3 de nov de 2011

Irã o próximo alvo de Obama, Netanyahu e Cameron

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Tapajós e Carajás: Furto, furtei, furtarei

Eis um artigo sobre a divisão do Estado do Pará, com uma análise feita pelo professor José R.B. Freire é uma obra-prima jornalística, que nos remete aos tempos de Padre Antônio Vieira e seus famosos sermões. Vale a pena ler todo o artigo com atenção. Excelente!
P.S. - O professor José Ribamar Bessa Freire coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNI RIO).
TAPAJÓS E CARAJÁS: FURTO, FURTEI, FURTAREI
José Ribamar Bessa Freire
09/10/2011 - Diário do Amazonas
Essa foi a vaia mais estrondosa e demorada de toda a história da Amazônia.
Começou no dia 4 de abril de 1654, em São Luís do Maranhão, com a conjugação do verbo furtar, e continuou ressoando em Belém, num auditório da Universidade Federal do Pará, na última quinta-feira, 6 de outubro, quando estudantes hostilizaram dois deputados federais que defendiam a criação dos Estados de Tapajós e Carajás.
A vaia, que atravessou os séculos, só será interrompida no dia 11 de dezembro próximo, quando quase 5 milhões de eleitores paraenses irão às urnas para votar, num plebiscito, se querem ou não a criação dos dois Estados desmembrados do Pará, que ficará reduzido a apenas 17% de seu atual território caso a resposta dos eleitores seja afirmativa.
A proposta de divisão territorial não é nova. Embora o fato não seja ensinado nas escolas, o certo é que Portugal manteve dois estados na América: o Estado do Brasil e o Estado do Maranhão e Grão-Pará, cada um com governador próprio, leis próprias e seu corpo de funcionários.
Somente um ano depois da Independência do Brasil, em agosto de 1823, é que o Grão-Pará aderiu ao estado independente, com ele se unificando.
Pois bem, no século XVII, a proposta era criar mais estados. Os colonos começaram a pressionar o rei de Portugal, D. João IV, para que as capitanias da região norte fossem transformadas em entidades autônomas. O padre Antônio Vieira, conselheiro do rei de Portugal, D. João IV, convenceu o monarca a fazer exatamente o contrário, criando um governo único do Estado do Maranhão e Grão-Pará sediado inicialmente em São Luís e depois em Belém.
Para isso, o missionário jesuíta usou um argumento singular. Ele alegava que se o rei criasse outros estados na Amazônia, teria que nomear mais governadores, o que dificultaria o controle sobre eles. "É mais fácil vigiar um ladrão do que dois", escreveu Vieira em carta ao rei, de 4 de abril de 1654: “Digo, Senhor, que menos mal será um ladrão que dois, e que mais dificultoso será de achar dois homens de bem que um só”.
Num sermão que pregou na sexta-feira santa, já em Lisboa, perante um auditório onde estavam membros da corte, juízes, ministros e conselheiros da Coroa, o padre Vieira, recém-chegado do Maranhão, acusou os governadores, nomeados por três anos, de enriquecerem durante o triênio, juntamente com seus amigos e apaniguados, dizendo que eles conjugavam o verbo furtar em todos os tempos, modos e pessoas. Vale a pena transcrever um trecho do seu sermão: - “Furtam pelo modo infinitivo, porque não tem fim o furtar com o fim do governo, e sempre lá deixam raízes em que se vão continuando os furtos.
Esses mesmos modos conjugam po r todas as pessoas: porque a primeira pessoa do verbo é a sua, as segundas os seus criados, e as terceiras quantos para isso têm indústria e consciência”.
Segundo Vieira, os governadores "furtam juntamente por todos os tempos".
Roubam no tempo presente , "que é o seu tempo" durante o triênio em que governam, e roubam ainda "no pretérito e no futuro". Roubam no passado perdoando dívidas antigas com o Estado em troca de propinas, "vendendo perdões" e roubam no futuro quando "empenham as rendas e antecipam os contrato, com que tudo, o caído e não caído, lhe vem a cair nas mãos".
O missionário jesuíta, conselheiro e confessor do rei, prosseguiu: "Finalmente, nos mesmos tempos não lhe escapam os imperfeitos, perfeitos, mais-que-perfeitos, e quaisquer outros, porque furtam, furtavam, furtaram, furtariam e haveriam de furtar mais se mais houvesse. Em suma, que o resumo de toda esta rapante conjugação vem a ser o supino do mesmo verbo: a furtar, para furtar. E quando eles têm conjugado assim toda a voz ativa, e as miseráveis províncias suportado toda a passiva, eles como se tiveram feito grandes serviços tornam carregados de despojos e ricos; e elas ficam roubadas e consumidas".
Numa atitude audaciosa, Padre Vieira chama o próprio rei às suas responsabilidades, concluindo: "Em qualquer parte do mundo se pode verificar o que Isaías diz dos príncipes de Jerusalém: os teus príncipes são companheiros dos
ladrões. E por que? São companheiros dos ladrões, porque os dissimulam; são companheiros dos ladrões, porque os consentem; são companheiros dos ladrões, porque lhes dão os postos e os poderes; são companheiros dos ladrões, porque talvez os defendem; e são finalmente, seus companheiros, porque os acompanham e hão de acompanhar ao inferno, onde os mesmos ladrões os levam consigo".
Os dois novos Estados – Carajás e Tapajós – se criados, significa mais governadores, mais deputados, mais juizes, mais tribunais de contas, mais mordomias, mais assaltos aos cofres públicos.
Por isso, o Conselho Indígena dos rios Tapajós e Arapiuns, sediado em Santarém, representando 13 povos de 52 aldeias, se pronunciou criticamente em relação à proposta. Em nota oficial, esclarece: "Os indígenas, os quilombolas e os trabalhadores da região nunca estiveram na frente do movimento pela criação do Estado do Tapajós, porque essa não era sua reivindicação e também porque não eram
convidados. Esse movimento foi iniciado e liderado nos últimos anos por políticos. E nós temos aprendido que o que é bom para essa gente dificilmente é bom para nós.
Do Zatonio, via email
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Corruptores

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El papel genocida de la OTAN (Quinta parte)

