18 de set de 2011

Agarrate Catalina

Murga Agarrate Catalina no Club Unión em Rio Branco- Cerro Largo - Uy em 07/08/2011

Hoy escucharemos una historia especial
De la gente más corriente y normal
Una historia extraordinaria
Sin las grandes luminarias
Un guión extraordinario
Para actores secundarios
Gente común
Gente común
Bienvenidos a la noche donde la historia es su historia
Bienvenidos ustedes y nosotros
Protagonistas de esta historia
Gente común
Una historia extraordinaria
Sin las grandes luminarias
Un guión extraordinario
Para actores secundarios
Gente común
Gente común

Acá adelante está sentado el verdulero

Y la cajera rubia del supermercado
Hay un psicólogo social y tres tacheros
Una enfermera y dos mormones escapados
Hay un bombero, un transexual, un vigilante ….
……..
Con cara de aburrido un escribano
Se está durmiendo porque odia a los murguistas
Hoy sólo vino por traer a sus dos chicos

Y acompañar a su mujer que es frenteamplista...
No Confraria dos poetas de Jaguarão
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Dalai-lama: uma imagem sem substância

..
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Rossoninho virou sucesso

José Rossoni, o Rossoninho, de Porto Velho (RO), reclama: “Ninguém me cutuca no Facebook, ninguém me segue no Twitter!”.
O vídeo virou hit na internet e já teve mais de 2 milhões de acessos em poucas semanas.
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Kadafi pede para ser julgado por Congresso Brasileiro

Em dia de casa cheia, deputados comemoraram o pedido de Kadafi: "O mundo escolheu o Brasil", comemorou o líder da base aliada
ATLÂNTIDA - Escondido no mesmo bunker já usado por Osama Bin Laden, Darth Vader, Hitler e José Dirceu, o ditador Muammar Kadafi fez chegar à RedeTV! uma mensagem em áudio na qual impõe uma única condição para se entregar: "Só aceito sair se for julgado pelo Congresso Brasileiro. Me comprometo a acatar todas as ásperas reprimendas e duras punições pelas quais os nobres deputados, sempre zelosos do melhor cumprimento da lei, vêm se notabilizando ao longo dos últimos anos. Na semana seguinte, já com a ficha limpa, quero me filiar ao PMDB", declarou em árabe, com leve sotaque maranhense.
Em outra passagem, Kadafi prometeu se comportar conforme os costumes locais. "Pretendo, devagarzinho, abrir um jornal e conseguir a concessão de uma rádio e televisão. Juro por Nosso Senhor do Bonfim ficar quietinho com meu curral eleitoral que, Deus permita, me conduzirá ao Senado até a próxima era glacial. Reivindicarei verba pública para contratar as enfermeiras ucranianas como assessoras e serei muito feliz", concluiu.
Após ouvir a gravação de Kadafi, Dado Dolabella entrou em contato com a Câmara para solicitar uma audiência em Brasília. "Como não pensei nisso antes", exclamou o galã, esbofeteando a recepcionista.
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41 anos sem Jimi Hendrix

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O esquecido berço da Revolução Farroupilha

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Anastasia copia métodos do tucano Álvaro Dias para tratar professores

