18 de out de 2011

Civita quer derrubar Dilma

Na Argentina, expulsaram os Civita do país
Este ansioso blogueiro também ouviu de um interlocutor com Roberto Civita a mesma ameaça: eu quero derrubar a Dilma !
Civita lamentou não ter conseguido derrubar o Lula nem eleger o Cerra.
Mas, agora, ele não falhará.
Esse interlocutor de Civita que conversou comigo também é do PT e pode ser o mesmo do José da Abreu.

No último domingo, o ator José de Abreu, esse simpaticíssimo sessentão paulista de Santa Rita do Passa Quatro, soltou uma nota no Twitter que, desde então, vem sendo objeto de curiosidade e de intensos debates na internet devido ao teor explosivo que encerra. Abaixo, a reprodução da nota do ator. Foi capturada em seu perfil naquela rede social.
 

Diante da enormidade que é haver dado concreto sobre uma premissa que todos os que se interessam por política já intuíam diante do comportamento da revista Veja nos últimos tempos, sobretudo após o caso escabroso em que um repórter desse veículo tentou invadir o apartamento do ex-ministro José Dirceu em um hotel de Brasília, decidi entrevistar o autor de tão interessante informação. 
Conversei com Abreu por telefone durante cerca de 40 minutos. Foi mais um bate-papo informal. Girou, basicamente, em torno da informação que o ator obteve, mas enveredou por sua visão sobre como e por que um empresário do setor de comunicação ousa mandar ao governo do país um recado dessa magnitude, em termos de arrogância.
Segundo Abreu, a informação lhe foi passada por um petista graúdo que procurou a direção da Veja logo após a tentativa de invasão do apartamento de Dirceu. O emissário não teria procurado a revista em nome do governo, mas, sim, em nome do PT.  Ainda segundo o entrevistado, essas conversas de petistas e até do governo com a mídia ocorrem institucionalmente e com freqüência. A tal “raposa felpuda” do PT teria ponderado com a direção da Veja que precisaria haver limites, que a revista estaria passando da conta. Enfim, teria sido a tentativa de um pacto de convivência mínimo. Aliás, informação relevante do entrevistado foi a de que esse pacto até já existe e é por isso que Dilma vem sendo poupada pela mídia, apesar dos ataques ao seu governo. 
A resposta veio de cima, do próprio Roberto Civita, e foi a de que não haveria acordo: a Veja pretende derrubar o governo Dilma. As razões para isso não foram explicadas, apesar de que o interlocutor de Abreu diz que o dono da Veja está enfurecido com os sucessivos governos do PT que, nos últimos 9 anos, tiraram da grande mídia montanhas de dinheiro público.
Sempre segundo o entrevistado, apesar de muitos acharem que o governo “dá dinheiro” à mídia (via publicidade oficial) apesar de ser fustigado por ela, nos últimos 9 anos a publicidade do governo federal, a compra de livros didáticos da Abril, enfim, tudo que o governo gasta com comunicação passou a pingar nos cofres midiáticos em proporção infinitamente menor do que jorrava até 2002. 

De fato, de 2003 para cá esse bilhão de reais que o governo gasta oficialmente em comunicação, que até aquele ano era dividido entre 500 veículos, hoje irriga cerca de oito mil veículos, muitos deles com linha editorial totalmente inversa à dos grandes meios de comunicação que até o advento da eleição de Lula, em 2002, mamavam tranquilamente. E sozinhos. 
Abreu também diz que essa coexistência de bastidores entre adversários políticos (imprensa tucana, de um lado, e PT e governos petistas de outro) se deve a um fato inegável: os políticos precisam da mídia e isso fica claro quando a gente se surpreende ao ver petistas, os mais alvejados por esses veículos, concedendo cordiais entrevistas aos seus algozes.
Particularmente, este blog não se surpreendeu com as revelações de José de Abreu. As marchas contra a corrupção, o objetivo claro de impedir o funcionamento do governo lançando matérias incessantes só contra o governo federal enquanto escândalos enormes como o das emendas dos deputados estaduais paulistas recebem espaço quase zero, mostram que a mídia pretende inviabilizar o governo Dilma Rousseff. 
Mais uma vez, digo a quem não acredita: se o cavalo do golpe passar selado, a mídia monta sem pensar. E, agora, tenho até evidências concretas para fundamentar meu ponto de vista. Será, então, que o PT e o governo Dilma vão ficar sentados esperando o golpe? Querem a minha opinião? Acho que vão. Eles ainda acreditam que podem se entender com a imprensa golpista.
No Conversa Afiada
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O advogado tarado do metrô de SP

O advogado Walter Dias Cordeiro Júnior, de 46 anos, acusado de molestar uma estudante de 21 anos dentro de um vagão do metrô, na última sexta-feira (14), em São Paulo, foi solto da carceragem do 31º Distrito Policial, na Vila Carrão, zona leste. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), ele pagou uma fiança e foi posto em liberdade ontem à noite. A SSP não soube informar o valor da fiança.
Walter foi desligado da função de corregedor que ocupava desde fevereiro de 2002, segundo a Corregedoria Geral da Administração, órgão vinculado à Casa Civil em São Paulo. De acordo com a Corregedoria, o acusado é oficial administrativo do DER (Departamento de Estradas e Rodagem) desde 24 de janeiro de 1987, tendo ingressado por meio de concurso público.
No Maria da Penha Neles!
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Os Trapalhões

Pela manhã:
A tarde:
O PM com os homens bons:
As provas apresentadas pelo PM:
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Charge online - Bessinha - # 864

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Abril é escolhida "apoiadora oficial da Fifa"

Uma relação óbvia, que fica explícita graças à Internet. A matéria contra Orlando Silva ficava evidente que era apenas peça de um jogo maior.
No site oficial da Copa do Mundo Fifa, ao pé da página aparece a Editora Abril, como "Apoiadora Oficial para a Mídia Impressa".
Veja:

Parceiros Comerciais

Apoiadora oficial para mídia impressa

Retuitado por Stanley Burburinho
No Advivo
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Vencedores do Prêmio Jabuti 2011

