5 de nov de 2011

Pizzaria Google

- Pizzaria Google, boa noite!
- De onde falam?
- Pizzaria Google, senhor. Qual é o seu pedido?
- Mas este telefone não era da Pizzaria do...
- Sim senhor, mas a Google comprou a Pizzaria e agora sua pizza é mais completa.
- OK. Você pode anotar o meu pedido, por favor?
- Pois não. O Senhor vai querer a de sempre?
- A de sempre? Você me conhece?
- Temos um identificador de chamadas em nosso banco de dados, senhor. Pelo que temos registrado aqui, nas últimas 53 vezes que ligou, o senhor pediu meia quatro queijos e meia calabresa.
- Puxa, eu nem tinha notado! Vou querer esta mesmo...
- Senhor, posso dar uma sugestão?
- Claro que sim. Tem alguma pizza nova no cardápio?
- Não senhor. Nosso cardápio é bem completo, mas eu gostaria de sugerir-lhe meia ricota, meia rúcula.
- Ricota ??? Rúcula ??? Você ficou louco? Eu odeio estas coisas.
- Mas, senhor, faz bem para a sua saúde. Além disso, seu colesterol não anda bom...
- Como você sabe?
- Nossa Pizzaria tem o banco de dados mais completo do planeta. Nós temos o banco de dados do laboratório em que o senhor faz exames também. Cruzamos seu número de telefone com seu nome e temos o resultado dos seus exames de colesterol. Achamos que uma pizza de rúcula e ricota seria melhor para sua saúde.
- Eu não quero pizza de queijo sem gosto e nem pizza de salada. Por isso tomo meu remédio para colesterol e como o que eu quiser...
- Senhor, me desculpe, mas acho que o senhor não tem tomado seu remédio ultimamente.
- Como sabe? Vocês estão me vigiando o tempo todo?
- Temos o banco de dados das farmácias da cidade. A última vez que o > senhor comprou seu remédio para Colesterol faz 3 meses. A caixa tem 30 comprimidos.
- Porra! É verdade. Como vocês sabem disto?
- Pelo seu cartão de crédito...
- Como?!?!?
- O senhor tem o hábito de comprar remédios em uma farmácia que lhe dá desconto se pagar com cartão de crédito da loja. E ainda parcela em 3 vezes sem acréscimo...Nós temos o banco de dados de gastos com cartão na farmácia. Há 2 meses o senhor não compra nada lá, mas continua usando seu cartão de crédito em outras lojas, lojas, o que significa que não o perdeu, apenas deixou de comprar remédios.
- E eu não posso ter pago em dinheiro? Agora te peguei...
- O senhor não deve ter pago em dinheiro, pois faz saques semanais de R$ 250,00 para sua empregada doméstica. Não sobra dinheiro para comprar remédios. O restante o senhor paga com cartão de débito.
- Como você sabe que eu tenho empregada e quanto ela ganha?
- O senhor paga o INSS dela mensalmente com um DARF. Pelo valor do recolhimento dá para concluir que ela ganha R$ 1.000,00 por mês. Nós temos o banco de dados dos Bancos também. E pelo seu CPF...
- ORA VÁ SE DANAR !
- Sim senhor, me desculpe, mas está tudo em minha tela. Tenho o dever de ajudá-lo. Acho, inclusive, que o senhor deveria remarcar a consulta que o senhor faltou com seu médico, levar os exames que fez no mês passado e pedir uma nova receita do remédio.
- Por que você não vai à m....???
- Desculpe-me novamente, senhor.
- ESTOU FARTO DESTAS DESCULPAS. ESTOU FARTO DA INTERNET, DE COMPUTADORES, DO SÉCULO XXI, DA FALTA DE PRIVACIDADE, DOS BANCOS DE DADOS E DESTE PAÍS...
- Mas senhor...
- CALE-SE! VOU ME MUDAR DESTE PAÍS PARA BEM LONGE. VOU PARA AS ILHAS FIJI OU ALGUM LUGAR QUE NÃO TENHA INTERNET, TELEFONE, COMPUTADORES E GENTE ME VIGIANDO O TEMPO TODO...
- Sim, senhor...entendo perfeitamente.
- É ISTO MESMO! VOU ARRUMAR MINHAS MALAS AGORA E AMANHÃ MESMO VOU SUMIR DESTA CIDADE.
- Entendo...
- VOU USAR MEU CARTÃO DE CRÉDITO PELA ÚLTIMA VEZ E COMPRAR UMA PASSAGEM SÓ DE IDA PARA ALGUM LUGAR BEM LONGE DE VOCÊ !!!
- Perfeitamente...
- E QUERO QUE VOCÊ ME ESQUEÇA!
- Farei isto senhor... ...(silêncio de 1 minuto)
- O senhor está aí ainda?
- SIM, PORQUE? ESTOU PLANEJANDO MINHA VIAGEM...E PODE CANCELAR MINHA PIZZA.
- Perfeitamente. Está cancelada. ...(mais um minuto de silêncio) - Só mais uma coisa, senhor...
- O QUE É AGORA?
- Devo lhe informar uma coisa importante...
- FALA, CACETE....
- O seu passaporte está vencido.
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Democratização do Direito

Dicionário Popular de Termos Jurídicos
Visando à democratização do Direito, foi elaborado um vocabulário de expressões jurídicas traduzidas para a linguagem popular, que circula na internet, com contribuições sem autoria identificada. Segue o dicionário:
Assistência - Então, brother, é nóis.
Assistência judiciária - O pouco com Deus é muito, o muito sem Deus é nada.
Autotutela - Vou dar uma só, só pra ficar esperto.
Chamamento ao processo - O maluco ali também deve.
Co-autoria - É nóis na fita, mano.
Comoriência - Um pipoco pra dois. (ah meu Deus, nem essa perdoaram, essa me faz lembrar mulher grávida e direito de herança)
Condução coercitiva - Não tem pinote.
Contradita - O cara é café com leite.
Crime tentado - Ah, nem deu. Deixa pra próxima.
Crimes contra a honra - Forgô um caminhão. Tá tirando a favela?
De cujus - Presunto.
Deserção - Deixa quieto.
Despachar com o juiz - Troca idéia com o maluco lá e vê se ele adianta o nosso lado.
Despejo coercitivo - Sai fincado.
Dignidade da pessoa humana - Nóis é pobre mas é limpinho.
Direito de apelar em liberdade - Só se for agora. Fui!
Embriaguez voluntária - Não agüenta, bebe leite.
Esbulho - Cheguei chegando e tá tomado.
Estelionato - Malandro é malandro, e mané é mané.
Execução de alimentos - Quem não chora não mama.
Falso testemunho - Fala sério!
Falta de ética - Essas coisas enfraquecem a amizade.
Honorários advocatícios - Cada um com os seus problemas.
Ilegitimidade de parte - Dá linha na pipa, mano.
Inimputabilidade - O cara é treze.
Interdito proibitório - Nem vem que não tem.
Inversão do ônus da prova - É tudo contigo mesmo, mermão…Vai que é tua, Taffarel.
Investigação de paternidade - Toma que o filho é teu.
Jurisdição contenciosa - É muita treta.
Legítima defesa - Folgou, levou.
Legitima defesa de terceiro - Folgou com o mano, leva na orelha.
Legítima defesa putativa - Ih, foi mal.
Litigância de má-fé - O mal do urubu é pensar que o boi tá morto.
Litisconsórcio passivo - Passarinho que voa junto com morcego acorda de ponta-cabeça.
Morosidade da justiça - O barato é louco, mas o processo é lento.
Nomeação à autoria - Vou caguetar todo mundo.
Nunciação de obra nova - Cê tá zoando meu barato aqui, doido.
Obediência hierárquica - Eu não tenho nada a ver. O tiozinho que mandou fazer essa parada aqui, ó.
Ônus da prova - Palavra de homem num faz curva.
Oposição - Sai quicando que o barato é meu.
Pacta sunt servanda - Quem tem c.. pequeno num faz contrato com p.. grande.
Posse mansa e pacífica - Na bola de meia.
Preparo - Então… deixa uma merrequinha aí.
Prescrição, decadência, preclusão e perempção - Camarão que dorme a onda leva.
Princípio da ampla defesa - Aí, mano, aqui tem pra trocá.
Princípio da ação - Vamo, vamo, vamo!
Princípio da boa-fé ou lealdade processual - Se vier na crocodilagem, vai levar pipoco.
Princípio da economia processual - Tem que ser ligeiro.Não embaça, doido.
Princípio da formalidade dos atos processuais - Aí, vai reto, senão zoa o bagulho.
Princípio da fungibilidade - Só tem tu, vai tu mesmo.
Princípio da indisponibilidade - Ah! Agora já era.
Princípio da iniciativa das partes - Faz a tua que eu faço a minha.
Princípio da insignificância - Grande bosta.
Princípio da inércia jurisdicional - Na boa, brother, num posso fazer nada.
Princípio da isonomia - Aqui é todo mundo na humildade.
Princípio da legalidade - Não adianta caçar assunto.
Princípio da moralidade - Aí, mano, sem patifaria.
Princípio da motivação das decisões judiciais - Vai falando que eu tô ouvindo.
Princípio da oralidade - Dá a letra aí, maluco.
Princípio da persuasão racional do juiz - Tô ligado.
Princípio da publicidade - Põe na banca aí, maluco. Sem muquiá a parada.
Princípio da pas de nullité sans grief - Cê faz a parada errada e quer pagar de gatinho?
Princípio da supremacia do interesse público sobre o privado - Nóis é nóis, e o resto é bosta.
Princípio do contraditório - Agora é eu.
Princípio do duplo grau de jurisdição - Vai pensando que tá bão.
Processo de conhecimento - Vamo ver essa parada certinho.
Rebus sic stantibus - O barato virô.
Reconvenção - Cê é louco, mano. A culpa é tua e não minha.
Recurso adesivo - Eu vou no vácuo.
Reincidência - Porra, meu, de novo?
Representação na ação penal pública condicionada - Adianta o lado aí.
Res nullius - Achado não é roubado.
Revisão criminal - Num falei que num fui eu?
Sigilo profissional - Na miúda, só entre a gente.
Substabelecimento - Aí, passa a bronca pra outro maluco.
Sucessão - O que é seu tá guardado.
Sucumbência - A casa caiu.
Trânsito em julgado - Já elvis. Vai chorar na cama que é lugar quente.
Usucapião - Tá dominado, tá tudo dominado.
No Blog Reflexões
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“Cedrilhas” “diferenciadas” no Acre

