4 de nov de 2011

Efeitos da pregação midiática

A velhacaria parte do anonimato da internet mas
não esconde os herdeiros da Casa-Grande.
Foto: Yuri Cortez/AFP
No princípio era e é a mídia. A primazia vem de longe, mas se acentua com o efeito combinado de avanço tecnológico e furor reacionário. De início a serviço do poder até confundir-se com o próprio, um poder ainda medieval de muitos pontos de vista, na concepção e nos objetivos.
Ao invocar o golpe de Estado de 1964, os editorialões receitavam o antídoto contra a marcha da subversão, obra de pura fantasia, embora os capitães do mato, perdão, o Exército de ocupação estivesse armado até os dentes. Marcha da subversão nunca houve, sequer chegou a Revolução Francesa. Em compensação tivemos a Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade.
Há tempo largo a mídia cuida de excitar os herdeiros da Casa-Grande ao sabor de pavores arcaicos agitados por instrumentos cada vez mais sofisticados, enquanto serve à plateia, senzala inclusive instalada no balcão, a péssima educação do Big Brother e Companhia. Nem todos os herdeiros se reconhecem como tais, amiúde por simples ignorância, todos porém, conscientes e nem tanto, mostram se afoitos, sem a percepção do seu papel, em ocasiões como esta vivida pelo presidente mais popular do Brasil, o ex-metalúrgico Lula doente. E o estímulo parte, transparentemente, das senhas, consignas, clichês veiculados por editorialões, colunonas, artigões, comentariões.
Celebrada colunista da Folha de S.Paulo escreve que Lula agora parece “pinto no lixo”, cuida de sublinhar que “quimioterapia é dureza” e que vantagens para o enfermo existem, por exemplo, “parar de tomar os seus goles”. Outra colunista do mesmo jornal, dada a cobrir tertúlias variadas dos herdeiros da Casa-Grande, pergunta de sobrolho erguido quem paga o tratamento de Lula. Em conversa na Rádio CBN, mais uma colunista afirma a culpa de Lula, “abuso da fala, tabagismo, alcoolismo”. A cobra do Paraíso Terrestre desceu da árvore do Bem e do Mal e espalhou seu veneno pelos séculos dos séculos.
Às costas destas miúdas aleivosias, todas as tentativas pregressas de denegrir um presidente que se elegeu e reelegeu nos braços do povo identificado como o igual capaz de empenhar-se pela inclusão de camadas crescentes da população na área do consumo e de praticar pela primeira vez na história do País uma política externa independente. Trata-se de fatos conhecidos até pelo mundo mineral e no entanto contestados oito anos a fio pela mídia nativa. E agora assistimos ao destampatório da velhacaria proporcionado pelo anonimato dos navegantes da internet, a repetirem, já no auge do ódio de classe, as tradicionais acusações e insinuações midiáticas.
Há uma conexão evidente entre as malignidades extraordinárias assacadas das moitas da internet e os comportamentos useiros do jornalismo do Brasil, único país apresentado como democrático e civilizado onde, não me canso de repetir, os profissionais chamam o patrão de colega.
Por direito divino, está claro. E neste domínio da covardia e da raiva burguesotas a saraivada de insultos no calão dos botecos do arrabalde mistura-se ao desfraldado regozijo pela doença do grande desafeto. Há mesmo quem candidate Lula às chamas do inferno, em companhia dos inevitáveis Fidel e Chávez, como se estes fossem os amigões que Lula convidaria para uma derradeira aventura.
Os herdeiros da Casa-Grande até mesmo agora se negam a enxergar o ex-presidente como o cidadão e o indivíduo que sempre foi, ou são incapazes de uma análise isenta, sobra, de todo modo, uma personagem inventada, figura talhada para a ficção do absurdo. De certa maneira, a escolha da versão chega a ser mais grave do que a própria, sistemática falta de reconhecimento dos méritos de um presidente da República decisivo como Lula foi. Um divisor de águas, acima até das intenções e dos feitos, pela simples presença, com sua imagem, em toda a complexidade, a representar o Brasil em tão perfeita coincidência.
Mino Carta
No CartaCapital
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Increíble pero cierto Internacional Concluye con éxito expedición simulada a Marte realizada en Rusia

Concluye con éxito expedición simulada a Marte realizada en Rusia
La expedición simulada "Marte 500" de casi un año y medio de duración concluyó hoy con éxito en el Instituto de Problemas Biomédicos de la Academia de Ciencias rusa.
Las escotillas de la "nave" selladas el 3 de julio de 2010 fueron abiertas este viernes y los seis participantes en el proyecto fueron recibidos con aplausos y exclamaciones de alegría de sus esposas, hijos, parientes, amigos y periodistas.
El jefe de la agencia espacial rusa Roscosmos, Vladímir Popovkin, también asistió al "acto de bienvenida" y saludó a los voluntarios que permanecieron 520 días encerrados en el simulador de vuelo instalado en el citado instituto.
Puesto que el programa de investigaciones médicas aún continúa, los "martenautas" se abstendrán de conceder entrevistas hasta el 8 de noviembre, día en que participarán en la primera rueda de prensa en RIA Novosti.
El jefe de la "expedición" fue el ruso Alexei Sítev, su compatriota Sujrob Kamólov fue el médico de a bordo y el también ruso Alexandr Smoleevski se desempeñó como cosmonauta investigador. El técnico de vuelo fue el francés Romain Charles mientras que el italo-colombiano Diego Urbina y el chino Wan Yue también fueron investigadores.
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Reviravolta em Campinas

Demétrio Vilagra (PT) volta ao cargo de prefeito no lugar do presidente da Câmara dos Vereadores, Pedro Serafim (PDT). Desde agosto, esta é a quinta vez que o comando do executivo campineiro troca de mãos
Demétrio Vilagra (PT) volta ao cargo de prefeito no lugar do presidente da Câmara dos Vereadores, Pedro Serafim (PDT). A retomada está amparada em duas decisões, em caráter liminar, proferidas nesta quinta-feira (3) pelos desembargadores Rubens Rihl e Cristina Cotrofe do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Na primeira, o desembargador Rubens Rihl suspendeu o decreto que afastou o vice-prefeito do cargo. Para o desembargador, o afastamento só se justificaria se houvesse prova inequívoca de que Demétrio estivesse prejudicando as investigações contra ele.
“No caso em apreço, entretanto, não se evidencia que o agravante tenha categoricamente adotado manobras objetivando embaraçar o curso das investigações, de sorte que, por ora, não se justifica a utilização da medida extrema”, afirmou Rubens Rihl.
Na segunda, a desembargadora Cristina Cotrofe negou o pedido do vice-prefeito de suspender as investigações. “O afastamento do agravante do cargo de Prefeito Municipal se deu com o intuito evitar obstáculos às investigações de eventuais condutas dolosas na gestão da coisa pública”, justificou a desembargadora.
Demétrio substituiu o prefeito cassado Hélio Santos (PDT), até ser afastado do cargo em 19 de outubro, por determinação da Câmara dos Vereadores. Desde agosto esta é a quinta vez que o comando do executivo campineiro troca de mãos.
Vilagra foi denunciado pelo Ministério Público paulista por formação de quadrilha, fraude licitatória e corrupção, em um esquema chefiado pela ex-primeira-dama e ex-chefe de gabinete, Rosely Nassim Jorge dos Santos. O marido de Rosely, o ex-prefeito Hélio Santos, foi considerado omisso e negligente e acabou cassado, em 20 de agosto
Um recurso de Hélio Santos e Rosely deve ser julgado na próxima semana pela 15ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Agora, o principal desafio político de Demétrio Vilagra será reestabelecer uma boa relação com a Câmara, onde foi aberta uma comissão processante para avaliar sua conduta.
Fernando Porfírio
No Brasil 247
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A história por traz do objeto é o que vale para você?