El 9 de marzo del año actual bajo el título “La OTAN, la guerra, la mentira y los negocios” publiqué una nueva Reflexión sobre el papel de esa organización bélica.
Selecciono los párrafos fundamentales de aquella Reflexión:
“Como algunos conocen, en septiembre de 1969, Muammar Al-Gaddafi, un militar árabe beduino de peculiar carácter e inspirado en las ideas del líder egipcio Gamal Abdel Nasser, promovió en el seno de las Fuerzas Armadas un movimiento que derrocó al Rey Idris I de Libia, un país desértico casi en su totalidad y de escasa población, situado al norte de África, entre Túnez y Egipto.”
“Nacido en el seno de una familia de la tribu beduina de pastores nómadas del desierto, en la región de Trípoli, Gaddafi era profundamente anticolonialista.”
“…los adversarios de Gaddafi aseguran que se destacó por su inteligencia como estudiante; fue expulsado del liceo por sus actividades antimonárquicas. Logró matricularse en otro liceo y después graduarse en leyes en la Universidad de Bengasi a los 21 años. Ingresa después en el Colegio Militar de Bengasi donde creó lo que se denominó el Movimiento Secreto Unionista de Oficiales Libres, concluyendo posteriormente sus estudios en una academia militar británica.”
“Había iniciado su vida política con hechos incuestionablemente revolucionarios.
“En marzo de 1970, tras manifestaciones masivas nacionalistas, logró la evacuación de los soldados británicos del país y, en junio, Estados Unidos desalojó la gran base aérea cerca de Trípoli, entregada a instructores militares egipcios, país aliado a Libia.
“En 1970, varias compañías petroleras occidentales y sociedades bancarias con participación de capitales extranjeros fueron afectadas por la Revolución. A fines de 1971, la famosa British Petroleum corrió la misma suerte. En el área agropecuaria todos los bienes italianos fueron confiscados, los colonos y sus descendientes expulsados de Libia.”
“El líder libio se enfrascó en teorías extremistas que se oponían tanto al comunismo como al capitalismo. Fue una etapa en la que Gaddafi se dedicó a la teorización, que no tiene sentido incluir en este análisis, aunque sí señalar que en el artículo primero de la Proclama Constitucional de 1969 se establecía el carácter “Socialista” de la Jamahiriya Árabe Libia Popular.
“Lo que deseo enfatizar es que a Estados Unidos y sus aliados de la OTAN nunca le interesaron los derechos humanos.
“La olla de grillos que tuvo lugar en el Consejo de Seguridad, en la reunión del Consejo de Derechos Humanos con sede en Ginebra, y en la Asamblea General de la ONU en Nueva York, fue puro teatro.”
“El imperio pretende ahora […] intervenir militarmente en Libia y golpear la ola revolucionaria desatada en el mundo árabe.”
“Promovida la latente rebeldía libia por los órganos de inteligencia yanki, o por los errores del propio Gaddafi, es importante que los pueblos no se dejen engañar, ya que muy pronto la opinión mundial tendrá suficientes elementos para saber a qué atenerse.”
“Libia, igual que muchos países del Tercer Mundo, es miembro del Movimiento de Países No Alineados, del Grupo de los 77 y otras organizaciones internacionales, a través de las cuales se establecen relaciones independientemente del sistema económico y social de cada Estado.
“A grandes rasgos: la Revolución en Cuba, inspirada en principios Marxistas-Leninistas y Martianos, había triunfado en 1959 a 90 millas de Estados Unidos, que nos impuso la Enmienda Platt y era propietario de la economía de nuestro país.
“Casi de inmediato, el imperio promovió contra nuestro pueblo la guerra sucia, las bandas contrarrevolucionarias, el criminal bloqueo económico, y la invasión mercenaria de Girón, custodiada por un portaaviones y su infantería de marina lista para desembarcar si la fuerza mercenaria obtenía determinados objetivos.”
“Todos los países latinoamericanos, con la excepción de México, participaron del criminal bloqueo que todavía perdura, sin que nuestro país jamás se rindiera.”
“En enero de 1986, esgrimiendo la idea de que Libia estaba detrás del llamado terrorismo revolucionario, Reagan ordenó romper relaciones económicas y comerciales con ese país.
“En marzo del año 1986, una fuerza de portaaviones en el Golfo de Sirte, dentro de aguas consideradas nacionales por Libia, desató ataques que ocasionaron la destrucción de varias unidades navales provistas de lanzamisiles y de sistemas de radares de costa que ese país había adquirido en la URSS.
“El 5 de abril, una discoteca en Berlín Occidental, frecuentada por soldados de Estados Unidos, fue víctima de explosivos plásticos, en el que tres personas murieron, dos de ellas militares norteamericanos y muchos fueron heridos.
“Reagan acusó a Gaddafi y ordenó a la Fuerza Aérea que diera respuesta. Tres escuadrones despegaron de los portaaviones de la VI Flota y bases en el Reino Unido, atacaron con misiles y bombas siete objetivos militares en Trípoli y Bengasi. Alrededor de 40 personas murieron, 15 de ellas civiles […] cuando un misil impactó directamente en la residencia (del líder libio), su hija Hanna murió y otros dos hijos resultaron heridos. El hecho recibió un amplio rechazo; la Asamblea General de la ONU aprobó una resolución de condena por violación de la Carta de la ONU y el Derecho Internacional. Igual hizo en términos enérgicos el Movimiento de Países No Alineados, la Liga Árabe y la OUA.
“El 21 de diciembre de 1988, un Boeing 747 de la compañía Pan Am que volaba de Londres a Nueva York se desintegró en pleno vuelo por el estallido de una bomba…”
“Las investigaciones, según los yankis, implicaban a dos agentes de la inteligencia Libia.”
“Una leyenda tenebrosa se fabricó contra él con la participación de Reagan y Bush padre.”
“El Consejo de Seguridad le había impuesto sanciones a Libia que comenzaron a superarse cuando Gaddafi aceptó someter a juicio, con determinadas condiciones, a los dos acusados por el avión que estalló sobre Escocia.
“Delegaciones libias comenzaron a ser invitadas a reuniones intereuropeas. En julio de 1999 Londres inició el restablecimiento de relaciones diplomáticas plenas con Libia, después de algunas concesiones adicionales.”
“El 2 de diciembre, Massimo D’Alema, primer ministro italiano, realizó la primera visita de un jefe de gobierno europeo a Libia.
“Desaparecida la URSS y el campo socialista de Europa, Gaddafi decidió aceptar las demandas de Estados Unidos y la OTAN.”
“A inicios del 2002, el Departamento de Estado informó que estaban en curso conversaciones diplomáticas entre Estados Unidos y Libia.”
“Al iniciarse el año 2003, en virtud del acuerdo económico sobre indemnizaciones alcanzado entre Libia y los países demandantes, Reino Unido y Francia, el Consejo de Seguridad de la ONU levantó las sanciones de 1992 contra Libia.
“Antes de finalizar el 2003, Bush y Tony Blair informaron de un acuerdo con Libia, país que había entregado a expertos de inteligencia del Reino Unido y Washington documentación de los programas no convencionales de armas, así como misiles balísticos con un alcance superior a 300 kilómetros. […] Era el fruto de muchos meses de conversaciones entre Trípoli y Washington, como reveló el propio Bush.
“Gaddafi cumplió sus promesas de desarme. En pocos meses Libia entregó las cinco unidades de misiles Scud-C con un alcance de 800 kilómetros y los cientos de Scud-B, cuyo alcance sobrepasaba los 300 kilómetros en misiles defensivos de corto alcance.
