28 de out de 2011

O que a Globo não teve coragem de mostrar sobre 11 de Setembro!

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Governo lança pacote de medidas para agilizar licenciamento ambiental de obras

Regras incluem regularização ambiental
para 55 mil km de rodovias federais.
Foi publicado hoje (28) no Diário Oficial da União um conjunto de medidas que regulamentam o licenciamento ambiental de projetos de infraestrutura, como rodovias e portos, linhas de transmissão de energia elétrica, e de exploração de gás e petróleo, incluindo o pré-sal. As portarias estabelecem critérios para os novos processos de licenciamento e para a regularização dos empreendimentos já existentes. O objetivo, segundo o Ministério do Meio Ambiente, é estabelecer regras claras onde havia lacunas ou dupla interpretação na legislação ambiental brasileira.
“Todas as medidas são fruto de teste pelo Ibama e aprovação prévia do Ministério Público. Nada leva a flexibilizar, anistiar ou liberar para fazer o que quiserem. O que estamos dando é clareza na legislação”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em entrevista coletiva hoje à tarde.
Segundo ela, com as medidas, a sociedade brasileira passa a ter o “controle social” dos processos de licenciamento.
As novas regras preveem um programa de regularização ambiental para 55 mil quilômetros de rodovias federais em todo o país, 35 portos em vários estados e 12 mil quilômetros de linhas de transmissão. Segundo a ministra, em 20 anos, todas as rodovias federais já pavimentadas e em operação devem estar regularizadas do ponto de vista ambiental. As estradas que apresentam tráfego intenso ou as que oferecem alto risco de acidente terão prioridade.
Além da regularização, a partir de agora, as obras realizadas em rodovias que já possuem licença de operação não precisarão de novo licenciamento. Antes, a construção de uma terceira faixa para aumentar a segurança da via, por exemplo, exigia licenciamento específico, explicou o presidente do Ibama, Curt Trennepohl, que também participou da entrevista.
“Essas normas não mexem com o direito material; não estamos afastando nenhuma exigência preexistente, mas apenas tornando o licenciamento ambiental mais seguro. [O objetivo é] tornar o processo mais claro e transparente”, explicou Trennepohl.
Segundo o Ibama, outras áreas sujeitas ao licenciamento ambiental federal serão objeto de novas regulamentações futuramente.
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Collor critica parte da imprensa e afirma ser a favor da liberdade de expressão

O senador Fernando Collor (PTB), durante pronunciamento na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal, na manhã da última quinta-feira (27), criticou parte da imprensa brasileira que, segundo ele, "mentiu" sobre o PLC 41/10, que regula acesso a informações.
Apesar das críticas, Collor mostrou-se a favor da liberdade de expressão e contrário a qualquer regulação de mídia. No entanto, afirmou preocupar-se com o "comportamento rasteiro e dissimulado de determinados segmentos dos meios."
Ele destacou uma série de matérias publicadas sobre o tema, com base em uma pesquisa de um jornalista holandês que se diz especialista em liberdade de informação. Para Collor, a pesquisa realizada pelo estrangeiro não merece credibilidade.
"Em suas matérias, ele assevera que a aprovação do PLC 41 faz o Brasil ser o octogésimo nono país a ter uma lei de acesso a dados públicos. E que, entre os países latino-americanos, o Brasil é o décimo nono a ter uma lei dessa natureza. E, logo em seguida, se contradiz: são raros os países que têm uma legislação tão ampla. Ora, se o Brasil passa a se enquadrar no rol dos quase 90 países com uma lei do gênero, como é possível afirmar que são raros os países com legislação dessa natureza?".
Collor lembrou que a nova lei passa a ser a primeira e única do mundo a permitir o completo acesso ao inteiro teor de todos os documentos públicos, sem exceções.
Apesar das críticas, o senador se mostrou claramente a favor da liberdade de expressão, mas ressaltou que deve haver cuidado por parte da imprensa. "Sou contrário a qualquer tipo de regulação e controle dos órgãos de comunicação. Continuo discordando de qualquer proposta de regulamentação do exercício profissional do jornalismo. Todavia, a defesa desses princípios demanda sempre, e acima de tudo, a devida responsabilidade pública por parte dos meios. A começar por não mentir", concluiu.
No Portal da Imprensa
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Reitoria promove a militarização para não discutir a USP, dizem manifestantes

