13 de set de 2011

Empresário de Caruaru chama frequentadores de shopping de ‘gente baixa’, favelas e fedidos

Os comentários preconceituosos foram escritos no dia 7 de setembro. No dia 09 a FECONESTE (Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Norte e do Nordeste) emitiu uma nota de repúdio que pode ser lida aqui.
A repercussão fez com que o empresário pedisse desculpas públicas, já que seu preconceito foi disseminado pelas redes sociais.
O empresário tem uma loja no shopping, no qual ele considerou que pessoas da periferia não deveriam ir. Os moradores de Caruaru poderiam passar longe da Village Modas, a loja do empresário preconceituoso, não é mesmo? Quem sabe o preço do preconceito sentido no bolso evite novas expressões de preconceito?
No Maria Frô
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O Tea Party brasileiro e seu precioso R$1,26

Talvez muita gente não saiba, mas o nome do movimento de extrema-direita nos Estados Unidos é Tea Party por conta de um episódio ocorrido no processo de independência daquele país, conhecido como Festa do Chá de Boston, quando um grupo de colonos americanos, protestando contra os impostos exigidos pela Coroa inglesa, usaram roupas de índios e atacaram um navio da Companhia da Índias Orientais carregado de folhas de chá.
Foi justamente por causa dos impostos – e não por causa da independência – que o movimento, agora, apropriou-se deste nome. O programa deste setor do Partido republicano – e, de certa forma, de todo o partido – se resume em cortes de impostos.
Ninguém, é claro, seria contra qualquer corte de imposto se isso não comprometesse aquele mínimo de equilíbrio para merecer o nome de civilizada.
Mas não é assim. Aqui, a imprensa brasileira, sempre desejosa de mostrar que seu “modelo” mundial é um território paradisíaco de baixos impostos, noticiou que o presidente Barack Obama anunciou um plano para combater o desemprego que corta impostos. Verdade. Corta impostos sobre folha de pagamento e pequenas empresas, além de aumentar benefícios sociais aos desempregados e propor um programa de obras públicas e de construção civil para minorar a desocupação que levou o país a um recorde de pobreza, anunciado oficialmente hoje.
Se você refletir, vai ver que não há nada de muito diferente do que se fez aqui, com a ampliação do Simples, desonerando as micro, pequenas e médias empresas e com os programas integrantes do PAC, destacadamente o Minha Casa, Minha Vida.
Mas o programa de Obama também prevê aumento de impostos, uma vez que não há mágica que faça dinheiro aparecer do nada. Segundo a Agência Reuters, “o plano de Obama levantará 400 bilhões de dólares nos próximos 10 anos ao colocar novos limites sobre deduções para pessoa física com renda superior a 200 mil dólares por ano e para famílias com renda de mais de 250 mil dólares. O restante do dinheiro virá de outros impostos, incluindo taxas sobre donos de jatos corporativos e sobre a indústria de gás e petróleo.”
Em resumo, aumento do Imposto de Renda, sobre propriedade e sobre atividades excepcionalmente rentáveis.
Nos EUA, quem ganha acima de US$ 200 mil (R$ 340 mil) por ano paga uma alíquota entre 33 e 35%, antes do aumento. Aqui, paga 27,5%.
O desemprego americano reflete-se diretamente os serviços de saúde. Cerca de 50 milhões de americanos estão, por conta de um sistema privado de saúde, baseado em planos de saúde empresariais, por conta do desemprego, estão sem qualquer cobertura médica. Não tem SUS por lá.
Todos querem recursos para a saúde. Mas não podemos fazer aumentos de impostos, porque isso sufocaria nossa economia. Verdade, se estes impostos forem criados sobre a cadeia produtiva. Mas não se forem aplicados sobre a renda e sobre transações que não estimulem nossa economia.
A classe média alta e a elite brasileira não estão afogadas em impostos. O sistema tributário brasileiro castiga os pobres: 53,9% dos rendimentos daqueles que ganham até dois salários mínimos é consumido em tributos indiretos. Já entre os mais ricos, com renda acima de 30 salários mínimos – R$ 16,35 mil mensais - a carga tributária é de 29% dos rendimentos. Tanto não é desesperadora a situação de nossa classe média alta que o número de turistas brasileiros que visitaram os Estados Unidos no primeiro semestre de 2011 cresceu 28,1%, em comparação com o mesmo período de 2010. Só no mês de junho o crescimento foi de 33,8%. E cada um deles deixa lá, em média, R$ 10 mil.
A presidenta Dilma tem razão. A CPMF desmoralizou-se pelo fato de ter sido sua renda destinada a outras despesas que não às do sistema de Saúde. Mais ainda, porque teve o erro de origem de não incidir sobre aqueles que movimentavam a partir de certo valor em suas contas, o que poderia ter sido limitado a, por exemplo, dez salários mínimos. Isso foi o que Lula tentou fazer, mas as pressões já eram grandes demais para que isso fosse viável.
Nos Estados Unidos, Obama tem pouca chance de aprovar seu plano para gerar empregos, porque nem a oposição nem a grande mídia – salvo exceções – se oporá às elevações de importo. Aqui, da mesma forma, não existem condições políticas de recriar a CPMF.
Mas existem, se começarmos a discussão, a possibilidade de taxarem-se as altíssimas rendas e as grandes fortunas. Nossos problemas fiscais tem sido resolvidos, até agora, com o crescimento e a formalização da economia, não com a elevação de taxas, que só ocorreu para regular fluxos de capitais – caso do IOF – e não para resolver probremas de arrecadação.
Se podemos e devemos financiar uma saúde pública de alta qualidade, precisaremos, como diz o Dr. Adib Jatene, pagar por isso. Até porque já pagamos: os planos de saúde que todos, com boas razões, querem fazer cobram mais dos clientes em um mês do que lhes custaria a CPMF em um ano.
Como exemplo, quem tem uma renda familiar de 10 mil reais por mês recolheria de CPMF e a movimenta no banco, com aquela alíquota de 0,38%, mesmo sem isenção até um certo patamar da renda, R$ 38 reais mensais. Ou R$ 1,26 por dia.
Esse é o valor que faz nossa elite gritar, em lugar de discutir com seriedade as fontes possíveis e justas de financiamento para uma elevação da saúde pública a um nível adequado, onde ela própria possa, querendo, utilizar-se dela.
E não as compras em Miami, como a alguns de seus porta-vozes.
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Roberto Jefferson agora nega o “mensalão”

Hildegard Angel
Jefferson declara que o tal mensalão não é fato é "pura retórica", isto é, não existiu! Uma farsa. O "tenor" queria apenas as luzes da ribalta

Hildegard Angel
Quem deu credibilidade ao inacreditável Jefferson? Uma imprensa e uns políticos preocupados com suas conveniências e não com fatos. Vergonha!
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Bolsonaro invade coletiva e acusa farsa na Comissão da Verdade

