19 de dez de 2011

Charge online - Bessinha - # 946

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Clima Natalino?

O que estará acontecendo com o velho “espírito cordial brasileiro”? Onde andará nossa proverbial capacidade de encontrar o entendimento, mesmo em meio às diferenças de opinião?
Está certo que o tal “espírito”, nas palavras de Sérgio Buarque de Holanda — que trouxe o conceito de “homem cordial” para o centro da discussão sobre a cultura brasileira —, não é algo, necessariamente, positivo.
Ele não usava a expressão, apenas, como sinônimo de afável, amável, sincero. Em sua obra mais importante, Raízes do Brasil, “cordial” tinha o sentido etimológico e descrevia uma cultura regida “pelo coração” ao invés da razão, em que a subjetividade impede a predominância dos valores objetivos, e em que a ética privada — da amizade e da compreensão — submete a ética pública.
A consequência disso era clara para ele: “No Brasil, somente excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um corpo de funcionários puramente dedicados a interesses objetivos (…). Ao contrário, é possível acompanhar, ao longo de nossa história, o predomínio constante das vontades particulares, que encontram seu ambiente próprio em círculos fechados e pouco acessíveis a uma ordenação impessoal”.
Em que pesem esses efeitos danosos, foi pela presença da “cordialidade” que construímos uma cultura política menos marcada pela radicalização e pelo ódio que a de nossos vizinhos. Na América do Sul, a regra é a existência de clivagens, ideológicas e partidárias, muito mais profundas e duradouras do que as que temos por aqui.
Da redemocratização para cá, todos os momentos políticos mais importantes foram marcados por grandes convergências: a eleição de Tancredo, a institucionalização democrática com Sarney, a eleição direta para presidente, o impeachment de Collor, o plano Real, a vitória de Lula. Sempre houve oposição (até porque a cordialidade não requer a concórdia), mas não intransigente e, às vezes, pouco mais que simbólica.
Dentre muitos, um exemplo: Fernando Henrique abraçando Lula no parlatório do Palácio do Planalto, depois de lhe passar a faixa presidencial, os dois emocionados, sob os olhos do país.
Este é o primeiro Natal a que chegamos com um ambiente político tão carregado. A data ajuda a deixar isso visível — pois costuma ser um momento de desanuviamento de espíritos —, mas, na verdade, quase todo 2011 foi assim (salvo os primeiros meses, quando o governo Dilma viveu uma fase rósea).
As três frentes da oposição brasileira terminam o ano em pé de guerra. No plano institucional, os partidos e os políticos oposicionistas exacerbam o discurso. Até lideranças tradicionalmente avessas a extremismos fazem coro, ameaçadas de perder a legitimidade.
Na imprensa de oposição — que assumiu, explicitamente, a missão de “ocupar a posição oposicionista deste país, já que a oposição (partidária) está profundamente fragilizada”, conforme disse, ano passado, a presidente da Associação Nacional dos Jornais —, o tom só piorou ao longo de 2011.
Nos últimos meses, práticas “jornalísticas” antes inaceitáveis (invasão de domicílio e espionagem, por exemplo), entraram para o arsenal da reportagem de alguns veículos. Destinaram espaço nada modesto a estimular protestos de “indignados” (com resultados inexpressivos). Quase diariamente, exigem contundência dos políticos da oposição.
Na oposição social, espontânea e desorganizada — e que se manifesta particularmente na internet e nas redes sociais —, são cada vez mais frequentes as manifestações de uma agressividade incomum em nossos costumes políticos. Em parte, ela ecoa o que consome dos valentões dessa imprensa, em parte, apenas expressa seus pontos de vista com truculência.
Uma das razões que explicam esse triplo recrudescimento é a campanha que Serra fez em 2010. Ele semeou a beligerância que marca este dezembro.
A vitória de Dilma é outra causa. Perder para Lula era aceitável, ter de se contentar com apenas lhe ser oposição, uma coisa até normal. Mas estar condenado a ocupar um posto secundário frente a ela, quase uma afronta.
A popularidade do governo é a terceira. Sua aprovação popular é inconcebível por quem se acha tão melhor.
O governismo (qualquer governismo) não é, por princípio, radical. A não ser quando se sente acuado. E talvez não estejamos muito longe desse ponto, pelo andar da carruagem.
Por enquanto, a radicalização é um fenômeno localizado, que não atinge a vasta maioria do país.
Ela ocorre, quase que exclusivamente, no âmbito do sistema político e na pequena parcela da sociedade que acompanha seu dia a dia. Ainda bem.
No Brasil das pessoas comuns, o Natal está chegando como sempre, favorecendo os sentimentos de cooperação e amizade. Aumentando algo que não deveríamos deixar que desaparecesse: a cordialidade.
Marcos Coimbra, sociólogo presidente do Instituto Vox Populi
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Rio de Janeiro - Patrimônio da Humanidade

