3 de dez de 2011

O território indígena é do Brasil

Enquanto alguns estão preocupados com a crise econômica do país, os povos indígenas sem perspectivas se preocupam com os projetos de desenvolvimento sustentável que precisam ser executados e, se possível com certa urgência.
Por exemplo; em 2008, quando o STF, deu por encerrado o processo da demarcação da TI Raposa Serra do Sol/RR, e a sentença que só saiu em 2009, após o Ministro Marco Aurélio Mello, pedir vistas deste processo, falavam na época que estava sendo criada a nação indígena no Norte do país, o que deixou muitas pessoas preocupadas, talvez fosse pela falta de esclarecimento.
O que estas pessoas desconhecem, é que o território onde habitam os índios é do Brasil.
-se que desde Marechal Rondon, os povos indígenas sempre quiseram viver em seu mundo, para isso criou-se o SPI, depois vieram os Villas Boas que tiveram a compreensão e o respeito para com os índios de forma a mostrar e preparar como conviver com o outro lado e viver em harmonia com os brancos.
Na década de 80, Darci Ribeiro, tentou ajudar a população indígena do Brasil, ajudando a eleger o cacique Juruna, primeiro deputado federal eleito pelo estado do Rio de Janeiro, o qual caiu no descrédito, porque passou a ser ridicularizado ao dizer que “políticos não honram suas palavras’’ e levava um gravador no pescoço para ter provas.
Os tempos passaram e muita coisa mudou, quer dizer na teoria, porque na prática está no mesmo.
Voltando a 2009, com a demarcação da TI Raposa Serra do Sol, percebe-se que o sentimento da perda passou a dominar os não índios, e aí após reuniões, e discussões dos que podiam decidir o futuro dos povos indígenas, chegaram a conclusão da criação das 18 recomendações, condições imposta pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito, quando votou no STF sobre a Reserva Raposa Serra do Sol de Roraima que muitos conhecem.
A primeira recomendação do STF esclareceu que, os índios não são donos das terras que ocupam, elas pertencem a União, elas são e sempre serão da União. Ou seja, o governo cria uma reserva e dá aos índios apenas o usufruto da terra, o que eles podem fazer é apenas morar (quando alguém permite), e tomar conta (vigia) da grande ‘’geladeira natural’’ que não pertence somente aos índios, mais de todos os brasileiros.
Como pode o estado fazer um trabalho imenso de identificação, reconhecimento, demarcação e homologação de uma terra para os índios habitarem oferecendo apenas o usufruto parcial e sem mais nem menos, resolve construir uma hidrelétrica e retirá-los desta área uma vez que as reservas e suas fontes de sobrevivência não lhes pertencem, o que se pensa, é que aos índios é dado apenas o direito de passar um tempinho ali naquele terreno, até a proprietária do terreno (A União), decidir qual a benfeitoria que vai fazer em nome do progresso.
Isso tudo respaldado nas recomendações do ministro Direito, que acatadas por seus pares no STF criou-se regras de princípios constitucionais que serve até para o caso da hidrelétrica de Belo Monte, como por exemplo; condições número 2- ‘’O usufruto dos índios não abrange a exploração de recursos hídricos e potenciais energéticos, que dependerá sempre da autorização do Congresso Nacional’’ e 5 –‘’O usufruto dos índios fica condicionado ao interesse da Política de Defesa Nacional. A instalação de bases, unidades e postos militares e demais intervenções militares, a expansão estratégica da malha viária, a exploração de alternativas energéticas de cunho estratégico e o resguardo das riquezas de cunho estratégico a critério dos órgãos competentes (o Ministério da Defesa, o Conselho de Defesa Nacional) serão implementados independentemente de consulta às comunidades indígenas envolvidas e á FUNAI’’.
Na teoria, os índios contam com muitos direitos assegurados, mas na prática a coisa não é bem assim, é o que todos aprendem logo que se envolvem e passam a conhecer e defender as causas indígenas.
Para aqueles desinformados, que acham que os índios vivem em uma ‘’geladeira natural’’ podendo usufruir de tudo, leia com bastante atenção, (para não escrever e falar besteira depois), condição número 8- ‘’O usufruto dos índios na área afetada por unidade de conservação fica restrito ao ingresso, trânsito e permanência, bem como caça, pesca e extrativismo vegetal, tudo nos períodos, temporadas e condições estipuladas pela administração da unidade de conservação, que ficará sob a responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade’’.
E tem mais, se qualquer cidadão brasileiro ou não, quiser visitar uma aldeia indígena e sentir vontade de pescar, caçar ou mesmo colher frutas para comer ou levar para sua família, também não pode, quer ver; condição número 15 –‘’É vedada, nas terras indígenas, qualquer pessoa estranha aos grupos tribais ou comunidades indígenas a prática da caça, pesca ou coleta de frutas, assim como da atividade agropecuária extrativa’’.
Com a chegada de um novo ano, se espera que a Presidenta Dilma, que provavelmente fará mudanças em alguns setores, lembre-se também de mudar algumas pessoas que trabalham nos órgãos de assistência aos índios apenas pelo salário, não tendo a mínima identificação com o trabalho ao qual foi designado.
Existem também, as chamadas influências políticas que faz com os bens intencionados passem a sofrer campanhas dentro do próprio órgão, a fim de derrotá-lo com o intuito de recolocar aqueles já viciados ao antigo sistema. Espera-se, que também no setor indígena a Presidenta do Brasil Dilma Rousseff, possa varrer e tirar os malfeitos.
Sei que hoje existem muitos interesses em jogo envolvendo índios e, de isolados e marginalizados, passaram a ser defendidos até por artistas globais, que em atos teatrais bem ensaiados, tiram até sutiã para chamar atenção para suas “preocupações”, com os índios, Amazônia etc., mais diante dessas condições impostas pelo STF em áreas indígenas, não vai ter sutiã que vai dar jeito.
Enquanto isso, os índios guaranis kaiowá são massacrados no MS, e nos outros estados os indígenas não tem nenhuma melhora em suas vidas, suas reivindicações não são atendidas e aqueles que ousam buscar ajuda nos centros urbanos, são enganados e jogados em garagens imundas e fétidas convivendo com ratos lixos e sucatas de carros velhos enferrujados, comendo o pão que o diabo amassou, sendo humilhados e tratados pelo estado, como párias.
Quanto aos órgãos de assistência aos índios deveria exercer suas finalidades de promover o desenvolvimento sustentável, fazer a proteção e defesa das terras e dos povos indígenas, garantido lhes assistência jurídica, além e claro da identificação e demarcação,sem se envolverem em parcerias delegando poderes que é da esfera federal, a órgãos de estados e municípios que não possui projetos específicos para o povo indígena tentando o domínio, manipulação e cooptação de falsas lideranças através da persuasão, para manter os índios de certa forma tutelados a regimes políticos oligárquicos, que tentam manter os índios dentro de uma redoma para serem usados em situações que favoreçam quem detém o poder.
O índio é uma questão federal, desde que estejam habitando em suas aldeias e comunidades ou em terras que tradicionalmente ocupam. Tudo que envolvem seus interesses e direitos, deverá ser resolvido nesta esfera. Se estiver integrado, a comunhão nacional, vivendo como todos os cidadãos brasileiros em áreas urbanas, seus direitos e deveres são os mesmos que qualquer cidadão, tendo que respeitar as leis vigentes dos municípios, estados e país.
Regina Silva Kokama
No Advivo
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Assembleia do PR vai gastar quase R$ 1 mi para divulgar ‘economia’ feita pela Casa

Rossoni. Charge da Gazeta do Povo
A propagada economia de recursos públicos da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná vai virar tema de outdoors que serão espalhados pelo Estado no início de 2012. A previsão é que 120 painéis publicitários estampem uma mensagem que tenha de referência algo como: ”R$ 90.000.000,00 de economia. O Paraná pediu, a Assembleia Legislativa mudou. Fiscalize: www.alep.pr.gov.br”, conforme consta em edital. O valor que consta na mensagem serve apenas de norteador para o texto.
A instalação dos outdoors está prevista em processo licitatório aberto pelo Legislativo estadual na última quarta-feira e prevê a contratação de uma empresa especializada em mídia exterior para a produção e a veiculação dos outdoors, que podem ter um custo de até R$ 800,00 cada, ao valor total de R$ 96 mil. Do total de outdoors, 20 serão colocados na cidade de Curitiba, outros 18 na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), 10 no litoral do Estado e seis em Londrina. ”Vimos no outdoor um custo-benefício mais abrangente e um meio eficiente para alcançar o maior número de pessoas, além de estimular a participação das pessoas no trabalho legislativo”, explicou o diretor de Comunicação da AL, Hudson José.
Segundo o edital, caberá à empresa sugerir os locais de fixação dos outdoors, com descrição detalhada da localização, com endereço, ponto de referência, proximidades e imagens dos locais. O serviço será adquirido por meio de pregão presencial, que acontece no próximo dia 12.
Desde que assumiu a presidência da AL, em fevereiro deste ano, o deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB) afirmou que novas medidas praticadas pela gestão da Casa possibilitariam economizar verba do Legislativo e que esse dinheiro seria devolvido ao governo do Estado. Assim, duas parcelas de R$ 10 milhões já foram entregues ao Executivo, com o anúncio de destinação dessa verba excedente para áreas como saúde, segurança pública e social.
Uma prestação de contas final sobre os gastos e economias da AL durante este ano será feita por Rossoni e pelo primeiro-secretário da Casa, Plauto Miró (DEMo), no próximo dia 15, quando eles devem anunciar o total de dinheiro destinado ao Legislativo e que não foi gasto. Entre os anúncios de corte de gastos, Rossoni não deixou de ser alvo de críticas, nas últimas semanas, por decisões como a compra de um televisor de última geração (de 60 polegadas, com tecnologia 3D, para ser instalado em um dos corredores da AL, ao custo de R$ 7.459,99) e pela aquisição de horas voo de uma aeronave para trajetos até o interior do Estado. Esse serviço pode chegar a um máximo de R$ 300 mil, por 12 meses, e a presidência da AL diz que o uso será ”pontual”.
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Liberdade para os Beagles!‏

