20 de out de 2011

O desenvolvimento do subdesenvolvimento

Portugal ruma para o subdesenvolvimento. Como é possível que as forças políticas não se perguntem por que é que o FMI, apesar de ter sido criado para regular as contas dos países subdesenvolvidos, tenha sido expulso de quase todos eles e os seus créditos se confinem hoje à Europa.
Está em curso o processo de subdesenvolvimento do país. As medidas que anunciam, longe de serem transitórias, são estruturantes e os seus efeitos vão sentir-se por décadas. As crises criam oportunidades para redistribuir riqueza. Consoante as forças políticas que as controlam, a redistribuição irá num sentido ou noutro. Imaginemos que a redução de 15% do rendimento aplicada aos funcionários públicos, por via do corte dos subsídios de Natal e de férias, era aplicada às grandes fortunas, a Américo Amorim, Alexandre Soares dos Santos, Belmiro de Azevedo, Famílias Mello, etc. Recolher-se-ia muito mais dinheiro e afetar-se-ia imensamente menos o bem-estar dos portugueses. À partida, a invocação de uma emergência nacional aponta para sacrifícios extraordinários que devem ser impostos aos que estão em melhores condições de os suportar.
Por isso se convocam os jovens para a guerra, e não os velhos. Não estariam os super-ricos em melhores condições de responder à emergência nacional?
Esta é uma das perplexidades que leva os indignados a manifestarem-se nas ruas. Mas há muito mais. Perguntam-se muitos cidadãos: as medidas de austeridade vão dar resultado e permitir ver luz ao fundo do túnel daqui a dois anos? Suspeitam que não porque, para além de irem conhecendo a tragédia grega, vão sabendo que as receitas do FMI, agora adotadas pela UE, não deram resultado em nenhum país em que foram aplicadas – do México à Tanzânia, da Indonésia à Argentina, do Brasil ao Equador – e terminaram sempre em desobediência e desastre social e econômico. Quanto mais cedo a desobediência, menor o desastre.
Em todos estes países foi sempre usado o argumento do desvio das contas superior ao previsto para justificar cortes mais drásticos. Como é possível que as forças políticas não saibam isto e não se perguntem por que é que o FMI, apesar de ter sido criado para regular as contas dos países subdesenvolvidos, tenha sido expulso de quase todos eles e os seus créditos se confinem hoje à Europa. Por que a cegueira do FMI e por que é que a UE a segue cegamente? O FMI é um clube de credores dominado por meia dúzia de instituições financeiras, à frente das quais a Goldman Sachs, que pretendem manter os países endividados a fim de poderem extorquir deles as suas riquezas e de fazê-lo nas melhores condições, sob a forma de pagamento de juros extorsionários e das privatizações das empresas públicas vendidas sob pressão a preços de saldo, empresas que acabam por cair nas mãos das multinacionais que atuam na sombra do FMI. Assim, a privatização da água pode cair nas mãos de uma subsidiária da Bechtel (tal como aconteceu em Cochabamba após a intervenção do FMI na Bolívia), e destinos semelhantes terão a privatização da TAP, dos Correios ou da RTP.
O back-office do FMI são os representantes de multinacionais que, quais abutres, esperam que as presas lhes caiam nas mãos. Como há que tirar lições mesmo do mais lúgubre evento, os europeus do sul suspeitam hoje, por dura experiência, quanta pilhagem não terão sofrido os países ditos do Terceiro Mundo sob a cruel fachada da ajuda ao desenvolvimento.
Mas a maior perplexidade dos cidadãos indignados reside na pergunta: que democracia é esta que transforma um ato de rendição numa afirmação dramática de coragem em nome do bem comum? É uma democracia pós-institucional, quer porque quem controla as instituições as subverte (instituições criadas para obedecer aos cidadãos passam a obedecer a banqueiros e mercados), quer porque os cidadãos vão reconhecendo, à medida que passam da resignação e do choque à indignação e à revolta, que esta forma de democracia partidocrática está esgotada e deve ser substituída por uma outra mais deliberativa e participativa, com partidos mas pós-partidária, que blinde o Estado contra os mercados, e os cidadãos, contra o autoritarismo estatal e não estatal. Está aberto um novo processo constituinte. A reivindicação de uma nova Assembléia Constituinte, com forte participação popular, não deverá tardar.
Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).
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Maioria vota a favor de casamento gay, mas julgamento no STJ é adiado

Quatro de cinco ministros da quarta turma votaram a favor de duas mulheres.
Ministro Marco Aurélio Buzzi pediu vista do processo e adiou decisão final.
Quatro dos cinco ministros da quarta turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) votaram, em julgamento nesta quinta-feira (20), a favor do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
O julgamento, porém, foi interrompido por um pedido de vista do ministro Marco Aurélio Buzzi, o último a votar. Ainda não há data para a retomada do julgamento. Enquanto o julgamento não terminar, os ministros ainda podem mudar seus votos.
A ação para validar o casamento é movida por um casal de gaúchas, que vivem juntas há cinco anos e desejam mudar o estado civil. A identidade de ambas não pode ser revelada porque o processo tramita em segredo de Justiça.
O casal entrou com o pedido de casamento civil antes mesmo da decisão do Supremo Tribunal Federal, em maio deste ano, que equiparou a relação homoafetiva à união estável.
Elas pediram em cartório o registro do casamento e, diante da recusa, resolveram entrar na Justiça. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, contudo, julgou improcedente a ação, o que levou as gaúchas a recorrerem ao STJ.
Ao reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo, em maio deste ano, o STF deixou em aberto a possibilidade de casamento, o que provocou decisões desencontradas pelos juízes de primeira instância.
Há diferenças, porém, entre as duas entidades. A união estável acontece sem formalidades, de forma natural, a partir da convivência do casal, já o casamento civil é um contrato jurídico-formal estabelecido entre suas pessoas.
'Direito à igualdade'
Primeiro a votar, o relator do processo, Luis Felipe Salomão, foi favorável ao pedido das gaúchas e argumentou que "o direito à igualdade só é garantido na plenitude se é garantido o direito ao adverso". O ministro reconheceu que o casamento civil é a forma mais segura de se garantir os direitos de uma família.
"Se é verdade que o casamento civil melhor protege a família e sendo múltiplos os arranjos familiares, não há de se discriminar qualquer família que dele optar, uma vez que as famílias constituídas por casais homossexuais possuem o mesmo núcleo axiológico das famílias formadas por casais heterossexuais", disse em seu voto.
Salomão acrescentou que vetar o casamento civil aos homossexuais "afronta caros princípios constitucionais, como liberdade e igualdade da pessoa humana".
A defesa do casal homossexual alegou que o Código Civil não considera a identidade de sexos um impedimento para o casamento. O advogado Paulo Roberto Iotti Vecchiatti sustentou que, no direito privado, o que não é expressamente proibido, é permitido. Ou seja, o casamento estaria autorizado porque não é proibido por lei.
Para Vecchiatti, o essencial de qualquer relação amorosa é "formar uma família conjugal, cuja base é o amor familiar". "A condição de existência do casamento civil seria a família conjugal e não a variedade de sexos", argumentou.
Em seu voto, a ministra Isabel Galotti lembrou que a lei incentiva a conversão da união estável em casamento e defendeu o mesmo para casais homoafetivos. Ela lembrou que o posicionamento do STF em relação à união estável deve também ser aplicado para casamentos.
"Se o STF estabeleceu que a menção a homem e mulher não exclui da abrangência de união estável, pelo menos motivo [...] não pode ser aplicada essa restrição [ao casamento civil], já afirmada inconstitucional pelo STF", afirmou a ministra.
No G1
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Líbia hoje

Latuff
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Sarney fala da dificuldade de deixar a vida pública e critica a criminalidade e a impunidade no país