No carioquíssimo Saraiva
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Charge online - Bessinha - # 945

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Após 6 anos, árbitro da "Batalha dos Aflitos" é preso

Ex-árbitro e policial, Djalma Beltrami é acusado de receber propina de traficantes e foi preso em operação da Polícia Civil no Rio

Beltrami em atuação na Batalha dos Aflitos e como tenente coronel
O ex-árbitro Djalma Beltrami, que comandava o 7º Batalhão da Polícia Militar em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, foi preso na operação "Dezembro Negro", comandada pela Polícia Civil nesta segunda-feira. Policial de ofício, ele e parte dos seus subordinados são acusados de receber propinas de traficantes do Morro da Coruja para liberação do comércio de drogas na comunidade.
A operação conjunta com a Corregedoria Geral Unificada (CGU) executou 11 mandados de prisão contra traficantes e 13 contra policiais militares, entre eles Djalma Beltrami. O ex-árbitro, que aposentou-se no meio deste ano, havia assumido o comando do 7º BPM há apenas três meses. Seu antecessor, Cláudio Luiz de Oliveira, havia deixado o cargo após ser acusado de participação no assassinato da juíza Patrícia Acioli, executada após tentar combater o crime oranizado carioca.
Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Civil, Djalma Beltrami já foi preso e seu processo deve seguir os trâmites da Polícia Militar, corporação à qual ele pertence. O grupo do ex-árbitro teria negociado o pagamento de quantias entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por parte de traficantes para que o comércio de drogas seguisse funcionando normalmente. Além disso, os policiais corruptos ainda teriam negociado a liberação de bailes funk na região.
Relembre a Batalha dos Aflitos:
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Tijolaço pauta a Folha: investigue a filha do Serra!