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou "Ribamar", de José Castello (Editora Bertrand Brasil), como vencedor da categoria de melhor romance do ano do Prêmio Jabuti 2011.
Também foram premiados os livros "Desgracida", de Dalton Trevisan (categoria contos e crônicas), "1822", de Laurentino Gomes (categoria reportagem), e "Em Alguma Parte Alguma", de Ferreira Gullar (categoria poesia). Veja abaixo a relação de todas as 29 categorias.
Este ano, segundo o novo regulamento da CBL, apenas um título foi premiado em cada categoria. Até o ano passado, eram selecionados três colocados e todos eles poderiam concorrer aos prêmios de livro do ano (ficção e não ficção), o que sempre gerava controvérsias, principalmente quando o livro do ano não coincidia com o primeiro colocado. Desta vez, apenas o vencedor de cada categoria entrará na disputa. Os Jabutis de livro do ano serão anunciados no dia 30 de novembro, em São Paulo. O prêmio será de R$ 30 mil, tanto para ficção quanto não ficção.
Categorias
01. Capa
INVISÍVEL      COMPANHIA DAS LETRAS    JOÃO BAPTISTA DA COSTA AGUIAR
02. Ilustração
O CORVO     EDITORA SCIPIONE S.A    MANU MALTEZ
03. Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
GILDO    BRINQUE-BOOK EDITORA DE LIVROS LTDA    SILVANA RANDO
04. Arquitetura e Urbanismo
DOIS SÉCULOS DE PROJETOS NO ESTADO DE SÃO PAULO/GRANDES OBRAS E URBANIZAÇÃO VL. 1/2/3 COM LUVA    IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO S/A / EDUSP    NESTOR GOULART REIS / COLAB: MONICA SILVEIRA BRITO
05. Artes
OS SATYROS    IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO     GERMANO PEREIRA
06. Biografia
ALCEU PENNA E AS GAROTAS DO BRASIL:MODA IMPRENSA 1933 A 1975    AMARILYS    GONÇALO JÚNIOR
In Memorian: DE MENINO A HOMEM - DE MAIS DE TRINTA E DE QUARENTA, DE SESSENTA E MAIS ANOS    GLOBAL EDITORA    GILBERTO FREYRE
07. Ciências Exatas
TEORIA QUÂNTICA: ESTUDOS HISTÓRICOS E IMPLICAÇÕES CULTURAIS    EDITORA LIVRARIA DA FÍSICA E EDITORA EDUEPB    OLIVAL FREIRE JR. , OSVALDO PESSOA JR. , JOAN LISA BROMBERG (ORGS)
08. Ciências Humanas
MANEJO DO MUNDO: CONHECIMENTOS E PRÁTICAS DOS POVOS INDÍGENAS DO RIO NEGRO    INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL    ALOISIO CABALZAR
09. Ciências Naturais
BIOETANOL DE CANA-DE-AÇÚCAR - P&D PARA PRODUTIVIDADE E SUSTENTABILIDADE    EDITORA EDGARD BLÜCHER LTDA E FAPESP    LUÍS AUGUSTO BARBOSA CORTEZ (COORD)
10. Ciências da Saúde
ATLAS DE ENDOSCOPIA DIGESTIVA DA SOBED     EDITORA REVINTER    SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOSCOPIA DIGESTIVA - MARCELO AVERBACH
11. Comunicação
IMPRESSO NO BRASIL    EDITORA UNESP E FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL     ANIBAL BRAGANÇA E MARCIA ABREU (ORGS)
12. Contos e Crônicas
DESGRACIDA    RECORD    DALTON TREVISAN
13. Didático e Paradidático
COLEÇÃO PESSOINHAS    EDITORA FTD    RUTH ROCHA E ANNA FLORA
14. Direito
FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO AMBIENTAL BRASILEIRO    ELSEVIER EDITORA LTDA     NORMA SUELI PADILHA
15. Economia, Administração e Negócios
MULTINACIONAIS BRASILEIRAS: INTERNACIONALIZAÇÃO, INOVAÇÃO E ESTRATÉGIA GLOBAL    BOOKMAN    MOACIR DE MIRANDA OLIVEIRA JUNIOR E COLABORADORES
16. Educação
IMPACTOS DA VIOLÊNCIA NA ESCOLA: UM DIÁLOGO COM PROFESSORES    EDITORA FIOCRUZ    SIMONE GONÇALVES DE ASSIS, PATRÍCIA CONSTANTINO E JOVIANA QUINTES AVANCI (ORGS.)
17. Fotografia
FOTOGRAFIA DE NATUREZA    EDITORA EUROPA     LUIZ CLAUDIO MARIGO
18. Gastronomia
MACHADO DE ASSIS: RELÍQUIAS CULINÁRIAS     EDITORA UNESP    ROSA BELLUZZO
19. Infantil
OBAX    BRINQUE-BOOK EDITORA DE LIVROS LTDA    ANDRÉ NEVES
20. Juvenil
ANTES DE VIRAR GIGANTE E OUTRAS HISTÓRIAS    EDITORA ÁTICA S.A     MARINA COLASANTI
21. Poesia
EM ALGUMA PARTE ALGUMA    JOSÉ OLYMPIO LTDA.     FERREIRA GULLAR
22. Psicologia e Psicanálise
CORAÇÃO... É EMOÇÃO: A INFLUÊNCIA DAS EMOÇÕES SOBRE O CORAÇÃO    EDITORA ATHENEU    ELIAS KNOBEL, ANA LÚCIA MARTINS DA SILVA, PAOLA BRUNO DE ARAÚJO ANDREOLI
23. Reportagem
1822    EDITORA NOVA FRONTEIRA PARTICIPAÇÕES    LAURENTINO GOMES
24. Romance
RIBAMAR    BERTRAND BRASIL    JOSÉ CASTELLO
25. Tecnologia e Informática
APRENDIZAGEM A DISTÂNCIA     IMPRENSA OFICIA DO ESTADO S/A    FREDRIC M. LITTO
26. Teoria / Crítica Literária
CÂMARA CASCUDO E MÁRIO DE ANDRADE - CARTAS, 1924-1944    GLOBAL EDITORA    MARCOS ANTONIO DE MORAES (ORG)
27. Turismo e Hotelaria
HOSPITALIDADE - A INOVAÇÃO NA GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES PRESTADORAS DE SERVIÇOS    EDITORA SARAIVA    GERALDO CASTELLI
28. Projeto Gráfico
THEODORO SAMPAIO - NOS SERTÕES E NAS CIDADES    VERSAL EDITORES LTDA (ODEBRECHT)    KARYN MATHUIY
29. Tradução
O LIVRO DE DEDE KORKUT     EDITORA GLOBO     MARCO SYRAYAMA DE PINTO
No Mundo de K
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O livro que eu não li

