6 de out de 2011

Lembre-se de viver um dia como os gregos!

Não apenas simples acordes sonoros inebriantes.
Sons maiores, sons que reunem num instante dezenas de pessoas até então desconhecidas.
Sons de Zorba, o Grego que ultrapassou as fronteiras do mundo.
Sugestão do estimado Saraiva, via email.
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Parlamento Europeu apoia admissão da Palestina na ONU

O Parlamento Europeu aprovou uma resolução através da qual apoia o pedido de admissão do Estado da Palestina na ONU.
Os parlamentares europeus destacam na resolução que "o direito dos palestinos é inquestionável", assim como o direito de Israel e acrescentam a orientação de que os países atuem unidos "permaneçam unidos em sua atitude diante da demanda legítima do povo palestino".
Ao anunciar a aprovação da resolução, o presidente do Parlamento Europeu, esclareceu que o parlamento tem o "compromisso por uma solução que contemple dois Estados, um Estado de Israel e outro Estado independente da Palestina, vivendo lado a lado, com todas as garantias de paz e segurança".
O parlamento pediu ainda que Israel coloque o fim à construção de novas colônias em Jerusalém e na Cisjordânia.
O documento, aprovado por ampla maioria, reitera seu apoio à solução de dois Estados com base nas fronteiras de 1967 e com Jerusalém como capital de ambos, indicando ainda que as negociações diretas entre as partes envolvidas deveriam retornar imediatamente.
Segundo a informação do ministro palestino das Relações Exteriores, Ryad Al Maliki, oito membros do Conselho de Segurança da ONU já se comprometeram em apoiar o pedido de reconhecimento do Estado palestino como membro pleno da organização.
Seria necessário mais um apoio para que o pedido fosse aprovado no Conselho onde votam também, dentre os países da Europa, a França, Alemanha, Portugal, Bósnia e Inglaterra.
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A Globo, a Veja e o remédio que sumiu

Como outros telejornais, o “Jornal Nacional” deu destaque nesta semana à resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que proibiu três medicamentos emagrecedores que possuíam anfetamina. A diferença, na cobertura da Globo, foi trazer uma (meia) informação a mais: a alta procura por remédios emagrecedores estava causando problemas aos diabéticos. Tratava-se do caso específico do Victozia. Vendido sem receita e utilizado para controle da diabetes, o Victozia começou a ser muito procurado como emagrecedor, fazendo com que o remédio sumisse do mercado.
O telejornal da Globo entrevistou um diabético que não conseguia o medicamento e relatou que, nas drogarias, há listas de espera que chegam a mais de 100 pessoas. Até aí, uma reportagem correta, que presta serviço para o público. Se não fosse um detalhe: faltou ao JN explicar por que houve esse aumento repentino na procura pelo Victozia… Não é preciso muito esforço para lembrar a capa da revista “Veja”, de um mês atrás, que trazia o anúncio: “Parece milagre! Novo remédio faz emagrecer 7 a 12 quilos e, cinco meses. E sem grandes efeitos colaterais.”. Era o tal do Victozia.
A reportagem da “Veja”, com ares de anúncio publicitário, parece ter sido o motivo para essa corrida às farmácias, prejudicando os diabéticos. Vale lembrar: o medicamento, no Brasil, é liberado apenas para o tratamento de diabetes, e não para uso como inibidor de apetite.
Na época, a reportagem de “Veja” causou polêmica. A Anvisa divulgou uma nota, na qual reiterava que o remédio deveria ser utilizado apenas para o tratamento de diabetes: “o uso do produto para qualquer outra finalidade que não seja como anti-diabético caracteriza elevado risco sanitário para a saúde da população”. E, apesar da revista afirmar que não haveria grandes efeitos colaterais, a Anvisa adverte que por ser um remédio novo ainda está sob observação e que até agora já se constataram efeitos colaterais como “hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarréia. Além destes eventos destacam-se outros riscos, tais como: pancreatite, desidratação e alteração da função renal e distúrbios da tireóide, como nódulos e casos de urticária”. Coisa pouca, na visão da Veja.
A matéria da “Veja” também deixou em alerta a Associação para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica: “achamos, no mínimo, temerária a propaganda do uso indiscriminado desse medicamento para emagrecer. Está provocando uma verdadeira corrida aos consultórios médicos para a prescrição da medicação”, nas palavras de Rosana Bento Radominski, presidenta da Associação.
A nota da Anvisa foi enviada à “Veja”, com o pedido de que fosse publicada na revista “como complemento à reportagem”. Até agora, nada. Nem uma resposta. A gravidade do conteúdo da matéria da “Veja”, que incentiva o uso do remédio, e o impacto negativo que isso tem na sociedade já demandariam que a nota de esclarecimento fosse publicada. São temas de interesse coletivo e que dizem respeito à saúde pública, por isso não deveriam ter de contar com a “boa vontade” dos editores da revista para publicação.
Entretanto, faltam mecanismos – simples e rápidos - para que esse tipo de resposta seja garantido e para que os meios de comunicação não se esquivem de dar espaço para vozes dissonantes. São mecanismos como esse que devem ser garantidos na formulação de um novo marco regulatório das comunicações, que há muito tempo é reivindicado por movimentos da área e evitado por governos, apesar da mídia não parar de fornecer evidências da urgência dessa regulação.
Juliana Sada
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Jimmy Carter também é a favor da Libertação dos Cinco!

