com certeza a algo melhor do que as experiências que acumulou ao longo da sua pobre história.
O perfil político do governo Dilma é mais difuso, mas não se pode negar que tenha estilo próprio, e sorte. As ofensivas da mídia tradicional contra o seu ministério permitirão a ela, no próximo ano, fazer um gabinete como credora de praticamente todos os partidos da coalizão governamental. No início do governo, os partidos tinham teoricamente poder sobre ela, uma presidenta que chegou ao Planalto sem fazer vestibular em outras eleições. Na reforma ministerial, ela passa a ter maior poder de impor nomes do que os partidos aliados, inclusive o PT. Do ponto de vista da eficiência da máquina pública – e este é o perfil da presidenta – ela ganha muito num ano em que os partidos estarão mais ocupados com as questões municipais e em que o governo federal precisa agilidade para recuperar o ritmo de crescimento e fazer as obras para a Copa do Mundo.
Sorte ou arte, o distanciamento de Dilma das denúncias contra os seus ministros, o fato de não segurar ninguém e, especialmente, seu estilo de manter o pé no acelerador das políticas públicas independentemente se o ministro da pasta é o candidato a ser derrubado pela imprensa, não a contaminaram com os malfeitos atribuídos a subalternos. Prova é a popularidade registrada no último mês do ano.
Mais sorte que arte, a reforma ministerial começa no momento em que a grande mídia, que derrubou um a um sete ministros de Dilma, se meteu na enrascada de lidar com muito pouca arte no episódio do livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr. Passou recibo numa denúncia fundamentada e grave. Envolve venda (ou doação) do patrimônio público, lavagem de dinheiro – e, na prática, a arrogância de um projeto político que, fundamentado na ideia de redução do Estado, incorporou como estratégia a “construção” de uma “burguesia moderna”, escolhida a dedo por uma elite iluminada, e tecida especialmente para redimir o país da velha oligarquia, mas em aliança com ela própria. Os beneficiários foram os salvadores liberais, príncipes da nova era. O livro “Cabeças de Planilha”, de Luís Nassif, e o de Amaury, são complementares. O ciclo brasileiro do neoliberalismo tucano é desvendado em dois volumes “malditos” pela grande imprensa e provado por muitas novas fortunas. Na teoria. Na prática, isso é apenas a ponta do iceberg, como disse Ribeiro Jr. no debate de ontem (20), realizado pelo Centro de Estudos Barão de Itararé, no Sindicato dos Bancários: se o “Privataria” virar CPI, José Serra, família e amigos serão apenas o começo.
A “Privataria” tem muito a ver com a conjuntura e com o esporte preferido da imprensa este ano, o “ministro no alvo”. Até a edição do livro, a imprensa mantinha o seu poder de agendamento e derrubava ministros por quilo; Dilma fingia indiferença e dava a cabeça do escolhido. A grande mídia exultou de poder: depois de derrubar um presidente, nos anos 90, passou a definir gabinetes, em 2011, sem ter sido eleito e sem participar do governo de coalizão da mandatária do país. A ideologia conservadora segundo a qual a política é intrinsicamente suja, e a democracia uma obra de ignorantes, resolveu o fato de que a popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizimou a oposição institucional, em 2010, e a criação do PSD jogou as cinzas fora, terceirizando a política: a mídia assumiu, sem constrangimentos, o papel de partido político. No ano de 2011, a única oposição do país foi a mídia tradicional. As pequenas legendas de esquerda sequer fizeram barulho, por falta de condições, inclusive internas (parece que o P-SOL levou do PT apenas uma vocação atávica para dissidências internas; e o PT, ao institucionalizar-se, livrou-se um pouco dela – aliás, nem tanto, vide o último capítulo do livro do Amaury Ribeiro Jr.).
Quando a presidenta Dilma Rousseff começar a escolher seus novos ministros, e se fizer isso logo, a grande mídia ainda estará sob o impacto do contrangimento. Dilma ganhou, sem imaginar, um presente de Papai Noel. A imprensa estará muito menos disposta a comprar uma briga durante a CPI da Privataria – quer porque ela começa questionando a lisura de aliados sólidos da mídia hegemônica em 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010, quer porque esse tema é uma caixinha de surpresas.
