7 de nov de 2011

Subserviência sem limites: “FHC propõe ‘Yes, we Care’ como slogan”

Painel em forma de linha do tempo em homenagem a FHC no seminário no Rio
Vera Magalhães/Folhapress
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sugeriu que o PSDB adapte o slogan “Yes, we Can”, do presidente norte-americano Barack Obama, e lance o “Yes, we Care”, algo como “sim, nós cuidamos”.
“O que falta é carinho, é atenção. Temos de ser o partido que se preocupa com as pessoas, com o seu bem estar. Existe uma palavra sofisticada para isso, e ela foi dita aqui hoje, é equidade, mais que igualdade”, afirmou, no encerramento do seminário “A Nova Agenda”, promovido pelo Instituto Teotônio Vilela, no rio.
FHC foi o responsável pelo encerramento do evento. Falou depois dos dois virtuais pré-candidatos do partido à Presidência, Aécio Neves e José Serra.
Ao ser saudado mais uma vez pelos 80 anos, repetiu a brincadeira de que a efeméride teria sido “inventada” pelo PT para que ele pareça mais velho, e emendou: “O Aécio e o Serra fazem coro, porque não me querem como concorrente nas eleições”.
O ex-presidente saudou algumas das ideias apresentadas no seminário como “revolucionárias”, e conclamou o partido a propagá-las pela internet.
“O PSDB tem de ter coragem de propor. Ou fala ou morre. Estamos começando a falar. A nossa agora é a voz dos que querem vencer, e o Brasil precisa da nossa vitória”, afirmou.
Apesar da fase de troca de afagos com a presidente Dilma Rousseff, FHC fez críticas ao PT e ao governo. “O que eles [PT] tinham era um não-programa, era o caminho para o abismo. Aí pegaram o nosso programa e executam mal”, afirmou.
Segundo ele, o PAC “não existe”. “É propaganda, um amontoado de iniciativas desencontradas.” Também criticou o trem-bala e a falta de discussão no Congresso. “Na Casa que deveria dar ressonância aos debates se montou uma máquina de dizer ‘sim’ e ‘sim senhor’.”
Nota do Blog: Passados quase 10 anos de seu governo, FHC ainda não desaprendeu a tratar os outros com palavras em inglês. Durante o governo, observávamos diariamente o FHC dizendo “yes, sir” aos norteamericanos, ingleses, franceses e etc. Era assim também aos órgãos FMI e BIRD.
Outra parte engraçada é o FHC propor que o PSDB dê carinho e atenção. Oras, a única atenção que um partido aristocrático como o PSDB é a mesma dada pelo capitão do mato aos escravos fugitivos.
Por essas e outras que eu acho que esta é a charge que melhor representa o ex-presidente:
No @Porra_Serra
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Serra some e Alckmin faz demagogia

Só mesmo a mídia, com a sua escandalização da política, para salvar a decadente oposição demotucana. Prova disto é o seminário do PSDB que ocorre hoje no Rio de Janeiro. José Serra nem sequer apareceu em sinal de protesto. Já seu principal desafeto no ninho tucano, o governador Geraldo Alckmin, aproveitou para fazer demagogia e para lançá-lo à prefeitura da capital paulista.
“Serra é um dos melhores quadros do PSDB, uma liderança nacional. Ao que ele for (candidato), terá nosso apoio”, disse Alckmin, com a sua cara de picolé de chuchu. Nos bastidores, porém, crescem as bicadas tucanas. Aliados de Serra, como o senador Aloysio Nunes, criticam no twitter a direção do partido. No outro pólo, alckministas e aecistas se unem para isolar o ex-presidenciável.
Bicadas por espaço na legenda
O evento do PSDB, com o título pomposo de “a nova agenda – desafios e oportunidades para o Brasil”, não conseguiu esconder a crise interna. Segundo a própria Folha, Serra sabotou o evento. “Preterido para o comando do Instituto Teotônio Vilela (ITV), ele trava embates por espaço na legenda. Aliados disseram que o seminário foi montado para alavancar a pré-candidatura de Aécio Neves”.
Com mais esta desastrosa tentativa de unir o PSDB, sobrou para o seminário reunir os saudosos do triste reinado de FHC e repetir as velhas teses neoliberais de desmonte do estado, da nação e do trabalho. Entre os conferencistas, os ex-presidentes do Banco Central Pérsio Arida, Armínio Fraga e Gustavo Franco, que hoje prestam serviços para os agiotas financeiros.
Velharia neoliberal
Tasso Jereissati, presidente do ITV que levou uma surra na disputa para o Senado no Ceará, ainda tentou justificar o encontro. “A agenda que se tem hoje é a que o partido formulou há quase 20 anos. Depois disso não se pensou mais o país”, confessou. Do seminário, porém, não devem sair idéias novas, mas apenas a repetição da velharia neoliberal hoje desmoralizada no Brasil e no mundo.
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Willy estava a serviço de Serra