Paul Bloom, professor de psicologia da universidade de Yale, nos EUA, fez uma palestra no TED – que volta e meia o NR indica – sobre as origens do prazer.
Segundo sua tese, “nós não reagimos às coisas ao vê-las, sentí-las ou ouví-las”. Ao contrário, “nossas reações estão condicionadas as nossas crenças. O que são? De onde vieram? Do que são feitas e quem fez?”.
Algo que ele chama de humanos “essencialistas naturais”. Por que nós gostamos mais de uma pintura original do que de uma falsificação? Em suma, a palestra foca em algo comum o dia a dia: a história de um objeto muda a nossa experiência com ele?
Joshua Bell, um famoso violinista tocou por 45 minutos num metrô de Nova York e ganhou poucos trocados, foi, segundo consta, praticamente ignorado. A questão é que disfarçado, ninguém que passou por ele sabia quem ele era. Mas sua famosa música estava ali, sendo tocada num violino Stradivarius de 1713 avaliado em 3,5 milhões de dólares. Se soubessem, mudaria algo?
Se o vinho é caro é melhor? Aos olhos de uma criança, se uma cenoura fosse vendida no McDonals poderia ser mais gostosa? Um chiclete comum mascado por Britney Spears ou um taco de golfe usado por um ex-presidente americado vale milhares de dólares pela experiência agregada? Sim, diz Blomm. E isso vale para o prazer e também para a dor.
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Charge do Eugênio

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Irlanda fecha embaixada no Vaticano

Num ano marcado por relações muito tensas com a ICAR, que decorrem das revelações do encobrimento, pela hierarquia católica, de crimes de abuso sexual de menores, a Irlanda decidiu fechar a sua embaixada no Vaticano.
Não é um corte de relações diplomáticas, e alegadamente não é consequência da crise diplomática que já levou o Vaticano a chamar o núncio papal em Dublin.
A decisão é apresentada, isso sim, como um esforço de contenção de gastos num país severamente atingido pela crise financeira. Cita-se como razão a falta de interesse econômico em ter duas embaixadas em Roma. Mas é uma contenda evidente: um arcebispo irlandês fala mesmo em «profunda desilusão» e «pouca consideração pelo importante papel desenvolvido pela Santa Sé nas relações internacionais».
O governo brasileiro poderia copiar a ideia…
No Diário Ateísta
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Campanha pela coerência já!

OK, o pessoal que está cobrando coerência do ex-presidente Lula de se tratar no SUS já que ele defende tanto o sistema conseguiu me convencer. Por isto, abro aqui uma campanha de coerência geral.
  1. Que o ex-presidente FHC que chamou os aposentados de “vagabundos” abra mão das suas cinco aposentadorias para mostrar coerência.
  2. Que o ex-candidato José Serra só se trate com medicamentos genéricos e sempre pegos no programa Dose Certa.
  3. Que o prefeito Gilberto Kassab só ande de ônibus e não de helicóptero.
  4. Que os donos das empresas de comunicação demitam todos os seus filhos e parentes dos comandos de redação para combater o nepotismo de que tanto falam ser contra.
  5. Que a revista Veja, o jornal Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo prestem contas à sociedade do dinheiro público que recebem da venda de milhares de assinaturas feitas pelo governo estadual, assim como cobram das entidades e ONGs que recebem verbas do governo.
  6. Que o pessoal do CQC se tiverem filhas consideradas feias que permitam que sejam estupradas e ainda agradeçam.
  7. Se vivo fosse, seria justo pedir que o ex-ministro Paulo Renato de Souza matriculasse seus filhos nas escolas estaduais (pois foi secretário de Educação de SP), que vivesse com o salário de um professor da rede (pois foi contra o aumento da categoria quando era secretário) e também que exigisse que os seus filhos estudassem nas faculdades e “unis” particulares da qual foi responsável pela sua expansão quando era ministro.
  8. Que os brancos que adoram “Casa Grande e Senzala” obriguem suas filhas a trabalharem como domésticas em casas de famílias negras e que sejam estupradas pelos patrões como eram as africanas escravizadas na época da colonização.
  9. Que os “democratas” da Europa e EUA apóiem a proposta de referendo do primeiro ministro grego com relação ao pacote econômico imposto pelos credores.
  10. Que quem chama prostituta de mulher de vida fácil passe noites e noites ao relento exposto a violência e topando transar com quem se dispor a pagar.
  11. Que todo homem que acha certo bater na companheira, tope casar com uma mulher maior, mais forte e de preferência capoeirista faixa preta.
  12. Que quem é contra o Estado da Palestina tope que uma família inimiga da sua, agressiva e bem armada tome conta de 2/3 da sua casa e que decida quando você pode sair e entrar na sua própria casa.
  13. Que quem acha que favelado é privilegiado porque não paga conta nenhuma troque sua confortável casa por um barraco em qualquer favela.
  14. Que quem defende que a Polícia e as Forças Armadas devem entrar nos morros do Rio de Janeiro arrepiando para pegar os “traficantes” tope que façam o mesmo no seu bairro (inclusive com tanques passando por cima de carros estacionados como foi no Rio) caso apareça alguns meninos fumando um baseado na esquina.
  15. Que quem condena as religiões de matriz africana porque maltrata os animais pare de comer qualquer carne, não tome mais nenhum remédio, vacina ou soro (pois ela é feita com base em experiências e procedimentos em animais).
Enfim, está aberta a campanha pela coerência geral. Aguardamos adesões… e provavelmente carapuças vestidas.
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Charge online - Bessinha - # 889

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Coletiva da presidenta Dilma Rousseff em Cannes

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Paulo Bernardo, por que te callas?

"Tudo depende se o governo quer bancar o custo político ou não...". Essa frase solta que inicia a postagem foi uma das que mais me chamou a atenção durante o I Encontro Mundial de Blogueiros Progressistas, realizado em Foz do Iguaçu. Ela é fragmento da fala de Jesse Chacón, ex-ministro das Comunicações da Venezuela, ao falar sobre a elaboração de um marco regulatório para o setor. O venezuelano expôs que há vários tipos de regulação, mas sempre haverá um custo, já que são reformas que atingem "grandes interesses".
Dentre as mais de 20 intervenções de jornalistas, blogueiros e ciberativistas convidados para as mesas de debates, as que grande parte dos presentes aguardava com maior expectativa eram as que compunham o debate de encerramento com o tema: "A luta pela liberdade de expressão e pela democratização da comunicação".
O motivo – além da presença de autoridades expondo experiências de regulações em seus respectivos países – era para a intervenção de Paulo Bernardo, ministro das Comunicações do Brasil. Infelizmente, o petista não atendeu ao convite, alegando ter problemas de "agenda"; agenda essa que também parece ter impedido o ministério de enviar outro representante ao #BlogMundoFoz. Uma pena, pois o MiniCom teria muito a aprender com o debate.
A discussão prometia ser quente, já que há pouco mais de 10 dias o ministro recebeu das entidades do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação uma plataforma construída com a participação da sociedade. A expectativa dos blogueiros era para maiores esclarecimentos de Bernardo, já que ele vem afirmando que o marco regulatório ainda não foi implantado porque "ele não teria recebido a proposta pronta da equipe do governo do ex-presidente Lula, coordenada pelo jornalista e ex-ministro Franklin Martins".
Não é de hoje que Bernardo coloca empecilhos para implantação do "prometido" marco regulatório. A demora em colocar em prática a regulação talvez explique o "rasgar de seda" ao "pragmático" Bernardo por parte da imprensa tradicional - diretamente afetada com uma eventual regulação - diferente de outros titulares de pastas, constantemente na berlinda da velha mídia.
Democratização
Apesar da ausência de Bernardo, os blogueiros puderam ouvir Chacón dar detalhes sobre a reforma de duas leis ligadas ao setor de mídia e telecomunicações na Venezuela - a Lei Orgânica das Telecomunicações e a Lei de Responsabilidade Social em Rádio e Televisão (Resorte) - que incluíram novas regras para conteúdos publicados na internet e para a concessão de emissoras de rádio e TV no país.
No mesmo debate, Damian Loreti, professor universitário, falou da implantação da "Ley de Medios" na Argentina, promulgada no dia 10 de outubro de 2009. A nova legislação – que provocou a ira de setores midiáticos que mantinham monopólios (vide Clarin) – representou um avanço significativo para uma real democracia da comunicação no país vizinho.
O empresariado da grande mídia argentina - acostumado a lucrar com comunicação por meio da alienação e que ainda entende regular como "censurar" - foi afetado especialmente no que diz respeito aos serviços de concessões. Loreti expôs que atualmente cada empresa pode ter até 25 sinais de licença (concessões) e esse número se reduzirá a 10 com a nova lei.
Tendo como principais características buscar pôr fim aos monopólios e oligopólios midiáticos, a Ley de Medios não regula conteúdos como se tentou vender a ideia, que também foi comprada pela imprensa brasileira, basta avaliarmos noticiários de canais como GloboNews e editoriais de jornais como Folha de São Paulo e Estadão, que trataram do tema por aqui.
Com a lei, o governo argentino irá conceder 220 licenças de serviço audiovisual, das quais serão divididas pela metade entre entidades sem fins lucrativos e emissoras comerciais. Um mesmo concessionário não poderá dar serviços para mais de 35% da população do país e um canal aberto não poderá ser dono de uma empresa de TV a cabo, assim como as empresas telefônicas também não.
Para conter empresas internacionais, a sociedade comercial deverá ter um capital de origem nacional, podendo ter no máximo 30% de capital estrangeiro. Porém o mais interessante é a participação do povo nesse processo - tanto para aprovação da lei por meio dos movimentos sociais tomando às ruas - quanto na fiscalização e futura aplicação da lei por meio do Conselho Federal de Comunicação
Objetivo comum?
Enfim, o debate foi enriquecedor e a ausência de Paulo Bernardo suscita análises. Devemos lembrar o recente Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) que colocou o marco regulatório como "um desafio do momento", tratando o tema como "relevante e objetivo comum" tanto da legenda quanto dos movimentos sociais. Na Carta do PT, os partidários apontam como "urgente abrir o debate no Congresso Nacional sobre o marco regulador da comunicação social – ordenamento jurídico que amplie as possibilidades de livre expressão de pensamento e assegure o amplo acesso da população a todos os meios – sobretudo os mais modernos como a internet", diz trecho.
Bernardo perdeu a oportunidade de mostrar aos blogueiros presentes - especialmente os independentes - que o marco regulatório é realmente, como diz a Carta do PT, um "objetivo comum" junto aos movimentos que estão levantando a bandeira da democratização da comunicação. O petista teria muito a ganhar - e porque não - a acrescentar no debate com Chacón, Loreti e a ministra das Comunicações do Peru, Blanca Josales.
O ministro - que já vem sendo questionado pela submissão do Governo Federal às telefônicas (as chamadas Teles) em relação ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) - poderia ganhar uns pontinhos perdidos ao esclarecer o porquê o projeto "rascunhado" por Franklin Martins ainda não veio à público. Além disso daria uma resposta se o Estado Brasileiro - a exemplo da Argentina, Uruguai, Colômbia, México e Guatemala - está realmente disposto a bancar esse "custo" do enfrentamento com os grandes grupos que controlam e manipulam a mídia do país, famílias que são contadas nos dedos de uma única mão.
Júlio Carignano
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Pobreza extrema atinge níveis recordes nos Estados Unidos

