13 de dez de 2011

Charge oline - Bessinha - # 934

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Serra 'rouba' de Maluf o pódio da corrupção, depois do livro de Amaury

Até a semana passada o político brasileiro cuja imagem estava mais desgastada por estar associada á corrupção, era Paulo Maluf.
Depois do livro de Amaury Ribeiro Jr, "A privataria tucana", José Serra (PSDB/SP) tomou o pódio e assumiu o primeiro lugar. FHC está em segundo, e Maluf foi desbancado para um modesto terceiro lugar.
Afinal, os esquemas de Maluf eram muito rudimentares perto da sofisticação dos esquemas de pagamento de proprinas tucanas nas lavanderias de dinheiro internacional abertas pelo governo FHC/Serra naquilo que ficou conhecido como esquema Banestado.
É por essa e por outras que a imprensa demo-tucana (Globo, Folha, Estadão e Veja) está passando o perrengue do ridículo de brigar com a notícia que se tornou o livro mais vendido do Brasil na semana, sem qualquer notinha nestes jornalões aí.
Imagine na hora em que uma notícia dessas chegar ao leitor "udenista" da Folha, do Estadão, da Veja. Será o fim sacramentado do PSDB, como Maluf deixou de ser alternativa de poder um dia.
Bom... pelo menos José Serra já pode dizer que é primeiro em alguma coisa.
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Brasil está na 11ª posição com melhor estabilidade financeira

GENEBRA - O Brasil aparece em 11ª posição com melhor estabilidade financeira entre 60 países no Índice de Desenvolvimento Financeiro, à frente de todos os países da zona do euro, dos Estados Unidos e do Japão.
O índice, divulgado hoje pelo Fórum Mundial de Economia, leva em conta a estabilidade da moeda, do sistema bancário e o risco de crise da dívida soberana. A Arábia Saudita lidera nesse item, seguida da Suíça e, de maneira surpreendente, a Tanzânia em terceiro lugar,
No índice global, levando em conta 120 diferentes dados, Hong Kong pela primeira vez lidera o ranking, superando os EUA e o Reino Unido. Hong Kong se destaca por seu desempenho em IPOs e seguros.
O Fórum analisa o desenvolvimento financeiro, incluindo eficiência e tamanho dos bancos e de outros serviços financeiros, o ambiente de negócios, a estabilidade financeira, a transparência e liderança do mercado.
O Brasil aparece na 30ª posição, ganhando um posto em relação ao ano passado. O relatório aponta baixo grau de liberalização do setor financeiro no país (43ª posição entre 60) e alto custo para fazer negócios (46ª).
A maior vantagem do Brasil seria nos serviços financeiros não bancários (11ª), com IPO (9ª) e fusões e aquisições (14ª), sendo atividades que permanecem "particularmente robustas".
O Brasil aparece em último lugar como o país com mais peso de regulação governamental no setor financeiro, e também sofre (50ª posição) no "desvio" de fundos públicos, ou seja, corrupção.
Também sofre com a ineficiência da Justiça e com o número de procedimentos para assegurar um contrato (55ª), conforme o relatório.
Segundo o relatório, 90% dos países pesquisados não voltou aos níveis de antes da crise de 2008 em termos de acesso ao capital.
Os desafios ao financiamento do crescimento econômico permanecem, especialmente o acesso ao crédito e financiamento por meio do mercado local de ações.
Assis Moreira
No Valor
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Ennio Morricone

 Ao companheiro Amilton Alexandre, o Mosquito, do blog Tijoladas.  
“Nenhum homem é uma ilha, isolada em si (…). A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. Por isso, não pergunte por quem os sinos dobram. Eles dobram por ti”.
                                                                                                                                                       John Donne

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Blogueiro mosquito é encontrado enforcado em Palhoça - SC







O jornalista e blogueiro Amilton Alexandre, o Mosquito, 52 anos, foi encontrado enforcado agora à tarde em seu apezinho no bairro Pedras Brancas, em Palhoça. A princípio, o caso é tratado como suicídio. Mosquito é responsável pelo blog Tijolas e ficou famoso por declarar uma guerra aos políticos corruptos de Santa Catarina. Teria sido um padre quem encontrou o blogueiro já sem vida.
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“Privataria”. Quero a Ley de Medios do Serjão