Gostaria de falar de outra coisa. Não me agrada voltar sempre à tecla de Wiliam Waack. O cara boa pinta, dono de 2 telejornais na rede Globo e que foi flagrado pelo Wikileaks informando o governo americano sobre quem era quem nas eleições do ano passado para a Presidência da República.
Informação furada, diga-se de passagem. Porque o pequeno Wiliam (pequeno em estatura moral) nas suas atividades de informante não tinha qualquer compromisso com a verdade do processo eleitoral de então. Saiu de embaixada em embaixada, as israelenses inclusive, dizendo que Serra ganharia as eleições e que Dilma era a mais fraquinha de todos os candidatos, sem chance nenhuma de vitória.
Não se pense que o pequeno Wiliam seja ingênuo ou desinformado. Não, cobra criada do jornalismo para-mercado da Globo e homem de relações muito próximas ao tucanato, de cujos próceres foi assessor, Willy, o informante, é amigo de todos os diplomatas que ocuparam embaixadas importantes do Brasil, mundo afora. Inclusive Abdenur ex-embaixador brasileiro nos Estados Unidos nos dourados anos de privatizações baratas do governo FHC.
Então por que cargas d’água Willy saiu por ai dizendo coisas que ele próprio sabia que não ocorreriam, como a vitória de José Serra ano passado? Willy dizia o contrário do que qualquer idiota nacional sabia porque o pequeno estava trabalhando para a candidatura Serra buscando influenciar ao Departamento de Estado norte-americano de que valeria a pena orientar as maiores multinacionais americanas com atuação no país despejar contribuições no candidato de seu grupo e da velha guarda fernandista do Itamaraty.
Podemos ir um pouco além. Não era só grana que movia Willy, mas a disposição de soprar ao ouvido do governo americano uma senha para que Obama não inflasse ainda mais a bolha Lula naquele momento, que parasse com aquele negócio de que ele, Lula, era “o cara”.
Com pouco mais de sorte Willy esperava que o governo americano desse um tranco em Dilma, como de fato acabou ocorrendo pouco tempo depois quando o governo americano expediu nota declarando Dilma como figura “anti-mercado” e Serra figura mais simpática às empresas americanas.
No mais, Willy atuou em linha com as grandes corporações do mundo financeiro, Citybank à frente, para que não vingasse o projeto que hoje se confirma de reduzir à paulada os juros altos, ganha pão de todos os canalhas que vivem do suor de gente honesta, como gosta de dizer Delfim Neto.
Tenho de, contra a vontade, voltar ao assunto Waack porque não me contentei com as declarações da Globo que em nota chamou-me de lunático e fantasista. Disse-o a emissora que vive justamente de criar fantasias, e que no interregno entre uma e outra julga poder empossar e derrubar presidentes ( vide Collor).
E o que faz a Justiça Federal para verificar o que fez de verdade o pequeno Willy, mesmo dispondo de documento confidenciais, tornados públicos pelo Wikileaks? Nada. Se se tratasse de um Zé Mané qualquer em débito com as Casas Bahia por certo lhe tirariam o guarda-roupa. Mas em se tratando agora do grande Wiliam Waack (grande em poder), amigo de gente com trânsito nas chancelarias e dono de espaços nacionais na mídia de valor inestimável, a reação é de dissimulado alheamento.
Ficará o grande Willy impune e empregado na renomada emissora nascida da costela de sua congênere norte- americana Time-Life. Mas definitivamente o seu rosto que dará feição à traição e à hipocrisia da emissora do capital financeiro.
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Brasil 2020: uma Potência Solidária

O cálculo é da revista The Economist: em 2020 a China deixará os Estados Unidos para trás e se tornará a maior economia do planeta. Não por outro motivo os teóricos estadunidenses já fazem projeções para os próximos anos, considerando cenários que oscilam entre a cooperação e a competição entre os dois países. As gradações variam de acordo com os analistas e os ângulos considerados.
Nesse sentido, destaca-se um recente comentário de Kurt Campbell, conselheiro da Secretaria de Estado para o Leste Asiático e o Pacífico dos Estados Unidos. “Um dos desafios mais importantes para a política externa dos Estados Unidos é efetivar a transição do foco imediato do Oriente Médio para o longo prazo da Ásia”.
Considerando essa mudança de posicionamento dos Estados Unidos e o conturbado cenário europeu, em que o desemprego e a crise econômica se aprofundam, o melhor que temos a fazer nesse momento é estreitar os laços com os países latino-americanos e ampliar as relações com os africanos.
O Brasil deve, mais do que nunca, aproveitar algumas vantagens conquistadas pelo continente sul-americano, manifestadas com maior clareza nos últimos seis anos: o expressivo crescimento econômico regional, o significativo aumento da inclusão social, as amplas reservas financeiras acumuladas e o portentoso mercado interno que conquistamos. Isso tudo nos garante um razoável respaldo diante das turbulências externas. Em vez de ficar a reboque dos que estão em crise, devemos montar nossa própria agenda positiva nesta década. Esse é o melhor caminho para nos fortalecermos e, num futuro próximo, reunirmos melhores condições para enfrentar os grandes desafios que se avizinham de igual para igual com as potências mundiais.
Para tanto, é fundamental impulsionar as atividades da Unasul – União das Nações Sul-Americanas. Criada com grandes ambições geopolíticas e econômicas, a Unasul se destacou, entre outras ações, quando investigou o massacre em Pando, na Bolívia. A missão, liderada pelo Brasil em 2008, conseguiu reunir provas que tiveram grande importância na condenação e prisão do então governador Leopoldo Fernandéz, que agia em consonância com os interesses da direita separatista e da diplomacia estadunidense.
Ações como essa precisam ser retomadas, já que reforçam o pólo de poder regional e ampliam nossa governabilidade sobre a segurança de Nuestra América. Vale lembrar que são ações cujos contenciosos são resolvidos pela ação diplomática com base nas doutrinas sul-americanas do direito internacional, o respeito à soberania e à não-intervenção em assuntos internos dos Estados. Desse modo, ao passo que valorizamos a institucionalidade regional, afastamos a interferência de potências estrangeiras.
Dando continuidade às iniciativas da política externa e em complementação a ela, o ministro da Defesa, Celso Amorim, vai esta semana ao Peru, quinto país da região que visita desde que assumiu a pasta, em agosto. “Estamos tratando de garantir que haja um ‘cinturão de paz e boa vontade’ em nossa região. Isso requer muita compreensão dos problemas dos nossos vizinhos, sem arrogância ou falsos complexos de superioridade”, disse à Carta Maior.
África
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva priorizou o fortalecimento das relações comerciais do Brasil com o continente, visitando pelo menos 25 países e duplicando o número de embaixadas em seus dois mandatos.
Graças ao trabalho do então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, temos hoje 31 representações diplomáticas na África, à frente da Grã-Bretanha, com 26, que por contenção de custos está tendo de fechar embaixadas onde antes era senhora. Estados Unidos (46), Rússia (45) e China (42) seguem à frente do Brasil. Em termos de movimentação financeira, só estamos à frente da Rússia, que anualmente negocia US$ 3,5 bilhões com a região. O Brasil movimenta US$ 20 bilhões, ainda atrás da Índia (US$ 32 bilhões) e muito aquém da líder China (US$ 107 bilhões).
Em termos de cooperação, entretanto, a diferença vai muito além das cifras; enquanto esses países se dedicam ao tema com matizes imperialistas, buscando extrair o máximo do continente, e tratando o impacto sobre sociedades locais como pauta menor, a cooperação brasileira parte de um paradigma de solidariedade e imbui-se do espírito da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, que enfatiza em seu preâmbulo o conceito de família humana.
Essa diferença conceitual se verifica na prática absolutamente distinta entre o Brasil e as potências tradicionais quando cooperando com a África. Ao passo que as segundas inundam o continente com dinheiro repleto de condicionantes, a cooperação brasileira, ao centrar suas ações no desenvolvimento humano, contribui para a autodeterminação e emancipação das sociedades locais, especialmente através do intercâmbio de boas práticas em políticas públicas. Um bom exemplo é a cooperação iniciada pelo presidente Lula, e mantida pela presidenta Dilma, com Guiné-Bissau para a Promoção do Registro Civil de Nascimento.
“Para cada problema africano existe uma solução brasileira”, afirma o pesquisador africano, hoje em Harvard, Calestous Juma. E os africanos reconhecem isso, como registrou Celso Amorim em artigo publicado na revista CartaCapital, com o significativo título “A África tem sede de Brasil”. No entanto, reforça ele, para transformar essa realidade virtual em ato concreto será preciso muita persistência e visão de futuro. “Estou certo [que essas virtudes] continuarão a inspirar o governo Dilma, como inspiraram o de Lula”.
Esse tipo de cooperação fortalece os laços entre o Brasil e os países africanos, produzindo efeitos mais duradouros ao reconstituir e estabelecer vínculos e similaridades não apenas no plano institucional, mas também entre os nossos povos, que um dia foram um só, e ainda hoje permanecem conectados pela influência cultural que exercem mutuamente uns sobre os outros.
O Brasil está no caminho certo, mas precisa aproveitar a atual conjuntura histórica para aprofundar o que vem se convertendo em uma nova hegemonia latinoamericana, baseada nos princípios da cooperação e no respeito à autodeterminação dos povos. Assim passaremos de país emergente a uma grande potência mundial – não uma potência imperialista, como tantas outras, mas de um novo tipo, que apenas o povo brasileiro, em seu singular sincretismo étnico-cultural, na acepção de Darcy Ribeiro, seria capaz de criar: uma Potência Solidária.
Marcelo Salles é jornalista. Fábio Balestro é advogado e especialista no Estudo das Instituições Ocidentais (Universidade de Notre Dame). 
No Escrevinhador
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A arte de jogar lixo no quintal dos outros