Uma em cada 15 pessoas está em situação de pobreza extrema; população hispânica é uma das mais afetadas, segundo o censo do país
A pobreza extrema atingiu níveis recordes nos Estados Unidos - 1 em cada 15 pessoas - e a população hispânica é uma das mais afetadas, segundo o censo nacional. Cerca de 20,5 milhões de americanos, ou 6,7% da população do país, estão em situação de pobreza extrema, definidos como aqueles situados em 50% ou abaixo do nível oficial de pobreza. Essa proporção de 6,7% é a mais alta nos 35 anos em que o Census Bureau mantém tais registros e supera máximas anteriores de 2009 e 1993, de pouco mais de 6%. Em 2010, estar em situação de extrema pobreza significava ter renda individual de US$ 5.570 ou menos por ano e US$ 11.157 por família formada por 4 pessoas.
A pobreza extrema aumentou sobretudo nas áreas metropolitanas, nas quais houve redução de empregos e salários e o colapso do mercado imobiliário empurrou muitos pobres de bairros centrais para subúrbios e outros lugares periféricos. Os números do censo revelam um contraste acentuado entre ricos e pobres em um momento em que o desemprego continua persistentemente alto.
Os dados são divulgados uma semana antes do anúncio do governo de publicar, pela primeira vez, dados econômicos que vão mostrar que mais hispânicos, idosos e pobres em idade de trabalhar foram para a situação de extrema pobreza. No geral, os números ressaltam a magnitude e o alcance da depressão econômica dos Estados Unidos.
"Agora realmente não existe nenhum grupo que não tenha sido afetado, exceto, talvez, aqueles que estão no topo da escala de renda", disse Robert Moffitt, professor de economia na Universidade John Hopkins. "Supõe-se que as recessões são temporárias e, quando terminam, todos voltam para onde estavam. Mas a preocupação agora é que a desaceleração econômica terá efeitos de longa duração sobre as famílias que perderam empregos que estão em situação pior e não podem se recuperar."
Quarenta Estados e o Distrito de Columbia, onde se localiza a capital Washington, tiveram aumento de pessoas em situação de extrema pobreza desde 2007, sem que nenhum durante esses anos registrasse diminuição no índice. O Distrito de Columbia ficou no primeiro lugar no ranking daqueles que têm mais pessoas em situação de extrema pobreza, 10,7%, seguido de Mississipi e Novo México. O Estado de Nevada teve o maior aumento no período, pulando de 4,6% para 7%. Os cálculos do censo de 2009 mostram que 27,6% dos hispânicos nos Estados Unidos vivem em situação de pobreza, comparados com 23,4% dos negros. As informações são da Associated Press.
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Até quando ó Saladino, até quando?

Israel não quer nenhum Estado palestino em seus arredores.
E se não bastasse isso, provocou a Síria, ofendeu a UNESCO e agora ameaça o Irã.
Afinal, o que querem os israelenses?
Por que odeiam tanto a convivência e a paz?
Alguém pode explicar por que tanto ódio?
Que mal os iranianos fizeram?
Há mais de 30 mil judeus vivendo, e muito bem, no Iran.
Participam do parlamento, têm seus hospitais, suas sinagogas, suas escolas, seus açougues e nunca foram molestados.
Isso afirmam os próprios judeus.
São respeitados e gratos aos descendentes de Dario e Xerxes.
Por que Israel não segue o exemplo e abre seus portos aos iranianos?
Os governantes de Israel estão criando uma sociedade doente que corrói as próprias entranhas.
Uma sociedade doentia que odeia o diferente.
Constrói muros para manter e oprimir os diferentes.
Recentemente sua engenharia para o mal cercou as Colinas Sírias de Golan.
A troco de que?
Israel é um péssimo exemplo para os vizinhos.
Israel só consegue conviver com regimes ditatoriais.
Vejam o caso do Egito, da África do apartheid, dos emirados do Golfo e de muitos outros mais.
Seus soldados de língua árabe participaram dos massacre no Iraque e Líbia.
Denominar de psicopatas os governantes de Israel é ofender a psicopatia.
O mal que eles causam não tem denominação científica.
E agora estão direcionando seu ódio a UNESCO, entidade cultural cujo único crime foi reconhecer que os palestinos têm direito a seu Estado.
E os palestinos?
Ah, os palestinos.
Povo milenar cujo amor ao próximo e pacifismo tem sido a razão de sua opressão.
Receberam os diferentes de braços abertos e estes fecharam seus braços em torno de seus pescoços.
Podiam ser idosos, podiam ser mulheres e podiam ser crianças.
Os que escapavam eram caçados e explodidos.
Contra as pedras, aviões, tanques e mísseis.
Tudo bem que os perseguidos e oprimidos reagem.
Mas e as oliveiras?
Que mal elas fizeram?
Foram queimadas, arrancadas pela raiz, não antes do roubo das colheitas pelos colonos ladrões, com apoio dos soldados do exército com quem dividiam o butim.
Não bastasse invadir suas casas, roubar suas colheitas, destruir suas escolas e hospitais, querem matá-los também pela fome.
E de sede, já que os palestinos raramente tem acesso a água potável.
Raramente conseguem ultrapassar o muro do aparheid.
Raramente conseguem atravessar os postos de controle.
Raramente conseguem sobreviver as bombas despejadas pelos aviões e tanques.
E agora, numa demonstração de brutalidade sem igual, a marinha de Israel cercou o mar para que os pescadores palestinos não conseguissem seu sustento.
Até quando ó Saladino, até quando continuarão abusando da paciência da humanidade?
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Oscar Niemeyer e o Aquário de Búzios

Este vídeo é para fazer todos nós nos sentirmos bem pequenininhos.
Vânia
No Advivo
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Franklin Martins: Constituição está do lado de quem quer democratizar a comunicação