O polêmico deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) protagonizou nesta terça-feira mais um episódio controverso ao interromper uma entrevista coletiva concedida pelo líder do governo na Câmara, Candido Vaccarezza (PT-SP), entrar diante das câmeras e acusar o governo federal de montar uma "farsa" com as articulações para a criação da chamada Comissão da Verdade.
Afirmando falar em nome de oficiais generais, Bolsonaro condenou a iniciativa do Palácio do Planalto de aprovar o grupo de trabalho que terá por função examinar as violações de direitos humanos praticadas entre 1946 e 1988 para "efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional". O parlamentar criticou particularmente um trecho do artigo 4º do projeto que cria a comissão e que prevê que "é dever dos militares colaborar com a Comissão da Verdade".
"Eles desbordam a Lei da Anistia. Se é dever, o militar que não colaborar e não disser o que eles querem ouvir pode ser preso, sim. Essa é uma farsa, uma mentira. É um projeto que caminha apenas para apurar o que eles querem. Eles não querem apurar justiçamento no Araguaia, roubos, sequestros, execuções e justiçamentos. Isso é uma mentira. Eles querem colocar no currículo escolar a mentira que foi a esquerda, que recebeu dinheiro de Fidel Castro para financiar a luta armada no País. Devemos, de acordo com a proposta aqui, criar uma estátua do tamanho de Cristo em homenagem a Fidel Castro lutando pela democracia, porque ele foi o que mais despendeu dinheiro para a luta armada no País", criticou, aos gritos, o deputado.
Sem cair na provocação, Vaccarezza deixou a coletiva e disse que discutiria com o deputado em Plenário. O governo pretende votar a criação da Comissão da Verdade na próxima semana, possivelmente no dia 21.
"Não há dúvida que é (a comissão) da revanche, porque aqui tudo é impositivo, inclusive eles têm o poder de buscar documentos na casa de quem quer que seja. Vão meter o pé na porta de casas de velhos generais e velhos coronéis para tirar de dentro o que bem entender, sem autorização judicial, inclusive. Nada temos a temer. O que não queremos é que faça uma mentira. Duvido que um só comandante militar concorde com o que está escrito aqui", afirmou Bolsonaro.
O deputado, que distribuiu uma espécie de manifesto às pessoas presentes no Salão Verde da Câmara, elencou o que classificou de "as verdades que o PT não quer", entre as quais a apuração das mortes dos prefeitos de Santo André, Celso Daniel, em 2000, e de Campinas, Toninho do PT, em 2001.
Para Bolsonaro, também não seria democrático o fato de o Executivo indicar todos os sete futuros integrantes da Comissão da Verdade, sem que o Congresso possa apresentar indicados. O deputado lembrou, por fim, que o atual assessor do Ministério da Defesa e negociador da criação do grupo de trabalho, José Genoino, é um ex-guerrilheiro. "Que isenção vai ter essa comissão com sete indicados pela presidente? Nós queremos a verdade, e os senhores querem esconder a verdade. Está escrito, eu não estou mentindo. Sim, (militares) me procuraram. O Genoino, um guerrilheiro do Araguaia, falando em nome dos militares? Isso é inadmissível", afirmou.
Atualmente, o principal entrave à aprovação da Comissão da Verdade no Congresso é a composição do colegiado. O DEM, por exemplo, defende que parte dos integrantes da futura comissão possa ser indicados pelos parlamentares para garantir que a grupo de trabalho não fique sujeito a pressões políticas.
Quando viabilizada, a Comissão Nacional da Verdade poderá requisitar documentos públicos ou pedir à Justiça acesso a documentos privados, investigar violações aos direitos humanos, com exceção dos crimes políticos, de motivação política e eleitorais abrangidos pela Lei da Anistia, "promover a reconstrução da história dos casos de violação de direitos humanos" e disponibilizar meios e recursos necessários para a localização e identificação dos restos mortais de desaparecidos políticos.
Paralelamente à aprovação da Comissão, o governo trabalha para manter fora de votação um projeto da deputada Luiza Erundina (PSB-SP) que prevê alterar a Lei de Anistia para punir quem matou, torturou e foi responsável pelo desaparecimento de opositores do regime militar.
Laryssa Borges
Terra
No Maria da Penha Neles!
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A cara-de-pau é a alma do negócio

Dicas rápidas para fazer uma propaganda de sucesso (baseadas em exemplos coletados em rádios, TVs, jornais e revistas):
Antes de mais nada, para vender produtos de limpeza, coloque mulheres sorrindo ao fazer a faxina de casa. Atenção: só mulheres.
Depois, utilize crianças simpáticas e animais silvestres saltitantes ao fazer um vídeo institucional para uma empresa de agrotóxico. Crianças e animais fofos são como coringas. Nunca falham. Vide o Globo Repórter: na dúvida, botam sempre um especial sobre os filhotes de girafa da África ou os gorilas anões do Congo. Ibope garantido.
Não tenha medo de parecer ridículo. Se for de uma indústria de cigarro, defenda a liberdade com responsabilidade usando um locutor de voz séria, mas aveludada, no rádio.
Cative seu consumidor. Mostre que aquele SUV não polui tanto porque já vem de fábrica com adesivo “Save the Planet”.
Ignore a realidade. Comercial de biscoito recheado deve mostrar só crianças magrinhas. Já sanduba mega-ultra-hiper gorduroso pede uma modelo que só coma alface – e sem sal.
Dê um nó na legislação. Anunciar que um automóvel chega a 300km/h com um limite de velocidade de 120 km/h no país não é crime. Chegar a 300 km/h é que é.
O que os olhos não vêem, o coração não sente. Coloque um grande desmentido com letrinhas bizarramente miúdas no final do comercial de TV para explicar que se quiser comprar um carro naquelas condições anunciadas só sendo trigêmeo, ter mais de 90 anos e vir à loja em dia bissexto do ano do Rato no horóscopo chinês.
Seja sarcástico. Propaganda de carne pode sim usar vaquinhas e franguinhos felizes anunciando o produto. Mesmo que o produto seja de vaquinhas e franguinhos mortos e moídos.
Dividir para conquistar é a melhor saída. Ter o amor pela esposa posto a prova porque a geladeira não é assim uma “Caríssima”, funciona.
Seja dissimulado. Se for um banco, faça um comercial para fazer crer que, para você, as pessoas são mais importantes que o dinheiro delas.
Diga que você é campeão de sustentabilidade. Ninguém entende mesmo o que significa essa palavra.
E você, qual a sua sugestão?
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Sobre um novo direito dos professores

Desde 24 de agosto de 2011, os professores têm direito a trabalhar, no mínimo, um terço de sua jornada de trabalho sem a presença dos educandos. Este tempo pode ser destinado para preparar aulas, corrigir provas e trabalhos, realizar pesquisas e leituras, participar de atividades de formação pedagógica. Tratam-se das chamadas “atividades extra-classe” ou “horas-atividade” e significam seis horas e vinte minutos semanais, para a jornada de 20 horas, e doze horas e quarenta minutos semanais para a de 40 horas.
Os professores da rede pública (federal, estadual ou municipal) da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e médio) são os titulares deste novo direito, sejam contratados ou concursados, de área ou do currículo por atividade, unidocentes ou não, e também os que atuam na gestão escolar, nas atividades de direção ou administração, planejamento, inspeção, supervisão, coordenação e orientação educacionais.
A lei federal 11.738, de 16 de julho de 2008, criou este novo direito (artigo 2º, parágrafo 4o). Todavia, entre 30 de abril de 2009 e 24 de agosto de 2011, a eficácia do mesmo esteve suspensa por força de decisão cautelar proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta última data, porém, foi publicada nova decisão do STF, que restabeleceu a validade da lei e na qual o Tribunal reconheceu que “é constitucional a norma geral federal que reserva o percentual mínimo de 1/3 da carga horária dos docentes da educação básica para dedicação às atividades extraclasse(ADI 4.167/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgada em 06/04/2011).
Em nosso país, ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da lei, conforme garante nossa Constituição Federal (art. 5º, inciso II), de modo que aos professores está colocado um desafio. Desde 24 de agosto, cada um deles pode, em virtude da lei, a partir de sua livre iniciativa e sem necessidade de esperar pelo diretor da escola, pela secretaria de educação, pelo governo ou pelo Estado, trabalhar no mínimo um terço de sua carga horária sem alunos. A efetivação deste direito difere bastante da questão do piso nacional do magistério criado pela mesma lei 11.738 e que depende da ação do Estado para ser implantado.
A eficácia de uma lei possui um carácter sociológico indiscutível, a ponto de poder afirmar-se que as leis efetivas são as leis obedecidas. Professores, não é chegado o momento de fazerem uma campanha nacional de obediência civil? Quem pode cometer o previsto na lei? Devem ou não obedecê-la? Eis a questão, haja vista que ninguém pode ser punido por cumprir uma lei.
Ionara Soveral Scalabrin é pedagoga, mestranda em Educação (Universidade de Passo Fundo). E-mail: io@via-rs.net. Leandro Gaspar Scalabrin é advogado, membro da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo (RS). E-mail: leandroscalabrin@via-rs.net
No RS Urgente
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O Brasil vai salvar a Europa. FHC-PiG-Cerra cortam os pulsos!

Saiu no G1:
Brics vão discutir ajuda à União Europeia, diz Mantega
Nesta semana, fundo chinês informou que pode comprar títulos italianos.
Modelo poderia ser usado por Brics para ajudar UE, especulam analistas.
Os países que integram o chamado “Brics”, que são o Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul, vão se reunir na próxima semana em Washington (Estados Unidos) e discutir como fazer para ajudar a União Europeia, informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta terça-feira (13). Na próxima semana, acontece na capital norte-americana a reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Em um momento no qual a Itália é pressionada pelos mercados financeiros, saiu a confirmação de que o ministro italiano das Finanças, Giulio Tremonti, se reuniu na semana passada com o presidente do fundo soberano chinês CIC.
De acordo com o jornal Financial Times, as conversas abordaram a compra pela China de títulos da Itália, país que enfrenta uma crise de confiança dos mercados. Além da Itália, outros países da União Europeia, como a Espanha, a Grécia, também enfrentam problemas para pagar suas contas.
A compra de títulos de países da União Europeia, segundo analistas, poderia ser um modelo adotado pelos países integrantes do Bric para tentar ajudar a Zona do Euro. Para isso, os governos dos países emergentes poderiam lançar mão de suas reservas internacionais. Somente o Brasil, por exemplo, possui mais de US$ 350 bilhões em reservas cambiais – a maior parte aplicada em títulos do tesouro dos Estados Unidos, considerados de baixo risco.
O Brasil é o terceiro maior credor dos Estados Unidos.
Abaixo da China e da Inglaterra.
Já não bastava emprestar dinheiro ao FMI!
Que horror!
Paulo Henrique Amorim
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Charge online - Bessinha - # 801