BRASÍLIA - Numa reflexão sobre sua dificuldade de deixar a vida pública após 50 anos e sua revolta com os números da criminalidade e impunidade no país, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), monopolizou o plenário durante a tarde desta quinta-feira. Em discurso da tribuna como um senador mortal, ele disse que se sentia um jovem deputado ao abraçar a causa da mudança do código penal. Ele também defendeu o endurecimento das penas para assassinos, criticou o fato de os homicidas poderem se defender fora da cadeia e comparou os altos índices de criminalidade do Brasil com países que adotam a prisão perpétua e a pena de morte.
A paixão pela vida pública 
é mais forte do que a paixão da vida
- Na quarta-feira à noite, umas 11 horas, quando eu presidia a sessão, eu me perguntei a mim mesmo: na minha idade, depois de tanto tempo, eu ali estava debaixo de tensões, emoções, mas procurando cumprir com o meu dever. Então, a minha reflexão foi uma só: a de que a paixão pela vida pública é mais forte do que a paixão da vida - disse Sarney ao iniciar seu discurso .
Em outro trecho, Sarney diz que não abandonou a vida pública porque acha que sua voz ainda pode ter eco:
- Confesso que eu ainda não consegui abandonar-me, quer dizer, livrar-me dessa paixão pela vida pública, na qual alguns problemas ainda me fazem achar que a minha voz, a minha presença, a minha denúncia possa ter alguma repercussão.
Ao falar de sua preocupação com os índices de criminalidade e impunidade, Sarney anunciou a instalação de uma comissão de juristas e criminalistas para organizar um anteprojeto do Código Penal Brasileiro. E contou ter ficado chocado ao ver na TV francesa notícia dando conta de que, na cidade de Marselha, foram assassinadas 50 pessoas durante dois anos.
Sem citar os baixos índices de desenvolvimento humano nos estados pobres brasileiros como o Maranhão, como impulsionador do descontrole na criminalidade, ele disse que as causas da violência são muito estudadas e estão relacionadas ao crime organizado, à marginalização de grande parte da sociedade.
- Isso está na base da violência e quando se fala em impunidade nós devemos colocar em primeiro lugar que a nossa Lei Penal coloca isto dentro da sociedade brasileira - disse Sarney, culpando a Lei Penal pela impunidade no País.
E ao falar dos baixos índices de criminalidade em países como o Chile, Sarney disse que, coincidentemente, o Chile tem prisão perpétua.
- Sei que as modernas tendências do sistema penal são no sentido do abrandamento das penas, da substituição das penas privativas de liberdade por penas alternativas como prestação de serviços comunitários e como pagamento de multas, mas creio que isso não se pode aplicar ao homicídio, o mais grave, repito, de todos os crimes. Estejamos, portanto, atentos ao exemplo dos outros países e sejamos mais severos na punição dos criminosos.
Sarney recebeu muitos apartes de apoio. Mas o mais emocionado foi do senador Lobão Filho (PMDB-MA), integrante de seu grupo político no Maranhão. Lobão , em aparte, disse que vivia "uma dicotomia de sentimentos: uma tristeza por pegar o final do seu discurso, pois é sempre um deleite poder sorver as palavras de Vossa Excelência na tribuna". E embalado pelo discurso de Sarney, anunciou:
- Em contribuição ao discurso de Vossa Excelência sobre a impunidade no Brasil, registro que pretendo ingressar na semana que entra com projeto tornando hediondo todo crime de desvio de recursos públicos. Considero que o crime de desvio de recurso público na área da saúde, da educação tem um poder maior do que um simples homicídio, tem um poder de homicídio em massa.
No O Globo

Este post é dedicado especialmente ao amigo Zatônio, dono do blog Interrogações e que cultiva uma grande admiração incondicional pelo senador imortal Sarney.
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Charge online - Bessinha - # 867

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Loja do centro de Ilhéus vendia lixo hospitalar


Polícia apreendeu 830 kg de materiais hospitalares
Foto: Jornal Tropa de Elite
A polícia apreendeu nesta quarta-feira (19) uma tonelada de lixo hospitalar que era vendido em uma loja do centro de Ilhéus, no sul baiano. De acordo com a titular da Delegacia de Furtos e Roubos da cidade, Andreia Oliveira, entre os objetos à venda na Agreste Tecidos havia lençóis, fronhas, jalecos médicos, luvas, máscaras, calças e camisas, todos usados e sujos com manchas de sangue. Ainda segundo a delegada, entre os fardos recolhidos havia a inscrição "material infectante", e, na rouparia, logomarcas de clínicas e hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Pernambuco. Todos os 830 kg do material foram recolhidos e levados para o Centro de Controle de Zoonoses do município.
No Bahia13Livre

Liea mais sobre este assunto: aqui, aqui e aqui.
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STF revoga lei e reabre chance à fraude

É inacreditável.
O Supremo Tribunal Federal, instado pela Madame Sandra Cureau, revogou, liminarmente, a lei que terminou a impressão e a auditoria do voto eletrônico, aprovada pelo Congresso.
O motivo é pífio.
A alegação de que a “assinatura” eletrônica que autenticaria a correspondência do voto contabilizado eletronicamente e o voto impresso violaria o sigilo do voto.
Ora, é óbvio que a assinatura eletrônica apenas validaria a correspondência entre o registro eletrônico e o impresso correspondente, sem, obviamente, vinculá-la ao emissor do voto.
O voto impresso associado ao eletrônico é adotado na maioria dos países desenvolvidos, sem que haja qualquer tipo deste óbvio tipo de vioolação do sigilo.
Mas, para os nossos magistrados, garantia mesmo é a do sistema eletrônico, do qual eles não entendem bulhufas.
Alegam que, “no caso de eventual recontagem” o sigilo do voto ficaria exposto.
Evidente que não ficaria, porque não há registro de correspondência entre o eleitor e o voto, mas entre o registro eletrõnico do voto e sua impressão.
Com o sistema atual, claro que não há perigo de identificação do voto na recontagem, simplesmente porque não há recontagem, porque não há o que contar.
O seu voto é só um pulso eletromagnético.
A ministra Carmem Lúcia – que também atua no Tribunal Superior Eleitoral e, portanto, está julgando a si mesma – ressaltou a “invulnerabilidade” já testada e comprovada das urnas eletrônicas. Testada pelo dono das urnas, claro, como aquele personagem que dizia “la garantia soy yo”. E disse que ia ficar muito caro adotar o voto impresso”.
O Judiciário brasileiro não tem o direito de sobrepor-se à decisão do Legislativo que não ofende preceito constitucional, e a impressão do voto – interna à maquina de votação – não viola o sigilo do voto.
Vamos recorrer e lutar contra este absurdo. Há uma inacreditável tendência do Judiciário brasileiro de não permitir ser controlado e auditado.
É incrível que a própria Ministra Carmem Lúcia, que afirmou haverem “bandidos de toga”, não acredite que nem entre juízes, mas entre programadores, não possam haver desvios e fraudes que, sem o voto impresso, podem campear soltas e nem sequer deixar vestígios.
Eles devem acreditar muito nos seus assessores de informática. Tanto, que deviam mandá-los para os EUA, onde o próprio Pentágono admitiu ter sido invadido eletronicamente e ter tido 24 mil documentos roubados.
É que lá eles não tem os “experts” da assessoria de informática do TSE que, como se sabe, “garantem” que não há violação possível em nossas urnas.
Que vergonha!
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Kadafi não foi capturado, nem está morto!

Gadafi está vivo en un lugar inexpugnable y seguro. Son estúpidos los colonialistas al anunciar la muerte de quien está vivo, después de haber declarado ocho veces la muerte del general, Khamis Gadafi, en varias ocasiones, la captura de Saif Al Islam y Muatasim hoy escupen enfermos en la derrota lo que jamás conseguirán.
Los Comités Verde han confirmado que el líder está vivo a salvo y perfectamente, y que el enemigo está tratando de tomar ventaja de la enigmática imagen de Gadafi para desvirtuarla ahora en sus podridos medios de comunicaciones. El objetivo es complacer a Hillary Clinton que ladraba a sus esclavos árabes que quiere a Muammar Gadafi "vivo o muerto".
La foto que ofrecen los criminales “rebeldes” de la OTAN sobre el líder, solo al día siguiente que H. Clinton hiciera apología del asesinato del Lider, son falsas y notoriamente verificables como burdos motajes
... La foto muestra que el pelo ha sido claramente teñido, hace falta un vídeo para certificar.
Fonte: Libia-SOS
Mais informações em inglês: Mathaba


