5 de dez de 2011

Marighella é anistiado no dia em que faria 100 anos

No dia em que completaria 100 anos, o líder comunista Carlos Marighella (1911-1969) recebeu a anistia política da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. O evento foi realizado em Salvador, cidade em que Marighella nasceu, entre a tarde e a noite de hoje. "Por unanimidade, a comissão declara anistiado político Carlos Marighella", sentenciou o presidente da sessão, o vice-presidente da comissão, Egmar de Oliveira, no início da noite.
A decisão foi tomada após a leitura do processo, por parte da relatora, conselheira Ana Maria Guedes. "A Comissão da Anistia, em nome do Estado brasileiro, faz os mais sinceros pedidos de desculpas pelas atrocidades que foram cometidas contra o herói do povo brasileiro, Carlos Marighella".

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Porque a Chevron ainda não fechou o poço

Não há qualquer repercussão nos sites dos grandes jornais, mas a repórter Cláudia Schüffner, do Valor, publica hoje que a Chevron está, aparentemente, tendo dificuldades para selar o poço de onde vazou petróleo para o oceano, na Bacia de Campos.
Segundo a reportagem, “em condições normais, o abandono de um poço na bacia de Campos é feito entre uma semana e 15 dias. É uma tecnologia dominada, mas a Chevron completou 20 dias de tentativas na sexta-feira – contados a partir do dia 13, quando apresentou o primeiro projeto aprovado em regime de urgência pela Agência Nacional do Petróleo (ANP)”.
As evidências estão se tornando impossíveis de esconder. Embora, deva registrar, as fontes de informações sejam poucas e reticentes. A indústria do petróleo, mais que qualquer outra, fecha-se para proteger-se dos pecados que todas as petroleiras têm.
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Premian a Lula en Ecuador por servicio a humanidad

Será distinguido con el Gran Collar Rumiñahui, en el céntrico y emblemático Teatro Nacional de Sucre
El ex presidente de Brasil, Lula Da Silva, muestra su nueva imagen | Ricardo Stuckert
El municipio de Quito anunció hoy que mañana premiará al expresidente de Brasil Luis Inacio Lula de Silva, por su servicio a la humanidad y al vicepresidente de Ecuador, Lenín Moreno, por su labor en favor de las personas discapacitadas.
En el acto, que tendrá lugar mañana en el céntrico y emblemático Teatro Nacional de Sucre, Lula, fundador del Partido de los Trabajadores, será distinguido con el Gran Collar Rumiñahui, destinado a los jefes de Estado por su servicio a la humanidad, mientras que Moreno recibirá la condecoración del Gran Collar San Francisco de Quito, detalló el municipio en un comunicado.
Una fuente de la embajada de Brasil, indicó que Lula no acudirá al acto, por lo que su insignia será recogida por el embajador de Brasil en Quito, Fernando Simas.
Al expresidente, de 66 años, sus médicos le detectaron el pasado 29 de octubre un cáncer de laringe, del cual se está tratando en el Hospital sirio libanés de Sao Paulo.
Moreno lidera desde inicios de este Gobierno, en 2007, las misiones Manuela Espejo y Joaquín Gallegos Lara para atender las necesidades de los 300.000 discapacitados que se cree que viven en el país.
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Desmatamento na Amazônia atinge o menor nível desde 1988

Presidenta Dilma Rousseff recebe dados sobre o desmatamento na Amazônia, que registrou a menor taxa em 24 anos. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
O governo anunciou hoje (5) que o desmatamento na Amazônia atingiu o menor nível desde 1988, quando começou o monitoramento. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a área total desmatada alcançou 6,2 mil quilômetros quadrados entre 2010 e 2011, uma queda de 11% em relação ao ano anterior.
Em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, atribuiu o resultado à rigorosa fiscalização feita pelo Ibama, que conseguiu conter o avanço do desmatamento em Mato Grosso. Em abril deste ano, lembrou a ministra, foi instalado um gabinete de crise depois que INPE alertou para o significativo aumento dos focos de desmatamento no estado.
“A pronta reação do Estado e o efetivo compromisso de fazer cumprir aquilo que a Política Nacional de Mudanças Climáticas estabeleceu, que é a redução das nossas metas e das nossas emissões, mostrando que nós temos a menor taxa de desmatamento da história desde que se começou esse monitoramento. Nós continuamos com nossa determinação de reduzir o desmatamento ilegal na Amazônia”, disse a ministra.
Além do Mato Grosso, Pará e Rondônia registram as maiores áreas desmatadas. No Pará, apesar da queda de 15%, 2,8 mil quilômetros quadrados foram desmatados. Rondônia perdeu 869 quilômetros quadrados de floresta, o dobro da área registrada no ano anterior.
Os dados foram apresentados à presidenta Dilma que determinou rigor no combate ao desmatamento, informou o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. Segundo ele, as ações de fiscalização estão conseguindo conter os grandes desmatadores, mas é preciso agora voltar os olhos para os pequenos desmatadores.
“A determinação é não dar trégua. É continuar essa pressão, manter a presença do Estado e o combate implacável ao desmatamento”, afirmou Mercadante.
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Analistas: quedas de ministros não afetam imagem de Dilma

