14 de dez de 2011

Esquerdas precisam superar indisponibilidade para reflexão

Quando estão no poder, as esquerdas não têm tempo para refletir sobre as transformações que ocorrem nas sociedades e quando o fazem é sempre por reação a qualquer acontecimento que perturbe o exercício do poder. A resposta é sempre defensiva. Quando não estão no poder, dividem-se internamente para definir quem vai ser o líder nas próximas eleições, e as reflexões e análises ficam vinculadas a esse objetivo.
Esta indisponibilidade para reflexão, se foi sempre perniciosa, é agora suicida. Por duas razões. A direita tem à sua disposição todos os intelectuais orgânicos do capital financeiro, das associações empresariais, das instituições multilaterais, dos think tanks, dos lobbistas, os quais lhe fornecem diariamente dados e interpretações que não são sempre faltos de rigor e sempre interpretam a realidade de modo a levar a água ao seu moinho. Pelo contrário, as esquerdas estão desprovidas de instrumentos de reflexão abertos aos não militantes e, internamente, a reflexão segue a linha estéril das facções.
Circula hoje no mundo uma imensidão de informações e análises que poderiam ter uma importância decisiva para repensar e refundar as esquerdas depois do duplo colapso da social-democracia e do socialismo real. O desequílibrio entre as esquerdas e a direita no que respeita ao conhecimento estratégico do mundo é hoje maior que nunca.
A segunda razão é que as novas mobilizações e militâncias políticas por causas historicamente pertencentes às esquerdas estão sendo feitas sem qualquer referência a elas (salvo talvez à tradição anarquista) e muitas vezes em oposição a elas. Isto não pode deixar de suscitar uma profunda reflexão. Essa reflexão está sendo feita? Tenho razões para crer que não e a prova está nas tentativas de cooptar, ensinar, minimizar, ignorar a nova militância.
Proponho algumas linhas de reflexão. A primeira diz respeito à polarização social que está a emergir das enormes desigualdades sociais. Vivemos um tempo que tem algumas semelhanças com o das revoluções democráticas que avassalaram a Europa em 1848. A polarização social era enorme porque o operariado (então uma classe jovem) dependia do trabalho para sobreviver mas (ao contrário dos pais e avós) o trabalho não dependia dele, dependia de quem o dava ou retirava a seu belprazer, o patrão; se trabalhasse, os salários eram tão baixos e a jornada tão longa que a saúde perigava e a família vivia sempre à beira da fome; se fosse despedido, não tinha qualquer suporte exceto o de alguma economia solidária ou do recurso ao crime. Não admira que, nessas revoluções, as duas bandeiras de luta tenham sido o direito ao trabalho e o direito a uma jornada de trabalho mais curta. 150 anos depois, a situação não é totalmente a mesma mas as bandeiras continuam a ser atuais.
E talvez o sejam hoje mais do que o eram há 30 anos. As revoluções foram sangrentas e falharam, mas os próprios governos conservadores que se seguiram tiveram de fazer concessões para que a questão social não descambasse em catástrofe. A que distância estamos nós da catástrofe? Por enquanto, a mobilização contra a escandalosa desigualdade social (semelhante à de 1848) é pacífica e tem um forte pendor moralista denunciador.
Não mete medo ao sistema financeiro-democrático. Quem pode garantir que assim continue? A direita está preparada para a resposta repressiva a qualquer alteração que se torne ameaçadora. Quais são os planos das esquerdas? Vão voltar a dividir-se como no passado, umas tomando a posição da repressão e outras, a da luta contra a repressão?
A segunda linha de reflexão tem igualmente muito a ver com as revoluções de 1848 e consiste em como voltar a conectar a democracia com as aspirações e as decisões dos cidadãos. Das palavras de ordem de 1848, sobressaíam liberalismo e democracia. Liberalismo significava governo republicano, separação ente estado e religião, liberdade de imprensa; democracia significava sufrágio “universal” para os homens. Neste domínio, muito se avançou nos últimos 150 anos. No entanto, as conquistas têm vindo a ser postas em causa nos últimos 30 anos e nos últimos tempos a democracia mais parece uma casa fechada ocupada por um grupo de extraterrestres que decide democraticamente pelos seus interesses e ditatorialmente pelos interesses das grandes maiorias. Um regime misto, uma democradura.
O movimento dos indignados e do occupy recusam a expropriação da democracia e optam por tomar decisões por consenso nas sua assembleias. São loucos ou são um sinal das exigências que vêm aí? As esquerdas já terão pensado que se não se sentirem confortáveis com formas de democracia de alta intensidade (no interior dos partidos e na república) esse será o sinal de que devem retirar-se ou refundar-se?
Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).
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PSDB lança Ave Maria Tucana

A primeira tiragem de Ave Maria Tucana esgotou-se em poucos minutos nas bancas de Higienópolis
SENHORAS DE SANTANA - Numa tentativa desesperada e carola de calar as repercussões do livro Privataria Tucana, o PSDB lançou ontem o DVD Ave Maria Tucana, composto às pressas pelo senador Álvaro Dias Botox e pelo capitão-blogueiro Reginaldo Bolsonaro. O papel principal será interpretado por Regina Duarte, a eterna Namoradinha do Brasil. Segundo recomendação da CIA e do Vaticano, o primeiro episódio será encartado gratuitamente em todas edições de jornais e revistas da grande imprensa no próximo fim de semana.
De acordo com a sinopse do DVD, "Ave Maria Tucana começa com o anúncio do Anjo Jereissati: um Messias privatizaria em breve. Uma estrela cadente desce sobre o bairro da Mooca e desova três Tucanos Magos. Eles trazem gravações clandestinas, genéricos e cannabis como oferenda. Apesar da maldição da falta de carisma, feita por arapongas e divorciados, José Serra é batizado e promete combater o alho e zelar pela lei de responsabilidade fiscal. Munido de hóstias, terços, rosários e um sortido balaio de equações transferenciais de quarto grau, inicia sua virtuosa trajetória para trazer o bem ao povo. Hoje, mineiros solertes, pegos em blitz da Lei Seca, e repórteres incompreensíveis fazem com que Serra passe por mais uma satânica Provação. Mas, com a ajuda da Santa Companhia da Notícia, ele será beatificado novamente".
Responsável pela estratégia online de divulgação do DVD, Artur Virgílio enviou ao Congresso um projeto de lei para proibir a propagação de Privataria Tucana nas redes sociais: "Se a grande imprensa não deu bola para o livro, é porque é impuro e pode prejudicar a família brasileira, que, como todos sabemos, é o fundamento da boa sociedade. Por que as pessoas têm que ficar remoendo isso no Facebook? O tempo gasto pode ser revertido em privatizações e orações. Depois o PIB cai, aumentam os divórcios e as pessoas reclamam!".
Para ajudar na operação de silêncio em torno de Privataria Tucana, Aécio Neves comprou 657 mil exemplares do livro e os enviou a eleitores paulistas.
Num esforço de reportagem, o i-piauí Herald localizou José Serra no Santuário de Aparecida do Norte, onde, contrito, fazia retiro espiritual, orando pelo bem da Pátria. “Vamos deixar de trololó e falar sobre o déficit fiscal primário”, disse ele, cabeceando com violência uma bolinha de papel em direção a Minas Gerais.
O repórter Amaury Jr se eximiu de toda responsabilidade pelo livro. “Meu negócio é ir a festas e entrevistar bêbados, disse.
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Depois dos ciganos, Sarkozy proíbe também os mendigos em Paris