La foto verdadera
La Foto Falsa
Al Jazzera en el mes de Junio ya anuncio la muerte del Gadafi
luego tuvieron que desmentirlo
Lo que H. Clinton quiere es poner urgentemente sus manos sobre los 100 billones de dolares Libios. La avaricia le ha hecho perder la razón llegando a hacer apología del crimen instigando a que maten a los líderes libios pacificadores, lo que busca esta mentira es ocultar el fracaso y el genocidio de más de 33 mil civiles en Sirte y la destrucción de toda la cudad por los criminales bombardeos de la OTAN
Ninguna fuente seria en cuanto a la verdad de lo que está ocurriendo en libia, ha certificado esta nueva mentira “llamada noticia”. Sin embargo los medios que hasta ahora han guardado silencio sobre las masacres y destrucción de la OTAN sobre Libia, han corrido a aceptar como válida esta “noticia”...de una fuente (Al Jazzera) que ha esparcido ya un montón de desinformaciones y mierda “periodística” por el mundo a lo largo de todas las agresiones a Libia.
Si algo positivo sale de este burdo montaje es que al menos el gran León de África, El Titan del desierto, el Brujo de Libia, el líder de la Jamahiriya Mohamar Al Gadafi, no tiene que temer por su vida más y en todo caso esto le dará mayor impulso ira a la resistencia cuya dignidad y rebeldía está determinada a vencer a la OTAN / CNT, . Gadafi realmente ha sido galardonado con el honor más grande que este planeta le puede dar y que es el martirio y que su obra pase con justicia a la historia de la humanidad…..
ANULANDO LA INMORAL FARSA MEDIÁTICA DE LA OTAN / ONU / CNT: Esta es una prueba Casera que hice sobre la foto de la supuesta muerte de Gadafi y me parece q el fotomontaje está claro, la expresión del rostro coincide demasiado en las dos fotos, además en esta foto aparece todo ensangrentado y en el video????? q han difundido esta totalmente limpio????.... ¡Aljazzera nos volvió a mentir!
Show Holywoodesco:
La manipulación de un falso video para ocultar el Genocidio en Sirte y Beni Walid
Un comentario de Manuel da en el clavo
¿Y si todo este espectáculo sobre la presunta muerte de Gaddafi solo busca desviar la atención del hecho principal? Gaddafi es una figura en su tierra pero sin la colaboración de los principales jefes tribales no podría haber llegado establecer la estructura de gobierno bajo la cual vivieron los libios antes del comienzo genocidio. Quizás la “muerte” de Gaddafi pretenda crear una cortina para ocultar el asesinato de los jefes tribales. Sin ellos la resistencia que hasta ahora se ha mantenido no podría haber sido posible. El CNT no controla Libia, ni la controlará, a menos, claro esta, que convenientemente asuman la jefatura de las tribus personas afectas al imperialismo. Manuel Gómez.
Creo que este comentario da en el clavo de lo que realmente ha ocurrido.
Recordemos que el día de la supuesta muerte de Osaba Bin laden y su cuerpo fue arrojado al mar, fue al día siguiente de haber lanzado 4 bombas sobre la casa del hijo del lider libio y haber asesinado a un hijo y tres nietos, además de otros muchos allegados a la familia. Nunca trascendió este drama tan importante porque fue rápidamente tapado por la tercera muerte del hombre de paja Osama Bin laden, el amigo de USA.
Las informaciones han dicho que ha sido asesinado en su casa el líder tribar de los Warfala, una tribu de más de un millón de Libios con un gran poder político y personal en Libia. Era un hombre contrario a las armas y a la guerra que luchó desde el principio por encontrar puntos de encuentro. Era el representante del Consejo tribal que todos los medios de comunicación saben pero callan, que dirigen el país desde el comienzo del conflicto y desdepués de la gran reunión de las 2100 tribus.
Al día siguiente de la visita de Klinton y después de que esta señora hiciera apología del asesinato, ha sido asesinado una de las mejores personas de Libia, esta persona SI tenía poder para cambiar el gobierno, pero quería paz, quería resolver cualquier desaveniencia con el dialogo. Esta persona había sido elegido por su tribu.
A pesar de que EEUU nos haya manipulado hasta el extremo que solo se relacione Libia con Ghadafi, es una total falsedad y entre otras personas, el jefe tribal de los Warfala podía parar cualquier ley, o presentar leyes por la cantidad de gente que le apoyaba y le había elegido. Este hombre era contrario a las armas y su poder había nacido completamente de los que le apoyaban, su tribu. Era una persona clave dentro de Libia y especialmente en el gobierno de Libia.
Fijaos que ningún medio de comunicación del mundo habla de este asesinato¿? Que raro, estos mismos medios que han corrido a informar de algo sin saber si era cierto o no y sin embargo no dicen nada ante una persona de la relevancia del cabeza de la tribu Warfala y representante del Consejo tribal
Líder tribal Warfala asesinado cobarde y brutalmente por los terroristas de la OTAN / ONU:
El líder tribal de la tribu más grande de Libia: La tribu Warfala ha sido brutalmente asesinado en su casa. Es un hombre anciano pacífico y reconciliador que había intentado el acercamiento entre las partes de Libia.
Este hombre jamás usó armas y había sido elegido por su tribu para liderarla.
Al principio del conflicto en la reunión de las 2100 tribus de Libia, donde se formó el consejo tribal para hacerse cargo del país mientras hubiera este conflicto, él se ofreció como mediador para resolver las posibles diferencias.
En este acto asesino e injustificado esta tropa de asesinos muestran claramente sus intenciones. Borrar de Libia toda la opción de diálogo y de paz para apoderarse por las bombas, armas, asedio y asesinato del país.
Poco a poco los agresores a Libia van asesinado todas las personas pacíficas y conciliadoras que buscan la paz mientras los medios de comunicación encubren los actos con el silencio y la OTAN sigue matando y sembrando el caos con las bombas.
El mundo debe asumir que, estamos ante un verdadero asesinato que debe ser castigado por la ley puesto que este señor era el más conciliador y pacífico que se puede ser y una gran persona. Elegido por una verdadera democracia por su tribu y estaba representando a libia en el Consejo tribal intentando llegar a acuerdos sin armas...Hasta que los asesinos han violado su casa y lo han matado. No quieren reconciliación, sino solo destrucción, robo, muerte...
Intentan cortar cualquier via de arreglo más que las bombas, la muerte y la destrucción.
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A metafísica do pênalti perdido

Adoro o escritor austríaco Peter Handke. Mas só mesmo alguém que não entende nada de futebol pode escrever um romance intitulado A angústia do goleiro diante do pênalti. Ora, qualquer criança sabe que se há alguma angústia, ela é do batedor. O goleiro só tem a ganhar. O texto de hoje é uma reflexão sobre essa estranha expressão, “perder um pênalti“.
Para perder-se alguma coisa, supõe-se que nós a tenhamos. Mas quem tem o pênalti, desde o momento em que ele é marcado, é o goleiro. O goleiro é o dono do pênalti, mas só o cobrador pode perdê-lo. Perder o que não se tem, eis aí a tragédia do pênalti para o batedor. Quem já amou sabe do que falo. A partir do momento da marcação, o atacante recebe um presente de grego, um presente ao qual ele só pode, na melhor das hipóteses, fazer jus: confirmar o que todos esperam e fazer o gol. Ele só pode, se convertê-lo, ficar quites. Se não convertê-lo, estará em débito com o presente recebido, terá se mostrado indigno de recebê-lo: um mau recebedor de presentes, um ingrato. Não há angústia do goleiro na cobrança do pênalti. A verdadeira angústia é a do batedor: a angústia dos que só têm a perder.
Quem se lembra dos pênaltis convertidos? Ninguém. Só os pênaltis perdidos têm morada na memória. Quantos gols de pênalti terá feito o Zico? Dezenas muitas. Mas todos se lembram do pênalti perdido em 1986, contra a França. Convertido, aquele pênalti teria levado o Brasil às semifinais da Copa do Mundo. Não há jogador mais amado pelos atleticanos que Toninho Cerezzo, mas a memória mais marcante desse que tanto ganhou nunca deixou de ser o pênalti chutado quase nas arquibancadas na decisão de 1977, no fatídico 05 de março de 1978, de tão triste memória para todos nós que achamos que o futebol e o jiu-jitsu devem continuar sendo dois esportes diferentes.
Os italianos, coitados, são especialistas em reminiscências de penalidades máximas. Lembram-se de serem eliminados nos pênaltis das copas de 90, 98 e, claro, de Baresi, herói e grande craque da decisão de 94, zagueiraço que anulou Romário e Bebeto durante 120 minutos, chutando para o espaço, ironicamente, o pênalti que começou a entregar o tetracampeonato ao modesto escrete feijão-com-arroz de Parreira.
Dos pênaltis convertidos só nos lembramos por coisas alheias ao pênalti mesmo, como o milésimo gol de Pelé. Até nisso o pênalti foi irônico: aquele que marcou gol de tudo quanto foi jeito, de letra, de cabeça subindo na testada, de cabeça mergulhando no peixinho, de costas, por cobertura, de voleio, de bicicleta, de meio-voleio, espírita, de placa, além de quase todas as combinações possíveis entre eles, o gênio que fez mil duzentos e tantos desse momento único que não conhece nenhum outro esporte, pois ele, o Rei maior, teve que se resignar a marcar o milésimo de pênalti, arrastado, chorado, com o goleiro Andrada quase pegando a bola pelo rabo, quase humilhando o Rei ali na boca da butija, com o teatrão todo preparado já para a festa do seu gol mil. A bola entrou e o Rei escapou por pouco, como escapou tantas vezes, mas não eludiu o gostinho amargo de que o milzão foi feito ali, na obrigação protocolar do penal.
Idelber Avelar
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Pressionado, Cabo Anselmo confessa que já ouviu Jorge Vercillo

