29 de ago de 2011

Homofobia: vereador tucano Edmar Mazucato diz que deu vontade de dar porrada em adolescentes homossexuais

O vereador Edmar Mazucato (PSDB) de Osvaldo Cruz-SP, criou uma polêmica em toda a região. Durante sessão na Câmara Municipal, o parlamantar comentou que flagrou dois adolescentes se beijando próximo a uma escola particular da cidade em plena luz do dia.
Mazucato ficou revoltado e chegou a dizer que preferiria ter filhos “galinhas” a homossexuais. O caso repercutiu através do Jornal da Rádio Cidade FM, quando vários ouvintes se manifestaram sobre o assunto. Ouça aqui áudio sobre o discurso considerado infeliz feito da Tribunal da Câmara.
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Nota à imprensa

A revista Veja perpetrou uma série de atos atentatórios ao regular exercício profissional do escritório Tessele & Madalena - Advogados Associados, numa atabalhoada tentativa de invasão de domicilio ao apartamento 1606 do Hotel Naoum, locado para uso privativo do nosso escritório, na qual o jornalista Gustavo Nogueira Ribeiro, se utilizando de ardis e subterfúgios, passou-se por seu hóspede, para fins da retirada de objetos pessoais daquela unidade.
O caso já é objeto de apuração pela Polícia Civil do Distrito Federal (Ocorrência 4658/2011-0), que investiga também se a revista Veja foi a responsável pela instalação de equipamentos de espionagem nas dependências do prédio. Posteriormente, para adentrar nas dependências do nosso escritório, dito jornalista fez-se passar por assessor do prefeito de Varginha/MG.
Mantemos com o escritório Oliveira e Silva e Ribeiro Advogados, de São Paulo, desde dezembro de 2007, um acordo de cooperação técnica, regularmente registrado no Conselho da OAB/DF, e que prevê, dentre outras obrigações, o uso comum de instalações, estrutura, logística, recursos humanos e técnicos, aos advogados associados a ambos escritórios, em trânsito em São Paulo e Brasília. A suíte que a Veja tentou violar está alugada desde setembro de 2010, para Tessele & Madalena – Advogados Associados e faz parte desse rol de utilidades disponíveis aos advogados, quando em trânsito em Brasília.
Trata-se de uma relação legal e transparente. Não existe nada de misterioso ou suspeito, como insinua a revista. Já os métodos empregados pela Veja, que, neste episódio, abandonou todos os critérios jornalísticos e se enveredou em uma operação típica de polícia política privada, atropelam os preceitos básicos do Estado Democrático de Direito.
Com relação ao caso Boris Berezovski, o sócio Hélio Madalena repele qualquer insinuação ou vínculo com tais fatos e buscará na esfera judicial a recomposição da verdade.
A revista Veja se escuda nos fundamentos legítimos da liberdade de imprensa para atacar e difamar aqueles que elege como seus adversários políticos. A versão tupiniquim do tablóide News of the World, do empresário Rupert Murdoch, que pratica um jornalismo de teses independente dos fatos, se superou nesse episódio na medida em que lançou mão de práticas, que, esperamos, sejam severamente condenadas pela Justiça.
Tessele & Madalena - Advogados Associados
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"O Planeta dos Macacos - A Origem"