Após violento confronto com a Polícia Militar, que estavam detendo três jovens que teriam consumido maconha no campus do Butantã da Universidade de São Paulo, na noite deste quinta, cerca de 400 estudantes ocuparam o prédio da Administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Os policias revidaram aos protestos e estudantes ficaram feridos com balas de borracha. Os rumos da ocupação devem ser discutidos na noite desta sexta.
Este blog conversou com Felipe Camargo, Paula Kaufmann e Thiago Aguiar, diretores do Diretório Central dos Estudantes da USP, que estão na ocupação, para entender suas reividicações:
Por que o DCE-Livre da USP é contrário à presença da Polícia Militar no campus?
Historicamente, o movimento social organizado na USP obteve a conquista da autonomia universitária. Isto significa afirmar uma concepção de universidade como espaço de livre pensamento, organização e manifestação. A autonomia também se refere à segurança. Por isso, temos na USP a Guarda Universitária. A presença de forças militares no campus não apenas em história longínqua, como também em anos recentes, não esteve relacionada à garantia de segurança e ao combate ao crime, mas sim à repressão política ao movimento social da Universidade. Em 2009, por exemplo, a Polícia Militar transformou o campus do Butantã numa praça de batalha ao reprimir um movimento grevista.
A presença da PM não evitaria casos como o assassinato de um estudante da FEA (Faculdade de Economia, Administração e Ciências Contábeis), durante um assalto, em maio deste ano?
O assassinato do estudante da FEA comoveu a todos nós. No dia do seu assassinato, uma ronda da PM percorria o campus da USP e não pode evitar o crime. Aliás, seus assassinos seguem impunes. O problema da segurança no campus é mais complexo do que simplesmente a entrada da polícia. Refere-se a uma concepção de espaço público e à abertura do campus à comunidade externa para que deixe de ser uma bolha vulnerável. Por isso, o movimento estudantil reivindica há bastante tempo que a reitoria assuma a sua responsabilidade e faça as intervenções necessárias para garantir a segurança de trabalhadores, estudantes e funcionários. Infelizmente, melhorias na iluminação, o fim da terceirização da segurança, o aumento do efetivo da Guarda Universitária e seu treinamento em direitos humanos, entre outras medidas, não foram tomadas. A reitoria preferiu uma saída rápida, fácil e midiática.
Com a detenção dos três jovens que supostamente estariam fumando maconha, houve protestos dos estudantes, seguidos de forte repressão policial com gás lacrimogênio e spray de pimenta. A segurança pública tem sido usada como justificativa para a reitoria reprimir manifestações?
Sim. Como dissemos anteriormente, a presença da PM no campus historicamente e em anos recentes esteve relacionada somente à repressão ao movimento social organizado na USP. No entanto, a reitoria utiliza o sentimento de insegurança da população para dar legitimidade a suas ações e esvaziar de sentido as críticas da comunidade universitária. Ao mesmo tempo, argumenta estar “sempre aberta ao diálogo” quando, na verdade, promove a militarização do campus para evitar que qualquer projeto alternativo de universidade seja defendido. Não se pode reduzir a questão da segurança à presença de policiais militares. Os índices de criminalidade no conjunto da cidade, onde a PM está presente ostensivamente, são a comprovação disso.
O movimento estudantil, que hoje ocupa a administração da FFLCH, tem feito duras críticas ao reitor João Grandino Rodas. Por que? E quais as principais demandas de vocês?
João Grandino Rodas, em sua trajetória na USP, notabilizou-se por não ter sido eleito reitor pela comunidade universitária – mas sim indicado pelo governador Serra – e pela truculência com que trata seus críticos e quaisquer reivindicações que lhe sejam apresentadas. Não à toa, em sua unidade de origem, a Faculdade de Direto, foi recentemente declarado persona non grata. Em 2007, quando diretor, Rodas chamou a Tropa de Choque para expulsar militantes do MST e do movimento estudantil que faziam um ato pela democratização do ensino público. Em sua gestão como reitor, além da questão da presença da PM no campus, temos questionado Rodas por conta de suas diretrizes mercadológicas para a graduação, que quase ocasionaram o fechamento de mais de 300 vagas e dois cursos na EACH [campus da USP na Zona Leste]. Rodas está sendo investigado por indicações sem concurso para cargos de confiança. Além disso, ele propôs um conjunto de obras questionáveis, como a construção de um Centro de Convenções e de um Centro Internacional, que estão consumindo 240 milhões de reais do dinheiro público. Consideramos que tal monta de recursos poderia ser aplicada de maneira muito mais satisfatória na expansão das atividades de ensino, pesquisa e extensão.
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Adesão é com eles mesmos!

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Por Onde Andam????

PM João Dias
Lina Vieira
Gustavo Ribeiro
Paulo Preto 
Rubnei Quícoli
Fazem a baderna e depois somem. A Canalha do Mal - PSDB/DEM/PPS - usa e abusa deles e depois cuida de seu sumiço. Mas brasileiro tem memória curta e deixa para lá... Lamentável!
~ o ~
No excelente blog O Cachete, que hoje comemora 3 anos. Passe lá, o Giovani vai distribuir senhas para tomar uns uísques "na faixa" no Mercado da Madalena:
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Mensagem pelo dia do servidor público

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Podval, Sabino e o mistério das páginas amarelas

Que critério define a publicação de uma entrevista num dos espaços mais nobres da imprensa brasileira? O interesse público ou privado? A entrevista, em Veja, do criminalista Roberto Podval, que sonha em presidir a OAB, deixa dúvidas
A disputa é apenas no ano que vem, mas a corrida eleitoral já começou. Em jogo, a presidência da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil. Quem mais se movimenta numa espécie de pré-campanha no mundo jurídico é o criminalista Roberto Podval, que ganhou notoriedade nacional ao defender o casal Nardoni, no julgamento sobre o assassinato da menina Isabela.
O marco zero dessa pré-campanha de Podval foi uma entrevista nas páginas amarelas da revista Veja, um dos espaços mais nobres da imprensa brasileira, onde já falaram personalidades como Bill Clinton e Kofi Annan. Podval, apresentado pela revista como “um dos advogados que mais trabalham no País” e representante “de uma geração que tem encontrado trabalho com facilidade”, foi uma surpresa até para os leitores de Veja, pois, mesmo no mundo do direito, ele é um nome ainda em formação.
Os detratores de sua chapa à presidência da OAB-SP a batizaram como “chapa Pepino di Capri”. Isso porque Podval promoveu um banquete em Capri, para festejar seu casamento, para o qual foram convidados autoridades, como o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, e jornalistas, como Mario Sabino, redator-chefe de... sim, da revista Veja. Segundo o jornalista Luis Nassif, a ligação entre Podval e Sabino provocou até a demissão de um nome de primeira grandeza de Veja – o jornalista Felipe Patury, que a trocou por Época, porque não pôde noticiar, na Abril, nenhuma linha sobre o casamento de Podval.
Ligação mais estreita
O vínculo entre Podval e Sabino, no entanto, vai além da pura amizade e de encontros eventuais mediterrâneos. Foi o criminalista quem obteve para o redator-chefe de Veja o habeas corpus 2008.03.00.040887-3/SP, no Tribunal Regional Federal da Terceira Região.
Sabino era processado pelo delegado Moyses Eduardo Ferreira, da Polícia Federal, em função de três reportagens publicadas por Veja: “Nuvens Escuras no Horizonte”, “Nota Oficial de Veja” e “A falácia do Doutor Moisés”, em que a revista se dizia perseguida pela PF. O inquérito foi trancado em janeiro de 2010. Podval se casou em julho de 2011. As páginas amarelas foram publicadas neste mês.
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Histórias do "informante" Fernando Rodrigues

