26 de out de 2011

Defesa do projeto que endurece a lei de combate a lavagem de dinheiro

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Orlando Silva pede demissão. Mídia golpista vence mais uma. Quem será o último ministro, antes de Dilma?

As corporações midiáticas apostaram tudo na derrubada do ministro. Orlando Silva bateu pé e se defendeu. O PC do B o apoiou. Mas o PIG repicou, e o ministro caiu. Mesmo que a situação estivesse mais favorável a ele hoje que na sexta-feira, quando a presidenta o confirmou no cargo.
De lá pra cá, o que aconteceu? O STF mandou o Procurador-Geral trazer provas contra o ministro, além de recortes de jornais e revistas (sic). A Veja, que apresentaria provas, nada mostrou. O policial denunciante (mais sujo do que pau de galinheiro, acusado ou suspeito de ene malfeitos - até de assassinato) também disse à Polícia Federal que não tinha provas contra o ministro a quem acusara. Hoje à tarde faltou a um depoimento na Câmara com a cínica alegação de que o pedido de demissão do ministro (que não havia sido feito) esvaziaria seu depoimento.
Mas a mídia insistiu. Sábado, domingo, segunda, terça, hoje: nas primeiras páginas dos jornais, na TV, emissoras de rádio, nas revistas, nos portais, o ministro ia (tinha que) cair. Era questão de dias, horas.
Agora à noite, o ministro capitulou. O PC do B, que iria até o fim com ele, aceitou o arreglo, e a mídia corporativa vence mais uma. Batem, e conseguem do governo o que querem (como esse fajuta PNBL e o silêncio sobre a Ley de Medios).
Só não conseguem ainda vencer-nos nas urnas. Mas, até quando? Quantos ministros irão cair até que eles cheguem ao alvo:
Desde maio este blog afirma que o alvo é Dilma.
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Orlando cai. Quem será o(a) próximo(a)?


Depois de quase duas semanas de criminoso linchamento midiático, agora é oficial. Orlando Silva não é mais ministro do Esporte. “Eu pedi afastamento para defender a minha honra e o próprio governo... Em poucos dias, poucas semanas, a verdade aparecerá. Estou indignado”, afirmou o ex-ministro. O clima no Palácio de Planalto é de desolamento diante do desastroso desfecho do caso.
Já nos portais dos impérios midiáticos o clima é de euforia. A chamada grande imprensa se considera a principal vitoriosa em mais esta batalha da luta de classes. Ele se acha dona do país, capaz de pautar a política e derrubar ministros. A decadente oposição demotucana, composta por muitos políticos mais sujos do que pau de galinheiro, também comemora a vitória da “ética”. Puro cinismo!
A mídia não recua na sua artilharia
A mídia murdochiana tem, de fato, motivos para festejar. Mais uma vez ela conseguiu pautar o governo Dilma. O primeiro tiro foi dado pela revista Veja, há duas semanas, quando abriu espaço privilegiado a um policial bandido, acusado e preso por corrupção, para difamar o ex-ministro, sem qualquer prova. Logo na sequência, o Fantástico, da TV Globo, amplificou a campanha de calúnias.
Seguindo os padrões de manipulação da mídia, tão bem descrito no obrigatório livro de Perseu Abramo, os jornalões e telejornais mantiveram a queimação por quase dez dias. Até por questão de honra – honra mafiosa – era evidente que a mídia não recuaria na sua artilharia pesada. O ministro demonstrou altivez e coragem para resistir aos ataques criminosos nestes dias infernais.
"Dilma a reboque da mídia"
O desfecho do episódio dá razão ao colunista da Folha, Fernando Rodrigues, que se jactou do poder da imprensa para derrubar ministros. Para ele, a presidenta só demorou na decisão porque “não quer consolidar a imagem que existe – e é verdadeira – de que ela foi sempre a reboque da mídia nas demissões de todos os seus ministros”. Haja arrogância! O triste é que a cedência é verdadeira!
Diante da demissão de Orlando Silva, fica a pergunta: quem será o próximo ou a próxima a cair no governo Dilma? Em apenas dez meses de gestão, seis ministros já foram defenestrados – um recorde desde a redemocratização do país, em 1985. Na prática, a mídia demotucana pauta o governo. Ela “investiga”, julga, condena e fuzila... e o Palácio do Planalto cede!
Lista macabra dos jagunços midiáticos
Lembrando as macabras listas de assassinatos no campo, os jagunços midiáticos já anunciam as futuras vítimas. O UOL já fez uma ficha dos “ministros sob suspeita” – que inclui, até, o pragmático ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. O Estadão afirma que o próximo alvo é o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. E alguns portais miram no ministro da Educação, Fernando Haddad, pré-candidato do PT em São Paulo.
De ministro em ministro, a mídia demotucana visa sangrar é a própria Dilma Rousseff. Mas, sabe-se lá por que razão - talvez algum marqueteiro preocupado com a chamada "classe média" ou algum pragmático que prega moderação -, a presidenta mantém-se impávida. Até convida FHC para jantar no Palácio do Planalto. Quando chegar a sua vez, talvez seja tarde para resistir!
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Orlando Silva deixa o Ministério do Esporte

O ministro do Esporte, Orlando Silva, pediu hoje (26) demissão do cargo. Após reunião com a presidenta Dilma Rousseff, ele concedeu entrevista coletiva no Palácio do Planalto. Veja a íntegra.
No Blog do Planalto
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Intimado pela PF, Ricardo Teixeira tem prazo para depor até 4 de novembro