Macaco Banal
Lição de moral maniqueísta contra a ciência dilui qualquer pretensão maior desse prólogo de uma das maiores obras primas da ficção científica.
O “Planeta dos Macacos” original, de 1968, é considerado por muitos com uma obra prima da ficção científica no cinema. Seu impacto e sucesso na época foram tão grandes, principalmente pela conclusão que impressiona até hoje, que o filme deu origem a quatro continuações caça-níqueis (uma pior que a outra), uma série de TV e até uma refilmagem ridícula dirigida por Tim Burton recentemente.
Chega agora “Planeta dos Macacos – A Origem”, (veja e baixe aqui) que os estadunidenses chamam de “prequel”, ou seja, uma espécie de prólogo do filme original. Só que se a gente pensar bem, o novo filme nada mais é do que uma refilmagem do terceiro episódio da série original, “A Conquista do Planeta dos Macacos”, que mostrava uma revolução simiesca liderada pelo filho de Cornélius e Zira.
Esse novo filme elege a ciência e sua busca por novas curas para doenças como os vilões da história. Assim, os macacos evoluem por causa de experiências feitas no laboratório de uma grande indústria farmacêutica, na qual os cientistas fazem o mal involuntariamente enquanto os homens de negócios são mostrados como gente sem qualquer escrúpulo.
O problema dessa abordagem é que esse é um conceito por demais complexo para ser pintado de forma tão maniqueísta. Tudo bem, mal tratar animais é algo abominável, assim como podemos questionar a ética de usá-los como cobaias em experiêncais. Todavia, quantas vidas foram salvas nos últimos séculos justamente por causa dessas experiências? No filme toda essa dualidade desaparecem e, devido à abordagem preto-no-branco, somos forçados a torcer para os macacos em sua luta por liberdade, o que transforma o líder César numa espécie de Che Guevara símio, outro sinal da esquizofrenia de uma cultura flácida e escapista que, na vida real, trata o revolucionário argentino como um enviado do diabo. Ou seja, tudo bem você se identificar com a luta e torcer por personagens iguais a Guevara no cinema, mas nunca no mundo real!
Existem várias referências ao filme original, porém nenhuma delas é inteligente o suficiente para se tornar marcante (por que mostrar o ator Charlton Heston em uma imagem de filme na TV e não no embarque da nave que seria a usada pelos astronautas na obra de 1968?). Tecnicamente o filme é bem feito, tem uma direção segura, excelente edição e trilha musical adequada de Patrick Doyle (dos filmes de Shakespeare de Kenneth Branagh). Os efeitos especiais também seguram bem o fato de serem macacos digitais, criados a partir da captura dos movimentos e expressões de atores humanos (Andy Serkis, que foi o Gollum na trilogia “O Senhor dos Anéis” dá vida ao protagonista César).
Porém, com uma lição de moral tão óbvia e maniqueísta, qualquer pretensão que o filme poderia ter acaba sendo diluída, transformando-o apenas em uma ficção científica banal e sem maiores consequências. Nem mesmo o final chega a ter qualquer impacto e deixa aberta a porta para continuações que certamente virão, já que o filme foi um grande sucesso de bilheteria e de crítica nos EUA.
De qualquer forma, nada supera a grandeza e o impacto, inclusive político, do filme original, dirigido por Franklin Schaffner que, entre outras qualidades, contém uma trilha musical incrivelmente inventiva e marcante do mestre Jerry Goldsmith. Vale mais a pena revê-lo.
André Lux
No Tudo Em Cima
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Sólo cinco países apoyarán a Israel

Israel teme voto masivo sobre Palestina en ONU
Jerusalén. Israel teme en septiembre un voto masivo en la Organización de Naciones Unidas (ONU) a favor de la creación de un Estado palestino, pese a su oposición y a la de Estados Unidos. Según un telegrama, el embajador israelí ante la ONU, Ron Prosor, manifestó su pesimismo sobre las posibilidades de Israel de frenar esta iniciativa en la Asamblea General, informó ayer el diario Haaretz. De acuerdo con el rotativo, sólo cinco países apoyarán a Israel y votarán en contra: Estados Unidos, Alemania, Italia, Holanda y República Checa. El ministerio israelí de Relaciones Exteriores prevé que entre 130 y 140 países de las 193 naciones voten a favor.
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As bombas do golpismo midiático

Amanhã, em Porto Alegre, às 18h, no Memorial da Assembleia Legislativa, participo de um debate sobre Democracia e Liberdade de Imprensa com Paulo Henrique Amorim.
É um evento que faz parte das comemorações dos 50 anos da Legalidade, que começaram, hoje, no Rio Grande do Sul.
É claro que não se pode fugir da discussão sobre a atitude da revista Veja em espionar, com o uso de recursos ilegais o ex-ministro José Dirceu.
Vou me referir à atitude corajosa, relatada pelo meu avô, Leonel Brizola, no mais dramático discurso daquela resistência heróica da Legalidade, no momento em que chegava os jatos da FAB e preparavam-se para bombardear o Palácio. Ele dizia que estava cercado de jornalistas, que não apenas, não arredavam o pé, diante do perigo como, também, chegavam a pedir armas para defender a democracia.
Jornalistas, médicos, engenheiros, qualquer pessoa tem, antes de tudo, o dever de respeitar e defender as leis e o estado democrático de Direito.
Não se pode confundir liberdade de imprensa com a prática de crimes. E nem se pode conviver com os abusos praticados contra a honra alheia pelo simples fato de que estes sejam feitos pelos grandes órgãos de imprensa.
Defender a democracia e a liberdade, como se fez naqueles gloriosos dias de 1961, significa estarmos dispostos, até mesmo, a enfrentar o bombardeio da grande mídia, capaz – como os insensatos de há 50 anos – a explodir pessoas na sua honra, um sentimento que nós, gaúchos, aprendemos com nossos ancestrais a defender com a própria vida.
Brizola Neto
No Tijolaço
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Para Humberto Costa, matéria da 'Veja' sobre José Dirceu mostra necessidade de se discutir limites na imprensa


