15 de dez de 2011

Tucanos que assinam o pedido de CPI

Tucano defende CPI da Privataria: "É nosso dever investigar"
Marchezan Jr
Os deputados Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS), Antônio Imbassahy (PSDB-BA) e Fernando Francischini (PSDB-PR) surpreenderam o tucanato ao assinarem aCPI da Privataria, proposta por Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) para investigar supostos esquemas de desvio de dinheiro durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. 
Imbassahy
O burburinho é fruto da publicação do livro "A privataria tucana", que acusa o ex-governador de São Paulo, José Serra, de integrar um intrincado esquema de lavagem de dinheiro em paraísos fiscais.

Delegado por delegado
Francischini
Francischini esclareceu à coluna que não tem embaraço algum de apoiar a CPI, apesar de também pertencer ao PSDB. "Eu sou delegado, assim como o Protógenes, e me sinto mais como um delegado dentro da Câmara do que um político. Me sinto na obrigação de assinar qualquer CPI. Acho que tudo deve ser investigado e, se as denúncias forem verdadeiras, os culpados devem ser punidos. Se provarem tudo o que estão falando, vou ser o primeiro a pedir punição. Ao mesmo tempo, se elas forem falsas, os responsáveis pelo livro terão que pagar", observou o tucano dissidente.
Tucanos atrás do livro
Se você correu atrás do livro de Amaury Ribeiro e não o encontrou, não se sinta um desprivilegiado. Os próprios parlamentares estão com dificuldades para comprá-lo. "Ainda não consegui pegar o livro, mas vou comprá-lo com certeza. No entanto, pelo que já me disseram, tem tanto documento que é mais um dossiê do que um livro", conta Francischini.
Bicada amiga
Aloysio Nunes
No Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Aécio Neves (PSDB-MG) se bicaram de leve. Nunes discursava contra as denúncias do livro quando Aécio pediu um aparte, o que lhe daria o direito de fazer uma observação a respeito do que o colega tucano falava. Surpreendentemente, Nunes negou o aparte a Aécio. Para quem ainda não leu, "A privataria tucana" aponta um racha no PSDB e relata uma operação de José Serra para espionar Aécio Neves antes das eleições de 2010.
Leia Mais ►

FHC e Sérgio Guerra também acabaram de malufar

Na foto FHC enquanto dormia...
O ex-presidente FHC rompeu o silêncio à "la Maluf", negando até batom na cueca.
FHC quer comparar o livro "A Privataria Tucana" com o dossiê Cayman. O argumento é "tão bom" quanto o de Fernandinho Beira-Mar, ao se dizer pecuarista quando foi preso.
"A Privataria Tucana" reproduz documentos oficiais e autênticos da Junta Comercial de São Paulo, disponível para qualquer um confirmar até pela internet. Assim como documentos oficiais e públicos do Governo da Flórida, do Tribunal de Justiça, da CPI do Banestado, parecer oficial do Banco Central, etc.
Nada a ver com documentos falsificados. Aliás, se fossem falsos, então por que o PSDB não assina em peso a CPI da Privataria para provar que são falsos e desmoralizar os adversários? Ora, por que sabem que são 100% autênticos e qualquer internauta pode comprovar, no caso da Junta Comercial e do governo da Flórida.
"A Privataria Tucana" é um livro editado e assinado. O dossiê Cayman era apócrifo. Por isso, nem Lula, nem o PT deram crédito ao dossiê Cayman na época que apareceu, mas todo mundo está sendo obrigado a dar crédito ao livro de Amaury, a ponto de passarem quase uma semana abafando, em vez de tentar desmentir.
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra também malufou em seguida, emitindo uma nota nota semelhante negando o inegável. É o fim do PSDB. Até quando quem não é corrupto dentro do ninho tucano vai ficar defendendo a corrupção alheia de seus correligionários da cúpula?
Leia Mais ►

Sobre o que FHC fala?

Acabo de ler matéria onde o nosso ex-presidente ataca um jornalista, não citando seu nome, acusando-o de "fabricar" dossies. Confesso que fiquei totalmente atônito. Do que será que ele está falando. Sou leitor assíduo da mídia pátria, bem como telespectador ávido da Globo e não estou sabendo nada do que está acontecento. Fiquei sabendo que o Sr. Fernando Henrique está indignado, mas não sei o porque. Alguem poderia me passar a informação? Do que se trata? Que jornalista é esse? Onde ele fez essa graves denúncias ao nosso ex-presidente e aos seus queridos amigos? Vou assitir ao Jornal Nacional hoje para ver se consigo ficar por dentro. Ou então amanhã, dever sair alguma matéria esclarecedora na Folha, Estadão ou Globo.
Wagner
No Advivo
Leia Mais ►

PSDB acorda e FHC defende Serra contra livro de jornalista

A propósito do livro "Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso soltou a nota que segue:
"A infâmia, infelizmente, tem sido parte da política partidária. Eu mesmo, junto com eminentes homens públicos do PSDB, fomos vítimas em mais de uma ocasião, a mais notória das quais foi o “Dossiê Cayman”, uma papelada forjada por falsários em Miami para dizer que possuíamos uma conta de centenas de milhões de dólares na referida ilha.
Foi preciso que o FBI pusesse na cadeia os malandros que produziram a papelada para que as vozes interessadas em nos desmoralizar se calassem. Ainda nesta semana a imprensa mostrou quem fez a papelada e quem comprou o falso dossiê Cayman para usá-lo em campanhas eleitorais contra os tucanos. Esse foi o primeiro. Quem não se lembra, também, do “Dossiê dos Aloprados” e do “Dossiê de Furnas”, desmascarado nestes dias?
Na mesma tecla da infâmia, um jornalista indiciado pela Polícia Federal por haver armado outro dossiê contra o candidato do PSDB na campanha de 2010, fabrica agora “acusações”, especialmente, mas não só, contra José Serra. Na audácia de quem já tem experiência em fabricar “documentos” não se peja em atacar familiares, como o genro e a filha do alvo principal, que, sem ter culpa nenhuma no cartório, acabam por sofrer as conseqüências da calúnia organizada, inclusive na sua vida profissional.
Por estas razões, quero deixar registrado meu protesto e minha solidariedade às vítimas da infâmia e pedir à direção do PSDB, seus líderes, militantes e simpatizantes que reajam com indignação. Chega de assassinatos morais de inocentes. Se dúvidas houver, e nós não temos, que se apele à Justiça, nunca à infâmia."
Sérgio Guerra, presidente do PSDB, também soltou uma nota:
"O PSDB repudia veementemente a mais recente e leviana tentativa de atribuir irregularidades aos processos de privatização no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e acusar o Partido e os seus líderes de participar de ações criminosas.
As privatizações viabilizaram a modernização da economia brasileira, com centenas de bilhões de investimentos em serviços essenciais e a geração de milhares de empregos.
Todo o processo foi exaustivamente auditado pelo Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal e outros órgãos de controle, e nenhuma irregularidade foi constatada.
O livro agora publicado tem as mesmas características de farsas anteriores, desmascaradas pela polícia, como a “Lista de Furnas”, o “Dossiê Cayman” e o caso dos “Aloprados”. Seu autor é um indiciado pela Polícia Federal por quatro crimes, incluindo corrupção ativa e uso de documentos falsos.
Uma constante dessa fabricação de falsos dossiês tem tido a participação de membros e agentes do Partido dos Trabalhadores. Os que não se envolvem diretamente nas falsificações não têm pudor de endossá-las publicamente, protegidos, alguns deles, pela imunidade parlamentar.
A nova investida ocorre num momento em que o PT está atolado em denúncias de corrupção que já derrubaram seis ministros, e aguarda ansiosamente o julgamento do Mensalão, maior escândalo de corrupção de que se tem notícia na história do Brasil.
Serão tomadas medidas judiciais cabíveis contra o autor e os associados às calúnias desse livro."
No Noblat
Leia Mais ►

