23 de set. de 2011

O dia em que o mundo aplaudiu a Palestina

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Irán confirma mediación de Presidente Chávez para liberación de dos estadounidenses

Shane Bauer y Joshua Fattal
El ministerio de Relaciones Exteriores de Irán confirmó que la liberación de los estadounidense, Shane Bauer y Joshua Fattal, fue un gesto humanitario de Teherán que se logró gracias a la mediación de varios gobiernos, entre ellos el de Venezuela.
La información fue divulgada este jueves por el vicecanciller para Medio Oriente, Temir Porras, quien en su cuenta de Twitter publicó: “Jóvenes estadounidenses Shane Bauer y Josh Fattal fueron liberados por #Iran gracias a la mediación del Presidente Hugo Chávez de #Venezuela”.
Un comunicado de la cancillería iraní destaca que Bauer y Fattal fueron detenidos por guardias fronterizos de ese país en julio de 2009, cuando los estadounidenses cruzaron ilegalmente hacia Irán.
Tras el pago de una fianza de 500.000 dólares, el gobierno iraní procedió a otorgarles la libertad “con el fin de mostrar respeto por los esfuerzos de mediación realizado por varios líderes mundiales”, entre los que nombró al secretario general de Naciones Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, el presidente Chávez, el mandatario iraquí, Jalal Talabani y el rey de Omán, Qaboos Sultán.
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Idoso que morreu queimado na Irlanda 'foi vítima de combustão humana espontânea'

Um médico legista da Irlanda afirmou que um homem que morreu queimado dentro de casa foi vítima de uma combustão espontânea - possivelmente o primeiro caso deste tipo na Irlanda.
Michael Faherty, de 76 anos, morreu em sua casa em Galway no dia 22 de dezembro de 2010. O corpo carbonizado foi encontrado com a cabeça virada para a lareira.
Contra as suspeitas, o legista de West Galway, Ciaran McLoughlin, disse em uma audiência na Justiça do país, que o incêndio não foi a causa do fogo que matou Faherty.
McLoughlin disse também que não há indícios de incêndio criminoso.
O fogo ficou restrito à sala de Faherty e os únicos danos ocorreram no corpo da vítima - que ficou totalmente queimado -, no teto logo acima de onde ele estava e o chão onde o corpo estava.
Parecer raro
O legista afirmou que foi a primeira vez em 25 anos de carreira que deu um parecer de combustão espontânea.
McLoughlin disse ter consultado livros sobre o assunto e feito pesquisas para esclarecer a causa da morte.
O especialista forense afirmou ter encontrado informações sobre combustão espontânea em um livro, e notou que estes casos quase sempre ocorrem perto de uma lareira ou de uma chaminé.
"O incêndio foi totalmente investigado e minha conclusão é de que se encaixa na categoria de combustão humana espontânea, para o qual não há uma explicação adequada", afirmou.
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Beto Richa mata o Paraná

Gestão de Fernanda Richa é um desastre: 5 adolescentes mortos nos educandários nos últimos 4 meses. Ministério Público culpa Beto Richa.
Família Imperial paranaense
O Governador Beto Richa (PSDB), para dar maior poder a sua própria família, criou a Super-Secretaria da Família e a deu de presente para sua esposa, Fernanda Richa, assim como criou a Super-Secretaria de Infraestrutura e a presenteou para o irmão Pepe Richa.
O problema é que para presentear sua esposa o governador extinguiu a Secretaria de Estado da Criança e do Adolescente. A Gazeta do Povo de hoje informa que esse ato de Beto Richa ocasionou a morte de cinco adolescentes nos últimos quatro meses nos educandários estaduais, instituições que deveriam protegê-los e ressocializá-los. Segundo o jornal “as mortes revelam que o problema não é pontual e coincidem com a redução do quadro de educadores sociais e a recente extinção da Secretaria da Criança e da Juventude”.
Uma fonte do Judi­ciário ouvida pela Gazeta do Povo disse que os adolescentes ficaram “sem pai nem mãe entre janeiro e junho”, ou seja, bem no período que Fernanda Richa assumiu como Secretária no Governo Beto Richa.
Segundo a reportagem, para o promotor de Justiça Murilo Digiácomo, do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Infância do Ministério Público do Paraná, a morte de adolescentes que estavam sob a tutela do Estado é tão grave que o próprio governador deveria se manifestar a respeito. Para ele a raiz do problema está na extinção da Secretaria da Criança e Juventude desmontada por Beto Richa e Fernanda Richa, mesmo com manifestações contrária de organismos como o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente.
O promotor acredita haver tempo de Beto Richa reconhecer o erro e recriar a secretaria: “Não é uma reivindicação só do Ministério Público, mas da sociedade” e “queremos ajudá-lo a perceber que errou e reflitir a respeito, uma reflexão que a sociedade já havia feito ao se manifestar contra a extinção da secretaria”. Finaliza dizendo que se não houver mudanças, a tendência é a repetição de novas tragédias nos educandários do Paraná.
Veja a matéria completa da Gazeta do Povo de hoje:
Esquecidos pelo Estado
Mortes de jovens em educandários do Paraná coincidem com extinção de secretaria e redução no quadro de funcionários
Gazeta do Povo, por Mauri Konig
Cinco adolescentes morreram nos últimos quatro meses sob a custódia do Estado, dentro de instituições que deveriam protegê-los e ressocializá-los. Quatro estavam internados em unidades de socioeducação de Maringá, Piraquara, Pato Branco e Laranjeiras do Sul, enquanto outro foi encontrado sem vida numa cela da Polícia Civil, em Ponta Grossa. As mortes revelam que o problema não é pontual e coincidem com a redução do quadro de educadores sociais e a recente extinção da Secretaria da Criança e da Juventude.
Em três anos, o número de internos nos Centros de Socio­edu­­cação (Cense) saltou de 700 para 990, enquanto o contingente de educadores estagnou. Se­­gundo o Sindicato dos Servidores e Tra­­balhadores das Unidades de In­­ternação e Privação de Liber­­dade de Adolescentes do Paraná (Sin­­disec), nem todos os 1,2 mil servidores aprovados em concurso em 2009 decidiram ficar. “Quase todos os dias tem gente pedindo exoneração. Não há quem resista a tanta pressão”, diz o presidente do Sindisec, Mário Monteiro. Hoje, existem 894 educadores nos 19 Censes (eram 835 em 2009).
Segurança interna
Os educadores não têm poder de polícia nem porte de arma, mas, na prática, são eles que fazem a segurança nas unidades. Além das atividades laborais e de lazer, eles ainda precisam acompanhar os adolescentes ao médico, às audiências judiciais, nas remoções de uma unidade para outra. O interno materializa o Estado opressor na figura do educador, que tem de algemá-lo, impor limites, dizer “não”. Mergulhados nessa rotina, falta tempo para oxigenar as relações. “Nós cuidamos dos adolescentes, mas quem cuida da gente?”, indaga Monteiro.
A queixa não é sem razão. Cabe ao educador mostrar a importância do convívio social a meninos que muitas vezes não respeitam pai nem mãe. A tensão é permanente. As agressões sofridas vão desde cusparadas e saquinhos de urina nas costas a ameaças de morte. “Tudo isso com um quadro reduzido, por R$ 1,5 mil por mês, sem assistência médica e sem plano de carreira”, lamenta o presidente do Sindisec. “Não há quem resista, vai sucumbir mesmo”, conclui. Para ele, seriam necessários pelo menos mais 400 educadores, exatamente o número que o governo promete contratar ainda este ano.
Segundo uma fonte do Judi­ciário ouvida pela reportagem, o quadro reduzido de pessoal compromete as atividades socioeducativas. Para ela, os adolescentes ficaram “sem pai nem mãe entre janeiro e junho”, período de indefinição sobre qual pasta ficaria com os Censes. “Seis meses é muito tempo para o sistema socioeducativo”, avalia.
“Nem tudo pode ser evitado”
O governo do estado afirma não se eximir da responsabilidade pelos cinco adolescentes mortos sob sua custódia nos últimos cinco meses, mas ainda não sabe explicar as razões das mortes. Os casos estão sob investigação administrativa e criminal para se chegar aos responsáveis, informa a coordenadora de socioeducação da Secretaria da Família e Desenvolvimento Social, Cláudia Foltran, responsável pelas 19 unidades de internação do estado.
Segundo ela, equipes técnicas estão fazendo visitas aos Centros de Socioeducação (Censes) para elaborar relatórios sobre cada unidade em particular. Junto, devem surgir as causas das mortes. “Nem tudo é previsível, nem tudo pode ser evitado”, justifica. A secretária prefere não atribuir a culpa a fatores não avaliados, mas, segundo ela, não se pode ser simplista ao apontar as causas. Para ela, não é porque a secretaria mudou de nome que o trabalho deixou de existir.
Recomposição
Cláudia diz que o governo está tentando recompor o quadro de educadores e anuncia um concurso público para o início de 2012. Até lá, está prestes a realizar um processo seletivo (mais simplificado do que um concurso) para a contratação temporária de 470 desses profissionais ainda este ano.
Um educador recebe, em média, R$ 2,1 mil brutos por mês, podendo chegar a R$ 2,7 mil com as gratificações, variáveis de acordo com o tempo de serviço e a função exercida. O governo promete, ainda, investir na capacitação dos atuais e futuros educadores.
Anseio da sociedade
MP pede a volta de secretaria
Para o promotor de Justiça Murilo Digiácomo, do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Infância do Ministério Público do Paraná, a morte de adolescentes que estavam sob a tutela do Estado é tão grave que o próprio governador deveria se manifestar a respeito. A raiz do problema, segundo ele, está na extinção da Secretaria da Criança e Juventude, desmontada este ano pelo governo, mesmo com manifestações contrária de organismos como o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Digiácomo acredita haver tempo de o governo reconhecer o erro e recriar a secretaria, ou, no mínimo, um departamento que dê melhor atenção à criança e ao adolescente. “Não é uma reivindicação só do Ministério Público, mas da sociedade”, diz. “Não é nada contra o governo, pelo contrário, queremos ajudá-lo a perceber que errou e reflitir a respeito, uma reflexão que a sociedade já havia feito ao se manifestar contra a extinção da secretaria”, ressalta. Segundo Digiácomo, se não houver mudanças, a tendência é a repetição de novas tragédias nos educandários do Paraná.
Restrição de liberdade
Internação cresce 10% ao ano
Na última década, o Brasil viu aumentar, a uma taxa média anual de 10%, o número de adolescentes infratores submetidos a medidas de privação e restrição de liberdade. O número saiu de 8.579 nesse período para 17.703, conforme a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Pelos números mais atuais, 12.041 estavam internados, 3.934 em internação provisória e 1.728 em medida de semiliberdade. Projetando a evolução média do último triênio, com avanço baixo e estável, o Brasil tem hoje 20 mil adolescentes em educandários e delegacias especializadas.
Sistematizado pela coordenação do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), o levantamento evidencia a preferência pela privação de liberdade em relação a outras formas de punição do infrator. Em abordagem inédita, o estudo ainda permite analisar em que medida o país recorre à reclusão desses jovens e quais estados mais têm usado esse recurso. O país interna 8,8 adolescentes a cada grupo de 10 mil jovens menores de 18 anos. O Distrito Federal lidera o ranking (taxa de 29,6). Oitavo na lista, o Paraná interna 9,8 adolescentes a cada 10 mil.
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Onde está Yeda? Oficial de justiça não consegue encontrar ex-governadora