Hoje vou fazer a crítica de um livro que não li, jogando por terra em apenas duas laudas e algumas linhas um dos valores que mais respeito nas relações entre a crítica e o criador de uma obra de arte: o conhecimento da obra e do autor. Portanto, faço uma crítica (e ao mesmo tempo uma autocrítica pela atitude assumida) a uma obra literária em que não conheço o conteúdo e o autor. E faço-o conscientemente por saber que nem o livro em questão e nem a minha crítica têm a menor importância para a maioria dos leitores e dos brasileiros em geral, a não ser – talvez – para os meus amigos e os amigos do autor. E olhe lá! Ainda assim, os neurônios me convidam a ação.
O livro, de 500 páginas, tem o modesto e pretensioso título de O QUE SEI DE LULA. Tomei-o em minhas mãos na livraria e dispus-me a ler a contracapa e a “orelha”, devolvendo-o à estante logo em seguida, antes que a náusea me dominasse. E podem todos ter a certeza de que não sou lulista de carteirinha. Fiquei ali parado por um instante, pensando num dos primeiros aforismos que ouvi na vida, ainda adolescente, e proferido por meu saudoso pai: “É o porco falando do toicinho”.
Muito provavelmente o livro que eu não li possa ser dissecado por um psicólogo ou até mesmo um psiquiatra (nunca se sabe bem sobre essas nuanças), pois é quando personalidades tão díspares se encontram naqueles milhares de fatos e curiosidades que uma pessoa pode falar (no caso escrever) sobre outra.
Outro ditado, também bastante conhecido de escritores e jornalistas é aquele que diz que uma folha de papel em branco aceita qualquer coisa, inclusive essa minha crítica. Fato que pode se tornar mais trágico quando se trata de biografias, quase biografias e/ou autobiografias – autorizadas ou não – envolvendo celebridades.
É fato conhecido até do mundo mineral (como gosta de afirmar o jornalista Mino Carta) que durante o trágico período da escravidão e do tráfico de escravos, que os mais terríveis caçadores de negros nas costas africanas eram muitos dos próprios negros, pois assim, além de obterem vantagens pecuniárias, se livravam eles mesmos de serem capturados e enviados como mercadorias para terras distantes. Oportunistas e traidores de sua própria gente.
Confesso que tripudiar sobre um presidente nordestino, sem curso superior e que deu certo como presidente da república não é tarefa das mais fáceis, mas há sempre quem tente, há sempre alguém à procura dos holofotes da maledicência, sendo que o autor do livro em questão não é o primeiro a tentar. Já ouve quem o fizesse com outro livro e se auto exilou. A propósito, Veneza me lembra um clássico do teatro mundial. O autor da peça parece ter conhecido bem a alma humana.
Para Shakespeare, o homem é, de fato, uma coisa extraordinária. Em uma de suas tragédias, OTELO, o poeta mostra isso à perfeição. Anda por ali um personagem fabuloso, de nome IAGO, envenenando os ouvidos do mouro sobre sua amada DESDEMONA. Tal IAGO é figura interessantíssima, emblemática para os dias que correm.
Como não tenho inveja do ex-presidente LULA e muito menos do autor do livro em questão, sinto-me perfeitamente à vontade para refletir sobre alguns fatos concretos e que mantêm relação direta com o assunto, tais como:
- por qual razão milhares de trabalhadores brasileiros das camadas mais simples da população gostam tanto de LULA?
- por qual razão muitos empresários brasileiros também gostam de LULA?
- por qual motivo o ex-presidente tem recebido tantas homenagens dentro e fora do Brasil?
- por que razão um presidente “semi-analfabeto que se orgulha de não ter estudos”, como alegam seus detratores, criou proporcionalmente no seu governo o maior número de universidades no Brasil?
- Em nome do quê, alguns – vamos admitir – intelectuais, particularmente nos emergentes da classe média paulistana, adoram procurar pretextos para ridicularizar ou desmerecer a figura de Lula da Silva?
Já no alto da contra capa do livro que não li, um filósofo, ou coisa parecida, afirma categoricamente que qualquer um que ler o livro do autor-jornalista verá quem de fato é Lula e como ele vem enganando os trabalhadores e o povo brasileiro há anos.
Nas últimas semanas, estupefata, a mídia servil a interesses antinacionais vem se perguntando como é que lá fora outros países podem dar tantos prêmios e render tantas homenagens a ele, o semianalfabeto? Dá até para perceber a inveja corroendo as tripas dessa gente. Postam-se de manhã em frente ao espelho, com certeza, antes de escovar os dentes, o rosto bem barbeado, a perguntarem-se: como é que pode? Então, eu, que passei anos da minha vida estudando, tenho cursos feitos no exterior, títulos e mais títulos, leio Aristóteles e Hegel no original, falo inglês, não consigo ser homenageado nem em uma reunião de condomínio?
O pior da inveja não é o mal que ela faz ao invejoso, mas – sobretudo – a disseminação de subjetividades longe ou em confronto com a realidade.
Escritores, ainda bem que pouquíssimos, e jornalistas da mídia venal, esses infelizmente em maior número, acusam e condenam sem qualquer tipo de constrangimento. Como o terrível IAGO, essa prática envenena a informação e a cultura brasileiras.
Sugiro ao jornalista que escreveu esse calhamaço sobre Lula para destilar a sua inveja que aproveite o embalo e escreva agora O QUE SEI SOBRE O CABO ANSELMO.
Izaías Almada
No Escrevinhador
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Ranking põe trabalhadores brasileiros entre os mais 'engajados' do mundo