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Anderson Silva admite que teme entrevistar Dilma

Reação do lutador americano Chuck Liddell logo após ser informado que, por não falar português, não corre o risco de ser escalado para entrevistar Dilma
OCTAGON – Depois de muitas evasivas, o campeão Anderson Silva, maior lutador de lutas marciais mistas de todos os tempos, confessou que preferia não enfrentar a presidenta Dilma Rousseff numa rodada de entrevistas. Silva, cujo cartel soma quinze vitórias consecutivas, foi contratado pela rede Bandeirantes para trocar ideias com a presidenta sobre as perspectivas do desporto nacional nos anos que antecedem a Olimpíada de 2016.
Anderson Silva aceitou o convite. Na segunda-feira, porém, começaram a correr boatos de que ele havia devolvido o adiantamento por temer enfrentar a presidenta. O empresário do campeão negou, afirmando que o lutador estava com uma erisipela e não teria condições de se deslocar até Brasília. Duas horas depois, a informação já era outra: Anderson Silva havia desenvolvido uma súbita gagueira, fruto de um distúrbio neurológico provocado pela última luta no Rio de Janeiro. Vieram outras explicações: entorse no maxilar, dor aguda no esfíncter, necessidade de tirar a segunda via do CPF, aniversário do concunhado de um grande amigo, prazo apertado para submeter um ensaio acadêmico sobre o pensamento crítico de Adorno a respeito da indústria de entretenimento.
Todavia, ao cair da noite, Anderson Silva, pressionado pela imprensa, admitiu que a razão era o fato de haver assistido à entrevista de Dilma para o Fantástico, no último domingo. “Achei que tudo ia bem até a hora em que a Patrícia Poeta perguntou sobre a faxina. A presidenta cravou os olhos nela e, depois de um silêncio de pura agonia, desferiu um 'minha querida' que gelou a minha espinha. Aquilo continha a violência de cinco chutes do Yushin Okami, aquele japonês que me bateu em 2006”, confessou Silva, aos prantos.
O lutador ainda teria considerado a hipótese de seguir adiante com a entrevista. Abandonou-a logo depois. A consciência de que lhe faltava valentia para a tarefa lhe veio, límpida e certeira, quando a presidenta, com a frieza de um lince, reagiu à pergunta sobre o toma-lá-dá-cá da base aliada baixando o tom de voz e sussurrando, com sílabas escandidas: “Você me dá o exemplo de um dá-cá que eu te dou um toma-lá.” Anderson Silva disse que saiu correndo e se escondeu no quarto.
A Band agora tenta convencer Vítor Belfort a aceitar a tarefa. Por meio de sua assessoria, o lutador avisou que está fixando residência em Kuala Lumpur e que é mudo desde os sete anos.
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Flamenco - o canto dos camponeses, ou dos camponeses sem terra

Vou falar da maravilhosa música de origem árabe, o flamenco.
Para quem não sabe ainda, o flamenco é uma palavra árabe que possui dois significados, dependendo da região.
No Marrocos, significa o canto dos camponeses - fallah-mangu.
Nos demais países de língua árabe, seu significado muda para - Fallah-min-ghair-ard, camponês-sem-terra.
É claro que depois o flamenco sofreu influência cigana e mudou um pouco a coreografia.
Mas isso só valoriza sua origem.
Não vou me alongar mais porque o flamenco é para ser visto e ouvido e, porque não?, participado.
Portanto, assista abaixo um pequeno trecho original do flamenco, que ainda se dança nos países árabes.
No Blog do Bourdoukan
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Sobre algumas ilusões a respeito da Palestina

Há uma espécie de euforia tranquilizadora de consciências em curso. A Autoridade Palestina deve solicitar em breve às Nações Unidas a sua admissão como estado membro com plenitude de direitos. Essa admissão deve ser aprovada por ampla maioria, com o tradicional voto contrário de Israel, acompanhado dos indefectíveis EUA e de algum outro país (em geral são as Ilhas Marshall). Como era previsível, há grande apoio popular à iniciativa em praticamente todo o mundo. Mas também há, me parece, uma enorme má consciência com respeito ao tema, como se a admissão à ONU fosse uma espécie de solução definitiva do problema, o tão esperado aplacador da culpa ocidental. Lamento, mas não é o caso.
Quem não acompanha de perto o problema talvez se surpreenda com a notícia de que há pouquíssimo entusiasmo na Palestina, tanto em Gaza como na Cisjordânia, com respeito a essa entrada na ONU. É evidente que a admissão às Nações Unidas muda algo no tabuleiro formal internacional, mas o que se convencionou chamar, nos processos de negociação, de “facts on the ground”, não se move absolutamente um centímetro. Aliás, muita gente se convenceu de que estamos vivendo a época do enterro definitivo da possibilidade de uma solução biestatal para a tragédia do povo palestino.
A solução biestatal sempre teve, a seu lado, a legitimidade internacional. A Resolução das Nações Unidas 242 — numerozinho mágico que qualquer palestino sabe de cor — afirma a inadmissibilidade da conquista de território por guerra e exige que Israel retorne às fronteiras anteriores à guerra de 1967. Na prática, ela estabelece as atuais Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental como território legalmente palestino. Há 44 anos esse território continua sob ocupação militar israelense, no caso da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental e, no caso de Gaza, sob bloqueio aéreo, terrestre e marítimo.
O número de colonos só cresceu durante esse período e hoje chega a 280.000, na Cisjordânia, e 180.000, em Jerusalém Oriental. A política de remoção forçada da população palestina de suas casas, especialmente em Jerusalém, continua galopante. A implantação de estradas exclusivas para colonos, checkpoints e monopólio da água só se intensificou nos últimos anos. A rotina dos espancamentos, tortura e encarceramentos extra-judiciais também. Periodicamente, reinicia-se a farsa da “negociações de paz”, nas quais não se concede aos palestinos sequer a interrupção do roubo de território. Nada nesse quadro se altera com a admissão da Palestina à ONU.
Especialmente entre os palestinos mais jovens, o atual pedido de admissão à ONU tem sido visto como instrumento para que a Autoridade Palestina faça ainda mais concessões, acelere ainda mais a sua transformação em capanga a serviço do poder colonial israelense e dissemine ainda mais ilusões sobre uma “solução” que já está, na prática, morta, assassinada pela picotagem, confisco e ocupação do território que seria palestino segundo a Resolução 242.
Uma das grandes vozes israelenses contra o Apartheid, Ilan Pappe — o primeiro historiador de Israel a escrever a história do Nakba (a catástrofe) de 1948-9 com fontes orais árabes —, recentemente escreveu um artigo que este blogue recomenda com ênfase (o link leva à minha tradução do texto ao português, publicada aqui na Fórum). Pappe se refere à entrada na ONU como o funeral da solução biestatal, a sua revelação definitiva como farsa de pouquíssimas relações com qualquer realidade existente ou possível. Um número cada vez maior de palestinos e analistas internacionais começa a ver como única possibilidade de solução a emergência de um estado plurinacional e pluriétnico, onde judeus e árabes gozassem de completa e equânime cidadania e direitos iguais. Para que isso se realize, claro, seria necessária uma revolução, nada menos que uma das mais inesquecíveis revoluções da era moderna.
Outras revoluções já tomaram seu impulso inicial de situações assim, em que uma “solução” imaginária, exatamente ao ser colocada sobre a mesa, se revela como ilusão destinada a acalmar más consciências.
Idelber Avelar
No Outro Olhar
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O que Serra vai expor? Ele fechou um pacote de palestras sobre Energia e Saúde para a Fiesp

O cidadão de bem Joseph Serra, recém beneficiado pelo Governo Dilma no Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego, recentemente abriu uma empresa de consultoria em gestão empresarial (exceto consultoria técnica específica, porque ele não tem formação universitária); edição de livros; serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas; além de atividades de apoio à educação. E a queridíssima Fiesp, aquela do Afif, fechou um pacote de palestras sobre ENERGIA e SAÚDE naquela 'entidade'. Pois bem, o que você acha que Joseph Serra vai expor lá?
(  ) Como fazer a dengue voltar ao Brasil
(  ) Dicas de terceirização e privatização de hospitais
(  ) Como entregar o petróleo brasileiro à Cevron e amigos
(  ) Como fazer parcerias com a Alstom
(  ) Como dar o golpe nos projetos do médico Adib Jatene
(  ) Como privatizar o setor elétrico
(  ) Como ser politicamente correto, com assessoria de Paulo Afrodescendente
(  ) Explicações metafísicas sobre as tampas de bueiros da Light
(  ) Como culpar São Pedro pelo apagão
(  ) Como organizar cultos ecumênicos, com Bergozini, Malafaia e Assembleias
(  ) Família de bem do Brasil pode fazer aborto em outro país
(  ) Como desviar R$ 400 milhões que iam pro SUS e foram desviados, enquanto pacientes dormem em cadeiras no pronto-socorro do Hospital Tatuapé, em São Paulo.
Quem quiser pode marcar todas as opções - o tom deste post é de piada, mas todas as alternativas são reais!
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Metrô de SP e falsa propaganda tucana

