29 de nov de 2011

Rio: Capitão da PM que espirrou gás de pimenta em criança é promovido

Um dos oficiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro que chocou o país no começo do ano ao ser flagrado espirrando spray de pimenta em crianças foi promovido pela corporação. Capitão da PM na ocasião, Bruno Schorcht agora é major. Ele recebeu a promoção apesar de o Ministério Público Estadual ter solicitado a suspensão das suas atividades policiais em função da truculência na abordagem dos menores.
A Polícia Militar esclareceu que o major Bruno Schorcht recebeu a promoção graças ao tempo de serviço, como é previsto na lei. Assim, apesar do flagrante de violência contra um menor, Bruno recebeu um aumento de 30% no seu salário: de R$ 4.679, ele passou a ganhar R$ 6.144.
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Em defesa de bebidas alcólicas, deputado tucano agride blogueiro

O deputado estadual de Pernambuco Antônio Moraes (PSDB) é autor de um projeto pela liberação do consumo de bebidas alcólicas durante as partidas de futebol em seu Estado.
Mas ele acabou fazendo propaganda contra seu próprio projeto.
Hoje (29) à tarde, num restaurante do Recife, o parlamentar, que é delegado de polícia, partiu para cima do jornalista e blogueiro Magno Martins, só porque ele havia criticado seu projeto.
A turma do deixa-disso conseguiu evitar uma agressão física, apesar dos palavrões e das ameaças.
Alguém precisa avisar ao nobre parlamentar que foi para evitar violências desse tipo que a venda de bebidas alcólicas acabou vedada pelo Estatuto do Torcedor.
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PSDB resgata ratos do PT para falar de corrupção na tevê

Sem projetos para o país, tucanos apostam no discurso anticorrupção no seu programa de televisão de hoje à noite. O partido resgata antigo programa do PT, no qual aparecem ratos sobre a bandeira do Brasil.
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Marina denuncia que governo Dilma esconderia dados do desmatamento no dia em que dados são divulgados

Poder Online testemunhou encontro da ex-candidata a presidente da República pelo PV, Marina Silva,com o presidente do Senado, José Sarney, agora há pouco no Congresso.
Marina foi pedir ampliação do prazo de votação do Código Florestal, com o argumento de que há trechos que precisam ser alterados.
Ex-ministra do Meio Ambiente do governo Luiz Inácio Lula da Silva, ela fez uma denúncia contra a administração Dilma Rousseff.
Segundo Marina, o governo federal teria decidido, pela primeira vez desde 2003, não divulgar os dados do desmatamento este ano no país, “porque os números não são favoráveis” e isso atrapalharia a aprovação do novo Código Florestal pelo Senado.
(Em tempo: mas o governo divulgou hoje mesmo os dados. Marina estava desinformada.)

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Nota da AJD sobre partos com gestantes algemadas

A AJD - ASSOCIAÇÃO JUÍZES PARA A DEMOCRACIA, entidade não governamental, sem fins corporativos, que tem dentre seus objetivos estatutários o respeito absoluto e incondicional aos valores próprios do Estado Democrático de Direito e a defesa dos Direitos Humanos, tendo em vista a confirmação das notícias de realização de partos com o uso de algemas em gestantes sujeitas ao cumprimento de penas, vem a público manifestar o seguinte:
(1) algemar mulheres durante o parto constitui, inquestionavelmente, atentado à dignidade humana (art. 1º da Constituição Federal), desrespeito à integridade moral das mulheres (art. 5º XLIX, da Constituição Federal) e ofensa à especial proteção à maternidade e à infância, instituída como direito social (art. 6º da Constituição Federal),
(2) constitui descumprimento da garantia à mulher de assistência apropriada em relação ao parto, instituída no art. 12, § 2º da Convenção da ONU relativa aos direitos políticos da mulher (1952),
(3) submete também o recém-nascido a discriminação em razão do parentesco, com violação das garantias e direitos constitucionais de proteção à infância (art. 227 da Constituição Federal),
(4) subverte a lógica constitucional de acesso universal e igualitário aos serviços de saúde (art. 196 da Constituição Federal),
(5) representa flagrante descumprimento do dever de atendimento individualizado e tratamento diferenciado a que fazem jus as gestantes nos termos da Lei Federal nº 10.048/00 e, ainda,
(6) desvela evidente violação do artigo 143 da Constituição de São Paulo, que determina que a política penitenciária estadual deve observar as regras da ONU para o tratamento de presos, dentre as quais se destaca a regra nº 11 das “Regras de Bangcoc”, segundo a qual a presença de pessoal penitenciário e de segurança, durante o atendimento médico, observará a dignidade da presa.
Além de tudo isso, em face da absoluta desnecessidade dessa providência desumana e cruel, está ocorrendo também flagrante violação à Súmula Vinculante nº 11 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a qual estabelece que o uso de algemas somente é lícito em casos absolutamente excepcionais e determina a aplicação de penalidades nos casos de abuso e constrangimento físico e moral dos presos ou presas.
Assim, como o procedimento em menção constitui prática ilegal, repugnante, covarde e imoral, além de violadora da dignidade humana, a AJD EXIGE que Governo do Estado determine a imediata abstenção dessa prática, bem como promova de forma efetiva a responsabilização de Secretários de Estado e Servidores, por suas respectivas condutas, de ação ou omissão, na forma da Lei.
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Livro refaz ação de Dilma no ‘roubo do cofre’