A Polícia Federal do Rio de Janeiro confirmou, nesta quarta-feira, que espera até sexta-feira da próxima semana (04/11) o depoimento de Ricardo Teixeira, suspeito de crime de lavagem de dinheiro. Teixeira é o presidente da Confederação Brasileira de Futebol e do Comitê de Organização da Copa 2014.
O irmão de Ricardo, Guilherme Teixeira, já foi ouvido pela Delegacia de Crimes Financeiros, dirigida pelo delegado Vitor Pubel. O inquérito foi aberto sob a proteção do sigilo de Justiça.
O pedido de investigação contra os irmãos Teixeira foi feito pelo procurador da República, Marcelo Freire, da vara criminal. Em seu ofício, Freire cita a operação da empresa Sanud, que tem sede em Luxemburgo, paraíso fiscal. O procurador da empresa no Brasil é o irmão de Ricardo, Guilherme.
O MPF pede que a Polícia Federal investigue a evolução patrimonial de Ricardo Teixeira, seus sócios e familiares, além do irmão Guilherme.
A Delegacia de Crimes Financeiros vai apurar novas denúncias contra as duas empresas de Teixeira por remessa ilegal de dinheiro para o Brasil: a Sanud e a RLJ. Guilherme Teixeira é procurador da Sanud no Brasil, há mais de dez anos.
No ofício enviado à PF, o procurador da República Marcelo Freire diz que “Ricardo Teixeira e sua quadrilha podem ter cometido novos crimes de evasão de divisas”, usando a Sanud.
Outro ponto novo: documentos que listam operações de suborno de mais de U$150 milhões citam também a Sanud com o beneficiária, em processo que corre na Suíça. Os suíços descobriam a Sanud e outras empresas de fachada em investigação sobre a falência da empresa que vendida os direitos de transmissão dos eventos da Fifa, a ISL.
Documentos sobre a investigação suíça foram entregues a um grupo de senadores, em Brasília, nesta quarta-feira, pelo jornalista britânico Andrew Jennings. O jornalista e escritor publicou um livro no Brasil ("Jogo Sujo"), onde relata a série de subornos apurada pela Justiça suíça. Parte desses documentos obtidos na cidade de Zug foi entregue a senadores brasileiros.
Segundo Jennings, Ricardo Teixeira e João Havelange (que presidiu a Fifa de 1974 a 1998) teriam recebido cerca de U$ 60 milhões em suborno, dos cofres da empresa ISL.
Algumas empresas envolvidas em suborno, segundo a Justiça suiça
Sanud US$ 8,5 mihões de 16/02/93 a 28/11/97
Beleza US$ 1,5 milhão de 27/03/91 a 01/11/91
Ovada US$ 820 mil 22/01/1992
Wando US$ 1,8 mihão de 06/07/89 a 22/01/93
Sicuretta US$ 42,4 mihões de 25/09/89 a 24/03/99
“O caso está na Suíça mas os documentos serão requisitados pela Justiça brasileira”, informou uma fonte do Ministério Público Federal, habituada em investigações de crimes internacionais.
Da lista de empresa usadas para pagar propinas a dirigentes da Fifa, constam algumas empresas que podem esconder nomes de brasileiros, além de Ricardo Teixeira. Wando, Beleza, Sicuretta, Renford Investments e Gilmark Tradings, com sede em Hong Kong, lideram os repasses ilegais, segundo investigadores europeus.
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Vaticano pede uma “autoridade pública global” e um “banco central mundial”

Instituição liderada por Bento XVI 
apela à criação de uma autoridade globa
Igreja Católica condena a idolatria do mercado
O Vaticano apelou hoje à criação de uma “autoridade pública global” e um “banco central mundial” para regular as instituições financeiras e impedir uma nova crise internacional.
Num comunicado citado pela agência Reuters, o Vaticano começa por dizer que “a crise económica e financeira pela qual o mundo está a passar exige que todos examinem em profundidade os princípios e os valores culturais e morais que estão na base na coexistência social”.
A instituição que representa a Igreja Católica condena aquilo que chama a “idolatria do mercado” e o “pensamento neo-liberal” que colocaram o mundo na rota da crise. Para tentar evitar uma nova turbulência na economia mundial, o Vaticano considera essencial a criação de uma “autoridade supranacional” de âmbito mundial e com jurisdição universal para orientar as decisões e políticas económicas.
De acordo com a instituição, uma autoridade deste género deveria começar tendo como ponto de referência as Nações Unidas e, mais tarde, tornar-se-ia independente.
Além disso, o Vaticano considera que é necessário um banco central mundial, visto que, “em termos económicos e financeiros, as maiores dificuldades vieram da falta de um conjunto efectivo de estruturas que pudessem garantir, a par de um sistema de governança, um sistema de governo para o sistema financeiro e económico internacional”.
Para a instituição, o Fundo Monetário Internacional (FMI) já não tem o poder ou a capacidade de estabilizar o mundo financeiro, pelo que é necessário “um banco central mundial, que regule o fluxo e o sistema de trocas monetárias semelhante aos dos bancos centrais nacionais”.
No Publico
Dica de Fada do Bosque
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Dilma deve nomear interino para o lugar de Orlando Silva

O secretário executivo Waldemar Manoel Silva de Souza deverá ser nomeado interinamente para o Ministério do Esporte, no lugar de Orlando Silva, que pedirá demissão do cargo hoje (26). Segundo o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, como o governo e o PCdo B não chegaram a uma definição sobre o substituto, Dilma poderá nomear o secretário executivo para poder decidir com calma. “Pode haver situação de interinidade. É o mais provável”, disse Carvalho
O secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, informou que a presidenta Dilma Rousseff deverá nomear o secretário executivo da pasta, Waldemar Manoel Silva de Souza, para o Ministério do Esporte, no lugar do ministro Orlando Silva, que pedirá demissão do cargo hoje (26).
De acordo com Gilberto Carvalho, nas reuniões que o governo teve com o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, ontem à noite, e com o próprio ministro Orlando Silva, hoje, pela manhã, não se chegou a um acordo sobre o nome do substituto. Como não houve uma definição sobre o nome, a presidenta poderá nomear o secretário executivo como interino para poder decidir com calma. “ Pode haver situação de interinidade. É o mais provável”, disse o ministro.
A reunião de Dilma Rousseff com o ministro Orlando Silva e com representantes do PCdoB está marcada para ocorrer às 17h30 no Palácio do Planalto. Nessa reunião, Orlando deverá entregar a Dilma sua carta de demissão.
Orlando Silva enfrenta diversas denúncias de irregularidades no Ministério. Ontem (25), a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou o pedido de abertura de inquérito, feito na semana passada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Na avaliação do Planalto, a decisão do STF agravou a situação do ministro. “ O PCdoB disse que respeita a decisão da presidenta. Sabe que a decisão é da presidenta, e o ministro Orlando Silva foi de uma maturidade política muito grande”.
Há duas semanas, o policial militar João Dias Ferreira acusou o ministro de participar de um esquema de desvio de recursos públicos do Programa Segundo Tempo. A denúncia foi publicada pela revista Veja. Desde então, Orlando Silva vem negando participação no esquema, tendo prestado informações ao Congresso Nacional. Ele também pediu ao Ministério Público que o investigasse para garantir sua inocência.
No Agência Brasil
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Mesa Diretora adia posse de senador tucano Ficha Suja