O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou, em discurso nesta segunda-feira (29), que a matéria publicada pela revista Veja no último fim de semana, com informações que teriam sido obtidas clandestinamente, "evidenciou a necessidade de se discutir os limites de iniciativas de órgãos de imprensa danosas à imagem de pessoas públicas", a partir de "acusações vazias, falaciosas, lançadas a partir de dados que nada expressam". Segundo disse, não se trata de cercear a liberdade de expressão, mas sim "pôr fim a eventos em prejuízo aos limites da ética jornalística".
Reportagem da revista Veja acusa o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, de manter um gabinete paralelo em Brasília, visando influenciar e até conspirar contra o gestão da presidente Dilma Rousseff. O material mostra encontros de José Dirceu com parlamentares e figuras importantes do governo.
- Sob o falso pretexto de jornalismo investigativo, a revista provavelmente cometeu ato ilegal com a tentativa de invasão de domicilio, conforme será esclarecido em inquérito em curso na Polícia Civil do Distrito Federal - disse.
A direção do Hotel Naoum, onde José Dirceu se hospeda e recebe políticos, registrou em boletim de ocorrência a tentativa de invasão do quarto em que se hospeda o ex-ministro. Segundo a acusação, o repórter teria, por duas vezes, tentado entrar no quarto, primeiro enganando uma camareira e depois se passando por outra pessoa, afirmou o senador.
Também se desconfia que outros crimes possam ter sido cometidos, entre eles, o suborno de funcionários ou a instalação ilegal de grampos no sistema interno de TV que garante a segurança do local, disse Humberto Costa. A desconfiança se sustenta no fato de a revista ter publicado imagens do circuito interno em preto e branco, sendo que o sistema do hotel gera imagens em cores. Com as evidências de espionagem ilegal, a direção do Naoum anunciou que também irá acionar a Polícia Federal nas investigações, disse ainda o líder do PT.
- A democracia conquistada neste país é um bem precioso, mas ela também vem acompanhada de outros valores: a apuração minuciosa dos fatos, a partir de provas contundentes e de resultados de investigações já feitas, é necessária antes de se lançar qualquer acusação sem cabimento contra qualquer pessoa: homem público, cidadão ou cidadã - argumentou Humberto Costa.
A matéria publicada pela Veja neste fim de semana afirma que, em um "gabinete paralelo", José Dirceu despacha com parlamentares e figuras importantes do governo Dilma Rousseff e teria o objetivo de conspirar contra a gestão da presidente.
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Repórter não é Polícia; Imprensa não é Justiça

