2 de nov de 2011

Colégio Pedro II do Rio de Janeiro está bem de professor!

Psicopata carioca expõe sua imbecilidade no Facebook
Esse amontoado de ignorância e ódio é professor de física no Colégio Pedro II. Se quiser mais sobre o elemento (não recomendado) leia mais AQUI
O aspirante a Hitler ampliado
No Facebook:
Professor de Física na empresa Colégio Pedro II Estudou Ensino de Física, Ciências e Matemática. na instituição de ensino CEFET-RJ Mora em Rio de Janeiro Casado com Ana Cristina Florentino Freyre Fala Língua inglesa, Língua castelhana, Língua italiana, Língua portuguesa e Português brasileiro De Rio de Janeiro
No Esquerdopata e Náuseas!
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PF aperta cerco aos ex-chefões do PanAmericano: só Silvio Santos não sabia da roubalheira?

Luiz Sandoval foi ouvido hoje na Polícia Federal, em São Paulo; ele pode ter autorizado pagamento de bônus milionários à revelia das autoridades do mercado; ex-superintendente Rafael Palladino teria dado rombo de R$ 4,3 bi; e Silvio, só no sorriso?
A devassa no Banco Panamericano está levando a Polícia Federal a indiciar os chefões e ex-executivos da instituição financeira. Nesta terça-feira (1), a PF decidiu enquadrar o ex-presidente do grupo Silvio Santos, Luiz Sandoval. O ex-executivo prestou depoimento na sede da PF, no bairro da Lapa.
De acordo com o advogado de Santoval, Alberto Zacharias Toron, a polícia conclui que o ex-executivo não estava envolvido diretamente nas questões do banco, mas que havia indícios de que ele tinha conhecimento das operações irregulares identificadas na gestão anterior do Panamericano.
Pesa sobre os homens que comandaram o banco de Silvio Santos a suspeita de fraudes contábeis, suposto desvio de valores da instituição financeira em benefício próprio ou de terceiros e ainda indícios de que eles teriam se utilizado de empresas de fachada para destinar o dinheiro desviado.
Na segunda-feira (31) a PF já havia indiciado o ex-diretor superintendente do Panamericano Rafael Palladino. Ele é suspeito de fraudes e rombo de R$ 4,3 bilhões. A polícia indiciou Palladino pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, gestão fraudulenta de instituição financeira e crimes contra o sistema financeiro.
Há duas semanas, a Justiça Federal proibiu todos os antigos dirigentes do Panamericano de deixarem o País e determinou que eles entregassem seus passaportes. De acordo com a decisão, eles estão impedidos também de se comunicar com funcionários e ex-funcionários da instituição.
A decisão que limita os movimentos dos executivos do banco que pertenceu ao grupo do empresário e apresentador de TV Silvio Santos é do juiz Douglas Camarinha Gonzales, da 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo. O magistrado é o responsável pelo inquérito policial que investiga as fraudes bancárias.
O juiz mandou a Polícia Federal realizar buscas para a preensão de documentos, computadores, registros contábeis e bens na residência do ex-diretor jurídico do Panamericano, Luiz Augusto Teixeira de Carvalho Bruno.
O indiciamento de chefões do banco têm como base os depoimentos de nove testemunhas e um relatório do de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
As investigações finais sobre as fraudes no Panamericano levaram a Polícia Federal a apontar vários executivos da instituição financeira como os autores dos crimes que provocaram o rombo de R$ 4,3 bilhões no banco. Nesta semana, a PF deverá concluir os indiciamentos dos demais dirigentes.
Além de Palladino e Sandoval, também deve ser ouvido Luiz Augusto Teixeira de Carvalho Bruno, ex-diretor jurídico. Eles deverão deixar o prédio da PF em São Paulo já oficialmente acusados. Na semana passada, foram indiciados Wilson Roberto De Aro, ex-diretor financeiro – que foi apontado por testemunhas como um dos mentores do esquema – e, Adalberto Saviolli, ex-diretor de crédito e cobrança.
Marcos Augusto Monteiro, responsável pela contabilidade do banco, e Eduardo de Ávila Pinto Coelho, ex-diretor de tecnologia, compõem ainda o quadro de acusados da fase final do inquérito.
De acordo com a investigação da PF, o então gerente de contabilidade do banco, Marco Antonio Pereira da Silva, declarou que Wilson Roberto de Aro – ex-diretor financeiro e de relações com investidores – foi UEM ordenou ordenou as fraudes contábeis.
A PF tem em mãos um relatório do Coaf, que compromete ainda mais Aro. O documento mostra que o executivo efetuou dois saques supostamente em desfavor de uma conta de empresa pertencente ao Grupo Silvio Santos, de que teria se desligado em novembro de 2010. O primeiro saque foi em 10 de junho de 2011, no valor de R$ 122,7 mil; o segundo, de R$ 337,2 mil, cinco dias depois.
Fernando Porfírio
No Brasil 247
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Manifestações contra Lula são de "direita ressentida", diz Vladimir Safatle

Professor de filosofia da USP entende que ex-presidente é capaz de despertar reações de amor e ódio e vê crescimento da internet como fórum para injúrias, embora ressalte caráter minoritário de intolerância explícita
Bastaram poucas horas após a divulgação de que Luiz Inácio Lula da Silva teria de se tratar de um tumor na laringe para que aflorassem nas redes sociais e em comentários de leitores em páginas da internet manifestações contra o ex-presidente da República. Alguns usuários passaram a promover uma campanha para que o petista fosse buscar tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).
“A internet entrou em um processo de radicalização de opiniões. Muitas vezes ela não serve como um fórum de debates, ela serve como um caso de injúrias”, afirma Vladimir Safatle, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). Em breve entrevista por telefone, ele aponta que Lula é uma figura capaz de despertar amor e ódio por conta do papel inegavelmente importante que tem na história brasileira.
Sem entrar no mérito dos comentários específicos contra o ex-presidente, Safatle lembra que há um histórico de violência na direita brasileira, “que é muito ressentida com a presença da esquerda na vida política nacional”.
No sábado, em conversa na rádio CBN, a colunista de política Lucia Hippolito culpou Lula pela doença. “Não é surpresa tendo em vista o abuso da fala do presidente, que jamais teve um exercício de fonoaudiologia, e estava no palanque todo santo dia, tabagismo, alcoolismo”.
Em um vídeo colocado no YouTube, o usuário identificado como Dâniel Fraga afirmou: “Desejo o mal. Espero que continue fumando suas cigarrilhas, seus charutos cubanos, que esse câncer volte com força total e que ele morra”. O presidente da Juventude do PSDB de Santo André, no ABC paulista, João Antonio Cardoso, discordou dos que propagaram esta visão: “Não tô feliz nada. Se essa porra morrer vai virar mártir e brasileiro idiota vai votar no PT por causa dele”.
O episódio contra Lula ocorreu um ano após as manifestações, também nas redes sociais, de intolerância contra nordestinos. Após a vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais contra o tucano José Serra, floresceram em comentários as visões de que os eleitores do Nordeste haviam votado de maneira clientelista. A declaração postada pela estudante de Direito Mayara Peluso acabou por sintetizar o teor das mensagens. “"Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!”.
Para Safatle, nada que surpreenda. “Existe um setor da vida nacional que se aproveita dos sentimentos mais arcaicos para expressar sua incompreensão completa com o que está em jogo na sociedade brasileira.”
Confira a seguir trechos da entrevista concedida à Rede Brasil Atual.
Quais as motivações para os comentários contra o ex-presidente Lula?
Tem duas coisas interessantes para se pensar. Com o advento da internet, o que aconteceu em larga medida foi que o conjunto de opiniões que são extremamente preconceituosas, que muitas vezes beiram o racismo, a xenofobia e coisas da mesma natureza, foram tendo o direito de cidadania. Porque a internet garante o anonimato das opiniões. Pode-se fazer uma apologia do nazismo em um comentário que isso não vai redundar em nada porque você tem várias maneiras de aparecer como anônimo. Claro que tem sempre esse tipo de mediação feito pelos servidores, mas a internet entrou em um processo de radicalização de opiniões. Muitas vezes ela não serve como um fórum de debates, ela serve como um caso de injúrias.
Nesse caso, além disso, o ex-presidente Lula é uma personalidade que desperta amor e ódio. Fenômenos dessa natureza acabam permitindo que esses sentimentos contrários aflorem.
Por que Lula desperta essa relação de amor e ódio?
Queira ou não, é uma das figuras mais importantes da história brasileira desde 1945. Independente do julgamento que se possa faz do presidente Lula, esse aspecto é inegável. Foi o único presidente eleito na história do Brasil que conseguiu eleger seu sucessor de maneira democrática. Isso demonstra, entre outras coisas, uma posição muito privilegiada dele no cenário político brasileiro. Daqui para a frente, muito do que acontece vai ser em função dele. De como se posicionar frente a Lula, do pós-Lula, questões dessa natureza. Não me parece estranho que seja um personagem que desperta tanta controvérsia de opiniões.
A origem humilde e a vida sindical alimentam essa parcela do ódio?
É difícil dizer porque não vi o perfil desses tipos de comentários. O que se sabe é que há um histórico de violência não só em relação a ele, mas à esquerda em geral, por parte de setores da vida nacional que colocam todos no mesmo balaio e fazem afirmações das mais radicais. Basta ver os posts sobre questões ligadas à ditadura militar, que são da ordem do medonho, dizendo que eram bandidos, que tinham de ser torturados. Me parece que é mais uma das manifestações muito recorrentes, cada vez mais por conta da internet, de uma certa parcela da direita brasileira que é muito ressentida com a presença da esquerda na vida política nacional.
Coincidentemente, isso ocorreu um ano após as manifestações contra nordestinos nas redes sociais.
É a vida política nacional no seu nível mais raso. Acredito que esse tipo de opinião, pelo menos de maneira explícita, é veiculada por uma minoria, que grita muito, mas pelo menos não é muito grande – isso de maneira explícita. Aquilo decorreu da visão de que o Brasil havia sido dividido eleitoralmente, o que era uma meia verdade porque as votações do PT foram expressivas em todos os estados. Existe um setor da vida nacional que se aproveita dos sentimentos mais arcaicos para expressar sua incompreensão completa com o que está em jogo na sociedade brasileira.
Qual o papel da imprensa na formação do imaginário sobre Lula nestes setores da sociedade?
Uma questão da democracia é que sempre será preciso tolerar um pouco isso. Tem um setor da imprensa nacional extremamente agressivo no que diz a respeito de seus oponentes porque se vê como perseguido, que gosta de se utilizar dessa figura, e que no fundo usa dos expedientes retóricos mais crassos possíveis. Nesse sentido, nada disso me impressiona muito. Até porque uma doença de um ex-presidente é tratada em qualquer lugar do mundo da maneira mais serena possível. Existe todo um imaginário em torno das doenças dos políticos, sempre há muita especulação porque se for alguma coisa grave o político sai de cena. Uma figura como o Lula, se sai da vida política, traz uma série de consequências muito importantes. Desde a época da finada União Soviética que não se sabia nada sobre a saúde dos políticos. Faz parte da esfera política essa questão sobre a saúde.
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Bob Fernandes: é a gentalha que ataca Lula