Uma pauta da Folha para a Folha
Como hoje a ombusdman da Folha, ao elogiar a atitude do jornal – vários dias depois – de registrar o lançamento de “A Privataria Tucana” que teria, segundo ela, esgotado os seus “alegados 15 mil exemplares” (alegados, embora seja o primeiro colocado em vendas na própria Livraria da Folha) e diz que a redação está esperando “fatos novos” para publicar algo mais que o mero registro que fez, tomo a liberdade de dar uma “mãozinha” à reportagem da Folha, desinteressada e gratuitamente.
Que tal começarmos pelo fato de que a Folha publicou, no dia 30 de janeiro de 2001, um levantamento dos deputados e autoridades que tinham cheques sem fundos anotados no Cadastro de Emitentes de Cheques Sem Fundos, o CCF, do Banco Central, que é protegido por sigilo e inúmeras exigências de comprovação de identidade para ser consultado.
Para ajudar o pessoal da Folha, reproduzo, além do link, a imagem da matéria.
Para ajudar a Folha, que não deve ter conseguido um dos alegados 15 mil exemplares do livro do Amaury Ribeiro, informo que, por esta quebra de sigilo, Verônica Allende Serra está processada na 3ª Vara Criminal de São Paulo, por um suposto convênio (?) com o Banco do Brasil, que lhe teria transferido os dados de 60 milhões de correntistas. Já naquele dia o jornal tinha ciência e escreveu que essa divulgação era irregular. Ter o cadastro, também.
É informação, não sei se perceberam, das mais relevantes. Eu, por exemplo, como correntista do BB há quase 20 anos, gostaria de saber se consto lá. Você, leitor ou leitora, correntista de qualquer banco à ocasião, também, porque o CCF era operado pelo Banco do Brasil. Porque, mesmo correndo o processo em sigilo de justiça – para não ampliar o estrago da violação de sigilo bancário, parece-me que cada correntista à época tem o direito de ter acesso aos dados, para saber se sua intimidade foi violada e mover a competente ação de dano moral.
Nem foi informado aos leitores que a Decidir.com tinha como diretora a sra. Verônica Allende Serra, que tinha se tornado dirigente da empresa apenas 20 dias depois de ela ter sido criada, dia 8 de fevereiro de 2000, por um grande advogado na área de fusões e aquisições, o Dr. José Roberto de Camargo Opice, com o modestíssimo capital de R$ 100 e o nome de BelleVille. E que ela, cuja chegada coincidiu com a elevação do capital para R$ 5 milhões, se retira da empresa apenas um mês depois deste vazamento, não sem antes ter promovido a mudança de objeto da empresa para concessão de crédito a Oscip (ONGs)…
Muito menos foi publicado pela que a Decidir.Com virou Decidir Brasil Limitada, com capital de R$ 10 milhões, 99,99% pertencentes à Decidir.Com Iinternational Limited, a empresa onde, como mostram os documentos do livro de Amaury Ribeiro Júnior. Verônica Serra e sua xará Verônica Dantas Rodemburgo eram sócias.
O competente corpo de repórteres da Folha também será capaz de descobrir que a Decidir Brasil Limitada foi incorporada pela Equifax Brasil, controlada por uma grande multinacional, a Equifax, de Atlanta, Geórgia , Estados Unidos.
E que a Equifax passou a ser controlada pela Boavista Serviços SA, um empresa formada pela Associação Comercial de São Paulo – que indica seus conselheiros, entre eles o ex-secretário de José Serra e vice de Geraldo Alckmin, Guilherme Afif Domingues. Portanto, a cadeia, se me perdoam a expressão, de responsabilidades empresariais da Decidir.Com irradia-se aos proprietários das empresas que sucessivamente a absorveram.
A Boavista é operada pela TMG, um fundo de investimentos que, até 2009, tinha como controlador a homônima TMG Capital Partners.
Que fica… ah, sim, no Vanterpool Plaza, 2° andar, Wickhans Cay I, Road Town, na famosa Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas.
Se a redação da Folha, como disse à ombudsman, está trabalhando duro para obter fatos novos, fica aí a dica, que tomou só uma manhã. Ainda dá tempo de recuperar a falha – sem trocadilho – da matéria de 2001, telefonando para D. Verônica Serra e perguntado como a empresa conseguiu os dados do Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundo do Banco Central e qual foi o curto-circuito que os colocou na internet, expostos à curiosidade pública, inclusive dos repórteres da própria Folha.
PS. De novo, nada do que foi dito aqui é senão o que está escrito nos arquivos da Junta Comercial de São Paulo. É só se cadastrar em www.jucesponline.sp.gov.br e fazer a pesquisa.
Fernando Brito
No Tijolaço
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Bessinha faz homenagem à Globo

Para dar audiência ao Mundial de Clubes e ao Brasileirinho, a Globo inventou um Neymar que não existe.
(Se é que algum dia existirá. Se firula ganhasse jogo, o Joãozinho Trinta tinha sido técnico do Barça.)
Finda a pancadaria, baixou na Globo, no Muricy, no Neymar e no Ganso o famoso complexo de vira-latas: recebemos uma aula.
A lição é muito simples: o futebol brasileiro na mão do Mr. Teixeira e da Globo é isso aí.
O Messi vem no bolo.
Ele também não é o Maradona.
Ainda.
Paulo Henrique Amorim
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Caco Antibes: O Visionário!