O governo tucano de Geraldo Alckmin lançou nesta semana uma ostensiva campanha publicitária sobre o metrô paulistano com o slogan “Aqui tem trabalho”. Pelos anúncios, até parece que São Paulo é o paraíso do transporte público, que não há superlotação nos trens e nem congestionamentos nas ruas. Realmente, “aqui tem trabalho” dos publicitários para ludibriar os inocentes!
Apesar da dedicação dos seus trabalhadores, o metrô de São Paulo é uma lástima. É um dos mais caros do mundo, um dos mais superlotados do mundo e um dos menores em extensão do mundo! O resto é propaganda mentirosa dos tucanos. No governo há quase duas décadas, o PSDB não investiu no transporte coletivo e privilegiou o transporte individual, a civilização do automóvel!
Pouco, caro e superlotado
Como aponta o professor Eduardo Fagnani, da Unicamp, entre 1967 e 2007, a participação dos meios coletivos declinou (de 68% para 55%) em favor do automóvel. Neste período, São Paulo construiu, em média, 1,7 km de metrô ao ano. Na Cidade do México e em Santiago, por exemplo, o ritmo foi bem superior - 4,4 km e 2,6 km, respectivamente. Xangai constrói 21 km/ ano desde 90.
A propaganda fala em “expansão” do metrô. Mas as obras da linha amarela, de apenas 12 km, já duram 16 anos. Como resultado do baixo investimento, “nosso metrô é um dos mais superlotados do mundo (27 mil passageiros por km de linha), taxa superior às da Cidade do México, Buenos Aires, Santiago (entre 15 e 19 mil) e da maior parte das metrópoles mundiais (inferior a 10 mil)”.
Além disso, o serviço é caríssimo. “Nos últimos 20 anos, a tarifa subiu quase o dobro da inflação. Em 2009, nossa tarifa (€ 0,99) era semelhante à de Lisboa (€ 1,05). Todavia, o lisboeta trabalhava 14 minutos para comprar um Big Mac; o paulistano, 40 minutos. Cidades latinas possuíam tarifas inferiores: Santiago (€ 0,72); Bogotá (€ 0,57); Buenos Aires (€ 0,31) e México (€ 0,18)”.
Queda na avaliação
A propaganda tucana pode até enganar os que residem em outros estados, que não pegam metrô ou não o utilizam nos horários de pico. Mas quem sofre diariamente com este serviço – cerca de 4 milhões de viagens/dia – não se ilude facilmente. Tanto que recente pesquisa do Datafolha registrou a piora da avaliação dos paulistanos sobre o sistema de transporte.
“A superlotação de vagões e estações, num nível em regra muito superior ao considerado aceitável, ajuda a explicar por que, pela primeira vez, o Datafolha registrou aprovação inferior a 50% ao indagar sobre a qualidade do metrô”, lamenta a Folha tucana. Em 1997, quando o fluxo diário era 2,4 milhões de viagens, 68% aprovavam o sistema. Hoje, são 47% dos paulistanos.
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Juiz impõe a empresário corrupto fiança de R$ 10,9 milhões

O juiz Nelson Augusto Bernardes de Souza, da 3ª Vara Criminal de Campinas, no interior de São Paulo, impôs a mais severa fiança de que se tem notícia desde que, há quatro meses, entrou em vigor a Lei 12.403, a reforma do Código de Processo Penal. Amparado no artigo 325 da nova redação, o juiz impôs a sanção de R$ 10,9 milhões ao empresário José Carlos Cepera, investigado sobre esquema de fraudes em concorrência pública. Para responder a ação penal em liberdade, Cepera teria de depositar quase R$ 11 milhões. A defesa recorreu ao Tribunal de Justiça, que mandou reduzir a punição, pela metade - a R$ 5,45 milhões, ainda assim a mais alta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Tanto dinheiro pode não ser tão fácil amealhar da noite para o dia - mesmo para quem é acusado de liderar uma trama de R$ 615 milhões, valor de contratos que Cepera firmou com administrações municipais, segundo o Ministério Público Estadual. Ele encontrou a saída em seu próprio patrimônio: ofereceu uma fazenda para cobrir a exigência. Desde que entrou em vigor a Lei 12.403, em maio, magistrados estaduais e federais estão jogando pesado.
Ausentes os requisitos que autorizam a decretação da custódia preventiva dos acusados, os juízes impõem severa sanção de caráter pecuniário. A fiança não é bem novidade, mas tinha caído em desuso. A Lei 12.403 revitalizou-a, dando-lhe força de medida cautelar alternativa à prisão. Busca assegurar o comparecimento do denunciado a atos do processo e evitar a obstrução de seu andamento.
Na Operação Voucher, que investigou desvios no Ministério do Turismo, o pastor Wladimir Furtado passou um sufoco para desembolsar R$ 109 mil - deu cheque sem fundos e voltou para a prisão. Só pôde, enfim, quitar a dívida com a Justiça do Amapá quando socorrido por fiéis, amigos e pela família.
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A eleição da miss Angola me fez lembrar de uma entrevista no Jô Soares

Leila Lopes
Em 24 de outubro de 2007 fiz uma nota que teve grande repercussão. Ela foi baseada na entrevista de um certo Ruy Morais e Castro. O tal sujeito foi ao Programa do Jô para explicar a relação do penteado das mulheres negras de Angola com as suas vaginas.
Entre outras coisas Ruy Morais e Castro, animado pelo apresentador da Globo, fala que os cabelos das angolanas eram armados com bosta de boi e faz analogias dos penteados delas com a vagina das mulheres. Se “mais apertadas” ou “mais largas”.
Mas por que me lembrei disso? Porque ao abrir a internet hoje vi várias matérias nos sites sobre a eleição da miss de Angola, Leila Lopes, como miss universo. E entre outras coisas, leio que o que mais chamou a atenção era que o seu cabelo estava preso. E que alguns esperaram que ela tratasse disso quando os jurados perguntaram se não gostava de alguma parte do seu corpo. Mas na reposta, entre outras coisas, Leila Lopes teria dito algo como não ter nada do que reclamar porque seu corpo é um legado de sua família.
Sensacional. Viva a miss Angola.
E se você tiver estômago para assistir ao vídeo em Jô Soares se diverte com os cabelos das angolas, veja abaixo:
No Blog do Rovai
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Em Minas, professores se acorrentam e entram em greve de fome

Cerca de 20 professores mineiros da rede estadual estão em greve de fome e acorrentados ao monumento Pirulito da Praça Sete, região central de Belo Horizonte, desde as 7h de hoje. O ato é para chamar a atenção sobre a situação da categoria paralisada desde o dia 8 de junho para reivindicar aumento no piso salarial. Confira também o vídeo com imagens registradas na manhã de hoje.
Cerca de 20 docentes se acorrentam no centro de Belo Horizonte, MG / crédito: Sind-Ute
Inicialmente, os mais de 150 mil trabalhadores que cruzaram os braços exigiam equiparação ao piso nacional, instituído pela Lei Federal 11.738/08 que, segundo o Ministério da Educação é de R$ 1.187 e R$ 1.597, conforme a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
“Chegando aos 98 dias de greve, concordamos com o pagamento proporcional com base nos R$ 1.187, além do plano de carreira. É preciso levar em conta o tempo de trabalho e capacitação do professor”, explicou Rafael Calado Alves Pereira, diretor do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sindi-Ute).
Munidos de nariz de palhaço, cartazes e panfletos, os manifestantes estão na praça abordando a população para explicar o impasse nas negociações com o governo estadual. Eles prometem permanecer no local até as 19h.
Como Thiago Luiz Ferreira Miranda, 30 anos, que há sete é professor da rede. Atualmente, pelas 24 horas semanais de trabalho recebe um salário base de R$ 550. “Com os benefícios o valor chega a R$ 950. Após descontos, recebo em conta R$ 801,20. Tenho curso superior, tenho a responsabilidade de conduzir uma sala de aula e recebo menos que o piso nacional”, indigna-se o acorrentado, que promete permanecer no local até as 19h somente bebendo água.
Thiago também comentou o fato do governo estadual ter substituído os grevistas por outros profissionais. “Estamos com os salários cortados há 2 meses por conta da greve e sendo substituídos, o que é inconstitucional, já que o direito de greve é assegurado pela Constituição”, declarou o docente. Com relação a isso, a categoria entrou com ação no Ministério Público, que ainda não foi julgada.
Hoje, o Sindi-Ute protocolou pedido de investigação no Ministério Público sobre denúncias de que alguns professores estão sofrendo intimidações de policiais mineiros. “Já fizemos o pedido oficialmente e alguns deputados estaduais estão acompanhando ”, confirmou Rafael Calado.
O professor Thiago reforçou: “Eu mesmo já fui seguido por dois policiais durante uma das manifestações”. O governo mineiro nega todas as acusações.
Próximos passos
Os próximos passos dos grevistas já estão traçados. Amanhã, eles partem para a Assembleia Legislativa onde, segundo Rafael Calado, o governo pretende fazer com que os deputados aprovem o projeto de lei do Executivo, enviado na terça-feira, que estabelece piso salarial de R$ 712 para toda a categoria.
Para o governo, as mudanças beneficiam principalmente os profissionais de educação que têm mais tempo de serviço. Mas, os servidores estaduais contestam o projeto: para eles, ele coloca toda a categoria no mesmo patamar. “Como pode um professor com mais de 15 anos de carreira, com título de especialização, receber o mesmo que um iniciante. Vamos todos para lá tentar impedir a votação”, indagou o dirigente mineiro.
Deborah Moreira
No Vermelho
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Vítimas de pedofilia denunciam o Papa ante o Tribunal Penal Internacional