Com a queda do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a presidente Dilma Rousseff perdeu seu sexto ministro por suspeitas de corrupção, caso inédito na história do Brasil. Contudo, analistas afirmam que isso não afetará muito a imagem de uma presidente blindada contra os escândalos graças em parte a sua gestão econômica.
"Aqui não existe um quadro de crise porque os ministros perdem seus postos, mas seus partidos mantêm os ministérios. Rousseff soube tratar estes escândalos sem desmantelar sua coalizão", disse o diretor da consultoria política Análise, Carlos Lopes. A percepção generalizada é a de que a "presidente age mais rápido contra os políticos corruptos do que seus antecessores, que ela é menos tolerante com as irregularidades", disse Rafael Cortês, pesquisador político do centro de análises Tendências.
Dilma governa com uma coalizão integrada por mais de dez partidos, já que o PT possui 85 de 581 deputados. Seguindo uma tradição política, a presidente assegura o apoio no Congresso em troca de participação no poder. Apesar dos escândalos, sua popularidade superava 70% no final de setembro e, segundo as consultorias Análise e CAC, não se espera um deterioração significativa de sua imagem. Cada ministro que perdeu o posto foi substituído por outro membro de seu partido, o que permitiu a Dilma "manter o controle do governo" e reduzir o impacto de escândalos, protagonizados em grande parte por pessoas provenientes do governo Lula, disse o cientista político e sociólogo André Pereira, da consultoria CAC.
Ela "já ganhou confiança no cargo. Quando surge um escândalo deixa os ministros cair, e os substitui, seguindo um acordo com os partidos. Para ela, a prova de fogo não é a política, e sim a economia", afirmou Alberto Almeida, cientista político da Análise. "A maior blindagem política da presidente é a economia. Enquanto os brasileiros não sentirem o efeito da crise, tudo estará sob controle. Além disso, Rousseff governa com uma oposição muito fraca, que não oferece uma alternativa por enquanto", afirmou André Pereira.
O governo adotou uma série de medidas para evitar que a crise da dívida na Europa e que as dificuldades dos Estados Unidos comprometam seu crescimento, sustentado no vigoroso mercado interno e na venda de matérias primas, sobretudo para a China. A queda dos ministros adiantou parte da reforma de gabinete que Dilma planeja realizar em janeiro de 2012, quando completa seu primeiro ano de governo.
"As demissões não parecem que podem desestabilizar a coalizão, nem gerar uma paralisia no Congresso. Dilma seguirá mantendo a estabilidade política e poderá se concentrar na economia", disse Cortês. Segundo os especialistas, parte da explicação de que a mudança de ministros não afeta o governo está no fato de a corrupção ainda estar começando a ser vista como um problema na cultura política do Brasil. Neste ano surgiu no Brasil um movimento social contra a corrupção que mobilizou dezenas de milhares de pessoas em várias cidades, exigindo que leis para combater este problema, como a Ficha Limpa, sejam respeitadas e fortalecidas.
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A Oposição na Sociedade

O que chamamos oposição, na maior parte das vezes, diz apenas respeito ao mundo da política institucionalizada. Fundamentalmente, aos partidos oposicionistas, seus representantes, organizações e (poucos) filiados.
Uma das razões para isso é que é modesta, no Brasil, a atuação de grupos de pressão e associações civis voltadas para a política. Existem, mas são, ainda, pouco relevantes.
Há, no entanto, outra oposição, extra-partidária e fora do Estado, que se manifesta no âmbito da sociedade. Ela é diferente da anterior, e tende a ser, a cada dia, mais significativa.
Não estamos nos referindo, simplesmente, aos eleitores de oposição, aqueles que, de maneira sistemática, votam nas legendas hoje oposicionistas, não votam no PT e costumam não gostar de Lula, dos petistas e de tudo que fazem. Os que se definem como antagônicos ao “lulopetismo”. Esses existem desde sempre.
Entre a oposição formal, exercida pelos partidos, e o eleitorado de oposição, constituído por cidadãos individualizados, estamos vendo nascer e se desenvolver uma “nova militância” oposicionista.
Não foi em 2011 que começamos a perceber sua existência. Desde a eleição de 2010, no mínimo, já era identificável.
Por enquanto, é incipiente, mas parece crescer e se tornar mais vigorosa ideologicamente. É um fenômeno espontâneo, que acontece à margem dos partidos e que não resulta de sua atuação.
Seu lugar por excelência de formação e desenvolvimento é a internet. É nela que seus integrantes se reconhecem, estabelecem comunicação, fazem proselitismo.
Não é unificada por um ideário. Ao contrário, seu denominador comum fundamental é uma negação: o antipetismo. No fundo, não se entusiasma na defesa de nada. O que quer é “acabar com o PT”.
Essa hostilidade ficou particularmente evidente quando Lula foi diagnosticado com câncer. Foram tantas as manifestações enraivecidas, misturando júbilo, espírito de vingança e condenação por ele estar sendo tratado em um hospital de ponta, que até alguns adversários mais bem educados se assustaram.
Em suas ideias, misturam-se noções de várias origens. Algumas são típicas do conservadorismo clássico, outras vêm do nacionalismo de direita. Às vezes, são ultraliberais, outras de um antiliberalismo feroz.
Ela desconfia dos partidos e dos políticos, repele a “intervenção do estado na vida privada”, e quer acabar com os impostos. Costuma detestar o esquerdismo e abominar o “politicamente correto”.
Uma parte da mídia, especialmente algumas revistas e jornais, se reporta, cada vez mais, a ela. Nessas publicações estão alguns de seus heróis e os porta-vozes mais radicais, facilmente reconhecíveis pelo uso de violência verbal. São os valentões da palavra.
A agressividade que consomem é transferida para sites de relacionamento, blogs e intervenções pessoais, em comentários nas redes sociais e no noticiário. O twitter é um dos lugares onde mais aparece, pois enseja a expressão emocional imediata.
Há certa semelhança entre essa militância e a ultradireita americana do chamado Tea Party: ambas surgiram naturalmente (ainda que com o incentivo do grande capital, lá de empresários da indústria química, aqui dos conglomerados de mídia), querem “purificar” a política e são fortemente anti-estatistas e antitributação.
A diferença é organizacional, pois o Tea Party, que nasceu em 2009, já está estruturado, embora continue a ser um movimento sem liderança centralizada, composto por entidades locais e indivíduos sem vínculos estreitos. (Apesar disso, houve mais de cem candidatos ao Congresso americano, na eleição de meio-período de 2010, que receberam a chancela do movimento - dos quais 32% se elegeram).
Por aqui, essa nova militância ainda não conseguiu passar pelo teste da mobilização. Permanece verbal e passiva, com baixa capacidade de se apresentar nas ruas. Os protestos anticorrupção convocados pela internet no segundo semestre, por exemplo, que pareciam significativos, terminaram sendo fracassos de público.
Que relação se estabelecerá entre essa oposição na sociedade e a oposição partidária? Estará em gestação um Tea Party à brasileira?
Em 2010, Serra procurou fomentar os sentimentos dessas pessoas, para os utilizar na campanha. Seus assessores chegaram a criar peças de comunicação específicas para açular o antipetismo na internet. A onda anti-aborto foi deflagrada e sustentada por lideranças religiosas ligadas a ele.
Quem cria ventos, se arrisca a colher tempestades. O PSDB precisa pensar se o que quer é ser a voz partidária desses militantes.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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Mapa do DF completa série Mapas Políticos Estaduais do IBGE