O ex-presidente estadunidense Jimmy Carter afirmou nesta quarta-feira, 6, que defenderá ante o presidente, Barack Obama e os políticos de seu país para conseguir um indulto em favor dos Cinco herois antiterroristas cubanos que permanecem em prisão nos Estados Unidos há mais de 13 anos. Reiterou que no julgamento dos cubanos normas foram violados e o resultado foi duvidoso.
“Não sou apenas o ex-presidente dos Estados Unidos, mas também um Prêmio Nobel da Paz (...) nas minhas conversações privadas com o ex-presidente Bush (George W.) e com o presidente Obama venho pedindo a libertação dessas pessoas, reconheço as limitações dentro do sistema judicial dos Estados Unidos e espero que o presidente possa levar em conta o indulto. Porém essa é uma decisão que só o presidente pode tomar, ou seja, não me corresponde dizer ao presidente o que deve fazer. Porém, em minha opinião, tanto antes como agora, é que o julgamento dos Cinco foi muito duvidoso e normas foram violadas”, disse Carter em entrevista exclusiva à TeleSUR.
Considerou que, sejam culpados ou não, os Cinco já passaram suficiente tempo na prisão “tenho dúvidas sobre estas extensas condenações a que foram submetidas essas pessoas, porém quando regresse penso conversar com o presidente Obama e com vários líderes políticos estadunidenses e sejam culpados ou não, já passaram um bom tempo presos, mais de 12 anos, ou seja, já foram castigados”, afirmou.
Carter fez um balanço de sua visita a Cuba, onde se reuniu com as autoridades, com o presidente, Raúl Castro e o líder da Revolução, Fidel Castro, com opositores, representantes da comunidade judaica, assim como com a Igreja Católica e com o réu estadunidense Alan Gross, condenado por atentar contra a independência e integridade territorial do Estado cubano.
De todos esses encontros ressaltou a cordialidade e disposição do povo cubano e firmou suas esperanças no levantamento do bloqueio contra Cuba e na normalização das relações bilaterais entre os Estados Unidos e a Ilha.
“A maioria dos cubanos quer que existam relações normais e a maioria dos norte-americanos, também. No entanto, existem líderes radicais em posições destacadas no Congresso do meu país, muitos deles cubano-americanos, que insistem em manter este distanciamento entre as relações de ambos os países, pois pertencem a uma geração cujo objetivo fundamental era derrocar o governo de Fidel Castro”, indicou o ex-mandatário.
Diante deste panorama, destacou que nos últimos anos se formaram círculos de opinião pública em Miami e entre os mais jovens “que desejam que se levante o bloqueio econômico e que se possa viajar normalmente entre ambas as nações”, o que qualificou de um sinal de mudança que “vai avançar” e à qual se ofereceu em prestar sua “pequena voz, junto à opinião de muitos norte-americanos que podem fazer com que isto se concretize”.
O político estadunidense ressaltou com particular afeto seu encontro com o líder, Fidel Castro, a quem considera um amigo e com quem tem muitos pontos de vista em comum quanto ao perigo da proliferação de armas nucleares e a conservação do meio ambiente. “Considero que os Estados Unidos não têm sido o bastante firme, como deveria ser, na abordagem do aquecimento global”, sentenciou.
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“Rambo” dá lição de fidelidade aos políticos

Com a presidente Dilma visitando parentes na Bulgária, os três poderes da República sentados sobre os mesmos problemas de sempre, sem pressa para resolvê-los, e a tal da reforma política mais uma vez sepultada sem choro nem vela, fiquei caçando algum assunto para sair do rame-rame do noticiário desta quinta-feira sem manchetes.
Passando os olhos pela coluna eletrônica do velho amigo Ancelmo Góis, fiquei sabendo que a empresa alemã GfK, uma das maiores do mundo em pesquisas de mercado, perguntou aos brasileiros quais os profissionais em quem mais confiam.
Como era de se esperar, ganharam de lavada os bombeiros, com 97% de credibilidade da população brasileira. Só o governador carioca Sergio Cabral parece não confiar muito neles...
Como também era de se esperar, quem ficou em último lugar? Claro, os de sempre, os políticos, com apenas 19% de credibilidade.
Até achei alto o índice alcançado diante do que temos lido ultimamente nos episódios em que nós entramos com a grana e eles fazem a farra. Trocam de lado como técnico de futebol troca de time, de acordo com suas conveniências eleitorais.
Criaram agora mais um partido, o PSD do Kassab, para onde estão correndo políticos eleitos por outras siglas em busca de um abrigo mais próximo dos confortos dos governos, de qualquer governo. Na sopa de letrinhas do nosso sistema partidário, é a 28ª sigla à disposição da freguesia, mas tem mais um balaio de outras letras esperando registro.
Se quase ninguém lembra do deputado ou do senador em quem votou, quem vai lembrar do partido do dito cujo? Também, que diferença faz?
O que tudo isso tem a ver com o título deste post?
Já vou explicar. É que outra história a me chamar a atenção foi a de "Rambo", um cachorro vira-lata tão fiel ao seu dono que foi morar ao lado da cova onde ele está enterrado no cemitério municipal de Mamborê, a 476 quilômetros de Curitiba, no Paraná.
Há três anos, desde que seu dono morreu, ele não sai de lá. Adotado pelo coveiro Sidnei Ramos, continua firme e forte passeando entre os túmulos, sem esquecer de quem cuidou dele em vida. Quem conta esta bela história, a melhor que encontrei nos jornais de hoje, é Ricardo Schwarz, no caderno Cotidiano da "Folha de S. Paulo".
Se fosse gente, "Rambo" certamente seria bombeiro, não político.
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O Zé Dirceu realmente existente