Franklin Martins recordou a omissão do Congresso 
em regulamentar o que a Constituição diz
sobre comunicação
Fotos: Ramiro Furquim/Sul21
Cumprir uma série de aspectos previstos pela Constituição de 1988, até hoje negligenciados, seria um enorme passo rumo à democratização dos meios de comunicação. Este foi o entendimento unânime entre os seis palestrantes do painel “Regulação e Liberdade de Expressão”, realizado na tarde desta quinta-feira (3), na Escola Superior da Magistratura (ESM), parte da programação do seminário Democratização da Mídia. Entendimento resumido no gesto do ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social Franklin Martins, que brandiu a Constituição ao final de sua fala, ressaltando que para democratizar a comunicação não é preciso defender nada que não esteja previsto pela Carta Magna.
O ex-ministro contou que o jurista Fabio Konder Comparato tem uma ação no STF contra o Congresso, pela omissão dos parlamentares que até hoje não regulamentaram a maior parte dos trechos da Constituição que dizem respeito à comunicação. Já se vão mais de 20 anos. Franklin Martins também jogou duro com os grandes veículos que tentam “interditar o debate” sobre a regulação da mídia.
“Como as leis não são cumpridas, existe um ambiente de vale-tudo. Não querem que haja um debate aberto, público, transparente sobre comunicação”, disse. Esta interdição do debate, feita geralmente com a imprensa acusando quem luta pela regulação de tentativa de censura, também foi fortemente criticada por ele. “Dizer que regulação é censura é conversa mole, para boi dormir. Sou visceralmente contra a censura, lutei contra a ditadura do início ao fim e me orgulho muito disto. Enquanto alguns aceitaram a ditadura, aceitaram até mesmo a autocensura. E quando o povo pediu democracia, se insurgiram contra o povo”.
Interdição do debate
Franklin Martins ilustrou dois momentos em que seu trabalho como ministro foi descontextualizado por meios de comunicação, para que não houvesse um debate claro sobre a regulação da mídia. Um deles foi durante a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Naquela ocasião, o ministro deixou muito claro que o governo não adotaria medidas que usassem a expressão “controle social” por considerá-la ambígua. Ao final dos trabalhos, apenas uma das mais de 600 resoluções da conferência tinha esta expressão. “A cobertura acabou sendo toda em cima desta expressão”, contou.
Outro episódio ocorreu quando um seminário trouxe integrantes de órgãos reguladores de mídia de várias partes do mundo para explicar como funciona a regulação em seus países. Segundo Franklin, normas de conteúdo em países como Inglaterra e França tratam apenas de assuntos “extremamente óbvios”, como o respeito à criança e ao adolescente. Ainda assim, novamente grandes veículos da imprensa brasileira falaram em tentativa de cercear sua liberdade.
O ex-ministro ressaltou que grandes empresas de comunicação erram ao não querer debater o tema – algo que fizeram, por exemplo, quando se recusaram a participar da Confecom. Franklin Martins alertou que, com a convergência de mídias, as teles irão engolir as empresas de comunicação caso não haja uma regulação sobre sua atuação.
Pinóquio mente, o grilo falante é sua consciência
Blogosfera é o grilo falante da imprensa”
Martins ressaltou ainda que já vê em curso uma democratização dos meios de comunicação, graças às tecnologias digitais e em especial à internet. Nos últimos anos, os custos de produção baratearam para qualquer mídia, desde a gravação de discos até a produção de filmes. Eliminando barreiras inerentes à mídia impressa, como as de distribuição e impressão, a internet barateou e facilitou muito a disseminação do conteúdo.
Além disto, Martins defendeu que há uma revolução promovida pela blogosfera, que está em comentar e até desmentir rapidamente um conteúdo veiculado pela imprensa. Ele exemplificou isto com dois casos recentes: uma coluna de Roberto Jeferson para a Folha de São Paulo que foi detectada como plágio, e o caso célebre da bolinha de papel durante as eleições presidenciais no ano passado. “Costumo dizer que a blogosfera é o grilo falante da imprensa. Pinóquio pode mentir muito, mas tem o grilo falante lhe dizendo que errou”, disse.
“Se consolidam grupos proibidos pela Constituição”, diz pesquisador
Venício: Constituição proíbe formação 
de oligopólios de comunicação
Como Franklin Martins, os demais painelistas ressaltaram que uma série de leis, ou de trechos da Constituição não regulamentados, se cumpridos, já contribuiriam muito para a democratização dos meios de comunicação. O jornalista e sociólogo Venício Lima ressaltou que é preciso regulamentar vários pontos que estão previstos pela Constituição, como a criação de conselhos estaduais de comunicação. De 1988 para cá, apenas a Bahia já criou seu conselho. Mesmo assim, o fez apenas em abril de 2011, e ainda nem conseguiu instaurá-lo de fato. Agora, o Rio Grande do Sul pode ser o segundo estado a cumprir o que determina a Constituição.
Venício lembrou que a Carta Magna também impede a criação de oligopólios de comunicação. Mas para que isto se dê na prática é preciso regulamentar, por exemplo, a propriedade cruzada. “Se consolidam grupos proibidos pela Constituição e que contrariam uma norma fundamental para a democracia”, afirmou.
A jornalista Bia Barbosa, integrante do Conselho Diretor do coletivo Intervozes, que luta pela democratização da comunicação, saudou o fato de o debate ser promovido pela magistratura gaúcha, tendo em vista que o STF tem sido um ator da desregulamentação da mídia. Em decisões recentes, o Supremo determinou o fim da Lei de Imprensa, que definia o direito de resposta, entre outras questões, e a desregulamentação da profissão de jornalista. “Estou contente porque o debate está chegando a um ambiente em que antes não chegava”, também ressaltou a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP).
Ambas também ressaltaram que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), está barrando a atuação do Conselho de Comunicação Social do Senado. Órgão previsto em lei regulamentada em 1991, só teve sua criação efetiva em 2004. O conselho é formado por treze integrantes da sociedade civil, com dois anos de mandato cada. Após o final do segundo mandato do Conselho, em 2007, o Senado não nomeou mais ninguém e o órgão está parado desde então. Erundina revelou que já acionou o Ministério Público para que o Senado cumpra a lei.
Bia Barbosa, por sua vez, também ressaltou outros descumprimentos flagrantes da legislação do país. Um deles é o das emissoras que apresentam venda de produtos 24 horas por dia – só é permitida a publicidade em 25% da programação de um canal. O Intervozes tem uma ação na Justiça contra estas emissoras que tramita há quatro anos, sem previsão de final. Além disto, falou sobre as concessões irregulares. Segundo ela, 36 das 39 FMs da Grande São Paulo operam com concessões irregulares. “Algumas operam em uma cidade, mas têm concessão para atuar em outra. Muitas têm concessões vencidas há anos”. Venício Lima também citou uma pesquisa em que 50% de uma amostra de emissoras estavam em nome de laranjas.
O próprio Congresso desrespeita a lei
Erundina: "Sou uma voz isolada no Congresso"
Vários dos painelistas também citaram uma das maiores afrontas à legislação: o descumprimento dos próprios congressistas da lei que veda a eles serem concessionários de serviços públicos. Não à toa, a deputada Luiza Erundina disse que se sente isolada no Congresso na luta pela democratização da comunicação. Ela revelou que nem seu próprio partido, o PSB, nem seus aliados de primeira hora como o PT e o PC do B apoiaram uma Ação de Inconstitucionalidade contra as concessões de radiodifusão de deputados e senadores – apenas o PSOL assinou a ação.
Erundina contou também que os deputados da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informação da Câmara (CCTCI) dão pareceres favoráveis a outorgas de concessão de radiodifusão sem o menor subsídio para analisá-las. Ela revelou que já tentou diversas vezes aprovar requerimento para audiência pública em que as emissoras sejam inquiridas pelos deputados antes de terem sua concessão renovada por 15 anos. “Os meus colegas não deixam nem que haja quórum para votação dos requerimentos, para que não fique sequer evidente quem é contra e quem é a favor”, disse. “Eu tenho tentado só chatear, porque sou uma voz isolada”, completou.
O desembargador do TJ-RS, Eugênio Facchini Neto, alertou que este comportamento dos congressistas pode levar o debate da comunicação a um círculo vicioso, uma vez que um marco regulatório precisaria ser aprovado pelo Congresso. “Vimos aqui neste seminário a dificuldade que há no Congresso, devido a interesses nem tão ocultos de seus membros”.
“Brasil está muito atrasado”, defende jornalista
O chefe-de-redação do jornal O Sul, Elton Primaz cobrou que o governo federal apresente um projeto de marco regulatório. Segundo o jornalista, esta seria a melhor maneira de colocar na mesa um debate claro, de mostrar para a sociedade que não há intento de impor censura aos meios de comunicação como insistem os grandes veículos de comunicação. “Sou pessimista devido à demora do governo em apresentar proposta. No momento em que tiver uma proposta, a sociedade poderá ser informada sobre o que é de fato o marco regulatório”.
“Há uma tentativa de causar confusão entre marco regulatório e censura. O que há hoje é uma censura por parte dos veículos sobre a democratização da comunicação”, completou. Primaz também traçou um breve histórico da regulação dos meios de comunicação em outros países. Os Estados Unidos, apontou, já têm regulação de mídia desde 1930. A Argentina avançou com a Ley de Medios aprovada há dois anos. “O Brasil está muito atrasado”, resumiu.
Felipe Prestes
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Petrobras descobre petróleo no Golfo do México

A descoberta no poço Logan está localizada em águas profundas, a cerca de 400 km ao sudoeste de Nova Orleans, na zona norte-americana
A Petrobras informou uma nova descoberta de petróleo na extremidade sudoeste da área de concessão Walker Ridge, localizada em águas profundas na porção norte-americana do Golfo do México. Segundo a empresa, a descoberta confirma o potencial da formação do Terciário Inferior nesta área.
A descoberta no poço Logan está localizada a cerca de 400 km (250 milhas) ao sudoeste de Nova Orleans, em uma lâmina d'água de aproximadamente 2.364 metros (7.750 pés) de profundidade.
Novas atividades exploratórias definirão os volumes recuperáveis e a comercialidade de Logan.
A Statoil é a operadora, com participação de 35%, a Petrobras América Inc., também detém 35%, enquanto a Ecopetrol America e a OOGC detêm participações de 20% e 10%, respectivamente.
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Porto Alegre: Qual ciclovia? Elétrica?