Essa é do Cachete
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Com 11 meses de atraso, governo estadual diz que vai limpar piscinões em SP

Prometido pelo governador Geraldo Alckmin em 11 de janeiro desta ano, um dia após a Capital parar em função de uma série de alagamentos, somente agora, às vésperas da temporada de chuvas e com 11 meses de atraso, o governo do Estado diz que irá iniciar o trabalho de limpeza, desassoreamento e manutenção de 25 piscinões da Grande São Paulo, nos municípios de Osasco, Embu das Artes, Taboão da Serra, Mauá, Santo André, Diadema, São Bernardo e São Caetano.
Deverão ser retirados 245 mil metros cúbicos de sedimentos e lixo que se acumularam no fundo dos piscinões e que, com certeza, devem colaborar para enchentes em vários pontos da Região Metropolitana ainda neste verão, o que não ocorreria se o serviço tivesse sido feito antes do período de chuvas.
A justificativa do governo tucano para o atraso foi a burocracia do processo de licitação e contestações judiciais.
Limpeza do Tietê também ficou pela metade
Segundo notícia publicada no site do governo do Estado, em março deste ano, o governador Geraldo Alckmin anunciou novas obras de desassoreamento do Rio Tietê e afirmou retirar do leito 2,7 milhões de m³ de sedimentos, dos quais 2,1 milhões de m³ ainda em 2011.
No entanto, pelo que foi constatado pelo Sigeo – Sistema de Acompanhamento da Execução do Orçamento, em 15 de novembro, provavelmente até o fim do ano o governo executará pouco mais da metade anunciado, ou seja, 1,1 milhão m³.
A análise foi realizada com base no valor previsto no edital da licitação, por m³ e comparou os recursos financeiros destinados às empresas responsáveis pelos serviços. Os novos contratos para a Calha do Tietê alcançam aproximadamente 470 mil metros cúbicos de dejetos a serem retirados, que somados a mais 566 mil m³ retirados da Barragem da Penha até Guarulhos chegaria a pouco mais de 1 milhão de m³ a serem retirados do rio.
Ainda de acordo com os dados governamentais, as obras poderiam beneficiar diretamente o centro de Guarulhos e os bairros de Vila Augusta, Macedo, Gupouva, Tranquilidade, Picanço, Vila Rio, Bela Vista, Cocaia, Monte Camelo, Vila Barros, São Roque e Itapegica. Além de reduzir o risco de alagamento das marginaisNo verão passado seis pessoas morreram na capital, vítimas dos alagamentos, além dos inúmeros transtornos causados à população por conta das enchentes.
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Latuff encontra Neymar

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Dossiê Cayman e Privataria Tucana

É manobra maliciosa essa história de comparar o livro "Privataria Tucana" ao Dossiê Cayman.
O dossiê era um amontoado de papéis sem nexo e sem lógica. Afirmava que uma tal conta em ilhas Cayman era de propriedade conjunta de Covas, Sérgio Motta, FHC e Serra. Era tão inverossímil que dizia que o nome da conta eram as iniciais dos quatro - Covas não suportava a aliança com Serra e FHC.
Esse dossiê foi veiculado na Folha pelo esquema jornalístico que gravitava em torno de Paulo Maluf desde a CPI dos Precatórios. E o principal crítico de sua inconsistência fui eu. É só conferir no livro "O jornalismo dos anos 90".
Era tão inconsistente que, embora praticasse o mesmo denuncismo que o vitima hoje, o PT não ousou explorá-lo - tinha sido oferecido para Lula - depois que Márcio Thomas Bastos analisou-o e concluiu pela sua inconsistência.
O livro de Amaury Ribeiro Jr tem como base documentos oficiais, obtidos de forma lícita em CPIs, Juntas Comerciais etc.
A diferença entre ambos é tão gritante que, na época, rebati a farsa do Dossiê Cayman sem dispor de nenhuma informação adicional: apenas analisando o besteirol que era publicado.
Agora, tendo toda a velha mídia à sua disposição, Serra limita-se a tentar desqualificar o autor e a fazer comparações descabidas com o Dossiê Cayman.
Luis Nassif
No Advivo
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Fernando Morais Comenta o "Privataria Tucana"