Esses cães foram resgatados em uma industria de cosméticos falida. Eram usados para testar produtos...
Nunca tinham pisado fora da gaiola nem sentido a luz e o calor do sol.
Carlos Cassaro
Do Boteco de Aeroporto
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Charge online - Bessinha - # 917

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A crise, os banqueiros e a intervenção do Estado

Na crise de 1929, quase todos os grandes países entenderam que a questão se centrava no desemprego e que era necessária a intervenção do Estado nas atividades econômicas, a fim de dar trabalho aos homens e, com ele, a produção de bens de consumo à sociedade.
O que mais surpreende na crise econômica e social na Europa e nos Estados Unidos é a desmemória dos governantes de nossos dias. Não fosse isso, e estariam, em seus encontros, relembrando a crise econômica e política dos anos 20, que chegaria ao seu auge em 1929, e nas medidas tomadas pelos governantes daquele tempo a fim de resolvê-la. Quase todos os grandes países entenderam que a questão se centrava no desemprego, e que era necessária a intervenção do Estado nas atividades econômicas, a fim de dar trabalho aos homens e, com ele, a produção de bens de consumo à sociedade. Foi essa consciência que promoveu a maior e mais bem sucedida intervenção na economia, a do New Deal de Roosevelt, sem que fossem violados os princípios constitucionais nem o sistema democrático.
Foi um homem do povo de situação profissional muito modesta, o assistente social Harry Hopkins, que convenceu Roosevelt, ainda como governador do Estado de Nova Iorque, a tomar o partido dos pobres, durante a grande crise econômica de 1929. Hopkins conhecia a miséria por dentro, trabalhando junto aos miseráveis dos cortiços do baixo East Side de Nova Iorque.
Enquanto Herbert Hoover, o presidente anterior, de olhos perdidos nas névoas, prometia o retorno da prosperidade ao país, Roosevelt, a conselho de Hopkins, autorizou vasto programa de ajuda em seu estado, não só com o fornecimento de comida e agasalhos aos desempregados, mas, também, com a criação de empregos temporários. A experiência foi transferida para o governo federal, com a eleição do democrata em 1932. Em seu discurso de campanha, Roosevelt prometeu “new deal”, novo pacto nacional em favor do “forgotten man”, do homem esquecido pelos governos.
Ao assumir, o presidente não se preocupou em salvar bancos, nem banqueiros, mas, sim, em reestruturar o sistema financeiro em bases seguras, que evitassem as fraudes e a especulação. Seu primeiro cuidado, nesse setor, é conhecido: criou um sistema federal de seguros, para proteger os depositantes, e, com a Security Exchange Comission, estabeleceu a fiscalização contra as fraudes bancárias que haviam levado à crise de 1929. Infelizmente, os banqueiros retomaram todo o seu poder, começando por impor à Casa Branca seus secretários de Tesouro, como vemos em nossa atualidade.
Mais importantes foram as drásticas intervenções na agricultura, na indústria e nos serviços, com a criação de milhões de empregos, o que significou aumento de consumo e desenvolvimento generalizado da economia. Ao mesmo tempo, a mão de obra não absorvida pela recuperação industrial foi empregada nas grandes obras públicas, como as do Vale do Tennessee, que incorporaram à vida moderna dos Estados Unidos as zonas atrasadas dos sete estados da extensa região.
O nazismo e o fascismo italiano – o que não os redime, de forma alguma, dos crimes contra a Humanidade que praticaram – também assim entenderam. No caso da Alemanha, a mobilização se apoiou no espírito de revanche contra a derrota militar, e a indústria bélica impeliu o crescimento da economia, com o pleno emprego na indústria, nos serviços, nos corpos militares e policiais. Na Itália de Mussolini, a criação do IRI (Instituto pela Reconstrução Industrial), conduzido pelo antigo socialista Alberto Beneduce, foi a mais violenta intervenção do Estado na economia, desde a Revolução Soviética. Em 1934, 48,5% de todas as atividades industriais e de serviços se encontravam sob o domínio do Estado. E a intervenção no sistema bancário foi radical: os bancos foram compelidos a transferir para o IRI toda a sua participação nas atividades industriais, fosse em ações, fosse em créditos, o que significou o domínio das principais indústrias pelo governo.
Beneduce resumiria essa intervenção no relatório da presidência do IRI, ainda em março de 1934. Depois de registrar que, ao contrário do que se temia (uma corrida aos bancos), a intervenção fora muito bem vista pelo público, escreve Beneduce: “Naquele momento cessou uma tradição de sujeição do Estado aos bancos que, por longos anos, dele haviam subtraído o comando dos órgãos essenciais à política de crédito”.
Se Beneduce fosse ainda vivo, podemos imaginar o seu desespero ao ver o governo da Itália entregue a Mário Monti, simples serviçal de um banco internacional, o Goldman Sachs. Ele, que sempre via o Estado a serviço da nação, teria preferido o fascista Mussolini no comando da Itália ao membro do grupo de Bielderberg.
Beneduce era, como ele mesmo se identificava, homem das classes populares, menino pobre de Caserta, senhor de privilegiada inteligência matemática e um gênio financeiro, que dera às suas filhas os nomes de Idéia Socialista, Vittoria Proletária e Itália Líbera. Sua colaboração com Mussolini se explica pelo seu patriotismo, embora não seja pelo seu natural antifascismo, mas não há dúvida de que foi um êxito da intervenção do Estado na economia.
É bem provável que Ângela Merkel, Sarkozy, Rajoy, Berlusconi, Durão Barroso e seus comparsas não saibam quem foi Hopkins e quem foi Beneduce, nem o seu papel na recuperação da economia de seus paises. Do New Deal e do IRI devem ter noções tão vagas quanto as das crateras marcianas. Mario Draghi, Mario Monti e outros tecnocratas devem ter aprendido um pouco das duas experiências em seus bancos acadêmicos. Mas lhes falta, como falta aos falsos líderes de hoje, aquela consciência de classe, de que foram portadores, de um lado e do outro do Atlântico, Harry Hopkins, filho de pequeno caixeiro-viajante e lojista do interior, e Alberto Beneduce, o menino pobre de Caserta, que teve, o seu primeiro emprego em uma feira de bairro.
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Da democracia ao totalitarismo