O jornalista Fernando Rodrigues, do grupo Folha de São Paulo/UOL (PIG/SP), apontado em documentos vazados do Wikileaks como "informante" da embaixada dos EUA, ganhou bolsa de estudos por 1 ano (iniciada em agosto de 2007) na Universidade de Harvard, através da Nieman Foundation, daquele país.
Passadas as eleições de 2006, consumada a derrota do candidato apoiado pelo grupo Folha (Alckmin perdeu para Lula), Rodrigues escreveu que passaria por um período de "aggiornamento" (atualização, adaptação à nova realidade) nos EUA, e voltaria em agosto de 2008, "pronto para a cobertura das eleições municipais" (nas palavras dele).
http://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2007-08-12_2007-08-18.html#2007_08-13_07_05_02-9961110-0
http://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2007-08-12_2007-08-18.html
É público e notório, por mais que dissimulem, que bolsas e incentivos deste tipo concedidas pelos EUA visam formar líderes na mídia brasileira, simpáticos e afinados com os interesses econômicos e geopolíticos estadunidenses.
É impensável esse tipo de bolsa para formar líderes cubanos que defenderão a revolução castrista, ou para adeptos de Hugo Chavez, de Cristina Kirchner, Evo Morales, Rafael Correa, ou do "lulopetismo" (como gostam de dizer).
Essa mesma velha imprensa, que pinça até mesmo qualquer coincidência 100% legal na vida pessoal ou profissional de um ministro para fazer ilações pesadas sobre sua integridade moral, exigindo o imediato afastamento para "provar a inocência", o que tem a dizer sobre essas relações carnais de seus jornalistas com governos e corporações estadunidenses?
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Que Libia surgirá?

A OTAN vai cobrar o contrato de guerra, que existiu mesmo, não foi verbal nem informal. Foi escrito e assinado pelo “Conselho Revolucionário”...
A Líbia - seu povo, lógico - vão ter que pagar as despesas e gastos com os aviões, navios, bombas, balas, armas leves fornecidas aos rebeldes, metralhadoras pesadas das caminhonetes, balas, gastos com os agentes da CIA e OTAN infiltrados, enfim, tudo... e vc já sacou né: com os poços de petróleo...
Agora que o cobra vai piar...
E com todos os erros de Kadafi, é medieval e absurdo o que fizeram, assassinando um líder político que muito tbém fez pelo seu País e povo. Devia ser julgado civilizadamente, apesar de me conter ao lembrar de Alcy Cheuiche, em seu livro “A Guerra dos Farrapos” (Martins Livreiro – Editor, Porto Alegre, 10ª edição, pág. 15) “Que ousadia querer interpretar os sentimentos, os dramas, os sonhos, as revoltas de um povo tão distante ...”, no caso, de nossa cultura ocidental.
Posso estar enganado, mas a Líbia não vai se unir tão facilmente em torno de um estado laico e democrático...vai levar alguns anos dividida e destroçada em disputas tribais e religiosas até se tornar também cultura irreversível o modo democrático de viver... enquanto isso, vampiros transnacionais dos EUA, França e outros vão selecionar novos e confiáveis líderes políticos – outros não confiáveis, a CIA e parceiros matarão, jogando culpa no terrorismo e em kadafistas sobreviventes - para sugar suas riquezas naturais e reconstruir os prédios e infra-estrutura do país com suas empresas de construção civil... e para tanto vai impor um regime de força... fascista como estão tentando impor no Egito pós queda de Hosni Mubarack.
Mas sempre acredito na resistência e luta dos trabalhadores(as) – obreiros(as) e empresários(as) -, que a história demonstra nunca deixaram e deixarão de lutar e impor às elites monopolistas e financeiras, caminhos democráticos e socialistas às nações, mesmo que lento e gradual...
Um dia não muito longe, pode ser que os mesmos “homens da guerra” vão tentar uma guerrinha na Venezuela pelo Petróleo, na Bolívia pelo gás natural, e no Brasil pela Água e pelo petróleo do Pré-Sal. E não vão faltar apoiadores aqui dentro, insuflando o povo brasileiro contra os “vermelhos” petistas e comunistas...
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O xadrez chinês

Numa mudança de vastas consequências, EUA transformam Asia 
em grande prioridade estratégica. E debatem duas atitudes opostas,
diante da China

“One of the most important challenges
for the US foreign policy is to effect a transition
from immediate and vexing challenges of the Middle East
to the long-term and deeply consequential issues in Asia”.
Kurt Campbell, secretário de Estado assistente
para o Leste da Ásia e o Pacífico, Finacial Times, 12/10/2011

