11 de nov de 2011

Black Sabbath anuncia retorno para 2012

Os veteranos do Black Sabbath acabaram de anunciar o retorno do grupo com sua formação original, que conta com Ozzy Osbourne no vocal, Tony Iommi na guitarra, Geezer Butler no baixo e Bill Ward na bateria.
De acordo com vídeo colocado no site oficial da banda , o retorno do Black Sabbath será marcado pelo lançamento de um álbum de inéditas, o primeiro em 33 anos com essa formação, produzido por Rick Rubin, e uma turnê mundial, que tem como única data confirmada 10 de junho, onde a banda encabeça o evento britânico Download Festival.
A volta do grupo não é surpresa. Desde agosto notícias envolvendo a reunião dos integrantes originais são publicadas, como a do jornal Birmingham Mail, afirmando que os músicos estariam ensaiando para uma turnê e um disco novo.
Com o anúncio da coletiva com os membros originais da banda , marcada para esta sexta (dia 11), em Los Angeles, ficou claro que as negociações citadas pelo guitarrista Tony Iommi em outubro tiveram um desfecho positivo.
A última vez que a formação clássica do Black Sabbath se reuniu para uma turnê foi em 2005. Depois, em 2006, eles estiveram juntos em cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame.

No Maria da Penha Neles!
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A importância histórica do Enem

Não há como dissociar a recente campanha contra o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) dos interesses políticos que sempre estiveram ligados aos mecanismos de perpetuação das desigualdades socioeconômicas neste país.
É essa campanha politicamente interessada que faz com que os avanços dos últimos oito anos na Educação não recebam o mesmo espaço que os problemas verificados na prova do Enem deste ano.
É por isso que ProUni, Pronatec, construção e melhoria de 14 novas universidades, 240 escolas técnicas, interiorização do ensino superior gratuito, ampliação do orçamento na área e piso nacional dos professores são assuntos relegados ao segundo plano.
Na verdade, o conjunto dessas iniciativas e políticas é estratégico ao país, porque alia a universalização do ensino público nos três níveis à qualificação da Educação.
Tal estratégia é decisiva para combater as desigualdades sociais históricas e tem no Enem um de seus pilares. Com o Governo Lula, o Enem deixa de ser apenas uma prova de aferição do nível educacional do ensino médio, passando a se consolidar como meio de acesso ao ensino superior.
As provas melhoraram seus conteúdos, passando a exigir interpretação e raciocínio lógico, atacando dois problemas de uma vez só: a desorganização do currículo do ensino médio e a exclusão causada pelo vestibular.
O Enem, portanto, passa a se potencializar como via de acesso à universidade, integrando-se ao ProUni e ao SiSU.
É esse o objetivo do MEC: conseguir, em uma década, acabar com o vestibular no Brasil. Em seu lugar, o Enem. Mais de 50 universidades federais usam a nota do Enem como critério de seleção e algumas, como a UFRJ e a UFScar, já aboliram o vestibular.
Notem que a adoção de prova única permite que um aluno de Manaus (MA) possa escolher estudar agronomia em Viçosa (MG), por exemplo. Ou seja, o caráter nacional da prova é uma opção em benefício da democratização do acesso ao ensino público.
Além disso, é crescente a participação na prova: em 2002, era 1,8 milhão de inscritos no Enem, enquanto que, neste ano, foram 5,3 milhões.
Ninguém pretende dourar a pílula. Os problemas que o exame apresentou precisam ser solucionados, pois sempre é possível e necessário aperfeiçoar. Mas atacar a existência do Enem é atingir um mecanismo democrático de acesso à Educação que se estrutura com êxito no país.
Em última análise, é atentar contra uma política fundamental ao desenvolvimento do país.
Nesse sentido, foi correta a decisão do TRF-5 (Tribunal Regional Federal da 5ª região) de cassar a liminar que anulou 13 questões do exame para todo o país. A decisão se mostra sensata ao fixar a anulação das 13 questões apenas para os 639 alunos do Colégio Christus, de Fortaleza (CE), onde se verificou o vazamento dessas perguntas.
A Polícia Federal investiga o caso e suspeita de que um professor do colégio tenha copiado um caderno com 48 questões usadas num dos pré-testes do MEC em2010. Assim, o caminho mais razoável é circunscrever o problema, pois não há razão para afetar todos os milhões de estudantes que fizeram a prova porque alguns tiveram acesso a parte das questões.
É emblemático, contudo, que alguns defendam o fim do Enem. Esses o fazem por interesses político-eleitorais, numa tentativa de jogar setores da opinião pública contra o governo.
É a terceira vez que tentam fazer isso, como se o problema fosse a existência da prova — nem se fala do problema ético do péssimo exemplo que um professor dá ao supostamente vazar questões.
E assim se juntam os que querem dividendos políticos com os que vivem da “indústria do vestibular” para atacar o Enem.
Mas o que precisamos, finalmente, é apoiar a iniciativa do Enem e aperfeiçoá-lo. Trabalhar e cobrar do governo que seja adotado por todas as universidades do Brasil, dando continuidade ao processo de democratização e qualificação do nosso ensino.
Afinal, estamos falando de um importante mecanismo de inclusão social do qual não podemos prescindir.
José Dirceu, advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT
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Serra, o candidato tucano

Walter Feldman, que deixou o PSDB em abril, mas não deixou de ser serrista, confirma ao 247 candidatura de Serra à prefeitura de São Paulo; nesta sexta, o ex-governador voltou a negar, mas, com a ascensão de Aécio Neves no partido, a prefeitura paulistana é o que pode sobrar para o tucano.
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Justiça isenta DJ's de pagar direitos ao ECAD

Uma decisão judicial considerou que o trabalho de DJs é artístico e, por isso, as casas nortunas não podem ser obrigadas a pagar direitos autorais das músicas executadas por esses profissionais.
A sentença, do dia 26 de outubro, é fruto de uma ação movida pelo Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) em 2009, que cobrava direitos autorais de uma casa noturna na qual atuavam DJs em São Paulo. O nome do clube não aparece na ação. Cabe recurso.
A juíza Cláudia Longobardi Campana, da 16ª Vara Cível Central de São Paulo, diz que "o trabalho do DJ não é de mera reprodução de obra musical" e, sim, artístico, já que DJs "tocam músicas com caráter de inovação".
Ela afirma, na decisão, que o trabalho de DJ se encaixa na isenção prevista no inciso oito do artigo 46 da lei 9.610, que regulamenta os direitos autorais. "A criação do DJ se baseia, por mais das vezes, na reprodução de pequenos trechos de obras musicais e criação de outras, com ritmo e sonoridade própria. (...) Desta forma, o ônus de comprovar a violação da lei se inverte, eis que o artista tem direito de tocar e cantar suas próprias obras sem pagamento ao Ecad".
O advogado da casa noturna, Douglas Felix Fragoso, afirmou que a sentença é um marco para a categoria.
"É uma decisão inédita, não há uma sentença em instâncias superiores nesse sentido. O trabalho de DJ é considerado um trabalho [como outro] qualquer. Nossa tese é que a música tocada por DJs não é mera reprodução, é um trabalho novo, artístico, produzido a partir de samplers. Com esses trechos de música, o tempo, o timbre, são alterados, e uma música nova é composta", afirma Fragoso.
O Ecad informou, por meio de nota, que vai recorrer da ação. "O trabalho do DJ é artístico e muitas vezes ele é autor das músicas que toca. Outros DJs se utilizam de músicas de outros criadores para fazer a sonorização. O Ecad irá recorrer da decisão. É necessário reforçar que a instituição não tem por prática mover ações contra DJs".
Repercussão
Assim que a decisão foi a público, na tarde desta quinta-feira, o produtor Zegon, que integrou o grupo Planet Hemp e a dupla N.A.S.A., comemorou, via Twitter: "Que ótimo isso, o Ecad tá me exigindo o meu playlist do Rock in Rio, to com zero vontade e motivação pra fazer [sic]".
A decisão também foi celebrada pelos DJs que a Folha entrevistou. Alguns, no entanto, preferiram não falar sobre o assunto ou pediram para ter seus nomes ocultados por medo de represália do Ecad.
"Esse assunto é muito chato. O povo de Ecad é muito chato... Se eles pegarem no pé da gente, vão encher o saco. Tem uns que eu conheço que pegam no pé de banda só de birra mesmo e cobrando o que não devia", disse um deles.
Do Falha de S.Paulo
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México é acusado por outra ONG de violar direitos humanos no combate ao tráfico

