25 de nov de 2011

Tucano tem a solução para acabar com a cracolândia

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Adivinha quem vem para o jantar

Convites de R$ 1 mil para jantar com FHC estão encalhados

O PSDB de São Paulo está com dificuldade para vender os convites de R$ 1 mil para um jantar com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, programado para o dia 5 de dezembro, em Higienópolis.
Por enquanto, só 100 dos 500 convites foram vendidos. O evento está sendo organizado pelo diretório estadual para arrecadar fundos para o partido.
Na próxima semana, os tucanos farão uma força-tarefa para desencalhar os convites.
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Código Florestal: uma mensagem negativa

 Entrevista especial com Jean Paul Metzger 

As alterações no texto do novo Código Florestal, aprovado na Comissão de Meio Ambiente – CMA do Senado, “foram muito mais políticas do que pautadas na ciência”, pondera o pesquisador da USP, Jean Paul Metzger. “A grande vantagem, em relação ao que foi discutido a partir do relatório de Aldo Rebelo e do debate no Senado, é que os senadores, de fato, ouviram os cientistas de uma forma mais ampla. Eles tiveram acesso às informações e embasamento científico para elaborar um Código Florestal coerente. Entretanto, muitos dos pontos apresentados pelos cientistas foram ignorados”, disse em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone.
Ao comparar o texto proposto pelo deputado Aldo Rebelo e as modificações feitas por Jorge Viana, Metzger destaca pontos positivos como a criação do Cadastro Rural Ambiental – CRA. A partir desse cadastro, explica, será possível “saber se os proprietários de terra estão ou não agindo de acordo com a lei, se estão, de fato, executando um termo de ajuste de conduta”. Conforme propõe o texto votado na Comissão de Meio Ambiente do Senado, os produtores rurais somente terão acesso a crédito agrícola se estiverem de acordo com a legislação. “Isso é positivo porque consequentemente o produtor terá que restaurar as áreas degradas”, enfatiza. Para Metzger, as alterações feitas no texto do Código Florestal incentivam “à restauração e à manutenção das florestas e outras áreas naturais”.
Na quarta-feira, 23-11-2011, enquanto conversava com a equipe da IHU On-Line, Metzger vislumbrava um possível acordo em relação ao novo texto do Código Florestal, aprovado no dia seguinte. Os entraves e possíveis mudanças poderão acontecer mais tarde, ressalta, quando o texto retornar à Câmara dos Deputados. “O texto já está muito diferente daquele que os deputados aprovaram. Então, há um grande risco de muitos trechos serem alterados. (...) Muitas das propostas sugeridas por Jorge Viana irão desagradar os deputados. Por isso é provável que o texto não seja aprovado neste ano”.
Jean Paul Metzger é graduado em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo – USP, mestre em Ecologia e doutor em Ecologia de Paisagens pela Universidade Paul Sabatier de Toulouse, França. Atualmente é professor titular do Departamento de Ecologia da USP, membro do corpo editorial da Landscape Ecology e da Natureza e Conservação. É vice-presidente da International Association for Landscape Ecology – IALE.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – O senhor elaborou uma pesquisa para saber qual é a base cientifica do Código Florestal vigente. Pode nos falar sobre esse estudo? Quais são, em sua avaliação, os avanços científicos dos últimos 45 anos que permitem alterar o novo Código Florestal?
Jean Paul Metzger – Um dos grandes argumentos para a mudança do Código Florestal é o fato de que muitos dos critérios definidos pelo Código, como a extensão da Reserva Legal ou a largura de áreas que têm de ser protegidas ao longo do rio, não teriam base científica.
Em minha pesquisa, tentei entender qual era a base científica da época e como ela permitiu a sustentação dos critérios (científicos) definidos no Código Florestal vigente. Também tentei observar como, a partir da evolução da ciência, de 1965 até hoje, alguns critérios deveriam ser revistos. Cheguei a várias conclusões, mas uma delas diz respeito à biodiversidade. Hoje existe o suporte científico que não existia naquela época. Portanto, é necessária a extensão das Áreas de Preservação Permanente – APPs e das áreas ripárias, para que elas sejam, de fato, efetivas para a manutenção da diversidade biológica. Ou seja, precisaríamos de APPs de pelo menos 100 ou 200 metros de largura. É fundamental expandir e não reduzir a contenção ao longo dos rios.
De acordo com a revisão que fiz em relação à Reserva Legal - RL, o Código vigente tem uma base científica interessante. No caso da Amazônia Legal, a Reserva Legal é de 80%. Portanto, se reduzirem esse percentual para 60%, ou abaixo de 60%, muitas espécies serão perdidas porque a continuidade da floresta será rompida, pois as espécies que não usam áreas externas não poderão circular livremente pela paisagem.
Também temos um bom suporte científico para afirmar que a junção de APPs com Reserva Legal é prejudicial porque irão juntar áreas que têm funções e composições muito distintas. Se isso for feito, haverá uma redução muito grande na cobertura total protegida.
IHU On-Line – Então é necessário separar RL de APPs?
Jean Paul Metzger – Há necessidade de separá-las porque as APPs se encontram ao longo do rio, em encostas muito íngremes, topo de morro. Ao longo dos rios têm cheias sazonais; nas encostas íngremes há um risco de erosão maior; no topo dos morros existem outros tipos de solo. Então, quando se compara essas áreas com as áreas interfluviais, onde estariam as Reservas Legais, percebe-se que as condições ambientais são muito distintas; logo, a composição de espécies também é distinta. As APPs e a Reserva Legal têm conjuntos de espécies distintos e complementares, e, portanto, funções complementares. As APPs servem para proteger áreas mais sensíveis e a Reserva Legal é uma reserva de floresta, e atualmente é entendida como uma reserva de espécies para a proteção da diversidade biológica dos ambientes florestais. Por isso precisamos manter as duas áreas para ter uma paisagem saudável.
Ao juntar a Reserva Legal e as APPs, haverá uma redução de 10 a 15% na Reserva Legal. Considerando, de acordo com o novo texto do Código Florestal, que os pequenos proprietários não precisam ter Reserva Legal, e adicionando a isso o fato de que a Reserva Legal pode ser recuperada com 50% de espécies exóticas, ou 50% da área com espécies exóticas, isso praticamente extingue as Reservas Legais do território brasileiro, reduz e fragmenta enormemente essas áreas. Esse novo Código Florestal praticamente extingue as Reservas Legais.
IHU On-Line – Como as APPs e as Reservas Legais devem ser distribuídas? Por propriedade, bioma?
Jean Paul Metzger – De acordo com a lei atual, há uma extensão de Reserva Legal distinta em função dos biomas. Na Amazônia, na área florestal, deve haver 80% de RL; na área do cerrado e de campos, 35%; e fora da Amazônia Legal, 20%.
O bioma Mata Atlântica precisa ter 20% de Reserva Legal. No Código vigente, além dos 20% de Reserva Legal no bioma, é preciso ter APPs. A proposta do novo texto é juntar essas duas áreas, ou seja, quando um bioma tiver 20% de APPs, não é necessário ter uma área de Reserva Legal.
No caso do bioma Mata Atlântica, que é muito extenso (vai do Rio Grande do Sul até o Rio Grande do Norte), quando o proprietário de uma terra não tem Reserva Legal na sua propriedade, ele tem três opções: induzir a regeneração, restaurar ou compensar em outro lugar. E aí ele, em vez de compensar na bacia hidrográfica conforme define a lei, poderá compensar em qualquer parte do bioma. Então, poderá compensar as perdas de uma área de campo do Rio Grande do Sul em uma área de floresta do Rio Grande do Norte, porque os dois territórios fazem parte do bioma Mata Atlântica. Essa possibilidade é um absurdo total, porque estão mudando por completo o tipo de ambiente que deveria ser protegido. Essa mudança na legislação cria um risco muito grande de as áreas muito produtivas não terem mais nenhuma Reserva Legal, porque as pessoas não vão querer tê-las em solos que potencialmente são produtivos e concentrarão todas as Reservas Legais em solos que são improdutivos. Isso faz com que, no total, as Reservas Legais mantenham apenas espécies de áreas improdutivas, de um único tipo de ambiente. Perderemos as espécies daquelas áreas em que os solos são mais ricos.
IHU On-Line – O novo texto do Código Florestal tem algum embasamento científico?
Jean Paul Metzger – As mudanças feitas no novo texto do Código Florestal foram muito mais políticas do que pautadas na ciência. A grande vantagem em relação ao que foi discutido a partir do relatório de Aldo Rebelo e do debate no Senado é que os senadores, de fato, ouviram os cientistas de uma forma mais ampla. Eles tiveram acesso às informações e embasamento científico para elaborar um Código Florestal coerente. Entretanto, muitos dos pontos apresentados pelos cientistas foram ignorados. A atualização do Código é uma decisão política porque eles têm que considerar as demandas da sociedade científica e de outros setores. O relatório de Jorge Viana é muito melhor do que o relatório de Aldo Rebelo, mas está longe daquilo que é ideal.
IHU On-Line – Quais são os aspectos positivos do relatório do senador Jorge Viana (PT-AC)?
Jean Paul Metzger – O primeiro aspecto positivo é o fato de estabelecer um Cadastro Rural Ambiental – CRA. Então, os agricultores, para obterem créditos agrícolas, terão de estar cadastrados nesse CRA. Isso permitirá a elaboração de um registro de propriedades do Brasil, o que nunca tivemos. Sem esse tipo de iniciativa não temos como saber se os proprietários estão ou não de acordo com a lei, se estão executando um termo de ajuste de conduta. Conseguiremos, através do cadastro, monitorar as atividades legais e ilegais.
O segundo ponto positivo é a inserção de um conjunto de incentivos à restauração e à manutenção das florestas e outras áreas naturais. Quer dizer, em vez de ter um Código Florestal baseado apenas em comando controle – impõe-se uma lei e, se ela não for cumprida, o proprietário da terra será multado –, passamos para uma filosofia de incentivo através de pagamentos de serviços ambientais, de facilitação de crédito. Outro ponto positivo é que, com esse novo Código, os produtores poderão ter acesso a créditos agrícolas somente se estiverem de acordo com a legislação ou estiverem se adequando a ela. Hoje em dia todo mundo obtém crédito agrícola, independente de estar ou não de acordo com o Código Florestal. Isso é positivo porque, consequentemente, o produtor terá que restaurar as áreas degradadas.
IHU On-Line – Como o senhor avalia o relatório substitutivo do senador Jorge Viana (PT-AC) ao projeto do novo Código Florestal, que autoriza a Câmara de Comércio Exterior – Camex a adotar medidas de restrição à importação de produtos de origem agropecuária e florestal de países que não seguirem as normas de proteção ambiental compatíveis com as leis brasileiras? Essa medida tem relevância ambiental?
Jean Paul Metzger – Eu vi essa questão e a considero polêmica porque não podemos julgar outros países com base em nossa legislação. Como vamos dizer se um país é compreensível em relação às questões ambientais se as condições lá são totalmente diferentes?
Vejo essa questão como um aumento da segurança da balança comercial no sentido em que, com esse tipo de dispositivo, o Brasil terá uma liberdade maior de proteger a produção interna. Eu ouvi alguns comentários sobre essa medida, mas não sei se ela será aprovada. O relatório deverá ser aprovado na Comissão do Meio Ambiente, depois passará para o Plenário do Senado e depois voltará para os deputados. O texto já está muito diferente daquele que os deputados aprovaram. Então, há um grande risco de muitos trechos serem alterados. Sinceramente não entendi o porquê dessa restrição à importação dos produtos. Parece muito mais uma desculpa e uma questão comercial financeira de competição com alguns países que produzem produtos similares aos brasileiros. Não gostaria de comentar esse assunto porque não consegui entender o que está por trás dessa questão; não consegui acompanhar todo o processo e as razões da inclusão desse tipo de medida.
IHU On-Line – O senhor está acompanhando as discussões sobre o novo texto do Código Florestal na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle – CMA? Qual sua expectativa em relação à votação?
Jean Paul Metzger – Deve passar na Comissão do Meio Ambiente sem problema nenhum. Todos estão o elogiando bastante. O relatório de Jorge Viana foi feito, de certa forma, em conjunto com Luis Henrique (PMDB/SC), que é, digamos, o Aldo Rebelo do Senado. Então, houve, de fato, um nível de discussão e de negociação bastante intenso no Senado. Provavelmente esse texto será aprovado no Senado. Entretanto, pode haver um problema quando o texto voltar para a Câmara dos Deputados, porque muitas das propostas sugeridas por Jorge Viana irão desagradar os deputados. Por isso é provável que o texto não seja aprovado neste ano.
IHU On-Line – Caso o novo Código Florestal não seja aprovado neste ano, pode-se esperar alguma alteração, considerando a Rio+20 em 2012?
Jean Paul Metzger – A Rio+20 é uma pressão internacional sobre o Brasil. Temos uma série de compromissos ambientais em relação à emissão de gases de efeito estufa, por exemplo. Boa parte da emissão de CO2 é dada pelo desmatamento e corte de vegetação na região do Cerrado. Portanto, é preciso ter um Código Florestal respectivo, para que o desmatamento não aumente.
O Código Florestal tal qual está sendo proposto neste momento não incentiva novos desmatamentos. Por outro lado, ele é bastante flexível na forma de restaurar os passivos ambientais. Traz principalmente uma mensagem muito negativa, na medida em que ele anistia quem desmatou de forma ilegal durante esses últimos 40 e poucos anos.
Patricia Fachin e Stéfanie Telles
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Justiça determina bloqueio dos bens de Kassab