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Marcelo Freixo: covarde ou pilantra?

Um "herói" medroso ou farsante?
O deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) é candidatíssimo a prefeito no ano que vem. Foi ele o autor da CPI das Milícias da ALERJ. Palmas pra ele. Essas milícias são o que de mais torpe, covarde e fascista existe no Rio de Janeiro.
Até aí tudo bem. Mas quem envereda por esse caminho sabe muito bem que não vai ter moleza. O, na época, procurador geral do Rio de Janeiro, hoje deputado federal Antonio Biscaia (PT-RJ) - pelo qual não nutro a mínima simpatia - enfrentou a máfia do jogo do bicho e não só foi ameaçado como teve seu carro atacado a tiros. Sobreviveu por muita sorte. Biscaia, a meu ver irresponsavelmente dispensava segurança, coisa que o deputado Freixo está longe de fazer.
Pra quem não sabe, segundo a deputada Cidinha Campos (PDT-RJ) ele tem mais de 60 (sessenta) policiais civis e militares em sua segurança privada. Todos, ainda segundo a deputada, lotados em seu gabinete na ALERJ.
(Quem quiser assistir à deputada falando sobre esse aparato clique AQUI)
Agora, faltando menos de um ano para as eleições para a prefeitura do Rio, o herói foge pra um país da Europa. Estranho né? Por que só agora? Afinal, ele já vem recebendo ameaças há tempo. Comprova-o a verdadeira UPP de que ele dispões em seu gabinete. Só agora ele resolveu se mandar.
O que ainda não sei é se essa palhaçada digna de um Odorico Paraguaçu será perpetrada com o dinheiro público. Mas já estou tentando contato com a deputada Cidinha Campos e logo, logo revelarei para meus milhares de leitores.
Tudo bem que ele não seria o primeiro a cutucar a onça com vara curta e fugir pras Oropas quando a coisa ficou feia. Mas nesse episódio a que estou me referindo, o político estava realmente sendo ameaçado pelas Forças Armadas brasileiras, então transformadas em aparato repressivo do estado. Mas o caso do deputado psolista é bem diferente. Só sendo muito otário pra acreditar nessa farsa.
O que ele quer é se promover com vistas às eleições. E a mídia (o chamado PIG) não se faz de rogada. Dá todo o espaço pra esse pilantra. Claro, ele é do PSOL, o partido queridinho do Globo. 
No Blog do Márcio Tavares
~ o ~
A sociedade carioca está sendo preparada para uma enorme enganação, e precisa ser esclarecida.
Freixo será a embalagem, mas Cesar Maia será o produto. Já é o mentor da campanha e começou bolando o factóide do exílio.
É apenas uma visão diferente dos fatos, que o PIG não dá e não dará.
Inestimável o trabalho do Freixo em direitos humanos, lamentável o uso eleitoral que está fazendo de sua pecha de "herói" criada pelo PIG, enfim, temos o direito e o dever de criticá-lo.
Sérgio Telles
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Câncer de Lula expõe lado canalha do país

Ao voltar a São Paulo na noite de segunda-feira, após passar três dias mergulhado na Bienal Internacional do Livro de Alagoas, fiquei perplexo quando abri o computador e os jornais para ler o que andaram escrevendo a respeito da doença do ex-presidente Lula.
É inacreditável, revoltante, repugnante o comportamento de quem se aproveita deste momento delicado na vida dele para atacar o seu governo, encerrado com os maiores índices de aprovação de um presidente da República na história política brasileira.
Não me refiro apenas aos internautas doentes que frequentam as redes sociais, inclusive este blog, de onde são sumariamente deletados, mas insistem em enviar seus comentários carregados de ódio, preconceito e desrespeito pelos que pensam diferente.
Eles apenas refletem a onda, repetindo até com as mesmas palavras, o processo de radicalização que se espalhou pelo país no segundo turno da campanha eleitoral do ano passado, quando boa parte da grande imprensa deu tempo e espaço para colunistas e blogueiros encarregados de desconstruir a imagem de Lula e seu governo.
O outro lado desta estupidez vimos ontem quando a repórter Monalisa Perrone, da Rede Globo, foi agredida na entrada do Hospital Sírio-Libanês por dois cafajestes que se diziam de um movimento chamado Merd TV.
A culpa não é da internet, como agora denunciam alguns dos que participaram desta campanha sórdida ao descobrir que seus seguidores foram longe demais no desrespeito à figura humana do ex-presidente.
Mandar Lula se tratar no SUS e culpar o paciente pela sua doença é apenas um pretexto para despejar a saraivada de ofensas e grosserias, que não são de hoje, mas ganharam proporções alarmantes nos últimos dias.
Tenho o hábito de ler a área de comentários dos grandes portais e fico pensando se não tem ninguém nestas empresas capaz de dar um basta a este esgoto que corre a céu aberto nas chamadas redes sociais. Custa tanto fazer moderação dos comentários, que muitas vezes repetem, com expressões mais chulas, o que o próprio blogueiro escreveu?
Recuso-me a citar os nomes destes canalhas, que nunca foram nem serão publicados neste Balaio. São famosos em seus nichos de mercado, não precisam da minha publicidade.
Lembro-me quando a direção do portal iG me pediu para passar a fazer a moderação dos comentários porque a baixaria já era grande, uns três anos atrás. De lá para cá, só piorou.
Muitos me acusaram de fazer censura aos leitores, como até hoje as entidades representativas dos barões da mídia gritam que estão querendo acabar com a liberdade de imprensa cada vez que se discute qualquer regulamentação para esta atividade econômica.
"Diante do tom agressivo de alguns leitores, a Folha.com chegou a suspender temporariamente os comentários em reportagens publicadas no fim de semana", informa o jornal em sua edição desta terça-feira. Por que só agora?
No painel do leitor da mesma edição, o leitor Luiz Eduardo Horta resume o pensamento de tantos outros, inclusive de colunistas deste jornal: "Lula daria grande prova de amor ao Brasil se, como um mártir, recorresse ao SUS para tratar-se do câncer que o acomete (...)". Escreveram as mesmas coisas quando começou o calvário do ex-vice-presidente José Alencar, falecido este ano.
Conheço estes tipos, muito comuns nos meios que frequento. São os mesmos que se orgulham de sonegar impostos, negando-se a contribuir com os recursos que faltam para melhorar a saúde pública, e até hoje criticam o Bolsa Família.
A interatividade é a grande riqueza da internet e deve ser preservada. Viramos todos emissores e receptores de informações e opiniões. Por isso mesmo, esta conquista deve ser preservada, removendo-se o lixo que invade as áreas de comentários, em respeito aos leitores que fazem delas importante instrumento de participação democrática.
Já escrevi isto muitas vezes desde que comecei a trabalhar na blogosfera, e os leitores são testemunhas do cuidado que dedico ao blog. Faço pessoalmente a moderação dos comentários e procuro ser o mais democrático possível com as opiniões contrárias às minhas, mas perde seu tempo quem continua mandando mensagens calhordas que não respeitam a dignidade alheia. Aqui, não passam.
No caso de Lula, muitos leitores e amigos me escreveram e ligaram pedindo mais informações sobre a doença dele, mas não tinha o que acrescentar ao que toda a imprensa vem publicando desde a descoberta do câncer no sábado.
Por ordem dele mesmo, os médicos que cuidam do ex-presidente estão dando diariamente todas as informações sobre a doença e o tratamento do tumor na laringe.
Melhoramos nos últimos anos em quase todas as áreas da vida nacional, recuperamos a autoestima e conquistamos o respeito de outros países, mas a doença de Lula expõe o lado canalha que ainda sobrevive no país, uma gente que não aprende, não perdoa e não se conforma de ter perdido o poder. Para mim, é muito triste constatar isso.
Gostaria de só falar das coisas boas, como Maceió receber quase 200 mil visitantes na sua bienal do livro, graças à dedicação da sua organizadora, a incansável Sheila Maluf.
É a história do ovo e da galinha. A internet é apenas um moderno instrumento tecnológico para servir à comunicação humana, assim como a televisão, o rádio, o celular. Não é responsável pelo mau uso que muitos ainda fazem dela.
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A Doença de Lula