O IBGE disponibiliza, hoje(5/12/2011), o Mapa Político do Distrito Federal, na escala 1:100.000, que completa a série de Mapas Políticos Estaduais. Consultando o mapa, é possível ter um conhecimento mais detalhado daquele território. O mapa do DF e das outras 26 Unidades da Federação podem ser consultados e impressos no endereço
http://www.ibge.gov.br/mapas_ibge/pol_estaduais.php.
Diferentemente dos estados, que nos mapas políticos são divididos em municípios, no Distrito Federal, a divisão política é representada através dos subdistritos, diferenciados por cores e delimitados através de elementos geográficos como rios, estradas, ou mesmo linhas. O Distrito Federal, que tem área total de 5.787,8 km2, possui a maior densidade demográfica do país (444 habitantes por km2), à frente do Rio de Janeiro (365,23 habitantes por km2 ) e São Paulo (166,25 habitantes por km2). O Distrito Federal está dividido em 19 subdistritos: Brasília, Gama, Taguatingua, Brazlândia, Sobradinho, Planaltina, Paranoá, Riacho Fundo, Núcleo Bandeirante, Ceilândia, Guará, Cruzeiro, Samambaia, Candangolândia, Recanto das Emas, Lago Norte, Lago Sul, Santa Maria e São Sebastião.
Sobre o Distrito Federal, o IBGE lançou, em 2010, o Mapa Imagem do DF, o primeiro feito a partir de imagens coloridas do satélite Alos, e que permite ao usuário ter acesso aos principais nomes geográficos e vias, além dos limites distritais do DF, no endereço ftp://geoftp.ibge.gov.br/mapas/tematicos/politico/DF_Mapa_Imagem.pdf
No IBGE
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Acidente milionário no Japão

A batida envolveu 14 veículos, entre eles oito Ferraris, uma Lamborghini e duas Mercedes que, juntas, devem valer mais de US$ 1 milhão.
Ninguém ficou ferido com gravidade, mas a polícia da prefeitura de Yamaguchi afirmou que dez pessoas foram atendidas por causa de cortes e contusões.
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Movimentos Sociais lutam contra a aprovação do novo Código Florestal

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100 Anos de Marighella

Em 1967, de Cuba, Marighella convocou o povo brasileiro para pegar em armas e lutar contra a ditadura militar
Ouça entrevista histórica do guerrilheiro
Se estivesse vivo, o fundador da Ação Libertadora Nacional (ALN), Carlos Marighella, completaria 100 anos nesta segunda-feira. Um dos principais arregimentadores da luta armada no Brasil, o revolucionário defendia a guerrilha como única forma de superação da ditadura e da influência Norte-Americana no país. Suas posições políticas e seu conflito com o Partido Comunista Brasileiro foram expostas numa entrevista veiculada pela rádio Havana (Cuba) em 1967, logo após a realização da primeira Conferência da OLAS (Organização Latino-Americana de Solidariedade), onde métodos para a revolução em países latinos foram debatidos.
A entrevista foi ouvida no Brasil por alguns militantes de organizações de esquerda que sintonizavam a rádio Havana em ondas curtas. Ela serviu como fonte de mobilização para jovens que estavam dispostos a pegar em armas na luta contra a ditadura.
Trechos dessa entrevista foram publicados em trabalhos acadêmicos e livros sobre a ditadura. O áudio com a íntegra, contudo, ficou perdido por anos. O material foi recuperado recentemente, durante pesquisas feitas por uma das militantes que trabalhou na construção da ALN, Iara Xavier. Ela é irmã de Iuri Xavier - que foi um dos líderes da ALN assassinado pela ditadura em 1972.
O iG teve acesso à entrevista que revela o modo de pensar do guerrilheiro Marighella, assassinado em 4 de novembro de 1969.
Clique no player abaixo para ouvir a íntegra da entrevista:



Pergunta: Um telegrama da agência de notícia francesa France Press, fechado hoje no Rio de Janeiro, disse assim: Carlos Marighella será expulso por indisciplina do comitê central do Partido Comunista Brasileiro, informa hoje a imprensa de Brasil. Os diários locais, que se baseiam em informações de recorridas em organismos de segurança brasileiros, indicam que essa decisão do PCB foi motivada pelo fato de Marighella ter ido à Havana para assistir à Conferência da OLAS, Organização Latino-Americana de Solidariedade. Precisamente nos encontramos sentado à frente de Marighella, no seu quarto no hotel Habana Libre, para que nos dê sua resposta a este telegrama e ao tempo nos fale a respeito da situação atual do seu País.
Carlos Marighella: O que tenho a explicar ao povo Cubano é que estes telegramas indicam apenas que os periódicos brasileiros procuram utilizar-se do episódio da minha vinda a Cuba para fazer provocações contra os revolucionários. A notícia de que eu serei expulso do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro ou do Partido Comunista Brasileiro por indisciplina é baseada no fato de que foram obtidas informações nos organismos de segurança brasileira, quer dizer, dos organismos policiais, que não podem realmente saber de nada. De qualquer maneira, como tenho uma posição divergente em relação à direção do Partido Comunista Brasileiro, pois sou partidário da luta de guerrilhas como caminho para solução dos problemas do nosso povo, creio que seria ridículo expulsar um revolucionários somente porque veio a Cuba trazer a solidariedade do povo brasileiro à revolução cubana e à Primeira Conferência de Solidariedade Latino-Americana. Quanto à questão levantada nestes telegramas, que noticiam as posições dos jornais brasileiros que pertenço a uma fração do partido Comunista juntamente com outros camaradas, no sentido de desrespeitar as decisões do Partido Comunista Brasileiro, porque somos favoráveis à luta armada, devo esclarecer ao povo cubano que não pertenço a nenhuma fração. Sou o primeiro-secretário do Partido Comunista em São Paulo, do Comitê Estadual do Partido Comunista em São Paulo, e não tenho nenhuma necessidade de organizar grupo, fração, nem mesmo de organizar um novo partido comunista, porque já temos em nosso país muitas organizações. Há grande confusão ideológica, muita gente que pretende atribui-se a condição de líder, de dirigente, mas tudo isto baseado em declarações, na elaboração de informes, na realização de reuniões, quando o fundamental para nós no Brasil é passar para a ação, desencadear a luta armada. É organizar a luta de guerrilhas. Somente em torno da luta de guerrilhas, somente em torno de um caminho revolucionário como esse é que se pode realizar a unidade dos revolucionários, a unidade do povo brasileiro. Assim, seria perder tempo participar de frações, tentar organizar novos partidos e tentar percorrer o caminho tradicional que não nos ajudará em coisa nenhuma e só nos levará a passar ainda mais anos na pasmaceira em que nos encontramos atualmente. Minha posição e a dos camaradas que estão com a mesma disposição que tem a mesma convicção é exatamente a da preparação da luta armada, do desencadeamento da luta de guerrilhas e da concentração de todos os esforços nessa atividade. Era isso que tinha a esclarecer.
Pergunta: Marighella, existem no Brasil forças revolucionárias capazes de resistir à ditadura de ir à luta armada contra o regime?
Marighella: Sim. Existem essas forças. As forças revolucionárias capazes de resistir à ditadura e ir a uma luta armada contra o regime encontram-se dentro do Partido Comunista Brasileiro e fora do mesmo partido. Há várias organizações, agrupamentos, correntes e forças outras que defendem posição revolucionária que estão dispostas de ir à luta armada, que têm convicção que o caminho brasileiro para a salvação de nosso povo é a luta armada, e que podem realiza-la. Quando existem condições tais como as que se apresentam em nosso país essas forças revolucionárias são criadas praticamente dia-a-dia e hora-a-hora. O que é preciso é passar para a ação. Fazer com que essas forças se coordenem no mesmo sentido e que passem no desencadeamento da luta e se prepararem. Que vão, portanto, à área rural, que é onde nós podemos, no Brasil, desenvolver a luta que pode ser apoiada pelos trabalhadores, por todo o povo dentro das áreas urbanas e, nesse sentido, marchar para conseguir a vitória que no Brasil só poderemos conseguir se juntarmos esse nosso esforço ao esforço de todos os outros povos Latino-Americanos.
Pergunta: Agora a gostaríamos de perguntar a cerca da responsabilidade que corresponde ao PCB ante ao golpe militar de 1964?
Marighella: Não há propriamente responsabilidade do Partido Comunista Brasileiro em relação ao golpe militar de 1964. A responsabilidade, se quiséssemos falar assim, maior, realmente cabe à direção do Partido Comunista Brasileiro. Por que a direção do Partido Comunista Brasileiro cabe orientar as bases, traçar os planos e orientar todo o povo, dar as diretivas necessárias para que a luta seja enfrentada. Ora, a direção do PCB seguiu caminho de submissão à liderança da burguesia. Confiava que os generais brasileiros pudessem vir a resolver a situação do povo. Confiavam num dispositivo militar. Realizava, na verdade, ou propunha a realização, de um trabalho de cúpula nos altos níveis das organizações. Não era trabalho realizado pela base, em que o povo participasse diretamente de baixo para cima e, por tanto, um trabalho que tivesse estrutura firme em que o proletariado, o campesinato, as forças de massa do Brasil estivessem mesmo atentas para a situação. Então, a direção do nosso partido era direção que estava se conduzindo com base de ilusões de classe, de ilusões com a burguesia. Evidente que com essa posição deixou o povo brasileiro inteiramente despreparado e, quando sobreveio o golpe militar de 1965, evidente que não havia condições para a resistência. O povo se encontrava na rua. Não tinha armas, entretanto. E não havia ação daquelas forças do governo e da burguesia que o partido, ou melhor, a direção do partido, sustentava que iriam reagir. O resultado é que inteiramente desprevenidos e despreparados com todas as ilusões que haviam sido defendidas pela direção do partido, ficou todo o povo brasileiro impossibilitado de impedir que o golpe se concretizasse, como acabou se concretizando. Esse é o caso típico de uma lição, de um ensinamento que se pode obter exatamente pelo fato de que a liderança comunista deixa de acreditar no proletariado como força dirigente da revolução, deixa de acreditar no aliado fundamental do proletariado, que é o campesinato, para lançar-se de mãos e pés amarrados diante da burguesia. Sem condições, portanto, de impedir o golpe que fatalmente virá em quaisquer circunstâncias sempre que o Partido Comunista não se preparar para a luta armada e não se preparar para organizar as forças armadas do povo, que é a única coisa que pode deter a posição, a ação dos imperialistas Norte-Americanos contra a liberdade do povo brasileiro ou dos povos da América-Latina.
Pergunta: Que forças revolucionárias e que tipo de organização crê o senhor lograria a aliança armada entre trabalhadores e campesinos que se faz necessária para chegar a criar o núcleo do exército de liberação brasileiro?
Marighella: O que nós revolucionários comunistas estamos empenhados na luta armada e temos a forte convicção que só a luta armada resolverá a questão brasileira, o que nós revolucionários, o que nós comunistas estamos pensando, é que em face da situação brasileira e das organizações que ali existem, o que deveríamos fazer é procurar lançar a luta de guerrilhas na área rural do País sem nos preocuparmos em que qualquer das organizações existentes tomasse a inciativa. Não se trata que esta luta armada, que essa guerrilha no Brasil tenha que ser organizada somente pelo Partido Comunista Brasileiro ou por qualquer outra organização existente dentre as que atuam no Brasil, sejam as organizações dos partidários de (Leonel) Brizola, de (Miguel) Arraes, do (Francisco) Julião, da Ação Popular, da POLOP, da Política Operária e mesmo das organizações da esquerda católica. O problema não se situaria, portanto, na situação agora de uma organização que fosse dar a diretiva de luta armada, mas começar a luta armada com os revolucionários de dentro e de fora do partido, e de todas as organizações que estejam dispostas dentro de um plano estratégico político global, a iniciar a luta. Fazer com que esta luta armada, que no caso brasileiro, como no caso Latino-Americano, penso, tem que ser a luta guerrilheira. Fazer com que essa luta tenha um caráter duradouro, que dure, que tenha continuidade, ainda que a principio seja luta que mobilize um grande número de homens, mas que possa obter êxito iniciais e manter-se e implantar-se na área rural do país. Isso dará confiança ao povo brasileiro e essa luta progredirá. E nessas condições, então, no processo, será possível criar-se a verdadeira organização revolucionária capaz de levar a vitória ao povo brasileiro através da luta de guerrilha.
Pergunta: É possível lutar pelas reformas de base de forma pacífica em um Brasil governador por gorilas?
Marighella: Não. Não é possível lutar por essas reforma através do caminho pacífico num Brasil com a ditadura que tem no presente momento. Já anteriormente, quando havia o governo de João Goulart, nós seguimos, ou melhor, nosso partido, sua direção, enfim, os revolucionários no Brasil seguiram esse caminho, de lutar pela reforma de base pelo caminho pacífico e sob a liderança da burguesia. Isso nos levou a um fracasso completo e total pois, nas condições atuais, a burguesia no Brasil e em outros países não tem condição de dirigir a revolução. E não há condições também, no momento em que o imperialismo lança mão de sua estratégia global, não há condições para se obter a vitória pacífica através dessas lutas pela reforma. As reforma de estrutura, de base, que necessitamos no Brasil, e de que necessitamos em muitos países da América-Latina, só se pode conseguir através da luta revolucionária. Ou melhor, através da tomada do poder pela via revolucionária. Quando somente então, e com forças armadas do povo em ação, podemos dominar a ação das forças reacionárias, a ação do imperialismo e realizar essas reformas e levar o País até o socialismo. Fora disso não é possível. E a lição que recebemos no Brasil e uma lição que pode servir para os demais povos da América-Latina.
Pergunta: Marighella, por último, gostaríamos perguntar o seguinte: que espera o movimento revolucionário brasileiro desta primeira conferência da OLAS?
Marighella: Para o povo brasileiro a primeira Conferência de Organização Latino-Americana de Solidariedade, Olas, significa muito, significa mesmo o passo mais avançado que foi dado na América-Latina, para que reunamos todas as nossas forças num plano estratégico global visando obter a liberação de nossos países do julgo do imperialismo Norte-Americano. Somente agora, e depois que a revolução cubana conseguiu sua grande vitória, e se encaminhou pelo terreno da construção do socialismo no primeiro país da América-Latina, tornou-se possível congregar todos esses esforços, dos revolucionários de toda a América-Latina, como acontece agora nessa primeira Conferencia da Organização Latino-Americana de Solidariedade para enfrentar a estratégia global do imperialismo Norte-Americano. Espero que o movimento revolucionário brasileiro saberá compreender a importância dessa primeira Conferência Latino-Americana de Solidariedade e que se junte aos esforços que todos fazemos no sentido que, como disse o comandante Che Guevara, criar um, dois três, muitos Vietnãs.
Severino Motta e Adriano Ceolin
No iG
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Protofascismo de volta na Espanha