As denúncias apresentadas num polêmico relatório pela Human Rights Watch (HRW) foram reforçadas nesta quinta-feira por outra ONG, a americana Wola, que foi além em suas acusações contra as Forças Armadas mexicanas. Segundo a organização, os militares torturam e assassinam impunemente e a chamada Iniciativa Mérida, em vez de conter o narcotráfico como se propunha, na verdade aumentou a violência no México.
"Não houve melhoras em termos de segurança pública e a cooperação, em vez de frear a violência, a generalizou", diz o texto da ONG Washington Office on Latin America (Wola), em referência ao tratado assinado entre Estados Unidos, México e outros países latino-americanos para o combate ao crime organizado.
O relatório da ONG americana fala em mais de 4 mil queixas sobre violações dos direitos humanos apresentadas entre 2006 e 2010 no México, como detenções arbitrárias, desaparecimentos forçados, tortura e assassinatos, sempre envolvendo policiais federais e as Forças Armadas.
O texto pede que o México não siga o exemplo da Colômbia, onde, afirma, o sucesso no combate ao tráfico de drogas foi "parcial e frágil".
"A eliminação dos cartéis foi uma vitória vazia para a Colômbia, como pode acontecer no México. A eliminação dos cartéis de Medellín e México afetou apenas os preços e a pureza da droga que chega aos EUA", diz a ONG.
Governo Calderón se defende
Após a divulgação do primeiro relatório, da Human Rights Watch, o governo mexicano se defendeu. O subsecretário de Direitos Humanos, Felipe Zamorra, disse que os casos são isolados e serão castigados.
- Estamos em guerra no México. O combate à criminalidade que estamos fazendo é exatamente para restabelecer o estado de direito, que garante os direitos e as liberdades de todos - disse Zamorra em resposta ao HRW.
O relatório da HRW, entregue na quarta-feira ao governo mexicano, afirma que a guerra contra o tráfico de drogas, lançada há cinco anos pelo presidente Felipe Calderón, "aumentou o clima de violência" e provocou um aumento de 65% na taxa de homicídios no México.
Segundo o documento, a política de Calderón ainda é responsável por "um drástico aumento das violações de direitos humanos". O HRW contabilizou 170 casos comprovados de tortura, 24 execuções extrajudiciais e 39 desaparições forçadas por forças militares do país.
Calderón disse à delegação do HRW que os responsáveis pela violação dos direitos humanos são os criminosos mexicanos e que seu governo tem a obrigação de usar todos os meios disponíveis para combater o crime. Em comunicado, o presidente afirmou que os militares "trabalham lado a lado com a Comissão Nacional de Direitos Humanos e vários órgãos internacionais".
O documento da HRW é fruto de dois anos de investigações nos cinco estados mais violentos do México: Baja Califórnia, Chihuahua, Guerrero, Nuevo León e Tabasco. Apesar do governo insistir que os casos de abusos são isolados, a ONG frisou que os episódios de tortura são corriqueiros e que estudou a atuação de 50 mil soldados.
"As táticas, que em geral incluem golpes, asfixia com sacos plásticos e afogamento, descargas elétricas, tortura sexual e ameaças de morte, são usadas por membros de todas as forças de segurança", escreveram os ativistas.
Um dos pontos mais criticados pela HRW é justamente a atuação do Exército no combate ao narcotráfico, um ponto central da política de Calderón. Segundo o grupo, os militares acabam assumindo responsabilidade de policiais militares, o que "reduziu o controle civil sobre suas atuações". Além disso, o relatório atribui às lentas instituições judiciais mexicanas a responsabilidade pelo clima de impunidade sobre autoridades públicas no país.
Nos últimos cinco anos, a guerra contra o tráfico de drogas matou 50 mil pessoas no México, muitas delas vítimas da disputa de carteis por território. O impacto do combate é sentido por toda sociedade mexicana, desde escolas até empresas pequenas sofrem extorsão do narcotráfico. Apesar de reconhecer, que o crime organizado chegou a colocar em risco a legitimidade do Estado mexicano, a HRW qualificou como um fracasso a estratégia de Calderón contra o tráfico, por não considerar "medidas para reformar e fortalecer as diferentes instituições da segurança pública".
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"Yellow Cake"

 Não deixe de ver 

"Yellow Cake" é curta-animação canadense do diretor Nick Cross, fantástico e engraçado que caracteriza o bullying geopolítico, agitação social, opressão, resistência, a revolta dos trabalhadores, e alguns deliciosos bolos amarelos.
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Charge online - Bessinha - # 898

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Vereador no Ceará ameaça blogueiro

O valentão e homofóbico 
vereador Flávio Carneiro
O blogueiro, radialista e conselheiro tutelar Raimundo Moura, teve o constrangimento de ser ameaçado mais uma vez pelo vereador Flávio Carneiro, líder do prefeito João Bosco Pessoa Tabosa (PRB), do município de Pentecoste-CE.
O fato aconteceu nas dependências da Câmara municipal de Pentecoste por volta das 11h20min desta quinta feira, 10/11, quando o blogueiro estava fazendo a cobertura da seção onde seria aprovado o orçamento para 2012.
Depois de terminada a matéria para o seu Blog e para a rádio comunitária 98,7 FM onde trabalha, o blogueiro teria comentado com um amigo que saia da seção e que é pré-candidato a vereador, que se caso o mesmo chegasse a ser eleito fizesse diferente dos que estão lá, pois, os mesmos haviam votado o orçamento para o ano de 2012, no valor de R$ 57,7 milhões, sem ter sequer realizado uma audiência pública. Audiência essa que havia sido convocada pelos próprios vereadores e que não chegou a acontecer.
Foi quando o vereador Flávio Carneiro com um ataque de desequilíbrio, aos berros, e em tom de ameaça, mandou que o blogueiro o respeitasse, pois, sempre tinha considerado o seu trabalho na câmara, e que ele era muito homem e que o radialista estava precisando de um “macho”, pondo em dúvida assim a masculinidade do mesmo.
Continuando com o rosário de difamação contra o profissional da informação que é o jovem radialista e blogueiro, o vereador não satisfeito ainda o chamou de “filho da p... “ e que um dia ainda iria faze-lo engolir o microfone.
Diante de tantos insultos o blogueiro Raimundo Moura indagou ao vereador Flávio Carneiro se o mesmo o estava ameaçando e que iria registrar um B.O. na delegacia, no que o “nobre edil” em um arroubo de arrogância, prepotência e descaso com a lei que deveria respeitar falou: “Você pode registrar até mil B.O, seu veadinho.”
Essa já é a terceira ameaça ao blogueiro pelo mesmo vereador, e esse fato aconteceu na presença de várias pessoas, dentre elas, o blogueiro Jameson Igor, Presidente do Sindsep Claudia Melo, do policial militar Cleiton Quintela, do ex-vereador Moisés Filho, do Sr. José Maria e de vários funcionários da Câmara.
Agora o que mais intriga é que esse vereadorzinho pede tanto respeito quando na realidade é ele quem não respeita o povo que o elegeu. Um parlamentar dessa estirpe não tem moral para cobrar respeito de ninguém e muito menos de um cidadão de bem como o caso do blogueiro Raimundo Moura. Esse tipo de político deveria ser banido de uma vez por todas da vida pública de nossa cidade.
Enquanto ele exige respeito de um cidadão de bem veja o que ele falou de um Senador da República Ouça o áudio e veja também http://www.noticiasdepentecoste.com/2011/05/liberdade-de-expressao-ii-flavio.html
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Estudantes denunciam crimes e agressões da PM na USP

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O Canalha do Dia

Luiz Carlos Prates, aquele vil, volta à cena. Mostra desconhecer o assunto e faz comentário de merda.


Confira também a patologia da mente desse sujeito, ou seria apenas sem-vergonhice? Ele é ridículo!

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Imagem do Dia

Presidenta Dilma Rousseff é cumprimentada por funcionários da USP 
Foto Roberto Stuckert Filho-PR
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Itália espera adeus de Berlusconi sem esperança para o futuro

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Genro do rei Juan Carlos é investigado por desvio de verbas em ONG que presidia

MADRI - Acostumada a aparições na coluna social, a família real espanhola foi surpreendida ao ser citada na seção policial dos jornais, depois que uma investigação colocou um dos genros do rei Juan Carlos no centro de um escândalo de desvio de verbas públicas. A Justiça descobriu que o Instituto Nóos concluiu contratos sem licitação com governos regionais da ordem de 4 milhões entre 2004 e 2006 - quando Iñaki Urdangarin, marido da infanta Cristina, presidia a organização.
Um rombo de quase 1 milhão também foi detectado nas contas da instituição, que teoricamente não tem fins lucrativos. Provas encontradas pelos promotores levam a acreditar que o grupo operava em paraísos fiscais no Caribe. Segundo fontes da Promotoria, o genro do rei e duque de Palma será acusado formalmente assim que 14 caixas de documentos referentes ao caso forem examinadas. Um ex-sócio e três colaboradores já foram indiciados.
Então jogador de handebol da seleção espanhola, Urdangarin conheceu a infanta Cristina numa festa nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996. Após o casamento, o duque de Palma resolveu entrar para o mundo dos negócios - para desgosto do Palácio real, que desaconselha os membros da família a se envolverem com esse tipo de atividade, temendo escândalos. Com seus empreendimentos indo de vento em popa, Urdangarin foi nomeado, em 2009, presidente de Assuntos Públicos da Telefónica na América Latina e Estados Unidos, e se mudou para Washington com a princesa e os quatro filhos. Segundo amigos, a transferência respondia à necessidade do duque de deixar a Espanha, para não chatear a família real com a proporção que seus negócios vinham tomando. Mas, agora, a Coroa terá muitas razões para se chatear.
As investigações da Procuradoria Anticorrupção revelam que, num negócio fechado com o governo de Baleares comandado pelo Partido Popular (PP), entre 2005 e 2006, o Instituto Nóos recebeu 2,3 milhões para organizar congressos de esporte e turismo na região. Além de o contrato ter sido fechado sem a licitação obrigatória, as faturas encontradas no Nóos não justificam, nem de longe, o gasto dos valores recebidos, segundo a Promotoria. O ex-sócio de Urdangarin, Diego Torres, conseguiu provar apenas o destino de 1,8 milhão dos 2,3 milhões. Além disso, a Promotoria estima que o grupo falsificou algumas contas. O instituto nega. Já Urdangarin e a família real se calam sobre o assunto.
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Ipea diz que desigualdade caiu 22% e entra na briga contra IDH