Os empregados brasileiros estão entre os mais engajados no trabalho, segundo uma pesquisa internacional que colocou os funcionários de empresas no país em terceiro em um ranking de 18 países.
Para pesquisadores, realidade da economia mundial
influi no ranking de engajamento no trabalho
A pesquisa, realizada pela consultoria ORC International, considera como engajado o empregado que fala bem da empresa e de seus produtos, tem interesse em continuar sendo parte da organização e em buscar seus objetivos e se esforça para ir além das expectativas básicas de sua função.
Em um índice de 0 a 100, o engajamento dos empregados brasileiros foi classificado em 64, atrás somente dos chineses (67) e indianos (74).
Segundo a ORC International, a pesquisa mostra o impacto que as mudanças econômicas globais vêm tendo sobre o ambiente de trabalho, já que os três primeiros do ranking são países com crescimento acelerado nos últimos anos.
No outro oposto, três das últimas cinco posições do ranking são ocupadas por economias desenvolvidas europeias (Grã-Bretanha, França e Espanha), e a última posição é ocupada pelo Japão.
"Sem dúvida os maiores beneficiários da crise econômica têm sido os grandes mercados emergentes. Enquanto os países com economias avançadas lutavam para manter o fluxo de capital por meio de seus sistemas financeiros prejudicados, economias emergentes como a China, a Índia e o Brasil estavam destinados a se adaptar e prosperar", comentam os autores da pesquisa.
A China foi o país que mais se destacou no ranking deste ano, subindo sete posições em relação ao ano passado e tomando a segunda posição do Brasil.
Por outro lado, a Grã-Bretanha e a Austrália caíram quatro posições cada no ranking, ocupando respectivamente a 17ª e a 14ª posições.
Apesar do alto nível de engajamento geral medido pela ORC International entre os trabalhadores brasileiros, a pesquisa coloca o país apenas em 11º entre os 18 pesquisados quando é analisada somente a percepção sobre o ambiente de trabalho.
O país perdeu cinco posições no ranking sobre ambiente de trabalho entre 2010 e 2011. Segundo a consultoria, "se os índices nessa área continuarem a cair, a bolha do engajamento no Brasil pode estourar no futuro próximo".
"Assim como os mercados emergentes e os níveis de crescimento rápido levaram à formação de bolhas perigosas na economia, o engajamento dos trabalhadores está longe de estar imune a essas tendências", observa a pesquisa.

Ranking de engajamento de trabalhadores

  1. Índia
  2. China
  3. Brasil
  4. Suíça
  5. Estados Unidos
  6. Áustria
  7. Canadá
  8. Holanda
  9. Alemanha
  10. Rússia
  11. Cingapura
  12. Itália
  13. Austrália
  14. Espanha
  15. França
  16. Hong Kong
  17. Grã-Bretanha
  18. Japão
No BBC Brasil
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Pastor Silas Malafaia: "desça o porrete nos gays"

Estamos vendo homofóbicos que tem visibilidade na mídia, no Congresso, nas igrejas vociferar agressões, e até pedir que se agrida homossexuais. Aí ficamos chocados ao ver casos de assassinatos bárbaros de homossexuais como várias vezes já postei aqui como:
A gente se pergunta de onde vem tanta agressividade, tanta crueldade...?
Assista o vídeo e você verá do que falo:
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Enchente pode render ficha-suja para governantes em São Paulo

Promotor quer responsabilizar autoridades por cheias em áreas com problemas conhecidos há mais de 3 anos
SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual (MPE) quer tornar "ficha-suja" as autoridades responsáveis por áreas que voltarem a alagar em São Paulo no próximo período de chuvas. Oito anos após começar a apurar as responsabilidades pelas enchentes, a Promotoria diz que subprefeitos, secretários e até o prefeito Gilberto Kassab (PSD) serão processados por improbidade, caso áreas famosas pelos alagamentos - como Pompeia e Bom Retiro - voltem a ficar debaixo d’água.
"Houve tempo suficiente para que as autoridades realizassem obras para evitar enchentes constantes em pontos como o Jardim Helena, na zona leste, ou na Rua Turiaçu, ao lado do Palmeiras. São inundações que se repetem a cada chuva. Ou o agente público não fez a obra ou a obra foi feita e o dinheiro mal empregado. Agora esse agente precisa responder por isso na Justiça", afirma o promotor Mauricio Antonio Ribeiro Lopes.
Um mapeamento com os principais pontos de alagamento da cidade está sendo montado pelo promotor, a partir de dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e dos 18 volumes do inquérito das enchentes. Também estão sendo incluídas denúncias de cidadãos encaminhadas à Promotoria. Quando for constatada a reincidência de alagamento, Lopes afirma que será movida uma ação civil pública, pedindo reparação de danos materiais e morais para os moradores do local afetado.
Caso ganhe a ação, o MP vai destinar o dinheiro para o Fundo Estadual de Reparação dos Direitos Difusos e Coletivos, que planeja ações antienchentes. Se um morador quiser processar o Poder Público, pedindo reparação de danos, será necessária a abertura de processo individual na Promotoria de Habitação. "A ação do MPE visa a sujar a ficha do agente público que não resolveu um problema que já era de seu conhecimento há pelo menos três anos", acrescenta o promotor.
Um ofício para oito secretarias municipais e 31 subprefeituras, para o gabinete do prefeito e para a Secretaria Estadual de Recursos foi enviado pela Promotoria de Habitação em 15 de julho. "Pedimos um raio X dos recursos investidos no combate aos alagamentos nos últimos anos e das obras em andamento", disse Lopes. O promotor ressalta que o objetivo da ação "é trocar um cargo de confiança por um de competência técnica".
Início. O inquérito sobre as enchentes na capital foi aberto no dia 26 de fevereiro de 2003, pelo promotor Mauro Augusto Falachias. A denúncia inicial era sobre a construção de um condomínio em área de preservação do Horto Florestal, bairro da zona norte. Nesses oito anos, os promotores que passaram pelo caso pediram a remoção de moradores de nove áreas de risco que foram reurbanizadas e a canalização de três córregos.
Mesmo assim, durante todo esse período nenhuma ação civil pública contra gestores públicos foi ajuizada pelo Ministério Público. Só agora, oito anos depois, é que a Promotoria ameaçou pela primeira vez recorrer à Justiça para tentar diminuir a ocorrência de alagamentos na capital. Atualmente, as denúncias que mais chegam ao MPE sobre enchentes se referem aos alagamentos constantes da zona oeste e das enchentes no Jardim Helena e na região de M’Boi Mirim, na zona sul.
Silêncio
Procurada, a Prefeitura de São Paulo informou que não se manifestaria sobre a notificação do MPE. Para o orçamento de 2012, Kassab reservou R$ 160 milhões para obras antienchentes.
PARA LEMBRAR
Obras ficam só no papel
Os principais projetos antienchente do governo estadual e da Prefeitura para a capital vão continuar no papel por mais um verão. Como o Estado mostrou na última semana, obras como as muretas de proteção para o Rio Tietê parar de transbordar e piscinões no centro e na periferia da cidade, prometidas pelo governo estadual, não ficarão prontas até o fim do ano.
O mesmo vai acontecer com projetos prometidos pela Prefeitura. No total, tanto o Estado quanto o Município não haviam contratado sequer 30% do previsto para o ano em obras antienchente até o fim de setembro.
Como denunciar
Qualquer cidadão pode enviar provas e denúncias ao Ministério Público Estadual sobre alguma área da capital que ficou alagada nos últimos anos. Basta reunir o material (fotos, vídeos, relatos etc.) ou protocolos de reclamações feitos nas subprefeituras para o e-mail pjhurb@mp.sp.gov.br. Com base nessas reclamações, o MPE poderá acionar a Justiça caso essa área alague novamente no próximo Verão.
No Estadão
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TV tucana entrevista criminoso impune