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Igrejas midiáticas

 Entrevista especial com Viviane Borelli 

A midiatização está mudando as “lógicas e regras de atuação” das igrejas, especialmente das neopentecostais, que atuam mais a partir de “uma lógica midiática do que religiosa”, constata a jornalista e autora do livro Mídia e religião: Entre o mundo da fé e o do fiel (Rio de Janeiro: E-Papers, 2010), Viviane Borelli. Nesse processo, acentua, “o discurso religioso é adaptado para um discurso mais midiático, com mais visualidade, mais coloquialidade e menos aprofundamento”.
Para a pesquisadora, as igrejas neopentecostais atuam com mais profissionalismo porque “pensam e agem como mídia”, alimentando websites interligados a portais que “oferecem informações 24 horas”. Investimento contínuo em mídias digitais e o contato prolongado via internet são estratégias “para fazer com que o fiel permaneça conectado à 'sua igreja' o maior tempo possível”.
Na entrevista a seguir concedida por e-mail, Viviane Borelli também comenta a iniciativa da Igreja Universal do Reino de Deus – IURD, que convocou os fiéis a não consumirem informações não religiosas durante 21 dias. “Essa ‘abstinência’ tem um sentido simbólico, vinculado tanto a questões religiosas (abster-se e fazer um sacrifício em nome de sua fé) quanto midiáticas (atingir a concorrência, melhorar sua posição no índice de audiência). Portanto, nota-se que a Universal utiliza estratégias midiáticas para continuar existindo como igreja”, conclui.
Viviane Borelli é professora adjunta do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM. Jornalista formada pela mesma universidade, cursou mestrado e doutorado em Ciências da Comunicação na Unisinos.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Como as igrejas neopentecostais se posicionaram e se apropriaram da internet e das mídias digitais? Qual a especificidade dessas igrejas nessas mídias?
Viviane Borelli – As igrejas neopentecostais já nasceram na era das mídias diferentemente das igrejas seculares, que agora buscam compreender como funcionam os processos midiáticos e descobrir os modos de utilizá-los a seu favor. A evolução das técnicas e tecnologias de informação tem sido fator decisivo para a expansão das “igrejas midiáticas”. De uma forma geral, as igrejas neopentecostais possuem portais com canais que possibilitam o acesso a distintos conteúdos e plataformas de informação. Outra especificidade é que possuem, numa só plataforma de mídia, a convergência de várias linguagens – a escrita, a oral, a visual – na forma de distintas mídias. Através dos portais das igrejas, podem-se acessar os produtos impressos (revistas, jornais), os digitais (blogs, websites de notícias), além de poder acompanhar programas de rádio e televisão.
IHU On-Line – Como vê a inserção das igrejas na internet? Por que elas têm investido tanto nas tecnologias digitais, especialmente em sítios e serviços online?
Viviane Borelli – Nas mídias digitais, a linguagem deve ser própria para esse meio – muita visualidade, textos curtos e diretos que tentem capturar o leitor. Algumas igrejas têm investido nas mídias digitais ainda de uma forma pouco planejada. Já outras, especialmente as neopentecostais, têm se inserido na internet com mais profissionalismo, uma vez que se percebe que elas passam a atuar mais a partir de uma lógica midiática do que religiosa. Isto é, são igrejas, mas pensam e agem como mídia. Exemplos são os distintos websites que estão interligados aos portais e que oferecem informações 24 horas, que disponibilizam o acesso a emissoras de rádio e televisão para acompanhamento da programação, que têm um serviço mais de autoajuda, que possibilitam interações com o fiel através de pedido de orações, aconselhamentos, além dos sítios específicos para compra de produtos da “sua igreja”.
O investimento em mídias digitais é mais uma estratégia para fazer com que o fiel permaneça conectado à ‘sua igreja’ o maior tempo possível. O contato é prolongado para além da presença física nos templos e, por vezes, é substituído. O conceito de fiel muda, pois ele passa a ser concebido como alguém que deve ser capturado de qualquer forma, através de múltiplas estratégias que visam a sua permanência como integrante dessa igreja.
IHU On-Line – Recentemente, a Igreja Universal do Reino de Deus – IURD lançou um canal de televisão na internet e convocou os fieis a passarem 21 dias sem consumir informações não religiosas. Como a senhora avalia essa “abstinência audiovisual”?
Viviane Borelli – O direito à informação e à liberdade de expressão é garantido por lei e não há algum órgão ou instituição que tenha o poder de decidir o que cada um quer consumir em termos de mídia. Entretanto, pelo papel que representa perante o fiel, a instituição religiosa pode sugerir e até induzir o fiel a consumir determinada informação. Mas, no caso da IURD, não há garantias de que tenha sucesso nessa “convocação”, pois a decisão final cabe ao fiel. Numa sociedade plural, em que pensamentos e ideias circulam livre e ininterruptamente, esse tipo de atitude causa certo estranhamento. Não consigo imaginar em que medida o consumo de informações não religiosas poderia afetar a religiosidade de um fiel. Essa “abstinência” tem um sentido simbólico, vinculado tanto a questões religiosas (abster-se e fazer um sacrifício em nome de sua fé) quanto midiáticas (atingir a concorrência, melhorar sua posição no índice de audiência). Portanto, nota-se que a Universal utiliza estratégias midiáticas para continuar existindo como igreja.
IHU On-Line – A partir da programação específica para a internet, quais são os principais programas de TV neopentecostais? Qual a importância e o papel desses programas na prática das igrejas e na vivência do fiel?
Viviane Borelli – A maioria dos programas é de pregação, com quadros de aconselhamento, testemunho (onde fiéis relatam seus sofrimentos e ganhos após tornar-se fiel de determinada igreja). A inclusão da voz do “outro” é uma estratégia de captura de novos fiéis que poderão se identificar com aquela história ali relatada e passar a acessar a programação da igreja e/ou frequentá-la. Além disso, são divulgadas as ações da igreja pelo Brasil e pelo mundo com agenda de encontros, eventos, etc.
Essa prática obriga as igrejas a se estruturarem como mídias também, ou seja, devem ter um amplo rol de profissionais do campo da comunicação e ter um planejamento na área. Para os fiéis, implica em conhecer “sua igreja” para além dos templos e em vivenciar a fé através de vários formatos e linguagens.
IHU On-Line – O que significa essa “transferência” ou “desvio” das práticas religiosas para a TV e, da TV, para a internet? O que se ganha e o que se perde com isso?
Viviane Borelli – Isso implica em adequações de linguagens tanto para TV quanto para internet. O público que acessa a internet pode não ser o mesmo que acompanha a programação televisiva. Por este motivo não basta fazer uma transposição de uma mídia para outra, já que é preciso trabalhar com as especificidades de cada uma delas. Na internet deve-se explorar ao máximo a possibilidade de interação, que na televisão é menor. Não há como dizer o que se perde e o que ganha. Mas o certo é que está emergindo uma nova forma de religiosidade que ultrapassa a prática tradicional com a presença física no templo. O fiel aprende a “moldar” a sua igreja aos seus anseios e necessidades. Se não tem tempo de ir até a igreja mais próxima, acaba desenvolvendo estratégias e rotinas de contato com “sua igreja” através dos vários dispositivos midiáticos.
IHU On-Line – Qual é o objetivo das igrejas ao utilizar as mídias digitais?
Viviane Borelli – O principal objetivo é garantir o contato com o fiel e a permanência de sua “marca” junto a ele. Diante de uma ampla oferta no mercado das religiões, é preciso desenvolver estratégias para permanecer “vivo” junto aos seus fiéis, buscando também atingir mais fiéis e capturar o fiel da igreja “concorrente”. As estratégias são garantir e ampliar o sentimento de pertença do fiel, conquistar o fiel da “concorrente” e atrair as pessoas que se denominam “sem religião”.
IHU On-Line – Qual é o papel das mídias digitais para as igrejas neopentecostais? Que perfil de fieis as igrejas querem atingir com as mídias digitais?
Viviane Borelli – Nas mídias digitais, a possibilidade de interação é maior e, ao utilizar esse dispositivo, a igreja está ampliando o contato com o seu fiel e atingindo outros públicos. Saber utilizar os recursos que a web possibilita também é um diferencial para a igreja diante da “concorrência”. Busca-se atingir um fiel que precisa de um contato maior, que seja mais participativo e que tenha a disponibilidade de acessá-la por um tempo maior. Por isso, a oferta de produtos nas mídias digitais é tão intensa, pois ali pode estar aquele fiel que possui mais tempo para estar em contato com a igreja e que tenha uma melhor condição financeira.
IHU On-Line – Como a fé tem sido vivenciada a partir da internet e da midiatização?
Viviane Borelli – Através de algumas pesquisas de recepção, que não podem ser generalizadas, mas que dão algumas pistas de como a midiatização tem afetado a prática religiosa, temos observado que o fiel tem vivenciado sua fé de uma forma distinta. Mesmo o fiel que participa do dia a dia da comunidade e da igreja do seu bairro, por exemplo, concebe que é preciso acompanhá-la sempre e o máximo possível, seja através da programação na televisão, rádio e internet. Além disso, o mercado editorial e musical está em ampliação e profusão, fazendo com que o fiel compre CDs, DVDs e livros e, através deles, possa continuar em contato com a “sua igreja”. Os fiéis entrevistados em pesquisas sobre o processo de midiatização da religião relatam que, mesmo após irem ao templo, chegam em casa e ouvem os hinos de louvor, ligam a televisão e o rádio para ouvir os testemunhos e a pregação dos pastores. Além de utilizar a internet para conversar com outros fiéis em comunidades de relacionamento, por exemplo.
IHU On-Line – O processo de midiatização coloca as religiões em que ambiência social e cultural?
Viviane Borelli – A ambiência da midiatização transforma a lógica do contato que não ocorre mais de forma direta e presencial, pois passa a ser atravessada por dispositivos tecnossimbólicos, ou seja, os dispositivos possuem materialidades, uma técnica, tecnologias, e são, sobretudo, simbólicos porque carregam um sentido pretendido junto a um contexto social e cultural específico.
Nota-se que há uma espécie de retroalimentação, em que as mídias referem-se umas às outras como forma de “prender” o fiel junto à igreja através de distintas linguagens e tecnologias. Essa estratégia de autorreferencialidade é cada vez mais comum na sociedade em processo de midiatização, porque, diante de tamanha oferta, busca-se chamar atenção para si no intuito de se manter “vivo” e presente junto aos públicos.
IHU On-Line – Como as igrejas neopentecostais podem ser compreendidas em uma sociedade midiatizada?
Viviane Borelli – As instituições religiosas e, em especial, as neopentecostais têm mudado suas lógicas e regras de atuação em função dos processos midiáticos gerados pela ambiência da midiatização. Os templos são transformados para que os cultos possam ser televisionados e enquadrados para as mídias digitais. Passa-se a pensar em comunicação e em estratégias midiáticas submetendo-se às lógicas e linguagens da mídia. Nesse sentido, o discurso religioso é adaptado para um discurso mais midiático, com mais visualidade, mais coloquialidade e menos aprofundamento.
Na sociedade em processo de midiatização, não se pode mais pensar apenas como igreja, mas também como mídia sob risco de não atingir mais os seus públicos.
IHU On-Line – Que tipo de sujeito surge a partir da midiatização da religião?
Viviane Borelli – Surge um fiel que busca estar em contato com sua igreja além das formas tradicionais de contato. A relação também muda, pois agora é atravessada por dispositivos midiáticos. A mediação face a face entre igreja/pastor e fiel agora cede lugar a tecnointeração, em que o pastor continua em contato com o fiel, mas não mais de forma direta, e sim atravessada por dispositivos tecnossimbólicos. As formas tradicionais de se vivenciar a religião ainda permanecem, mas cada vez mais dividem espaço com as novas modalidades de se vivenciar a religião, agora midiatizada.
IHU On-Line – Qual é a postura que a mídia brasileira deve ter diante da midiatização da religião?
Viviane Borelli – É preciso perceber que estamos passando por mudanças muito significativas em nossa sociedade. As relações sociais mudam. A lógica do tempo afeta o modo de vivenciar as relações com os sujeitos e as instituições. Diante de uma sociedade cada vez mais marcada pela superficialidade e pela instantaneidade, as relações se transformam e cada vez mais a interação passa a ser atravessada por dispositivos técnicos e simbólicos. Nesse contexto, a mídia passa a afetar os modos através dos quais as instituições agem e também as relações entre os sujeitos. Por isso surge a sociedade em processo de midiatização.
As instituições religiosas são as que têm feito experimentações no sentido de midiatizar-se mais, como já foi falado acima, através do diálogo entre as mídias, do uso de estratégias midiáticas para atingir os seus públicos e do desenvolvimento de ações que buscam prolongar o contato com os seus fiéis para ampliar o sentido de pertencimento.
Os agentes midiáticos devem ter consciência de que estão atingindo e afetando as instituições e os sujeitos, voltando-se para seus problemas e questões no intuito de proporcionar debates públicos acerca de questões de interesse público.
No IHU
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De bicheiro a senador: passado ‘obscuro’ de Mário Couto põe ‘em xeque’ legitimidade do discurso anti-corrupção