Ao voltar de Barretos, o meu correio eletrônico já estava entupido de mensagens de amigos e leitores comentando e me pedindo para comentar a reportagem da revista "Veja" sobre as "atividades clandestinas" do ex-ministro José Dirceu, um dos denunciados no processo do "mensalão", que tramita no Supremo Tribunal Federal e ainda não tem data para ser julgado.
Só agora, no começo da tarde de segunda-feira, consegui ler a matéria. Em resumo, como está escrito na capa, sob o título "O Poderoso Chefão", ao lado de uma foto em que Dirceu aparece de óculos escuros e sorridente, a revista faz uma grave acusação:
"O ex-ministro José Dirceu mantém um "gabinete" num hotel de Brasília, onde despacha com graúdos da República e conspira contra o governo da presidente Dilma".
Para justificar a capa, a revista publica dez reproduções de um vídeo em que, além de Dirceu, aparecem ministros, parlamentares e um presidente de estatal entrando ou saindo do "bunker instalado na área vip de um hotel cinco-estrelas de Brasília, num andar onde o acesso é restrito a hóspedes e pessoas autorizadas".
Nas oito páginas da "reportagem" - na verdade, um editorial da primeira à última linha, com mais adjetivos do que substantivos - não há uma única informação de terceiros que não seja guardada pelo anonimato do "off" ou declaração dos "acusados" de visitar o bunker de Dirceu confirmando a tese da "Veja".
Fiel a uma prática cada vez mais disseminada na grande mídia imprensa, a tese da conspiração de Dirceu contra o Governo Dilma vem antes da apuração, que é feita geralmente para confirmar a manchete, ainda que os fatos narrados não a comprovem.
Para dar conta da encomenda, o repórter se hospedeu num apartamento no mesmo andar do ex-ministro. Alegando ter perdido a chave do seu apartamento, pediu à camareira que abrisse o quarto de Dirceu e acabou sendo por ela denunciado à segurança do hotel Naoum Plaza, que registrou um boletim de ocorrência no 5º Distrito Policial de Brasília, por tentativa de invasão de domicílio.
Li e reli a matéria duas vezes e não encontrei nenhuma referência à origem das imagens publicadas como "prova do crime", o primeiro dos mistérios suscitados pela publicação da matéria. O leitor pode imaginar que as cenas foram captadas pelas câmeras de segurança do hotel, mas neste caso surgem outras perguntas:
  • Se o próprio hotel denunciou o repórter à polícia, segundo "O Globo" de domingo, quem foi que lhe teria cedido estas imagens sem autorização da direção do Naoum?
  • Se foi o próprio repórter quem instalou as câmeras, isto não é um crime que lembra os métodos empregados pela Gestapo e pelo império midiático dos Murdoch?
  • As andanças pelo hotel deste repórter, que se hospedou com o nome e telefone celular verdadeiros, saiu sem fazer check-out e voltou dando outro nome, para supostamente entregar ao ex-ministro documentos da prefeitura de Varginha, são procedimentos habituais do chamado "jornalismo investigativo"?
As dúvidas se tornam ainda mais intrigantes quando se lê o que vai escrito na página 75 da revista:
"Foram 45 horas de reuniões que sacramentaram a derrocada de Antonio Palocci e durante as quais foi articulada uma frustrada tentativa do grupo do ex-ministro de ocupar os espaços que se abririam com a demissão. Articulação minuciosamente monitorada pelo Palácio do Planalto, que já havia captado sinais de uma conspiração de Dirceu e de seu grupo para influir nos acontecimentos que ocorriam naquela semana (6,7 e 8 de junho, segundo as legendas das fotos) - acontecimentos que, descobre-se agora, contavam com a participação de pessoas do próprio governo".
A afirmações contidas neste trecho provocam outras perguntas.
  • Como assim? Quem do governo estava conspirado contra quem do governo?
  • Por acaso a revista insinua que foi o próprio governo quem capturou as imagens e as entregou ao repórter da "Veja"?
  • Por que a reportagem/editoral só publica agora, no final de agosto, fatos ocorridos e imagens registradas no começo de junho, no momento em que o diretor de redação da revista está de férias?
Só uma coisa posso afirmar com certeza, depois de 47 anos de trabalho como jornalista: matéria de tal gravidade não é publicada sem o aval expresso dos donos da empresa ou dos acionistas majoritários. Não é coisa de repórter trapalhão ou editor descuidado.
Ao final da matéria, a revista admite que "o jornalista esteve mesmo no hotel, investigando, tentando descobrir que atração é essa que um homem acusado de chefiar uma quadrilha de vigaristas ainda exerce sobre tantas autoridades (...) E conseguiu. Mas a máfia não perdoa".
Conseguiu? Há controvérsias... No elenco de nomes apresentados pela revista como frequentadores do "aparelho clandestino" de Dirceu, no entanto, não encontrei nenhum personagem que seja publicamente conhecido como inimigo do ex-ministro Antonio Palocci.
O texto todo foi construído a partir de ilações e suposições para confirmar a tese - não de informações concretas sobre o que se discutiu nestes encontros e quais as consequências efetivas para a queda de Palocci.
Não tenho procuração para defender o ex-ministro José Dirceu, nem ele precisa disso. Escrevo para defender a minha profissão, tão aviltada ultimamente pela falta de ética de veículos e profissionais dedicados ao vale-tudo de verdadeiras gincanas para destruir reputações e enfraquecer as instituições democráticas.
É um bom momento para a sociedade brasileira debater o papel da nossa imprensa - uma imprensa que não admite qualquer limite ou regra, e se coloca acima das demais instituições para investigar, denunciar, acusar e julgar quem bem lhe convier.
Diante de qualquer questionamento sobre as responsabilidades de quem controla os meios de comunicação, logo surgem seus porta-vozes para denunciar ameaças à liberdade de imprensa.
Calma, pessoal. De vez em quando, convém lembrar que repórter não é Polícia e a Imprensa não é Justiça, e também não deveria se considerar inimputável como as crianças e os índios. Vejam o que aconteceu com Murdoch, o ex-todo-poderoso imperador. Numa democracia, ninguém pode tudo.
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Nota de esclarecimento do STF em resposta a Veja