A guerra fria deixou a boca da direita torta. Se acostumou à diabolização de adversários, para tentar passar como agente do bem. Afinal o discurso dos EUA foi construído – e seria impossível sem esse mecanismo – na diabolização de Stalin, Fidel, Hugo Chávez, Saddam Hussein, Ahmadinejad.
A direita local seguiu os mesmos passos: Getúlio era seu grande diabo. Populista, ditatorial, corrupto, criptocomunista etc. eram os epítetos. O mais vetusto dos jornalões paulista cunhou a expressão: petebo-castro-comunista para caracterizar o moderado governo de João Goulart.
Nos tempos de Lula, a direita brasileira ficou desconcertada. Seu xodó, o homem mais bem preparado para dirigir o Brasil – e talvez o mundo – tinha fracassado, saía do governo enxotado pelo povo e seus eventuais sucessores perderam três eleições seguidas, enquanto ele se consagrava como o político de maior rejeição no país – rejeitado até por seu partido na última campanha eleitoral.
Impossibilitada de exaltar suas proezas, a direita se dedicou à diabolização dos adversários: os fantasmas de Lula e do PT foram alvos privilegiados, como os que os tinham desalojado do governo e ameaçam prolongar seus mandatos por longo tempo. Haveria que cortar o mal pela raiz.
Se Carlos Lacerda, seu corvo queridinho de outros tempos, tinha dito de JK que não poderia ser candidato, se fosse não poderia ganhar, se ganhasse não poderia tomar posse, a direita renovada nas siglas, mas não em seu arsenal, reiterou as mesmas afirmações sobre Lula e o PT.
Essa direita de DNA golpista armou o mais bem-sucedido projeto de marketing com o “mensalão”, que chegou a incutir na mente de muita gente que políticos entravam todos os meses no Palácio do Planalto munidos de uma mala, entravam em salas contíguas à do presidente da República e saíam com malas cheias de dinheiro. Uma imagem que até hoje não encontrou confirmação na realidade, mas o que conta não é o que aconteceu, mas a narrativa e a imaginação que provocou, acionada pelo impressionismo midiático. O que conta não é o fato, mas a versão – na ditadura da mídia brasileira.
Não conseguiram derrubar Lula, com medo da capacidade de mobilização popular dele, trataram de fazer com que o governo sangrasse, sem recursos para suas políticas econômicas, mas fracassaram. Sua sanha voltou-se contra quem representava, por sua trajetória e liderança política, o PT: José Dirceu. Seu ódio de classe tomou o PT como seu nome diz: o Partido dos Trabalhadores. Na sua ânsia de sangue, um dos seus mais conspícuos representantes – governador biônico do mais sangrento ditador brasileiro – confessou publicamente o que as elites dizem em privado: queriam ficar livres “dessa raça” por trinta anos. Tentavam realizar o que outro prócer da ditadura tinha dito: “Um dia o PT tem de ganhar, fracassar, e aí deixar a gente dirigir com calma este país”.
José Dirceu pagou a encarnação do PT que sua trajetória representa. O ódio de classe se abateu sobre ele, como vingança contra o PT, pelo que esse partido os fazia sofrer. Como todo processo de diabolização, tiveram de reconstruir uma imagem do diabo conforme suas necessidades midiáticas. José Dirceu não era o líder estudantil da luta contra a ditadura, não era o preso salvo da prisão pela troca pelo embaixador norte-americano, não era o militante clandestino que viveu anos disfarçado para enfrentar o regime que eles ajudaram a se instaurar e apoiaram, não era o grande dirigente que liderou a construção do PT como partido nacional.
Era um diabólico articulador do assalto ao Estado por parte de sindicalistas, burocratas partidários, sedentos de apropriar-se das empresas estatais, dos recursos do Orçamento, de cargos e prebendas governamentais. Era o modelo acabado da criminalização do Estado, bandeira maior do neoliberalismo. Foi esse José Dirceu que eles condenaram, cassando seu mandato em nome da moralidade da Tia Zulmira – tão bem retratada pelo maior cronista da ditadura e da direita, Stanislaw Ponte Preta.
Para recompor a imagem real de dirigente político de José Dirceu, leiam seu livro de artigos. Tempos de Planície recolhe textos seus sobre temas tão diversos, como reforma política, comunicação e mídia, políticas econômicas, o Brasil no mundo, o papel de um partido como o PT e a função da esquerda hoje no Brasil, entre tantos outros. Pode-se discordar ou não, mas uma atitude política, democrática, pluralista requer o tratamento de um dirigente político como defensor de ideias e da sua prática concreta, e não sua diabolização, pobre instrumento de disputa com que a direita brasileira se contentou e tem sido fragorosamente derrotada. Ao contrário do que desejavam, o “mensalão” se voltou contra a direita, que acreditou que controlava a opinião do povo brasileiro e tem sido continua vítima dessa ilusão até hoje. Aquela vitória de Pirro preparou todas as suas derrotas posteriores.
No livro José Dirceu expressa com clareza as posições que hoje caracterizam a esquerda realmente existente, essa que soube construir um bloco hegemônico de forças que busca, nas condições concretas da pesada herança neoliberal, superar esse modelo mercantilizado.
A leitura dos artigos permite acompanhar mais concretamente, em cada conjuntura, os dilemas da esquerda e as alternativas que têm diante de si, que no essencial são as mesmas de hoje: ruptura com a hegemonia do capital financeiro, implementação plena de um modelo de desenvolvimento com distribuição de renda – como reafirma José Dirceu no correr das páginas.
Mas é mais fácil diabolizá-lo do que discutir suas ideias e propostas. Como não podem combater o dirigente de esquerda realmente existente, tentaram destruir o espantalho que construíram. O livro apresenta o José Dirceu de corpo inteiro, como militante da esquerda, analítico e propositivo. Ler e debater suas ideias é estar no centro da agenda e das alternativas da esquerda brasileira. No Planalto e na planície.
Emir Sader, sociólogo e cientista político, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro
No Teoria e Debate
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A modernidade do “mercado livre”