Obra narra episódio célebre da guerrilha
Duas moças bem arrumadas entram no Copacabana Palace, vão ao guichê de câmbio, trocam US$ 1 mil e desaparecem. Uma hora depois, as duas – as guerrilheiras Dilma Vana Rousseff e Maria Auxiliadora, da VAR-Palmares – comemoram com seus companheiros, em um apartamento perto dali, o sucesso da operação. Os US$ 1 mil eram só o tira-gosto de uma fortuna de US$ 2,59 milhões (hoje, cerca de R$ 28 milhões) capturados, na véspera, de uma casa no bairro de Santa Teresa. Dinheiro guardado em um enorme baú de 150 quilos, o célebre “cofre do Adhemar” – cujo roubo foi festejado pelo grupo como “a maior vitória da esquerda armada contra o capitalismo no continente”.
O episódio é uma das muitas histórias dos tempos de Wanda da hoje presidente da República: o período entre 1968, quando aderiu à resistência à ditadura, e 1973, ano em que deixou a prisão em São Paulo, sepultou o codinome e foi estudar economia em Porto Alegre. É um dos bons capítulos do livro O Cofre do Dr. Rui, recém-lançado pelo jornalista e escritor Tom Cardoso. “Dr. Rui” era o apelido de Ana Capriglione, amante de Adhemar de Barros, governador paulista que, diz a lenda, encheu o baú praticando o “rouba mas faz”.
“O que eu tento, no livro, é mostrar o papel real de cada um e o destino do dinheiro”, avisa o autor. E o papel real de Dilma, ouvidos mais de 30 depoimentos, fica mais claro. Segundo o livro, não partiram dela nem a ideia do roubo nem da organização do ataque. Dilma sequer teria participado do grupo de 11 pessoas que, sob o comando de Juarez de Brito, o Juvenal, invadiu em julho de 1969 a casa do irmão de Ana Capriglione para pegar o famoso cofre. “Mas Wanda tinha, sim, grande importância no grupo. Cuidava de planejar, distribuir armas e munição, documentos. Tomou conta de várias malas com os dólares e ajudou a definir sua distribuição”, explica Cardoso.
A militante já era famosa pelas broncas e pela coragem. Defendia a ala “massista”, que sonhava organizar as massas e vivia às turras com os “foquistas”, a turma pesada de Carlos Lamarca, ansiosa por iniciar logo a luta armada. Em um congresso em Teresópolis, ela surpreendeu os camaradas ao encarar o poderoso Lamarca “chamando a atenção para a fragilidade de suas ideias”, segundo Cardoso. Lamarca a apelidara de Mônica, “porque era dentuça e mandona”, como a personagem dos quadrinhos. Ela deu o troco compondo um plágio de País Tropical, de Jorge Ben: “Este é um congresso tropical / Abençoado por Lenin / E confuso por natureza… / Em agosto (em agosto) / Tem Juvenal (tem Juvenal) / E também um capitão chamado Lamarca…”
Mas O Cofre não é um livro sobre Dilma: ela aparece porque estava no caminho da história. O eixo principal das 170 páginas é o tortuoso sumiço do dinheiro pelo qual grupelhos internos pelejavam, às vezes armados e gritando uns com outros. Ao final, o que vem à luz é a rápida caminhada da esquerda armada rumo ao seu fim. Que o autor não cravou em 1971, com a morte de Lamarca, mas em 1985, quando o militante Gustavo Schiller pulou de um oitavo andar em Copacabana. Schiller era o jovem carioca que, nos idos de 1969, havia contado a alguns amigos que no porão de sua própria casa, em Santa Teresa, havia um cofre abarrotado de dólares.
Gabriel Manzano
No O Estado de S.Paulo
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Senador terá que devolver passaporte diplomático de bispo

Soares e Magdalena
Primeiro-secretário do Senado, o senador Cícero Lucena (PSDB-PB) disse nesta terça-feira (29) que o colega Marcelo Crivella (PRB-RJ) terá que devolver o passaporte diplomático que solicitou para o líder da Igreja Internacional da Graça de Deus, R. R. Soares, e sua mulher Maria Magdalena B. R. Soares.
Hoje, a Mesa Diretora do Senado decidiu que irá publicar uma portaria proibindo os senadores de requisitarem o documento para terceiros. A devolução deve ocorrer após a publicação do ato com as novas normas.
A proposta mantém previsão para que cada parlamentar solicite esse tipo de passaporte apenas para sua esposa e seus filhos menores de idade.
Questionado se a medida será retroativa, o tucano disse não ter dúvidas. "Claro. Esse documento não foi pedido pelo Senado", disse.
O senador argumentou ainda que o "Itamaraty terá que localizar o documento do Senado" pedindo os passaportes.
Os documentos do bispo e sua mulher foram renovados em nome do Senado, mas a pedido de Crivella, que fez o ofício diretamente sem passar pelo aval do comando do Senado.
Crivella disse que tomou a iniciativa para garantir isonomia de tratamento as lideranças religiosas, uma vez que bispos católicos também podem requerer o documento especial. O senador disse que o pedido tem relevância social.
No FAlha
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Memória: Globo e Collor contra Lula, tudo a ver