A Justiça de São Paulo determinou nesta sexta-feira (25) o bloqueio dos bens do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), do secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge Martins Sobrinho, e das empresas Controlar e CCR. A decisão, do juiz Domingos de Siqueira Frascino, da 11ª Vara da Fazenda Pública, atendeu pedido do Ministério Público, que denunciou irregularidades no programa de inspeção veicular da Prefeitura de São Paulo, desenvolvido pela empresa Controlar.
O TJ decidiu pela manutenção da inspeção veicular por “significar relevante instrumento de controle de poluição ambiente, com evidentes benefícios à saúde de todos”, mas determinou a abertura de nova licitação para o programa em um prazo de 90 dias.
O juiz também negou o pedido de afastar Kassab e os outros envolvidos nos caso por entender que “a permanência deles nos cargos não trará prejuízo à instrução do feito”.
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Sophia Rachel seja bem-vinda!

Para o cumpadi DiAfonso, esposa e família que aguardam a chegada da Sophia Rachel em Terra Brasilis.

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Bispo de Guarulhos pede pra sair

Bispo algoz de Dilma na eleição se aposenta
O papa Bento XVI aceitou ontem a renúncia, por limite de idade (75 anos), do bispo de Guarulhos, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, que se projetou na campanha presidencial do ano passado ao pregar o voto contra a atual presidente Dilma Rousseff e todos os candidatos do PT.
D. Bergonzini alegava que Dilma Rousseff era contra a vida humana porque defendia o aborto, posição que, segundo ele, fazia parte também do programa do PT. O Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), divulgado em 2010 pela Secretaria de Direitos Humanos vinculada à Presidência da República, apoiou a descriminalização do aborto, o que deu origem à polêmica na campanha eleitoral.
A ofensiva católica e evangélica contra Dilma na campanha presidencial obrigou o PT a formular a 'Carta Aberta ao Povo de Deus', em que a então candidata dizia que "cabe ao Congresso Nacional a função básica de encontrar o ponto de equilíbrio nas posições que envolvam valores éticos e fundamentais, muitas vezes contraditórios, como aborto, formação familiar, uniões estáveis e outros temas relevantes, tanto para as minorias como para toda sociedade brasileira".
A pregação do bispo de Guarulhos contra a petista alcançou repercussão nacional e internacional, e levou à criação de um movimento pró-vida em vários Estados brasileiros. O PT chegou a temer pelo resultado eleitoral com a invasão do debate religioso na campanha.
"Meu trabalho começou em Guarulhos, ganhou espaço e chegou a muitos países da Europa, como Itália e Portugal, e também aos Estados Unidos", declarou o bispo, ao agradecer, há 20 dias, o Prêmio Cardeal Von Galen, dado pela Human Life International, durante o 2.º Congresso Internacional pela Verdade e pela Vida, em São Paulo.
"Sou agradecido por essa homenagem e por perceber que o trabalho que a gente fez não foi em vão", afirmou d. Bergonzini.
O novo bispo de Guarulhos será d. Joaquim Justino Carreira, de 61 anos, até agora auxiliar do cardeal d. Odilo Scherer, na Arquidiocese de São Paulo.
Natural de Santa Catarina da Serra, na região de Leiria, em Portugal, trabalhava em Jundiaí, quando foi ordenado bispo em maio de 2005. Na capital, era vigário episcopal para a região de Santana e responsável pela pastoral familiar.
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Ziraldo é condenado a dois anos de prisão