STF acionado para acabar com concessões de rádio e tv a políticos

Ação é do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que pede que Supremo Tribunal Federal (STF) se manifeste sobre controle da concessões por políticos com mandato eletivo. Ação lista quase 50 parlamentares por trás de outorgas. Presidente do PSOL diz que prática distorce democracia. Ministro das Comunicações também é contra, mas acha que Congresso não aprova.
BRASÍLIA - Um dia após Marinor Brito (PA) perder o mandato no Senado para o “ficha suja” Jader Barbalho (PMDB-PA), detentor das outorgas de vários veículos de comunicação, o partido dela, PSOL, acionou o mesmo Supremo Tribunal Federal (STF) exatamente para questionar concessões de rádio e TV a políticos com mandato.
A ação elenca 41 deputados e sete senadores que possuem concessões em seus nomes. Para o PSOL, esse é até um número subestimado, pois não raro os políticos têm parentes, empresas e laranjas por trás de concessões.
Segundo o PSOL, a prática, além de inconstitucional, fragiliza a democracia brasileira e perpetua o chamado coronelismo eletrônico. “Quem deve fiscalizar as concessões de rádio e TV no país não pode controlá-las”, disse o presidente do partido, Ivan Valente.
De acordo com ele, o objetivo da ação é impedir novas concessões para políticos com mandato, coibir a renovação das já concedidas e proibir a diplomação e posse daqueles que, por quaisquer motivos, venham driblar esse preceito constitucional.
A alegação de inconstitucionalidade se baseia no descumprimento de onze preceitos constitucionais, entre eles a liberdade de expressão, o direito à informação, o princípio da isonomia, a soberania política e a democracia.
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, já disse que é contra a concessão de outorgas a políticos, pelas mesmas razões apontadas pelo PSOL, e que o governo poderia incluir esse veto na proposta de marco regulatório da radiodifusão, que está em estudo. Mas ele acha também dificilmente a proposta passaria no Congresso, que não legislaria contra si.
O partido diz que a ação não foi motivada pela decisão do Supremo que reconduziu Jader ao Senado – embora o paraense possa ser afetado, caso a corte aceite a ação. Já vinha sendo articulada há vários meses, a partir de levantamento apresentado pelo Coletivo Intervozes, uma organização da sociedade civil que pesquisa a comunicação no Brasil.
“Nos procuramos vários partidos ligados à causada da comunicação, mas só o PSOL se dispôs a ingressar com a ação em parceria conosco”, disse o coordenador da organização, Gesio Passos.
Coronelismo eletrônico
Ivan Valente lembra que a distribuição de canais de rádio e TV vem sendo usada como moeda de troca na política brasileira desde a ditadura militar. “O ex-presidente José Sarney distribuiu quase cem canais para garantir a ampliação do seu mandato. E os ex-presidentes FHC e Lula perpetuaram o modelo”, denuncia ele.
A família Sarney, inclusive, é usada como exemplo clássico de coronelismo eletrônico. O ex-presidente José Sarney não possui nenhum veículo em seu nome, mas a filha dele e governadora do estado, Roseana Sarney, e o filho e deputado, Sarney Filho (PV-MA), possuem vários, de diferentes modalidades.
O lider do PSOL na Câmara, Chico Alencar (RJ), acredita que quem controla meio de comunicação orienta o caminho da nação. “Esse fato absolutamente agressivo à Constituição brasileira, já naturalizado, não pode continuar sem nenhuma reação da sociedade, porque adultera o processo eleitoral e limita a nossa já frágil democracia”.
Para ele, são ilegalidades como esta que permitem que políticos com a ficha suja, como Jader Barbalho, se perpetuem na política desde a ditadura, exercendo influencia na população por meio de seus canais de rádio e TV.
Najla Passos - Carta Maior
No Na Ilharga
Leia Mais ►

Crise Europeia: Onde dói

Nani
No Dodó Macedo
Leia Mais ►

ONU pede proteção mundial a direitos dos homossexuais

Homossexuais e transexuais enfrentam discriminação e violência por causa da sua orientação sexual em todas as regiões do mundo, o que inclui assassinatos, estupros e torturas – além do risco de pena de morte em pelo menos cinco países -, disse a ONU na quinta-feira.
O primeiro relatório oficial da entidade sobre o tema pede aos governos que protejam gays, lésbicas, bissexuais e transexuais (LGBTs), que punam as violações graves e revoguem leis discriminatórias.
“A violência homofóbica e transfóbica já foi registrada em todas as regiões. Tal violência pode ser física (incluindo assassinatos, agressões, sequestros, estupros e violência sexual) ou psicológica (incluindo ameaças, coerção e privações arbitrárias da liberdade)”, diz o relatório de 25 páginas assinado pela alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay.
O texto foi encomendado em junho pelo Conselho de Direitos Humanos, que na época reconheceu os direitos iguais de LGBTs, e condenou toda forma de violência ou discriminação com base na orientação sexual. Países ocidentais consideraram a decisão histórica, ao passo que governos islâmicos a rejeitaram firmemente.
No último dia 6, em discurso no Conselho de Direitos Humanos, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que “nunca deveria ser crime ser gay”.
O relatório de Pillay diz que pessoas vistas como homossexuais podem sofrer violência espontânea “nas ruas”, ou então abusos mais organizados, “inclusive por extremistas religiosos, grupos paramilitares, neonazistas e nacionalistas extremistas”.
A violência contra LGBTs tende a revelar “um alto grau de crueldade”, com mutilações e castração, segundo o relatório, que critica também os “assassinatos por honra” cometidos por parentes e membros de comunidades onde vivem os homossexuais.
O texto cita casos de assassinatos de gays na Suécia e na Holanda, a morte de uma transexual em Portugal, e crimes contra mulheres lésbicas, bissexuais ou transexuais em El Salvador, Quirguistão e África do Sul.
Outro caso destacado no relatório aconteceu no Brasil, onde um casal de lésbicas teria sofrido agressões em uma delegacia e sido obrigado a fazer sexo oral.
Atualmente, acrescenta o relatório, há 76 países com leis usadas para criminalizar comportamentos com base na orientação sexual e identidade de gênero. O texto não cita os países que impõem a pena de morte, mas ativistas dizem que são eles: Irã, Mauritânia, Arábia Saudita, Sudão e Iêmen, além de algumas regiões da Nigéria e Somália.
No Reuters
Leia Mais ►

Agora acertou mesmo!