“A partir de octubre de 2002 se inició el maratón de visitas a Trípoli: Berlusconi, en octubre de 2002; José María Aznar, en septiembre de 2003; Berlusconi de nuevo en febrero, agosto y octubre de 2004; Blair, en marzo de 2004; el alemán Schröeder, en octubre de ese año; Jacques Chirac, en noviembre de 2004.”
“Gaddafi recorrió triunfalmente Europa. Fue recibido en Bruselas en abril de 2004 por Romano Prodi, presidente de la Comisión Europea; en agosto de ese año el líder libio invitó a Bush a visitar su país; Exxon Mobil, Chevron Texaco y Conoco Philips ultimaban la reanudación de la extracción de crudo a través de joint ventures.
“En mayo de 2006, Estados Unidos anunció la retirada de Libia de la lista de países terroristas y el establecimiento de relaciones diplomáticas plenas.
“En 2006 y 2007, Francia y Estados Unidos suscribieron acuerdos de cooperación nuclear con fines pacíficos; en mayo de 2007, Blair volvió a visitar a Gaddafi en Sirte. British Petroleum firmó un contrato ‘enormemente importante’ según se declaró para la exploración de yacimientos de gas.
“En diciembre de 2007, Gaddafi realizó dos visitas a Francia y firmó contratos de equipamientos militares y civiles por valor de 10 000 millones de euros; y a España, donde se entrevistó con el presidente del Gobierno José Luis Rodríguez Zapatero. Contratos millonarios se suscribieron con importantes países de la OTAN.
“¿Qué es lo que ahora ha originado la retirada precipitada de las embajadas de Estados Unidos y los demás miembros de la OTAN?
“Todo resulta sumamente extraño.
“George W. Bush, padre de la estúpida guerra antiterrorista, declaró el 20 de septiembre de 2001 a los cadetes de West Point ‘Nuestra seguridad requerirá […] la fuerza militar que ustedes dirigirán, una fuerza que debe estar lista para atacar inmediatamente en cualquier oscuro rincón del mundo. Y nuestra seguridad requerirá que estemos listos para el ataque preventivo cuando sea necesario defender nuestra libertad…’.”
“Debemos descubrir células terroristas en 60 países o más […] Junto a nuestros amigos y aliados, debemos oponernos a la proliferación y afrontar a los regímenes que patrocinan el terrorismo, según requiera cada caso.”
Añado hoy que Afganistán un país tradicionalmente rebelde, fue invadido; las tribus nacionalistas antaño aliadas de Estados Unidos en su lucha contra la URSS, fueron bombardeadas y masacradas. La guerra sucia se extendió por el mundo. Irak fue invadido con pretextos que resultaron falsos, sus abundantes recursos petroleros pasaron a manos de empresas yankis, millones de personas perdieron sus empleos y fueron obligadas a desplazarse dentro o fuera del país, sus museos fueron saqueados e incontables ciudadanos perdieron la vida o fueron masacrados por los invasores.
Volviendo a la Reflexión, señalé:
“Un despacho de la AFP procedente de Kabul […] revela que: ‘El año pasado fue el más letal para los civiles en nueve años de guerra entre los talibanes y las fuerzas internacionales en Afganistán, con casi 2 800 muertos, un 15% más que en 2009, indicó el miércoles un informe de la ONU, que subraya el costo humano del conflicto para la población’.”
“Con 2 777 exactamente, el número de civiles muertos en 2010 aumentó en 15% con respecto a 2009, indica el informe anual conjunto de la Misión de Asistencia de las Naciones Unidas en Afganistán….”
“El presidente Barack Obama expresó el 3 de marzo su ‘profundo pesar’ al pueblo afgano por los nueve niños muertos, y también lo hicieron el general estadounidense David Petraeus, comandante en jefe de la ISAF, y el secretario de Defensa, Robert Gates.”
“…el reporte de la UNAMA destaca que el número de civiles muertos en 2010 es cuatro veces superior a los soldados de las fuerzas internacionales caídos en combate en ese mismo año.”
En lo que se refiere a Libia, señalé:
“Durante 10 días, en Ginebra y en Naciones Unidas, se pronunciaron más de 150 discursos sobre violaciones de los derechos humanos que fueron repetidos millones de veces por televisión, radio, Internet y la prensa escrita.
“El Ministro de Relaciones Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, en su intervención del pasado 1º de marzo de 2011 ante los Ministros de Relaciones Exteriores reunidos en Ginebra, expresó:
“La conciencia humana rechaza la muerte de personas inocentes en cualquier circunstancia y lugar. Cuba comparte plenamente la preocupación mundial por las pérdidas de vidas de civiles en Libia y desea que su pueblo alcance una solución pacífica y soberana a la guerra civil que allí ocurre, sin ninguna injerencia extranjera, y que garantice la integridad de esa nación.”
“Si el derecho humano esencial es el derecho a la vida, ¿estará listo el Consejo para suspender la membresía de los Estados que desaten una guerra?
“¿Suspenderá a los Estados que financien y suministren ayuda militar empleada por el Estado receptor en violaciones masivas, flagrantes y sistemáticas de los derechos humanos y en ataques contra la población civil, como las que ocurren en Palestina?
“¿Aplicará esa medida contra países poderosos que realicen ejecuciones extrajudiciales en territorio de otros Estados con empleo de alta tecnología, como municiones inteligentes y aviones no tripulados?
“¿Qué ocurrirá con Estados que acepten en sus territorios cárceles ilegales secretas, faciliten el tránsito de vuelos secretos con personas secuestradas o participen de actos de tortura?”
“Estamos contra la guerra interna en Libia, a favor de la paz inmediata y el respeto pleno a la vida y los derechos de todos los ciudadanos, sin intervención extranjera, que solo serviría a la prolongación del conflicto y los intereses de la OTAN.”
Ayer 31 de octubre se produjo un hecho que, como tantos otros, testimonia la falta total de ética en la política yanki.
La Organización de Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura, acababa de adoptar una decisión valiente: otorgar al pueblo heroico de Palestina el derecho a participar como miembro activo en la UNESCO; 107 estados votaron a favor, 14 en contra, 52 se abstuvieron de votar. Todos conocemos perfectamente por qué.
La representante de Estados Unidos en esa institución, siguiendo instrucciones del premio Nobel de la Paz, declaró de inmediato que a partir de ese instante su país suspendía toda ayuda económica a la organización, destinada por la ONU a la educación, la ciencia y la cultura.
El acento dramático con que la dama anunció la decisión era totalmente innecesario. Nadie se sorprendió con la esperada y cínica decisión.
Mas, si fuese todavía poco, bastaría el cable de la AFP fechado en Washington la tarde de hoy a las 16:05:
“‘Tras la cumbre del G20 (…) el presidente (Obama) y el presidente Sarkozy participarán en una ceremonia en Cannes para celebrar la alianza entre Estados Unidos y Francia’, indicó la presidencia estadounidense, precisando que los dirigentes se encontrarán también con ‘soldados estadounidenses y franceses que han participado juntos en la operación’ en Libia.”
Proseguirá próximamente.
Fidel Castro Ruz
Noviembre 1 de 2011
4 y 32 p.m.
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Símbolo de boas-vindas aos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro

"Solar City Tower", construído sobre a ilha de Cotonduba será o símbolo de boas-vindas aos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro..
Ele será visto pelos visitantes do jogo e os participantes à medida que chegam, por ar ou água.
A torre capta a energia solar. Vai fornecer energia para toda a cidade olímpica, assim como também para parte do Rio de Janeiro.
Ela bombeia a água do oceano para criar o que parece como uma queda de água e esta queda estimula turbinas que produzem energia durante a noite.
Ela também irá manter a chama olímpica.
A torre possui um anfiteatro, um auditório, uma cafetaria e boutiques. Elevadores levam a vários observatórios. Ela também tem uma plataforma retrátil para a prática de bungee jumping.
No topo é um ponto de observação para apreciar a paisagem da terra e do oceano, assim como a queda de água.
Solar City Tower será o ponto de referência para os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.
No SOA-Brasil
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Gentileza Gera Gentileza!

Um pouco de empatia sempre faz bem.

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Não tem tu, vai tu mesmo ! Tucanos querem Cerra na Chuíça (*)

Saiu no Estadão:
União do PT aumenta pressão sobre Serra
Provável ausência de prévias entre petistas faz tucanos retomarem apelos para que ex-governador seja o candidato do partido a prefeito em 2012
JULIA DUAILIBI – O Estado de S.Paulo
A definição do ministro da Educação, Fernando Haddad, como candidato do PT para disputar a Prefeitura de São Paulo em 2012 aumentou a pressão no PSDB para que o partido lance um nome de “unidade” no ano que vem.
Sem um pré-candidato “novo” que empolgue as lideranças, os tucanos voltaram os holofotes para o receituário tradicional: o ex-governador José Serra. A pressão para que ele seja o candidato cresceu nas últimas semanas, à medida que o quadro de pré-candidatos do PSDB não evoluiu em favor de nenhum dos quatro nomes.
Os secretários José Aníbal (Energia), Andrea Matarazzo (Cultura) e Bruno Covas (Meio Ambiente) e o deputado Ricardo Tripoli já se inscreveram para disputar as prévias, marcadas para janeiro, apesar de nenhum deles contar com o entusiasmo da cúpula tucana. “Quem tem quatro pré-candidatos não tem nenhum”, avalia um cacique tucano.
O ex-governador, que está em viagem fora do País, é taxativo ao dizer que não tem interesse em se candidatar. Mas o governador Geraldo Alckmin trabalha com a possibilidade de ele se lançar na disputa, principalmente como forma de unir o PSD, de Gilberto Kassab, na chapa tucana.
Diante desse cenário, Alckmin, que apostara inicialmente em Bruno Covas, quer ganhar tempo. A candidatura do neto de Mario Covas enfraqueceu depois que ele declarou ao Estado ter recebido oferta de propina para liberação de emendas, quando era deputado estadual – ele voltou atrás da declaração.
Apesar de o nome de Serra ser considerado o mais forte, há também no partido a avaliação de que Haddad, por ser um candidato “novo”, aumenta o risco de a legenda sair com um quadro tradicional: Serra disputou a Prefeitura paulistana em 1996 e 2004, quando ganhou e eleição. Na avaliação dos tucanos, a senadora Marta Suplicy (PT) era uma candidata mais fácil de ser derrotada.
Clique aqui para ler “Tucanos não querem Cerra candidato em SP”.
E aqui para ler “Cerra lidera. De baixo para cima”.
Resta saber se o eleitor da Chuíça (*) quer o Padim Pade Cerra na prefeitura.
Será que desta vez ele será prefeito até o fim ?
Clique aqui para ver quanto vale a palavra do Cerra.
Paulo Henrique Amorim
(*) Chuíça é o que o PiG de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.
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Marta oficializa saída da disputa pela Prefeitura de São Paulo

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) oficializou nesta quinta-feira, 3, a sua desistência da pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo nas eleições do ano que vem. O anúncio foi feito em encontro com jornalistas na sede do Diretório Nacional do PT na capital, na tarde desta quinta. A petista vinha liderando as pesquisas de intenção de voto dos principais institutos de pesquisa e com sua saída da disputa, ganha força a candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad, apadrinhado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão de Marta em abrir mão da pré-candidatura deve evitar que o PT realize prévias – marcada para o dia 27 deste mês – para a escolha do candidato da legenda que disputará a sucessão do prefeito Gilberto Kassab em 2012. Marta levou em consideração pedido da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula para deixar essa disputa em prol da candidatura do ministro Fernando Haddad.
A direção do PT acredita que os outros pré-candidatos – os deputados federais Jilmar Tatto e Carlos Zarattini e o senador Eduardo Suplicy – também irão abrir mão dessa disputa, mesmo que oficialmente eles neguem. Para o PT, numa disputa municipal que promete ser muito acirrada, o ideal é o partido caminhar unido, desde já, em torno do nome de Fernando Haddad.
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Força, Cumpadi Lula!