Cartunista foi acusado de estelionato por registro indevido da marca do Festival Internacional do Humor de Foz do Iguaçu, criada por ele em 2003. Em 2008, Ziraldo foi alvo de críticas por receber indenização de mais de R$ 1 milhão por perseguição durante a ditadura. Artista vai recorrer
A Justiça Federal do Paraná condenou o cartunista Ziraldo Alves Pinto a dois anos, dois meses e 20 dias de prisão pelo registro indevido da marca do Festival Internacional do Humor de Foz do Iguaçu, realizado em 2003. Ziraldo foi enquadrado no crime de estelionato. Através de seu advogado, Gustavo Teixeira, o cartunista negou o crime.
Segundo Teixeira, Ziraldo, que também é seu tio, ficou "extremamente revoltado" com a sentença proferida pelo juiz federal Mateus de Freitas Cavalcanti Costa. "Foi uma sentença que o acusou de um crime que ele não cometeu, que não aponta qual é o prejuízo, de uma marca que ele nunca utilizou e, no final das contas o condenou a uma pena que não é aplicável, está prescrita", diz.
O crime de estelionato prescreve após 5 anos - que é o tempo máximo para a pena. Mas, independente de haver ou não prescrição, o advogado de Ziraldo afirmou que vai recorrer da condenação. "Para o Ziraldo, não significa nada isso (se prescreveu ou não)."
Ele também criticou o juiz por ter considerado que a culpabilidade de Ziraldo deveria "ser valorada negativamente" por ele ser um nome reconhecido. "A notoriedade e o prestígio gozados pelo réu, sobretudo sua representatividade perante o público infantil, fazem com que o agir ilícito dele se revista de maior grau de reprovabilidade", anotou o magistrado na sentença.
O caso
Em 2003, Ziraldo participou do Festival Internacional de Humor Gráfico de Foz do Iguaçu, aparecendo como presidente de honra do evento. O cartunista também foi responsável pela criação do cartaz do festival, o que lhe rendeu R$ 75 mil - previstos no edital, mediante a cessão perpétua do desenho. Em 2004, representado por uma das organizadoras do evento, Arlete Andrion Bonato, o cartunista registrou o desenho em seu nome no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi). Em sua ação, o Ministério Público Federal denunciava o registro junto ao Inpi, pois ele caracterizaria a intenção de Ziraldo de utilizar a marca comercialmente.
Para Teixeira, a acusação não faz sentido. "Onde essa marca foi veiculada para poder gerar benefício financeiro para o Ziraldo? Não há vantagem", afirma. O advogado admite que seu tio possa ter errado ao registrar a marca - chega a definir o gesto como burrice. Mas, diz ele, não houve dolo. "Estelionato tem que ter vontade de cometer o crime, tem que ter a prova do dano. Registrou errado a marca? Então desfaz", defende. O advogado afirma que a intenção de seu tio ao fazer o registro era evitar pirataria. Teixeira argumentou ainda que o cartunista tem outras marcas que rendem e não precisa da marca criada para um "festival sazonal".
Ditadura
Esta não é a primeira polêmica relacionada a dinheiro em que o cartunista se envolve. Em 2008, Ziraldo – e mais vinte jornalistas que foram perseguidos durante os anos de ditadura – teve aprovado um processo pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça que rendeu uma das maiores indenizações, junto com a do cartunista Jaguar. Ele foi indenizado em mais de R$ 1 milhão, além de receber uma pensão vitalícia de R$ 4.375,88.
À época, Ziraldo causou polêmica ao afirmar que “o Brasil lhe devia” tal indenização. “Eu quero que morra quem está me criticando. Porque é tudo cagão e não botou o dedo na seringa. Enquanto eu estava xingando o Figueiredo e fazendo charge contra todo mundo, eles estavam servindo à ditadura e tomando cafezinho com o Golbery. Então, qualquer crítica que se fizer em relação ao que está acontecendo conosco eu estou me lixando”.
O episódio foi comentado por seu antigo colega Millôr Fernandes, que se negou a exigir indenização, questionando: “Quer dizer que aquilo não era ideologia, era investimento?”.
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Sarney diz que estatização de fundação foi ‘prova de amor’ ao Maranhão

Em artigo publicado em seu novo blog, o presidente do Senado, José Sarney, afirmou que a estatização da fundação que leva o seu nome, no Maranhão, foi uma “prova de amor” ao Estado.
Dizendo serem “injustas” as críticas de “alguns idiotas”, Sarney lista documentos, peças de museu de obra de arte e documentos que passarão para a tutela do governo estadual.
“Doar ao povo do Maranhão um patrimônio, como o que outros presidentes venderam, do meu valioso arquivo de mais de um milhão de documentos, três mil peças de museu de obras de arte e uma biblioteca de mais de 30.000 livros, muitos raríssimos, que acumulei ao longo de minha vida. E o fiz grandeza, amor e desprendimento”, escreveu Sarney.
Uma lei sancionada no mês passado pela governadora Roseana Sarney (PMDB), filha do senador, criou uma nova fundação pública – a Fundação da Memória Republicana Brasileira.
Esta nova fundação irá receber o acervo da Fundação José Sarney, que está sem recursos e será extinta. Entre os bens que serão transferidos está a sede da fundação, um prédio do século 17, Convento das Mercês* - em São Luís, doado à fundação pelo Estado do Maranhão.
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Maranhão decidiu questionar na Justiça a lei que, na prática, “estatiza” a Fundação José Sarney.
A lei sancionada coloca o senador e ex-presidente como patrono da nova fundação, com o direito de indicar dois de seus 11 conselheiros. Após sua morte, o direito é transferido para seus herdeiros.
No FAlha
*O Convento das Mercês é um antigo prédio localizado no centro histórico de São Luís do Maranhão.
Construído em 1654 e tombado como Patrimônio Histórico Nacional, o convento foi inaugurado pelo padre Antônio Vieira, e nele funcionou o Convento da Ordem dos Mercedários. Pertenceu ao estado maranhense de 1905 a 1990, quando o então governador João Alberto de Souza doou o edifício à Fundação José Sarney, seu aliado político. Em junho de 2009, a Justiça decretou a devolução do prédio histórico ao patrimônio estatal e, em outubro do mesmo ano, a Fundação foi fechada após denúncias de desvio de verbas.
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Junta Militar divide egípcios ao nomear primeiro-ministro

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Prestação de contas de Instituto Ronaldinho só tem fotos e historinha

