29 de set de 2011

Serra tira PSDB do seu blog e do twitter

Stanley Burburinho informa:

Reparei que o Serra tirou do perfil dele no Twitter (@joseserra_) e no site (http://t.co/WS0MQP7) qualquer referência ao PSDB.
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Charge online - Bessinha - # 835

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Justiça do RS autoriza interrupção de gravidez de feto anencéfalo

A Justiça do Rio Grande do Sul autorizou a interrupção da gestação de um feto anencéfalo para uma mãe na 16ª semana de gestação. A decisão, do dia 26, foi divulgada nesta quarta-feira (28). O juiz considerou que, embora o tema seja polêmico no Brasil, nestes casos devem ser levados em consideração apenas os aspectos médico-científicos e jurídicos.
Baseado em exames e atestados médicos, o juiz da 1ª Vara do Júri Leandro Raul Klippel concluiu que era certa a morte do feto após o nascimento, bem como a intervenção se faz necessária a fim de preservar a saúde física e psicológica da gestante. De acordo com os exames realizados, o feto tem má formação do crânio e defeito de fechamento da parede abdominal, deixando expostos o fígado e partes do intestino e do coração.
A mãe, moradora da cidade de Porto Alegre, estava na 16ª semana de gestação. O pedido foi ajuizado na última sexta.
Na avaliação do magistrado, no caso presente não se pode falar em aborto (tipificado como crime pelo Código Penal), pois esse pressupõe a presença de feto com viabilidade de vida. “Parece lógico que o legislador pretendeu reprimir a interrupção da gravidez que tenha efetivamente potencial para gerar vida, assim considerado a existência autônoma de um ser independentemente daquele que lhe deu origem, no caso, a mãe”, escreveu.
O juiz concluiu que o pedido configura interrupção de gravidez por inviabilidade do feto e que a autorização para o procedimento somente antecipa um fato inevitável, evitando maiores sofrimentos.
No Sul21
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Depoimento de professores do Ceará sobre a recepção do governador

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DEMo: esquizofrênico e na extrema unção, perto de confirmar profecia de Lula

Lula, além de doutor honoris causa aqui e alhures, é um profeta.
Em setembro de 2010, o ex-presidente propôs uma ideia que está cada vez mais próxima de se realizar. “Precisamos extirpar [o DEM] da política brasileira”, disse Lula, em ato da campanha de Dilma Rousseff à presidência, em Santa Catarina.
Um ano depois, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheceu a existência do Partido Social Democrático (PSD) e deixa o Democratas – ex-Arena, ex-PDS, ex-PFL – muito perto de receber a extrema unção, para citar a expressão utilizada pelo deputado federal Domingos Dutra (PT-MA), em reunião da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, nesta quarta-feira (28).
Adieu, PFL!
Dutra não se referiu ao Democratas por acaso. O partido é o principal adversário das políticas afirmativas implementadas com vigor a partir do governo Lula, embora num ritmo ainda muito aquém da demanda gerada pela dívida secular do Estado com os negros e outros segmentos sociais.
O DEMo é opositor de um conceito igualitário tão antigo quanto a democracia grega, a equidade, que prega o tratamento desigual a atores desiguais, de modo a torná-los mais iguais. Para o DEMo, o ideal “todos são iguais perante a lei” é o sumo princípio de regulação do convívio social, pouco importando se, no mundo real/material, as diferenças entre um senador e uma faxineira, ou entre um empresário multimilionário e um garçon, sejam abissais.
Esquizofrenia ideológica - Essa defesa ferrenha do ideário liberal clássico, entretanto, não impediu que um dos quadros do DEMo no Congresso, o deputado Onyx Lorenzoni (RS), cometesse um ato de esquizofrenia ideológica, em recente sessão da Comissão de Constituição e Justiça.
Na afoiteza de atacar uma matéria do governo – a prorrogação da DRU (Desvinculação de Receitas da União) – que estava sendo debatida na CCJ, o parlamentar gaúcho, integrante da bancada ruralista, citou o filósofo esquerdista italiano Norberto Bobbio para defender os chamados “direitos de terceira geração”, notadamente o direito ao meio ambiente [confira o vídeo abaixo].
O saudoso Bobbio deve ter se revirado no túmulo ao “ouvir” um autêntico representante do pensamento mais reacionário da humanidade usar o seu nome para fazer uma defesa hipócrita dos direitos sociais.
Onyx Lorenzoni cita Bobbio para defender direitos sociais
O fato é que Onyx Lorenzoni não teve pudor de falar em direitos fundamentais, mesmo sendo filiado a um partido que pretende anular, através do Supremo Tribunal Federal (STF), o decreto que regulamenta a titulação dos territórios quilombolas, norma que atende a um dispositivo da Constituição de 1988.
De maneira semelhante, aliás, o Democratas questiona no STF a legalidade das cotas raciais nas universidades, política afirmativa que não apenas é legal do ponto de vista formal, baseando-se na promoção da equidade, mas é um sucesso absoluto nas mais de 150 instituições de ensino superior onde já é aplicada.
Nos próximos dias, com a confirmação do registro do PSD, o DEM/PFL/PDS/Arena vai perder quase metade da sua bancada na Câmara, passando dos atuais 44 deputados para 27.
Muito pouco para quem chegou a eleger 105 deputados nas eleições de 1998.
Muito coerente, porém, com a realidade política de um País que tem rejeitado cada vez mais o jurássico pensamento representado pelo moribundo Democratas – que carrega uma contradição no próprio nome, vale dizer, dado o histórico da maioria dos seus líderes, antigos apoiadores e beneficiários do regime militar que sufocou as nossas liberdades entre 1964 e 1985.
Requiescat in pace, Democratas.
ACM Neto: "Esse vai ser o nosso tamanho. Ou não."
No Conexão Brasília Maranhão
~o~
Reunião de toda a bancada do DEMo na Câmara dos Deputados
Aposentado Invocado flagra com exclusividade:
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Falta Haldol em Campos dos Goytacazes

Haldol é indicado para o alívio de transtornos do pensamento, de afeto e do comportamento como: acreditar em idéias que não correspondem à realidade (delírios); desconfiança não usual; ouvir ou ver ou sentir coisa que não está presente (alucinações); confusão.
Em entrevista concedida à Rádio CBN, a prefeita cassada Rosinha Garotinho, claramente alterada em seu estado de consciência, disse à Lúcia Hippolito que só sai da prefeitura algemada, mesmo quando a jornalista insiste em perguntar o que todos nós - os normais - entendemos que, decisão judicial não se discute, cumpre-se.
Para aumentar nossa vergonha, essa agora nacional, o repórter Maurício Martins coloca lenha na fogueira, lembrando a greve de fome feita pelo seu marido em 2006 e que levou Garotinho a um dos maiores vexames políticos da história recente do país, alegando perseguição política .
Ora, Rosinha, poupe-nos de mais um vexame por que, para isso, a Polícia Federal está de prontidão e com seu efetivo mantido até amanhã, em caso de necessidade. Ouça o áudio abaixo :
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No Blog do Herval Júnior
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Supremo aceita denúncia contra Maluf por lavagem de dinheiro

O STF (Supremo Tribunal Federal) aceitou nesta quinta-feira (29) a denúncia contra o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), 80, e sua família pelo crime de lavagem de dinheiro. A Corte, no entanto, rejeitou a denúncia contra o deputado pelo crime de formação de quadrilha.
Segundo o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o dinheiro lavado foi desviado de obras públicas quando Maluf foi prefeito de São Paulo (1993-1996), remetido ilegalmente ao exterior por doleiros e, por fim, "lavado" em investimentos feitos na Eucatex, empresa da família.
Segundo o relator do inquérito no Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, com base na ação da Procuradoria é possível constatar que os crimes cometidos por Maluf e seus familiares envolvem mais de US$ 1 bilhão
que teriam sido desviados para o exterior.
"Nessa ação, o prejuízo ao erário chega a quase US$ 1 bilhão", disse Lewandowski. "A família Maluf movimentou no exterior quantia superior a US$ 900 milhões. Esse valor é superior ao PIB de alguns países como Guiné-Bissau, Granada, Comores, Dominica e São Tomé e Príncipe", continuou o ministro
Também foram denunciadas pela Procuradoria outras dez pessoas, entre elas a mulher de Maluf, Sylvia, os filhos Flávio, Lígia, Lina e Otavio e outros familiares.
Durante o julgamento, o procurador-geral afirmou que a maior parte do dinheiro foi desviada por meio da construção da avenida Água Espraiada, na zona sul de São Paulo. "Essa obra, concluída em 2000, teve o custo final extremamente absurdo de R$ 796 milhões, ou cerca de US$ 600 milhões", disse. "Essa foi a fonte primordial dos recursos utilizados na lavagem [de dinheiro]."
De acordo com Gurgel, o grupo foi denunciado por formação de quadrilha porque, pelo menos desde 1993, "associaram-se, de forma estável e permanente, com o propósito de cometer crimes de lavagem de ativos e efetivamente cometeram tais delitos consoante narrados minuciosamente na denúncia". Quanto a essa acusação, no entanto, a maioria dos ministros reconheceu a prescrição no caso de Maluf, que tem mais de 70 anos.
Gurgel também rebateu o que classificou de "mais relevantes" argumentos dos acusados. Entre eles, está a alegação de que a Lei 9.613, de março de 1998, não poderia ser aplicada aos fatos objeto da acusação, que teriam ocorrido antes da entrada em vigor da norma.
"Na verdade, os acusados foram denunciados por fatos que ocorreram entre os anos de 1993 a 2002. Todos sabemos que a lavagem de dinheiro é definida como crime permanente, cuja consumação prolonga-se no tempo, enquanto os bens, valores e direitos estiverem dissimulados e ocultos", afirmou.
Ele destacou ainda que, ao contrário do que afirma a defesa, o Ministério Público nunca investigou o caso diretamente. "Repito, para afastar qualquer dúvida quanto a esse tema: as provas que instruem a acusação foram obtidas em inquérito policial e por intermédio de cooperação jurídica internacional autorizada judicialmente."
A denúncia foi oferecida à 2ª Vara Criminal de São Paulo e chegou ao Supremo em fevereiro de 2007, após a diplomação de Maluf como deputado federal.
Defesa
Segundo o advogado de Maluf, José Roberto Leal de Carvalho, não foram apontados fatos ou elementos que denunciem a reunião da família para praticar o crime. "Aliás, não é possível que ela [a família de Maluf] seja infiltrada por um policial, porque se ele [o policial] se infiltrar, ele pode ser membro da 'quadrilha'. O gozado é que todos os membros da 'quadrilha' estão em estado de flagrância, porque a quadrilha continua. Ela só vai acabar quando matarem todos e restarem apenas três. Isso é um absurdo", ironizou Leal sobre a acusação de formação de quadrilha, que foi rejeitada pelo Supremo.
Durante o julgamento, Carvalho também afirmou ser difícil defender o político. De acordo com o advogado, Maluf carrega um "carisma de desprezo". "Desprezo não, de ódio, desde a Copa de 1970. Começa o calvário dele lá", disse Leal, na tribuna da Corte.
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No Ceará governo trata os mestres com carinho