Isso não chega a ser uma crise que a democracia não tenha condições de lidar. Na CPI dos Anões do Orçamento, que atingiu o Congresso, os partidos viveram intensamente a crise e, até por instinto de sobrevivência, cortaram na própria carne (em alguns casos, com a ajuda da imprensa, jogaram fora a água da bacia com alguns inocentes junto). A CPI pode ser uma boa chance de o Brasil fazer um acerto com a história de suas elites.
E, mais do que isso, um debate sério, de fato, sobre um sistema político que mantém no poder elites decadentes e é facilmente capturado por interesses privados. Pode dar uma boa mão para o debate sobre a transparência do Estado e sobre uma verdadeira separação da política e do poder econômico. 2012 pode ser bom para a reforma política, apesar de ter eleições municipais. Pode ser o ano em que o Brasil começará a discutir a corrupção do seu sistema político como gente grande. Cansou essa brincadeira de o tema da corrupção ser usado apenas como slogan eleitoral. O Brasil já está maduro para discutir e resolver esse sério problema estrutural da vida política brasileira.
Maria Inês Nassif
Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo
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Premiê português sugere que professores desempregados deixem o país

O primeiro-ministro de Portugal, o conservador Pedro Passos Coelho, sugeriu que os professores desempregados emigrem para países lusófonos. O chefe de governo ainda realçou as “necessidades” educacionais do Brasil.
Em uma entrevista publicada no último domingo (18) ao jornal Correio da Manhã, o líder do PSD (Partido Social-Democrata) foi questionado sobre se aconselharia os “professores desempregados a “abandonarem a zona de conforto” e a “procurarem emprego em outro país”.
Passos Coelho
O premiê, por sua vez, sugeriu que eles fossem para Angola. “E não só. O Brasil tem também uma grande necessidade ao nível do ensino básico e secundário”, disse.
Pedro Passos Coelho deu esta resposta depois de ter referido as capacidades de Angola para absorver mão-de-obra portuguesa em setores relacionados à tecnologia de informação e ainda em áreas relacionadas à saúde, educação, meio ambiente e comunicações”.
“Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm ocupação a esta altura. O próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos”, afirmou, sem apontar qualquer outra saída.
“Estamos com uma demografia decrescente, como todos sabem. Portanto, nos próximos anos, haverá muita gente em Portugal que, das duas uma: ou consegue se formar como professor e estar disponível para outras áreas ou, querendo manter-se sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado da língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa”, explicou.
Portugal é um dos países da Europa com menor nível de escolarização da população, segundo o Relatório do Desenvolvimento Humano de 2011, publicado em novembro pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).
No país ibérico, a escolarização média da população com mais de 25 anos é de 7,7 anos. Em outros países europeus afetados pela crise, como na Grécia e na Itália, o índice chega a 10,1 anos. Na Espanha, é de 10,4 e, na Alemanha, de 12,2 anos. 
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Marco Maia vai instalar CPI da Privataria?

Marco Maia vai fazer cara de paisagem? E o PT?
Dia desses, debatia com alguns tuiteiros a possibilidade de a CPI da Privataria Tucana ser enterrada num grande acordo entre tucanos e petistas. Internautas que defendem o governo de forma incondicional ficaram ofendidos. Aí, lembrei o episódio (narrado no livro de Amaury Ribeiro Jr.) do acordo entre parlamentares do PT e do PSDB pra encerrar a CPI do Banestado sem alardes e sem escândalos, em 2003.
Não acho impossível que um outro acordo desses seja costurado ou desejado por alguns “pragmáticos” do PT. Mas tenho certeza que, se fizer isso, o partido pagará um preço muito alto. Talvez, mais alto do que na Reforma da Previdêcia no início do governo Lula ou mesmo na “Crise do Mensalão” em 2005. Naqueles dois episódios, o PT e o governo sofreram desgaste, houve defecções de parlamentares que seguiram para o PSOL. Mas boa parte da ”base organizada” petista e lulista (falo de sindicatos, movimentos sociais e partidos) seguiu a apoiar o governo. Viu nos episódios fatos graves, mas deu o desconto: era o preço a se pagar (será?) para obter “governabilidade”. As concessões (e os erros) de Lula foram compensados por resultados concretos que melhoraram a vida de milhões de brasileiros.