Mariano Rajoy (foto abaixo) é o atual (recém eleito) primeiro-ministro da Espanha, do Partido Popular, agremiação protofascista que reúne todo o que resta da velha guarda franquista, bem como o seu ideário ultramontano, racista e conservador.
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Empresa dos EUA vende amostras de sangue de índios rondonienses por US$ 85 na internet

A empresa norte-americana Coriel Cell Repositories, sediada em Camden Nova Jersey, mantém à venda em seu site amostras de sangue de índios brasileiros. Por módicos US$ 85 (R$ 134,13) uma pessoa de qualquer lugar do planeta pode comprar, sem sair de casa, amostras de linhagens de células e de DNA do sangue das etnias Karitiana, Suruí e Ianomâmi. Se tiver disposta a gastar mais, a pessoa pode também encomendar amostras de sangue de índios do Peru, Equador, México, Venezuela e de diversos outros países.
A oferta do sangue ocorre há mais de uma década. No ano 2005 o caso veio à tona. À época, a CPI da Biopirataria – que estava a pleno vapor – pediu explicações à Fundação Nacional do Índio (Funai). Num passe de mágica, a Funai anunciou ter acionado a Polícia Federal (PF) e o Itamaraty para solicitar ao governo dos EUA a suspensão da oferta de sangue no site da Coriel. Mércio Pereira da Silva, então presidente da Funai, anunciou no dia 13 de abril de 2005, ao depor da CPI, que todas as medidas haviam sido adotadas no sentido de coibir o comércio do sangue.
Seis anos se passaram da promessa da Funai. Atenta aos assuntos de interesse nacional, a Agência Amazônia foi conferir se, de fato, a Coriel Repositories havia suspendido a oferta de sangue dos índios brasileiros. Um novo susto: como há quatro anos, o sangue dos índios do Brasil e de outros países ainda é oferecido a quem se dispuser pagar US$ 85 (R$ 134,13) por amostra de célula e de DNA encomendados. Para adquirir as amostras basta o comprador clicar aqui e seguir todos os passos indicados pela Coriel.
Assunto é capa do NY Times
No Brasil os jornais e as autoridades silenciaram sobre o assunto. O mesmo não aconteceu no exterior. Nos Estados Unidos, o jornal The New York Times destaca o assunto em primeira página, na edição do dia 20 de junho de 2007. Assinada por Larrry Rohter, correspondente do jornal no Brasil, destaca a polêmica envolvendo tribos indígenas da Amazônia e institutos de pesquisas estrangeiros que vendem sangue coletado dos nativos nos anos 70 e 90.
Líderes das etnias Karitiana, Suruí e Ianomâmi, escutados na reportagem, dizem não ter recebido um só centavo pela venda de seu material genético, vendido a US$ 85 cada amostra por uma firma americana chamada Coriell Cell Repositories, uma entidade sem fins lucrativos baseada em Camden, Nova Jersey.
Segundo a reportagem, os índios estariam revoltados e que “na época que as amostras foram coletadas, tinham pouco ou nenhum entendimento do mundo exterior, muito menos de como funcionava a medicina Ocidental e a economia capitalista moderna”.
A reportagem mostra que o material, supostamente obtido sem o consentimento dos índios, foi coletado sem que as autoridades brasileiras soubessem que procedimentos científicos estavam sendo realizados nas tribos protegidos por lei federal. Clique no link a seguir para ler a reportagem In the Amazon, Giving Blood but Getting Nothing (Venda de sangue indígena no exterior ‘revolta tribos na Amazônia’).
O assunto saiu na primeira página e em duas páginas internas da seção Américas do jornal mais influente do mundo. Outros veículos internacionais, entre os quais a BBC Brasil também deram destaque ao assunto. De acordo com a agencia de notícia inglesa, a venda de sangue de índios revoltou as tribos brasileiras. A BBC faz, na verdade, uma pequena tradução da reportagem do The New York Times. Apesar da repercussão lá fora, pouco se fez para apurar o caso.
Até agora a medida de maior impacto partiu do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Ao analisar os autos do processo 2002.41.00.004037-0, o TRF, determinou o retorno imediato à Justiça Federal em Rondônia. A ação foi impetrada pelo Ministério Público Federal (MPF) naquele Estado e pede R$ 500 mil de indenização de pesquisadores pela coleta ilegal de sangue de índios da etnia Karitiana. A continuidade do processo foi decidida por unanimidade pela 5ª Turma do TRF.
A ação do MPF cobra dos pesquisadores indenização por danos morais porque eles teriam feito a coleta de sangue sem autorização expressa dos indígenas e da Fundação Nacional do Índio (Funai). Também pede o ressarcimento por possíveis prejuízos causados aos indígenas pela suposta destinação que deram ao material colhido (o sangue). Atualmente, o caso retornou ao TRF. No dia 1º último a Procuradoria Regional da República pediu vista do processo.
Sem qualquer burocracia
A oferta do sangue dos índios brasileiros é escancarada. Ao ingressar no site da Coriel Cell Repositories o internauta, se conhecer um pouco do idioma inglês, não enfrentará muita burocracia para encomendas das células e do DNA de sua preferência. Nas páginas internas da Coriel, a pessoa escolhe as amostras, preenche um formulário e justifica seu pedido. Um dos requisitos para adquirir o sangue é se passar por pesquisador da área médica.
Em seguida, o cliente autoriza a compra (no cartão de crédito ou débito) e, por fim, envia seus dados por fax ou e-mail para a empresa nos Estados Unidos. Supõe-se que o endereço seja para o envio das amostras, já que a Coriel promete em seu site entregar os componentes de sangue dos índios brasileiros e de demais países em qualquer lugar do planeta.
Compra feita resta ao adquirente do sangue apenas esperar a encomenda. A Coriel Repositories garante a entrega do produto. A empresa, no entanto, faz uma ressalva: só “distribui”, ou melhor, vende por R$ 85, as culturas de pilhas e as amostras do DNA “à profissionais qualificadas que são associadas com as organizações de pesquisas médicas, educacionais, ou industriais”.
Empresa possui 1 milhão de amostras
A Coriel Repositories anuncia que possui quase 1 milhão de recipientes com sangue em seus bancos. De 1964 para cá, a empresa já comercializou 120 mil amostras de células e outras 100 mil de DNA de sangue. Esse volume de material foi espalhado a cientistas de quase 60 países. O laboratório exige do comprador apenas uma descrição de como o produto vai ser usado e um termo de garantia com detalhes dos termos e das condições de venda. Feito isso, as linhagens celulares e as amostras de DNA Karitiana são enviadas a quem as comprou.
As primeiras denúncias de coleta e venda de amostras de sangue dos índios de Rondônia surgiram em 1996. Um ano depois, a Câmara criou uma comissão externa para investigar esse e outros casos de biopirataria na Amazônia. Na época, constatou-se que era possível adquirir amostras de sangue pela internet de crianças, adolescentes, mulheres, homens e velhos das duas tribos brasileiras.
Dez anos depois, o sangue continua à venda no site da Coriell Cell. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar o caso. Até agora, no entanto, não prendeu nenhum dos suspeitos de envolvimento no caso.
Confira aqui os tipos de sangue e células colocadas à venda pela empresa norte-americana.
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A maracutaia da vez: chips nos carros

