8 de nov de 2011

Truculência no Senado, como nos tempos da ditadura

Protesto de estudantes contra a reforma no Código Florestal terminou com um deles agredido e algemado por seguranças do Senado nesta terça-feira.
PIG diz que houve confronto
Agora veja o vídeo e se pergunte: Confronto? Que confronto?
Manifestantes protestaram durante votação em comissões
O estudante de geologia da Universidade de Brasília (UnB) Raphael Pinheiro da Rocha, detido pela Polícia Legislativa do Senado em uma manifestação, no início da tarde, contra a aprovação do projeto de lei que altera o Código Florestal, será indiciado pelos crimes de desobediência e resistência à prisão. Ele estava entre os estudantes que entraram hoje (8) em confronto com os policiais, no corredor das comissões, após a votação do parecer do senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC).
Raphael foi arrastado por cerca de 20 metros, por quatro policiais, após receber voz de prisão quando, aparentemente, estava desmaiado. O diretor da Polícia Legislativa do Senado, Pedro Ricardo Araújo Carvalho, disse que, em depoimento dado na presença do pai, o estudante reconheceu que simulou o desmaio.
Na proximidade do elevador que dá acesso à delegacia, Raphael “tentou desvencilhar-se com chutes” dos policiais e levou um tiro de taser, pistola paralisante usada pelos agentes.
O diretor acrescentou que, também no depoimento, o universitário disse que não queria submeter-se ao exame de corpo de delito, no Instituto Médido-Legal (IML), e que não processaria os policiais. Raphael deixou o Senado sem conversar com os jornalistas ou dar qualquer declaração. Carvalho descartou que tivesse sido praticado qualquer excesso contra os estudantes que protestavam contra o relatório de Luiz Henrique. “Se tivesse havido algum excesso, vocês acham que ele não iria ao IML e processaria os policiais?”, perguntou o diretor da Polícia Legislativa.
Toda a confusão teve início depois que o policial José Luís de Simas Cunha retirou da parede da comissão um cartão vermelho apresentado pelos estudantes aos senadores que votaram a favor do parecer do relator. O policial deu voz de prisão a Raphael e, nesse momento, foi cercado pelos manifestantes que disseram que ele "era ladrão por estar defendendo ladrão", conforme relatou o universitário Caio de Miranda, ouvido como testemunha.
No depoimento, Caio citou como autor das agressões contra os estudantes “um homem de camiseta preta, calça jeans e estatura baixa”, que não trazia qualquer identificação. Ao analisar os vídeos das câmeras de segurança da Casa, Carvalho identificou essa pessoa como sendo o policial legislativo Jorge Pinto da Rocha.
Agora, o diretor quer saber do policial responsável pela equipe o que Jorge Rocha fazia naquele local, uma vez que não é lotado no policiamento ostensivo e cuida apenas da manutenção do armamento utilizado. “Vou ver as imagens direito. Se achar que houve, por parte dele, excessos, poderei determinar um inquérito administrativo”, disse Carvalho.
O relatório do projeto do Código Florestal foi apreciado hoje nas comissões de Ciência e Tecnologia e Agricultura do Senado.
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O poder permanente de derrubar governos