Agora, é diferente. O livro de Amaury traz à tona denúncias graves contra os maiores adversários do lulismo. Não são críticas no vazio. Mas fatos e documentos, a mostrar o percurso suspeito de dinheiro rumo a contas em paraísos fiscais. A filha de Serra e amigos muito próximos do tucano estão citados no livro. Serra recusa-se a falar sobre os fatos. Tenta desqualificar o livro (“lixo, lixo, lixo”, balbuciou para as câmeras de TV).
A imprensa serrista também se recusa a falar sobre o livro. De forma didática, nas duas últimas semanas, ficou desmonstrada a hipocrisia da mídia que cobra “moralidade pública” desde que isso não inclua o Serra… O PT também não fez muito alarde. Até porque parte do partido não sai bem da história (Amaury narra a guerra interna no comitê petista em 2010, que teria incluído parceria de petistas com a “Veja”, para atingir outros petistas).
Coube ao deputado Protógenes Queiroz (PCdoB/SP), um franco atirador com fama de “doido”, botar o livro debaixo do braço e sair pedindo assinaturas para uma CPI da Privataria. Mais de duzentos deputados assinaram. A ‘Veja”, a “Folha”, os mervais e outros bossais tentaram desqualificar Amaury. Ainda assim, mais de 200 deputados assinaram. É a força da internet: dos blogs “sujos” e das redes sociais… Por isso, falei que a CPI é uma vitória dos “sujos” e “doidos”.
Nessa quarta-feira, Protógenes entregou o pedido de CPI ao presidente da Câmara. Marco Maia (PT-RS) diz que é preciso conferir as assinaturas e, lá por fevereiro de 2012, quem sabe, pode ser instalada a CPI.
Hum…
Natal, Reveillon e férias de janeiro. Os tucanos ganharam 45 dias para negociar o enterro da CPI. Emissários de banqueiros, políticos e empresários vão conversar muito nos próximos dias… Dilma já disse que CPI só se faz “em casos extremos”. Governo não quer marola nem confusão. Quer administrar a economia e gerar emprego. Isso até se compreende.
Mas será que o PT vai entrar nessa? Como eu disse acima, dessa vez não haverá boa vontade na base lulista. Como acalmar as bases organizadas, se o PT por acaso aliviar pro Serra e deixar de investigar denúncias (concretas, graves e documentadas) contra o maior (e mais ardiloso) adversário? Dessa vez, um acordo com o PSDB seria visto como traição.
Por isso tudo, acho difícil que um ”acordão” prospere. Seria visto como traição pela base. Falando português claro: seria como se o time do Flamengo entregasse o jogo pro Vasco. No dia seguinte, a Gávea viraria uma praça de guerra. Jogador pode não ter amor à camisa. Mas tem medo da reação da torcida. Nesse caso da CPI, também, o resultado depende da “torcida”. Da pressão social. Do “bafo” das ruas e da internet… Claro que existe gente séria no Parlamento, e muito deputado combativo no PT e nos partidos aliados. Mas a maioria atua na base da pressão.
Não se espera que o governo e o PT trabalhem ardorosamente pela CPI. Mas se perceberem que a base quer a CPI será difícil aos parlamentares do PT e dos partidos aliados dizerem “não”. É essa a chance de ver instalada a CPI. Uma chance histórica para o país. Seria a primeira CPI – em muitos anos – que não surgiria das pautas impostas pela velha mídia. Seria uma CPI feita contra a vontade da velha mídia. Por isso, essa briga é tão importante: estratégica!
Rodrigo Vianna
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Centro de interpretação do Pampa

Uma ruína imponente, assentada no Cerro da Pólvora, “ponto mais alto da cidade“, continuará a guardar a fronteira e o pampa como sentinela avançada.
O edifício da antiga enfermaria será recuperado, mantendo seu aspecto de ruína, que já faz parte da paisagem de Jaguarão no Rio Grande do Sul. Com novas instalações, deverá abrigar o Centro de Interpretação do Pampa. (Texto do Projeto Brasil Arquitetura)
Projeto de referencia em todo o Brasil e na América Latina, pelo resgate da memória de um povo e de uma região, o bioma pampa. O Centro de Interpretação do Pampa concretiza um sonho acalentado há mais de 30 anos pela população desta cidade, movimento que se inicia na década de 80 com o Projeto Jaguar.