Existem dois cenários a considerar na discussão sobre as consequências políticas da doença de Lula.
O primeiro decorre do que dizem seus médicos, que é um tumor de gravidade média, diagnosticado precocemente e com perspectiva elevada de cura. Segundo eles - os únicos que conhecem o caso em primeira mão -, o ex-presidente deve concluir o tratamento até março, sem sequelas significativas.
Se isso se confirmar, a doença não terá qualquer consequência. Em pouco tempo, ninguém vai nem se lembrar dela.
O segundo cenário poderia ocorrer se o diagnóstico inicial tiver sido otimista ou se não for verdadeiro. A equipe médica pode descobrir que a doença é mais grave ou que o organismo de Lula não reage como esperado, o que a levaria a modificar o prognóstico favorável. Ou pode estar ocultando avaliação pessimista, por algum motivo.
Não há razão para supor que esteja em curso uma “conspiração” para escondê-la, embora existam casos, no Brasil e no resto do mundo, de políticos que silenciam a respeito de seus problemas de saúde e os apresentam de maneira falsamente tranquilizadora. E que encontram juntas médicas dispostas a participar da encenação.
Como a medicina não é uma ciência exata, ela não fornece a certeza de cura. Bons médicos fazem, no máximo, bons cálculos das chances de recuperação.
Pelo que dizem os do ex-presidente, as suas seriam de algo entre 80 e 90%. Quem conhece estatística, sabe que essa é uma margem de segurança muito confortável. Se estivéssemos lidando com eleições, por exemplo, dizer que uma pessoa tem 80% de possibilidade de vencer equivale a considerá-la eleita.
Admitamos, no entanto, que Lula se aposentasse. O que aconteceria?
A administração federal continuaria a ser o que é, com os alcances e problemas conhecidos. O governo não pioraria ou melhoraria. O desempenho objetivo de suas principais políticas não seria afetado, para o bem ou para o mal.
A vasta maioria que aprova o que Dilma e seu governo fazem não aumentaria, mas não diminuiria. A parcela que desgosta tampouco seria modificada. Ou alguém acha que o Bolsa Família, por exemplo, passaria a ser rejeitado por quem o aplaude ou a ser aceito por quem o repele?
Na política, temos dois grandes eventos no calendário, as eleições municipais de 2012 e a sucessão presidencial, em 2014. Há quem ache que, se Lula se aposentasse, o PT enfrentaria grandes dificuldades ano que vem.
Sua atuação como cabo eleitoral é, certamente, bem-vinda por qualquer candidato. Tê-lo no palanque é sempre bom (tanto que, na última, até os oposicionistas queriam mostrar-se próximos). Daí, no entanto, a imaginar que seja decisivo, há uma distância.
Em 2008, com ele na Presidência, o PT ganhou em muitas cidades (559, cerca de 10% do total) e perdeu em diversas outras (incluindo capitais importantes, como São Paulo). Lula pediu votos para candidatos que venceram e para outros que foram derrotados. Talvez tenham existido, mas não foram muitas, as cidades onde a vitória de um correligionário (ou aliado) pode ser-lhe atribuída.
E a eleição presidencial?
Hoje, o PT tem dois nomes. Lula, não se precisa demonstrar, seria dificílimo de bater. Dilma, mantida a avaliação atual, uma candidata muito forte (especialmente se lembrarmos que sua principal limitação em 2010, o desconhecimento, não será problema em 2014).
O PT teria, portanto, duas opções de candidatura, eleitoralmente equivalentes: ambas com alta probabilidade de vencer. Ainda mais pelo desgaste dos nomes nacionais da oposição (FHC e Serra) e o baixo conhecimento popular de suas novas lideranças (Aécio).
Se Lula se aposentasse, o PT ficaria com Dilma. O que só seria um problema se o governo estivesse muito mal (muito mal, mesmo!). Nada indica que esse seja o quadro mais provável.
Para o PT, é evidentemente melhor que Lula não se aposente. E o Brasil não ganharia nada se ele deixasse a política. Ao contrário, perderia muito.
Ainda bem que, pelo que sabemos, isso não vai ocorrer tão cedo.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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STF julga ação da oposição contra valorização do salário mínimo

DEMo, PSDB e PPS são contra lei que garante aumento real de salário entre 2012 e 2015
O Supremo Tribunal Federal (STF) pode julgar nesta quinta-feira (3) a ação direta de inconstitucionalidade apresentada por PPS, PSDB e DEM contra a lei que estabelece uma política de valorização para o salário mínimo entre 2012 e 2015. Os partidos de oposição ao governo federal consideram que o mecanismo que permite a determinação dos valores por meio de decreto presidencial viola a Constituição.
A relatora da ação, a ministra Carmen Lúcia, deve se manifestar contra a aceitação do pedido, levando em conta pareceres do Senado, da Câmara e da Advocacia Geral da União (AGU) que não veem qualquer ilegalidade na forma como será reajustado o salário mínimo. A lei 12.382, de fevereiro deste ano, é fruto de acordo entre o Palácio do Planalto e as centrais sindicais para manter a política de valorização estabelecida ainda no governo Lula, que prevê que o mínimo seja reajustado levando em conta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos doze meses anteriores e o crescimento da economia brasileira de dois anos antes.
Para os opositores, o artigo 7º da Constituição prevê que apenas uma lei aprovada pelo Legislativo pode definir o valor do mínimo. “O que se verifica na espécie nada mais é do que uma indisfarçada delegação de poderes à Excelentíssima Senhora Presidente da República”, alega a ação. “Tal delegação contrasta a mais não poder com a mais elementar concepção de separação de Poderes.”
A Advocacia Geral da União, que representa a Presidência da República, manifestou ao STF que não vê este problema, uma vez que basta ao Legislativo determinar a eventual revogação da lei e a edição de uma nova, desde que assim deseje. A AGU acrescenta que não há inconstitucionalidade porque o aumento salarial está regido pela lei aprovada este ano no Congresso, e que cabe ao Poder Executivo simplesmente declarar o novo valor, sem qualquer função regulatória. Para o órgão, a lei garante um sentido de “gradualidade, estabilidade e continuidade na promoção desse instituto social”, que passa a ser consolidado por uma política de Estado, em substituição a eventualidades de governos.
A aprovação do projeto foi fruto do primeiro grande embate entre a oposição e o governo Dilma Rousseff no Congresso. Enquanto PSDB, DEM e PPS alegavam que era preciso debater a situação ano a ano, os partidos da base aliada ao Planalto apontavam que o único anseio dos opositores seria criar uma janela para discursos que visem a criar atritos entre o governo e a opinião pública.
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Há 200 anos: José Artigas e a luta pela terra e liberdade