A regra da empresa: não beber para não fazer xixi, cinco minutos do máximo no toilette e cartaz com "banheiro" pendurado no pescoço
Os jornais trazem várias reportagens que fazem pensar sobre a tal “liberdade de mercado”.
Claro, Net e Embratel – que crime sua privatização! – passam a operar em “parceria”. Parceria? Como assim? Pertencem ao mesmo dono, o mexicano Carlos Slim, uma das maiores fortunas do mundo. Ele, então, vai ser “parceiro” de si mesmo.
Dizem que essa “parceria” vai baratear os serviços. E anunciam a venda de “pacotes” mais baratos (?) de telefonia, internet e TV a cabo. No meu tempo isso era venda casada, onde você só pode comprar uma coisa levando outra. Na prática, pode, mas paga um valor imensamente maior.
Não conto o que me contaram, conto o que vivi: a Net anunciava TV a cabo e telefone por R$ 59,90. Interessei-me, porque mudei de endereço. Descobri que esse era o preço se eu transferisse a linha telefônica de outra operadora. Telefone novo ou não transferido, só a TV a cabo custaria R$ 119. Ou seja, uma laranja mais uma banana, R$ 59. Só a banana, R$ 119.
E mais, você contratava Net e quem instalava era a Embratel, “com quem temos uma parceria”, explicou a atendente.
Resultado, para ser atendido por outra, comprei um pacote muito superior na própria Embratel, pagando 20 reais a menos.
Competição é isso aí.
A Anatel e o Cade, nada…
Aí vem o UOL e reproduz matéria da BBC, sobre funcionárias de uma empresa espanhola que é “acusada de obrigar funcionárias a por cartaz no pescoço para ir ao banheiro“.
Não precisa ir tão longe. O pessoal que trabalha em call-center das telefonicas, aqui, tem de se expor e ainda, em alguns casos, acionar um botão que registra o tempo “banheiral”.
É o “padrão internacional”, pois até na “civilizada” França o famigerado botão existe. como publicou o Opera Mundi, dois anos atrás.
Ora, existem ferramentas de controle sobre funcionários que, eventualmente, estejam se ausentando demais dos seus pontos de atendimento. Registra-se o número de atendimentos, sua complexidade, é perfeitamente possível identificar e demitir os que estejam enrolando, eventualmente.
Mas isso não escandaliza ninguém, não é? Só se for uma repartição ou uma estatal que fizer.
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Porto Alegre tá mal...

Simch
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A Insurreição Americana