Ronaldinho chora em inauguração da sua ONG
O vereador de Porto Alegre (RS) Mauro Pinheiro (PT) foi irônico ao se referir à prestação de contas apresentada pelo Instituto Ronaldinho Gaúcho (IRG), cujos contratos com a prefeitura de Porto Alegre, rescindidos no ano passado, estão sob suspeita. Em entrevista a Terra Magazine, o parlamentar disse que o relatório, entregue na terça-feira (22) durante reunião na Câmara Municipal, mais parece o "portfolio" do jogador do Flamengo.
Pinheiro tenta reunir assinaturas para que seja aberta uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com a finalidade de investigar convênios da entidade com a prefeitura da capital gaúcha. Ele precisa da adesão de 12 colegas para instaurar a apuração na Casa, mas, por ora, conta com 11.
- O Instituto Ronaldinho Gaúcho entregou dois volumes de documentos, dizendo que era uma prestação de contas. Na verdade, é um portfolio do Ronaldinho Gaúcho. Tem muita fotografia e conta uma historinha, que pretendo ler na tribuna na próxima segunda-feira (28). Vou te adiantar.
Pinheiro pega o relatório e começa a ler um trecho:
- A imagem de um campo de futebol, uma vila de uma cidade da América do Sul com cerca de 150 crianças e adolescentes em volta, no maior alvoroço. Sob um calor de mais de 30 graus, de repente, surge um helicóptero. Pousa no campo e desembarca, todo de branco e calçando chinelos também brancos, uma das pessoas mais famosas do mundo. Isso aconteceu hoje no Instituto Ronaldinho Gaúcho...
E interrompe para comentar:
- Eles entregaram isso como uma prestação de contas. O que que tu achas? Parece historinha que minha avó me contava. É uma pérola. Não tem uma nota fiscal na prestação de contas, não tem um contrato. Por exemplo, o Instituto Nacional América, contratado por R$ 500 mil, não é citado em nenhum momento, nem em fotografia - reclama, referindo-se à organização não governamental subcontratada pelo IRG para o projeto "Jogos de Verão", um dos convênios.
A ONG é investigada pelo Ministério Público Federal por suspeita de envolvimento nos desvios de recursos da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra).
O parlamentar diz que está confrontando os dados que constam no relatório com as notas fiscais que conseguiu reunir.
- Ali (relatório) informa o nome das pessoas, o dia em que participaram do evento. Estou confrontando com as notas para ver se bate. Quero verificar se há contradições. Um documento diz um número, na nota diz outro. Tenho até 22 dezembro para conseguir a CPI, porque a Câmara entra em recesso e só volta em fevereiro, aí vai esfriar. Acho que, na semana que vem, teremos a décima segunda assinatura.
Mauro Pinheiro critica o que considera como falta de transparência nos convênios.
- Eu perguntei que serviço o Instituto Nacional América prestou para o Instituto Ronaldinho. Eles me pediram cinco dias para responder. O prazo já está acabando. Falta tranparência. As notas não explicam nada.
O Instituto Ronaldinho Gaúcho foi inaugurado em 2007 com o intuito de oferecer cursos profissionalizantes e realizar atividades esportivas com crianças carentes de Porto Alegre.
Ana Cláudia Barros
No Terra Magazine
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Encontrado fóssil de dinossauro gaúcho com 228 milhões de anos

Outro gaúcho
Animal foi classificado como um parente próximo dos saurópodes.
Restos da espécie 'P. barbarenai' foram achadas por brasileiro em 2004.
Corredor, bípede, carnívoro e extremamente antigo. Palavras possíveis para explicar o animal que deu origem a um fóssil descoberto pelo pesquisador brasileiro Sergio Furtado Cabreira, em 2004. Descrito recentemente em uma revista científica alemã, o bicho só não deixa dúvidas quanto a sua "nacionalidade": ele era gaúcho, já que perambulava pela região onde atualmente fica a cidade de Agudo, no centro do Rio Grande do Sul, há longínquos 228 milhões de anos.
Expostos publicamente pela primeira vez em 2006, os restos do dinossauro foram tombados pelo Museu de Ciências Naturais da universidade gaúcha. Agora, o registro científico e a descrição do animal estão disponíveis em um estudo divulgado em 15 de novembro na revista especializada alemã "Naturwissenchaften" (ciências naturais, em alemão).
O nome do dinossauro dá pistas sobre o local onde habitava: Pampadromaeus barberenai. A primeira parte significa "corredor dos pampas". A segunda é uma homenagem ao paleontólogo Mário Costa Barberena.
Em entrevista, o descobridor conta que o fóssil corresponde a ossos de apenas um único indivíduo. "Parece um dinossauro que morreu há apenas meses", vibra Cabreira. "Nós temos praticamente todo o crânio, vértebras, ossos dos membros."
Os restos mortais do P. barberenai podem ser um dos mais conservados do mundo. "Os ossos não sofreram alterações de volume, comuns durante fossilizações", diz o paleontólogo da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, no Rio Grande do Sul.
Mário Barra
Do G1, em São Paulo
No Esquerdopata
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Jornalismo brasileiro amanhece melhor