A ousadia da prefeitura de uma pequena cidade de grande história, de investir em cultura, o apoio da comunidade com o abraço à Enfermaria, a inclusão de Jaguarão no PAC das cidades históricas, a parceria fundamental com o IPHAN e a Universidade Federal do Pampa, são frutos de um árduo trabalho que tornaram esta obra uma realidade, tendo como marco a visita da Ministra da Cultura Ana de Hollanda a Jaguarão, demonstrando a importância dos recursos investidos e do lugar que a cidade heróica conquistou no espaço cultural do Brasil.
Quando da visita, foi entregue à ministra, o projeto que urbaniza o entorno do futuro Centro de Interpretação do Pampa, beneficiando 300 famílias moradoras do Cerro da Pólvora.
É a cultura como fator de desenvolvimento para toda a região. (Texto Jorge Passos)
Filme dedicado ao inicio das obras do Centro de Interpretação do Pampa na cidade de Jaguarão. Imagens retiradas do Projeto de Marcelo Ferraz, da Brasil Arquitetura, e fotos Fernanda Cassel (visita Ministra) e Jorge Passos (vista da enfermaria do lado uruguaio), Alencar Porto (vídeo operários)
Música incidental, Acrata , do Maestro Juan Pablo Schllemberg.
Narração: Maria Fernanda Passos.
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Desemprego atinge menor taxa da história

Em novembro, desocupação foi de 5,2%


A taxa de desocupação foi estimada em 5,2%, a menor desde o início da série (março de 2002), e registrou queda de 0,6 ponto percentual em relação ao resultado apurado em outubro (5,8%). Em comparação a novembro de 2010 (5,7%), recuou 0,5 ponto percentual. A população desocupada (1,3 milhão de pessoas) caiu 9,6% no confronto com outubro. Quando comparado com novembro do ano passado, recuou 7,9%. A população ocupada (22,8 milhões) apresentou crescimento de 0,7% frente ao mês de outubro. No confronto com novembro de 2010, verificou-se aumento de 1,9%, o que representou elevação de 431 mil ocupados no intervalo de 12 meses. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,2 milhões) não registrou variação na comparação com outubro. Na comparação anual, houve uma elevação de 6,8%, o que representou um adicional de 708 mil postos de trabalho com carteira assinada no período de um ano.
O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.623,40, o valor mais alto para o mês de novembro desde 2002) não variou em comparação com outubro. Frente a novembro do ano passado, o poder de compra dos ocupados cresceu 0,7%. A massa de rendimento real habitual (R$ 37,4 bilhões) aumentou 0,6% em relação a outubro. Em comparação com novembro de 2010, a massa cresceu 2,2%. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 37,2 bilhões), estimada em outubro de 2011, subiu 0,8% no mês e 1,7% no ano.
A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/.
Desocupação registra queda em relação a outubro em Porto Alegre e São Paulo
A taxa de desocupação (proporção de pessoas desocupadas em relação à população economicamente ativa, que é formada pelos contingentes de ocupados e desocupados) registrou queda na comparação com outubro em Porto Alegre e em São Paulo (0,8 e 0,6 ponto percentual respectivamente). Frente a novembro do ano passado também foi registrada queda, em Recife (2,9 pontos percentuais) e em Belo Horizonte (1,1 ponto percentual). Nas demais regiões, ocorreu estabilidade. Nas Regiões Metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte e São Paulo, a taxa de desocupação atingiu o menor patamar da série.
O contingente de desocupados (pessoas sem trabalho que estão tentando se inserir no mercado) foi estimado em 1,3 milhão de pessoas no agregado das seis regiões investigadas, caindo 9,6% no confronto com outubro. Quando comparado com novembro do ano passado, recuou 7,9%. Na análise regional, o contingente de desocupados em relação a outubro assinalou queda em Porto Alegre (17,7%) e em São Paulo (12,6%) e ficou estável nas demais regiões metropolitanas. No confronto com novembro do ano passado, ocorreu alta na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (17,0%). Houve recuo em Recife (35,9%) e em Belo Horizonte (19,8%) e nas demais regiões não foram observadas variações significativas.
Nível da ocupação fica em 54,3%
O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa), estimado em 54,3% no total das seis regiões, aumentou 0,3 ponto percentual frente a outubro e, em relação a novembro de 2010, manteve-se estável. Regionalmente, na comparação mensal, todas as regiões metropolitanas mantiveram resultados estáveis, exceto Porto Alegre onde o indicador apresentou elevação de 1,1 ponto percentual. Frente a novembro do ano passado, ocorreu variação significativa apenas no Rio de Janeiro (crescimento de 1,9 ponto percentual).