Leia Mais ►

Oscar Niemeyer: 104 anos

 Parabéns Camarada Oscar 
Embora repita com frequência que "ter mais de 100 anos é uma merda", Niemeyer já recebeu um presente de aniversário: una escultura denominada "Laura", criação do caricaturista Lan e esculpida em bronze pelo artista Marcos André.
Nascido no dia 15 de dezembro de 1907 no Rio de Janeiro, o arquiteto - (ateu e comunista de carteirinha) - concebeu mais de 600 projetos arquitetônicos em todo o mundo. Ainda dirige vários, como a renovação do Sambódromo no Rio de Janeiro, adaptando-o aos Jogos Olímpicos de 2016 na cidade.
Em agosto passado, Niemeyer, que revolucionou a arquitetura moderna com curvas sensuais inspiradas, segundo ele, "no corpo da mulher brasileira", disse à imprensa que ainda há coisas que gostaria de fazer, como um "belo projeto para Copacabana".
"Uma vez me perguntaram o que pensava da vida. Respondi: enquanto houver uma mulher perto, que aconteça o que acontecer!", brincou Niemeyer, também autor da letra do samba "Tranquilo com a vida", uma canção otimista sobre um morador de uma favela que tem a esperança de um futuro mais justo.
Leia Mais ►

Dr. Gurgel, recolha o passaporte de Serra: 173 assinaturas asseguram CPI da Privataria

O Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Gurgel deveria solicitar que José Serra (PSDB/SP), FHC e os demais protagonistas do livro "A Privataria Tucana" que entreguem seus passaportes, para garantir que fiquem a disposição da justiça e não fujam "a la Cacciola", pois os Deputados Protógenes Queiroz (PCdoB/SP) e Brizola Neto (PDT) conseguiram recolher 173 assinaturas, mais do que o necessário, (171), para abrir a CPI da Privataria
Leia Mais ►

Boris Casoy parece chupar limão ao falar sobre o "Privataria Tucana"