 Imperdível 

Como é feito o desmanche de navios nas praias da Índia?
A mão de obra nas praias da Índia, onde o principal ponto de desmanche está na Baia de Alang, é formada por um exército de trabalhadores maltrapilhos armados de marretas e maçaricos, machados, serras manuais, e muito improviso, e esforço físico. É um desmanche infame, uma espécie de campo batalha em forma de ferro-velho, mantido graças à miséria e os salários de fome pagos aos indianos e à inexistência de normas civilizadas de segurança do trabalho e de proteção do meio ambiente, o que torna esse tipo de negócio muito rentável.
Um exército de mais de 40.000 trabalhadores migrantes se amontoa nas favelas erguidas junto às carcaças de navios, trabalhando de pés descalços por salário mensal médio equivalente a 75 dólares. O trabalho nas praias abastece as usinas indianas com 2,5 milhões de toneladas de aço por ano. São quase 10 quilômetros de praia imunda, cheia de restos de navios, ferros retorcidos, materiais altamente tóxicos, como asbestos e manchas de óleo. O declive suave e a grande variação das marés permitem que os navios avancem até encalhar na areia, facilitando o trabalho, que é feito em condições rudimentares degradantes, subumanas, incluindo exploração de trabalho infantil.
Por pressão de organizações ecológicas, o Congresso dos Estados Unidos, formado por uma ampla maioria de defensores do capitalismo (lá não existe nenhum representante da causa socialista), proibiu a venda de navios americanos aos sucateiros indianos. Por razões que não chegam a ser de natureza socialista, mas apenas de defesa dos direitos básicos dos trabalhadores, o Brasil poderia seguir o mesmo caminho - proibir que o lixo naval brasileiro seja depositado nas praias da Índia. Não é nada ético jogar o lixo no quintal dos outros, nem incentivar a degradação absoluta do trabalho nos países dos miseráveis. Limpeza aqui, sujeira lá...
Alang - Agressão violenta ao Homem e ao ao meio ambiente (Google Earth)
Assista ao vídeo "Baia de Alang, o cemitério de navios":
A baía de Alang, na Índia, é o maior cemitério de navios do mundo. É para lá que a Europa envia os seus barcos, muitas vezes com peças e material tóxico, prontos para serem desmantelados. Tudo o que provém dos navios é cortado e revendido à peça: aço, amianto, bóias, objetos decorativos... Desmanchar um navio na Ásia custa 100 vezes menos do que na Europa. O Toda a Verdade teve acesso ao local e falou com os trabalhadores que separaram os despojos dos barcos.
No Hidrovias Interiores
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Produtor de filme de terror mostra elenco

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Piada do dia: Aécio falando em punir malfeito

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse nesta segunda-feira (7) que o governo Dilma Rousseff só pune "o malfeito quando vira escândalo".
O senador tem de lembrar que, Dilma pune. E em Minas Gerais quem pune os desmandos do governador Anastasia?
É só olhar o que ele está fazendo com os professores, desrespeitando todos os acordos que fez com eles e não pagando o piso salarial.
E o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) , ex-governador do Minas Gerais,acusado de desviar cerca de R$ 3,5 milhões das empresas estatais Companhia de Saneamento (Copasa), Companhia Mineradora (Comig) e do Banco do Estado de Minas Gerais, no esquema de corrupção denominado Mensalão Tucano.? Foi punido?
E o patrimônio do Aécio (ele declara 700 mil e compra rádio por 8 milhões...) Foi investigado?
Como anda a investigação sobre a linha 4 do metrô São Paulo. Puniu alguém?
E a investigação sobre venda de emendas, com participação do PSDB, na Alesp em SP?
Aécio foi pego de madrugada embriagado e com a carta de habilitação vencida.... Foi punido?
E ainda se acha com "moral" para falar em "desmandos", hein?.
Um representante do povo que sequer faz o bafômetro em blitz da lei seca.
Deu um exemplo negativo e foi seguido por quase todos que dirigem bêbados. Agora o cidadão bebe dirige, mata e simplesmente se recusa fazer o teste do "bafo".
Um Senador que faz as leis e se recusa cumprir a lei, dá um péssimo exemplo, aos cidadãos, que também, não vão obedecer as Leis.
Aécio acha que engana quem?
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As análises falaciosas