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Sobre a Líbia e o que as empresas-imprensa estão fazendo

Depoimento importante (filme em inglês, com legendas em espanhol) sobre a Líbia e o papel que as empresas-imprensa estão tendo no avanço de OTAN-EUA-Israel contra a África.
..
No Grupo Beatrice
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Maior cantora do soul está com problemas na voz

Adele cancelou shows até o final do ano devido a uma hemorragia nas cordas vocais
Aos 22 anos, ela é a maior cantora de soul da atualidade. Seu álbum mais recente, intitulado "21", está nos topo das paradas do Reino Unido desde o lançamento, em janeiro de 2011. As letras de suas canções relatam seus desamores e a mídia mundial a compara com a diva do soul, Aretha Franklin. Todas esses relatos não deixam dúvidas. Estamos falando de Adele, a cantora inglesa que está agradando aos ouvidos de todo o mundo.
Adele é responsável pela autoria de todas as faixas de seu álbum, recheado com letras dedicadas ao fim do seu namoro e que revelam - de um modo muito pessoal - o que toda mulher sente e pensa após um final de qualquer relacionamento intenso.
Tais relatos pessoais renderam à cantora dois prêmios do Grammy Awards e um BRIT Awards. Ela também foi a primeira artista - ainda viva -, depois dos Beatles, em 1964, que emplacou, ao mesmo tempo, uma canção e um álbum em primeiro lugar nas paradas da Inglaterra.
Mesmo sendo a sensação do cenário musical atual, a inglesa é constantemente questionada por sua forma física, que é considerada pela mídia fora dos padrões implantados pela ditadura da magreza.
Em entrevista à revista americana Vogue, a cantora causou polêmica ao defender a sua arte e se negar fazer o estilo modelo de passarela. "Eu amo comida e odeio exercícios. Eu também não tenho tempo para malhar. Eu não quero estar na capa da PlayBoy ou da Vogue. Eu quero estar na capa da Rolling Stone ou Q. Eu não sou uma ditadora de tendências, sou uma cantora. Prefiro pesar uma tonelada e fazer um álbum incrível do que parecer a Nicole Rochie e fazer um CD horrível. Meu objetivo na vida é nunca ser magra", declarou a inglesa.
Problema nas cordas vocais
Os boatos sobre a saúde da cantora começaram no início de outubro, quando a britânica confirmou estar com hemorragia nas cordas vocais. Recuperando-se dos problemas na voz, causados pela intensidade de apresentações, ela precisou cancelar a turnê que começaria nos Estados Unidos no dia 7 de outubro, com um show em Atlantic City, no estado de Nova Jersey.
Esta foi a segunda vez que a cantora cancelou shows este ano, pelo mesmo problema. A hemorragia foi diagnosticada pouco depois da turnê que Adele fez pelo Reino Unido, quando os médicos recomendaram um longo período fora dos palcos. “Cantar é minha vida, literalmente”, escreveu a cantora em nota divulgada por assessores da gravadora Columbia.
“É meu hobby, meu amor, é o que me liberta e agora o meu trabalho também. Não tenho escolha senão me recuperar completamente, caso contrário posso prejudicar minha voz para sempre”. Na ocasião, Adele disse estar "devastada" por cancelar as apresentações e se desculpou com os fãs pela mudança na agenda.
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O crescimento das cidades

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El país en el que las empanadas tumbaron a McDonald's

Su gran "M" amarilla sobre fondo rojo es reconocible practicamente en cualquier parte del mundo y es uno de los símbolos de la globalización, pero hay un lugar de América Latina en el que la cadena de hamburguesas McDonald's no tuvo el éxito esperado.
McDonald´s intentó adaptarse a los gustos
locales pero no tuvo éxito.
Fue en Bolivia donde, pese a que el restaurante intentó adaptarse a los gustos locales (incluyó la llajwa, la salsa con la que los bolivianos aliñan sus platos, y música folclórica), no logró triunfar.
Por eso, en 2002 y después de cinco años en el país, la cadena de hamburguesas decidió cerrar sus ocho sucursales en La Paz, Cochabamba y Santa Cruz.
Ahora el documental "¿Por qué quebró McDonald's en Bolivia?" explora el motivo por el que los habitantes de esas ciudades le dieron la espalda a las hamburguesas más populares del mundo.
"La cultura le ganó a una transnacional, al mundo globalizado", afirma en conversación con BBC Mundo Fernando Martínez, director del documental.
Para Martínez, una de las claves de ese fracaso fue el precio, ya que, según explica, el menú más barato costaba entonces 25 pesos bolivianos (algo más de 3 dólares), mientras que, por ejemplo, en La Paz, en la actualidad se puede conseguir un almuerzo completo en un mercado popular por 7 bolivianos (menos de un dólar).
"Es fácil atribuirlo a la economía, pero detrás de ella están las personas, la sociología y los aspectos culturales", matiza Martínez al explicar que esos precios tan asequibles se deben a la relación de los bolivianos "cercana a la tierra" que les lleva a comer platos con los productos tradicionales "de sabores intensos y fuertes y de muchas horas en la cocina".
Viaje a través de la comida boliviana
El documental muestra cómo se prepara la khala purka,
una sopa que se calienta con piedra volcánica.
El documental, que se acaba de estrenar en Bolivia después de pasar por varios festivales internacionales, hace un recorrido por el país sudamericano a través de su comida.
El viaje cinematográfico comienza en Potosí, con la preparación de la khala purka (una sopa de maíz espeso con ají y charque que se calienta con una piedra volcánica) y también lleva a Cochabamba a conocer los famosos "trancapechos de doña Betty", un generoso sándwich cochabambino que lleva arroz, carne y huevo frito.