As ondas de pânico criadas em torno de casos de corrupção, desde Collor, têm servido mais a desqualificar a política do que propriamente moralizar a nossa democracia. Apesar da imensa caça às bruxas movida pela mídia contra os governos, em nenhum momento essa sucessão de escândalos, reais ou não, incluíram seriamente a opinião pública num debate sobre a razão pela qual um sistema inteiro é apropriado pelo poder privado, e, principalmente, porque não se questiona essa apropriação.
A corrupção do sistema político merece uma reflexão para além das manchetes dos jornais tradicionais. Em especial neste momento que o país vive, quando a nova democracia completou 26 anos e a política, que é a sua base de representação, se desgasta perante a opinião pública. Este é o exato momento em que os valores democráticos devem prevalecer sobre todas as discordâncias partidárias, pois chegou no limite de uma escolha: ou diagnostica e aperfeiçoa o sistema político, ou verá sucumbi-lo perante o descrédito dos cidadãos.
O país pós-redemocratização passou por um governo que foi um fracasso no combate à inflação, um primeiro presidente eleito pelo voto direto pós-ditadura apeado do poder por denúncias de corrupção, dois governos tucanos que, com uma política antiinflacionária exitosa, conseguiram colocar o país no trilho do neoliberalismo que já havia grassado o mundo, e por fim dois governos do PT, um partido de difícil assimilação por parcela da população. Nesse período, a mídia incorporou como poder próprio o julgamento e o sentenciamento moral, numa magnitude tal que vai contra qualquer bom senso.
Este é um assunto difícil porque pode ser facilmente interpretado como uma defesa da corrupção, e não é. Ou como questionamento à liberdade de imprensa, e está longe disso. O que se deve colocar na mesa, para discussão, é até onde vai legitimidade da mídia tradicional brasileira para exercer uma função fiscalizadora que invade áreas que não lhes são próprias. Existe um limite tênue entre o exercício da liberdade de imprensa na fiscalização da política e a usurpação do poder de outras instituições da República.
Outra questão que preocupa muito é que a discussão emocional, fulanizada, mantida pelos jornais e revistas também como um recurso de marketing, têm como maior saldo manter o sistema político tal como é. É impossível uma discussão mais profunda nesses termos: a escandalização da política e a demonização de políticos trata-os como intrinsecamente corruptos, como pessoas de baixa moral que procuram na atividade política uma forma de enriquecimento privado. Ninguém se pergunta como os partidos sobrevivem mantidos por dinheiro privado e que tipo de concessão têm que fazer ao sistema.
Desde Antonio Gramsci, o pensador comunista italiano que morreu na masmorra de Mussolini, a expressão “nenhuma informação é inocente” tem pontuado os estudos sobre o papel da imprensa na formulação de sensos comuns que ganham a hegemonia na sociedade. Gramsci já usava o termo “jornalismo marrom” para designar os surtos de pânico promovidos pela mídia, de forma a ganhar a guerra da opinião pública pelo medo.
No Brasil atual, duas grandes crises de pânico foram alimentadas pela mídia tradicional brasileira no passado recente. Em 2002, nas eleições em que o PT seria vitorioso contra o candidato do governo FHC, a mídia claramente mediou a pressão dos mercados financeiros contra o candidato favorito, Luiz Inácio Lula da Silva. Tratava-se, no início, de fixar como senso comum a referência “ou José Serra [o candidato tucano] ou o caos”.
Depois, a meta era obrigar Lula e o PT ao recuo programático, garantindo assim a abertura do mercado financeiro, recém-completada, para os capitais internacionais. Em 2005, na época do chamado “mensalão”, o discurso do caos foi redirecionado para a corrupção. Politicamente, era uma chance fantástica para a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva: a única alternativa para se contrapor a um líder carismático em popularidade crescente era tirar de seu partido, o PT, a bandeira da moralidade. A ofensiva da imprensa, nesse caso, não foi apenas mediadora de interesses. A mídia não apenas mediava, mas pautava a oposição e era pautada por ela, num processo de retroalimentação em que ela própria [a mídia] passou a suprir a fragilidade dos partidos oposicionistas. Ao longo desse período, tornou-se uma referência de poder político, paralelo ao instituído pelo voto.
Eleita Dilma Rousseff, a oposição institucional declinou mais ainda, num país que historicamente voto e poder caminham juntos, e ao que tudo indica a mídia assumiu com mais vigor não apenas o papel de poder político, mas de bancada paralela. Dilma está se tornando uma máquina de demitir ministros. Nas primeiras demissões, a ofensiva da mídia deu a ela um pretexto para se livrar de aliados incômodos, nas complicadas negociações a que o Poder Executivo se vê obrigado em governos de coalizão num sistema partidário como o brasileiro. Caiu, todavia, numa armadilha: ao ceder ministros, está reforçando o poder paralelo da mídia; em vez de virar refém de partidos políticos que, de fato, têm deficiências orgânicas sérias, tornou-se refém da própria mídia.
As ondas de pânico criadas em torno de casos de corrupção, desde Collor, têm servido mais a desqualificar a política do que propriamente moralizar a nossa democracia. Mais uma vez, volto à frase de Gramsci: não existe notícia inocente. O Brasil saído da ditadura já trazia, como herança, um sistema político com problemas que remontam à Colônia. O compadrio, o mandonismo e o coronelismo são a expressão clássica do que hoje se conhece por nepotismo, privatização da máquina pública e falha separação entre o público e o privado. A política tem sido constituída sobre essas bases e, depois de cada momento autoritário e a cada período de redemocratização no país, seus problemas se desnudam, soluções paliativas são dadas e a cultura fica. Por que fica? Porque é a fonte de poderes – poderes privados que podem se sobrepor ao poder público legitimamente constituído.
O sistema político é mantido por interesses privados, e é de interesse de gregos e troianos que assim permaneça. Segundo levantamento feito pela Comissão Especial da Câmara que analisa a reforma política, cerca de 360 deputados, em 513, foram eleitos porque fizeram as mais caras campanhas eleitorais de seus Estados. Com dinheiro privado. Em sã consciência, com quem eles têm compromissos? Eles apenas tiveram acesso aos instrumentos midiáticos e de marketing político cada vez mais sofisticados porque foram financiados pelo poder econômico. É o interesse privado quem define se o dinheiro doado aos candidatos e partidos é lícito ou ilícito.
O dinheiro do caixa dois passou a fazer parte desse sistema. Não existe nenhum partido, hoje, que consiga se financiar privadamente – como define a legislação brasileira – sem se envolver com o dinheiro das empresas; e são remotíssimas as chances de um político financiado pelo poder privado escapar de um caixa dois, porque normalmente é o caixa dois das empresas que está disponível. Num sistema eleitoral onde o dinheiro privado, lícito e ilícito, é o principal financiador das eleições, ocorre a primeira captura do sistema político pelo poder privado. E isso não acaba mais.
Esse é o âmago de nosso sistema político. A democratização trouxe coisas fantásticas para a política brasileira, como o voto do analfabeto, a ampla liberdade de organização partidária e a garantia do voto. Mas falhou no aperfeiçoamento de um sistema que obrigatoriamente teria de ser revisto, no momento em que o poder do voto foi restabelecido pela Constituição de 1988.
Num sistema como esse, por qualquer lado que se mexa é possível desenrolar histórias da promiscuidade entre o poder público e o dinheiro privado. Por que isso não entra, pelo menos, em discussão? Acredito que a situação permaneça porque, ao fim e ao cabo, ela mantém o poder político sob o permanente poder de chantagem privado. De um lado, os financiadores de campanhas se apoderam de parcela de poder. De outro, um sistema imperfeito torna facilmente capturável o poder do voto também por aparelhos privados de ideologia, como a mídia. Como nenhuma notícia é inocente, a própria pauta leva a relações particulares entre políticos e o poder econômico, ou entre a máquina pública e o partido político. A guerra permanente entre um governo eleito que tem a oposição de uma mídia dominante é alimentada pelo sistema.
O apoderamento da imprensa é ainda maior. Se, de um lado, a pauta expressa seu imenso poder sobre a política brasileira, ela não cumpre o papel de apontar soluções para o problema. Não existe intenção de melhorá-lo, de atacar as verdadeiras causas da corrupção. Apesar da imensa caça às bruxas movida pela mídia contra os governos, em nenhum momento essa sucessão de escândalos, reais ou não, incluíram seriamente a opinião pública num debate sobre a razão pela qual um sistema inteiro é apropriado pelo poder privado, inclusive e principalmente porque não se questiona o direito de apropriação do poder público pelo poder privado. A mídia tradicional não fez um debate sério sobre financiamento de campanha; não dá a importância devida à lei do colarinho branco; colocou a CPMF, que poderia ser um importante instrumento contra o dinheiro ilícito que inclusive financia campanhas eleitorais, no rol da campanha contra uma pretensa carga insuportável de impostos que o brasileiro paga.
Pode fazer isso por superficialidade no trato das informações, por falta de entendimento das causas da corrupção – mas qualquer boa intenção que porventura exista é anulada pelo fato de que é este o sistema que permite à imprensa capturar, para ela, parte do poder de instituições democráticas devidamente constituídas para isso.
Maria Inês Nassif
Texto apresentado no Seminário Internacional sobre a Corrupção, dia 7 de novembro de 2011, em Porto Alegre.
No Carta Maior
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Pronunciamento da presidenta Dilma sobre os programas do SUS

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Balneário Camboriú é a décima cidade com melhor índice de desenvolvimento municipal

Pesquisa desenvolvida pela Firjan aponta que a cidade também está entre os 120 municípios com melhor índice do Brasil
Balneário Camboriú está entre as dez cidades de Santa Catarina com o melhor Índice de Desenvolvimento Municipal, segundo pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). O município passou de 20° colocado para o décimo lugar. A pesquisa utiliza a mesma metodologia da Organização das Nações Unidas (ONU) e surgiu para avaliar o comportamento das cidades, mas principalmente das administrações públicas municipais, avaliando o acesso das pessoas à educação, saúde e emprego formalizado.
De acordo com o prefeito Edson Renato Dias, Piriquito, PMDB, essa avaliação mostra o avanço e o progresso da cidade, no qual a prioridade é para investimentos em educação e saúde. “Além disso, todas as mudanças na área de infraestrutura que realizamos em Balneário Camboriú, também visam à geração de emprego e renda para toda comunidade”, declara Piriquito.
A cidade apresentou melhoras significativas em todos os quesitos avaliados. Segundo a Firjan (IFDM-2009), Balneário Camboriú é a décima colocada entre os 293 municípios pesquisados no Estado e está entre os 120 municípios do Brasil com melhor Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, dos 5.563 analisados.
O indicador usado como balizador é o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM).
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Os que apostaram contra a redução dos juros

Ontem me contaram, em Vitória, palestra de Luiz Carlos Mendonça de Barros em evento de final de semana.
Indagado sobre a economia mundial, ele disse desistir de entender: o que a gente pensa de manhã é desmentido de tarde.
Aí me lembrei de uma matéria do Estadão, de 6 de setembro, do José Roberto - belo economista - sobre o BC ter alertado para o aprofundamento da crise:
O economista José Roberto Mendonça de Barros disse nesta segunda-feira, 5, que o Comitê de Política Monetária (Copom) fez uma aposta de elevado risco ao reduzir a taxa Selic para 12% ao ano. De acordo com ele, não houve mudanças drásticas no cenário internacional que justificassem uma guinada na trajetória dos juros. "O Copom fez uma aposta de elevadíssimo risco. Não consigo encontrar motivos. O que mudou em 45 dias?", questionou.
Mendonça de Barros disse que o cenário internacional não mostra uma catástrofe econômica iminente que justificasse uma queda abrupta nessa taxa. "Isto está longe de ser uma certeza."
Esse bordão foi repetido por 9,5 em cada 10 analistas econômicos da mídia ou consultados por ela, ao prognostificar a catástrofe que resultaria da redução da Selic em 0,5 (!) ponto.
Ainda bem que não pilotam o Titanic da economia brasileira.
Luis Nassif
No Advivo
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A emboscada tucana na USP

