19 de out de 2011

Deputado Protógenes Queiroz pressiona bandido do PIG

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Os 5 cubanos

Os Últimos Soldados da Guerra Fria

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O Google e a luta de classes dos algoritmos

Vc está sendo vigiado e classificado. Vídeo de 9 minutos que vai lhe interessar, se vc é um navegante virtual.
No Diário Gauche
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O santo embaixador

Se católico fosse, embaixador de Israel, Rafael Eldad, seria canonizado
O embaixador de Israel em Brasília, Rafael Eldad, é um anjo na terra.
Ele só fala a verdade.
É um santo.
Do pau-oco.
Sobre a libertação de 1.027 palestinos ele diz diz temer que parte dos libertados em troca do soldado israelense Gilad Shalit volte a praticar "atos de terrorismo".
Vamos combinar o seguinte: judeu matar palestino é ato de defesa - mesmo tendo eles invadido as terras dos palestinos -, palestino matar judeu é "terrorismo".
"Diante da ponderação de que o governo iraniano nega a intenção de desenvolver a bomba, ironiza o safado embaixador, diz: "Ah, bom! Se você perguntar a um bandido se ele quer te matar, você acha que ele vai dizer sim? Até a ONU desconfia das intenções do Irã."
E se alguém perguntar aos judeus de Israel se eles querem exterminar os palestinos e roubar todas as suas terras, você acha que eles vão dizer sim?
Aqui a "entrevista" do bandido embaixador de Israel.
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A vida

Há uns três meses um jornalista me telefonou e perguntou se eu sabia que "numa gaveta em Alvorada havia sido apreendida uma carta que me citava durante a operação cartola". Um policial havia ligado para ele e contado. Pedi mais informações e ele me disse que o policial afirmava que não havia nada demais e que eu podia ficar tranquila.
Ok. Não tenho como me preocupar pelo que desconheço. Um mês depois sai o relatório da operação Cartola e outro jornalista me liga e pergunta se sei que a tal carta foi incluída nos anexos. Disse que não sabia. Liguei para o chefe da polícia do estado, Del Ranolfo, perguntando o que era, se precisava fazer algo, o que dizia. Ele me disse para ficar tranquila, que era uma carta sem muito sentido, de um cara dizendo que deu 10.000 reais para outro cara para minha campanha. E que quando eu tivesse um tempo eu fosse lá e lesse.
Sei que os jornalistas tiveram acesso bem antes, aguentei as indiretas de blogueiros pagos por "adversários" e esperava que isso aparecesse até em função da candidatura e da minha situação na pesquisa em Porto Alegre.
Mas não tenho como me dedicar a responder tudo o que qualquer mau caráter escreve a meu respeito. Inventam casos, fazem ilações, mentem. Infelizmente, isso faz parte da vida quem luta contra interesses. Desde as coisas mais ingênuas, até as aparentemente graves, depois de quatro eleições, já aprendi a ignorar e reagir quando julgo ser sério.
Nesse caso, até porque não foi levado a cabo nem pela policia nem pelo MP, julguei algo patético, fruto da disputa política rebaixada da cidade. Até os valores são patéticos para qualquer campanha.
Quantos adesivos de carro faço com esse valor? Bem, claro que ignorei que às vezes a fome e a vontade de comer se encontram. E com a crise no ministério do esporte os jornais redescobriram a carta! Bem... É da vida e da disputa. O que posso garantir? Que vou processar esse indivíduo civil e criminalmente por me envolver em sua disputinha política. Que vou falar na twitcam e aqui no blog sobre o tema. E que acho o fim fazerem qualquer ilação que me envolva. Mas... Pelo visto a eleição já começou. Lamento que a opção de alguns seja pela mentira e tentativa de destruir a honra dos outros. Não é a minha. E nunca será. Não canso de repetir: nunca me tornarei igual aos que combato. Em nenhum sentido.
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Quando soube que essa matéria sairia evidentemente fiquei triste, cansada, pois não sou duas, essa pessoa sobre quem mentem sou eu. Com mãe, pai, irmãos, um namorado. Aí recebi duas ligações. Dois amigos. Sem nenhum vinculo político comigo. Fiquei emocionada. Um deles, adversário limpo, me fez jurar que eu apenas seria eu mesma durante esses dias mais difíceis. Que eu lembrasse que não sou importante só para mim, mas que destruir o símbolo construído é intenção de muita gente, que muitos com diversos interesses se unem nesse. O outro, sem vínculo partidário e político nenhum, me disse que maior que o poder da máquina é o poder da máquina povo. E que me lembrasse disso. Da minha responsabilidade com essa gente. Também lembrei do Collares. De duas frases ditas em distintos momentos para mim. "política é prova de resistência e não de velocidade". E eu resistirei pelo simples motivo que não fiz nada. A outra ele me disse segunda-feira, em sua casa: deixa eles brigarem sozinhos. Tu não és disso.
Pois é. Eles brigarão sozinhos. Seguirei trabalhando.
Manuela D´Avila, deputada federal PCdoB-RS
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FHC: o amor maduro

Não há nada mais significativo das mudanças etárias no mundo e no Brasil do que os jovens de 80 anos que resolvem iniciar relações amorosas.
Em meados dos anos 90, lembro-me de Leonel Brizola, depois da viuvez, apaixonado por uma professora carioca.
Uma certa tarde, em frente seu apartamento, uma passeata que em outros tempos inflamaria o velho caudilho. Mas ele só tinha olhos para sua professorinha.
Outro que recomeçou depois dos 80 é o grande Eliezer Baptista, após anos de viuvez. Amigos comuns me contam que ele caminha nas nuvens.
Finalmente, FHC também reencontra o caminho, depois da pancada que foi perder, de repente, a companheira de toda vida.
Que os deuses protejam os idosos que não perdem nem o pique nem a esperança.
Luis Nassif
No Advivo
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Para FMI, real tem potencial para se internacionalizar

WASHINGTON - O real é uma das cinco moedas de países emergentes com potencial para se internacionalizar, afirma o Fundo Monetário Internacional (FMI), em estudo preparado pelo seu corpo técnico e divulgado nesta quarta-feira.
Além do Brasil, os outros países que compõem o grupo dos Brics têm chances de internacionalizar as suas moedas, incluindo China, Rússia, Índia e África do Sul. Mas o real provavelmente será uma moeda regional e um ativo de reserva, a exemplo do dólar australiano. Já o yuan da China pode ter papel global, aponta o FMI.
“No longo prazo, as moedas dos países emergentes mostram potencial para atingir um papel mais amplo no uso internacional, similar ao de economias avançadas”, afirma o estudo do FMI.
Na definição usada pelo FMI, internacionalização de uma moeda significa o seu uso fora das fronteiras do país que a emite, incluindo a compra de bens, serviços e uso como ativos financeiros em transações entre não residentes. Hoje, a principal moeda internacional é o dólar dos Estados Unidos. Também têm papel relevante o euro, o iene do Japão e a libra, além de moedas de outros países desenvolvidos, como da Suíça e Canadá.
O FMI analisou os fatores que, no último século, determinaram a internacionalização de moedas de países como o dólar americano, o iene e o marco alemão. Os mais importantes são o tamanho da economia, a rede de comércio internacional do país, o aprofundamento e liquidez do mercado financeiro local e a estabilidade e convertibilidade de cada moeda. Os países emergentes têm avançado bastante nesses quesitos nos últimos anos.
Nos casos dos países que compõem os Brics, afirma o FMI, existem evidências de seu maior uso no cenário internacional. “Por exemplo, o uso do real em derivativos no exterior aumentou 50% [nos anos recentes], dobrou para a rúpia indiana e o rublo russo e aumentou 12 vezes para o yuan chinês.”
A fatia brasileira no comércio mundial se manteve constante nos últimos anos, nota o FMI, mas o país cresceu como parceiro comercial regional. O fato de o Brasil exportar commodities também favorece o uso de sua moeda como ativo financeiro, pois mantê-la em carteira é uma forma de importadores de produtos básicos se protegerem contra oscilações nos preços. O Brasil pontua bem também no quesito abertura da conta de capitais.
Por muitos anos, países emergentes limitaram o papel internacional de suas moedas. Entre os benefícios de ter uma moeda internacional, diz o FMI, estão a redução dos custos de transações e redução dos custos de financiamento. Algumas estimativas indicam que o Tesouro dos Estados Unidos paga 0,6% menos nos seus títulos porque o dólar é uma moeda de reserva.
Os riscos, por outro lado, são a perda de controle sobre o volume de dinheiro em circulação e mais dificuldade para combater a inflação, já que as atividades internacionais fogem do controle dos bancos centrais nacionais. Também podem deixar os países mais vulneráveis à fugas de capitais.
Alex Ribeiro
No Valor
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O PT é contra ou a favor da imprensa tradicional?