O quê? Você vai ter coragem de criticar o pobre coitado do meu título só porque eu abusei do direito de usar aspas?
Então, dá um’olhadinha neste outdoor de restaurante em Rio Branco (no Acre). Vamos combinar de não fazer piadas sobre a existência do Acre (porque, né? Se o Acre não existe, cedilha antes de e e i também não, então este post está automaticamente anulado…)
Até porque esta tetéia me foi enviada pela @zozoletinha, do blog Acreano e Acriano:
Lembrem-se, crianças: tia Maricota ensinou um pouquinho diferente, mas a Bruxa aqui vai falar a mesma coisa, só que num formato diferenciado: o cê só faz cocô (ç) antes do a, o e u. As vogais e e i dão prisão de ventre ao cê!
Quer dizer: pode ser algum problema na água do Acre que dá esse desarranjo intestinal ao cê, né?
OK, parei.
PS1: E PELAMORDEDEUS, eu escrevi “cedrilhas”, sim. Tá errado, foi de propósito. O certo é cedilha!
PS2: Outro convite: vamos não reparar no dedo malcriado da moça? OK, valeu! #numprestamos #numvalemosnada
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Filme 'Jesus era um comunista' gera controvérsia nos EUA

Quando os tempos estão difíceis, parece que a religião volta a ficar popular. Enquanto o mundo está em turbulência, com os mercados econômicos parecendo entrar em colapso e o meio-ambiente degradado, Jesus volta a ser o centro da atenção.
O premiado ator Matthew Modine já participou de filmes de sucesso no cinema e de séries televisivas. No momento ele está envolvido nas gravações do novo filme sobre Batman. Entre uma filmagem e outra, ele produziu um curta-metragem de 15 minutos que mostra o filho de Deus como um líder socialista, oferecendo um argumento convincente em favor dos pobres.
Modine escolheu um título polêmico: “Jesus era um comunista”. Seu filme oferece uma discussão das mensagens do Novo Testamento no contexto da pobreza, da poluição e da agitação política.
Selecionado para participar de vários festivais de cinema em todo o mundo, a discussão que o veterano ator propõe já está chamando atenção. O movimento político direitista Tea Party tem usado a Bíblia como seu “cabo eleitoral e justificativa para mudanças na política”. Sites cristãos como o Truth Vanguard já fizeram pesadas críticas ao curta metragem.
O filme de Modine parece ter um endereço certo. Algumas semanas atrás, o movimento “Ocupar Wall Street” iniciou um debate sobre a relação entre os mais ricos e os mais pobres da sociedade. Rapidamente iniciativas similares se espalharam por vários lugares do mundo.
Vários meios de comunicação compraram a iniciativa com o início do Cristianismo, quando a igualdade entre todos os homens ajudou a desfazer a estrutura social do antigo Império Romano. Imediatamente líderes religiosos e teólogos começaram a debater o tema. Enquanto alguns apoiaram a ideia dizendo que Jesus estaria ao lado dos que ocuparam Wall Street, outros criticaram veementemente, afirmando que a revolução que Jesus queria nada tinha a ver com distribuição de renda.
Embora o filme não tenha sido exibido comercialmente, o site do filme traz a seguinte mensagem: “Sua revolução implicava em uma mudança dramática na forma como as pessoas pensavam. O pensamento progressista e liberal de Jesus se espalhou por todo o Império dominante. Sem exército e sem armas, Ele levou as pessoas a uma nova direção e uma forma mais humana de pensar, com sua filosofia de amor e perdão. Estas são as ideias defendidas neste exato momento pelos protestos em Nova York e por milhares de norte-americano através dos Estados Unidos”.
Falando sobre o curta, Modine explica: “Embora o título seja propositadamente provocativo, é importante às pessoas entenderem que o filme não é um ataque a Jesus ou à fé cristã e nem mesmo uma apologia ao comunismo. Trata-se de um filme com uma mensagem muito positiva, de responsabilidade e de esperança”.
Durante uma entrevista, no lançamento do filme semana passada, Modine foi mais longe: “O movimento Ocupar Wall Street não tem uma só voz, um líder. Essa é uma extraordinária demonstração de liberdade civil e de democracia. Mas acho que se houvesse um homem barbudo, de pés descalços falando sobre paz, liberdade, amor e virasse a mesa dos especuladores de Wall Street acabou ele seria crucificado pela mídia. O prefeito exigiria sua prisão. [Alguns meios de comunicação] iria incitar o ódio contra ele e declará-lo uma ameaça para o capitalismo”.
Vindo de uma família muito religiosa, o diretor explica porque os ensinamentos de Jesus o motivaram: “Estou preocupado com os eventos que ocorrem em todo o mundo. A população chegou aos 7 bilhões. Existe muita fome no mundo. Há escassez de água potável. A poluição ameaça o meio-ambiente. Vemos os dos resíduos nucleares. Mudanças climáticas em todo o mundo… Há tanta confusão, culpa e falta de responsabilidade no mundo de hoje. Muitas guerras e assassinatos usam como justificativa o nome de Deus. Não foi isso o que Jesus ensinou”
Confira um trailer do filme que curiosamente inicia com a declaração do teólogo brasileiro Dom Elder Câmara “Se eu dou comida aos pobres, eles me chamam de santo. Se eu pergunto por que os pobres não têm comida, eles me chamam de comunista”.
Mais informações sobre o filme no site www.jesuswasacommiefilm.com
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A construção de hegemonias alternativas