Conjunto Residencial dos Estudantes da USP completamente cercado durante emboscada da Tropa de Choque para desocupar o prédio da reitoria.
Toda a região próxima da reitoria foi isolada pela Cavalaria e pela Tropa de Choque para impedir o acesso daqueles que queriam se juntar aos estudantes ocupados ou só mesmo permanecer por perto para que os direitos humanos não fossem violados.
No Mídia Caricata
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23 coisas que eles não falam para vocês sobre o capitalismo

O número poderia ser infinito, mas para começo de conversa, o autor – Ha-Joong Chan, sul-coreano, que trabalha em Cambridge – seleciona 23. (23 things they don’t tell yu about capitalism", Penguin Books, Londres, 2011). Cada um pode acrescentar as suas. As dele são:
1. Não há isso que chamam de livre comércio.
2. As empresas não deveriam ser dirigidas em função do interesse dos seus donos.
3. Muita gente nos países ricos é paga acima do que deveria.
4. As máquinas de lavar mudaram o mundo mais do que a internet.
5. Assuma o pior sobre o povo e você vai obter o pior.
6. Maior estabilidade macroeconômica não fez a economia mundial mais estável.
7. As políticas de livre comércio raramente tornam ricos os países pobres.
8. O capital tem uma nacionalidade.
9. Nós não vivemos numa era pós-industrial.
10. Os EUA não têm o mais alto nível de vida do mundo.
11. A África não está condenada ao subdesenvolvimento.
12. Os governos podem punir os vencedores.
13. Tornando os ricos mais ricos não se torna os outros ricos.
14. Os executivos norteamericanos são pagos em excesso.
15. As pessoas nos países pobres são mais empreendedoras do que nos países ricos.
16. Mais educação, por si só, não faz um país mais rico.
17. O que é bom para a General Motors não é necessariamente bom para os EUA.
18. Não somos suficientemente tontos para deixar as coisas para o mercado.
19. Apesar do fim do comunismo, nós ainda vivemos em economias planificadas.
20. A igualdade de oportunidades pode não ser justa.
21. Governo forte torna as pessoas mais abertas para as transformações.
22. O mercado financeiro precisa se tornar menos e não mais eficiente.
23. Uma boa política econômica não necessita de bons economistas.
Emir Sader
No Bolg do Emir
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Presidenta defende pacto com estados e municípios para melhorar a gestão e o atendimento no SUS

Em cerimônia no Palácio do Planalto, presidenta Dilma participa do lançamento dos programas Melhor em Casa e SOS Emergências.
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff defendeu hoje (8) um pacto entre governo federal, estados e municípios para melhorar a gestão e o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Em cerimônia no Palácio do Planalto para o lançamento dos programas Melhor em Casa e SOS Emergências, ela afirmou que é possível criar um novo padrão de qualidade no atendimento às pessoas que procuram o SUS.
“Para fazer funcionar bem o SUS, é necessária uma parceria republicana. Parte dos problemas pode ser resolvida com o que já temos. Podemos fazer mais. O SOS Emergências e o Melhor em Casa são duas oportunidades únicas para reforçar esse pacto em bases concretas”, disse a presidenta.
Segundo ela, governo federal, estados e municípios têm condições de avançar na “gigantesca tarefa” de fazer funcionar com qualidade e eficiência um sistema complexo como o SUS.
“Em lugar de nos intimidar, devemos ampliar a consciência de nossas responsabilidades.”
A presidenta comemorou ainda a economia de R$ 600 milhões em recursos para a Saúde, nos primeiros seis meses do ano, por meio da compra centralizada de medicamentos, de auditorias e da rigorosa fiscalização dos repasses.
Em casa - O programa Melhor em Casa vai ampliar o atendimento domiciliar às pessoas com necessidade de reabilitação motora, idosos, pacientes crônicos sem agravamento ou em situação pós-cirúrgica, por exemplo. Elas terão assistência multiprofissional gratuita em seus lares, com cuidados mais próximos da família.
Até 2014, o programa contará com mil equipes de atenção domiciliar atuando em todo o país. Cada equipe poderá atender, em média, até 60 pacientes por mês. O investimento previsto até 2014 soma R$ 1 bilhão.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, além de reduzir as filas nos hospitais, o Melhor em Casa trabalha com a humanização do atendimento e reduz o risco de infecções dos pacientes. E aqueles que necessitam de equipamentos em casa terão isenção da tarifa de energia elétrica.
“O mais importante é tratar as pessoas no melhor lugar, que é a sua casa, junto com a família”, disse o ministro Padilha.
No pronto-socorro - Já o SOS Emergências prevê medidas para melhorar a gestão e o atendimento nas emergências de 11 grandes hospitais do SUS. Até 2014, os prontos-socorros de 40 hospitais também serão beneficiados por ações que envolvem o acolhimento e a classificação de risco dos pacientes.
Ao entrar no hospital, o paciente será acolhido por uma equipe que definirá o seu nível de gravidade e o encaminhará ao atendimento específico de que necessita. Também será organizada a gestão de leitos, fluxo de internação e a implantação de protocolos clínico-assistenciais e administrativos. Serão tomadas, ainda, medidas para proporcionar a adequação da estrutura e do ambiente hospitalar.
Cada um dos 11 hospitais receberá, por ano, R$ 3,6 milhões do Ministério da Saúde para custear a ampliação e qualificação dos seus prontos-socorros. Também poderão receber individualmente até R$ 3 milhões para aquisição de equipamentos e realização de obras e reformas nas unidades de emergência, o que depende de aprovação do Ministério da Saúde.
“Não se trata de uma ação cosmética, mas em parceria com a direção dos hospitais para enfrentar o ambiente mais crítico do atendimento à saúde”, explicou Padilha.
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A um mês de plebiscito inédito, divisão do Pará gera controvérsias