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A CBN e o coronelismo eletrônico

Não se discute o alto nível do radio-jornalismo da CBN. Critica-se sua parcialidade. Mais que isso, os paradoxos entre seu discurso político e sua prática de alianças.
No discurso, seus analistas ignoram completamente as limitações do federalismo brasileiro, a política de alianças – que garante a governabilidade -, a necessidade de pragmatismo político. Dividem o Brasil entre o supostamente país moderno (dos quais ELES são porta-vozes) e o Brasil anacrônico, dos Sarneys e companhia. Aliás, é um contraponto salutar, para reduzir o poder de influência dos coronéis.
Mas hoje em dia a principal fonte de poder dos coronéis regionais é a rede Globo e a rede CBN de rádio.
De onde emana o poder político dos coronéis regionais? Em grande parte, do controle da mídia local. E esse poder deriva fundamentalmente da política de alianças com as redes nacionais de rádio e TV. Especialmente das Organizações Globo e da rede CBN.
No âmbito político, o chamado presidencialismo de coalizão é uma amarra fantástica: sem maioria, governos não governam. No caso das redes nacionais de comunicação, a definição dos sócios regionais é uma questão meramente econômica: seleciona-se o parceiro que dê melhor retorno econômico. Como a imprensa regional depende bastante das forças políticas locais, aceita-se o que tem de mais retrógrado por motivação financeira – não por governabilidade.
Ou seja, a Globo e seu braço CBN são polos centrais da força política de coronéis regionais. E, no âmbito nacional, praticam a crítica contra a força... dos coronéis regionais dos quais são associados.
É o que explica a Rede Globo ter como afiliados ACM, na Bahia, Sarney, no Maranhão, os Collor, em Alagoas – entre outros.
Volte-se, agora, ao caso CBN, especificamente a Manaus.
No momento, a CBN Manaus empreende uma campanha terrível contra uma cidadã, uma médica sem vinculações políticas – simpatizante de José Serra nas últimas eleições – que, nos confins do país, tenta exercer uma função cidadã denunciando os esbirros dos coronéis políticos locais.
Ronaldo Tiradentes, dono da CBN Manaus
Ela denunciou ações do prefeito de Manaus e passou a sofrer represálias terríveis, uma perseguição pessoal que afeta sua vida profissional e familiar – é mãe de uma recém-nascida. Indagada sobre a perseguição, a direção nacional da CBN respondeu que ela que se defendesse na Justiça. Mariza Tavares, bela jornalista, endossou a atuação de Ronaldo Tirandentes, representante do coronelismo eletrônico mais truculento e anacrônico.
A partir das pesquisas do nosso Stanley Burburinho, algumas informações sobre o braço da CBN Manaus, o empresário Ronaldo Tiradentes, com fortes ligações com o coronel local Amazonino Mendes.
Tiradentes já foi denunciado por compra do diploma de jornalista. O autor da denúncia é o jornalista Marcos Losekann no livro "O ronco da pororoca: histórias de um repórter na Amazônia". Detalhe: Losekann é correspondente da própria Globo em Londres (clique aqui). Tiradentes já admitiu publicamente a compra do diploma de segunda grau.
Andréa Vieira, repórter e funcionária da Prefeitura
Mais: Tiradentes incumbiu a repórter Andréa Vieira da perseguição à médica Bianca Abidaner. A repórter foi nomeada Assessora Técnica da Prefeitura de Manaus pelo próprio Amazonino Mendes. No mesmo dia, Marcos Paz Tiradentes, irmão de Ronaldo, foi nomeado DAS-1 da Secretaria Municipal de LImpeza Pública, pelo mesmo Amazonino.
Aqui os dados sobre a assessora. Aqui o documento de sua nomeação para a assessoria da prefeitura. Aqui a nomeação de Marcos Paz.
De que lado, afinal, está a CBN? Do suposto país moderno ou do que mais atrasado existe na política nacional?
Luis Nassif
No Nassif Online
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CartaCapital quer saber: Por que só a Veja, Época e IstoÉ?