Senador tucano Mário Couto
O senador Mário Couto (PSDB do Pará) tenta, mais uma vez, instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar supostas irregularidades no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Nos bastidores, a insistência do senador é vista como uma demonstração clara de perseguição ao diretor-geral do órgão, Luiz Antônio Pagot – já que ele próprio {Mário} é dono de um “obscuro histórico” em sua vida pública e privada, portanto sem legitimidade para cobrar lisura de terceiros.
Conhecido em seu Estado como “senador tapioca” e auto-intitulado paladino da moralidade, não conseguiu, sequer, explicar como seu nome foi citado em um crime de latrocínio (roubo seguido de morte), num assalto à agência do Banco do Brasil de Capanema, no Pará, em 1988. Durante a ação, a quadrilha do assaltante Raimundo Augusto Pereira, o “Cobra”, matou a tiros Francisca de Assis Pinheiro, (Processo 20020161891-Tribunal de Justiça / PA).
Segundo a história paraense, a arma usada no latrocínio, uma potente metralhadora, foi roubada de dentro de um Opala – o carro de luxo da época -, de propriedade do então bicheiro Mário Couto. Mas atualmente como homem público, o senador tenta vender a imagem de pessoa de luta, mesmo com um enorme rastro de acontecimentos suspeitos, principalmente na época em que foi deputado estadual e presidente da Assembléia Legislativa do Pará (AL).
Como presidente da AL, Couto comprou R$ 2,3 milhões de material elétrico da firma J.C.Rodrigues de Souza, uma micro-empresa (CNPJ 02431246/0001-34), entre os anos de 2005/2006. Entretanto, nas investigações consta que essa empresa nunca vendeu peças, principalmente de material elétrico. A J.C. Rodrigues vendia mesmo era farinha de mandioca e farinha de tapioca, uma das comidas típicas do Pará. Daí, segundo a imprensa local, surgiu o apelido de “Senador Tapioca”.
Não bastasse isso, o suposto empresário Antonio Carlos Fontelles de Lima, então presidente do Instituto de Previdência de Servidores da Assembleia Legislativa do Pará (Ipasep) na época em que Mário Couto era presidente da Casa, fez uma negócio milionário com o Centro de Diagnóstico Brasileu S/A Neves Ltda., do qual o próprio Fontinelles também era proprietário.
Foram negociados mais de R$ 15 milhões de dinheiro público, que rendeu um processo e uma prisão preventiva cumprida pela Polícia Federal dentro da “Operação Caronte” contra Fontelles, em 15 de abril de 2006. Nas investigações, ficou comprovado que o presidente do Instituto foi um dos principais doadores da campanha milionária de Mário Couto ao Senado, em 2006.
Aos 69 anos, Mário Couto — que nasceu na Vila Salvaterra, no município de Soure (Ilha do Marajó), em 14 de janeiro de 1940 — também já foi chefe regional do então Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER). Com o histórico na vida pública, tente negar sua participação como “Capo” do Jogo do Bicho no Pará, embora as evidências contra ele sejam muito fortes. E até hoje ainda há indícios de que ele continua na contravenção.
Consta que o parlamentar deixou de ser bicheiro em 26 de novembro de 1987, quando vendeu a Banca Arco-íris da Sorte para Raimundo Guimarães dos Santos. O comentário, não confirmado, é que o comprador é o mesmo “Capitão Guimarães”, um dos mais poderosos chefões do jogo do bicho do Rio de Janeiro e um dos mais conhecidos contraventores do país. Documentos comprovam essa transação.
O então contraventor Mário Couto também se envolveu em uma “briga de gigantes” com o bicheiro Bosco Moisés, dono da Banca JB, uma das mais antigas e tradicionais do Pará, hoje prefeito da cidade de Pirabas. Esse mesmo embate envolvia uma disputa por pontos de jogo pela liderança das Escolas de Samba “Rancho Não Posso Me Amofina”, com sede no bairro do Jurunas, e “Arco-íris”, com sede no bairro do Guamá. Na briga, surgiu a criação de mais uma banca de Mário Couto, “A Favorita”, com reduto de atuação na Rua Castelo Branco, também no bairro do Guamá.
Por causa desse histórico, Couto não é visto – nos corredores do Congresso Nacional – como a pessoa mais indicada para chamar ninguém de ladrão, como o fez quando pediu a cabeça de Pagot ao propor a criação da CPI. Ao se expor nessa “perseguição”, o senador Tapioca pode estar correndo o risco de “inverter o feitiço” e passar a ser investigado para explicar envolvimento em tantos escândalos.
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Como evitar o colapso?