O movimento norte-americano contra a desigualdade social nos Estados Unidos ganhou um aliado de peso, a AFL-CIO, a antes toda poderosa organização sindical, que se encontrava em período letárgico, desde a morte de seu lendário presidente, George Meany, um pragmático e anticomunista, que se somava a qualquer governo. A retirada de Meany, em 1979, depois de 14 anos de mando, e sua morte, logo em seguida, coincidiram com a eleição de Reagan, o fim do welfare state, o thatcherismo, o neoliberalismo e a globalização da economia – enfim, com o que está aí. Não que Meany fosse exatamente um progressista, uma vez que o movimento sindical declinou sob sua liderança, mas o fato é que, ainda assim, a confederação de sindicatos dispunha de forte presença política.
Para os trabalhadores dos Estados Unidos, reduzidos os empregos e salários, a rearticulação de seu movimento sindical é uma esperança. Para os manifestantes contra Wall Street, que começam a assustar os meios conservadores do grande país, trata-se de uma aliança necessária, não para destruir o sistema capitalista, mas para que o Estado volte a domar as atividades econômicas e restaure as regras do jogo, nas relações entre o trabalho e o capital. Elas nunca foram justas, mas eram pelo menos suportáveis. A reação dos leitores do New York Times, divulgada em sua edição on-line, de ontem, é significativa. A imensa maioria dos comentários é de solidariedade com o movimento; e de protesto contra a renovada e crescente injustiça social do mais poderoso país do mundo.
Um leitor de Nova Iorque se diz sem saber o que fazer, porque não pode deixar o trabalho, a fim de participar das manifestações, nem dar parte de doente, porque necessita de atestado médico, mas deixa claro que “os republicanos que dizem que a regulamentação impede a expansão dos negócios, não passam de um monte de esterco de cavalo”. E acrescenta que gostaria de não usar mais o Chase e o Citibank, mas não pode. E termina mandando um recado para Washington e Wall Street: o povo está enraivecido e todos querem respostas contra o seu sistema corrupto.
Talvez seja ainda cedo para tocar finados pelo sistema capitalista. Ele é intrinsecamente astuto e, quando percebe que a situação está quase perdida, recua, concede alguma coisa aos trabalhadores, reduz seus ganhos, sacrifica alguns peões – e volta a imperar. Quando chega a oportunidade, recupera a posição anterior e volta à sua diretriz, de obtenção do maior lucro, com o aumento da carga de trabalho e a redução ao extremo dos salários. Muitos leitores consideram que é urgente colocar freios no capitalismo, sobretudo o financeiro.
Enfim, e de acordo com a sucinta observação de outro leitor, é preciso retornar ao contrato político inicial dos Estados Unidos, que previa a busca da igualdade entre todos os seus cidadãos.
Quando o governo impõe suas regras, como as impôs durante a administração Roosevelt e, de uma forma ou de outra, continuou a impô-las, até 1980, a prosperidade se faz sem o sacrifício insuportável dos trabalhadores. Os 48 anos de New Deal permitiram uma vida confortável para os norte-americanos e possibilitaram o fortalecimento bélico dos Estados Unidos, embora com a desapiedada exploração de outros povos.
As crises cíclicas do capitalismo, conforme a conhecida teoria de Kondratiev, são explicáveis em uma equação simples: maior renda para poucos e quase nenhuma renda para a imensa maioria correspondem a uma diminuição do consumo de bens, e essa diminuição do consumo atinge os produtores, no círculo vicioso que leva ao desemprego e à correspondente falência dos negócios. Enfim, sem salários não há consumo, sem consumo não há lucros, sem lucros, não há capitalismo.
O sistema bancário é o eixo da economia capitalista. Mas, no caso americano – que passou a ser o modelo mundial – desde a criação do FED, em 1913, os controladores fizeram da administração da moeda um segredo quase religioso. O famoso banqueiro Nicholas Biddle, que se opôs ao Presidente Andrew Jackson, e foi por ele derrotado durante seu mandato (1828-36) dizia, insolentemente, que seu banco – que tinha o privilégio da emissão da moeda – não tinha satisfações a dar, quer ao governo, quer ao público. Em 1829, antes que o conflito se agravasse, um grupo de cidadãos de Filadélfia (três jornalistas, um grande homem de negócios e dois líderes do incipiente movimento sindical) se reuniu, para discutir o problema bancário, e concluiu, em análise atualíssima do sistema:
“Os bancos são úteis, como instituições de depósito e transferências, admitimos sem qualquer dúvida, mas não podemos ver como esses benefícios que conferem possam ser assim tão grandes a ponto de compensar os males que produzem, na criação de artificial desigualdade da riqueza, e, por meio dela, de artificial desigualdade de poder” ( Free Trade Advocate, 9 de maio de 1829, citado por Arthur Schlesinger, Jr. em The Age of Jackson, 1945).
Troquem-se os nomes de Nicholas Biddle, o arrogante banqueiro de Filadélfia, pelo dos dirigentes do Goldman Sachs, e o de Jackson pelo de Obama, e temos situação semelhante – com uma diferença. Jackson era Jackson, que peitou os banqueiros e os venceu, com a fragmentação do sistema e o surgimento dos pequenos e médios bancos estaduais, possibilitando a grande expansão industrial dos oitocentos. E Obama é apenas uma esperança quase desfeita.
Mas hoje, como os fatos mostram, as massas podem reunir-se rapidamente, graças à comunicação instantânea – e, apesar da repressão - dizer o que pensam da realidade e exigir as mudanças.
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737 donos do mundo controlam 80% do valor das empresas mundiais