Paraense decide em dezembro se estado fica unido ou dá origem a mais dois, Carajás e Tapajós. Às vésperas de propaganda na TV, debate esquenta. Para economistas e sociólogos locais, separação só interessa a elites paroquiais e empresas. Defensores dizem que região teria mais recursos, e Estado chegaria ao cidadão. Líderes políticos tradicionais optam pela neutralidade.
BELÉM - Uma inédita propaganda eleitoral no Brasil começa na próxima sexta-feira (11). A campanha de rádio e TV vai tentar influenciar uma decisão que levará 4,8 milhões de eleitores paraenses às urnas um mês depois. Manter o segundo maior estado brasileiro unificado ou desmembrá-lo em mais dois, Carajás e Tapajós?
Nunca houve um plebiscito no país que permitisse ao cidadão opinar sobre a mudança ou não da configuração territorial. Já houve 17 mudançcas na divisão do Brasil, mas foram os governantes que bateram o martelo.
Desta vez, após o plebiscito, o resultado ainda terá que ser sancionado pela presidenta Dilma Rousseff, que tem o poder legal de vetá-lo. Mas ninguém duvida de que a vontade do povo será respeitada. O problema é que o risco de alta abstenção preocupa. Apesar da importância do debate para a definição do modelo de ocupação e desenvolvimento da Amazônia brasileira, a população tem se mantido alheia à discussão.
Na capital e maior cidade do estado, poucos se manifestam. E, qua sempre, são contrários à divisão. “Eu entendo que as populações das regiões mais longínquas se sintam abandonadas pelo estado, mas não é a divisão que vai resolver o problema”, diz o taxista Luiz Marinho. Ele garante que, em Belém, todos querem um Pará unido. “Dez de cada dez carros adesivados defendem o não. Novos estados gerarão despesas para o país inteiro”,acrescenta.
Estudo do economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Rogério Boueri, realizado em dezembro de 2008, diz que o custo fixo de um novo estado é de, em média, de R$ 832 milhões anuais. Cada habitante implicaria mais R$ 564,69 em gastos públicos. E cada ponto percentual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) exigiria 7,5 centavos de investimento público. Tudo somado, Carajás e Tapajós teriam déficit anual de R$ 1,9 bilhão.
Para o jornalista, blogueiro e professor da Universidade da Amazônia (Unama) Rogério Almeida, a campanha pela divisão do estado se fundamenta em um discurso puramente emocional, sem embasamento técnico ou científico. “É um discurso frágil e desqualificado”, afirma.
O sociólogo Raimundo Gomes, ligado ao Centro de Educação, Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular (Cepasp) de Marabá, critica o reducionismo do debate à questão desenvolvimentista do PIB. “Crescimento econômico não pode ser o único parâmetro”. Para ele, o importante é detectar quem irá se beneficiar da reconfiguração do poder. “E não será o povo”, garante.
O militante, que vive na região que poderá vir a se tornar o estado de Carajás, diz que Marabá, candidata a capital do novo estado, é o município de porte médio mais violento do país, devido ao modelo de ocupação extremamente predatório.
Segundo ele, na região, nos últimos 30 anos, foram mais de 600 trabalhadores assassinados a mando de latifundiários. Em 2010, foram 18 assassinados, 36 conflitos envolvendo 3.099 famílias e 1.522 trabalhadores resgatados de trabalho escravo, conforme dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT). “Criaremos um estado para ser dominado por estes assassinos?”, questiona.
O professor da Faculdade de Economia da Universidade Federal do Pará (UFPA) Aloísio Nunes também corrobora que os problemas gerados pela criação dos novos estados são muito mais graves do que sugere o atual debate público. “A reformatação do poder costuma acarretar um alto nível de corrupção”, afirma.
Segundo ele, são dois os fatores que provocam o desmembramento de novos estados ou países, como ocorreu, por exemplo, com a criação do Panamá, de Israel ou do estado do Amapá. O primeiro é um interesse econômico muito forte. O segundo, a existência de um poder local, atrelado a esse interesse econômico, capaz de reivindicar o poder político. “A corrupção é, justamente, o elo entre os setores público e privado. A criação de novos estados não irá mudar isso”, esclarece.
Para o professor, o capital internacional estaria de olho nas regiões de Carajás e Tapajós a fim de garantir a exploração do patrimônio amazônico. “A primeira, já completamente devastada, interessa ao agronegócio e à mineração, e é dominada pela Vale do Rio Doce. A segunda, além desses dois setores, desperta a cobiça também dos extrativistas, pois é uma área que concentra um grande pedaço de floresta”, explica.
Discussão eleitoreira
As campanhas pelas emancipações de Tapajós e Carajás têm figuras tradicionais da política pareanese, embora os grandes caciques tenha optado pela neutralidade.
A Frente Pró Tapajós tem como um de seus líderes o deputado federal Lira Maia (DEM), engenheiro agrônomo e membro do Sindicato dos Produtores Rurais de Santarém, cidade candidata a capital do novo estado. Na Frente Pró Carajás, um dos líderes é o também deputado federal Giovanni Queirós (PDT), médico e ruralista.
As duas frentes usam argumentos e dados parecidos para defender os dois novos estados. A divisão aumentaria o volume de recursos disponíveis na região - o Pará recebe hoje cerca de R$ 3 bilhões por ano do Fundo de Participação dos Estados (FPE), dinheiro repassado pelo governo federal; com o desmembramento, os três estados, juntos, levariam o dobro. O separatismo também aproximaria o Estado das populações mais distantes de Belém.
Mas, para o sociólogo Raimundo Gomes, só elites locais ganhariam. Segundo ele, com 80 mil votos, um político não se elege mais deputado no universo de 4,8 milhões de eleitores do Pará. Porém, em um universo de apenas 800 mil eleitores, como ocorrerá em Carajás, essa margem de voto é suficiente para a vitória.
Diante do imbróglio, as lideranças mais conhecidas do estado, não importa o partido, preferem se manter neutras no processo. Os ex-governadores Jader Barbalho (PMDB) e Ana Júlia (PT) e o atual, Simão Jatene (PSDB), não estão defendendo nenhum lado.
“Esses políticos já fizeram seus cálculos eleitoreiros e decidiram não tomar posição para não perder votos. O governador prefere assumir o ônus de ver seu estado diminuir”, analisa o professor do Programa de Pós-graduação em Economia da Universidade Federal do Pará (UFPA), Gilberto de Souza Marques.
Identidades múltiplas
O Pará é um estado continental, que responde por 14% do território brasileiro. É maior que países como França, Itália, Alemanha e Grã-Betanha. “A demanda das populações de Tapajós e Carajás por uma maior presença do Estado é legítima, mas se assemelha ao sentimento dos cidadãos da periferia de Belém”, afirma Gilberto.
O antropólogo Roberto Araújo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais(Inpe), avalia que a divisão geográfica proposta também não favorece as identidades múltiplas, próprias de um estado das proporções do Pará. Segundo ele, o estado de Tapajós, que ficaria com 58% do território que hoje é do Pará, já nasceria com identidades tão fragmentadas quanto é hoje o estado originário.
Ele afirma que, em muitos casos, as populações dessas regiões sequer sabem que identidade adotar. “Há comunidades que se reivindicam indígenas para salvaguardar terras. O projeto político das elites locais não tem nada a ver com o projeto políticos das populações”, defende.
O sociólogo Mário Rodrigues da Silva filho, liderança indígena de Itupiranga, no sudeste do Estado, afirma que a discussão sobre o plebiscito também não está pautada em sua região. O município, que faria parte de Carajás, possui 80 mil habitantes que incluem comunidades tradicionais e indígenas.
“As comunidades tradicionais e indígenas estão conscientes de que o movimentos ocial será esmagado por esses grupos de poder que pregam a divisão do Estado”, afirma. Segundo ele, os defensores da divisão sequer procuraram esses atores sociais para debater o projeto político implícito na mudança. “Mais uma vez, continuamos invisíveis aos olhos dos grandes grupos econômicos”, criticou.
Najla Passos
No Carta Maior
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"Não se pode tratar a USP como a cracolândia", diz Haddad

O ministro Fernando Haddad (Educação) criticou nesta terça-feira em Franco da Rocha (SP) a ação policial de reintegração de posse na reitoria da USP.
"Não se pode tratar a USP como se fosse a cracolândia. Nem a cracolândia como se fosse a USP", disse Haddad durante vistoria ao antigo hospital do Juqueri.
A crítica atinge ao mesmo tempo o governo do Estado - ao qual estão subordinadas a USP e a Polícia Militar - e a Prefeitura, pelo fato de usuários de crack interditarem ruas no centro de São Paulo sem serem incomodados.
O ministro também criticou a invasão da reitoria, que considerou um ato "arbitrário" e "autoritário" de uma minoria. "Esse expediente, alem de ser autoritário, não produz bons resultados em nenhum lugar", afirmou.
Haddad, que é pré-candidato a prefeito da capital paulista pelo PT, fez a critica ao lado de Edson Aparecido, secretário estadual de Desenvolvimento Metropolitano.
Os dois devem firmar acordo para que o governo paulista ceda o prédio do antigo hospital do Juqueri para a instalação de um campus federal. 
Estudantes que haviam invadido a reitoria da USP são rendidos por policial militares; 70 alunos foram detidos
VERA MAGALHÃES
ENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIA (???)
No Falha de S.Paulo
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Charge online - Bessinha - # 893

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Joe Frazier morre de câncer, aos 67 anos