Ele teve candidatura barrada com base na Lei porque seu mandato de governador foi cassado em 2009 por abuso de poder econômico e político
A Mesa Diretora do Senado não cedeu aos apelos do PSDB e decidiu não dar posse nesta quarta-feira (26) a Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) que foi barrado pela Lei da Ficha Limpa antes da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a norma não deveria ter sido aplicada nas eleições de 2010.
Segundo Cunha Lima, o comando do Senado decidiu conceder prazo regimental de cinco sessões para que o senador Wilson Santiago (PMDB), que ocupa a vaga, apresente defesa. Cunha Lima disse que a expectativa é que sua posse ocorra no dia 7 de novembro.
"Mais do que ficha limpa, tenho vida limpa", afirmou o tucano.
Mais votado para o Senado na Paraíba, ele teve sua candidatura barrada com base na Lei porque seu mandato de governador foi cassado em 2009 por abuso de poder econômico e político e por conduta vedada a agente público.
Até agora, o Senado ainda não fez nenhuma substituição após entendimento do Supremo de que a lei não teve validade para o pleito do ano passado.
Além do tucano, são esperadas outras duas trocas por causa da queda da lei. Ainda aguardam posse João Capiberibe (PSB) e Jader Barbalho (PMDB).
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Tucanos mandam prender testemunha do Mensalão do PSDB

O depoimento de Nilton Monteiro, como testemunha do mensalão do PSDB, está marcado para o próximo dia 27 de outubro, nesta quinta feira, perante a Justiça Federal de Minas Gerais, por determinação do Ministro do STF Joaquim Barbosa. A prisão foi armada para tentar impedir o depoimento da testemunha. Em reuniões gravadas, anteriores a prisão, participantes da empreitada relatam os motivos e principais atores da armação. A própria juíza que decretou a prisão de Nilton teria sido subornada, segundo as supostas degravações, já de posse da Polícia Federal.
Meses atrás, Nilton já havia sido absolvido pelo TJMG, da acusação de falsificação da LISTA DE FURNAS. O Tribunal reconheceu ser autêntico o documento, conforme atesta o laudo pericial oficial do Instituto Nacional de Criminalística. Nele constam os nomes de 156 políticos de 12 partidos. No total, R$ 39,6 milhões teriam saído da estatal Furnas para irrigar as campanhas políticas, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2002. Nada disto foi noticiado pela imprensa mineira e nacional. Será porque?
Sem saída "Gangue dos Castros" manda prender testemunha  
Juíza da Vara de inquérito já tem em mãos degravação que comprova o esquema montado para evitar que Nilton Monteiro deponha no caso Mensalão
Já não existe mais Direito Civis depois que o Palácio da Liberdade, através do secretário de Governo, Danilo de Castro, principal figura da “Gangue dos Castros”, em pleno regime democrático, determina a implantação de “Estado de Exceção”. Transformando a Polícia Civil mineira em Guarda Pretoriana. A Guarda Pretoriana, na época Romana, era um corpo militar de elite formado para proteger os imperadores romanos e sua família.
Para comandar esta “Guarda Pretoriana”, o secretário de governo, Danilo de Castro, escolheu pessoalmente o delegado Márcio Nabak, atual chefe do Departamento de Operações Especiais (Deosp), sucessor do terrível e temido DOPS, do período do Golpe Militar.  “O objetivo do Governo de Minas, ao determinar a prisão de Nilton Monteiro e de tentar desmoralizá-lo, é evitar que ele preste depoimento e apresente a documentação ao juiz, comprovando um enorme esquema de corrupção que envolve as principais autoridades mineiras”, informa um de seus advogados.
O depoimento do empresário Nilton Monteiro, ouvido por determinação do ministro Joaquim Barbosa, está marcado para o próximo dia 27 de outubro perante a Justiça Federal. O empresário, meses atrás, já se mostrava uma ameaça ao alto tucanato, após absolvido pelo TJMG que reconheceu ser autentica a “Lista de Furnas” onde constam nomes de 156 políticos de 12 partidos (PDT, PFL, PL, PMDB, PP, PPS, Prona, PRTB, PSB, PSC, PSDB e PTB). No total, R$ 39,6 milhões teriam saído da estatal Furnas para irrigar as campanhas políticas.
Esta decisão literalmente desmontou a versão divulgada principalmente por integrantes do PSDB de que o documento seria falso. Novojornal vem há quase um ano denunciando a atuação pretoriana do delegado Nabak, principalmente os desmandos praticados sob a proteção do Governo de Minas.
O comportamento adotado pelo delegado em relação ao empresário Nilton Monteiro já era previsível, porém, surge agora uma enorme dúvida, porque nos documentos apresentados na OAB-MG, em reclamação movida pelo empresário Nilton Monteiro, é relatado um pesado esquema de corrupção na Vara de Inquéritos da Capital. Vara da qual foi expedido o mandado de prisão do empresário Nilton Monteiro.
Nesta tarde, segundo informação da “Folha”, a prisão de Monteiro teria ocorrido em função de falsificação de promissórias. Novojornal já denunciara em 22/06/2010 o “esquema” montado pelo delegado Nabak na tentativa de envolver Monteiro. Veja link.
Porém, surpresas virão, porque na segunda-feira passada o empresário já tinha prestado depoimento na Superintendência da Polícia federal, ocasião que, segundo seus advogados,"foi entregue a mesma documentação já em poder da juíza da Vara de Inquéritos da Capital mineira".
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MEC anula Enem de alunos de escola que antecipou questões da prova