O governo francês emitiu uma série de decretos para banir a circulação de mendigos nos principais pontos turísticos e comerciais de Paris, a poucos dias do Natal. O ministro do Interior, Claude Guéant, que é o braço direito do presidente Nicolas Sarkozy, afirmou que prender e multar mendigos são ações cruciais para impedir que visitantes estrangeiros sejam "importunados" por "delinquentes".
Com a economia francesa em crise e o espectro de outra recessão, a população desabrigada está mais presente que nunca pelas ruas de Paris, nas entradas do metrô. Muitos ativistas têm cobrado uma atuação mais enérgica do governo sobre a crise de moradias no país. Mas, a resposta do presidente Nicolas Sarkozy foi lançar uma guerra contra os mendigos.
Segundo a versão online do jornal britânico The Guardian, a avenida Champs Elysées foi a primeira da lista de locais vetados a mendigos – a proibição, que já estava aprovada de setembro até janeiro, foi estendida até o próximo verão francês.
Agora, dois outros locais tradicionais no Natal parisiense foram banidos de pedintes: os arredores das famosas Galerias Lafayette e das lojas de departamento Printemps, assim como o museu Louvre e os Jardins Tuileries. Os decretos incluem prisões e multas para os mendigos.
Críticos chamaram as medidas de "o último round" na campanha de Sarkozy contra romenos e ciganos. O prefeito de Paris, Bertrand Delanoe, qualificou a iniciativa contra os mendigos como um "truque de relações públicas" barato, desenhado só para "estigmatizar parte da população". Segundo ele, "o desejo de combater a pobreza pela repressão e com multas é chocante em um momento em que o Estado não está cumprindo suas obrigações em matéria de habitação para jovens vulneráveis ou de alojamento de emergência".
O ministro Guéant afirmou que os decretos antimendigos eram parte de uma "luta implacável" contra a "criminalidade romena". Segundo o ministro do Interior, criminosos provenientes da Romênia representam um em cada seis réus em cortes de Paris, e metade dos presos é de menores de idade.
No ano passado, Sarkozy provocou a indignação internacional ao vincular a imigração à delinquência e ter se comprometido a expulsar ciganos e destruir acampamentos ilegais. O número de ciganos na França não mudou desde a destruição destes campos, mas ONGs advertem que agora eles vivem em maior pobreza, com um clima de medo e intimidação contra eles.
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Charge online - Bessinha - # 936

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Serra sorteia Aécio no Amigo Oculto

Serra chegou a comprar um presente para Aécio
ILHAS VIRGENS - Em investigação atualizada para a segunda edição do livro Privataria Tucana, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. revela que José Serra sorteou o nome de Aécio Neves no amigo oculto promovido pelo PSDB. "Tenho documentos que comprovam tudo. Tive acesso, inclusive, ao papelzinho escrito 'Aécio' que Serra puxou da urna", revelou o jornalista - que negou veementemente ser Amauri Jr. disfarçado.
O livro narra a reação de José Serra: "Assim que leu o nome que puxou da urna, José Serra não moveu um músculo da face. Em seguida, o ex-governador foi acometido de fortes dores na cabeça e deixou a cúpula do PSDB numa maca. Auditores ouvidos pelo Jornal Nacional mostraram o exato momento em que um ácaro posou na testa de Serra, provocando o rompimento de dois argumentos e um trauma na glabela. No final da tarde, o amigo oculto foi cancelado, sob alegação de espionagem petista".
Em paralelo, uma investigação da Polícia Federal deflagrou um Amigo Oculto entre os empreendedores Daniel Dantas, Eike Batista e Roberto Justus. "Eike soube que eu serei o enredo de uma Escola de Samba em São Paulo e me deu uma coleira com seu nome para usar durante o desfile", explicou Justus à esposa numa ligação grampeada. A investigação ainda não descobriu quem tirou Daniel Dantas.
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Parabéns, Presidenta Dilma!

Saroba & Suzana 
No Guerrilheiros Virtuais
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O Debate sobre a "Privataria" na Câmara Muncipal de SP

E a declaração de amor de um tucano ao PIG...
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Supremo determina posse imediata de Jader Barbalho no Senado

Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou hoje (14) que Jader Barbalho (PMDB-PA) tome posse imediatamente no Senado. O tribunal voltou a analisar um recurso do político, cujo julgamento tinha sido suspenso em novembro. Na ocasião, os ministros ficaram divididos sobre uma questão técnica do processo e decidiram esperar a posse da ministra Rosa Weber para decidir a questão.
O julgamento do caso foi retomado hoje depois que defesa de Jader pediu que o STF usasse um item do regimento interno que permite ao presidente da Corte ter o voto de qualidade, ou seja, que seu voto valha por dois. Todos concordaram que o dispositivo fosse usado, e como o ministro Cezar Peluso, presidente do STF, era favorável à posse de Jader, esta foi a decisão.
O advogado do político paraense, José Eduardo Alckmin, espera que Jader Barbalho tome posse ainda este ano. “Resta esperar a publicação do acórdão, que ficou com o ministro Dias Toffoli, e iremos pedir a posse imediatamente”, informou. Com a decisão de hoje, o julgamento foi encerrado e a participação de Rosa Weber não será mais necessária.
Jader Barbalho foi candidato ao Senado pelo PMDB do Pará e obteve 1,8 milhão de votos. No entanto, teve seu registro negado pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa e não pôde tomar posse. Foi no recurso que ele apresentou ao STF que a Corte se debruçou sobre a validade da Lei da Ficha Limpa para as eleições de 2010. Antes, os ministros já tinham analisado o caso de Joaquim Roriz, mas o processo foi extinto depois que ele desistiu de concorrer ao governo do Distrito Federal.
Depois de um empate em 5 a 5, os ministros usaram um item do regimento interno para decidir que a lei valeria para as eleições de 2010, tornando Barbalho inelegível. Em março, já com a presença do ministro Luiz Fux na décima primeira cadeira da Corte, o plenário acabou entendendo que a Lei da Ficha Limpa não poderia valer para as eleições de 2010, uma vez que a norma deveria esperar um ano para produzir efeitos por alterar o processo eleitoral.
Débora Zampier
No Agência Brasil
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Danças

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Pedido de CPI e discursos quebram silêncio sobre Privataria Tucana

Deputado Protógenes Queiroz (PCdoB) tenta criar CPI com foco nas privatizações. Cúpula do PT ainda analisa como se posicionar, mas, diante de 'fatos gravíssimos', líderes na Câmara e Senado mostram disposição para guerra com PSDB. Deputado-delegado tucano acha livro 'importante' mas, para líderes, denúncia é 'requentada'. Serrista, presidente do PPS exalta-se ao ser questionado.
BRASÍLIA – A Privataria Tucana, livro recém lançado com denúncia de corrupção na venda de estatais de telefonia no governo Fernando Henrique e de lavagem de dinheiro pela família do ex-ministro José Serra, motivou um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados.
E, no Congresso, opôs os dois principais partidos envolvidos e interessados, PT e PSDB. Enquanto líderes petistas defenderam investigar o conteúdo do livro - embora com cautela, já que a cúpula do partido ainda busca uma forma de lidar com o assunto -, tucanos classificaram-no como “requentado” e de autor sem credibilidade.
A abertura de uma CPI foi solicitada pelo deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), delegado da Polícia Federal (PF). Às 18 horas desta terça-feira (13), ele disse à reportagem que já havia coletado 27 assinaturas – precisa de ao menos 177. Por volta das 20h, em discurso na tribuna da Câmara, afirmou que já teria mais de 100.
"Qual o foco do requerimento da CPI, deputado?" “O foco são as privatizações. Elas prejudicaram o país e proporcionaram desvio de dinheiro público”, afirmou.
Um dos signatários da CPI foi um deputado que também é delegado da PF como Protógenes, mas filiado ao PSDB. “É um livro tão importante quanto todos os outros, independentemente do partido, se é PSDB ou PT”, disse Fernando Francischini.
O tucano elegeu-se pelo Paraná, estado por meio do qual saíram para o exterior, de forma ilegal, bilhões em recursos que, segundo o livro, teriam origem ilícita na “privataria”. O duto era o banco do estado do Paraná, o Banestado. “Ali foi um descontrole total de um banco usado para roubar dinheiro público. Foi o maior roubo de dinheiro público que eu já vi”, afirmou Francischini que, como delegado da PF, acompanhou o caso.
O duto do Banestado foi objeto de uma CPI logo no início do governo Lula, em 2003. A comissão revelou-se uma das fontes de informação mais importantes para o autor do livro, o jornalista Amaury Ribeiro Jr.
Acusado no livro de ter participado de uma CPI de faz-de-conta, resultante de um “acordão” entre tucanos e petistas para aliviar nas investigações que afetariam os dois lados, o relator, deputado José Mentor (PT-SP), disse que assinaria o pedido de CPI da Privataria. “Não houve acordão. O que houve foi uma ação do PSDB para acabar logo com a CPI”, afirmou Mentor. “O relatório final fala no Ricardo Sérgio, inclusive.”
Ricardo Sérgio de Oliveira foi arrecadador de fundos para campanhas de FHC e José Serra e é um personagens mais importantes do livro.
PT e aliados
Nesta terça-feira (13), membros da executiva nacional do PT reuniram-se para discutir como o partido vai lidar com o caso, mas os líderes na Câmara e no Senado mostraram-se, ainda que com cautela, dispostos a partir para a guerra contra o PSDB.
A reunião e a cautela se explicam porque o livro traz pelo menos duas indigestões para os petistas. O presidente do PT, Rui Falcão, processa Amaury Ribeiro Jr., por conta de revelações do jornalista sobre uma briga interna na campanha presidencial de Dilma Rousseff no ano passado. Outra indigestão seria o “acordão” na CPI do Banestado.
“É um livro muito interessante que recebeu um silêncio sepulcral da mídia”, disse o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). “São fatos gravíssimos, e já há um movimento no Ministério Público para reabrir investigações.”
"E há condições de o PT ajudar a criar clima para que as investigações sejam reabertas, senador?"
“Há.”
O posicionamento do líder na Câmara, Paulo Teixeira (SP), foi parecido. “O livro traz informações consistentes sobre fatos gravíssimos, que exigem investigação das instituições, do parlamento, do Ministério Público.”
"Como o partido vai agir agora?"
“Vai analisar o livro para ver o que cabe. Mas o foco é a roubalheira nas privatizações.”
Aliado do governo e um dos vice-presidentes do PDT, o deputado Brizola Neto (RJ) contou que iria procurar o PT para saber qual é o limite de atuação dos petistas. Ele defende a instalação de uma comissão parlamentar. “A história começa lá atrás, mas a triangulação continua até hoje. É necessária uma CPI”, afirmou.
Adversário do governo, mas à esquerda, o PSOL acha que no mínimo o autor do livro, Amaury Ribeiro Jr., deveria ser chamado ao Congresso para falar sobre o assunto, até para ajudar a formar convicção em torno de uma CPI.
Em discurso na tribuna da Câmara, o líder do partido, Chico Alencar (RJ), disse que o Brasil precisa “analisar profundamente o passado”. “O livro comprova com farta documentação que [a privatização] foi um processo que escondeu enriquecimento ilícito e financiamento de campanhas milionárias”, disse.
Serristas
Já os tucanos e seus aliados optaram por minimizar a denúncia e desqualificar o autor do livro.
“É café requentado da campanha”, disse o líder do bloco de oposição ao governo na Câmara, Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG).
“Mas autor do livro diz que os elementos que ele traz agora não eram conhecidos ainda, e inclusive há um pedido de CPI por causa disso.”
“Nós apoiamos investigar tudo. O que não dá é para ficar só nesse assunto depois de tantos escândalos no governo.”
Para o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), “o livro é material requentado de um indivíduo investigado por uma tramóia contra nosso candidato [na eleição de 2010]”.
“Mas o ministro do Esporte não caiu por uma acusação de uma pessoa que é ré num processo criminal?”
“Não, o ministro caiu por um conjunto de situações, a denúncia do policial foi só a gota d'água”, disse Nogueira.
Um dos aliados mais próximos de Serra, mesmo sem ser do PSDB, o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), cujo partido apoiou o tucano na eleição do ano passado, exaltou-se quando perguntado sobre o livro.
“Deputado, qual a sua opinião sobre o livro A Privataria Tucana?”
“Eu não gosto da literatura lulo-petista, particularmente do estilo dossiê. Mas por que essa pergunta?”
“Porque é notícia, foi o livro mais vendido do fim de semana.”
“Que notícia! Isso é para desviar a atenção da corrupção do governo Dilma!”
André Barrocal
No Carta Maior
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As Denúncias contra Pimentel