Ele ganhou fama mundial por três lutas memoráveis contra o também americano Muhammad Ali na década de 1970
O ex-campeão mundial dos pesos pesados Joe Frazier morreu nesta segunda-feira (7) aos 67 anos vítima de um câncer no fígado, informou sua família em um comunicado à imprensa.
O boxeador ganhou fama mundial por três lutas memoráveis contra o também americano Muhammad Ali na década de 1970.
Frazier foi o primeiro lutador a derrotar Ali, arrebatando o título mundial com uma vitória por decisão unânime ao final de 15 assaltos, em um combate realizado em 1971, no Madison Square Garden de Nova York.
"Smokin Joe", como Frazier era conhecido, abandonou o boxe após a derrota em Manila, com um cartel de 32 vitórias (sendo 27 por nocaute), 4 derrotas e um empate. Nos últimos anos, Frazier era solista do grupo musical "Knockouts".
No Efe
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Parentes de governador tucano concentram 25% dos investimentos no Paraná

As secretarias de Estado chefiadas pela mulher e pelo irmão do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), serão responsáveis por quase 25% dos investimentos programados pelo governo estadual em 2012, de acordo com a Lei Orçamentária Anual.
Juntas, as “superpastas” da Família e da Infraestrutura, criadas no início deste ano a partir da fusão de outras secretarias, investirão R$ 634 milhões, mais do que pastas estratégicas como Saúde, Educação e Segurança Pública investem sozinhas.
Na mão dos Richa, estão todas as obras de infraestrutura do Paraná, sob o comando de José Richa Filho (secretário de Infraestrutura e Logística), e todas as ações de assistência social, que ficam com Fernanda Richa (secretária da Família e Desenvolvimento Social) – ambas áreas de grande apelo eleitoral.
Richa Filho tem um perfil mais técnico, sem aspirações eleitorais. Já Fernanda é cogitada como candidata à Prefeitura de Curitiba no futuro. Ambos são filiados ao PSDB.
O governo justifica o volume de recursos concentrado nas “superpastas” afirmando que ambas são áreas prioritárias para o Estado e que, portanto, o aumento das despesas é “estratégico”.
Na pasta de Infraestrutura, os investimentos estão concentrados em obras em portos, rodovias e ferrovias. A secretaria deve investir, sozinha, R$ 504 milhões – é a pasta que mais tem investimentos previstos no Estado.
Já a pasta da mulher de Beto, que investirá R$ 130 milhões, teve um aumento de 60% no orçamento de sua área e de 230% nos investimentos programados, de acordo com a Secretaria do Planejamento.
Os investimentos correspondem aos gastos do governo estadual em obras, programas especiais, instalações e equipamentos, e não incluem despesas com custeio ou folha de pagamento.
Sobre a pasta de Richa Filho, o governo tucano afirmou que o montante é necessário para recuperar a infraestrutura e aumentar a competitividade do Estado, já que os investimentos recentes no setor foram “insuficientes”.
Ainda segundo o governo do Paraná, a redução das desigualdades regionais do Estado foi uma das prioridades elencadas por Beto Richa quando eleito, o que justifica o aumento do orçamento.
A Secretaria da Família afirmou também que o aumento não foi só quantitativo como qualitativo, já que a pasta coordena programas de segurança alimentar, gerencia os centros de socioeducação do Estado (para adolescentes em conflito com a lei) e repassa verbas a prefeituras e ONGs que realizam ações de assistência social, entre outras ações.
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Jornalista afirma ter sido pago para ‘fazer maldades’ e prejudicar deputado

Anselmo Brombal já trabalhou como chefe de reportagem em um jornal da cidade, além de ter sido nomeado cargo de confiança do prefeito tucano Miguel Haddad. Recentemente, ele havia sido contratado como assessor parlamentar do vereador Gustavo Martinelli (PSDB).
Um possível esquema de perseguição política maldosa e rasteira será investigado pelo Ministério Público de São Paulo. A vítima, o deputado estadual Pedro Bigardi, protocolou nesta segunda-feira (7) um pedido de apuração junto ao Procurador-Geral de Justiça do Estado, Fernando Grella Vieira. O pivô desta suposta armação é o jornalista Anselmo Boaventura Brombal, que afirma em uma gravação de vídeo ter sido pago para “fazer maldades” contra o então candidato a deputado.
“Ele fala de um material que fez em 2010, na campanha (para deputado estadual), a pedido do ‘pessoal de lá’, somente para me prejudicar. Desde julho deste ano, este cidadão faz circular um jornal que tem me atacado sistematicamente com denúncias vazias, sem qualquer tipo de prova”, destacou Bigardi. “Como o jornalista faz citações a pessoas e grupos políticos da cidade, além de chegar a pedir dinheiro para parar com os ataques, resolvemos acionar o Ministério Público.”
Trechos do vídeo em que Brombal conta como procedeu de maneira maldosa para atingir a honra do deputado e outros documentos entregues ao Ministério Público foram apresentados à imprensa local, no final da tarde desta segunda-feira, no escritório político regional de Bigardi, em Jundiaí. “Nós poderíamos ter entrado com uma queixa-crime, mas faço questão que o Ministério Público avalie tudo e possa nos dar um parecer a respeito disso”, comentou.
‘Encomenda’
Anselmo Brombal já trabalhou como chefe de reportagem em um jornal da cidade, além de ter sido nomeado cargo de confiança do prefeito tucano Miguel Haddad. Recentemente, ele havia sido contratado como assessor parlamentar do vereador Gustavo Martinelli (PSDB).
Na gravação, feita durante uma conversa com o advogado Denis Crupe (assessor jurídico do deputado), Brombal conta sobre uma conversa que teve com gente interessada em denegrir a imagem de Bigardi durante as eleições do ano passado. “O pessoal de lá me ligou: ‘Tem como colocar uma notícia? Tem que ser maldosa’. Bom, maldade eu sei fazer também, né? Quero tanto e vocês paguem a edição... não quero nem saber”.
Com um sorriso sarcástico, Anselmo Brombal contou em detalhes como produziu as “maldades” num jornal de bairro que ele assina. E se vangloriou de ter conseguido uma proeza que muita gente tentou, mas não obteve sucesso. “... tenho um monte de gente pensando faz dez dias e não consegue (citando a fala do interlocutor)! Falei: ‘Falta cabeça’. Na hora eu fiz o título: ‘Justiça de olho... Ficha Suja... Em São Paulo, TRE cassa Bigardi’. Eu misturei assim...”.
Neste ano, depois de não conseguir dinheiro do deputado para “cessar fogo”, Brombal voltou à carga com outro jornal. Ainda mais maldoso e apelativo, ele tenta a todo custo confundir a opinião pública com referências a denúncias que sequer tem ligação com Bigardi. “Não dá para suportar alguém que faz acusações infundadas e só aparece para me atacar. Isso afronta o jornalismo sério e denigre a imagem de Jundiaí e região, que confiou a mim quase 70 mil votos na vitoriosa eleição passada”, lembrou o deputado.
Nesta terça-feira (8), Bigardi levará o caso ao Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa e também ao Conselho de Prerrogativas do parlamento paulista. “Também subirei à Tribuna, durante a sessão, para apresentar as maldades que este cidadão afirma fazer contra mim. Este jogo sujo não pode continuar. Política não deve ser feita desta maneira”, afirmou.
- por Assessoria do deputado Pedro Bigardi
Assista ao video onde jornalista afirma que foi pago para fazer "maldade" contra o deputado Pedro Bigardi
Trecho de gravação onde o "jornalista" Anselmo Brombal, explica como fez um material difamatório a mando do pessoal "de lá" com o objetivo de confundir os eleitores e prejudicar o deputado Pedro Bigardi.
Abaixo, jornal editado por Anselmo Brombal, que foi usado para atacar o deputado Pedro Bigardi durante a campanha de 2010, com anúncio da Prefeitura de Jundiaí.
No Tudo em Cima
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Vagabundos, baderneiros, maconheiros, irresponsáveis... incompetentes?