O alerta público levantado pelo Secretário Estadual de Infraestrutura e Logístia Beto Albuquerque sobre os riscos aos ciclistas que utilizarem a futura ciclovia da Av. Ipiranga – em razão da rede elétrica de alta tensão e do gasoduto subterrâneo – levanta um debate central para o futuro da capital, e que vai muito além da questão de obrigar o município a assumir a responsabilidade pelos riscos aos ciclistas. Trata-se da concepção de ciclovia que Porto Alegre pretende implementar.
A perda de qualidade de vida na capital nos últimos anos é notória: além da poluição, a quantidade de horas perdidas dentro dos automóveis em razão dos congestionamentos tem aumentado o estresse da população e diminuído o tempo de convívio com nossas famílias. O automóvel é uma espécie de “caixa” que isola o motorista do contato real com a cidade e com as outras pessoas.
Podemos inverter esta lógica. Na Holanda, 30% das pessoas se locomovem de bici. Sorocaba “ciclou” a cidade inteira. Em Sapiranga, os congestionamentos são das bicicletas. Alguém tem uma forma melhor de tirar uma população do sedentarismo? Será que não é por aí – o investimento em prevenção – que reduziremos as filas dos hospitais e aumentaremos a qualidade de vida da população?
Desde o atropelamento coletivo na Cidade Baixa, notícia que circulou os quatro cantos do planeta, incrivelmente a quantidade de ciclistas se locomovendo pelas ruas de Porto Alegre aumentou. E nem isso foi capaz de sensibilizar os gestores municipais.
A política implementada pela atual gestão municipal é o típico caso do gestor mais preocupado em “jogar para a torcida”, o que revela a cultura do “carrocentrismo” dos habitantes do Paço Municipal. Com efeito, a ciclovia da Ipiranga está sendo construída sobre o canteiro, pois ali não vai “atrapalhar o trânsito”. A próxima ciclovia nos planos dos gestores municipais e a da Av. Sertório, provavelmente por ser larga suficiente para, de novo, não atrapalhar o transito… O Plano Diretor Cicloviário Integrado – Lei Complementar Municipal 626/2009 – que prevê a destinação de 20% das multas de trânsito para construção de ciclovias nunca foi cumprido. Enquanto isso, o Prefeito vibra com os estacionamentos subterrâneos que serão construídos e acredita que duplicar algumas ruas vai resolver os problemas – às custas, por exemplo, de cortar o Parque Marinha do Brasil ao meio. Definitivamente, estamos na contramão da história e das soluções inteligentes para as grandes cidades.
Marcelo Sgarbossa, Ciclista urbano e Diretor do Laboratório de Políticas Públicas e Sociais – Lappus. Mestre em Análise de Políticas Públicas – Universidade de Turim
Foto: Ricardo Giusti/PMPA
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TRE cassa filho do tucano presidente da Assembleia do PR

Valdir e Rodrigo Rossoni

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassou o mandato do prefeito de Bituruna, Rodrigo Rossoni (PSDB), por abuso do poder econômico.
Rodrigo é filho do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB).
Tramita ainda na Justiça Eleitoral outros cinco processos também pedindo a cassação do prefeito Rossoni.
Cabe recurso.
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A falta de decoro dos deputados paulistas

Deputados aprovam encerrar apuração sobre venda de emendas
Os membros do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) seguiram, nesta quinta-feira, o parecer do relator do caso da suposta venda de emendas parlamentares, José Bittencourt (PSD), cujo relatório final conclui que não houve indícios de irregularidades na conduta dos deputados. Sob a presidência do deputado Helio Nishimoto (PSDB), o relator apresentou o parecer fundamentando sua conclusão no fato de não ter sido oferecida nenhuma denúncia específica apontando supostos envolvidos. Para Bittencourt, não há elementos para que o Conselho aprofunde investigações.
Em agosto, o deputado Roque Barbiere (PTB) denunciou o suposto esquema, chegando a comparar o parlamento, já no início de outubro, a um "camelódromo", o que revoltou colegas de Casa. Barbiere afirmou que os deputados negociavam emendas ao Orçamento com prefeitos e empreiteiras e sugeriu que "um tem um preço". O governo paulista negou, em nota, ter recebido do petebista qualquer comunicação de irregularidade no uso das emendas. O deputado afirmou que não daria nomes de colegas "nem com revólver" na cabeça, pois seu objetivo não era o de dedurar ninguém, mas acabar com a situação.
O parecer final de Bittencourt afirma que, diante da ausência de competência do Conselho para convocar autoridades e testemunhas para prestarem depoimentos, o material apurado deve ser encaminhado ao Ministério Público do Estado para o seguimento das investigações. Após acalorado debate, com apresentação de voto contrário dos deputados do PT, Luis Claudio Marcolino e Marco Aurélio, o parecer foi aprovado. Votaram com o relator os deputados Campos Machado (PTB), Cauê Macris (PSDB), Alex Manente (PPS), Dilmo dos Santos (PV) e a corregedora do Conselho, deputada Célia Leão (PSDB).
No voto em separado dos deputados petistas, eles consideraram o Conselho "amordaçado" e defenderam uma CPI que "colaboraria para a transparência pedida pelo próprio governador", Geraldo Alckmin (PSDB). O envio dos documentos ao MP e o encerramento dos trabalhos do Conselho, na opinião do PT, mantém "todos os deputados sob suspeição".
Segundo o relator, José Bittencout, "o Conselho tem vigência até 2013, portanto, se de fato surgirem apontamentos concretos de denunciados, nada impedirá a retomada dos trabalhos no Conselho".
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Juiz mantém 100% da prova do Enem

O Presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região - TRF5, Paulo Roberto de Oliveira Lima, suspendeu a liminar que determinava o cancelamento de 13 questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para todo o Brasil. De acordo com a decisão, só ficarão sem efeito as 13 questões para os 639 alunos do Colégio Christus, de Fortaleza, que tiveram acesso às perguntas antes da prova.
O juiz federal Luiz Praxedes Vieira da Silva, do Ceará, havia atendido uma recomendação do Ministério Público de anular itens do pré-teste realizado em 2010 que apareceram no exame de outubro. Ele havia baseado a decisão no fato de que "não seria possível afirmar que apenas os estudantes do 3º ano do Ensino Médio tiveram acesso às questões". O iG mostrou na semana passada que pelo menos 320 alunos do cursinho do mesmo colégio também receberam o simulado com as perguntas.
Nesta sexta-feira, o presidente do TRF5 atendeu ao feito quinta (3/11) pela Advocacia Geral da União (AGU). De acordo com Oliveira Lima, a solução de manter a prova originalmente aplicada para o Brasil inteiro, inclusive o Ceará, e recalcular somente as provas feitas pelos alunos do Colégio Christus, é a mais razoável. “A liminar considerada atinge a esfera de interesses de cerca 5 milhões de estudantes, espraiando seus efeitos para o ingresso deles nas várias universidades públicas do País, com repercussão na concessão de bolsas, na obtenção de financiamentos e na orientação de políticas públicas. O assunto é grave e influi, sim, na organização da administração”, avaliou o presidente do TRF5 na sua decisão.
O magistrado acrescentou, no entanto, que nenhuma solução é boa e garante a isonomia. "Anular ‘somente’ as questões dos alunos beneficiados não restabelece a isonomia. É que eles continuariam a gozar, para o bem ou para o mal, de situação singular (afinal a prova, para os tais, findaria com menos questões). E certamente a solução não teria a neutralidade desejável, é dizer, o resultado não seria o mesmo, com e sem a anulação. De outro lado, anular as questões para ‘todos’ os participantes também não restauraria a igualdade violada".
No Maria da Penha Neles!
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Carlos Vereza pirou de vez

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Indicadores sociais: Internet e a nova classe C