A análise da ocupação segundo os grupamentos de atividade mostrou que, de outubro para novembro de 2011, ocorreu crescimento apenas no grupamento da Construção, 4,3% (73 mil pessoas). No confronto anual, ocorreram acréscimos em dois contingentes de trabalhadores: Construção, 8,8% (144 mil pessoas) e Serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira, 10,1% (345 mil pessoas). Os demais grupamentos não se alteraram nesse período.
Na comparação anual, rendimento médio aumenta em duas das seis regiões
Na análise regional, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores (R$ 1.623,40 no conjunto das seis regiões), em relação a outubro, subiu em Recife (4,0%) e em Porto Alegre (0,7%). Foi verificado declínio em Belo Horizonte (0,6%) e ficou estável em Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. Na comparação com novembro de 2010, houve declínio em Recife (2,0%), Rio de Janeiro (1,8%) e Porto Alegre (1,0%). Cresceu em Salvador (7,8%) e em Belo Horizonte (5,4%) e ficou estável em São Paulo.
Na classificação por grupamentos de atividade, ante a outubro, foi verificado ganho na Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (2,1%), Construção (0,7%) e na Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (2,5%). Foi verificada queda nos Serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (1,9%) e no Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (1,3%). Nos Serviços domésticos e nos Outros serviços, foi verificada estabilidade. Já na análise anual, foi verificado ganho na Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (1,9%), na Construção (3,4%), nos Serviços domésticos (5,8%) e nos Outros serviços, (6,2%). Foi verificada queda nos Serviços prestados à empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (2,6%) e na Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (2,8%). No Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis, foi verificada estabilidade.
Já na classificação por categorias de posição na ocupação, o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido, em comparação com novembro do último ano, foi para os Empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (1,9%):
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Hitchens Higgs Barcelona

Cristopher Hitchens, que morreu na semana passada, era uma figura contraditória: não acreditava em Deus mas acreditou no Bush. Entre suas muitas posições polêmicas, a mais surpreendente para colegas da esquerda foi sua defesa da invasão americana do Iraque.
Dois mil anos de pregação religiosa não foram suficientes para fazer Hitchens abandonar seu ceticismo com relação a Deus, mas algumas semanas de pregação neoconservadora bastaram para convencê-lo de que Bush estava certo, as armas de destruição em massa do Iraque ameaçavam os Estados Unidos e a invasão era inadiável.
Depois de nove anos, quase cinco mil americanos e mais de 100 mil civis iraquianos mortos e nenhuma arma de destruição em massa encontrada, Hitchens mantinha sua posição a favor da guerra com convicção religiosa. As evidências do seu erro eram mais claras do que qualquer evidência da ausência de Deus. Mas a coerência não é um requisito para o bom polemista.
Evidência da existência de Deus, ou de algo parecido — uma força unificadora que explicaria muitos dos mistérios do Universo — é o que teria sido vista há dias num dos superaceleradores de partículas construídos para testar a intuição do físico inglês Peter Higgs de que ela apareceria, na maior atenção dada a uma hipótese desde que testaram a teoria da relatividade que Einstein sacou do nada.
Se a partícula hipotética apareceu mesmo ou não ainda está sendo discutido. Um dia alguém disse que Deus não jogava dados com o Universo. Mas que Ele gosta de brincar de esconde-esconde, gosta.
O que nos traz, não me pergunte como, à vitória do Barcelona sobre o Santos. O vocabulário do futebol inclui alguns conceitos que se consagram porque ninguém se lembra de discuti-los. Um é o da importância de um centroavante fixo como "referência" para o ataque. Ou seja, menos um jogador do que um farol, para que o resto do time não se perca. Fica o coitado sozinho lá na frente, açoitado pelo vento e pelas ondas e por botinadas no calcanhar, sem abandonar seu posto. E se há uma coisa que o futebol do Barcelona prova é a absoluta desnecessidade de um centroavante fixo.
Desde que, claro, os outros sejam Xavi, Messi, Iniesta etc.
Quanto ao Santos, pagou por não ter tomado a providência óbvia de perguntar ao Internacional como fazer.