Richard Dawkins questiona algures o que não seria da física e da ciência se Newton tivesse se dedicado integralmente a ela, ao invés de ter perdido tempo com discussões estéreis, como as sobre religião. Não lembro se ele faz a mesma pergunta sobre Einstein, Heisenberg e outros físicos e cientistas da primeira metade do século XX. De qualquer forma, chuto uma resposta à sua pergunta: se Newton tivesse se abstido das atividades extra-científicas, assim como os grandes cientistas da primeira metade do século XX, em geral bastante engajados politicamente, teria sido tão medíocre quanto a grande maioria dos pesquisadores da atualidade.
A intelligentsia acadêmica brasileira (para ficar na parte tida por pensante da sociedade) não é nenhum Richard Dawkins, mas bem gostaria de sê-lo: ter panca de inteligente e intelectual, morar na Inglaterra, dando aula para ou tendo como colegas pessoas com boa formação, convivendo com gente “civilizada”, enfim (salvo eventuais hordas bárbaras, como a de agosto). Claro, não precisa ser ateu – apenas pró-ciência e anti-comunista.
Novo protesto na USP, e lá vemos novamente as mesmas manifestações dos bons cientistas da universidade e dos homens de bem de nação, criticando os baderneiros que não querem estudar e atrapalham o bom andamento da ciência tupiniquim.
Afinal, conforme ranqueamentos internacionais, da TopUniversities, para ser mais exato, a USP é a melhor universidade latino-americana, e a 169º do mundo. Não que eu ache que esses rankings sirvam para muita coisa, mas nossa intelligentsia certamente se guia por ela – publicações, prazos, congressos, papérs, bolsas, tudo é feito em função do que os gringos dizem que é bom.
É de se questionar, portanto, onde não estaria a USP, não tivesse todos os incômodos causados por esses alunos que fazem protestos, greves, ocupam prédios.
Bem... talvez estivesse fora do ranking das 200 melhores: dos nove cursos que aparecem entre os 200 melhores, nas diversas áreas, seis – filosofia, sociologia, história, lingüística, ciência política e geografia – são da FFLCH. E se esses alunos estavam fumando maconha e fazendo greve, é de se questionar, então, o que estavam fazendo os demais dos 198 programas de pós da USP. Assistindo tevê, lendo Folha e Veja?
Surpresa? Não deveria ser. A ciência pura pode até existir (não vou entrar nesta questão), mas o cientista puro, certamente não. Não por acaso, quando a Science publicou reportagem sobre a ciência no Brasil, quem ganhou destaque não foi a Fapesp e seus quase 800 milhões de reais – que não mereceu uma mísera linha –, e sim um cientista que faz bastante alarde político – ainda que questão de política científica, mas com uma visão bem menos tacanha de ciência que Brito Cruz, ou demais coronéis da ciência paulista –, Miguel Nicolelis.
Esta ocupação de prédios na USP poderia ser uma ótima oportunidade para esses pesquisadores fazerem uma auto-crítica (proposta ingênua, eu sei): ao invés de desqualificarem o outro, entrarem realmente no debate – não é obrigado a concordar com a atitude, contudo, é radicalmente diferente negar a política, exigindo logo a ordem e a autoridade –, e admitirem: pessoas, mesmo as diferentes, as chatas, as que usam vermelho, as que fedem, eventualmente podem ter mais assuntos e ser mais interessantes do que ratos e átomos.
Campinas, 06 de novembro de 2011.
Daniel Gorte-Dalmoro
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A Foto do Dia

Na USP, relembrando a ditadura.
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O financiamento público de campanha

O nome da corrupção política é financiamento privado de campanha.
É uma praga com vários desdobramentos.
O primeiro, o de fazer de cada cargo público um balcão de negócios.
Não há nenhum partido político, nenhuma instância da administração pública, que esteja a salvo dessa praga.
No mundo ideal, um partido se valeria de cargos públicos para destacar quadros políticos, consolidar uma marca e se aproximar da massa de eleitores.
Na democracia formal, o cargo serve para firmar alianças com grupos econômicos, financiadores de campanha - como ocorre às claras nos Estados Unidos, país onde opera o lobby institucionalizado e onde as alianças político-empresariais são mais nítidas.
No Brasil, existem dois tipos de ações espúrias. A primeira, a que beneficia os grandes grupos, como grandes obras, regulações favoráveis etc.
A segunda, o imenso varejo das emendas parlamentares, das transferências para ONGs e outras organizações. É pequeno perto das grandes jogadas, mas é o mais facilmente identificável, pelo fato de ser pulverizado.
A diferença pode ser vista em diversos casos. No episódio Duke-Alston, em São Paulo, a empresa providenciava a transferência de verbas para ONGs do litoral paulista que, depois, as repassava para políticos e partidos. Em troca, conseguia grandes obras públicas.
No caso do Ministério dos Esportes, havia uma rede ampla de pequenos fornecedores.
Em ambos os casos, o dinheiro transitava por dutos pouco visíveis.
A primeira utilidade do financiamento público de campanha será o da criminalização de qualquer contribuição privada.
A perspectiva de ficarem cinco anos afastada das concorrências públicas e do acesso ao financiamento de bancos públicos - prevista no projeto de lei do deputado Henrique Fontana -, assim como a criminalização das contribuições, inibiriam definitivamente as empresas formais.
Restaria a contribuição do crime organizado e dos lobbies fora-da-lei.
Ocorre que não há nada mais visível do que uma campanha eleitoral. Com limitações de gasto, qualquer candidato que exorbitar em sua campanha será imediatamente mapeado pelos órgão de controle e de polícia.
Uma segunda vantagem será a de eliminar definitivamente o álibi para essa ação semiclandestina.
Quando uma empresa opera com o caixa dois, o grande risco que corre é o da perda de controle sobre as ações dos funcionários - já que essas operações não podem ser registradas.
Com partidos políticos ocorre o mesmo. Como separar a operação destinada a recolher recursos para o caixa do partido daquelas que visam o enriquecimento pessoal do agente?
É praticamente impossível. Qualquer tentativa de desvio será moralmente condenada pelo próprio partido.
A terceira vantagem é o da despolitização das denúncias seletivas, utilizadas como arma política, e não como forma de aprimoramento da administração pública.
Cria-se um quadro complicado, em que carregam-se nas tintas contra governos adversários, mas poupa-se qualquer escândalo envolvendo partidos aliados - justamente pela impossibilidade de separar o crime da ação política de financiamento.
Com o financiamento público de campanha, qualquer forma de arrecadação será tratada como crime em benefício pessoal.
Luis Nassif
No Advivo
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A queda do Império Romano: juros da dívida italiana disparam

Tal como Nero, Berlusconi incendeia o tecido social na Caput Mundi,
repetindo a história
Depois da queda da Grécia segue-se Roma, repetindo-se assim a história, agora com o Fim do Império do Euro. Os investidores continuam a 'fugir' da dívida italiana, face à instabilidade política no país. Berlusconi enfrenta hoje um teste à sua liderança.
O juro das obrigações italianas a dez anos está cada vez mais perto da marca perigosa de 7%. A 'yield' atingiu hoje no mercado secundário um novo máximo da era euro: 6,744%. Recorde-se que a Grécia e Irlanda pediram resgate oito e 15 dias depois, respectivamente, de os juros passarem acima dos 7% no mercado secundário.
A oposição, com o apoio de membros de Executivo de Berlusconi que abandonaram o barco, deve chumbar hoje no Parlamento, pela segunda vez, a proposta de Orçamento rectificativo que contém as medidas de austeridade que o país tem de implementar para sair de fora do radar dos mercados. "O voto de algumas medidas de austeridade no Parlamento italiano será crucial para o panorama político italiano e por reflexo para a percepção que os mercados financeiros têm da capacidade deste país equilibrar as contas públicas", comentam os analistas do BPI afirmam no Diário de Bolsa.
A escalada dos juros italianos obrigou o Banco Central Europeu (BCE) a intensificar a compras de dívida soberana na primeira semana do italiano Mario Draghi à frente da instituição, para um total de 9,52 mil milhões de euros. Trata-se do valor mais elevado das últimas sete semanas e mais do dobro do montante total desembolsado pelo BCE na semana anterior (4 mil milhões de euros).
No A Máfia Portuguesa
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Veja ataca novamente. Ninguém reage!