Leia abaixo nota encaminhada à revista Veja no dia 17 de agosto de 2011.
Diversamente do que foi publicado na coluna Holofote da edição 2.230 de Veja, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Cezar Peluso, presidente da Corte, e Gilmar Mendes nunca tiveram reunião ou conversa reservada para definir qualquer tipo de ação em relação ao julgamento dos réus denunciados no caso conhecido como “Mensalão”. A Ação Penal 470 está sendo conduzida pelo relator, ministro Joaquim Barbosa, sem que os demais ministros tenham tido, até agora, acesso à totalidade da instrução da causa. Como previsto na Constituição Federal, todos os julgamentos em plenário são públicos e transmitidos ao vivo pela TV Justiça e pela Rádio Justiça.
Supremo Tribunal Federal
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O caso Naoumgate: o crime da Veja

Hotel Naoum em Brasília, cenário do banditismo jornalístico
O caso Watergarte nos EUA e o bom jornalismo
Em 18 de junho de 1972, o jornal Washington Post noticiava na primeira página o assalto do dia anterior à sede do Comitê Nacional Democrata, no Complexo Watergate, na capital dos Estados Unidos. Durante a campanha eleitoral, cinco pessoas foram detidas quando tentavam fotografar documentos e instalar aparelhos de escuta no escritório do Partido Democrata.
Bob Woodward e Carl Bemstein, dois repórteres do Wahington Post, começaram a investigar o então chamado caso Watergate. Durante muitos meses, os dois repórteres estabeleceram as ligações entre a Casa Branca e o assalto ao edifício de Watergate.
Richard Nixon foi eleito presidente em 1968 e reelegeu-se em 1972, com uma esmagadora vitória sobre o senador democrata George McGovem.
Foi durante esta campanha de 1972 que se verificou a incidente na sede do Comitê Nacional Democrático. Durante a investigação oficial que se seguiu, foram apreendidas fitas gravadas que demonstravam que o presidente tinha conhecimento das operações ilegais contra a oposição. Em 9 de agosto de 1974, quando várias provas já ligavam os atos de espionagem ao Partido Republicano, Nixon renunciou à presidência.
Este exemplo de jornalismo investigativo engrandeceu o papel da imprensa e foi retratado no cinema pelo filme “Todos os Homens do Presidente”, premiado com 4 Oscar.
Quando a imprensa é a criminosa
Em 2011 estoura na Inglaterra o escândalo em torno do tablóide inglês News of the World, um centenário jornal, que fechou após as denúncias de escutas telefônicas contra milhares de pessoas ao longo dos anos.
Tais exemplos poderiam servir para os órgãos da imprensa brasileira refletirem sobre suas atividades, no entanto, a Revista Veja desta semana, já abalada em sua credibilidade pelas denúncias nunca comprovadas e, muitas vezes, acintosamente mentirosas, reforça o seu jornalismo de esgoto ao protagonizar o Naoumgate de Brasília.
Um dos seus repórteres foi flagrado ao tentar invadir o apartamento do ex-ministro José Dirceu no Hotel Naoum. A direção do hotel denunciou-o à polícia e suspeita que o elemento tenha instalado câmeras nos corredores numa clara violação às leis.
A reportagem de capa do semanário ilustra com fotos o que seria o sistema de segurança a registrar a movimentação de políticos no hotel. Na verdade, a matéria, além de fantasiosa e suspeita, confirma o ato criminoso do repórter e da revista.



A mentira estampada na capa
Antecedentes da Veja justificam a queda de sua circulação e a perda de credibilidade
Em 1989, o povo brasileiro reconquistava o direito de eleger o presidente da república depois dos terríveis anos da ditadura militar.
A brisa suave da democracia começava a entusiasmar a nação e dois nomes despontavam como fortes candidatos: Lula e Leonel Brizola.
A direita, mesmo depois de ter apoiado a sanguinária ditadura, não se fez de vencida e usou o seu partido político, travestido de grande mídia, para falar do jovem governador do Estado de Alagoas, Fernando Collor de Mello. Artistas globais e programas de televisão iniciaram uma campanha de exaltação do político, cuja família é dona da retransmissora alagoana da Rede Globo.
A Revista Veja faz a sua parte e estampa em sua capa de 23/03/1988: Collor de Mello – O Caçador de Marajás. http://veja.abril.com.br/arquivo_veja/capa_23031988.shtml
A mentira estava instalada. Collor venceu Lula no 2º turno de uma eleição recheada de armações da mídia: debate da Globo, edições do Jornal Nacional, enfoque do seqüestro de Abílio Diniz, o caso de Miriam Cordeiro mãe de Lurian, filha de Lula.
Como toda mentira tem perna curta, o Caçador de Marajás revelou-se o maior de todos eles e foi deposto em 1992.
O cinismo da grande mídia cerrou-se num silêncio de quem diz não ter nada com isso.
O mesmo sentimento de impunidade, que estimula a prática de corruptos e criminosos, incentiva a imprensa antidemocrática e bandida que se acha acima de tudo e de todos, em nome da intocável liberdade de imprensa.
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Mais mentiras de Veja na matéria a respeito de José Dirceu