No dia 21 de outubro de 2011, o presidente Barack Obama anunciou o fim da “guerra da América no Iraque”, e a retirada definitiva das tropas norte-americanas do território árabe. E tudo indica que não foi uma decisão isolada do governo Obama, devendo ser somada a outras iniciativas muito importantes, como a de negociar com as forças talibãs do Afeganistão, distanciar-se do radicalismo israelita, apoiar a mudança dos governos aliados do norte da África, aceitar uma nova safra de governos islâmicos moderados, em quase todo o “Grande Oriente Médio”, e finalmente, reconhecer, de forma implícita, a participação do Irã neste redesenho político regional.
Em tudo isto, é possível identificar traços de derrota e de vitória norte-americana, mas talvez o mais importante sejam duas mudanças estratégicas de largo fôlego, que estão sendo sinalizadas pela nova posição dos americanos: a primeira, na administração do poder global dos EUA, que passa a ser mais “imperial” e “terceirizada”; e a segunda, nas suas prioridades, que passam a ser a Ásia, e a disputa pela hegemonia do Pacífico Sul. Numa tentativa de recuperar, em pleno voo, o tempo perdido pelos EUA durante a “guerra global ao terrorismo”, do presidente George Bush. Uma década em que a China se expandiu vertiginosamente e ocupou posições cada vez mais importantes, dentro do tabuleiro econômico e geopolítico asiático, enquanto os EUA permaneciam atolados no seu “Grande Oriente Médio”.
Esta mudança de prioridade, entretanto, não significa que haja consenso dentro do establishment norte-americano, sobre a forma de enfrentar o “desafio chinês”. Pelo contrário, existe uma divisão irreconciliável entre duas posições opostas. De um lado colocam-se os democratas e os republicanos que pensam como Henry Kissinger, e consideram que a expansão chinesa pode ser benéfica para o mundo, e para os interesses norte-americanos, se os EUA souberem construir uma parceria estratégica com a China, administrando divergências e conflitos de interesse, evitando um enfrentamento frontal, e compartindo, no longo prazo, a supremacia regional com os chineses. No lado oposto, posicionam-se os que compartem a convicção do cientista político, John Mearsheimer, de que “uma China rica será inevitavelmente um estado agressivo e determinado a conquistar a hegemonia regional”. Concluindo junto com ele, que os EUA devem se antecipar, bloqueando os interesses chineses e estabelecendo alianças militares com todos os concorrentes regionais da China.
Na prática, entretanto, o caminho vem sendo construído longe dos dois extremos, por meio de negociações e respostas pragmáticas, mais ou menos agressivas, segundo as circunstancias. Desde 2009, pelo menos, o governo chinês vem defendendo sua soberania sobre o “Mar do Sul da China”, de forma cada vez mais assertiva, considerando-o parte do seu core interest, em conflito com o Vietnã, Filipinas, Malásia, Taiwan e Brunei. Recentemente, os governos do Vietnã e das Filipinas denunciaram uma “ séria violação das leis internacionais” por parte da China, na sua disputa pelas ilhas Paracel e Spartly, e ambos governos fizeram acenos explícitos em favor de uma presença militar mais ativa dos EUA na região. Por outro lado, a secretária de estado, Hillary Clinton, declarou no Vietnã, em 2010, que o mesmo “Mar do Sul da China”, “faz parte do interesse nacional dos EUA”, e que os EUA sentem-se no direito e dever de participar de qualquer conflito e negociação regional, em franco desafio à posição chinesa. Esta disputa deve seguir e se aprofundar, com o aumento geométrico da importância econômica regional da China e com o fortalecimento contínuo do Comando Pacífico dos EUA, que já é o seu comando regional mais poderoso.
Além disto, deve-se incluir nesta competição, a participação de outros estados poderosos, como é o caso do Japão, Índia, Rússia e também do Vietnã. E o que se deve prever é um aumento contínuo do poder militar dos EUA, simultâneo com o crescimento da dependência econômica de toda a região, com relação ao desenvolvimento chinês. E o mais paradoxal é que a própria relação econômica siamesa entre a China e os EUA deve aumentar junto com a sua disputa regional, configurando um quadro e um desafio de enorme complexidade. Neste contexto, o mais provável é que a disputa e os próprios conflitos se prolonguem e se repitam, por muito tempo, e com um grau de incerteza alto e permanente. Como se fosse numa partida de weiqi, o jogo chinês em que a regra básica (como no caso do go japonês) é a do “cerco contínuo” e da “coexistência combativa”, com os adversários, sem que existam jamais vitórias nem vitoriosos definitivos. Uma espécie de jogo de xadrez, sem cheque-mate.
José Luís Fiori
No Outras Palavras
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Luís Mendes e a Estrela Solitária

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Bomba: Guerrilheiros se infiltram no WikiLeaks

Guerrilheira Suzana, Kristinn Hrafnsson e Guerrilheiro Saroba
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Charge online - Bessinha - # 876

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Quanto vale o silêncio de Rebelo?