No dia 13 de setembro passado, o NaMariaNews publicou em primeira mão o texto Alckmin: 9 milhões pela fidelidade da 'Proba Imprensa Gloriosa' sobre as novas compras de revistas (Veja, Isto É, Época) e jornais (Folha de SP, Estado de SP) pela Secretaria de Estado da Educação, precisamente através da Fundação para o Desenvolvimento da Educação - FDE. Os contratos assinados pelo atual presidente da FDE, o Sr. José Bernardo Ortiz Monteiro, chegam ao total de R$ 9.074.936,00.
No mesmo texto foi salientado que, como de costume, não foram assinados contratos com a revista CartaCapital. Embutido nisso a pergunta fatal: e por que não?
No dia 16 de setembro, Mino Carta publicou on-line seu editorial "A mão que lava a outra" (versão impressa: n. 664, 21/setembro, pág. 21) e muito nos enobreceu com o seguinte parágrafo:
"Neste exato instante, recebemos a informação de que, na esteira do ex-governador José Serra e do seu ex-secretário da Educação Paulo Renato, o atual presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), José Bernardo Ortiz Monteiro, acaba de renovar contratos para o fornecimento de assinaturas com as revistas Época, IstoÉ e Veja, e os jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo pelo valor total de 9 milhões de reais e alguns quebrados. Não houve licitação, está claro, assim como está que CartaCapital foi excluída mais uma vez."
Pois não é que neste exato instante recebemos a informação de que a CartaCapital está pedindo oficialmente à presidência da FDE explicações sobre tais compras? Sim, está.
Agora, CartaCapital pergunta o que o blog NaMariaNews sempre quis saber em uma porção de textos publicados desde o seu nascimento, em junho de 2009.
  • Por que comprar para as escolas públicas de SP somente a Veja, Isto É e Época?
  • Não há outras publicações similares ou melhores no mercado?
  • Qual é a justificativa "pedagógica" e/ou legal para tais compras sem licitação?
  • Com qual dos orçamentos da Secretaria de Educação a FDE executa tais compras? Já que a FDE não tem orçamento próprio e o que ela executa é a mando da Secretaria, em especial aquelas do campo pedagógico. Ou seja: alguém dentro da SEE é responsável pelo negócio das assinaturas. Quem seria e como se fundamentaram as aquisições?
Justificando o injustificável
Não é a primeira vez que compras dessa natureza são questionadas legalmente. Por exemplo, em 2009 a ONG Ação Educativa encaminhou ofício à presidência da FDE e obteve, após insistência, cópia de todo processo do contrato 15/1165/08/04 (Diário Oficial 1/10/2008 e 25/out/2008) referente à compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola, da Fundação Victor Civita, ligada à Abril, da Veja - no valor de R$ 3.700.000,00. Tudo sem licitação, usando a lei 8.666.
A partir da análise dos dados, a Ação Educativa obteve um avanço histórico:
"Em 26 de maio [2009], o Ministério Público de São Paulo então propôs ação civil de responsabilidade por ato de improbidade administrativa contra o Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, a Diretora e o Supervisor de Projetos Especiais, ambos da FDE, bem como contra a Fundação Vitor Civita.
"A Ação, que tem como fundamento possíveis irregularidades no contrato firmado sem licitação entre a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) e a Fundação Victor Civita, requer a responsabilização dos agentes públicos por condutas que podem ser caracterizadas como improbidade administrativa e ainda tramita na Justiça Estadual."
Trata-se do processo 0018196-44.2009.8.26.0053 (053.09.018196-7), que pode ser acompanhado no site do Tribunal de Justiça de São Paulo (ver aqui).
O pedido da Ação Educativa é muito semelhante ao que a CartaCapital faz agora. Os documentos entregues pela FDE à ONG podem ser lidos aqui. Entre eles, uma "pérola", assinada por Inácio Antonio Ovigli, então supervisor da Diretoria de Projetos Especiais, cujo conteúdo muito interessa ao NaMariaNews e à CartaCapital, a justificativa dos compradores - no caso, a SEE por meio da FDE. Alguns trechos:
"Para o atendimento das Diretrizes para o Ensino de Língua Portuguesa (Leitura, Escrita e Comunicação Oral) e Matemática, e na busca de superar mais essa condição problemática para a aprendizagem dos alunos, a SEE/SP vai implantar um programa de distribuição de materiais de apoio didático-pedagógico para alunos e professores, composto de livros, revistas, fascículos e outros suportes da escrita, destacando-se, entre essas publicações, a Revista "Nova Escola".
"Tem uma pauta editorial que privilegia matérias de orientação e elaboração de planos de aulas, além de uma variedade de temas sobre a atualidade de interesse da área educacional, abordados em reportagens, entrevistas, resenhas, depoimento de professores e alunos.
"Na pesquisa de mercado realizada no período de seleção da obra a ser adquirida, não foi localizada obra similar com as mesmas características da Revista Nova Escola. Por essa razão, foram solicitadas notas fiscais à responsável pela sua publicação, com a finalidade de comprovar que o preço a ser pago pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação é compatível com o preço cobrado pela editora às outras instituições que adquiriram essa obra.
"Desse modo, solicitamos as providências necessárias junto à editora para a aquisição do título Nova Escola, publicada com exclusividade pela Fundação Victor Civita"
.
Evidentemente a Ação Educativa contestou esses e outros argumentos da FDE. No mínimo três pontos merecem destaque. Mas o terceiro, sem dúvida, é uma "perolona", que desvenda muito mais do que se pode imaginar sobre o fabuloso mundo dos projetos dito educacionais. Atentem bem – os grifos em negrito são da Ação Educativa, o vermelho é do NaMariaNews:
1º) A lei federal 8.666 de 21 de junho de 1993 (que "estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios", incluindo a inexigibilidade de licitação) foi desacatada em seu artigo 25, que deixa claro ser vedada "a preferência de marca, que ocorreu explicitamente neste caso, uma vez que outras editoras não foram sequer consultadas".
2º) A revista Nova Escola não tem exclusividade temática. "É importante mencionar ao menos duas outras revistas que poderiam ser escolhidas para cumprir as mesmas funções da Revista Nova Escola, tais como as descritas em seu processo de compra: a Carta na Escola, Editora Confiança Ltda, e a Revista Educação, da Editora Segmento Ltda".
3º) "De acordo com os documentos (fls. 4-12 do processo FDE n. 15/1165/08/04), a motivação inicial para a elaboração do contrato foi uma carta encaminhada em 1/9/2008 pela Fundação Victor Civita à então Secretária de Educação Maria Helena Guimarães de Castro, propondo parceria, com descrição da proposta pedagógica da Nova Escola, preços e condições, além de cronograma de postagem. Ora, o contrato não partiu de uma necessidade da Secretaria de Estado, mas sim de uma oferta realizada pela Fundação e aceita pela Secretaria, que viabilizou seus termos sem consulta a outras editoras ou, principalmente, aos destinatários diretos da compra – os docentes". (Fonte – Ação Educativa)
O que mais precisa ser dito?
Aguardemos a justificativas que apresentarão à CartaCapital às compras das revistas e jornais nesta nova administração da Educação e da FDE. Talvez fosse de bom alvitre pedir-lhes que mostrem não apenas o atual contrato, mas os anteriores também.
Em entrevista dada à Conceição Lemes, do Viomundo (em 14/outubro/2010), o NaMariaNews mostrou a dinheirama que o ex-governador José Serra (via o finado ex-secretário de Educação Paulo Renato Costa Souza, o então presidente da FDE Fabio Bonini Simões de Lima, a diretora de Projetos Especiais da FDE Cláudia Rosenberg Aratangy, o supervisor de Projetos Especiais Inácio Antonio Ovigli) pagou à imprensa e certas editoras, a título de execução de "projetos pedagógicos": mais de R$ 250 milhões, quase absolutamente tudo sem licitação.
Daquele total (parcial), comprovados com dados do Diário Oficial, "para a Editora Abril/Fundação Victor Civita [de 2005 a 2010] foram entregues R$ 52.014.101,20 para comprar milhares de exemplares de diferentes publicações", entre elas a Revista Nova Escola, além da Veja, Almanaque do Estudante, Revista Recreio e Atlas da National Geographic.
Para arrematar, quero repetir o que disse naquela entrevista à Conceição Lemes: "com esse dinheiro, poderiam ser construídas quase 13 escolas ou 152 salas de aula novinhas, com capacidade para mais de 15 mil alunos nos três períodos – considerando que uma escola com 12 salas custe R$ 4,1 milhões, e cada sala custe cerca de R$ 340 mil".
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Charge online - Bessinha - # 834

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Dr. Peluso, o que é isso? Ricardo Teixeira banca torneio para Juízes Federais

O juiz da 2ª Vara de Execuções Fiscais de São João de Meriti (Baixada Fluminense), Wilson Witzel, diretor de esportes da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), fez a convocação para o encontro previsto para os dias 11, 12 e 13 de novembro. Será na Granja Comary, em Teresópolis, onde fica o centro de treinamento da Seleção Brasileira:
"a hospedagem e o material esportivo para os jogadores será por conta da CBF".
O Ministério Público Federal vai investigar Ricardo Teixeira (presidente da CBF) por lavagem de dinheiro.


Era só o que faltava: a confraternização entre cartolas acusados de corrupção e juízes de toga que poderá julgá-los.
Será que o Dr. Peluso, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), tem certeza de que as declaraçãoes da corregedora, Eliana Calmon, foram exageradas, quando disse:
"...a magistratura.. está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga..."
Do Lancepress
Zé Augusto
No Amigos do Presidente Lula
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Resumo da Ópera do Judiciário brasileiro

Segundo a Ministra Eliana Calmon Alves, corregedora do CNJ - Conselho Nacional de Justiça:
  1. É comum a troca de favores entre magistrados e políticos.
  2. O Judiciário está contaminado pela politicagem miúda.
  3. Juízes produzem decisões sob medida para atender aos interesses dos políticos, são os patrocinadores das indicações dos ministros.
  4. Não é incomum um desembargador corrupto usar telefonar para um juiz e pedir uma liminar, um habeas corpus ou uma sentença.
  5. Os juízes que se sujeitam a isso são candidatos naturais a futuras promoções.
  6. Os que se negam a fazer esse tipo de coisa (os corretos) ficam onde estão.
  7. É a política que define o preenchimento de vagas nos tribunais superiores.
  8. Os piores magistrados terminam sendo os mais louvados.
  9. O braço político se infiltra no Poder Judiciário.
  10. O STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal. De fato, uma simples carta apócrifa não deve ser considerada. Mas, se a Polícia Federal recebe a denúncia, investiga e vê que é verdadeira, e a investigação chega ao tribunal com todas as provas, você vai desconsiderar.
  11. Há uma mistura e uma intimidade indecente com o poder.
  12. Para ascender na carreira, o juiz precisa dos políticos. Nos tribunais superiores, o critério é única e exclusivamente político.
  13. Para entrar num tribunal como o STJ, seu nome tem de primeiro passar pelo crivo dos ministros, depois do presidente da República e ainda do Senado. O ministro escolhido sai devendo a todo mundo.
  14. Há colegas que, quando chegam para montar o gabinete, não têm o direito de escolher um assessor sequer, porque já está tudo preenchido por indicação política.
  15. Há um assunto tabu na Justiça que é a atuação de advogados que também são filhos ou parentes de ministros.
  16. É um problema muito sério. Eles vendem a imagem dos ministros. Dizem que têm trânsito na corte e exibem isso a seus clientes.
  17. Nós, magistrados, temos tendência a ficar prepotentes e vaidosos.
No Redecastorphoto
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Eliana Calmon

A ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), provocou um racha no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao afirmar esta semana que há bandidos escondidos atrás de togas . A declaração pode ter parecido surpreendente para alguns, mas não para quem conhece de perto a corregedora nacional de Justiça. De temperamento forte e incisivo, a ministra tem uma carreira marcada por declarações e decisões de combate à corrupção quase sempre impactantes.
Não por acaso, a ministra se manteve firme diante da tentativa do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, de fazê-la se retratar numa reunião do Conselho Nacional, na terça-feira. Eliana se recusou a pedir desculpas e, fiel ao seu estilo, criticou a decisão do conselho de divulgar uma nota de repúdio às declarações que fez sobre bandidos que se "escondem atrás da toga". A ministra disse que não teve a intenção de generalizar as acusações.
"Houve uma reação desproporcional"
A expressão "bandidos de toga" seria direcionada a casos específicos de magistrados comprovadamente envolvidos em irregularidades.
- Acho que houve uma reação desproporcional do Conselho - disse ao GLOBO.
Eliana chegou ao STJ em 1999 e, entre seus padrinhos políticos, estava o senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA), já falecido. Mas não demorou muito para a ministra mostrar que os laços com o mundo político eram só contingência de um magistrado a caminho de um tribunal. Em 2006, Eliana assinou as ordens de prisão de todos os investigados na Operação Dominó.
Entre os presos estavam dois togados: o presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Sebastião Teixeira Chaves, e um de seus juízes auxiliares, José Jorge Ribeiro da Luz. A decisão quebrou um tabu. Era a primeira vez no país em que um desembargador, presidente de um tribunal, experimentava um par de algemas sob a acusação de corrupção.
No ano seguinte, Eliana voltou a mostrar que não estava no STJ para brincadeira. Numa canetada só, decretou a prisão de mais de 40 investigados na Operação Navalha.
Entre os presos, numa das mais retumbantes operações da polícia, estavam um ex-governador, um parlamentar, dois prefeitos, empresários e altos servidores públicos. As investigações resultaram na demissão do ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, afilhado político do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O barulho não parou por aí. Na mesma operação, a ministra determinou o afastamento do vice-diretor da Polícia Federal Zulmar Pimentel até a conclusão das investigações.
Mais tarde, Pimentel foi inocentado, mas Eliana queria caminho livre para que os delegados do caso tivessem autonomia para aprofundar a investigação.
- Ela é uma mulher decidida, valente. Lembro-me dela desde que foi desembargadora no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Ela sempre foi vigorosa - derrama-se o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho.
Críticas à anulação da Castelo de Areia
Antes das declarações sobre "bandidos de toga", a ministra entrou em outra bola dividida. Recentemente, ela criticou duramente a decisão de colegas de STJ de anular a Operação Castelo de Areia, uma das maiores investigações da Polícia Federal sobre fraudes em obras públicas e caixa dois de campanhas eleitorais. Voz dissonante no tribunal, a ministra deixou claro que decisões desta natureza atrapalham o combate à corrupção.
Ela é a melhor magistrada do Brasil. O país estaria melhor se existissem outras iguais à ela
- Ela é a melhor magistrada do Brasil. O país estaria melhor se existissem outras iguais à ela - afirmou Joaquim Mesquita, superintendente da PF de Goiás.
Mas, se virou uma espécie de ícone entre procuradores, policiais e até mesmo entre magistrados de primeira instância, Eliana Calmon coleciona inimigos nos tribunais. Por causa das declarações sobre a Castelo de Areia, a ministra se desentendeu com o ex-presidente do STJ Cesar Asfor Rocha. Ela também teve um forte embate com o atual presidente do tribunal, Ari Pargendler. Ela se opôs com veemência à indicação do desembargador Tourinho Neto para uma das vagas no Conselho Nacional de Justiça.
Pargendler buscou uma solução negociada, mas foi interrompido pela ministra. Desde então, os dois estão rompidos. Para colegas de tribunal, falta jogo de cintura à ministra. Eles alegam também que, em assuntos internos do tribunal, Eliana Calmon não seria tão rigorosa.
- Ela joga para a plateia - diz um ministro desafeto.
Jailton de Carvalho
No O Globo
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Dilma lança plano inédito para deficientes

O governo federal prepara um programa para as pessoas com deficiência que inclui projetos de saúde, educação, inclusão ao mercado de trabalho e acessibilidade. O investimento pode chegar a R$ 10 bilhões até 2014.
Há uma segunda versão do plano, com menor número de ações e gasto estimado de R$ 7 bilhões. A presidente Dilma Rousseff deve se reunir com sua equipe para conhecer a proposta. O lançamento ocorre nos próximos dias.
O plano prevê a entrega de mais de mil veículos escolares adaptados nos próximos três anos, em uma parceria com Estados e municípios. Para o mercado de trabalho, a ideia é criar um banco nacional de profissionais, espécie de agência virtual de empregos.
Pessoas com deficiência terão ainda, facilidades e garantia de acessibilidade no Minha Casa, Minha Vida.
Segundo o Censo 2000, 14,5% da população apresenta algum tipo de incapacidade ou deficiência.
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Aécio Neves se lança a presidente. Será verdade?

Em jantar com deputados tucanos, senador mineiro diz que estaria pronto para enfrentar tanto Lula como a presidente Dilma em 2014; mas quando um político mineiro diz que vai a algum lugar... é melhor desconfiar
Na noite da última terça-feira, o senador Aécio Neves participou de um jantar com a bancada tucana na Câmara. Participaram 41 dos 53 deputados do PSDB. No encontro, Aécio fez a revelação mais esperada da noite. Disse que está pronto para ser candidato a presidente em 2014, mas ressaltou que não é hora de colocar o bloco na rua. Não citou o avô, mas foi como se ecoasse Tancredo, que, numa de suas frases famosas, afirmou: “Não se tira o sapato antes de chegar ao rio, mas ninguém chega ao Rubicão para pescar”.
Será que a sorte está mesmo lançada para Aécio Neves? No jantar com os parlamentares, o senador mineiro disse mais. Afirmou que está pronto para ser o candidato tucano, mesmo que o oponente seja o aparentemente imbatível Luiz Inácio Lula da Silva. Disse ainda que enfrentaria a presidente Dilma Rousseff numa eventual tentativa de reeleição. E o momento, dentro do PSDB, lhe é favorável. Uma pesquisa interna, encomendada pelo cientista político Antônio Lavareda, revela que seu principal adversário, o ex-governador paulista José Serra, que ainda sonha com uma terceira candidatura presidencial, desidratou significativamente. Ele, que teve 32,6% dos votos no primeiro turno da disputa de 2010, hoje receberia apenas 25%. E, contra Serra, a pesquisa aponta que Dilma conseguiria se reeleger no primeiro turno, com relativa facilidade.
Dilma versus Aécio
O que a pesquisa não mostra, no entanto, é como seria o resultado de um eventual confronto entre Dilma e Aécio – que, provavelmente, também seria favorável à presidente. E a declaração do senador mineiro pode ter sido apenas uma manobra para demarcar território no partido contra José Serra. Lembre-se que, em 2010, Aécio fez de tudo para sabotar a candidatura paulista. Pediu prévias no PSDB, não aceitou ser vice e, recentemente, em entrevista à jornalista Dora Kramer, do Estado de S. Paulo, Aécio confidenciou que não queria mesmo ser candidato a presidente.
Será que desta vez ele quer mesmo? É sempre bom lembrar o que ensina a filosofia política mineira. Se um político matreiro das montanhas Gerais encontra outro político no aeroporto e diz que vai a tal lugar, é porque tem outro destino. Mas como sabe que seu interlocutor também sabe que ele dissimula, pode acabar indo ao destino anunciado. Ou seja: Aécio pode tanto ser candidato, como não ser. E seu único objetivo agora é dominar de vez seu partido.
Se, em 2014, ele avaliar que será melhor disputar o governo de Minas para ficar mais oito anos no Palácio da Liberdade, não pensará duas vezes. Até porque seu modus vivendi é mais compatível com a proteção das montanhas mineiras do que com a eterna vigilância que recai sobre os presidentes.
Afinal, quem não passa numa blitz, pode mesmo subir uma rampa?
~o~
Déjà-vu
Em jantar, anteontem à noite, com 41 deputados tucanos, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) previu: "O governo Dilma enfrentará muitas dificuldades", "terá anos difíceis pela frente", "será um governo pálido de realizações" e que "emergirá um movimento no PT pela candidatura Lula em 2014".
O fato lembra vaticínio, atribuído ao ex-presidente Fernando Henrique, em 2002, de que o ex-presidente Lula não conseguiria governar o país sem chamar os tucanos para compor seu Ministério.
Ilimar Franco
No O Globo
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Skinhead é condenado a mais de 31 anos de prisão em SP

Vinícius Parizatto foi acusado por obrigar dois rapazes a pular de um trem em movimento em 2003. Um deles morreu e o outro perdeu o braço, mas o réu segue em liberdade
O analista de sistemas Vinícius Parizatto foi condenado nesta quinta-feira a 31 anos, 9 meses e 3 dias de reclusão em regime fechado por obrigar dois rapazes a pular de um trem em movimento na Grande São Paulo em 2003. Uma das vítimas morreu e a outra perdeu o braço. Apesar da condenação, ele segue em liberdade porque foi beneficiado por um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF).
A sentença foi determinada pela juíza Renata Vergara Emmerich de Souza, no Fórum de Mogi das Cruzes, por volta de 1h45. Parizatto é o segundo réu do processo a receber a condenação. Juliano Aparecido de Freitas, conhecido como “Dumbão”, foi condenado em maio deste ano a 24 anos de prisão. Danilo Gimenez Ramos, o terceiro acusado, aguarda julgamento.
O crime aconteceu em Mogi das Cruzes. Por volta de 21h30 de 7 de dezembro de 2003, Cleiton da Silva Leite, de 20 anos, e Flávio Augusto Nascimento Cordeiro, de 15 anos, foram abordados pelos três skinheads, como definiu o promotor. Eles os ameaçaram de morte se não pulassem do trem em movimento. Leite teve traumatismo craniano na queda e morreu. Cordeiro perdeu o braço direito.
Parizatto e os outros acusados são beneficiados por habeas corpus no STF desde 2005.
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Novo Ministro da Agricultura credita chuva em Brasília ao sucesso de sua gestão