O silêncio do PiG diante da roubalheira da privatização do Governo "Cerra"/FHC consagra a “Lei Roberto Marinho” do Poder.
Contava-se na Globo que o Dr Roberto teria pronunciado a seguinte frase: o importante não é o que publico. Mas, o que eu NÃO publico.
(“Publico”, aí, vai de propósito.
Para o Dr Roberto, a televisão “publicava”, porque ele jamais se adaptou à tecnologia da televisão.
O mundo para ele era o impresso – no Globo.)
(Atribui-se ao Dr Roberto também a frase inesquecível: o Boni pensa que isso aqui é um circo. Isso aqui é uma fábrica de poder.)
O PiG resolveu se calar sobre o “Privataria” para exercer o Poder.
Se não publica, não existe.
Ou, como dizia outro campeão da Democracia brasileira, o ACM: se não saiu no jornal nacional, não aconteceu.
Ou, como dizia o Caetano Veloso, antes de se encantar com a Globo: assisto ao jornal nacional para saber o que o jornal nacional quer que eu pense que aconteceu.)
Isso já era.
Não foi só o Caetano que mudou.
O livro do Amaury provocou, todas as proporções guardadas, uma Primavera Árabe.
É um fenômeno de vendas que o PiG não impediu e ainda não encarou.
Agora, amigo navegante, imagine o que o PiG não mostrou, ao longo desses anos todos de sub-democracia brasileira.
O que o Dr Roberto “não publicou”.
Imagine o que se escondeu.
Não falo da distorção, da parcialidade, do moralismo hipócrita, que fica preocupado com o Lupi, com o Pimentel e deixa o clã "Cerra" roubar a privatização, a MAIOR roubalheira de todas as privatizações latino-americanas.
E leva ao púlpito, o Grão Mestre da Privatização, a Bomba Atômica, aquele que, segundo o Ciro Gomes, num momento de larga generosidade dizia: o FHC não rouba, mas deixa roubar.
Ou, como diz o genial Oráculo de Delfos.
O FHC tomando vinho no primeiro andar, e a turma dele roubando no térreo – e no segundo, terceiro e quarto andares, também.
A Ley de Medios não é necessária, apenas, por causa da parcialidade.
Não só porque o PiG seja a Oposição, como diz a notável Judite Brito, presidente da ANJ.
É o que o plagiador-mor, o Álvaro Dias faz todo dia: lê o PiG no Senado.
É o Catão diaraque.
A questão da Democracia é o que deve, precisa ser publicado.
O que é indispensável para que o cidadão da República se informe: sobre serviços públicos, sobre direitos, deveres.
O ansioso blogueiro foi mexer nos arquivos.
E achou o que se chamou de 5ª versão do “projeto de lei de Comunicação Eletrônica de Massa”.
É a Ley de Medios do Serjão Motta, quando era ministro das Comunicações do Farol de Alexandria.
Serjão morreu, e o sucessor, o Mendonção, enfiou o projeto do Serjão na gaveta.
Dedicava-se aos consórcios “borocochô” do leilão da Telebrás, para poder fazer “do nosso jeito”.
Serjão caiu no escândalo do “se isso der m …”.
Para o lugar foi o Pimenta da Veiga, que, suspeita-se, submeteu 5ª Versão à Globo e a 5ª, a 6ª, a 7ª … – e foi tudo para a gaveta.
Veio o Governo Lula e o projeto do Serjão lá adormeceu.
Faltavam 5 minutos para acabar o jogo, e o Lula encomendou um projeto ao Franklin Martins.
O Franklin fez um projeto muito bom.
Entregou ao Bernardo.
Bernardo disse uns impropérios ao Franklin e escondeu o projeto embaixo da ultima versão do Serjão.
Franklin sai agora pelo Brasil a dizer que a Ley de Medios começa e acaba com a Constituição vigente.
Não adianta.
O Bernardo não se comove.
Já prometeu três vezes – como Pedro – que ia mandar o ante-protejo da Ley de Medios ao Congresso.
E, nada.
Ele está muito preocupado com a eleição para prefeito em Maringá, Londrina, Apucarana…
O PT fez um Congresso para debater a Ley de Medios.
Foi um combate entre o ridículo e o patético.
O PT está há nove anos no poder e ainda tem que debater a Ley de Medios.
Quem está no poder há nove anos não tem mais o que debater.
Tem que exercer o Poder.
Fazer como o Dr Roberto.
O ansioso blogueiro foi à 5ª versão do Serjão.
Diz assim nos “Princípios fundamentais”:
Artigo II:
I – promover a diversidade das fontes de informação;
II – promover a diversidade de propriedade das prestadoras e dos meios de transporte dos serviços;
III – promover o uso dos serviços de comunicação eletrônica de massa como instrumento auxiliar de implementação de políticas educacionais;
VI – garantir ao público o direito de escolha do que quer ver e ouvir;
VI – zelar pela liberdade de expressão e de imprensa no meio eletrônico;
XV – adotar medidas que promovam a competição intra e inter-serviços e a sua diversidade, incrementem a oferta e propiciem padrões de qualidade compatíveis com a necessidade dos usuários.
Pouco antes de morrer, Serjão mandou um bilhete ao Fernando Henrique sobre a proposta da Ley de Medios: não se apequene, sugeriu o Serjão.
Porque não há liberdade de expressão no Brasil.
Porque o Dr Roberto escolhe o que publicar.
Clique aqui para ler o que disse o ansioso blogueiro num seminário de juízes do Rio Grande do Sul: “Na Comunicação, o Brasil é a ditadura perfeita”.
Paulo Henrique Amorim
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Brasil é um dos cinco países que garantem saúde a imigrantes irregulares

Para Organização Mundial dos Imigrantes, progresso na universalização da saúde é “dolorosamente lento”
Por ocasião do Dia Mundial dos Migrantes, a OIM (Organização Internacional de Migrações) informou nesta terça-feira (13/12) que Brasil, Argentina, Espanha, França e Portugal são os únicos países que garantem a imigrantes em situação irregular o acesso a seus serviços de saúde.
A OIM ressaltou que a falta de um acesso adequado dos imigrantes aos sistemas sanitários na grande maioria dos países é "uma omissão preocupante, que requer um novo enfoque de maneira urgente em um mundo com crescente mobilidade humana".
Os cerca de um bilhão de emigrantes geraram, em 2011, mais de 400 bilhões de dólares em remessas para seus países de origem. A OIM ressalva, contudo, que a qualidade de vida dos imigrantes permanece "um dos principais desafios atuais em saúde no âmbito global".
A organização considerou "dolorosamente lentos" os progressos da comunidade internacional para incluir os imigrantes em seus sistemas públicos de saúde. Em cenários de epidemias internacionais como o Sars e a gripe A o dilema torna-se ainda mais dramático.
"Exclusão dos serviços e das políticas sanitárias não representa só uma negação de seu direito humano básico à saúde, mas também dar rédea solta aos temores públicos e às percepções de que os imigrantes representam um peso excessivo para os serviços sociais", disse o diretor-geral da OIM, William Lacy Swing.
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Charge online - Bessinha - # 933

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Os negócios do JP Morgan com Verônica Serra e com o homem da Citco, a empresa do Caribe