Aluno afirma que apostilas com questões
semelhantes foram entregues pelo colégio
Colégio distribuiu apostilas com questões que caíram no exame nacional.
Estudantes poderão fazer nova prova no final de novembro.
O Ministério da Educação anunciou no final da tarde desta quarta-feira (26) que os 639 estudantes do Colégio Christus, de Fortaleza, que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), terão suas notas anuladas e vão precisar fazer novamente a prova. O MEC constatou que a escola distribuiu apostilas nas semanas anteriores ao exame com dez questões iguais e uma similar às que caíram nas provas realizadas no sábado (22) e domingo (23). Os candidatos do Christus poderão fazer novamente o Enem em 28 e 29 de novembro, dias nos quais o exame será aplicado para pessoas submetidas a penas privativas de liberdade e adolescentes sob medidas socioeducativas.
O MEC informa ainda que possíveis sanções contra o colégio ou seus proprietários vão depender da conclusão das investigações da Polícia Federal. Segundo a nota, "em caso de envolvimento da instituição ou de terceiros, o Inep manifesta desde já sua intenção de processá-los civil e criminalmente".
Veja a íntegra da nota do MEC/Inep:
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) prestou os seguintes esclarecimentos, depois de avaliar as informações que circularam nas redes sociais nas últimas 24 horas, notadamente na cidade de Fortaleza, no Ceará:
1. Depois de revisados todos os procedimentos da aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011, e sem encontrar nenhuma ocorrência de incidente, concluiu-se que não houve vazamento na sua aplicação. Em vista disso, decidiu acionar a Polícia Federal para esclarecer de que maneira os estudantes do Colégio Christus, de Fortaleza, tiveram acesso a questões do Enem 2011. E, em caso de envolvimento da instituição ou de terceiros, o Inep manifesta desde já sua intenção de processá-los civil e criminalmente.
2. Decidiu cancelar as provas de todos os estudantes concluintes do Colégio Christus, que totalizam 639, com base nas declarações da direção da escola, segundo as quais as questões teriam saído do seu próprio banco. No entender do Inep, esse fato configura uma quebra de isonomia, independente da questão criminal, que seguirá sendo apurada pela Polícia Federal.
3. Nos próximos dias, o Inep vai contatar os alunos que tiveram a prova cancelada e oferecer a possibilidade de refazer as provas nos dias 28 e 29 de novembro próximo.
Colégio diz ter questões em banco de dados
Em nota, a direção do colégio afirmou que as questões constam em um banco de dados de perguntas que a escola recebe de professores, alunos e ex-alunos para promover simulados para o Enem. O colégio diz ainda que “como há o pré-teste de questões utilizadas no Enem, existe a possibilidade de que essas questões caiam no domínio público antes da realização oficial do exame, as quais eventualmente podem compor o banco de dados de professores e de outros profissionais da área de educação”.
O MEC confirma que o Christus foi um dos colégios que tiveram alunos selecionados para fazer este pré-teste do Enem. O pré-teste foi realizado em outubro do ano passado com estudantes de várias escolas para “calibrar” as questões que poderiam compor o exame, ou seja, medir quais poderiam ser consideradas fáceis, médias ou difíceis para a composição da Teoria de Resposta ao Item (TRI), mecanismo que dá valor a cada questão e mede a pontuação dos candidatos. A assessoria do MEC diz que nenhuma escola pode se apoderar de questões aplicadas em pré-testes do Enem. Após a aplicação dos simulados, as provas são incineradas.
Ciências da Natureza - questão 87 da prova azul. Em destaque, a mesma questão é vista na apostila do Enem
Matemática - questão 154 da prova amarela. Em destaque, a mesma questão na apostila do Enem
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Fifa quer submeter país e esporte a negócios.

O que os indignados denunciam é justamente a submissão dos Estados às grandes corporações
Lendo a Lei Geral da Copa, conclui que a Fifa não quer mais organizar o mundial no Brasil.
Quer organizá-lo em um país imaginário. Pasárgada talvez, onde pode reescrever todas as leis, pelo menos enquanto durar o campeonato.
A Fifa quer rapidez e não embaraços para os vistos de quem participa do evento e de quem lucra com ele. Quer ultrapassar prazos e obstáculos para a garantia da propriedade intelectual. Quer uma justiça rápida e ágil para as causas que enfrentar, ou que a União enfrentar por ela.
Mas tudo isso apenas até o apito da final no Maracanã. Depois, o Brasil tem a permissão para continuar sendo o Brasil.
É curioso que pensando em uma lei para garantir tamanha segurança ao evento, a entidade tenha concordado em marcar seu glorioso início para um estádio que ainda nem sequer existe.
Que segurança quer a Fifa? A dos negócios, certamente.
Para quem conhece o direito, sabe que a lei da Copa pode ser tudo, menos geral. É a mais específica legislação com que já tive contato - não tem o atributo comum das leis de serem genéricas ou perenes. Tudo o que nela está escrito se desmanchará no ar em dezembro de 2014. Até mesmo os crimes, que a entidade pretende criar no país para proteger, adivinhe só, os lucros.
A Fifa não se preocupa com legados, só com a terraplanagem para negócios.
Se o leitor for se atrever a ler o projeto de lei, sugiro Liza Minelli cantando "Money makes the world go around", em Cabaret, como fundo musical. Vai compreender melhor do que se trata.
A Fifa quer a submissão do país a suas regras, nas quais já é lei a submissão do futebol ao dinheiro.
Que outra razão existiria para estipular os crimes do marketing de intrusão ou de emboscada e querer proibir que produtos de outros fornecedores possam ser vendidos inclusive nas "vias de acesso" aos estádios?
Garantiremos o espetáculo ou o bom futebol prendendo as belas holandesas que chamaram atenção dos câmeras na África do Sul, propagandeando uma cerveja que nem soubemos qual era? Ou apreendendo isopores dos camelôs de beira do estádio?
Andaria melhor a federação do futebol, interessar-se pelo "corpore sano" do esporte, banindo ela mesma a publicidade de bebidas alcóolicas. Evitaria que mais gerações de jovens torcedores se iniciassem tão cedo no vício. Quem sabe de quebra pouparíamos algumas vidas que vem sendo dizimadas por motoristas irresponsáveis.
Nós já devíamos ter aprendido a confusão que é misturar, em alta medida, esporte, Estado e negócios.
Melhor exemplo que a exploração dos bingos, a pretexto de municiar ONGs ligadas ao esporte dito amador não precisamos.
A Lei Pelé, de 1998, arregaçou as portas para a exploração do jogo e acabou por agregar o crime organizado nas entranhas do esporte, sobrando resquícios até mesmo para o Judiciário. Abriu-se uma caixa de Pandora que não fecharia tão fácil, como temos visto mais recentemente.
Para quem não tiver a oportunidade de lucrar com a Copa, ela será certamente um continente de frustrações.
Remoções de moradores de habitações populares já são constantes nas capitais. A higienização das ruas está em marcha, como pretexto para a salvaguarda de crianças carentes. O dinheiro público será concretado em arenas privadas que poucos conseguirão frequentar durante ou mesmo depois da Copa.
Se o campeonato fosse em outro país, quem sabe podíamos pensar um pouco mais no futebol para tentar evitar o que parece ser um desastre anunciado: a seleção nem chegar a conhecer o novo Maracanã.
Para quem supõe estranheza com o tamanho do poder de uma entidade internacional com começo, meio e fim lucrativo, devia entender o recado que os indignados estão espalhando mundo afora, de Cairo a Barcelona, de Nova York a São Paulo.
O poder não está restrito a quem tem voto. Está na Fifa, está em Wall Street, está na grande mídia, bem além dos partidos.
O que os indignados estão denunciando é justamente a submissão dos Estados às grandes corporações, independente de seus governos e até mesmo de suas oposições.
Situações que resultam em ajudas financeiras estratosféricas a bancos que quebram e cortes de verbas públicas destinadas justamente a quem sofre com as perdas.
Ou a submissão dos interesses do país a negócios transitórios que acabam por beneficiar basicamente os mesmos 1%.
Quando o campeonato começar, quem vai ocupar seus gramados?
Marcelo Semer
No Sem Juízo
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System Of A Dilma

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Qual o melhor esquema no futebol?