O papel dos partidos de esquerda hoje no mundo - esse o tema do seminário a que vim convidado, em Shanghai, organizado pela Fundação Friedrich Ebert e pelo Instituto da Adminstração de Shanghai. Convocado e falar sobre o Brasil, tive que fazer uma retrospectiva dos fatores que se abateram pesadamente sobre nós e sobre os outros países do continente, para revelar o marco político em que os governos progressistas – hoje majoritários no continente – atuam e que condiciona a ação dos nossos partidos.
A América Latina foi vítima privilegiada das grandes mudanças que transformaram o cenário politico internacional, com a passagem de um mundo bipolar para um unipolar, sob hegemonia imperial norteamericana; de um ciclo longo expansivo a um ciclo longo recessivo, onde ainda estamos, como a crise atual confirma; a passagem de um modelo hegemônico regulador ou keynesiano ou de bem-estar, como queiramos chamar, a um modelo liberal de mercado, como a crise referida exibe de forma escandalosa.
Nosso continente se viu afetado diretamente por essas transformações. Em primeiro lugar, pela crise da dívida, que atingiu a todos os países latino-americanos, colocando fim no longo processo de desenvolvimento econômico que presidiu nossas econômicas desde as reações de nossos países aos efeitos brutais da crise de 1929. Depois de cinco décadas em que o objetivo central de nossas economias era o de recuperar o atraso que tínhamos herdado da colônia e da dominação externa e das elites primário exportadoras sobre nossos países, foi substituído esse objetivo pelo da estabilidade monetária. Refletia a mudança de hegemonia as grandes corporações vinculadas à produção internacionalizada e sua comercialização para o capital financeiro, em sua modalidade especulativa.
Em segundo lugar, vários dos países do continente – em especial o Brasil, a Bolívia, o Chile, o Uruguai, a Argentina -, entre eles os de maior força do movimento popular, foram vítimas de ditaduras militares, que quebraram a capacidade de resistência das forças populares, preparando o campo para políticas conservadores diante de democracias destroçadas.
Como resultado direto desses dois fatores, instalaram-se na América Latina governos neoliberais em praticamente todo o continente, fazendo da nossa região o reino desse modelo antissocial, em suas modalidades mais radicais do mundo, impondo Estados mínimos que renunciavam de sua ação em favor do mercado; terminando de abrir de forma escancarada nossos mercados à açao predatória do capital internacional; fragmentando nossas sociedades pela imposição do mercado informal de trabalho e de formas suplementares de superexploração do trabalho; favorecendo as ideologias consumistas em detrimento das formas coletivas de ação e de luta pelas alternativas políticas e democráticas para atender os interesses das maiorias.
A imagem de nossas sociedades e do continente como um todo no final da década de 1990 era de sociedades destroçadas, desmoralizadas, como que condenadas à miséria e ao abandono pelos poderes públicos. As crises do México, do Brasil e da Argentina revelavam como a hegemonia do capital financeiro promovida por governos neoliberais nos havia deixado indefesos diante dos ataques especulativos que passaram a reinar no mundo – como se vê até hoje, agora afetando o centro mesmo do sistema.
Foi nesse marco que a América Latina, mais uma vez foi encontrar forças para reagir e dar uma volta espetacular nessa herança, mais que maldita, fatal, que nos levaria ao destino a que agora condenam a Grécia e que vive o próprio México, pioneiro do livre comércio e dos Tratados de Livre Comércio com os EUA, pelo qual paga um preço dramático.
Foram eleitos, sucessivamente, presidentes latinoamericanos identificados com a necessidade de superação do neoliberalismo, amparados na centralidade das políticas sociais, na prioridade dos processos de integração regional e nas alianças Sul-Sul como forma de reinserção soberana no mundo, e nos Estados indutores do crescimento econômico e da universalização dos direitos sociais.
Foi nesse marco que estão sendo construídas as condições de hegemonias alternativas, no marco de um mundo velho que insiste em sobreviver e de um mundo novo com dificuldades para afirmar-se. No marco de um processo mundial de crise hegemônica, vamos buscando construir as vias alternativas para superar nossa herança de continente mais desigual do mundo.
A conquista de governos foi e tem sido fundamental, depois da acumulação de força social na resistência às politicas antipopulares e antidemocráticas dos governos neoliberais. Porque é a partir dos governos que se pode colocar o Estado para promover a superação das atrasos a que fomos relegados, para recuperar direitos sociais expropriados e estendê-los a todos, fazer do mercado interno de consumo de massas um dos pilares de um novo modelo de crescimento com distribuição de renda.
Os governos latino-americanos que optaram por esta via demonstraram e seguem demonstrando capacidade de resistência aos efeitos perversos da crise internacional, aceleram suas políticas, mesmo sem ter força suficiente para fazer trinfar seu modelo em escala global. A América Latina segue isolada, com alianças com países do Sul do mundo, mas sem capacidade ainda para fazer prevalecer em escala mundial projetos pós-neoliberais.
Nos nossos países, os partidos tampouco ficaram imunes aos fatores negativos que nos afetaram como sociedades. Uma parte dos que faziam parte do campo da esquerda aderiram ao neoliberalismo – nacionalismos como o peronismo, o PRI mexicano, social democratas como Ação Democrática da Venezuela, PS chileno, tucanos brasileiros, abandonando o campo popular.
Mas fenômenos como a precarização da maior parte da força de trabalho, com o processo de fragmentação social correspondente e o enfraquecimento relativo dos sindicatos; a derrota do socialismo e a desmoralização da ação política, das soluções coletivas, dos Estados, dos partidos, dos governos, dos parlamentos; com a mercantilização das relações sociais e culturais - os partidos de esquerda passaram a ter um horizonte negativo para sua ação.
A reunificação de sociedades muito fragmentadas e heterogêneas passou a depender de lideranças fortes na sua capacidade de representar alternativas populares e coletivas, com processos de recomposição por cima, mais adequados à reestruturaçao por baixo, como as promovidas por partidos populares e movimentos sociais.
Lideranças como as de Hugo Chavez, Lula, Nestor Kirchner, Evo Morales, Fernando Lugo, Rafael Correa, Mauricio Funes, Ollanta Humala, Pepe Mujica – respondem a essa necessidade urgente de reação popular antes mesmo que os sujeitos sociais e políticos históricos pudessem se recompor.
Gramsci nos advertia que a história dos partidos não é sua história interna, mas a da sua inserção no universo político em que atuam. Temos que avaliar nossos partidos pelo papel que têm desempenhado ou que devem desempenhar na construção de hegemonias alternativas ao neoliberalismo – o objetivo político maior do nosso tempo.
A conquista dos governos foi fundamental, há novas maiorias políticas e sociais em nossas sociedades, que tem permitido a eleição e reeleição das novas lideranças, o que tem dado continuidade aos processos iniciados há pouco mais de uma década. Mas esses projetos não se constituíram ainda em força hegemônica nas nossas sociedades, profundamente afetadas pelos valores mercantis, pela fragmentação social, pela ação das mídias monopolistas, por estruturas políticas superadas, incapazes de representar as profundas transformações sociais que estamos vivendo.
Sem uma análise das formas de hegemonia ainda dominantes, como ponto de partida, será impossível reconstruirmos processos de construção de hegemonias alternativas – populares, democráticas, solidárias, humanistas – a que começamos a apontar e cuja continuidade supõe passar das maiorias sociais e politicas às maiorias ideológica e culturais, que consolidem esses avanços e dêem a forma de novos valores à nossas sociedades, entre o nosso passado e o nosso futuro.
Nesse marco é que os partidos de esquerda podem debater e descobrir as novas formas que devem assumir, para estar sintonizados com os desafios do tempo presente.
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Volta ao mundo a partir do espaço

A Nasa, a agência espacial americana, divulgou imagens da Terra realizadas a partir da Estação Espacial Internacional.
Os vídeos, que constam do acervo do Laboratório de Ciência e Análise de Imagens da Nasa, mostram imagens impressionantes do nosso planeta, registradas a partir da posição privilegiada da Estação Espacial Internacional.
A estação orbita a cerca de 360 quilômetros da superfície da Terra a uma velocidade de 29 mil quilômetros por hora.
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Livro destaca época sombria para não ser esquecida

Acaba de ser lançado pela Biblos, editora digital de São Paulo, “Ao Norte do Horizonte”, um romance que focaliza a década de 70, uma das épocas mais intensas do século XX. O livro mergulha o leitor num tempo histórico marcado pelo auge da guerra fria no mundo, cuja consequência mais nefasta em muitos países da América do Sul foi a instauração de regimes militares totalitários. Estes regimes eliminaram ou levaram ao exílio milhares de pessoas.
Ao Norte do Horizonte” é ambientado em Paris, destino da maioria dos exilados políticos sul-americanos que buscavam refúgio na Europa. Envolve a vida, encontros e desencontros, de um grupo de estudantes da universidade Sorbonne, de diferentes nacionalidades e politicamente engajados, que decide criar uma rede de apoio a estes exilados, dentro de suas possibilidades e capacidades. São jovens que amam a vida e a cultura que os rodeia. Sobretudo, são jovens antenados com um tempo que exige posicionamentos e não acomodação. Em meio às suas ações de apoio a pessoas desestruturadas pela barbárie de ditaduras militares surgem grandes amizades, eclodem paixões e os jovens acabam envolvidos num turbilhão de acontecimentos que conduzem o enredo para o seu final, vinte anos depois. Agora, em outro cenário, a Berlim do ano 2000, às voltas com fragmentos da guerra fria e restos de um passado que teima em permanecer vivo, assombrando o mundo no novo século.
Ao Norte do Horizonte”, da jornalista Branca Ferrari, reconstrói em rápidas e incisivas pinceladas a realidade de cidadãos tangidos para longe de seus lares pela violência política. É um romance ao mesmo tempo lírico e impactante, traçado numa prosa direta, sem floreios de estilo. Feito para lembrar aquilo que não deve cair no esquecimento.
O livro está disponível no site www.amazon.com/books nos formatos papel e digital. Para encontrá-lo no site é necessário digitar o título em português.
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Serra usa o câncer do Lula para fazer propaganda política

José Serra foi o único político de expressão que não prestou solidariedade ao Lula.
Se já não bastasse isso, a nova propaganda política do PSDB conta com a presença de José Serra. Ele durante o vídeo comenta: ” A corrupção é o câncer que mata o Brasil”.
É uma tremenda falta de ética usar o câncer do Lula para fazer propaganda política.
Como diz Luis Nassif: “José Serra como pessoa, insensível; como político, burro”

No Dilma Presidente - @Porra_Serra
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Os Encapuzados