Arnaldo Jabor analisou as mudanças climáticas em Brasília e criticou a frente fria que a base aliada vem dando na presidenta
BRASÍLIA - Mendes Ribeiro Filho, novo titular da pasta da Agricultura, classificou como "choque de gestão" o modelo que vem implementando no Ministério. "Domamos os ventos alísios, negociamos com pressão atmosférica e promovemos a fundação Cacique Cobra Coral a status de ONG. Intransigente, a massa de ar seco só se movimentou quando oferecemos um cargo comissionado na gráfica do Senado", explicou. “Como ela é do PMDB, deu jeito.”
O novo Ministro classificou como "catastrófica" a gestão anterior, que foi "negligente com a aridez de Brasília", e creditou a chuva que caiu na capital ao legado de Lula. "O ex-presidente conhece como poucos o prejuízo da seca e atuou com firmeza para controlar a meteorologia", explicou.
A repercussão na mídia foi imediata: o blogueiro Romualdo Hazedo associou o PT com o aquecimento global, enquanto desmascarava as relações de José Dirceu com as tempestades de verão. O MST fará uma passeata para estatizar a chuva.
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Presidenta Dilma em entrevista na Rede Record

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O som da época

Desconfio que ainda nos lembraremos destes anos como a época em que vivemos com o acompanhamento dos alarmes de carro. Os alarmes de carro são a trilha sonora do nosso tempo: o som da paranoia justificada.
O alarme é o grito da nossa propriedade de que alguém está querendo tirá-la de nós. É o som mais desesperado que um ser humano pode produzir — a palavra "Socorro!" — mecanizado, padronizado e a todo volume. É "socorro!" acrescentado ao vocabulário das coisas, como a buzina, a campainha, a música de elevador, o "ping" que avisa que o assado está pronto e todos os "pings" do computador.
Também é um som típico porque tenta compensar a carência mais típica da época, a de segurança. Os carros pedem socorro porque a sua defesa natural — polícia por perto, boas fechaduras ou respeito de todo o mundo pelo que é dos outros — não funciona mais. Só lhes resta gritar.
Também é o som da época porque é o som da intimidação. Sua função principal é espantar, e substituir todas as outras formas de dissuasão pelo simples terror do barulho. O som da época em que os decibéis substituíram a razão. Como os ouvidos são, de todos os canais dos sentidos, os mais difíceis de proteger, foram os escolhidos pela insensibilidade moderna para atacar nosso cérebro e apressar nossa imbecilização. Pois são tempos literalmente do barulho.
O alarme contra roubo de carro também é próprio da época porque frequentemente não funciona. Ou funciona quando não deve. Ouvem-se tantos alarmes a qualquer hora do dia ou da noite porque, talvez influenciados pela paranoia generalizada, eles disparam sozinhos. Basta alguém se aproximar do carro com uma cara suspeita e eles começam a berrar.
Decididamente, o som do nosso tempo.
Luís Fernando Veríssimo
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Rosinha Garotinho aquartelada

A resistência
Rosinha disse que só sai da prefeitura com decisão do STJ!?!

Garotinho e Rosinha atacam a todos na Rádio Manchete

Nesse momento, o deputado cassado Garotinho entrevista sua esposa e prefeita cassada, Rosinha Garotinho, na Rádio Manchete, em conexão com outras Rádios, e culpa a Folha da Manhã , Arnaldo Vianna, Roberto Henriques, Sérgio Cabral e outros pela decisão da juíza Grácia Cristina Moreira do Rosário. Até a invasão da polícia no camelódromo, ontem, foi motivo de desconfiança do casal .
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No Blog do Herval Júnior
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Ainda pensando em comprar aquele sofá em 12 vezes? Então veja esse vídeo


Se você ainda continua pensando em comprar aquele sofá bacana em 12 prestações, veja este vídeo (legendado em português de Portugal). Trata-se de uma entrevista feita pela BBC com Alessio Rastani, investidor independente. Num rasgo incomum de sinceridade, Rastani afirma, entre outras coisas, que os especuladores como ele estão adorando a crise nas economias da Europa e dos Estados Unidos. Diz ele:
“Se eu vejo uma oportunidade de fazer dinheiro, eu aproveito.”
“A maioria dos traders… nós não nos importamos realmente em consertar a economia. (…) O nosso trabalho é fazer dinheiro a partir disso.”
“Tenho sonhado com esse momento há três anos. Eu tenho de confessar: quando vou para a cama, sonho com uma nova recessão, com outro momento como este”.
“Os governos não mandam no mundo. Quem governa o mundo é a Goldman Sachs”.
A crueza de Rastani levantou a suspeita de que ele seja um ator a serviço de um grupo especializado em pegadinhas. Mas a BBC garantiu oficialmente que Rastani é mesmo um tubarão sem coração e não um piadista.
Uma coisa é certa: Rastani diz a verdade. E, pelo sim pelo não, é melhor começar a desconfiar do que os jornais publicam sobre a crise.
Quanto aquele sofá, esqueça!
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Leituras Eclesiásticas