O nascimento de José Gervasio Artigas Arnal, terceiro de seis filhos, foi registrado em Montevidéu, em 19 de junho de 1764, por seus pais, descendentes dos fundadores da vila e proprietários de algumas terras no interior. José Artigas viveu sua infância em Montevidéu e na chácara paterna, junto ao arroio Carrasco, estudando as primeiras letras com os franciscanos. Aos doze anos, partiu para a campanha onde, em terras familiares, viveu entre os gaúchos, como gaúcho. Aos dezesseis anos participava de partidas de changadoras e de contrabandistas, que vendiam ilegalmente gados e couros nos territórios lusitanos. Por esses anos, teria vivido com os charruas, com toldo, mulher e filho.
Em 1797, com 33 anos, acolheu anistia real e passou a integrar, como soldado raso, no corpo de Blandengues de Montevidéu, formado para combater as correrias de nativos, de portugueses e de changadores na fronteira norte. Muito logo, foi promovido naquele corpo, devido às suas capacidades pessoais e ao enorme conhecimento da fronteira. Antes do fim do século, na fronteira com o Rio Grande do Sul, comprou e libertou um afro-oriental capturado ilegalmente pelos lusitanos. Joaquín Lenzina, o negro Ansina (1760-1860), o acompanharia como amigo, como cronista e como combatente por toda sua vida. Seria seu fiel companheiro no longo exílio paraguaio, onde o caudilho morreria, aos 72 anos. Em 1800, José Artigas secundou o geógrafo, naturalista e oficial espanhol Félix de Azara na operação de “Arreglo de los campos” e na fundação da vila de Batovy. A operação pretendia distribuir terras na fronteira entre as camadas populares, para interromper a expansão latifundiária luso-rio-grandenses em terras espanholas.
Em 1809, quando do ataque inglês a Buenos Aires, Artigas partiu para associar-se à resistência, sem chegar a tempo para os combates. Após a Revolução de Maio de 1810, já capitão do corpo de Blandengues, tentou reprimir inutilmente a população entrerriana sublevada contra a coroa espanhola. Então, desertou do corpo de Blandengues de Sacramento para oferecer-se aos insurretos. Em Buenos Aires, considerado pelos dirigentes revolucionários como decisivo para a vitória da luta pela independência na Banda Oriental, recebeu o posto de tenente-coronel, cento e cinqüenta homens e duzentos pesos. Em inícios de abril de 1811, já na margem oriental do Uruguai, com 180 homens, lançou a Proclamação de Mercedes, obteve diversas vitórias e assumiu a direção da luta contra o partido espanhol na província oriental.
Ao sentir o controle da Banda Oriental escapar-lhe das mãos, o vice-rei espanhol Francisco de Elío aceitou o oferecimento envenenado da coroa lusitana, então com sede no Rio de Janeiro. Uma expedição militar portuguesa atravessou a raia que separava os territórios de Espanha e de Portugal e ocupou, rapidamente, Melo, a fortaleza de Santa Teresa, Rocha e Maldonado, enquanto a frota espanhola bloqueava o porto de Buenos Aires, interrompendo seu rico comércio. Interessada em regiões tidas econômica e militarmente como mais importantes, a junta revolucionária bonaerense, sob o controle dos comerciantes crioulos, não pensou duas vezes. Sem contemplações para com o povo da outra margem do grande rio, negociou armistício, sancionado em 20 de outubro de 1811, que entregava a Banda Oriental aos espanhóis, em troca do fim do bloqueio do porto de Buenos Aires. Indignado com a traição, Artigas levantou imediatamente o cerco de Montevidéu e iniciou retirada com suas tropas para o norte.
Desde o início, a retirada foi acompanhada por civis e seus familiares. Participaram da marcha alguns proprietários, com seus cativos, mas sobretudo orientais pobres, com suas mulheres e filhos. A retirada foi se massificando, até formar uma coluna de talvez quinze mil migrantes, de carretas, cavaleiros e muitos homens, mulheres e crianças viajando a pé. A longa expedição, em direção de Salto Chico, na atual cidade argentina de Concordia, em Entre Ríos, deixou literalmente o interior da Banda Oriental semi-despovoado. Conhecido na época como “la redota”, corruptela de “la derrota”, o movimento foi denominado pela historiografia oriental em forma mais erudita e patriótica como o Éxodo del Pueblo Oriental. Ele é apresentado como momento da fundação da consciência nacional uruguaia.
Em 26 de fevereiro de 1813, com o reinício dos combates entre espanhóis e patriotas, José Artigas retomou o sítio de Montevidéu. Muito logo, sua autonomia em relação a Buenos Aires transformou-se em clara ruptura. Quando da eleição dos deputados orientais que integrariam a Assembléia Geral Constitucional de 1813, chamada por Buenos Aires, realizada em seu acampamento militar, orientou que os representantes orientais defendessem a independência e os limites da Banda Oriental e o mesmo direito de todas as províncias na confederação.
Independência, Federalismo e Democracia Rural
Uma organização federativa das províncias constituía proposta inaceitável para os comerciantes portenhos, no controle da Revolução de Maio de 1810. Sob a justificativa da ilegalidade da eleição de deputados em acampamento militar, a Junta Revolucionária portenha vetou a participação dos delegados orientais e decretou José Artigas traidor.
Devido à nova situação, o caudilho oriental levantou o cerco de Montevidéu, em meados de 1814, e iniciou a luta pela independência da província e pela organização federalista do antigo vice-reinado do rio da Prata. Após diversas vitórias em combates livrados em Corrientes, em Entre Ríos e na Banda Oriental, Montevidéu foi entregue, em 23 de maio de 1814, a um comandante artiguista.
No governo da Banda Oriental, José Artigas desdobrou-se para antepor a federação das províncias livres do Prata ao centralismo portenho. Em 29 de junho de 1815, reuniu-se o Congresso do Oriente, no qual participaram delegados da Banda Oriental, de Córdoba, de Corrientes, de Entre Ríos, de Santa Fé e das Misiones, para fundar a Liga Federal ou União dos Povos Livres, que conclamou a adesão igualitária de todas as antigas províncias do vice-reinado. Na ocasião, José Artigas foi designado protetor da Liga Federal, estabelecendo sua capital em Purificación, a uns cem quilômetros ao norte de Paisandu.
Porém, forças poderosas seriam galvanizadas contra a proposta de Federação igualitária das províncias do Prata. Por um lado, sua exigência de federação democrática não era aceita pelo programa centralista e monopólico da oligarquia comercial de Buenos Aires. Por outro, instalada no Brasil, desde 1808, a Coroa portuguesa sonhava em retornar ao rio da Prata, conquistando os ricos campos de criação da Banda Oriental e o valioso comércio de Montevidéu. Ela temia igualmente que o programa federalista e social artiguista contaminasse a província do Rio Grande do Sul.
Em 10 de setembro 1815, sob a presidência de José Artigas, o Congresso do Oriente votou e aprovou Regulamento Provisório para o desenvolvimento da campanha que resgatava a antiga proposta, no início do século, de “Arreglo de los campos”, impulsionada por Félix de Azara, secundado pelo agora caudilho oriental. Nos fatos, propunha-se assentar a independência da Banda Oriental e das províncias da Liga Federal em uma ampla divisão das terras entre as populações necessitadas, com destaque para as mais pobres. Com o Regulamento Provisório de 1815, aos negros livres, aos crioulos pobres, aos índios etc. patriotas, seriam entregues suertes de estância, ou seja, pouco menos de dois mil hectares, o necessário para uma família viver da exploração pastoril.
Nesse então, o movimento galvanizado por José Artigas alcançava seu mais elevado momento, ao associar a independência política à metrópole européia à proposta de distribuição de terras entre a população regional pobre. Ele avançava proposta de revolução nacional, federalista, democrática, republicana e social que incendiaria a região.
Do Rio Grande do Sul, chegariam gaúchos e sobretudo cativos fugidos atraídos pelas promessas de liberdade e terra. No mesmo sentido político e social, mas em forma diversa, procederia o doutor José Gaspar de Francia que, entretanto, restringiria a sua luta pela independência apenas à província do Paraguai.
Revolução Agrária
No início, Artigas tentou inutilmente mediar as necessidades de terra dos subalternizados e a exigência de trabalhadores dos criadores. Obedecendo às reclamações dos estancieiros, estabeleceu o regime de obrigatoriedade de “papeletas de conchavado”, espécie de carteira do trabalho, enviando para o exército os homens pobres que não tivessem emprego, os ditos vagos. Reprimiu igualmente o abigeato e proibiu os comerciantes ambulantes em carretas – pulperos volantes –, tradicionais compradores de couros de gados chimarrões ou das imensas propriedades privadas. Porém, essas determinações eram mais formais do que efetivas, não podendo ser utilizadas pelos estancieiros contra os homens pobres, aos quais a nova ordem facilitava o acesso da terra. Artigas impediu igualmente que, após a derrota de Buenos Aires, as terras dos latifundiários portenhos expropriados terminassem nas mãos dos grandes comerciantes, fazendeiros e saladeiristas de Montevidéu, reservando-as para serem distribuídas entre os posseiros e os sem terra patriotas.
O movimento de democratização da propriedade da terra tendeu a aprofundar-se sob a ação e a pressão da população despossuída da campanha, agora sob armas, na guerra contra Buenos Aires e, a seguir, contra o Rio de Janeiro. Muito logo, as grandes propriedades de espanhóis, de portenhos, de emigrados e de todos os ausentes passaram a ser ocupadas pelas classes subalternizadas. Apenas a ação do cabildo de Montevidéu, representante da oligarquia comercial e fundiária oriental, levou a que o novo governo transformasse a determinação de expropriação dos proprietários que abandonavam os campos em ordem de rápido retorno a elas. No interior, arrendatários, poseedores, intrusos etc. negavam-se igualmente a pagar os aluguéis das terras que exploravam, mesmo aos grandes proprietários orientais patriotas.
Por longos anos, a historiografia oriental descreveu quadro histórico no qual a pronta intervenção lusitana e a longa situação de guerra teriam impedido o projeto artiguista de democratização da propriedade de terras. A partir dos anos 1960, investigações detidas de grupo de historiadores uruguaios marxistas, formados por, entre outros, Rosa Alonso Eloy, Lucia Sala de Touron, Nelson de la Torre, Júlio Carlos Rodrigues, pôs fim a esse mito. Esses estudiosos demonstraram que a larga distribuição de terras, sobretudo de propriedade de latifundiários de Buenos Aires, originou o segmento social dos donatários artiguistas, que determinou fortemente a história política e social da Banda Oriental nas décadas seguintes.
As decisões do governo artiguista sobre a divisão de terras abarcavam mais da metade do território, com destaque para as grandes denúncias de terra da oligarquia de Montevidéu e de Buenos Aires. A onda de democratização da propriedade podia se estender às províncias da Liga Federal e à província do Rio Grande do Sul. Em 1816, poderosas tropas luso-brasileiras, formadas por quase cinco mil veteranos das guerras napoleônicas, reforçadas por estancieiros, peões e gaúchos sul-rio-grandenses, invadiam a Banda Oriental, sob o comando do general português Carlos Frederico Lecor (1764-1836), barão da Laguna, enquanto a frota real lusitana atacava por mar Montevidéu. Iniciava-se a dura, longa e sangrenta guerra contra-revolucionária anti-artiguista.
José Artigas comandou a resistência nacional, apoiado pelos pequenos e médios proprietários e, sobretudo, pelos deserdados dos campos e das cidades, ou seja, gaúchos, índios, negros livres, forros e fugidos, secundado por seus comandantes, com destaque para Juan Antonio Lavalleja, Fernando Otorgués, Andrés Latorre, Manuel Oribe, Fructuoso Rivera e o missioneiro Andrés Guazarary. Esses últimos raramente se mostraram à altura das necessidades históricas.
A Contra-Revolução Lusitana
Com o decorrer dos confrontos, muitos dos oficiais de Artigas, à frente das tropas que controlavam, entraram em acordo ou acomodaram-se aos luso-brasileiros. Por sua vez, com o começo da divisão de terras na Banda Oriental, em novembro de 1815, o cabildo de Montevidéu abandonou os pruridos nacionais, aderindo logo que lhe foi possível à proteção real portuguesa. Com fortes apoios na capital e o poder de sua marinha de guerra, os lusitanos ocupavam Montevidéu, em 20 de janeiro de 1817, onde o comandante lusitano foi recebido como libertador. Sob a ordem lusitana, os membros das classes dominantes orientais passaram a combater, por todos os meios, a revolução artiguista. Essa seria apenas a primeira demonstração da enorme ausência de consciência nacional da oligarquia de Montevidéu, quando estavam em jogo suas imensas propriedades e privilégios.
Após três anos e meio de resistência na campanha, apesar da quase imediata defecção dos grandes estancieiros, José Artigas e suas tropas de deserdados foram derrotados na batalha de Tacuarembó, em janeiro de 1820. Enquanto os orientais eram vencidos pelos luso-brasileiros, os governadores de Entre Ríos e de Santa Fé venciam os unitários do Diretório de Buenos Aires, com os quais entraram, entretanto, em acordo, sem consultar Artigas devido ao seu insucesso militar.
A derrota final de José Artigas e de revolução nacional, democrática e social que capitaneou foi construída pelos invasores que, através da oligarquia montevideana, desorganizaram a frente social artiguista, atraindo, primeiro, os grandes e médios proprietários, a seguir, os lugares-tenentes do libertador, sob a promessa de reconhecimento das propriedades dos donatários artiguistas e de elevar e premiar os oficiais que aderissem aos luso-brasileiros. Na dura resistência artiguista, teria morrido em torno da metade da população pobre do interior.
Refugiado em Entre Ríos, José Artigas sofreu a oposição do caudilho daquela província, agora apoiado pelos portenhos. Combatido por seus antigos lugares-tenentes, acompanhado pelo negro Ansina e por uns quinhentos combatentes, sobretudo nativos guaranis e cativos fugidos, sem qualquer esperança na nova ordem, cruzou o rio Paraná em direção ao Paraguai, onde foi aceito por José Gaspar Rodríguez de Francia, que lhe impediu, porém, de estabelecer qualquer ligação com o exterior. Anteriormente, Artigas conspirara com a oposição paraguaia, devido à negativa do ditador perpétuo, defensor intransigente da independência paraguaia, de unir-se ao movimento federalista. Os soldados artiguistas que receberam licença para ingressar no Paraguai, em grande parte negros, receberam terras e dissolveram-se na população camponesa local. Os poucos que, desmoralizados pela guerra, entregaram-se ao banditismo, o doutor Francia mandou perseguir e enforcar.
Vinte anos mais tarde, quando o Dr. Francia morreu, em 1840, Artigas foi preso brevemente, pois se temia que a população paraguaia o levasse ao governo do país, devido ao prestígio que também ali gozava. Após a ascensão de Carlos Antonio López à presidência do Paraguai, o caudilho oriental passou a viver, já ancião, em Assunção, rodeado de deferências, na quinta do novo chefe político, onde faleceu, em 23 de setembro de 1850, sem jamais aceitar retornar à Banda Oriental.
Bibliografia utilizada:
MAESTRI, Mário & LIMA, Solimar O. (Org.) Peões, vaqueiros & cativos campeiros. Estudos sobre a economia pastoril no Brasil. Passo Fundo: EdiUPF, 2010.
MAESTRI, Mário. Breve História do Rio Grande do Sul. Da Pré-História aos dias atuais. Passo Fundo: UPF Editora, 2010.
MILLOT, J & BERTINO, M. Historia económica del Uruguay. Montevideo: Fundación de Cultura Universitaria, 1991. (1700-1860) T.1.
PONS, Roberto. Las vísperas de la primera independencia. 3 ed. Montevideo: Casa del Estudiante, 1974.
TOURON, Lucia Sala de & ELOY, Rosa Alonso. El Uruguay comercial, pastoril y caudillesco. Tomo II: sociedad, política e ideologia. Montevidéu: Ediciones de la Banda Oriental, 1991.
TOURON, Lucia Sala; ELOY, Rosa; TORRE, Nelson de la; RODRIGUES, Julio Carlos. La oligarquía oriental en la Cisplatina. Montevideo: Pueblos Unidos, 1970.
TOURON, Lucía Sala; TORRE, Nelson de la; RODRÍGUEZ, Julio C. Artigas: tierra y revolución. Montevideo: Arca, 1967.
WHITE, Richard Alan. La primera revolución popular en America: Paraguay (1810-1840). 2 ed. Asunción: Carlos Schauman, 1989.
Mário Maestri, sul-rio-grandense, é professor do curso e do programa de pós-graduação em História da UFF.
E-mail: maestri@via-rs.net
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Ninguém está acima da lei. Mas, quem é ninguém? O que é a lei? Qual é a verdade?