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), e o suplente de senador João Faustino (PSDB-RN) estão encrencados com o Ministério Público por conta de contratos milionários assinados com donatarias de inspeções veiculares. É o escândalo da vez. Mais adiante virá o dos chips.
Em 2006, a Resolução 212 do Conselho Nacional de Trânsito mandou que, até meados de 2010, nenhum veículo pudesse ser licenciado sem que nele houvesse um chip. Ele transmitiria dados para dezenas de milhares de antenas, que os remeteriam a centenas de centrais de processamento.
Repetindo: nenhum veículo seria licenciado sem chip, nem em São Paulo, onde havia 4,5 milhões de carros e caminhões, nem em Uiramutã (RR), na fronteira com a Venezuela, onde existiam dois carros, um caminhão e duas motocicletas.
A traquitana custaria algo como R$ 4 bilhões. Diziam que serviria para reprimir os furtos. Lorota, pois o ladrão arranca o chip e leva o veículo ao desmanche.
Diziam também que os donos de carro não pagariam nada. Quem pagaria? Todo mundo, mesmo a patuleia pedestre.
Serviria, na melhor das hipóteses, para fechar grandes contratos. Na pior, para criar pedágios urbanos.
A resolução de 2006 deu em nada. Em 2008 (ano de campanha eleitoral), anunciou-se que a negociação dos contratos seria reanimada, mas o assunto saiu da agenda.
No ano seguinte, a resolução foi reescrita e o início da festa foi transferido para junho de 2011, tanto em São Paulo como em Roraima. Novamente, deu em nada. Em julho deste ano, decidiu-se que a festa dos contratos começará no dia 1 de janeiro de 2012 (ano de campanha eleitoral).
Nenhum país do mundo tem sistema semelhante, porque em país algum apareceram fornecedores de equipamentos com tanta ousadia. Ninguém quer vender antenas para Uiramutã, onde só há um serviço de emergência pediátrica. O filé está na venda de equipamentos para grandes cidades, igualzinho ao que ocorreu com as inspeções veiculares.
Elio Gaspari
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Ministra italiana chora ao anunciar medidas neoliberais

Chorou porque talvez saiba que, por mais medidas de austeridade
que se tomem, a Europa já não tem solução
Cabia-lhe apresentar parte das medidas do novo pacote de austeridade aprovado pelo Governo italiano. Sob a pressão das câmaras, Elsa Fornero não conseguiu pronunciar a palavra "sacrifício" – a voz e as lágrimas atraiçoaram-na, quando falava, ao vivo, para milhões. Veja abaixo o vídeo. As imagens correram mundo. A voz embargada e as lágrimas da ministra do Trabalho marcaram ontem o anúncio do novo pacote de austeridade em Itália. Elsa Fornero estava a anunciar o aumento do número de anos mínimos de descontos para que um italiano possa se aposentar sem sofrer cortes – 42 para os homens e 41 para as mulheres. Quis pronunciar a palavra “sacrifício” mas não foi capaz. Coube ao primeiro-ministro, Mario Monti, elencar todos os sacrifícios que serão pedidos aos italianos para que o país possa eliminar o déficit orçamentário em 2013, permitindo que a sua gigantesca dívida (quase 120% do PIB) entre numa rota descendente mais sustentável.
Vídeo do Esquerdopata
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Uphir mostra incompetência; mas gosta de dar pitaco no Enem