A semana começa aqui no blog, como não poderia deixar de ser, ainda sob o impacto da tendenciosa matéria de Veja dessa semana a meu respeito. Como já falei dela em outros dois posts no fim de semana, hoje cumpre destacar a omissão e o silêncio absolutos da grande imprensa contra a flagrante violação por parte da revista da minha privacidade, intimidade e do meu direito à presunção da inocência, uma vez que ainda não fui julgado pela Justiça de meu país, mas Veja já me julgou e condenou da 1ª à última linha de seu material. A começar pelas manchetes em sua capa.
Um ou outro jornal registra a matéria de Veja, mesmo assim só para dar curso a seu teor e não ao caráter do ato criminoso praticado pela revista. Nenhum questiona, sequer registra, o aspecto da violação da privacidade dos hóspedes de um hotel e a invasão de seus apartamentos.
Não fossem os portais Terra, UOL, Brasil 247, Sul21 e o Vermelho - só para citar alguns - e a blogosfera, o registro do crime passaria batido, em brancas nuvens. Aproveito aqui para agradecer aos muitos blogueiros e anônimos que denunciaram e retuitaram notas denunciando mais esta farsa da revista Veja. Que houve invasão de domicílio e desrespeito à minha privacidade não há dúvidas. Agora é acompanhar as investigações da Polícia Federal e da Polícia Civil de Brasília, nos inquéritos instaurados a pedido do hotel.
Hélio não foi cúmplice, foi vítima
À medida que passa o tempo, elucidam-se, também, outras mentiras deslavadas publicadas por Veja. A matéria fala do fato do advogado Hélio Madalena ter constado do inquérito que apurou o caso MSI-Corinthians. VEJA mentiu, também, nesse caso. Hélio foi vítima e não cúmplice de quem quer que seja nessa história.
Seu sigilo foi quebrado a partir da quebra do meu sigilo, ambos sem nenhuma razão, um abuso de autoridade na operação MSI-Corinthians, precursora das ilegalidades que depois seriam descobertas na Operação Satiagraha, agora anulada pela Justiça. Hélio e eu, como bem afirmam os procuradores, fomos investigados na apuração de um caso como o qual nada tínhamos a ver. E é bom que se diga com todas as letras: fomos totalmente inocentados.
É só resgatar o noticiário para comprovar o que afirmo e a leviandade da revista. Na época, a própria mídia registrava, em diversos veículos: em relação a suposto envolvimento do ex-ministro José Dirceu no caso, o procurador da República, Rodrigo de Grandis, disse que não foram identificados indícios de participação de Dirceu em relação à parceria MSI-Corinthians que justificassem denúncia contra ele.
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Imagens divulgadas por Veja não foram feitas por câmeras do Hotel Naoum