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Morre Kim Jong-il, líder da Coreia do Norte

Filho mais novo é o ‘grande sucessor’; Coreia do Sul põe Forças em alerta e Bolsa de Seul cai
PYONGYANG e SEUL - A TV estatal da Coreia do Norte informou nesta segunda-feira que o governante do país, Kim Jong-il, morreu no último sábado, às 8h30m (horário local, 21h30m de sexta-feira pelo horário de Brasília). O líder, de 69 anos, enfrentava sérios problemas de saúde e já tinha sofrido um derrame, em 2008. Segundo fontes, ele estava em estado de apoplexia há alguns meses. De acordo com um despacho norte-coreano publicado pela agência sul-coreana Yonhap, Kim morreu por causa de "fadiga mental e física" e teve um ataque cardíaco durante uma viagem.
O anúncio da morte do líder, que governou o país por 17 anos, foi transmitido pela TV estatal com um pronunciamento emocionado de uma apresentadora vestida de preto: “Nosso grande líder morreu”.
O líder morto sábado - que recebeu o comando da Coreia do Norte de seu pai - já havia escolhido o mais novo de seus três filhos, Kim Jong-un, (foto) para sucedê-lo. A TV estatal anunciou oficialmente: “Kim Jong-un é o grande sucessor e líder do partido (dos Trabalhadores), das Forças Armadas e do povo”
Mas há desconfianças sobre o futuro político do país comunista, que há anos vive uma séria crise econômica e fortes tensões com os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão, países que Kim Jong-il já ameaçou atacar.
Reações tensas nos vizinhos e nos mercados
As forças armadas sul-coreanas entraram em alerta e a bolsa de Seul - país constantemente ameaçado pela Coreia do Norte - teve forte baixa após o anúncio da morte do líder. Motivo: as incertezes envolvendo o vizinho comunista. O governo sul-coreano convocou uma reunião de emergência.
Nos Estados Unidos, a Casa Branca informou que está monitorando de perto a situação. O presidente Obama e seu colega sul-coreano, Lee Myung-bak, conversaram por telefone logo após o anúncio da morte do líder.
No Japão, o primeiro-ministro Yoshihiko teve uma reunião especial de segurança com seu gabinete e disse a seus ministros que se preparassem para qualquer circunstância inesperada, incluindo uma queda acentuada das bolsas ou “questões fronteiriças”. Ao mesmo tempo, o governo japonês expressou condolências pela morte do líder norte-coreano.
"O governo expressa suas condolências após o anúncio repentino da morte inesperada do presidente da Comissão de Defesa Nacional da Coreia do Norte, Kim Jong-il. O governo japonês espera que isso não tenha consequências negativas para a paz e a estabilidade na península coreana", disse o comunicado.
Na Austrália, o ministro do Exterior, Kevin Rudd, pediu “calma” aos governos da região para manter a situação controlada perante a "ambiguidade e incerteza" provocadas pela morte do líder norte-coreano.
O governo chinês, país da região que tem as melhores relações com o regime norte-coreano, expressou condolências e disse que continuará buscando com a Coreia do Norte “a establidade regional”.
O funeral
Kim Jong-il era o filho mais velho de Kim Il-Sung, o fundador da Coreia do Norte comunista e idolatrado no país, numa linha de cunho stalinista. Segundo a propaganda oficial, quando Kim Jong-il nasceu, em 1942, surgiram no céu uma estrela e um arco-íris duplo. Desde então, o monte Paekdu, onde teria nascido, é um lugar sagrado. Na Coreia do Sul e no ocidente, no entanto, a versão é diferente: o líder que morreu sábado teria nascido num campo de treinamento guerrilheiro russo, a partir de onde seu pai empreendeu a guerra de resistência contra o Japão, até 1945.
Após obter um diploma universitário, em 1964, Kim Jong-il fez carreira dentro do Partido dos Trabalhadores. Já em 1980 foi designado por seu pai o sucessor no comando do país. Porém, só em 1994, após a morte do pai, assumiu o controle do Partido dos Trabalhadores e o comando de fato das Forças Armadas.
A agência oficial KCNAO informou que o funeral do líder será em 28 de dezembro, em Pyongyang, com o país comunista de luto até 29 de dezembro. O líder deverá ser enterrado no Palácio Memorial de Kumsusan, onde também fica o mausoléu de seu pai.
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Valentes militares garantem a "segurança" no Egito