 

 

 

 

McDonald´s en Sudamérica

  • Argentina: 192
  • Brasil: 480
  • Chile: 55
  • Colombia: 97
  • Ecuador: 19
  • Paraguay: 7
  • Perú: 20
  • Uruguay: 19
  • Venezuela: 180
Datos del documental "¿Por qué quebró McDonald´s en Bolivia?
Además de visitar mercados tradicionales, en el documental también entrevistan a chefs de la comida nueva boliviana, a historiadores, nutricionistas, sociólogos y al que fue dueño de la franquicia de McDonald's en Bolivia, Roberto Udler.
"Yo había crecido haciendo varios viajes al exterior y la verdad que miraba con envidia que otros países tenían Mc Donald's y nosotros no", confiesa el empresario en el documental, donde explica que la multinacional decidió cerrar todas las franquicias que estaban en zonas conflictivas después de los atentados 11 de septiembre.
Sin embargo, los bolivianos en cuanto a gustos, lo tienen claro. Y, como dice la canción que pone la banda sonora al documental "a mi paladar no se le impone ni cómo ni cuándo".
Por eso, en Bolivia siguen triunfando los platos tradicionales como las empanadas salteñas, el pan con queso, el fricasé, el majadito o el silpancho.
No BBC
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“Ley de Medios” da Argentina sugere roteiro para Brasil democratizar sua comunicação

Para Damian Loreti, da Universidade de Buenos Aires e integrante da comissão que elaborou a chamada “Ley de Medios”, receita de sucesso argentina contou com um bom projeto, mobilização da sociedade e vontade política. No Brasil, governo federal já recebeu sugestões da sociedade civil, que agora aguarda finalização do projeto e início das consultas públicas.
São Paulo – Um bom projeto, mobilização da sociedade e vontade política do governo. Esses foram os três itens que permitiram à Argentina aprovar, em 2009, um novo marco regulatório para a comunicação, superando a lei de 1980, promulgada em plena ditadura militar. A avaliação é do professor Damian Loreti, da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires, e integrante da comissão que elaborou a chamada “Ley de Medios”.
“É difícil dar alguma sugestão ao Brasil, mas a experiência argentina indica que projeto, mobilização e vontade política formam o caminho do sucesso”, respondeu ele, ao ser questionado sobre sua visão acerca da dificuldade de o debate avançar no Brasil. “Na Argentina, todo o processo também foi complicado, houve muita disputa e até hoje há discussões na Justiça, mas precisamos ter em conta que é dever do Estado promover a pluralidade da comunicação”, disse o professor, que esteve no Brasil semana passada para participar do 1º Encontro Mundial de Blogueiros, em Foz do Iguaçu.
Há quinze dias, o ministro das Comunicações brasileiro, Paulo Bernardo, recebeu uma série de propostas sobre o marco regulatório da mídia, apresentadas pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). Muitas das sugestões têm como base os debates da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, de 2009. O FNDC reclamava de falta de negociação por parte da administração Dilma. O governo, agora, precisa apresentar o projeto concluído e colocá-lo em consulta pública.
Segundo Damian Loreti, a lei argentino está baseada na criação de três tipos de controladores de serviços audiovisuais: os estatais, os privados com fim de lucro, e os privados sem fim de lucro. Enquanto os entes estatais ficam com uma freqüência de FM, AM e tevê aberta cada, os entes sem fim de lucro ficam com 33% do total, e os entes privados com fim de lucro com todo o restante. Há regras para evitar a concentração de sinais nas mãos de um mesmo grupo, e cotas de produção nacional para serem seguidas.
O projeto foi preparado com amplo debate público, explica o professor. No início, foram realizados durante seis meses debates em universidades argentinas, e 800 pessoas colaboraram. “Tínhamos uma regra de que cada um podia falar por sete minutos. No final, 161 modificações foram feitas no texto, que acabou apresentado ao Congresso em 2007”, recorda-se Loreti, lembrando que o DNA da “Ley de Medios” está na plataforma de 21 pontos criada em 2004 por movimentos sociais e acadêmicos que desejavam trazer mais pluralismo ao país após a grande crise econômica no início dos anos 2000.
Para Martín Becerra, diretor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Nacional de Quilmes, de Buenos Aires, além da lei audiovisual, as novas mídias sociais também colaboram para a democratização da comunicação na Argentina. “A pluralidade é muito grande na blogosfera, tanto de grupos a favor como contra o governo”, diz ele, que mantém o blogue mbecerra.blog.unq.edu.ar.
Apesar das “fraturas” da sociedade, que não permite que todos os argentinos tenham acesso à internet, Becerra vê no país um processo semelhante ao do início da década de oitenta, quando as rádios FMs se disseminaram. Ele alerta, porém, que a comunicação virtual sofre de um processo de “endogamia”, em que as opiniões são polarizadas e aqueles com visões parecidas se aproximam. “Ainda assim, há muito mais pluralidade na rede do que na mídia convencioal”, diz ele, que também esteve no Brasil para participar do 1º Encontro Mundial de Blogueiros.
Marcel Gomes
No Carta Maior
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Financiar o SUS universal sem tergiversar