O primeiro grande teórico do futebol foi Adam Smith, técnico do Liberal Esporte Clube. Um século depois surgiu K. Henrich Marx, que dirigiu o Grêmio Recreativo Das Kapital. Por fim, houve o caso de Mikhail Bakunin, jogador do Dínamo de Premikhimo. Mas houve um técnico melhor que todos eles. Quem é ele e qual seu segredo?
Desde o início dos tempos a humanidade se faz três perguntas:
O que existe depois da morte?
Qual o sentido da vida?
E qual o melhor esquema no futebol?
São três perguntas que estão presentes nas estantes das bibliotecas e nas mesas dos bares.
Para as duas primeiras, eu responderia simplesmente “nada e nenhum”. Mas a terceira questão é bem mais complexa. Esta, sim, exige raciocínio, debate e conhecimentos filosóficos.
O primeiro grande teórico do futebol foi Adam Smith, técnico do Liberal Esporte Clube, time escocês da pequena cidade de Kirkcaldy. Smith acreditava que os jogadores só dariam o máximo de si se fossem movidos pelo próprio interesse. Assim, sua equipe cultivava o individualismo ao extremo, com muitos dribles e poucos passes.
Um século depois surgiu outro importante filósofo ludopédico: K. Henrich Marx, que dirigiu o Grêmio Recreativo Das Kapital, time alemão que privilegiava o jogo coletivo, com um sólido planejamento central, feito pelo técnico no vestiário. O Das Kapital criou um novo conceito de futebol, com uma interessante filosofia de conjunto.
Por fim, houve o caso de Mikhail Bakunin, jogador do Dínamo de Premikhimo, que dizia que o melhor era que não houvesse técnico e que cada atleta um fizesse o quisesse, mas sempre pensando no time. A equipe deveria ser como um organismo vivo, feito a partir da liberdade de seus jogadores. Infelizmente as experiências com times que seguiam a tese de Bakunin não duraram muito, e assim ainda não podemos saber como seria sua equipe na prática.
Pois bem, nenhum desses esquemas deu muito certo até hoje. O de Adam privilegia demais o individualismo, o de Henrich engessa as habilidades individuais, e o de Mikhail é tão complexo que ainda não conseguiu ser testado.
Mas há um técnico que conseguiu unir o melhor destes três esquemas. Um técnico que finalmente amalgamou o melhor das três grandes teorias. Quem é este gênio? O senhor Josep Guardiola i Sala.
Sim, revolucionários leitores, Pep Guardiola, o técnico do Barcelona, conseguiu unir as três grandes filosofias ludopédicas.
Quereis provas? É só ver um jogo da equipe catalã. Ali você terá belos avanços individuais, cheios de dribles desconcertantes, terá um jogo coletivo, repleto de passes inteligentes, e perceberá que os jogadores têm a liberdade para criar novas jogadas a partir das circunstâncias, com a equipe atuando como se fosse um organismo vivo.
Mas Pep não inventou sua teoria do nada. Assim como os grandes filósofos, ele teve antecessores. Antes dele, no Barcelona passaram Johan Cruyff, Bobby Robson, Van Gaal e Frank Rijkaard, que foram dando a base da filosofia atual.
Para os que pensam que o time apenas joga bonito (como se jogar bonito fosse “apenas” um detalhe), eis o que o clube ganhou este ano: Campeonato Espanhol, Copa da Espanha, Copa dos Campeões e Supercopa da Europa. Ou seja, tudo que disputou.
Pep Guardiola conseguiu unir talento individual, organização coletiva e liberdade. Beleza e eficiência. Solidariedade e prazer. É meu candidato ao Nobel de economia.
José Roberto Torero é formado em Letras e Jornalismo pela USP, publicou 24 livros, entre eles O Chalaça (Prêmio Jabuti e Livro do ano em 1995), Pequenos Amores (Prêmio Jabuti 2004) e, mais recentemente, O Evangelho de Barrabás. É colunista de futebol na Folha de S.Paulo desde 1998. Escreveu também para o Jornal da Tarde e para a revista Placar. Dirigiu alguns curtas-metragens e o longa Como fazer um filme de amor. É roteirista de cinema e tevê, onde por oito anos escreveu o Retrato Falado.
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Como o WWF se infiltrou no IPCC - Parte 2

Entre 2004 e 2008, o World Wildlife Fund (WWF) persuadiu 130 cientistas
para participarem do seu Climate Witness Scientífic Advisory Panel (Painel Científico Consultivo de Testemunhos Climáticos). Como expliquei na Parte 1.
A campanha Testemunha do Clima tem um propósito abertamente político. O WWF admite abertamente que está tentando aumentar no público o senso de urgência sobre a mudança climática. Medo, alarme, ansiedade - é isto que eles estão vendendo.
A campanha envolve coleta de depoimentos de pessoas comuns que acreditam que estão testemunhando os efeitos terríveis da mudança climática em seus próprios quintais. Numa tentativa de imbuir essas crenças com uma aura de respeitabilidade científica, os cientistas do painel consultivo da WWF examinam esses testemunhos de apenas uma simples página e decidem se eles são coerentes com pesquisas já publicadas.
Quando se trata de um visão panorâmica, o WWF não abriga dúvidas ou incertezas. Ele diz que é "quase impossível exagerar a ameaça da mudança climática" (ver aqui).
O IPCC, no entanto, supõe-se que seja um corpo científico neutro e objetivo.
Um juiz que preside um julgamento de homicídio não pode ir numa festa com a equipe de acusação durante a noite. Da mesma forma, o pessoal do IPCC, a quem é confiada a tarefa de determinar se a humanidade é ou não responsável pela mudança climática deve permanecer afastado da multidão de linchadores do lado de fora da porta do Presídio.
Num documento de 2008, o WWF disse que seu painel de 130 "especialistas em mudança climática" eram "principalmente, mas não exclusivamente, membros do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas". Estes cientistas particulares, portanto, são mais do que meros simpatizantes do ponto de vista do WWF. Eles têm uma relação formal com essa organização. Eles foram cortejados, foram conquistados, e então entraram na tenda do WWF.
O que isto significa para o célebre relatório do IPCC de 2007 - que garantiu ao IPCC o seu Prêmio Nobel da Paz? Deixe-me lhe dar uma visão rápida:
Isso significa que quase dois terços dos capítulos da Bíblia do Clima de 2007,
28 de 44 (que chega a 64%) - têm pelo menos um indivíduo em sua lista, que é filiado ao WWF.
Isso significa que os cientistas filiados ao WWF ajudaram a escrever cada último capítulo no Grupo de Trabalho 2 - todos os 20 deles.
Isso significa que 15 capítulos da Bíblia do Clima em 2007 eram liderados por cientistas filiados ao WWF - os seus autores são membros da principal coordenação do painel da WWF. Em três casos, os capítulos foram executados por dois filiados ao WWF, como principais autores de coordenação. Num outro exemplo oito pessoas num único capítulo têm ligações com o WWF. Em outro, há seis.
Isso significa, Senhoras e Senhores, que o IPCC está infiltrado. Está total e inteiramente comprometido.
Passei incontáveis ​​horas para completar toda a pesquisa, cruzamento de dados e tabulação que levaram a estas conclusões. Nos próximos dias vou pegar cada uma das afirmações acima, uma de cada vez e apoiá-las com provas inequívocas e incontestáveis. Como de costume, eu vou fazer um link direto para o meu material original para que qualquer pessoa possa facilmente verificar minhas reclamações.
Ficou "ligado". Este vai ser um passeio selvagem.
Donna Laframboise
Tradução e ilustração: Maurício Porto
Fonte: No Frankking Consensus
No Terrorismo Midiático
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Charge online - Bessinha - # 874

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Mostra, mostra, mostra!!!