Na campanha que uma parte da mídia faz contra o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, temos de tudo: pouca informação, muita especulação, reportagem preguiçosa e descaso com os limites éticos do jornalismo. E o velho argumento de que os fins justificam os meios.
Esses veículos se voltaram contra Pimentel no dia seguinte ao da saída do ex-ministro do Trabalho. Pode ter sido coincidência, mas é pouco provável. O que parece é que queriam manter a “crise ministerial” na primeira página.
Uma das maneiras de consegui-lo é misturar gregos e troianos, alhos e bugalhos. Deliberadamente, o “caso Pimentel” foi confundido com outros, diferentes em aspectos fundamentais. Ele virou “mais um” ministro do governo Dilma “envolvido em irregularidades”.
O mais extraordinário, em seu caso, é que ninguém lhe faz qualquer denúncia concreta. Não há sequer suspeita de que tenha agido de forma errada como ministro ou permitido que alguém fizesse algo condenável no seu ministério.
Não se beneficiou do cargo para obter vantagens. Não canalizou recursos públicos para finalidades ilegais ou criticáveis. Não roubou, nem deixou roubar.
Sua “irregularidade” teria sido criar uma empresa de consultoria econômica quando deixou a prefeitura de Belo Horizonte, e que funcionou entre 2009 e outubro de 2010. Uma empresa igual a milhares de outras, com faturamento apenas médio.
Para mantê-lo em cheque, o acusam de ter feito, através dela, “tráfico de influência”, sem conseguir aduzir qualquer evidência, minimamente palpável, para corroborá-lo. Passaram a questioná-lo no tom inquisitorial reservado, nas delegacias de polícia, a quem é flagrado em delito: “tudo que você disser será usado contra você”.
Quem imagina que Pimentel saiu da prefeitura, no final de 2008, cheio de “poder presente” e forte de expectativa de “poder futuro”, desconhece a política mineira. Tem, além disso, péssima memória.
Para ele, 2009 começou mal e só melhorou no final. Nas condições em que aconteceu, a vitória de Marcio Lacerda foi muito menor do que esperava. Seu grupo perdeu espaço e ficou mais fraco dentro do PT. Ganhou a eleição para o diretório estadual em processo complicado e por margem estreita.
Em abril, Dilma recebeu o diagnóstico de câncer. Embora não parecesse grave, as chances de que fosse presidente – algo em que poucos, então, apostavam -, ficaram ainda mais incertas.
Quem contratou a consultoria de Pimentel, nesse período, podia querer várias coisas, mas não estava investindo em um “facilitador” em posição privilegiada. Aqueles que imaginam que “traficasse influência” não o conhecem e não sabem o que estava acontecendo.
Supor que uma instituição como a Fiemg – a principal cliente da empresa de Pimentel, que, sozinha, representou cerca de 50% de suas receitas - o tivesse procurado para isso não tem ideia do que ela é. Ignora sua capacidade de encaminhar os pleitos da indústria mineira sem ter de recorrer a métodos desse tipo.
(A Fiesp tem, em seus quadros, diversos ex-ministros e autoridades do governo Fernando Henrique. Estaria investindo em “facilitadores futuros”? Ou apenas entende que são pessoas de grande contribuição e que é seu papel mantê-las na ativa?).
Inventar que a empresa de Pimentel foi contratada por uma firma de Pernambuco por “manobra” do governador Eduardo Campos, “em retribuição” a seu apoio a um candidato do PSB na eleição de Belo Horizonte, é apenas um exemplo das especulações que andamos ouvindo nos últimos dias. Pareceriam cômicas, se o episódio não fosse lamentável.
Confundir-se com datas (achando, no caso de outro cliente de Pimentel, que um recebimento que aconteceu depois explica um pagamento feito antes), calcular os preços de obras com aritmética de escola primária (sem levar em conta custos de infraestrutura), ignorar os mecanismos de licitação de uma prefeitura como a de Belo Horizonte, não apurar quem representava determinada empresa na época relevante, são sinais da pressa na reportagem. Ou do desmazelo.
Para não falar no uso de informações obtidas ilegalmente. Toda a “denúncia” está assentada na mais condenável espionagem de uma empresa privada.
É possível concordar que existem situações especiais que autorizam a imprensa a ir além da “legalidade formal”. Esse, no entanto, não é o caso, quando determinados veículos apenas não gostam de um governo e seus integrantes.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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Zé de Abreu disseca José Serra: não cumpriu mandato nem de Pres. da UNE! fugiu antes