Estive no Fórum Central de Porto Alegre, na manhã desta quinta-feira, para depor como testemunha no processo que o ex-secretário de Transparência do governo Yeda, Francisco Luçardo, move contra o advogado Adão Paiani, ex-ouvidor da Secretaria Estadual de Segurança Pública. Fui arrolado como testemunha pelo Ministério Público, mas acabei não depondo, pois primeiro devem ser ouvidas as testemunhas apontadas pela defesa. Depuseram hoje, como testemunhas da defesa, o ex-diretor do Detran, Sérgio Buchmann e o promotor Eduardo Iriart, em audiência que durou mais de duas horas. Nova audiência foi marcada para o dia 25 de outubro.
Os oficiais de justiça vêm tendo dificuldade para notificar várias testemunhas arroladas no processo, entre elas, a ex-governadora Yeda Crusius. A oficial de justiça responsável pela notificação realizou uma pequena maratona para tentar notificar Yeda, sem sucesso. A primeira tentativa ocorreu dia 3 de agosto na casa da ex-governadora, na rua Araruama, 806 (foto). Ela só conseguiu conversar com uma empregada a quem comunicou o objeto da visita. No dia seguinte, o advogado de Yeda ligou dizendo que iria conversar com sua cliente e daria um retorno à oficial de justiça. Sem retorno, ela voltou à residência no dia 17 de agosto, sem ser atendida. No dia 1° de setembro, uma terceira e derradeira tentativa, desta vez com uma novidade. Uma mulher, “com sotaque de outra região do país”, atendeu o interfone e disse que era a locatária do imóvel “há quase três semanas” e que desconhecia o novo endereço da ex-governadora.
Na audiência anterior, dia 13 de julho, a ex-governadora também não foi localizada. Na ocasião, uma assessora de Yeda informou à oficial de justiça que ela faria uma viagem ao exterior, só retornando no final de julho, sem precisar a data. Para a nova audiência, do dia 25 de outubro, será feita uma nova tentativa de localizar a ex-governadora.
Marco Aurélio Weissheimer
No RS Urgente
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Cadê a faxina na corrupção em SP?


O deputado estadual paulista Roque Barbiere (PTB), conhecido como Roquinho, concedeu entrevista ao programa "Questão de Opinião", no site do Jornal "Folha da Região" de Araçatuba, e soltou a seguinte bomba:
Entrevistador: - É verdade que tá cheio de deputado que vende emenda, trabalha para empreiteira, faz lobby com prefeitura vendendo, inclusive, projetos educacionais?
Deputado: - É! Não que tá cheio, tem bastante que faz isso. Não é a maioria, mas tem um belo de um grupo que vive, sobrevive e enriquece fazendo isso.
Entrevistador: - De 100%, você chutaria um tanto?
Deputado: - 25 a 30%.
Entrevistador: - 25 a 30%... você pode citar um?
Deputado: - Poderia, mas não vou ser dedo-duro e não vou citar. Mas existe! Existe ao meu lado, existe de vizinho, vejo acontecer, falo para eles, inclusive, para parar. Aviso que se um dia vier cassação do mandato deles, não vir me pedir o voto que eu vou votar para cassá-los, mas não vou dedurar.
Em 2004, Roberto Jefferson fez denúncia semelhante e resultou em tres CPI's, na maior cobertura midiática promovida pela imprensa dia-e-noite, sem parar, da história do Brasil.
E agora, governador Alckmin (PSDB/SP)? Vai deixar a ALESP (Assembléia Legislativa) abrir uma CPI só que seja, para os supostos 70% "honestos", investigarem os "supostos 30%" corruptos denunciados pelo deputado Roquinho? Ou tem medo desse mensalão bater na porta do Palácio dos Bandeirantes?
E agora, Globo? E agora, Veja? E agora, Folha (*)? Vão ficar caladas, protegendo a corrupção tucana, jogando a sujeira para baixo do tapete, só porque o governador Alckmin comprou com dinheiro público do contribuinte paulista R$ 9 milhões de assinaturas de seus jornais e revistas?
Na gestão anterior de Geraldo Alckmin no governo do Estado, já houve uma grave denúncia de um mensalão da Nossa Caixa (o banco do governo do estado de SP na época, depois vendido) para comprar apoio de deputados estaduais mediante anúncios superfaturados em jornais e rádios pertencentes aos deputados. Foi tudo abafado e engavetado. Dessa vez será diferente?
Por sinal, cadê a OAB? Cadê a indignação do Ophir Cavalcanti?
Em tempo:
Essa denúncia do deputado já virou alvo de investigação do Ministério Público Estadual.
Pizza de xuxu expressa: Geraldo Alckmin (PSDB) já correu na imprensa amiga para engavetar as denúncias.
O deputado Roquinho é da base aliada do governador tucano (e não é dissidente).
(*) O Estadão, por enquanto, se dignou a publicar a notícia, apesar de já estar aceitando as "explicações" de Alckmin de forma acrítica.
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Preocupação dos DEMos