Aldo Rebelo, novo Ministro do Esporte, acusou Ricardo Teixeira de corrupção, não apenas na CPI do Futebol, mas também no livro que escreveu sobre ela (CPI CBF/NIKE).
É de conhecimento público que as vendas da obra foram travadas por decisão judicial, motivada pelo presidente da CBF.
Rebelo poderia ter recorrido.
Mas não o fez.
Desistiu após “acordo” com o próprio Teixeira, com quem, após o fatídico encontro, passou a manter bom relacionamento.
As perguntas que não se calam são:
Que “fatores” motivariam um Deputado, com atuação brilhante numa CPI, coroando com uma obra que, indubitavelmente, serviria como referencia à sua carreira política, a abrir mão de lutar por sua publicação ?
Quais seriam os argumentos expostos por Ricardo Teixeira para que Aldo Rebelo deixasse de tratá-lo como criminoso, e passa-se a dividir, com ele, a mesma mesa de discussões ?
Tenho certeza que o leitor, inteligente, saberá responder as questões.
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1º Encontro Mundial de Blogueiros

Ao Vivo

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‘O WikiLeaks não vai acabar’

O porta-voz do Wikileaks Kristinn Hrafnsson
Na última segunda-feira, os serviços de notícia anunciavam que o WikiLeaks, organização que vaza documentos confidenciais que revelam má conduta de organizações, empresas ou governos, estava em falência. Tratava-se de um “spin”, ou um exagero noticioso gerado pelos frenéticos serviços de notícias.
Na verdade, o WikiLeaks anunciava uma campanha sem precedentes para arrecadar fundos buscando dar a volta a um bloqueio econômico por parte das empresas Visa, Mastercard, Paypal e Bank of America.
Desde dezembro do ano passado, pouco depois do vazamento de 250 mil documentos diplomáticos americanos, essas empresas se recusam a permitir transferências para a organização – o que significa uma enorme dificuldade para quem quer de fato dar dinheiro à equipe liderada pelo controverso Julian Assange. O grupo estima que pelo menos 1,2 milhão de euros não chegaram ao seu caixa em conseqüência.
O porta-voz do WikiLeaks, Kristinn Hrafnsson, esteve no Brasil no último fim-de-semana para participar de um encontro de blogueiros e explicou à Carta Capital o que mudou e o que se deve esperar do WikiLeaks daqui pra frente. “O mundo está sofrendo o efeito devastador da ganância e da corrupção dos bancos e simplesmente não podemos permitir que eles ataquem o direito fundamental das pessoas decidirem que causa apoiar”, diz ele.
O WikiLeaks anunciou que vai deixar de publicar documentos por causa da falta de dinheiro. O WikiLeaks foi à falência?
Não, não é isso. Estamos funcionando com base em nossas reservas há quase um ano. Nós estamos direcionando os nossos parcos recursos para uma campanha de arrecadação de fundos justamente para garantir que não vamos chegar a uma situação alarmante em alguns meses. Ao mesmo tempo, vamos fazer uma grande campanha para chamar a atenção das pessoas para esse bloqueio econômico totalmente antiético e ilegal.
O bloqueio está ocorrendo desde dezembro do ano passado, e é até uma estimativa conservadora dizer que 95% das nossas doações foram afetadas.
No mês anterior à decisão arbitrária dessas empresas, estávamos recebendo mais de 100.000 euros por mês de doações. Este ano, a média de doações por mês ficou entre 6 e 7 mil euros. Mas o prejuízo pode ser ainda maior porque até o dia em que o bloqueio teve início, as doações estavam aumentando rapidamente como consequência do vazamento dos documentos das embaixadas americanas. Por exemplo, apenas nas 24 horas anteriores o WikiLeaks recebeu mais de 130 mil euros.
É muito importante não só para o WikiLeaks que esse bloqueio seja denunciado. Se não lutarmos contra ele um precedente muito perigoso vai ser estabelecido, e isso poderia afetar organizações humanitárias e ONGs como o Greenpeace ou a Anistia Internacional, que estão lutando contra a corrupção e por justiça. Nunca houve um ataque deste tipo na história – um bloqueio de serviço a uma organização que não foi acusada formalmente de nenhum crime em nenhum país. Na verdade, a única investigação digna de nota nesse sentido foi do Tesouro Americano no início deste ano, que buscou averiguar se podia colocar o WikiLeaks na sua lista negra. O diretor Timothy Geithner teve que admitir que não havia base legal para isso, apesar da pressão política.
O que isso significa para as pessoas que enviaram documentos ao WikiLeaks confiando que eles seriam publicados? Não é de certa forma uma decepção?
Nós suspendemos temporariamente as publicações. Isso não significa que elas vão acabar para sempre, esses documentos que nós já recebemos têm que vir a público. Então se tivermos uma boa resposta a essa campanha de doações, provavelmente vamos reiniciar as publicações de documentos em breve.
Então o WikiLeaks ainda tem documentos em sua posse? Quantos?
Sim. Não entramos em detalhes porque se falarmos em números isso nunca dá uma idéia realista da importância do material. Um documento de uma só página pode ser mais importante do que centenas de milhares de páginas de documentos.
'Um documento de uma só página pode ser 
mais importante do que centenas de milhares 
de páginas de documentos', diz porta-voz do
Wikileaks.
Foto: AFP
Quando anunciou a campanha, Julian Assange afirmou que se o WikiLeaks não levantar dinheiro suficiente até o final do ano, ele irá fechar. De quanto dinheiro o WikiLeaks necessita para sobreviver?
Julian não mencionou o final do ano, mas disse “em um tempo razoavelmente curto”. Isso é porque nós estamos em ma batalha legal caríssima que pode esgotar com os nossos recursos – a batalha contra as corporações financeiras. Estamos em estágio de pré-litígio no Reino Unido, Austrália, Islândia e Estados Unidos.