Mandem o Cabo Anselmo para o Tribunal de Haia
Ressurgiram de longo ostracismo, na noite de ontem, segunda-feira, 16, duas pessoas que têm algo em comum.
O jornalista Mario Sergio Conti e o Cabo Anselmo.
O primeiro, na condição de entrevistador. O segundo, como entrevistado do Roda Viva, da TV Cultura.
Ao botar a sua cara no ar, depois de tantas décadas de sumiço, o nefando Cabo Anselmo confirma a suspeita de que está em campanha para se beneficiar das pensões da Lei da Anistia.
Quis despertar piedade nos espectadores, ele que foi um dedo-duro impiedoso, tingido à distância pelo sangue de tantos militantes generosos de quem ele se aproximou e que ele tão sinistramente denunciou.
Felizmente, havia outros entrevistadores, fora o âncora, capazes de cobrar Anselmo por seus crimes hediondos.
Uma coisa importante, o dedo-duro (refiro-me ao cabo Anselmo) confessou: há gente que paga suas contas. Três empresários, disse ele. Desde o início dos anos 70. Seria bom que o Brasil soubesse quem é cúmplice do algoz.
Agora que a gente sabe onde ele está, não seria o caso de mandá-lo para aquele tribunal internacional que julga crimes contra a humanidade, lá em Haia, na Holanda?
Porque aqui um sujeitinho vil como ele (de novo: refiro-me ao cabo Anselmo) sempre terá a proteção dos setores mais tenebrosos da sociedade e sempre se beneficiará da terrível omissão da lei.
Nirlando Beirão
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Com as barbas de molho

Compare as duas formas de noticiar o fato:


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Fale Rio

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Presidente do Corinthians: “De merda o meu time está cheio”

Andres Sanches, presidente do Corinthians, declarou à rádio Itatiaia/MG, ao ser questionado sobre o interesse pelo jogador Montillo, do Cruzeiro, que não o contrataria porque “de merda o meu time está cheio… não preciso de outra.”
Horas depois, questionado pelo repórter Samuel Venâncio, da mesma rádio, confirmou o que houvera falado anteriormente (áudio disponível abaixo), fato repercutido, também, pela SPORTV.
Não é a primeira vez que o presidente do Corinthians desestabiliza sua equipe com frases depreciativas, inadequadas para o momento em que a equipe ainda briga pelo título de um campeonato importante, como é o Brasileirão.
“Já tenho um treinador ruim. Vou trazer mais uma merda”, disse o mandatário alvinegro, com a elegância habitual, sobre Tite, meses atrás, ao ser questionado pelo interesse em Muricy Ramalho.
No Blog do Paulinho
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Van Gogh não cometeu suicídio, dizem autores de biografia

Os autores de uma nova biografia do pintor holandês Vincent van Gogh dizem que ele não cometeu suicídio, ao contrário do que se acreditava.
Van Gogh pode ter assumido a culpa sobre
a própria morte para proteger adolescentes
Steven Naifeh e Gregory White, que escreveram o livro Van Gogh: The Life (Van Gogh: A Vida, em tradução livre), dizem que o mais provável é que o artista tenha morrido depois de ser atingido por disparos acidentais feitos por dois jovens que ele conhecia, que carregavam uma "arma com defeito".
Os autores chegaram a esta conclusão depois de passarem dez anos estudando com o auxílio de mais de 20 tradutores e pesquisadores.
O Museu Van Gogh, em Amsterdã, disse que a afirmação é "dramática" e "intrigante".
No entanto, o curador do museu, Leo Jansen, disse em um comunicado que "muitas questões permanecem sem resposta" e que seria "prematuro descartar o suicídio".
Van Gogh morreu aos 37 anos, na cidade de Auvers-sur-Oise, na França, em 1890.
Ele estava hospedado no hotel Auberge Tavoux, de onde caminhava até os campos de trigo locais para pintar.
Por muito tempo, pensou-se que ele havia disparado contra si mesmo no campo antes de retornar para o hotel, onde faleceu no dia seguinte.
Caubói
Mas segundo Steven Naifeh, Van Gogh não foi para o campo com a intenção de suicidar-se.
O autor afirma que a versão mais aceita pelas pessoas que o conheciam em Auvers diz que ele teria levado um tiro acidental de um dos dois rapazes.
Antes de morrer, em consequência da infecção do ferimento, o pintor teria assumido a culpa pelo disparo, para proteger os adolescentes.
Naifeh diz que o renomado historiador de arte John Rewald chegou a registrar esta versão dos eventos quando visitou Auvers nos anos 30, e que outros detalhes corroboram a teoria.
Entre eles, a confirmação de que a bala teria penetrado no abdômen do pintor em um ângulo oblíquo, e não reto, como é comum em suicídios.
"Sabia-se que estes dois rapazes iam beber àquela hora do dia com Vincent. Um deles estava usando uma roupa de caubói e tinha uma arma quebrada com a qual brincava."
"Então temos dois adolescentes com uma arma quebrada, um garoto que gosta de brincar de caubói e três pessoas que provavelmente beberam demais", conclui Naifeh.
Por causa destes fatores, o autor afirma que um "homicídio acidental" é "muito mais provável".
No livro, os autores também fazem revelações sobre as relações familiares e a saúde do artista holandês.
De acordo com eles, o sofrimento de Van Gogh, tido como um misto de mania e depressão, resultava de um tipo de epilepsia.
Milhares de cartas escritas pelo artista, que ainda não haviam sido traduzidas, estavam entre os documentos utilizados por Naifeh e White para criar uma base de dados de 28 mil notas, para a pesquisa que deu origem ao livro.
No BBC
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Discurso da presidenta Dilma no Fórum Ibas