Não dá para aguentar ver o PT defender a democratização dos meios de comunicação pela manhã e de noite clamar por uma notinha na coluna de política de Rio ou São Paulo de um jornal que esse mesmo parlamentar acusa de querer o monopólio e a concentração da mídia. Esse monstrengo só atrapalha o Brasil. E a democracia.
Um dia o sábio disse que viver é uma escolha política. Total razão no conceito. Todo mundo tem um lado. Preferencias, ideologias e rumos que considera adequados. Sem isso, não há democracia e troca de ideias. Obvio que o conceito é transportado aos meios de comunicação. Sem exceção, os proprietários e seus veículos possuem suas predileções e caminhos que consideram corretos. No Brasil, os grandes jornais e emissoras de rádio e televisão nunca esconderam sua opção pelo livre mercado e liberalismo. Não há mal nenhum nisso. Pelo contrário. Essas ideologias devem ser colocadas à disposição dos distinto público e toma-se a atitude que mais convém. O Jornal “O Estado de São Paulo” assumiu no ano passado a postura de apoiar a candidatura de José Serra. Quer saber? Louvável. A partir daquele momento ninguém mais comprou gato por lebre. É do jogo. Isto chama-se democracia.
Quando as cartas são colocadas na mesa, é de supor que o jogador conheça a estratégia definida pelo oponente e o que pretende conseguir. Quem for derrotado, adote a resignação; quem vencer adote a resignação. O que não dá é esperar adesão imediata ao pensamento alheio.
Já critiquei neste espaço por diversas a postura da imprensa brasileira. Erros técnicos ou de conceito. Porém, ideologicamente jamais vou espinafrar. Eles são pelo neoliberalismo e livre mercado; eu tenho postura progressista, de esquerda e preciso conviver com o lado contrário. Democracia é saber ouvir, e argumentar.
Coloquei essa conjuntura para fazer uma pergunta banal, tola, mas que cabe pela nossa conjuntura: afinal, os parlamentares e parte (parte!!! Não é o total…) dos militantes do PT são a favor ou contra a imprensa convencional?
Pode parecer loucura, mas tem lógica. Dia após dia leio noticias e posts no twitter e no facebook de pessoas que reclamam de matérias, reportagens, posturas e editoriais dos grandes jornais, especialmente porque estes textos sempre defendem o lado apreciado pelos meios de comunicação. É PIG para lá, tentativa de golpe para lá, preconceito de cá…E no final, ninguém presta ou vale nada.
Bem, só que as vezes na mesma edição de um jornal ou revista, eu verifico vários parlamentares ou até detentores de cargos executivos do PT abrindo a boca com sorriso largo para dar a entrevista exclusiva da hora ou até para fazer disputa politica. Pior: na tribuna, enchem a boca para meter o pau na imprensa e na primeira esquina não deixam de fazer um afago ás mesmas empresas.
Não prego aqui a ruptura com a imprensa. Nada disso. Mas é preciso adotar uma atitude que seja adequada a raiva estabelecida nas redes sociais. Se querem distância, então que pratiquem! Exemplo prático: se governador X, deputado, senador ou qualquer petista reclamam da Folha, Estadão, Globo, Veja e Istoé, por que concedem entrevistas exclusivas para estes mesmos veículos?
Solução? Declarações só por intermédio de entrevistas coletivas curtas, rápidas e objetivas. Ou esclarecimentos por escrito, já que muitos afirmam que não confiam no trabalho de edição dos jornais e revistas.
Quer fazer disputa política? Blogs, e-mails, sites progressistas, jornais internos do partido, da CUT, de outros veículos progressistas…Opções é que não faltam! O que não dá é assistir a essa esquizofrenia política. Pelo menos no relacionamento com a imprensa de âmbito nacional.
O PT precisa calibrar o seu relacionamento com a mídia. Não quero guerra ou armistício. Porém,. Não dá para aguentar ver o PT defender a democratização dos meios de comunicação pela manhã e de noite clamar por uma notinha na coluna de política de Rio ou São Paulo de um jornal que esse mesmo parlamentar acusa de querer o monopólio e a concentração da mídia. Esse monstrengo só atrapalha o Brasil. E a democracia.
Elias Aredes Júnior, no blog Bola com Gravata
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Passo a passo do golpe (tutorial do Millenium)

Cada dia que passa fica mais clara a intenção dos veículos de comunicação de golpear a democracia. Trata-se de um golpe branco, pois, em vez de destituir o governo do poder pela mão pesada da força bruta como em outros tempos, promovem campanha insistente de desestabilização visando jogar a população contra, enfraquecendo o suficiente para não resistir a manobras legais de destituição ou não ter mais votos para se eleger.
A novidade é a exposição despudorada da forma como operam em conjunto, revelando estratégia coordenada e sincronizada, com os atores desempenhando religiosamente funções previamente definidas. Abaixo descrevemos os passos seguidos que poderemos chamar de “Tutorial do Millenium”:
1- Não publicar denúncia de imediato, o ideal é reunir o maior número possível delas para serem usadas em seqüência, para conseguir o efeito mar de lama;
2- Todos os veículos associados devem participar simultaneamente dos ataques, para que não pareça perseguição de um deles em especial, com todos participando as suspeitas são diluídas;
3- Com o acúmulo de notícias negativas, é preciso elaborar um cronograma de ataque, distribuindo as denúncias pelos veículos e a ordem que cada um vai publicar;
4- Em relação ao conteúdo, mesmo que não tiver provas, diga que tem e vai mostrar a qualquer momento. O importante é criar o “mar de lama” e o barulho inicial que vai ser retroalimentado. Se insistirem na apresentação de provas se faça de desentendido;
5- Após a rodada de denúncias, escrevam editoriais culpando o lulopetismo pela criação da corrupção e decretando a impossibilidade da permanência do acusado no cargo;
6- Após os editoriais, convoque todos os cientistas e analistas políticos de aluguel para fixar as opiniões dos editoriais;
7- Se o governo resistir, aumentar a pressão e encomendar mais tapiocas, a finalidade agora é somar e o farelo de tubérculo serve para validar a denúncia original e compensar a prova que nunca vai aparecer: “não tem prova, mas são muitas denúncias”. Dizer que Dilma recuou da “Faxina” ajuda na pressão;
8- Se o governo demitir, o assunto passa a ser a quantidade de ministros demitidos, culpando Lula pelo aumento da corrupção e Dilma por aceitar a “herança maldita” do mesmo.
9- E por último, se der muito na cara, divulgar princípios editoriais da empresa com todas aquelas lorotas que não se cumprem na prática;
10- Repita as nove operações anteriores até o governo ser deposto ou perder as eleições, e quando nossos aliados voltarem ao poder, voltamos a ser lenientes e chapas-brancas.
Charge: Bira
No Ponto & Contraponto
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O vocabulerolero da velha mídia