Diferença na renda domiciliar recua 22% de 1980 a 2010, segundo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Presidente do Ipea, Marcio Pochmann, reforça críticas do governo e diz que desenvolvimento humano do país medido pela Pnud sofre de falta de transparência e precisa passar por escrutínio. Credibilidade do IDH estaria ameaçada, e Ipea fala em criar índice próprio.
BRASÍLIA – A desigualdade de renda entre as residências brasileiras diminuiu 22% entre 1980 e 2010. Depois de subir 2% na hiperinflacionária e estagnada década de 80, caiu nas duas seguintes – de forma mais acentuada nos anos 90 (19%), quando os preços foram domados pelo plano real, e menos na seguinte (8%), em que baixou à base de crescimento, emprego e programas sociais.
A melhoria na distribuição da renda per capita entre domicílios do país foi calculada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a partir de dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2010 e divulgado este ano.
Sem ter certeza de que este tipo de avanço, especialmente o mais recente, tenha sido todo captado pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) apontado para o Brasil, o Ipea começa a botar em cheque a credibilidade do relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). E diz estar pronto para produzir um IDH próprio, caso o Pnud não se mostre convincente.
Após a divulgação do IDH 2010, o Ipea procurou o Pnud para dizer que estava desconfiado da nota brasileira, fez críticas metodológicas ao relatório e pediu para conhecer dados e metodologia.
Em resposta, a agência decidiu convidar especialistas para participar de um “grupo de peritos” que acompanharia a preparação do IDH 2011, ao longo do primeiro semestre. O representante brasileiro foi o presidente do Ipea, Marcio Pochmann.
As críticas e desconfianças foram reafirmadas durante o acompanhamento mas, para Pochmann, em vão. Em 2011, o Pnud teria repetido o comportamento merecedor de reparos. O Ipea quer saber com que dados exatamente a ONU trabalha para fechar o IDH - índice que leva em conta expectativa de vida, escolaridade e renda -, como eles são escolhidos e se são consolidados ou projeções.
“Não sabemos se o IDH brasileiro vai melhorar ou piorar, mas precisamos saber como é calculado”, disse Pochmann. “Há uma insatisfação que não é só do Brasil. Há uma preocupação exagerada [do Pnud] com tabelas e não com conteúdo. Do jeito que está, o IDH não pode ser reproduzido por especialistas”, afirmou o economista, que deu entrevista coletiva nesta quinta-feira (10) para apresentar os dados da desigualdade domiciliar e aproveitou para contestar o Pnud.
A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, que falou em nome do governo sobre o IDH brasileiro – o país está na posição 84, entre 187 países – havia feito as mesmas críticas.
O trabalho do Ipea, sintetizado numa nota técnica, vai subsidiar considerações que outros órgãos federais venham a fazer sobre o assunto, como os ministérios da Saúde e da Educação. Inclusive uma reclamação oficial e por escrito que o ministério das Relações Exteriores, em linguagem diplomática, deve mandar ao escritório central da ONU, em Nova York.
O governo queixa-se do IDH desde a gestão Lula pois acha que as melhorias do país ao longo da última década estariam subdimensionadas no relatório do Pnud. É uma reclamação também de caráter político, já que o resultado pode servir para os adversários do governo criticaram as gestões petistas.
Procurada pela reportagem, a agência da ONU respondeu, por meio de sua assessoria de imprensa no Brasil, que precisa conhecer a nota técnica do Ipea primeiro, antes de se manifestar.
André Barrocal
No Carta Maior
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Cartas de Mamãe

Eis me aqui organizando a reunião das senhoras capelistas para tratarmos de assuntos relevantes. Passei meses elaborando a pauta da reunião e cheguei a conclusão que precisamos discutir o que fazer, como fazer e de que forma iremos sensibilizar parte importante da não-elite para aderir a nossa causa.
Veja só, meu tesouro, a primeira medida será reeditarmos a marcha da família com deus pela liberdade e para isso conto com sua ajuda. Não se desespere, tufi-tufi, que em seguida irei lhe explicar nos mííííííínimos detalhes.
Dando seguimento à minha estratégia vos digo que é de imperativa importância que reunamos o maior número possivel de senhoras que se disponham a acabar com essa corrupção endêmica que tanto flagela nossa sociedade. Não se engane, fofuxo, com essa história de ENEM, PROUNI que obrigam os filhos da não-elite a se tornarem advogados, médicos e engenheiros. Tudo não passa de uma estratégia para enganar os pobres, pois você acha que eu ou alguma socialite vai dar a linda cara para essa gente fazer aplicação de botox e peeling? Jamé! Nem no meu cofrinho enrugado essa gente põe a mão!
Você sabe que também não suporto injustiça social e também não aguento ver o sofrimento do meu semelhante. Deus é testemunha da minha caridade para com os pobres quando doei suas bonecas velhas para os filhos da criadagem. Você também sabe de meu patronato ajuda os pobres porque essa gente, nada sofisticada, não tem inteligência para resolver seus problemas.
Meu fofuxo, nossa causa é uma ação em cidadania e como somos formadoras de opinião não aceitamos essa orquestração da máfia chinesa, da máfia russa, máfia venezuelana, máfia boliviana, dessa terrorista búlgara, muito menos desse maconheiro e anarquista dos Amigos do Jekiti, desse tal de M.E.R.D.A. e principalmente desse rosnento ornitorrinco que só esmerdeia a mente do jovem antoninense...
Meu tesouro, voltando a questão da sua ajuda, gostaria que você apoiasse sua mãe para que possamos engrossar nossa passeata, pois a elite, embora seja uma formadora de opinião, não passa de poucos iluminados. Sem mais delongas, queria que você convidasse esses seus amigos extravagantemente “alegres” e aderirem nossa marcha. Em relação as roupas, diga a eles que ainda guardo toda o enxolval que dona Lili Monteiro de Carvalho me deixou como herança.
Fico por aqui, tufi-tufi, pois tenho que me preparar para aplicações de botox e aguentar seu pai me chamar de cara de batráquio.
De sua mãe que ama tanto,
Ass.: Mary Rose Mary Liftin Peeling, a viscondessa de Antonina.
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Ópera de surpresa

Apresentação surpresa do coral "Ensemble Premier" da AGAO no Café Iruña Pamplona, 7 de maio de 2010. Comemorando o "Dia Europeu da Ópera". Organizado pela "Associação de Amigos do Gayarre Opera de Navarra" (AGAO) www.agao.es
No Esquerdopata
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Quem são as “socialites” do vídeo?