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Crise sistêmica global

4º trim./2011: Fusão implosiva dos ativos financeiros mundiais
Como antecipado desde Novembro de 2010 pelo LEAP/E2020, e reiterado várias vezes até Junho de 2011, o segundo semestre de 2011 começou por uma recaída brutal e gigantesca da crise. Cerca de US$10 milhões de milhões dos 15 milhões de milhões de activos fantasmas anunciados no GEAB nº 56 já desapareceram como fumo. O resto (e provavelmente muito mais) vai desvanecer-se no decorrer do 4º trimestre de 2011 que será marcado por aquilo que a nossa equipe chama de "fusão implosiva dos activos financeiros mundiais". São os dois principais centros financeiros mundiais, Wall Street em Nova York e a City em Londres, que vão ser os "reactores privilegiados" desta fusão. E, tal como previsto pelo LEAP/E2020 desde há vários meses, é a solução dos problemas da dívida pública de certos Estados da Eurolândia que vai permitir que esta reacção atinja sua massa crítica, após a qual nada mais será controlável. Mas é nos Estados Unidos que se encontra o essencial do combustível que vai alimentar a reacção e transformá-la em choque planetário real [1]. Desde Julho de 2011 não fizemos senão encetar o processo que conduz a esta situação: o pior portanto está diante de nós e muito próximo!
Neste comunicado público do GEAB nº 57 escolhemos abordar muito directamente a imensa operação de manipulação que está organizada em torno da crise grega e do Euro [2], descrevendo sempre a sua ligação directa com o processo de fusão implosiva dos activos financeiros mundiais. Igualmente, neste GEAB nº 57, o LEAP/E2020 apresenta suas antecipações do mercado do ouro para o período 2012-2014 assim como suas análises sobre o neo-proteccionismo que se vai por em acção a partir do fim de 2012. Além das nossas recomendações mensais sobre a Suíça e o Franco suíço, o imobiliário e os mercados financeiros, apresentamos igualmente nossos conselhos estratégicos destinados aos dirigentes do G20 a menos de dois meses da cimeira do G20 que haverá em Cannes.
Crise grega e Euro: estado da vasta operação de manipulação em curso
Mas retornemos pois à Grécia e àquilo que começa a ser um "antigo cenário muito repetitivo" [3], o qual já explicámos que retorna à frente da cena mediática cada vez que Washington e Londres entram em graves dificuldades [4]. Então, como por acaso, o Verão foi catastrófico para os Estados Unidos que a partir daí entraram em recessão [5], que viram a sua classificação financeira degradada (um acontecimento que há apenas seis meses a totalidade dos "peritos" considerava impensável) e que expôs ao mundo espantado o estado de paralisia geral do seu sistema político [6}, estando sempre incapazes de por em acção a menor medida séria de redução dos seus défices [7]. Paralelamente, o Reino Unido afunda-se na depressão [8] com tumultos de uma rara violência, uma política de austeridade que fracassa dominar os défices orçamentais [9] mergulhando o país numa crise social sem precedentes [10] e uma coligação no poder que já não sabe sequer porque governa juntamente com o pano de fundo do escândalo do conluio entre líderes políticos e o império Murdoch. Não há dúvida, num tal contexto, tudo estava maduro para um relançamento pelos media da crise grega e o seu corolário, o fim do Euro!
Se o LEAP/E2020 tivesse de resumir o cenário à "moda de Hollywood" ou da "FoxNews" [11] obter-se-ia a seguinte sinopse: "Enquanto o iceberg EUA está em vias de chocar-se com o Titanic, a tripulação treina os passageiros na busca de perigosos terroristas gregos que teriam colocado bombas a bordo!" Em termos de propaganda, a receita é bem conhecida: consiste em fazer diversionismos para permitir primeiro salvar os passageiros que se quer (as elites informadas que sabem muito bem que não há terroristas gregos a bordo) uma vez que nem todos poderão ser salvos; e a seguir mascarar o mais longo tempo possível a verdadeira natureza do problema para evitar uma revolta a bordo (inclusive de uma parte da tripulação que acredita existirem realmente bombas a bordo).
Para concentração nas questões de fundo, deve-se sublinhar que os "promotores" de uma crise grega que seria fatal para o Euro passam o seu tempo a repetir isso desde há cerca de dois anos sem que qualquer que seja das suas previsões se realize [12] (pondo de parte continuar a falar do assunto). Os factos são teimosos: apesar desta fúria mediática que teria arrastado numerosas economias ou moedas [13], o Euro é estável, a Eurolândia deu passos de gigante em matéria de integração [14] e prepara-se para transpor novas etapas ainda mais espectaculares [15], os países emergentes continuam a diversificar-se para fora dos Títulos do Tesouro dos EUA e a comprar dívidas da Eurolândia e a saída da Grécia da zona Euro continua sempre totalmente inconcebível excepto nos artigos dos media anglo-saxónicos cujos autores em geral não têm a menor ideia do funcionamento da UE e menos ainda das tendências fortes que a animam.
Agora nossa equipe nada pode fazer em relação àqueles que querem continuar a perder dinheiro apostando num afundamento do Euro [16], numa paridade Euro-Dólar ou numa saída da Grécia da Eurolândia [17]. Os mesmos tiveram de despender muito dinheiro para se prevenirem contra a chamada "epidemia mundial da gripe H1N1" que peritos, políticos e medias de todo género "venderam" durante meses às populações mundiais e que se verificou ser uma enorme mascarada alimentada em parte pelos laboratórios farmacêuticos e cliques de peritos às suas ordens [18]. O resto, como sempre, é auto-alimentado pela falta de reflexão [19], pelo sensacionalismo e pelo conformismo dos media dominantes. No caso da crise Euro-grega, o cenário é análogo, com a Wall Street e a City nos papel dos laboratórios farmacêuticos [20].
Recordamos com efeito que o que aterroriza a Wall Street e a City são os ensinamentos que os dirigentes e os povos europeus estão em vias de extrair destes três anos de crise e de soluções ineficazes que foram aplicadas. A natureza da Eurolândia cria um espaço de discussão sem equivalente no seio das elites e das opiniões públicas americanas e britânicas. E é exactamente isso que aborrece a Wall Street e a City, que procuram sistematicamente matar este espaço de discussão, seja tentando mergulhá-lo no pânico com anúncios sobre o fim do Euro, por exemplo, seja reduzindo-o a uma perda de tempo e fazendo disso uma prova da ineficácia da Eurolândia, da sua inaptidão para resolver a crise. O que é o cúmulo quando se tem em conta a paralisia completa que prevalece em Washington. [NR]
No entanto, é realmente este espaço de discussão que permite aos eurolandeses avançar no caminho de uma solução durável para a crise actual. Este espaço de discussão faz parte integrante da construção europeia ou das visões contraditórias dos métodos e das soluções que se confrontam antes de finalmente chegar a um compromisso (e este é o caso como o provam as decisões muito importantes tomadas desde Maio de 2010). Amplia-se assim o debate a uma multidão de actores, vindos de 17 países diferentes, de várias instituições comuns, e ele está ancorado nos debates de 17 opiniões públicas [21]. Ora, é do confronto de ideias que emana a luz: da confrontação brutal das ideias, o filósofo grego Heráclito dizia há 2500 anos, "alguns fazem-se deuses, alguns fazem-se homens, alguns fazem-se escravos, alguns fazem-se homens livres". Os cidadãos da Eurolândia recusam que esta crise os transforme em escravos e é para isso que os actuais debates intra-europeus são necessários e úteis. Em três anos, entre 2008 e 2011, eles permitiram nomeadamente duas coisas essenciais para o futuro:
  • relançaram a integração europeia em torno da Eurolândia e colocaram-na doravante numa trajectória de integração acelerada. Nossa equipe antecipa doravante uma forte relançamento da Europa política a partir do fim de 2012 (análogo à dos anos 1984-1985) com, nomeadamente, um tratado de integração política da Eurolândia que será submetido a um referendo trans-Eurolândia daqui até 2015 [22].
  • permitiram a emergência progressiva de duas ideias simples mas muito fortes: salvar os bancos privados de nada serve para resolver a crise é necessário que os mercados (ou seja, essencialmente os grandes operadores financeiros da Wall Street e da City) assumam integralmente os seus riscos, sem mais garantias por parte dos Estados. Hoje, estas duas ideias são o cerne de um debate eurolandês, tanto na opinião pública como nas elites ... e elas ganham terreno a cada dia. É isso que provoca o medo da Wall Street e da City e dos grandes operadores financeiros privados. É esta a mecha já bem gasta que vai desencadear a fusão implosiva dos activos financeiros mundiais no 4º trimestre (naturalmente, no contexto dominante da recessão estado-unidense e da sua incapacidade de reduzir os défices públicos). Se os mercados começam a antecipar um desconto de 50% nos títulos gregos ou espanhóis é porque sentem muito bem a direcção que tomam os acontecimentos na Eurolândia. Para o LEAP/E2020, não há qualquer dúvida de que os espíritos estão maduros, um pouco por toda parte na Eurolândia, para se orientarem em direcção a uma contribuição de 50%, ou até mais, dos credores privados a fim de resolver os futuros problemas de endividamento público. Isto é um problema para os bancos europeus, sem dúvida, mas ele será gerido para garantir os poupadores. Os accionistas vão ter de assumir plenamente a sua responsabilidade: isto é certamente o fundamento do capitalismo!
A Wall Street e a City, e os seus porta-vozes mediáticos, desejariam desesperadamente que este debate não se verificasse, que fosse encerrado pelo pânico, que os governantes fossem obrigados a ouvir seus "peritos" que lhes asseguram que o único meio é continuar a recapitalizar os bancos, a inundá-los de liquidez [23] ... como se passa em Washington e Londres. Dois países onde os estabelecimentos financeiros manipulam a seu bel prazer os governos.