 Artigo publicado em: 22-Nov-2009 - Sempre Atual 

Hoje em dia uma das expressões mais utilizadas, para além da palavra Corrupção é Ética Social. Lado a lado! Nas vésperas da cimeira mundial sobre a segurança alimentar, nos passados dias 16 e 18 de Novembro, Jacques Diouf da FAO e Ban-Kimoon da Onu, levaram a cabo uma greve de fome de 24 horas como protesto contra a fome crónica mundial e ausência de medidas concretas para atacar esse grave problema. Resolveram assim fazer um apelo aos líderes mundiais e à população em geral para que aderissem ao "projecto"!
Projecto?! de quem da ONU? da FAO? dos LIDERES MUNDIAIS?! Cheira-me a esturro!
Estes projectos deixam muito a desejar... realmente deixam, mas estão a banalizar-se e de que maneira! Estão a aproveitar a capacidade mimética (imitação) inerente ao homem e a sua bondade já tão mitigada! Agora pelos vistos, querem que seja a população em geral, a tomar a responsabilidade do que se passa no mundo? que diabo se passa?! Mas como me disseram, nós temos de ajudar, nós somos as ONG, o Estado e a ONU.
O quê?! Mas afinal somos essas organizações, apenas no que toca a dar contributo?! E quanto ás decisões que tomam, sem que a população em geral o saiba e onde é apenas um peão mandado, como no caso dos capacetes azuis?! E quanto às decisões de distribuição do dinheiro público?! E quando decidiram esses banqueiros e especuladores financeiros despoletar a crise?! A população participou?
Dizem que temos de ajudar os outros, agora mais do que nunca. Mas exactamente por sermos o Estado e a ONU, por sermos indivíduos e não apenas obreiros desses Estados e dessa ONU, exactamente por isso, pois não somos máquinas nem autómatos, é que devemos dizer, o quanto neste momento querem fazer crer, que a precedência das organizações é que é importante... errado.
Ora uma organização preceder sobre o indivíduo, é subordinar os meios ao fim, (um ditador famoso do séc.xx usou a mesma estratégia). Nós não fomos concebidos como as formigas ou abelhas, que já nascem com um papel definido numa organização! Somos mais como os lobos ou elefantes, nascemos para viver em grupos, sem um papel pré-estabelecido e é genético! Pois a mim parece-me que estão a fazer exactamente isso hoje em dia, essas organizações, Estado e outras subordinadas aos Estados. Incutem-nos o papel organizativo e nós fazemos... e ficamos com essa responsabilidade, que é isso que pretendem.
Uma nova Ética Social tem como palavras chave:- Integração, Trabalho de Equipa, Vida em Grupo, Ajustamento, Adaptação, Dinâmica de Grupo, Lealdade ao Grupo, Pensamento de Grupo, Criatividade de Grupo. Isto é Engenharia Social, altamente especializada e uma verdadeira armadilha, digam o que disserem, o termo Egoísmo Social, foi por eles inventado e não apanhado como um vírus, como nos querem fazer crer. Há que bater o pé e dizer chega.
Somos animais gregários e agora tudo começa a correr mal. Quanto ás ONG e associações independentes, que desistiram de esperar pelo Estado, são organizações, que a meu ver, dão a supremacia ao indivíduo, são a prova do ALTRUÍSMO e BONDADE humana e cada vez mais a responsabilidade será delas e do individuo que paga os seus impostos, dependendo da sua capacidade de dar.
Por se dar valor á organização e não ao indivíduo, é que minguou a entreajuda e a fraternidade. O "Egoísmo Social", é realmente condicionador dos comportamentos humanos. Deve-se na minha opinião á Educação e envolvente social, a que todos estamos sujeitos desde tenra idade.
A modificação é praticamente impossível, pois a nossa sociedade de consumo está controlada pelos interesses do Egoísmo Individual daqueles que se transformaram em poderosos Egoístas.
A Globalização pretende estender os tentáculos desse Egoísmo Individual. O Estado das Nações até ganha com isso, nos impostos. É o nosso modo de vida. Estamos aprisionados. Só uma revolução Ética pode modificar o nosso destino.
A Educação dos comportamentos é fundamental. A nossa sociedade está a ser amplamente des-humanizada, a bem da tão falada e politicamente correcta Ética Social, que veio substituir a Educação, no sentido lato da palavra. É que a Educação visa o indivíduo e tenta trazer ao de cima o melhor que cada um tem para dar. Os Grandes Egoístas, visam a organização de grupo, em detrimento do indivíduo. Das duas uma, ou "acordamos" muito rapidamente, ou os nossos filhos irão viver um Autoritarismo baseado no assédio e numa sociedade classificada em castas, em tudo parecida com a feudal.
Por isso mesmo é que a Educação, no modelo clássico foi posta de lado e o individualismo daí resultante é fruto dessa manobra nova, chamada de Ética Social. Já entramos nessa Nova Ordem e vai ser muito difícil sair, porque com esse individualismo maléfico, as pessoas tendem a não pensar pela sua cabeça. Um humano quando nasce, já nasce com um sentido de Justiça... é preciso que seja desenvolvido através da Educação e é preciso trazer ao de cima, "explorar" o melhor de cada um, não nos tentando impingir como fazem os grandes, o que é melhor para nós, ou seja, para eles! Temos de ter participação activa em todas as instituições, especialmente se se auto intitulam DEMOCRÁTICAS.
Desde a II Guerra Mundial, que engenheiros sociais têm vindo exaustivamente a estudar o comportamento de massas e o sucesso de Hitler como um líder dogmático, lançaram-se pois na chamada "Investigação de Motivações". Hitler explorava e utilizava sistmáticamente os temores, as esperanças, os desejos as frustrações de todo um povo. É pela manipulação de "forças ocultas" que os peritos em publicidade nos induzem a comprar desde uma pasta de dentes a um Fuehrer."Toda a propaganda é eficaz, deve confinar-se ao estritamente indispensável em meia dúzia de fórmulas estereotipadas, constantemente repetidas, porque só pela repetição constante se conseguirá imprimir finalmente uma ideia sobre a memória de uma multidão" - escreveu Hitler.
Hoje em dia a Educação foi substituída pela Ética Social, onde o Alto Poder e Finança visam sobrepor a organização ao indivíduo. Por outras palavras, a aprendizagem com Hitler está a dar mostras de sucesso. Com a tecnologia ao seu dispor, a ganância dos líderes mundiais, conduziu-nos a uma Nova Ordem.
Suspeito que a maioria dos homens, ainda manuseada pelas novas técnicas de modificar os comportamentos humanos, diga que tudo isto não passa da Teoria da Conspiração. A memória colectiva do que não é bom, esbate-se perante promessas de uma vida cheia de conforto e qualidade.
Só que o Planeta não aguenta e os líderes sabem muito bem disso. Há que acordar para uma nova realidade. O despoletar da crise teve como pano de fundo a ruína do povo e um travão no consumo. A História está a repetir-se num ciclo muito curto. E o silêncio das massas continua... Quando acordarmos será demasiado tarde, se o não é já!
É que foram muitos anos de experiência, para sabermos que apenas uma ÍNFIMA PARTE destes contributos, CHEGAM a quem de direito! Agora terão de ser os que pouco têm, a distribuir pelos que nada têm?! Bem vistas as coisas os Grandes querem é meter ao bolso e esperar que o mundo fique todo na pobreza.
Como eles costumam dizer, é a CRISE! Vacinas para uma gripe e para a febre amarela, a hepatite, a febre tifóide, o tétano e tantas outras, onde estão?!
Nós queremos é ver com os próprios olhos, os nossos irmãos africanos, sul americanos, europeus e asiáticos, sem FOME e com SAÚDE. Se distribuíssem o dinheiro dos capitalistas, que só pensam em guardar para eles, o Mundo não passava fome! O ALTO PODER ECONÓMICO e POLÍTICO é o EGOÍSMO SOCIAL, que começou a estender os seus tentáculos às camadas ECONOMICAMENTE PRIVILEGIADAS.
Temos que estar atentos senão convencem-nos pelo assédio (o comprimido vermelho do Matrix, para quem viu o filme) e não tarda nada, parecemos autómatos a fazer o que nos mandam e a odiar-nos uns aos outros. Há que ter muito cuidado, pois desde a II Guerra Mundial que estudam a fundo o comportamento de massas, para exactamente poderem controlar o ser humano globalmente e estão a conseguir!
Helena Alves
No Notícias Lusofonas
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Braço direito de Serra é denunciado por formação de quadrilha

Folha de S. Paulo notícia indiciamento de João Faustino, mas omite que ele foi subchefe da Casa Civil e coordenou a campanha tucana à presidência em 2010
247 – Reportagem deste sábado da Folha de S. Paulo noticia que João Faustino, ex-subchefe da Casa Civil do governo José Serra, foi indiciado por formação de quadrilha por participar das supostas fraudes da inspeção veicular no Rio Grande do Norte. O esquema teria sido montado pela empresa Controlar, criada pelo empreiteiro Carlos Suarez, ex-sócio da OAS. A Folha, no entanto, não menciona os laços de João Faustino com José Serra e com o senador Aloysio Nunes Ferreira. Leia, abaixo, a reportagem:
O Ministério Público do Rio Grande do Norte denunciou ontem 34 pessoas sob a acusação de participar de fraudes na implantação da inspeção veicular no Estado.
Entre os denunciados estão os ex-governadores do Estado Wilma de Faria e Iberê Ferreira, ambos do PSB, o suplente de senador João Faustino (PSDB) e o diretor-presidente da Controlar, consórcio responsável pela inspeção veicular em São Paulo, Harald Peter Zwetkoff.
Os ex-governadores e o suplente foram denunciados sob acusação de envolvimento em crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva, tráfico de influência e fraude em licitação.
Zwetkoff é acusado de formação de quadrilha, peculato e fraude em licitação. Troca de e-mails obtidas com autorização judicial revelam que ele repassou ao consórcio Inspar, do RN, as bases usadas em São Paulo para a implantação da inspeção.
Segundo a Promotoria, com as informações, o grupo fraudou a licitação, que renderia até R$ 1 bilhão em 20 anos. O consórcio pretendia implantar o esquema em outros dez Estados.
Além denunciar as 34 pessoas, os promotores apresentaram à Justiça mais dez pedidos de prisão preventiva. A suposta fraude já havia levado 13 pessoas à prisão. Ontem, cinco foram soltas. Entre eles, está João Faustino.
Os acusados também foram flagrados em escutas telefônicas, supostamente negociando acordos ilegais.
As informações foram posteriormente cruzadas com dados bancários, obtidos com ordem judicial. A promotoria apura ligações entre essas negociações e doações de campanha feitas em Estados de interesse do grupo.
OUTRO LADO
Zwetkoff, não se manifestou ontem sobre a decisão da Promotoria do Rio Grande do Norte, de denunciá-lo à Justiça por envolvimento em fraudes no serviço de inspeção veicular no Estado.
A Folha ligou para seu celular às 19h (20h em Brasília) e uma pessoa que se identificou como sendo Roberto, amigo do presidente da Controlar, disse que Zwetkoff estava em reunião e não poderia atender o telefone.
Roberto quis saber os motivos da ligação e, em seguida afirmou que, se possível, Zwetkoff telefonaria mais tarde, o que não ocorreu até o fechamento desta edição.
A assessoria da ex-governadora Wilma de Faria (PSB) disse que ela estava em Brasília e não comentaria o caso.Dias atrás, Faria divulgou nota negando seu envolvimento em irregularidades.
Iberê Ferreira e João Faustino não foram encontrados.
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Dilma vai influenciar eleições de 2012, diz analista