“Essa possibilidade já está descartada”, diz gerente-geral Rogério Tonatto
O Hotel Naoum já descarta que as imagens divulgadas por Veja do ex-ministro José Dirceu e políticos nos corredores do estabelecimento tenham sido capturadas pelas câmeras internas e vazadas por algum funcionário. A Polícia Civil do Distrito Federal iniciou perícia para saber se as fotos foram resultado de grampo de imagem feito pela revista ou por terceiros.
“A possibilidade de as imagens terem saído de nossas câmeras está descartada. Está muito evidente que não foram captadas por nós. As imagens divulgadas são bem diferentes do nosso padrão”, disse ao Brasil247, o gerente-geral do Hotel Naoum, Rogério Tonatto. Ele afirma que o enquadramento das imagens publicadas é diferente das capturadas pelas câmeras internas e que as imagens do hotel são coloridas, ao contrário das divulgadas.
Segundo Tonatto, o circuito interno não conseguiu capturar imagens de instalação de grampo. “Não estamos conseguindo enxergar isso”, disse. Ainda de acordo com ele, a Polícia Civil trabalha na busca de provas de instalação de uma câmera no corredor. O hotel vai esperar a perícia para decidir se aciona a Polícia Federal.
Reportagem da Veja deste fim de semana mostra o ex-ministro José Dirceu, senadores, deputados, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, e o ministro de Desenvolvimento Econômico, Fernando Pimentel, nos corredores do Hotel Naoum, em momentos diferentes. Dias antes da publicação, José afirmou por meio de seu blog que o repórter Gustavo Ribeiro tentou invadir seu quarto no hotel, depois de ficar dias hospedado em uma suíte ao lado da do petista.
Na reportagem, Veja afirma que Dirceu ainda é ativo nas articulações do PT e o acusa de conspirar contra o governo da presidente Dilma Rousseff. A revista nega que o repórter tenha tentado invadir o quarto do ex-ministro.
Evam Sena 
No Brasil 247
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Justiça reage a pedidos infundados

Os juízes estão dando respostas duras a pedidos de danos morais considerados sem fundamento, numa tentativa de conter a avalanche de ações que toma conta de seus gabinetes. Recentemente, o magistrado Luiz Gustavo Giuntini de Rezende, do Juizado Especial Cível e Criminal de Pedregulho (SP), desabafou em sua decisão sobre um caso envolvendo um cliente do Banco do Brasil que foi impedido de entrar em uma agência bancária pelo travamento da porta giratória. "O autor não tem condição de viver em sociedade. Está com a sensibilidade exagerada. Deveria se enclausurar em casa ou em uma redoma de vidro, posto que viver sem alguns aborrecimentos é algo impossível", diz o juiz na sentença.
O número de processos com pedidos de danos morais vem crescendo ano a ano. Levantamento do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), feito a pedido do Valor, mostra um aumento de 3.607% na distribuição de ações na comparação entre 2005 e 2010 - de 8.168 para 302.847. Com isso, acabam subindo mais recursos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em 2000, foram autuados 1.421. No ano passado, 10.018. "Esse aumento é reflexo do amadurecimento da sociedade brasileira, cada vez mais consciente dos seus direitos e da necessidade de vê-los reconhecidos. Nesse processo, é natural que alguns se excedam, sobretudo até que se estabeleçam os limites do que é razoável ser indenizado", afirma a ministra Nancy Andrighi, do STJ. "Cabe ao Poder Judiciário, através de suas decisões, fixar esses limites, rejeitando pedidos exagerados."
Em Pedregulho, o juiz Luiz Gustavo Giuntini de Rezende considerou o pedido exagerado e foi direto ao ponto. Nas primeiras linhas da decisão afirma que "o autor quer dinheiro fácil". Para ele, o simples fato dele ter sido barrado na agência bancária não configuraria dano moral. Segundo o magistrado, em nenhum momento o consumidor disse que foi ofendido, "chamado de ladrão ou qualquer coisa que o valha". "O que o ofendeu foi o simples fato de ter sido barrado - ainda que por quatro vezes - na porta giratória que visa dar segurança a todos os consumidores da agência bancária", diz o juiz, acrescentando que o autor precisa "aprender o que é um verdadeiro sofrimento, uma dor de verdade". E vai mais além: "Quanto ao dinheiro, que siga a velha e tradicional fórmula do trabalho para consegui-lo." O autor já recorreu da decisão.
Discussões familiares também acabam chegando às mãos dos juízes. Recentemente, a 2ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) analisou o recurso de um homem que ingressou com pedido de danos materiais e morais contra seus cunhados, negado em primeira instância. Alega que sofreu agressões verbais, "o que teria tornado o convívio familiar insuportável". Em seu voto, o relator do caso, desembargador paulista José Carlos Ferreira Alves, criticou o pedido. "O Poder Judiciário não pode ser acionado com a finalidade de satisfazer frustrações pessoais ou para promover a vingança", diz. Para ele, "numa família numerosa, é comum que haja muita divergência no que diz respeito a visões de mundo e ânimos, o que pode resultar em incompatibilidade". Ele acrescenta que "o ordenamento jurídico sequer impõe aos familiares a obrigação de se amarem".
A advogada Eliana Elizabeth Barreto Chiarelli Duarte, que defende o autor e fez sustentação oral no julgamento do recurso, estuda agora a possibilidade de levar o caso ao STJ. Ela alega que, como a discussão era entre familiares, o dano moral não chegou a ser devidamente analisado. "Se houvesse um terceiro envolvido, certamente haveria condenação", diz a advogada. "O juiz de primeira instância chegou a afirmar que a solução seria não convidar uma das partes para os eventos familiares. Achei um absurdo ele dizer isso."
No Rio de Janeiro, o juiz 1ª Vara Cível de Teresópolis, Carlos Artur Basílico, também deu uma dura resposta a um consumidor que ingressou com pedido de danos materiais e morais contra a Ampla Energia e Luz. Ele se sentiu prejudicado por ficar vários dias sem luz depois da catástrofe natural em Teresópolis, em janeiro. "Cuida-se da maior catástrofe climática do Brasil, que destruiu diversos bairros do município de Teresópolis, atingindo gravemente a localidade onde reside o autor. As fotos trazidas com a contestação falam por si", afirma o magistrado na decisão. "O réu trabalhou no limite extremo para restabelecer a energia elétrica em prol de cerca de 75.000 pessoas que foram atingidas na catástrofe. A energia foi restabelecida em período razoável, cerca de um mês e meio depois da tragédia, repita-se, inédita." A Defensoria Pública, que atua em nome do autor, estuda a possibilidade de recorrer da decisão.
De acordo com o advogado da Ampla, Patrick Ghelfenstein, do escritório Taunay, Sampaio & Rocha Advogados, a concessionária não poderia ser responsabilizada por um caso fortuito. "A empresa montou uma operação de guerra para restabelecer a energia. Mas o consumidor não quis nem saber", diz o advogado, que acompanha outros pedidos considerados sem fundamento por juízes. Em um deles, uma consumidora ajuizou pedido de indenização por danos materiais e morais contra a Barra on Ice Promoções e Eventos. Ela alega que sofreu sérias lesões no punho do braço direito com uma queda em uma pista de patinação. Em sua decisão, o juiz Sergio Seabra Varella, da 47ª Cível do Rio, afirma que, ao entrar em uma pista de patinação, a autora "assumiu o risco de queda", que é comum e inerente ao esporte. "Evidente que o gelo é extremamente escorregadio, sendo este o motivo do risco atribuído à prática da patinação, com os tombos frequentes de conhecimento geral", diz o magistrado.
O advogado da autora, Romildo Florindo de Lima, informou que vai recorrer da decisão. "Houve falha na prestação do serviço. A minha cliente só entrou na pista porque deixaram de cumprir o que foi acordado, ou seja, colocar um instrutor para acompanhar sua filha", afirma.
Para a advogada Gisele de Lourdes Friso, especializada em direito do consumidor, os magistrados estão analisando os pedidos com maior rigor. "Estão concedendo indenização onde de fato existiu um dano moral", afirma advogada, lembrando que autores de pedidos infundados correm o risco de serem condenados a pagar despesas processuais e honorários advocatícios. "Há um certo exagero na tentativa de se conseguir uma indenização. Há casos de meros aborrecimentos".
Arthur Rosa
No Valor
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Além dos limites