O vídeo (veja aqui) produzido curiosamente pela TV Folha, causou impacto na internet. Os ativistas digitais se divertiram com as idéias “brilhantes” das socialites – com suas teses conspirativas, seu apoio à repressão na USP e sua visão colonizada sobre os EUA, entre outras babaquices. O vídeo despertou minha curiosidade para conhecer as senhoras que participaram desta reunião tão chique.
No encontro, que parecia tão espontâneo, nenhuma delas é inocente. Todas elas têm longa trajetória. A psicanalista Maria Cecília Parasmo, que coordenou a reunião do grupo de mulheres batizado de “Ação em Cidadania”, tem forte ligação com os tucanos de São Paulo. Já em 2002, ela organizou uma badalada recepção à Mônica Serra, esposa do candidato derrotado José Serra.
A jornalista Gisele Vitória, do portal Terra, fez um relato divertido daquele encontro:
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A casa da psicanalista Maria Cecília Parasmo no Morumbi, em São Paulo, foi transformada num auditório. A bancada do bar de estilo tradicional na sala ganhou ares de palanque para uma platéia de 80 senhoras elegantes e cuidadosamente penteadas. Tudo preparado para a chegada da psicoterapeuta Monica Serra, mulher do candidato do governo à Presidência da República.
O objetivo: multiplicar votos para o tucano. Servidas com taças de prosecco e canapés de shitake, entre outros do Buffett Márcia Faccio, todas se apresentaram entre si. Eram socialites, médicas, psicanalistas, donas de escola, advogadas, decoradoras e esposas de empresários. A elas foi distribuída a letra do Hino Nacional, que não chegou a ser cantada.
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Já Ana Paula Junqueira, uma das mais falantes na reunião da “Ação em Cidadania”, é bem conhecida nas colunas sociais, que vive bajulando a distinta senhora. Ela também é veterana na política. Dirigente da Liga das Mulheres Eleitoras do Brasil (Libra), ela já disputou três eleições para deputada federal, mas nunca conseguiu transformar a sua fortuna em votos e só colheu derrotas.
Segundo reportagem da Veja de abril de 2008, a socialite é uma expressão quase perfeita da elite nativa:
Não que Ana Paula seja perfeita, ao contrário. Dois defeitinhos ela assume: sonha em fazer carreira política (já se candidatou, em vão, duas vezes a deputada e pretende tentar de novo) e tem uma relação maleável com os fatos quando se trata da data do nascimento. "Às vezes a gente mente a idade, sim", diz, com seus 37 anos declarados. As intervenções estéticas também são tratadas em termos vagos. "Fiz uma lipozinha há muito tempo. E é claro que já coloquei Botox e já fiz preenchimento", resume.
"A rainha das amazonas"
Ana Paula já foi chamada pela revista Veja de “A rainha das amazonas”. Seu marido, o empresário sueco Johan Eliasch, dono do grupo Head, de materiais esportivos, e que tem uma fortuna calculada em 700 milhões de dólares, comprou 160 mil hectares de terra no Amazonas, um latifúndio “maior do que Londres”. O projeto, segundo a aduladora Veja, teria fins ecológicos.
Depois se descobriu a existência de uma madeireira no local. A compra foi, inclusive, motivo de investigação por crime ambiental. O empresário foi acusado pelo governo de explorar e transportar madeira nobre da floresta. Mesmo assim, Ana Paula Junqueira se apresenta como ecologista. No ano passado, ela se engajou de corpo e alma – e grana – na campanha de Marina Silva.
Numa entrevista à jornalista Cláudia Jordão, da revista IstoÉ, ela tentou explicar essa contradição:
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Você acredita que, com tantos contatos no Brasil e no Exterior, pode agregar algo à candidatura de Marina Silva à Presidência?
Tenho certa humildade em relação a isso. Acho que ela é a grande estrela. Mas no que eu puder agregar e realmente acho que posso, no sentido de levá-la a pessoas que não sabem a mulher que ela é, vou fazer. Acho que posso fazer isso por ela. Para você governar um país, isso é muito importante. Não dá para ficar concentrada em uma só classe.
Você e Marina Silva fazem parte do mesmo partido, mas são de mundos completamente distintos. O que têm em comum?
Eu admiro muito a Marina Silva, pela própria história de vida que ela tem. Ela é uma mulher lutadora, honesta, que se preocupa com o outro. Apesar de a gente vir de mundos diferentes, temos algo em comum. Nosso ponto de encontro é a preocupação com o próximo, é o nosso ideal que é muito parecido. Além disso, a honestidade, o fato de querer ter um País sustentável, de querer ter um mundo sustentável. Nos preocupamos com o mundo, com o próximo.
A experiência de seu marido, de comprar uma madeireira e terras na Amazônia, não foi das melhores. Qual era o objetivo dele?
Ele comprou a área para proteger. Era e continua sendo o intuito dele. Apesar de ser algo muito complicado, o desejo dele é mostrar para a população local que isso é possível.
Se a intenção era preservar, por que seu marido comprou uma madeireira na região?
Não, a madeireira ficava dentro da terra. A madeireira veio com a compra das terras, entende? Inclusive, essa madeireira foi comprada de um fundo americano, não de um brasileiro. Ele comprou porque tinha um projeto ambiental. Ele é dono de uma empresa chamada Head, uma multinacional de produtos esportivos, e um dos principais segmentos dela é o de produtos voltados para a prática de esqui.
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Outra madame que aparece no vídeo também é conhecida nos meios políticos. A advogada Raquel Alessandri integra a Liga das Mulheres Eleitoras e costuma promover jantares anuais no Jockey. Em 2005, por exemplo, ela comandou uma festa para 150 convidados, que homenageou a ex-senadora Heloísa Helena e Mônica Serra, segundo relato e fotos no sítio do Jockey. Já Márcia Kitz dirige a Associação Mulheres de Negócios e atua a quatro décadas no mercado financeiro.














No Blog do Miro
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Trabalho escravo da Zara na berlinda

O Ministério Público do Trabalho (MPT) acaba de propor à rede de lojas Zara um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para reparar os danos causados aos empregados de suas terceirizadas em decorrência do uso de trabalho escravo. A multinacional tem até o próximo dia 18 para decidir se assina o TAC. Caso rejeite a proposta do MPT, ela deverá responder ação civil pública.
Segundo informa Anselmo Massad, da Rede Brasil Atual, o caso envolvendo a famosa marca de roupas de grife, flagrada em três operações de fiscalização trabalhista, continua sem solução. Quando o escândalo veio à tona, a empresa disse que desconhecia o uso de trabalho escravo na sua cadeia produtiva e se comprometeu a resolver o problema. Mas era pura bravata marqueteira.
Responsável pela cadeia produtiva
Na prática, ela tentou se eximir da responsabilidade. Jogou a culpa nas empresas terceirizadas. O Ministério Público do Trabalho, porém, não engoliu a desculpa esfarrapada e responsabilizou a empresa espanhola pelos crimes cometidos em sua cadeia produtiva. O TAC proposto inclusive explicita essa responsabilização e fixa pagamento de indenização aos trabalhadores pela Zara.
“Quem aproveita os cômodos, também deve responder pelos incômodos, e a Zara deve fiscalizar as relações de trabalho na sua cadeia produtiva com o mesmo zelo com que fiscaliza a qualidade dos produtos de seus fornecedores”, argumenta Luiz Fabre, um dos procuradores do Trabalho encarregados do caso.
Desmoralização e ação na Justiça
Diante desta postura coerente do MPT, a Zara agora está na berlinda. Ela tem até a próxima semana para decidir se assina o TAC. Caso recuse, além de ficar totalmente desmoralizada, a empresa será acionada na Justiça em uma ação civil pública. O termo é um recurso que permite evitar a via judicial e assegurar a reparação e o compromisso de que a prática ilegal seria encerrada.
As provas contra a multinacional são irrefutáveis. Equipes de fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE-SP) encontraram trabalhadores estrangeiros em São Paulo submetidos a condições degradantes em confecções subcontratadas pela marca. Foram três flagrantes, sendo o mais recente em agosto, todos na cidade de Americana (SP).
Desculpa esfarrapada reforça pressão
O vergonhoso episódio teve ampla repercussão mundial e obrigou a empresa a prestar esclarecimento. Enrique Huerta Gonzales e Jesus Echeverria, diretores da Zara, compareceram a uma audiência na Assembléia Legislativa de São Paulo. Eles negaram o uso de trabalho escravo e disseram desconhecer que a fornecedora mantinha trabalhadores naquelas condições desumanas.
Nesta quarta-feira (9), representantes do Ministério Público do Trabalho participaram, na Câmara dos Deputados, de audiência pública sobre o tema. A procuradora do Trabalho Fabíola Zani defendeu a responsabilização das marcas de roupas porque são elas que determinam o preço pago, o tipo de tecido, desenho etc. “A conduta aumenta a pressão sobre as prestadoras de serviço que, eventualmente, recorrem à mão de obra ilegal ou em condições degradantes”, aponta Anselmo Massad.
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Fiscalização do governo ou poder paralelo?