Duke
No O Tempo
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Não importa que descoberta contradiga teoria de Einstein...

... ele é o maior físico de todos os tempos
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Descoberta que contradiz teoria de Einstein intriga cientistas

Cientistas estão intrigados pelos resultados obtidos por cientistas do Centro Europeu de Investigação Nuclear (Cern, na sigla em inglês), em Genebra, que afirmaram ter descoberto partículas subatômicas capazes de viajar mais rápido do que a velocidade da luz.
O laboratório Cern, nos arredores de Genebra
Neutrinos enviados por via subterrânea das instalações de Cern para o de Gran Sasso, a 732 km de distância, pareceram chegar ao seu destino frações de segundo mais cedo que a teoria de um século de física faria supor.
As conclusões do experimento, que serão disponibilizadas na internet, serão cuidadosamente analisadas por outros cientistas.
Um dos pilares da física atual – tal e qual descrita por Albert Einstein em sua teoria da relatividade – é que a velocidade da luz é o limite a que um corpo pode viajar. Milhares de experimentos já foram realizados a fim de medi-la com mais e mais precisão.
Até então nunca havia sido possível encontrar uma partícula capaz de exceder a velocidade da luz.
"Tentamos encontrar todas as explicações possíveis para esse fenômeno. Queríamos encontrar erros – erros triviais, erros mais complicados, efeitos indesejados – e não encontramos", disse à BBC um dos autores do estudo, Antonio Ereditato, ressaltando a cautela do grupo em relação às próprias conclusões.
"Quando você não encontra nada, conclui, 'Bom, agora sou obrigado a disponibilizar e pedir à comunidade (científica internacional) que analise isto'."
Partículas aceleradas
Já se sabe que os neutrinos viajam a velocidades próximas da da luz. Essas partículas existem em diversas variedades, e experimentos recentes observaren que são capazes de mudar de um tipo para outro.
No projeto de Antonio Ereditato, Opera Collaboration, os cientistas preparam um único feixe de um tipo de neutrinos, de múon, e os envia do laboratório de Cern, em Genebra, na Suíça, para o de Gran Sasso, na Itália, para observar quantos se transformam em outro tipo de neutrino, de tau.
Partículas chegaram ao laboratório de Gran Sasso
antes do que a luz chegaria
Ao longo dos experimentos, a equipe percebeu que as partículas chegavam ao seu destino final alguns bilionésimos de segundo abaixo do tempo que a luz levaria para percorrer a mesma distância.
A medição foi repetida 15 mil vezes, alcançando um nível de significância estatística que, nos círculos científicos, pode ser classificada como uma descoberta formal.
Entretanto, os cientistas entendem que erros sistemáticos, oriundos, por exemplo, das condições em que o experimento foi realizado ou da calibração dos instrumentos, poderia levar a uma falsa conclusão a respeito da superação da velocidade da luz.
"Meu sonho é que outro experimento independente chegue à mesma conclusão – nesse caso eu me sentiria aliviado", disse o cientista.
"Não estamos afirmando nada, pedimos a ajuda da comunidade para entender esses resultados malucos – porque eles são malucos. As consequências podem ser muito sérias."
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Alckmin transfere centenas de PMs da periferia para bairro nobre

Alckmin retirou 160 Policias Militares de regiões necessitadas e os colocou no Morumbi
Após pressão de moradores do Morumbi, área nobre da zona oeste de São Paulo, o governo estadual remanejou ao menos 160 policiais militares que trabalhavam em vários pontos da capital para patrulhar o bairro.
O policiamento foi reforçado, inclusive, com PMs que atuam em áreas da periferia, com índices de criminalidade acima da do Morumbi. Segundo o Comando-Geral da PM, não há prejuízo nas regiões que cederam policiais para o Morumbi.Policiais do Rocam (ronda com motos) e da Força Tática, espécie de grupo especial da PM dos 19º, 28º e 48º batalhões, todos na periferia da zona leste, reforçaram o policiamento na área.
De acordo com a polícia, o remanejamento foi provocado por conta do aumento da criminalidade na região e não há prazo para os policiais retornarem aos seus postos.Cerca de 2.000 moradores da região fizeram, em agosto, um protesto contra a violência. A manifestação ocorreu perto do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo.
Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública, entre janeiro e julho, 11 pessoas foram mortas na região do Morumbi. A área é atendida pelo 34º e 89º DPs.Só no 44º DP, em Guaianazes (zona leste), uma das delegacias cobertas pelo 28º batalhão, foram nove assassinatos no mesmo período.
Em toda a cidade, foram 603 assassinatos de janeiro a julho deste ano.
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Justiça aceita denúncia contra Edir Macedo, sob acusações de lavagem de dinheiro

A Justiça Federal de São Paulo abriu processo contra o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd). O bispo e outras três pessoas devem responder por formação de quadrilha, evasão de divisas e lavagem de dinheiro em atividades relacionadas à Igreja. Entre os outros suspeitos estão uma diretora financeira e dois bispos da Iurd.
No início de setembro, o Ministério Público Federal em São Paulo apresentou denúncia contra Macedo por falsidade ideológica e estelionato, devido a um esquema de remessa ilegal de recursos do Brasil para os Estados Unidos. O dinheiro era proveniente de doações de fiéis da igreja e o dinheiro era enviado às contas estrangeiras através de uma casa de câmbio em São Paulo.
A Justiça Federal acatou somente parte da denúncia, já que as acusações de estelionato e falsidade ideológica foram rejeitadas. O MP informou que pretende recorrer da decisão.
A denúncia já havia sido feita também pelo Ministério Público do estado e rejeitada pela justiça estadual. O procurador responsável pela denúncia chegou a afirmar que a igreja tornou-se uma “organização religiosa com fins lucrativos.”
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Radialista morre após fechamento de sua emissora pela Anatel