Fato 1: Crise de 2008, o governo ordena que os bancos públicos aumentem a oferta de crédito para compensar o estancamento do crédito privado.
O Banco do Brasil turbina suas operações. Imediatamente é alvo de uma saraivada de críticas de analistas econômicos seguindo o pensamento convencional. Segundo eles, a estratégia geraria um festival de inadimplência, comprometendo a solidez financeira do banco. Quem procurasse ouvir os executivos do BB, recebia informações tranquilizadoras.
Ao final do processo, a carteira de crédito do BB tinha crescido exponencialmente em cima do setor privado, a inadimplência tinha permanecido em níveis baixos e, nos trimestres seguintes, o banco acumulou lucros crescentes.
Nenhum dos analistas foi cobrado por seus erros.
Fato 2: ainda na crise, analistas vociferando nos jornais e na televisão para o brasileiro jogar na retranca, parar de consumir porque a crise era brava. Na outra ponta, Lula conclamando ao consumo para evitar o aprofundamento da crise. Analistas sugerindo aperto fiscal, Lula isentando produtos de impostos e sendo acusado de populista.
No final do processo, o Brasil foi o primeiro país a sair da crise, consagrando definitivamente a gestão de Lula. A opinião pública mundial nem se deu conta de que nos anos anteriores o crescimento foi pífio. Justamente porque Lula se deixou influenciar pelas recomendações do senso comum do mercado.
Nenhum dos analistas foi cobrado por seus erros de análise.
Fato 3: Serra se anuncia candidato do PSDB. Políticos de peso tentam argumentar que Aécio Neves seria o melhor candidato, por ter um índice de rejeição menor e por Serra ter feito um governo pífio em São Paulo, sem nada a mostrar. Mas analistas insistem na tese de que Serra era o mais preparado, que era um gestor re renome. Na campanha, a não ser obras viárias, Serra não tinha o que mostrar. E seu grau de rejeição foi tão grande que, no segundo turno, afastou os eleitores de Marina Silva que poderiam ter somado para sua vitória.
Nenhum dos analistas foi cobrado por seus erros de análise.
Fato 4: surge a notícia do câncer de Lula. Analistas políticos de grandes redes comemoram que a doença zeraria o jogo político. Era óbvio que não. Qualquer tragédia santifica os grandes nomes políticos. Se algo ocorresse com Lula, sua influência seria maior do que a do Padre Cícero no velho nordeste.
Hoje em dia há consenso sobre isso, a ponto da própria The Economist entender o fenômeno do crescimento na tragédia.
Nenhum dos analistas foi cobrado por erros recentes em suas análises.
Esses erros continuados ocorrem porque, há anos, a torcida - política ou econômica - tomou lugar do rigor analítico. Analistas que erraram em praticamente todos os episódios econômicos e políticos relevantes continuam opinando, como se nada tivesse ocorrido, porque, em muitos veículos, a notícia se tornou em instrumento de arma política - não de informação.
Desde os anos 50, a imprensa brasileira tinha seguido o caminho da norte-americana. Cada veículo tem sua opinião, mas não briga com os fatos: tentava-se, com isso, ao menos simular um noticiário isento.
Real ou simulado, essa isenção deixou de frequentar o noticiário dos grandes veículos há tempos.
Luis Nassif
No Advivo
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Daniel Ortega gana con amplia ventaja las elecciones en Nicaragua

Daniel Ortega vota en las elecciones nicaragüenses
del 6 de noviembre de 2011
El presidente nicaragüense, Daniel Ortega, fue hoy reelegido con el 66.43% de los votos, según los primeros resultados oficiales del escrutinio provisional de los comicios generales celebrados en Nicaragua.
Escrutado el 6.76% de las mesas, el empresario de radio Fabio Gadea, de la opositora alianza Partido Liberal Independiente (PLI), se coloca en segundo lugar, con el 25.92% de los sufragios, en una jornada en la que votó cerca del 70% de los convocados a las urnas, según los datos oficiales.
En tercer lugar se sitúa el exgobernante Arnoldo Alemán (1997-2002), con el 7.10%, de la alianza Partido Liberal Constitucionalista (PLC), según un informe preliminar leído por el presidente del Consejo Supremo Electoral (CSE), Roberto Rivas.
Tras Alemán y en cuarto lugar se situa el exdirigente de la “Contra” antisandinista y actual diputado Enrique Quiñónez, de la Alianza Liberal Nicaragüense (ALN) (0.2%), y en quinta posición está el académico Roger Guevara, de la Alianza por la República (Apre), con un 0.07% de los votos.
Antes de la lectura de estos primeros resultados, miles de simpatizantes del presidente Ortega salieron a las calles y plazas de Managua para celebrar anticipadamente su victoria en las elecciones de este domingo.
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Charge online - Bessinha - # 892

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EUA e Israel farão exercício militar conjunto com mais de cinco mil soldados

De acordo com funcionário da Casa Branca, será o maior já realizado entre os dois aliados
Israel e Estados Unidos realizarão o “maior e mais significante” exercício militar conjunto já realizado na história entre os dois aliados. A afirmação foi feita neste sábado por Andrew Shapiro, secretário-adjunto de assuntos políticos e militares do Departamento de Estado norte-americano. As informações são do jornal israelense Haaretz.
Segundo Shapiro, que anunciou a decisão no Instituto de Políticas para o Oriente Médio em Washington, o exercício envolverá mais de cinco mil soldados dos dois países e irá realizar uma simulação de defesa antimíssil. “Exercícios conjuntos nos permitem aprender com a experiência israelense em conflitos urbanos e contraterrorismo”, disse.
O funcionário também revelou que, em breve, através de dispositivos legislativos, os dois países terão maior facilidade para comercializar armas, como já ocorre com Japão, Coréia do Sul, Austrália e Nova Zelândia, outros aliados dos norte-americanos.
"Nossa relação com Israel a respeito da segurança é mais ampla, profunda e intensa do que nunca”, disse Shapiro. Ele também afirmou que o fortalecimento militar israelense é uma prioridade top tanto para ele quanto para a secretária Hillary Clinton e o presidente Barack Obama.
Os EUA tem um contribuição anual de três bilhões de dólares com Israel, a qual, segundo Shapiro, a administração Obama continuará a honrar, mesmo em tempos orçamentários desafiadores.
Shapiro afirmou que a ajuda militar dos EUA para Israel é importante, pois ajuda a criar empregos para os norte-americanos. “Não damos essa assistência por caridade, nas porque também beneficia nossa própria segurança. E ajudamos Israel porque é de nosso interesse nacional fazê-lo”, disse Shapiro.
O funcionário acabou repetindo as conclusões do recente levantamento do Instituto, que argumento que o estado judeu é um aliado estratégico. “Se Israel se enfraquece, nossos inimigos se fortalecerão. Isso faria com que o conflito se espalhasse, o que seria catastrófico para os interesses norte-americanos na região. É a força militar israelense que poderá deter potenciais agressores e ajudar a forjar paz e estabilidade”.
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Quem matou o cinegrafista da Band?