Dilma pode estar gerando desconforto em certos setores de sua base de apoio parlamentar, aumentando os custos do gerenciamento de sua agenda
A avaliação é do presidente do UP, Sidney Kuntz, especialista em marketing político e analista de pesquisas eleitorais e administrativas
São Paulo - A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) na Região Metropolitana de Campinas (RMC), num porcentual mais elevado do que o do governo do Estado, administrado pelo tucano Geraldo Alckmin, conforme pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Unidade de Pesquisa (UP), indica que a petista poderá ter influência nas eleições municipais do ano que vem. A avaliação é do presidente do UP, Sidney Kuntz, especialista em marketing político e analista de pesquisas eleitorais e administrativas.
De acordo com Kuntz, a mostra, realizada em 19 municípios da Região Metropolitana de Campinas, para o "Jornal Todo Dia", é um indicativo do peso político que a presidente terá nas eleições do ano que vem. "Isso porque a despeito da herança que a presidente Dilma recebeu do governo Lula, inclusive a pecha de afilhada política, a população vem identificando o seu governo com vida própria e sabe que os problemas que ela vem enfrentando, no tocante às denúncias envolvendo alguns ministros, são fatos remanescentes do governo anterior. Isso é muito significativo."
A sondagem aponta que a administração da presidente é avaliada como "ótima" ou "boa" por 51,8%, como "regular" por 28,8% e como "ruim" ou "péssima" por 16,5% dos entrevistados, sendo que 2,9% não souberam responder. A gestão do governador de São Paulo, por sua vez, é considerada "ótima" ou "boa" por 49,7%, "regular" por 33,1% e "ruim" ou "péssima" por 11,%, sendo que 5,6% não souberam responder. O levantamento foi promovido entre os meses de outubro e novembro, com mais de 7 mil entrevistados e tem margem de erro de 1,1 ponto porcentual, para mais ou para menos.
Kuntz destaca que a presidente Dilma Rousseff teve no Estado de São Paulo, nas eleições 2010, 45% dos votos. E hoje, tem de aprovação 51,8% na Região Metropolitana de Campinas. No entender do analista, essa avaliação é um indicativo que a força política de Dilma não pode ser desconsiderada pelos adversários, sobretudo pelos tucanos. "Até seis meses atrás, falava-se apenas na influência de Lula em alavancar as candidaturas do PT e aliados nas eleições 2012. Mas, a presidente vem demonstrando que pode também ocupar este cenário, pois se situa no meio termo entre o conservadorismo e o populismo", emendou.
No Exame
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Dilma Rousseff - Brasileira do Ano 2011

No primeiro ano de mandato, a presidente Dilma mostrou pulso firme, manteve o país na rota do crescimento da era Lula e foi destaque na cena internacional
Suceder ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o mais carismático e popular da história do Brasil, era, sem dúvida, um grande desafio. Mas a primeira mulher a governar o País não costuma recuar diante de obstáculos. Ao contrário, o que mais emociona a presidenta Dilma Rousseff são exemplos de superação diante das dificuldades da vida. E, neste primeiro ano de mandato, ela deu prova de sua determinação. Comandou um agudo corte orçamentário, mas sem descuidar do crescimento e da geração de empregos. Sob a batuta de Dilma, o Brasil foi uma das poucas economias a crescer em meio a uma gravíssima crise internacional. Em poucos meses, Dilma mostrou seu estilo firme de administrar e bateu o recorde de aprovação da opinião pública em início de governo, deixando para trás o próprio Lula. Em suas viagens ao Exterior, ela também conquistou projeção imediata. “O Brasil hoje se encontra numa situação única. Somos respeitados, sobretudo, porque o mundo percebe a força de ter 190 milhões de habitantes, num regime democrático, capitalista, cumpridor dos contratos e com um imenso viés social”, festejou a presidenta Dilma Rousseff ao receber ISTOÉ em seu gabinete no Palácio do Planalto.
O Brasil, de fato, é a bola da vez na cena internacional. Mas Dilma Rousseff impôs sua presença com uma rapidez impressionante. Primeira mulher a abrir a Assembleia-Geral da ONU, a presidenta da República hoje é considerada a terceira estadista mais poderosa do mundo, em ranking da revista “Forbes”. Tem à frente apenas a chanceler alemã, Angela Merkel, e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton. A tradicional revista “The New Yorker” chamou-a de “A Ungida” e afirmou que Dilma “está conduzindo o País num boom econômico”, dando lições de boa governança até mesmo ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Num misto de modéstia e gratidão, a presidenta diz que deve ao ex-presidente Lula a acolhida generosa por seus pares nos fóruns multilaterais. Ela cita como exemplo o que aconteceu durante a reunião do G-20, nos dias 3 e 4 de novembro em Cannes, na França, quando os presidentes das 20 maiores economias discutiram a crise global. Dilma contou à ISTOÉ que, assim que tomaram conhecimento de que Lula havia sido internado para se tratar de um câncer na laringe, todos os estadistas fizeram questão de manifestar solidariedade.
PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA
A presidenta Dilma foi reverenciada por líderes mundiais ao ser
a primeira mulher a abrir a reunião da Assembleia-Geral da ONU
Mas um gesto chamou em especial a atenção da presidenta. Conhecido por sua feição sempre compenetrada – há quem diga que ele poderia ver uma bomba atômica explodir sem piscar os olhos –, o presidente da China, Hu Jintao, aproximou-se de Dilma e disse ao pé do ouvido: “Quero lhe pedir para manifestar ao presidente Lula meus votos de recuperação. Não me dirijo ao líder latino-americano nem ao ex-presidente do Brasil, e, sim, ao meu amigo Lula.” Ao destacar o episódio, a presidenta conta às gargalhadas como se deu a aproximação de Lula e Hu Jintao. Então ministra da Casa Civil, ela foi à Coreia na comitiva presidencial. “Num corredor, Lula avistou o presidente chinês e gritou: Hu Jintao! Pegou na bochecha dele e disse que estava com saudades. Falava em português, como se o Hu Jintao estivesse entendendo tudo. Daquele jeito que só Lula tem, abraçou-o e saiu andando com ele”, lembra. A conclusão de Dilma é de que herdou as relações afetivas que só o ex-presidente é capaz de construir. É natural, portanto, que ela tenha sofrido um choque com a doença de seu dileto amigo. “Nos falamos quase diariamente. Ele está bem”, torce a presidenta.
A boa notícia do ano, na visão da presidenta da República, foi o desempenho da economia. Dilma soube antever que os problemas externos, mais cedo ou mais tarde, iriam bater à porta e decidiu conduzir a política econômica com todo rigor. Em dezembro as previsões indicam que a Europa e os Estados Unidos estão à beira da recessão. Mas para o Brasil as expectativas são otimistas. A economia deve crescer 3,4% neste ano e 3,2% em 2012. A taxa de desemprego caiu para 5,8%, o menor índice para o mês de outubro desde 2002, e o número de trabalhadores com carteira assinada subiu 7,4%. “Foi um ano muito bem-sucedido”, comemora a presidenta.
EM DESTAQUE
Foto oficial de Dilma passou a compor, este ano, a
galeria e presidentes da República do Palácio do Planalto
No governo Dilma, voltou a reinar a paz entre o Ministério da Fazenda e o Banco Central. Alexandre Tombini, no BC, e Guido Mantega, na Fazenda, conduzem a economia em total sintonia. Para evitar conflitos, ninguém mais no governo fala sobre economia. Só Mantega e Tombini estão autorizados a dar declarações e fazer análises de conjuntura. Nesse clima amistoso, o Planalto pôs em prática o antigo desejo de reduzir os juros para ampliar a taxa de investimento interno e baratear o crédito. O primeiro corte de juros veio em 1o de setembro e, como era de esperar, provocou uma reação histérica do mercado financeiro. Alguns analistas atribuíram a decisão do Copom à intervenção do Planalto na política monetária e previram o pior para o País. A presidenta Dilma, entretanto, reafirmou a autonomia do BC e, hoje, faz um brinde ao acerto da decisão. “O Banco Central provou que consegue manter a estabilidade da economia. Persegue com sucesso todas as condições de solidez macroeconômica para podermos crescer”, diz ela.
Convicta de que o País vai continuar a nadar contra a maré internacional, a presidenta concentra seu foco na área social. Ela destaca o lançamento de projetos estratégicos para a correção de desigualdades históricas. O Bolsa Família, com peso cada vez maior nas crianças, é um dos pilares do programa Brasil sem Miséria. Atualmente, dos 16,2 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha de pobreza, 40% são menores de 14 anos. “Minha obsessão é garantir a essas crianças e a esses adolescentes o acesso a uma boa alimentação e às políticas de educação e saúde”, afirma a presidenta. O Água para Todos, lançado em julho, faz parte dessa preocupação. Na Saúde, a presidenta dá ênfase à distribuição gratuita de remédios para diabetes e hipertensão. Desde fevereiro, mais de 6,5 milhões de medicamentos foram distribuídos. “Isso mostra como tinha gente que precisava de remédio sem conseguir”, constata. A presidenta diz que essas são as duas doenças que mais matam no Brasil. E faz referência especial aos programas SOS Emergência, Saúde em Casa e Melhor em Casa, que têm como meta enfrentar a superlotação nos prontos-socorros e a falta de leitos nos hospitais.
A CRIATURA E O CRIADOR
Lula e Dilma usam cocar indígena durante inauguração de ponte sobre o rio Negro, em Manaus
Dilma Rousseff também considera importantíssimo o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Para ela, “trata-se da maior reforma da educação profissional já feita no Brasil”. Até 2014, o governo federal vai criar oito milhões de vagas na capacitação de jovens e adultos. Em outra frente, o Ciência sem Fronteiras pretende distribuir 100 mil bolsas de estudo no Exterior a universitários brasileiros. “Queremos colocar gente no Exterior fazendo bolsa sanduíche na graduação e no doutorado. O desafio para mudar o País está na ciência e tecnologia e passa pela educação”, avalia. O Brasil, a seu ver, tem que entrar em outro patamar: “A indústria automobilística não pode só importar carros prontos. Não somos tupiniquins. Isso vale também para as sondas da Petrobras.”
Em contraste com os avanços na área social e o êxito econômico, a cena política foi marcada por sobressaltos. Desde a demissão do ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, em 7 de junho, o País assistiu à queda de praticamente um ministro por mês. Assessores da presidenta, porém, argumentam que a política e as relações com o Congresso são tradicionalmente um terreno movediço. “Essa área nunca é fácil”, afirma uma fonte do Planalto. E garante que a presidenta Dilma tratou as demissões de seus ministros como “ossos do ofício”, preocupada, acima de tudo, em não paralisar seu governo. Embora discuta a reforma ministerial da forma mais reservada possível, com consultas indiretas aos interlocutores, Dilma fará uma troca de cadeiras no início do ano.
APESAR DO CORTE ORÇAMENTÁRIO, OBRAS PARA A COPA
DE 2014 OBEDECERAM AO CRONOGRAMA IMPOSTO POR DILMA
DE OLHO NA COPA
Ao lado de Pelé, Dilma vistoriou as obras da reforma do estádio do Mineirão, em Belo Horizonte
Para além das preocupações e da pesada rotina do cargo, recomenda-se a quem quiser ter uma conversa mais descontraída com a presidenta Dilma que se informe sobre o mundo das artes plásticas. A presidenta é apaixonada por pintura, especialmente pelo acervo do museu Jacquemart-André, no boulevard Haussmann, em Paris. Ali estão, por exemplo, quadros da pintora clássica francesa Elisabeth Vigée-Le Brun, uma das preferidas de Dilma. A presidenta gosta muito de um retrato que Le Brun pintou de Maria Antonieta, a rainha que foi decapitada na Revolução Francesa. A presidenta também elogia a coleção de autorretratos da Galeria Uffizi, em Florença. Ao passar por Paris, na volta da reunião do G-20, em Cannes, Dilma “morreu de vontade” de visitar o Centro Georges Pompidou para ver a exposição do norueguês Edvard Munch, pioneiro do movimento expressionista. Mas a logística de segurança não permitiu, pois a presidenta é sempre acompanhada por um batalhão de fotógrafos. Após as eleições em 2010, ela foi a Paris e revisitou o museu Jacquemart-André. “Todos entraram atrás de mim. A gerente me perguntou se eu estava acompanhada. Disse que não. Mesmo assim, ela pediu que eu me retirasse. Saí com muita vergonha”, confessa.
A paixão pela arte não impediu que a presidenta tornasse pública a rejeição ao ambiente frio do Palácio da Alvorada, obra do arquiteto Oscar Niemeyer. Ela explica que não tem nada contra o Palácio, mas ressalta que não foi feito para morar. Considera a biblioteca maravilhosa, porém sente falta de uma cozinha pequena, pelo menos para esquentar água. A cozinha do palácio fica na extremidade oposta ao quarto da presidenta. Apesar dos senões, a presidenta afirma que “o Alvorada é de dar orgulho aos brasileiros e é adequado a um país como o Brasil”. É um monumento que não deixa a desejar, segundo ela. “Você vê o espanto na cara das pessoas”, diz, e lembra que o presidente Obama ficou embasbacado ao visitá-lo. As filhas de Obama diziam: “Pai, é o palácio mais bonito que conhecemos.”
CUMPRINDO UMA PROMESSA DE CAMPANHA, DILMA ANUNCIOU
A AMPLIAÇÃO DOS PROGRAMAS MINHA CASA MINHA VIDA E PAC 2
FOCO NO SOCIAL
A presidenta lançou, em junho, a segunda fase do principal programa habitacional do governo
NOVO FÔLEGO
Construção do navio Celso Furtado marcou a retomada da indústria naval
No plano administrativo, Dilma Rousseff se emocionou com a criação da Comissão da Verdade, que vai apurar os crimes da ditadura militar, e a sanção da lei de Acesso às Informações Públicas, que prevê o sigilo máximo de 50 anos para documentos oficiais. A presidenta também foi às lágrimas em outros eventos: no lançamento do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e ao receber em audiência atletas dos Jogos Parapan-Americanos. Ela admite que exemplos de superação mexem com seu coração. “Fiquei impressionada com aquele menino (o nadador Daniel Dias) com 11 medalhas. Ele me disse que transformou o defeito em vantagem”, conta. Dilma diz que “viver é perigoso”, citando Guimarães Rosa, mas acrescenta que vencer obstáculos é mais difícil ainda para quem tem restrição física.
Na verdade, superação de dificuldades é um traço marcante da vida de Dilma Rousseff, que completa 64 anos no dia 14 de dezembro. Filha de um imigrante búlgaro, ela participou da luta armada, foi presa, torturada e sobreviveu aos carrascos por milagre. Conseguiu reconstruir sua vida e, hoje, é presidenta da República. O que espera para o futuro? Dilma bate três vezes no tampo da mesa, três vezes na parte de baixo e responde: “Lula me deixou um legado e eu vou passá-lo para a frente. Estamos construindo tudo para esse País crescer de forma segura e sustentável.”
Octávio Costa e Adriana Nicacio
No IstoÉ
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Olhar e não olhares!