Anselmo disse que revelará mais nomes quando Silvio Tendler fizer um documentário sobre a utopia delatória nos anos 60
SAO PAULO - Entrevistado no programa Roda Viva, Cabo Anselmo revelou que sua atuação como agente duplo não se restringia à política. "Sempre fui mais Marlene do que Emilinha, mas não hesitei em entrar para o fã clube da Emilinha para repassar informações a Marlene sobre os próximos sucessos da rival. Na década de 60, torcia para o Flamengo. Mas me infiltrei na Torcida Jovem do Botafogo para minar o ímpeto dos alvinegros e evitar um massacre de Didi, Garrincha e cia. E, claro, gostava dos Rolling Stones, mas aquilo me assustou, e passei a só ouvir Beatles na convicção de que isso poria panos frios na histeria coletiva".
Pressionado para revelar não só nomes de agentes da repressão militar, como também a idade de Susana Vieira e o paradeiro de Carmen San Diego, a princípio Anselmo negou-se a falar, mas acabou cedendo diante da pressão exercida pelo entrevistador, que o cravou com um olhar penetrante impregnado de violência contida: "Pare! Pare! Sim, ouvi o CD inteiro do Jorge Vercillo no carro quando vinha para cá", confessou o cabo. Fez uma pausa, se recompôs e completou. "Está satisfeito agora?"
Anselmo disse ainda que tem muito a contribuir para a Comissão da Verdade. "Abro tudo que sei desde que o Ministério dos Esportes aceite trabalhar com minha ONG Boca de Siri".
No The i-Piauí Herald
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Prisão e morte de Kadafi

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Líbia vive processo de transformação democrática, diz presidenta

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (20) que a Líbia está passando por um processo de transformação democrática, o que deve ser apoiado pelo governo brasileiro. Segundo ela, a reconstrução do país deve ser feita dentro de um “clima de paz”. Em entrevista coletiva, a presidenta defendeu a negociação como forma de resolução dos conflitos.
“Não é só a guerra em si que causa danos. Causa dano também o pós-guerra, o efeito da destruição sobre as populações e as nações.”
A presidenta conversou com os jornalistas em Luanda, antes do embarque de volta para o Brasil. Na entrevista, ela citou o exemplo de Angola, país que viveu uma dolorosa guerra pela liberdade.
“Este país que nós estamos, como estava me dizendo o presidente [José Eduardo dos Santos], ficou 40 anos em guerra. O nível de efeito negativo que 40 anos de guerra provoca em um país não só pode ser medido através da quantidade de minas que foram aqui enterradas, mas na destruição da infraestrutura, na perda de oportunidades de muita gente e, sobretudo, na perda de vidas humanas, de pessoas que eram lideranças e que foram, na verdade, massacradas.”
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Patrícia Sabóia

Dia do professor... caminhada pacífica encontra com a deputada Patrícia Sabóia que votou contra os professores e lembrá-la disso: não tem preço!!!
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Lixo hospitalar: Agentes do FBI já estão no Recife

Dois agentes do Federal Bureau of Investigation (FBI) participaram de reunião, na manhã desta quinta-feira (20) na sede da Polícia Federal, no bairro do Recife, sobre a importação de lixo hospitalar americano para Pernambuco. São eles: Richard Cavalieros, agente chefe do FBI no Brasil e Alvin Medina, agente de segurança da instituição norte-americana. Eles se reuniram com representantes da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), com o secretário de Defesa Social, Wilson Damásio, e com o chefe da PF no Recife, Marlon Jefferson de Almeida.
Os policiais americanos participaram, mais cedo, da reunião de monitoramento do Pacto pela Vida, na Secretaria de Planejamento, e seguiram para a sede Polícia Federal, no Cais do Apolo, no Centro do Recife. À tarde, os agentes do FBI pretendem ir ao Instituto de Criminalística, ao Porto de Suape - por onde o lixo hospitalar entrou no Estado - e estudam a possibilidade de visitarem o pól de confeccções do Agreste.
O governo do Estado que solicitou a entrada da polícia federal dos Estados Unidos nas investigações. O secretário de Defesa Social, Wilson Damázio, confirmou a entrada do FBI no caso nesta quarta-feira (19). O governador Eduardo Campos deve participar, junto com Damázio e o superintendente da PF em Pernambuco, do encontro com os representantes do FBI. Ainda não se sabe se eles seguem à tarde para o interior Suape, por onde o carregamento de lixo hospitalar têm chegado.

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Folha de S.Paulo descaradamente, mente

A Folha mente, inventa e engana você; Folha foi responsabilizada por danos morais e materiais
 Folha foi responsabilizada por danos morais e materiais...
Mas publicou uma notinha, bem escondida, no rodapé da pagina, apenas para quem assina.
RETRATAÇÃO PÚBLICA:
Há treze anos a Folha me entrevistou para saber mais sobre a criação da Liga Paulistana de Basquetebol. Eu, Nelson Luiz Conegundes de Souza, fui taxado por este jornal em ser o principal mentor de liga pirata de basquetebol, que tinha como objetivo "fisgar clubes", segundo a reportagem publicada em 19 de março de 1998.
Na época, eu exercia a função de técnico de basquetebol da "AABB-SP (Associação Atlética Banco do Brasil)". No dia seguinte a publicação da matéria, a AABB me demitiu. Certamente porque nem a AABB-SP, nem ninguém, queria associar seu nome ao mentor de algo Pirata (ilegal, criminoso).Fiquei impossibilitado de me recolocar imediatamente no mercado de trabalho em razão da imagem negativa gerada pela matéria em questão.
Além dos danos materiais causados pela matéria, fui vítima de toda sorte de chacotas e ainda passei a ser persona non grata em lugares onde era respeitado. Não pude mais entrar, por exemplo, na AABB-SP, clube onde prestei serviço por 13 anos.
A tal "liga pirata" hoje é atuante na Capital, Grande São Paulo, Vale do Paraíba, Baixada Santista e em algumas Cidades do Interior. Mudou o seu registro de "Paulistana" para "Paulista" e está filiada a "Federação Paulista de Basquetebol".
Portanto, não tinha nada de Pirata e foi criada em benefício do Esporte.
Esta matéria é uma retratação oriunda de uma condenação da Folha de S.Paulo em ação judicial indenizatória que tramitou em São Paulo, na 29ª Vara Cível do Fórum João Mendes, sob o número 583.00.1998.709776-2. A Folha foi condenada a ceder o mesmo espaço que há 13 anos utilizou para se referir a mim.
Ver a Folha sendo desmascarada não tem preço.
E você que acredita em tudo que a Folha escreve, está ai a prova que a Folha mente, descaradamente, mente....
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Deu na Veja, desconfie!