Esmeralda Fernandes, radialista do Piauí, sofreu um ataque cardíaco, que a levou à morte, na última terça-feira (20), após saber do fechamento de sua emissora comunitária pela Anatel. A Rádio Verona FM, que estava no ar há 14 anos, foi lacrada pelo órgão por não estar devidamente regularizada.
"O pessoal da Anatel no Piauí é muito arrogante", ressaltou Miguel Borges, técnico de gravação na Rádio Pioneira e engajado com as questões das rádios comunitárias. Ele ressalta que a emissora estava em vias de habilitação, sendo "desnecessário todo o episódio".
Como forma de protesto, deputados da Assembleia Legislativa do Estado defenderam, no mesmo dia, que o superintendente do órgão, Carlos Bezerra, fosse exonerado pela ação. "Comprovadamente comunitária e prestadora de relevantes serviços à sociedade, como campanhas de saúde e educação, a rádio Verona é tão organizada que está na Wikipédia, a enciclopédia livre da internet, foi fundada em 1997 e, no mesmo ano, sua direção deu entrada no processo de regularização junto ao Ministério das Comunicações", ressaltou a parlamentar Flora Izabel (PT/PI), que pediu ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a demissão do profissional.
De cunho religioso, mas também cultural, a Verona FM era transmitida para a região sul da cidade de Teresina.
A Anatel não se pronunciou sobre o assunto.
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Charge online - Bessinha - # 821

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Explode a tríplice aliança política em Belo Horizonte

Em 2008, a capital mineira foi palco de uma experiência inédita: o acordo entre PT e PSDB em torno da candidatura de Marcio Lacerda (centro), do PSB. Agora, o vice-prefeito Roberto Carvalho quer ser candidato e rechaça aliança com Aécio
A aliança velada (ou seria uma trégua?) entre PT e PSDB em Belo Horizonte ruiu de vez. A última reunião do diretório municipal do PT na capital mineira deu o golpe final no acordo que elegeu e sustentava em harmonia o governo de Márcio Lacerda (PSB), costurado pelo senador Aécio Neves (PSDB) e o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Enciumados pela amplitude da presença de tucanos no governo de Lacerda, os petistas deliberaram que o partido não fará qualquer coligação – formal ou informal – com PSDB, PPS e DEM nas próximas eleições. Resultado da decisão: Lacerda convidou o PSDB para aliança em 2012.
A deliberação do PT replica decisão nacional do partido, mas acrescenta a proibição da coligação “informal”, que manteve o PSDB na estrutura do governo até agora. Nas últimas eleições, os tucanos não participaram da coligação do PSB na capital mineira, mas apoiaram a chapa informalmente. Tudo estaria bem se os tucanos não tivessem ocupado 60% dos cargos da Prefeitura e feito os petistas despertarem para a armadilha em que caíram depois de emplacar três governos seguidos na prefeitura de BH desde 1993, com Patrus Ananias, Célio de Castro e o hoje ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel.
O presidente do PT da capital mineira – e atual vice-prefeito de Belo Horizonte –, Roberto Carvalho, já avisou que a prioridade do partido em BH é “reconstruir sua unidade” e que essa decisão está embasada na resolução nacional da legenda. O partido já estaria inclusive se aproximando do PMDB na capital mineira, com vias a formar uma chapa alternativa a Márcio Lacerda. Uma chapa, ao que tudo indica, fadada à derrota, já que, nesta semana, o PSB de Belo Horizonte formalizou acordo com o PCdoB, levando a deputada federal Jô Moraes a retirar sua candidatura em favor de Lacerda e aumentando o apoio à reeleição.
Márcio Lacerda ainda acredita na possibilidade de acordo entre os dois partidos e se escora na declaração do presidente nacional do PT, Rui Falcão, de que casos como o de BH serão discutidos separadamente. Talvez por isso o PSB de BH tenha se sentido confortável a convidar, nesta semana, o PSDB para fazer parte da chapa de Lacerda para as eleições de 2012. Quem não parece estar nada confortável com a situação é o PT local, cujos militantes já engrossam o coro a favor da greve dos professores da rede estadual e dos protestos dos operários que reformam o Mineirão para a Copa de 2014.
Rodolfo Borges
No Brasil 247
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O Tea Party original e o nosso

Mede-se o grau de desenvolvimento político de um país pela transparencia de suas disputas cotidianas. Neste sentido o universo político americano é mais avançado do que o brasileiro.
Um bom exemplo é o Tea Party. Trata-se de um grupo de extrema direita fanatizado, que tem um respeito absoluto e reverente pelo mercado.
Diz acreditar que o indivíduo é a principal alavanca do progresso humano. Condena o Estado acima de quase todas as coisas — menos para realizar guerras de conquista. Afirma, querendo ser levado a serio, que toda medida destinada a criar um regime de bem-estar social não passa de um esforço na direção de uma ditadura comunista.
É ridículo, como cultura política, e regressivo, como fenômeno histórico. A crise economica dos EUA, grande parte provocada por essas idéias, é uma demonstração do caráter nocivo deste condomínio conservador. Mas é mais honesto do que ocorre no Brasil.
Nosso Tea Party é difuso, anti-social e não se apresenta como tal. Esconde sua visão de mundo atrás da bandeiras extremistas, que fingem não ser de direita nem esquerda.
Está presente nos partidos políticos, mas também em artigos da mídia e em gabinetes de alto poder econômico e decisiva influencia política.
Seu discurso considera o Estado é uma entidade mal-assombrada que só deveria existir para perseguir os desajustados e os inconformados. Combate toda idéia que poderia levar a uma melhoria na proteção social e denuncia qualquer esforço para diminuir a concentração de renda.
Agindo num país muito mais pobre e desigual do que o original americano, nosso Tea Party faz uma tradução adaptada e empobrecida da mesma retórica. Procura se esconder atrás de causas universais para esconder que se move em nome de interesses bem particulares.
Nessa versão tropicalizada, alega que tudo o que sobrevive às voltas do Estado não é embrião de comunisno mas fruto de um roubo. Como os originais americanos, nosso Tea Party adora o setor financeiro. Seus integrantes falam como se fossem anarquistas de direita mas, num tributo (sem ofensa) às mazelas nacionais, seus verdadeiros líderes e inspiradores tiveram vários flertes e até muito mais do que isso nos tempos da ditadura militar.
Em matéria de liberdades públicas, nosso Tea Party confunde liberdade de expressão com direito de venda. É contra todo e qualquer protecionismo, a menos que se destine a proteger seu mercado.
Mas alimenta uma doutrina contra uma intervenção dos poderes públicos, mesmo que patrocinada por autoridades escolhidas pelo voto popular, para modificar a distribuição de renda e assegurar benefícios aos brasileiros que não tem renda para adquiri-los. Acham que combater a desigualdade social é ir contra a natureza humana.
Por coerencia, nosso Tea Party é contra um regime de saúde pública, que considera errado num país grande e baixa renda per capta como o nosso. Os sistemas públicos tendem a nivelar as pessoas e, de seu ponto de vista, isso é ruim.
Os mais atirados dizem que o SUS é uma utopia socialista, inviável em função de nossa renda per capta — seguindo um raciocínio que leva a crença de que o salve-se quem puder deveria virar artigo da próxima Constituição.
Os mais preparados preferem a linha policial. Alegam que todo aumento de gasto nessa área será desviado e roubado. É irracional e irreal mas funciona. Um número impressionante de brasileiros acredita nisso sem fazer contas simples.
É difícil saber quem rouba de quem quando se constata que nossa saúde privada consome 55% de todos os gastos com saúde do país mas só atende 25% da população. É um imenso e escandaloso programa de transferencia de renda ao contrário. Todo dinheiro gasto com saúde pelo cidadão comum pode ser descontado do imposto de renda, privando o Estado de recursos que seriam úteis para a educação, para as obras públicas e até para a saúde. Mas estamos falando de ideologias, não de realidades.
Uma pessoa que tem um plano de saúde privado razoável irá gastar em torno de R$ 400 por mes ou mais. São R$ 4800 por ano. Nem em dez anos deixaria uma quantia equivalente se tivesse de pagar uma contribuição de 0,1% em sua movimentação financeira como contribuição a saúde.
Continuaria tendo direito a assistencia médica mesmo que perdesse o emprego e não tivesse um centavo no banco. E faria parte de um sistema onde aqueles que tem mais pagam mais. Pode não ser correto do ponto de vista da igualdade alimentado pelo Tea Party. Mas é o justo conforme o padrão ético de muitas pessoas e toda escola progressista de diminuição da desigualdade.
Com frequencia, sempre que tem de enfrentar uma cirurgia delicada o cliente de um plano privado tem de travar uma longa batalha para valer seus direitos, que nem sempre serão respeitados. Nem todos os remédios nem tratamentos que sua doença exige serão oferecidos de forma gratuita. Como acontece também no SUS, poderá ser forçada a lutar por eles na Justiça. Mas o cidadão do plano privado não acha que está sendo roubado quando paga sua mensalidade.
Tampouco fica inquieto quando seus médicos fazem greve para denunciar ganancia patronal. No fundo, recusa-se a acreditar numa realidade matemática: os planos de saúde só podem ficar de pé enquanto não precisam entregar os serviços que cobram. No dia em que você precisa mesmo desses serviços, é expelido dos planos, ou forçado a pagar mensalidades inviáveis para a maioria das pessoas da mesma faixa de risco. Não é maldade. É plano de negócios.
Um raciocínio parecido aplica-se a Previdencia Social, cuja falencia é anunciada periodicamente como uma fatalidade técnica — mas que tem apresentado uma contabilidade menos complicada ano a pós ano, graças a uma política oficial que faz o óbvio e apenas ele: defende os empregos formais, facilita o registro em carteira e multa a empresa que não cumpre suas obrigações.
Nesse terreno dificil, o Tea Party deixa no ar a sugestão de que a aposentadoria privada é uma alternativa séria e que a Previdencia, quanto menos dinheiro tiver, menos roubará. O problema é que as previdencias privadas até podem ser úteis para quem pode pagar por elas, mas todo analista sério sabe que nenhuma oferece os mesmos benefícios, pelo mesmo preço, como o INSS.
Há uma boa razão para nosso Tea Party assumir uma identidade esquiva e fugidia. Seu discurso pode até existir nos Estados Unidos, país com uma história muito diferente da nossa, onde a economia privada atingiu uma força sem paralelo na América ou no Velho Mundo. No Brasil, com uma condição histórica muito diferente, um grau de desigualdade maior e carencias também maiores, o Estado oferece um padrão mínimo de assistencia que não é desprezível, embora seja totalmente insuficiente. Nesse geografia, o Tea Party só pode atuar na sombra, procurando causas universais para interesses bastante privados.
Paulo Moreira Leite
No Vamos Combinar
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A neutralidade da rede é um dos principais fundamentos da internet livre