O problema de ficar velho nesta profissão de jornalista é que a gente viu, ouviu e viveu as coisas de perto, testemunha ocular e auricular.
Sempre que ressurge no noticiário uma história de 20, 30, 40 anos atrás, pedem-me para escrever sobre o evento. Estudantes frequentemente me procuram para contar como aconteceram variados episódios da vida brasileira no último meio século.
De vez em quando, a memória falha, mas tem certas passagens que testemunhei e nunca vou esquecer. Uma delas, certamente, foi o que aconteceu no debate decisivo entre Collor e Lula no segundo turno das eleições presidenciais de 1989.
Eu era assessor de imprensa do então candidato Lula e participava das reuniões com as emissoras e representantes dos adversários para definir o formato dos debates na televisão junto com algum dirigente do PT ou outro membro da campanha.
Na última reunião para o segundo debate, na TV Bandeirantes, em São Paulo, fui sozinho no meu carro para a emissora porque morava lá perto. Cheguei cedo e me surpreendi quando vi Cláudio Humberto, o assessor de imprensa de Collor, entrando na sala junto com Alberico Souza Cruz, da TV Globo, promovido a diretor de jornalismo após a campanha..
Até brinquei com eles - "estou f...." -, mas me garantiram que tudo não passara de uma coincidência. Os dois pegaram por acaso o mesmo vôo no Rio para São Paulo.
Por acaso também, certamente, os dois tinham as mesmas propostas para o debate e eu me senti meio isolado na discussão.
Lembrei-me na manhã desta terça-feira de novembro de 2011 do que aconteceu naquela tarde do final de 1989 ao ler na "Folha" o título da página A11: "Ex-executivo da Globo mentiu sobre debate, diz Collor".
A polêmica surgiu após uma entrevista concedida no sábado à Globo News por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, manda-chuva da Globo na época, que agora está lançando seu livro de memórias.
Nesta entrevista, Boni contou como a principal rede de televisão do país ajudou o candidato Fernando Collor de Mello na preparação para o debate decisivo.
"Nós fomos procurados pela assessoria do Collor", revelou Boni, ao contar que recebeu ordens de Miguel Pires Gonçalves, então superintendente da Globo, para que "desse alguns palpites" na preparação do candidato do PRN.
Boni contou mais: "Conseguimos tirar a gravata do Collor, botar um pouco de suor com uma glicerinazinha, e colocamos as pastas todas que estavam ali, com supostas denúncias contra o Lula, mas que estavam vazias ou com papéis em branco".
Principal executivo da Rede Globo na época, Boni afirmou na entrevista que "todo aquele material foi produzido, na parte formal", cabendo a Collor "o conteúdo".
Collor, ao seu estilo deixa que eu chuto, negou tudo: "Nunca pedi a ninguém para falar com o Boni, meu contato era direto com o doutor Roberto (Roberto Marinho, dono da emissora). Nunca tirei a gravata nos debates. Mentira. Suor: nem natural nem aspergido pelo Boni. Glicerina: mais uma viajada na maionese. Pastas vazias: ao contrário, cheias de papéis, números da economia, que sequer utilizei. Em resumo, o Boni despirocou".
O que de fato aconteceu do outro lado da disputa presidencial, só os dois podem dizer. Da minha parte, só sei que Collor sofreu uma derrota acachapante, como se diz no futebol, no primeiro debate, na TV Manchete, no Rio, e resolveu partir para o tudo ou nada no segundo.
Furioso, demitiu quase toda sua equipe de campanha naquela mesma noite ao voltar para o hotel. Chamou seu irmão Leopoldo Collor de Mello, ex-executivo da Rede Globo, para comandar a mudança, contratou novos marqueteiros, gastou o que tinha e o que não tinha, dinheiro não era problema.
Levou os últimos dias da campanha para a sarjeta e assim surgiu garboso e desafiante no palco do segundo debate. Estava de gravata e carregava um monte de pastas.
Também escrevi um livro de memórias para me ajudar nestas horas ("Do Golpe ao Planalto - Uma vida de Repórter", Companhia das Letras, 2006) e foi de lá que tirei o texto transcrito abaixo sobre o que vi acontecer naquela noite:
Chovia forte em São Bernanrdo do Campo, e estava em cima da hora para irmos à TV Bandeirantes, no Morumbi. Lula já se encontrava no carro com Marisa quando Marcos, o filho mais velho, veio avisar que ligaram de Brasília informando que Collor levaria algumas pastas amarelas para o debate, com novas acusações contra ele no campo pessoal. No estúdio, Lula seguiu para o seu púlpito, sem sequer olhar para o oponente.
Mas, em vez de partir para o ataque, quando Boris Casoy lhe fez a primeira pergunta - sobre a queda do Muro de Berlim, poucas semanas antes -, ele entrou direto na resposta. Com as mangas compridas do paletó escuro cobrindo-lhe até a metade das mãos, dispersivo, Lula em nada lembrava o candidato combativo da campanha.
Quando o debate terminou, eu o aguardava no corredor que liga os estúdios à sala reservada aos candidatos. Ele me deu um tapa nas costas e balançou a cabeça: "Perdemos a eleição. Eu me sinto como um lutador sonado".
Já de madrugada, fomos jantar em sua casa, mas a comida ficou esfriando na mesa. Nas 48 horas seguintes, Lula ainda seria obrigado a enfrentar toda espécie de boatos difundidos pela imprensa marrom e no boca a boca. Caso vencesse a eleição, diziam, fecharia os templos não católicos, tomaria casas, barracos, carros, televisões, bicicletas e até galinhas de quem tivesse duas para dividir com os mais pobres.
(...) Sábio Frei Chico, o irmão mais velho de Lula que o levou para o sindicalismo. Homem de boa paz e comunista, ele foi buscar lá nas origens da família as explicações para a implosão do candidato no final da campanha, especialmente no último debate: "Lá em Pernambuco, quando alguém ofende a família, o sertanejo só tem dois tipos de reação: ou mata o desafeto ou fica magoado. Lula ficou magoado...".
Deu para perceber isso na edição do debate que foi ao ar no telejornal Hoje, da TV Globo, na hora do almoço do dia seguinte. Lula não estava bem, perdeu. Mas o que se viu à noite, no Jornal Nacional, da mesma emissora, foi o resumo de outro debate. Editaram só os melhores momentos de Collor e os piores de Lula. O resultado do jogo, que tinha sido 2 X 1 na edição do Hoje, transformou-se magicamente em 10 X 0. Empolgados, os seguidores de Collor, quietinhos até então, saíram às ruas com bandeiras para comemorar.
A história pode ser reescrita de várias formas, mas os fatos não podem ser reinventados.
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Violência contra o professor