Com a queda de Mario Sabino, o jornalismo brasileiro respira melhores ares; em Veja, ele foi o grande responsável pela degradação editorial de uma revista que, sim, já foi admirada por grande parte dos profissionais de imprensa no Brasil
Um mês atrás, estive em Recife, participando de um debate com dois grandes jornalistas brasileiros: Fernando Morais, que já vendeu mais de 5 milhões de livros, com seus romances e biografias, e Raimundo Rodrigues Pereira, ex-editor da Realidade e criador do Movimento, durante a ditadura militar. Ambos já escreveram em Veja, mas se viram forçados a se explicar à plateia, dizendo que trabalharam "naquela Veja", não "nesta Veja". Em Brasília, um de meus bons amigos é o jornalista Hélio Doyle, professor renomado da UnB, colunista deste Brasil 247 e também ex-editor de Veja. Doyle, com frequência, é cobrado pelos alunos sobre essa grave mancha em seu currículo - e ele, com frequência, dá explicações semelhantes às de Fernando Morais e Raimundo Pereira. Doyle trabalhou "naquela Veja", não "nesta Veja". Um tanto mais jovem do que os três colegas aqui citados, eu também trabalhei em Veja, no início da minha carreira jornalística, em 1994. Infelizmente, numa revista que já deixava de ser "aquela" para se transformar "nesta" Veja. Onde os editores babavam, como chacais, diante da primeira alternativa de destruir uma reputação. Vivi, por exemplo, o caso do embaixador Rubens Ricupero e de suas inconfidências parabólicas. Nada contra cobrir o caso em si - o modo de cobertura é que já revelava a transformação daquela revista nesta revista. E, quando saí, fui aconselhado pelo ex-chefe a ser mais "filho da puta" - nesses termos. Caso contrário, não teria futuro algum na publicação.
Felizmente, naquele breve período, não tive o desprazer de conhecer Mario Sabino. Ele era ainda um personagem secundário, mas que, rapidamente, absorvia a cultura que, com ele, atingiu seu zênite. Anos depois, quando trabalhei na Editora Três, soube que Sabino foi demitido do cargo de editor de cultura da Istoé por um comentário, numa reportagem sobre o escritor Paulo Coelho, que já revelava parte de seu caráter. Algo jocoso, na linha do "cada país tem o escritor que merece". Domingo Alzugaray, dono da editora Três, sempre foi um gentleman. Um dos barões mais cordatos da imprensa brasileira. Que seria capaz de admitir uma crítica profissional a um autor, mas não ao público, de maneira geral e indiscriminada.
Por que Sabino teria agido desta maneira em relação a Paulo Coelho? Talvez devido ao fato de ser um escritor frustrado. Seus livros só fizeram sucesso, realmente, nas páginas de Veja. O primeiro deles, "O dia em que matei meu pai", recebeu críticas mandatórias elogiosas na publicação, misturando interesses públicos e privados, e de forma questionável foi incluído na lista de mais vendidos de Veja. Poucas pessoas se deram ao trabalho de ler, mas quem viu enxergou, na obra, os primeiros sinais de conflitos psicológicos internos do autor, que foram levados ao comando editorial da maior revista semanal brasileira. O segundo, chamado "O vício do amor" e lançado nesta semana no programa do Jô Soares, é também sério candidato ao anonimato literário, apesar do esforço de divulgação.
Em Veja, Sabino deu provas reiteradas de seu caráter. Anos atrás, quando IstoÉ publicou uma capa sobre um erro da revista da Editora Abril, que destruiu a carreira de Ibsen Pinheiro colocando três zeros a mais num extrato bancário, Veja respondeu na semana seguinte. Numa matéria sobre a concorrente, Sabino classificou em vários trechos o jornalista Hélio Campos Mello, ex-diretor de redação da IstoÉ e atual dono da Brasileiros, como um reles "fotógrafo" - na lógica de Sabino, fotógrafos são seres inferiores a escritores frustrados. E seu estilo de ataque lembra o de pessoas que, quando enfrentam adversários, molham a pontinha do dedo com saliva e dizem: "Eu te afogo".
A chegada de Fabio Barbosa
O caso Hélio Campos Mello foi apenas um dos inúmeros exemplos daquilo que Luis Nassif classificou como "assassinatos de reputação em série", praticados por Mario Sabino. Assassinatos que se tornaram mais notórios na esfera política, mas que também atingiram os meios cultural, artístico e até jornalístico. Sabino tinha um chefe, Eurípedes Alcântara, que continua em Veja, mas era dele a mão pesada e irresponsável da publicação. Eurípedes, ao contrário, é suave e educado.
Neste ano, quando a Editora Abril anunciou a contratação de Fábio Barbosa, ex-presidente do Santander, para o comando do grupo, com poderes inclusive sobre a área editorial, ficou claro e cristalino que os dias de Mario Sabino estariam contados em Veja.
Barbosa tem nome, currículo e reputação. Não jogaria tudo na lata de lixo para preservar um nome que não é querido na própria casa - sim, a redação de Veja, nesta sexta-feira, amanheceu em festa. E, aqui no 247, passamos a escrever o óbvio, desde o dia em que Fábio Barbosa foi anunciado. Mario Sabino estava prestes a cair.
Alguns diziam que estávamos torcendo ou tentando organizar a sucessão em Veja. Na verdade, estávamos apenas interpretando uma realidade cristalina. Sabino teve ainda a má sorte de se arriscar ainda mais, na semana em que foi anunciada a chegada de Fábio Barbosa. Com o chefe Eurípedes Alcântara em férias, ele organizou a reportagem sobre José Dirceu que terminou numa delegacia de polícia devido ao fato de um repórter ter tentado invadir um quarto de hotel em Brasília.
O ex-presidente do Santander não toleraria condutas desse naipe, como também misturas entre interesses públicos e privados numa publicação tão relevante como é a revista Veja. Exemplo: Felipe Patury, hoje colunista de Época, deixou a publicação da Abril porque não teve liberdade para escrever sobre o faustoso casamento do criminalista Roberto Podval em Capri, onde um dos convidados foi Sabino. Semanas depois, Podval, que já defendeu Sabino em processos judiciais, foi brindado com uma entevista de páginas amarelas, que lançava seu nome para a disputa da OAB - a chapa, jocosamente, já é chamada pelos adversários de "Pepino di Capri".
Nesta sexta-feira, o jornalismo brasileiro amanheceu melhor. Respira, novamente, bons ares. Todos que já trabalharam em Veja torcem para que um dia possam voltar a ler "aquela" Veja - e não "esta" Veja.
Comenta-se que Mario Sabino irá trabalhar na Companhia de Notícias, uma assessoria de imprensa do bom jornalista e bom amigo João Rodarte. Se é verdade, a CDN saiu perdendo. Essa atividade exige, sobretudo, bom relacionamento entre os pares.
E não há um profissional brasileiro que tenha construído tantos inimigos em tão pouco tempo como Mario Sabino. Amigos, talvez ele tenha dois: Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo.
Bom, paremos por aqui, porque o Brasil amanheceu nesta sexta com um sol radiante.
Leonardo Attuch
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Tal qual os ministros que se aferram aos cargos, redator chefe Mario Sabino tentou usar a imprensa para ficar em Veja; mas diretor de redação Eurípedes Alcântara já redigira o elogioso golpe de misericórdia; Reinaldo Azevedo apareceu por último para ampliar o imbróglio; mais mudanças à vista
Reconhecidamente, a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, é uma das melhores repórteres do País. Profissional cobiçada por todas as redações, autora de furos históricos que se misturam ao cotidiano de informações quentes, úteis e charmosas publicadas sob a sua chancela na segunda página da Folha Ilustrada – e tantas vezes em destaque na primeira página do jornal.
Hoje, em confiança a um colega de profissão (se bem que, para o Eurípedes Alcântara, Mario Sabino, aquela fonte, está determinado ‘a deixar a profissão’), a coluna da Mônica dá voz a uma mentira. Ou, ao menos, a uma tentativa de drible na verdade feita a partir de uma total desconsideração pelos melhores valores que existem entre fonte e jornalista. Que feio, Mario!