Pesquei a imagem deste post na internet e simplesmente reproduzi a reportagem que estava no Com Texto Livre para ela.
O que correu pela net, após sua divulgação, principalmente foca os olhos cobertos dos 'ditos' juízes: vergonha? Ou quem sabe: "que que estou fazendo aqui?" - que foram o foco de diversos comentários em muitos blogs.
O que gostaria de chamar a atenção não é para os 'não olhares' dos militares, mas sim para o olhar decidido desta que, após mais de 20 dias de tortura enfrentava com determinação o seu calvário.
Não se vê neles medo, senão uma firme determinação ancorada em certezas que certamente não poderia discorrer naquele momento.
É um olhar firme, corajoso, daquela que não reconhecia erros em sua luta nem medo das possíveis punições que lhe poderiam advir.
É um olhar de luta, embasada no mais íntimo do seu ser, da justeza e da necessidade de sua luta e a de muitos e muitos outros de quem hoje não mais temos contato.
É um olhar que antes de mais nada, julga seus algozes, assim como a Comissão da Verdade deverá julgar aqueles que, por trás de uma farda e de um golpe de estado, se achavam no direito de dizer o que era certo e o que era errado. O que podia e o que não se podia dizer, pensar, falar, agir!
É este olhar determinado, Presidenta Dilma, que os brasileiros começam a admirar.
Lembra nosso 'eterno' comandante: "Hay que endurecer pero sin perder la ternura, jamás"! (El Che)
Luiz Settineri - SAROBA
No Guerrilheiros Virtuais
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Dilma encara o inquisidor

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Inclusão e ilusão na classe A