O jornalista investigativo britânico Andrew Jennings fez nesta quarta-feira (26), durante audiência pública da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), uma recomendação ao governo brasileiro: a de solicitar ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, que torne público o relatório final da Justiça da Suíça no qual constaria uma confissão do dirigente de que teria recebido propinas em contratos de marketing relacionados ao futebol.
Concluído em maio do ano passado, o relatório da Justiça da Suíça ainda não foi publicado, segundo o jornalista, por pressão do presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Joseph Blatter. O documento, relatou o jornalista, conteria, em aproximadamente 45 páginas, confissões assinadas por Teixeira e pelo ex-presidente da Fifa João Havelange, além de uma confissão de Blatter de que ele sabia do suborno.
- Blatter insulta a todos ao dizer que o relatório é legalmente muito complexo. Coloque o documento na Internet agora, pois temos advogados que podem nos ajudar a compreendê-lo - disse Jennings durante a audiência, que foi aberta pelo presidente da CE, senador Roberto Requião (PMDB-PR).
O jornalista britânico, que tem feito documentários sobre o tema para a BBC, lembrou que o Senado brasileiro promoveu uma investigação, em 2001, cujo resultado indicou que Teixeira teria recebido ilegalmente dinheiro de uma empresa de Liechtenstein chamada Sanud. Após investigar o caso, ele concluiu que a Sanud seria parceira da ISL, empresa de marketing ligada à Fifa, na década de 90.
Ainda de acordo com o jornalista, Teixeira teria sido beneficiado com US$ 9,5 milhões pelo esquema de corrupção, enquanto Havelange teria recebido uma transferência de US$ 1 milhão. Em sua opinião, a manutenção de Teixeira no comando dos preparativos da Copa de 2014 poderia prejudicar a imagem do Brasil no exterior.
- Nós queremos ver o samba e uma celebração do país que, em vinte anos, saiu de uma ditadura para uma democracia, com imprensa livre. Se vocês querem o respeito do mundo, no interesse da reputação de seu país, entreguem a organização a honestos burocratas brasileiros - sugeriu.
Autor do requerimento para a realização da audiência, juntamente com o senador Paulo Bauer (PSDB-SC), o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) concordou com o possível risco à imagem do país. E considerou favorável a Teixeira e Havelange o acordo que teria sido celebrado na Suíça, uma vez que os dirigentes teriam feito uma doação a entidades de caridade em troca da não divulgação do relatório sobre denúncias de corrupção.Para ele, as denúncias já conhecidas internacionalmente precisam ser debatidas também no Brasil.
- Teremos uma Copa do Mundo em um cenário de denúncias sobre superfaturamento de obras e desperdício de dinheiro público - previu Alvaro Dias.
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) lembrou que muitos brasileiros pobres estão poupando dinheiro para comprar ingressos para os jogos da Copa do Mundo e alertou para a possibilidade de parte desse dinheiro ir parar "nos bolsos de cartolas".
O senador Mário Couto (PSDB-PA) defendeu a saída de Ricardo Teixeira da CBF antes da Copa do Mundo, ou "o mundo inteiro vai nos criticar". Os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Ana Amélia (PP-RS) pediram a Jennings que encaminhe todas as suas denúncias à presidente Dilma Rousseff.
Da Agência Senado
No DoLaDoDeLá
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Orlando fica

Caso de Orlando Silva reforça a necessidade de regulação da mídia no país.
PCdoB não pensa em substituir ministro
Pela 5ª vez consecutiva, a mídia demitiu o ministro Orlando Silva em onze dias. Nesta quarta-feira (26), o titular do Esporte foi novamente colocado no olho da rua pela imprensa golpista, que cravou a seguinte manchete: “Crise no Esporte derruba Orlando Silva”.
Na sexta-feira passada, os jornalões já haviam dado uma tremenda “barriga” ao demitir o ministro em nome da presidenta Dilma Rousseff. A própria os desmentiu em público ao confirmar que Orlando continuaria na pasta.
A presidenta segue resistindo à ideia de governar a reboque do Partido da Imprensa Golpista (PIG). Até que se prove o contrário, é ela quem demite ou admite os auxiliares de sua confiança.
O PCdoB mantém a postura inicial e rejeita a ideia de substituir Orlando Silva por outro filiado.
A ansiedade da mídia é explicada pela urgência de encontrar um desfecho para a crise criada por ela. Até agora não provou nada contra o ministro.
As mentiras da imprensa mostram o quanto ela atua como partido político no país. Nem a oposição ao governo Dilma está tão empenhada para derrubar o ministro do Esporte.
O ministro do Esporte, Orlando Silva, disse pelo Twitter que os ataques que vem sofrendo da mídia são fruto da luta de classes.
“Vivemos intenso processo de luta política. Luta de classes nua e crua…por isso tantos ataques. Cada dia mais orgulho de ser PCdoB!”, tuiutou o ministro.
Orlando Silva se reuniu há pouco com assessores para informá-los que vai resistir à tentativa de golpe contra o governo Dilma Rousseff.
Para o ministro, a luta de classes consiste na tentativa da mídia elitista governar o país no lugar da presidenta. “Vamos lutar e resistir ao golpe em curso”, disse.
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A arrogante Lucia Hippolito