Cumprindo o papel de checar o que, àquela altura, circulava no universo da internet como um forte rumor, a partir de nota publicada no blog do jornalista Luís Nassif que obteve confirmação em Brasil 247 e aqui virou manchete, a coluna da Mônica fez o certo. Foi ouvir o pivô da notícia, o redator chefe de Veja Mario Sabino. E Mario Sabino fez o errado. Em lugar de contar a real, soltou uma conversa pelo lado do avesso. Garantiu que, ao contrário do que se dizia, ele permaneceria na revista. Firme e forte, todo pimpão, esnobando propostas milionárias que lhe aparecem “todos os anos”. É o que se conclui na leitura da nota ‘Convite’, da referida coluna, hoje. Em tempo: a nota diz que o destino negado por Sabino seria um posto de sócio na Companhia de Notícias, a CDN consolidada como a maior empresa de comunicação corporativa do País. Mas existe crédito para quem tenta ultrapassar a imprensa trabalhar com a imprensa? É o que se vai descobrir.
O que leva um sujeito como Sabino que trabalha, em tese, com a matéria-prima da verdade, a tirar do rumo certo uma coluna exemplar? Tem de ser muito folgado – e não ter o menor apreço pelo trabalho do outro. Do contrário, porque não simplesmente atender a reportagem e, uma vez incomodado em ser personagem da notícia, pedir para falar ‘in off’, avisar que não pode contar o que sabe, solicitar um tempo para deixar o quadro se aclarar? Tudo isso e mil outras alternativas são mais dignas do que falsear. Ainda mais para quem tem a responsabilidade de ser redator chefe da revista de maior circulação do País, quarta do mundo – era assim que se dizia no meu tempo em Veja –, em conversa séria com uma das principais colunas de informação dos jornais brasileiros. Nesse movimento, ele se assemelhou ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que já sem condições de permanecer no cargo, se aferra à cadeira, buscando de maneira desesperada ficar. Um espetáculo lamentável.
Pode ter acontecido, no entanto, de Sabino ter realmente dito a verdade – considerar, ali por volta da hora do almoço de ontem, que realmente estava mantido no seu cargo em Veja. Se foi assim, quem mentiu, então, foi o diretor de redação da mesma publicação, Eurípedes Alcântara. Senão, vejamos a nota oficial que está no alto do sítio da revista na internet:
Nota do diretor à redação
Meus caros,
antes que prevaleçam a maledicência e a desinformação, matérias-primas dos bucaneiros da internet, gostaria de esclarecer o que existe de factual sobre a decisão do Mario Sabino de deixar o jornalismo e, como consequência, seu cargo de redator chefe de VEJA. Havia um ano eu tentava dissuadir o Mario da determinação de deixar a profissão. Ele argumentava que o exercício do jornalismo já não lhe proporcionava a mesma satisfação. Embora eu apontasse que ele continuava a desempenhar suas atribuições com a responsabilidade, brilhantismo, ousadia e originalidade de sempre, Mario foi consolidando sua decisão de mudar de rumos profissionais.
Na semana passada, finalmente, Mario Sabino me procurou para dizer que seguiria mesmo outro caminho.
A decisão do Mario representa uma grande perda – para nós da redação de VEJA e para o jornalismo. Ele esteve ao meu lado durante quase oito anos, no cargo que ainda exercerá até o início do próximo ano, sempre como a melhor companhia que um diretor de redação pode ter na trincheira do jornalismo rigoroso e independente. Perco o convívio de um amigo, mas não a sua amizade. Fica conosco sua lição de profissionalismo intenso e de apego exacerbado à busca da verdade, para ele mais do que uma simples virtude, uma razão de vida. Sob essa ótica, farei e anunciarei nas próximas semanas as mudanças que a decisão do Mario acarreta.
Eurípedes Alcântara
Diretor de Redação
Uau! Alguém nessa história está, como diz o Neto, “de brincadeira” – e com coisa séria. O atual diretor de redação de Veja é o mesmo profissional que, no dia em que o saudoso Tales Alvarenga morreu, correu do sepultamento para seu computador para escrever um editorial de rasgados elogios ao falecido. Em vida, no mesmo dia em que foi escolhido para o seu cargo atual, Eurípedes voou de sua nova sala para o gabinete do então presidente da Editora Abril, Roberto Civita, de par com o igualmente recém nomeado diretor de redação da revista Exame, Eduardo Oinegue, para dizer ao patrão que, sim, aceitava a missão de bom grado – mas, principalmente, para dizer que não poderia trabalhar com a fórmula criada pelo próprio Civita de deixar o Tales, que saia da Direção de Redação de Veja, como coordenador maior das duas estruturas editoriais da casa, Veja e Exame. Quer dizer: assim que foi empossado no novo cargo pelo antigo chefe, saltou escada acima para solapar a nomeação dele como, outra vez, seu novo chefe! Um golpe rápido e certeiro de dar inveja ao Barba Negra e ao Capitão Gancho. Talvez por isso, agora, em sua nota à redação, Eurípedes tenha falado em "bucaneiros". Mais tarde, repita-se, escreveu o editorial de elogios ao profissional que, de mãos dadas com Oinegue, apunhalou. O que está na nota de hoje, à luz desse passado de postura rasteira em momento de luta interna, é, portanto, suspeito. Os elogios ali empilhados a Mario Sabino são tão verdadeiros quanto aqueles escolhidos no editorial sobre o Tales? Ou a nota foi escrita para não dar tempo ao redator chefe de voltar atrás em suas deprimidas reflexões sobre “deixar a profissão”? Em lugar de esperar uma volta de quem não foi – assim foi dito por Sabino à Folha de hoje -, Euripa (ele é assim chamado, carinhosamente, por alguns em Veja) adiantou o serviço e consolidou “o que existe de factual sobre a decisão do Mario Sabino de deixar o jornalismo e, como consequência, seu cargo de redator chefe de VEJA”. Isso mais parece um pé nos costados, bem ao estilo, como já se viu, do Diretor de Redação.
Por estas e outras que certamente ainda irão aparecer, o que era para ser apenas e tão somente um movimento de faxina ética em Veja, dado o radicalismo à direita empreendido na gestão de Mario Sabino como redator chefe da revista, evoluiu para uma autêntica lambança. Acrescida pela entrada no imbróglio do notório Reinaldo Azevedo, que em seu blog, sob o guarda-chuva de Veja, faz um joguinho de ‘de’ e ‘da’ que ele próprio derruba, uma vez que, primeiro, faz disso uma diferença e, em seguida, uma igualdade. Ao que parece, Euripa tirou Sabino de Veja, mas Azevedo, sem poder, queria que ele ficasse. Para melhor juízo do leitor, eis o que o líder do nosso Tea Party postou na madrugada:
Mario Sabino vai sair DE VEJA, mas não DA VEJA
É verdade: Mario Sabino vai sair de VEJA. Não pelos motivos que fariam a satisfação de certa canalha. Mario sai de VEJA, mas não da VEJA. Esse artigo definido que somo à preposição implica, como deixa claro um texto a seguir, que permanece uma cultura, de que Mario é fruto e promotor. Ao longo do dia, as legiões do ressentimento, do ódio, da vulgaridade e do obscurantismo ficaram enviando mensagens para este blog: “E aí, tá com medo?”. O que tenho escrito nestes últimos dias evidencia: tenho não exatamente medo, mas asco, é da irrelevância, da inveja e da estupidez em que essa gente navega.
Abaixo, segue uma nota inequívoca, clara, e solar de Eurípedes Alcântara, Diretor de Redação da VEJA. Fala por si mesma. Os profissionais de VEJA e da VEJA lamentam a saída de Mario Sabino. Todos sabemos que, em seu novo caminho, atuará com o brilho, o rigor e a competência de sempre. Leia a nota de Eurípedes (publicada acima*).
Do que deu para entender, Sabino, agastado, pediu para sair, resolveu ficar, plantou notícia na imprensa neste sentido, Euripa fez que não viu, consolidou a demissão do muy amigo e Azevedo chorou a perda.
Marco Damiani
No Brasil 247
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Fruta da amazônia poderá dar nome a bola da Copa