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Fale Rio

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Charge online - Bessinha - # 863

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Serra sobre o governo: "Central de corrupção"

Derrotado nas últimas eleições, ex-presidenciável tucano se vale do episódio Orlando Silva para faturar e fazer, em artigo postado na internet, sua mais ácida crítica sobre o governo Dilma Rousseff; será que ele tem pautado as denúncias?
Discretamente, José Serra, candidato tucano derrotado nas últimas eleições presidenciais, começa a voltar à cena política. Dias atrás, ele postou em seu Twitter uma mensagem sobre 2014, sinalizando que ainda está no páreo e mandando um recado para que Aécio Neves não coloque o carro na frente dos bois. Hoje, no calor do escândalo que atinge o ministro dos Esportes, Orlando Silva, ele postou em seu blog sua mais ácida crítica ao governo Dilma. Diz Serra que o governo se transformou numa “central de corrupção”. Numa das crises ministeriais recentes, a que derrubou Wagner Rossi da Agricultura, Serra foi acusado pelo ministro demissionário de ter pautado os ataques contra ele. Será que Orlando Silva fará o mesmo? Leia abaixo o artigo de Serra:
Novo escândalo envolvendo verbas federais, agora para o esporte. Quero chamar a atenção para um aspecto menos visível nesses reiterados casos de corrupção que diz respeito mesmo à organização do estado brasileiro – ou à sua desorganização. Reparem que o imbróglio envolve recursos federais alocados pelo próprio ministério para pequenos projetos locais, municipais ou inframunicipais.
Um programa como esse “Segundo Tempo” deveria, obviamente, ser de caráter municipal ou, no máximo, estadual. Bastaria o governo federal entregar os recursos para as outras esferas de governo e, naturalmente, estabelecer algum tipo de controle sobre sua aplicação. Poderia até fixar uma certa contrapartida dos estados e municípios – governadores e prefeitos aceitariam fazê-lo, com grande facilidade.
Isso não evitaria, por si, desvios e propinas, mas os dificultaria, sem dúvida, em razão de um cruzamento de controles feitos por esferas distintas. Haveria, ao menos, mais fiscalização e, estou certo, mais eficiência.
A descentralização saiu de moda no Brasil. Historicamente, a ela sempre tenderam a resistir os parlamentares federais, pois a centralização lhes permite atuar como facilitadores da liberação de recursos para programas que são do interesse da população. Mesmo os parlamentares sérios, que não estão em busca de propinas, acabam condescendendo com esse modelo.
Nos anos oitenta, surgiram forças políticas que fizeram da descentralização uma bandeira e uma prática, a exemplo de Franco Montoro e José Richa, quando governaram, respectivamente, São Paulo e Paraná e, depois, na Constituinte. Foi essa tradição que Fernando Henrique seguiu na Presidência da República. Nos bons tempos, essa chegou a ser uma bandeira do PSDB.
Mas a gestão federal petista fez tudo ao contrário: recentralizou ao máximo as ações apoiadas pelo governo federal, na ânsia de manipular e obter faturamento político-eleitoral. Mais ainda: a centralização facilita o loteamento da administração federal, pois fortalece, abre ou cria novas áreas de domínio para oferecer aos parceiros nas lambanças.
Ou por outra: o governo acaba se tornando uma central de corrupção.
~ o ~
Serra e o seu telhado de vidro
O senhor José Serra ressuscita hoje na internet, em seu blog e na imprensa que se socorre dele, para repercutir o caso das acusações ao Ministro do Esporte, Orlando Silva.
Claro que o Ministro tem a obrigação de explicar todos os seus atos. Mas não pode ser julgado apenas pelas declarações de um desviador de verba publicadas por uma revista.
Senão, teríamos de fazer o mesmo com o próprio senhor José Serra. Afinal, uma revista – a IstoÉ – diz que ele estava envolvido com os integrantes da “Máfia das Ambulâncias”, a partir das acusações dos empresários Darci Vedoin e seu filho Luiz Antônio, donos na Planam , que vendia as ambulâncias superfaturadas.
Descentralização, o remédio recomendado pelo senhor Serra como antídoto à corrupção é bom, mas também não é garantia de que os processos serão honestos. No caso das ambulâncias, os recursos eram repassados às prefeituras, que faziam as licitações fraudulentas. Se, como diz Serra em seu blog, isso “dificultaria, sem dúvida, em razão de um cruzamento de controles feitos por esferas distintas”, no seu caso isso falhou.
O braço de direito de Serra e seu sucessor no Ministério da Saúde, Barjas Negri, foi multado pelo TCU por falta de fiscalização nestes convênios, firmados por indicação de emendas parlamentares.
Serra, pessoalmente, defendeu estes métodos de decisão política, em entrevista à Folha, ano passado:
“O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, revelou ontem a empresários sua fórmula para garantia de governabilidade, caso seja eleito: “Congresso você leva com emendas”.”Você não discrimina entre oposição e situação. Dá para todo mundo. Fiz isso e deu certo. Você leva. Leva ao pé da letra”, continuou.Em palestra a associações comerciais, Serra disse ser fácil “controlar as emendas no sentido da prioridade”. Na Saúde, seu secretário-executivo, Barjas Negri, indicava as áreas a serem beneficiadas: “A turma fazia. Porque o sujeito quer aprovar emenda, quer ter voto lá”.
Naquela ocasião, Serra se disse vítima de uma armação da revista, dos denunciados e de seus adversários políticos. Se foi assim, como vítima destes processos, Serra deveria ter mais cuidado com acusações que só tem a sustentá-las as declarações de um acusado e o espalhafato de uma revista.
Como toda a acusação, está sendo feito o que deve ser feito numa democracia e num estado de Direito: investigar e, havendo provas, responsabilizar e punir. Até porque a presunção da inocência vale para o ministro, vale para José Serra e vale (ou deveria valer) para qualquer cidadão.
Porque a imprensa pode e deve mostrar irregularidades documentadas. Mas não assumir o papel de investigar, julgar e condenar.
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MT: Crime prescreve e sobrinho de senador do DEMo se livra de pena