Jornalista não é policial
O primeiro suspeito é a empresa, a Band, que autoriza seus profissionais a assumir riscos que nenhum jornalista deve assumir.
Jornalista não é policial.
O segundo suspeito é o diretor de jornalismo da Band, que, provavelmente, não fez seguro de vida para a família do cinegrafista.
O terceiro suspeito é, de novo, o diretor de jornalismo da Band, que permite transformar jornalistas em protagonistas: jornalista não compete com policial nem com traficante pelo protagonismo de uma reportagem.
Além do mais, para o espectador, que diferença faz se as imagens de um tiroteio com traficantes são do cinegrafista da Band ou da própria polícia ?
E mais: por que novas imagens de tiroteio com traficantes ?
Que novidade têm ?
Que informação adicional dá ao espectador ?
Qual a diferença entre o tiroteio de ontem e o tiroteio de hoje ?
Por que os cinegrafistas só filmam da perspectiva da polícia para os traficantes e, não, dos traficantes para a Polícia ?
Porque o jornalismo brasileiro não sobe o morro.
Só entra na favela com a cobertura da Polícia.
O que se passa lá dentro – para o bem ou para mal – não interessa.
O quarto suspeito é o policial que autorizou três equipes de televisão a acompanhar um tiroteio com traficantes.
O quinto suspeito é o Comandante da PM que permitiu que um policial admitisse que três equipes de televisão acompanhassem um tiroteio com traficantes.
O sexto suspeito é o Secretário de Segurança do Rio, que permite que uma ação policial se transforme numa reportagem espetaculosa.
Para o Bom (?) Dia Brasil, porém, num mau passo do Chico Pinheiro, a morte do cinegrafista da Band é uma restrição à liberdade de imprensa.
O tom da cobertura do Bom (?) Dia Brasil foi o de incriminar a política de segurança do Rio.
Como se sabe, a política de segurança do Rio é exemplar.
Combate o tráfico como nenhuma outra do Brasil – como se sabe, São Paulo consome mais carro, geladeira e viagens a Disney que o Rio, mas, cocaína, isso o Rio consome mais.
O projeto pioneiro das UPPs é um sucesso.
Mas, a política de segurança do Rio tem um grave defeito para o jornalismo dirigido pelo Ali Kamel, esse baluarte da liberdade de imprensa para divulgar atentados com bolinhas.
A segurança do Rio não é a do Governo Carlos Lacerda.
Nos bons tempos do Lacerda, o Secretário de Segurança Ardovino Barbosa mandava bater em jornalistas.
Como os do jornal A Noite, na Cinelândia, em 1961, na crise da Legalidade.
(O ansioso blogueiro era foca da Noite e testemunhou a “liberdade de imprensa” dos lacerdistas.)
Paulo Henrique Amorim
Quem é o policial e quem é o jornalista?
Francisco e Leônidas sabem quem matou o cinegrafista
A propósito do assunto, Francisco e Leônidas, amigos navegantes, responderam:
Francisco
Enviado em 07/11/2011
Sou historiador. Muito da narrativa histórica se faz a partir dos relatos jornalísticos (peneirados, claro).
Daqui a trinta anos, os historiadores vão concluir que durante os últimos dez anos não houve teatro, nem cinema nacional, não se publicou livro, nem se pintou quadro. Não houve nenhum grupo de jovens propondo mais uma vez (como é natural e necessário na juventude) que toda a arte seja revista. Ninguém cantou, ninguém arquitetou nada (haverá boatos sobre uma ponte com três quilômetros e meio de extensão, por exemplo), ninguém criou. Não se saberá (como não se sabe já agora) que nalgum morro, alguém compôs um samba que, ouvido, poderia ser um novo clássico da alma brasileira.
Tudo o que se saberá é que houve sangue e morte nos lugares onde negros moram. Se saberá também que houve apresentadores de programas jornalísticos especializados nisto: morte e sangue. Se saberá que ganhavam muito bem.
A TV brasileira tem algum problema grave. Assim como mulher não é redutível a bunda, humor a humilhação e música a cifras, também uma nação de oito milhões de quilômetros quadrados e cento e noventa milhões de boa gente não se reduzem a cem quilômetros quadrados e trafico de drogas.
O povo brasileiro é mais que isso.
É fácil conhecer lugares do país onde o último crime aconteceu há vinte anos e foi gente da “cidade grande” que o foi cometer. Os “jornalistas” locais o detalham anos a fio nas rodas de conversa. Dizem assustados: “esse mundo esta perdido…”. Dizem aterrorizados: “aqui esta pior que no Rio, pior que em São Paulo!”. O jornalista da Band morreu em serviço. Quem matou?
A cidade grande.
Leonidas de Souza
Enviado em 07/11/2011
Quem matou o jornalista da Band foi a promiscuidade entre as Polícias e a grande Mídia.
Alguém já se perguntou porque a Globo tem prioridade nas investigações da Polícia Federal?
Toda semana a Globo divulga no Fantástico e no Jornal Nacional reportagens exclusivas mostrando depoimentos, documentos, etc sobre investigações da Polícia Federal, na maioria sob segredo de Justiça.
O que a Globo oferece em troca, reportagens elogiosas sobre as operações da PF?
Esse “uma mão lava a outra”, é mais que evidente.
Esse sistema de troca deve funcionar para todas as polícias e quem furar, vai sofrer uma campanha feroz contra.
Até o Exército americano já adotou esse sistema, como assistimos na invasão do Iraque.
O Exército americano levava os “jornalistas” para documentarem suas operações, montando cuidadosamente os cenários para que a Mídia mostrassem a opinião pública suas ações de modo favorável a invasão, principalmente sobre as tais armas de destruição em massa.
O problema é que as vezes não dá para combinar com o inimigo e alguns desavisados morrem.
Aí, entra em cena o velho e bom corporativismo.
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Quem são e o que pensam os jovens militantes de direita que fazem USP