Assim como as edições da Copa do Mundo, que são realizadas a cada quatro anos, a colheita do Caramuri é feita no mesmo período
Uma fruta típica do Amazonas, porém pouco conhecida, será candidata a nomear a bola da Copa do Mundo de 2014. A pequena Caramuri, com colheita a cada quatro anos e de origem do município de Maués, distante 267 quilômetros da capital, foi sugerida à Adidas por um amazonense, o contador Vaubel Mafra, 57.
A sugestão foi enviada para o ministério dos Esportes, por meio do site do mundial de futebol, para FIFA e à Adidas, que atendeu a sugestão e direcionou para o departamento de marketing.
Nascido em Maués e morando há mais de 12 anos em Manaus, Vaubel decidiu encaminhar a proposta após receber em 2010, ano da Copa (na África do Sul), do irmão que mora em Maués uma sacola com mais de cem frutas de Caramuri.
- Quando era criança eu comia o Caramuri. Assim que vim para Manaus não tive mais como provar e ano passado, quando recebi as frutas do meu irmão, lembrei que a colheita acontece a cada quatro anos, assim como a realização Copa - diz.
A ideia e a coincidência, Vaubel passou a pesquisar o nome das bolas das copas até concretizar a proposta com o nome da fruta, que corre o risco de ser extinta pela forma que é feita a colheita, sendo preciso derrubar a árvore do fruto.
- Temos que conscientizar as pessoas sobre a extinção da fruta, já que ainda é utilizado o método arcaico, com a necessidade de derrubar a árvore. Com a possível escolha tenho certeza que a fruta será valorizada - afirma.
Anderson Silva | Manaus
No Um brasileiro
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Sir Ney