No clássico Four Theories of the Press, de Siebert, Peterson e Schramm – uma das consequências indiretas do longo trabalho da Hutchins Commission, originalmente publicado no auge da Guerra Fria (University of Illinois Press, 1956) –, uma das funções descritas para a imprensa na chamada “teoria libertária” era exercer o papel de “sentinela” da liberdade.
Em outro livro, também clássico, que teve uma pouco conhecida tradução brasileira (Os Meios de Comunicação e a Sociedade Moderna, Edições GRD, 1966), Peterson, Jensen e Rivers assim descrevem a função:
Os libertários geralmente consideravam o governo como o inimigo mais temível e tradicional da liberdade; e, mesmo nas sociedades democráticas, os que exercem funções governamentais poderiam usar caprichosa e perigosamente o poder. Portanto, os libertários atribuíam à imprensa a tarefa de inspecionar constantemente o governo, de fazer o papel da sentinela, chamando a atenção do público sempre que as liberdades pessoais estivessem perigando (p. 151-152).
Nos Estados Unidos, a teoria libertária foi substituída pela teoria da responsabilidade social, mas o papel de fiscalização sobre o governo permaneceu, lá e cá, geralmente aceito como uma das funções fundamentais da imprensa nas democracias liberais representativas.
Jornalismo investigativo
O chamado “jornalismo investigativo”, que surge simultaneamente ao “ethos” profissional que atribui aos jornalistas a “missão” de fiscalizar os governos e denunciar publicamente seus desvios, deriva do papel de “sentinela” e é por ele justificado. A revelação de segredos ocultos do poder público passou a ser vista como uma forma de exercer a missão de guardião do interesse público e a publicação de escândalos tornou-se uma prática que reforça e realimenta a imagem que os jornalistas construíram de si mesmos.
Com o tempo, a mídia passou a disputar diretamente a legitimidade da representação do interesse público, tanto em relação ao papel da Justiça – investigar, denunciar, julgar e condenar – como em relação à política institucionalizada de expressão da “opinião pública” pelos políticos profissionais eleitos e com cargo nos executivos e nos parlamentos. Tudo isso acompanhado de uma permanente desqualificação da Política (com P maiúsculo) e dos políticos.
Na nossa história política há casos bem documentados nos quais a grande mídia reivindica para si esses papéis. O melhor exemplo talvez seja o da chamada “rede da democracia” que antecedeu ao golpe de 1964 e está descrita detalhadamente no livro de Aloysio Castelo de Carvalho, A Rede da Democracia – O Globo, O Jornal e o Jornal do Brasil na Queda do Governo Goulart (1961-64); NitPress/Editora UFF, 2010.
Mais recentemente, a presidenta da Associação Nacional de Jornais (ANJ) declarou publicamente:
A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo, de fato, a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo" (“Ações contra tentativa de cercear a imprensa”, O Globo, 19/3/2010, pág. 10).
Poder paralelo
Como chamou a atenção o governador Tarso Genro, na abertura de um congresso nacional contra a corrupção, organizado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, em outubro passado:
Criou-se um jornalismo de denúncia, que julga e condena. Usam a corrupção como argumento para dizer que as instituições não funcionam e tentar substituí-las (...) atualmente, os casos mais graves são investigados pela mídia e divulgados dentro das conveniências dos proprietários dos grandes veículos (...) fazem condenações políticas de largas consequências sobre a vida dos atingidos, e tomam para si até o direito de perdão, quando isso se mostra conveniente (http://sul21.com.br/jornal/2011/10/grande-midia-quer-instituir-justica-paralela-no-brasil-diz-tarso/).
Será que estamos a assistir no Brasil à comprovação prática da afirmação de Paul Virilio: “A mídia é o único poder que tem a prerrogativa de editar suas próprias leis, ao mesmo tempo em que sustenta a pretensão de não se submeter a nenhuma outra”? A resposta a essa questão deve ser dada pela própria Justiça e pelas instituições políticas. A ver.
Venício A. de Lima é sociólogo e jornalista; autor, entre outros, de Comunicação e Cultura: as Ideias de Paulo Freire; 2ª. ed. revista, com nova introdução e prefácio de Ana Maria Freire. EdUnB/Perseu Abramo, 2011
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Pré-sal e a mensagem da Líbia

“Nossa soberania termina onde finda o alcance de nossas armas”. 
Provérbio romano
Se quiser de fato ter soberania nacional sobre o petróleo pré-sal, o Brasil deve investir, até 2030, nada menos que 223,5 bilhões de reais para dotar o país de poder naval do porte das riquezas a defender. Essa, a tônica em audiência pública realizada no Senado, com a presença de autoridades militares: Como defender o pré-sal? Despertou vivo interesse corpo diplomático, mas, não teve cobertura midiática à altura da envergadura dos temas ali tratados., decisivos para os destinos da Nação. Vale constatar: defesa nacional não é debate prioritário na sociedade brasileira. Tampouco é tema com presença regular na agenda das forças progressistas, muito embora o Governo Lula tenha dado uma boa mexida na Política Nacional de Defesa.
As autoridades militares deram o tamanho do problema: o Brasil precisa ter 20 novos submarinos convencionais e pelo menos seis nucleares. Precisa ainda de uma segunda esquadra. Enfatizou-se: isto não é megalomania, mas indispensável poder de dissuasão em tempos de paz. Leia-se, tempos em que o mundo dispõe de reservas petrolíferas para apenas mais 45 anos e os EUA para apenas mais 10 anos. Tempos em que os EUA estão tomando na marra as riquezas energéticas de quem as possui, invadindo o Iraque, o Afeganistão e agora, com carnificina selvagem, a Líbia.
Foi dito também que a Aeronáutica aguarda ansiosa a decisão sobre a compra dos jatos supersônicos. Mas, Ozires Silva, fundador da Embraer, disse que estes contratos devem se dados não a estrangeiros, mas àquela indústria nacional, assegurando que ela teria plenas de fabricar aqui mesmo os caças indispensáveis. Por enquanto, pode-se dizer, diante do porte do país e das riquezas a defender o Brasil anda desarmado. A audiência foi encerrada com citação de provérbio romano: “Nossa soberania termina onde finda o alcance de nossas armas”. Tudo indica, na caserna entendeu-se com mais realismo a Mensagem da Líbia enviada pelo império, consumidor viciado em petróleo. Não devem as forças progressistas agendar concretamente o debate da sinistra Mensagem da Líbia.?
Beto Almeida, Jornalista
No SOA Brasil
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Romário: Pelé não tem porra de consciência do que está acontecendo no país

"Não levo nenhum da CBF, talvez ele leve", disse o deputado referindo-se a Pelé
(Foto: Agência Câmara/Beto Oliveira)
Durante evento de patrocinador esportivo em São Paulo nesta sexta-feira (11), ao lado dos santistas Neymar e Pepe, o deputado federal e ex-atacante Romário (PSB-RJ) disparou contra Pelé e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. O ex-centroavante vascaíno rebateu a acusação de que faz críticas à organização da Copa do Mundo no Brasil por ter sido cortado da seleção em 1998. "Tinha prometido não falar mais de Pelé. Pelé fala tanta merda. Pelé não tem porra de consciência do que está acontecendo no País", atacou. "Sou deputado federal e vou fazer meu papel... Pelé tem que calar a boca".
Ainda irritado com o "Rei", Romário acrescentou: "Não levo nenhum da CBF, talvez ele leve". Para o ídolo, ainda está "valendo" a antiga frase: "Pelé, calado, é um poeta".
Em outro momento, o ex-jogador voltou a atacar Ricardo Teixeira, quando lhe perguntaram sobre o futuro do cartola. "Tem que perguntar à Polícia Federal", ironizou. Segundo o deputado, a CBF sabotou o Panamericano de Guadalajara, no México, porque a Record, e não a Globo, teve todos os direitos de transmissão. "Meu pé não é mais afiado, mas a minha língua é cada vez mais afiada", sentenciou, um pouco antes.
"É impossível uma seleção brasileira levar quatro ou cinco jogadores que nunca vestiram as camisas titulares em seus próprios times", acusou. "A Globo não foi e foi a Record", explicou Romário, vinculando a suposta sabotagem a negócios empresariais. "É sacanagem com o povo brasileiro". Em seguida, retificou. "A Globo, na realidade, não tem nada com isso, foi o presidente da CBF que resolveu não dar atenção ao esporte".
O evento promovido pela marca Tenys Pé, da Baruel - um produto oficial da Seleção Brasileira -, aconteceu na manhã desta sexta, em um hotel na região central da capital paulista.
Desviando-se das declarações polêmicas do vizinho de cadeira, Pepe e Neymar disseram que não acompanham a política. Na conversa com jornalistas, Romário defendeu o trabalho do jornalista da BBC, Andrew Jennings, que denunciou esquemas de corrupção na Fifa: "É um dos grandes jornalistas no momento". Sem acrescentar detalhes, o deputado alimentou a imprensa: "Domingo que vem tem mais coisas interessantes para a gente saber sobre a venda de ingressos de 2014".
Claudio Leal
No Terra Magazine
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Charge online - Bessinha - # 897

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Nota pública sobre a crise da USP