Luis Fernando Veríssimo
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Debate: "A Privataria Tucana e o Silêncio da Mídia" - Barão de Itararé

O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, promoveu nesta quarta-feira (21)um debate sobre o livro "A Privataria Tucana" que contou com a participação do autor do livro, Amaury Ribeiro Jr., do jornalista Paulo Henrique Amorim e do Deputado Federal Protógenes Queiroz.
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A fúria do acuado

José Serra sentiu o livro, embora diga que o que há o “A Privataria Tucana” seja “lixo, lixo, lixo”
O artigo que publica hoje em O Globo (restrito aos assinantes, mas reproduzido aqui), embora não lhe fuja da tradição “bolinha de papel” serrista de imputar autoritarismo a quem o aponta como partícipe – e, nas palavras de FHC, um dos principais artífices – do criminoso processo de privatização brasileiro, adquire um tom megalômano que só aos que estão submetidos a situações transtornantes podem ter, sobretudo quando estão tão fracos como está o ex-líder tucano.
Aponta uma conspiração continental – não sei o que me faz lembrar do “comunismo internacional” a quem se acusava de estar por trás da maré nacionalista dos anos 60, da qual Serra participava – como pretendendo calar os adversários, intimidá-los, devassá-los e aniquilá-los:
“O PT e seus aliados continentais têm tratado do tema (de supostas restrições à liberdade de imprensa) de modo bastante claro, em todos os fóruns possíveis. Seria a luta contra o “imperialismo midiático”, conceito que atribui toda crítica e contestação a interesses espúrios de potências estrangeiras associadas a “elites” locais. Um arcabouço mental que busca legitimar as pressões liberticidas. Um fascismo (mal) disfarçado”.
Não imagino o que o senhor José Serra possa chamar de “fascismo (mal) disfarçado senão, por exemplo, fatos como o jornal em que ele escreve ter omitido a seus leitores a informação, fática, de que ontem se protocolizou um pedido de CPI sobre o processo de privatização do qual ele foi um dos “big men”.
Ele ataca, por exemplo, a decisão soberana do legislativo (eleito) argentino de aprovar projeto da presidenta (recém-reeleita, por larga margem) daquele país estabelecendo que a produção de papel de imprensa é de interesse social, sem dar um pio sobre o fato de que o Estado argentino, durante anos e anos, subsidiou com sua participação acionária a produção deste papel os grupos privados mais lucrativos de comunicação.
Se o PT merece críticas é justo pelo contrário, por ser leniente e temeroso com a responsabilização dos que lesaram o Brasil, dissipando, em troca de nada (nada público, ao menos), patrimônio que gerações de nossos antepassados construíram.
A liberdade de imprensa não pode ser para massacrar uns e silenciar sobre outros. Se descaminhos no atual Governo merecem ser apontados, não há razão legítima para que não se os aponte em outros, dos quais o Sr. Serra foi elemento central e seu representante eleitoral.
Em matéria de investir contra empresas de comunicação, o Sr. José Serra não tem do que falar e, ao contrário, a independência de um colunista, no mesmo O Globo, o aponta como feroz atacante de um, “O Estado de Minas”, que não lhes “dá a cabeça”, como outros veículos o fazem, dos que se atrevem a desagradá-lo.
Ou a disputar-lhe, como fez o Sr. Aécio Neves, a posição de príncipe tucano, condição da qual Serra se considera, por direito hereditário, detentor sempre legítimo. Mesmo já destronado, o banzo da coroação que jamais teve domina sua mente ressentida.
A coluna de Ilimar Franco vai no post reproduzida, para que se possa ser como os atos de Serra desmentem as palavras de Serra.
O senhor José Serra, intolerante por natureza e autoritário pelo poder político que um dia representou, está acuado e, por isso, feroz.
Não precisa sequer ser provocado por uma imprensa que não lhe é hostil, não o questiona e não apura os fatos aos quais está- como relata o “A Privataria Tucana” – envolvido.
O desespero que lhe aflige é o do rei ao qual o menino grita estar nu.
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Deputado tucano paga motorista com verba pública

O deputado federal Duarte Nogueira (SP), líder do PSDB na Câmara, paga com dinheiro público um motorista particular que atende a seus filhos no interior paulista, informa reportagem de Letícia Sander, Andreza Matais e Edson Silva, publicada na Folha desta quinta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
José Paulo Alves Ferreira, conhecido como Paulo Pedra, é desde julho contratado como secretário parlamentar pelo gabinete do deputado tucano, com salário que pode chegar a R$ 1.900,00, a depender de gratificações.