Vamos contar duas histórias, que estão à espera do nosso famoso “jornalismo investigativo”.
Apenas fatos e documentos, sem qualquer ilação.
História N°1:
No dia 1° de fevereiro deste ano, a edição digital do jornal Monitor Mercantil publicou:
“A One Equity Partners (OEP), braço de investimentos do banco J.P.Morgan, acertou a aquisição de 50% do Portal de Documentos, empresa brasileira que fornece soluções de gestão integrada nos serviços de cobrança de crédito”“
Cinco dias antes, a Portal de Documentos, até então uma empresa limitada, com capital social de R$ 200 mil, transformara-se em Sociedade.
Naquele 1° de fevereiro, a Portal de Documentos realiza uma assembleia, mas não há transferência de cotas para a OEP ou para o JP Morgan. Há, porém a eleição de dois cidadãos americanos como conselheiros administrativos: Bradley J.Coppens e Christian (que está grafado como Christina na Junta Comercial) Patrick Raymond Ahrens, ambos diretores da empresa de investimentos ligada ao JP . Amos fornecem CPF errado e indicam como residência Strawinskylaan 1135, NL-1077, a sede do JP Morgan na Holanda, embora o banco possua uma aqui, e muitos negócios no Brasil, como a compra, em outubro de 2010, da Gávea Investimentos, de Armírio Fraga, ex-presidente do BC no Governo FHC.
Na mesma assembléia, Bradley e Arhens nomeiam sua procuradora com plenos poderes.
A Sra. Verônica Allende Serra.
História N°2:
Era uma vez três empresas modestas.
A Dernamo Participações Limitada, a mais rica de todas, com capital social de R$ 1.000,00 e duas outras, bem modestas, a Gurham Participações Ltda. e a Hemath Participações Ltda, cada das duas com R$ 100 (cem reais, não cem mil) de capital registrado.
Todas foram criadas por um escritório de despachantes, o Serpac – Serviços Paralegais e Contábeis – atualmente chamada TMF – que, criado em 2007 com capital de R$ 100 mil, pulou para mais de R$ 820 mil em em 2009.
Mas voltemos às três empresinhas.
Em junho de 2009, o J.P. Morgan Trustee and Depositary Company , de Londres, compra 99% da Dermano, por R$999. Em março de 2010, faz o mesmo com a Gurham e com a Hemath, pagando 99 reais por cada uma.
E aí, quem é nomeado administrador da empresa, que passa a chamar-se Select Brazil Investimentos Imobiliários?
Sim, ele, o multihomem, José Tavares de Lucena, que é o representante brasileiro da Citco do Caribe e gestor das empresas de Paulo Henrique Cardoso, o PHC: a Radio Holdings e a Rádio Itapema, a famosa Rádio Disney, em sociedade com a Walt Disney Corporation, sob o nome de ABC Venture Corp.
Com ele, o outro administrador da rádio PHC, Jobiniano Vitoriano Locateli.
E aí a empresa é capitalizada em mais de R$ 18,9 milhões!
A mesma coisa aconteceu com a Ghuram e a Hemat, mas em escala ainda maior. Dos R$ 100 de capital social que cada uma tinha, passou-se, de uma só tacada, para R$ 57.134.999,00 na Ghuram e para R$ 54.977.782,00 na Hemath.
Que destino será que tomaram estes mais de R$ 130 milhões vindos de fora,justo em 2010?
As três empresas são renomeadas, neste processo, como Select Brazil Investimentos Investimentos Imobiliários – I, II e III – e cada uma tem um real (isto mesmo, R$ 1) de participação da Select Brazil Nominee Limited, com sede em Londres, mais precisamente no escritório de advocacia Addleshaw Goddard & Co ., se estiver correto o endereço fornecido.
Dois contadores, diga-se, que vivem em casas modestas, considerando que o primeiro é administrador, diretor ou conselheiro de 66 empresas e o segundo de 204 empresas, a grande maioria com participação de capital estrangeiro.
PS:os documentos, que é só clicar e ampliar e todas as informações societárias foram obtidas dos arquivos online da Junta Comercial de São Paulo. São públicos. Basta fazer o cadastro e pesquisar. Ou isso será pedir muito ao “jornalismo investigativo”?
Fernando Brito
No Tijolaço
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A entrevista com Álvaro Botox Dias