Nós, pesquisadores da Universidade de São Paulo auto-organizados, viemos por meio desta nota divulgar o nosso posicionamento frente à recente crise da USP.
No dia 08 de novembro de 2011, vários grupamentos da polícia militar realizaram uma incursão violenta na Universidade de São Paulo, atendendo ao pedido de reintegração de posse requisitado pela reitoria e deferido pela Justiça. Durante essa ação, a moradia estudantil (CRUSP) foi sitiada com o uso de gás lacrimogêneo e um enorme aparato policial. Paralelamente, as tropas da polícia levaram a cabo a desocupação do prédio da reitoria, impedindo que a imprensa acompanhasse os momentos decisivos da operação. Por fim, 73 estudantes foram presos, colocados nos ônibus da polícia, e encaminhados para o 91º DP, onde permaneceram retidos nos veículos, em condições precárias, por várias horas.
Ao contrário do que tem sido propagandeado pela grande mídia, a crise da USP, que culminou com essa brutal ocupação militar, não tem relação direta com a defesa ou proibição do uso de drogas no campus. Na verdade, o que está em jogo é a incapacidade das autoritárias estruturas de poder da universidade de admitir conflitos e permitir a efetiva participação da comunidade acadêmica nas decisões fundamentais da instituição. Essas estruturas revelam a permanência na USP de dispositivos de poder forjados pela ditadura militar, entre os quais: a inexistência de eleições representativas para Reitor, a ingerência do Governo estadual nesse processo de escolha e a não-revogação do anacrônico regimento disciplinar de 1972.
Valendo-se desta estrutura, o atual reitor, não por acaso laureado pela ditadura militar, João Grandino Rodas, nos diversos cargos que ocupou, tem adotado medidas violentas: processos administrativos contra estudantes e funcionários, revistas policiais infundadas e recorrentes nos corredores das unidades e centros acadêmicos, vigilância sobre participantes de manifestações e intimidação generalizada.
Este problema não é um privilégio da USP. Tirando proveito do sentimento geral de insegurança, cuidadosamente manipulado, o Governo do Estado cerceia direitos civis fundamentais de toda sociedade. Para tanto, vale-se da polícia militar, ela própria uma instituição incompatível com o Estado Democrático de Direito, como instrumento de repressão a movimentos sociais, aos moradores da periferia, às ocupações de moradias, aos trabalhadores informais, entre outros. Por tudo isso, nós, pesquisadores da Universidade de São Paulo, alunos de pós-graduação, mestres e doutores, repudiamos o fato de que a polícia militar ocupe, ou melhor, invada os espaços da política, na Universidade e na sociedade como um todo.