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Violência contra a mulher, Não!

Programação:
Abertura Oficial (14h) com as presenças do Governador Tarso Genro, da Ministra da Secretaria Especial dos Direitos Humanos Maria do Rosário, do Presidente da Câmara dos Deputados Deputado Federal Marco Maia, do Presidente da Assembleia Legislativa Deputado Estadual Adão Villaverde, da Secretária da Secretaria de Políticas para Mulheres Márcia Santana, do Secretário de Justica e Direitos Humanos Fabiano Pereira, do Coordenador da Frente Parlamentar dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres Deputado Edegar Pretto e outras autoridades.
Assinatura do termo de adesão a Campanhas de Enfrentamento a Violência contra as Mulheres
Lançamento da lista de assinatura digital dos Homens Gaúchos pelo Fim da Violência contra as Mulheres
Testemunho de personalidades gaúchas (presenças confirmadas: Fernandão, Sadi Corrêa – Nenhum de Nós, Joca Martins, Zé Victor Castiel, Pinheiro Machado, Fabinho do Tchê Guri, Jorge Furtado, Neto Fagundes, João de Almeida Neto)
Painel Enfrentamento a Violência contra as Mulheres
Representante da Campanha Nacional do Laço Branco
Major Luiz Fernando de Oliveira Linch - Secretaria de Segurança Pública
Secretária Márcia Santana – Secretaria de Políticas para Mulheres
Lançamento da Rede das Frentes Parlamentares dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres com a presença dos vereadores proponentes.
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Boni confirma detalhes da manipulação do debate Lula x Collor

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Dilma entra na lista de “pensadores globais” de revista americana

A revista americana Foreign Policy, dedicada à análise das relações internacionais, incluiu a presidente Dilma Rousseff em sua lista de “100 pensadores globais” de 2011 por ela representar “a poderosa voz do novo Sul Global”. Dilma ficou em 42º lugar em uma lista que engloba os principais líderes mundiais e que é encabeçada por um grupo de 14 pessoas que inspiraram a Primavera Árabe.
A FP lembra o passado marxista de Dilma e afirma que enquanto muitos líderes mundiais enfrentam a raiva de suas populações em uma era de desemprego crescente, Dilma está encarregada de comandar “a economia em boom de seu país, que mais que triplicou na última década, e está determinada a ascender à proeminência no cenário mundial.” A revista lembra ainda que ela prometeu reduzir a dívida brasileira e inseriu o Brasil nos esforços para resolver a crise da dívida da Europa.
O Brasil ainda pode ser um dos países mais desiguais do mundo, mas Rousseff colocou a erradicação deste problema no centro de seu governo. Em seus primeiros meses no cargo, ela divulgou o plano “Brasil sem Miséria”, que tem o objetivo de tirar mais de 16 milhões de brasileiros da pobreza extrema. “Na cadeia você aprende a sobreviver, mas também que você não pode resolver seus problemas da noite para o dia, ela explicou a Newsweek. “Esperar necessariamente significa [ter] esperança, e se você perder a esperança, o medo toma conta. Eu aprendi a esperar”.
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Euro: e la nave va...