Aqui algumas indicações sobre como ler a velha mídia. Nada do que é dito vale pelo seu valor de face. Tudo remete a um significado, cuja arte é tratar de camuflá-lo bem.
Por exemplo, quando dizem liberdade de imprensa, querem liberdade de empresa, das suas empresas, de dizerem, pelo poder da propriedade que tem, de dizer o que pensam.
A chave está em fazer passar o que pensam pelo interesse geral, pelas necessidades do país. Daí que nunca fazem o que deveriam fazer. Isto e’, dizer, por exemplo: “A família Frias acha que...” Ou: “A família Civita acha que...” e assim por diante.
A arte da manipulação reside em construções em que os sujeitos (eles) ficam ocultos. Usam formulas como: “É mister”, “Faz-se necessário”, “É fundamental”, “É’ indispensável”.
Sempre cabe a pergunta: Quem, cara pálida? Eles, os donos da empresa. Sempre tentar passar a ideia de que falam em nome do país, do Brasil, da comunidade, de todos, quando falam em nome deles. A definição mais precisa de ideologia: fazer passar interesses particulares pelos interesses gerais.
Quando dizem “fazer a lição de casa”, querem dizer, fazer duro ajuste fiscal. Quando falam de “populismo”, querem dizer governo que prioriza interesses populares. Quando falam de “demagogia”, se referem a discursos que desmascaram os interesses das elites, que tratam de ocultar.
Quando falam de “liberdade de expressão”, estão falando no direito deles, famílias proprietárias das empresas monopolistas da mídia, dizerem o que bem entendem. Confundem liberdade de imprensa com liberdade de empresas – as deles.
No Vocabulerolero indispensável para entender o que a mídia expressa de maneira cifrada, é preciso entender que quando falam de “governo responsável”, é aquele que prioriza o combate à inflação, às custas das políticas sociais. Quando falam de “clientelismo”, se referem às politicas sociais dos governos.
Quando falam de “líder carismático”, querem desqualificar os discursos os lideres populares, que falam diretamente ao povo sobre seus interesses.
Quando falam de “terrorismo”, se referem aos que combatem ou resistem a ações norte-americanas. “Sociedades livres” são as de “livre mercado”. Democráticos sao os países ocidentais que tem eleições periódicas, separação dos três poderes, variedade de siglas de partidos e "imprensa livre", isto é, imprensa privada.
“Democrático” é o pais aliado dos EUA – berço da democracia. Totalitário é o inimigo dos EUA.
Quando dizem “Basta” ou “Cansei”, querem dizer que eles não aguentam mais medidas populares e democráticas que afetam seus interesses e os seus valores.
Entre a velha mídia e a realidade se interpõe uma grossa camada de mecanismos ideológicos, com os quais tentam passar seus interesses particulares como se fossem interesses gerais. É o melhor exemplo do que Marx chamava de ideologia: valores e concepções particulares que pretendem promover-se a interesses da totalidade. Para isso se valem de categorias enganosas, que é preciso desmistificar cotidianamente, para que possamos enxergar a realidade como ela é.
Emir Sader
No Carta Maior
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As relações ambíguas do governo com a mídia