A revista Veja, da Editora Abril, já foi a maior e melhor semanal da imprensa brasileira. Isto quando era dirigida pelo jornalista Mino Carta, que acabou sendo mandado embora por exigência da ditadura militar. Ou entregava a cabeça do Mino na bandeja ou a editora não receberia um centavo sequer da publicidade oficial da milicada. Recentemente, Mino Carta, inconformado por ver uma criação sua transformada no que há de pior, desabafou: “criei um monstro”.
A semanal da Abril é parte integrante no núcleo da velha mídia conservadora, venal e golpista, o GAFE – Globo, Abril, Folha e Estadão. Há quem aposte que a Veja é pior que todos os outros veículos. Até mesma da Globo. Para mim é o lixo do jornalismo brasileiro; para o jornalista Paulo Henrique Amorim, a Veja é tão somente os excrementos da maré baixa. Não tem a menor credibilidade e é por isso mesmo que está perdendo milhares de leitores e as assinaturas estão minguando na razão direta da sua cretinice.
Qualquer criança sabe que jornalismo se faz em mão dupla, e que o contraditório é essencial para a apuração de uma notícia. Mas com a Veja, depois da saída do Mino Carta, a coisa tem sido diferente. Só publica o que a famiglia Civita quer, por mais absurda que seja uma denúncia, como esta agora contra o honrado e competente ministro dos Esportes, Orlando Silva. O Ministério dos Esportes era uma coisa tão insignificante que ninguém queria. No entanto Orlando Silva deu visibilidade ao órgão, fazendo do PAN de 2007 um grande sucesso, e mais ainda, trazendo para o Brasil a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
O lixo do jornalismo brasileiro requentou uma notícia usada nas eleições de 2010 em Brasília pelo jornal Correio Brasiliense para atingir o candidato petista Agnelo Queiroz, hoje governado do Distrito Federal. Caberia à Veja, antes de publicar as mentiras e calúnias do bandido João Dias Ferreira que a procurou, ouvir o ministro dos Esportes para dar ao leitor as duas versões. Porém age também com banditismo para atingir a honra de um homem probo, a serviço de quem está tendo os seus interesses contrariados. Objetiva também as famigerada revista o inatacável Partido Comunista do Brasil que nos seus 90 anos de história tem sido um exemplo de como se faz política neste País. E por fim é desejo desse senhor Civita destruir a governo da presidenta Dilma Rousseff, coisa que tentou fazer com o o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e não conseguiu.
Quando a FIFA tentou impor o fim da soberania nacional brasileira a bancada do PCdoB no Congresso Nacional foi a primeira a protestar e deixar bem claro que a soberania nacional é inegociável, e portanto estudantes e idosos vão pagar só 50% do valor do ingresso e a venda de bebidas alcoólicas vai continuar sendo proibida. Circulam rumores de que a FIFA e a CBF estariam por trás dessa palhaçada.
Foi o próprio ministro quem pediu ao Ministério Público e à Polícia Federal para ir fundo na apuração da denúncia. Ele compareceu ontem à duas comissões da Câmara dos Deputados, desmascarando o bandido que o acusou, mostrando documentos que provam ser o policial militar que o acusou um grande patife. Tem contra si nada menos de 11 processos e já foi preso por desvio de dinheiro público.
A velha mídia conservadora, venal e golpista vai sair mais uma vez desmoralizada. Qualquer pessoa que tenha somente dois neurônios sabe que se o ministro recebeu dinheiro numa caixa de sapatos na garagem do Ministério, as câmara de segurança mostraria. Ademais, se o ministro tivesse recebido propina do bandido João Dias, seria refém dele e jamais iria exigir que ele devolvesse mais de R$ 4,8 milhões.
Quando a Veja, a rede Globo (rádio, jornal, revista, portal e TV), a Folha e o Estadão derem uma notícia dita bombástica, desconfie.
Parabéns, ministro Orlando Silva Júnior pela sua firmeza. O Brasil lhe conhece e sabe da sua honestidade, competência e compromisso com a verdade.
Messias Pontes, Diretor de comunicação da Associação de Amizade Brasil-Cuba do Ceará, e membro do Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará e do Comitê Estadual do PCdoB.
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Petróleo: sem royalties e sem ICMS?

Republico, por ajudar a compreender bem porque não nasceu agora este embrulho dos royalties, o artigo do jornalista Ribamar Oliveira, da redação do Valor Econômico em Brasília.
Vale a pena ler, para entender que o tratamento do petróleo é diferenciado em favor dos estados produtores e também diferenciado, só que contra, no tratamento fiscal do ICMS.
Apenas para complementar o texto, esta emenda foi apresentada, na Constituinte, pelo senhor José Serra, interessado em que os impostos sobre energia – petróleo e eletricidade – fossem aprorpiados por São paulo, maior centro consumidor do País.
Por isso, se prevalecer o texto aprovado ontem no Senado, será inevitável que volte a discussão sobre a repartição do ICMS. E temos uma nova confusão armada.
Leiam o texto, extremamente elucidativo.
Toda a confusão decorre do ICMS na origem
Em 1988 houve uma grande discussão na Constituinte para decidir se a receita do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) deveria ser apropriada pelo Estado de origem ou de destino do produto. Os constituintes preferiram o local de origem da produção. Essa decisão mostrou-se, ao longo dos últimos 20 anos, um erro grave, pois ela piorou as desigualdades regionais do país, uma vez que os Estados mais industrializados passaram a ter a maior fatia do bolo do ICMS.
Um consumidor do Piauí que comprar um carro zero quilômetro talvez não saiba que uma parte do ICMS que pagará, no ato de aquisição, irá para o Estado de origem do veículo. A receita do tributo deveria ser apropriada pelo governo do Estado onde mora a pessoa que comprou a mercadoria, pois é ele que irá prestar os serviços públicos que o consumidor demandará.
A decisão dos constituintes desencadeou uma “guerra fiscal” entre os Estados, pois todos os governadores perceberam a lógica do sistema adotado. Eles passaram a conceder incentivos fiscais de todos os tipos para atrair indústrias e, dessa forma, ampliar sua participação no ICMS.
Royalties e o atual FPE resultam da decisão de 1988
Ao decidir que o ICMS seria apropriado na origem da mercadoria, os constituintes tiveram que enfrentar um problema sério, pois o ICMS incidente sobre petróleo e seus derivados e sobre energia elétrica seria apropriado por poucos Estados onde esses bens essenciais são extraídos e/ou produzidos. Isso beneficiaria, principalmente, o Rio de Janeiro, no caso do petróleo, e o Paraná (por Itaipu), no caso da energia elétrica.
Os constituintes decidiram tirar da origem a apropriação da receita do ICMS sobre petróleo e seus derivados e energia elétrica, com o argumento principal de que foi a poupança de toda a nação que permitiu os investimentos da Petrobras e a construção das hidrelétricas. Os constituintes deram uma compensação aos Estados que perderiam receita com essa decisão.
A compensação veio na forma de participação desses Estados e municípios nos royalties do petróleo e da energia elétrica, segundo relato feito pelo ex-ministro Nelson Jobim, durante julgamento de um mandado de segurança pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2003. Jobim, que foi ministro da Justiça, ministro da Defesa e ministro do STF, também foi relator-adjunto da Comissão de Sistematização da Constituinte.
Ocorre que os valores pagos a título de royalties do petróleo eram, no início, irrisórios, de maneira que não despertavam a cobiça dos demais governadores. Para se ter uma ideia, o Estado do Rio de Janeiro recebeu apenas R$ 55,9 milhões em royalties em 1998, de um total de R$ 283,7 milhões arrecadados naquele ano, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O forte aumento da produção do petróleo no Brasil, ocorrido após o fim do monopólio da Petrobras e a abertura de capital da empresa, mudou esse quadro. No ano passado, o Estado do Rio ficou com R$ 6,4 bilhões de royalties e participações especiais e os municípios fluminenses, com R$ 3,3 bilhões. No total, o Rio de Janeiro ficou com cerca de 75% de todos os recursos a título de royalties e participações especiais repassados aos Estados e municípios brasileiros.
Com a descoberta das imensas reservas de petróleo do pré-sal, que ficam na plataforma continental brasileira, a perspectiva é de que a receita com royalties cresça de forma exponencial. É natural, portanto, que os Estados e municípios não confrontantes com as áreas da plataforma onde estão os campos do pré-sal também queiram participar do bolo.
A decisão sobre o ICMS provocou também outra medida polêmica. Quando os parlamentares definiram os critérios de rateio dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE), por meio da lei complementar 62/89, a participação do Norte, Nordeste e Centro-Oeste foi elevada de 78% para 85% sem uma argumentação técnica. Segundo o relator da lei, o então deputado Firmo de Castro, procurou-se, com esse aumento, “distribuir melhor os ganhos da reforma tributária, vez que a ampliação da base de incidência do ICMS beneficiará mais fortemente os Estados mais desenvolvidos do país”.
O percentual de cada Estado no bolo do FPE também foi fixado sem critério, tendo em vista apenas circunstâncias históricas. A lei 62/89 foi considerada inconstitucional pelo Supremo e o Congresso terá que aprovar, até dezembro de 2012, nova lei, com critérios que garantam o equilíbrio socioeconômico entre os Estados.
Por causa da confusão provocada pelo ICMS na origem, os Estados e municípios estão, neste momento, em confronto aberto pelos royalties do petróleo, como se eles fossem apenas mais uma fonte de recursos para financiar gastos. O petróleo é um recurso que deverá acabar em algumas dezenas de anos. Por isso, os recursos decorrentes de sua exploração deveriam alimentar um fundo público de poupança, destinado a financiar o desenvolvimento do país, com aplicações prioritárias na educação e em ciência e tecnologia. Além disso, é necessário pensar nas futuras gerações, quando as receitas do petróleo já não existirão.
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Ricardo Eletro abre loja na Rocinha. Esse Nunca Dantes…