Fábio Luis Ferreira Nóbrega Franco – Mestrando da Filosofia - USP
Henrique Pereira Monteiro – Doutorando em Filosofia-USP
Patrícia Magalhães – Doutoranda em Física – USP
Silvia Viana Rodrigues – Doutora em Sociologia - USP
Bianca Barbosa Chizzolini – Mestranda em Antropologia - USP
José Paulo Guedes Pinto – Doutor em Economia – USP
Daniel Santos Garroux – Mestrando Pós-graduação em Teoria Literária – USP
Andrea Kanikadan – doutoradando da ESALQ - USP
Nicolau Bruno de Almeida Leonel – Doutorando em Cinema - USP
Paula Yuri Sugishita Kanikadan – Doutora em Saúde Pública – FSP - USP
Luciana Piazzon Barbosa Lima – Mestranda em Estudos Culturais – EACH - USP.
Gustavo Seferian Scheffer Machado – Mestrando em Direito do Trabalho – USP
Maria Tereza Vieira Parente – Mestranda em Arqueologia – USP
Marcelo Hashimoto - Doutorando em Ciência da Computação - USP.
Luiz Ricardo Araujo Florence – Mestrando em Arquitetura e Urbanismo – USP
Jade Percassi – Doutoranda em Educação – USP
Maria Caramez Carlotto – Doutoranda em Sociologia - USP
Georgia Christ Sarris – Doutoranda Filosofia - USP
José Carlos Callegari – Mestrando em Direito do Trabalho – USP
Gilberto Tedeia – Doutor em Filosofia - USP
Anderson Gonçalves – Doutor em Filosofia - USP
Douglas Anfra – Mestrando em Filosofia – USP
Fábio H. Passoni Martins – Mestrando – Depto de Teoria Literária e Literatura Comparada
Eduardo Altheman Camargo Santos - Mestrando em Sociologia - USP
Fernanda Elias Zaccarelli Salgueiro – Graduanda Filosofia - USP
Guilherme Grandi – Doutor em História Econômica – USP
Yardena do Baixo Sheery – PPG Artes Visuais – ECA - USP
Lucia Del Picchia - Doutoranda em Direito - USP
Fernando Rugitsky - Mestre em Direito - USP
Ricardo Leite Ribeiro - Mestrando em Direito - USP
Maira Rodrigues – Doutoranda em Ciência Política – USP
Ana Lúcia Ferraz – Doutora em Sociologia – USP.
Daniela Silva Canella - Doutoranda em Nutrição em Saúde Pública – USP
Tatiana de Amorim Maranhão – Doutora em Sociologia - USP
Ana Paula SAlviatti Bonuccelli – Mestranda em História – USP
Anderson Aparecido Lima da Silva – Mestrando em Filosofia – USP
José Calixto Kahil Cohn – Mestrando em Filosofia – USP
Antonio Fernando Longo Vidal Filho – Mestrando em Filosofia - USP
Bruna Della Torre de Carvalho Lima – Mestranda em Antropologia – USP
Ana Paula Alves de Lavos – Mestre em Arquitetura e Urbanismo – EESC – USP
Lucas Amaral de Oliveira – Programa de Pós Graduação em Sociologia – USP
Bruna Nunes da Costa Triana – Programa de Pós-Graduação em Antropologia – USP
José César de Magalhães Jr. – Doutorando em Sociologia – USP
Eduardo Orsilini Fernandes – Mestrando em Filosofia - USP
Ricardo Crissiuma – Mestre em Filosofia - USP
Philippe Freitas – Mestrando em Música – UNESP
Weslei Estradiote Rodrigues – Mestrando em Antropologia – USP
Bruno de Carvalho Rodrigues de Freitas – Graduando em Filosofia – USP
Camila Gui Rosatti – Graduando em Ciências Sociais – USP
Martha GAbrielly Coletto Costa – Mestranda em Filosofia – USP
Rafael Gargano – Mestrando em Filosofia – USP
Antonio David – Mestrando em Filosofia – USP
Pedro Alonso Amaral Falcão – Mestrando em Filosofia – USP
Lígia Nice Luchesi Jorge - PPG em Língua Hebraica, Literatura e Culturas Judaicas – USP
Camila Rocha – Mestranda em Ciência Política – USP
André Kaysel – Doutorando em Ciência Política – USP
Michele Escoura – Mestranda em Antropologia - USP
Vladimir Puzone - Doutorando em Sociologia - USP
Arthur Vergueiro Vonk – Mestrando em Teoria Literária e Literatura Comparada – USP
Renata Cabral Bernabé – Mestranda em História Social – USP
Raquel Correa Simões – Graduanda em Filosofia – USP
Danilo Buscatto Medeiros – Mestrando em Ciência Política - USP
Ana Flávia Pulsini Louzada Bádue – Mestranda em Antropologia - USP
Carlos Henrique Pissardo. Mestre – Dep. de Filosofia da USP e Diplomata.
Anouch Kurkdjian – Mestranda em Sociologia - USP
Léa Tosold – Doutoranda em Ciência Política - USP
Pedro Fragelli – Doutor em Literatura Brasileira - USP
Christy Ganzert Pato – Doutor em Filosofia – USP
José Agnello Alves Dias de Andrade – Mestrando em Antropologia – USP
Nicolau Dela Bandera – Doutorando em Antropologia - USP
Felipe de Araujo Contier – Mestrando em Arquitetura-IAU-SC- USP
Mauro Dela Bandera Arco Júnior – Mestrando em Filosofia - USP
Ane Talita da Silva Rocha – Mestranda em Antropologia – USP
Juliana Andrade Oliveira – Doutoranda em Sociologia - USP
Reinaldo César - Doutorando em Ciência dos Materiais – USP
Manoel Galdino Pereira Neto – Doutor em Ciência Política - USP
Carlos Filadelfo de Aquino - Doutorando em Antropologia - USP
Jonas Marcondes Sarubi de Medeiros – Mestrando em Filosofia - USP
Ana Letícia de Fiori – Mestranda em Antropologia – USP
Gonzalo Adrián Rojas – Doutor Ciência Política USP
Mariana Toledo Ferreira – Mestranda em Sociologia – USP
Julia Ruiz Di Giovanni – Doutoranda em Antropologia Social
Caio Vasconcellos – Doutorando em sociologia – USP
Reginaldo Parcianello – Doutorando/Literatura Portuguesa – USP
Fernando Sarti Ferreira – Mestrando em História Econômica – USP
Júlia Vilaça Goyatá – Mestranda em Antropologia – USP
Maria Aparecida Abreu – Doutora em Ciência Política – USP
Bruno Nadai - Doutorando em Filosofia – USP
João Alexandre Peschanski – Mestre em Ciência Política – USP
Lucas Monteiro de Oliveira – Mestrando em História Social – USP
Fabrício Henricco Chagas Bastos – Mestrando em Integração da América Latina – USP
Rafaela Pannain – Doutoranda em Sociologia - USP
Bernardo Fonseca Machado – Mestrando em Antropologia – USP
Victor Santos Vigneron de La Jousselandière – Mestrando em História – USP
Gabriela Siqueira Bitencourt – Mestre em Letras – USP
Dalila Vasconcellos de Carvalho - Mestre em Antropologia Social - USP.
César Takemoto Quitário – Mestrando em Letras – USP
Maíra Carmo Marques – Mestranda em Letras – USP
Ana Carolina Chasin – Doutoranda em Sociologia - USP
Dimitri Pinheiro – Doutorando em Sociologia - USP
Natália Fujita – Doutoranda em Filosofia – USP
Julio Miranda Canhada – Doutorando em Filosofia – USP
Caio M. Ribeiro Favaretto - Mestrando Dpto de Filosofia – USP
Juliana Ortegosa Aggio – Doutoranda em Filosofia – USP
Bruna Coelho - Mestranda em Filosofia – USP
Ana Carolina Andrada – Mestranda em Sociologia – USP
Karen Nunes - Mestranda em Sociologia – USP
Monise Fernandes Picanço – Mestranda em Sociologia – USP
Arthur Oliveira Bueno – Doutorando em Sociologia – USP
Guilherme Nascimento Nafalski – Mestre em Sociologia – USP
Tatiane Maíra Klein - Mestranda em Antropologia Social - USP
Ana Paula Bianconcini Anjos – Doutoranda em Letras – USP
José Paulo Martins Junior – Doutor em Ciência Política – USP
Demétrio Gaspari Cirne de Toledo – Doutorando Sociologia – USP
Pedro Fragelli – Doutor em Literatura Brasileira - USP
Evandro de Carvalho Lobão – Doutor em Educação – FE - USP
Walter Hupsel – Mestre em Ciência Política – USP
Carina Maria Guimarães Moreira - Doutoranda em Artes Cênicas - UNIRIO
Marinê de Souza Pereira – Doutora em Filosofia - USP
Fabiola Fanti – Mestre em Ciência Política - USP
Verena Hitner – Mestre em Integracao da America Latina – USP
Fabio Cesar Alves – Doutorando Teoria Literária- FFLCH - USP
Frederico Hnriques – Mestre em Sociologia - USP
Fábio Pimentel De Maria da Silva – Mestre em Sociologia – USP
Natália Bouças do Lago – Mestranda em Antropologia - USP
Fábio Silva Tsunoda – Mestrado em sociologia – USP
Terra Friedrich Budini - Doutoranda em Ciência Política – USP
Natália Helou Fazzioni – Mestranda em Antropologia Social – USP
Renato Bastos – Mestre em História Econômica – USP
Andreza Tonasso Galli – Mestranda da Sociologia - USP
Andreza Davidian – Mestranda em Ciência Política – USP
Dioclézio Domingos Faustino – Mestrando – Filosofia – USP
Fernando Costa Mattos – Doutor em Filosofia – USP
Joaquim Toledo Jr – Mestre em Filosofia - USP
Erinson Cardoso Otenio – Doutorando em filosofia – USP
Berilo Luigi Deiró Nosella - Doutorando em Artes Cênicas - UNIRIO
Rafael Alves Silva – Doutorando em Sciências Sociais – UNICAMP
Ludmylla Mendes Lima – Doutoranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa – USP
Tânia Cristina Souza Borges – Mestranda em Letras – USP
Miguel Barrientos – Doutorando em Ciência Política – USP
Eveline Campos Hauck – Mestranda em filosofia - USP
Mariana Zanata Thibes – Doutoranda Sociologia – USP
Nahema Nascimento Barra de Oliveira - Mestre em Ciencias Humanas – USP
Manoel Galdino Pereira Neto – Doutor em Ciência Política - USP
Gonzalo Adrián Rojas – Doutor em Ciencia Politica - USP
Miguel Barrientos – Doutorando em Ciência Política - USP
Maria Aparecida Abreu – Doutora em Ciência Política - USP
Pedro Feliú – Doutorando em Ciência Política – USP
Fernando Gonçalves Marques – Doutorando em Ciência Política - USP
Petronio De Tilio Neto – Doutor em Ciência Política - USP
José Paulo Martins Junior – Doutor em Ciência Política - USP
Renato Francisquini – Doutorando em Ciência Política - USP
Júlio César Casarin Barroso Silva – Doutor em Ciência Política - USP
Francisco Toledo Barros – Mestrando em Arquitetura e Urbanismo
Marcia Dias da Silva – Mestre em História Social – USP
Maira Rodrigues – Doutoranda em Ciência Política – USP
Ivana Pansera de Oliveira Muscalu – Mestranda História Social – USP
Renata Lopes Costa Prado - Doutoranda do Programa de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano – USP
Emi Koide – Doutora em Psicologia – USP
Mario Tommaso Pugliese Filho – Mestre em Literatura Brasileira – USP
Gabriela Viacava de Moraes – Mestranda em Literatura Brasileira – USP
Tatiane Reghini Matos – Mestranda em Letras – USP
Andréia dos Santos Meneses – Doutoranda em Letras – USP
Kátia Yamamoto – Mestranda em Psicologia USP
Lygia de Sousa Viégas – Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano da USP.
Daniel Gomes da Fonseca – Mestrando em Teoria Literária e Literatura Comparada – USP
Michelangelo Marques Torres – Mestrando na Unicamp e graduado pela USP
Luana flor Tavares Hamilton – Mestrança em psicologia – USP
Renan Honório Quinalha – mestrando em Sociologia Jurídica - USP
Adriana De Simone – Doutora em Psicologia – IP - USP
Grazielle Tagliamento - Doutorado PST – USP
Tamara Prior- Mestranda em História Social – USP
Airton Paschoa - Mestre em Literatura Brasileira – USP
Daniela Sequeira – Mestra em Ciência Política – USP
Davi Mamblona Marques Romão – Mestrando – PSA – Psicologia
Rafael Godoi – Doutorando em Sociologia - USP
Vanda Souto – Mestranda em Ciências Sociais – UNESP – Marília
Pedro Rodrigo Peñuela Sanches – Mestrando em Psicologia USP
Grazielle Tagliamento – Doutoranda Psicologia – USP
Monica Loyola Stival – Doutoranda em filosofia – USP
Tatiana Benevides Magalhães Braga - Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP
Regina Magalhães de Souza - Doutora em Sociologia – USP
Ludmila Costhek Abilio – Mestre em Sociologia – USP
Gabriela Viacava de Moraes – Mestranda em Literatura Brasileira – USP
Tatiane Reghini Matos – Mestranda em Letras – USP
Andréia dos Santos Meneses – Doutoranda em Letras – USP
Edson Teles – Doutor em Filosofia – USP
Julia Maia Peixoto Camargo – Graduanda em Ciências Sociais - USP
Rodnei Nascimento – Doutor em filosofia – USP
Rafael Luis dos Santos Dall’olio – Mestrando em História Social – USP
Ana Aguiar Cotrim – Doutoranda em Filosofia – USP
Tercio Redondo – Doutor em Literatura Alemã – USP
Maria Cláudia Badan Ribeiro - Doutora em História Social – USP
Pedro Mantovani- Mestrando em Filosofia- USP
Stefan Klein – Doutorando em Sociologia – USP
Wagner de Melo Romão - Doutor em Sociologia - USP
Maria de Fátima Silva do Carmo Previdelli – Doutoranda em História Econômica – USP
Felipe Pereira Loureiro – Doutorando em História Econômica – USP
Thiago de Faria e Silva – Mestre em História Social – USP
Marcus Baccega - Doutor em História Medieval – USP
Luciana Moreira Pudenzi – Mestre em Filosofia – USP
Daniela Jakubaszko – Doutora em Ciências da Comunicação pela ECA - USP
Leo Vinicius Maia Liberato, ex-pos-doutorando no Departamento de Filosofia - USP
Maria Lívia Nobre Goes – Graduanda em Filosofia - USP
Agnaldo dos Santos – Doutor em Sociologia – USP
Annie Dymetman - Doutora em Ciências Sociais – USP
Evandro NoroFernandes - Mestre em Geografia - USP
Wilma Antunes Maciel – Doutora em História Social – USP
Luciano Pereira – Doutor em Filosofia – USP
Guilherme Varella - Mestrando em Direito de Estado
Constância Lira de Barros Correia Rodrigues Costa – Mestranda em Ciência Política – USP
Ester Gammardella Rizzi – Mestre em Filosofia e Teoria Geral do Direito – USP
Cristiana Gonzalez – Mestranda em sociologia – USP
Rafaela Aparecida Emetério Ferreira Barbosa – Mestranda em Direito do Trabalho – USP
Franco Nadal Junqueira Villela – Mestre em Ciência Ambiental – USP
Clara Carniceiro de Castro - Doutoranda em Filosofia - USP
Marcelo Netto Rodrigues – Mestrando em Sociologia – USP
Elisa Klüger - Mestranda em Sociologia – USP
Marilia Solfa – Mestre em Arquitetura – USP
Pedro Feliú – Doutorando em Ciência Política – USP.
Renato Francisquini - Doutorando em Ciência Política – USP
Júlio César Casarin Barroso Silva – Doutor em Ciência Política – USP
Andreza Davidian – Mestranda em Ciência Política – USP
Andrea Kanikadan – Doutorando em Ecologia Aplicada na ESALQ em Piracicaba
Miguel Barrientos – Doutorando em Ciência Política – USP
Diogo Frizzo – Mestrando em Ciência Política – USP
Vinicius do Valle – Mestrando em Ciência Política – USP
Carolina de Camargo Abreu – Doutoranda em Antropologia – USP
Tatiana Rotolo - Mestre em Filosofia - USP
Pedro Ivan Moreira de Sampaio – Graduando em Direito PUC-SP e Filosofia – USP
Thaís Brianezi Ng, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental – USP
André-Kees de Moraes Schouten – Doutorando em Antropologia Social - USP
Alvaro Pereira – Mestre em Direito – USP
Vinícius Spira – Mestrando em Ciências Sociais – USP
Rafael Faleiros de Pádua - Doutorando em Geografia - USP
André Luis Scantimburgo – Mestrando em Ciências Sociais pela UNESP de Marília - SP
Rosemberg Ferracini – Doutorando em Geografia Humana – USP
Lucas Brandão – Mestrando em Sociologia - USP
Márcia Cunha – Doutoranda em Sociologia – USP
Nilton Ken Ota – Doutor em Sociologia – USP
Felipe Figueiredo – Bacharel em Letras – USP
Bruno Boti Bernardi – Doutorando em Ciência Política – USP
Roberta Soromenho Nicolete – Mestranda em Ciência Política – USP
Lara Mesquita – Mestre em Ciência Política – USP
Milene Ribas da Costa – Mestre em Ciência Política – USP
Katya dos Santos Schmitt Parcianello – Mestranda em História Econômica - USP
Alcimar Silva de Queiroz – Doutor em Educação – USP
Paulo Vinicius Bio Toledo – Mestrado Artes Cênicas
Ruy Ludovice - Mestrando em Filosofia – USP
Pollyana Ferreira Rosa – Mestranda em Artes Visuais – USP
Patrícia de Almeida Kruger – Mestranda em Letras – USP
Giselle Cristina Gonçalves Migliari – Mestranda em Literatura Espanhola – USP
Wellington Migliari – Mestre em Literatura Brasileira – USP
Diana P. Gómez – Mestranda Antropologia Social
Simone Dantas – Mestranda em Letras - USP
Eduardo Zayat Chammas - Mestrando em História Social – USP
Maristela de Souza Pereira – Doutoranda em psicologia – USP
Virginia Helena Ferreira da Costa – Mestranda em filosofia – USP
Gustavo Motta – Mestrado Artes Visuais – USP
Luiz Fernando Villares - Doutorando Faculdade de Direito – USP
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Opus Dei e TFP regem o espetáculo na USP?