Lucia Hippolito para Kadafi: 'Vá pro alto de um prédio, se atire lá de cima e não chateia, ou vai pro meio da praça e ateia fogo às vestes'
Eu não sei o que toma essa mulher. Ou por quem ela se toma. Mas a atitude arrogante, de quem se acha livre para dizer o que quer que seja, na hora e onde quiser, mostra apenas o desprezo que os contratados pelas corporações miditáticas têm pela Constituição. Ou dona Lucia Hippolito não teria dito o que disse na CBN, emissora de rádio das Organizações Globo, sobre a morte do líder líbio (que, primeiramente, foi ditador; depois, líder; e finalmente ditador sanguinário), Muamar Kadafi.
Li as barbaridades de dona Hippolito no Blog do Gadelha. Gadelha é meu amigo há mais tempo que boa parte de meus leitores têm de vida. Mesmo assim, estranhei. Pensei: não é possível.
Gadelha é, como eu, um fã de pimenta. Mais o que isso. Ele é um fanático, a ponto de ter livros sobre o tema, enquanto eu me dedico apenas a provar. Então, pensei: teria Gadelha achado a pimenta mágica, o santo daime da capsaicina, e isso o fez delirar? Leia o que ele publicou em seu blog:
Na quinta, estava dirigindo e – como faço sempre – ouvindo a CBN, quando me tornei testemunha de verdadeira barbárie relacionada à questão líbia. A âncora Lucia Hippolito chamou Sérgio Besserman e apresentou, como destaque do dia, a possível captura de Kadafi. Nada mais apropriado, já que era o que se discutia na mídia internacional. Infelizmente, o que se ouviu em seguida foi uma sucessão de barbaridades, despropósitos, mau gosto, algo difícil de acreditar que estivesse sendo perpetrado por duas figuras relevantes em nosso mundo informativo, político e cultural. Lucia Hippolito começou ridicularizando Kadafi por conta de suas roupas extravagantes (como se essa fosse a maior de suas extravagâncias!). Mas essa bobagem não foi nada, diante do que veio a seguir. Besserman mostrou-se indignado sabem com o quê? Não admitia que Kadafi (que, segundo ele, já deveria saber há meses que seria derrotado) não tivesse se entregado há mais tempo para evitar tantas mortes na Líbia!!! Dá pra acreditar? As cenas que correm o mundo revelando os detalhes da morte de Kadafi será que respondem a Besserman? Lucia Hippolito sugeriu que ele, Kadafi, deveria ter-se matado. Besserman concordou, lembrando o suicídio de Allende!!! Lucia Hippolito diz que Kadafi deveria ter-se queimado em praça pública, se lançado do alto de algum lugar – e isso tudo dito aos risos. Afinal de contas, segundo eles, Kadafi somente fez o mal...
Como pode a CBN permitir algo assim? Por mais que Kadafi tenha tido ações extremamente condenáveis (como ajudar os Estados Unidos na tortura de presos políticos), ele também teve papel positivo para seu povo. Evitou a sangria das riquezas do petróleo que, antes, jorravam para o exterior, combateu o analfabetismo, fortaleceu e projetou o seu país no continente e no mundo. Independente disso, não se combate a barbárie com mais barbárie. A dupla de jornalistas deveria mirar-se no exemplo de Dilma que, opondo-se ao oportunismo belicoso de Obama e outros dirigentes ocidentais, demonstrou serenidade e visão de estadista, ao afirmar que “não é possível comemorar a morte de qualquer líder” e concluir que “não se faz apedrejamento moral de ninguém”.
Mas fui conferir no site da CBN e era isso mesmo, como você pode conferir a seguir.

Agora, veja aqui o que fizeram com Kadafi. Dona Hippolito está satisfeita?
No Blog do Mello
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Kadafi foi sodomizado pelos rebeldes da OTAN

Vídeo mostra o abuso quadro a quadro
Uma análise parece confirmar que um rebelde sodomiza Kadafi com uma faca.
Por Tracey Shelton

25 de outubro de 2011 "Global Post" - Sirte, Líbia - Uma análise do vídeo obtido pela GlobalPost de um combatente rebelde da OTAN (NATO) que gravou o momento em que o coronel Muammar Kadafi foi capturado, confirma que um outro combatente rebelde, cuja identidade é desconhecida, tenha sodomizado o ex-líder quando ele estava sendo arrastado do cano onde tinha se refugiado.
Um quadro a quadro da análise deste vídeo exclusivo do GlobalPost, mostra claramente o rebelde tentando inserir algum tipo de cassetete ou uma faca na extremidade traseira de Kadafi.

AVISO
Fotos e vídeos só devem ser vistos por um público adulto.




Vídeo mostra Kadafi sendo sodomizado

Captura de Kadafi

Vídeo completo da captura de Kadafi

Os captores da Kadafi falam
No Information Clearing House
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Orlando Silva decide sair

O ministro do Esporte, Orlando Silva, está virtualmente fora da pasta.
Ele e a cúpula do PCdoB acabam de acertar com o ministro Gilberto Carvalho e a presidenta Dilma Rousseff o script da sua saída do comando do Ministério do Esportes.
A direção do PC do B afirmou que o ministro Orlando Silva (Esporte) vai entregar o cargo nesta quarta-feira (26) à presidente Dilma Rousseff.
O governo já está buscando nomes para substituí-lo na pasta. Os cotados para a vaga são os deputados Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Luciana Santos (PC do B-PE).
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PSD: o partido onde os ricos se encontram