Mais uma vez manifestantes tentaram impedir uma entrada ao vivo da TV Globo. Foi na tarde desta sexta-feira, diante do prédio da reitoria da Universidade de São Paulo, ocupado desde a madrugada de quarta-feira pelos estudantes da USP.
Seguranças particulares partiram para cima dos jovens e evitaram o pior. Os alunos não querem repórteres, nem fotógrafos por perto, com medo de que as imagens possam servir para identificá-los no futuro e transformá-los em alvos de represálias.
Considero que, quando a imprensa não consegue fazer seu trabalho é sinal de que já não há mais ânimo para o diálogo. Mas vou além. Como tentar levar sua mensagem se, já é sabido, o veículo vai distorcer e manipular o conteúdo para criminalizar a ação?
É muito ruim quando a instituição que deveria ter um papel moderador, no sentido de apresentar à sociedade as diferentes versões de um fato, perde sua legitimidade. Quando isso acontece, todos perdem. Perdem os estudantes, perdem os funcionários; perdem a reitoria, o estado e a sociedade.
Minha ideia era reproduzir o vídeo aqui, mas não consegui encontrá-lo.
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A idade do ódio, aqui e no mundo

Duas situações – uma, internacional, outra, em nosso país – trazem-nos a sensação angustiosa de que os homens perderam a sua essência moral e retornam velozmente à idade do instinto dos répteis; enfim, desumanizam-se. Prepara-se, sem quaisquer disfarces, a guerra contra o Irã. Não basta o que se faz no Afeganistão, no Iraque, na Líbia e na Palestina. Os belicosos de Israel, com o apoio da Grã Bretanha e da França, e o estímulo dissimulado de Washington, acreditam que lhes será possível atacar impunemente as supostas instalações nucleares da velha Pérsia. Em lugar da retirada – inglória – do Iraque e do Afeganistão, já anunciada, o que se vislumbra é a ampliação do conflito. Como em todas as aventuras militares, sabe-se como esta se iniciará, com o bombardeio de alvos no Irã – mas não se sabe como acabará. Se não prevalecer o bom-senso em Tel-Aviv, podemos aguardar nova tragédia, se não formos arrastados a uma Grande Guerra Euroasiática, da qual poderemos escapar na América Latina, se a estupidez não nos contaminar.
Há dias houve sinais de esperança com a troca de prisioneiros entre Israel e o Hammas. Essa esperança durou menos do que algumas horas, com a decisão de Netanyahu de construir nova colônia em território alheio, como represália à decisão da UNESCO - pela maioria esmagadora de votos - de reconhecer o Estado da Palestina. Como se isso não bastasse, trata agora o governo extremista de Israel de preparar o bombardeio contra o Irã, com a presunção de que continuará impune, como tem ocorrido ao longo desses 63 anos de existência do estado judaico.
É uma pena que os governantes de Israel dessirvam a memória de um povo que se destacou na crônica de nossa civilização com as manifestações da inteligência, das artes e do humanismo. É uma lástima que os judeus sensatos, de Israel e do mundo inteiro, não consigam que seu governo aceite o convívio com o vizinho. Todas as explicações de Israel não desmentem a realidade de que os palestinos têm sido submetidos, nestas décadas, à humilhação e à opressão. Expulsos de suas terras familiares, confinados em espaços cada vez menores, submetidos ao racionamento de água e ao bloqueio comercial, os palestinos se tornaram os párias de nosso tempo.
A insensatez chega agora a nova aventura bélica, contra um povo muito mais numeroso, com forças militares preparadas, e que, em uma escalada bélica, poderá construir aliança com potências de primeira grandeza – ainda que não tenham bombas atômicas como os agressores. Será um conflito do qual dificilmente Israel sairá sem perdas políticas e humanas consideráveis. Isso, na melhor hipótese.
A outra manifestação de ódio é a que se registra, aqui no Brasil, contra Lula, no momento em que o ex-presidente passa pela hora mais difícil de sua vida, ao enfrentar a doença que já atingiu dramaticamente a própria família. É doloroso que, entre os que se excitam com seu sofrimento se encontrem pessoas das quais se poderia esperar o mínimo de entendimento do mundo. A internet se tornou, nesses dias, o repositório das frases mais repulsivas. Felizmente essa fúria dos covardes tem encontrado a repulsa de todo o povo brasileiro – já que eles, pelo seu comportamento, se excluem da comunidade nacional.
É possível divergir de Lula, de seu governo, de seu partido, de suas idéias. Mas não se trata de Lula, o político, o alvo dessas manifestações de ódio. Não se odeia o ex-presidente da República. Odeia-se o menino de Pernambuco que arrombou as portas da História e, em nome do povo mais humilhado e vilipendiado do país, assumiu o governo e colocou o país entre as nações mais respeitadas de nosso tempo.
Enfim, e para não perder a razão das coisas, é uma questão de classe. Só isso.
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Charge do Angeli

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Treinamento para ter filhos

Para todos aqueles que já tiveram filhos (para lembrar) e para os que pretendem ter (para se preparar bem). O treinamento é gratuito e deve ser feito por aqueles que pretendem ter filhos!!!
Exercícios práticos para treinamento de futuros papais e mamães (o grau de dificuldade de cada exercício é equivalente a tratar de uma criança com um ano de idade):
VESTINDO A ROUPINHA
Compre um polvo vivo de bom tamanho e vá colocando, sem machucar na criatura, nesta ordem: fraldas, macaquinho, blusinha, calça, sapatinhos, casaquinho e toquinha. Não é permitido amarrar nenhum dos membros.
Tempo de duração da tarefa: UMA MANHÃ...
COMENDO SOPINHA
Faça um buraco pequeno num melão; pendure o melão de lado no teto com um barbante comprido e balance-o vigorosamente. Agora tente enfiar a colherinha com a sopa no buraquinho. Continue até ter enfiado pelo menos a metade da sopa pelo buraquinho.
Despeje a outra metade no seu colo. Não é permitido gritar.
Limpe o melão, limpe o chão, limpe as paredes, limpe o teto, limpe os móveis à volta. Vá tomar um banho.
Tempo para a execução da tarefa: UMA TARDE...
PASSEANDO COM A CRIANÇA
Vá para a pracinha mais próxima. Agache-se e pegue uma bituca de cigarro. Atire fora a bituca, dizendo com firmeza: NÃO! Agache-se e pegue um palito de picolé sujo. Atire fora o palito, dizendo com firmeza: NÃO! Agache-se e pegue um papel de bala. Atire fora o papel de bala, dizendo com firmeza: NÃO! Agache-se e pegue uma barata morta, dizendo com firmeza: NÃO! Faça isso com todas as porcarias que encontrar no chão da pracinha.
Tempo para execução: O DIA INTEIRO.
PASSANDO A NOITE COM O BEBÊ PARA ACALMÁ-LO OU FAZÊ-LO DORMIR
Pegue um saco de arroz de 5 kg e passeie pela casa com ele no colo das 20 às 21 horas.
Deite o saco de arroz.
Às 22:00 pegue novamente o saco e passeie até às 02:00.
Deite o saco e vá deitar.
Levante às 02:15 e vá ver a Sessão Corujão porque não consegue mais pegar no sono. Deite às 03:00. Levante às 03:30, pegue o saco de arroz e passeie com ele até às 04:15.
Deitem-se os dois (cuidado para não usar o saco de travesseiro) .
Levante às 06:00 e pratique o exercício de alimentar o melão.
Atenção! Não é permitido chorar perto do saco.
Pronto...agora você já deve estar pronto para ter filhos!!!
ORDEM DE NASCIMENTO DOS FILHOS
O 1º filho é de vidro...
O 2º é de borracha...
O 3º é de ferro...
Planejamento
O 1º filho é (em geral) desejado
O 2º é planejado
O 3º é escorregado...
O TRATAMENTO (PELA ORDEM DE NASCIMENTO DAS CRIANÇAS)
1º- Irmão mais velho têm um álbum de fotografia completo, um relato minucioso do dia que vieram ao mundo, fios de cabelo e dentes de leite guardados.
2º - O segundo mal consegue achar fotos do primeiro aniversário.
3º- Os terceiros, não fazem idéia das circunstâncias em que chegaram à família
O que vestir
1º bebê - Você começa a usar roupas de grávidas assim que o exame dá positivo.
2º bebê - Você usa as roupas normais o máximo que puder.
3º bebê - As roupas para grávidas são suas roupas normais, porque você já deixou de ter um corpinho de sereia e passou a ter um de baleia.
Preparação para o nascimento
1º bebê - Você faz exercícios de respiração religiosamente.
2º bebê - Você não se preocupa com os exercícios de respiração, afinal lembra que, na última vez, eles não funcionaram.
3º bebê - Você pede para tomar a peridural no 8º mês porque se lembra que dói demais.
O guarda-roupas
1º bebê - Você lava as roupas que ganha para o bebê, arruma de acordo com as cores e dobra delicadamente dentro da gaveta.
2º bebê - Você vê se as roupas estão limpas e só descarta aquelas com manchas escuras.
3º bebê - Meninos podem usar rosa, né? Afinal o seu marido é liberal e tem certeza que o filho vai ser macho!
Preocupações
1º bebê - Ao menor resmungo do bebê, você corre para pegá-lo no colo.
2º bebê - Você pega o bebê no colo quando seus gritos ameaçam acordar o irmão mais velho..
3º bebê - Você ensina o mais velho a dar corda no móbile do berço ou manda o marido ir até o quarto das criança.
Saídas
1º bebê - A primeira vez que sai sem o seu filho, liga cinco vezes para casa da sua mãe (sua sogra não pode ficar com a criança porque na sua cabeça, ela nunca foi mãe), para saber se ele está bem.
2º bebê - Quando você está abrindo a porta para sair, lembra de deixar o número de telefone pra empregada.
3º bebê - Você manda a empregada ligar só se ver sangue.
Em casa
1º bebê - Você passa boa parte do dia só olhando para o bebê.
2º bebê - Você passa um tempo olhando as crianças só para ter certeza que o mais velho não está apertando, mordendo, beliscando, batendo ou brincando de supermam com o bebê, amarrando uma sacola do carrefour no pescoço dele e jogando ele de cima do beliche.
3º bebê - Você passa todo o tempo se escondendo das crianças.
Engolindo moedas
1º bebê - Quando o primeiro filho engole uma moeda, você corre para o hospital e pede um raio-x.
2º bebê - Quando o segundo filho engole uma moeda, você fica de olho até ela sair.
3º bebê - Quando o terceiro filho engole uma moeda, você desconta da mesada dele.
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Os 109 anos de Drummond