Um estudo publicado na Suíça revela que um pequeno grupo de sociedades financeiras ou grupos industriais domina a grande maioria do capital de dezenas de milhares de empresas no mundo.
Um estudo de economistas e estatísticos (1), publicado na Suíça neste verão, dá a conhecer as interligações entre as multinacionais mundiais. E revela que um pequeno grupo de atores econômicos – sociedades financeiras ou grupos industriais – domina a grande maioria do capital de dezenas de milhares de empresas no mundo.
O seu estudo, na fronteira da economia, da finança, das matemáticas e da estatística, é arrepiante. Três jovens investigadores do instituto federal de tecnologia de Zurique examinaram as interações financeiras entre multinacionais do mundo inteiro. O seu trabalho The network of global corporate control (A rede de controle global das transnacionais) examina um painel de 43 mil empresas transnacionais (transnacional corporations) selecionadas na lista da OCDE. Eles dão a conhecer as interligações financeiras complexas entre estas “entidades” econômicas: parte do capital detido, inclusive nas filiais ou nas holdings, participação cruzada, participação indireta no capital…
Resultado: 80% do valor do conjunto das 43 mil multinacionais estudadas é controlado por 737 “entidades”: bancos, companhias de seguros ou grandes grupos industriais. O monopólio da posse capital não fica por aí. “Por uma rede complexa de participações”, 147 multinacionais, controlando-se entre si, possuem 40% do valor econômico e financeiro de todas as multinacionais do mundo inteiro.
Uma super entidade de 50 grandes detentores de capitais
Por fim, neste grupo de 147 multinacionais, 50 grandes detentores de capital formam o que os autores chamam uma “superentidade”. Nela encontram-se principalmente bancos: o britânico Barclays encabeça, assim como as stars de Wall Street (JP Morgan, Merrill Lynch, Goldman Sachs, Morgan Stanley…). Mas também seguradoras e grupos bancários franceses: Axa, Natixis, Société Générale, o grupo Banque Populaire-Caisse d’Épargne ou BNP Paribas. Os principais clientes dos hedge funds e outras carteiras de investimentos geridos por estas instituições são, por conseguinte, mecanicamente, os donos do mundo.
Esta concentração levanta questões sérias. Para os autores, “uma rede financeira densamente ligada torna-se muito sensível ao risco sistêmico”. Alguns recuam perante esta “superentidade”, e é o mundo que treme, como o provou a crise do subprime. Por outro lado, os autores levantam o problema das graves consequências decorrentes de tal concentração. Que um punhado de fundos de investimento e de detentores de capital, situados no coração destas interligações, decidam, por via das assembleias gerais de acionistas ou pela sua presença nos conselhos de administração, impor reestruturações nas empresas que eles controlam… E os efeitos poderão ser devastadores. Por fim, que influência poderão exercer sobre os Estados e as políticas públicas se adotarem uma estratégia comum? A resposta encontra-se provavelmente nos atuais planos de austeridade.
O estudo em inglês pode ser visto aqui.
1 O italiano Stefano Battiston, que passou pelo laboratório de física estatística da École Normale Supérieure, o suíço James B. Glattfelder, especialista em redes complexas, e a economista italiana Stefania Vitali.
Tradução: Carlos Santos 
Da Revista Fórum
No Brasil! Brasil!
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Microsoft será parceira do Brasil Sem Miséria

Tereza Campello e vice-presidente mundial para Assuntos
Corporativos da Microsoft, Brad Smith, estudam parceria
Parceria inclui busca ativa e qualificação profissional
A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, e o vice-presidente mundial para Assuntos Corporativos da Microsoft, Brad Smith, debateram ações conjuntas para o plano Brasil Sem Miséria nessa segunda-feira (3), em Brasília. A empresa deverá ajudar na busca ativa com a adaptação de tecnologias para o cadastramento da população extremamente pobre, a exemplo dos palm tops utilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a realização do Censo 2010. A tecnologia permitiu a realização do Censo em tempo recorde.
A inclusão produtiva, especialmente no meio urbano, também foi tema central da reunião. A Microsoft deverá apoiar cursos de formação profissional, como os de técnicos em eletrônica, e projetos de coleta de resíduos sólidos eletrônicos com o conceito de logística reversa, com enfoque no retorno e reaproveitamento sustentável de produtos, materiais e peças utilizadas nos processos de produção. Segundo Smith, a cada dez computadores recuperados pode-se produzir uma nova máquina, além de reaproveitar componentes.
A empresa deverá, ainda, doar licenças para a utilização de softwares em cursos de qualificação profissional voltados ao público do Brasil Sem Miséria. A Microsoft firmou acordo similar com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A ministra agradeceu o apoio e destacou que a superação da miséria é estratégica ao desenvolvimento do Brasil. “A população pobre não quer favor, quer oportunidades”, destacou.
A secretária extraordinária para Superação da Extrema Pobreza, Ana Fonseca, também participou da reunião.
Rafael Ely
No MDS
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Em memória dos bichos