Com prescrição do crime, advogado fica impune; 
promotor critica morosidade da Justiça
Sérgio Campos matou eletricista por causa de batida de carro, em 1995; ele foi condenado a 12 anos de cadeia
Condenado a 12 anos por homicídio, o advogado Sérgio Leonardo de Campos Braga, 35, teve o crime prescrito na semana passada. A condenação ocorreu pelo assassinato do eletricista João Bezerra da Silva, em fevereiro de 1995.
Os advogados de Sérgio entraram com recurso no Tribunal de Justiça, que retirou uma das qualificadoras e reduziu a pena para seis anos. Sérgio é sobrinho do senador Jayme Campos e do deputado federal Júlio Campos, ambos do DEM, ex-governadores de Mato Grosso.
O Ministério Público Estadual (MPE), à época, recorreu em instâncias superiores que determinou um novo julgamento. A decisão demorou tanto que o crime perdeu a validade, pois, quando matou Bezerra, o hoje advogado era menor de 21 anos.
E, mesmo que fosse condenado em novo julgamento, não teria validade, uma vez que foi retirada a qualificadora pelo TJ.
Para o promotor criminal João Augusto Gadelha, foram nove anos de morosidade da Justiça, que culminou com a impunidade. "Foram tantos recursos que culminaram com a extinção da pena. Toda vez que havia uma decisão, entrava-se com um recurso", disse.
No entendimento do representante do MPE, a falha no sistema penal contribui para a impunidade. "A ineficácia do Judiciário, associada à inoperância, acaba criando situações como essas", criticou.
Para Gadelha, somente o Projeto de Emenda Constitucional que limita o número de recursos poderá evitar situações como essas.
Com a decisão, o processo do assassinato de João Bezerra é arquivado.
Entenda o caso
O homicídio ocorreu em fevereiro de 1995, quando Sérgio, então com 20 anos, saía de uma feijoada no bairro Dom Aquino, em Cuiabá. No percurso para sua casa, em Várzea Grande, ele colidiu seu carro com o Fusca dirigido por João Bezerra, que voltava da Sanemat (já extinta), onde trabalhava.
Sérgio, que pertence à tradicional família Campos, comemorava a aprovação no vestibular.
Conforme reportagem da época, feita pelo Diário de Cuiabá, a vítima e o assassino já haviam combinado o pagamento do prejuízo, quando Sérgio ligou para os amigos, pedindo que eles levassem uma arma no cruzamento das avenidas da Prainha e Dom Bosco.
"Ele ligou o carro e atirou contra o eletricista. Em seguida, pegou do bolso da vítima o cheque que havia dado para pagar o prejuízo e o rasgou. Essa foi a comemoração dele por ter passado no vestibular", disse o promotor Gadelha, em entrevista ao jornal.
Na ocasião, ele conseguiu fugir do flagrante e nunca foi preso. Segundo o jornal, o advogado Zorastro Teixeira, uma das bancas mais caras à época, foi contratado para defender o então estudante.
Desde então, a defesa conseguiu inúmeros recursos - incluindo uma testemunha que morava no Japão e outra em Nova Iorque -, cuja localização deles demorou vários anos.
Atualmente, Sérgio é advogado em Cuiabá, mas com registro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro.
"Ele é parente meu; sou suspeito para falar", diz Jayme
Senador diz que não conhece Código Penal; "Não sou jurista; tem que procurar ele", disse
O senador Jayme Campos (DEM) não quis falar sobre a prescrição do crime de seu sobrinho Sérgio Leonardo de Campos Braga, 35, condenado a 12 anos por assassinar o eletricista João Bezerra da Silva, em fevereiro de 1995, em Cuiabá. "Ele é parente meu, sou suspeito para falar sobre isso", disse.
Contatado por telefone, Jayme primeiro afirmou que nem sabia da prescrição. "Não sei de nada disso, não sou advogado dele... Não dou nem conta de acompanhar todos os assuntos ligados à minha vida, imagine isso... Cheguei agora de Alta Floresta", disse.
Ao MidiaNews, o senador disse que não mantém contato com o sobrinho. E que desconhece o Código Penal Brasileiro. "Não sei os detalhes, não sou advogado. Não conheço o Código Penal", afirmou.
Questionado se achava justo o fato do crime ficar impune, Jayme saiu pela tangente: "Sobre essa prescrição, ou diminuição de pena, tem que se discutir, se for para o Congresso, isso pode ser revisto. Mas essa é a legislação brasileira".
Diante da insistência da reportagem, Jayme reiterou que não era "jurista ou criminalista". "Não posso comentar nada. Preferia nem falar, é parente meu. Por uma questão de Justiça, preferia não falar por que é parente meu, fica muito difícil", afirmou.
"Você está insistindo"
O senador considerou que "a legislação vigente no Brasil é essa, e ela tem sofrido algumas correções".
"Mas você tem que ver isso com ele, que é maior de idade", disse.
Na data do crime, Jayme disse que estava nos Estados Unidos, mas se recorda da grande repercussão do caso.
Questionado se achava justo o crime ficar impune, o senador, mais uma vez, tergiversou: "Já disse que não posso falar sobre esse assunto, mas você está insistindo comigo. Ele é maior de idade, é meu sobrinho, mas não tenho contato com ele. Tem que procurar ele".
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''O SUS nos tornará mais humanos e, portanto, mais brasileiros''