Enquanto seus apoiadores acusam a mídia de ser golpista, governo prestigia e destina farta publicidade aos grandes meios de comunicação. Uma única edição de Veja recebe cerca de R$ 1,5 milhão em anúncios oficiais. É preciso regular e democratizar as comunicações. Mas também é necessário deixar mais claro os interesses de cada setor nessa disputa
Nesta semana, a revista Veja fez mais uma denúncia de corrupção contra um Ministro de Estado. É difícil saber o que há de verdade ali, pois a reportagem vale-se apenas do depoimento de uma testemunha. A matéria pautou os principais veículos de comunicação, com destaque para o Jornal Nacional, da Rede Globo.
O Ministro, por sua vez, sai atirando. Responde ao acusador no mesmo calibre. “Bandido” é a palavra que ricocheteia em todas as páginas e telas. O caso é nebuloso. A relação promíscua do Estado com ONGs e “entidades sem fins lucrativos” precisa sempre ser examinada com lupa potente. É um dos legados da privatização esperta dos anos 1990, feita através de terceirizações de serviços que deveriam ser públicos.
Aliados do governo tentam desqualificar não apenas a denúncia, mas o veiculo que a difunde. Volta o debate de que estaríamos diante de uma imprensa golpista, que não se conforma com a mudança de rumos operada no país desde 2003, que quer inviabilizar o governo etc. etc. A grande imprensa, por sua vez viciou-se em acusar todos os que discordam de seus métodos de clamarem pela volta da censura. Há muita fumaça e pouco fogo nisso tudo, mas faz parte do show. Disputa política é assim mesmo.
Maniqueísmo
É preciso colocar racionalidade no debate sobre os meios de comunicação no país, para que não deslizemos para maniqueísmos estéreis. Vamos antes enunciar um pressuposto.
A grande imprensa brasileira está concentrada em poucas mãos. Oito empresas – Globo, Bandeirantes, Record, SBT, Abril, Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e Rede Brasil Sul (RBS) – produzem e distribuem a maior parte da informação consumida no Brasil. O espectro vai se abrir um pouco nos próximos anos, para que as gigantes da telefonia mundial se incorporem ao time, através da produção de conteúdos para a TV a cabo. Mas o conjunto seguirá como um dos clubes mais fechados do mundo.
As empresas existentes há cinco décadas – Globo, Estado, Folha e Abril – apoiaram abertamente o golpe de 1964. Até hoje não explicaram à sociedade brasileira como realizam a proeza de falar em democracia tendo este feito em sua história.
Entre todos os meios, a revista Veja se sobressai como o produto mais truculento e parcial da imprensa brasileira.
Sobre golpismo, é bom ser claro. As classes dominantes brasileiras não se pautam pelas boas maneiras na defesa de seus interesses. Sempre que precisaram, acabaram com o regime democrático. Usaram para isso, à farta, seus meios de comunicação.
A imprensa é golpista?
No entanto, até agora não se sabe ao certo porque esta mídia daria um golpe nos dias que correm. O sistema financeiro colhe aqui lucros exorbitantes. A reforma agrária emperrou. Grandes empresários têm assento em postos proeminentes do Estado – caso de Jorge Gerdau Johannpeter – ou têm seus interesses mantidos intocados.
Algumas peças não se encaixam na acusação de golpismo da mídia. Voltemos à revista Veja. Os apoiadores do governo precisam explicar porque a administração pública forra a publicação com vultosas verbas publicitárias, além de sempre prestigiarem suas iniciativas. Vamos conferir, pois está tudo na internet.
Veja tem uma tiragem de 1.198.884 exemplares (http://www.publiabril.com.br/tabelas-gerais/revistas/circulacao-geral), auditados pelo IVC. Alega ter um total de 8.669.000 leitores. Por conta disso, os preços de seus espaços publicitários são os mais altos entre a imprensa escrita. Veicular um reclame em uma página determinada sai por R$ 330.460. Já em uma página indeterminada, a dolorosa fica por R$ 242.200 (http://www.publiabril.com.br/marcas/veja/revista/precos).
Quem anuncia em Veja? Bancos, a indústria automobilística, gigantes da informática, monopólios do varejo e… o governo federal. Peguemos um exemplar recente para verificar isso.
Na edição de 12 de outubro – que noticiou a morte de Steve Jobs – havia cinco inserções do governo federal. Os anúncios eram do Banco do Brasil (página dupla), do BNDES, do Ministério da Justiça, da Agência Nacional de Saúde e da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Supondo-se que as propagandas não foram destinadas a páginas determinadas, teremos, de acordo com a tabela, um total de R$ 1.525.200.
Exato: em uma semana apenas, o governo federal destinou R$ 1,5 milhão ao semanário dos Civita, a quem seus aliados chamam de “golpista”.
Prestígio político
Há também o prestígio político que o governo confere ao informativo. Prova disso foi o comparecimento maciço de ministros de Estado e parlamentares governistas à festa de quarenta anos de Veja, em setembro de 2008. Nas comemorações, estiveram presentes o então vice-presidente da República, José Alencar, o ex-presidente do BC, Henrique Meirelles, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o ex-ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, o ministro da Educação, Fernando Haddad e a senadora Marta Suplicy (confiram em http://veja.abril.com.br/veja_40anos/40anos.html).
E entre julho de 2010 e julho de 2011, nada menos que seis integrantes dos altos escalões governamentais concederam entrevista às páginas amarelas da revista. São eles: Dilma Rousseff, Aldo Rebelo, Cândido Vaccarezza, Antonio Patriota, General Enzo Petri e Luciano Coutinho.
Nenhum demonstrou o desprendimento e a sensatez do assessor especial da presidência, Marco Aurélio Garcia (então presidente interino do PT). Ao ser convidado para conceder uma entrevista a Diogo Mainardi, em novembro de 2006, deu a seguinte resposta: “Sr. Diogo Mainardi, há alguns anos – da data não me lembro – o senhor dedicou-me uma coluna com fortes críticas. Minha resposta não foi publicada pela Veja, mas sim, a sua resposta à minha resposta, que, aliás, foi republicada em um de seus livros. Desde então decidi não falar com a sua revista. Seu sintomático compromisso em não cortar minhas declarações não é confiável. Meu infinito apreço pela liberdade de imprensa não vai ao ponto de conceder-lhe uma entrevista”.
RBS, Olívio e Lula
As relações ambíguas do governo e dos partidos da chamada base aliada com a grande mídia não se restringem à Veja.
Entraram para a história a campanha de denúncias e desgaste sistemático que os veículos da RBS moveram contra o governo de Olívio Dutra (1999-2003), do PT, no Rio Grande do Sul. Ataques sem provas, calúnias, mentiras e todo tipo de baixaria foi utilizada para inviabilizar uma gestão que buscou inverter prioridades administrativas. No auge dos ataques, em 2000, o jornal Zero Hora, do grupo, fez um ousado lance de marketing. Convidou Luís Inácio Lula da Silva para ser colunista regular. Até a campanha de 2002, o futuro presidente da República escreveu semanalmente no jornal, como se não tivesse relação com as ocorrências locais. Quando abriu mão da colaboração, Lula afirmou que o jornal prejudicava seu companheiro gaúcho (http://noticias.terra.com.br/imprime/0,85198,OI38721-EI342,00.html). O jornal ganhou muito mais que o ex-metalúrgico nessa parceria. Ficou com a imagem de um veículo plural e tolerante.
No mesmo ano, o ex-Ministro José Dirceu foi entrevistado pelo Pasquim 21, jornal lançado pelo cartunista Ziraldo. Naqueles tempos, as empresas de mídia enfrentavam aguda crise, por terem se endividado em dólares nos anos 1990. Com a quebra do real no final da década, os débitos ficaram impagáveis. Lá pelas tantas, Dirceu afirmou que salvar a Globo seria uma “questão de segurança nacional”.
Comemorando juntos
As boas relações com a grande mídia se mantiveram ainda nas comemorações dos 90 anos da Folha de S. Paulo, em janeiro deste ano. Estiveram presentes à festa (http://www1.folha.uol.com.br/folha90anos/879061-politicos-e-personalidades-defendem-a-liberdade-de-imprensa.shtml) a presidente Dilma Rousseff – convidada de honra, que proferiu discurso recheado de elogios ao jornal – a senadora Marta Suplicy, colunista do mesmo, Candido Vaccarezza, líder do governo na Câmara, os ex-Ministros José Dirceu e Marcio Thomaz Bastos e o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho. A Folha também recebe farta publicidade governamental, do Banco do Brasil, da Petrobrás, da Caixa Econômica federal, entre outras.
Nos momentos de dificuldade, dirigentes do governo procuram sempre a grande imprensa para exporem suas idéias. Foi o caso de Antonio Pallocci, em 3 de junho último. Acossado por denúncias de enriquecimento ilícito, o ex-Chefe da Casa Civil convocou o Jornal Nacional, para dar suas explicações ao público (http://www.youtube.com/watch?v=Y5m_wyahXjY).
O mesmo Antonio Palocci – colunista da Folha de S. Paulo entre 2009 e 2010 – dividiu mesas com Roberto Civita, Reinaldo Azevedo, Demetrio Magnoli, Arnaldo Jabor, Otavio Frias Filho e outros, em palestra no afamado Instituto Millenium, em março de 2010 (http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16432). A entidade congrega empresários do ramo e seus funcionários e se opõe a qualquer tipo de regulação em suas atividades.
Os casos de proximidade do governo e seus partidos com a imprensa são extensos. Uma das balizas dessas relações é o bolo da publicidade oficial. Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom http://www.secom.gov.br/sobre-a-secom/publicidade/midia/acoes-programadas-em-r/copy3_of_total-geral-administracao-direta-todos-os-orgaos-indireta-todas-as-empresas), a receita publicitária oficial em 2010 foi de R$ 1.628.920.472,60. Incluem-se aí os custos de produção e veiculação de campanhas, tanto da administração direta quanto indireta. Ressalte-se aqui um ponto: é legítimo o governo federal valer-se da publicidade para se comunicar com a população. A maior parte do bolo vai para os grandes grupos do setor.
No caso das compras de livros didáticos feitos pelo MEC, para as escolas públicas, o grande beneficiário é o Grupo Abril, que edita Veja (http://www.horadopovo.com.br/2010/dezembro/2921-08-12-2010/P4/pag4a.htm).
Reclamação e democratização
Apesar do PT, partido do governo, ter feito uma moção sobre a democratização das comunicações em seu último Congresso e do ex-ministro José Dirceu ter sido injustamente atacado recentemente pela Veja, é difícil saber exatamente que tipo de relação governo e partidos aliados desejam manter com os meios de comunicação. De um lado, como se vê, acusam a mídia de ser golpista. De outro, lhe dão todo o apoio.
Pode ser que tenham medo da imprensa. Mas o que não se pode é ter um duplo comportamento no caso. Diante da opinião pública falam uma coisa, enquanto agem de forma distinta na prática.
O ex-presidente Lula reclamou muito da imprensa em seu último ano de mandato. No entanto, “Não houve qualquer alteração fundamental no quadro de concentração da propriedade da mídia no Brasil entre 2003 e 2010”. Essa constatação é feita pelo professor Venício Lima em brilhante artigo, publicado no final de 2010 (http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4902).
As resoluções da Conferência Nacional de Comunicação, realizada em 2009, mofam em algum escaninho do Ministério das Comunicações. O Plano Nacional de Banda Larga, que deveria fazer frente ao monopólio das operadoras privadas, acabou incorporando todas as demandas empresariais. O projeto de regulação da mídia elaborado pelo ex-ministro Franklin Martins desapareceu da agenda.
Como se pode ver, o governo e seus partidos de sustentação convivem muito bem com a mídia como ela é. Têm muita proximidade e pontos de contato, apesar de existirem vozes isoladas dentro deles, que não compactuam com a visão majoritária.
Nenhum dos lados tem moral para reclamar do outro…
Gilberto Maringoni
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O problema da política não é simplesmente a lei