Líder do PSDB minimiza denúncia contra tucanos: É café requentado
"Não se deve é voltar no passado para blindar
o presente", diz senador
O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias, minimizou as denúncias apresentadas no livro A Privataria Tucana, de autoria do jornalista Amaury Ribeiro Jr., lançado na última sexta-feira (9). Em entrevista a Terra Magazine, o parlamentar, que não costuma se negar a falar sobre casos de corrupção, contou que não leu o livro e chamou os fatos relatados por Ribeiro de "café requentado".
Por meio de documentos, o jornalista afirma ter comprovado desvios de recursos e pagamentos de propinas durante o processo de privatizações no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A obra descortina ainda, segundo o autor, um esquema de lavagem de dinheiro com conexões em paraísos fiscais, unindo membros do PSDB, como o ex-ministro da Saúde e ex-governador paulista José Serra, ao banqueiro Daniel Dantas. Pessoas vinculadas ao tucano, entre elas, sua filha, Verônica Serra, também são citadas.
O livro já teve a primeira edição com 15 mil exemplares esgotada, conforme Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial, que prepara nova tiragem com o mesmo número de cópias.
- Essas denúncias são da campanha (presidencial). Pelo menos, eu não vi nenhuma movimentação no PSDB em relação a elas. A primeira jornalista que me indaga a respeito disso é você. Não houve qualquer interesse, e tem vários dias que isso está na internet, nas redes sociais, e ninguém se interessou pela matéria. Exatamente porque é café requentado. Isso foi discutido na campanha e o propósito era eleitoreiro. Haviam anunciado a divulgação do livro na campanha, depois se adiou - diz Alvaro Dias.
A Privataria Tucana é tema de capa da revista Carta Capital desta semana. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. também foi entrevistado por Terra Magazine, que procurou ainda Serra e FHC para repercutir as denúncias.
Indagado se era a favor da apuração dos fatos divulgados no livro, o parlamentar respondeu:
- Se desejarem mesmo providências sobre estes fatos aludidos, que aceitem a CPI da corrupção no Congresso. E podem acrescentar esse item. O que não se deve é voltar ao passado para blindar o presente.
Sobre a repercussão do livro entre os integrantes do PSDB, o senador informou que o tema não foi discutido com os colegas de partido. "Ninguém ventilou o assunto comigo. Das conversas que tive com os companheiros neste final de semana por telefone, ninguém ventilou o assunto".
Confira a entrevista.
Terra Magazine - O que o senhor achou das denúncias apresentadas no livro A Privataria Tucana, de autoria do jornalista Amaury Ribeiro Jr.?
Alvaro Dias - Eu não li o livro. O que sei é da origem. Este processo todo começou na campanha eleitoral. O objetivo era a campanha. Não conheço o livro. Sei que ele tinha esse propósito.
Que propósito exatamente?
Tumultuar a campanha eleitoral em prejuízo do candidato de oposição (José Serra). Esse era o objetivo. De outro lado, se houve irregularidades, ilícitos praticados naquele período que antecede a doze anos, obviamente, houve prevaricação de quem assumiu o poder, de quem assumiu o governo e não tomou providências. Por isso é muito estranho que, depois de tanto tempo, esses fatos sejam colocados como prioridade para o debate. Quando nós temos no Congresso um pedido de CPI da corrupção para investigar os grandes escândalos do momento, voltam para duas décadas atrás.
O que o senhor está dizendo então é que há uma tentativa de fazer uma cortina de fumaça?
Se desejarem mesmo providências sobre estes fatos aludidos, que aceitem a CPI da corrupção no Congresso. E podem acrescentar esse item. O que não se deve é voltar no passado para blindar o presente.
Sobre a denúncia de que havia um esquema de desvios de recursos das privatizações durante o governo FHC. Qual é a avaliação do senhor?
Eu não acho nada porque isso não foi denunciado à época. Esse é um fato que não foi denunciado no momento adequado.
E o senhor acha que pelo fato de não ter sido denunciado no momento adequado não é pertinente que se investigue? É essa sua opinião?
A minha avaliação é a seguinte: se querem apurar, aprovem a CPI da corrupção no Congresso, que tem vários itens, e acrescentem esse. Os itens do momento, da atualidade, os maiores escândalos da história do Brasil a partir do mensalão. Nunca houve tanta corrupção no Brasil como a partir dos últimos nove anos. E ficam buscando lá atrás fatos que eu, pessoalmente, teria dificuldade de apreciar, porque estamos distantes deles. Sem as condições adequadas para fazer uma avaliação.
Me parece que o livro não foi divulgado durante a campanha eleitoral (corrida presidencial em 2010), certamente, porque poderia produzir uma reação inversa. Aguardou-se o momento. Como hoje, há um festival de denúncias contra os governantes atuais, aí, busca-se, no passado, uma espécie de nuvem de fumaça para acobertar fatos presentes, fatos da atualidade, que são gravíssimos.
Mas o senhor é ou não a favor da investigação dos fatos apresentados no livro?
Eu nunca fui contra a investigação de fato algum. Agora, o que não pode haver é irresponsabilidade. Se desejam investigar, investiguem. Existem os mecanismos adequados para isso. Se querem investigar na área política, obviamente, tem que incluir no elenco de itens já postos na CPI da corrupção, que está à disposição de senadores e de deputados no Congresso para a assinatura.
E sobre o "fogo amigo" entre Serra e Aécio (o livro relata que Serra mandou espionar Aécio)? Como o senhor vê isso?