Formada por 95 milhões de pessoas, a nova classe C brasileira está impactando vários setores da economia, e a indústria da comunicação no país tem sido uma das grandes beneficiadas com esta nova gama de consumidores fazendo do Brasil um dos mercados mais atrativos no mundo no que diz respeito a investimentos publicitários, venda de eletro-eletrônicos, computadores pessoais, telefones celulares e adesão a TV por assinatura. Os números são significativos e fornecem uma base sólida para se construir cenários futuros e direcionar os investimentos e posicionamentos das empresas ligadas a este setor.
Aliado aos bons índices sociais alcançados em 2010 (ver figura), 2010 foi um ano marcante para a industria da comunicação no Brasil. A TV aberta registrou recorde no volume e na receita com a veiculação de anúncios. Cresceu 21,6%, maior crescimento em 20 anos1. A TV paga cresceu 30,7%, passando de 9 milhões de assinantes2. O número de celulares alcançou a marca de 202,94 milhões de aparelhos3. Mais do que a população total registrada no censo de 2010. Os computadores pessoais atingiram a marca de 13,7 milhões de unidades vendidas4, sendo 55% correspondentes a Desktops e 45% a notebooks.
Apesar das crises financeiras nos EUA na Europa, a expectativa é que esse bom momento do setor continue por mais um longo tempo, e até mesmo melhore, visto o volume de negócios esperado com a realização da Copa do Mundo de futebol e dos Jogos Olímpicos em 2014 e 2016 respectivamente.
Nova classe C
A chegada destes novos consumidores no mercado brasileiro tem se mostrado um desafio para os grupos tradicionais de mídia e principais agências de publicidade e pelo comportamento que tanto a mídia, quanto as agências de publicidade vêm demonstrando, pode-se dizer que a ascensão deste público à classe C aconteceu rápido demais e as estratégias que vinham sendo adotadas para produção de produtos de informação/entretenimento e veiculação de anúncios não atingem mais o público consumidor como antes. A TV aberta vem tentando se adaptar ao gosto e costume deste novo consumidor e mudanças significativas estão acontecendo na programação e no conteúdo de novelas e do telejornalismo.
Alguns meses atrás, o crítico de TV Mauricio Stycer, do portal UOL, tratou deste tema entrevistando Octávio Florisbal, diretor geral da TV Globo sobre o novo posicionamento da emissora na tentativa de alcançar este novo público (clique aqui para ler). Mas, não é apenas a TV Globo que está se posicionando. Outras emissoras como a TV Record e a RedeTV!, também estão se adaptando a esta nova realidade (veja vídeo).
Porém, esta adaptação não é uma tarefa tão simples assim. Não basta mudar o foco do conteúdo ou a grade de programação. Conhecer hábitos de consumo de uma população tão grande leva tempo e se gasta muito dinheiro com pesquisas. Além disto, há um componente novo nesta equação: a internet. Essa nova ferramenta está alterando o perfil histórico de consumo de mídia, além de fragmentar consideravelmente a audiência, o que em um modelo de negócios onde a publicidade financia os grandes veículos de informação privados e fixa o preço do anúncio baseado no tamanho desta audiência, a fragmentação não é um bom negócio.
Desta forma, conhecer a nova classe C passou a ser ponto estratégico para anunciantes e empresas de comunicação. Abaixo resgato notícias veiculadas na rede que apontam perspectivas e tendências e demonstram a importância e a dificuldade de se comunicar com esse novo público.
- De acordo com o e-bit 61% dos novos consumidores possuem renda de até R$ 3.000,00 reais;
- A nova classe média deve gastar este ano cerca de R$ 1 trilhão de reais5 e possuem como intenção de compra os seguintes itens:
Itens
Nova classe média
Computador
61%
Eletrodomésticos
56%
Imóvel
53,6%
Carro
51,7%
Medicamentos
49,7%
Higiene e beleza
48%
Fonte: Data Popular
- Pesquisa da FGV aponta que o Brasil terá 140 milhões de PCs até 20146
- Em 2015 os Tablets serão o terceiro eletrônico em vendas no mundo, perdendo apenas para a televisão e os computadores pessoais. Vão movimentar um mercado de U$ 49 bilhões de dólares7.
- Segundo a Cisco, vídeo vai dominar tráfego mundial de celulares e Tablets em 20158.  
- Classe C é a nova consumidora de TV paga. Hoje o meio representa 31% de penetração na classe social9
- A classe C está no Facebook10
Talvez o ponto mais importante que se deva prestar atenção nesses novos hábitos e consumo da classe C, seja a apontado por Venício A. de Lima ao citar recente artigo publicado na revista Carta Capital: o poder da maioria, de Soraia Agegge. Lima faz uma importante análise do comportamento da nova classe C e afirma que está ocorrendo em nossa sociedade um deslocamento dos formadores de opinião.
“no atual contexto, dizem os especialistas, o eixo da formação de opinião deslocou-se dos pais, ou de velhas lideranças locais, como padres e representantes comunitários, para os filhos”. E prossegue: “Os dados revelam que, nesse segmento, o que mais vale não é o que diz a televisão. Nada menos que 79% deles confiam mais nas recomendações dos parentes que na propaganda de tevê. Para se ter uma ideia, no Nordeste, onde se deu a maior expansão desse estrato social, 74% preferem se informar pelo boca a boca”.
Em outro trecho afirma:
“Aos 20 anos, [Vanessa Antonio] integra a porção jovem dos 31 milhões de brasileiros recém-instalados no meio da pirâmide social, com renda familiar mensal entre 1,5 mil e 5 mil reais. [Ela] e outros milhões de jovens das periferias começam a desempenhar o papel de principais formadores de opinião da chamada “nova classe média”. E mais: “Para os jovens como [Vanessa], três fatores aumentaram seu poder de opinião sobre a família e suas comunidades: emprego, estudos e o que eles chamam de “nova bomba do mundo”, a tecnologia. “Temos computadores e celulares. Nossas famílias agora têm mais acesso à informação. Agente vê as notícias, compara na internet e conta para eles.”
Este é um aspecto importante, talvez o mais importante, pois estes novos formadores de opinião buscam informações em comunidades e redes sociais. No Brasil, 30 milhões de usuários possuem conta na rede social Orkut e mais de 13 milhões no Facebook. O Brasil é ainda o 4º colocado mundial em utilização do Twitter.
Este novo perfil do consumidor brasileiro, presente na maior parcela economicamente ativa da população, força uma nova abordagem das mensagens publicitárias e do conteúdo audiovisual e impresso. Ações de comunicação Transmídia já estão presentes em boa parte das estratégias de marketing dos grandes anunciantes.  Porém, muitos ainda estão presos as antigas fórmulas de se fazer publicidade e aos antigos mecanismos de engajamento da audiência do mundo analógico e podem estar perdendo muito dinheiro.
Mas até que não conheçamos realmente e intimamente esta  nova classe C não há outra alternativa a não ser tentarmos prever seu comportamento e por meio de erros e acertos adquirir experiências que minimizem a distância entre emissores e receptores, ou vice e versa.
Fontes:
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Freixo deixa o país para dar palestras?

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) — que afirmou ter deixado o Rio de Janeiro com apoio da Anistia Internacional por causa de ameaças — omitiu que sua saída do país já estava programada por outro motivo. Ele foi convidado a dar palestras sobre a atuação das milícias no estado. A informação do convite foi confirmada ontem pela Anistia Internacional que patrocina e divulga as palestras.
Em entrevista à “GloboNews”, em Londres, o representante da organização, Tim Cahill, afirmou que as palestras já estavam programadas e que foram antecipadas num acordo entre a Anistia Internacional e o parlamentar.
Em nota, a organização informou que convidou o deputado Marcelo Freixo como parte de uma campanha de combate a grupos criminosos, mas não confirmou que o convite teria sido motivado pelas ameaças ao parlamentar, embora a nota registre a existência delas.
O deputado Marcelo Freixo — pré-candidato a prefeito do Rio pelo PSOL — disse, em nota, que aceitou o convite da Anistia Internacional como uma forma de se afastar do Rio de Janeiro e do país num momento no qual se tornou mais crítica a questão de sua segurança. O parlamentar afirmou ainda que espera que, nesse período de afastamento, sejam tomadas providências para reforçar seu esquema de segurança.
De acordo com o deputado, apenas no último mês, sete denúncias sobre planos para matá-lo foram recebidas por autoridades.
Fora do Brasil
No dia 1º de novembro, o deputado Marcelo Freixo deixou o país acompanhado da família, alegando falta de providências das autoridades de segurança estaduais em relação às ameaças de morte recebidas por ele. Na ocasião, o parlamentar não mencionou que participaria de palestras na Europa agendadas previamente.
A Secretaria de Segurança chegou a divulgar nota oficial informando que todas as providências teriam sido tomadas em relação às denúncias, mas que se tratavam de medidas sigilosas porque envolviam a segurança de pessoas. As ameaças a Freixo começaram, em 2008, quando o parlamentar presidiu a CPI das Milícias na Alerj.
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Brasil terá Centro de Excelência contra a Fome