Também em 2007 Rodas chamou
a PM para agredir estudantes
"Isto é apenas uma ação autoritária, típica do espírito neo-fascista, ou é o embrião de um golpe? Não temos suficientes elementos para saber, mas a hipótese deve ser pelo menos considerada."
A ponderação é de Carlos Lungarzo, da Anistia Internacional, no artigo USP: um foco golpista?. Ele também vê com apreensão a escalada autoritária na Universidade de São Paulo e a sequência de medidas visivelmente provocativas do reitor João Grandino Rodas.
Em sua análise - exaustiva, abrangente e impecável como sempre -, Lungarzo toca num ponto crucial: para que, afinal, o governador Geraldo Alckmin, tido e havido como membro da organização ultradireitista  Opus Dei, escolheu para reitor da USP, contra a vontade manifestada pela comunidade acadêmica ao preteri-lo na lista tríplice elaborada por votação, alguém sem suficiente mérito acadêmico, mas que é tido e havido como integrante da organização ultradireitista Tradição, Família e Propriedade?
Eis mais alguns detalhes sobre Rodas, segundo Lungarzo:
Saldo da atuação de Rodas como diretor da Faculdade de
Direito da USP: foi por ela declarado persona non grata.
  • "Sendo Diretor da Faculdade de Direito pediu em 22 de agosto de 2007, o assalto da PM àquela faculdade, para expulsar violentamente estudantes e membros dos movimentos sociais";
  • "Devido a sua política de 'terra arrasada' com seus inimigos, aos quais perseguiu incansavelmente dentro da faculdade, foi declarado  persona non grata  pela Faculdade de Direito"; e
  • "[Como representante do Itamaraty na Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos] Grandino Rodas interveio no caso do filho da estilista Zuzu Angel, no qual votou contra a culpabilidade da ditadura no assassinato do rapaz. Além disso, indeferiu outros 45 pedidos com diversos pretextos (falta de provas, esgotamento do prazo, etc.)".
Então, é forte a possibilidade de estar mesmo em curso o balão de ensaio golpista a respeito do qual eu lancei o primeiro alerta
Lungarzo foi muito feliz ao explicar por que a preparação de cenário golpista estaria se dando de forma mais sutil por parte das autoridades (mas não da grande imprensa, devo acrescentar, pois sua parcialidade está sendo simplesmente grotesca!): 
"Em situações de enorme fascistização, um golpe de estado pode ser lançado sem nenhum problema, e ser aplaudido com grande fervor pelas ralés de classe média. Entretanto, quando o país possui, como atualmente o Brasil, uma democracia formal bastante estável, e a situação das classes populares mostra certo progresso em relação com governos anteriores, a necessidade de encontrar consenso para um golpe obriga a estratégias mais refinadas".
No Náufrago da Utopia
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Manchetes

Ler manchetes é uma aventura. Jornais têm um contrato com seus leitores, dizem estudiosos do discurso. O fundamental é o da veracidade: o leitor deveria poder acreditar que o que lê no jornal é verdadeiro. Trata-se de uma "verdade" precária, de fato. Não sei o que seria dos historiadores se sua única fonte fosse a mídia. Ainda bem que podem analisar as guias de importação e de exportação e outros documentos (testamentos, escrituras, livros que registram contas secretas ou dinheiro não contabilizado etc.).
Além de acharem que sustentam esse contrato, jornalistas são levados a crer que as línguas podem ser exatas: bastaria alguma competência e um pouco de caráter para tornar as notícias objetivas. Ledo engano. É claro que línguas, às vezes, podem ser objetivas. Melhor dizendo: alguns textos podem até ser objetivas, considerado um contexto histórico e um conjunto de pressupostos.
Mas os jornais parecem fazer um esforço especial para dar trabalho aos leitores. Uma das manchetes da Folha de 8/11/2011, por exemplo, é "DILMA NOMEIA PARA VAGA DO SUPREMO GAÚCHA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO". Um estudioso de processamento mental de sequências mais ou menos "simples" testaria esta manchete contra esta outra: DILMA NOMEIA GAÚCHA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PARA VAGA DO SUPREMO. Creio que obteria resultados interessantes sobre maiores ou menores dificuldades de interpretação de estruturas mais ou menos "diretas".
Mas uma manchete desse tamanho é um escândalo - quase não é manchete. Um chefe poderia propor DILMA NOMEIA GAÚCHA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PARA O SUPREMO, deixando para o leitor (ou leitor da Folha não é qualquer um, o chefe poderia dizer ao foca) a "descoberta" de que se trata de preencher uma vaga. O leitor real ainda sonado agradeceria.
Parênteses: ritmo e relevância deveriam ser os traços fundamentais da manchete: MORRE AOS 67 ANOS JOE FRAZER, LENDA DO BOXE MUNDIAL, na Folha do dia 9/11/2011, é o fim da picada! Por que não "MORRE JOE FRAZER, LENDA DO BOXE"? Alguém vai achar que é brasileiro? E por que informar a idade na manchete, a não ser que fosse de relevância extrema?
O jornal gosta de correr riscos. Em outro caderno, cravou EMBRAER É ALVO DE PROTECIONISMO NOS EUA. A xícara parou a meio caminho. Me perguntei se era isso mesmo: o que poderia significar "alvo de protecionismo"? Os EUA estariam protegendo a Embraer? Não podia ser isso, não porque esse não pudesse ser o sentido da manchete. Simplesmente, achei que o fato seria incompatível com posições americanas típicas.
O texto informa que a Embraer está sendo combatida nos EUA para que não vença uma licitação. Ou seja, os EUA estão protegendo companhias americanas (na verdade, atacando a Embraer). O protecionismo dos EUA é a proteção de suas empresas.
Ser alvo de protecionismo significa, considerado o texto, que a Embraer é atacada para que empresas americanas sejam protegidas. Ou seja, empresas americanas são objeto de protecionismo. A Embraer ser alvo significa que é combatida com medidas de proteção (protecionistas) a suas concorrentes?
Peço ajuda aos universitários...
Sírio Possenti é professor associado do Departamento de Linguística da Unicamp e autor de Por que (não) ensinar gramática na escola, Os humores da língua, Os limites do discurso, Questões para analistas de discurso e Língua na Mídia.
No Terra Brasilis
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