Além disso, nós estamos colocando nossos recursos em um novo mecanismo que permite que as pessoas enviem documentos de maneira anônima ao WikiLeaks. O nosso meacnismo, chamado “dropbox”, estava fechado desde o ano passado. Mas esse novo mecanismo vai ser mais seguro que o anterior, uma espécie de versão 2.0 do WikiLeaks. Planejamos abrir esse novo “dropbox” em 28 de novembro.
Mas isso não é uma contradição?
Sim. O que estamos dizendo é que suspendemos a análise dos documentos que temos em mãos e paramos por enquanto de planejar novos vazamentos. No entanto, continuamos com o trabalho técnico, e provavelmente vamos conseguir anunciar que estamos abertos para novox documentos de maneira mais segura com o nosso novo “dropbox” até o final de novembro, quando faz um ano que publicamos os documentos diplomáticos.
De quanto dinheiro o WikiLeaks necessita?
As nossas projeções para 2012 variam entre 3.2 e 3.3 milhões de dólares. Mas pelo menos um terço disso deve ir somente para a batalha legal contra as corporações financeiras que estão fazendo esse bloqueio econômico contra nós. Isso mostra que estamos comprometidos em lutar seriamente contra essa ação ilegal das corporações financeiras porque é uma questão fundamental de liberdade de expressão, e estamos lutando por interesses muito maiores do que somente o WikiLeaks. Nos últimos anos o mundo tem sofrido o efeito devastador da ganância e da corrupção dos bancos – veja a crise econômica – e simplesmente não podemos permitir que eles ataquem o direito fundamental das pessoas decidirem que causa apoiar. É importante explicar também que o WikiLeaks tem um custo legal muito alto, porque somos sempre atacados de diversas direções.
Qual é o perfil de doadores do WikiLeaks?
Não sabemos com certeza porque a maior parte dos fundos são processados através da Wau Holland Foundation, na Alemanha. Mas trata-se de um grupo muito grande de pessoas que doam pequenas quantias. Em 2010, a média de doação foi de 25 dólares por pessoa, e 30% desse dinheiro veio dos Estados Unidos, mas há doações de países do mundo inteiro. E é importante dizer que essa é a nossa única fonte de financiamento. Nós não recebemos nenhum financiamento de fundações ou doações de pessoas ricas ou corporações. É um privilégio nosso contar com tanto apoio do público que nos permita prosseguir o trabalho.
Ainda não saiu o resultado do pedido de extradição de Julian Assange à Suécia por crimes sexuais. Caso a corte britânica julgue procedente a extradição, o que vai acontecer?
O veredicto deve sair nas próximas semanas, mas ainda pode caber recurso, portanto é um caso que está longe de terminar.
Julian Assange, fundador do WikiLeaks. 
Foto: Luke Macgregor/Reuters/Latinstock
Juntando a ameaça de uma extradição para a Suécia e o bloqueio financeiro, e agora com a notícia da suspensão das publicações, estamos falando afinal do fim do WikiLeaks?
Olha, eu sou um homem otimista, então eu tenho certeza de que nós e aqueles que nos apoiam vamos conseguir uma maneira de romper esse bloqueio econômico para manter o nosso trabalho. Mas o WikiLeaks não vai morrer nunca, porque é mais do que uma ideia, é a representação de uma ideia que já gerou mudanças fundamentais: a idéia de que é possível encorajar as pessoas a agir de maneira a denunciar má-conduta, e assim dar o primeiro passo em direção à justiça.
Porém, além do vazamento dos documentos diplomáticos, houve poucos novos documentos publicados no WikiLeaks este ano. Ao mesmo tempo surgem mecanismos semelhantes feitos por grupos independenes ou jornais. Aqui mesmo no Brasil a Folha de São Paulo lançou um mecanismo para denúncias. O WikiLeaks ainda é necessário?
É sim, porque nós estabelecemos um padrão com o nosso sistema de submissões, e agora com a nova versão do “dropbox”, que será ainda melhor. Nós percebemos que há falhas graves de segurança nesses outros mecanismos que foram estabelecidos, como por exemplo o site para vazamentos do Wall Street Journal. Também descobrimos recentemente que todos os sistemas de segurança da internet foram comprometidos recentemente, e levamos tudo isso em conta para construir o novo sistema do WikiLeaks 2.0
Já há uma resposta sobre essa campanha de doações?
Sim, houve uma resposta muito positiva em especial de pequenas doações através de mensagens de texto de celular. Mas outros métodos como doações bancárias levam mais tempo para serem concretizados, então ainda não sabemos.
Quanto abrirem o novo método de submissão – ou dropbox – pessoas do Brasil poderão enviar documentos?
Claro. Sempre estivemos abertos e estaremos abertos em breve para cidadãos do Brasil ou de qualquer parte do mundo enviarem documentos. Acho importante falar também que quem quiser ajudar financeiramente no Brasil pode mandar cheques nominais para o WikiLeaks através da Casa de Cultura Digital, um coletivo que promove o ativismo digital. O endereço para mandar cheques está no site deles: http://www.casadaculturadigital.com.br/
Finalmente, na semana passada o Congresso aprovou uma Lei de Acesso à Informação, a primeira do tipo no Brasil, que estabelece sigilo de documentos por 25 anos, renováveis por mais 25. Qual a sua opinião sobre isso?
É muito decepcionante perceber que quando os governos elaboram leis de acesso à informação, os políticos geralmente aproveitam a oportunidade para aumentar o segredo em vez de aumentar a transparência. Há uma relutância inerente dos políticos a compreender que toda informação deveria ser pública a menos que haja justificativas muito específicas para que elas sejam mantidas longe do domínio público. Vamos torcer para que os políticos brasileiros não façam o mesmo. O problema é que, apesar das leis de acesso à informação estarem melhorando no mundo todo – e deve-se lutar por elas sempre – ao mesmo tempo estão aumentando as montanhas de documentos secretos nos cantos escuros dos governos. É por isso que o WikiLeaks tem que existir.
Natalia Viana
No CartaCapital
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Dupla Zezé di Camargo e Luciano anuncia fim