Fui orientador de Rodrigo de Almeida que defendeu, em 2009, a dissertação de mestrado denominada A Concentração do Poder Comunicacional na Sociedade em Rede. O seu trabalho rigoroso tornava evidente o inevitável confronto entre o interesse das Operadoras de Telecomunicações e o dos cidadãos conectados. O contencioso tinha como epicentro o princípio da neutralidade da rede.
O que vem a ser a neutralidade da rede? Em poucas palavras, esse princípio impede que o controlador da infra-estrutura física das redes digitais possa controlar os fluxos de informação que por elas transitam. Dito de outro modo, o dono das redes físicas deve ser neutro em relação ao tráfego de informações. Na prática, a neutralidade impede que as Operadoras da Telecom possam bloquear pacotes de dados, filtrar o tráfego e definir que tipo de aplicações podem andar mais ou menos rápido dentro dos seus cabos e fibras óticas.
Em 2007, o professor da Universidade da Pensilvania, Christopher Yoo, no debate com Tim Wu, da Universidade de Columbia, sobre se a internet deveria continuar respeitando a neutralidade. Yoo afirmou que o tratamento diferenciado de pacotes de informação por tipo de aplicação pode permitir a superação dos congestionamentos de tráfego na internet. Para isso, as Operadoras de Telecom deveriam ser autorizadas a identificar os pacotes e estabelecer privilégio de tráfego aos considerados mais importantes, em detrimento daqueles com menor grau de relevância (http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=953989).
Yoo acredita que a neutralidade da rede deve ser substituída pelas regras de mercado. Na sua concepção, as redes devem ser regidas pela lei de oferta e demanda por banda larga. Para ele, o melhor exemplo é o da vídeo conferência. Existem serviços mercantilizáveis que exigem a discriminação de pacotes, ou seja, para funcionar bem a aplicação necessita de prioridade de tráfego nas redes.
Há muito tempo as Operadoras querem o fim da neutralidade da rede para poderem precificar de modo diferenciado tanto a oferta quanto o acesso a determinadas aplicações, tais como a voz sobre IP, as redes P2P, entre outras. Quase como sempre na história das disputas econômicas e políticas no mundo da tecnologia, alguns dos pelejadores utilizam o artifício de tentar transformar o debate sobre o tema em uma questão técnica.
Segundo Ethevaldo Siqueira, durante a Futurecom 2011, o secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações (UIT), Hamadoun Touré, afirmou que "as redes mundiais de banda larga poderão entrar em congestionamento incontrolável e até em colapso, até 2015, se governos, agências reguladoras, operadoras de telecomunicações, provedores de serviço e produtores de conteúdo não estabelecerem novos padrões de regulamentação". Por que? Relata-nos Siqueira que "a cada minuto são postadas 36 horas de vídeo apenas no YouTube. O que mais preocupa os especialistas é o crescimento exponencial dos dispositivos de comunicação móvel, cujo total poderá chegar a 55 bilhões em 2020".
Do ponto de vista técnico, mal começamos a implementar as redes de alta velocidade e a alargar suas bandas. Além disso, mesmo o espectro radioelétrico pode ser utilizado de modo completamente distinto do que acreditamos ser o único modo de seu uso. A realidade é que existe uma subutilização do espectro na maior parte do tempo. Além disso, as tecnologias evoluem e permitem a transferência cada vez maior de dados. O que não é possível aceitar é exagerar o argumento da escessez do espectro e do congestionamento das redes para impor um outro modo de funcionamento da Internet.
O especialista em telecomunicações Kevin Werbach tem nos alertado que a ocupação atual do espectro radioelétrico, apresentada como a única forma de realizar transmissões por ondas de rádio em um espaço de escassez, não passa de um mito. No texto “O novo paradigma da comunicação sem fio” Werbach esclarece:
“Quase tudo que você pensa que sabe sobre o espectro está errado. Durante quase um século, o espectro de radiofreqüência foi tratado como um recurso escasso que o governo tem de distribuir por meio de concessões exclusivas. A concessão do espectro nos trouxe o rádio, a televisão, os telefones celulares e os serviços vitais de segurança púbica. Durante esse período o modelo de concessão tornou-se um paradigma incontestável que permeia a nossa forma de ver. (...) As tecnologias digitais de hoje são capazes de distinguir entre sinais, permitindo aos usuários compartilhar as ondas sem necessidade de concessão exclusiva. Em vez de tratar o espectro como um recurso físico escasso, poderíamos torná-lo disponível para todos como commons, abordagem conhecida como 'espectro aberto'."
Em sentido completamente oposto ao catastrofismo apresentado pelo representante das Telecomunicações, Hamadoun Touré, em 2008, a FCC, Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos liberou as faixas de frequência, denominadas "espacos em branco" (white spaces) que existem entre os canais de TV. Na época, o presidente da FCC, Kevin J. Martin, escreveu na declaração oficial da aprovação que "a autorização do uso dos 'espaços em brancos' do espectro é uma vitória significativa para os consumidores".
Rádios operados por software podem operar na faixa de 900 MHz a 3Ghz, já que a maioria deste espectro é subutilizado nos Estados Unidos. Por isso, Martin declarou que espera ver "reforçada as redes de banda larga abertas, os dispositivos P2P inteligentes e até mesmo que pequenas redes de comunicação venham a ser formadas nos "espaços em branco" entre os canais de TV".
Como é possível perceber, a ideia de colapso eminente das redes que justifique a transformação da Internet em uma grande rede de TV a cabo está longe de ser tecnicamente plausível. As Operadoras de Telecom querem o fim da neutralidade da rede porque querem ampliar sua lucratividade. Segmentos da indústria da intermediação, principalmente as corporações do copyright, também têm interesse no aumento de controle das empresas de telecom sobre a rede. Acreditam que isso facilitaria o bloqueio do compartilhamento de arquivos digitais. Grupos retrógrados da burocracia estatal e membros dos aparatos de segurança também se interessam em assegurar às Teles um maior poder de filtrar e interferir no tráfego.
O fato é que se as Teles puderem quebrar ou flexibilizar a neutralidade de rede a primeira vítima será a inovação que tem caracterizado a história da Internet.
Ao permitir que as empresas de telecom possam filtrar o tráfego, priorizar aplicações ou fazer acordos comerciais que privilegiem o fluxo de informações de quem realizou contratos específicos com as mesmas, estaremos abrindo espaço para transformar a Internet em uma grande rede de TV a cabo. Além disso, estaremos definitivamente substituindo a cultura de liberdade que imperou até hoje na rede pela cultura da permissão. Todo novo protocolo ou aplicação poderá ser bloqueado pelas Operadoras de Telecom com o argumento de que não faz parte de sua política de tráfego. Será impossível inventar um protocolo sem ter as Teles como sócias ou, no mínimo, sem a sua autorização.
Por isso, temos que definir claramente o que é neutralidade no Marco Civil da internet no Brasil. Precisamos retirar da proposta que o governo enviou ao Parlamento qualquer possibilidade de a Anatel regulamentar o que venha ser a neutralidade da rede. O poder econômico e econômico das teles precisa ser controlado sob pena de mudarmos completamente a dinâmica da Internet, de reduzirmos as possibilidades de livre criação e invenção, bem como, de submetermos a diversidade cultural aos seus interesses comerciais.
Sergio Amadeu da Silveira, professor do Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas da UFABC. É membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil.
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Charge online - Bessinha - # 820