Apesar de uma parte de nossos representantes políticos temer contrariar supostas inclinações privatizantes das classes médias ou não ter compreendido o real valor de sistemas universais, as evidências são acachapantes: não ingressaremos no mundo desenvolvido sem um Sistema Único de Saúde para valer
A singular combinação de universal-particular, público-privado do sistema de saúde brasileiro subverte as classificações internacionais tradicionais. Ainda que sua realidade seja sempre mais complexa e, por vezes, muito menos descontínua do que as tipologias que pretendem explicá-la, o Brasil pode ser categorizado como um outlierno que se refere à organização de sistemas de saúde no mundo contemporâneo. Tal posição extravagante decorre da existência do SUS. A Constituição de 1988, ao promulgar o direito universal à saúde, distanciou-nos de vários países populosos e em desenvolvimento que não construíram sistemas públicos nacionais. Contudo, a formalização do direito à saúde não foi suficiente para romper definitivamente com o padrão segmentado herdado do seguro social.
É possível afirmar, sem mentir, que o Brasil possui um sistema universal de saúde, dotado de atributos similares aos de países desenvolvidos. Quem disser que abrigamos um mercado de planos privados de saúde vigoroso, semelhante ao dos Estados Unidos também não estará faltando com a verdade. O desenvolvimento simultâneo de dois subsistemas contraditórios não suscita reações de surpresa porque nos acostumamos a atribuir toda e qualquer estratificação à distribuição da população por faixas de renda. Assim, o encaixe natural entre o poder de pagar e a dimensão das redes assistenciais pública e privada deriva das estimativas sobre o tamanho das classes médias. A profusão de descrições da realidade rasas, mas convincentes e não de todo destituídas de substrato real, sobre a conformação das instituições de atenção à saúde traçam um panorama simplificado, no qual aos ricos e pobres correspondem dicotomicamente serviços privados e públicos. A ausência da política, das bases nas quais se assenta o poder, nessas narrativas, esconde as engrenagens coletivas e estatais que organizam os modernos sistemas de saúde.
A saúde pública é contemporânea à industrialização. Embora a humanidade tenha desenvolvido sofisticados modelos explicativos a respeito do processo saúde-doença e meios para intervir sobre as enfermidades, os avanços relacionados ao controle de riscos, precisão dos diagnósticos e efetividade das terapias acompanharam a consolidação dos Estados modernos, especialmente os Estados de bem-estar social. Foi exatamente porque a saúde se politizou, no sentido de se tornar objeto da ação estatal, que os sistemas nacionais de saúde puderam se desenvolver e dinamizar o complexo industrial setorial. Medicamentos, equipamentos, vacinas e outros insumos são requeridos e pesquisados pelas amplas redes de serviços criadas em função da socialização dos riscos à saúde.
Essa digressão é necessária por dois motivos. Em primeiro lugar, para acentuar a importância da denominada desfamiliarização dos cuidados e assistência à saúde.1 O trabalhador assalariado – doente, gestante, acidentado ou velho − afastado da atividade laboral não poderia manter-se e reproduzir sem o apoio de benefícios e serviços dos seguros sociais. O segundo feixe de justificativas para revisitar o passado diz respeito ao acionamento do mesmo dispositivo que apaga da paisagem os alicerces políticos do sistema de saúde para atribuir os avanços da medicina exclusivamente a grandes invenções obtidas em fantásticos laboratórios, desconectando-as das instituições estatais que as estimulam.
Por isso, é imprescindível tomar como ponto de partida para avaliar o atual sistema de saúde no Brasil a situação pré-Constituição de 1988. A Previdência Social, que vinha ampliando progressivamente a cobertura de seus benefícios, era naquela altura responsável pelo atendimento à saúde de cerca de 60% da população. Os elegíveis ao seguro social estavam vinculados ao mercado formal de trabalho e consequentemente residiam nas regiões Sudeste e Sul. As disparidades nos indicadores de saúde entre regiões, cidades e mesmo bairros de um mesmo município e os problemas de fraudes decorrentes da dinâmica de compra de serviços expressavam os resultados de um modelo de desenvolvimento autoritário e concentrador. As instituições responsáveis por quem não tinha carteira de trabalho eram o Ministério da Saúde e secretarias de saúde.
Com base no diagnóstico da inviabilidade de preservar um sistema fragmentado com duplicidade de atribuições ministeriais e sob o lema “democracia é saúde”, intelectuais, técnicos e entidades de profissionais de saúde e do movimento social levaram à Constituição o debate sobre o projeto de Reforma Sanitária Brasileira, o qual procurou articular as duas dimensões da saúde: estado vital e sistema de saúde, sob a perspectiva de disputar a hegemonia com projetos racionalizadores e romper com acepções e práticas de mercadorização da doença e da vida. O SUS − componente assistencial da Reforma Sanitária, compreendido como um processo de construção técnica e política − seria uma das chaves para alterar o predomínio de interesses privatizantes e responder às pressões de outros grupos sociais, especialmente os segmentos populacionais não abrangidos pela Previdência Social em favor da responsabilização de prestação de serviços pelo Estado.2
A elevação da saúde à condição de direito de cidadania foi uma importante conquista da Constituição de 1988. A inclusão da saúde no capítulo da seguridade social e a vinculação do financiamento do SUS a um orçamento compartilhado com a Previdência e a Assistência Social, acrescido por duas novas fontes de receita (a Cofins e a CLSS), certamente contribuíram para adjetivá-la cidadã. O que ocorreu logo depois é fácil lembrar. A declaração de Sarney sobre a inviabilidade de governar o país com a Constituição recém-aprovada prenunciou contradições entre o texto constitucional e a natureza das políticas sociais dos governos que o sucederam.
A onda liberal
Desde a vitória de Collor, a modernidade liberal se impôs mais intensamente. As diversas reformas pautadas no tripé estabilização, privatização do patrimônio estatal e abertura comercial promoveram uma radical transformação no papel estratégico do Estado.3 Embora o texto constitucional tenha resistido às propostas destinadas a suprimir ou relativizar a garantia do direito universal à saúde, o descrédito de autoridades governamentais na necessidade de efetivar um sistema de saúde público, abrangente e qualificado, acompanhado por uma dieta de fome de recursos financeiros, mitigou a transposição do direito formal ao real. Mesmo assim, a universalização, para determinadas ações de saúde, saiu do papel. Uma das primeiras e notórias realizações do novo sistema de saúde foi garantir o acesso à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento para todos os expostos ao HIV/aids. Contudo, o tráfego na contramão da agenda nacional e internacional atrasou e cerceou a criação do SUS constitucional.
Entre avanços e impasses, a garantia do direito à saúde ficou no meio do caminho. Passamos pela etapa dos discursos que estendiam automaticamente os efeitos benéficos do programa Bolsa Família aos problemas de saúde, por momentos de euforia em relação às promessas de privatização e descobertas da gestão como bálsamo infalível para consertar a saúde pública. Enquanto isso, a União retraiu aportes para o SUS. Entre 1980 e 2008, a participação do governo federal diminui de 75% para 46% no total dos gastos públicos. Nem o significativo incremento da receita corrente da União deteve a tendência de queda das despesas federais com saúde. A ultrapassagem de gastos com pessoal do Ministério da Fazenda em relação aos do Ministério da Saúde em 2004 sinaliza a corrosão do subfinanciamento, inclusive nas bases organizacionais do SUS.