Um fato interessante, e pouco observado, no Brasil dos últimos tempos é a movimentação interna na classe A, sem dúvida a categoria mais confusa, e cheia de nuances, dentro da barafunda que é o nosso sistema de estratificação social. Segundo o IBGE, basta afirmar ter renda superior a 5 mil reais mensais por pessoa para uma família se considerar no topo da escala. E eis aí, talvez, o maior fenômeno de inclusão deste País: para fins estatísticos, o dono de uma empreiteira figura na tabela ao lado de seus engenheiros, como se guardassem a mais tênue semelhança de proventos ou de hábitos.
Compram carros de luxo, mas lutam contra o aumento 
do salário-mínimo e o ganho real nas datas-base 
de categorias trabalhistas.
Foto: Clayton de Souza/AE
O orgulho que se segue ao ingresso na classe A acompanha a necessidade de apropriar-se de valores e sentimentos dos novos colegas de riqueza, que Mino Carta define muito apropriadamente como os “herdeiros da Casa Grande”. É justamente essa heterogênea fatia da população, verdadeira pirâmide dentro da pirâmide, a que tem acesso garantido a alguns serviços que consideram “básicos” desde o fim da escravidão: empregadas domésticas, babás, passeadores de cachorro, manobristas e equivalentes.
Daí as pressões crescentes contra cada aumento do salário-mínimo e pedido de ganho real nas datas-base de categorias trabalhistas que acompanham há décadas o desnível entre lucratividade e produtividade, com larga vantagem para a primeira. É para agradá-los que a mídia adota o discurso de que a “inflação dos serviços” traz de volta a ameaça de descontrole de preços. O encarecimento de certas atividades é um fenômeno inexorável, na verdade um reparo histórico.
Em qualquer país desenvolvido, certos serviços domésticos são prerrogativas de uma elite pequena. Não há tanta gente assim, lá fora, capaz de remunerar apropriadamente, por exemplo, o sacrifício de uma mãe que abre mão de cuidar dos próprios filhos, num sábado à tarde, para vigiar os da patroa, que quer mais tranquilidade durante uma festa de aniversário. Até porque não há tantas mulheres dispostas a vender seu tempo dessa maneira.
Há não muito tempo, uma colunista da Folha de S. Paulo sugeria aos indignados com a corrupção acrescentassem à causa a elevada carga tributária. Afinal, alegava a porta-voz da turma do Cansei (provavelmente os responsáveis pela marcha de 200 gatos pingados que “invadiram” a Avenida Paulista no último feriado e ganharam preciosos minutos de cobertura na Globo), nossas grávidas se vêem obrigadas a viajar até Miami para comprar, por preços mais justos, o enxoval de seus futuros rebentos…
Até os veículos mais insuspeitos volta e meia recaem no discurso das facilidades, tão caro à elite brasileira. O Valor Econômico, hoje um dos melhores jornais do País, trouxe no último dia 25 uma reportagem intitulada “Armadilhas da febre de Miami”, com dicas preciosas aos interessados em se aproveitar de uma nação em crise.
Acreditem ou não, as tais armadilhas do título são as leis tributárias dos EUA. E a genial recomendação é que os brasileiros endinheirados e interessados em arrematar uma “pechincha imobiliária” na Flórida abram empresas em paraísos fiscais e façam por meio delas as aquisições. Assim, prossegue a reportagem, evitam-se os impostos de transmissão de propriedade que, em caso de morte do comprador, podem chegar a 47%.
Quem acha que o Fisco brasileiro “persegue” os ricos precisa saber que, em países com mais longa tradição republicana e democrática, a tributação de propriedades é utilizada, assim como os impostos sobre heranças e grandes fortunas, para evitar a acumulação excessiva de riqueza nas mãos de umas poucas famílias, como ocorre por estas bandas.
Enquanto isso, permitimos a veiculação de propagandas de estratagemas que permitem aos ricos escapar ao pagamento de impostos tanto no Brasil quanto no exterior. Há quem chame esse tipo de estratagema de engenharia tributária. Mais um eufemismo para o jeitinho brasileiro, no pior dos sentidos.
André Siqueira
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Âncora da BBC defende fuzilar grevistas

La cadena BBC tuvo que pedir disculpas porque uno de sus presentadores dijo que habría que "ejecutar a los huelguistas delante de sus familias".
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O SUS, Cuba, a mídia. E a gente

Quantos países com mais de 100 milhões de habitantes dispõem de um sistema público e gratuito de saúde? Só o Brasil. Então os EUA, por exemplo, não têm o seu SUS? Não. Não dispõem de nada sequer parecido. Os pobres de lá ― e já são 46 milhões ―, estão entregues à própria sorte. Tá, mas no SUS certamente doenças graves, cujo tratamento seria muito custoso na rede privada de saúde, não são tratadas! Não, também. Pacientes com câncer, por exemplo, são tratados pelo SUS. O Brasil, aliás, é o único país do mundo ― do mundo(!) ― que trata, gratuitamente, a esclerose múltipla. Mais: distribui, com o dinheiro dos impostos de que tanto reclamamos o pagamento, todos os remédios para todas as doenças incuráveis do país. Ôxe, e por que a nossa mídia tupiniquim não valoriza o SUS? Por que nós mesmos somente criticamos o SUS, mesmo que em alguma vez na vida já tenhamos sido por ele atendidos?
Do SUS pra CUBA, os cubanos devem ser extremamente antipáticos ao seu ex-presidente Fidel Castro, não? Afinal, trata-se de um dirigente que esteve por 49 anos no poder. Nada disso. O povo cubano ama e respeita seu presidente. E por que tantos cubanos querem deixar o país, segundo a imprensa com estardalhaço nos “informa”? Bem, certamente Fidel Castro não é unanimidade. Por outro lado, CUBA continua sob ataque constante dos EUA, oficialmente, inclusive, permanece em estado de guerra. Ora, alguém que abandone o seu país em guerra é considerado desertor. Lá não é diferente. Pra se ter uma ideia, além do bloqueio econômico imposto a CUBA pelos EUA desde 1962 ― e, por consequinte, imposta (e “aceita”) a sua adesão a diversos países ―, só nos primeiros 14 anos após a Revolução Popular CUBA sofreu quase 6.000 ataques terroristas patrocinados pelos EUA. Logo os EUA, oficialmente tão preocupados com o terror...
Pobre, como é, a pequena CUBA então deve ser um descalabro em questões de saúde e educação, certamente. Também não. Muito ao contrário. CUBA tem um sistema de saúde público e gratuito de primeiro mundo em se tratando de recursos humanos e tecnológicos, e praticamente não há analfabetos, tampouco miséria absoluta. Para que se tenha uma ideia, com seu método de alfabetização “Eu posso, sim”, CUBA logrou alfabetizar, pasme, cerca de 6.000.000 de pessoas em 28 países da América Latina, Caribe, África, Oceania e Europa. E por que CUBA é tão criticada pela imprensa do Brasil e EUA? Por que a gente critica CUBA?
Por meio de que fontes de informação, enfim, a gente conhece o SUS e CUBA?
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Portugal à beira do precipício

A crise financeira limitou profundamente o papel do Conselho Econômico e Social de Portugal, que foi uma das primeiras vítimas da hecatombe financeira que atingiu, em primeiro lugar, as nações mais frágeis da União Europeia. "Nós estamos numa situação de ocupação, imposta pela troica FMI, BC Europeu e União Europeia", afirmou o dirigente sindical Manuel Carvalho da Silva, da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses. Presidente do conselho português diz que crise é sistêmica e requer solução sistêmica.
Porto Alegre - A crise financeira que arrasta a Europa limitou "profundamente" o papel do Conselho Econômico e Social de Portugal, que foi uma das primeiras vítimas da hecatombe financeira que atingiu, em primeiro lugar, as nações mais frágeis da União Europeia. "Nós estamos numa situação de ocupação, imposta pela troica Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e União Europeia", afirmou o dirigente sindical Manuel Carvalho da Silva, da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) - Intersindical Nacional, integrante do CES. "Existe um memorando de medidas impostas ao país, foi uma 'negociação' imposta", afirmou Silva.
O governo daquele país está submetido ao memorando. E, como sequer o Executivo tem poder sobre a política de ajuste, o Conselho, criado para mediar concertações entre os vários setores da sociedade civil, teve o seu papel esvaziado. "Todas as questões levadas ao CES não deixam margem para a negociação e são profundamente negativas. Para os trabalhadores, são inaceitáveis, e mesmo para alguns empresários elas não fizeram sentido", disse o sindicalista.
O presidente do Conselho português, José Albino da Silva Peneda, embora chegue ao mesmo diagnóstico de que essa instância de entendimento da sociedade, empresários e trabalhadores foi esvaziada pela intervenção do país pela União Europeia, ainda acha sentido para o fórum. "Os CES têm o poder da palavra", afirmou. As negociações feitas em torno do Orçamento deste ano foram aprovadas sem um voto contra, exemplifica Peneda, para argumentar que, por menor que seja o papel do Conselho, ele ainda faz diferença nas negociações entre governo e sociedade.
Para Silva, o desalento de setores representados no CES vem da certeza que os sacrifícios impostos a Portugal não fazem nenhum sentido. "Daqui a um ano a dívida será maior, o país estará mais pobre e regredido em seu desenvolvimento", afirmou o sindicalista. Peneda entende que a crise apenas será debelada se a Europa entender que ela não é problema unicamente dos países que sofrem seus efeitos. "Uma crise sistêmica apenas pode se resolver com uma solução sistêmica", afirma o presidente do Conselho português.
O BCE pode até se constituir numa última instância, mas sob regras. "O BCE, diante de um país em dificuldades, poderia, como fiador, impor regras, mas não poderia limitar a reestruturação às contas públicas. Deve-se pensar num Plano Marshall, com um horizonte de 5, 6 anos", disse, numa referência ao plano que, no pós-guerra, garantiu a recuperação econômica da Europa. A questão, diz Peneda, é abrir espaço para resgatar o poder de fazer política econômica. "A crise pegou Portugal e Suécia com violência. Há penúria financeira e não se dispõem de instrumentos de política econômica.
Portugal tem uma dívida grande, mas o desajuste nas contas públicas não pode ser um impeditivo às ações de política econômica", afirmou.
Para o sindicalista, os trabalhadores portugueses, nesse momento, apenas têm o poder de "protestar, denunciar, contrapor". Ainda assim, a mobilização ainda é débil. Segundo sua análise, existe até uma tendência à acomodação, por se entender que a reivindicação popular não tem possibilidade de êxito. "Mas qual o resultado obtido pelas instituições portuguesas e europeias? Os resultados são todos negativos, são um desastre". Silva acredita que a desmobilização também resulta do medo. "A fase atual é de um somatório de medos, e o medo leva a recuar. Os trabalhadores ainda não entraram na fase dinâmica de transformação social e política que leva a mudanças", analisou.
Peneda, que se qualifuca como "mais conservador" do que Silva, não é otimista. "A Zona do Euro está à beira do precipício. É difícil ver uma solução. Espero que haja bom senso e ocorra uma concertação entre os 27 Estados-membros da União Europeia", pondera. Silva, à esquerda de Peneda, não enxerga também uma Europa repleta de alegrias no futuro. "A consequência dessa crise pode ser a desagregação da União Europeia. Começa a não ser mais sustentável uma moeda única", analisa. Pode se prever também conflitos "incontroláveis", armados ou na forma de fortalecimento da direita. Que já vem ocorrendo. "Hoje, todos os governos da Europa são de direita ou extrema-direita.
Maria Inês Nassif
No Carta Maior
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"The War on Democracy"