Uma associação americana de vítimas de padres pedófilos anunciou nesta terça-feira ter apresentado uma queixa ante o Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o Papa Bento XVII e outros dirigentes da Igreja católica por crimes contra a humanidade.
Os dirigentes da associação SNAP, orientados pelos advogados da ONG americana "Centro para Direitos Constitucionais", entraram com uma ação para que o Papa seja julgado por "responsabilidade direta e superior por crimes contra a humanidade por estupro e outras violências sexuais cometidas em todo o mundo".
AFP

 Comentário deste ContextoLivre:
O Tribunal Penal Internacional não tem jurisdição sobre o Estado do Vaticano. Trata-se mais de uma ação que visa pressionar a Igreja.
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Belluzzo: monopólio da mídia dificulta saída para crise. O debate virou uma farsa

"O consenso em torno de certas ideias de dominância financeira - idéias que estão na origem da atual crise - não seria possível sem a sua vocalização pela mídia. Não se trata de uma teoria conspiratória, estou dizendo que isso se deu através de um processo social em que as camadas dominantes impõem as idéias dominantes.

A gente nunca pode perder essa dimensão da luta social; como ela se desenvolve e como maneja os símbolos, os significados, as palavras. Tome o exemplo da queda da taxa de juros brasileira. Isso produziu em certas pessoas (da mídia) uma estupefação; em algumas mais estupefação, em outras alguma indignação. As que ficaram mais estupefactas sempre ouviram o contrário, que era um perigo, era a ruína.

As ideias , como dizia um autor do século XIX, tem uma força material enorme - a força material das idéias dominantes. Norberto Elias, o sociólogo, dizia que é muito difícil você desconstruir um consenso como este. Daí o papel crucial da luta social e política. Ou você acha que a crise vai se resolver mecanicamente, por ela mesma? Não vai. É necessário formular alternativas.

A solução dita ‘normal' é previsível, diz o economista americano Doug Henwood, que tem uma newsletter de nome muito interessante, 'Left Business Observer'. Henwood foi encarregado de escrever sobre Wall Street, antes e depois da crise. É muito fácil, asseverou. Antes da crise, Wall Street era o locus mais poderoso de interesses políticos, econômicos e sociais dos EUA. Depois da crise, Wall Street continua sendo o locus mais poderoso de interesses políticos, econômicos e sociais dos EUA.

Um repórter que te entrevista sobre política monetária e ouve algo contrário a esses interesses, daqui e de lá, hesita em publicar; se publica o faz cheio de ressalvas. Esse jornalista foi emprenhado pelo ouvido, durante anos, para perguntar e ouvir sempre a mesma coisa.

O problema da mídia no mundo inteiro é esse monopólio de algumas empresas que veiculam a visão dominante. Elas são a classe dominante. Nos anos 50 e 60 na Europa, por exemplo, você tinha uma mídia diversificada que expressava as posições políticas distintas. As pessoas liam o 'Avanti!', o 'La Unità'... Havia debate político. Hoje você não tem debate. O que você tem é uma farsa".
Luiz Gonzaga Belluzzo, no debate ‘Neoliberalismo, um colapso inconcluso'. 
Na Carta Maior
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Governo deve ir além do combate à corrupção, diz Carlos Araújo