Isso tudo é requentado. Esses fatos foram da campanha eleitoral. Por isso que a mídia nacional não deu importância a esse livro. Não houve nenhum interesse da grande imprensa do País sobre esse fato, exatamente porque é um fato superado que ocorreu durante a campanha eleitoral. Não me cabe fazer esse tipo de apreciação. Não tenho conhecimento disso. Isso à época foi repelido pelas partes. Então apenas estão requentando o fato.
O jornalista Amaury Ribeiro Jr. alega que as denúncias estão fundamentadas em documentos recolhidos em fontes públicas. O senhor tem interesse em olhar esses documentos. Aliás, o senhor pretende ler o livro, senador?
Se houver tempo... Eu tenho coisa interessante para ler, mas se houver possibilidade, vou ler. Principalmente, conhecendo a origem e as razões da obra, certamente, o interesse diminui. Mas vamos ler, sim.
Como essas denúncias repercutiram no PSDB?
Essas denúncias são da campanha (presidencial). Pelo menos, eu não vi nenhuma movimentação no PSDB em relação a elas. A primeira jornalista que me indaga a respeito disso é você. Não houve qualquer interesse, e tem vários dias que isso está na internet, nas redes sociais, e ninguém se interessou pela matéria. Exatamente porque é café requentado. Isso foi discutido na campanha e o propósito era eleitoreiro. Haviam anunciado a divulgação do livro na campanha, depois se adiou.
Mas houve preocupação por parte do PSDB? Preocupação em relação à imagem do partido?
Não conversei com ninguém a respeito. Ninguém ventilou o assunto comigo. Das conversas que tive com os companheiros neste final de semana por telefone, ninguém ventilou o assunto.
Ana Cláudia Barros
No Terra Magazine
~ o ~
Resposta a Álvaro Dias
O livro A Privataria Tucana, lançado na última sexta feira (09/12) está deixando os tucanos totalmente perdidos quando indagados para explicar o maior saque aos cofres públicos da história do Brasil.
Apesar de ainda não ter lido A Privataria Tucana, pois o meu exemplar só vai chegar em alguns dias, já deu para notar que os tucanos estão sem ter o que dizer em relação os gravíssimos fatos relatados e documentados pela obra de Amaury Ribeiro Jr.
E ao ver no Terra Magazine a explicação do "ilustre" senador Álvaro Dias, não me contive e resolvi dar uma pequena resposta ao mesmo sobre esse escândalo protagonizado pelo PSDB na era FHC.
Dois trechos que merecem uma rápida resposta a Álvaro Dias:
E o senhor acha que pelo fato de não ter sido denunciado no momento adequado não é pertinente que se investigue? É essa sua opinião?
...ficam buscando lá atrás fatos que eu, pessoalmente, teria dificuldade de apreciar, porque estamos distantes deles. Sem as condições adequadas para fazer uma avaliação.
Como essas denúncias repercutiram no PSDB?
...eu não vi nenhuma movimentação no PSDB em relação a elas. A primeira jornalista (referindo-se à Ana Cláudia Barros do Terra Magazine) que me indaga a respeito disso é você. Não houve qualquer interesse, e tem vários dias que isso está na internet, nas redes sociais, e ninguém se interessou pela matéria. Exatamente porque é café requentado.
Guina responde:
Ora senador, os fatos relatados e documentados por Amaury Ribeiro Jr. não pertencem ao passado como o senhor, em vão, tenta justificar. Afinal, dois dos personagens principais, FHC e José Serra estão aí na ativa. Inclusive, principalmente em relação à Serra, com o risco de voltar a assumir o poder novamente aqui em São Paulo como prefeito ou governador.
O povo não pode correr o risco de tê-los novamente no poder, pois podem cometer novamente os atos relatados no livro e voltarem a saquear os cofres públicos do jeito que fizeram anteriormente.
Sobre a repercussão das denuncias dentro do PSDB, a resposta de Álvaro Dias é até óbvia: "eu não vi nenhuma movimentação no PSDB em relação a elas”.É claro que não haveria nenhuma movimentação não é Álvaro Dias! Falar o quê? Como que FHC, José Serra e cia. irão se explicar? Como encararão o povo brasileiro para explicar que venderam o patrimônio nacional e ratearam o dinheiro público entre os membros do governo, picaretas e até familiares?
Quanto ao interesse de divulgar A Privataria Tucana, o senhor se refere, com certeza a grande mídia? Dessa, melhor nem comentar, pois o povo já sabe quais "interesses" ela possui. Não ia mesmo dar destaque a essa safadeza cometida pelos parceiros do PSDB.
E para finalizar, senador, esse escândalo não é um "café requentado" não.
Apesar de todos saberem que o período das privatizações ocorridas no (des) governo FHC tinha causado danos irreparáveis aos cofres públicos e que vocês do PSDB são eternos vendilhões da pátria, não imaginávamos que o negócio era tão escandaloso. E o livro traz documentos e fartas provas da picarategem cometida pelo seu partido e que revela um escândalo muito maior do que se conhecia.
A verdade é que vocês do PSDB estão calados e escondidos. Estão cabisbaixos. O silêncio de vocês traduz a vergonha de todo o partido.
Não possuem respostas convincentes para o povo, pois não há como esconder este escândalo.
O senhor, senador, ao invés de ficar com esse blá blá blá, deveria também estar envergonhado e cobrar dos envolvidos pelo menos uma resposta ao povo.
Afinal, a corrupção foi gigante e os atores principais de A Privataria Tucana não podem ficar impunes, pois a nação foi saqueada por políticos corruptos e que ainda hoje rondam o poder.
E isso, senhor Álvaro Dias, não pertence ao passado e muito menos é "café requentado".
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Jornalista blogueiro Lúcio Flávio Pinto é novamente ameaçado