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Aí Patrícia Poeta! Um exemplo porreta de "Toma Lá Dá Cá"

 Atualização para inserir comentário 



A Ambev bancou a bolsa da filha do Zé Serra em Harvard. 1 ano depois que ela voltou, FHC aprovou a fusão (Brahma/Antárctica). Serra era ministro.
E a filha do Serra, depois que voltou de Harvard e depois da fusão, virou diretora da Ambev que doa todo ano R$ 600 mil para o Instituto FHC.


(via Twitter Stanley Burburinho - @stanleyburburin)
No Ornitorrinco

Comentário de Luis Nassif:
A filha do Serra nunca foi diretora da AMBEV. Ela usa de outras maneiras a influência do pai.
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Alimentos sobem menos e ajudam a segurar a inflação, mostra FGV

São Paulo - Pela segunda vez seguida, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), apresentou queda no ritmo de alta, ao passar de 0,69% para 0,58% na terceira prévia do mês.
Essa redução reflete decréscimos em dois dos sete grupos pesquisados: alimentação, cuja taxa passou de 1,39% para 0,90%; e educação, leitura e recreação, com 0,15% ante 0,23%. Neste último caso, o resultado teve influência dos ingressos para teatro e outros espetáculos (de 0,86% para 0,34%). Entre os itens alimentícios que contribuíram para frear o avanço de preços estão as frutas (de 10,53% para 6,71%).
Nos demais grupos, ocorreram aumentos em índices acima dos da pesquisa anterior. Em habitação, o IPC-S atingiu 0,52% ante 0,43%. Em vestuário, a taxa subiu de 1,14% para 1,25%; em saúde e cuidados pessoais, de 0,54% para 0,58%; em transportes, de 0,17% para 0,18%; e em despesas diversas, de 0,04% para 0,15%.
Os cinco itens que mais pressionaram a inflação no período foram: limão (de 83,32% para 49,72%), leite do tipo longa vida (de 3,69% para 3,61%), aluguel residencial (de 0,83% para 0,86%), taxa de água e esgoto residencial (de 0,93% para 1,47%) e açúcar refinado (de 4,40% para 4,43%).
Marli Moreira
No Agência Brasil
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Multinacional dá calote e ainda fica reclamando

Como prejudicar o Brasil? FHC, ex-gov Paulo Souto [DEMo/BA] e Kia Motors explicam
Durante o governo FHC (PSDB) a empresa sul-coreana Ásia Motors, subsidiária da Kia Motors, recebeu incentivos fiscais do governo federal e do governo da Bahia para construir em Camaçari a fábrica onde montaria as vans Towner e Topic.
Como parte do programa de incentivos pode importar automóveis prontos da Coreia sem pagar imposto de importação e ainda recebeu toda a infraestrutura do terreno (terraplanagem, rodovias, energia, elétrica, água, saneamento, etc) pronta do estado da Bahia.
A empresa importou milhares de carros sem impostos e jamais levantou, se quer, uma parede da fábrica. O governo da Bahia, na gestão de Paulo Souto (DEMo) cumpriu com o que havia prometido à empresa coreana, gerando assim vultosas perdas para o erário público por conta do descumprimento do acordo pela Ásia Motors. O governo baiano na gestão de Jaques Wagner (PT) cobra na justiça R$ 36 milhões da empresa coreana. No terreno dedicado então à Ásia Motors funciona atualmente a fábrica da Ford onde são produzidos Fiestas e Ecosports.
Por conta disso a Ásia e a Kia foram processadas e só podem produzir automóveis no Brasil desde que paguem o que devem ao erário público federal e estadual.
Atualmente a Ásia Motors não existe mais, tendo sido definitivamente incorporada à Kia Motors que por sua vez foi comprada pela Hyundai.
A nova proprietária da Ásia/Kia decidiu, estrategicamente, montar fábricas no Brasil com sua marca própria em associação com o grupo brasileiro CAOA e importar os veículos Kia para não ter que ressarcir o erário público.
Por isso, a Kia nunca produzirá automóveis no Brasil, a não ser que a Hyundai aceite pagar pelo descumprimento do acordo feita pela Ásia Motors.
Logo, o presidente da Kia no Brasil poderia esclarecer ao público esta situação em lugar de ficar reclamando do aumento do IPI para os importados, que no caso da empresa em questão é mais que justo, pois ela nunca contribuiu efetivamente para o desenvolvimento brasileiro e segue tentando burlar a legislação nacional.
Quando alguém dá prejuízo ao erário público, este alguém não está metendo a mão no bolso do Governo ou do Estado, mas sim no bolso de cada um dos honestos brasileiros pagadores de impostos.
Observe-se que os incentivos à Ásia Motors foram dados por governos demotucanos FHC (PSDB) no plano federal e Paulo Souto (DEM) no plano estadual. A empresa descumpriu os acordos e sobrou para os governos democráticos populares capitaneados pelo PT com Lula no governo federal e Jaques Wagner no governo baiano, a árdua tarefa de lutar para reaver a grana desviada graças as decisões tomadas por demotucanos.
Sérgio Bertoni
No Blog de Um Sem-Mídia
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IBGE lança Banco de Nomes Geográficos do Brasil