 Relembrando o "Papo com Zé de Abreu", publicado neste ContextoLivre em 24/10/2010 

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PSDB defenderá Serra e processará autor de livro contra ele

A bancada de deputados federais do PSDB se reúne esta tarde, em Brasília, para anunciar providências quanto à publicação do livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que começou a ser vendido no último domingo.
Amaury acusa políticos do PSDB, entre eles o ex-governador José Serra, de São Paulo, de terem se beneficiado da venda de empresas estatais durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.
- É um saque (financeiro) que eles fizeram da privatização brasileira. Eles roubaram o patrimônio do País, e eu quero provar que eles são um bando de corruptos", dispara Ribeiro Jr. "A grande força desse livro é mostrar documentos que provam isso".
O PSDB entrará na Justiça com vários processos contra Amaury. E a bancada de deputados federais sairá em defesa de Serra - bem como outras instâncias do partido.
No Noblat
~ o ~

Fim do PSDB: em vez de expulsar Serra e FHC por corrupção, irá defendê-los.
Como dissemos aqui, o silêncio da mídia era sintomático do tamanho do estrago que o livro de Amaury Ribeiro Júnior faria nas elites tucanas: decretaria o fim do PSDB como alternativa de poder. É o que está acontecendo.
Sem saída, e já sob pressão do próprio PIG diante da cobrança dos próprios leitores "udenistas", para quem já percebeu que o silêncio é sinônimo de conivência e cumplicidade com a corrupção, o PSDB se reúne esta tarde, em Brasília, para anunciar o que fazer com o "A Privataria Tucana", e antecipa o suicídio político: entrará na Justiça com processos contra Amaury. E o partido e a bancada de deputados federais sairá em defesa de Serra.
Os processos na Justiça revelar-se-ão um desastre. Amaury recorrerá à excessão da verdade mais uma vez para ter acesso a material em segredo de justiça que gerarão "A Privataria Tucana II", depois a III... IV, etc.
A defesa da bancada pelos deputados federais será outro desastre, basta lembrar que o simples fato de Palocci aparecer rico, foi um desastre, por mais que ele tivesse explicações para a origem do dinheiro.
Como defender o sogro do genro que tem empresas suspeitas em paraísos fiscais, enquando o sogro vendia o patrimônio do povo a preço de banana? Não há como defender isso perante o povão.
Como defender o pai da filha que foi sócia da irmã de Daniel Dantas, presa na operação Satiagraha?
Como explicar a compra da mansão que José Serra vive, com dinheiro de origem nunca explicada, pois ele mesmo se dizia "pobre", funcionário público e filho de feirante sem herança?
Como defender os perdões de dívidas milionárias no Banco do Brasil e no Banespa do "primo" espanhol e sócio de José Serra em terreno, e que apareceu movimentando milhões no esquema Banestado, e participou da privatização de distribuidoras de eletricidade?
Como defender a sociedade de Serra em consultoria com um empresário que foi condenado recentemente há seis anos de prisão por falcatruas no Banespa, quando o banco era estatal sob comando tucano?
Como defender o ex-tesoureiro de Ricardo Sérgio de Oliveira, atacado até pelo avô de ACM Neto?
Como explicar os muitos processos que Serra responde, e a imprensa demo-tucana oculta?
Meus amigos, a "defesa" do Serra será soltar no ventilador toda a biografia "secreta" dele, que esse nosso blog publica há seis anos e o Globo, Folha, Estadão e Veja escondem.
O resultado do desastre levará o PSDB a rachar-se em dois: a banda podre continuará no partido e os que não são corruptos (ou oportunistas) se sentirão compelidos a saírem para não mancharem sua biografia, pois não conseguirão defender a corrupção alheia.
Coitado do Aécio. De que banda ele está? Acho que o compadrio com Eduardo Azeredo (PSDB/MG) já responde essa pergunta há muito tempo.
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Rumores de Guerra

O rumor vem do Irão, com certeza, país que há quinze anos se diz, estar a quatro anos de obter uma arma atómica.
Apesar de tudo estas campanhas contra o Irão, não passam de desinformação e parte integrante do que se pode chamar guerrilha psicológica e, convém não esquecer, que a mobilização de tropas e manobras miltares estão a acontecer.
Vizinha do Irão, a Síria é vítima de ataques de toda a ordem, desde há alguns meses. Grupos armados cujas siglas nos mostram que pertencem a países terceiros, criam um clima de tensão extrema e provocam a morte a muitas pessoas entre militares e polícia sírios, mas também a civis. A Síria é ainda vítima de ataques mediáticos consecutivos por parte dos estados do "bloco ocidental", ataques estes, que não são mais do que tentativas de desestabilização económica e que afetam principalmente a população mais desprotegida, juntando a isto, as bárbaras sanções internacionais.
Um vizinho da Síria a oeste, o Iraque, foi destruído por uma longa guerra e vítima de diversas desestabilizações que criaram o caos, enquanto que mais a este, o Afeganistão está também arruinado, vítima de várias violências.. Recordemos que estes países, foram atacados antes por campanhas mediáticas, usando e abusando da mensagem e com jornalistas transformados em auxiliares militares, carregados de propaganda de guerra. O papel da imprensa parece não ter evoluído desde então.
Este rumor vem também da Rússia que se sentiu ameaçada com o escudo antimíssil e lembre-se que este escudo, tanto pode ser defensivo como ofensivo e que o escudo em si, são mísseis. Isto leva não só a ter medo de um ataque e/ou retaliação, mas também a possibilidade de fazer uma guerra com armas mais destrutivas. A Rússia anunciou que iria reagir a esse projecto por vários meios, entre outras coisas, uma realocação dos seus próprios mísseis. A Rússia também vê problemas no seu lado asiático: "Os EUA planeiam aumentar sua presença militar na Ásia Central e estabelecer grandes bases militares no Afeganistão. Estão preocupados com a Rússia" - disse o ministro dos negócios estrangeiros russo, Sergey Lavrov. "Além disso, as informações que chegam regularmente mostram que os nossos colegas norte-americanos querem aumentar sua presença militar na Ásia Central", disse.
Os interesses deste país também estão ameaçados na Síria e a Rússia ainda tem muitas outras razões para estar preocupada.
Estes rumores de guerra vêm também da China que tendo adquirido um poder imenso no campo militar, tecnológico e monetário está a concorrer para oo domínio global com o outro actor, os EUA.
"Não pode haver dois tigres na mesma colina" disse Deng Xiaoping.
Já o consultor estratega de Obama, Brzezinski disse: " Quem controla a EurÁsia controla o Mundo". Esta foi a última expressão de domínio global, por parte dos EUA.
O presidente chinês, Hu Jintao pediu à Marinha para estar pronta para lutar e continuar a sua modernização para salvaguardar a segurança nacional.
A China também tem emitido avisos muito claros, pedindo o fim das operações no Paquistão, seu vizinho, dizendo: "Integridade territorial e independência do Paquistão deve ser respeitada." Em Maio de 2011, a China forneceu soldados ao Paquistão.
Outras operações relativas à sua proximidade, como a aproximação de os EUA com a Birmânia ou a ligação dos EUA com a Austrália, têm preocupado a China. O New York Times publicou uma reportagem em 16/11 sobre isso, quando diz: "A Austrália está a ser usada pelos militares dos EUA como um novo centro de operações na Ásia, na qual os Estados Unidos se apoiam para se reafirmarem na região e enfrentar a ascensão da China."
A China também se sente ameaçada pelas operações na Síria e no Irão e também votou contra as resoluções da ONU para a Síria (lembre-se que o Conselho de Segurança é composto por três membros do "bloco ocidental" Estados Unidos , Reino Unido e França, um membro da Rússia e um membro da China sendo que esta última, também não apoiou a resolução da ONU sobre a Líbia e abstiveram-se da votação.
Os rumores de guerra são o anúncio do aumento da concorrência entre os gigantes do mundo... e de fora? Devemos temer um confronto? Podemos aceitar um confronto onde ninguém saíra vencedor, especialmente os povos da Europa? Será que nós humanos permitimos que joguem assim com o nosso destino? Deixo-o a si julgar.
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Charge online - Bessinha - # 935