O expediente é cumprido em Ribeirão Preto, base eleitoral de Nogueira e onde moram os filhos.
OUTRO LADO
O deputado confirmou que o motorista atende a seus filhos, mas só "fora do horário comercial" e quando o parlamentar não está na cidade. Ele afirmou "não ver nada demais nisso". 
Motorista trafega com o filho do deputado Duarte Nogueira em Ribeirão Preto (SP)
No FAlha
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'A Privataria Tucana'

Confesso que eu já havia chegado à página 56 do livro Privataria Tucana e me perguntava: cadê a novidade?
Segui fazendo a mesma pergunta por várias páginas seguintes mas, ao final, cheguei a outra conclusão. Entre tiros fora do alvo, disparos de bala de festim e muito palavrório dispensável, o livro tem o que dizer.
O livro não prova nada por A + B contra José Serra. Faz um passeio documentado pelo círculo em volta de alguns personagens de seu círculo. Também refaz, com mais detalhes e muitos documentos que não se conhecia, a montagem dos grupos que venceram as privatizações.
De tanto ler a crítica de que o governo Lula adora distribuir recursos baratos do BNDES para empresas amigas, você pode concluir que, como tantos outros costumes de nossa vida pública, esse costume que hoje se condena foi patenteado no governo FHC.
O tesoureiro tucano Ricardo Sérgio é desossado em vários documentos. A filha e o genro de Serra também.
Você não precisa acreditar em tudo o que lê, mas pode pensar.
O jornalista Mauro Santayanna, que foi assessor de Tancredo Neves, acha que o livro reabre o debate para rever as privatizações.
Amaury Ribeiro Junior, o autor, sistematiza, explica, avalia. Seus documentos mostram a montagem e desmontagem de sociedade destinadas a tirar dinheiro do país e depois mandá-lo de volta.
Amaury tem aquele estilo de dizer mais do que pode provar, mas convém não desprezar seu retrospecto. Um dos envolvidos já foi derrotado ao tentar processá-lo na Justiça.
Numa das primeiras conversas que tive sobre o livro, um ex-ministro lamentava que nossa vida pública tenha sido transformada numa guerra de lama e dizia que Privataria Tucana fazia parte disso.
O cenário era muito apropriado. Estávamos num simpático restaurante nos Jardins, em São Paulo. Algumas mesas ao lado, jantava um dos acusados nas investigações no Ministério do Turismo.
Antes de conversar com o ex-ministro, pude ouvi-lo falar sobre seu caso. Ele jurava que não tem responsabilidade nenhuma sobre qualquer irregularidade.
Dias antes de começar a ler Privataria Tucana, um twitter do PSDB exigia investigação sobre o ministro Fernando Pimentel. Pode não ser errado, mas é engraçado no momento.
Logo depois que terminei, um senador tucano queria que um executivo da Caixa Econômica viesse a ser chamado para prestar depoimento sobre outro caso.
A questão é mesmo de lama. Em São Paulo, o PT quer investigar a prefeitura de Gilberto Kassab sobre o Controlar.
Quem não quer levar a sério aquilo que Amaury Ribeiro escreveu acha possível levar a sério tudo o que se diz sobre os ministros do governo do PT? Por quê? Têm mais documentos? Foram mais a fundo?
“O maior inimigo da moralidade não é a imoralidade, mas a parcialidade,” escreve o professor Vladimir Safatle.
Amaury faz – em alguns casos, com notável superioridade, pois tem apoio em documentos – o mesmo que outros jornalistas do ramo também fazem. Insinua, afirma, adjetiva, sugere.
Lamentavelmente, a discussão sobre corrupção no Brasil transformou-se naquilo que não poderia ser – arma política. Todos denunciam, em público. Todos se aproveitam, em privado. Não há princípios, mas conveniências.
E é por isso que nada acontece e dificilmente alguma coisa acontecerá, me diz o ex-ministro antes de nosso jantar terminar. A manutenção de um sistema que gera tantos benefícios interessa a muitas pessoas.
E é por isso que todos os partidos ficaram em silêncio, até agora, diante das descobertas feitas na CPMI do Banestado. Por um pacto de cavalheiros da triste figura, ficou combinado que os segredos apurados não viriam a público. Foi nesta CPMI que Amaury encontrou a principal matéria-prima de seu livro.
Paulo Moreira Leite
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