Não se pode imaginar que leis simplificadoras resolvam, por mágica, toda a nossa penúria política, acumulada em períodos autoritários e alimentada por uma elite versada em manipulação do voto do pobre. É hora, é certo, de pensar numa reforma política, mas é bom que se evite que ela sirva a outras finalidades que não o aprofundamento da democracia brasileira.
Durante toda a sua história, o Brasil foi uma sucessão de períodos autoritários intercalados por fases de redemocratização. A instabilidade institucional, aliada à ideia emprestada dos períodos ditatoriais de que o Estado tudo pode, inclusive mudar costumes e culturas, fazem a sociedade trilhar movimentos curiosos em momentos de crise política. Os aparelhos públicos de coerção – justiça, polícia, ministério público e outros órgãos de controle e punição – apenas são considerados eficientes se apresentam imediatamente um culpado e um castigo, uma exigência que, não raro, induz a erros policiais e judiciários. É a expectativa de que as instituições democráticas e os mecanismos legais ganhem a cerelidade própria dos regimes de exceção e um poder semelhante de decidir sobre a vida das pessoas.
A outra deturpação decorrente do passado autoritário é a ideia de que tudo se resolve com uma nova lei. Uma pena mais rigorosa sempre é a solução para tudo. Se ela não resolver, é porque as instituições de controle e punição não foram suficientemente ágeis. Se, depois de algum tempo, se chegar à conclusão de que esse não é necessariamente o problema, a varinha de condão de novos instrumentos legais é acionada, individual ou coletivamente, e preverá punições mais duras.
Não que inexistam imperfeições legais que devam ser resolvidas; e longe está o momento em que as instituições de controle e punição sejam tão perfeitas que insusceptíveis de críticas. O problema é que esse caldo de cultura, não raro, acaba por inibir qualquer diagnóstico mais profundo sobre os reais problemas da democracia brasileira. A discussão meramente formal sobre a lei, e a ideia de que ela tudo resolve, desde que alterada, pode causar grandes frustrações. Falta também absorver a realidade de que as leis têm lado. Não são panaceia para todos os males, nem curam igualmente doenças que acometem um ou outro lado.
Nas páginas de “Coronelismo, Enxada e Voto”, de Victor Nunes Leal (uma das mais importantes reflexões sobre as origens políticas do Brasil moderno, escrito em 1946 e, atenção editores, esgotado: encontrá-lo, só em exaustivos périplos ao mundo dos sebos e a alto preço), o autor consegue de tal forma entender o debate enviesado sobre o ovo e a galinha da política brasileira que é um exemplo de método e diagnóstico. O detalhado relato do funcionamento da política brasileira nos rincões do poder municipal não o levam à conclusão precipitada de que, se a política municipal é a base da política de favores que sustenta o poder nacional, a solução é destituir o poder do município.
Nunes Leal relata debates ocorridos, ao longo da história republicana, sobre os poderes locais, que resguardaram, desde a monarquia, sua característica de eletividade. O problema não era a assunção ao poder pelo voto, concluiu ele, quando, na Constituinte de 1946, forças conservadoras defendiam o fim da elegibilidade nos municípios e a transformação desses entes federativos em departamentos técnicos, de nomeação pelos governadores. Para derrubar a tese conservadora, o autor historiou em seu livro como, ao longo dos tempos, a solução “técnica” de intervenção nos municípios serviu politicamente aos senhores do momento de forma mais efetiva do que quando os prefeitos eram eleitos. O desequilíbrio, ensinava Nunes Leal, não era dado pela autonomia dos municípios, mas pela ausência dela. O sistema político representava uma aliança de conveniência entre uma oligarquia rural decadente e o poder estadual, e só se mantinha devido à dependência econômica dos municípios aos Estados e ao governo federal.
O entendimento de que a autonomia municipal seria muito mais eficiente para combater relações deletérias entre agentes politicos acabou prevalecendo nas ciências sociais brasileiras e na Constituinte de 1988, que levou isso tão à risca que hoje as partes demandam soluções novas – e efetivamente técnicas – para áreas conurbadas.
Da mesma forma, é preciso tomar cuidado com alguns debates que decorrem das reiteradas crises políticas vividas pelo país. Existe um diagnóstico comum: o quadro partidário brasileiro é deficiente; é alta a taxa de corrupção não apenas nas instituições públicas, mas na sociedade; a política é pouco atrativa para pessoas que efetivamente têm condições de representar politicamente, e com honestidade, uma parcela da população brasileira; existe pouco vínculo orgânico dos partidos com seus representados; a profusão de legendas obriga a convivência de partidos ideológicos com os partidos de negócios ou de aluguel; o poder econômico prevalece… A lista é longa. Não se pode, contudo, imaginar que leis simplificadoras resolvam, por mágica, toda a nossa penúria política, acumulada em períodos autoritários e alimentada por uma elite versada em manipulação do voto do pobre.
É hora, é certo, de pensar numa reforma política, mas é bom que se evite que ela sirva a outras finalidades que não o aprofundamento da democracia brasileira. É impensável que, num debate como esse, se coloque na mesa o voto majoritário para a escolha de integrantes do Legislativo, sob a justificativa que distritos eleitorais menores podem ajudar os eleitores a fiscalizar os eleitos. O voto proporcional é o único que abre espaço, nas democracias representativas, às minorias partidárias.
Essa é uma qualidade do sistema brasileiro, não um defeito. As regiões onde o voto é concentrado, se o voto distrital for aprovado, privilegiará partidos pouco ideológicos e a extinguirá legendas mais orgânicas, que tendem a ter um voto mais disperso.
No debate sobre a reforma política é, de fato, necessário incluir as fontes de financiamento eleitoral e partidário, para que se elimine essa grave deficiência na representação política brasileira. Outras coisas mais devem ser discutidas. O que não se pode fazer é estreitar o debate para questões meramente eleitorais. As eleições são apenas um capítulo na vida de uma nação. A política é feita todo dia. Por exemplo, nesse debate todo não se pode esquecer que o programa Bolsa Família foi muito mais eficiente, em termos de modernização política dos bolsões de pobreza, do que propriamente uma mudança na lei. O voto eletrônico cumpriu um papel importantíssimo de reduzir a fraude em grotões eleitorais. O voto do analfabeto incluiu um elemento vital na representação eleitoral brasileira.
A expansão de direitos de cidadania – educação, saúde, previdência, renda mínima e o direito sem restrições ao voto – são muito mais eficientes na mudança de qualidade de nossa democracia do que reforçar oligarquias regionais com o voto distrital. O abuso econômico nas eleições não se resolve barateando artificalmente o pleito, como foi feito há quatro anos, ao impedir o uso de propaganda mais variada e formatá-la de forma espartana. Isso apenas torna a política mais chata aos olhos de um eleitor já pouco motivado.
O mesmo ocorre com a Justiça Eleitoral: aparência de rigor não é necessariamente sinal de que a justiça está sendo feita. Mas isso é assunto para outra coluna.
Maria Inês Nassif, colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo.
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Orlando Silva diz que PCdoB defende expropriação dos meios de corrupção