A SOMA DE TODOS OS MEDOS
O mendigo velho e seu velho cão compartilham tudo. Sobretudo o medo que o outro morra primeiro.
PARTILHA
Na separação, eu e o cachorro ficamos com meu pai; minha irmã e o gato, com minha mãe. E cada um de nós passou a ser só metade.
CUMPLICIDADE
Escondeu a gravidade da doença fingindo passear todo os dias com o cão. Ninguém notou que, perto do fim, era o cão que passeava com ele.
FÁBULA
O gato abriu a gaiola e deu fuga ao passarinho. Estranhando a bondade do gato? Pois me assusta é a maldade de quem prendeu o passarinho...
MIGUILIM
Meu cachorro conversa com o vento. Não dizem nada um ao outro. Apenas deixam que os desejos se toquem.
LEÓN
O danado do gato dorme dentro da gaveta. Toda vez que a menina procura os óculos de gatinho, o que ela encontra é um gatinho de óculos!
LAÇOS DE MATILHA
Adotou dois vira-latas e dois gatos de rua. Nenhum dos quatro se envolveu com drogas ou más companhias. E todos cuidaram dele na velhice.
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
Olhou-me com olhos de peixe morto, mas estava vivo quando o tirei do anzol. Morreu foi depois, de saudade do rio.
REVOLUÇÃO DOS BICHOS
Uma só patada - e ele partiu ao meio o domador com seu chicote. Em seguida, de nojo, recusou-se a comer-lhe a carne.
MATADOURO
O patrão botou culpa ni'mim, mas os bois e as vacas é que tramaram tudo. E foi tão bonito ver a carinha alegre deles na hora da fuga!...
José Rezende Jr. do seu livro "Estórias mínimas", para lembrar a Semana dos Animais.
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Charge online - Bessinha - # 844

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Resposta ao Impostômetro

 Atualizando o post 

Recebi a seguinte mensagem do Impostômetro Brasil. Logo a seguir, a resposta deste ContextoLivre:
~ o ~
On Qui 06/10/11 13:25 , Impostômetro Brasil impostometrobr@gmail.com sent:
Oi Carlos
Primeiramente, parabéns pelo blog, o conteúdo é muito bom.
Vi que você aborda temas sobre economia e gostaria de convidar a participar de um movimento para conscientizar os brasileiros da carga de impostos que incide sobre cada cidadão, mobilizando a sociedade na luta por uma maior transparência tributária.
Você conhece o Impostômetro? Agora ele tem um novo portal e está nas redes sociais. Nessa sexta-feira irá atingir a marca R$ 1,1 trilhão e você pode colocar o contador no seu blog, mostrando para seus leitores a arrecadação em tempo real (http://www.impostometro.com.br/paginas/painel-digital).
Participe da nossa Fan Page no Facebook, lá tem muito conteúdo exclusivo e está aberta para receber opiniões, discussões e participação de todos os contribuintes que querem mudar o cenário do Brasil.
Novo Portal do Impostômetro
O Portal do Impostômetro foi lançado no dia em que o painel marcou R$ 1 Trilhão (13/09). Conta com ferramentas úteis e educativas, como as calculadoras: Tirano Tax, que calcula quanto se paga de imposto diariamente; e Tribuloso, que mostra quantos dias por ano trabalhamos só para pagar impostos. Além do Feirão do Imposto, que mostra de forma transparente quanto pagamos de imposto sobre diversos produtos e serviços.
O Impostômetro agora também está presente nas redes sociais. O objetivo é aumentar a presença digital como um meio de conscientizar os cidadãos brasileiros sobre a alta carga tributária e mobilizar os contribuintes na luta por mais transparência tributária.
Obrigada pela atenção!
Abs,

Priscilla Preks
Impostometro.com.br
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~ o ~
Olá Priscilla
Obrigado por suas palavras sobre o blog.
Agradeço a oferta sobre o Impostômetro, mas minha ideia é colocar no blog um contador Sonegômetro que mostre aos leitores a sonegação em tempo real. Isso certamente servirá para conscientizar os cidadãos brasileiros sobre aqueles empresários filiados a Associações Comerciais e Federações da Indústria que sonegam impostos através de caixas 2, e que muitas vezes, podem ser caracterizados também como corruptores.
Assim, caso você também compartilhe com a ideia de mais transparência e menos corrupção, convido-a a ajudar-me a encontrar esse Sonegômetro para disponibilizar no blog.
Antecipadamente obrigado por sua preciosa ajuda, que certamente não faltará, pois somos contra a corrupção, não é mesmo?
Abs!

zcarlos
~ o ~
Réplica do Impostômetro:
Olá!
Obrigada pelo retorno! 
Ainda não conheço um Sonegômetro, mas também acho uma ideia bem interessante. Afinal, uma coisa leva à outra.. e nossa luta é a mesma, por mais transparência e menos corrupção. ;)
Estamos pensando na criação do Corruptômetro, mas vou encaminhar a ideia do Sonegômetro também. Qualquer novidade, entro em contato com você novamente.
Um abraço, excelente semana! 
Priscilla 
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Carlos Latuff - Worshiping Steve Jobs

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Steve Jobs

Discurso de Steve Jobs, dirigido aos formandos da Universidade Stanford em 2005.
"Continuem com fome e continuem bobos"
Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.
A primeira história é sobre ligar os pontos
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei?
Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.” Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade.
E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes.
Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.
Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava freqüentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse. Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria freqüentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
Minha segunda história é sobre amor e perda
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação – o Macintosh – e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo.
Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.
Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre morte
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último”. Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar – caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas – que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário. Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: “Continue com fome, continue bobo”. Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.
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Crianças da Faixa de Gaza são censuradas em museu dos EUA