O mundo está diante de um novo risco de colapso. Agora, de suas comunicações de banda larga e, em especial, da internet. Esse apocalipse pode ser resultado da convergência de mídias e do crescimento explosivo e desordenado dos diversos tipos de conteúdos, em especial de vídeo.
Vejam estes fatos: a cada minuto são postadas 36 horas de vídeo apenas no YouTube. O que mais preocupa os especialistas é o crescimento exponencial dos dispositivos de comunicação móvel, cujo total poderá chegar a 55 bilhões em 2020, ou seja, quase 6 vezes a população do planeta, aí incluídos aqueles utilizados para conexão entre pessoas, bem como entre máquinas.
No final de 2011, o mundo quebrará a barreira dos 6 bilhões de usuários de celular. A expansão dos smartphones e tablets cresce a mais de 20% ao ano.
Não se trata de sensacionalismo. A advertência é de ninguém menos que o secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações (UIT), Hamadoun Touré.
Na semana passada, durante o evento Futurecom, em São Paulo, ele declarou que "as redes mundiais de banda larga poderão entrar em congestionamento incontrolável e até em colapso, até 2015, se governos, agências reguladoras, operadoras de telecomunicações, provedores de serviço e produtores de conteúdo não estabelecerem novos padrões de regulamentação".
Apelo aos surdos. Touré diz que seu apelo até aqui não tem sensibilizado os responsáveis pelas soluções. Ele recorda, também, que, no passado, todas as formas de telecomunicações eram fortemente reguladas - do ponto de vista puramente técnico.
E exemplifica: "Imaginem o caos que o mundo enfrentaria hoje se o espectro de frequências radioelétricas fosse utilizado sem os cuidados impostos pelos regulamentos nacionais e internacionais".
Mesmo na atualidade, raros são os serviços de telecomunicações não licenciados ou livres de fiscalização, como Wi-Fi ou Bluetooth. Não se trata de nenhum controle político ou ideológico sobre a internet ou sobre os meios de comunicação de massa em geral.
"A questão", explica Hamadoun Touré, "se assemelha à do congestionamento de uma estrada que, a cada dia, recebe milhares de novos veículos sem ser ampliada para dar vazão ao tráfego. Não é difícil prever que, sem o devido alargamento, a velocidade dos veículos tenderá a zero."
O grande acordo. É claro que a solução não se resume à simples ampliação das redes de banda larga, mas, também, em formas de regulação do próprio processo de convergência de serviços. Para o secretário-geral da UIT, "é preciso que as empresas de telecomunicações, de um lado, e os produtores de conteúdo, de outro - incluindo aí os grandes provedores de internet, as grandes redes sociais e as empresas de comunicação de massa - cheguem a um acordo sobre o uso da infraestrutura comum".
Que fazer diante desse risco? Touré diz que sua esperança está numa reunião mundial que será realizada em Dubai, em novembro de 2012: "Desejo intensamente que nessa reunião mundial dos 193 países associados da UIT consigamos convencer a todos ou, pelo menos, à maioria, da gravidade dos riscos que nos ameaçam a todos e das providências que devem ser tomadas".
O último regulamento internacional do uso de redes é de 1988 e já se tornou totalmente obsoleto, com a chegada da internet, a digitalização da telefonia, a explosão da comunicação sem fio e da mobilidade e, em especial, da expansão da banda larga.
Como agência especializada das Nações Unidas, responsável pelas regras do uso das telecomunicações, regulação de frequências e de serviços para todos os países, a UIT não tem poder impositivo ou mandatório sobre os países-membros.
Sua atuação tem de buscar adesão puramente consensual e atuar com recomendações essencialmente técnicas.
O risco de colapso das redes e as dificuldades de convencer o mundo da gravidade desse perigo se parecem de alguma forma com as previsões de líderes como Al Gore, que há anos vêm pregando sobre os problemas do aquecimento global, de mudanças climáticas, da poluição e da escassez de recursos naturais, como a água doce.
A UIT tem tido a mesma dificuldade em sensibilizar os muitos atores envolvidos nesse processo de convergência tecnológica e de serviços.
Bug do milênio? Lembram-se do "bug do milênio" - anunciado aos quatro ventos como o risco de colapso de todos os computadores do planeta exatamente na passagem do último dia de 1999 para o primeiro do ano 2000?
É provável que o risco fosse verdadeiro, mas a maioria das empresas investiu na atualização de seus programas de segurança e nada aconteceu, praticamente.
Isso levou muita gente a supor que as previsões catastróficas fossem um grande trote ou golpe para vender soluções, sistemas e equipamentos de segurança. O que surpreende agora é a reação de muitas pessoas, que se irritam com a simples advertência dos líderes. E, para contestá-los, criam teorias conspiratórias, como se as advertências sobre o risco do colapso escondessem apenas interesses em provocar intencionalmente o pânico entre empresas e pessoas, para vender soluções ou mudar as relações de poder.
A questão não é prever o colapso, mas conscientizar o mundo de que, se as medidas certas não forem adotadas, o colapso pode ocorrer.
Ethevaldo Siqueira
No O Estado de S.Paulo
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Newsweek inova e leitor escolhe a capa

Com colaboração do Esquerdopata
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Identificamos o Manual do Pseudo-Esquerdista

Fenôneno constante nos últimos dez anos, o pseudo-esquerdista é aquele conservador ou reacionário que, na intenção de obter maiores vantagens pessoais ou se livrar de alguma encrenca, assume uma postura falsamente de esquerda.
É um garotão troleiro ultra reaça que, só porque é temperamental, acha que é feio assumir-se de direita. Ou é aquele cara reacionário demais que quer adotar uma postura "diferente" para não sair mais "queimado" do que está. Ou é aquele centro-direitista metido a "conciliador" com mania de bancar o "mais moderno", pegando carona em tudo que lhe soar vanguardista.
Certamente, o falso esquerdista não vai mergulhar a fundo no seu simulacro. Lhe horrorizam, por exemplo, blogues como os de Altamiro Borges e Raphael Tsavkko Garcia, e mesmo temas como a regulação da mídia, para o pseudo-esquerdista, são apoiados apenas nas linhas gerais, nos enunciados.
Sabemos que o falso esquerdista apenas quer fazer média, assinando Caros Amigos, Carta Capital e "esculhambando" a Folha, a Veja e a Globo. Nada muito sério, apenas para impressionar os amigos.
Por isso, identificamos várias caraterísticas dos pseudo-esquerdistas brasileiros, algumas delas bastante verossímeis, que fazem com que a turma reaça possa se tornar penetra na festa esquerdista sem despertar grande estranheza.
É um pessoal que pode bagunçar o coreto sem que possa ser tão criticado quanto um José Serra ou Diogo Mainardi. E que pode até lançar bobagens como "marxismo de mercado" que seu "socialismo de resultados" não ganha grande desconfiança, pelo menos na esquerda mais incauta.
Aqui estão os procedimentos que os pseudo-esquerdistas brasileiros de hoje costumam usar para seduzir a esquerda mais frágil:
1) Elogiar personalidades esquerdistas mais populares, cujo carisma é tão forte que até os familiares mais conservadores do pseudo-esquerdista admitem admirá-los, como o ex-presidente Lula, Fidel Castro e Ernesto Che Guevara.
2) Tratar ícones históricos da direita, como Cabo Anselmo, o senador estadunidense Joe McCarthy ou mesmo nomes como ACM, Sarney e Collor como se fossem inimigos distantes, ainda que no fundo eles sejam seus mestres e grandes ídolos.
3) Falar mal da grande mídia. Globo, Veja e Folha. Até com comentários exagerados, como dizer que Fátima Bernardes é feia e Fernando Henrique Cardoso não sabe ler nem escrever.
4) Bajular qualquer político ou personalidade de esquerda. Bajule até indiscriminadamente, na "cabra cega", desde que nenhum esquerdista tenha sido envolvido em algum incidente grave.
5) Se caso for, como a ministra da Cultura Ana de Hollanda, o pseudo-esquerdista costuma adotar uma posição contrária, porque ele observou que medidas como Creative Commons são muito apreciadas pelas esquerdas.
6) Procurar ler todos os periódicos da imprensa escrita de esquerda: Carta Capital, Caros Amigos e Fórum.
7) Seguir os blogues de esquerda mais populares, como Conversa Afiada, Brasilianas.Org, Viomundo e ContextoLivre.
8) Seguir, no Twitter, perfis de gente como Emir Sader, Paulo Henrique Amorim, Emiliano José.
9) Se seu background ideológico ter sido conservador, costuma aderir a canais neutros aparentemente simpatizantes das esquerdas, como o PMDB e a TV Record.
10) Só quando necessário, desmentir qualquer acusação de direitismo enrustido, isso quando a acusação se torna séria ou repercute entre seus próprios amigos. Aí, costuma-se fazer um dramalhão, quase sempre começando com expressões tipo "É um absurdo". Mas se o pseudo-esquerdista for um troleiro de Internet, a coisa costuma ficar mais fácil, disparando palavrões e xingações no acusador da ocasião.
Alexandre Figueiredo
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Aécio Neves e a farra dos aluguéis

Os gastos da verba indenizatória do senador Aécio Neves no primeiro semestre de 2011 custaram aos cofres públicos R$ 58.285,68.
Deste total, R$ 56.013,99 foram utilizados para pagar as despesas do seu escritório político em MG (uma vez que, desde abril deste ano, a Mesa Diretora do Senado só autoriza um escritório político por estado para cada senador).
O que causa espanto é que, enquanto Aécio Neves pagou com dinheiro público, em média, R$ 9.335,66 por mês com o aluguel e a manutenção do seu escritório, o prédio do IPSEMG (edifício de 12 andares e 12 mil metros quadrados de área construída) localizado na Praça da Liberdade – uma das regiões mais valorizadas de Belo Horizonte – será alugado pelo Governo de Minas para um grupo de empresários do setor hoteleiro pela bagatela de R$ 13.000,00.
O contrato, elaborado enquanto Aécio Neves ainda era governador de MG, foi firmado sob suspeita de fraude na licitação. O consórcio vencedor foi o Hotel Fasano, cujos sócios são Alexandre Accioly e Rogério Fasano, notórios amigos do ex-governador.
Quais as conclusões o cidadão mineiro pode chegar diante destes dados?
1. Ou o senador Aécio Neves está gastando de forma ineficaz o dinheiro público, pagando pelo aluguel de seu escritório político um valor acima do mercado; ou está gastando de forma imprópria, superfaturando o valor do aluguel.
2. Ou o Governo de Minas, sob a gestão de Aécio Neves e Antônio Anastasia, não soube administrar o patrimônio público, realizando um péssimo negócio com o grupo do Hotel Fasano; ou está cobrando um preço abaixo do valor de mercado pelo aluguel do prédio do IPSEMG para beneficiar os amigos do ex-governador.
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Minas: Greve dos professores não foi julgada ilegal e continua por tempo indeterminado