Um filme sobre a luta das pessoas para libertar-se de uma forma moderna da escravidão
Quando os Estados Unidos fala sobre "levar a democracia ao mundo ", outros países têm boas razões para "se cagar" completamente de medo - especialmente se possuir reservas de petróleo significativas.
Neste documentário, o veterano jornalista John Pilger investiga e examina as atividades sinistra da política dos EUA em países sul-americanos como Bolívia, Venezuela e Chile.
Aqui a história fala de governos eleitos democraticamente deposto em favor da "U.S. - friendly dictatorship"
Descreve a participação da CIA nos golpes de estado contra Jacobo Arbenz na Guatemala, e revela políticas semelhantes da CIA nos países como o Iraque, Irã e Líbano. Também aborda o tema da situação econômica no Chile depois da ditadura de Augusto Pinochet e a ascensão de Evo Morales na Bolívia e de Hugo Chaves na Venezuela.
"The War on Democracy" é um documentário de 2007, foi dirigido por John Pilger e Christopher Martin.
No Tire o Tubo
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Maria da Conceição Tavares: "Pré-Sal deve financiar fundo de educação"

Em entrevista exclusiva à Carta Maior, a economista Maria da Conceição Tavares defende que o dinheiro do petróleo das reservas do pré-sal seja investido num fundo destinado à Educação e Saúde, mas desde que o governo federal seja o gestor dessas políticas. Ela propõe ainda uma revisão do generoso municipalismo instituído pela Constituição de 1988. "Veja o que os municípios que ganharam royalties fizeram com o dinheiro. Nada", afirma.
A economista Maria da Conceição Tavares tem 81 anos e adquiriu o direito de falar tudo o que pensa. E está longe de fazer isso com moderação. Na última segunda, em seminário promovido pelas fundações Perseu Abramo, do PT, Leonel Brizola, do PDT, Maurício Grabois, do PCdoB e João Mangabeira, do PSB, ela estava na primeira mesa, debatendo a crise mundial e os caminhos para o Brasil nesse momento histórico conturbado, que atingiu em cheio os países mais ricos. Com um pequeno intervalo para o almoço, foi para a primeira fila da plateia, com direito a intervir quando achava necessário nas exposições dos que a sucederam - muitos deles, seus ex-alunos na Unicamp, como Ricardo Carneiro e Marcio Pochmann.
Não é incomum, todavia, que esteja dialogando com ex-alunos, corrigindo-os ou emitindo juízos de valor sobre eles. A presidenda Dilma Rousseff também passou pelos bancos da Unicamp. "Foi uma aluna brilhante", comentou no intervalo do evento, em uma entrevista exclusiva à Carta Maior.
Conceição, de origem portuguesa mas brasileiríssima, traz de Portugal o sotaque, ao qual incorporou a informalidade brasileira. Nesse arranjo linguístico, moldou uma linguagem dramática, onde os palavrões são imprescindíveis para fazer o interlocutor entender a gravidade do que está falando. Foi no estilo Conceição que falou à Carta Maior, sem evitar qualquer tipo de controvérsia.
"Deus me livre do Pré-Sal", disse, no seminário. E depois explicou: os países exportadores de petróleo acharam que estavam deitados em "berço esplêndido" e não fizeram mais nada. Como na Venezuela. "O homem que está lá [Hugo Chávez] fez um pouco de política social, mas nenhuma política de desenvolvimento econômico". Defende que o dinheiro do petróleo seja investido num fundo destinado à Educação e Saúde, mas desde que o governo federal seja o gestor dessas políticas. Aliás, ela propõe uma revisão do generoso municipalismo instituído pela Constituição de 1988, uma vitória das esquerdas que brigaram pelo fortalecimento de outras instâncias federativas por acharem que esse era um antídoto à tradição antidemocrática do Estado brasileiro. "Veja o que os municípios que ganharam royalties fizeram com o dinheiro. Nada."
Petista desde sempre, a economista afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi bom nas políticas sociais que empreendeu em seu mandato, na política de relações exteriores e exerceu o poder dentro de uma fortet noção de soberania, mas não foi nada bom na economia. No começo, diz ela, Lula não tinha outra alernativa a não ser fazer uma política econômica ortodoxa. Mas depois "deu muita confiança para o Palocci e para aquele presidente do Banco Central". Dilma ganha nessa, porque tem uma equipe melhor e sabe o que está fazendo. Conceição também faz menção especial às "mulheres do Planejamento" -- não apenas à ministra Deise Hoffman, mas a subsecretárias que, na sua visão, são "mulhres duras". Abaixo, a íntegra da entrevista da economista à Carta Maior.
CARTA MAIOR: Na sua exposição, a senhora disse que `Deus me livre do Pré-Sal'. Por que o Pré-Sal pode ser tão ruim?
MARIA DA CONCEIÇÃO TAVARES: País exportador de petróleo é um desastre total. Nenhum país que fez isso deu certo. Os países exportadores de petróleo se deram mal completamente. Veja México, Rússia e Venezuela. O petróleo é uma commmoditie muito instável, muito sujeita a especulações no mercado futuro. E como é muito lucrativo, o país reinveste e não faz mais nada, senão petróleo. Veja, por exemplo, a Venezuela. O homem que está lá [Hugo Chávez] há tantos anos, o que ele fez? Um pouco de política social, mas nenhuma política de desenvolvimento econômico. E a Rússia, tem o quê? Tem petróleo e armas - e isso não é muito legal.
Não estou dizendo que não se exporte petróleo, mas que não se fique nadando na riqueza petrolífera e que não deite em cima dela. Não acho que é um berço esplêndido. Não se pode deixar o petróleo contaminar as expectativas. O pessoal começa só a pensar em petróleo e não faz mais nada.
CARTA MAIOR: Não achar que é a loteria, né?
CONCEIÇÃO: Todos os países que têm petróleo acharam que ganharam a loteria.
CARTA MAIOR: Como se faz para prevenir isso?
CONCEIÇÃO: Primeiro, não exportando apenas o petróleo bruto. Tem que fazer a cadeia toda: petroquímica, fertilizantes etc. E, ao mesmo tempo, fazer um fundo federal de petróleo para dar conta pelo menos da Educação e Saúde -- e talvez Ciência e Tecnologia. Mas não se pode polvilhar o fundo. Não adianta ficar picando o fundo porque isso não resolve nada.
CARTA MAIOR: A briga federativa em torno do Pré-Sal, então, não é boa.
CONCEIÇÃO: Não, não é boa, simplesmente porque espatifa os recursos.
CARTA MAIOR: Os Estados impõem dificuldades a uma política nacional de desenvolvimento?
CONCEIÇÃO: Impõem, mas não podem impor. A Petrobras é uma empresa estatal, federal, e o governo federal não pode topar e permitir que cada um faça o que lhe dá na telha. Não dá para disputar os recursos todos. Isso não vai adiantar nada. O que a gente faz com o dinheiro dos royalties aqui [no Rio]? Nada. O que as prefeituras com recursos do petróleo fizeram? Nada. Jogam fora os recursos em gastos correntes e ninguém sabe no quê. Não deram prioridade à Educação ou à Saúde. Espatifar o fundo não pode. O fundo é federal, e os Estados e Municípios não dão conta de fazer nada. É preciso que se faça políticas federais de Educação e Saúde, agora mais orientadas estrategicamente. Senão não resolvemos essa brecha maldita que temos aí.
CARTA MAIOR: Os Estados e os municípios fracassaram como agentes de políticas de Educação e Saúde?
CONCEIÇÃO: Fracassaram. Os caras não pagam nada. Essa é uma ideia que veio erradamente, de que a descentralização melhorava a democracia. A esquerda tinha aquela ideia maluca de que um governo federal forte era coisa da ditadura, e quis desmontá-lo. E daí a descentralização.Mas a realidade é que o município não consegue gastar nem o que deveria gastar nessas políticas. O estado em que se encontra nossa Saúde é uma vergonha. É uma vergonha o Estado em que estão nossos hospitais. Os Estados pegaram os hospitais federais e teve que voltar a ajudá-los, serão seria um descalabro. Tem que dar uma ajeitada na governabilidade, na gestão, na orientação estratégica do SUS e da Eucação. Essa ideia de que o ensino fundamental e o secundário não dizem respeito ao governo federal é uma besteira. Os Estados e municípios sequer pagam nem aos professores, e a primeira política para melhorar a educação é pagar bem osprofessores. Treiná-los e pagá-los bem.
CARTA MAIOR: O governo federal desempenharia melhor essa função?
CONCEIÇÃO: Mas é evidente. Os programas estaduais e municipais de saúde não prestam para nada. É fundamental que a Saúde não seja estadualizada ou municipalizada. Pelo menos os hospitais de referência e as redes integradas de Saúde não podem depender dos prefeitos.
CARTA MAIOR: E a política de desenvolvimento e industrialização, como se faz?
CONCEIÇÃO: Tem que fazer um monte de coisas. Tem que fazer Ciência e Tecnologia, tem que fazer o PAC, que é o programa de infraestrutura, mas com encomendas do setor público para integrar as cadeias. Tem que forçar a barra em cima das multinacionais automobilísticas, de eletroeletricos, fármacos e química fina para que aumentem o coeficiente de nacionalização, que está muito baixo. E tem que olhar um pouco esse câmbio, que está muito ruim. Mas tem que olhar o câmbio com cuidado. Não se pode simplesmente fazer uma maxidesvalorização, pois isso seria provocar um choque inflacionário. Isso tem que ser progressivo: você baixa os juros e o câmbio vai subindo.
CARTA MAIOR: Existe um piso para os juros? É possível reduzir muito os juros com a poupança indexada?
CONCEIÇÃO: Pode baixar os juros o tanto que você quiser. O juro não é para a poupança, mas para a especulação e para o rentismo. A poupança é para os pobres. Não é possível manter uma taxa de juros tão disparatada quanto a nossa. Assim é impraticável. Uma maneira de combater o déficit público é baixar os juros. Praticamente todo o déficit do Brasil é com juros. Nós temos superávit primário. O déficit nominal é todo resultante de juros. Tem que baixar. Estamos numa situação de ampla liquidez mundial e com taxas de juros mundiais praticamente a zero.
CARTA MAIOR: Que chances o Brasil tem de sair melhor dessa crise mundial?
CONCEIÇÃO: Boas. Essa crise tem uma coisa ruim, talvez seja mais pesada porque é mais prolongada. Mas temos um mercado interno grande em crescimento, o governo está fazendo uma política correta de salário mínimo, porque ela tem puxado os de baixo. As chamadas novas classes médias resultam do fato de que o grosso das remunerações dos salários no país estão em torno do mínimo. No governo Lula, houve um aumento de 60% no mínimo, o que resultou num aumento cavalar do poder de compra.
O poder aquisitivo do salário mínimo tem que ser mantido. Não me venham com essa história de que a Previdência vai ter problemas, porque isso é bobagem. A Previdência vai ter problemas quando terminar a folga demográfica, o que vai acontecer só daqui a 10, 18 anos. Esse é um problema da distribuição de renda que é muito importante para o desenvolvimento.
CARTA MAIOR: E a balança comercial?
CONCEIÇÃO: Tem que forçar a barra das multinacionais. Elas estão abindo e importando. Claro que também tem o câmbio, que precisa ser mexido, mas isso não basta. Como eles estão mal, em crise, querem exportar para cima da gente. Daí começa uma invasão de importados que pode piorar o mercado. O cenário externo, desse ponto de vista, pode piorar a situação externa. A gente tem que ficar atento. E tem que estimular o investimento privado na cadeia produtiva porque o investimento público está indo bem.
CARTA MAIOR: O período que o país está vivendo tem paralelo em nossa história?
CONCEIÇÃO: Não tem nada parecido com isso, pois passamos anos e anos, antes disso, em hiperinflação.
CARTA MAIOR: Qual a avaliação que a senhora faz do governo Dilma?
CONCEIÇÃO: O Lula, no começo de seu governo, dadas as condições do país, foi de fato obrigado a fazer uma política econômica ortodoxa, mas depois ele deu uma confiança muito grande para o Palocci e aquele cara do Banco Central, que era um conservador de marca maior. Aí ele fez mal. Lula é muito bom para a política social, para a política externa, na ideia de soberania, mas essa coisa de economia ele não dá muita bola. A Dilma tem uma boa equipe econômica, inclusive as mulheres do Planejamento - aquelas mulheres são duras pra burro. Elas é que estão tocando a braços o PAC. Tem uma quantidade de mulheres duras nas subsecretrias que eu vou falar.
CARTA MAIOR: Na economia, então, Dilma está ganhando?
CONCEIÇÃO: Existe mais capacidade gerencial no Ministério do Planejamento e maior preocupação em fazer uma macroeconomia mais favorável ao crescimento, mais preocupação com o planejamento a longo prazo, e mais preocupação em fazer uma política econômica mais favorável ao crescimento. Essa é a diferença. O resto não tem diferença nenhuma.
CARTA MAIOR: A impressão que dá é que tem uma equipe econômica mais coesa, não é?
CONCEIÇÃO: É, pois é.
CARTA MAIOR: No governo Lula você tinha a política econômica de um lado e a política monetária de outro, é isso?
CONCEIÇÃO: É isso. Porque a presidenta é uma economista e uma gerentona. Nós temos uma presidente que é do ramo, e isso ajuda para burro. Eu sei porque ela foi minha aluna, ela é um brilho, ela é brilhantíssima. Além de ser firmona. Eu estou otimista, claro, frente à desgraça mundial. Eu posso estar nadando de braçada não estando, não é? Este ano, podemos chegar a 3% de crescimento, no ano que vem também não deve dar muito, mas você encaminhando os eixos estruturais do desenvolvimento, você tem condições de enfrentar bem a crise e ficar mais autônoma. E depois tem todos os recursos naturais, a possibilidade de fazer energia limpa etc.
Maria Inês Nassif
No Carta Maior
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Foto inédita mostra Dilma em interrogatório em 1970