Há um enorme “déficit” democrático na Universidade de São Paulo que de um tempo pra cá a comunidade acadêmica, integrada por professores, alunos e servidores, tem pretendido pôr em debate
Para deslegitimar o ato de estudantes da USP, que se postaram contra a presença da polícia militar no campus universitário, o governador Geraldo Alckmin sentenciou: “Ninguém está acima da lei”, sugerindo que o ato dos estudantes seria fruto de uma tentativa de obter uma situação especial perante outros cidadãos pelo fato de serem estudantes. Aliás, na sequência, os debates na mídia se voltaram para este aspecto, sendo os estudantes acusados de estarem pretendendo se alijar do império da lei, que a todos atingem.
Muito precisa ser dito a respeito, no entanto.
Em primeiro lugar, a expressão, “Ninguém está acima da lei”, traduz um preceito republicano, pelo qual, historicamente, se fixou a conquista de que o poder pertence ao povo e que, portanto, o governante não detém o poder por si, mas em nome do povo, exercendo-o nos limites por leis, democraticamente, estatuídas. O “Ninguém está acima da lei” é uma conquista do povo em face dos governos autoritários. O “ninguém” da expressão, por conseguinte, é o governante, jamais o povo. Claro que nenhum do povo está acima da lei, mas a expressão não se destina a essa obviedade e sim a consignar algo mais relevante, advindo da luta republicana, isto é, do povo, para evitar a deturpação do poder.
Nesse sentido, não é dado ao governante usar o preceito contra atos de manifestação popular, pois é desses atos que se constroem, democraticamente, os valores que vão se expressar nas leis que limitarão, na sequencia, os atos dos governantes.
Dito de forma mais clara, a utilização do argumento da lei contra os atos populares é um ato anti-republicano, que favorece o disfarce do império da lei, ao desmonte da contestação popular aos valores que estejam abarcados em determinadas leis.
Foi isso, aliás, que se viu recentemente em torno do direito das pessoas se manifestarem, de forma organizada e pacífica, contra a lei que criminaliza o uso da maconha. Todos estão sob o império da lei, mas não pode haver obstáculos institucionalizados para a discussão pública da necessidade ou não de sua alteração.
A lei, portanto, não é ato de poder, não pertence ao governante. A lei deve ser fruto da vontade popular, fixada a partir de experiências democráticas, que tanto se estabelecem pelo meio institucionalizado da representação parlamentar quanto pelo livre pensar e pelas manifestações públicas espontâneas.
E, ademais, qual é a verdade da situação? A grande verdade é que os alunos da USP não estão querendo um tratamento especial diante da lei. Não estão pretendendo uma espécie da vácuo legal, para benefício pessoal. Para ser completamente, claro, não estão querendo fumar maconha no Campus sem serem incomodados pela lei. Querem, isto sim, manifestar, democraticamente, sua contrariedade à presença da PM no Campus universitário, não pelo fato de que a presença da polícia lhes obsta a prática de atos ilícitos, mas porque o ambiente es colar não é, por si, um caso de polícia.
Querem pôr em discussão, ademais, a legitimidade da autorização, dada pela atual Direção da Universidade, em permitir essa presença.
A questão da legitimidade trata-se de outro preceito relevante do Estado de Direito, pois a norma legal, para ser eficaz, precisa ser fixada por quem, efetivamente, tem o poder institucionalizado, pela própria ordem jurídica, para poder fazê-lo e, ainda, exercer esse poder em nome dos preceitos maiores da razão democrática.
Vejamos, alguém pode estar questionando o direito dos alunos de estarem ocupando o prédio da Administração da FFLCH, sob o argumento de que não estão, pela lei, autorizados a tanto. Imaginemos, no entanto, que a Direção da Unidade, tivesse concedido essa autorização. A questão, então, seria saber se quem deu autorização tinha a legitimidade para tanto e mais se os propósitos da autorização estavam, ou não, em conformidade com os preceitos jurídicos voltados à Administração Pública.
Pois bem, o que os alunos querem é discutir se a autorização para a Polícia Militar ocupar os espaços da Universidade foi legítima e quais os propósitos dessa autorização. Diz-se que a presença da Polícia Militar se deu para impedir furtos e, até, assassinatos, o que, infelizmente, foi refletido em fatos recentes no local. Mas, para bem além disso, a presença da Polícia Militar tem servido para inibir os atos democráticos de manifestação, que, ademais, são comuns em ambientes acadêmicos, envoltos em debates políticos e reivindicações estudantis e trabalhistas. Uma Universidade é, antes, um local experimental de manifestações livres de ideias, instrumentalizadas por atos políticos, para que as leis, que servirão à limitação dos atos dos nossos governantes, possam ser analisadas criticamente e aprimoradas por intermédio de práticas verdadeiramente democráticas.
A presença ostensiva da Polícia Militar causa constrangimentos a essas práticas, como, aliás, se verificou, recentemente, com a condução de vários servidores da Universidade à Delegacia de Polícia, em razão da realização de um ato de paralisação de natureza reivindicatória, o que lhes gerou, dentro da lógica de terror instaurada, a abertura de um Inquérito Administrativo que tem por propósito impingir-lhes a pena da perda do emprego por justa causa.
Dir-se-á que no evento que deu origem à manifestação dos alunos houve, de fato, a constatação da prática de um ilícito e que isso justificaria o ato policial. Mas, quantas não foram as abordagens que não geraram a mesma constatação? De todo modo, a questão é que os fins não justificam os meios ainda mais quando os fins vão muito além do que, simplesmente, evitar a prática de furtos, roubos, assassinatos e consumo de drogas no âmbito da Universidade, como se tem verificado em concreto.
Há um enorme “déficit” democrático na Universidade de São Paulo que de um tempo pra cá a comunidade acadêmica, integrada por professores, alunos e servidores, tem pretendido pôr em debate e foi, exatamente, esse avanço dessa experiência reivindicatória que motivou, em ato de represália, patrocinado pelo atual reitor, o advento da polícia militar no campus, sob a falácia da proteção da ordem jurídica.
A ocupação da Administração da FFLCH pelos alunos, ocorrida desde a última quinta-feira, não é um ato isolado, advindo de um fato determinado, fruto da busca frívola de se “fumar maconha” impunemente no campus. Fosse somente isso, o fato não merecia tanta repercussão. Trata-se, isso sim, do fruto da acumulação de experiências democráticas que se vêm intensificando no âmbito da Universidade desde 2005, embora convivendo, é verdade, com o trágico efeito do aumento das estratégias repressoras. Neste instante, o que deve impulsionar a todos, portanto, é a defesa da preservação dos mecanismos de diálogo e das práticas democráticas. Os alunos, ademais, ainda que o ato tenha tido um estopim, estão sendo objetivos em suas reivindicações: contra a precarização dos direitos dos trabalhadores; contra a privatização do ensino público; contra as estruturas de poder arcaicas e autoritárias da Universidade, regrada, ainda, por preceitos fixados na época da ditadura militar; pela realização de uma estatuinte; e contra a presença da Polícia Militar no Campus, que representa uma forma de opressão ao debate.
O ato dos alunos, portanto, é legítimo porque seus objetivos estão em perfeita harmonia com os objetivos traçados pela Constituição da República Federativa do Brasil, que institucionalizou um Estado Democrático de Direito Social e o fato de estarem ocupando um espaço público para tanto serve como demonstração da própria origem do conflito: a falta de espaços institucionalizados para o debate que querem travar.
A ocupação não é ato de delinquência, trata-se, meramente, da forma encontrada pelos alunos para expressar publicamente o conflito que existe entre os que querem democratizar a Universidade e os que se opõem a isso em nome de interesses que não precisam revelar quando se ancoram na cômoda defesa da “lei”.
São Paulo, 30 de outubro de 2011.
Jorge Luiz Souto Maior é professor livre docente da Faculdade de Direito da USP
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A hora de trazer a cidade para dentro da USP