Orlando Silva tentou justificar-se dizendo que, durante anos, carregou no bolso essa foto por julgar que se tratava de Marx, Engels, Stalin e Niemeyer.
TIRANA – O Ministro Orlando Silva recorreu a O Capital, obra fundadora do marxismo, para justificar, em bases ideológicas, os acordos que firmou com a ONG Segundo Tempo. “Na segunda parte dessa obra monumental, Marx discorre sobre a transformação do capital em dinheiro. Talvez por erro de tradução, a minha edição, que comprei na Albânia, fala em transformação da capital em dinheiro. Assim que cheguei a Brasília, achei que o materialismo histórico me obrigava a embolsar notas de cem reais nas garagens do poder”, explicou Silva, jurando sobre uma fotografia de Enver Hoxha.
O ministro também atribuiu à edição de Tirana, comprada por dois Leks, o equivalente a 12 centavos de real, ou a três figurinhas de Stalin, a confusão entre meios de produção e meios de corrupção. “Como vocês todos sabem, a Albânia estava ocupada em construir o socialismo e não podia perder tempo com revisões ortográficas”, adiantou-se, em defesa de Orlando Silva, o deputado Aldo Rebelo, cujo incansável trabalho pela construção da ditadura do proletariado inclui o novo código florestal, o qual determina a anistia de grandes latifundiários que devastaram as florestas de suas terras. “Quem sabe não houve ali também alguma confusão”, especulou Rebelo. “Como tem aquele capítulo interessantíssimo sobre a metamorfose dos bens orgânicos, juntei 2 + 2 e mandei tascar fogo.”
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Ou caem os juros ou voltamos ao atraso

O Brasil registra uma das mais fortes tendências de desaceleração econômica entre os principais países desenvolvidos e emergentes, segundo relatório mensal da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O chamado Indicador Composto Avançado (ICA) da OCDE aponta as tendências econômicas para os próximos seis meses. Pelo quinto mês consecutivo, o Brasil ficou abaixo do nível de 100 pontos, utilizado como referência para classificar a atividade econômica. Os países que sofreram queda em relação ao último estudo e ficaram abaixo de 100 pontos recebem a classificação de "desaceleração".
É preciso ver se a opinião da OCDE, organização tão ao gosto dos nossos “analistas” e do “mercado”, será levada em consideração na próxima reunião do COPOM - na hora de reduzir a taxa SELIC e não dar atenção às críticas dos abutres de plantão.
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BC eleva projeção de inflação para 9,5%

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OTAN quer poderes para controlar toda a Internet

A OTAN reconhece que está a perder o controle militar para os cidadãos
Os media sociais: poder ao povo?
O principal conselheiro de Hillary Clinton para a inovação descreve o modo como os media sociais podem afetar a forma como se faz política. Para além de constituírem um fórum para novas conversas, também refletem o novo perfil e a nova dinâmica dos eleitores: cabe aos políticos reagir.
Quando a Secretária de Estado Hillary Clinton assumiu a liderança do Departamento de Estado, em Janeiro de 2009, havia 4,1 mil milhões de celulares no planeta Terra. Hoje em dia, existem mais de cinco mil milhões, tendo 75% desse crescimento ocorrido no mundo em vias de desenvolvimento. Combinadas neste grupo de utilizadores estão dois mil milhões de ligações de internet.
Os aparelhos móveis de voz e de dados têm demonstrado ser ferramentas poderosas para o crescimento econômico e a mobilidade social. A procura é muito elevada e está em crescimento acelerado. Por outro lado, a política econômica destas mudanças tecnológicas perturba as atuais condições sociais, econômicas e de segurança.
Esta convergência de mudanças demográficas, nas comunicações e nas infraestruturas é única na história 
A emergência da Internet
como uma infraestrutura
transnacional é mais do que
uma mudança geracional na
tecnologia dos meios de
comunicação de massa
Por quê? A emergência da Internet como uma infraestrutura transnacional é mais do que uma mudança geracional na tecnologia dos meios de comunicação de massa. É uma tripla mudança de paradigma que converge numa única rede.
  • Representa a mudança dos meios de comunicação de massa, da escrita para a radiodifusão para o digital.
  • Mas também representa uma mudança nas comunicações, de serviços postais para o telégrafo para o telefone para os pacotes informáticos.
  • E, por fim, representa uma mudança nas nossas infraestruturas econômicas, das vias marítimas para as ferrovias para as estradas e agora, cada vez mais, para a Internet.
Esta convergência é única na história e profundamente transformativa.
Adicionemos a esta combinação mudanças demográficas que incluem grandes aumentos na migração internacional e uma população jovem que constitui mais de metade do mundo em vias de desenvolvimento. Esta combinação está a alterar as condições políticas e socioeconômicas em todo o mundo.
Podemos constatar o seu impacto nos mercados das tecnologias de informação e de comunicação, resistentes à recessão, de Jacarta a Nairobi a São Francisco.
Podemos constatar o seu potencial na produção colaborativa em torno da investigação mundial sobre as mudanças climáticas e a genética humana.
E podemos constatar o seu poder nos movimentos dissidentes no Médio Oriente.
De forma significativa, o poder está a ser transferido do Estado nação e das grandes instituições para as instituições mais pequenas e para os indivíduos.
Só agora começamos a compreender as implicações destas mudanças.
Estas perturbações não requerem uma reação tecnológica. Requerem uma reação em termos de política externa.
 O Che Guevara do século XXI é a rede da Internet 
Os media sociais e os movimentos de dissidência política
Nada do que se está a
passar no Médio Oriente são
revoluções provocadas pela
tecnologia, mas a tecnologia 
desempenhou um papel
importante
Para ser claro, nada do que hoje em dia se está a passar no Médio Oriente são revoluções provocadas pela tecnologia.
O desemprego da juventude, o descontentamento com as famílias reinantes, os elevados preços dos alimentos e outros fatores provocaram a emergência dos movimentos de dissidência.
Mas a tecnologia desempenhou, de fato, um papel importante. É cedo demais para fazer uma análise definitiva, mas podemos tirar várias conclusões dos acontecimentos recentes.
  • Em primeiro lugar, a tecnologia precipitou as mudanças políticas ao juntar online grupos de pessoas com as mesmas opiniões e permitiu a coordenação da construção dos movimentos em tempo real. Acelerou o movimento, tornando um processo que demoraria anos num processo de apenas semanas ou meses.
  • Em segundo lugar, os media sociais tornaram mais fortes ligações fracas, juntando pessoas com vidas e interesses diferentes, que se conheceram online em ações de protesto offline.
  • Em terceiro lugar, distribuiu a liderança por uma grande variedade de atores. O Che Guevara do século XXI é a rede da Internet. Já não é necessária uma figura individual única para organizar e inspirar as massas.
  • Em quarto lugar, constatamos que as plataformas dos media sociais que facilitaram a organização também alimentaram os ciclos noticiosos dos media convencionais, que levaram a história de mudança à região e ao resto do mundo. O que aconteceu quando os jovens na praça Tahrir levantaram posters com seus hashtags no Twitter? A televisão por satélite pan-arábica captou essas imagens, difundiu-as pelo resto do mundo e chamou a atenção para as vozes autênticas nas ruas.
 O debate para saber se estas tecnologias são mais adequadas aos ditadores ou aos democratas acabou. Isso não quer dizer que os ditadores não as utilizem de forma eficaz, porque o fazem. 
A capacidade das redes de informação descentralizadas de facilitar o livre fluxo de informação e de permitir os movimentos dissidentes é claro. As tecnologias de conexão não só possibilitam que as pessoas partilhem ideias entre si e descubram informação que antes não estava disponível, ou era proibida, como também abrem uma janela para o modo como a vida é no resto do mundo.
O debate angustiante para saber se estas tecnologias são mais adequadas aos ditadores ou aos democratas acabou. Isso não quer dizer que os ditadores não as utilizem de forma eficaz, porque o fazem. Estamos cientes dos perigos de repressão reforçados por ferramentas de vigilância sofisticadas.
Mas, em geral, os indícios claros da história recente demonstram que as tecnologias de rede que alimentam o sistema nervoso da vida política, econômica e social modernas tendem a resistir ao controle centralizado e a facilitar os movimentos de ideias descentralizados. A questão que se coloca então é saber como controlar estas forças para servir os interesses da comunidade internacional na promoção da nossa segurança e da prosperidade econômica comuns bem como da realização das nossas aspirações políticas.
Por si só, a tecnologia é agnóstica. Simplesmente amplifica e expande a sociologia existente numa comunidade. Se a comunidade aspira à democracia, a tecnologia facilita isso mesmo. Se a comunidade aspira a outra coisa, a tecnologia facilita essa outra coisa. E se consegue derrubar uma estrutura de poder, não existem quaisquer garantias de que possa ser bem sucedida na construção de uma nova.
A política do governo dos Estados Unidos de promoção do acesso e da adoção das tecnologias de conexão como instrumentos de fortalecimento e progresso humano não é, portanto, uma aposta na tecnologia. É uma aposta nas aspirações de progresso das pessoas, facilitada pela tecnologia.
Tornar a diplomacia pessoal
No século XXI, a inovação
crítica na diplomacia é de
povo para povo
Os media sociais oferecem aos governos uma ferramenta poderosa para interagir diretamente com os povos de uma forma mais local e orgânica. Habitualmente, a diplomacia é conduzida em interações formais entre os Estados nação soberanos.
No século XX, os governos tentaram conduzir a diplomacia com os públicos estrangeiros, difundindo mensagens para lá das suas fronteiras.
No século XXI, a inovação crítica na diplomacia é de povo para povo.
Recorrendo a tecnologias de conexão e a redes de media sociais, os povos de todas as nações podem interagir uns com os outros sobre as questões prementes dos nossos tempos.
Podem partilhar soluções para problemas comuns, ir buscar ideias novas e modificá-las, investir em empreendimentos sociais e comerciais transnacionais e podem entreter-se uns com outros.
Os resultados destas interações estão a dar frutos.
  • As OGNs (organizações não governamentais) internacionais que trabalham no combate à disseminação do HIV utilizam mensagens de texto para enviar instruções sobre como utilizar a medicação antiviral.
  • Um programa de banca móvel desenvolvido no Quênia está agora a ser estudado para ser replicado em todo o mundo.
  • E uma geração de jovens foi inspirada pelos acontecimentos alimentados pelos media sociais na Tunísia e no Egito, realizando as suas próprias aspirações de sociedades mais abertas.
Ao integrar os media sociais na nossa abordagem à arte de governar, a Secretária de Estado Hillary Clinton está a construir relações e a criar ligações com interessados em tantos setores diferentes quanto possível e em tantas línguas quanto possível.
 A tecnologia não é a resposta para todos os nossos desafios de política externa, mas irá permitir-nos fazer outro tipo de perguntas a outro tipo de pessoas. 
Resumindo, estamos a colocar a nossa arte de governar na rede da Internet mundial. Através da rede, estamos a falar com novas comunidades e, acima de tudo, estamos a ouvi-las. Reconhecemos que temos dois ouvidos e apenas uma boca. Por si só, a tecnologia não é a resposta para todos os nossos desafios de política externa, mas irá permitir-nos fazer outro tipo de perguntas a outro tipo de pessoas.
Só por isso, a Internet muda o jogo da arte de governar.
Este artigo é da autoria de Alec Ross, Principal Conselheiro para a inovação da Secretária de Estado Norte-Americana, Hillary Clinton, e do seu colega Ben Scott.
No Revista da NATO
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O conselho do pastor