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CPI da Privataria vem aí. Corre, Serra, corre!

O ansioso blogueiro acaba de saber do ínclito delegado Protógenes Queiroz – hoje deputado federal pelo PC do B/SP – que sua iniciativa de criar uma CPI da Privataria parece ir de vento em popa.
Às 12h30 desta quarta-feira ele tinha aproximadamente 100 assinaturas, num único dia de de trabalho.
Ele e o Brizola Neto não fazem outra coisa.
Já assinaram:
Miro Teixeira.
Erundina.
Romário.
Janete Capibaribe.
Jandira Fegalli.
Garotinho.
Bolsonaro.
Lorenzoni, do DEM/RS.
Marchezan e Franceschini, do PSDB!!!!!
José Stedile (irmão do João Pedro).
Edinho Araujo, do PMDB de São Paulo.
João Paulo Cunha.
(O Protógenes tem a esperança de todo o PT assinar, além do PC do B.)
(Repare, amigo navegante, que há deputados de diferentes partidos.)
E a bomba! Bomba!
Quem assinou também foi o José Mentor.
Aquele que tinha sepultado a CPI do Banestado e pretendeu, com o notável senador petista Delcídio Amaral, deslavar o dinheiro lavado.
O Mentor assinou, amigo navegante!!!
São necessarias 171 (nada a ver com o artigo do Código Penal…) assinaturas.
Como disse o Galvão Bueno, depois que a Holanda empatou, a situação já esteve melhor para o Cerra, Daniel Dantas…
Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
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Privatas do Caribe. SP é um grande Maranhão

O ansioso blogueiro vai ao shopping contemplar os sombrios rostos tucanos de Higienópolis.
O Amaury estragou o Natal de São Paulo.
O jovem se aproxima, com voz baixa, inseguro.
- O senhor acha que eles não vão publicar nada do livro do Amaury?
- Não, não vão publicar nada.
- E a gente aqui em São Paulo fala mal do Maranhão…
- Como assim?, pergunta o ansioso blogueiro.
- A gente fala mal, diz que o Sarney manda em tudo, controla tudo…
- Mas, e daí?
- O senhor acha que se fosse com a família do Sarney ia sair alguma coisa no Maranhão?
- Nunca!
- Então. Isso aqui é um grande Maranhão.
Pano rápido.
Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
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Amaury Ribeiro Junior na TVT

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Charge ao Bessinha - # 04

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Serra nacionaliza campanha municipal de São Paulo

Cada vez mais candidato, ex-governador trata capital paulista como último reduto tucano e demonstra que a disputa vai servir de julgamento para os anos de governo nacional do PT: "Em São Paulo vão ter dois lados na eleição, o nosso lado e o do PT"
O ex-governador e candidato derrotado à Presidência da República em 2010, José Serra (PSDB-SP), defendeu uma aliança do seu partido com aliados frequentes para enfrentar o PT na disputa pela Prefeitura de São Paulo. O tucano se refere ao grupo do atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD). Serra participou da inauguração de uma sala na liderança tucana da Câmara que recebeu o nome de "Artur da Távola".
"Em São Paulo vão ter dois lados na eleição, o nosso lado e o do PT. O Lula disse, antes de ficar doente, que o PT deveria trabalhar, unir os diferentes para enfrentar os antagônicos. Não sou habitualmente seguidor do pensamento do Lula, mas, nesse caso, eu sou. Nós temos que ter uma aliança em São Paulo porque essa eleição vai ter dois lados, não vai ter três", disse Serra.
O tucano comentou ainda a situação do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, que tem sido questionado por causa de sua atividade como consultor entre 2009 e 2010. Serra afirmou que é preciso dar a Pimentel o mesmo tratamento oferecido a Antonio Palocci, que deixou a Casa Civil após suspeitas de tráfico de influência por meio de consultorias enquanto estava fora do governo.
"Não se pode ter dois pesos e duas medidas. O caso do Pimentel é semelhante ao do Palocci. É uma questão de coerência. É como se houvessem ministro de primeira e de segunda classe, ministro acima do bem e do mal e outros que são passíveis de toda sorte de investigação. Para mim, essa história da faxina é um mito", afirmou o tucano.
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Hoje é dia de Bessinha