Eles são monarquistas, anticomunistas, contrários ao aborto e à homossexualidade, defensores do porte de arma - e alunos de mesma universidade famosa pela sua militância de esquerda. Conheça a União Conservadora Cristã (UCC), o lado direitista da USP
OS ANTI-MARX Saulo Mega Soares, entre dois jovens
conservadores. Eles provocam um novo embate ideológico
no meio universitário
Alto, magro, de olhos claros e cabelos cacheados, Arthur Pittarello poderia se orgulhar de sua juventude. Mas o estudante de ciências sociais da USP parece não ligar para a própria idade. “Aí você me pegou. Tenho 22 ou 23…”, diz. Sua hesitação é reveladora: Pittarello é um cara tradicional. Monarquista e religioso, é presidente da União Conservadora Cristã (UCC). A entidade nasceu num ambiente naturalmente hostil: entre os estudantes da USP, famosos por sua histórica militância de esquerda. Mais curioso é que ele sobreviva sem o apadrinhamento de nenhum partido político de centro ou de direita. Mesmo assim, cerca de 20 jovens como ­Pittarello (23 anos confirmados) integram o UCC.
A entidade surgiu há dois anos para disputar o Diretório Central dos Estudantes da USP. Conseguiu o apoio de 217 pessoas e ficou em sexto lugar. Sem chance de vencer, a chapa chamou a atenção. Em maio, voltou a ser notícia ao participar da Contra-­Marcha da Maconha, questionando os argumentos pró-legalização da droga. O episódio rendeu à UCC a pecha de extremadireita, prontamente recusada.
Por saber que defendem ideias controvertidas no âmbito acadêmico, seus integrantes costumam ser avessos à exposição. Relutaram em falar com a reportagem de Época São Paulo. Alguns não quiseram fornecer seus nomes reais e apenas um quis mostrar o rosto: o rapaz em primeiro plano na foto à direita, Saulo Mega ­Soares, de 21 anos. “Eu era trotskista quando cheguei à faculdade”, diz ele, hoje no quarto ano de Direito. “Estudei e debati muito até perceber que a filosofia marxista é equivocada. O século XX foi a completa negação de tudo o que Marx previu.” Além de ser articulado e denotar erudição, Soares joga futebol e vai à academia. “Além da leitura, gosto muito da atividade física.”
Cada um tem suas razões para estar na entidade. Catarina (nome fictício), de 20 anos, cresceu numa família católica do interior paulista. Tímida, retraída e claudicante nas palavras, ela diz que sempre cultivou um sentimento anticomunista. “A busca pela verdade é o que me move”, afirma ela, que também estuda na faculdade do Largo São Francisco. Seu colega, Pedro Henrique Barreto, de 21 anos, entrou em depressão ao procurar respostas sobre a questão do aborto – diz que a reflexão político-religiosa o salvou. “Somos movidos pela castidade. Deus nos mandou ser assim”, diz o estudante, que namora uma conservadora como ele. Sexo, só depois do casamento. Barreto gosta de jazz, música clássica e do filme Cidadão Kane, o clássico de Orson Welles. Catarina prefere rock, como AC/DC e Titãs. Um de seus filmes preferidos é Tropa de elite, o mesmo de Soares, que ouve Skank e Jota Quest.
De gostos diferentes, se irmanam na ideologia. São todos monarquistas, reprovam o aborto e a homossexualidade – e defendem o porte de arma. Para o filósofo Renato Janine Ribeiro, eles preenchem uma lacuna real na militância universitária. “Os grupos de esquerda atuais não defendem mais objetivos ideológicos, como justiça social”, diz o professor de ética e filosofia política da USP. Isso favoreceria a defesa de causas opostas.
“Acho saudável que exista alguma reação como a UCC”, diz o filósofo Olavo de Carvalho. Espécie de guru do conservadorismo brasileiro, ele lamenta a ausência de oposição ao que chama de “hegemonia da esquerda”. Mas acha que a militância jovem não terá força fora das universidades. “Politicamente, não vai dar em nada”, diz. Segundo Carvalho, figuras como o falecido doutor Enéas Carneiro e o deputado Jair Bolsonaro são expoentes “patológicos e excêntricos”. Para ele, não existe uma direita intelectualmente respeitável no Brasil.
Pittarello concorda: “A situação política de hoje não dá espaço a um conservador. Não temos um projeto de poder”. É nesse vazio que a UCC se mobiliza para estudar, discutir e promover eventos sobre os temas que defende, seja na USP, seja na Unicamp, onde também conta com adeptos. “Não vamos nos reduzir à mera divulgação política”, diz Barreto. “A gente também quer estudar, quer saber, quer aprender.”
AS BASES DE UM CONSERVADOR
O filósofo Olavo de Carvalho elaborou a lista ao lado para ajudar a diferenciar conservadores de revolucionários
TRADIÇÃO
O conservador preza a experiência passada como forma de pensar o presente, em contra-ponto ao revolucionário, que entende o presente com base num futuro hipotético
PROVIDÊNCIA
O povo não deve sofrer os efeitos das escolhas de gerações anteriores. Os políticos têm o direito de experimentar e aprender com a experiência, mas não o de testar práticas ­arriscadas de longo prazo
REFORMA
Governos não têm o direito de fazer algo que os seguintes não possam desfazer. Ne­nhuma ordem social do passado foi tão ruim a ponto de bloquear a mera possibilidade de uma nova ordem
DEMOCRACIA
A revogabilidade das medidas de governo é um princípio democrático essencial, mas propostas revolucionárias tendem a concentrar o poder e a excluir para sempre as propostas alternativas
EQUILÍBRIO
A mentalidade revolucionária não é um traço permanente da natureza humana e deve ser erradicada como condição essencial para a sobrevivência da liberdade no mundo
Igor Ribeiro
No Época
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Nueva Ley de Radiodifusíon Argentina - 21 puntos resumen