A Sociologia do FHC não localiza a Rocinha
São Paulo - A Ricardo Eletro inaugura nesta quarta-feira uma unidade na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro (RJ). Trata-se da primeira loja de uma rede de varejo a se instalar no local.
“Após a instalação de redes de fast-food, uma agência dos Correios e agências de grandes bancos, era natural que também viéssemos atender a essa população que já é nossa cliente em outras unidades”, afirma Ricardo Nunes, presidente da Máquina de Vendas, dona da Ricardo Eletro.
Com a melhoria de renda e maior acesso ao crédito, os mais de 200.000 habitantes da comunidade – segundo a associação de moradores – é um mercado consumidor com potencial para alavancar as cifras da Máquina de Vendas. A expectativa da companhia é que o faturamento da nova loja atinja 1 milhão de reais em outubro.
A unidade, que recebeu investimentos de 1 milhão de reais, tem três andares e contará com 35 novos colaboradores – todos da Rocinha.
Apesar de ser a primeira varejista a entrar na comunidade, a Máquina de Vendas ficará livre de concorrência apenas até dezembro, quando a Casas Bahia pretende inaugurar uma unidade na Rocinha.
A Máquina de Vendas é o segundo maior grupo varejista do país, que controla também as redes Insinuante, City Lar e Eletro Shopping. O faturamento do grupo previsto para 2011 é de 7,2 bilhões de reais.
O Nunca Dantes fundou a Classe C
O Nunca Dantes financiou a instalação da segurança pública nas favelas do Rio.
O FHC vai passar o resto da vida sem saber onde ficam a Rocinha e a Classe C.
O FHC e o "Cerra" pensam que a Classe C fica entre a Primeira e a Executiva
Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
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Encontro Nacional das Blogueiras Feministas

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Kadafi assassinado

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Lençol usado de hospital brasileiro também é vendido em lojas

Lojas de tecidos de Teresina, no Piauí, foram flagradas vendendo lençóis e fronhas usados com logotipos de 16 instituições de saúde do país. O material é vendido nas mesmas prateleiras de outros tecidos e malhas sem logomarcas.
A reportagem comprou anteontem 7 kg (por R$ 18 cada) de lençóis e fronhas. A comercialização de materiais do gênero, no entanto, é proibida, diz a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e pode trazer riscos à saúde, de acordo com médicos.
Lençóis usados de hospitais brasileiros são vendidos a quilo em lojas de Teresina, em Piauí
Na sexta-feira passada, a Folha encontrou tecidos com marcas de hospitais dos EUA à venda em uma loja em Santa Cruz do Capibaribe, em Pernambuco. Dias antes, a Receita Federal havia apreendido peças semelhantes em carga de lixo hospitalar também de origem americana.
Em Teresina, os produtos são comercializados como novos, mas alguns deles estavam sujos. A loja, no centro da cidade, emitiu um recibo para 7 kg de "lençóis de hospital". A Folha voltou ao local ontem para obter dados sobre o fornecedor, mas o local estava fechado em razão de um feriado estadual. 
No Folha de S.Paulo
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Hoje tem festa? Tem sim, senhor!

Hoje é aniversário do Zébolinha. Comemore!
Faz um ano que a bolinha atrevida quicou na cabeça do então candidato tucano. Ela continua firme e forte, ele politicamente morreu.

No Maria da Penha Neles!
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Atenção defensores da liberdade de expressão da mídia tupiniquim

Na última terça-feira, 18/10, o advogado Alberto Piovesan, de Vitória (ES), autor do pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes, do STF, foi convocado pela Polícia Federal para dar explicações! Isso mesmo que vocês leram. Piovesan entrou em contato comigo hoje para dizer que, na delegacia, foi inquirido sobre suas atividades particulares e dizer quais motivos o levaram a fazer o pedido no Senado Federal (aliás, sumariamente arquivado pelo senador José Sarney, amigo de Mendes). Me relatou o advogado: "Isto é, a meu ver, patrulhamento e investigação de pessoa, não permitido pela legislação vigente. Pareceu-me que se pretendeu mostrar que foi ousadia ter exercido direitos de cidadão assegurados pela Constituição, pedindo apuração de notícias sobre um ministro. Por este fato, passei a ser o investigado pela Polícia Federal, sem ter praticado ilícito apurável por esta, ou congênere, consistente isto ainda em, a meu ver, velada intimidação aos que porventura pensem em semelhante iniciativa, e ainda a utilização indevida de órgão público federal". 
O delegado federal que o ouviu se chama ADRIANO DIAS TEIXEIRA AMORIM DO VALLE e o depoimento atendeu a Carta Precatória 0196/2011-SR/DPF/ES - IPL 1759/2011-4 - SR/DPF/DF.
Que país é esse?
Leandro Fortes
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O Brasil e as bombas cluster