Durante show em Curitiba, Luciano sobe ao palco meia hora depois e avisa que cumprirá agenda só até o final do ano. Assessoria desmentiu a separação e disse que se trata apenas de uma briga entre irmãos; assista
Na noite de ontem, os fãs da dupla Zezé di Camargo e Luciano foram surpreendidos quando apenas Zezé subiu ao palco do teatro Guaíra, em Curitiba. Ele anunciou que uma briga momentos antes da apresentação fez o irmão ir embora. “Depois de 20 anos de carreira, estou no palco sozinho, sem meu irmão. Já aconteceu isso uma vez, mas hoje pela segunda vez está acontecendo. Teve um probleminha no camarim. Meu irmão foi embora. Depois a gente resolve o resto, mas o importante hoje é que eu estou aqui e respeito muito a todos vocês”.
Meia hora depois, Luciano aparece e declara que só vai participar dos shows até o fim do ano. “Não era para eu estar aqui agora. Até o final do ano vou cumprir todos os meus compromissos. Mas o ano que vem o meu irmão vai continuar a carreira sozinho, e vocês vão ser com certeza a segunda voz que ele sempre mereceu e que merece para o resto da vida. Valeu de coração e obrigado”.
Depois dos desabafos, a dupla retoma o show como se nada tivesse acontecido. Na página oficial da dupla no Twitter, a assessoria desmentiu a separação. Disse que tudo não passou de um briga de irmãos.
No Brasil 247
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Wikileaks mostra Fernando Rodrigues como informante dos EUA

Nos documentos vazados pelo Wikileaks, o jornalista Fernando Rodrigues, colunista da Folha de S. Paulo, também aparece como informante, em encontro na embaixada dos EUA.
Numa conversa de 2006, Rodrigues teve um encontro com representantes da embaixada americana, e disse entre as quatro paredes que o TCU (Tribunal de Contas da União) era aparelhado politicamente pelos demo-tucanos, e tinha relatórios feitos para usar como batalha partidária da oposição contra o governo.
Disse que o tribunal faz análises não confiáveis e seus noves ministros são geralmente ex-senadores ou ex-deputados escolhidos por seus colegas para atuarem partidariamente. Rodrigues citou nominalmente o ministro Aroldo Cedraz, a quem classificou como “carlista” – ligado ao finado Antonio Carlos Magalhães.
De acordo com os documentos, Rodrigues também fazia análises políticas para a embaixada americana e avaliou o cenário da Câmara em 2006, que teve como oponentes Arlindo Chinaglia, do PT, e Aldo Rebelo, do PCdoB. Rodrigues disse que, se Aldo perdesse, ganharia como prêmio de consolação o Ministério da Defesa (o que não ocorreu).
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El papel genocida de la OTAN (Tercera parte)