Brasília – O economista brasileiro Daniel Balaban, com mestrado em relações exteriores, será o diretor do Centro de Excelência contra a Fome no Brasil. O centro, em Brasília, servirá como um local de orientação para executar ações relacionadas à alimentação e educação. Balaban disse à Agência Brasil (ABr) que o país conquistou o respeito mundial pelos esforços no combate à pobreza e fome. “Temos de transformar o círculo vicioso em círculo virtuoso”, disse ele. A seguir, os principais trechos da entrevista.
ABr – O Programa Mundial de Alimentação das Nações Unidas (cuja sigla em inglês é WFP) diz que há 1 milhão de pessoas que passam fome no mundo, há como solucionar a questão?
Daniel Balaban – É preciso, primeiro, desfazer mitos, como o que diz que não há comida suficiente para todos e que a fome está localizada na África. Nada disso é verdade. Outro fator fundamental: é possível resolver o problema da fome, desde que haja um esforço conjunto de toda a comunidade internacional.
ABr – De forma concreta, quais são as outras ações para combater a fome no mundo?
Balaban – É preciso que os governos atuem de forma mais intensa, o que impõe também agir no combate às guerrilhas que estão em vários locais do mundo, como na África, executar ações de erradicação da miséria, de estímulo à agricultura e do uso adequado da terra.
ABr – Como o Brasil, por meio do Centro de Excelência contra a Fome, pode colaborar nesse processo?
Balaban – O Brasil ganhou respeito e tornou-se referência por suas ações de combate à pobreza e à fome. A implementação das políticas de transferência de renda é um exemplo bem-sucedido. O nosso objetivo é transmitir o conhecimento e a técnica desenvolvidos no país, por meio de treinamentos, do estímulo à adaptação às culturas e ao modo de viver de cada país. No total, vamos atuar em 18 países na América Latina, Ásia e África.
ABr – Os estrangeiros se interessam por algum programa específico desenvolvido no Brasil?
Balaban – Eles querem saber sobre tudo, mas sem dúvida os programas Fome Zero e Bolsa Família chamam a atenção dos estrangeiros. Na verdade, o conjunto das ações causa a admiração no exterior porque há a atuação do governo, mas também da sociedade civil, envolvendo educação, saúde e cidadania. É assim que o combate à fome deve ocorrer. Na África, por exemplo, há muita terra que pode ser plantada, mas por falta de água e conhecimento não há estímulo para a agricultura e aí começa o círculo vicioso. Temos de transformar o círculo vicioso em círculo virtuoso.
ABr – Para o senhor, o cidadão comum pode ajudar nesse processo todo?
Balaban – Claro. Por enquanto, ainda estamos trabalhando no site do Programa Mundial de Alimentação das Nações Unidas [cuja sigla em inglês é WFP] para adaptar ao Brasil. Mas quem quiser contribuir pode entrar no nosso site [http://www.wfp.org/] e fazer a doação em dólar. De US$ 1 a um valor indefinido, tudo é bem-vindo. Todas as doações são aproveitadas e tudo é transparente – os dados sobre os investimentos e quem está recebendo. Os detalhes estão no site.
Renata Giraldi
No Agência Brasil
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Estado falhou na resposta aos ataques do PCC em 2006, diz Justiça de São Paulo

Numa decisão inédita, a Justiça de São Paulo afirmou que o Estado falhou na resposta aos ataques do PCC e condenou o governo paulista a pagar indenização de R$ 165,5 mil à mãe de uma das vítimas. José da Silva Santos foi morto a tiros durante operações de repressão à onda de ataques do crime organizado, entre maio e julho de 2006. Os atentados provocaram uma forte reação policial.
A decisão é do Tribunal de Justiça de São Paulo, para quem não há dúvida de que o homicídio decorreu da “conduta descontrolada da polícia” quando se viu encurralada pela agressão da facção criminosa. O tribunal ainda determinou que o Estado pague à mãe da vítima uma pensão mensal correspondente a um terço do salário mínimo.
Essa foi a primeira vez que a Justiça reconheceu que o governo "errou na dose" ao reprimir os atentados do PCC. A 7ª Câmara de Direito Público entendeu que a reação das forças policiais foi “atabalhoada” e que provocou a morte de civis inocentes, como, no caso, a de José da Silva Santos, na Baixada Santista.
Para o desembargador Magalhães Coelho, a obrigação de indenizar se deve ao fato de as autoridades terem criado uma situação de risco extraordinário para a cidadania pela falta quase absoluta de política de segurança pública. Segundo o relator, a reação do Estado foi “desconexa, violenta e indiscriminada” e vitimou, sobretudo, “os pobres e desvalidos”.
O desembargador lembrou que pesquisas de instituições independentes concluíram que apenas na primeira onda de ataques, entre 12 e 21 de maio de 2006, 564 pessoas foram mortas, e 110, feridas por armas de fogo. De acordo com Magalhães Coelho, na época, a Secretaria de Segurança Pública admitiu, oficialmente, que a Polícia Militar matou 108 pessoas em apenas oito dias.
122 execuções
Um estudo da Justiça Global e da Universidade de Harvard, divulgado este ano, concluiu que dos 493 homicídios ocorridos no Estado de 12 a 20 de maio de 2006 havia indícios da participação de policiais em 122 execuções. A mesma pesquisa aponta 43 agentes públicos vítimas dos ataques.
“Muitas dessas mortes decorreram da reação defensiva legítima de agentes públicos, mas outras tantas apontam para atuação de grupos de extermínio e de policiais absolutamente fora de controle e de comando, com nítido caráter de represália indiscriminada, notadamente da população mais pobre e que habita as periferias das grandes cidades paulistas”, afirmou o desembargador Magalhães Coelho.
Fernando Porfírio
No UOL
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Tabloide britânico pode ter grampeado quase 6 mil

LONDRES - Entre celebridades, parentes de soldados mortos, políticos, policiais e anônimos, o número de pessoas que podem ter tido o telefone grampeado pelo hoje extinto tabloide britânico "News of the World" pode chegar perto de 6 mil.
Os novos números, divulgados nesta quinta-feira pela polícia londrina, reforçam a tese de que os grampos eram utilizados em escala quase industrial e com conhecimento da alta hierarquia do tabloide. Antes, acreditava-se que 4 mil pessoas tinham sido grampeadas.
Segundo um boletim policial, os quase 2 mil novos nomes foram encontrados nos documentos de Glenn Mulcaire, investigador privado que prestou serviços durante anos para o tabloide. O número, explica o documento, "muito provavelmente será revisado no futuro".
Mulcaire sempre manteve notas meticulosas sobre suas atividades, com nomes de pessoas já grampeadas e de outras possíveis vítimas. Ele foi preso em 2007 por conta dos grampos, mas enfrenta ainda cerca de 40 ações na Justiça aberta por vítimas, como o ator Hugh Grant.
O escândalo ganhou força em meados deste ano ao respingar no primeiro-ministro David Cameron, criticado por contratar como assessor um ex-editor do tabloide. Dono do jornal, o magnata Rupert Murdoch, que garante que não sabia dos grampos, teve que depor no Parlamento britânico.
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Dilma defende criação de "CPMF global"