As razões pelas quais o Brasil não ratificou o acordo que proíbe o uso de um armamento que pode causar uma série de danos a civis em conflitos armados.
Berihu Mesele é um soldado reformado da Etiópia. Ele é do norte do país, da cidade de Mekele, é casado e tem dois filhos. Tem uma dura lembrança de 1998, da guerra entre Eritréia e Etiópia, conflito movido por questões territoriais. Neste ano, no dia 5 de maio, por volta das três horas da tarde, a Escola Primária Ayder foi alvo de um avião de combate que despejou munições
cluster bombardeando o estabelecimento civil. Ao ouvir as explosões, Berihu correu para a escola com a intenção de socorrer os feridos. Com ele, uma multidão também seguia na mesma direção, todos preocupados com as crianças, filhos, sobrinhos, netos.
Já havia passado 30 minutos quando um novo avião sobrevoou o local e bombardeou novamente a escola. Berihu foi atingido por uma munição cluster e perdeu a consciência. Acordou após dois dias no hospital e logo soube que os ferimentos causados pela bomba eram muito graves, sendo necessário o amputamento de suas pernas. Hoje, o etíope Berihu é cadeirante, trabalha como funcionário do governo e ajuda a divulgar a história de vítimas das bombas cluster, reivindicando o banimento deste tipo de arma de guerra.
No ataque a Ayder, 53 pessoas foram mortas e 185 feridas. E este caso não é isolado. As bombas cluster agrupam munições explosivas capazes de atingir uma superfície extensa de até 30 mil metros quadrados, e espalhar mais de 600 munições a cada míssil. A maioria das bombas cai sem uma direção precisa, mas, apesar disso, muitos militares defendem a importância do uso da cluster por permitir atacar múltiplos objetivos de uma superfície, como tanques, veículos blindados e tropas. A experiência diz que a cluster cumpre bem seu papel, mas também pode-se incluir na conta dos “múltiplos objetivos” a vida de civis inocentes e até crianças e seus familiares localizados em uma escola. O perigo ainda ultrapassa os períodos de conflitos ou guerras, pois uma bomba cluster quando disparada pode se manter intacta no solo até que sofra manejo brusco ou queda. Uma criança de 20 quilos é capaz de explodir essa munição, o que a torna tão perigosa quanto as minas terrestres.
Há 23 países que têm registro de vítimas por explosões de bombas cluster. São eles: Afeganistão, Albânia, Azerbaijão, Bósnia-Herzegovina, Camboja, Chad, Croácia, Eritréia, Etiópia, Iraque, Israel, Kosovo, Kuwait, Laos, Líbano, Montenegro, Marrocos, Rússia, Serra Leoa, Sudão, Síria, Tadjiquistão e Vietnã.
Esforços humanitários e indústria bélica brasileira
Em 30 de maio de 2008 ocorreu em Dublin a Convenção sobre Armas de Fragmentação, que proíbe os países que ratificarem o tratado a usar munições cluster, desenvolver, produzir, estocar, reter, e transferir direta ou indiretamente a bomba. Além de tais condições, os países que ratificaram a convenção devem prestar suporte às vítimas e regiões de risco que ainda possuem bombas do gênero intactas. O Brasil se posicionou como observador na convenção, e não ratificou o tratado.
Deste grupo de países, 13 não ratificaram a proibição do uso da cluster, e apesar do Brasil não ser um país com histórico de guerras, o impacto de sua produção dessas munições se relaciona diretamente com países envolvidos em conflitos os quais foram e são utilizadas as bombas. Essa relação pode ser notada nos negócios entre Israel e Brasil. Em setembro, a Embraer Defesa e Segurança anunciou a aquisição de 25% da AEL Sistemas, subsidiária da Elbit Systems, a maior empresa bélica privada de produtos de defesa de Israel. Além da participação com a AEL Sistemas, a Embraer formalizou com a subsidiária a criação de uma nova empresa, a Harpia Systems, que prevê disputar um mercado potencial de 1 bilhão de dólares nos próximos 15 anos. Essa nova empresa terá estrutura própria em Brasília e a intenção é de que se estabeleça uma fábrica para engenharia e produção.
Além destas empresas, de acordo com a ONG Human Rights Watch, outras companhias têm destaque no mercado da indústria bélica brasileira e não somente fabricam essas armas de munição fragmentada como também exportam para outros países, principalmente do Oriente Médio. Dentre as empresas citadas estão a Avibras, Target e Ares, outra companhia comprada pela Elbit Systems no final de 2010. Uma das principais atividades da empresa israelense no Brasil é desenvolver a tecnologia de aviões de combate não tripulados, modelos utilizados no período de 2008 e 2009 na Faixa de Gaza e que tiveram a precisão de bombardeio fragilizada por uma pesquisa da Organização de Direitos Humanos Btselem, que constatou que 42 ataques por aviões desse tipo mataram 87 civis na região. Para o historiador e especialista em teoria militar, Douglas Anfra, há um jogo político e econômico que não respeita questões humanitárias, uma vez que “a indústria bélica é um lobby extremamente poderoso, capaz de pressionar governos, financiar campanhas e, na pior das ações, saciar a necessidade de girar capital com o 'destruir e reconstruir' que guerras proporcionam”.
Desenvolvimento necessário
Ratificar a convenção para banir as bombas cluster, na visão de alguns especialistas, significa uma perigosa desestabilização econômica no campo da indústria bélica, o que afeta o posicionamento político do país. Para Rafael Duarte, professor de Relações Internacionais do UDF (Centro Universitário do Distrito Federal) “o Brasil não ratificou por ter, além dos interesses comerciais, como contratos firmados ou em vias de confirmação, questões de estratégicas de segurança e também políticas”. Outro ponto significativo para ele é que “Rússia, China, Argentina, Estados Unidos, Arábia Saudita e Israel, entre muitos outros, nem chegaram a assinar o tratado”, e que apesar da União Europeia quase que totalmente ter ratificado, por uma questão de ser uma potência regional, torna necessário que o Brasil seja um pouco mais pragmático em termos de Defesa Nacional e produção bélica”.
Como um contraponto, ao analisar todos os possíveis fatores para a não ratificação, Douglas defende que o banimento das bombas cluster não teria força o suficiente para prejudicar os negócios da indústria bélica brasileira e nem mesmo o desenvolvimento armamentista, “pois a tecnologia desse tipo de arma já é considerada obsoleta perto das inovações de ponta das chamadas guerras eletrônicas”. Uma fonte do Itamaraty, do gabinete do ministro de Relações Exteriores, reforça essa lógica ao dizer que “qualquer esforço para eliminar um tipo de armamento não seria capaz de enfraquecer a economia no âmbito industrial de armamento, pois nesta posição basta redirecionar os investimentos para outros tipos de armas e tecnologias”.
Gabriel Amaral, cientista político e consultor do Instituto Brasil Empresarial (IBE), acredita que “a ratificação por parte do Brasil só seria viável com o desenvolvimento de uma compensação para essa indústria, para que nem a soberania, nem o desenvolvimento de pesquisa e diminuição da arrecadação tributária venha a prejudicar os interesses nacionais”. Para isso, já há uma cooperação por parte do governo, que no fim de setembro anunciou uma medida provisória que beneficia a indústria bélica com reduções ou isenções de tributos por 5 anos, dentre eles o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e o PIS (Programa de Integração Social).
Gustavo Vieira, especialista em Direito Internacional e coordenador da Campanha Brasileira Contra Minas Terrestres e Bombas Cluster, acompanhou as negociações do Tratado de Oslo e dialogou diretamente com o Itamaraty, sem obter resultados. “A pior consequência disso é que o Brasil dessa maneira apoia uma posição da comunidade internacional em favor de uma arma que sabidamente causa danos inaceitáveis a civis. ”De acordo com Gustavo, a posição do país viola os limites fixados pelo Direito Internacional Humanitário. “Por não permitirem distinção dos alvos pela imprecisão - que pode ser fruto da altitude, vento, inclinação do solo, forma de armazenamento que alteram a condição do uso - e pelas falhas que gera efeitos de longo prazo – falhas de explosão que facilmente chegam a 30% das munições empregadas - essa é uma arma de efeitos desproporcionais”, explica Gustavo.
A soberania do Estado
Outro ponto analisado é o fato de que o desenvolvimento bélico de qualquer país é de suma importância para afirmar a sua soberania, e que esse crescimento favorece a situação econômica consideravelmente. “O Brasil é um dos países com menor taxa de pesquisa e desenvolvimento do mundo e qualquer medida que possibilite restrição a essa indústria pode reduzir ainda mais esse índice que já é insuficiente. O Brasil esta atrás de todos os outros países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), ocupando a 47ª posição de 132 países no ranking mundial de inovação”, diz Gabriel. Porém, considerando que o Chile está em colocação avançada e é um país que ratificou a convenção, o banimento de tais armas parece, de fato, não intervir no desenvolvimento bélico do país.
A consideração sobre a soberania dos Estados surgiu também em entrevista coletiva com o consultor jurídico da Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Gabriel Valladares, aos alunos do Projeto Repórter do Futuro, da Oboré Projetos Especiais em Comunicações e Artes. Foi reforçado o fato de que os países não signatários ou os que não ratificaram a convenção “não são obrigados a apresentar justificativas para negar o tratado, por conservar, dessa maneira, a própria soberania”. Essa condição conflita com o perfil político do país que, comentado por Douglas, “ainda carrega características da ditadura militar, por ser um dos países em que, no momento de transição política para a democracia, não prendeu militares responsáveis por mortes injustificáveis e não reformou o exército como um todo”, deixando assim os interesses políticos, validados pela necessidade de soberania, um tanto duvidosos.
No caso da guerra entre Eritréia e Etiópia e, especificamente, do bombardeio à Escola Primária Ayder, o etiópio Berihu foi apenas uma das centenas de vítimas sobreviventes. Conforme as informações da instituição Land Mine and Cluster Munition Monitor (Monitor de Minas Terrestres e Munições Cluster), em outubro de 2010, a Eritréia negou fabricar munições cluster, e justificou a existência dos artefatos utilizados como material de herança da luta pela independência: bombas cluster CB-500. A arma é de origem chilena, país com histórico e perfil militar semelhante ao do Brasil, que nas décadas de 80 e 90 teve elevado lucro com a produção e exportação de cluster, enviada principalmente para a Etiópia e Iraque. Agora, com a ratificação feita em agosto desse ano, o país deve seguir as normas da convenção e evitar os danos e perigos que ainda existem nos países para os quais exportou a arma, e que matam e ferem até hoje civis comuns, como Berihu.
*A história do etíope Berihu faz parte dos relatos divulgados pela Organização Internacional Não Governamental Ban Advocates, que apoia vítimas de bombas cluster e minas terrestres e defende o banimento de tais armas seja em produção, exportação ou armazenamento. Para conhecer o trabalho da organização, acesse o site: www.handicapinternational.be/en
Sâmia Gabriela Teixeira
No Revista Fórum
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Cadê o Célio Soares Pereira? Será o Célio do panetone do Arruda?