No vídeo abaixo, produzido pelo Instituto Moreira Salles, Dráuzio Varella, Laerte, Chico Buarque, Caetano Veloso e muitos outros declamam Drummond. Bem bacana.

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E você leitor, qual o seu verso favorito?
No Nota de Rodapé
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Japonesa Kirin anuncia compra de 100% da Schincariol

A empresa pagou cerca de R$ 2,33 bilhões pelo controle total das operações da cervejaria brasileira
A companhia japonesa de bebidas Kirin anunciou nesta sexta-feira a compra da totalidade da Schincariol, da qual já possuía metade das participações. A informação é da agência Efe.
A Kirin completou nesta sexta a compra da Jadangil, que detinha 49,54% da fabricante de bebidas brasileira, em uma operação avaliada em 105 bilhões de ienes (cerca de R$ 2,33 bilhões), segundo um comunicado da empresa.
Os acionistas minoritários da Schincariol, da qual a Kirin controlava mais de 50% desde agosto deste ano, tentaram bloquear a venda da nova parcela na Justiça brasileira, que decidiu levantar a medida cautelar em outubro, lembrou o diário "Nikkei".
"Esta aquisição adicional não só melhorará a gestão da Kirin sobre a Schincariol como subsidiária em propriedade absoluta, mas também ajudará a Kirin a aumentar ainda mais a competitividade da Schincariol no emergente mercado brasileiro e a gerar sinergias com a Kirin", explica a companhia japonesa no comunicado.
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Indignación general con Sarkozy

"Paraíso fiscal". Uruguay llamó al embajador en Francia; oposición respaldó al gobierno 
Citó de urgencia al encargado de negocios francés
La afirmación del presidente francés, Nicolas Sarkozy, de que Uruguay como "paraíso fiscal" será "apartado de la comunidad internacional", despertó ayer una fuerte indignación en el gobierno y la oposición.
El presidente José Mujica ordenó llamar en consulta al embajador uruguayo en París, Omar Mesa, y el canciller Luis Almagro presentó una queja formal ante el encargado de negocio de la embajada francesa en Montevideo, Stephane Toulet.
"Son tan incomprensibles esas afirmaciones que parece que el presidente Sarkozy pasa por alto que Uruguay tiene vigente un tratado de información tributaria con Francia", afirmó el ministro de Economía, Fernando Lorenzo, el primero en el gobierno en salirle al cruce al mandatario galo al caer la tarde de ayer.
Minutos antes Lorenzo había analizado el tema con el presidente Mujica, que personalmente informó a los líderes de la oposición sobre los pasos que iba a dar el gobierno.
Al mismo tiempo, el canciller Almagro se comunicaba con el embajador Mesa y le ordenaba que se tomara "el primer vuelo disponible" a Montevideo. Y poco después de la hora 20 recibía al encargado de negocios francés en su despacho para presentarle la queja uruguaya.
La crisis diplomática con Francia se desató por las palabras de Sarkozy al cierre de la cumbre del G20 en Canes. "Países que siguen siendo paraísos fiscales con la ocultación financiera serán apartados de la comunidad internacional", dijo el presidente francés, e incluyó a Uruguay en ese grupo.
Dos vecinos y socios de Uruguay en el Mercosur estaban en esta cumbre del G20 (las 20 economías más grandes del mundo) cuando habló Sarkozy: las presidentas Cristina Fernández de Kirchner, de Argentina, y Dilma Rousseff, de Brasil. El otro país latinoamericano que integra el G20 es México.
Las reacciones en la oposición fueron todas en el mismo sentido: sorpresa por la desinformación de Sarkozy y apoyo a la actitud del gobierno, con un discurso que no se veía desde el conflicto con Argentina por la instalación de Botnia.
El presidente del Directorio del Partido Nacional, el senador Luis Alberto Heber (UNA), dijo a El País que las declaraciones de Sarkozy fueron "totalmente desubicadas" y "rechazables de todo punto de vista".
"La reacción tiene que ser muy dura porque el presidente Sarkozy está hablando sin ningún tipo de información que lo respalde", agregó Heber, y recordó que Uruguay y Francia ya acordaron un tratado tributario, "así que muy lejos estamos de ser un paraíso fiscal como se trata de señalar".
Heber afirmó que Sarkozy demuestra "una actitud imperial" y de inmiscuirse en asuntos internos de otros países. "Es muy grave que un presidente de un país como Francia no esté informado de lo que somos", dijo Heber.
En tanto, el líder de Alianza Nacional, el senador Jorge Larrañaga, dijo que las declaraciones de Sarkozy son "una verdadera vergüenza".
"¿Con qué derecho los países desarrollados quieren imponer condiciones cuando están sumergidos en la peor crisis económica producto de su irresponsabilidad en el manejo de las finanzas públicas?", se preguntó Larrañaga.
"¿Argentina, Brasil y México los países de la región que integran el G20 están de acuerdo con lo que dijo el presidente de Francia? ¿Esos son nuestros socios comerciales? Que rechacen o convaliden, si están de acuerdo deberíamos reconsiderar nuestra presencia en el Mercosur", reclamó luego.
"Estrechamos filas con el país, esta es la defensa nacionalista que podemos expresar", concluyó Larrañaga.
Desde el Partido Colorado también se condenaron las expresiones de Sarkozy. El ex presidente Julio María Sanguinetti (1985-1990 y 1995-2000) dijo que Sarkozy "evidentemente no está bien informado" sobre la situación uruguaya. En su opinión, "desgraciadamente" Uruguay "descuidó mucho en los últimos años la situación" en la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (OCDE), y "se vio sorprendido por aparecer en una lista negativa de la que no hemos logrado salir". "En cualquier caso hablar de un paraíso fiscal en un país con la presión fiscal que tienen nuestros países es un acto de total desinformación", dijo Sanguinetti. Y concluyó: "Lo importante es que en su momento no se trabajó suficientemente en la OCDE como durante tantos años se hizo para tener constantemente al día la información sobre nuestra situación impositiva, sobre nuestra realidad".
Por su parte, el también ex presidente Jorge Batlle (2000-2005), consideró "temeraria" la afirmación de Sarkozy. "La primera cosa que tiene que saber el presidente (de Francia) es que los integrantes más importantes del G20 son organizadores de los reales paraísos fiscales que existen en el mundo", sostuvo Batlle. Y ubicó entre estos a las islas del Caribe, "que pertenecen a distintas naciones" del G20; a la pequeña isla de Man, "perteneciente a la reina de Inglaterra"; y "pequeños lugares especialmente favorecidos en Europa que son los auténticos y antiguos paraísos fiscales, entre otros, Suiza".
"No conozco otro paraíso fiscal como las islas del Caribe que son propiedad de Inglaterra, Francia y Estados Unidos", afirmó Batlle, para quien el gobierno uruguayo "está dando los pasos necesarios" para salir de la lista gris de la OCDE.
El secretario general del Partido Colorado, el senador Ope Pasquet (Vamos Uruguay), consideró que el gobierno uruguayo actuó "muy bien".
"El lenguaje y el tono de Sarkozy no corresponden a una relación de amistad y respeto recíproco. Parece ser un lenguaje que yo pensaba estaba reservado al trato de las colonias francesas de ultramar, diciéndoles lo que tienen que hacer y amenazándolas si no lo hacen", dijo Pasquet.
El presidente del Partido Independiente, Pablo Mieres, también salió en apoyo al gobierno y sumó su voz a las críticas a Sarkozy.
"Estamos apoyando al gobierno porque hay que exigir una rectificación de las declaraciones de Sarkozy. Es un atrevimiento impertinente. Europa no está en condiciones de dar lecciones a nadie. Me pregunto cuál es el rol en esto de los gobiernos de la región, en particular de Argentina", sostuvo Mieres.
"Mentalidad imperial y torpeza política"
En el marco de una visita a Mercedes, Soriano, el vicepresidente Danilo Astori dijo que las declaraciones de Nicolas Sarkozy fueron "absolutamente lamentables".
"En primer lugar, por ese talante amenazante que tiene el comentario, típico de una mentalidad imperial o colonial, además de la torpeza política que caracteriza al señor Sarkozy, sobre todo cuando hace referencias a experiencias internacionales", sostuvo Astori.
Agregó que Sarkozy tuvo además una actitud "irresponsable" y demostró que "no conoce la realidad tributaria del Uruguay, porque si la conociera, de ninguna manera puede afirmar que Uruguay es un paraíso fiscal".
"Aquí en Uruguay todos los que generan ingresos pagan impuestos e inclusive hay un impuesto para los no residentes", replicó Astori.
"Justamente lo que caracteriza a un paraíso fiscal es no tener impuesto para los no residentes, Uruguay lo tiene como parte de la reforma tributaria que se comenzó a realizar en el 2007", explicó.
Astori sostuvo que el presidente francés "está hablando sobre la base de una ignorancia importante y un presidente de un país como Francia no puede caer en la irresponsabilidad de juzgar a un país sin conocerlo".
El vicepresidente reconoció que el país integra la llamada "lista gris" de la OCDE, lo que consideró "una injusticia para Uruguay porque jamás incurrió en conductas poco transparentes desde el punto de vista tributario, nunca ocultó información", y reiteró que se está trabajando en un acuerdo en este materia con los socios del Mercosur.
Almagro trasmitió protesta formal
Viernes, 20 horas, 18 de Julio y Cuareim. El centro de Montevideo muestra el habitual ajetreo del cierre de una jornada laboral y la llegada del fin de semana. Casi ningún transeúnte nota que en la puerta del Palacio Santos estacionó un vehículo con matrícula diplomática y sus vidrios ligeramente oscuros.
Rápidamente, el encargado de negocios de Francia, Stephane Toulet, ingresó a la sede del Ministerio de Relaciones Exteriores, atravesó el patio principal y fue acompañado hasta los ascensores. Bajó en el 7° piso, donde lo esperaba el canciller Luis Almagro.
El ministro citó de forma urgente al diplomático para entregarle una nota del gobierno uruguayo conteniendo un rechazo formal a las manifestaciones del presidente Nicolas Sarkozy.
Cuarenta y cinco minutos más tarde, el diplomático francés se retiró sin dejarse ver por los periodistas.
Unos minutos después, Almagro bajó y atendió en la puerta del Ministerio que da a la calle Colonia a los periodistas que esperaban resultados de la reunión.
El canciller conversó dos veces por teléfono con el presidente José Mujica, quien le trasmitió las órdenes expresas de llamar en consulta al embajador uruguayo en Francia, Omar Mesa, y convocar al representante francés a la Cancillería para hacerle ver el desagrado de Uruguay con las expresiones de Sarkozy.
En términos de relaciones diplomáticas, ambas medidas son las habituales ante situaciones de este tipo.
Almagro explicó a los medios que el representante francés le dijo que "no estaba al tanto" de las expresiones de su presidente, y se comprometió a trasmitir "de inmediato" la posición de Uruguay a su Cancillería.
Los dichos de Sarkozy "están descontextualizados" y "no se ajustan a la realidad, menos teniendo en cuenta que Uruguay tiene un acuerdo de intercambio de información bancaria con Francia vigente desde fines de 2010", dijo Almagro, por lo cual consideró "incomprensible esta declaración".
Mercedes | H. Ramírez
No El País
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Veja não desiste