 Republico post de 13 de setembro de 2009 

O lado camuflado de Bessinha

Já publiquei aqui uma ou mais charges do Bessinha. Vejo muitas em blogs que acompanho. Ele tem um traço e um "feeling" geniais, olhem essa:

Pesquisando, encontrei o cirurgião-dentista Dr. Roberto Bessa, vejam aqui quem é Bessinha:
Bessinha, codinome de Roberto Bessa de Siqueira, veio ao mundo através de uma parteira em Campo Florido-MG, pertinho de Uberaba, onde foi criado desde um ano de idade.
Em Uberaba, andou pralá e pracá até aos 13 anos quando começou no jornal “Correio Católico” batendo notas de falecimento nas teclas de uma “Seletta – da Remingtton”.
Aos 15 anos foi pra rua, no bom sentido, ou seja, virou repórter. Tempos depois, deu outra virada e passou a editor e chargista do “Jornal de Uberaba” até se formar em Odontologia.
Ainda na fase universitária teve alguns trabalhos publicados no “Correio de Uberlândia”, no “Humordaz” de Belo Horizonte, no primeiro “O Pasquim” do Rio de Janeiro e no “O Liberal” de Belém do Pará, via o malfadado Projeto Rondon em Altamira - no Pará. O que acabou redundando na fundação de um jornal por lá: o “O Xingu”.
Formado cirurgião-dentista foi para São Paulo onde fez graduação em Odontologia – Reabilitação Oral e Estética , período em que teve cartuns publicados no “Folhetim” – suplemento de humor da “Folha de São Paulo”. (coitado, foi prestar serviço no PiG... deve ter enchido a burra!)
Durante sete anos em São Paulo não vendo ninguém assobiar na rua, ficou neurótico e foi morar e trabalhar em Franca-SP, onde “se casou-se” e onde nasceram seus dois filhos: Marina e Marcelo. Lá participou como chargista do jornal “Comércio da Franca” e “Diário da Franca” .
O tempo “foi fondo” resolveu procurar a tal da qualidade de vida, aportou-se em Porto Seguro, no sul da Bahia, onde Cabral e Pero Vez de Caminha cagaram pela primeira vez em solo brasileiro. Enquanto “obravam” aproveitaram pra mentir para a História dizendo que haviam descoberto o Brasil.
Bessinha mora e trabalha como dentista em Porto Seguro há 14 anos. Numa de suas horas vagas, a “pomba-gira” baixou e aceitou o convite para assumir a editoria do jornal “Diário de Porto Seguro” e fundou "O Tabaréu", um semanário de humor – de muito sucesso na cidade - que durou várias edições – por absoluta falta de tempo para mantê-lo – e tendo mais o que fazer – fechou o “Tabaréu”.
De Porto Seguro, voltou a colaborar, desta vez como “frasista”, com “O Pasquim 21”- também de saudosa memória - onde acabou meio que responsável pela coluna “Pixels” nas últimas 17 edições do jornal.
Publicou várias charges e cartuns no jornal “Acontece” (semanário de Porto Seguro), onde manteve uma página de humor. Bessinha hoje, é contratado como cartunista do site “Charge Online”, do Rio de Janeiro, onde publica trabalhos diários.
É contratado também como chargista e “frasista” do site internacional “Pato de Laranja”, de São Paulo.
Em Porto Seguro, Bessinha participa diariamente do site “Porto Seguro Guia .
Como você viu, nem puta velha já rodou tanto a bolsinha.
Fora isso, o cartunista tem como filosofia “levar a vida no bom humor pra retardar o infarto, uma vez que babacas, imbecis e medíocres existem. Pra onde você olha, tem um. O que é pior: tentando matar a gente de tédio.
Este é o lado “camuflado” de dr. Roberto Bessa, um cirurgião-dentista conceituado e muito respeitado em Porto Seguro. 

Parabéns Bessinha!
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Empresa do Citibank revelada pelo Tijolaço fez retirada de R$ 5 milhões do capital

O deputado Brizola Neto está dando continuidade à incansável luta de seu avô Leonel Brizola contra as "perdas internacionais" (termo usado para referir à sangria das riquezas nacionais que as corporações estrangeiras dos países imperialistas faziam no Brasil).
Em seu blog Tijolaço, o co-editor, jornalista Fernando Brito, vem encontrando estranhas sociedades de grandes bancos internacionais como o JP Morgan com a filha de José Serra e com o filho de Fernando Henrique Cardoso, além de sociedades improváveis em microempresas brasileiras.
O Tijolaço identificou a estranha aquisição pelo JP Morgan de uma microempresa por R$ 99 reais. Um ano depois, o JP Morgan saiu da sociedade, e o Citibank entrou no lugar, para em seguida aumentar o capital dos R$ 99,00 para R$ 57 milhões em agosto de 2010.
Pois vou colocar meu tijolinho também na tentativa de decifrar esses enigmas.
Ainda não está registrado na Junta Comercial, mas está publicado na página 15 do caderno empresarial do Diário Oficial do Estado de São Paulo, edição de 27 de julho de 2011, a Ata da Assembleia da referida empresa, Select Brazil Investimentos Investimentos Imobiliários III, ocorrida em 20 de julho deste ano, quando aquele capital de R$ 57 milhões integralizado é considerado "excessivo" e é reduzido para R$ 52 milhões, retirando R$ 5 milhões da sociedade!
http://goo.gl/qg6Y2 (em seguida vá à página 15)
Não tenho dúvidas de que as operações foram feitas dentro do "limite da responsabilidade" da lei, afinal está tudo registrado em atas públicas oficializadas, mas essa lógica empresarial está pra lá de esquisita.
As suspeitas óbvias é que está havendo alguma maracutaia para fazer transações que seriam escusas se feitas de outra forma (ou que a revista Veja chamaria de "laranjas" se fossem feitas por algum integrante do governo Dilma), ou alguma jogada tal qual evitar pagar impostos (mesmo que usando brechas legais), porque não tem lógica um grande banco entrar de sócio em uma empresinha inoperante, quando a lógica seria fundar uma subsidiária própria, zerada, sem riscos de passivos.
Sugiro até ao próprio deputado Brizola Neto acionar as comissões da Câmara em audiência pública para debruçar nestas operações para entender o que está se passando, com o devido convite ou convocação aos bancos e pessoas envolvidas, e com o devido acompanhamento de auditores da Receita Federal e técnicos do Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro do Departamento de Recuperação de Ativos, do Ministério da Justiça.
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CNJ propõe limites à participação de juízes em eventos