 Entrevista especial com Ligia Bahia 

“Considero que o Sistema Único de Saúde - SUS nos tornará mais humanos e, portanto, mais brasileiros, na medida em que nos convencermos que a saúde é necessariamente um bem coletivo tal como deve ser a educação e outras políticas sociais”. A opinião é da médica sanitarista Ligia Bahia, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Para ela, “temos um sistema universal definido na legislação. Mas a denominada nova classe média pretende consumir planos privados de saúde. O aprofundamento da segmentação do sistema de saúde brasileiro virá acompanhado de mais injustiça e discriminação, porque os planos privados destinados aos novos contingentes de consumidores têm coberturas reduzidas e baixa qualidade assistencial”.
Médica-sanitarista, Ligia Bahia é doutora em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz e professora adjunta da Faculdade de Medicina e do Núcleo de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem graduação em Medicina pela UFRJ e mestrado em Saúde Pública pela Fiocruz.
Confira a entrevista.
IHU On-Line - O que é preciso para “convencer a sociedade sobre o Sistema Único de Saúde - SUS”?
Ligia Bahia - Considero que o SUS nos tornará mais humanos e, portanto, mais brasileiros, na medida em que nos convencermos que a saúde é necessariamente um bem coletivo tal como deve ser a educação e outras políticas sociais. Ainda há setores da sociedade que enxergam a saúde como mero objeto de consumo. Isso é um grave equívoco, porque estamos submetidos a riscos coletivos como ocorre, por exemplo, com os alimentos que ingerimos com agrotóxicos. E também ao sermos atendidos em serviços de saúde que recebem como input processos coletivos, como é o caso da formação de recursos humanos para a saúde. A recente doença de uma personalidade internacional como o Steve Jobs explicita claramente que a saúde não é “comprável”.
IHU On-Line - Quais os rumos do SUS, em sua opinião? Caminhamos para um apartheid na saúde ou estamos mais perto de organizar um sistema nacional de saúde abrangente e igualitário?
Ligia Bahia - Estamos no meio do caminho. Temos um sistema universal definido na legislação. Mas a denominada nova classe média pretende consumir planos privados de saúde. O aprofundamento da segmentação do sistema de saúde brasileiro virá acompanhado de mais injustiça e discriminação, porque os planos privados destinados aos novos contingentes de consumidores têm coberturas reduzidas e baixa qualidade assistencial.
IHU On-Line - Como concilia os sistemas privado e público de saúde o cidadão brasileiro que assim o pode? Como se dá essa mistura entre público e privado na saúde?
Ligia Bahia - De muitas maneiras. A mais visível é usar o SUS para a realização de procedimentos de alto custo não cobertos pelos planos privados. E a menos detectável é o fato de serem os mesmos profissionais que atuam em ambos os subsistemas. Além disso, quem paga plano privado de saúde pode abater os gastos no pagamento de impostos.
IHU On-Line - Como vê a Emenda Constitucional n. 29? Concorda que não há a necessidade de um novo imposto para financiar a saúde no Brasil?
Ligia Bahia - Penso que a primeira tarefa é buscar reorientar os recursos disponíveis. A Constituição criou duas novas fontes de receitas para a seguridade social que, somadas às anteriores, deveriam financiar saúde, Previdência Social e Assistência Social. O uso desses recursos foi desviado de sua finalidade. O orçamento da Seguridade Social, embora formalizado em todas as leis orçamentárias, jamais foi executado.
IHU On-Line - Como pode ser implementada a política de ressarcimento ao SUS?
Ligia Bahia - Seria necessário que houvesse a identificação dos pacientes por meio de um código para que o atendimento de clientes de planos de saúde fosse rastreado. O Brasil dispõe de sistemas de informação bem sofisticados em outras áreas. O ressarcimento não ocorre porque há muita resistência por parte das empresas de planos e seguros de saúde. Se o ressarcimento for viabilizado, teríamos a exata noção dos problemas de coberturas dos planos privados.
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Liberdade de imprensa é…

 Reproduzo post publicado aqui em 28/07/2011 

Liberdade de imprensa é chantagear políticos…
Liberdade de imprensa é acusar sem provas…
Liberdade de imprensa é espionar celebridades…
Liberdade de imprensa é defender o cartel da informação…
Liberdade de imprensa é fazer lobby em favor próprio no Congresso Nacional…
Liberdade de imprensa é fazer escutas telefônicas ilegais em Londres
Liberdade de imprensa é inventar escutas telefônicas ilegais no Brasil…
Liberdade de imprensa é extinguir o contraditório…
Liberdade de imprensa é criar fichas falsas…
Liberdade de imprensa é criar factóides para a oposição…
Liberdade de imprensa é a oposição repercutir os factóides…
Liberdade de imprensa é acusar os blogs democratas de “chapa branca”…
Liberdade de imprensa é aceitar e barganhar anúncios do governo…
Liberdade de imprensa é especular hipocritamente com a doença alheia…
Liberdade de imprensa é testar hipóteses…
Liberdade de imprensa é assumir-se como partido político de oposição…
Liberdade de imprensa é denunciar a corrupção dos adversários…
Liberdade de imprensa é fazer vistas grossas à corrupção dos amigos…
Liberdade de imprensa é acusar Chávez, Fidel, Morales e Lula…
Liberdade de imprensa é defender Obama, Berlusconi, Faiçal, FHC…
Liberdade de imprensa é banalizar a violência…
Liberdade de imprensa é disseminar o preconceito e o racismo…
Liberdade de imprensa é vilipendiar, caluniar e fugir para Veneza…
Liberdade de imprensa é inventar bolinhas de papel…
Liberdade de imprensa, no Brasil, é para inglês ver…
Liberdade de imprensa na Inglaterra é para brasileiro aprender…
Liberdade de imprensa é divulgar partes do “relatório” do terrorista norueguês…
Liberdade de imprensa é ocultar o direito de resposta ao MST…
Liberdade de imprensa é manipular a opinião pública…
Liberdade de imprensa só vale para o dono do jornal, do rádio e da televisão…
Liberdade de imprensa é para quem paga mais…
Liberdade de imprensa é apoiar as invasões americanas ao redor do mundo…
Liberdade de imprensa é escamotear os genocídios no Iraque, no Afeganistão…
Liberdade de imprensa é apoiar greve de fome de um único dissidente cubano…
Liberdade de imprensa é jogar sujo contra governos progressistas…
Liberdade de imprensa é acusar sem oferecer o direito de defesa…
Liberdade de imprensa é que nem mãe: só a minha é que presta…
Liberdade de imprensa é a liberdade de se criar novas máfias…
Liberdade de imprensa é dar dicas sigilosas para concorrências públicas…
Liberdade de imprensa, às vezes, se compra com 500 mil dólares…
Liberdade de imprensa é aquela que só vale para os apaniguados…
Liberdade de imprensa é ser arrogante com os pequenos…
Liberdade de imprensa é bajular os grandes…
Liberdade de imprensa é difamar celebridades vivas…
Liberdade de imprensa é enaltecê-las depois de mortas…
A Liberdade de imprensa, tal qual é defendida e praticada nos dias de hoje pelos setores mais conservadores da sociedade brasileira, é o apanágio dos ressentidos e a nova trincheira dos hipócritas…
Izaías Almada é escritor, dramaturgo, autor – entre outros – do livro “Teatro de Arena: uma estética de resistência” (Boitempo) e “Venezuela povo e Forças Armadas” (Caros Amigos).
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