O combate faz estrondo igualmente em torno do BCE como havíamos mencionado no GEAB anterior: a nomeação de Mario Draghi, antigo responsável da Goldman Sachs, a demissão de Jurgend Stark [24], ... reflectem estas tentativas de por Frankfort sob a mesma tutela de Londres e Washington. Mas elas estão condenadas antecipadamente pelo facto mesmo deste espaço aberto, estruturalmente inscrito na construção europeia, onde as discussões são alimentadas pelo fracasso das políticas de 2008 e a irrupção crescente das opiniões públicas no debate. "Qui va piano va sano e qui va sano va lontano" [25] dizem os italianos. Esta crise é de amplitude histórica como temos recordado desde Fevereiro de 2006. As medidas a tomar para atravessá-la da melhor maneira e sair mais fortes (homens livres e não escravos para retomar Heráclito) exigem portanto debates sérios e profundos [26] ... portanto tempo. E tempo gasto pelos eurolandeses é dinheiro perdido para os mercados ... o que explica os seus temores. O LEAP/E2020 pensa naturalmente que também é preciso agir e desde Maio de 2010 temos sublinhado que as acções empreendidas na Eurolândia eram de uma amplitude sem precedente na história europeia recente. E consideramos que é preciso dar tempo ao segundo plano de ajuda à Grécia para se por em marcha. Quanto ao resto, sabemos também que os actuais dirigentes na sua maior parte estão em "fim de rota" e que é preciso esperar os meados de 2012 para assistir a uma nova grande aceleração da integração da Eurolândia [27].
Durante este tempo, com US$340 mil milhões a encontrar em 2012 [28] para se refinanciar, os bancos europeus e americanos vão continuar a matarem-se entre si tentando sempre manter a situação pré crise que lhes assegurava um apoio ilimitado dos bancos centrais. Para a Eurolândia, eles arriscam-se a ter uma surpresa muito má.
O 4º trimestre de 2011 marca o fim dos dois paradigmas chave do mundo anterior à crise
Assim, a fusão implosiva do 4º trimestre vai resultar do encontro entre duas novas realidades que contradizem duas condições fundamentais de existência do mundo anterior à crise:
  • uma, nascida na Europa, consiste em rejeitar doravante a ideia de que os operadores financeiros privados, de que a Wall Street e a City são a encarnação por excelência, não são plenamente responsáveis pelos riscos que assumem. Ora, desde há várias décadas, esta era a ideia dominante que alimentou o formidável desenvolvimento da economia financeira: "Cara eu ganho, coroa tu me salvas". A própria existência dos grandes bancos e seguradoras ocidentais tornou-se intrinsecamente ligada a esta certeza. Os balanços dos grandes actores da Wall Street e da City (e de numerosos grandes bancos da Eurolândia e do Japão) são incapazes de resistir a esta formidável mudança de paradigma [29].
  • a outra, gerada nos Estados Unidos, é o fim reconhecido do motor estado-unidense do crescimento mundial [30] num fundo de paralisia política completa do país que de facto vai terminar o ano de 2011 tal como a Grécia terminou o ano de 2009: o mundo descobre pouco a pouco que o país tem uma dívida que já não é capaz de assumir, que seus credores não querem mais emprestar e que sua economia é incapaz de enfrentar uma austeridade significativa sem mergulhar numa profunda depressão [31]. De certa maneira, a analogia pode ir mais longe: assim como a UE e os bancos, de 1982 a 2009, emprestaram generosamente à Grécia ... e sem lhe pedir contas seriamente, no mesmo período o mundo emprestou generosamente aos Estados Unidos acreditando na palavra dos seus dirigentes quanto ao estado da economia e das finanças do país. E em ambos os casos, o dinheiro foi dissipado em booms imobiliários sem futuro, em políticas de clientelismo dispendiosas (nos Estados Unidos, o clientelismo, está na Wall Street, na indústria petrolífera, nos operadores de saúde), em despesas militares improdutivas. E em ambos os casos, todo o mundo descobre que não se pode em alguns trimestres reparar décadas de inconsciência.
A "perfeita tempestade" político-financeira dos EUA de Novembro de 2011
Assim, em Novembro de 2011 prepara-se nos Estados Unidos uma "perfeita tempestade" político-financeira que fará com que os problemas do Verão pareçam-se a uma ligeira brisa do mar. Os seis elementos da futura crise já estão reunidos [32]:
  • o "supercomité" [33] encarregado de decidir cortes orçamentais para os quais não houve qualquer acordo neste Verão verificará ser incapaz de resolver as tensões entre os dois partidos [34]
  • o automatismo dos cortes orçamentais que supostamente vai ser executado sem acordo implicará uma crise política de grande magnitude em Washington e tensões crescentes nomeadamente com os militares e os beneficiários das ajudas sociais. Ao mesmo tempo, este "automatismo" (uma verdadeira abdicação do poder decisional por parte do Congresso e da Presidência dos Estados Unidos) gerará grandes perturbações no funcionamento do aparelho de Estado.
  • as outras grandes agências de classificação juntar-se-ão à S&P na degradação da classificação dos EUA e a diversificação para fora dos Títulos do Tesouro estado-unidenses será acelerada, sabendo que os Estados Unidos doravante dependem essencialmente de financiamento a curto prazo [35].
  • a incapacidade do Fed em fazer outra coisa senão falar e manipular as bolsas ou os preços do combustível nos Estados Unidos [36] daqui em diante torna impossível qualquer "salvamento" de último minuto.
  • no decurso dos próximos três meses, o défice público dos EUA vai aumentar consideravelmente pois as receitas fiscais actualmente já estão em vias de afundar-se sob o efeito da recaída em recessão [37] . Isto equivale a dizer que o tecto de endividamento acrescido votado há algumas semanas será atingido muito antes das eleições de Novembro de 2012 [38] ... e isto é uma informação que se vai difundir como um rastilho de pólvora no 4º trimestre de 2011 ... reforçando todos os temores dos investidores de verem os Estados Unidos seguirem o exemplo da Eurolândia para a Grécia e obrigarem seus credores a assumir perdas pesadas.
  • o novo plano de Barack Obama em matéria de luta contra o desemprego não terá qualquer efeito significativo. Por um lado, ele não está à altura do desafio e não pode por isso mobilizar as energias do país; e por outro, ele vai ser despedaçado pelos republicanos que não conservarão senão as reduções de impostos ... cujo resultado único será aumentar ainda mais o endividamento do país [39].
Para o LEAP/E2020, é portanto a conjunção de todos estes elementos no fim de 2011 que vai desencadear este grande choque financeiro ... uma espécie de choque final projectando definitivamente o planeta para fora do mundo anterior à crise. Mas restará construir o mundo posterior pois vários futuros são possíveis, a partir de 2012. Como antecipa Franck Biancheri no seu livro, o período 2012-2016 constitui uma encruzilhada histórica. Há que tentar não se enganar de caminho! [40].
Notas:
(1) No momento, e como repetimos desde há vários trimestres, a histeria mediática e financeira em torno da crise grega pertence essencialmente ao domínio da propaganda e da manipulação. Para perceber isso, basta constar que, fora da Grécia, nenhum cidadão da Eurolândia perceberia que há uma crise na Grécia se os media não publicassem regularmente manchetes a este respeito. Ao passo que nos Estados Unidos, as devastações quotidianas da crise não precisam de cobertura mediática para serem duramente ressentidas por dezenas de milhões de americanos.
(2) Pois ela visa confundir e manipular a percepção da realidade ao passo que o nosso trabalho visa, ao contrário, tentar revelar esta mesma realidade.
(3) A cada três ou quatro meses, há uma "lufada" de crise grega/fim do Euro, que se desvanece tão rapidamente quanto chegou quando todo o mundo acaba por constatar que não se passa nada senão o prosseguimento do processo tortuoso de decisão da Eurolândia e da lenta saída da Grécia do seu "buraco negro orçamental". Os que os disparam naturalmente variam pois do contrário o público não engoliria: num trimestre vai-se utilizar "a revolta dos gregos contra a austeridade" para explicar que tudo se vai incendiar ... inclusive o Euro (os encadeamentos que conduzem de Atenas ao conjunto da Eurolândia são sempre muito vagos ou simplistas, mas pouco importa uma vez que os jornalistas não colocam questões); no trimestre seguinte, como por exemplo neste Verão, utilizar-se-á uma queda das bolsas mundiais para designar um culpado ... a Grécia ... mil vezes mais importante naturalmente que acontecimentos tão insignificantes como a entrada dos EUA em recessão ou a degradação da classificação estado-unidense! E assim por diante. Os deuses gregos estão decididamente sempre bem vivos e muito poderosos para chegarem a fazer o mundo tremer desta maneira.
(4) Ver este extracto do GEAB n°55
(5) Fontes: MarketWatch, 14/09/2011; New York Times, 13/09/2011; USAToday, 07/09/2011; La Tribune, 05/09/2011; Mish's, 29/08/2011; USAToday, 29/08/2011; CNBC, 17/06/2011
(6) Isso não deve surpreender os leitores do GEAB, uma vez que no GEAB nº 49 de Novembro de 2010 havíamos antecipado "a paralisia política geral e a entrada dos EUA na austeridade em 2011".
(7) Para descansar com um assunto sério, pode-se assistir a este clip de rap com tema muito político: "Aumenta o tecto da dívida". Fonte: Telegraph, 29/07/2011
(8) Fonte: Telegraph, 31/08/2011
(9) Assim, acumulando dívida privada e pública, o Reino Unido é o país mais endividado do mundo. Fonte: Arabian Money, 28/08/2011
(10) As associações humanitárias e sociais do país lutam actualmente pela sua sobrevivência financeira devido à falta de doações e subvenções. Fonte: Guardian, 02/08/2011
(11) Os dois tratam a informação aproximadamente da mesma maneira.
(12) Mesmo a Suíça daqui em diante atrelou ("peg") a sua divisa ao Euro. O que deveria fazer reflectir os eurocépticos como o título da Spiegel de 07/09/2011
(13) Imagine-se o estado do Dólar e da Libra se os media e peritos dedicassem a mesma energia a descrever e fantasiar todos os problemas dos Estados Unidos ou do Reino Unido. Se por exemplo se tirasse para a Grã-Bretanha aquando dos tumultos do Verão o mesmo tipo de conclusões que aquelas tiradas para as bem sensatas manifestações gregas (comparadas à violência inglesa).
(14) Assim, a UE aumenta significativamente seu orçamento para a investigação ao passo que as restrições multiplicam-se nos Estados Unidos. Fonte: Nature, 05/07/2011
(15) Mesmo o Wall Street Journal de 12/09/2011, pouco suspeito de eurofilia aguda, reconhece que a Eurolândia prepara-se para passar a uma nova etapa de integração via um novo tratado. A Spiegel de 02/09/2011 confirma esta tendência.
(16) Como explica claramente John Tammy no Real Clear Markets de 25/08/2011: "O problema da Europa não é realmente o Euro".