Nota de Esclarecimento
Na tarde dessa sexta-feira, 16 de setembro, o Sind-UTE/MG foi notificado da decisão do Desembargador, Roney Oliveira, na Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais.
O Desembargador concedeu parcialmente a tutela antecipada determinando a suspensão do movimento grevista, coordenado pelo Sind-UTE/MG, com o imediato retorno dos grevistas às suas atividades laborais, sob pena de multa gradativa de R$ 20.000,00 pelo primeiro dia de continuidade do movimento (19/09), de R$ 30.000,00 pelo segundo dia (20/09); R$ 40.000,00 pelo terceiro dia (21/09) e R$ 50.000,00 pelos dias subseqüentes, limitado o montante da pena a R$ 600.000,00.
Diante desta decisão, o Sind-UTE/ MG faz os
seguintes esclarecimentos:
1) A greve não foi julgada ilegal. A decisão do Desembargador é pelo retorno imediato, não havendo pronunciamento sobre a legalidade do movimento.
2) De acordo com o Desembargador, "a extensa duração do movimento grevista traz grave prejuízo aos alunos da rede pública, às voltas com a iminente e possível perda do ano letivo, o que tipifica o movimento como abusivo, na forma do art. 14, da Lei 7.783/89." A decisão do Desembargador teve como fundamento a duração do movimento. No entanto, no dia 05 de julho, o Sind-UTE/MG ajuizou a Medida Cautelar N°. 0419629-72.2011.8.13.0000, cujo relator também é o Desembargador Roney Oliveira.Nesta Medida Cautelar, salientamos a competência e a função judicial do Tribunal de Justiça, equiparado à do Tribunal Regional do Trabalho, para intermediar a solução do movimento de greve. Nesta ação, pedimos que o Tribunal de Justiça convocasse as partes (Sind-UTE/MG e Governo do Estado) para uma audiência de conciliação. Isto quer dizer que há 70 dias o Sindicato recorreu ao Tribunal de Justiça para evitar prolongamento da greve diante do impasse com o Governo do Estado. Mas, diferente da atuação na Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público, não houve decisão ao pedido feito pelo Sind-UTE/MG.
3) O Sind-UTE/MG recorrerá desta decisão, que é provisória, e apresentará nesta segunda-feira, dia 19/09, uma Reclamação junto ao Supremo Tribunal Federal, visto que além de desconsiderar a Lei Federal 11.738/08, desconsidera também a Lei Federal 7.783/89 que regula o direito de greve.
4) A greve, conforme decisão da categoria em assembleia realizada no dia 15 de setembro, continua por tempo indeterminado e não será suspensa em função desta decisão judicial.
5) Lamentamos o papel exercido pelo Ministério Público Estadual que se omitiu em relação à contratação de pessoas sem formação para atuar nas salas de aula, em relação ao não investimento em educação, por parte do Governo do Estado, do mínimo previsto na Constituição Federal. Ele não zelou pelo cumprimento de uma lei federal no Estado de Minas Gerais e se posicionou claramente a favor do Governo do Estado.
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Blair diz que Quarteto mantém esforços para dissuadir a Palestina

O enviado especial do Quarteto para o Médio Oriente, Tony Blair, afirmou este domingo que se mantêm os esforços de dissuadir os palestinianos de pedir o reconhecimento do Estado palestiniano à ONU.
Em declarações ao canal de televisão americano ABC, Tony Blair afirmou que "há um caminho para evitar um confronto" e que "a única forma de alcançar um Estado palestiniano (...) passa pelas negociações".
O Quarteto para o Médio Oriente inclui os Estados Unidos, a União Europeia, a Rússia e a ONU.
Referindo que os palestinianos têm "aspirações legítimas", Tony Blair sublinhou que "é importante delinear um calendário para chegar às negociações e esse trabalho está em curso", com o Quarteto a querer elaborar uma declaração que seja "um quadro de referência para as negociações".
"Eu penso que é possível superar os obstáculos e conseguir esse documento [declaração] e se o conseguirmos, o que quer que aconteça nas Nações Unidas, será num clima menos conflituoso", sublinhou o político.
O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, anunciou na sexta-feira que vai apresentar a 23 de Setembro um pedido de adesão de um Estado palestiniano à ONU, o qual tem obrigatoriamente de ser submetido ao Conselho de Segurança.
Sugestão de Fada do Bosque
No Jornal de Notícias
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UNICEF confirma: 0% de Desnutrição Infantil

 Em Cuba 

O último informe da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) intitulado "Progresso para a infância, um balanço sobre a desnutrição", determinou que atualmente existam no mundo 146 milhões de crianças, menores de cinco anos, com graves problemas de desnutrição.
De acordo com o documento, 28% desse total encontram-se na África, 17% no Oriente Médio, 15% na Ásia, 7% na América Latina e Caribe, 5% na Europa e outros 27% nos países em desenvolvimento.
Cuba, porém, não tem este problema, sendo o único país da América Latina e Caribe que eliminou completamente a desnutrição infantil de sua realidade, graças aos esforços governamentais para melhora da alimentação, especialmente dos grupos mais vulneráveis.
Também a FAO (Fundo para Alimentação e Agricultura) reconheceu Cuba como a nação com mais avanços na América Latina e Caribe, na luta contra a desnutrição. Isto se deve ao fato do Estado cubano garantir uma alimentação básica a todos e promover os benefícios da amamentação materna, até os seis meses de idade e, até os sete anos, garantir um litro de leite diário para cada criança. Não é por nada que, a própria ONU situa Cuba na vanguarda do cumprimento das metas de desenvolvimento humano.
Para o ano de 2015, Cuba aponta na eliminação total da pobreza e a garantia à sustentabilidade ambiental.
Tudo isto sob o criminoso bloqueio ianque, de mais de 50 anos.
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A Campanha do Voto Distrital