Neste momento de crise da USP com a ocupação do Prédio da Filosofia diante do rompimento da autonomia universitária e reividincação da saída da PM, enquanto existe uma Academia da Polícia Civil no campus da USP (aliás com um dos mais horríveis títulos colocados na empena da Escola) entendo que o Grêmio e os alunos da FAU e a própria FAU, se não tivesse tão dividida, deveria colocar se tem sentido continuar a manter o campus da USP como uma chácara exclusiva do Saber sagrado, separado da Sociedade por portões ridículos, separando a cidade e fragmentando um longo território desta cidade, enquanto temos na memória das lutas democraticas a Faculdade de Filosofia da Maria Antônia no meio da Cidade, como a São Francisco e a própria FAU Maranhão, cuja Maria Antônia foi um baluarte das lutas pela democracia e tinha como princípio sagrado a não entrada da polícia dentro da Escola principalmente nos espaços dos estudantes.
Em vários projetos meus expostos no salão cental da FAU e no caracol no piso sagrado dos estudantes segundo Artigas e Anísio Teixeira vários projetos duas dimensões dos Espaços ocupam o msmo Espaço sem se tocarem como o edifício Buraco Negro em homenagem às estrelas que desaparecem no Universo e formam outros Universos da luz nos mesmos espaços dos outros Universos onde o público penetra o privado dos apartamentos, se sentindo sutilmente, sem se tocarem e sem se comunicarem sonoramente, apenas se percebendo as silhuetas tênues dos dois Universos que quando necessário se abrem um para o outro como um dia saberemos comunicar os Universos que ocupam espaços semelhantes.
Portanto podemos acabar com a "imensa chácara do Saber" e trazer a Cidade para dentro do campus de certa forma rompendo com o conceito arcaico de campus do saber sagrado, mas mantendo a sua independência sem mantê-la, ainda mais com a dimensão da USP que rompe a continuidade da trama urbana entre praticamente o Butantãe e Osasco estraçalhando com esta trama urbana desta extensa região da Capital.
E o espaço destinado às Escolas e seus entornos que sejam Espaços Urbanos e não meras molduras como meros jardins naturalistas como restos da estrutura viária poderão manter a sua autonomia da Polícia Militar e a presença da Cidade, principalmente com Habitações para os diversos extratos sociais como um novo exemplo de uma cidade mista e plural e instituições culturais da Cidade terão sua segurança muito mais preservada porque se romperá com o caráter isolado desta imensa fazenda com um urbanismo rodoviarista onde as vias repletas de rotatórias idiotas não conformam Espaço Urbano nenhum não sendo sequer uma Cidade Universitária como pretende se chamar como campus isolado do Saber positivista.
Mas num primeiro momento é necessário se romper com a absurda segregação do espaço deste campus sagrado da população da cidade que tem fome de usá-lo como os próprios pedagôgos, urbanistas, arquitetos, filósofos e demais profissões consequentes propôem que todas as escolas estaduais e municipais da cidade se abram às comunidades e à Sociedade nos fins de semana, enquanto na USP temos a absurda cena dos ônibus da cidade parando antes do unico portão aberto controlado como se fosse pelo exército sem transitar sequer os ônibus circulares se cometendo uma violência absurda com os habitantes do CRUSP (alojamentos universitários) e obrigando os funcionários vigilantes que trocam de plantão a andarem a pé quilômetros para alcançar o portão insólito com os ônibus das cidades estacionados em fila impedidos de penetrar neste espaço do Conhecimento segregado, agora repleto de peruas da PM vigiando eventuais bandidos que venham se aproveitar desta imensa fazenda abandonada com um muro vergonhoso separando a marginal da bonita raia olímpica que poderia ser uma paisagem para a cidade ao se percorrer a marginal.
E a curtíssimo prazo é possível se retirar a PM e se delegar à Academia de Policia dentro do Campus Sagrado para se treinar a sua polícia civil e os vigilantes da Instituição geridos pela Academia num Espaço Urbano muito mais iluminado e habitado já com alguns espaços culturais dentro inclusive voltados para a vida noturna, preservando a autonomia universitária, mas rapidamente se fazer este debate que proponho para o qual me disponho a demonstrar que é possível se trazer a Cidade para dentro do Campus se rompendo com este Campus sacro, mas ao mesmo tempo preservando-o, como varios exemplos que foi um dos centros da minha produção estética na minha vida até aqui, o princípio da simultaneidade dos Espaços, muito inspirada em Paulo Mendes da Rocha, mas desenvolvida ao extremo, deixando a USP de ser uma interrupção do Espaço Urbano entre o Butantá e Osasco, se recuperando a trama urbana contínua e se usando da USP para se restruturar urbanisticamente por completo uma imensa região da Capital. se acabando com o problema da segurança como fato distinto das demais regiões e se resgatando o símbolo que foi a Faculdade da Maria Antônia, o verdadeiro símbolo da autonomia universitária.
Estou a disposição para se dar um curso de extensão universitaria na FAU interdisciplinar para que os alunos e professores da USP façam um novo projeto para se romper com este Campus sagrado e isolado como uma imensa fazenda que fragmenta a cidade para se criar um grande espaço urbanistico que restruture esta imensa região da Cidade fazendo conviver simultaneamente o campus e a cidade, cada um com sua indepêndência, convivendo como dois Universos separados e juntos que ocupam o mesmo Espaço Urbano sem se tocarem e se relacionando como a arquitetura paulista engendrou nos capacitar a fazer.
Que o Grêmio da FAU seja o Centro desta proposta às demais instituições estudantis da USP enquanto se conquista a revisão do Convênio sobre a presença da Policia Militar para que seja dos estudantes que se chegue às estruturas de Poder da Universidade uma proposta realmente revolucionária e transformadora se revogando iediatamente a proibição da USP se fechar à Cidade nos fins de semana enchendo o campus de dia e de noite do maior número posível de cidadãos.
Estou novamente à disposição e parabens aos estudantes, mas é necessário se romper com sua chácara exclusiva desenhada como uma fazenda naturalista e orgânicista anti-urbana, mas capaz de se transformar e se subverter numa grande contribuição a zona oeste da Capital e Osasco, mas com significado metropolitano.
atenciosamente
arquiteto da FAU.
Zé Calazans
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Fã sugere que Luana Piovani tenha filho no serviço público