 Entrevista com Carlos Araújo no Jornal do Comércio 


O ex-deputado Carlos Araújo foi casado por 30 anos com a hoje presidente da República, Dilma Rousseff (PT) . Os dois mantêm uma boa relação e Araújo é um dos interlocutores da chefe da Nação. Nesta entrevista ao Jornal do Comércio, ele saúda os recentes protestos populares contra a corrupção no País, mas adverte que o tema não deve ser central em nenhum governo.
Araújo projeta que a principal marca da gestão da petista será o avanço no setor da saúde. O foco será a expansão da Estratégia de Saúde da Família, em que uma equipe médica fica responsável por uma região e presta atendimento público e gratuito a domicílio.
O ex -deputado também fala das pressões que a presidente sofre dos partidos aliados, diz que não acredita que o ex-ministro José Dirceu (PT) interfira no governo, reconhece que o ex-presidente Lula (PT) mantém contatos seguidos com Dilma, mas observa que ela está cada vez mais dando o seu perfil à atual gestão.
Atuante na resistência à ditadura militar (1964-1985), Araújo ainda prevê que a abertura dos arquivos e a aprovação da Comissão da Verdade ocorrerão no mandato de Dilma.
Jornal do Comércio - Vivemos agora os 50 anos da Campanha da Legalidade, época de muitas mudanças, que pararam em 1964. Dá para traçar um paralelo entre a mobilização daquela época e o movimento contra a corrupção que está começando agora?
Carlos Araújo - A Legalidade se caracterizou pela união de forças políticas, inclusive antagônicas; grande mobilização popular; a Rede da Legalidade; e a adesão das Forças Armadas, onde houve um racha. Só foi possível o racha nas Forças Armadas por causa da adesão da população e também pela união das forças políticas. Brizola teve a lucidez de não politizar o movimento, ficou na luta pela defesa da Constituição... O golpe de 1964 estava sendo pensado desde 1932. E veio vindo até derrubar o presidente Getúlio (Vargas) em 1945. O velho Getúlio propunha na Revolução de 1930 democracia social, econômica, calcada no Estado como grande indutor de um movimento do capitalismo, com a criação de um mercado interno e a garantia de direitos sociais. Criou a Petrobras, o salário-mínimo. Ah, não deu outra: tinham que derrubá-lo. As mesmas forças que levaram Getúlio ao suicídio em 1954 tentaram impedir a posse de Juscelino (Kubitschek), até que, com o Jango, conseguiram o golpe. Jango estava prosseguindo as reformas de base, o decreto que dizia que terras até um quilômetro das estradas federais seriam desapropriadas para a reforma agrária. Quem tinha esse projeto era Getúlio. E não interessa se o PT tem consciência disso ou não, mas esse projeto é retomado no governo Lula. Um desenvolvimento do capitalismo à moda brasileira, não respeitando exigências do fundo monetário. Foi o que permitiu o desenvolvimento do Brasil, que agora está ganhando um impulso.
JC - E o crescente movimento contra a corrupção?
Araújo - Tenho muito medo disso... Corrupção não pode existir, ninguém pode concordar com essa barbaridade. Mas é assim em todos os países capitalistas do mundo. Quanto mais rico é o país, mais corrupção tem, não há país mais corrupto do que os Estados Unidos. A corrupção deve ser combatida permanentemente. Agora, não pode fazer disso a bandeira principal, porque acaba desviando da questão central, que é acabar com a miséria e desenvolver o País. E a Dilma tem dito: “os malfeitos que ocorrerem no meu governo, se eu souber, vou acabar com eles”. Está certo. Agora, não vamos fazer disso a bandeira central do governo.
JC - Essa movimentação da população não dá um respaldo para combater os malfeitos?
Araújo - Dá um respaldo, é bom. Mas quem está com essa movimentação? A classe média é mais sensível a essa questão. O povo trabalhador não dá muita importância. Muitas vezes não tem essa informação; talvez, se tivesse, daria. O governo tem que tentar reduzir ao mínimo possível a corrupção e a Dilma é uma pessoa talhada para isso. Ela é implacável nisso.
JC - E a pressão que ela sofre?
Araújo - No Brasil não tem partido forte. Então, qualquer governo precisa de aliança com outros partidos para governar. Sem isso, não governa o País, tem que ter maioria lá (no Congresso). E, olha que, para manter uma maioria lá no Congresso... A Dilma, os caras ameaçam todos os dias votar contra o governo.
JC - Isso não a torna refém?
Araújo - Não. Isso é o jogo político. Um dos partidos mais fortes que apoiava o governo era o que operava no Ministério dos Transportes (o PR) . Eram 41 deputados federais e 7 senadores. Ela teve que fazer (mudanças), não é verdade? Depois, o caso do PMDB no Ministério da Agricultura. O (Wagner) Rossi (PMDB) pediu demissão porque a situação estava complicada. Agora estão querendo que ela (Dilma) se envolva nas disputas internas dos partidos. Mas não vai. “Esse ministério é da cota do PMDB, então eles que indiquem, a responsabilidade é deles. Depois, se tiver problemas, eu tiro. Mas os rolos internos vocês resolvam entre vocês.” Ela deu uma lição no caso do Eduardo Cunha, deputado do Rio de Janeiro que controlava Furnas. Ele começou a dizer antes de ela assumir que não ia sair de Furnas. E nisso a Dilma chamou o PMDB: “Digam que ele não terá nada, porque desrespeitou minha autoridade. E o grupo dele também não terá nada. Não interessa as consequências”. Essa luta contra o que ela chama de “malfeitos” vai continuar.
JC - Até o PT tem feito pressões ao governo...
Araújo - Esses partidos são divididos ideologicamente. Lula, agora, sobre a sucessão em São Paulo, declarou: “Espero que vocês não se esfaqueiem”. Imagino que a pressão que ela sofre de setores do PT aninhados principalmente na Câmara dos Deputados é muito forte.
JC - E o José Dirceu?
Araújo - José Dirceu tem um papel forte no PT. É um líder. Ovacionaram ele mais que o Lula e que a Dilma (no congresso do PT) . Agora, não acredito nessa história de que o José Dirceu está manobrando contra a Dilma. Mas é um grande articulador, goste-se dele ou não.
JC - Mas ele não está avançando para dentro do governo?
Araújo - Não vejo indícios disso. Um governo como o da Dilma é muito duro para deixar avançar para dentro do governo. Dilma, às vezes, até peca pelo detalhismo, quer saber tudo. Então, acho muito improvável que avance para dentro do governo de uma forma significativa. Pode ser até que avance de uma forma ou de outra.
JC - E a atuação de Lula no caso do ex-ministro Antonio Palocci (PT) ? Muito se falou que ele ainda apita no governo.
Araújo - Dilma e Lula têm falado. A última vez que Lula falou, disse o seguinte: “Entre a Dilma e eu não existe divergência. Mas, se um dia houver, o errado sou eu”. Eles são íntimos amigos, têm uma confiança grande um no outro. Dilma ficou anos com ele sem dar bola nas costas, e o temperamento do Lula também não é de dar bola nas costas de ninguém. O que acontece é que ela às vezes se aconselha com Lula. Na formação dos ministérios, certamente discutiu com Lula. Mas não que o Lula queira mandar, exigir. Ele aconselha, é mais experiente. Mas, a cada dia, embora continue se reunindo com ele semanalmente, Dilma vai dando mais o seu perfil ao governo.
JC - Há uma transição ou acomodação política no governo?
Araújo - Não quer dizer que Lula seja contrário. Lula não atrapalha em nada, ele ajuda em tudo. Esse negócio da sucessão em 2014, a Dilma só não é candidata se não quiser. Isso ele disse para mim, estávamos discutindo eu, ele e a Dilma no dia 31 de dezembro. Lula sabe que, para ser candidato, só em 2018. E pode ser, porque hoje em dia, uma pessoa com 72 anos não pode ser considerada velha.
JC - Dilma deve formar o ministério só dela até o final do ano.
Araújo - Dilma, na época do Lula, já tinha muita influência sobre a escolha dos nomes para os ministérios. Então, esses ministros que estão aí já são pessoas que passaram pelas mãos da Dilma antes.
JC - E os que ela nem recebe...
Araújo - O do Turismo (Pedro Novais) e o ex-governador do Rio de Janeiro Moreira Franco (Assuntos Estratégicos), os dois do PMDB. .. Na verdade, essa relação com Lula é de confiança recíproca, de amizade. Não há nem haverá problemas. Divergência é normal em governos.
JC - O senhor falou que o combate à corrupção não pode ser o tema central do governo, embora seja importante combater. Quais são os temas de fundo?
Araújo - A questão da saúde. Outra é que o Brasil, para crescer, precisa de mão de obra qualificada. Urge mandar esse pessoal para o exterior para adquirir formação. Temos que fazer o máximo que der de universidades públicas. Agora, o foco central - isso não quer dizer que vá abandonar Minha Casa, Minha Vida, Fome Zero, a luta contra a miséria -, vai ser a questão da saúde.
JC - Qual vai ser a marca do governo Dilma?
Araújo - Pode escrever: vai ser a saúde. Vai ser a marca do governo Dilma. Ela vai trabalhar em cima disso permanentemente.
JC - Vai vir mais imposto?
Araújo - Pode ser que venha. Para aprovar a Emenda 29 (que fixa investimentos na saúde), precisa saber de onde virá o dinheiro.
JC - Na campanha ela disse que não criaria mais impostos. Está colocando o tijolo quente nas mãos do Congresso...
Araújo - É verdade... Mas vai investir em saúde. Ela anunciou há pouco tempo que vai instituir a (Estratégia) Saúde da Família, uma espécie de médico de família, com o tratamento em casa. É possível; agora, médico, para ter dedicação integral, precisa ser bem remunerado. Vai ter milhares de médicos dedicados a esse sistema, o cara vai ser responsável pela região. Serão inaugurados hospitais mais bem equipados, mas o principal é esse atendimento domiciliar (público). Ela está convencida de que tem que remunerar bem o médico, o auxiliar de enfermagem, o enfermeiro e os outros profissionais da saúde. E cada vez produzir mais remédios de graça. Se a Dilma fizer isso na saúde, eu já estaria feliz.
JC - E o projeto da Comissão da Verdade?
Araújo - Vai ser aprovado. Os militares não se opõem nesse formato que foi feito, os que se opunham se afastaram. No Congresso não há praticamente oposição. Ela (a comissão) vai funcionar bem, a Maria do Rosário (PT, ministra dos Direitos Humanos) é competente. E vai comandar isso aí. Será para dizer como foi, listar aqueles notórios torturadores que estão aí. Não é nem para processar, é para pelo menos listá-los. É interessante deixar registrado na história do País.
JC - E a abertura dos arquivos? Sai quando?
Araújo - Tem que abrir tudo. Quando eu não sei. Já estão atrapalhando lá no Senado, inventando umas bobagens. O (senador Fernando) Collor é o relator. Estão criando umas dificuldades, incompreensões do meu ponto de vista. Porque documento secreto vai ter sempre; mas aqueles que dizem respeito à segurança nacional, uma coisa mais grave, são poucos.
JC - No governo Dilma os arquivos vão ser abertos?
Araújo - Acho que sim. A própria Comissão da Verdade é para isso. Não sobrou muita coisa, mas tem ainda. O ex-ministro Nelson Jobim (PMDB) disse que queimaram tudo, que não encontrou nada. Até acredito. Aqui queimaram os documentos do Dops.
JC - O que Dilma fará pelo Rio Grande do Sul?
Araújo - As promessas ela vai cumprir: ponte do Guaíba e metrô. Agora querem colocar a ponte da Concepa goela abaixo, repassar 20 anos de concessão da freeway - aquilo é uma fábrica de dinheiro. Não estou dizendo que não pode ser assim, mas tem que ser examinado. O metrô é a mesma coisa.
JC - E o governo de Tarso Genro (PT) no Estado?
Araújo - A coisa no Rio Grande do Sul não é fácil. O ponto a que chegou o Estado, decrescendo... Mas Tarso tem uma oportunidade de ouro, nenhum outro governador teve essa conjunção partidária (o mesmo partido no Estado e no governo federal). Além disso, tem as forças que o apoiam, maioria na Assembleia Legislativa. Não pode perder a oportunidade para tentar destravar um pouco o Rio Grande.
Perfil
Carlos Franklin Paixão Araújo, 73 anos, é natural de São Francisco de Paula. Aos 14 anos, ingressou na Juventude do Partido Comunista Brasileiro - na época, clandestino. Sua trajetória é marcada por inúmeras prisões - as primeiras quando pichava os muros de Porto Alegre com os dizeres O Petróleo é Nosso. Seguiu no partido até 1957. Depois, participou de diversos grupos de esquerda, inclusive fora do Estado. Retornou a Porto Alegre na época da Legalidade, em 1961, quando teve mais contato com Leonel Brizola. Formou-se em Direito pela Ufrgs. Organizou movimentos sindicais, campesinos e operários durante a ditadura militar. Uniu-se a grupos armados do centro do País, sendo um dos dirigentes da VAR Palmares. Ficou preso de 1970 a 1974. Na guerrilha, conheceu sua segunda mulher, a hoje presidente da República, Dilma Rousseff (PT) , com quem foi casado por 30 anos (1969-99). Depois dos anos duros, voltou à advocacia e uniu-se a Brizola no PDT. Elegeu-se deputado estadual em 1982, sendo reeleito por mais duas legislaturas. Concorreu à prefeitura de Porto Alegre em 1988 e 1992. Deixou a vida pública em 1995, em razão de um enfisema pulmonar. E desfiliou-se do PDT no início dos anos 2000.
Pedro Maciel, Guilherme Kolling e João Egydio Gamboa
Jornal do Comércio
No Tomando na Cuia
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Alckmin: 9 milhões pela fidelidade da 'Proba Imprensa Gloriosa'