Magistrados não poderiam ter transporte e hospedagem pagos por terceiros
BRASÍLIA - A corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, apresentou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) proposta para regulamentar a participação de juízes em eventos patrocinados, como cursos, seminários, encontros e competições esportivas. O texto proíbe que os magistrados tenham transporte ou hospedagem pagos ou subsidiados, mesmo que indiretamente, por pessoas físicas e empresas privadas. E obriga os tribunais a exercer mais controle sobre as atividades.
A minuta de resolução foi levada pela corregedora à reunião do CNJ da semana passada, a última deste ano, mas o presidente do conselho, ministro Cezar Peluso, não a colocou em votação. Internamente, os conselheiros, que estão divididos quanto à aprovação das regras, pretendem fazer sugestões de ajustes nos artigos. Na hipótese mais célere, o assunto só será tratado em plenário em 14 de fevereiro, no primeiro encontro após as férias de verão.
A iniciativa de Eliana Calmon foi tomada após reportagens, publicadas pelo GLOBO e outros jornais, mostrarem que empresas públicas e privadas, com interesses em julgamentos, bancam eventos de juízes, não raro em resorts de luxo e cartões-postais paradisíacos. A medida é mais uma fonte de atrito entre a corregedora e as entidades de classe da magistratura, que a acusam de tentar ferir liberdades, como a de livre associação.
Ao defender as prerrogativas do CNJ de investigar e punir juízes, questionada pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) no Supremo Tribunal Federal (STF), ela provocou reação, em setembro, ao afirmar que no Brasil também há "bandidos de toga".
Autorização seria dos tribunais
A proposta diz que seminários, congressos, cursos, encontros e atividades similares, promovidos ou patrocinados por órgãos do Judiciário, submetem-se aos princípios da "impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência". Sendo assim, o conteúdo, a carga horária, os custos e a origem das receitas devem ser "expostos de forma prévia e transparente".
Pelas regras, para a realização dos eventos, seria necessária a autorização da área de controle do tribunal responsável. Toda a documentação sobre o caso ficaria à disposição do CNJ e dos tribunais de contas para eventuais fiscalizações.
Os juízes seriam proibidos de ganhar transporte e hospedagem para cursos, seminários e congressos, além de encontros culturais, esportivos e recreativos, almoços, jantares e homenagens. A restrição vale também nas situações em que o pagamento é intermediado por associações de juízes, o que é bastante comum.
Há exceções, como no caso de eventos promovidos por associações sem patrocínio; por instituições de ensino nas quais o magistrado seja professor; ou em atividades de conteúdo educacional, quando o jurista é palestrante, conferencista ou intercambista.
Se a proposta da corregedora for aprovada, a resolução entra em vigor em 60 dias. Nas considerações do texto apresentado ao CNJ, ela lembra que os magistrados estão proibidos de receber auxílios ou contribuições de pessoas, entidades públicas e privadas. E que cabe a eles manter "conduta irrepreensível na vida pública e particular".
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Charge ao Bessinha - # 03

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2012, o ano da Maçonaria

Magistrados fora do comando do Judiciário brasileiro em 2012/2013
Num contexto próximo, pela primeira vez na história, o Judiciário brasileiro não terá à frente membros egressos da magistratura: será comandado exclusivamente por pessoas oriundas da Advocacia e do Ministério Público.
* No STF, a partir de abril, o presidente será o sergipano Carlos Ayres Britto, que saiu da Advocacia para ocupar uma vaga na corte. Mas ele ficará no cargo só até 18 de novembro, quando completa 70 anos. Detalhe: Britto será também o presidente do CNJ. Na sequência, a vez será do mineiro Joaquim Barbosa, com origem no Ministério Público.
* No STJ, o bastão passará em agosto para as mãos do ministro Felix Fischer, oriundo do MP. Ele é alemão de nascimento (30.08.1947) e naturalizou-se brasileiro.
* Mais: a presidência do TSE caberá à ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, nascida em 19 de abril de 1954, constitucionalista de carreira e ex-membro do MP de Minas Gerais.
* No TST, em março de 2013 assumirá o comando Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, uruguaia de nascimento (21 de dezembro de 1952), gaúcha de criação, procuradora da República, procuradora do Trabalho e professora universitária, que chegou ao tribunal pelo quinto constitucional da OAB. O comando lhe será passado pelo gaúcho João Oreste Dalazen, este sim magistrado de carreira.
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Charge ao Bessinha - # 01

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Paulo Henrique Amorim entrevista Amaury Ribeiro Jr

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Serra sentiu o golpe

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Charge ao Bessinha - # 02

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Estéreos sem fio

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TRE de Roraima cassa mandato do governador e de vice

José de Anchieta Júnior, governador de Roraima
O TRE de Roraima cassou, por maioria, os mandatos do governador Anchieta Junior (PSDB) e seu vice, Chico Rodrigues por arrecadação ou gastos ilícitos de campanha. O julgamento encerrou em torno das 19h30 desta terça-feira (13).
A decisão será publicada nesta quinta-feira (15) no Diário da Justiça Eletrônico. Após a publicação, inicia-se o prazo de três dias para interposição de recursos. O Tribunal decidiu ainda que o governador e seu vice permanecem no cargo até o julgamento de eventuais recursos.
O MPE (Ministério Público Eleitoral) alega que os representados efetuaram gastos ilícitos e adquiriram 45 mil camisetas amarelas no valor de R$ 247.500, cujo objetivo era a distribuição aos eleitores de Roraima.
O ministério acusa ainda os políticos de terem efetuado movimentação financeira ilícita com despesas com pessoal no valor de R$ 5.521.455 e pagamento de colaboradores, em espécie, em desacordo com a legislação eleitoral.
A última acusação refere-se a utilização da empresa de transporte de valores Transvig para movimentação de R$ 800 mil que não foram recolhidos diretamente ao Banco do Brasil, mas ao Comitê do PSDB.
No Uol
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