Em meados deste ano, a sociedade britânica descobriu que Rupert Murdoch, o mafioso imperador da mídia, comandava o país. Seu grupo de comunicação não fazia apenas escutas ilegais e distribuía propinas. Ele pautava a política nacional, “nomeava” e derrubava ministros, mandava e desmandava no Reino Unido. Até o primeiro-ministro conservador, David Cameron, foi apontado como seu fiel capacho!
Parece que Roberto Civita, dono do Grupo Abril, sonha em ter o mesmo poder no Brasil. Nos três últimos meses, a revista Veja, o principal veículo da famiglia mafiosa, conseguiu agendar a política interna. Ela produz escândalos e logo é seguida pelas TVs e jornalões, que amplificam suas denúncias. Embalada, ela até se jacta de ter derrubado ministros e de acuar a presidenta Dilma Rousseff!
Jagunços midiáticos e denuncismo fascista
Nesta ofensiva frenética, Veja não vacila em usar os métodos mais criminosos, que causariam inveja ao próprio Murdoch. Os seus colunistas mais se parecem com jagunços midiáticos, que caluniam a sangue frio – sem medo de processos ou cadeia. Suas capas e reportagens são carregadas de denúncias vazias, num processo tipicamente fascista de escandalização da política.
Um de seus “repórteres”, um fedelho ambicioso, tentou invadir o apartamento do ex-ministro José Dirceu num hotel de Brasília. Depois de uma capa mercenária sobre um remédio, que rendeu protestos formais da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Veja usou como fonte de suas calúnias um policial acusado e preso por corrupção para derrubar o ministro Orlando Silva.
Carlos Lupi, a próxima vítima
Agora, a revista promove o linchamento do ministro Carlos Lupi. Mira no presidente licenciado do PDT com o nítido objetivo de atingir a base de apoio da presidenta Dilma. Ela seria a maior culpada pela “corrupção sistêmica”, como esbraveja o “ético” FHC, o queridinho da famiglia Civita. Só os ingênuos e os míopes pela disputa política amesquinhada não enxergam a tramóia da Veja.
O objetivo não é corrigir as distorções denunciadas nos milhares de convênios firmados pelo Ministério do Trabalho. Durante o reinado de FHC, por exemplo, vários casos de desvio dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) foram apontados pelo próprio movimento sindical, sem que a mídia demotucana tenha feito qualquer escarcéu. Nada foi apurado, para a alegria dos demotucanos!
Chega de chorar o leite derramado!
O triste nesta história toda é que a Veja está ganhando! Ela denuncia, mesmo sem apresentar provas concretas, o governo cede e a esquerda política e social chora o leite derramado. A cada queda de ministro – e Carlos Lupi parece ser a próxima vítima – fica a sensação de que o governo Dilma é o mais corrupto da história do Brasil e de que a revista Veja é o baluarte de ética no país.
A esquerda social/política não consegue se unir para dar uma resposta contundente ao “tribunal de exceção”, fascista, da famiglia Civita. Ela manda e desmanda - “investiga”, julga e fuzila -, a exemplo do mafioso Rupert Murdoch. A cada semana, ela promove o linchamento de um partido ou movimento social. Fragmentado, atordoado e acovardado, ninguém dá resposta. Até quando?
O desafio está lançado
Diante da ofensiva fascistóide da Veja, é urgente dar uma resposta unitária e incisiva. Que tal um “tribunal” para julgar os crimes da revista? Seria interessante analisar as origens alienígenas do Grupo Abril, os subsídios milionários do regime militar à famiglia Civita, os empréstimos do BNDES que duram até hoje, os anúncios publicitários sem licitação dos governos demotucanos, os seus vínculos com grupos racistas da África do Sul e com as corporações financeiras do EUA.
Todos os que sofreram o linchamento midiático da Veja poderiam se pronunciar. Os sem-terra do MST que são demonizados em suas lutas; os sindicalistas que são estigmatizados em suas greves e protestos; os jornalistas que conhecem as manipulações e as negociatas do Grupo Abril; os partidos de esquerda que são alvos de suas calúnias e difamações. O "tribunal" poderia até resultar num protesto de rua diante do bunker da famiglia Civita, em São Paulo, que já serviu de quartel-general de candidatos tucanos.
Chega de ouvir passivamente os ataques desta mafiosa famiglia, fascista e golpistas! A proposta está lançada. Quem topa?
Altamiro Borges
No Blog do Miro
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Liberdade de imprensa no rabo dos outros é refresco!

É o seguinte pessoal: eu trabalho na VEJA e tenho aqui uma denúncia feita por uma pessoa anônima de que vocês todos que lêem o meu blog são ladrões de bancos, satanistas, assassinos e pedófilos. Essa matéria será publicada na capa da revista, com um título bem grande "Fulano de tal é ladrão, assassino, satanista e pedófilo" junto com uma foto sua de fora a fora.
Dou 12 horas para todo mundo provar pra mim que essas acusações são falsas.
Detalhe: mesmo que alguém consiga provar que é inocente de todas essas acusações gravíssimas, a matéria e a capa vão para as bancas do mesmo jeito, ok? Se não gostarem, processem a revista...
Que tal? Liberdade de imprensa é isso aí. Ou não?
No Tudo em Cima
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Nomeação de nova ministra do STF alegra magistrados, e desagrada MP

Rosa Maria Weber é juíza de carreira
Com a nomeação da ministra Rosa Maria Weber, do Tribunal Superior do Trabalho, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal com a aposentadoriade Ellen Gracie, em agosto último, a presidente Dilma Rousseff vai desagradar os integrantes do Ministério Público. Mas vai agradar a magistratura de todo o país, que lamentava o fato de que, na atual composição da mais alta Corte, serem apenas dois os juízes de carreira: o atual presidente, Cezar Peluso, e Luiz Fux, este nomeado pela presidente em fevereiro.
Integrante do Tribunal de Justiça de São Paulo, o então desembargador Peluso foi nomeado para o STF pelo ex-presidente Lula, em 2003, juntamente com Ayres Britto e Joaquim Barbosa, oriundos da advocacia e do Ministério Público, respectivamente. Ellen Gracie tinha começado a sua carreira também no MP, assim como os ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Marco Aurélio foi procurador do Trabalho, antes de ser nomeado para o Tribunal Superior do Trabalho (1981-1990) e, em seguida, para o Supremo. Eros Grau – antecessor de Fux – era advogado e professor de direito quando Lula o escolheu. Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Dias Toffoli também não eram juízes de carreira. O primeiro foi nomeado desembargador do TJ-SP, em 1990, mas na cota dos advogados. A jurista Cármen Lúcia foi advogada e procuradora do Estado de Minas Gerais. Dias Toffoli fez carreira na advocacia, e foi advogado-geral da União, durante quase todo o segundo mandato do ex-presidente Lula.
Juízes estavam em baixa
Estudo publicado pela revista Consultor Jurídico, há alguns meses, mostrou que, entre 1946 e início de 2011, foi claramente decrescente a participação no STF de ministros oriundos da magistratura. Eles representavam a metade no período democrático de 1946 a 1963 (8 num total de 17). O número de juízes de carreira caiu para 30% do plenário no regime militar, e para menos de 20% na redemocratização (de 1989 até o ano passado). Já a advocacia – que apresentava um percentual de 50% entre 1945-63 - cresceu para 64% entre 1964 e 1988, e retornou à metade (50%) no período de 1989 a 2011, formando sempre o grupo predominante. Quanto ao Ministério Público, sua participação - que era de apenas 9% durante os anos de 1964 a 1988 - aumentou para mais de 30% entre 1989 e 2010.
Dilma nomeia nova ministra para o Supremo
Dois dos mais antigos ministros do STF elogiaram a escolha da presidente Dilma Rousseff – que depende ainda da aprovação pela maioria absoluta doSenado – não só por ser ela juíza de carreira, como Peluso e Fux, mas também pelo fato de que desde a nomeação de Marco Aurélio de Mello, em 1990, não chegava ao Supremo um especialista em direito trabalhista e – ainda mais - um ministro do TST.
Luiz Orlando Carneiro
No Jornal do Brasil
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Tucanos em São Paulo matam a saudade da ditadura militar