- E seu Barão assina os jornais e revistas para as Escolas Públicas.
Interrompemos nossas saudáveis férias nas paradisíacas selvas de Bornéu para informar que a chuva é molhada, o sol é quente, a grama é verde e a Educação de São Paulo continua a mesma, embora sob completa nova direção.
O Barão de Taubaté, ou melhor, o Sr. José Bernardo Ortiz Monteiro é o presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) desde sua nomeação pelo Governador Geraldo Alckmin, em janeiro deste ano. Pois não é que depois de ferrenha labuta nas negociações, Ortiz acatou ordem superior e assinou milhares de exemplares de jornais e revistas do PIG (Proba Imprensa Gloriosa) – para as melhores escolas públicas do mundo, cujos professores são também os mais bem remunerados do planeta? Sim. Exatamente como fizeram seus antecessores, o ex-governador José Serra e o finado Paulo Renato Costa Souza, ex-secretário de Educação de SP, o Barão de Taubaté fechou com a Folha de SP, Estadão, Revista Veja, IstoÉ e Época. Tudo, como sempre, sem licitação.
Desnecessário dizer que, mais uma vez, a Carta Capital não aparece no rol dos favorecidos.
Eis os contratos, datas e seus valores, de acordo com o Diário Oficial:
  • 27/julho/2011Época
    - Contrato: 15/00628/11/04
    - Empresa: Editora Globo S/A
    - Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 (cinco mil e duzentas) assinaturas da "Revista Época" - 52 Edições, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo - Projeto Sala de Leitura.
    - Prazo: 365 dias
    - Valor: R$ 1.203.280,00
    - Data de Assinatura: 26/07/2011
    (*Primeiro comunicado no DO em 12/julho/2011)
  • 29/julho/2011 Isto É
    - Contrato: 15/00627/11/04
    - Empresa: Editora Brasil 21 LTDA
    - Objeto: Aquisição pela FDE, de 5.200 (cinco mil duzentas) assinaturas da "Revista Isto É", 52 Edições, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo - Projeto Sala de Leitura.
    - Prazo: 365 dias
    - Valor: 1.338.480,00
    - Data de Assinatura: 25/07/2011.
    (*Primeiro comunicado no DO em 12/julho/2011)
  • 3/agosto/2011Veja
    - Contrato: 15/00626/11/04
    - Empresa: Editora Abril S/A
    - Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 (cinco mil e duzentas) assinaturas da “Revista Veja”, 52 Edições, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo
    - Projeto Sala de Leitura
    - Prazo: 365 dias
    - Valor: R$ 1.203.280,00
    - Data de Assinatura: 01/08/2011.
    (*Primeiro comunicado no DO em 12/julho/2011)
  • 6/agosto/2011Folha
    - Contrato: 15/00625/11/04
    - Empresa: Empresa Folha da Manhã S.A.
    - Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 (cinco mil e duzentas) assinaturas anuais do jornal “Folha de São Paulo”, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo - Projeto Sala de Leitura
    - Prazo: 365 dias
    - Valor: R$ 2.581.280,00
    - Data de Assinatura: 01/08/2011.
    (*Primeiro comunicado no DO em 23/julho/2011)
  • 17/agosto/2011 Estadão
    - Contrato: 15/00624/11/04
    - Empresa: S/A. O Estado de São Paulo
    - Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 assinaturas anuais do jornal “O Estado de São Paulo”, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo - Projeto Salas de Leitura.
    - Prazo: 365 dias
    - Valor: R$ 2.748.616,00
    - Data de Assinatura: 01-08-2011.
    (*Primeiro comunicado no DO em 23/julho/2011)

Total: R$ 9.074.936,00.
Você pode comparar os valores e quantidades dos anos anteriores nas tabelas deste texto.
Extenuado de tanto firmar tão bons acordos pedagógicos, o presidente da FDE, José Bernardo Ortiz Monteiro, como faz qualquer funcionário público, foi ter uns dias de férias lá na Europa.
Oh là là!
Alvíssaras, confrades.
PS - Agradeço ao gentil comentarista desta casa,
em texto sobre os contratos do Estado (leia-se José Serra via Prodesp)
com a empresa de escutas/grampos e que tais,
Fence Consultoria, que escreveu o seguinte:

Para achar coisa do PSDB é uma aranha,
mas contra o petismo é mosca morta

A ele nossa inteira concordância.
Há mesmo seres mutantes em todas as esferas.
Por exemplo, caro comentarista:
por vezes alguns são uma araponga, mas em outras também um tucano.
No NaMariaNews
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Fundador da banda Pink Floyd dá exemplo à Roberto Carlos

Roger Waters junta-se à campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel e apela aos colegas da indústria da música e a artistas de outras áreas para que adiram também
O fundador, vocalista e baixista da banda Pink Floyd, cuja música "Another Brick in the Wall Part 2" serviu de hino da juventude negra sul-africana contra o apartheid e, mais tarde, foi também cantada por jovens palestinianos contra o muro que Israel construiu nos territórios ocupados, anunciou este domingo a sua adesão ao boicote cultural contra Israel.
Waters apelou aos colegas da indústria da música e a artistas de outras áreas para aderirem à campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel, até que termine a ocupação e a colonização de todas as terras árabes e o muro seja desmantelado; sejam reconhecidos os direitos fundamentais dos cidadãos árabo-palestinianos de Israel em plena igualdade; e sejam respeitados, protegidos e promovidos os direitos dos refugiados palestinianos de regressar às suas casas e propriedades, como estipulado na resolução 194 das NU.
Leia na íntegra a carta aberta divulgada pelo músico britânico.
Carta aberta de Roger Waters
Em 1980, uma canção que escrevi, "Another Brick in the Wall Part 2", foi proibida pelo governo da África do Sul porque estava a ser usada por crianças negras sul-africanas para reivindicar o seu direito a uma educação igual. Esse governo de apartheid impôs um bloqueio cultural, por assim dizer, sobre algumas canções, incluindo a minha.
Vinte e cinco anos mais tarde, em 2005, crianças palestinianas que participavam num festival na Cisjordânia usaram a canção para protestar contra o muro do apartheid israelita. Elas cantavam: "Não precisamos da ocupação! Não precisamos do muro racista!" Nessa altura, eu não tinha ainda visto com os meus olhos aquilo sobre o que elas estavam a cantar.
Um ano mais tarde, em 2006, fui contratado para actuar em Telavive.
Palestinianos do movimento de boicote académico e cultural a Israel exortaram-me a reconsiderar. Eu já me tinha manifestado contra o muro, mas não tinha a certeza de que um boicote cultural fosse a via certa. Os defensores palestinianos de um boicote pediram-me que visitasse o território palestiniano ocupado para ver o muro com os meus olhos antes de tomar uma decisão. Eu concordei.
Sob a protecção das Nações Unidas, visitei Jerusalém e Belém. Nada podia ter-me preparado para aquilo que vi nesse dia. O muro é um edifício revoltante. Ele é policiado por jovens soldados israelitas que me trataram, observador casual de um outro mundo, com uma agressão cheia de desprezo. Se foi assim comigo, um estrangeiro, imaginem o que deve ser com os palestinianos, com os subproletários, com os portadores de autorizações. Soube então que a minha consciência não me permitiria afastar-me desse muro, do destino dos palestinianos que conheci, pessoas cujas vidas são esmagadas diariamente de mil e uma maneiras pela ocupação de Israel. Em solidariedade, e de alguma forma por impotência, escrevi no muro, naquele dia: "Não precisamos do controlo das ideias".
Tomando nesse momento consciência que a minha presença num palco de Telavive iria legitimar involuntariamente a opressão que estava a testemunhar, cancelei o concerto no estádio de futebol de Telavive e mudei-o para Neve Shalom, uma comunidade agrícola dedicada a criar pintainhos e também, admiravelmente, à cooperação entre pessoas de crenças diferentes, onde muçulmanos, cristãos e judeus vivem e trabalham lado a lado em harmonia.
Contra todas as expectativas, ele tornou-se no maior evento musical da curta história de Israel. 60.000 fãs lutaram contra engarrafamentos de trânsito para assistir. Foi extraordinariamente comovente para mim e para a minha banda e, no fim do concerto, fui levado a exortar os jovens que ali estavam agrupados a exigirem ao seu governo que tentasse chegar à paz com os seus vizinhos e que respeitasse os direitos civis dos palestinianos que vivem em Israel.
Infelizmente, nos anos que se seguiram, o governo israelita não fez nenhuma tentativa para implementar legislação que garanta aos árabes israelitas direitos civis iguais aos que têm os judeus israelitas, e o muro cresceu, inexoravelmente, anexando cada vez mais da faixa ocidental.
Aprendi nesse dia de 2006 em Belém alguma coisa do que significa viver sob ocupação, encarcerado por trás de um muro. Significa que um agricultor palestiniano tem de ver oliveiras centenárias ser arrancadas. Significa que um estudante palestiniano não pode ir para a escola porque o checkpoint está fechado. Significa que uma mulher pode dar à luz num carro, porque o soldado não a deixará passar até ao hospital que está a dez minutos de estrada. Significa que um artista palestiniano não pode viajar ao estrangeiro para exibir o seu trabalho ou para mostrar um filme num festival internacional.
Para a população de Gaza, fechada numa prisão virtual por trás do muro do bloqueio ilegal de Israel, significa outra série de injustiças. Significa que as crianças vão para a cama com fome, muitas delas malnutridas cronicamente. Significa que pais e mães, impedidos de trabalhar numa economia dizimada, não têm meios de sustentar as suas famílias. Significa que estudantes universitários com bolsas para estudar no estrangeiro têm de ver uma oportunidade escapar porque não são autorizados a viajar.
Na minha opinião, o controlo repugnante e draconiano que Israel exerce sobre os palestinianos de Gaza cercados e os palestinianos da Cisjordânia ocupada (incluindo Jerusalém oriental), assim como a sua negação dos direitos dos refugiados de regressar às suas casas em Israel, exige que as pessoas com sentido de justiça em todo o mundo apoiem os palestinianos na sua resistência civil, não violenta.
Onde os governos se recusam a actuar, as pessoas devem fazê-lo, com os meios pacíficos que tiverem à sua disposição. Para alguns, isto significou juntar-se à Marcha da Liberdade de Gaza; para outros, juntar-se à flotilha humanitária que tentou levar até Gaza a muito necessitada ajuda humanitária.
Para mim, isso significa declarar a minha intenção de me manter solidário, não só com o povo da Palestina, mas também com os muitos milhares de israelitas que discordam das políticas racistas e coloniais dos seus governos, juntando-me à campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel, até que este satisfaça três direitos humanos básicos exigidos na lei internacional.
1. Pondo fim à ocupação e à colonização de todas as terras árabes [ocupadas desde 1967] e desmantelando o muro;
2. Reconhecendo os direitos fundamentais dos cidadãos árabo-palestinianos de Israel em plena igualdade; e
3. Respeitando, protegendo e promovendo os direitos dos refugiados palestinianos de regressar às suas casas e propriedades como estipulado na resolução 194 das NU.
A minha convicção nasceu da ideia de que todas as pessoas merecem direitos humanos básicos. A minha posição não é anti-semita. Isto não é um ataque ao povo de Israel. Isto é, no entanto, um apelo aos meus colegas da indústria da música e também a artistas de outras áreas para que se juntem ao boicote cultural.
Os artistas tiveram razão de recusar-se a actuar na estação de Sun City na África do Sul até que o apartheid caísse e que brancos e negros gozassem dos mesmos direitos. E nós temos razão de recusar actuar em Israel até que venha o dia – e esse dia virá seguramente – em que o muro da ocupação caia e os palestinianos vivam ao lado dos israelitas em paz, liberdade, justiça e dignidade, que todos eles merecem.
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Câmara de BH paga até 96% mais caro por "lanchinhos"