A recente campanha em favor do voto distrital tem uma história curiosa. Primeiro, foi divulgada com o estardalhaço que a mídia de direita dedica aos temas que considera prioritários, ocupando a capa de revistas e as colunas de seus comentaristas mais prestigiados. Depois, teve seu lançamento “sério” e “oficial”.
Aconteceu esta semana, em São Paulo, no Instituto Millenium, seu 7º Colóquio, com uma interrogação no título “Voto Distrital ou Proporcional?”. Os participantes responderam em coro (quase unânime): distrital.
Várias coisas foram interessantes no evento. Uma, é que, praticamente, tudo que havia sido publicado pela imprensa em defesa do voto distrital estava lá: os mesmos especialistas que ouviu eram os palestrantes, os números e cálculos divulgados tinham sido preparados para ele.
Parece que a mídia conservadora teve acesso privilegiado e pode antecipar o que seria tratado no Colóquio.
Outra é que, nele, tudo estava mais claro que na imprensa. Enquanto ela apresentou sua argumentação como se resultasse de reportagens e trabalhos “técnicos”, no Colóquio a posição política da maioria dos convidados estava escancarada: o presidente do movimento “Endireita Brasil” foi o mediador dos debates, por exemplo.
O evento foi realizado na sede da Federação do Comércio de São Paulo.
O Instituto Millenium congrega empresários, banqueiros, alguns intelectuais e muita gente da grande imprensa: os proprietários dos maiores veículos de comunicação, seus chefes de redação, alguns jornalistas e comentaristas, quase todos os personagens que costumam ouvir quando precisam da opinião de “entendidos” (em qualquer coisa, desde a crise da Líbia à musica popular). Não esquecendo diversos ex-integrantes do governo Fernando Henrique.
Na sua apresentação, o Instituto diz que é “referência na divulgação dos temas democracia, liberdade, estado de direito e economia de mercado”. Seu objetivo explícito é “atingir a opinião pública, conscientizando-a sobre os valores que considera primordiais para o fortalecimento da democracia e para o desenvolvimento do país”.
Trata-se de um think tank da direita brasileira, uma organização destinada a preparar e propagandear sua agenda para o país. A grande diferença que tem em relação a instituições semelhantes em outros países (como os Estados Unidos, onde existem diversas), é a super-representação, em seus quadros, de dirigentes dos grandes grupos da indústria da comunicação.
Enquanto suas congêneres no exterior precisam dar tratos à bola para levar suas ideias à mídia, aqui as coisas podem ser resolvidas amigavelmente, com todo mundo sentado em torno da mesma mesa.
Não é, no entanto, a primeira vez que, no Brasil, uma entidade como o Instituto Millenium existe e tem essa ligação orgânica com a grande imprensa. No início dos anos 1960, houve algo parecido: o IPES - Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, de atuação nada irrelevante na criação das condições sociais e políticas que levaram ao golpe de 1964. (Chega a ser engraçado: os pais de alguns membros e mantenedores do Millenium fizeram parte do IPES, confirmando a tese de que “filho de peixe, peixinho é”.).
Mas isso não quer dizer que o Millenium, nem seus integrantes (certamente não todos), sejam golpistas.
É evidente que as pessoas de direita têm todo o direito de se reunir para discutir suas ideias. De procurar fazer com que elas sejam conhecidas pela sociedade. De usar suas empresas e seu dinheiro para isso.
É natural, na democracia, que apoiem os candidatos com que mais se identificam. Que façam oposição àqueles de que discordam: os esquerdistas, socialistas, progressistas. E que não gostem dos petistas e “lulopetistas” (palavra inventada pelos jornais dos empresários que integram o Instituto).
Seria bom para todos, no entanto, que houvesse mais transparência nas relações entre a direita e alguns grupos de mídia. Que elas fossem assumidas com franqueza.
Pode-se concordar ou não com a campanha pró-voto distrital. Mas é ruim quando a opinião pública não fica sabendo de onde vem, quem a inspira e organiza. O risco é que ela compre gato por lebre.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

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IstoÉ o fim da ética, a revista que se vende por quilo

Da Direção Nacional do MST
A revista IstoÉ publica na capa da edição desta semana um boné do MST bem velho e surrado, sob terras forradas de pedregulhos.
Decreta na capa “O fim do MST”, que teria perdido a base de trabalhadores rurais e apoio da sociedade.
Premissa errada, abordagem errada e conclusões erradas.
A mentira
A IstoÉ informa a seus leitores que há 3.579 famílias acampadas no Brasil, das quais somente 1.204 seriam do MST.
A revista mente ou equivoca-se fragorosamente. E a partir disso dá uma capa de revista.
Segundo a revista, o número de acampamentos do MST caiu nos últimos 10 anos. E teria chegado a apenas 1.204 famílias acampadas, em nove acampamentos em todo o país.
Temos atualmente mais de 60 mil famílias acampadas em 24 estados.
Levantamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) aponta que há 156 mil famílias acampadas no país, somando todos os movimentos que lutam pela democratização da terra.
A revista tentou dar um tom de credibilidade com as visitas a uma região do Rio Grande do Sul, onde nasceu o Movimento, e ao Pontal do Paranapanema, em São Paulo.
Se contassem apenas os acampados nessas duas regiões, chegariam a um número bem maior do que divulgou.
A reportagem poderia também ter ido à Bahia, por exemplo, onde há mais de 20 mil famílias acampadas que organizamos.
O repórter teve oportunidade de receber esses esclarecimentos e até a lista de acampamentos pelo país.
Mas não quis ou não fez questão, porque se negou a mandar as perguntas por e-mail para o nosso setor de comunicação.
Outra forma seria perguntar para o Incra ou pesquisar no cadastro do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).
Tampouco isso a IstoÉ fez.
Se foi um erro, além de incompetente, a direção da IstoÉ é irresponsável ao amplificá-lo na capa da revista.
Se não foi um erro, há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia, como escreveu William Shakespeare.
O desvio
A IstoÉ se notabilizou nos últimos tempos nos meios jornalísticos como uma revista venal. A revista é do tipo “pagou, levou”. Tanto é que tem o apelido de "QuantoÉ".
Governos, empresas, partidos, entidades de classe, igrejas (vejam a capa da semana anterior) compram matérias e capas da revista. E pagam por quilo, pelo “peso” da matéria.
A matéria da IstoÉ não é fruto de um trabalho jornalístico, mas de interesses de setores que são contra os movimentos sociais e a Reforma Agrária.
Não é de se impressionar uma vez que a revista abandonou qualquer compromisso com jornalismo sério com credibilidade, virando um “ativo” para especuladores.
Nelson Tanure e Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, banqueiro marcado por casos de corrupção, disputaram a compra da revista em 2007.
Com o que esses tipos têm compromisso? Com o dinheiro deles.
Reação do latifúndio
A matéria é uma reação à nossa jornada de lutas de agosto.
Foram mobilizados mais de 50 mil trabalhadores rurais, em 20 estados.
Um acampamento em Brasília, com 4 mil trabalhadores rurais, fez mobilizações durante uma semana e ocupou o Ministério da Fazenda para cobrar medidas para avançar a Reforma Agrária.
A jornada foi vitoriosa e demonstrou a representatividade social e a solidez das nossas reivindicações na luta pela Reforma Agrária.
O governo dobrou o orçamento para a desapropriação de terras para assentar 20 mil famílias até o final do ano, liberou o orçamento para cursos para trabalhadores Sem Terra, anunciou a criação de um programa de alfabetização e a criação de um programa de agroindústrias.
Interesses foram contrariados e se articularam para atacar o nosso Movimento e a Reforma Agrária. Para isso, usam a imprensa venal para alcançar seus objetivos.
Os resultados da jornada e a reação do latifúndio do agronegócio, por meio de uma revista, apenas confirmam que o MST é forte e representa uma resistência à transformação do Brasil numa plataforma transnacional de produção de matéria-prima para exportação e à contaminação das lavouras brasileiras pela utilização excessiva de agrotóxicos.
A luta vai continuar até a realização da Reforma Agrária e a consolidação de um novo modelo agrícola, baseado em pequenas e médias propriedades, no desenvolvimento do meio rural, na produção de alimentos para o povo brasileiro sem agrotóxicos por meio da agroecologia.
No MST
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Ecologia das novas mídias tem Casa Grande e Senzala