Para efetivar o SUS, o Brasil deveria ter expandido a rede de serviços e, necessariamente, o financiamento para a saúde pública. Ocorreu o contrário: políticas fiscais incentivaram a privatização da assistência. Hoje, temos um sistema público subfinanciado e um sistema privado dependente da expansão dos vazamentos (nunca explicitados) de recursos públicos. Os gastos para quem está vinculado a planos são pelo menos três vezes maiores do que para o restante da população.
Junto com a ascensão dos brasileiros a classes superiores de renda e o aumento da busca de vinculação a planos privados vieram filas, profissionais da saúde que “não olham na cara” dos pacientes, dificuldades para discernir no emaranhado de guias de autorização de procedimentos quem é responsável pelo quê – problemas anteriormente considerados apanágio do SUS contaminaram empresas privadas que arrogavam deter excelência na gestão. Tornou-se difícil distinguir as críticas aos planos de saúde daquelas dirigidas ao SUS. As greves de médicos contra planos de saúde, a contratação de falsos profissionais em hospitais, o uso de medicamentos adulterados, as empresas de ambulâncias movidas a propina e as burocracias de organizações privadas tão ou mais insensíveis e menos profissionalizadas do que as públicas denunciam os limites estruturais da segmentação do sistema de saúde.
Quem acompanha esses nítidos sinais de esgotamento das instituições públicas e privadas fica com a impressão de que o sistema de saúde brasileiro bateu no teto. O escanteamento da saúde na agenda governamental, recursos financeiros insuficientes para alavancar a extensão de coberturas do SUS e o estímulo à demanda e oferta de planos de saúde baratos e com restrição de coberturas agravam a crise. A saída encontrada para atender novos clientes de planos de saúde tem sido a abertura de duplas portas em hospitais da rede SUS. A devolução de pacientes cobertos por esquemas assistenciais privados ao Estado sugere que o rei está nu!
Apesar de uma parte de nossos representantes políticos temer contrariar supostas inclinações privatizantes das classes médias ou não ter compreendido o real valor de sistemas universais, as evidências são acachapantes: não ingressaremos no mundo desenvolvido sem um SUS para valer. Um sistema de saúde segmentado e fragmentado turbina injustiças, discriminações e privilégios. Enquanto o padrão de atendimento aos problemas de saúde ainda depender do status social herdado ou de espertezas e maracutaias, os critérios republicanos não vão se impor: um país no qual a gravidade das condições clínicas, e não a capacidade de pagamento, determina a ordem do atendimento protege com mais eficiência e eficácia a saúde de todos os cidadãos.
Tarefa inadiável
Portanto, apostas baixas e dúbias não são respostas adequadas ao enfrentamento dos cruciais problemas de saúde. Conquistar mais recursos para o SUS e gastá-los bem é uma tarefa inadiável. Em termos de proporção do PIB, os gastos com saúde somam, atualmente, cerca de 8,5%. Se alcançarmos 10%, estaremos a princípio pareados com países que possuem amplos sistemas de proteção social. Mas não é só nos gastos totais que se percebe o problema da carência de recursos para o SUS. O obstáculo adicional são as proporções privadas e públicas das despesas. No Brasil, apenas 45% são gastos públicos e, nos países onde há sistemas universais, as parcelas dos investimentos públicos situam-se sempre acima de 70% do total.4 Perante esse duplo desafio, é essencial reafirmar o SUS como vetor de desenvolvimento social. O que tem de ser levado em conta é a importância de efetivação de um sistema universal em um país marcado por fortes desigualdades sociais. Consequentemente, a padronização de direitos perante as pressões das indústrias setoriais referentes à incorporação de novas tecnologias depende de políticas sistêmicas que articulem atenção à saúde com políticas industriais e de desenvolvimento científico e tecnológico.
Até aqui os embates sobre financiamento do SUS ficaram reduzidos a uma polêmica sobre o aumento da carga tributária. O desacoplamento do projeto de regulamentação da Emenda Constitucional n. 29 (EC-29) da criação de uma contribuição específica (CSS) permitirá a substituição da discussão plebiscitária sobre o sim ou não a uma contribuição social pela discussão do SUS que queremos e podemos ter. Trata-se de buscar alternativas que procurem manter a coerência dos objetivos do SUS com a natureza das receitas e a quantidade de recursos para viabilizá-lo, trazendo para o centro da formulação de políticas a análise das bases de financiamento previstas pela Constituição.
Antes de sair tirando coelho da cartola é preciso examinar acuradamente as possibilidades de reorientação das receitas do orçamento da seguridade social. As fontes destinadas originalmente para o financiamento da saúde, em função de características de relativa progressividade da incidência de tributos sobre o faturamento e o lucro, são coerentes com a universalização. As possibilidades de mobilizar as atuais contribuições sociais para que a União aumente o aporte de recursos para o SUS − seja por meio da desoneração dessas receitas da incidência da Desvinculação de Recursos da União (DRU), que extrai uma parcela do orçamento da seguridade em observância aos ditames do ajuste fiscal, seja mediante a destinação de uma maior parcela dessas fontes à saúde ou ainda em função de aumento de alíquotas − devem ocupar lugar de destaque no equacionamento do financiamento do SUS.
Só conseguiremos escapar do dilema fiscal sintetizado na contradição entre a crescente carga tributária e impacto negativo na saúde se alargarmos as bases de financiamento do SUS e reduzirmos os vazamentos fiscais à privatização da saúde. A experiência com as brigas em torno da CPMF ensinou que a alocação de mais recursos para a saúde pública é antes uma questão de prioridade política do que de criação de uma fonte específica de recursos. Aprendemos ainda que botar os termos do debate de cabeça para cima auxilia a compreensão da complexidade das decisões envolvidas com o financiamento do SUS. O que estamos pleiteando é o direito à saúde, a melhoria das condições de vida e de saúde e o atendimento oportuno, digno e resolutivo. O financiamento e a qualidade dos gastos são meios essenciais para o alcance desses objetivos. A conversa sobre o SUS não se inicia nem termina no financiamento.
Um sistema de saúde degradado, pobre para pobres, adultera o nome e sobrenome de batismo do SUS constitucional. Não erradicaremos a miséria e a pobreza enquanto nos situarmos entre os países com maior PIB e nossos indicadores específicos sinalizarem a perseverança de profundas iniquidades na exposição aos riscos e no acesso e utilização de ações e serviços de saúde. Sobre a mesa de negociações da regulamentação da EC-29 serão apresentados interesses e valores políticos, simbólicos e financeiros. Esforços concentrados em torno de concepções sobre a indissociabilidade do financiamento com a ampliação do direito à saúde aumentam as chances de aprovar no Senado uma regulamentação baseada na projeção de um SUS cujos tamanho e qualidade se ajustem às necessidades de saúde e qualidade de vida das atuais e futuras gerações de brasileiros.
Ligia Bahia
Professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Ilustração: Chiquinha
1 Gosta Esping-Andersen, Social foundations of postindustrial economies, Nova York: Oxford University Press, 1999.
2 Jairnilson Paim, Reforma sanitária brasileira: contribuição para a compreensão e critica, Salvador/Rio de Janeiro: EDUFBA/Fiocruz, 2008.
3 Renato Boschi e Maria Regina Soares Lima, “O Executivo e a construção do Estado no Brasil: do desmonte da era Vargas ao novo intervencionismo regulatório”. In: Luiz Werneck Vianna (org.), A democracia e os três poderes no Brasil, Belo Horizonte/ Rio de Janeiro: UFMG/Iuperj/Faperj, 2002.
4 Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Agenda estratégica para a saúde no Brasil, 2011. Disponível em www.saudeigualparatodos.org.br.
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