Reproduzo a nota distribuída por Lúcio Flávio Pinto, o editor do Jornal Pessoal. A nota descreve mais uma ameaça sofrida pelo jornalista, ontem, num restaurante de Belém. Mais tarde comentarei.
À OPINIÃO PÚBLICA
Os valores morais estão mesmo invertidos no Brasil.
Ontem, um cidadão que emitiu notas fiscais frias para dar cobertura a uma fraude, praticada pelos donos do principal grupo de comunicação da Amazônia, O Liberal, afiliado à Rede Globo de Televisão, através da qual tiveram acesso a dinheiro público da Sudam, me ameaçou de agressão e tentou me intimidar.
Meu “crime” foi o de ter denunciado a fraude em meu Jornal Pessoal, que se transformou em denúncia do Ministério Público Federal, aceita pela justiça federal, mas arquivada em 1º grau sob a alegação de que o crime prescreveu. O juiz responsável pela sentença, Antônio de Almeida Campelo, titular da 4ª vara criminal federal de Belém, tentou me impor sua censura, para que não pudesse mais escrever a respeito do processo. Como a ordem era ilegal, não a acatei. Cinco dias depois, diante da reação pública, o juiz voltou atrás e revogou a sua determinação. Mas o incidente de hoje mostra que as tentativas de me intimidar prosseguirão.
Eu saía do almoço em um restaurante no centro de Belém, às 15,15, quando um cidadão se aproximou de mim subitamente. Ele parecia ter esperado o momento em que fiquei só no caixa.. Como se postou bem ao meu lado, o cumprimentei, mesmo sem identificá-lo de imediato. Ele reagiu de forma agressiva. Como minha saudação tinha sido um “Tudo bem?”, ele respondeu: “Vai ver o que fizeste contra mim no teu jornal”.
“O quê?”, disse eu. Ele se tornou mais agressivo ainda: “Da próxima vez eu vou te bater, tu vais ver”. Aí me dei contra de tratar-se de Rodrigo Chaves, dono da empresa, a Progec, que cedera as notas fiscais frias para os irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, donos do projeto para implantar em Belém uma indústria de sucos regionais, no valor (atualizado) de sete milhões de reais, projeto esse aprovado pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia, em 1995.
Observei que o cidadão estava com um copo de vidro cheio de refrigerante e que o apertava com força. Deixando o salão do restaurante com o copo, tornava-se evidente que, com seu tom agressivo, planejava usá-lo contra mim. Mantive-me calmo, sem reagir. Paguei e saía, quando ele começou a gritar, me chamando de palhaço. Continuei seguindo e fui até a seccional da polícia civil, onde apresentei queixa contra a ameaça de agressão física. O procedimento deverá ser instaurado amanhã.
A primeira reportagem do Jornal Pessoal sobre a fraude praticada pelos irmãos Maiorana saiu em maio de 2002, na edição 283. Desde então, venho acompanhando o assunto. Nunca fui contestado pelos Maiorana, nem por Rodrigo Chaves. Ao ser intimado a comparecer à Receita Federal, ele admitiu serem frias as nove notas fiscais e dois recibos que emitiu entre 1996 e 1997 para a Indústria Tropical Alimentícia. Com esses papéis, a empresa justiçou a construção de um galpão, onde funcionaria a fábrica de sucos. A estrutura teria sido posta abaixo por um vendaval, que teria ocorrido na área, mas atingiu apenas a construção dos irmãos Maiorana.
Com base em vasta documentação, comprovando a fraude com as notas e o desvio de recursos públicos, a Receita Federal encaminhou o inquérito ao Ministério Público Federal, em 2000. O MPF fez a denúncia em 2008, enquadrando os Maiorana em crime contra o sistema financeiro nacional (mais conhecido como crime de colarinho branco). Nessa época, a fraude de 1995 já havia prescrito. Por isso, o crime não podia mais ser punido. Restavam as manobras que permitiram aos Maiorana receber colaboração financeira dos incentivos fiscais da Sudam em 1996 e 1997.
No total, em valor da época, os irmãos tiveram acesso a R$ 3,3 milhões. O projeto, ao final, absorveria R$$ 20 milhões de então. Para receber o dinheiro, eles tinham que entrar com 50% de capital próprio. Mas não tiraram um centavo do bolso. No dia da liberação do recurso pela Sudam, eles emprestavam de um banco privado o valor equivalente, que devia ser a contrapartida de recursos próprios, mas só o mantinham em conta por um dia. No dia seguinte o dinheiro era devolvido ao banco.
O MPF só fez a denúncia pelo crime de fraude pára a obtenção de dinheiro público. Não imputou aos Maiorana o outro delito, o de desvio de recursos públicos, caracterizado pela fraude na construção do galpão que o inusitado vendaval teria destruído. A prova da construção eram as notas fiscais fornecidas pelo cidadão que me ameaçou de agressão física hoje.
A ameaça foi perpetrada num dia histórico para o Pará, a primeira unidade da federação brasileira a decidir, pelo voto direto e universal dos seus cidadãos, se aceita ou não a divisão do seu território, o 2º maior do país, para a criação de dois novos Estados, de Carajás e Tapajós. O próprio presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o também ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowsi, veio testemunhar pessoalmente esse momento histórico. Foi a primeira vez que um presidente do TSE participou de uma sessão do TRE do Pará. Mas não chegou a testemunhar um ato representativo de como age e pensa parte da elite paraense que monopoliza o poder na capital e, pensando só em si, dá motivos às regiões mais distantes de tentar se separar do Estado para conseguir maior atenção e cuidados, numa terra marcada pela desigualdade social, violência e a impunidade. E onde ficou famosa a frase de um caudilho: de que, por aqui, “lei é potoca”.
O grupo de comunicação dos irmãos Maiorana tomou parte na campanha, dizendo-se intérprete da vontade da população. Já publicou dezenas de editoriais contra o ex-senador Jader Barbalho, acusando-o de ter enriquecido apropriando-se de dinheiro público, com destaque para o dinheiro da Sudam, que teria desviado para os próprios bolsos. Mas os Maiorana, que cometeram o mesmo crime, não querem que ninguém escreva sobre seus atos. Um deles, Ronaldo Maiorana, beneficiário das notas frias do meu quase agressor de hoje, me agrediu fisicamente quase sete anos atrás, em janeiro de 2005, tendo a cobertura de dois militares da ativa da PM paraense, que transformou em seus capangas.
Por ironia, essa agressão se consumou em outros dos restaurantes da rede Pomme d’Or, onde agora fui ameaçado por um integrante da confraria dos Maiorana. Por outra ironia, tive que ir de novo à mesma seccional onde dei a primeira queixa. As agressões, ameaças e intimidações prosseguirão? O poder público fará a sua parte, de fazer respeitar a lei e dar garantias ao cidadão do exercício de seus direitos?
Aguardo as respostas, que cobro como um simples cidadão, às vezes sozinho, mas convicto do seu direito. E da obrigação que sua profissão lhe impõe: dizer a verdade. Mesmo que ela incomode poderosos e truculentos.
LÚCIO FLÁVIO PINTO
Editor do Jornal Pessoal
Belém/PA 11/12/2011
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Como não conquistar as mulheres