Ele foi anunciado em março por seu criador como um partido que não é de direita, nem de esquerda, nem de centro. Sete meses após a famosa declaração do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o Partido Social Democrático (PSD) nasce oficialmente hoje no Congresso como uma legenda de ricos e empresários. A maioria deles, ruralistas. Mais da metade da nova bancada tem na atividade empresarial sua principal ocupação. A soma dos bens declarados à Justiça eleitoral pelos congressistas do PSD também faz dele o segundo partido mais rico do Parlamento, atrás apenas do PMDB.
Entre titulares, suplentes e licenciados, o PSD havia arrebanhado 57 deputados e dois senadores até a última segunda-feira. Um número que ainda pode crescer. Desses 59 nomes, 42 (71%) são empresários urbanos ou rurais. Praticamente o mesmo número atua na defesa do agronegócio, como integrantes da bancada ruralista. Juntos, os discípulos do prefeito paulistano no Congresso acumulam um patrimônio de R$ 367,6 milhões. Ou seja, embora representem apenas 8,8% dos congressistas, eles respondem por quase 20% do total de R$ 1,94 bilhão declarado em bens pelos 667 parlamentares que exerceram mandato na atual legislatura.
O PSD abriga o parlamentar mais rico de todo o Congresso, o deputado João Lyra (AL), usineiro dono de uma fortuna declarada de R$ 240,4 milhões, acusado de trabalho escravo no Supremo Tribunal Federal (STF). Outros dois deputados do novo partido também somam mais de R$ 10 milhões em bens, Paulo Magalhães (BA) e Roberto Dorner (MT). Ao todo, 34 representantes do partido de Kassab no Congresso informaram à Justiça possuir mais de R$ 1 milhão em bens.
Plural e eclética
O número de empresários na bancada surpreendeu até o futuro líder do partido na Câmara, Guilherme Campos (SP), ele próprio empresário em Campinas. “Tudo isso? É surpreendente. Temos também muitos representantes do agronegócio. A força da nossa representação está na pluralidade. É uma bancada eclética e diversa com gente de vários setores”, afirma o deputado, recém-desfiliado do DEM.
Como exemplo dessa diversidade, Guilherme cita a presença dos deputados Ademir Camilo (MG), ex-PDT, e Roberto Santiago (SP), ex-PV, que têm origem no movimento sindical e ligações com a União Geral dos Trabalhadores (UGT). “Não somos de direita, nem de esquerda. Nem temos perfil conservador. Somos de centro”, avalia o novo líder, destoando da célebre frase de Kassab.
Embora rechace que a representação do PSD no Congresso seja conservadora, Guilherme Campos admite que o novo partido ainda não tem uma identidade bem definida. “Estamos em um processo de construção, que ainda vai definir a cara do partido. Mas isso, por enquanto, ainda não está claro”, reconhece.
Ruralistas
A cara do novo partido concilia hoje traços urbanos e rurais. Atualmente, 28 parlamentares do novo partido fazem parte da Frente Parlamentar da Agropecuária. Entre eles, o presidente da frente, deputado Moreira Mendes (RO), e a presidenta da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), senadora Kátia Abreu (TO). Outros nove deputados do PSD também têm atuação destacada na defesa do agronegócio, embora não façam parte da principal frente parlamentar dos ruralistas.
Integrante da frente, empresário rural com patrimônio avaliado em R$ 12,5 milhões, o deputado Roberto Dorner vê em sua nova legenda um caminho para atuar com mais liberdade. “Não somos a favor nem contra o governo”, diz o deputado, que se desfiliou do governista PP. “Não tenho nada contra meu ex-partido, mas precisava de mais espaço para ter opinião e palavra”, afirma.
O novo líder do PSD conta que trabalhará para conciliar eventuais divergências dentro da bancada. “Primeiro, temos de acertar a estrutura do partido, com espaço físico e assessoria. Depois, teremos de respeitar a história de cada parlamentar quando tratarmos de questões que não forem consensuais”, explica. A formação da nova bancada será oficializada em ato na Câmara nesta quarta-feira (26). Guilherme Campos acredita que o PSD possa aumentar, nos próximos dias, sua representação nas duas Casas.
Só a numerosa bancada do PMDB é mais endinheirada que a do PSD. Os 110 peemedebistas acumulam R$ 408,29 milhões em patrimônio. A bancada assumiu a liderança após ser reforçada, no último mês, com a filiação do deputado Sandro Mabel (GO), ex-PR. O dono da fábrica de bolachas figura entre os dez congressistas mais ricos, com mais de R$ 70 milhões em bens. Sem ele, o PMDB ficaria atrás do PSD em volume patrimonial.
Edson Sardinha, do Congresso em Foco
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Para compreender a crise europeia

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No país dos bacharéis

Li outro dia em algum lugar que nosso país possui mais cursos de direito do que todos os países do mundo reunidos. Segundo a informação, que veio do Conselho Nacional de Justiça, temos, nada mais nada menos, que 1.240 cursos superiores de Direito, enquanto as demais nações, reunidas, têm 1.100. O Brasil sempre foi conhecido como o país dos bacharéis, mas sinceramente nunca imaginei que fossem tantos, não fosse eu um deles.
A curiosidade pelo tema – e o desejo de checar até onde a informação procedia - me levou a pesquisar na internet e, embora não se saiba exatamente quantas faculdades de Direito existem no Sudão ou nas Filipinas, por exemplo, apurei que nos Estados Unidos, considerado, este sim, o país dos advogados, são 194 as Law Schools, funcionando em caráter pleno, e seis em fase provisional, isto é, estão sendo observadas para uma efetivação plena.
Ora, se na Terra do Tio Sam, onde não se dá um passo sem consultar um advogado, sob pena de se entrar numa enrascada daquelas, são apenas 200 as escolas de Direito, é bem provável que a informação esteja correta. Podemos nos proclamar verdadeiramente campeões mundiais em cursos de Direito.
A mesma fonte do CNJ revela que o Brasil possui 800 mil advogados registrados nas diversas ordens profissionais. Esse respeitável número, destaca ainda a informação, só não é maior porque o tal “Exame de Ordem”, elimina milhares de bacharéis. Não fosse isso, teríamos aí algo em torno de 3 milhões de advogados entupindo nossos já entupidos – de processos e funcionários – tribunais.
Esse é um tema que merece uma reflexão por suas consequências na qualidade da prestação do serviço jurisdicional prestado à população. E deve interessar também à comunidade jurídica.
Mesmo com o “Exame de Ordem”, as aberrações estão ao alcance de qualquer um e são motivo de gozações nas colunas e sites que mostram as gafes e bizarrices dos advogados.
De fato, passou pelas minhas mãos, outro dia, um email de um advogado que falava em “má versação” em vez de “malversação” , “ainda sim” em lugar de “ainda assim”. Quem confiaria em um advogado que não consegue escrever corretamente palavras corriqueiras da nossa língua?
Em nome dos cidadãos que necessitam recorrer à Justiça através de um advogado e no dos próprios profissionais do direito é preciso dar um basta nessa proliferação de cursos jurídicos que despejam todos os anos um número incontável de bacharéis, com pouca ou nenhuma qualificação.
Quais serão as exigências para se abrir uma faculdade de Direito? Por ser um curso eminentemente discursivo, abrir uma faculdade de Direito é das coisas mais fáceis, do ponto de vista material. Basta uma sala, cadeiras e um professor, qualificado ou não, para dar aulas. A aprovação é com algum órgão do Ministério da Educação. E aí é que as coisas acontecem, intramuros.
Uma eficiente fiscalização federal das faculdades seria exigir demais, diante do número avassalador de cursos. Não seria o caso, então, dessa tarefa ficar a cargo das próprias entidades profissionais, que teriam poderes bastantes para decidirem sobre a aprovação de novos cursos, como é nos Estados Unidos, onde as law schools são autorizadas e fiscalizadas pela ABA (American Bar Association)? Além da avaliação ser feita por quem está dentro da prática jurisdicional, evitar-se-iam os riscos de deixar nas mãos de um burocrata uma decisão que pode conter “irregularidades” administrativas, para dizer o mínimo.
Nossa Justiça não goza de um bom conceito junto à opinião pública. Não são poucos os casos de corrupção envolvendo juizes e advogados que lemos diariamente na mídia. Moralizar a Justiça brasileira é tarefa prioritária. E para que isso aconteça a reforma deve começar nos bancos das faculdades, com o fim dos balcões comerciais de ensino.
Apostar numa Justiça que não discrimine e atenda com igualdade ricos e pobres é tarefa de poucos e bons advogados.
Eliakim Araujo
No Direto da Redação
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