Leia Mais ►

Charge online - Bessinha - # 937

Leia Mais ►

Dinheiro de Verônica bancou compra da casa de Serra em 2001

Declaração do advogado de Serra, Arnaldo Malheiros Jr, em 2002
"A casa em que o casal reside em São Paulo é de propriedade de sua filha, Verônica Allende Serra, que a adquiriu em 2001, como declarou à Receita Federal neste ano. Ela teve rendimentos declarados à Receita Federal nos dois últimos anos-bases, em valor bem superior ao pago pelo imóvel, conforme documentos em meu poder".
Do Portal Luís Nassif
Advogado diz que José Serra se esqueceu de empresa em declaração de bens
Postado por jose luiz ribeiro da silva
Publicado em 18/09/2002
O advogado Arnaldo Malheiros assinou uma nota, divulgada nesta terça-feira no site do candidato à Presidência, José Serra, do Partido da Social Democracia Brasileira, (www.joseserra.com.br), afirmando que seu cliente realmente foi sócio da empresa Análise de Conjuntura Econômica Perspectivas Ltda. (ACP), entre 1993 e 2000, mas que não mencionou o fato à Justiça Eleitoral em sua declaração de bens neste ano. (Nota: é a sociedade com Vladimir Riolli)
A participação societária de Serra na empresa, segundo a nota, 'possivelmente tenha sido esquecida nas declarações de 1994 e 1996'.
Na nota, ainda que sem citar nomes, Malheiros acusa nitidamente o procurador federal Luiz Francisco de Souza de fazer insinuações descabidas sobre Serra.
O procurador investiga a atuação de ex-dirigentes do Banco do Brasil visando a beneficiar empresas com o perdão de dívidas, entre eles Ricardo Sérgio de Oliveira, que já trabalhou em campanhas de Serra.
O procurador levantou suspeitas pelo fato de Serra não ter declarado a sociedade na empresa.
O candidato oficial do governo de Fernando Henrique Cardoso acusou o procurador de agir com motivações eleitorais para prejudicá-lo e beneficiar o candidato do PT (Partido dos Trabalhadores), Luiz Inácio Lula da Silva.
Serra justificou a acusação pelo fato de Luiz Francisco ter sido filiado ao PT.
Em janeiro de 1995, diz o advogado na nota, Serra afastou-se da administração da empresa. Tudo está registrado, segundo Malheiros, no 3º Registro Civil de Pessoas Jurídicas de São Paulo sob nº 417.363.
Leia na íntegra a nota do advogado de Serra:
'Nota oficial do advogado de José Serra
Nos últimos dias, diversas informações têm sido passadas para a imprensa sobre o Senador José Serra, sua família e seus bens, por pessoas interessadas em tumultuar a campanha eleitoral e prejudicar sua imagem perante a opinião pública.
Como advogado de José Serra, tenho procurado esclarecer erros evidentes e insinuações descabidas, que não atribuo aos jornalistas, mas a seus informantes. Devidamente autorizado, cabe-me prestar as seguintes informações sobre fatos relativos a meu cliente, que peço sejam levadas na devida consideração pela imprensa.
1) A participação do Senador José Serra na ACP
O Senador José Serra foi sócio de pequena empresa denominada ACP - Análise de Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda., registrada em 18/11/93 e encerrada em 6/12/2000, sendo o distrato prenotado no 3º Registro Civil de Pessoas Jurídicas de São Paulo sob nº 417.363. Por isso não havia por que mencioná-la na declaração de bens apresentada ao TSE em 2002. Aliás, em 1.1.1995 o Senador afastara-se da administração da empresa, conforme consta de 'alteração do contrato social' da mesma data, arquivada no mesmo Registro.
Enquanto existiu, a ACP manteve contrato de locação de um imóvel alugado, na Rua Simão Álvares nº 1.020, Pinheiros, São Paulo. O imóvel foi alugado da Gremafer Comercial e Importadora Ltda. (Nota: empresa de Preciado), pelo valor de 800 URV mensais, em 1993, quando começou a funcionar a ACP, sendo os aluguéis reajustados em abril de 1999 para R$1.000,00 mensais. O contrato foi rescindido, com entrega do imóvel, por instrumento de 30.4.2000, conforme documentos em meu poder.
Possivelmente sua participação tenha sido esquecida nas declarações de 1994 e 1996, o que não tem maior relevância, uma vez que se tratava de cota de sociedade legalmente registrada, constante da declaração de bens para a Receita Federal, também de acordo com documentos em meu poder. Em 2002 não teria de ser mencionada, porque o contrato social foi objeto de distrato em 6.12.2000, levado ao mesmo registro para arquivamento, sendo prenotado sob nº 417.363.
Isso constou da declaração de bens de José Serra à Receita Federal entregue em 2001, ano-base 2000. A baixa definitiva, como se sabe, costuma demorar muito tempo, mas o fato de ser considerada 'ativa' não significa que continue funcionando. (Para exemplificar, quando algum contribuinte pessoa física morre, seu CPF continua 'ativo' até encerramento do respectivo inventário, o que pode levar anos.)
2) A declaração de bens da esposa do Senador
A esposa do Senador, Dra. Sylvia Mônica Allende Serra, tem mestrado em 'Movement Therapy' pelo Hanneman College de Filadelfia e é doutora em Psicologia Clínica pela USP. Tem rendimentos próprios, declarados em separado como lhe faculta a lei. Na declaração de bens de 1997 fez constar a aquisição de duas salas de escritório no Edifício West Tower, na Rua Jericó nº 255, Vila Madalena, São Paulo, por R$62.500,00 cada, que vêm sendo pagos a prazo com o produto exclusivo de seu trabalho. Desde então os imóveis constam da sua declaração e nunca integraram a de seu marido, que por isso mesmo não os teria de mencionar na declaração apresentada ao TSE. Evidentemente, as declarações de José Serra para a Receita Federal mencionaram, sempre, os ganhos e a variação patrimonial de sua esposa.
3) A casa em que o casal reside em São Paulo
A casa em que o casal reside em São Paulo é de propriedade de sua filha, Verônica Allende Serra, que a adquiriu em 2001, como declarou à Receita Federal neste ano. Ela teve rendimentos declarados à Receita Federal nos dois últimos anos-bases, em valor bem superior ao pago pelo imóvel, conforme documentos em meu poder.
4) Venda de um terreno no Morumbi
José Serra foi co-proprietário de um terreno no Morumbi (Nota: em sociedade com Preciado, dono da Gremafer). O imóvel foi vendido em abril de 1995, por 140 mil reais. Houve lucro imobiliário e o imposto de renda devido foi pago. Esse valor histórico, atualizado pelo IGP-M da Fundação Getúlio Vargas equivale hoje a pouco mais de 293 mil reais.
5) A antiga casa do casal Serra na Lapa
O casal Serra foi proprietário de uma casa na Rua Atimbá nº 160, na Lapa, São Paulo, adquirido em 1981 com financiamento da Caixa Econômica Federal e vendido por contrato particular de 15/5/85 pelo valor de 80 milhões de cruzeiros além do saldo da dívida que o adquirente continuou a pagar à Caixa. Após a baixa da hipoteca, o comprador recebeu a escritura definitiva em 29/7/1997, pelo valor de R$1,00. Isso porque, entre o contrato particular e a data da escritura, a moeda mudou cinco ou seis vezes de nome e de valor, tornando o preço original praticamente sem expressão monetária na data da venda. Todavia, a operação foi declarada por José Serra à Receita Federal no exercício de 1986 e preenchido o Demonstrativo de Alienação de Imóveis exigido pela lei. Na própria escritura constou, com clareza, que estava sendo cumprido o contrato particular de 1985 no valor de 80.000.000,00 de cruzeiros, referindo este número'.

(http://www.uj.com.br)
Matéria da Veja, de 14/03/2001 
Na alma e no bolso tucano
Ricardo Sérgio conseguia dinheiro para empresários na Previ e para políticos com os empresários