(17) Sublinhamos a propósito que a antecipação política, metodologia sobre a qual são fundamentados os trabalhos do LEAP/E2020, não visa agradar tomando seus sonhos (ou seu pesadelos) por realidades (abordagem ideológica por excelência), mas é um instrumento de ajuda à decisão, bem ancorada no mundo real. E aconselhamos os leitores a guardar na memória um teste muito simples para verificar a diferença entre as duas abordagens e determinar assim qual grau de fiabilidade conceder a uma análise sobre a evolução da crise: as análises passadas permitiram prever correctamente e de modo regular os desenvolvimentos da crise? Ou, muito pelo contrário, nada ou quase nada do que foi anunciado realizou-se? A seguir, cabe a vós escolher o que quer utilizar para tomar vossas decisões; mas ao menos fará com conhecimento de causa!
(18) A este respeito, no que se refere à crise actual, o LEAP/E2020 considera que a tomada de consciência crescente, no seio dos dirigentes e das opiniões públicas da Eurolândia, devido ao facto de que há no mínimo uma operação de propaganda vinda do outro lado da Mancha e do outro lado do Atlântico destinada a "quebrar a confiança no Euro", vai implicar no próximo ano uma revisão radical das referências e da credibilidade dos jornalistas e dos peritos que tratam da crise. Pois quem diz manipulação ou complot, para retomar as palavras de Laurence Parisot, a presidente do MEDEF, organismo que reúne os patrões das grandes empresas francesas, diz ligações inconscientes ou agentes manipuladores. E a Eurolândia que se acreditava, ainda há pouco, numa grande fraternidade com os Estados Unidos e o Reino Unido descobre que as coisas são muito mais complicadas do que isso. Em 2012 consideramos portanto que um certo número de medias da Eurolândia vai começar a questionar a objectividade, mesmo a honestidade, de jornalistas formados quase exclusivamente nos Estados Unidos ou no Reino Unido e/ou nos grandes media anglo-saxónicos na vanguarda em matéria de ataque contra o Euro. O canal France2, onde a situação descrita acima é muito frequente, acaba de fornecer um exemplo notável. Entrevistando a presidente do MEDEF sobre suas declarações a propósito de um complot americano contra o Euro (France24, 05/09/2011), a jornalista Stéphanie Antoine não cessou de por em dúvida sem argumento a posição de Laurence Parisot, acrescentando caras eloquentes para mostrar que não acreditava nem uma palavra do que dizia a sua interlocutora. O CV de Stéphanie Antoine na Wikepedia é claro: ela trabalhou em Nova York e Londres para a ABC, CNBC e Bloomberg. Como Laurence Parisot acusava nomeadamente os media dos EUA, compreende-se melhor a ausência de objectividade da jornalista sobre este assunto. Para a nossa equipe, é certo que os jornalistas e peritos dotados deste tipo de referências, essencialmente e mesmo unicamente os EUA e Reino Unido, vão ser progressivamente postos de lado durante o próximo ano no conjunto dos grandes media da Eurolândia. Também neste domínio o mundo de antes está em vias de desaparecer.
(19) Há um bom exemplo com a entrevista do antigo ministro alemão das Finanças, Peer Steinbrück, realizada por dois jornalistas da Spiegel em 12/09/2011. O primeiro diálogo é eloquente: os jornalistas começam por afirmar que o Euro não pode ser salvo. O antigo ministro perguntam-lhes de onde tiraram esta "verdade" e os jornalistas justificam-se repetindo um cliché veiculado pelos eurocépticos de todo tipo desde há ano: "porque de facto não pode funcionar pois nossas economias são diferente". Dois ensinamentos a extrair deste exemplo: os jornalistas posicionam-se como "peritos" ... é o político que eles entrevistam que é obrigado a colocar-lhes perguntas sobre a legitimidade das suas afirmações. E na ausência de conhecimento, eles não fazem senão repetir lugares comuns sem nenhuma análise do assunto que devem tratar. Esta é infelizmente a situação dominante nos media europeus desde há meses sobre tal assunto. Em desculpa dos jornalistas, eles são vítimas da incapacidade dos actuais dirigentes da Eurolândia para apresentar uma visão a longo prazo. Este simples facto permitiria dissipar este "nevoeiro de guerra" em um minuto. Os comentários de Peer Steinbrück são muito interessantes e descrevem, segundo LEAP/E2020, bastante fielmente o processo dos próximos meses.
(20) E os eurocépticos de direita e de esquerda em manobra no continente europeu, que crêem ter encontrado a justificação das suas análises mesmo que as mesmas sejam desmentidas a cada dia pelos factos e os progressos da integração europeia. Eles seriam mais avisados se se concentrassem sobre a maneira de obter uma democratização da governação da Eurolândia que está em vias de se estabelecer, ao invés de sonhar seus "amanhãs que cantam" e que já caíram no esquecimento da História.
(21) Pode-se ler este artigo muito interessante retomado da Vanguardia pela PressEurop de 08/09/2011 sobre as duas maneiras de estar em crise, comparando a Itália e a Espanha.
(22) Retornaremos daqui até o fim de 2011 à antecipação pormenorizada da evolução da Eurolândia no horizonte de 2015; mas uma coisa já é certa: Londres não pode mais se opor e será visto nas próximas semanas que o Reino Unido procurará unicamente negociar algumas vantagens em troca da sua inelutável aprovação à integração acrescida da Eurolândia. Londres tão pouco pode permitir-se o menor choque económico suplementar sob pena de ver a economia britânica entrar em colapso. Fonte: Telegraph, 15/09/2011
(23) A decisão 15/09/2011 dos bancos centrais ocidentais de recomeçar a inundar de dólares os grandes bancos não terá mais efeito durável do que anteriormente. Isso não faz senão confirmar a situação muito frágil de todos os estabelecimentos financeiros ... supostos terem passado nos "stress tests" que garantiriam a sua solidez. De resto, isso pressiona os bancos da zona Euro a emprestar em Euro: 2012 deveria ver tal situação impor-se rapidamente. Fontes: MarketWatch , 15/09/2011; Les Echos, 12/09/2011
(24) Mas não unicamente: com Weber e Stark assiste-se também ao fim da geração dos "Bundesbankers" da RFA. Sua visão das coisas era certamente adaptada à gestão do banco central da Alemanha do Oeste, mas os desafios do BCE para os próximos anos são de outra ordem. A geração "Erasmus" dos banqueiros centrais deve agora tomar o seu lugar por inteiro. E quaisquer que sejam suas convicções, esta geração sabe da importância estratégica do debate entre europeus antes de se lançar em grandes reformas. Entre a urgência da crise e o necessário debate de fundo entre europeus, é mais do que tempo de renovar as elites alemãs e francesas em particular uma vez que elas estão no núcleo do processo: acabadas as certezas "científicas" dos peritos/decisores alemães e terminada a arrogância brilhante dos tecnocratas/decisores franceses. Dos dois lados assiste-se à necessidade de pessoas que saibam trabalhar com a equipe Eurolândia: uma qualidade que todos os eurolandeses devem manter em mente antes de eleger seus próximos dirigentes.
(25) "Quem vai lentamente vai saudavelmente e quem vai saudavelmente vai longe".
(26) Esta é igualmente a grande evolução de 2011 do debate sobre a crise na Alemanha: acabados os delírios de 2010 sobre o retorno ao Deutsche Mark, existe doravante na Alemanha um debate real e sério sobre os melhores meios de vencer a próxima etapa de integração da Eurolândia. É lamentável que em França não exista um tal debate. Será preciso aguardar a eleição do ou da candidata socialista em Maio de 2012 para poder franquear esta etapa. Neste momento, os dois países poderão desempenhar novamente um verdadeiro papel motor. Actualmente eles actuam sobretudo em posição defensiva: é necessário mas não suficiente para 2012.
(27) Dito isto, os Eurobonds estão doravante ao alcance da mão. Fonte: MarketWatch, 30/08/2011
(28) Fonte: International Financing Review, 02/09/2011
(29) Já os hedge funds saem exangues do Verão de 2011. Fonte: Les Echos, 01/09/2011
(30) Pode-se ler este artigo interessante de The Nation de 19/07/2011 que descreve a passagem dos Estados Unidos, em 50 anos, de uma prosperidade em massa a uma recessão duradoura.
(31) As famílias americanas estão efectivamente ainda mais endividadas que o seu governo! Fontes: MSNBC, 09/09/2011; AlJazeera, 04/09/2011; Yahoo Finance, 28/07/2011
(32) No próximo GEAB nossa equipe desenvolverá suas antecipações sobre os Estados Unidos no horizonte 2015.
(33) Fontes: Washington Post, 14/09/2011; The Hill, 08/09/2011
(34) Fonte: Washington Post, 14/09/2011
(35) Fontes: Financial Post, 01/09/2011; CNBC, 08/08/2011
(36) Um número crescente de questões colocam-se sobre a estranha diferença entre o preço do petróleo bruto nos Estados Unidos e o do mercado londrino. Mesmo o Financial Times entrou na dança. E os índices tendem a orientar para um dos múltiplos intermediários do Fed que manteriam artificialmente baixo o preço de referência dos EUA para evitar uma alta do preço do combustível na bomba. As próximas semanas deveriam revelar mais elementos sobre esta história intrigante mas reveladora do ambiente de suspeição em relação a instituições federais que doravante reinam nos Estados Unidos. Fonte: Le Monde, 06/09/2011
(37) Fonte: ZeroHedge, 02/09/2011
(38) Fonte: ZeroHedge, 08/08/2011
(39) Fontes: USAToday, 09/09/2011
(40) Este será igualmente um dos temas abordados na conferência "Qual relação transatlântica após a crise global?" que haverá em Houston dias 3 e 4 de Outubro próximo, nomeadamente com a participação de dois responsáveis do LEAP/E2020, Franck Biancheri e Harald Greib.
[NR] Resistir.info publica este artigo para informação dos seus leitores, mas isso não significa um endosso a todo o seu conteúdo. Quanto ao dito "espaço de discussão" junto à opinião pública criado pela UE, os autores parecem de um optimismo delirante — eles parecem muito lúcidos em detectar as mazelas do dólar americano, mas altamente benevolentes em relação às do euro. Deve-se assinalar que o tipo de análise que efectuam evacua as relações de classe no interior da UE. Em relação à Grécia, descartam a possibilidade de vir a ser expulsa da zona euro mas nem sequer afloram a possibilidade de o próprio povo grego optar pela seu afastamento do euro e da UE. O tratamento bárbaro que a UE está a infligir à Grécia – e que agora começa a ser aplicado a Portugal – aponta nesse sentido. Embora os autores neguem que a sua análise seja ideológica, na verdade o seu europeísmo sem banqueiros também é uma posição ideológica...
15/Setembro/2011
Global Europe Anticipation Bulletin
O original encontra-se aqui.
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