O Museu de Arte para Crianças em Oakland (Mocha) na Califórnia, decidiu cancelar uma exposição de pinturas de crianças palestinas da Faixa de Gaza, denúnciou o site "Palestina Libre" e alguns outros sites.
A Aliança do Oriente Médio para a Infância (MECA), que se associou com o "MOCHA" para apresentar a exposição, foi informada da decisão do presidente da junta do museu, que recebeu pressões de organizações Pró-Israel na baia de São Francisco para impedir essa mostra.
A diretora executiva do MECA, Barbara Lubin, afirmou que a censura aceita pelo museu vai contra sua missão de "garantir que as artes sejam parte fundamental da vida de todas as crianças", mas mesmo assim diz entender a forte pressão recebida pelo museu.
"Mas quem ganha com isso? O museu não ganha, as pessoas que visitariam o museu não ganham, nossa liberdade perde, as crianças de Gaza perdem" ... "Os únicos ganhadores aqui são os que gastam milhões de dólares para censurar toda crítica à Israel e o silenciamento das vozes das crianças que vivem todos os dias sob o cerco militar e com a ocupação" completou Lubin.
Aqui alguns dos desenhos que seriam expostos e foram censurados:
No Loco Mundo
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Trailer de "30 Anos Depois, Lula relembra a 1ª Conclat"

Trailer do filme "30 Anos Depois, Lula relembra a 1ª Conclat" (Brasil 2011), dirigido por Adrian Cooper. Documentário registra as reações e opiniões do ex-presidente ao assistir, pela primeira vez, ao filme "1ª. Conclat". Lula não sabia da existência do documentário de 1981. Neste segundo filme são mostradas suas expressões faciais, manifestações de surpresa e comentários em que relembra, analisa e compara suas idéias e atitudes na época com o momento atual, passados 30 anos. © Tatu Filmes
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ABI acata denúncia de Dirceu para investigar postura da revista Veja

A diretoria da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) decidiu encaminhar denúncia do ex-ministro José Dirceu contra a revista Veja à Comissão de Ética dos Meios de Comunicação, órgão do Conselho Deliberativo da entidade, responsável por avaliar queixas relativas aos aspectos éticos que afetam o exercício profissional da atividade jornalística.
Em matéria publicada no site da ABI, a entidade explica que decidiu "apurar a denúncia formulada pelo ex-deputado José Dirceu" contra a revista que é acusada de "tratá-lo sem respeito às normas éticas da atividade jornalística na matéria publicada na edição 2232, ano 44, número 35, data de capa 31 de agosto de 2011."
Ao se pronunciar sobre o assunto, José Dirceu disse que "a decisão da ABI de encaminhar os abusos cometidos pela Veja à sua comissão de ética é a resposta daqueles que praticam jornalismo sério no Brasil e não admitem os métodos criminosos de apuração utilizados pela revista, uma resposta que respeita a lei, a Constituição e a própria razão de ser do jornalismo sério".
Para o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), os indícios de que pode ter ocorrido prática criminosa por parte da revista Veja são tão fortes que justificaram a decisão da ABI de levar adiante a denúncia. "Devemos aproveitar esse episódio para discutir os limites da ética na busca pela informação", reforçou.
O deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) ressaltou que a postura da ABI se revela como algo importante diante de um fato em que um meio de comunicação atacou, sem qualquer limite, a honra de uma pessoa. "É importante que a sociedade brasileira saiba que está resguardada – além do ponto de vista judicial, do direito de resposta – e pode contar com um espaço para dialogar sobre os limites da ação dos órgãos de imprensa que não têm compromisso com a ética", alertou.
Segundo a ABI, a comissão que cuidará do caso "é raramente convocada para se manifestar sobre aspectos éticos do exercício profissional, indicação de que sob esse aspecto o comportamento de jornalistas e veículos não tem motivado queixas ou reparos". A comissão que avaliará a questão é composta pelos jornalistas Alberto Dines, Arthur José Poerner, Cícero Sandroni, Ivan Alves Filho e Paulo Totti.
O ex-ministro José Dirceu, ao formular sua denúncia à ABI, descreveu os métodos utilizados pela Veja e por seus repórteres (Daniel Pereira e Gustavo Ribeiro), que na reportagem de capa da revista insinuam ligações escusas de Dirceu com ministros do governo Dilma, além de deputados e senadores da base aliada.
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Homenagens a Steve Jobs

Amarildo
Jarbas
No Dodó Macedo
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Assange recusa convite do PSDB

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, recusou convite do PSDB para participar do congresso da Juventude do partido, que acontece em dezembro, em Goiânia.
O PSDB já dava como certa a participação de Assange, mas em email enviado ao secretário-geral da Juventude Tucana, Wesley Goggi, um emissário de Assange diz que ele agradece o convite, mas não poderá comparecer ao evento.
Pede, ainda, que o nome do fundador da organização seja "retirado" de materiais "promocionais" do congresso.
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