Eduardo Oinegue
Sílvio Ribeiro/AE
Ana Araújo
Oscar Cabral
"TODO MUNDO OPERA TODO MUNDO"
É a máxima de "Mister Big", como o economista Ricardo Sérgio (à esq.) é chamado por um diretor da Previ numa fita gravada em 1998, durante a formação do consórcio Telemar, de Carlos Jereissati (no centro). "Mister Big" viabilizou também a venda da Vale para Benjamin Steinbruch (à dir.)
Embora tivesse como missão comandar a diretoria internacional do Banco do Brasil, entre 1995 e 1998, o economista Ricardo Sérgio de Oliveira dedicava-se a um assunto bastante nacional: a privatização. Mais especificamente, a participação do fundo de pensão dos funcionários do BB, a Previ, nas empresas privadas interessadas em adquirir estatais. Oficialmente, a tarefa de decidir onde a Previ aplica seu dinheiro cabe tão-somente à direção do fundo. Só que as coisas não funcionam exatamente assim em Brasília. Como a Previ tem um patrimônio de 34 bilhões de reais para investimentos, todo mundo quer dar palpite sobre onde colocar o dinheiro, mas só alguns conseguem. Ricardo Sérgio era imbatível nesse terreno. Foi ele quem ajudou a Construtora Norberto Odebrecht a levantar na Previ 260 milhões de reais para o projeto turístico Costa do Sauípe, localizado no litoral norte da Bahia. A transação deu o fôlego de que a empresa precisava para tocar o megaempreendimento com cinco hotéis e um campo de golfe. Também foi por intermédio de Ricardo Sérgio que o Consórcio Brasil, liderado pelo empresário Benjamin Steinbruch, recebeu um aporte de recursos da Previ para adquirir a Vale do Rio Doce. Steinbruch mostrou-se agradecido num primeiro momento, mas acabou rompendo com Ricardo Sérgio e relatou as razões a um amigo.
Aconteceu o mesmo no leilão da Tele Norte Leste, adquirida pelo consórcio Telemar. Sem a mão forte de Ricardo Sérgio, a venda não teria ocorrido, de forma que os empresários vencedores também ficaram agradecidos – mais ainda que Steinbruch. De acordo com a denúncia publicada em VEJA, a atuação de Ricardo Sérgio na Telemar resultara na cobrança de uma propina correspondente a 3,4% sobre o capital total da empresa – coisa de 90 milhões de reais. Na semana passada, o senador Antonio Carlos Magalhães afirmou publicamente que conhece o caso e acrescentou que dispõe até de uma "prova testemunhal", cuja identidade não revelou. O banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, que teria descoberto opor-fora quando se associou à Telemar, recolheu-se ao silêncio. "Não confirmo nem desminto", mandou dizer. O empresário Carlos Jereissati, de quem, segundo amigos de ACM, a propina foi cobrada, disse que estava "perplexo" com a denúncia. "Só um louco daria 10 centavos que fosse em troca da vitória naquele leilão que vencemos por um lance do acaso", diz.
Ricardo Sérgio também foi enfático em seu desmentido. Na terça-feira, lançou uma nota em que nega tudo e garante que jamais se imiscuiu nos negócios da Previ. Por fim, mostrou-se indignado "com a suspeita de ter recebido propina do empresário Carlos Jereissati" e informou que seu patrimônio é "fruto de uma vida inteira de trabalho honrado desde os 14 anos de idade". Só uma investigação minuciosa poderá concluir se alguma propina realmente foi paga, mas Ricardo Sérgio divulgou mentiras em sua nota. As famosas fitas do BNDES já apontavam sua movimentação nas teles por meio da Previ. Quem não se lembra da frase-símbolo do grampo, dita por ele: "Estamos no limite da nossa irresponsabilidade"? Agora, surgiu uma fita nova em que a atuação de Ricardo Sérgio na Previ fica clara. A gravação foi feita por um empresário derrotado no leilão da Telemar e traz um diálogo entre Ricardo Sérgio e o diretor de investimentos da Previ, João Bosco Madeiro da Costa, uma indicação sua, demitido logo depois da queda de Ricardo Sérgio do Banco do Brasil. A fita foi gravada às vésperas do leilão da Tele Norte Leste e contém o seguinte diálogo:
Ricardo Sérgio – Alô. Onde você está, boneca? 
Bosco – Estou aqui começando a reunião com os fundos...
Ricardo Sérgio –  
Bosco – Então, quando sairmos daqui, não sei que horas, nós sairemos com a decisão final.
Ricardo Sérgio – Tá.
Bosco – E, se tudo correr como imagino, estamos abrindo com o Opportunity pra Telemar, viu?
Ricardo Sérgio – Escuta, Bosco, é o seguinte: a gente está ficando, a cada dia, mais experiente, né? Mas ainda continuo muito preocupado com a grana porque, senão, daqui a pouco você vai pôr uns 2 bi...
Bosco – É, na Vale eu tive de botar 360 milhões a mais. Depois, peguei eles, dez dias depois.
Ricardo Sérgio – Não sei, de fato, a montagem da grana. Outra coisa: não podemos criar um outro monstro. Não podemos criar um novo Benjamin.
Em sua nota à imprensa, Ricardo Sérgio não apenas desmente o pagamento de propina na operação, mas também contesta a possibilidade lógica da existência de uma caixinha. Afinal, "segundo a própria imprensa, foi 'mecânica do leilão' e 'um golpe de sorte' que deram a vitória ao consórcio". Assim sendo, "não haveria sentido em pagar uma propina". Outra mentira de Ricardo Sérgio. Mais uma vez é oportuno frisar que apenas uma investigação mais profunda pode esclarecer se houve ou não pagamento de propina. Mas fato é que havia, sim, motivos – e muito concretos, aliás – para que vultosas somas de dinheiro migrassem de um bolso para outro. O consórcio Telemar ganhou a concorrência por obra do acaso, exatamente como diz Ricardo Sérgio. Seu concorrente no leilão saiu da disputa depois de ter arrematado outra estatal, a Tele Centro Sul. De acordo com as regras do leilão, quem comprava uma empresa era desclassificado na disputa por outra. Sem concorrentes, a Tele Norte Leste, que ficou com o domínio da telefonia fixa em dezesseis Estados, do Rio de Janeiro ao Amazonas, foi vendida com 1% de ágio – 3,4 bilhões de reais. O problema é que a Telemar ganhou a disputa achando que iria perder e não tinha dinheiro para pagar o que comprou. Só conseguiu viabilizar-se em função de dinheiro público. Direta ou indiretamente, 55% da companhia está nas mãos do governo. Ricardo Sérgio e o Banco do Brasil foram peças-chave nessa operação de salvamento.
Roberto Jayme
Zeka Araujo
O GRANDE CÍRCULO  
O ex-secretário da Presidência Eduardo Jorge (à dir.) telefonou para uma alta autoridade do governo pedindo a ela que recebesse o advogado carioca Jorge Serpa. Foi atendido. Na conversa, Serpa queria apoio para a indicação de Ximenes(à esq.) para a presidência da Petrobras e de Ricardo Sérgio para a presidência do Banco do Brasil
Desde que a Telemar venceu o leilão, circula a informação de que uma propina da ordem de 3% a 4% foi paga para a formação do grupo. O que chama a atenção do mercado é a distribuição das quatro empresas privadas no consórcio. Enquanto três delas tinham cada uma 10,17% do total do capital da nova empresa, o grupo de Carlos Jereissati possuía 14,59% – 4,42% a mais. Com um detalhe: esse porcentual está registrado em nome de uma empresa separada, chamada Rivoli, propriedade de Jereissati. O que se comenta abertamente no mercado é que essa parcela adicional pertenceria a Ricardo Sérgio e a duas figuras muito conhecidas dos fundos de pensão, os empresários Miguel Ethel e José Brafman. Na semana passada, VEJA ouviu outra vez essa versão de um alto cardeal do tucanato. Ricardo Sérgio, Miguel Ethel e José Brafman atuaram na formação do consórcio Telemar e, coincidência, na formação do consórcio de Benjamin Steinbruch. Ricardo Sérgio recusou-se a atender VEJA na última semana. Jereissati declara que já não agüenta mais ouvir essa história. "Se não acreditam na minha honestidade, pelo menos respeitem a minha inteligência", afirma Jereissati. "Fazer um negócio desses seria primário."
É de se perguntar como um simples diretor do Banco do Brasil se torna um homem tão poderoso, capaz de movimentar bilhões e bilhões, sendo um dos principais responsáveis por duas das maiores privatizações do mundo. A Vale do Rio Doce foi vendida por 3,3 bilhões de reais. E as teles foram negociadas por 22 bilhões de reais. A resposta é simples: Ricardo Sérgio não é um simples diretor do Banco do Brasil, mas um personagem ligado ao coração tucano. Um exemplo: em 1988, ano em que se formou o PSDB, um dos mais destacados políticos tucanos precisava de recursos para organizar o partido em seu Estado. Procurou a direção do partido e foi encaminhado a Ricardo Sérgio. Outro exemplo: Ricardo Sérgio arrecadou dinheiro para a campanha do atual ministro da Saúde, José Serra, ao Senado, em 1994. Um dos maiores empresários do país contou a VEJA na semana passada ter ajudado financeiramente o candidato Serra naquela ocasião. O dinheiro, equivalente a 2 milhões de reais, foi entregue a Ricardo Sérgio "em quatro ou cinco prestações, não me lembro exatamente", diz o empresário.
Quando chegou ao Banco do Brasil, Ricardo Sérgio era o único diretor não escolhido pelo presidente da empresa, Paulo César Ximenes. Em pouco tempo, no entanto, os dois tornaram-se próximos. Quando o BNDES decidiu reduzir à metade a participação das seguradoras do Banco do Brasil no consórcio Telemar, desmontando assim uma parte da engenharia financeira montada por Ricardo Sérgio, o então ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, responsável pela privatização, foi procurado para que mudasse de idéia. Quem o procurou? Ximenes. Além de sua ligação com Serra e Ximenes, Ricardo Sérgio mantinha uma boa relação com o ex-secretário-geral da Presidência da República Eduardo Jorge Caldas Pereira. Certa vez, uma alta autoridade do governo recebeu um telefonema de Eduardo Jorge com o pedido de que recebesse o advogado carioca Jorge Serpa. O pedido foi atendido. Na conversa, relatada a VEJA na semana passada, Serpa queria da alta autoridade apoio para a indicação de Ximenes para a presidência da Petrobras e de Ricardo Sérgio para a presidência do Banco do Brasil.
No Advivo
Leia Mais ►