Tropa de Choque faz desocupação de prédio de reitoria da USP
Cerca de 400 policiais realizaram operação, apoiados por helicópteros e pela cavalaria; pelo menos 70 estudantes foram detidos
A Tropa de Choque da Polícia Militar iniciou nesta manhã de terça-feira, por volta das 5h10, o processo de reintegração de posse do prédio da reitoria da Universidade de São Paulo (USP), ocupado desde a madrugada do último dia 2 por estudantes que exigem o fim da presença da PM no câmpus, na zona oeste da capital paulista.
Munidos de cassetetes, escudos e armas com balas de borracha, cerca de 400 policiais da Tropa de Choque chegaram ao local e arrombaram um portão que dá acesso ao prédio e foram de encontro aos estudantes. O efetivo empregado pela corporação, segundo o comando no local, foi necessário para garantir a integridade física de todos. "Esse efetivo foi deslocado para a universidade justamente para que tudo ocorresse pacificamente", afirmou a coronel Maria Aparecida de Carvalho.
Segundo informações da PM, 70 estudantes - 46 homens e 24 mulheres - foram retirados do prédio e detidos para averiguação. Eles foram levados em ônibus da polícia ao 91º DP, do Ceasa. Todos foram revistados dentro do prédio e serão fichados na delegacia pela Polícia Civil.
Os alunos envolvidos devem responder por desobediência por não terem cumprido a ordem judicial de abandonar o prédio até 23h de ontem, entretanto, se a perícia comprovar estragos na reitoria, eles responderão pelo crime de dano ao patrimônio público.
O prédio da reitoria foi cercado por completo e, às 5h25, boa parte do estudantes já havia sido retirada de forma pacífica. Um grupo de alunos chegou a realizar um protesto em frente ao edifício e pelo menos um foi detido ao tentar furar o bloqueio dos policiais.
De acordo com a coronel Maria Yamamoto, "foi uma desocupação pacífica pois a PM pegou os alunos de surpresa". A desocupação havia sido oficialmente solicitada à polícia pela juiza corregedora Ana Paula Sampaio de Queiroz Bandeira Lins, na segunda-feira (7), conforme documento enviado ao comandante geral, coronel Álvaro Batista Camilo.
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Irã pede que Agência reveja publicação de informações falsas sobre programa nuclear

Aiatolá Khatami alertou sobre a gravidade de se divulgar documentos inventados sobre o país
O Irã pediu ao diretor-geral da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), Yukiya Amato, que não perca seu prestígio com a publicação de documentos falsos elaborados pelos Estados Unidos sobre o programa nuclear iraniano, informou a Agência oficial Irna.
Em discurso no campus da Universidade de Teerã, por causa da festa muçulmana do sacrifício do cordeiro, o aiatolá Ahmad Khatami alertou Amato sobre a "gravidade" de divulgar "documentos inventados" contra o Irã.
Neste domingo (06), o ministro das Relações Exteriores iraniano, Ali Akbar Salehi, culpou a AIEA por inventar acusações contra o Irã no relatório sobre seu programa nuclear que deve ser apresentado nesta terça-feira (08) e que, segundo afirmou, "não tem autenticidade e credibilidade técnica".
O relatório vai incluir novas revelações sobre possíveis atividades militares relacionadas às armas nucleares do Irã, conforme informaram fontes diplomáticas ocidentais em Viena.
As advertências do Irã surgiram em um momento em que os Governos dos EUA e de Israel ameaçaram atacar as instalações nucleares do país pela suposta intenção de fabricar bombas atômicas.
O Irã negou categoricamente que seu programa nuclear, que recebeu diversas sanções da ONU, além dos EUA e da União Europeia, tenha fins militares e afirmou que qualquer ataque de americanos e israelenses teria uma "resposta arrasadora".
Membro da Assembleia de Analistas Religiosos do Irã e um dos clérigos ultraconservadores mais radicais e perigosos do regime muçulmano xiita do país, Khatami citou a "Primavera Árabe" e a queda de vários ditadores nos últimos meses, o que define como um ano difícil para os EUA.
"Este ano foi o mais difícil para o inexperiente presidente Barack Obama e também para a história dos EUA, por causa da queda de suas cegas marionetes", declarou Khatami em referência à queda dos regimes ditatoriais de Zine El Abidine Ben Ali, na Tunísia, Hosni Mubarak, no Egito, e Muammar Kadafi, na Líbia.
Para o aiatolá, os conflitos árabes, chamados por ele de "despertar islâmico", foram "inspirados na Revolução Islâmica do Irã de seu país", o que considera "natural que os EUA tentem criar um ambiente contra seu país e que utilizem, para isso, organizações internacionais", como a AIEA.
O Irã está submetido a quatro pacotes de sanções pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) devido ao seu programa nuclear, suspeito de ter fins militares, de acordo com os EUA e outros países, No entanto, o regime de Teerã afirma que seu projeto inclui objetivos civis.
Os EUA e a UE também aprovaram sanções a pessoas e empresas iranianas que supostamente estariam envolvidas com o programa nuclear do país e acusadas de violações aos Direitos Humanos.
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Rússia adverte Israel e EUA: ataque contra o Irã seria "erro muito grave"

O governo da Rússia criticou a possibilidade de um ataque de Israel contra as instalações nucleares do Irã. A informação de que o governo israelense planeja uma intervenção militar contra o regime de Mahmoud Ahmadinejad, publicada na última semana pela imprensa israelense, aumentou a tensão no Oriente Médio. A batalha retórica ocorre às vésperas da divulgação de um relatório da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) sobre o polêmico programa nuclear iraniano.
Segundo ministro das relações exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, o início de um conflito entre Israel e Irã seria um “erro muito grave, repleto de consequencias imprevisíveis”. O chanceler lembrou que uma intervenção militar em um país estrangeiro só é possível em dois casos: legítima defesa ou por decisão do Conselho de Segurança da ONU. As informações são da agência Reuters.
Lavrov argumentou que não há solução militar para a questão nuclear iraniana e lembrou que as recentes operações da Otan no Afeganistão e dos EUA no Iraque demonstram que guerras trazem riscos para as potências e sofrimento para a população local.
No último sábado, o presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou que um ataque contra o Irã torna-se "cada vez mais verossímil". Ontem, o jornal norte-americano Washington Post publicou reportagem na qual alega ter tido acesso ao relatório da AIEA. Segundo o jornal, a agência acusaria o governo iraniano de possuir a tecnologia necessária para produzir armas nucleares.
O chanceler Avigdor Lieberman, de extrema-direita, afirmou que o relatório demonstrará "para além de qualquer dúvida" que os objetivos do programa nuclear iraniano são militares.
A hipótese de um ataque preventivo de Israel contra as instalações nucleares do Irã ganhou força nos últimos dias, alimentada por vazamentos da imprensa sobre um debate que divide o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Segundo o jornal israelense Haaretz, a maioria dos 15 membros do gabinete de segurança se opõe, por enquanto, a um ataque. O órgão é a única instância que pode tomar essa decisão.
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