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Professora acusada de humilhar aluna grávida é afastada de universidade

Jovem se assustou após besouro entrar 
em sua boca e fez xixi na sala
A professora universitária acusada de humilhar uma aluna grávida foi afastada da instituição. A estudante de 19 anos acionou a Justiça contra a professora no início deste mês, após uma ocorrência dentro da sala de aula na Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac), em Conselheiro Lafaiete, na região Central de Minas.
Grávida de seis meses, a jovem, que pediu para não ter o nome divulgado, diz que foi obrigada a se retirar da aula de ética, após urinar na roupa devido a um descontrole da bexiga causado pela gestação.
Além disso, a professora ainda teria dito para a estudante "parar o curso e cuidar da gravidez", insinuando que a universitária era muito nova para ter um filho.
Em nota, a Unipac informou que durante reunião, a comissão de sindicância ouviu as partes envolvidas, concluindo pelos depoimentos apresentados que houve excesso por parte da professora na condução da situação ocorrida na sala de aula.
Segundo a instituição, "a comissão recomendou à Direção Geral o afastamento da professora de suas aulas, o que foi prontamente acatado".
O caso aconteceu no último dia 4 de novembro, durante uma aula noturna do curso de medicina veterinária. De acordo com o depoimento da jovem, ela se assustou após um besouro entrar em sua boca durante a aula. Nervosa, a universitária acabou urinando na sala de aula.
No O Tempo
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Chamar estudante da USP de maconheiro é absurdo, diz FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso condenou na quarta-feira (23) o modo como foi conduzida a recente crise sobre a presença da Polícia Militar (PM) no campus da USP (Universidade de São Paulo) e criticou a rotulação dos estudantes que ocuparam a reitoria da instituição como “maconheiros”.
“Certamente considerá-los maconheiros foi um absurdo e não faz nenhum sentido. O modo como foi permitido o episódio aqui [na USP] deu à sociedade a sensação disso”, disse FHC.
Fernando Henrique, que tem defendido publicamente o debate sobre a descriminalização das drogas, classificou a atuação da polícia no caso como “repressivo”. “Sou contra a manutenção do tabu das drogas e a favor de uma regulação. E ela não pode se destinar apenas ao universitário, mas a toda a sociedade. A repressão faz mais mal do que o uso da maconha”, afirmou o ex-presidente.
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