Privatas do Caribe, Johny Depp substiuído por canastrão

Leia Mais ►

Sobre governos de esquerda ou direita, em Portugal

Leia Mais ►

O Lixo do Serra

Leia Mais ►

A faxina urgente e necessária

O ano de 2012 oferece ao eleitor brasileiro, ao eleitor paulista e ao paulistano em particular, a excelente oportunidade de iniciar uma providencial e necessária faxina no governo da cidade de São Paulo, e em 2014 no Palácio dos Bandeirantes, desalojando a gestão incompetente moradora há quase vinte anos no Palácio dos Bandeirantes e oito anos na cidade. Senão vejamos.
Confrontada com a sua indigência programática e com as sucessivas derrotas eleitorais nos últimos dez anos no plano federal, a atual oposição brasileira, aquela que majoritariamente se abriga sob as siglas do PSDB, DEM, PPS e agora do noviço PSD, cuja hipócrita defesa da alternância do poder não leva em consideração quando se trata de seus próprios interesses, tem que ser derrotada no Estado de São Paulo, sob o risco de o estado continuar a servir de estorvo ao espírito progressista assumido pelo país nos últimos anos. Tanto na capital em 2012, como no governo estadual em 2014.
E por quê? Pela simples razão de que essa oposição representa um perigo para o modelo desenvolvimentista brasileiro, para a soberania do país e para a própria democracia.
Começaria aí o verdadeiro sentido da faxina, quer do ponto de vista da alternância do poder, como tanto defendem em nível federal, quer do ponto de vista ético, com o desmonte de uma engrenagem viciada, com a limpeza das inúmeras falcatruas domésticas no estado, quando dezenas de CPIs são engavetadas na assembléia estadual e ignoradas pela mídia e que fariam destampar de vez o caldeirão do cinismo e da hipocrisia daqueles que já não têm alternativas a oferecer ao novo Brasil, a não ser as da sua própria incompetência.
Como afirmou o jornalista Mino Carta em recente simpósio em Salvador, “São Paulo é o estado mais reacionário da federação”. Sempre foi, aliás. Não há aqui o que contestar. Desde as famosas marchas em 1964 para não irmos mais atrás à História pátria, São Paulo continua sendo o depositário maior do espírito da Casa Grande em detrimento da Senzala. Provas da afirmação do jornalista, a qual endosso, vão se acumulando no dia a dia da política brasileira, ganhando patamares perigosos para o próprio exercício da democracia, repito, mesmo que ainda incipiente e tutelada, após os anos de ditadura.
É em São Paulo que se localiza o quartel general da direita brasileira, aquela que representa de fato o atraso, a submissão a interesses estrangeiros, aquela que não perde a sua formação aculturada, o seu preconceito contra pobres, negros e nordestinos, por exemplo, aquela que morde o próprio cotovelo de inveja ao não querer reconhecer que um metalúrgico sem diploma universitário, sem plumas e paetês, tirou o país da condição de devedor passando-o a emprestador internacional. Oposição no mais puro estilo quinta coluna.
É em São Paulo também que se localiza o centro mais reacionário da mídia corporativa que diariamente apostou suas fichas contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante oito anos e agora continua a apostar contra o governo da presidenta Dilma Roussef na esperança de que possa encontrar motivos políticos para enfraquecê-la e preparar o terreno onde, numa eventual regresso ao governo federal, façam o Brasil voltar ao mercado de negócios e interesse escusos em que transformaram o país enquanto governaram, bem como o Estado de São Paulo que governam há anos e agora a capital do estado.
Tal qual na mitologia grega, o eleitor paulista entre outros tem que fazer um dos trabalhos de Hércules e ir cortando as cabeças da Hidra, tantos anos ignorada, e que insiste em renascer sob novos disfarces. Uma dessas cabeças, talvez a mais perigosa, reúne jornais, revistas e emissoras de televisão. Seu centro criativo e ideológico está em São Paulo, onde editoriais e jornalistas de aluguel destilam seus preconceitos ideológicos e sociais com o apoio do setor rentista, de grandes agências de publicidade, bancos, latifúndios muitos deles grilados, sucursais de empresas multinacionais, cujos interesses defendem sem qualquer escrúpulo e com a aceitação a conivência de grandes setores de uma classe média para fascista.
A promiscuidade desses atores do espectro econômico com seus representantes nas câmeras de vereadores, assembleias estaduais e principalmente em Brasília, através de lobbies com polpudas verbas nos bolsos vai, a cada ano que passa, transformando São Paulo numa peça cada vez mais encardida e rançosa no mapa político do país nesse início de século XXI, com o arcabouço administrativo da cidade e do estado engessado pela concepção econômica neoliberal e pela mesmice de quadros políticos que têm um olho político em nosso passado ditatorial e outro, econômico, na possibilidade de amealhar grandes fortunas no uso de tecnologias do futuro e não só, num jogo que beneficia os governantes de plantão e os seus apaniguados mais próximos.
Nesse audacioso jogo de assalto ao patrimônio público, onde o exercício da política quase que anula a procura pelo bem estar da coletividade, não é difícil enxergar, cada vez com maior nitidez os fios trançados entre os já nem tanto obscuros interesses econômicos e políticos da imprensa das quatro famiglias (Marinhos, Civitas, Mesquitas e Frias), onde não se descarta sempre a possibilidade de um hipotético, mas não de todo imprevisível golpe de estado, não aquele tradicional com soldados na rua, fechamento do Congresso, toques de recolher, etc., mas um golpe que, sob certo aspecto, é mais perverso: o da desinformação, quando não da repetição pura e simples de uma suposição, de uma acusação irresponsável ou mesmo de uma mentira.
Nesse aspecto, o impressionante e minucioso relato contido no livro PRIVATARIA TUCANA do jornalista Amaury Ribeiro Jr. não deixa dúvidas quanto à necessidade do eleitor paulista e paulistano darem início àquela que seria a verdadeira e necessária faxina para que o país iniciasse nova jornada de recuperação ética. Arrumar a casa em São Paulo e dar o exemplo para o resto do país, pois o denuncismo seletivo e irresponsável que emana de certas redações paulistas recebeu agora um duro golpe, pois aqui não se trata de denúncia sem provas.
São tantas as denúncias de práticas criminosas nos anos 90 que fica difícil escolher qual a mais impressionante. Contudo, é curioso ver que os principais beneficiários, econômicos e políticos, são paulistas, o que não vem a ser exatamente uma coincidência, mas um jogo perverso pela manutenção do poder político, e o pior deles: o poder de assaltar o patrimônio público.
No meu entender, o eleitor paulista e paulistano têm o dever de fazer uma assepsia ética e política das mais rigorosas, desinfetando o Palácio dos Bandeirantes e a Prefeitura da Capital e devolvendo o Estado de São Paulo ao leito do novo país que começa a se erguer na América Latina e no mundo. Não se trata de comparar corrupções onde as houver, mas de combatê-las com o rigor da lei quando provadas.
E provas não faltam na PRIVATARIA TUCANA, provavelmente a mãe de todas as corrupções entre nós nos últimos anos pós ditadura. Nada mal que se pense numa CPI da Privataria, pois além dela convocar – com toda certeza – a juízo público os principais personagens da dilapidação de grande fatia da riqueza nacional para que expliquem o que fizeram, é muito provável que surjam sólidos motivos jurídicos para se pensar em uma ação de recuperação para o Estado de uma empresa como a VALE, por exemplo. Isso sem falar na necessidade de se estabelecer maior rigor na defesa de nossa soberania e na urgente reforma da Lei de Imprensa. Com a palavra o Brasil progressista e genuinamente democrático.
Izaías Almada é escritor, dramaturgo e roteirista cinematográfico, É autor, entre outros, dos livros TEATRO DE ARENA, UMA ESTÉTICA DE RESISTÊNCIA, da Boitempo Editorial e VENEZUELA POVO E FORÇAS ARMADAS, Editora Caros Amigos.
Leia Mais ►