Um crescente número de analistas vem advogando o fim do euro. Até recentemente isso era impensável, apresentado como idéia completamente especulativa de saudosos do antigo nacionalismo europeu que, sempre é bom lembrar, é sempre conservador e xenófobo. Já há até quem advogue que a iniciativa deveria partir não dos insolventes Grécia e Portugal, mas da própria Alemanha, “antes que seja tarde demais”.
Na semana que vem (08 e 09/12) vai se realizar uma nova cúpula da União Européia. A expectativa só faz aumentar a balbúrdia na Zona do Euro. Parece mentira, mas dois jornais completamente opostos em Berlim conseguiram achar um denominador quase comum.
De um lado o conservador e sisudo “Die Welt” apontou que Berlim estaria tramando com mais cinco “companheiros” o lançamento de uma espécie de “Letras da elite”. Essas Letras seriam referentes às dívidas soberanas dos países desse clube seleto da Zona do Euro: Alemanha, França, Finlândia, Holanda, Luxemburgo e Áustria, visto como os “austeros”. Assim esses países teriam como captar mais investimentos para refinanciar suas dívidas. E ainda, como justificativa, poderiam captar mais fundos para financiar as dívidas dos “indisciplinados” (no momento, Grécia, Portugal, Irlanda, Espanha e Itália).
A medida poderia contornar a crescente dificuldade em conseguir compradores para as letras européias de um modo geral. Há uma crescente fuga desses papéis, e quem os têm só pensa em vendê-los.
Entretanto, o governo de Berlim definiu a idéia como “especulação” e desmentiu oficialmente que tal medida esteja em cogitação. Mas, como diz o ditado, ou uma pequena variante, onde há fogo há fumaça, e com a Zona do Euro pegando fogo do jeito que está, a fumaceira é geral, e tudo é possível.
Do outro lado do espectro jornalístico, o sensacionalista e nada vetusto (embora conservador do ponto de vista político) “Bild” afirmou que certamente nessa próxima cúpula haverá conversações sobre um novo tratado para a União Européia, a partir de iniciativas de Berlim. Não se sabe muito bem o que seria esse novo tratado, e qual sua relação exata com a U. E., de um lado, e a Zona do Euro, de outro. A notícia revela, no entanto, o crescente desconforto interno da U. E. com a crise do Euro, que pode arrastá-la para o abismo da dissolução desorganizada, uma espécie de salve-se-quem-puder no Titanic.
Um crescente número de analistas vem advogando o fim do euro. Até recentemente isso era impensável, apresentado como idéia completamente especulativa de saudosos do antigo nacionalismo europeu que, sempre é bom lembrar, é sempre conservador e xenófobo, ao contrário do latino-americano, que é progressista e includente. Já há até quem advogue que a iniciativa deveria partir não dos insolventes Grécia e Portugal, mas da própria Alemanha, “antes que seja tarde demais”.
A idéia de abolir o euro continua sendo uma idéia conservadora, uma ruptura com princípios de solidariedade continental. A raiz do seu recente crescimento, no entanto, está no fato de que aquela primeira idéia aqui exposta – a de uma letra de algum tesouro internacional – está se tornando inevitável. Essa letra poderá ter maior – toda a Zona do Euro, através do Banco Central Europeu – ou menor alcance: apenas o grupo dos seletos disciplinados, como expôs o “Die Welt”. Mas ela acabará se materializando, tanto quanto se possa usar essa palavra em relação à realidade virtual das moedas hoje circulantes.
Talvez se deva dizer que ela acabará se digitalizando. Aliás, ela só não se digitalizou ainda por resistência da chanceler Ângela Merkel, que está sendo olhada cada vez mais como uma Exu (desculpem a ousadia) da política européia. Exu, como se sabe, em algumas de suas versões, tem dupla face, e por isso semeia a discórdia por onde passa. A chanceler tem sido descrita como quem defende os interesses de Bruxelas em Berlim e os de Berlim em Bruxelas, o desses dois lócus da política Européia em Frankfurt (sede do Banco Central Europeu) e vice-versa. Em casa, tem de acalmar os eleitores e seus aliados CSU (da Baviera) e FDP (dos liberais bastante conservadores) dizendo que vai exigir disciplina dos indisciplinados. No restante da Europa tem de acalmar seus parceiros governantes dizendo que vai exigir espírito de compromisso por parte de seus compatriotas. Enfim, um verdadeiro torcicolo.
Torcicolo semântico foi dado ao apagar das luzes da semana passada pelo novo primeiro ministro italiano Mario Monti, eleito pelo Consenso de Bruxelas para por a casa em ordem, ou pelo menos assim pensa o referido Consenso. Perguntado sobre se ele apoiaria essas letras internacionais, chamadas aqui de “Euro Bonds”, ele respondeu que sim, que apoiaria “Stability Bonds”, Letras da Estabilidade, tudo para evitar a maldita palavra que tem semeado discórdias veementes entre Ângela Merkel e Nicolas Sarkozy, que também estavam presentes.
Toda essa balbúrdia nasce do esforço titânico feito por estes e outros personagens para “acalmar os mercados”, uma tarefa decididamente inglória – missão impossível – porque equivale a pedir calma aos urubus em cima da carniça. A carcaça da carniça, no caso, é a União Européia e suas vísceras são os países da Zona do Euro, e os urubus estão tentando arrancar tudo o que podem antes que esses cadáveres sejam enterrados.
Ou que revivam, por algum milagre.
Esse milagre seria alguma reviravolta espetacular que conduzisse novos governantes às administrações do continente, livres da obsessão supersticiosa nos poderes miraculosos do “elixir da austeridade”. E substituísse esse tratamento apenas superficial e sintomático por algo de fundo, como um tônico de investimentos públicos que dinamizasse as economias e o poder aquisitivo das populações da região.
Calcula-se que isso poderá demorar uma geração. Ou seja, os atuais adultos entre 40 e 60 anos, mais ou menos, que amadureceram à sombra da queda do comunismo e do triunfo neoliberal na Europa, teriam de ser substituídos por uma geração mais jovem, disposta a enfrentar desafios inesperados – como o de disciplinar os mercados financeiros ao invés de triturar direitos do bem estar social. Ou dispostos a encarar de frente fatos como o de que, segundo dados divulgados na mídia na semana passada, os ganhos (não dá para chamar de “salários”) dos administradores dos universos financeiros subiram em 5.000%. Isso ao invés de ficar culpando os aposentados gregos, os salários dos funcionários públicos portugueses – ou da Espanha, ou da Itália, ou... veremos quem será o próximo.
Entrementes, tudo vai ficar na mesma balbúrdia. E la nave va...
Flávio Aguiar - Correspondente da Carta Maior em Berlim
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João Capiberibe toma posse como senador pelo Amapá