Estão escondendo Célio Soares Pereira no noticiário, o "faz-tudo" do PM João Dias Ferreira, segundo a revista Veja:
Será que o Célio Soares Pereira, funcionário de confiança da turma do Arruda, é o mesmo "faz-tudo" da revista Veja? Ou é homônimo?
Ambos são radicados em Sobradinho.
http://www.buriti.df.gov.br/ftp/diariooficial/2007/06_Junho/DODF%20121%20%2026-06-2007/Se%C3%A7%C3%A3o02-%20121.pdf
No Diário Oficial do DF, de 28/06/2007 (início do governo demo-tucano de Arruda), está aí um Célio Soares Pereira, nomeado Assistente da Diretoria em Sobradinho.
O órgão pertence à Secretaria de Governo do Distrito Federal, cujo secretário era Zé Humberto (José Humberto Pires de Araújo), da confiança de José Roberto Arruda, e que caiu com ele, na Operação Caixa de Pandora (Mensalão do DEM), também suspeito de desvios de dinheiro público.
Célio Soares Pereira, também foi exonerado em seguida ao mensalão do DEM (pág. 33 do Diário Oficial do DF, dia 19/11/2009):
EXONERAR CELIO SOARES PEREIRA, matrícula 088068-X, do Cargo em Comissão, Símbolo DFA-08, de Assistente, da Diretoria de Serviços, da Administração Regional de Sobradinho II, da Coordenadoria das Cidades, da Secretaria de Estado de Governo do Distrito Federal.
Veja pega na mentira: caiu em contradição
Se confirmar que o Célio faz-tudo da Veja é o Célio do Arruda, a revista não tem mais como negar que mentiu de má-fé.
Com um texto para enrolar o leitor e querer qualificar o acusador apenas como pai de família, a revista diz que Célio é "casado, pai de 6 filhos, curso superior de direito inconcluso"... (só faltou dizer que foi coroinha e escoteiro, quando criança), e que ATUALMENTE trabalha como gerente de uma academia do PM João Dias.
Este é o acusador que diz, sem qualquer prova, ter entregue uma caixa de papelão com dinheiro "no fim de 2008" dentro da garagem do ministério (uma versão difícil de acreditar, uma vez que é lugar público e exposto, deve ter testemunhas como seguranças, motoristas e câmeras de vigilância).
Com uma acusação tão grave como esta, e a revista se interessando até pelo nº de filhos (o que nada importa para o assunto da matéria), será possível que não perguntou onde trabalhava nesta época, "no fim de 2008"?
A revista se esquiva dizendo que ele era uma espécie de "faz-tudo", para enrolar o leitor e não dizer onde ele trabalhava de fato (ao que tudo indica, no governo de Arruda, adversário político do PCdoB, o que torna a estorinha mais complicada de enganar leitores). É pura má-fé.
Sobras de Campanha de Roriz vão parar na revista Veja, Globo, Estadão e Folha
O PCdoB já emitiu nota dizendo que o PM João Dias filiou-se antes das eleições de 2006 e desfiliou-se em 2007, após as eleições. A maioria da imprensa, além de continuar mentindo ao dizer que ele é filiado no presente, não teve a curiosidade de perguntar se ele tem ou teve outra filiação partidária após isso.
Ao que tudo indica, seu "faz-tudo" era ligado a algum partido da base de José Roberto Arruda.
Os meios políticos de Brasília toda sabe que em 2010 ele trabalhou a favor da campanha da mulher de Joaquim Roriz, municiando com denúncias que não se comprovaram.
Veja, Globo, Estadão, Folha esconderam isso do leitor o tempo todo durante os ataques para derrubar Orlando Silva. Estes órgãos de imprensa, literalmente, recolheram as fontes de denúncias das sobras de campanha da família Roriz.
A Folha resolveu contar esse vínculo ao leitor, só no dia 19, depois de ver que o Ministro não caiu, e que, na audiência da Câmara, transmitida pela TV, vários deputados expuseram essa folha corrida do PM.
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Charge online - Bessinha - # 866

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Globo e Veja protegem Bruno Covas

Entre outras motivações obscuras, a campanha midiática de linchamento do ministro Orlando Silva tem servido para acobertar as sujeiras dos tucanos em São Paulo. Há três meses, o deputado estadual Roque Barbieri (PTB), da base de apoio do governador Geraldo Alckmin (PSDB), denunciou um esquema criminoso de venda de emendas parlamentares – um típico mensalão.
Bruno Covas, deputado licenciado do PSDB e “escolhido” por Alckmin para disputar a prefeitura da capital paulista em 2012, deu com a língua nos dentes e confessou que o esquema criminoso virou rotina na Assembléia Legislativa de São Paulo. Ele até gravou entrevista revelando que já fora sondado por um prefeito e que recebeu - "mas recusei" - proposta de propina de 10% para bancar uma emenda.
Um roubo “hipotético”
Diante do seu “lapso de sinceridade”, a oposição tentou convocá-lo para esclarecimentos na Comissão de Ética da Alesp. O tucano “inexperiente” até tentou desmentir a confissão, dizendo que a declaração era “hipotética”. Só que a entrevista foi gravada e não dava mais negá-la. Mesmo assim, os partidos governistas (PSDB, DEM, PPS e outros) estão sabotando até o seu depoimento na Alesp.
O presidente do Conselho de Ética, o tucano Hélio Nishimoto, sequer enviou o convite aprovado pelos integrantes deste colegiado para que Bruno Covas deponha. Os partidos governistas também têm feito de tudo para abortar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar a venda de emendas. A oposição tenta conseguir mais três assinaturas para criar a CPI.
Privilégios do “protegido” de Alckmin
A situação de Bruno Covas é complicada. Em cinco anos de mandato, o tucano intermediou R$ 14,8 milhões em emendas. O limite anual é de R$ 2 milhões para cada deputado. Qual a razão deste privilégio? Será que Bruno Covas, o “protegido” de Alckmin, foi abordado por outros prefeitos ou empreiteiras corruptas com propostas indecorosas de suborno?
O PSDB, que cinicamente cobra “ética” dos outros partidos, não quer nem ouvir falar do assunto. O caso do “mensalão” na Alesp tem deixado os tucanos apavorados. Daí o forte empenho para abafar o escândalo. Há quase duas décadas no comando de São Paulo, os tucanos já conseguiram sabotar 91 pedidos de criação de Comissões Parlamentares de Inquérito.
O silêncio criminoso da mídia
Neste esforço, os tucanos contam com a inestimável ajuda da mídia venal – que inclusive recebe do governo tucano fortunas em anúncios publicitários. A mídia faz escândalo contra o ministro Orlando Silva, que já prestou depoimentos na Câmara Federal e no Senado, concedeu inúmeras entrevistas e abriu o seu sigilo fiscal e bancário.
Mas ela não cobra absolutamente nada do tucano Bruno Covas – que não dá depoimentos na Alesp, evita entrevistas e se esconde covardemente. A mídia julga, condena e fuzila Orlando Silva, mas protege os tucanos. Não apura qualquer denúncia de corrupção no longo reinado do PSDB em São Paulo. O “mensalão” tucano não é capa da Veja e nem destaque no Fantástico. As famiglias Civita e Marinho são amigas do tucanato!
Pressão das ruas contra as manipulações
Diante da vergonhosa partidarização da mídia, só há um jeito. É preciso intensificar a pressão contra as suas manipulações. Daí a importância da reunião ocorrida na semana passada, que juntou deputados e movimentos sociais. Nela ficou acertado colocar o bloco na rua para exigir a abertura da CPI na Alesp. É preciso colocar os tucanos e sua mídia na defensiva, no seu devido lugar.
Altamiro Borges
No Blog do Miro
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Estudantes fazem "faxina" na Rede Globo

Faxina na Globo 
(Foto: Fernanda Rangel)
De forma muito irreverente um grupo de 30 estudantes realizou uma grande faxina na tarde desta quarta-feira na frente da Rede Globo de televisão no Rio de Janeiro. Armados com balde, sabão e vassoura os manifestantes afirmaram estar varrendo a “sujeira do monopólio dos meios de comunicação no Brasil”.
O ato contou com a simpatia dos moradores do Jardim Botânico que de suas janelas batiam palmas e incentivavam o ato. Organizado por entidades do movimento estudantil como a UNE a UEE-RJ e o DCE Facha o ato contou também com o apoio do sindicato dos petroleiros e da FALE-Rio (Frente Ampla pela Liberdade de Expressão).
De acordo com Bruno Ferrari, presidente do DCE Facha, “a Rede Globo de televisão foi escolhida por ser o símbolo maior do monopólio das comunicações no Brasil”.
Estudantes da UNE estiveram presentes.
(Foto: Fernanda Rangel)
O ato fez parte das comemorações da Semana Internacional pela Democratização dos Meios de Comunicação. Na terça-feira um showmício no Buraco do Lume, centro do Rio de Janeiro, apresentou para a sociedade a proposta de Marco Regulatório das Comunicações que esteve durante um mês aberta para consulta pública. Esta proposta foi entregue para o ministro das comunicações Paulo Bernardo ontem de manhã. Agora o movimento espera que o ministro encaminhe a proposta para o Congresso Nacional até o fim de novembro deste ano.
Entre as propostas do novo Marco Regulatório das Comunicações está a o fim da propriedade cruzada, ou seja, a proibição de que uma única empresa seja dona de rádio, TV e jornal. Segundo Flávia Calé, presidente da União da Juventude Socialista, “a possibilidade de propriedade cruzada só existe no Brasil”.
Telesur cobriu toda a manifestação 
(Foto: Fernanda Rangel)
Dezenas de policiais militares e seguranças privados acompanharam a manifestação de hoje, provavelmente chamados pela Rede Globo. Do início ao fim o ato contou com a cobertura da Telesur, canal de televisão da América Latina com sede na Venezuela. Segundo os organizadores a chuva atrapalhou a manifestação, mas um novo ato será convocado para o início de novembro para dar continuidade à luta pela aprovação do novo Marco Regulatório das Comunicações.
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