Campos dos Goytacazes se escreve com “y”ou “i”? E São João Del Rei? Quantas cidades com nomes de santos existem no Brasil? Qual a origem do nome Varre-Sai, município do Rio de Janeiro? E Cantagalo, no mesmo estado? Por que uma cidade teria como nome o pleonasmo Volta Redonda? Estas e outras explicações estão no Banco de Nomes Geográficos do Brasil (BNGB), que o IBGE lança, hoje, 23 de setembro de 2011, com acesso pelo link http://www.bngb.ibge.gov.br. Trata-se de uma base de dados pioneira no país, com informações sobre os mais de 50 mil nomes geográficos, tais como grafia padronizada, limites territoriais, coordenadas, e aspectos históricos, geográficos e cartográficos. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre os nomes geográficos e padronizar as grafias para que, no futuro, estas se tornem oficiais. Por enquanto, os aspectos históricos das localidades só estão disponíveis no BNGB para municípios dos estados do Rio de Janeiro e do Paraná. Até o início de 2012, o banco receberá a carga dos nomes geográficos do mapeamento de parte dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Este banco é fruto do Projeto Nomes Geográficos do Brasil, implantado pela Coordenação de Cartografia (CCAR) da Diretoria de Geociências (DGC) do IBGE em fevereiro de 2005. Para ter acesso aos dados basta que o usuário digite o nome do local (ou parte dele) no campo apropriado.
De acordo com a padronização toponímica (designação dos lugares por seus nomes), Campos dos Goytacazes (RJ) se escreve com “y”, ao passo que São João Del Rei (MG), com “i”. Da mesma forma, a grafia correta da cidade de Armação de Búzios (RJ) é com “o” no final e não “u”, enquanto Ilhabela (SP) forma uma só palavra.
País de tradição católica desde seus primórdios, mais de 2.500 cidades brasileiras homenageiam santos em seus nomes. Destas, 236 fazem referência a Santo Antônio, como Santo Antônio das Missões (RS), Novo Santo Antônio (MT) e Barra de Santo Antônio (AL). Outras 220 homenageiam São João, como São João Nepomuceno (MG), São João do Araguaia (PA) e São João do Sul (SC). São Francisco batiza 127 cidades, como Amparo de São Francisco (SE), São Francisco do Conde (BA) e Barra de São Francisco (ES). Além destas, são 118 referências a Santa Maria. É o caso de Santa Maria do Oeste (PR), Santa Maria da Boa Vista (PE) e Santa Maria da Vitória (BA). Entre os nomes exóticos e curiosos estão Boa Morte (MG), Pendura Saia (GO), Saco do Boi (MA) e Vai-Quem-Quer (AM e PA), entre outros.
Varre-Sai: hospedagem em troca de limpeza
A história da cidade fluminense de Varre-Sai, por exemplo, remonta a meados do século XIX. Na atual sede do município existia um rancho que era ponto de parada dos viajantes de Minas Gerais. Na porta, havia um lembrete dizendo: Varre-Sai. Essa frase ordenava que todos que ali passassem deveriam limpar o local antes de continuar o caminho. Com a construção da atual Igreja Matriz São Sebastião, começou a nascer em seu entorno uma vila que viria a se tornar o município. Já no final do século XIX e início do XX, com o auge da economia cafeeira no Brasil, começaram a chegar os imigrantes, principalmente italianos, que se estabeleceram para trabalhar nas lavouras de café. Passado à condição de distrito, Varre-Sai ficou politicamente subordinado à sede, o município de Natividade. A emancipação veio em 1991.
Galo denuncia foragidos da Coroa Portuguesa
Também é curiosa a história do município de Cantagalo (RJ). Os primeiros habitantes de suas terras foram os índios coroados e goytacazes, desaparecidos da região por volta de 1855. A colonização teve início em meados do século XVIII, em função da corrida do ouro em Minas Gerais. O português Manoel Henriques, foragido do Estado Português e conhecido como Mão-de-Luva, acompanhado por seu bando habitou o lugar onde hoje está a Usina Cantagalo, dando origem a um núcleo que, em 1794, contava com cerca de duzentas moradias. A prisão dos integrantes do grupo foi a motivação do nome do lugar. As diligências feitas a mando da Coroa Portuguesa para localizar o grupo falharam. Depois de inúmeras batidas pelo mato, cansados e desanimados, os agentes se preparavam para voltar, quando ouviram um galo cantar. Ao seguir o som do canto, encontraram, dormindo à sombra de uma árvore um dos companheiros de Mão-de-Luva. Preso, mas diante da promessa de liberdade e dinheiro, ele denunciou seus companheiros, que foram presos sem oferecer resistência. Com isso, a partir de 1796 a localidade passou a denominar-se Cantagalo, em substituição ao antigo nome, Sertão do Macacu. O município foi criado em 1814, recebendo o nome de Vila de São Pedro de Cantagalo. Em 1857, foi elevado à categoria de cidade com o nome Cantagalo.
Curva de rio dá nome a Volta Redonda
O marco inicial do território de Volta Redonda (RJ) foi a demarcação da fazenda Santa Cruz, de propriedade dos jesuítas, em 1727, local onde hoje se situam a usina da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Vila Operária. A ligação, no ano seguinte, entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro foi um fator preponderante para o desenvolvimento da região do Vale do Paraíba, onde se encontra a cidade. Em 1875, o povoado de Santo Antonio de Volta Redonda começa a ter grande impulso, com muitos estabelecimentos comerciais. A denominação foi dada em função do rio Paraíba do Sul, pois a cidade encontra-se construída em torno de uma curva do rio, quase um semicírculo, origem do pleonasmo que denominou a cidade. Em 1941 o lugar foi escolhido para a instalação da CSN, em plena Segunda Guerra Mundial, marcando o início de um novo ciclo econômico e também a industrialização no Brasil. Alcançou a autonomia político-administrativa em 1954, com o nome simplificado de Volta Redonda.
Nomes geográficos ajudam a identificar o território
O nome geográfico é um marco de referência e de identidade com o território. Pode ser definido como o nome próprio de um lugar ou de uma feição geográfica. Inclui, na maioria das vezes, um nome específico e uma designação genérica, acrescido de atributos que o caracterizam como um conjunto étnico, etimológico, histórico, referenciado geograficamente e inserido num contexto temporal.
O estudo dos nomes geográficos com seus atributos contribui para a qualidade das informações cartográficas. Além disso, são considerados um patrimônio, pois, através deles, pode-se identificar padrões de ocupação, identidade e diversidade linguística. A ausência de padronização gera, entre outras consequências, carência de subsídios para documentação e litígios em questões fundiárias e territoriais. A toponímia é uma componente fundamental na composição de bases geoespaciais, na estruturação da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE) e, principalmente, para a qualidade do mapeamento de referência do país.
No IBGE
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Análise aponta disparidade entre riqueza de municípios e desempenho das redes de ensino