Semana passada foi divulgada uma troca de tweets interessantes entre um babaca qualquer e Hugh Hefner. O babaca pergunta ao fundador da Playboy: “Como você tem tantas vadias?”. E Hugh responde: “Tenho muitas namoradas porque não as chamo de vadias. Um pouco de respeito pode te levar longe”.

Anotem a dica aí, masculinistas (se bem que, com eles, acho que só a reencarnação resolve o tão alegado “deserto sexual” em que eles mesmos lamentam viver)! Não nutro simpatia pelo Hugh (acho que vou escrever sobre a Playboy na semana que vem), mas a resposta dele foi digna. Agora, eu ri alto mesmo foi com o que um comentarista de um blog americano, o Copyranter, escreveu acerca da situação: “Se você está numa conversa com Hugh Hefner, e Hugh te dá uma lição de moral, tá na hora de reconsiderar suas escolhas na vida”. Pois é. Na boa: mascu, continue chamando mulheres de vadias. Depois, quando as mulheres te desprezarem, recorra à teoria mirabolante que elas só gostam de cafajestes, não de homens bonzinhos e honrados. Homens tão bonzinhos e honrados que usam vadia como sinônimo de mulher.

Aliás, toda vez que eu pergunto, ninguém me responde, então fica aqui mais uma tentativa: o que é uma vadia? Se você for responder com o típico "é uma mulher que não se dá o respeito", aproveite e defina o que é "se dar o respeito". Há como chamar uma mulher de vadia sem estar recriminando sua vida sexual? Há como isso não ser machista?
No Escreva Lola Escreva
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Kassab quer exterminar cobradores de ônibus

Com o apoio do prefeito Gilberto Kassab (PSD), o vereador e ex-presidente da Câmara Antonio Carlos Rodrigues (PR) apresentou projeto de lei que autoriza o fim dos 15 mil cobradores de ônibus de São Paulo. Se aprovada, a proposta permite que a função de cobrança de passagens passe a ser atribuída aos novos motoristas contratados a partir de 2012.
Esse é o primeiro projeto que tenta modificar uma polêmica lei de 2001 que blindou a função de cobrador ao obrigar que todos os coletivos da cidade tivessem um funcionário para auxiliar o motorista a orientar os usuários e fazer cobranças quando necessário. Um dos argumentos para a mudança é de que hoje apenas 8% dos passageiros pagam com dinheiro – maioria usa bilhete único, implantado em 2004.
Ligado aos donos das viações, Rodrigues disse que o fim dos cobradores visa a reduzir os custos operacionais apontados pelo próprio Sindicato de Motoristas e Cobradores, que em maio havia fechado acordo com os empresários para acabar com a função de cobrador, realocando os funcionários para outras funções. Segundo o acordo, não havia uma data estipulada – apenas a obrigação de um adicional de função de R$ 250 para os motoristas. Agora, novos motoristas já poderão acumular a função de cobrança assim que o projeto for aprovado.
“Não tem nada de pressão de empresário, é readequação de funções”, argumentou Rodrigues. Pelo projeto, os cobradores devem ter preferência nas seleções de novos motoristas. O projeto deve ser analisado na Comissão de Constituição e Justiça. A reportagem não conseguiu contatar representantes do Sindicato dos Motoristas e Cobradores.
Líderes governistas afirmavam desde segunda-feira que o prefeito queria um projeto para colocar fim aos cobradores. Apesar de fazer oposição a Kassab, Rodrigues aceitou apresentar a proposta para agradar aliados dentro das empresas de ônibus. Oficialmente, o governo nega que tenha articulado a apresentação da proposta.
Donos das viações pressionam Kassab pelo fim dos cobradores desde 2009. Mas o prefeito sempre alegou que não poderia assinar um projeto com essa proposta pelo prejuízo político que poderia causar, apesar do alto valor dos subsídios pagos pela Prefeitura– serão R$ 600 milhões só no ano que vem – para manter em R$ 3 o preço da tarifa.
No JT
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Bruno Covas: poste ou camelódromo?

Na sabatina da Folha tucana com os quatro pré-candidatos do PSDB à prefeitura da capital paulista, Bruno Covas, o preferido de Geraldo Alckmin, voltou a queimar a língua. “A população não quer mais votar em poste, não quer votar em nome indicado por esse ou aquele”, afirmou o insosso secretário estadual do Meio Ambiente, tentando cutucar o petista Fernando Haddad.
Mas quem é Bruno Covas? A sua biografia política não contém nada além do fato de ser neto do ex-governador Mário Covas. Ele foi tirado da manga do colete do governador tucano e é motivo de galhofa até por seus pares da legenda. Na própria sabatina de segunda-feira, Andrea Matarazzo, o preferido de José Serra, alfinetou o rapaz. “São Paulo não é uma cidade para amadores”.
A venda de emendas parlamentares
Em curto período de exposição na mídia, o “inexperiente” político já coleciona várias besteiras. A pior foi dita quando surgiram as denúncias sobre a venda de emendas parlamentares na Assembléia Legislativa de São Paulo. O petebista Roque Barbiere, aliado dos tucanos há quase duas décadas, afirmou em entrevista gravada em vídeo que de “25% a 30% dos deputados” são corruptos.
Ele garantiu que a casa se transformou num “camelódromo”, onde os parlamentares vendem suas emendas para empreiteiras e prefeituras – num típico “mensalão” para garantir a longa hegemonia do PSDB no governo paulista. Num lapso de sinceridade, o “amador” Bruno Covas confessou que ele mesmo foi procurado por um prefeito, que lhe ofereceu propina por uma emenda.
Cumplicidade da mídia demotucana
Diante da imediata exigência de apuração, o bisonho pré-candidato à prefeitura paulistana tentou negar a confissão. Disse que foi mal interpretado. A sorte dele é que a Assembléia Legislativa de São Paulo é um cemitério e que os governistas enterraram as suas graves revelações. Ele também contou com a cumplicidade da mídia demotucana, que blinda o PSDB e evitou fazer escarcéu.
Se continuar dando declarações desembestadas, porém, o neto de Covas não terá muito futuro em suas ambições eleitorais. Como ele mesmo disse, “o paulista não gosta de votar em poste”; nem em políticos envolvidos no camelódromo!
Altamiro Borges
No Blog do Miro
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FHC admite que teve corrupção em seu governo