João Capiberibe e Janete Capiberibe
O senador João Capiberibe (PSB-AP) toma posse neste momento no Senado, em cerimônia presidida por seu inimigo político, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).
Questionado sobre como ficaria Sarney com sua posse, Capiberibe soltou:
– Espero que ele não tenha problemas de saúde daqui à meia hora.
A posse de Capiberibe ocorre mais de um ano após a sua eleição para o Senado. No Estado, ele, que é adversário do grupo do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi o segundo candidato mais votado.
Logo após as eleições, Capiberibe foi impedido de assumir a vaga por ter sido enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Em 2005, quando era senador, ele e sua mulher, Janete (PSB), que era deputada federal, perderam os mandatos após serem acusados de compra de votos. Eles sempre negaram as acusações.
Quando o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu este ano que a Ficha Limpa não valeria para as últimas eleições, Capiberibe e sua mulher – eleita deputada federal– procuraram o Judiciário para assumir os mandatos.
Janete, que foi a candidata à deputada federal mais votada do Amapá, assumiu o mandato em julho deste ano. Já João Capiberibe teve a diplomação negada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Estado em outubro, e só conseguiu ser diplomado por causa de uma decisão do STF do dia 3 de novembro.
Com a posse de Capiberibe, foram cancelados os diplomas de Gilvam Borges (PMDB) e de seu irmão Geovani Borges (PMDB), 1° suplente que atualmente ocupa a vaga. Gilvam, o terceiro candidato mais votado no Amapá e adversário de Capiberibe, havia assumido a vaga após Capiberibe ter sido enquadrado na Lei da Ficha Limpa.
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Charge online - Bessinha - # 906

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Anastasia e outros dez governadores podem ter mandatos cassados por causa de processos na Justiça

Nesta semana, é o colega de partido de Anastasia, 
o roraimense Anchieta Júnior, que pode perder 
o mandato de governador
O governador de Roraima, Anchieta Júnior (PSDB), pode ter seu futuro político definido nesta semana pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele é acusado pelo opositor Neudo Campos de abuso de poder e mau uso dos meios de comunicação na eleição de 2010. E Anchieta Júnior não está sozinho: outros dez governadores, inclusive o mineiro Antonio Anastasia, enfrentam processos na justiça que ameaçam seus mandatos.
Além desses dois, engrossam a lista Tião Viana (PT-AC); Teotonio Vilela (PSDB-AL); Omar Aziz (PSD-AM); Cid Gomes (PSB-CE); Siqueira Campos (PSDB-TO); Wilson Martins (PSB, PI; Roseana Sarney (PMDB, MA); André Puccinelli (PMDB, MS); e Sérgio Cabral (PMDB, RJ). A maior parte das acusações é de abuso de poder político e econômico e utilização incorreta dos meios de comunicação. As defesas negam as supostas irregularidades. Caso sejam barrados, esses políticos também podem se tornar inelegíveis e até vetados de outros pleitos pela Lei da Ficha Limpa.
Mais recentemente, o TSE cassou os mandatos de Cássio Cunha Lima (PSDB), então governador da Paraíba, Marcelo Miranda (PMDB), que comandava o Tocantins e o recém-falecido Jackson Lago (PDT), que esteve à frente do Maranhão.
Em Minas, o adversário de Anastasia no ano passado, o ex-senador Hélio Costa (PMDB), moveu ação contra o tucano eleito. Ele pediu a cassação do mandato do governador e do vice, Alberto Pinto Coelho (PP), por suposto abuso de poder econômico e politico durante a campanha eleitoral. Os advogados do peemedebista alegam que o sucessor de Aécio Neves distribuiu verbas por meio de convênios firmados com mais de 800 municípios mineiros em período pré-eleitoral.
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Golpe de Estado