Sobre os problemas ocorridos na aplicação da 2ª fase do Exame de Ordem: Houve sim quebra do Princípio da Isonomia
A GazetaWeb publicou em seu site o que ocorreu exatamente quando perceberam os problemas na prova:
De acordo com um dos membros da comissão de Exame da OAB/AL, Marcelo Monteiro, houve uma inversão de tipificação legal nas perguntas, por conta disso, o Conselho Gestor em Brasília, decidiu conceder mais 30 minutos para todos os candidatos, respeitando o direito de isonomia. “Infelizmente ocorreu essa errata, o Conselho ofereceu uma solução aos candidatos, mas aqueles que se sentirem lesados podem recorrer buscando os seus direitos”, disse.
Fonte: GazetaWeb
Já havíamos abordado isso aqui – Erratas na prova subjetiva de Penal atrapalham aplicação do Exame de Ordem
A ideia da OAB era evitar problemas na prova corrigindo, durante sua aplicação, os problemas de redação então detectados.
A correção, via divulgação das erratas, acabou por comprometer a prova de muitos candidatos, quebrando, exatamente, o Princípio da Isonomia.
E como se deu essa quebra? Podemos elencar uma série de circunstâncias:
  1. Erratas avisadas em horários distintos: em algumas localidades, após meia hora de prova, em outros, após duas ou três horas, em outras partes do país, após quatro horas de prova;
  2. Vários candidatos afirmaram que não foram anunciadas as erratas;
  3. Candidatos instruídos, contra o edital, a refazerem seus argumentos no verso da prova;
  4. Em algumas localidades não foram acrescidos os 30 minutos determinados pela OAB;
  5. Rasuras imensas nas provas, principalmente penal, porquanto havia alteração na tese jurídica a ser empregada;
  6. Os candidatos foram atrapalhados pelos fiscais com a divulgação das erratas.
A OAB se antecipou e já descartou a possibilidade de qualquer anulação das provas – OAB divulga comunicado e afasta qualquer possibilidade de anulação das provas
A divulgação da uma errata em uma prova de massa só poderia dar nisso.
Não creio que as reclamações sejam muito intensas até a divulgação do resultado final (26/12). Mas quando os alunos constatarem que foram injustiçados, aí a revolta será grande.
Pela natureza e amplitude das reclamações, parece-me que o MPF está legitimado a intervir. Houve CLARA quebra do Princípio da Isonomia.
Antes, entretanto, vamos esperar uma mudança de postura da OAB e uma flexibilização, no mínimo, dos critérios de correção da prova, de forma a não prejudicar os candidatos.
É uma situação complexa, mas estou convencido quanto a uma coisa: os candidatos foram efetivamente prejudicados.
Acompanharemos o desenrolar disso tudo.
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Máfia do carvão em Minas usou avião do banqueiro Daniel Dantas

Grupo Opportunity tenta na Justiça liberar jatinho avaliado em R$ 10 mi e apreendido na operação "Corcel Negro II"
O banqueiro Daniel Dantas foi preso em 2008 na operação Satiagraha
Antonio Cruz - ABR
O grupo Opportunity, ligado ao banqueiro Daniel Dantas, pediu à Justiça mineira a liberação de um avião de médio porte, avaliado em R$ 10 milhões, apreendido na operação “Corcel Negro II”, que desbaratou um esquema de sonegação fiscal e extração ilegal de carvão, conhecido como “máfia do carvão”. O Hoje em Dia teve acesso aos documentos que correm na Justiça estadual.
Na documentação apresentada à Justiça, os advogados alegam que a aeronave, modelo 750 Cessna Aircraft, prefixo PT-WUM, pertence ao grupo Opportunity. O avião, no entanto, está registrado na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), como sendo de propriedade da ADE Táxi Aéreo, empresa que segundo o Ministério Público Estadual pertence a Urbano Ferraz Gontijo, apontado como um dos chefes da máfia do carvão. A aeronave é uma das mais velozes do mundo para uso civil. Oficialmente, ela era utilizada para o serviço de taxi aéreo.
A ADE teve todos os bens confiscados por ordem judicial durante a “Corcel Negro II”, realizada pelo Ministério Público Estadual em conjunto com a Secretaria de Estado de Fazenda, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em julho passado. De acordo com as investigações, que já se converteram em ações judiciais na comarca de Monte Azul, no Norte de Minas, a empresa seria um dos tentáculos da família Gontijo, acusada de extração ilegal de carvão e lavagem de dinheiro, entre outros crimes.
Ao cumprir os mandados de busca e apreensão e bloqueio dos bens, os integrantes da força-tarefa que resultou na “Corcel Negro II” encontraram o avião no hangar da ADE, no aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. Ele está em poder da Justiça. Para surpresa do MPE, há cerca de um mês a Cooper Air Representação Ltda. pediu o desbloqueio da aeronave alegando ser a verdadeira proprietária. Esta empresa está registrada em nome da Araucária Participações e de Rodrigo Otávio de Paula.
A Araucária pertence à OPPI Fundo de Investimentos em Ações, popularmente conhecido como um fundo de investimentos de Dantas. Na operação “Satiagraha”, desencadeada em 2008, a Polícia Federal revelou que a Araucária tinha como endereço a sede do Opportunity, no Rio de Janeiro, e pertencia à irmã de Dantas, Verônica Dantas.
As autoridades envolvidas no caso da aeronave tentam desvendar o mistério que envolve o banqueiro e a máfia do carvão. Nos documentos apresentados pela Cooper, a ADE Táxi Aéreo teria realizado uma Sociedade em Conta de Participação com a empresa INC Empreendimentos e Participações S/A para a aquisição da aeronave. De acordo com o Ministério Público, a INC também pertence à máfia do carvão.
“Pelo contrato, datado de 6/04/2011, a INC contribuiria com R$ 10,5 milhões para aquisição de uma aeronave e de mais R$ 3 milhões para capital de giro. A INC por sua vez, teria firmado um dia antes, em 5/04/2011, um contrato de mútuo com a Alcobaça Consultoria e Participações S/A, cujo sócio majoritário é o Banco Opportunity S/A (leia-se Daniel Dantas)”, destaca trecho da descrição do Ministério Público em documento que relata a explicação dada pelas empresas ligadas a Dantas.
Pela justificativa apresentada, a INC teria recebido o dinheiro da Alcobaça para comprar o avião. Mais tarde, ela teria dado o jatinho executivo como pagamento da dívida. Já a Alcobaça teria cedido o bem à Cooper. No dia 16 de agosto deste ano, a Cooper e a ADE realizam o distrato, ou seja, cancelaram a operação.
Conforme a ação do Ministério Público, entre as justificativas apresentadas pelas empresas está a de que o cenário internacional não contribuiu para o desenvolvimento da atividade. Em outubro deste ano, a Cooper, com sede em Belo Horizonte, pediu à Axis – interventora legal da INC – que tentasse o desbloqueio judicial da aeronave. Em um dos documentos apensados ao processo, a empresa sustentou que foi feito um depósito de R$ 10,5 milhões da Alcobaça para a INC. Foi anexado um comprovante de depósito de uma conta bancária da empresa ligada a Dantas.
Agora, caberá à Justiça decidir se o avião ficará em poder da Justiça ou será entregue à empresa da família Dantas.
Amália Goulart
No Hoje em Dia
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Devagar com o andor porque o santo é de barro

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Milagreiro Valdemiro procurou um hospital para curar seu joelho