Más de 300 organizaciones sociales, sindicales, de derechos humanos, de pequeñas y medianas empresas, y comunitarias de la comunicación trabajaron durante años en pos de la unidad y modificación de la ley.
Nucleados en la Coalición por una Radiodifusión Democrática, en 2004 suscribieron 21 puntos cuyo contenido se convirtió en símbolo de todos los debates en esta materia.
Este es el trabajo colectivo, producto de extensas jornadas de diálogo y consensos:
1.- Toda persona tiene derecho a investigar, buscar, recibir y difundir informaciones, opiniones e ideas, sin censura previa, a través de la radio y la televisión, en el marco del respeto al Estado de derecho democrático y los derechos humanos.
2.- La radiodifusión es una forma de ejercicio del derecho a la información y la cultura y no un simple negocio comercial. La radiodifusión es un servicio de carácter esencial para el desarrollo social, cultural y educativo de la población, por el que se ejerce el derecho a la información.
3.- Se garantizará la independencia de los medios de comunicación. La ley deberá impedir cualquier forma de presión, ventajas o castigos a los comunicadores o empresas o instituciones prestadoras en función de sus opiniones, línea informativa o editorial, en el marco del respeto al estado de derecho democrático y los derechos humanos. También estará prohibida por ley la asignación arbitraria o discriminatoria de publicidad oficial, créditos oficiales o prebendas.
4.- Las frecuencias radioeléctricas no deben transferirse, venderse ni subastarse. Nadie debe apropiarse de las frecuencias. Las frecuencias radioeléctricas pertenecen a la comunidad, son patrimonio común de la humanidad, y están sujetas por su naturaleza y principios a legislaciones nacionales así como a tratados internacionales. Deben ser administradas por el Estado con criterios democráticos y adjudicadas por períodos de tiempo determinado a quienes ofrezcan prestar un mejor servicio. La renovación de las licencias estará sujeta a audiencia pública vinculante.
5.- La promoción de la diversidad y el pluralismo debe ser el objetivo primordial de la reglamentación de la radiodifusión. El Estado tiene el derecho y el deber de ejercer su rol soberano que garanticen la diversisdad cultural y pluralismo comunicacional. Eso implica igualdad de género e igualdad de oportunidades para el acceso y participación de todos los sectores de la sociedad a la titularidad y gestión de los servicios de radiodifusión.
6.- Si unos pocos controlan la información no es posible la democracia. Deben adoptarse políticas efectivas para evitar la concentración de la propiedad de los medios de comunicación. La propiedad y control de los servicios de radiodifusión deben estar sujetos a normas antimonopólicas por cuanto los monopolios y oligopolios conspiran contra la democracia, al restringir la pluralidad y diversidad que asegura el pleno ejercicio del derecho a la cultura y a la información de los ciudadanos.
7.- El público tendrá derecho a acceder a una información plural, así como a la diversidad cultural. Para ello se deberá garantizar la indemnidad intelectual y estética de los trabajadores de la comunicación y de todos aquellos que participan en la producción de bienes culturales.
8.- En los casos de una integración vertical u horizontal de actividades ligadas, o no, a la comunicación social, se deberán establecer regulaciones que promuevan el pluralismo, respeten las incumbencias profesionales y derechos intelectuales de los artistas y demás trabajadores de la comunicación y el espectáculo.
9.- Deberá mantenerse un registro público y abierto de licencias. El registro deberá contener los datos que identifiquen fehacientemente a los titulares de cada licencia, y los integrantes de sus órganos de administración además de las condiciones bajo las cuales fue asignada la frecuencia. Las localizaciones radioeléctricas no previstas en los planes técnicos deberán ser puestas en disponibilidad a pedido de parte con la sola demostración de su viabilidad técnica.
10.- No podrán ser titulares de licencias de servicios de radiodifusión ni integrantes de sus órganos directivos, quienes ocupen cargos electivos oficiales nacionales, provinciales o municipales, funcionarios públicos de los distintos poderes, miembros de las Fuerzas Armadas y de seguridad, como así tampoco aquellos que hayan tenido participación comprometida con violaciones a los derechos humanos.
11.- Existen tres tipos de prestadores de servicios de radiodifusión: públicos, comerciales y comunitarios de organizaciones de la Sociedad Civil sin fines de lucro. Quedará prohibido todo tipo de discriminación o cercenamiento a causa de la naturaleza jurídica de la organización propietaria, en cuanto a potencia, cantidad de frecuencias disponibles o limitaciones a los contenidos. Todos los servicios de radiodifusión podrán contratar publicidad en igualdad de condiciones, ya que así se respetan los derechos humanos económicos, sociales y culturales.
12.- Los medios estatales deberán ser públicos y no gubernamentales. Deberán proveer una amplia variedad de programación informativa, educativa, cultural, de ficción y de entretenimiento garantizando la participación ciudadana y la atención a las necesidades de la población. En todas las regiones del país se destinará una frecuencia a la recepción gratuita del canal de TV pública nacional y de Radio Nacional; y de igual forma se reservará al menos una frecuencia para una radio y una emisora de TV provincial y una emisora de FM municipal . Los servicios de la radiodifusión universitaria constituyen un sistema público de gestión autónoma y se reservará no menos de una frecuencia de radiodifusión a cada una de las Universidades públicas nacionales.
13.- Los planes técnicos deberán reservar al menos el 33% de frecuencias, en todas las bandas, para entidades sin fines de lucro. En estos casos tendrá que prevalecer como criterio de asignación de frecuencias el plan de servicios y la inserción de las entidades en su comunidad.
14.- La ley establecerá cuotas que garanticen la difusión sonora y audiovisual de contenidos de producción local, nacional y propia. Esto implica producción realizada por actores, músicos, directores, periodistas, artistas, investigadores y técnicos argentinos, y reglamentará la obligación de inversión en producción propia y en la compra de derecho de antena de películas nacionales.
15.- La explotación de los servicios de radiodifusión es indelegable y debe ser prestada por el propio titular de la licencia.
16.- Las repetidoras y cadenas deben ser una excepción a la regla de modo tal de priorizar el pluralismo y la producción propia y local, salvo para las emisoras estatales de servicio público o la emisión de acontecimientos de carácter excepcional.
17. La publicidad sonora y audiovisual será de total producción nacional y deberá siempre diferenciarse de los contenidos de la programación, no estará incluida en esta, se difundirá en tandas claramente identificadas al inicio y al final por la señal distintiva del medio y no inducirá a estafas y engaños a la comunidad.
18. Los sistemas de distribución de señales deberán incluir en su grilla de canales las emisoras de TV de aire de la localidad, el canal público nacional y un canal con producción informativa local y propia.
19. La autoridad de aplicación deberá respetar en su constitución el sistema federal y estará integrada además por organizaciones de la sociedad civil no licenciatarias y por representantes de las entidades representativas de los trabajadores de los medios y de las artes audiovisuales.
20.- Se creará la figura de la "Defensoría del público", con delegaciones en las provincias, que recibirá y canalizará las inquietudes de los habitantes de la Nación. Deberá incluirse un capítulo que garantice los derechos del público. Estos podrán ser ejercidos directamente por los habitantes de la Nación o a través de la defensoría del público.
21. En la nueva ley se deberá contemplar la normalización de los servicios de radiodifusión atendiendo a las necesidades de aquellos impedidos de acceder a una licencia por las exclusiones históricas de la ley 22.285 y la administración arbitraria de las frecuencias por parte del Estado nacional.
Fonte: Taringa
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Datena e Band são condenados a indenizar cidadão ateu