Maringoni
No Carta Maior
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Morte de vereador de Chapecó - SC pode ter sido homicídio

Vereador Marcelino Chiarello
Delegados trabalham com suspeita de que cenário tenha sido forjado para parecer que foi suicídio
O vereador Marcelino Chiarello (PT), de Chapecó-SC, foi encontrado morto por volta das 11h30min desta segunda-feira (28) em sua casa. Ele tinha 42 anos de idade.
O filho, de 10 anos, e sua mulher, que é professora, chegaram em casa e viram o vereador enforcado numa fita de nylon, amarrada na janela, num quarto de visitas.
— Temos indícios que indicam não se tratar de suicídio — afirmou o delegado Augusto Melo Brandão sobre o início das investigações.
Devido à repercussão do caso na cidade, foi criada uma força-tarefa, que reúne, ainda, os delegados Alex Passos, Ronaldo Moretto, Fabiano Toniazzo e Danilo Fernandes.
Passos foi o primeiro a levantar a suspeita de que havia sido forjado um cenário de suicídio. Um dos motivos para isso foi o de que a fita estava amarrada em local muito alto e o vereador não teria como ter amarrado e colocado a fita no pescoço sem um banco, o que não havia no local.
Além disso, havia muito sangue no quarto, incomum num suicídio. Havia, inclusive, sinais de sangue nas costas de Chiarello. Depois, na necropsia, foi encontrado um hematoma na parte de trás da cabeça, o que indica que ele levou uma pancada.
Além disso, o nó da fita tinha uma circunferência de 37,5 centímetros e o pescoço do vereador tinha 40 centímetros, o que indica que foi amarrado antes de o vereador ser suspenso. O sangue também coagulou no sentido do olho para a orelha, como se estivesse deitado, e não de cima para baixo, como seria num enforcamento.
Chiarello, que fazia oposição ao atual governo municipal, era conhecido pela atuação combativa em casos polêmicos e por denunciar irregularidades.
Segundo a polícia, várias hipóteses para o crime estão sendo consideradas, tanto políticas quanto pessoais.
— Queremos esclarecer o crime o quanto antes — afirmou Moretto.
A vereadora Ângela Vitória relatou que, no sábado, Chiarello disse, em tom de brincadeira, que iria pedir escolta policial. O suplente Euclides Silva afirmou que, em ligações na sexta-feira, sábado e domingo, Chiarello, pediu que ele assumisse no Legislativo municipal por uns dias.
— Ele disse que estava com medo, pois havia feito várias denúncias.
A Prefeitura decretou luto por três dias. O velório foi realizado, inicialmente, na Câmara de Vereadores e, depois, no Salão Comunitário do Bairro Santo Antônio.
A Polícia Federal e o Ministério Público acompanham o caso.
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Ministério Público acusa Controlar de usar informações sigilosas de motoristas