Quando eu era criança, em Bauru, existia uma figura quase mítica chamada coronel Amazonas.
Eu digo mítica porque não consigo encontrar hoje em dia informação sobre este personagem, que com certeza foi importante para implantar a primeira rede de televisão de alcance nacional no Brasil, se de fato ele fez o que era atribuído a ele.
O coronel Amazonas era o homem das torres.
Naquele tempo não existia satélite e as imagens de TV eram distribuídas a partir de torres que ficavam na parte alta das cidades.
Era o tempo do regime militar e uma das poucas coisas que as pessoas reinvindicavam, então, era um sinal de TV sem chuvisco.
Teve muito vereador e prefeito do interior que se elegeu graças ao bom sinal de TV que “trazia” para a cidade.
O mítico personagem de minha infância, o coronel Amazonas, era quem cuidava da expansão da Rede Globo.
Pelo que contavam, ele chegava na Prefeitura, pedia um terreno na parte alta da cidade, ganhava o terreno público, instalava os equipamentos e o sinal da Globo chegava sem chuviscos.
A Globo tinha uma relação simbiótica com o regime e facilidade para importar equipamentos.
Era uma vantagem enorme em relação aos concorrentes, já que ninguém queria ver TV com chuviscos.
O sinal da Globo era limpinho. O das outras emissoras, quando chegava, era irregular.
Estou falando do tempo em que a TV tinha acabado de ser importada dos Estados Unidos.
Do tempo em que a doutrina de segurança nacional tinha acabado de ser importada dos Estados Unidos.
Do tempo em que parte da esquerda brasileira queria importar o foquismo, de Cuba.
O foquismo dizia que para fazer a revolução você precisava criar um foco numa área geográfica e, a partir daí, expandir o bolo.
A esquerda queria expandir o bolo para fazer a revolução.
A direita dizia que era preciso primeiro crescer o bolo, para só depois dividir.
O foquismo não foi para frente no Brasil, mas lutar contra ele foi a justificativa para que o regime militar e a Rede Globo fossem para a frente.
O regime acreditava que era preciso integrar o Brasil e que isso seria feito por uma emissora de TV de alcance nacional.
A Globo cresceu junto com a Embratel, que era a empresa pública de comunicações.
O coronel Amazonas, funcionário da Globo, era o nexo do arranjo entre o Estado e a iniciativa privada, financiado com dinheiro público.
Dei esse exemplo porque não dá para falar em mídia no Brasil sem falar em história da mídia.
A história da mídia brasileira é marcada pela relação dela com o Estado.
Foi D. João VI quem criou a Imprensa Nacional.
Não foi por acaso que a TV Excelsior, que pertencia a um empresário que se opôs ao golpe de 64, faliu, enquanto outros grupos de mídia, os que apoiaram o regime, se deram bem.
Quando o regime militar decidiu criar novas redes de TV no Brasil, o grupo Jornal do Brasil, que tinha um jornalismo combativo, se candidatou.
Mas alguém não deixou.
Ganharam o Silvio Santos e o Bloch, cujas empresas mal ou bem estão aí até hoje (a TV Manchete, do Bloch, virou Rede TV, a do Pânico).
O JB agora é um site na internet.
Com a TV, você alavanca outros negócios. No bom e no mau sentido.
A Globo fez o jornal O Globo crescer com anúncios na programação de sábado, que promoviam a edição de domingo de O Globo.
Assim começou a morrer o Jornal do Brasil.
Hoje chamam de sinergia, mas naquele tempo era ‘uma mão lava a outra’.
Meu ponto é que a tremenda concentração no controle dos meios de comunicação e a tremenda concentração das verbas publicitárias no Brasil, uma das maiores do mundo, não é por acaso.
É fruto de uma relação simbiótica entre poder e mídia.
E poucos tem interesse em se livrar dela.
Hoje o maior anunciante no Brasil é o governo federal. As agencias de publicidade tem um troço chamado BV, bônus de valorização, pelo qual elas recebem incentivo financeiro para manter os anúncios com os grupos de mídia que já são grandes.
É um instrumento para tornar a concentração permanente.
Podemos dizer que na mídia o capitalismo ainda não chegou ao Brasil.
Nenhum de nós tem qualquer chance de competir em igualdade de condições, ainda mais porque políticos são donos de meios de comunicação e os meios de comunicação são donos dos políticos.
Não é por acaso que o Sarney é dono do Maranhão e dono da mídia do Maranhão.
Se forem votar no Congresso uma lei que afete seus negócios, o Sarney vai votar em defesa de seus negócios ou em defesa do interesse público?
Capitania hereditária, versão do século 21.
É por isso que não temos leis sobre propriedade cruzada, por exemplo.
(Adendo: lei que proíbe que o dono de uma emissora de TV tenha também jornais ou emissoras de rádio no mesmo mercado, o que dá a ele vantagens sobre os concorrentes)
No Sul, o dono da rede de TV é dono de emissoras de rádio e dono de jornais.
Portanto, é dono dos políticos que, em tese, seriam eleitos para lutar, por exemplo, contra a propriedade cruzada.
Os políticos que trabalham contra a propriedade cruzada são reféns da propriedade cruzada.
Quem atacar a propriedade cruzada é demonizado na mídia pelos beneficiários dela.
A defesa deste modelo ‘perfeito’ é tão grande que quando você mostra que a liberdade de imprensa no Brasil é exercida por poucos é acusado de ser ’sujo’.
Ou de ser contra a liberdade de imprensa.
Fazem uma confusão deliberada entre a liberdade dos empresários, que é de poucos, e a liberdade de expressão, que deveria ser de todos, mas não é.
De maneira que, quando vocês querem falar em ‘ecologia das novas mídias’, um termo da moda, eu diria que neste ambiente que eu acabei de descrever os peixes pequenos nunca vão crescer.
Twitter, Facebook, redes sociais?
O impacto de tudo isso é relativamente pequeno e não há nada que impeça os grandes grupos de mídia de disputarem esses espaços com todos nós.
Quem terá mais “likes” no Facebook, uma emissora de TV que é vista por milhões ou eu?
Quem terá mais seguidores no Twitter, a Patrícia Poeta, que aparece na Globo, ou o Leandro Fortes?
Não existem “novas mídias” no Brasil.
É a velha mídia que trocou de roupa.
Luiz Carlos Azenha
PS do Viomundo: Durante o debate, um dos participantes definiu a “ecologia das novas mídias” como as 300 pessoas que ganham dinheiro como ‘agregadas’ de um portal. É o mesmo princípio que fez o Huffington Post bombar, ou seja, juntar blogueiros de todos os Estados Unidos que ganhavam algum para transferir tráfego para o portal — e receber algum (tráfego e dinheiro) de volta. Ou seja, os blogueiros ralam desesperadamente produzindo conteúdo para o portal, que fatura sobre o trabalho deles e devolve algum. Sem qualquer compromisso ou benefício trabalhista. Quem ganhou dinheiro mesmo com este ‘modelo de negócios’ foi a Ariana Huffington. Eu diria que é o modelo Casa Grande e Senzala das novas mídias. O blogueiro ganha algum, desde que se conforme com a senzala.
* Esse texto foi escrito para um seminário sobre Novas Mídias, do qual participei em São Paulo. O texto publicado antes do debate sofreu modificações para refletir outras ideias tratadas na discussão.
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Ato contra a corrupção da mídia golpista

O camarada Ênio Barroso


O companheiro Gerson Carneiro

No Maria da Penha Neles!
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Doutor Lula

No dia 27, Lula receberá em Paris o título de doutor Honoris Causa do Instituto de Ciências Políticas de Paris, a prestigiosa 'Sciences Po'.
Será o seu sexto doutorado honorífico. Outro dia ele contou: ''Estou com mais de dez convites para receber esses títulos, mas agendei-os aos pouquinhos, para fazer o Fernando Henrique sofrer lentamente''. (Elio Gaspari)
Magno Martins
Por Nehemias Fernandes Jaques
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Mafalda

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Eduardo Galeano - El Derecho al Delirio

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Capas confirmam: "Veja" não faz jornalismo

A foto ideologizada que demoniza o líder do MST 
e a "matéria" que trata a reforma agrária como
caso de polícia.
Momentos de delírio absoluto... 
Veja assume o papel de Mãe Dinah e faz do jornalismo
um exercício de adivinhação e de futurismo. 
O motivo é político: ocupar o espaço da oposição.
Pois é, era o presidente moderno e perfeito
para o Brasil da redemocratização. 
Jornalismo virou marketing político.
Deu no que deu...
Ilações e suposições, achismos e nenhuma novidade.
"Jornalismo" feito sem fontes.