El 23 de febrero, bajo el título “Danza macabra de cinismo” expuse:
“La política de saqueo impuesta por Estados Unidos y sus aliados de la OTAN en el Oriente Medio entró en crisis.”
“Gracias a la traición de Sadat en Camp David el Estado árabe palestino no ha podido existir, pese a los acuerdos de la ONU de noviembre de 1947, e Israel se convirtió en una fuerte potencia nuclear aliada a Estados Unidos y la OTAN.
“El Complejo Militar Industrial de Estados Unidos suministró decenas de miles de millones de dólares cada año a Israel y a los propios estados árabes sometidos y humillados por éste.
“El genio ha salido de la botella y la OTAN no sabe cómo controlarlo.
“Van a tratar de sacarle el máximo provecho a los lamentables sucesos de Libia. Nadie sería capaz de saber en este momento lo que allí está ocurriendo. Todas las cifras y versiones, hasta las más inverosímiles, han sido divulgadas por el imperio a través de los medios masivos, sembrando el caos y la desinformación.
“Es evidente que dentro de Libia se desarrolla una guerra civil. ¿Por qué y cómo se desató la misma?
¿Quiénes pagarán las consecuencias? La agencia Reuters, haciéndose eco del criterio de un conocido banco de Japón, el Nomura, expresó que el precio del petróleo podría sobrepasar cualquier límite.”
“…¿Cuáles serían las consecuencias en medio de la crisis alimentaria
“Los líderes principales de la OTAN están exaltados. El Primer Ministro británico, David Cameron, informó ANSA, ‘…admitió en un discurso en Kuwait que los países occidentales se equivocaron en apoyar gobiernos no democráticos en el mundo árabe’.”
“Su colega francés Nicolás Sarkozy declaró: ‘La prolongada represión brutal y sangrienta de la población civil libia es repugnante’.”
“El canciller italiano Franco Frattini declaró ‘creíble’ la cifra de mil muertos en Trípoli […] ‘la cifra trágica será un baño de sangre’.”
“Hillary Clinton declaró: “…el ‘baño de sangre’ es ‘completamente inaceptable’ y ‘tiene que parar’…”
“Ban Ki-moon habló: ‘Es absolutamente inaceptable el uso de la violencia que hay en el país’.”
“…‘el Consejo de Seguridad actuará de acuerdo a lo que decida la comunidad internacional’.”
“‘Estamos considerando una serie de opciones’.”
“Lo que Ban Ki-moon espera realmente es que Obama diga la última palabra.
“El Presidente de Estados Unidos habló en la tarde de este miércoles y expresó que la Secretaria de Estado saldría para Europa a fin de acordar con sus aliados de la OTAN las medidas a tomar. En su cara se apreciaba la oportunidad de lidiar con el senador de la extrema derecha de los republicanos John McCain; el senador pro israelita de Connecticut, Joseph Lieberman y los líderes del Tea Party, para garantizar su postulación por el partido demócrata.
“Los medios masivos del imperio han preparado el terreno para actuar. Nada tendría de extraño la intervención militar en Libia, con lo cual, además, garantizaría a Europa los casi dos millones de barriles diarios de petróleo ligero, si antes no ocurren sucesos que pongan fin a la jefatura o la vida de Gaddafi.
“De cualquier forma, el papel de Obama es bastante complicado. ¿Cuál será la reacción del mundo árabe y musulmán si la sangre en ese país se derrama en abundancia con esa aventura? ¿Detendrá una intervención de la OTAN en Libia la ola revolucionaria desatada en Egipto.
“En Iraq se derramó la sangre inocente de más de un millón de ciudadanos árabes, cuando el país fue invadido con falsos pretextos.
“Nadie en el mundo estará nunca de acuerdo con la muerte de civiles indefensos en Libia o cualquier otra parte. Y me pregunto: ¿aplicarán Estados Unidos y la OTAN ese principio a los civiles indefensos que los aviones sin piloto yankis y los soldados de esa organización matan todos los días en Afganistán y Pakistán?
“Es una danza macabra de cinismo.”
Mientras meditaba sobre estos hechos, en Naciones Unidas se abrió el debate previsto para ayer, martes 25 de octubre, en torno a la “Necesidad de poner fin al bloqueo comercial y financiero impuesto por Estados Unidos de América contra Cuba”, algo que se ha venido planteando por la inmensa mayoría de los países miembros de esa institución a lo largo de 20 años.
Esta vez los numerosos razonamientos elementales y justos -que para los gobiernos de Estados Unidos no eran más que ejercicios retóricos- pusieron en evidencia, como nunca antes, la endeblez política y moral del imperio más poderoso que ha existido, a cuyos intereses oligárquicos e insaciable sed de poder y riquezas han sido sometidos todos los habitantes del planeta, incluido el propio pueblo de ese país.
Estados Unidos tiraniza y saquea al mundo globalizado con su poderío político, económico, tecnológico y militar.
Esa verdad se hace cada vez más obvia tras los debates honestos y valientes que han tenido lugar en los últimos 20 años en Naciones Unidas, con el apoyo de los estados que se supone expresen la voluntad de la inmensa mayoría de los habitantes del planeta.
Antes de la intervención de Bruno, numerosas organizaciones de países expresaron sus puntos de vista a través de uno de sus miembros. El primero de ellos fue Argentina a nombre del Grupo de los 77 más China; le siguieron Egipto, a nombre de los NOAL; Kenya, a nombre de la Unión Africana; Belice, a nombre de CARICOM; Kazajstán, a nombre de la Organización de la Cooperación Islámica; y Uruguay, a nombre de MERCOSUR.
Con independencia de estas expresiones de carácter colectivo, China, país de creciente peso político y económico en el mundo, India e Indonesia apoyaron firmemente la resolución a través de sus embajadores; entre los tres representan 2 700 millones de habitantes. También lo hicieron los embajadores de la Federación Rusa, Belarús, Sudáfrica, Argelia, Venezuela y México. Entre los países más pobres del Caribe y América Latina, vibraron las palabras solidarias de la embajadora de Belice, que habló en nombre de la comunidad del Caribe, el de San Vicente y las Granadinas, que lo hizo en nombre de su país, y el de Bolivia, cuyos argumentos relacionados con la solidaridad de nuestro pueblo, a pesar de un bloqueo que dura ya 50 años, será un estímulo imperecedero para nuestros médicos, educadores y científicos.
Nicaragua habló antes de la votación, para explicar con valentía por qué votaría contra aquella pérfida medida.
También lo hizo con anterioridad el representante de Estados Unidos para explicar lo inexplicable. Sentí pena por él. Es el papel que le asignaron.
Cuando llegó la hora de la votación, dos países se ausentaron: Libia y Suecia; tres se abstuvieron: Islas Marshall, Micronesia y Palau; dos votaron en contra: Estados Unidos e Israel. Sumados los que votaron en contra, se abstuvieron, o se ausentaron: Estados Unidos, con 313 millones de habitantes; Israel, con 7,4 millones; Suecia, con 9,1 millones; Libia, con 6,5 millones; Islas Marshall, con 67.1 mil; Micronesia, 106.8 mil; Palau, con 20.9 mil, suman 336 millones 948 mil, equivalente al 4.8% de la población mundial, que ya se eleva este mes a 7 mil millones.
Después de la votación, para explicar sus votos, habló Polonia a nombre de la Unión Europea que, a pesar de su alianza estrecha con Estados Unidos y su obligada participación en el bloqueo, es contraria a esa criminal medida.
Después hicieron uso de la palabra, para explicar con firmeza y decisión por qué votaron la resolución contra el bloqueo, 17 países.
Proseguirá.
Fidel Castro Ruz
Octubre 26 de 2011
9 y 45 p.m.
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