Uma tarde em Florença

Nos cruzamos algumas vezes depois disso, mas a única vez que estive com o Sócrates foi na sua casa em Florença, quando ele era ídolo no Fiorentina. Tínhamos marcado um encontro com o Araújo Neto, correspondente do "Jornal do Brasil" em Roma, que estava vindo a Florença para entrevistá-lo.
O Araújo nos carregou junto para a entrevista. Não foi difícil localizar a casa do Doutor nos arredores de Florença. O motorista do táxi sabia exatamente como chegar lá. A casa do estupendo Sócrates? Como não iria saber?
A casa era uma mansão toscana no meio de ciprestes e de um grande gramado. Quando chegamos, um dos filhos do jogador estava tendo seu cabelo cortado ao ar livre. Não deu para identificar, no que parecia ser o staff permanente da casa, quem era brasileiro e quem era italiano. O próprio barbeiro podia ser da casa ou recrutado na vizinhança para a honrosa missão.
Sentamo-nos no quintal também, e conversamos a tarde inteira. Infelizmente, só o que sobrou da conversa foram as fotos. Não me lembro do que falamos. De Florença e de como a família estava se adaptando, provavelmente. E de futebol, certamente.
Era uma oportunidade para expor minha teoria sobre o passe de calcanhar, já que estava na presença de um notável especialista no assunto. Eu achava que o passe de calcanhar era um pouco como o palavrão no teatro. Quase sempre era desnecessário, não avançava a ação da peça — ou da jogada, no futebol —, mas nunca deixava de provocar uma reação na plateia. Por mais que se repetissem e se banalizassem, o passe de calcanhar e o palavrão jamais perderiam seu poder de surpreender o público.
Tenho certeza que não mencionei minha tese naquela agradável tarde florentina, primeiro porque sou do tipo que prefere ouvir as teses dos outros em vez das suas, segundo porque os passes de calcanhar do Sócrates, ao contrário dos palavrões no teatro, tinham a particularidade de nunca serem gratuitos, ou só para impressionar. Com Sócrates, taquinho não era brilhatura.
Mais importante do que surpreender o público era surpreender o adversário. E esta era uma das muitas maneiras em que Sócrates era um jogador — e uma pessoa — diferente. Não se esperasse dele o convencional.
O Araújo Neto já se foi, o Sócrates já se foi, restam as vagas lembranças de uma tarde sob os ciprestes, há muitos, muitos anos.
Luís Fernando Veríssimo
Leia Mais ►

Hitler manda censurar "Privataria Tucana"

Leia Mais ►

FAlha se rende à "Privataria Tucana"