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Como esconder a boa notícia

Os jornais amanheceram na quarta-feira, 2 de novembro, dia dedicado a homenagear os mortos, com o relato de um verdadeiro velório. O sistema econômico global range sob o peso das crises sucessivas e o leitor é atirado de um lado para outro, entre a esperança e o pessimismo, como o navegante sob tempestade.
Deste lado do Atlântico, as águas ainda se agitam pouco, mas a imprensa destaca sinais de desconforto. Quando o ex-presidente Lula da Silva declarou, há três anos, que a crise financeira de 2008 chegaria ao Brasil “como uma marolinha”, os jornais fizeram manchetes com o catastrofismo de seus opositores. Os fatos lhe deram razão até aqui e o tsunami não chegou às nossas praias.
Mas, no mundo globalizado e interdependente, impossível prever quanto os tremores nos países desenvolvidos vão afetar as economias periféricas e emergentes.
Sonho e pesadelo
As edições de quarta-feira (2/11) dos jornais brasileiros trazem alguns dados que mostram certos efeitos negativos da crise europeia sobre a economia brasileira. Mas é preciso cuidado na leitura.
A Folha de S.Paulo, por exemplo, inverte completamente os números para criar um viés negativo no cenário que também tem boas notícias. Observe o leitor: o fato central é que a balança comercial brasileira obteve em outubro um superávit de US$ 2,35 bilhões, o maior desde 2007. Trata-se de um resultado 28,9% maior do que o saldo obtido no mesmo período do ano passado. Além disso, foram os maiores valores já alcançados para o mês de outubro desde que esse acompanhamento começou a ser feito.
Pois bem: na Folha, essa notícia auspiciosa se transforma num pesadelo: os editores do jornal preferem destacar que, nesse quadro otimista, sempre há alguma coisa para assustar o leitor. A Folha deixa escondida a informação do crescimento das exportações brasileiras e abre o seguinte título: “Com crise, vendas do Brasil para Europa perdem fôlego”.
Na verdade, os dados divulgados pelo governo indicam que as vendas de produtos brasileiros para Espanha, França e Itália cresceram em outubro menos do que a média dos primeiros nove meses do ano. No entanto, comparadas ao mesmo mês do ano passado, as exportações brasileiras para a Europa cresceram mais de 13%, apesar da crise.
O pessimismo como opção
Na vida real, as exportações brasileiras em outubro deste ano bateram o recorde histórico referente a esse mês. Com a substituição de alguns itens e o aumento das vendas de café, petróleo e minério de ferro, o Brasil praticamente anulou o efeito da crise em seu comércio com os países europeus.
Além disso, as vendas para os Estados Unidos aumentaram mais de 39% em outubro deste ano, índice superior à média de 31,8% registrada nos nove meses anteriores. Apesar de a economia americana estar, como se diz, andando de lado.
E não foi apenas isso: o saldo da balança comercial brasileira no total foi positivo, com o maior superávit dos últimos quatro anos, e as importações também se mantiveram em alta, ou seja, o mercado interno continua aquecido. No entanto, o viés da Folha é absolutamente pessimista.
No Estado de S.Paulo, os fatos parecem mais transparentes – “Superávit comercial bate recorde em outubro”, diz o título da reportagem. Mas o texto está espremido entre a principal matéria da página de Economia e um anúncio, sem qualquer destaque, no meio de notícias sobre a crise na zona do euro e seus efeitos no Brasil.
No Estadão, além da abordagem correta, com o título refletindo o aspecto positivo da notícia, acrescenta-se que, apesar da crise que também afeta a economia americana, o Brasil reduziu o déficit com os Estados Unidos e as exportações para aquele país vêm crescendo em ritmo importante.
No Globo, a notícia do superávit da balança comercial está escondida em um parágrafo no pé de uma reportagem sobre a desaceleração na indústria brasileira.
Alguém explica?
Claro que há notícias ruins por todo lado. Afinal, o coração do sistema capitalista apresenta sintomas de taquicardia desde setembro de 2008 e não há sinais de remédio capaz de produzir alguma estabilidade.
A solução da véspera, com o suposto acordo para a dívida da Grécia, se transformou em pesadelo com a decisão do governo grego de submeter a proposta a um referendo. Sendo a Grécia o berço da democracia ocidental, qual a surpresa?
Também era esperado que, em algum momento deste ano, a indústria brasileira reduzisse o ritmo. Os estoques para o Natal estão prontos, as compras de equipamentos foram aceleradas até o primeiro semestre e os investidores estão na expectativa de uma solução para o problema europeu.
Mas o que é mais do que sabido vira manchete nos principais jornais do país simplesmente porque é a pior notícia do dia.
Alguém aí pode explicar qual é o propósito da imprensa ao tentar derrubar o ânimo dos brasileiros?
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Charge online - Bessinha - # 885

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Os pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo

O Portal Linha Direta disponibiliza as cinco entrevistas com os pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo. A série apresenta uma breve trajetória política do deputado federal Carlos Zarattini, do senador Eduardo Suplicy, do ministro Fernando Haddad, do também federal Jilmar Tatto e da senadora Marta Suplicy, que se mostraram dispostos a assumir o Executivo Paulistano pelo Partido dos Trabalhadores.
Além das respectivas avaliações sobre a situação da cidade e necessidade de alinhamento do município com as propostas desenvolvidas pelos governos Lula e Dilma Roussef, os pré-candidatos abordaram temas como o Transporte, a situação da Saúde e também da Educação.
No DZ Penha - PT
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O procurador encrenqueiro do Enem