Valeu até tentar invadir quarto de hotel.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
(ANVISA) viu-se obrigada a vir a público para dizer: 
cuidado, não é verdade!
A revista das celebridades.
Enquanto a revolução acontecia nas ruas do Egito,
a capa era sobre "bom-mocismo" (e notem ainda que
Veja chama árabes de "radicais islâmicos").
Em tom de alerta, o preconceito escancarado. 
Só faltou completar a manchete e escrever: 
"essa nova classe média não sabe mesmo votar!".
Gato por lebre - era a opinião da revista,
mas surgiu travestida de "reportagem". 

E o tal do ouvir sempre o "outro lado",
princípio elementar do bom Jornalismo?
Os dólares? Jamais apareceram. Apuração, rigor e precisão -
a gente não vê por aqui. Até os EUA disseram
que a revista estava exagerando.
O desejo da revista, antes da
eleição de Dilma...
... e o desejo da revista, quando
a eleição de Dilma já era inevitável.
O julgamento não tinha acontecido.
Mas a revista já estabelecia a sentença.
Jornalismo policialesco e espetacularizado,
versão I.
Precisa mesmo escrever alguma coisa?
Veja insiste no erro.

Jornalismo policialesco e espetacularizado,
versão II.
Uma das especialidades? Disseminar pânico e
histeria coletiva. "Jornalismo" de oposição, mais uma vez.

Equilíbrio e honestidade -
a gente também não vê por aqui.
Os tablóides sensacionalistas 
ingleses não fariam melhor.
E, vamos combinar, selecionei apenas algumas das capas mais representativas do "não jornalismo" praticado por Veja. Os leitores do Blog certamente se lembrarão de inúmeras outras...
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Como ontem a imprensa e a "oposição sem rumo" tentam atrasar o progresso do Brasil

Brasília nunca vai dar certo. Vai ser só veraneio.
No Aposentado Invocado
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Charge online - Bessinha - # 812

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Quando é que vou ganhar dinheiro na rede?

É uma pergunta frequente, nas palestras que faço por aí.
Jovens jornalistas, jovens que pretendem ser empresários ou que já são microempresários, de mídia ou não, querem que eu diga quando eles vão ganhar dinheiro na internet.
Diz-se que a rede é o grande equalizador, que basta você ter uma boa conexão de banda larga — mesmo que seja numa lanhouse — para competir em igualdade de condições.
Hoje, no Brasil, isso é uma ilusão para a imensa maioria, diria eu.
Primeiro é preciso qualificar: a existência de lanhouses não garante que a grande maioria dos brasileiros tenha acesso a internet suficientemente rápida e de forma ininterrupta que tocar um negócio através da web.
Existem, sim, algumas exceções, mas não são a regra. Frequentar lanhouse envolve um custo significativo e o mesmo vale para quem quer trabalhar em casa: é preciso pagar o equipamento e a conexão.
Sim, eu sei, as novas tecnologias de informação rebaixaram enormemente os custos para montar um negócio, jornalístico ou não.
Mas, a não ser que você tenha uma ideia genial que não envolva produção/estoque/venda/entrega e cobrança, é forçar a barra dizer que a mera existência das novas mídias cria um campo de negócios em que todos possam competir.
Acesso a capital, portanto, continua sendo tão essencial quanto antes. A não ser que você ganhe na loteria, receba herança ou seja de família rica, precisa de dinheiro para tocar o negócio. Para muitos significa dupla de jornada de trabalho.
Muito embora o acesso a empréstimos no Brasil tenha melhorado muito nos últimos anos, ainda estamos longe do ideal. Os candidatos a pequenos empresários precisam oferecer bens como garantia para obter empréstimos. O capitalismo dos ‘pequenos’ envolve, portanto, riscos relativamente muito maiores. O capitalista corre o risco de perder seu capital. Você corre o risco de perder a casa!
Se uma grande empresa tem capital para manter uma equipe de advogados e para se desvencilhar dos trâmites burocráticos — para não falar do poder de pressão — o que dizer dos jovens empresários?
Dito isso, falemos especificamente do mercado para jornalistas na rede.
Há dinheiro neste negócio que justifique tentar a sorte por conta própria?
Por enquanto, não.
A não ser pelos anúncios do Google, hoje adotados por um grande número de blogs e sites — este, inclusive –, anúncios aleatórios escolhidos pelo Google para casar com o conteúdo publicado, não há nenhuma outra forma de renda constante para um blogueiro em início de carreira, até porque os anúncios do Google dependem de um tráfego de visitantes que ele ainda não tem.
Portanto, também aqui, não há um campo equilibrado.
Como escreveu o publicitário Maurício Machado, há distorções no assim chamado ‘livre mercado’ que são responsáveis pela gigantesca concentração das verbas em alguns grandes grupos de mídia, verbas muitas vezes públicas, já que as três esferas de governo controlam as maiores verbas publicitárias do Brasil.
E os grupos que hoje recebem estas verbas, muitas vezes, exercem um verdadeiro terrorismo para garantir que tudo continue como está. Qualquer ameaça, comercial ou ideológica, ao modelo concentrador, é tratada, no extremo, com assassinatos de reputação.
Há mais um aspecto a considerar, neste caso específico para jovens jornalistas ou estudantes que querem garantir a própria sobrevivência na internet.
Se fazem isso ainda empregados, correm o risco de não ter acesso às ferramentas que poderiam utilizar para promover seus próprios negócios.
Praticamente todos os grupos de mídia exercem controle sobre o uso que seus funcionários fazem das mídias sociais, como blogs, facebook, twitter.
Como escreveu Leandro Fortes, neste texto, existe um caráter de controle ideológico nisso.
Mas há uma questão comercial, também: quem é que vai arriscar o emprego por causa de um post no blog que pretende transformar em seu futuro negócio? Qual o grau de liberdade que pode ser exercido por um jornalista sob estas condições?
Mas, sem o emprego que garante a atividade paralela, qual a perspectiva de sobreviver na rede?
Bem, se você tiver ou conseguir dinheiro privado, por exemplo, para investir em seu próprio negócio jornalístico na rede, sem que o empréstimo limite sua capacidade de produzir conteúdo — o que é, digamos, raro –, se eu fosse você investiria em um blog local ou regional, para aproveitar os buracos deixados pelas grandes mídias na cobertura local, especialmente considerando que os grupos regionais quase sempre estão conectados a um projeto político reprodutor do ‘pensamento único’.
Essa concentração regional é fortemente incentivada pela ausência de leis que limitem a propriedade cruzada, ou seja, que impeçam o mesmo dono/grupo de controlar emissoras de TV, jornais e emissoras de rádio locais.
Temos, portanto, no Brasil, mecanismos fortemente enraizados para promover e manter a concentração do poder político, do dinheiro e da mídia nas mãos de alguns, tanto na esfera federal quanto na local.
Isso não deve servir de desalento a nenhum de vocês, jovens estudantes, jornalistas ou empresários.
É apenas a constatação de que, para sobreviver exclusivamente de negócios na rede, especialmente os ligados à atividade jornalística, não basta querer, ter boas ideias e trabalhar duro.
É preciso ao mesmo tempo lutar por acesso a financiamento a custo baixo, pela pulverização das verbas publicitárias e de fomento e por limites à propriedade cruzada.
Ou isso ou vamos continuar na toada daquele antigo slogan, usado durante o governo Sarney:
Brasil, Tudo pelo Social.
Quem não couber use o de serviço.
Luis Carlos Azenha
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