No último dia 12 de setembro, a juíza Márcia Rezende Barbosa de Oliveira, da 3ª Vara Cível de Taubaté, condenou a TV Bandeirantes e o apresentador José Luis Datena a indenizarem Sisenando Calixto em R$ 10 mil. Calixto é ateu e se sentiu ofendido por declarações de Datena no programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, no dia 27 de julho de 2010. No programa, o apresentador dedica vários minutos a ligando crimes hediondos ao ateísmo, (assista abaixo). Os réus recorreram no mês de outubro e o recurso de apelação ainda não foi julgado.
O autor da ação, que faz parte do conselho jurídico da Liga Humanista Secular do Brasil, chegou a propor acordo à emissora e ao apresentador. Ele retiraria a ação se fosse lida uma retratação aos ateus no programa. O acordo não foi aceito.
A Bandeirantes tentou se isentar das declarações do apresentador. Os réus também tentaram dizer que o autor da ação não podia ser indenizado porque as declarações eram genéricas. Para a juíza de primeira instância, restou provado que o autor era ateu, pelo depoimento de várias testemunhas e ela também rechaçou que as declarações do apresentador pudesse ser apenas uma crítica.
“Não há como qualificá-las como mera crítica, porque não expressam juízo fundamentado, cuidando-se de ofensas gratuitas (…). Elas se apoiam exclusivamente num pensamento preconceituoso”, disse. E ressaltou que a conduta de Datena não estava amparado no direito à liberdade de informação porque as declarações externaram apenas “opinião pessoal, preconceituosa e ofensiva, sem caráter informativo”.
Ela também rechaçou a tentativa da emissora de se eximir da conduta de seu empregado. A juíza afirmou que a Bandeirantes forneceu subsídios para que fosse feita inclusive uma enquete, que perguntava se o telespectador acreditava ou não em Deus, que, segundo Datena, serviria para provar “que o bem é maioria”. Além disto, anotou a juíza, a emissora não esclareceu aos espectadores que se tratavam de “afirmações absurdas”.
Com informações do blog Bule Voador
No Sul21
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ONU alerta que PSD pode chegar a 8 bilhões de filiados

O diretório regional do PSD da bucólica Piripiri (PI) faz uma pausa para o cafezinho
NOVA IORQUE – O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, convocou uma coletiva de imprensa para explicar que os técnicos da organização consideram praticamente secundário o fato de haver nascido o habitante de número 7 bilhões do planeta. “Os meios de comunicação deram demasiada importância a isto, e não perceberam que a verdadeira ameaça ao planeta é o crescimento desenfreado do partido do Kassab. Mantido o atual vetor de adesões, o PSD chegará a 8 bilhões de filiados já nas eleições de 2012”, explicou.
Demógrafos ouvidos por técnicos da ONU temem que o planeta não terá condições de criar um número suficiente de ONGs de inclusão social e assessorias parlamentares capaz de sustentar as necessidades do novo partido. “A pressão sobre os ecossistemas públicos provocará uma terrível escassez de convênios”, alertou o eminente biólogo da universidade de Harvard, A. O. Wilson.
Gilberto Kassab reagiu afirmando que tudo não passa de alarmismo. “Volta e meia aparece alguém ressuscitando velhas teses malthusianas, segundo as quais o excesso de políticos inevitavelmente provocará escassez na máquina do estado. Ora, o setor público é dadivoso e infinitamente capaz de se regenerar. Por exemplo, temos apenas 26 unidades federativas no Brasil; se cada uma delas se dividir em três, de pronto conseguimos empregar mais 12 milhões de correligionários”, disse, sereno.
O prefeito de São Paulo acrescentou que o relatório da ONU também não leva em conta a natureza ideológica de seu novo partido. Por não acreditar em absolutamente nada, e defender todas as posições do espectro político, a nova agremiação será capaz de encaixar seus filiados em máquinas públicas tão diversas quanto as da Coreia do Norte e do Texas. “E enquanto não nos expandirmos em escala global, aqui mesmo, no Brasil, estamos prontos a assumir cargos relevantes em futuros governos de Jair Bolsonaro e Luciana Genro”, concluiu.
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O paradoxo feminino

No país de Fernanda Montenegro, das saudosas Zilda Arns e Ruth Cardoso, das ministras Ellen Gracie e Carmem Lúcia, de Marina, Marta, Erundina, Benedita, da presidenta Dilma Rousseff e de tantas brasileiras que são referências na nossa sociedade, ainda é demasiadamente dura a vida das mulheres.
Para cada dado que suscita esperança -como a expectativa de vida, que entre elas subiu para 77 anos-, surgem indicadores que reiteram que os espasmos de prosperidade continuam a distribuir benefícios desiguais por escala de gênero, assim como de cor/raça e de instrução.
São desoladores os desequilíbrios no universo feminino radiografados no Anuário das Mulheres Brasileiras (do Dieese) e confirmados agora pelo Fórum Econômico Mundial, cujo ranking de desigualdade entre os sexos mostrou o Brasil em 82ª posição no mundo. Atrás da Albânia, Gâmbia, Vietnã e República Dominicana. Ocupamos a pior posição na América do Sul.
Nos lares brasileiros, 35,2% das mulheres são provedoras (chega a 40,6% nas zonas metropolitanas). O salário delas é 20% menor, em média (R$ 1.423/mês, contra R$ 1.718 do homem). A maioria ainda cumpre a jornada não remunerada das tarefas domésticas.
E foi dentro de sua própria casa que 43,1% das mulheres vítimas de agressão física a sofreram. Em 25,9% dos registros, os cônjuges ou ex-cônjuges são os agressores. A boa notícia é que cresceu o inconformismo: em 2006, a Central de Atendimento à Mulher registrou 46.423 atendimentos. Em 2010, 734.416.
As dificuldades e conflitos enfrentados pelas mulheres vão muito além dos revelados por estatísticas. Termina século, começa século e elas continuam com suas duplas, triplas jornadas como profissionais, donas de casa, mães, companheiras, ativistas.
É conhecido o quanto são reféns do velho dilema entre a qualidade versus a quantidade do tempo a ser dedicado aos filhos, já que intimidade e confiança requerem convivência e, portanto, disponibilidade para serem construídas. Essa realidade é ainda mais grave para as chefes de família que vivem sob o jugo da pobreza. A esses desafios se somam lutas diárias por assistência médica, moradia digna, boa escola e emprego para os filhos.
Por mais diferentes que sejam entre si, essas, entre tantas, são questões do universo feminino ainda longe de serem superadas e que precisam ser solidariamente acolhidas.
Grande parte das desigualdades enfrentadas pelas mulheres depende diretamente de políticas públicas eficientes, sobretudo nas áreas de educação, saúde e segurança. Outras relacionam-se com cada um de nós.
Até porque os desafios que erroneamente colocamos no campo feminino dizem respeito na verdade à sociedade como um todo.
Aécio Neves
É de chorar! E ele ainda pensa em ser presidente das brasileiras
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Os eficientes governos tucanos

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