Extorsão no Ministério do Trabalho: assessores de Lupi são acusados de cobrar propina de ONGs para liberar repasses

Relatos de diretores de ONGs, parlamentares e servidores revelam que caciques do PDT transformaram órgãos de controle da pasta em instrumento de extorsão

Para escapar das investigações, entidades precisam 'doar' entre 5% e 15% do valor do contrato ao PDT de Carlos Lupi
Para escapar das investigações, entidades precisam 'doar' entre 5% e 15% do valor do contrato ao PDT de Carlos Lupi(Obritonews)
Reportagem de VEJA desta semana revela que caciques do PDT comandados pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, transformaram os órgãos de controle da pasta em instrumento de extorsão. Conforme relatos de diretores de ONGs, parlamentares e servidores públicos, o esquema funciona assim: primeiro o ministério contrata entidades para dar cursos de capacitação profissional, e depois assessores exigem propina de 5% a 15% para resolver 'pendências' que eles mesmos criam.
Ag. Câmara
Deputado federal Weverton Rocha, ex-assessor do ministro Carlos Lupi
Deputado federal Weverton Rocha: "equipe muito profissional"
O Instituto Êpa, sediado no Rio Grande do Norte, foi um dos alvos do achaque. Após receber em dezembro de 2010 a segunda parcela de um convênio para a qualificação de trabalhadores no Vale do Açu, a entidade entrou na mira dos dirigentes do PDT. O ministério determinou três fiscalizações e ordenou que não fosse feito mais nenhum repasse. Ao tentar resolver o problema, os diretores do instituto receberam o recado: poderiam regularizar rapidamente a situação da entidade pagando propina. Para tanto, deveriam entrar em contato com Weverton Rocha, então assessor especial de Lupi, ou Anderson Alexandre dos Santos, coordenador-geral de qualificação. Ambos respondiam a Marcelo Panella, então chefe de gabinete, homem de confiança do ministro e tesoureiro do PDT.
De acordo com os relatos obtidos por VEJA, Weverton era um dos responsáveis por fixar os valores da propina, e a Anderson cabia fazer o primeiro contato. Feito o acerto, o dinheiro era entregue a um emissário do grupo no Rio de Janeiro. "Você não tem defesa. Já prestou serviço e sofre a ameaça de não receber. Se o sujeito te põe contra a parede, o que você faz?", diz um dos dirigentes da ONG Oxigênio, outro alvo de achaque, que admite ter desembolsado 50 mil reais para resolver 'pendências'. "Quando você tenta resistir, sua vida vira um inferno."

O Palácio do Planalto monitora o caso. Deputados federais do próprio PDT contaram a Giles Azevedo, chefe de gabinete de Dilma, que Panella estaria cobrando propina de ONGs. Por ordem da Casa Civil, Panella foi demitido dias depois, em agosto. Panella nega. "Saí porque não me adaptei a Brasília", diz o ex-chefe de gabinete de Lupi por quatro anos. Weverton, que assumiu em outubro mandato de deputado federal, também nega. "Quando uma entidade te procura, é porque ela tem problema, mas nossa equipe sempre foi muito profissional", diz. 
Escândalos em série - Em dez meses, escândalos em série já derrubaram cinco ministros de Dilma Rouseff: Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo) e Orlando Silva (Esporte).
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Entrevista que o PIG não mostrou

Professor Luiz Renato Martins, da Escola de Comunicação e Artes da USP em apoio à Ocupação da Reitoria e à luta pelo FORA POLÍCIA. Vejam vídeo que a imprensa gravou mas não mostra, legitimando o movimento de ocupação dos estudantes e dando total apoio a esta luta.
No Maria da Penha Neles!
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Charge online - Bessinha - # 890

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Professor do Colégio Pedro II pede a morte de Lula, Dilma e outros políticos

Um das escolas mais tradicionais  do Brasil está com uma situação delicada em mãos. Um professor do Colégio Pedro II, fundado pelo imperador que lhe empresta o nome, atacou publicamente na internet o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Qualquer crítica é bem-vinda, mas o educador foi mais longe: ele pediu a morte de Lula e disse que o político herdou a doença de Dilma por tê-la ajudado nas eleições. Na mesma publicação, ele ainda pediu a morte de outras figuras, como a própria Dilma, o ministro da Educação Fernando Haddad, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes. 
Ladeira abaixo
Repreendido por alunos do colégio, o professor de física Márcio Nasser Medina argumentou dizendo que tinha o direito de falar o que bem entendesse e manifestar o desejo de ver qualquer um morto. Entre os comentários veiculados no perfil do educador, algumas pessoas lembravam que ele era um servidor federal, ou seja, estava falando mal dos seus chefes. Outras pessoas atentavam que o discurso de ódio podem se enquadrar no Artigo 286 do Código Penal. 