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Reforma Política e Referendo

Praticamente desde quando se iniciaram as discussões sobre a reforma política, começou a ser debatida a ideia de submeter o que o Congresso aprovasse a um referendo. Já existe uma Proposta de Emenda Constitucional sobre o tema em tramitação no Senado e está no anteprojeto elaborado pela Comissão Especial da Câmara.
Ainda em março, ele entrou na pauta da Comissão Especial do Senado, levado pela liderança do PDT - por sugestão do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) -, que defendeu a realização de um “plebiscito ou referendo” sobre a reforma, como meio de obter o respaldo da opinião pública para as medidas que viessem a ser tomadas e aumentar sua legitimidade. Também, para evitar questionamentos futuros, de quem ficasse insatisfeito.
É uma dessas ideias que parecem tão boas que ninguém tem coragem de lhes fazer oposição. Quem, no Congresso, seria contra a proposta de “ouvir o povo”?
Não é surpresa, portanto, que o referendo recebesse o endosso de todos os partidos e quase todos os senadores que integravam a Comissão. Lá, apenas o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) assumiu, sem receio, o papel antipático de criticá-lo.
No anteprojeto do deputado Henrique Fontana (PT-RS), a ideia está presente, mas em versão diferente (para melhor) da que foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado. O referendo seria realizado “simultaneamente com a terceira eleição geral para a Câmara dos Deputados após a entrada em vigor” da lei com as novas regras. Os senadores preferem que seja feito antes.
Nossos dicionaristas não registram diferenças relevantes no sentido das palavras “plebiscito” e “referendo”, aceitando-as como sinônimas. Designariam a mesma coisa, a consulta ao povo sobre se aprova ou rejeita determinada medida.
Em nossa tradição jurídica e na linguagem política de alguns países, no entanto, elas não têm o mesmo significado. “Plebiscito” é a manifestação prévia da vontade popular, que antecede a edição de uma nova lei e que pode, portanto, até impedir que seja promulgada. Nos Estados Unidos, isso fica ainda mais nítido, pois a expressão é usada quando existe uma iniciativa que se origina no eleitorado, e que, se aprovada, é levada ao Legislativo para receber a forma legal.
O referendo seria diferente. Nele, é a norma pronta que é submetida à ratificação popular. O Legislativo sanciona a lei e cabe aos eleitores referendá-la ou não.
Usando essa terminologia, a proposta do Senado seria fazer um plebiscito, enquanto a da Câmara um referendo, propriamente dito. Embora a PEC do Senado não fixe a data, ela explicita que “eventuais alterações do sistema eleitoral (...) devem ser submetidas a referendo”, deixando claro que elas poderiam deixar de ser feitas.
A ideia de fazer um plebiscito sempre agrada aos que admiram a chamada “democracia direta”, um regime onde os cidadãos não transferem seu poder de decisão e o exercem sem representação. Pode soar “mais democrática” que a democracia representativa, aquela em que as pessoas escolhem representantes através do processo eleitoral e delegam a função legislativa.
Trata-se, contudo, de uma ilusão, baseada na idealização de um passado remoto (que teria existido na democracia ateniense) ou de um futuro longínquo (onde tudo funcionaria perfeitamente). Nas sociedades históricas e na vida real, não há nada de superior na democracia direta.
O cidadão brasileiro sabe que não sabe tudo a respeito do sistema político mais adequado a nossas necessidades. Não conhece (e não tem curiosidade de conhecer) as fórmulas que deram certo e as que não funcionaram em outros países e em outros momentos de nossa história.
Já fizemos um referendo e dois plebiscitos, todos a respeito de questões concretas: em 1963, ficar com o parlamentarismo (aprovado a toque de caixa um ano e meio antes, para limitar o poder de João Goulart) ou voltar ao presidencialismo; em 1993, ficar com ele ou voltar ao parlamentarismo (ou à monarquia); em 2005, restringir a comercialização e a posse de armas de fogo ou deixar as coisas como estavam.
Imaginar uma consulta popular prévia sobre as múltiplas possibilidades de uma reforma política não faz sentido, pois os cidadãos não têm como decidir de maneira informada sobre o assunto. Para isso existe o sistema de representação.
Fazer um referendo mais tarde, quando todos pudermos conhecer o que houve de bom e de ruim no modelo aprovado pelo Congresso, como propõe o anteprojeto da Câmara, essa é que é uma ideia defensável.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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Mensalão do Alckmin agora é oficial