Para promotores, convênio com o Detran é ilegal porque empresa não poderia ter acesso a dados
Um convênio entre o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e a Prefeitura de São Paulo permitiu à Controlar o acesso ilegal a dados sigilosos de milhões de donos de veículos. Essa é acusação do Ministério Público Estadual (MPE), que não só vê fraude e improbidade administrativa na manutenção do convênio como pede sua ruptura.
Segundo os promotores Roberto Almeida Costa e Marcelo Daneluzzi, os dados do Detran não poderiam ser usados por empresa particular. E, ainda que pudessem, o convênio foi assinado por um delegado de cargo subalterno, ou seja, sem atribuição legal para firmar esse tipo de acordo – que legalmente caberia ao diretor do Detran.
Sem o convênio, a Controlar não teria como impedir o licenciamento de quem não faz inspeção veicular e a Prefeitura não teria como multar os veículos. Isso significaria, na prática, o fim da inspeção pelo modelo atualmente adotado na cidade de São Paulo.
A autorização para acessar os dados foi dada em 2008. Ao ser informada pelo MPE, a atual gestão do Detran confirmou que a Controlar não tem direito de usar os dados. Aos promotores, o atual coordenador, Daniel Annenberg, informou que o departamento “não autoriza a entrega de seus dados a terceiros, nem sequer para a empresa Controlar”.
E prometeu tentar resolver o impasse com a Prefeitura. Mas ainda não refez o documento – chamado de “termo de confidencialidade” e que seria assinado com a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente – impedindo a empresa subcontratada pela Controlar de acessar os dados.
Em nota, a direção do Detran informou que tenta, desde 25 de outubro, refazer o tal “termo de confidencialidade” e ainda não conseguiu porque a Secretaria Municipal do Verde não devolveu o documento assinado. Ontem, o governador Geraldo Alckmin disse que vai averiguar a questão e, se o contrato for irregular, ele será rompido.
Na sexta-feira, promotores que contestam o convênio conseguiram na Justiça bloqueio dos bens do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), do secretário municipal do Verde, Eduardo Jorge, de 13 empresários e de seis empresas. Entre elas estão a Controlar. Todos negam as acusações. Kassab se disse indignado com a acusação.
O MPE aponta 27 irregularidades, ilegalidades e crimes supostamente cometidos no contrato. E pede que os réus devolvam R$ 1,1 bilhão aos cofres públicos, além do encerramento do contrato com a Controlar e devolução da taxa de inspeção e de multas para donos de veículos.
Controle
A Controlar aloja nos bancos de dados oficiais registros dos veículos aprovados e reprovados na inspeção. Tem assim, segundo o MPE, acesso a endereços, telefones, números de CPF e outros dados cadastrais protegidos de donos de veículos. “E isso sem qualquer controle”, dizem os promotores.
Originalmente, o documento assinado pelo Estado e pela Prefeitura em 28 de maio de 2003 previa o acesso aos dados do Detran para instalação da inspeção veicular “desde que o sigilo dos dados fosse preservado”. Mas em 19 de março de 2008 o delegado Gilson César Pereira da Silveira, do Detran, “extrapolando suas funções” na visão dos promotores, mudou o convênio original.
Ele “subscreveu um termo de confidencialidade referente ao contrato da Prefeitura com a Controlar autorizando que os dados e o sistema fossem também operados por empresa terceirizada, subcontratada da Controlar”. O documento foi assinado ainda pelo secretário Eduardo Jorge.
Em nota, a Controlar informa que só se manifestará após ser notificada sobre a ação civil pública protocolada pelo Ministério Público. E informa que “prestou em diversas ocasiões todos os esclarecimentos solicitados pela Promotoria, comprovando, por meio de documentação, a lisura na implementação e no cumprimento do contrato de concessão”. Ainda reitera que a inspeção continuará a ser realizada normalmente.
Marcelo Godoy
No O Estado de S.Paulo
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Ufir Cavalcante, sem comentários

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João Faustino, o amigo de Serra, é um homem de sorte

João Faustino, suplente de senador de Agripino Maia, membro da executiva nacional do PSDB, secretário de Assuntos Federativos da Presidência da República no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e subchefe da Casa Civil do então governador de São Paulo, José Serra (PSDB), pode ter tido sua prisão decretada de forma injusta. É possível. Claro que é possível. Mas também pode ser que ele seja culpado.
Ele foi preso na Operação Sinal Fechado, realizada pelo Ministério Público com apoio da Polícia Militar no Rio Grande do Norte. Ele é mais 13 pessoas.
A acusação contra eles é de que fariam parte de um mega-esquema de fraudes envolvendo o Detran e as tais inspeções veiculares. É um esquema filhote do que está sendo investigado na prefeitura de São Paulo (SP) e que envolve o prefeito Kassab.
João Faustino, aliás, mesmo sendo potiguar conhece bem São Paulo. Como já disse acima, quando Serra ocupava o Palácio dos Bandeirantes, Faustino despachava diretamente com ele. Foi subchefe da Casa Civil por dois anos e meio. O titular da pasta era Aloysio Nunes Ferreira, hoje senador tucano.
Consta que quando Serra saiu candidato, teria sido guindado a responsável pela arrecadação de fundos em outros estados, já que em São Paulo o responsável pela tarefa era um certo Paulo Vieira de Souza, mais conhecido como Paulo Preto.
Também foi investigado pela Polícia Federal por suspeitas de desvios de recursos no Rodoanel.
Mesmo com todos esses ingredientes esse caso não ganhou as manchetes dos portais, dos jornais televisivos e também não vai virar capa daquela tal revista semanal. Nem dos ditos jornalões.
Isso não interessa. Como também não interessam a história do Caso Controlar, nem a das emendas do governo paulista ou a denúncia de esquema na licitação da linha 5 do Metrô.
O João Faustino não é da base do governo Dilma, não é amigo do Lula, não é petista, comunista ou de esquerda.
João Faustino é tucano, suplente de senador do DEM, amigo de Serra, Aloysio Nunes e FHC.
E ainda deve ter muitos amigos empresários. Os tais corruptores que nunca aparecem em denúncia nenhuma.
Convenhamos, João Faustino tem salvaguardas.
É o que podemos chamar de um homem de sorte. Se seu partido fosse outro, o Brasil inteiro já saberia detalhes de sua vida. E seu rosto seria o novo símbolo da corrupção nacional.
E, convenhamos, João Faustino pode ser inocente.
Talvez por isso a mídia comercial esteja tratando o caso com tanto cuidado…
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