Matéria da Folha de São Paulo de 2006, diz que o procurador da República Oscar Costa Filho, representante do Ministério Público Federal no Ceará, o mesmo que pede o cancelamento do ENEM, foi responsável pela ação que suspendeu as multas de radares móveis nas rodovias federais brasileiras.
Na época o procurador acumulava 46 pontos em sua carteira de motorista e um histórico de dezenas de infrações de trânsito cometidas por veículos registrados em seu nome nos últimos anos:
"Oscar Costa Filho, representante do Ministério Público Federal no Ceará, ultrapassou os 20 pontos tolerados pela lei no intervalo de 12 meses, segundo os registros do órgão, mas diz não ter sido notificado sobre a suspensão da sua habilitação."
"Em nome do interesse público, obteve em 2004 a suspensão da validade das multas por radares em Fortaleza."
"Ele alega que esses radares de fiscalização da velocidade são antieducativos, por pegarem os motoristas de surpresa, e que muitas multas não oferecem elementos de defesa - só exibem a placa, impossibilitando confirmar a localização."
"As críticas de que ele seria um infrator contumaz são baseadas na situação não só da habilitação, mas dos carros registrados em nome dele."
"Essas multas refletem uma estrutura familiar que está em vias de organização. Há muita coisa desorganizada na minha vida. Isso não tem nada a ver com a minha ação", afirma."
"Num desses carros, um Palio 1996, constam até hoje pendências de 68 multas entre 1998 e 2003 - 43 das quais por excesso de velocidade. A totalidade devida beira R$ 11 mil."
"O Detran diz, em documento obtido pelo procurador, que a transferência é aguardada desde 2004 e que esse chassi teve baixa - já não roda mais."
"O procurador Oscar Costa Filho nega ser motivado por interesses pessoais em seu combate aos radares e diz que, se tivesse a intenção de anular suas multas e as dos filhos, teria outros meios."
"Não preciso usar esse tipo de instrumento para me vingar ou me beneficiar. Se eu quisesse cancelar, usaria meu prestígio e faria tráfico de influência, como muita gente", diz ele, em referência a "autoridades e políticos".
05/06/2006 - 09h35
Procurador anti-radar estoura em multas
Alencar Izidoro da Folha de S.Paulo
O procurador da República responsável pela ação que suspendeu as multas de radares móveis nas rodovias federais brasileiras acumula 46 pontos em sua carteira de motorista e um histórico de dezenas de infrações de trânsito cometidas por veículos registrados em seu nome nos últimos anos.
Oscar Costa Filho, representante do Ministério Público Federal no Ceará, ultrapassou os 20 pontos tolerados pela lei no intervalo de 12 meses, segundo os registros do órgão, mas diz não ter sido notificado sobre a suspensão da sua habilitação.
No site do Departamento Estadual de Trânsito, a orientação para quem consulta seu prontuário é direta: "compareça ao Detran imediatamente".
O procurador começou há três anos uma batalha contra aquilo que considera ser arbitrariedade e ilegalidade da "indústria da multa" - como a falta de sinalização, a intenção arrecadatória na instalação dos equipamentos e a contratação dos serviços sem licitação.
Em nome do interesse público, obteve em 2004 a suspensão da validade das multas por radares em Fortaleza. No mês passado, conseguiu suspender a cobrança das infrações detectadas por aparelhos móveis nas estradas federais, como Régis Bittencourt e Dutra, por liminar concedida pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região.
Ele alega que esses radares de fiscalização da velocidade são antieducativos, por pegarem os motoristas de surpresa, e que muitas multas não oferecem elementos de defesa - só exibem a placa, impossibilitando confirmar a localização.
Interesses pessoais
Com a nova vitória judicial, Costa Filho voltou a ser atacado por executivos de empresas ligadas ao trânsito - ele já havia sido questionado há dois anos.
As críticas de que ele seria um infrator contumaz são baseadas na situação não só da habilitação, mas dos carros registrados em nome dele.
O procurador admite ser responsável por parte das dezenas de multas atribuídas aos carros, mas diz que elas não totalizariam 20 pontos e que a maioria foi cometida pelos seus quatro filhos que dirigem ou por terceiros que os compraram sem transferir a documentação.
"Essas multas refletem uma estrutura familiar que está em vias de organização. Há muita coisa desorganizada na minha vida. Isso não tem nada a ver com a minha ação", afirma.
Dezenas de multas
Num desses carros, um Palio 1996, constam até hoje pendências de 68 multas entre 1998 e 2003 - 43 das quais por excesso de velocidade. A totalidade devida beira R$ 11 mil.
Costa Filho diz que esse veículo era usado por um de seus filhos e que ele foi vendido - não lembra a data - sem que fosse feita imediatamente a transferência de propriedade.
O Detran diz, em documento obtido pelo procurador, que a transferência é aguardada desde 2004 e que esse chassi teve baixa - já não roda mais.
Em outro veículo que ele comprou - um Toyota/Corolla 2003 -, Costa Filho acumulou 13 multas em 2004, 12 das quais por excesso de velocidade - somando quase R$ 4.000. Mas a cobrança está suspensa pela Justiça. O procurador vendeu esse carro neste ano.
Num terceiro veículo de sua propriedade, um Celta 2001, que ele diz ser dirigido por uma filha, constam do cadastro do Detran cinco multas pendentes de pagamento, no valor de R$ 766, duas das quais sub judice.
Segundo Costa Filho, denúncia anônima sobre a sua situação como motorista chegou a ser enviada ao Ministério Público Federal em 2004, que a arquivou após uma sindicância.
Na época, ele havia conseguido suspender as multas de radar em Fortaleza. "Eles concluíram que minha atuação foi impessoal e imparcial", disse.
Airton Florentino de Barros, presidente do MPD (Movimento do Ministério Público Democrático), afirma que as autoridades devem declarar sua suspeição quando há interesse no tema de uma ação judicial, mas que esse caso não se aplica necessariamente a Costa Filho.
Ele dá como exemplo uma ação contra tributos ou contra as filas em banco. "Também sou prejudicado por esses problemas, mas não posso me omitir em desfavor da população."
O Detran-CE informou que não poderia se manifestar sobre uma situação particular.
Outro lado
O procurador Oscar Costa Filho nega ser motivado por interesses pessoais em seu combate aos radares e diz que, se tivesse a intenção de anular suas multas e as dos filhos, teria outros meios.
"Não preciso usar esse tipo de instrumento para me vingar ou me beneficiar. Se eu quisesse cancelar, usaria meu prestígio e faria tráfico de influência, como muita gente", diz ele, em referência a "autoridades e políticos".
Costa Filho citou dezenas de cancelamentos irregulares de infrações feitos em 2004 pelo órgão que analisa os recursos dos motoristas. "Só num dia de dezembro de 2004, foram mais de R$ 10 mil. É tudo gente com influência", afirma ele.
O procurador diz que não cometeu todas as multas listadas em carros de sua propriedade até porque não conseguiria "dirigir tanto assim". "Não tomei todas essas multas que estão aí. Mas também não sou isento. Hoje em dia quase não dirijo", afirma, em referência ao fato de andar com policiais federais devido às ameaças que passou a sofrer após denunciar um grupo de extermínio.
"Usam isso para tentar me desqualificar. Como todo cidadão, eu cometo falhas. Mas nunca me envolvi em acidentes de trânsito. E passei a vida trabalhando para a coletividade", diz Costa Filho.
Em relação aos 46 pontos na carteira, ele diz que não tinha conhecimento da situação e que mantém sua habilitação porque não recebeu nenhuma notificação do Detran nem para se defender. As infrações que totalizam esses pontos, diz, são de carros usados por seus filhos.
Stanley Burburinho
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Assange vai vazar

Fundador do Wikileaks será extraditado para a Suécia para ser julgado sobre crimes sexuais
Um tribunal de apelação do Reino Unido determinou que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, deve ser extraditado para a Suécia para enfrentar uma investigação sobre agressão sexual. O tribunal rejeitou o recurso de Assange contra a sentença de extradição de um tribunal mais baixo.
A Suécia não acusou formalmente Assange, mas quer questioná-lo sobre as acusações de que ele teria estuprado uma mulher e molestado outra durante uma visita a Estocolmo no verão (do hemisfério Norte) passado. Ele nega as acusações.
A decisão do tribunal é um revés para o fundador do WikiLeaks, que vinha lutando contra a extradição desde que foi detido em dezembro no Reino Unido.
A sentença do tribunal é dada num momento em que o WikiLeaks afirma que está enfrentando sérias dificuldades financeiras. No mês passado, o WikiLeaks afirmou que vai fechar em seis meses se as companhias de serviços financeiros não suspenderem as restrições às doações para a organização.
O site, que divulga documentos sigilosos vazados, disse que está suspendendo temporariamente todas as operações de publicação para que possa dedicar seus recursos a lutar contra companhias como Visa, MasterCard, PayPal, do eBay, e Bank of America, que proibiram os pagamentos para o WikiLeaks desde dezembro.
O WikiLeaks irritou Washington ao publicar milhares de documentos sigilosos do governo norte-americano sobre as guerras no Afeganistão e no Iraque, assim como telegramas diplomáticos secretos.
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Financiamento público de campanha. PSDB e PMDB preferem Caixa Dois

No próximo dia 9, a Comissão Especial de Reforma Política da Câmara deve votar o relatório do deputado Henrique Fontana (PT-RS) que recomenda o financiamento público da campanha política.
Se for derrotada, a proposta será arquivada.
E a eleição de 2014 será como é hoje: o império do Caixa Dois.
Em 2002, as eleições para Presidente, Governador, Senador e deputados Federal e Estadual custaram R$ 827 milhões.
Isso é o que foi DECLARADO.
Fora o Caixa Dois.
Como se sabe, uma boa parte do financiamento das campanhas, hoje, é em dinheiro vivo, não contabilizado.
Como diz este ansioso blog, o Caixa Dois na política é tão brasileiro quanto a goiabada com queijo.
Em 2010, o custo dessas campanhas foi de R$ 4,9 bilhões.
Portanto, houve um aumento DECLARADO de 591%.
Assim, se não houver o financiamento público, só vai ser político quem for muito rico, ou se submeter aos interesses dos financiadores.
Ou seja, o Congresso brasileiro será o espelho dos interesses das empreiteiras, dos bancos, da indústria farmacêutica – mais do que hoje.
Das 513 campanhas mais caras para deputado federal, em 2010, 369 foram eleitos.
Ou seja, com grana o candidato tem 72% de chances de ser eleito.
É por isso que a Maria da Conceição Tavares, o Florestan Fernandes, o Milton Temer (o primeiro a pedir informações ao Banco Central sobre as operações do banco Opportunity, ainda no Governo FHC) e o Delfim Netto não conseguem mais se eleger.
Quanto será distribuído sob a forma de financiamento público?
Segundo o relatório de Fontana, o limite de gastos será fixado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Quanto irá para cada partido?
25% do dinheiro serão distribuídos igualmente entre TODOS os partidos.
O resto será proporcional ao número de votos – porque, numa democracia, quem tem mais votos vale mais, não é isso Padim Pade Cerra?
O financiamento público é a única forma de partidos como o DEMO e o PP sobreviverem.
Porque não têm candidato próprio à Presidência da República, o DEMO e o PP morrem na praia, na primeira pesquisa do Globope ou do Datafalha.
Na primeira pesquisa do Globope e do Datafalha, o Cerra sai sempre na frente.
(Notável coincidência.)
Aí, a grana vai para o PSDB…
Quem são os maiores adversários do financiamento público?
O PMDB e o PSDB.
Dentro do PMDB, quem são os mais ferrenhos adversários do financiamento público?
O (vice) Presidente Michel Temer, que defende um estapafúrdio “plebiscito”.
E Eduardo Cunha, por uma questão de princípios filosóficos.
Ele é a favor da livre iniciativa.
Especialmente em Furnas.
No PSDB, o baluarte da campanha contra o financiamento público é o Padim Pade Cerra.
Ele tenta fulminar o relatório Fontana pelo lado errado.
Cerra defende o voto distrital, para atacar o voto fechado em lista, que não faz parte do projeto Fontana.
O Cerra e seus arautos no PiG são contra esse moinho de vento: o voto fechado em lista.
Na verdade, o objetivo de Cerra e seus arautos é derrotar o financiamento público.
Um desses arautos é quem Leandro Fortes, na Carta Capital, chamou de Brucutu: um senhor Graeff, que, na derrota de 2010, operou as redes sociais para o Cerra.
É essa turma, amigo navegante: Michel Temer, Eduardo Cunha, um Brucutu e o Padim Pade Cerra.
Você é favor do que está aí, amigo navegante?
O que está aí é o Caixa Dois no centro da política brasileira.
Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
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