Em livro, jornalista acusa tucanos de receber propina
DE SÃO PAULO
Um livro que chegou à praça no fim de semana acusa o ex-governador José Serra de receber propinas de empresários que participaram das privatizações conduzidas pelo governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
Publicado pela Geração Editorial, "A Privataria Tucana" foi escrito pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr., que no ano passado foi acusado de participar da montagem de uma central de espionagem no comitê da campanha da presidente Dilma Rousseff.
O livro sustenta que amigos e parentes de Serra mantiveram empresas em paraísos fiscais e as usaram para movimentar milhões de dólares entre 1993 e 2003, mas não oferece nenhuma prova de que esse dinheiro tenha relação com as privatizações.
Algumas informações do livro circularam na campanha eleitoral do ano passado e boa parte do material foi publicada antes por jornais e revistas, entre eles a Folha.
O livro mostra que uma empresa controlada pelo empresário Carlos Jereissati nas Ilhas Cayman repassou US$ 410 mil para Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil e amigo de Serra.
Segundo os documentos apresentados pelo livro, a transferência foi feita dois anos depois do leilão em que um grupo controlado por Jereissati arrematou o controle da antiga Telemar. Mas o livro não exibe prova de que a transação tenha algo a ver com Serra e a privatização.
Outro alvo do livro é a filha de Serra, Verônica Serra, que foi sócia da empresária Verônica Dantas numa firma de prestação de serviços financeiros na internet, a Decidir.
Verônica Dantas é irmã do banqueiro Daniel Dantas, que controlou a antiga Brasil Telecom até o início de 2005. A Telemar e a Brasil Telecom atualmente são parte da Oi.
O jornalista também diz que Gregório Preciado, casado com uma prima de Serra, teve ajuda de Ricardo Sérgio na privatização do setor elétrico e depois movimentou dinheiro em paraísos fiscais.
No governo FHC, Ricardo Sérgio, como diretor do Banco do Brasil, exercia influência sobre a Previ, o fundo de pensão dos empregados do BB, que se associou aos vários grupos que participaram das privatizações da época.
Ribeiro Jr. foi acusado pela Polícia Federal de ter violado o sigilo fiscal de dirigentes tucanos e dos familiares de Serra durante suas investigações, pagando despachantes para obter ilegalmente informações sobre eles.
O jornalista diz que não fez nada ilegal. Ele iniciou suas investigações quando trabalhava para o jornal "Estado de Minas" e o então governador do Estado, Aécio Neves, disputava com Serra a indicação do PSDB para disputar a eleição presidencial.
Sua atuação só foi exposta mais tarde, quando Aécio já estava fora da disputa e Ribeiro Jr. foi chamado pelo jornalista Luiz Lanzetta para colaborar com a campanha de Dilma, um projeto que foi abortado pela cúpula do PT antes de ganhar corpo.
Leia Mais ►

Serra Entrando pelo Tucano

No Uol
Leia Mais ►

Com 80 mil cópias, 2ª edição de Privataria Tucana chega na sexta às livrarias

Para desespero de José Serra e desconforto da mídia corporativa, que blinda o ex-governador paulista, o livro Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., é fenômeno de vendas.
A primeira edição, 15 mil exemplares, esgotou-se no dia do lançamento, 9 dezembro. Na segunda-feira, 12, a Geração Editorial decidiu reimprimir 30 mil. Na terça, subiu para 50 mil. “Mas já aumentamos para 80 mil cópias”, contou-me há pouco Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial. “Elas chegarão às livrarias nesta sexta-feira.”
Tudo isso graças à internet e às redes sociais, já que a grande imprensa com raras exceções tem silenciado sobre o livro.
Aliás, especulou-se muito na terça-feira que a Folha de S. Paulo finalmente publicaria nesta quarta uma matéria sobre o livro. Circulou também a informação de que, Serra, quando soube, teria ligado enfurecido para a direção do jornal, cobrando a não publicação.
O fato é que hoje, quarta, a Folha não veio com matéria sobre A Privataria Tucana. Será que Serra conseguiu “sensibilizar” a Folha com seus argumentos? Ou será que a matéria virá na edição desta quinta-feira?
Sintomaticamente, nesta quarta, a Folha ressuscitou ao “seu estilo” o chamado “mensalão”, para desviar o foco, tentando jogar no ventilador petista o que está abundando no poleiro tucano.
Conversei com Amaury por telefone ontem e hoje. Está bem mais calmo do que dia do lançamento de A Privataria Tucana, quando o conheci pessoalmente.
Viomundo – Só boas notícias?
Amaury Ribeiro Jr. – Por enquanto (risos), sim. Muita gente tem ligado pra dizer, que começa a ler e não parar mais. Isso me deixa muito feliz, porque lavagem de dinheiro é um assunto muito difícil, complexo.
O pessoal da área editorial está espantado com o sucesso vendas do Privataria, já que não teve divulgação na grande imprensa, exceto a CartaCapital, Record News e TV Record. É um fenômeno, um fato histórico. Tudo isso graças à internet, à blogosfera, às redes sociais, que mostraram um poder de fogo, que eu não imaginava que fosse tão grande.
Outra boa notícia é que o delegado Protógenes (PCdoB-SP) já conseguiu mais de 140 assinaturas para criar a CPI da privataria.
Viomundo – E a reação dos tucanos como tem sido?
Amaury Ribeiro Jr. — Engraçado que Álvaro Dias e outros tucanos de alto poleiro, que estão sempre na mídia cobrando ética, lisura dos outros partidos, estão mudos, dizendo que não leram…
O Serra disse ontem que o meu livro “é um lixo”. Os que eles, tucanos, fizeram nas privatizações é que pode ser considerado um lixo, isso sim.
Essa paulicéia desvairada, que se acha mais culta e melhor do que todo mundo, de repente, ficou nua, com as vísceras expostas.
Viomundo – Já recebeu algum telefonema ou e-mail desaforado, ameaçador ou malcriado?
Amaury Ribeiro Jr. – Ainda não. Só reações positivas. Mas não sou bobo. Devem estar preparando um troco para o próximo final de semana.
Viomundo – E, aí?
Amaury Ribeiro Jr. — Estou preparado, tranqüilo, pois tudo o que eu disse tenho como provar.
Viomundo – Grande parte do material que embasou o teu livro foi obtida em decorrência do processo movido contra você por Ricardo Sérgio de Oliveira, que foi presidente da área internacional do Banco do Brasil na gestão FHC. Para provar que estava dizendo a verdade, você recorreu a um procedimento chamado exceção da verdade. Amaury, por favor, explique para os leitores do Viomundo o que é a exceção da verdade.
Amaury Ribeiro Jr. – É o seguinte. Quando se é processado, você tem o direito de provar que o que está dizendo é verdadeiro. A esse processo se dá o nome de exceção da verdade. Foi o que eu fiz quando o Ricardo Sérgio de Oliveira entrou com processo contra mim por danos morais em função de matérias em que o denunciei. Em função disso, tive acesso a todos os documentos da CPI do Banestado que envolviam o Ricardo Sérgio. Eu ganhei esse processo e parte do material, ao qual eu tive acesso devido ao pedido de exceção da verdade, embasa o meu livro.
Viomundo — Você recorreria novamente a exceção da verdade, para provar que tudo o que está em A Privataria tucana é verdade?
Amaury Ribeiro Jr. – Com certeza! É só me questionarem.
PS1 do Viomundo: Atenção, DENISE INVAMOTO! Você ganhou o Privataria Tucana. Por favor, mande o seu endereço para viomundo1@gmail.com, para que possamos enviar o seu livro.
PS 2 do Viomundo: Como muitos já sabem, um leitor do Viomundo comprou dez exemplares para sortearmos entre vocês. Como ele pediu anomimato, não podemos revelar o nome . Só podemos dizer que o doador é de Minas Gerais e que não é Aécio Neves. Quem quiser participar deste novo sorteio, basta deixar o nome nos comentários.
Conceição Lemes
Leia Mais ►