Márcio Nasser foi repreendido pelos próprios alunos após divulgação de mensagens de ódio
Márcio Nasser foi repreendido pelos próprios alunos após divulgação de mensagens de ódio
Alô, direção
Procurada pelo Informe JB, a direção do Colégio Pedro II informou que ainda não tinha tomado conhecimento do caso e que ainda iria entrar em contato com o professor. A instituição deve se pronunciar mais tarde sobre o incidente.
Jorge Lourenço
No Jornal do Brasil

Leia mais: Colégio Pedro II do Rio de Janeiro está bem de professor!
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A corrupção e a tartaruga de Alice

A mídia brasileira não hesita no emprego
de sua peculiar aritmética. 
Foto: Gildo Lima/AE
Em uma das passagens mais conhecidas de Alice no País das Maravilhas, a heroína entabula um diálogo com a Falsa Tartaruga, um ser melancólico, sempre triste por ter deixado de ser uma tartaruga de verdade.
A alturas tantas, a tartaruga relembra os dias na escola e as matérias que estudara: “Reler e escrevinhar, é claro (…) e os diferentes ramos da aritmética: Ambição, Distração, Enfeiamento e Escárnio”. Quando a menina lhe pede que explique o que quer dizer o terceiro, ela responde: “Você sabe o que é embelezar, imagino (…) então você sabe o que é enfeiar”.
A mídia conservadora brasileira é uma espécie de Falsa Tartaruga. Ela não hesita no emprego de sua peculiar aritmética de enfeiar, confundir e escarnecer.
Sua proeza mais recente é a fabricação de uma conta sobre o tamanho da corrupção no Brasil, seguida de sua difusão maciça. Faz como ensinava um famoso propagandista alemão: para transformar uma mentira em verdade, é preciso repeti-la mil vezes.
Hoje, ela fala em 85 bilhões de reais anuais, como se pode ver na capa da principal revista da direita nativa. Ontem, eram 70 bilhões. Amanhã, sabe-se lá. E não importa. O relevante é trombetear uma cifra que impressione, qualquer que ela seja.
A mídia conservadora pega o número e o põe nas manchetes, na boca de comentaristas televisivos, em suas “análises”. Ficam todos compungidos com o tamanho do pro-blema. Como se não fosse ela mesma que lhe deu a dimensão que tanto a assusta.
Tudo começou com a divulgação de um estudo do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, que tinha a intenção de estimar os “custos econômicos da corrupção” no Brasil. Como passou a ser referência, vale a pena entender o que fizeram seus autores.
Seu ponto de partida foi usar de forma questionável algo banal, os estudos sobre percepção de corrupção, que perguntam a determinado público se acha que ela existe e se seria grande ou pequena. Como as respostas decorrem de impressões, o resultado, óbvio, é subjetivo.
Se, por exemplo, a mídia estiver falando muito do assunto, os entrevistados podem imaginar que a corrupção aumentou, sem que tenha crescido um só milímetro objetivamente. Vice-versa, podem achar que diminui enquanto cresce.
O que o estudo da Fiesp fez de mais condenável foi usar uma medida de percepção da corrupção para inferir seu custo real. Inovaram, fazendo algo que, mundo afora, ninguém faz.
Um problema adicional da metodologia é a fragilidade de suas bases de dados. Para chegar à “corrupção percebida”, a fonte são avaliações de técnicos estrangeiros (vinculados, tipicamente, a empresas de cálculo de risco), somadas a alguns poucos e modestos estudos com empresários brasileiros. Exemplificando: o Fórum Econômico Mundial faz, em média, 98 entrevistas por país; o Institute for Management Development, 83. Qualquer um vê que seu tamanho é insuficiente.
São pesquisas que usam questionários autorrespondidos, o que as complica ainda mais. Quando a Transparência Brasil quis fazer algo parecido, convidou 4 mil empresas, mas obteve apenas 76 respostas. Como imaginar que essas 0,019% sejam representativas, se foram só elas que quiseram participar?
Os técnicos da Fiesp utilizaram o Índice de Percepção da Corrupção (IPC), calculado pela Transparência Internacional para 180 países, e resolveram inventar (verificaram que o Brasil melhorou de 1996 para 2009, mas preferiram deixar isso de lado).
O IPC brasileiro, em 2009, era 3,7 (em uma escala que chega a 10, que significa zero de corrupção percebida). E se nosso índice fosse maior, se a percepção fosse menor?
Mas quanto? Talvez achando que suas especulações pareceriam mais “científicas”, escolheram 12 países a esmo para calcular seu IPC médio. Ficaram, sabe-se lá por que, com Coreia do Sul, Costa Rica, Japão, Chile, Espanha, Irlanda, Estados Unidos, Alemanha, Austrália, Canadá, Cingapura e Finlândia.
Se a corrupção percebida no Brasil fosse igual (por alguma razão misteriosa) à média desses países, nosso IPC iria para 7,45. E daí? Iria para menos se substituíssemos a Finlândia pela Holanda, “mais corrupta”. Para mais, se trocássemos a Espanha pela Eslovênia, “menos corrupta”. E daí?
Daí vem a prestidigitação do estudo da Fiesp. Tomaram um modelo neoclássico de crescimento econômico e resolveram torná-lo “sensível ao índice de percepção da corrupção”. Para isso se deram ao direito de modificar o modelo (sem dizer como) para “incluir os efeitos da corrupção sobre o crescimento de longo prazo do produto per capita” (embora continuassem a falar, somente, de percepções).
Se, então, nosso IPC fosse 7,45 e se o modelo que inventaram fosse verdadeiro, o produto per capita brasileiro seria 1,36% maior ao ano, entre 1990 e 2008. Como o IPC real é menor, teria havido, nessa lógica estranha, um “prejuízo” (o “custo da corrupção”) de 41,5 bilhões de reais anuais.
E se o IPC brasileiro fosse 10? Se nenhum dos empresários ouvidos achasse que há qualquer tipo de corrupção no Brasil? Se fôssemos o único país do mundo com esse índice (melhor que o da Dinamarca, o “menos corrupto”)?
Aí o “prejuízo” de ter o IPC de 3,7 seria maior. Chegaria a 69,1 bilhões de reais anuais (a preços de 2008), que nossa mídia arredondou para 70 bilhões.
E assim se explicam os números que andam por aí: pesquisas limitadas, metodologias discutíveis, inferências sem fundamento. Eles não dizem simplesmente nada.
Se alguém quiser um exemplo melhor da aritmética da Falsa Tartaruga, vai ter trabalho. Faz tempo que não vemos uma discussão tão sem pé nem cabeça.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi.
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Entidades da sociedade civil apresentam plataforma para marco regulatório da mídia

Na mesma linha da deputada Erundina, a jornalista Bia Barbosa, integrante do Conselho de Administração do Intervozes, manifestou pessimismo, no seminário realizado na Ajuris, quanto à possibilidade desse debate avançar no Congresso Nacional. Ela lembrou o caso da Argentina, onde a “Ley de Medios” saiu com muita pressão popular. “Aqui tem que ocorrer o mesmo”, resumiu. Bia Barbosa defendeu a necessidade de discutir inclusive questões relativas a conteúdos, lembrando o caso recente de uma TV na Paraíba que exibiu, ao meio dia, cenas de um estupro. “Não defendemos censura prévia para evitar casos como este, mas tem que haver responsabilização para esse tipo de prática. Achei lamentável a declaração da presidente Dilma de que o único controle que interessa é o controle remoto”, disse ainda a jornalista.
O principal temor das entidades da sociedade civil interessadas neste debate, assinalou a representante do Intervozes, é que o processo do marco regulatório seja prorrogado ad infinitum. Bia Barbosa divulgou o endereço www.comunicacaodemocratica.org.br que traz a plataforma da sociedade civil para o marco regulatório da comunicação. O texto é fruto de debates acumulados ao longo das últimas décadas, em especial na primeira Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada no final do ano passado, em Brasília. Esses debates foram sistematizados no seminário Marco Regulatório – Propostas para uma Comunicação Democrática, realizado pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), com a participação de outras entidades regionais e nacionais, em maio deste ano, no Rio de Janeiro. A primeira versão do documento foi colocada em consulta pública aberta, recebendo mais de 200 contribuições, que foram analisadas e parcialmente incorporadas no texto.
A Plataforma da Sociedade Civil apresenta quatro razões em defesa de um novo marco regulatório para as comunicações no Brasil: (i) a ausência de pluralidade e diversidade na mídia atual, que estaria esvaziando a dimensão pública dos meios de comunicação; (ii) a legislação brasileira no setor é arcaica e defasada, não estando adequada aos padrões internacionais de liberdade de expressão e não contemplando questões atuais, como as inovações tecnológicas e a convergência de mídias; (iii) a fragmentação da legislação atual, composta por várias leis que não dialogam umas com as outras nem guardam coerência entre si; e (iv) a Constituição Federal de 1988 continua carecendo da regulamentação da maioria dos artigos relacionados à comunicação (220, 221 e 223), deixando temas importantes como a restrição aos monopólios sem nenhuma referência legal, mesmo após 23 anos de aprovação.
O Código Brasileiro de Telecomunicações é de 1962, quando a televisão estava engatinhando no Brasil, lembrou Venício Lima, sociólogo, jornalista e professor da Universidade de Brasília (UnB). As mudanças tecnológicas, observou, são uma das razões para justificar um novo marco regulatório da mídia. Outra muito importante, disse Venício Lima, é dar voz a quem hoje não tem direito a ela. “Só há liberdade de imprensa com muitas vozes, sem monopólio e com a máxima dispersão de propriedade”, defendeu. O professor da UnB também criticou a confusão deliberada feita entre os conceitos de liberdade de imprensa e liberdade de expressão. “Uma coisa é a liberdade individual de expressão, outra é a transformação da imprensa em grandes corporações”.
E a liberdade de expressão, acrescentou Venício Lima, é incompatível com o monopólio no setor. “A propriedade cruzada dos meios de comunicação consolidou grupos empresariais que são proibidos pela Constituição. O mercado de comunicação precisa ter regulação, entre outras razões, para que haja competição entre as empresas e não monopólio”. Paradoxo aparente, a defesa da regulação anda de mãos dadas com um princípio que, em tese, é fundador do capitalismo: a competição. Pela resistência que vem opondo ao debate sobre a regulação, as grandes empresas de mídia parecem ter rompido definitivamente com esse princípio.
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Compleja la situación en provincia siria de Homs