Brasília – Estudo realizado pelo diretor de Educação a Distância da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), João Carlos Teatini de Souza Clímaco, aponta que os municípios ricos (em tese, com mais recursos para investir em educação) têm redes de ensino público com baixo desempenho.
Em documento de circulação interna no Ministério da Educação (MEC), Teatini comparou o Produto Interno Bruto por habitante (PIB per capita) das 159 maiores cidades brasileiras (de mais de 150 mil moradores) com o desempenho dos estudantes medido pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2005, 2007 e 2009.
“O que a gente registra é uma disparidade enorme em municípios muito ricos, com PIB per capita muito elevado, que, no entanto, tem um desempenho de suas escolas e de seus alunos sofrível”, disse comparando inclusive com municípios menores e com municípios mais pobres.
“Alguns municípios muito ricos estão investindo em times de futebol, em clubes na liga de vôlei ou basquete e, no entanto, a educação permanece com índices muito baixos. O município rico deveria investir muito mais em educação”, assinalou o diretor. Para Teatini, há um problema de cultura política: “o prefeito se notabiliza por asfaltar ruas, por construir viadutos”, comentou.
Segundo ele, a disparidade ocorre inclusive entre os municípios beneficiados com a atual distribuição de royalties do petróleo, como é o caso de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, o terceiro município mais rico em PIB per capita do país, mas cuja nota dos anos iniciais do ensino fundamental no último Ideb foi 3,2 – abaixo da média nacional de 4,6.
De acordo com o site da prefeitura de Campos, a Secretaria de Educação do município está realizando esta semana encontro com os diretores das escolas e das creches “para a mobilização em defesa dos royalties”. A conta da prefeitura é que o município possa perder 80% dos seus recursos (R$ 1,4 bilhão anual) com a mudança na atual distribuição.
Para o presidente da Capes, Jorge Guimarães, a discussão sobre o uso dos royalties do petróleo extraído da camada pré-sal tem que observar o gasto com educação. “Nós estamos nessa briga do pré-sal. Se nós distribuirmos o dinheiro para prefeitura despreparada, vão fazer calçada de mármore”, alertou. O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse à Agência Brasil que “a melhor maneira de investir os royalties é em educação”.
Além de apontar para o baixo investimento em educação por parte de municípios ricos, o diretor de educação a distância da Capes reclama que muitos professores não conseguem estudar em cursos oferecidos pelo MEC para conclusão da licenciatura obrigatória, porque não conseguem transporte nem liberação para frequentar cursos. “Há municípios onde a maior dificuldade é o prefeito liberar parte da carga horária dos professores contratando substitutos e dando apoio em transportes para o deslocamento.”
A Capes encerrou nesta quinta-feira (22), em Brasília, o primeiro Encontro Nacional do Plano Nacional de Formação de Professores de Educação Básica (Pafor), que já formou 50 mil professores em cursos presenciais e 86 mil em cursos a distância.
Gilberto Costa
No Agência Brasil
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Supremo adia julgamento de Maluf. De novo

Inquérito que corre em segredo de justiça sai mais uma vez da pauta do STF; deputado e mais oito são acusados de desviar dinheiro das obras da av. Águas Espraiadas, em SP; caso pode ser analisado na próxima semana
O Supremo Tribunal Federal (STF) retirou mais uma vez de pauta o processo que poderia transformar Paulo Maluf em réu pelos crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Não é a primeira vez e, pelo jeito, não será a última, em que o processo sai da pauta. A expectativa se mantém para a próxima semana, quando o caso pode (ou não) ser analisado. Leia aqui matéria publicada nesta quinta-feira.
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Satélite americano cairá na Terra na tarde de hoje

O aparelho pesa 5,675 toneladas e tem o tamanho de um ônibus. Mas, segundo a Nasa, a probabilidade de atingir uma pessoa é de uma em 3.200
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Dostoievski: A Sentença

Tem um trecho do "Diário de um escritor", do grande mestre de São Petersburgo, que me faz refletir intensamente...Penso nele a cada vez que me revolto com as injustiças do mundo...Penso nele a cada injustiça cometida contra mim ou por mim...Quando me sinto entediada, penso no texto...ou quando me sinto frustrada em meus objetivos. Ou, em momentos mais cruciais, como, por exemplo, há algum tempo atrás ao sofrer a incerteza de uma cirurgia cerebral que, no fim das contas, resultou em sucesso. Claro, sem nunca ter pensado em suicídio, pois,apesar de todas as coisas horríveis às quais o cotidiano está sujeito, amo a vida!
Mas é fantástico perceber, através de um simples texto, a genialidade de Dostoievski em compreender a alma humana, a alma dos que sofriam. Aliás, ele próprio sofreu demais.... E "A Sentença" mostra p'ra gente toda a dimensão desta sua intensa capacidade.Comprove o amigo do blog com a leitura do texto.
"Aqui está o raciocínio de "suicida por tédio", naturalmente materialista."
Que direito tinha a Natureza de trazer-me ao mundo obedecendo às suas pretensas leis eternas? Sou consciente. Por que essa Natureza me criou sem meu consentimento, a mim, consciente; isto é, capaz de sofrer? Mas não quero sofrer mais. Para que serviria? A Natureza, pela voz da minha consciência, declara-me haver no Universo harmonia geral. Nela se baseiam as religiões humanas. E se não quiser desempenhar o meu papel nessa harmonia, será necessário que, apesar de tudo, me submeta às declarações da minha consciência? Será preciso aceitar o sofrimento em vista da harmonia do conjunto? Se me fosse dado escolher, preferiria ser feliz durante o curto momento da minha existência; preocupo-me infinitamente pouco com o todo e com o que acontecerá a esse todo quando estiver morto. Por que motivo irei preocupar-me com a sua conservação em época em que já terei desaparecido? Preferiria viver como os animais, que são inconscientes. Parece-me que a consciência, longe de cooperar para a harmonia geral, é causa de cacofonia, visto como me faz sofrer. Olhem as pessoas que são felizes neste mundo, as que consentem sofrer! São precisamente os que parecem com os animais, que se aproximam da besta pelo desenvolvimento limitado da consciência; os que vivem vida brutal, que consiste unicamente em comer, beber, dormir e procriar. Comer, beber, dormir: isto significa, em linguagem humana, voar, roubar e construir um ninho. Poderão objetar ser possível construir um abrigo de maneira razoável, digamos mesmo, científica. Mas... para que? Para que criar uma situação de maneira justa e sábia na sociedade humana? Ninguém responderá a tal pergunta.
Sim, se eu fosse flor ou vaca, talvez me sentisse feliz. Mas nada há que me faça experimentar alegria. Até mesmo a sorte mais elevada, a de amar aos seus semelhantes, é vã, visto como amanhã tudo ficará destruído, tudo voltará ao caos.
Admitindo-se mesmo por um momento que a humanidade marche para a felicidade, que os homens do futuro sejam perfeitamente ditosos, bastará saber que para obter tal resultado a Natureza teve necessidade de martirizar milhões de seres durante milhões de anos para essa idéia tornar-se insuportável e odiosa. Sem levar em conta que a Natureza se apressará a mergulhar mais uma vez essa felicidade no nada.
Às vezes se me apresenta pergunta horrivelmente triste: e se o homem fosse somente objeto de uma experiência? E se não se tratasse senão de saber se é ou não capaz de adaptar-se à vida terrestre? Mas não, não há nada, não és experimentador, logo não és culpado; tudo está feito de acordo com as leis cegas da Natureza e não só a natureza não me reconhece o direito de interrogá-la, e não me responde, mas não pode admitir seja o que for, nem responder.
Considerando que quando a consciência me responde em nome da Natureza nada mais faço senão emprestar as próprias idéias à consciência e à natureza;
Considerando que, nessas condições, sou ao mesmo tempo quem pergunta e responde, réu e juiz, parecendo-me esta comédia estúpida e intolerável e até mesmo humilhante;
Em minha condição incontestável de quem pergunta e responde, de juiz e réu, condeno a Natureza, que me criou insolentemente para que sofra, a desaparecer comigo.
Como não posso executar toda a minha sentença, destruindo a natureza ao mesmo tempo que a mim mesmo, suprimo-me a mim mesmo, entendiado de suportar uma tirania de que ninguém tem culpa".
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