deputado diz que governador conquista apoio com o esquema de venda de emendas
Em entrevista ao telejornal SPTV 2.ª Edição, o deputado estadual Roque Barbiere (PTB/SP), que denunciou o esquema de venda de emendas na Assembléia Legislativa de São Paulo, voltou à carga:
"Algumas pessoas vieram aqui voluntariamente e disseram: deputado, o que senhor disse é verdade, eu trabalhei com fulano de tal e vou lá depor... eu via chegar pacotes de dinheiro"
Depois completou: "... Fruto de venda de emenda."
Em seguida, disse que o governo tucano de Alckmin (e antes era de Serra) sabe e não faz nada:
"O governo fica de braços cruzados, porque é confortável para ele... porque mantém todo mundo refém, dependente destas emendas".
O vídeo do SPTV não é compartilhado, e pode ser visto aqui.
O deputado disse que irá denunciar em juízo aquilo que ele tem provas, e não diz nomes para proteger as testemunhas.
O promotor de Justiça Carlos Cardoso, que investiga o caso, informou que solicitará à Secretaria da Fazenda a relação de emendas ao Orçamento desde 2007.
Já faz 3 meses que ocorreu a primeira entrevista do deputado Roque, e o governador Geraldo Alckmin até hoje não disponibilizou a relação de emendas desde 2007. O que mostra, ou tentativa de abafamento, ou descontrole, ou maracutaia.
A cada ano saem R$ 188 milhões dos cofres públicos paulistas em emendas. É valor muito alto para não ter controle rigoroso na hora que precisa consultar.
Com informações do Estadão e do SPTV
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Geografia da Mafalda

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Roseana decide estatizar fundação do papai Sarney

Governadora do Maranhão envia projeto com urgência para que todas as despesas da Fundação Convento das Mercês, que cultua a personalidade do ex-presidente, sejam assumidas pelo poder público; oposição protesta e OAB pode ir à Justiça
Sem alarde e com urgência. Foi assim que a governadora Roseana Sarney (PMDB) enviou, para apreciação na sessão de hoje da Assembleia Legislativa, o projeto de lei que prevê a estatização da Fundação José Sarney, responsável pela administração do Convento das Mercês.
O Projeto de Lei Nº 259/11 estabelece a criação da Fundação da Memória Republicana Brasileira, de "direito público e duração ilimitada", vinculada à Secretaria de Educação, cujo patrono seria o Presidente do Senado, José Sarney. A controversa lei ainda inclui no orçamento do governo do estado as despesas da Fundação.
O deputado Marcelo Tavares (PSB), líder da oposição na Casa, criticou, em plenário, a medida da governadora: "Será o povo do Maranhão que pagará todos os custos deste culto a personalidade de um cidadão maranhense que se por um lado teve enorme sucesso na vida, deixou o estado do Maranhão como um dos piores Estados da Federação".
Tavares disse que, caso o projeto de lei seja aprovado, a oposição vai solicitar à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que entre com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Para o deputado Rubens Júnior (PC do B), não há justificativas para a urgência no trâmite da matéria, porque, no corpo do projeto de lei, o governo do estado define o prazo de 45 dias, descrito pelo artigo 46 da Constituição Estadual. "O projeto de lei prevê, em algumas passagens, algo não visto sequer no período da Monarquia. A indicação ficará ao cargo do patrono ou dos seus herdeiros, aí é uma verdadeira capitania hereditária no estado do Maranhão", acrescentou o comunista.
O governista Magno Bacelar (PV), conhecido por reagir com frases de efeito aos ataques da oposição, aproveitou a ocasião para render homenagens ao Presidente do Senado e fustigar professores presentes nas galerias. "Para nós, maranhenses, é um orgulho ter Sarney, que já foi presidente da República, o presidente de todos nós, dos brasileiros e das brasileiras, o presidente dos mal-educados professores que devem respeitar a tribuna, aqueles professores que não querem trabalhar", ironizou Bacelar.
Perguntado o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo (PMDB), se limitou a informar que o projeto está na comissão de constituição e justiça e que deverá ser votado hoje após apreciação.
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O covil do bandido

Bandido contratado pela Veja diz que tem provas, mas só vai mostrar depois de ouvir o áudio do grampo do Gilmar Dantas
O soldado da polícia militar do Distrito Federal João Dias Ferreira fez mais ameaças nesta terça-feira (18) contra o ministro Orlando Silva (Esporte). Repetiu que tem provas da participação do ministro em irregularidades na pasta e diz que em pouco tempo "todos saberão quem é quem".
Casa que a honesta testemunha da Veja comprou com soldo de PM
No Esquerdopata
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À espera dos 800 empresários do Mário Amato

Por aqui a mídia ainda se coloca ao lado dos impostores do impostômetro.
EMPRESARIOS
Resulta extraño, pero sucedió ayer en Chile. Los dirigentes empresarios, Felipe Lamarca y el exportador Roberto Fantuzzi, pidieron ayer que les suban los impuestos que pagan y así financiar las demandas sociales. Pero el gobierno de Sebastián Piñera se opone. Los empresarios hicieron esta propuesta luego de nuevas marchas estudiantiles, pero el ministro de Hacienda, Felipe Larraín, fue tajante: “Las demandas sociales no pueden destruir lo mucho que hemos construido en este país”, afirmó.
Pagina/12



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Hoje no Rio tem 'faxina' na Rede Globo

Convite:
Faxina na corrupção da imprensa e NAQUELA Corruptora.
Ato de protesto pacífico e bem humorado (mas com indignação): 
“Lavagem da calçada da Rede Globo”.
Dia: hoje (19/10/2011), quarta-feira
Hora: das 13 às 16 horas.
Local: Rede Globo de Televisão
Rua Von Martius, 22, Jardim Botânico - Rio de Janeiro
O evento, organizado pelo RioBlogProg, Fale-Rio, UNE, UEE-RJ, DCE Facha, DCE Uezo, DCE UVA, UJS, CTB, Unegro, UBM, Dacos Leonel Brizola, Dadir João Cândido e Datur João Amazonas, é aberto a toda a população.
Os organizadores pedem que sejam levados cartazes, vassouras e produtos de limpeza, pois, há muito tempo, a Rede Globo de Televisão merece uma boa faxina.
Além dos tradicionais, lembrem-se dos cartazes da hora, sobre a corrupção envolvendo a Globo com Ricardo Teixeira, de pedir para a ONG da Globo - Fundação Roberto Marinho - devolver os R$ 17 milhões do Ministério do Turismo.
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Ele jura que foi assim...

Quem não acredita numa história verídica dessas é porque não tem coração!
No Bicho Maluka Beleza!!!
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Vejamente: um panfleto para agitar

Folheto distribuído ontem na Avenida Paulista (SP) nas comemorações do Dia Mundial pela Democratização da Mídia.
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Charge online - Bessinha - # 865

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