A vida quer coragem (Editora Primeiro Plano), do jornalista Ricardo Amaral, chega às livrarias na primeira quinzena de dezembro. A foto abaixo, inédita, está no livro que conta a trajetória de Dilma Rousseff da guerrilha ao Planalto. Amaral, que foi assessor da Casa Civil e da campanha presidencial, desencavou a imagem no processo contra Dilma na Justiça Militar. A foto foi tirada em novembro de 1970, quando a hoje presidente da República tinha 22 anos. Após 22 dias de tortura, ela respondia a um interrogatório na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro.
A RÉ DILMA
Dilma na sede da Auditoria Militar no Rio de Janeiro, em novembro de 1970. Ao fundo, os oficiais que a interrogavam sobre sua participação na luta armada escondem o rosto com a mão (Foto: Reprodução que consta no processo da Justiça Militar)
No Época
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Os Mascarados

O que mais chama a atenção na dança das cadeiras promovida esta semana pela TV Globo no jornalismo é a cara de pau de seus gestores em dizer que tudo foi feito por unanimidade, que não houve choro, nem ranger de dentes. Vamos por partes. Carlos Schroder diz que tinha ideia de indicar Poeta. Perguntou para Ali Kamel, que cogitava a mesma pessoa e, quando chegou ao Bonner, bingo! Conta outra, vai.
Abigail Costa tem uma frase antológica que atribui à TV, e que serve perfeitamente ao teatro visto na manhã de ontem, durante a entrevista coletiva. Diz a Big: "O mundo é gay, fuma maconha, toma bolinha para emagrecer, antidepressivo para dormir e mente que é feliz".
Só quem não conhece os intestinos da emissora seria capaz de acreditar nesse conto da carochinha. Todos eles tiveram que engolir a Poeta, depois que as pesquisas indicaram que ela era a figura mais popular entre todas as candidatas para assumir o posto. Porque se dependesse dos três não seria a Poeta. Schroder tinha Ana Paula Araújo no topo da lista. Tem carreira no Rio e acaba de receber um Emmy, pela transmissão firme e segura durante a invasão do Complexo do Alemão, no ano passado.
Ali Kamel jamais escolheria a Patrícia, porque foi algoz dela e do marido anos antes. É só reparar a coluna de TV dO Globo, quando noticiou a queda de audiência no Fantástico. Quem estampava a foto que ilustrava a notícia? Sim, a Patrícia Poeta. E sabe quem escreve a coluna? Vale a pena investigar.
Portanto, se pudesse escolher sozinho, poder que nunca teve e jamais terá, Ali ficaria facilmente, ou com Renata Vasconcellos, ou com Sandra Annenberg, pelo simples fato demonstrado por ambas, de que aceitam jogar o jogo dele, se o objetivo compensar. Seriam mais "interpretativas", se é que podemos colocar dessa forma.
Já para William Bonner, pouco importa. Ele é do tipo que não está nem aí para quem está ao seu lado na bancada. Os puxa-sacos jamais vão dizer isso a ele, preso em seu labirinto, mas nos corredores são de uma honestidade atroz. Todos o consideram egocêntrico, arrogante e autoritário. Mas são tão covardes, que não são capazes de enfrentá-lo, mesmo quando têm razão. Cansei de ouvir dos chefes. "Deixa pra lá, se o Bonner acha que é assim, o problema é dele".
Não, o problema não é dele, é de todo o país. Suas convicções distorcem a realidade e forjam um mundo que não existe, a não ser pelas lentes distorcidas do telejornal que comanda. Também não é para menos. Os poucos que o desafiaram viraram vaga. O último, André Basbaum, não só foi demitido, como humilhado por Bonner.
Portanto, o superintendente Octávio Florisbal, como homem de marketing que é, estava amparado em pesquisas de opinião quando impôs o nome de Patrícia ao comitê. Afinal, "a voz do povo é a voz de Deus" e Florisbal sabe que, para desmontar a estrutura de poder que foi construída há 20 anos no jornalismo da emissora, tem que ter paciência e método. Este talvez seja o maior legado que deixará ao país, antes de deixar o cargo, no ano que vem, como já antecipou a todos.
Quem ficará no lugar de Florisbal? Dependendo de quem for, bye bye Schroder, Ali e Bonner. Resta-nos apenas esperar pacientemente...
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Charge online - Bessinha - # 916

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