O confronto entre manifestantes e militares no Cairo.
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Privataria Tucana Chega ao Cinema

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Cadê o Neymar?

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Amaury: Convites para eventos em todo o Brasil

Surpreso, assustado e feliz. Amaury Ribeiro Jr. não esperava testemunhar o que testemunhou nos últimos dias. Não tinha a dimensão do poder da blogosfera para pautar a opinião pública. Aprendeu vendo.
O livro é certamente um fenômeno editorial. É natural que o debate nas mídias sociais a respeito do Privataria Tucana esfrie. Por isso, em 2012, a prioridade de Amaury será atender às dezenas de convites para eventos que recebeu de todo o Brasil. “Tem uns duzentos convites”, diz ele.
O repórter pretende definir, em conjunto com a Geração Editorial, um calendário para tardes ou noites de autógrafo, debates e palestras. O objetivo, segundo Amaury, é dar a ele a oportunidade de agradecer pessoalmente aos milhares de internautas que, ao fim e ao cabo, são os responsáveis pelo sucesso do livro, já que fizeram a divulgação de forma espontânea nas mídias sociais, em comentários de blogs e produzindo suas próprias resenhas.
Como projeto de longo prazo, disse Amaury anteriormente, uma investigação sobre como as privatizações beneficiaram grupos de mídia direta ou indiretamente, o que talvez ajude a explicar o silêncio de algumas empresas jornalísticas em relação ao livro.
O autor frisa sempre que, apesar de ter incluído mais de 100 páginas de documentos no livro, dispõe de vasto material obtido a partir de um processo movido contra ele por Ricardo Sergio de Oliveira, um dos arquitetos das privatizações e personagem central do Privataria. Amaury usou o instituto da “exceção da verdade” para obter os documentos.
Amaury diz que está tranquilo quanto a futuros processos do PSDB ou de personagens citados no livro: pretende usar as eventuais ações judiciais para obter novos documentos. Ficou feliz com o aparente sucesso do deputado Protógenes Queiroz no recolhimento de assinaturas para uma CPI da Privataria. O Protógenes entende das minúcias, de toda a complexidade das operações, afirma o jornalista.
O deputado do PCdoB diz ter conseguido mais que as 170 assinaturas necessárias para garantir a instalação de uma CPI: espera conquistar o apoio de 250 deputados para o requerimento que apresenta na quarta-feira da semana que vem. Protógenes, aliás, diz que entende perfeitamente a posição assumida pelo governo Dilma em relação ao assunto — de aparente neutralidade –, mas afirma contar com grande apoio de parlamentares do PT.
De seu ponto-de-vista, Amaury diz que o mais interessante será travar um debate público sobre os métodos de lavagem de dinheiro e a legislação que permite a empresas baseadas em refúgios fiscais fazer ‘investimentos’ no Brasil sem identificar os sócios ou a origem do dinheiro.
É o que permite, como diz Amaury no popular, que gente lave dinheiro “batendo o escanteio e subindo para cabecear”.
Ilustração Berzé
Luiz Carlos Azenha
No Viomundo
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