Caixa de suco foi comprada por R$ 6; preço de mercado é R$ 3,09, em média
A Câmara Municipal de Belo Horizonte gastou, de janeiro a julho deste ano, R$ 73,4 mil com lanches para reuniões plenárias, palestras e seminários, entre outros - sem contar coquetéis servidos em cerimônias oficiais como sessões solenes da Casa e posses, que já consumiramR$ 56,5 mil até o momento. Conforme levantamento realizado pela reportagem de O TEMPO, alguns produtos foram comprados por preços até 96% maiores em relação à média de mercado, mesmo quando encomendados em grande quantidade.
No mês de junho, por exemplo, foram gastos R$ 4.283,14 na compra de 647 garrafas de refrigerante de 2 litros - cada uma saiu a R$ 6,62. Enquanto isso, nos supermercados de Belo Horizonte e outras cidades da região metropolitana, a unidade da marca mais cara custaria em média R$ 3,96, de acordo com pesquisa atualizada diariamente pelo site Mercado Mineiro.
Outra disparidade detectada pelo levantamento é o preço pago pelo café cappuccino. Em junho, cada pacote de 400g custou R$ 17,24, enquanto a média de preço da marca mais cara é R$ 10,83. Só em fevereiro, a Casa gastou R$ 2.621 na compra do produto.
A maior diferença de valores foi registrada em uma compra de sucos realizada no mês de julho, quando a Câmara pagou R$ 6,07 em cada uma das 91 caixas de 1 litro do tipo comum. Segundo a pesquisa de mercado, o preço médio é R$ 3,09.
Os custos analisados pela reportagem estão contemplados em dois contratos diferentes entre a Câmara e empresas privadas. O primeiro se refere aos lanches oferecidos em reuniões plenárias, seminários e audiências públicas, entre outros, com valor máximo previsto de R$ 118 mil para este ano.
Fazem parte do cardápio itens como minissanduíches de pão de batata com muçarela, lombo, frango desfiado ou carne de lagarto, biscoitos caseiros, salgados e sobremesas, além de sucos, refrigerantes e cafés.
Já o segundo contrato vigente diz respeito ao tradicional "cafezinho" servido na Casa, que custou entre R$ 2.041,20 e R$ 2.268 por mês durante o período. As informações estão incluídas nas prestações de contas disponíveis no Portal da Transparência da própria Câmara Municipal.
Em média, são gastos cerca de R$ 10,5 mil mensais nos eventos. O valor absoluto, no entanto, foi mais elevado em alguns meses, como em maio, quando a Câmara gastou R$ 21.439,27 em 15 dias de reuniões plenárias e 13 eventos que reuniram 592 pessoas nas dependências da Casa.
Mais gastos
Existe ainda um terceiro contrato em vigência entre a Câmara e a empresa que fornece bufês e coquetéis servidos em cerimônias solenes, cujo valor inicial previsto para o ano era R$ 60 mil. Até o momento, porém, já foram gastos cerca de R$ 56,5 mil em sete eventos e, por isso, foi autorizada a liberação de um aditivo de R$ 15 mil previsto na licitação.
Além disso, cada um dos 41 vereadores pode utilizar até 13% da verba indenizatória mensal de R$ 15 mil com despesas relacionadas a lanches e refeições - um custo total de quase R$ 80 mil por mês aos cofres da Câmara.
MPE ajuíza ações contra vereadores
Os 41 vereadores da capital eleitos em 2008 podem ser denunciados em breve por improbidade administrativa e suspeita de enriquecimento ilícito decorrente da utilização irregular da verba indenizatória. O Ministério Público ainda não terminou de apresentar as ações, ajuizadas de forma individual.
Entre os suspeitos estão cinco atuais deputados estaduais e um deputado federal que deixaram a Câmara no ano passado. A estimativa é de prejuízo de até R$ 12 milhões entre janeiro de 2009 e janeiro de 2011.
Casa diz que não há ilegalidade
Alimentos são oferecidos em reuniões
plenárias e nas palestras
De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara Municipal, os três contratos em vigência relativos ao fornecimento de lanches, café e coquetéis foram firmados após licitações abertas, realizadas de acordo com todas as normas exigidas pela legislação e vencidas pelas empresas que apresentaram os menores preços na concorrência.
Em relação aos valores pagos acima da média de mercado por determinados produtos, a assessoria informou que os contratos preveem apenas um valor absoluto como limite de gastos para todo o ano no caso dos lanches, R$ 118 mil. Para os bufês, o valor previsto é de R$ 60 mil e foi incluído o aditivo de R$ 15 mil, destinados para as cerimônias solenes da Casa. Sendo assim, não seria possível licitar a compra de cada um dos itens separadamente.
Ainda de acordo com a Câmara, os R$ 31 mil gastos em janeiro quando a Casa ainda estava em período de recesso faziam parte dos restos a pagar referentes ao fornecimento de gêneros alimentícios realizado no fim do ano passado.
A assessoria ressaltou que, em muitos dos eventos nos quais são distribuídos lanches, os convidados chegam a passar muitas horas nas dependências da Câmara. Um exemplo são os encontros da Escola do Legislativo, que leva estudantes e outros públicos para participar de oficinas e palestras.
A assessoria destacou ainda que, em homenagens e eventos promovidos por vereadores e outras entidades, os custos com lanches e coquetéis são arcados pelos próprios organizadores ou homenageados.
Cristiano Martins
No O Tempo
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