Siria sepultó el sábado a 15 personas entre soldados, policías y civiles, blancos de los ataques de grupos terroristas en Hama, Deir Ezzor, Idleb, Daraa, Damasco Campo y en Homs, provincia esta donde la situación es particularmente compleja.
La prensa resalta hoy que las víctimas, quienes recibieron solemne despedida en sus pueblos natales, resultaron heridas durante los últimos días y perecieron en los hospitales militares de Tishreen, en Damasco; de Homs, y de Deir Ezzor, donde fueron atendidas.
En entrevista con el diario inglés The Independent, de la que se hace eco aquí la agencia de noticias Cham Press, la asesora política y de prensa de la Presidencia, Boutahina Shaaban, reconoció que al Ejército sirio lo están atacando en muchos puntos, y que la situación de seguridad en la central provincia de Homs es muy complicada.
La violencia que generan los bandas armadas terroristas es lo más peligroso que está aconteciendo en este momento, señaló.
"Los sirios queremos vivir en paz, avanzar en la reformas y el pluralismo. Esta violencia no es la vía para hacer democracia", acentuó.
Obviamente, hay sectores -acotó- que están interesados en desatar conflicto, y no en las reformas democráticas. "Ellos reciben dinero para matar a manifestantes y a las fuerzas de seguridad", aseveró Shaaban, quien es además una escritora reconocida internacionalmente. Puso de ejemplo su propia experiencia, pues ella es de Homs, y no fue a la tumba de su madre -relató- a rendirle tributo en el aniversario de su muerte porque siente miedo de ser asesinada en esa localidad. "Todos estamos sufriendo", dijo al diario londinense.
Por otro lado, la televisión siria presentó otros tres terroristas arrestados por las fuerzas de seguridad quienes confesaron que atacaron puestos policiales en la provincia de Deir Ezzor y realizaron otros actos de sabotaje y vandalismo.
En particular, Mohammad al-Mahmoud Bakr, operario de grúa, declaró que bloqueó caminos y escondió armas en su casa. "Me pagaron de seis a ocho dólares por participar en las protestas, y unos 20 por cada arma que escondí en mi sótano", admitió.
Khaled Hammoud al-Said, otro de los acusados de terrorismo, relató cómo con otros 50 hombres armados de su barriada asaltaron el puesto policial de su localidad.
El gobierno sirio culpa de esos violentos desmanes a la incitación desde el extranjero por parte de centros de poder interesados en desestabilizar al país, y exacerban el extremismo, al tiempo que canalizan altas sumas de dinero para financiar esa violencia.
Muchas armas han sido introducidas, aseguran las autoridades, desde Turquía, Líbano e Irak. Vándalos arrestados han confesado las vías por las que las han infiltrado a territorio sirio, y que individuos extremistas de la ideología de Al-Qaeda participan en el violento desafuero.
A su vez, el parlamentario Mohammad Kheir Diab al-Mashi negó como infundadas informaciones propaladas por los que calificó de canales tendenciosos de que fue muerto a balazos en Homs.
En declaraciones a la televisión, Al-Mashi afirmó que se encuentra bien, con buena salud y que participará hoy en la sesión especial de la Asamblea Popular (parlamento) sobre el Diálogo Económico. (PL)
Luis Chirino
No SOA-Brasil
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Magistrado é ressarcido após multa de trânsito por infração gravíssima

Às 7h58 de 9 de agosto de 2009, o desembargador aposentado Pedro Aurélio Rosa de Farias, do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), dirigia um Mercedes CLK no Setor Policial Sul quando ultrapassou um sinal vermelho. A infração considerada gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro foi registrada por equipamento eletrônico do Departamento de Trânsito (Detran). O condutor pagou uma multa no valor de R$ 191,54 e recebeu sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação. Agora, no entanto, o órgão do Governo do Distrito Federal terá de devolver o dinheiro e abater a pontuação relativa à infração. O magistrado conseguiu um benefício raro, que costuma ter desfecho contrário se contestado pelo cidadão na esfera administrativa.
Por unanimidade, a 2ª Turma Cível do TJDFT considerou procedente uma ação anulatória de multa contra o Detran, ajuizada por Pedro Aurélio. O desembargador aposentado alegou que não viu o sinal vermelho porque o Sol ofuscou a visão dele no momento em que cruzava a via, em frente ao Corpo de Bombeiros. Ele também sustentou que estava sob intensa emoção, com os olhos marejados de lágrimas, pois voltava do cemitério, em visita ao túmulo do pai, justamente no Dia dos Pais. Ao analisar o pedido, os desembargadores concordaram com os argumentos do colega de magistratura. Avaliaram que o semáforo foi instalado em local inapropriado, pois o sol nascente atrapalha a visão dos motoristas pela manhã.
Luz do Sol
Ao tomar a decisão, o TJDFT contrariou a versão sustentada pelo Detran. O diretor de Engenharia do Trânsito do órgão, José Lima Simões, garante que não havia nenhum problema técnico com o sinal. Segundo ele, o equipamento é do tipo LED, ou seja, não possui o efeito de confundir o motorista por causa de sombras provocadas pela luz do Sol. “A iluminação do semáforo LED é forte e inconfundível. É diferente da lâmpada incandescente, outro modelo que substituímos, com o refletor atrás, que pode ofuscar a visão”, afirma.
O semáforo em questão está desativado há mais de um ano em função da obra no Setor Policial Sul para a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Pedro Aurélio cruzava a via no fim da Asa Sul em direção ao Lago Sul quando atravessou o semáforo fechado para os motoristas. As imagens do Detran indicam que não havia movimento no momento da infração. Ninguém cruzava a via e não havia nenhum veículo logo atrás.
Recursos negados
O Detran multa de 17 mil a 19 mil carros por mês em virtude de avanços de sinal. Em média, o orgão recebe 2 mil recursos a cada 30 dias contestando a penalidade. Aproximadamente, 10% são deferidos, mas, segundo o diretor-geral do Detran, José Alves Bezerra, o motivo para a revisão administrativa da multa nunca é o alegado pelo desembargador aposentado — visão ofuscada pelo Sol. Em geral, o órgão anula a infração quando a foto não é nítida ou se o motorista é multado por invadir uma faixa de retenção apagada. “Casos como esse julgado pelo Tribunal de Justiça não são argumentos para deferir um recurso no Detran”, disse Bezerra.
Devido aos recursos dele terem sido negados pelo Detran, Pedro Aurélio acionou o Judiciário. Ele, no entanto, não teve sucesso na primeira instância. O juiz Giordano Resende Costa, da 6ª Vara de Fazenda Pública do DF, considerou legítimo o direito do desembargador de recorrer à Justiça para reaver os R$ 191,54 pagos, mas negou o pedido por entender que não se tratou de um caso que excluísse a responsabilidade do condutor. “As condições climáticas, conforme narrado pelo autor, estavam excelentes no dia, sendo que a posição da inclinação do Sol não é escusa aceitável para se admitir o avanço de sinal luminoso”, sentenciou o juiz.
Pedro Aurélio não se conformou com outra derrota e apelou à segunda instância. Ao Correio, ele disse que se sentiu com um direito “violado”. Por isso, decidiu ir à Justiça. Na avaliação dele, o TJDFT agiu com mais rigor no caso dele ao analisar o pedido por ele ter pertencido à Corte. “Entrei com a ação porque me senti violado. Isso (as multas) virou uma fábrica, e o dinheiro infelizmente não vai para a educação de trânsito”, avaliou Pedro Aurélio.
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