Dilma deve se responsabilizar por ministros, diz FHC
Em entrevista à Radio 'Estadão ESPN', o ex-presidente falou sobre, governo federal, corrupção e eleições 2012
Ex-presidente durante entrevista à rádio
Andre Lessa/AE
Em entrevista à rádio Estadão ESPN, na manhã desta segunda-feira, 12, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chamou a presidente Dilma Rousseff à responsabilidade diante das denúncias contra ministros de seu governo. "Tem de haver um pouco mais de responsabilização", cobrou FHC. Para o ex-presidente, os ministros precisam deixar o cargo diante do surgimento de denúncias. "Tem suspeita? Tem de cair fora", recomendou.
FHC disse que em seu governo não existia "tolerância" com irregularidades e que seus auxiliares eram obrigados a deixar o cargo ao serem confrontados com denúncias. "Eu nunca tive leniência ou tolerância", afirmou. Na opinião do ex-presidente, hoje a responsabilidade é jogada sobre os partidos e a corrupção se tornou parte do jogo político. "Acho isso muito grave", comentou.
Durante entrevista de uma hora, Fernando Henrique disse que em seu primeiro ano de governo a presidente Dilma Rousseff carregou uma base "maior do que a necessária" para governar e a herança do governo Luiz Inácio Lula da Silva se transformou em "entulho". "Ela levou o ano todo com o peso morto desse entulho. Ela tem de se livrar desse entulho", sugeriu.
Na avaliação do ex-presidente, se Dilma perder alguns partidos da base aliada, isso não comprometerá a governabilidade. "A Dilma tem uma base maior que o necessário. Se ela dispensar um ou dois partidos, não acontece nada (na coalizão)", comentou. Mesmo evitando "dar conselhos" a Dilma, FHC acredita que a reforma ministerial prevista para o início de 2012 será a oportunidade de a presidente mostrar "coragem" e dar sua cara ao ministério."Acho que ela tem uma bela chance de atuar firmemente", disse.
Embora tenha cobrado firmeza de Dilma, o tucano culpou o sistema político clientelista pela corrupção no País. "Nossa cultura aceita transgressões", resumiu. Segundo ele, a frouxidão da cultura política brasileira só pode ser mudada com o tempo e com exemplos. "É muito difícil mudar o sistema porque quem muda foi eleito pelo sistema", afirmou. Ainda que tenha sido rigoroso com as denúncias, FHC admitiu que possa ter ocorrido irregularidades em sua gestão. "Não vou dizer que não teve corrupção no meu governo, provavelmente sim", reconheceu.
FHC lembrou que o governo tucano deu prioridade a outras reformas, mas que ele não se dedicou pessoalmente à reforma política para não se tornar "refém dela". O ex-presidente disse ainda que será preciso que alguém enfrente os desafios de implementar uma reforma política. "Vai ser necessário que algum presidente tome como objetivo fazer a reforma política", disse.
No Estadão
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Tucanos se rendem a "Privataria"

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Privataria no jornal Record News


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Dilma acusa Serra de ataques anônimos na campanha

Livro de Dilma liga Serra a ataques anônimos em 2010
Obra associa tucano a e-mails sobre aborto; ele diz que acusação é falsa. Biografia autorizada da presidente sustenta que site do PSDB coletou endereços eletrônicos para espalhar boatos
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
A biografia autorizada da presidente Dilma Rousseff vincula a campanha do ex-adversário José Serra (PSDB) ao envio de e-mails apócrifos com ataques à petista na reta final das eleições de 2010.
A Vida Quer É Coragem”, que chega às livrarias dia 15, liga a artilharia anônima contra a petista aos serviços de Ravi Singh, o “guru indiano” contratado pelo PSDB.
Segundo o livro, ele usou o site de Serra para montar um “gigantesco banco de e-mails”, que estaria por trás das mensagens ligando Dilma à defesa do aborto e a ações armadas na ditadura.
“Foi pela rede de computadores que os adversários disseminaram os ataques mais baixos e os boatos mais incríveis a respeito de Dilma”, afirma a biografia.
“A ferramenta mais primitiva da internet foi a que melhor serviu para disseminar o que havia de mais atrasado politicamente na campanha.”
A obra registra que o tucano também recebeu ataques anônimos, mas sustenta que Dilma foi mais prejudicada.
A biografia foi escrita pelo jornalista Ricardo Batista Amaral, que assessorou Dilma na Casa Civil e na eleição.
Ele teve acesso franqueado a papéis secretos produzidos pela ditadura, como a foto em que ela aparece depondo à Justiça Militar, em 1970.
Na Carta Capital, o repórter Leandro Fortes demonstrou que Eduardo Graef, homem de confiança de Fernando Henrique e cérebro da campanha de "Cerra" na internet, comandava uma equipe de Brucutus.
Os Brucutus de "Cerra" atacavam pelas costas (como sempre, ponderou o Conversa Afiada). Como diz o Ciro Gomes, que conhece como ninguém a alma dos tucanos de São Paulo, o "Cerra" não tem escrúpulos: se preciso for, passa com um trator por cima da mãe. Não deixe de ler o post “Carta desce ao submundo e encontra "Cerra"”, publicado a pedidos.
Paulo Henrique Amorim
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