Apesar da rejeição de Estados Unidos e Grã-Bretanha, projeto apresentado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, ganha peso com apoio do Brasil e da Argentina.
A situação da Grécia e seu referendo sem sentido ainda estão entre os principais temas de discussão nas pausas da reunião do G20 em Cannes. A cada demonstração de enfraquecimento do poder do primeiro-ministro grego George Papandreou, o presidente Nicolas Sarkozy comemora com seus vizinhos de mesa. Mas enquanto o país não bate o martelo em direção a uma aceitação sem imposições do pacote de ajuda assinado pela União Europeia, é preciso seguir a agenda do encontro.
O chefe de Estado francês trouxe novamente à roda de discussões um assunto que ainda deve gerar muita discordância: a tal da taxa sobre transações financeiras. Herdeiro da "taxa Tobin", o imposto ganhou espaço com a crise de 2008. O Prêmio Nobel de Economia americano, James Tobin, criador da teoria, acredita que esse seja um meio de frear as "idas e vindas" especulativas no curto prazo nos mercados de divisas, ao impor uma pequena taxa às operações. "Os países pobres não podem ser duas vezes vítimas da crise, uma pela queda da atividade interna e outra pela diminuição da ajuda que recebem dos países ricos" disse Sarkozy para justificar a pertinência deste novo procedimento de arrecadação. Segundo um relatório apresentado por Bill Gates, a pedido do líder francês, uma taxa baixa de 0,1% sobre a ações e de 0,02% sobre as obrigações poderia arrecadar 48 bilhões de euros no G20 ou 9 bilhões de euros em escala europeia. A Alemanha defende a ideia. Por outro lado, Estados Unidos e Grã-Bretanha se mostram pouco cooperativos.
Mas o presidente Nicolas Sarkozy ganhou duas partidárias de peso. A presidente Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, da Argentina, se colocaram a favor do projeto. "Apoiamos a tese de que um piso único de renda não é filantropia, é uma rede de proteção mundial fundamental para enfrentar a crise", discursou Dilma, no plenário dos lideres, durante a sessão de trabalho sobre dimensão social da globalização e comércio. "O Brasil não irá se opor a uma taxa financeira mundial se isso for um consenso entre os países, a favor da ampliação dos investimentos sociais." Segundo ela, no Brasil, o Bolsa Família é um benefício parecido com o proposto pela organização.
Roberta Namour
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Funcionários do Senado com "supersalários" processam site

Funcionários do Senado tentam impedir o Congresso em Foco de divulgar lista de servidores que ganham acima do teto
Quarenta e três servidores do Senado que ganham “supersalários” pediram na Justiça, em ações individuais e idênticas, que o site Congresso em Foco retire do ar a lista de 464 funcionários da Casa que, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), recebem acima do teto constitucional para o funcionalismo público, de R$ 26.723. A indenização pedida ao site pode chegar a quase R$ 1 milhão.
A avalanche judicial é consequência de uma série de reportagens publicadas pelo Congresso em Foco sobre funcionários e senadores que ganham mais que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O site revelou que há servidores que ganham até R$ 35.290,04.
O Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União) já havia entrado com duas ações contra o Congresso em Foco pedindo a retirada da lista e a proibição de divulgação de novas informações semelhantes. As duas ações foram negadas pelo Judiciário e o sindicato "emprestou" seus advogados para que os próprios funcionários acionassem a justiça, pedindo cada um indenizações de R$ 21,8 mil.
Na primeira ação perdida, o juiz Tiago Fontes Moretto entendeu que o pedido da ação não era de interesse da classe de servidores, e sim de um grupo de funcionários, e por isso, o Sindilegis não teria competência para dar entrada. “O interesse público tem que prevalecer sobre o particular”, disse o juiz Marco Antônio Costa na segunda ação.
O jornalista e diretor do site, Sílvio Costa, classificou a estratégia como tentativa de “constranger o direito à informação". Se condenado, o site pode fechar por falta de condições de se manter. A ofensiva foi criticada por entidades de classe de jornalistas e pelo presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante.
Para Cavalcante, a atitute dos servidores é "litigância de má-fé" e "atentado à liberdade de expressão". Para a Associação Brasileira dos Jornalistas Investigativos (Abraji), o tema da série de reportagens é de interesse da população, uma vez que o salário dos servidores é pago com dinheiro público.
Evam Sena
No Brasil 247
Quem são os servidores que processam o Congresso em Foco
Veja os salários dos servidores identificados pelo TCU como beneficiários de pagamentos acima do teto constitucional que foram à Justiça contra este site

Processo Dia e hora da audiência (1) Nome Salário acima do teto (2)
2011.01.1.200509-0 27/01/2012 15:00 Mônica Bentim Rosa 25.561,71
2011.01.1.200610-9 27/01/2012 15:30 Wellington Pereira de Oliveira 25.218,42
2011.01.1.200636-7 30/01/2012 13:30 Glaucia Maria de Borba Benevides Gadelha 24.819,65
2011.01.1.200647-0 30/01/2012 14:00 Carlos Roberto Vieira da Silva 25.153,05
2011.01.1.200666-4 30/01/2012 14:30 Silvério Francisco de Oliveira Rosenthal 25.673,39
2011.01.1.200683-2 30/01/2012 15:00 Otávio de Morais Lisboa 26.742,04
2011.01.1.200686-5 30/01/2012 15:30 Leopoldo Peres Torelly 26.806,28
2011.01.1.200714-4 31/01/2012 13:30 Sandra Claudia Costa Bastos 24.841,02
2011.01.1.200742-5 31/01/2012 14:00 Margarett Rose Nunes Leite Cabral 25.825,04
2011.01.1.200746-6 31/01/2012 14:30 Edward Cattete Pinheiro Filho 26.128,74
2011.01.1.200749-9 31/01/2012 15:00 Antônio José Brochado da Costa 28.447,42
2011.01.1.200753-8 31/01/2012 15:30 Adriana Henning Paranaguá 24.859,62
2011.01.1.200760-0 31/01/2012 16:00 Carlos Roberto Marcelino 26.578,26
2011.01.1.200776-3 01/02/2012 13:30 Antônio Augusto Araújo Dá Cunha 27.556,13
2011.01.1.200762-6 01/02/2012 13:30 Pedro Ricardo Araújo Carvalho 24.969,74
2011.01.1.200765-9 01/02/2012 14:00 Deraldo Ruas Guimarães 25.624,70
2011.01.1.200781-9 01/02/2012 14:30 José Oswaldo Fermozelli Câmara 26.516,00
2011.01.1.200784-3 01/02/2012 15:00 Maria Liz de Medeiros Roarelli 24.994,37
2011.01.1.200788-4 01/02/2012 15:30 Simone Medeiros de Oliveira Ribeiro 25.652,15
2011.01.1.200789-2 01/02/2012 16:00 Adolfo de Mello Júnior 25.653,50
2011.01.1.202621-5 06/02/2012 13:30 Maurício Silva 26.791,99
2011.01.1.202699-6 06/02/2012 14:00 Sérgio Luiz Gomes da Silva 25.657,02
2011.01.1.202714-6 06/02/2012 14:30 Patrícia Araújo da Cunha 27.446,83
2011.01.1.202720-0 06/02/2012 15:00 Janete Maia dos Santos 24.884,49
2011.01.1.202724-2 06/02/2012 15:30 Fátima Abrahão Kohlrausch 25.352,76
2011.01.1.202728-3 06/02/2012 16:00 Paulo Sérgio Paiva Futuro 25.268,22
2011.01.1.202622-3 06/02/2012 16:30 Celso Dias dos Santos 24.718,84
2011.01.1.202731-4 07/02/2012 13:30 Almiro da Cunha Leite Júnior 25.412,21
2011.01.1.202744-3 07/02/2012 14:00 José Roberto Fernandes Anselmo 26.237,01
2011.01.1.202738-8 07/02/2012 14:30 Sérgio Murilo Souza Rosa 25.374,85
2011.01.1.202749-2 07/02/2012 15:00 Gilson Amaral da Silva 25.547,58
2011.01.1.202750-7 07/02/2012 15:30 Olavo de Souza Ribeiro Filho 25.923,61
2011.01.1.202759-7 07/02/2012 16:00 Edinaldo Marques de Oliveira 28.111,35
2011.01.1.202760-3 07/02/2012 16:30 Sandra Maria de Moura Barbosa 25.063,82
2011.01.1.202761-0 08/02/2012 13:30 Solange Sotelo Pinheiro Calmon 26.396,51
2011.01.1.202766-9 08/02/2012 14:00 Cleomenes Pereira dos Santos 25.177,03
2011.01.1.202769-3 08/02/2012 14:30 Benedito Vakson Ribeiro 26.835,47
2011.01.1.202772-4 08/02/2012 15:00 Luciano de Souza Gomes 27.159,77
2011.01.1.202781-2 08/02/2012 15:30 Alex Pereira de Andrade 25.352,76
2011.01.1.202784-5 08/02/2012 16:00 Francisco Guilherme Thees Ribeiro 24.506,62
2011.01.1.203306-4 08/02/2012 16:30 Marisa Santana 28.578,72
2011.01.1.203308-9 09/02/2012 13:30 Eder Rodrigues da Silva 24.695,91
2011.01.1.203312-8 09/02/2012 14:00 Paulo Fernando dos Santos Moniz 28.333,12
Fonte: Congresso em Foco, com base em dados do TJDF e do TCU
(1) As audiências de conciliação serão realizadas na Central de Conciliação dos Juizados Especiais Cíveis de Brasília-DF, no Fórum José Julio Leal Fagundes.
(2) Dados do relatório de auditoria 629/2009 do Tribunal de Contas da União, referente ao mês de agosto de 2009. À época, o teto era de R$ 24.500.
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