Pastor  diz  que Deus o usa para curar câncer,
 mas recorreu à medicina para seu joelho
O milagreiro Valdemiro Santigo (foto), 48, chefe da Igreja Mundial, se submeteu no dia 21 de novembro a uma cirurgia no Hospital Albert Einstein em São Paulo para resolver um problema no joelho.
A informação é do Globo de hoje, mas um dia depois da operação um leitor anônimo postou neste blog que na rua Carneiro Leão, onde fica a sede da Mundial, em São Paulo, já corria a notícia da operação do joelho de Valdemiro.
“Você [Valdemiro] cura portadores do vírus da Aids, mas não consegue curar o seu próprio joelho”, escreveu o leitor.
Para não ser acusado do crime de charlatanismo, Valdemiro afirma constantemente que quem cura não é ele, mas Deus. O “ungido”, conforme dizem seus fiéis, além de viabilizar a cura de Aids, faz paralítico andar, cego enxergar, pessoa com câncer terminal ficar boa, defunto levantar, etc. Em dois ou três programas na TV, Valdemiro faz mais milagres do que Jesus em toda a Bíblia.
Recentemente, em um dos seus programas, provavelmente antes da operação de seu joelho, Valdemiro disse que o “médico é importante, mas quem dá a última palavra é Deus”.
Em seu caso, contudo, quem deu a última palavra foi um dos dois melhores hospitais do Brasil (ou outro é o Sírio Libanês), com excelentes equipes médicas e equipamentos de tecnologia avançada. É também um dos hospitais mais caros.
A Mundial, com 4.500 templos, é a igreja pentecostal que mais tem crescido no Brasil graças aos “milagres” de Valdemiro. O Globo, na reportagem de hoje, diz que a construção de um templo para 150 mil fiéis pela Mundial mostra que a denominação ameaça a hegemonia da Igreja Universal, que possui cerca de 5.000 templos.
O jornal informou que Valdemiro mora em um condomínio de luxo em Alphaville, na região da Grande São Paulo e perto da rodovia Castelo Branco. Ali, os congestionamentos de trânsito se agravaram neste ano, mas isso não é problema para Valdemiro. Ele tem um helicóptero. Para viagens longas, usa um avião.
Valdemiro tem vida de milionário, mas disse recentemente que isso não se deve à Mundial. “Hoje, tenho o fogão que quiser. Como o que quiser, moro onde quiser, mas não dependo dez centavos da igreja, nenhuma moeda da igreja.” Com a sua mulher, a Francileia, 46, e outro sócio, ele é dono de uma empresa de comunicação e de uma gravadora de CDs.
Além da abundância de milagres que diz proporcionar, o seu diferencial em relação a Edir Macedo, o chefe da Universal, é a criatividade para arrecadar dízimo.
Ele já foi o inventor do trízimo (10% para o Pai, 10% para o Filho e 10% para o Espírito Santo). Na loja de sua igreja, já houve meias ungidas vendidas a R$ 153 o par, martelinho sagrado de R$ 1.000, entre outras enganações respaldadas pela Constituição que garante ao brasileiro a liberdade de acreditar no que quiser e o que tem sido uma brecha para charlatães.
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Charge online - Bessinha - # 921

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Oposição denuncia fraudes em votações na Assembleia de MG

A oposição do governo de Minas Gerais apresentou formalmente à Mesa Diretora um pedido de investigação do processo de votação realizado na Assembleia Legislativa do Estado. A denúncia aponta deputados da base aliada que têm os votos computados, mesmo ausentes das sessões.
O deputado estadual Antônio Lerin (PSB) estava, na quarta-feira, a quase 500 km de distância de Belo Horizonte e, mesmo assim, teve um voto registrado pelo painel da assembleia em uma votação de lei. Outro deputado da base aliada, Juninho Araújo, também teve o seu voto computado, mesmo sem estar no plenário. Para validar o voto, o deputado precisa digitar uma senha de cinco dígitos e há suspeitas de que outros deputados tenham votado pelos ausentes.
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Se Alexandre Kalil acha que seu Atlético entregou o jogo...

Exemplar do grupo que está na "elite" 
dos dirigentes do futebol
Dos jogos que valiam alguma coisa na última rodada do Brasileirão, um chamava a atenção. O Atlético-MG, que se safou de qualquer ameaça de rebaixamento quando derrotou o Botafogo na penúltima rodada da competição, tinha a oportunidade de ouro de rebaixar o seu maior rival, o Cruzeiro, uma das cinco equipes da Série A que não conhecem a segunda divisão.
Mas o sonho atleticano ruiu da pior forma possível. Não só o Cruzeiro se salvou, como o fez com uma goleada inapelável: 6 a 1. Até aí, é ruim mesmo perder para o rival por esse placar, atuando com os titulares, ainda mais criando-se tanta expectativa em cima de uma partida que não era tão fundamental para o clube. Mas o presidente do Atlético mostrou que nada que é péssimo não pode ser piorado.
Alexandre Kalil, rei das contratações furadas de medalhões no futebol brasileiro, resolveu mais uma vez abrir a boca. E foi bastante assertivo: “A torcida do Atlético não merece esta vergonha, cansei de prometer, de fazer para jogadores, tinha um bicho que eu tinha prometido, se saísse do rebaixamento, de R$ 1 milhão, este bicho está sendo cancelado, não tem palavra, dei o bicho e acabo de tomar. Fomos desmoralizados”, disse em entrevista à Rádio Itatiaia.
Mas não ficou nisso. “Teve festa no meio da semana, saímos do rebaixamento e abandonamos o campeonato diante do Botafogo. É uma vergonha, até eu estou achando que houve um acerto para entregar o jogo para o Cruzeiro tamanha desmotivação e falta de compromisso.”
Opa, aí a coisa fica complicada. Se o presidente de um clube insinua, mesmo que tomado pela raiva, ainda que sendo sarcástico, que o seu próprio time entregou o jogo para maior rival, cabe não só aos procuradores da Justiça Desportiva como à própria torcida cobrar do dirigente que ele apresente provas do que fala. Senão, ele só estaria justificando seu planejamento equivocado, que fez com que sua equipe só disputasse a competição para não ser rebaixada. Aliás, quem oferece prêmio para elenco não cair para a segunda divisão está assumindo a própria fraqueza. Se os atletas cumprem o combinado e escapam da degola, do que reclama o presidente?
Com declarações desse nível, Kalil justifica que jogadores de outros clubes, como Cléber Santana, falem coisas como: “Não existe um clássico como esse. Pelo momento do Cruzeiro, o Atlético-MG tem um time melhor, e tomar 6 x 1 em um clássico... Deve ser coisa da federação, certeza, trabalharam para isso. Mas nós ficamos dependendo dos outros.”
Já passou da hora dos cartolas serem minimamente responsáveis. E a torcida (de todos os times) deveria cobrar deles, ao invés de ficar tomando conta da vida particular dos jogadores e reclamando da arbitragem.
E a irônica torcida cruzeirense "homenageou" Cuca, o técnico do Galo, que treinou o rival mineiro nas primeiras cinco rodadas do Brasileirão. Veja aqui.
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