A revista Veja, com essa sua última capa, sobre o ex-ministro José Dirceu, entrou no rol das publicações do tipo "house organ", esses jornaizinhos de empresas cujas notícias são lidas apenas por seus funcionários. No caso da Veja, hoje, apenas os seus leitores, aquela porção da sociedade brasileira que odeia o PT, dão algum crédito ao que sai em suas páginas.
Nos últimos tempos Veja ainda conseguia que alguns outros veículos amplificassem as suas "denúncias", com a sua repercussão nos dias seguintes, mantendo o "escândalo" da semana em evidência por algum tempo.
Mas agora, com a revelação de que seus repórteres usam métodos criminosos para encaixar a pauta da direção em suas "investigações", vai ser bem mais difícil que algum dos parceiros na mídia tenham coragem de reproduzir o material "jornalístico".
A única coisa boa que Veja tem feito ao Brasil é mostrar a necessidade de que algum tipo de controle seja exercido sobre a imprensa, já que a Justiça, com a sua morosidade, não ajuda em nada a fixação da democracia no país.
Se isso não for feito com urgência, os casos de assassinato de reputação, de gangsterismo explícito, de ações criminosas inspiradas no jeito Murdoch de fazer jornalismo, vão se suceder, o que não é nada bom para ninguém, com a exceção daqueles interessados em ver o Brasil retroceder ao tempo sombrio do neoliberalismo escancarado.
Como providência imediata, espera-se que não só o ex-ministro José Dirceu, mas todos os outros envolvidos nesse sórdido caso, como o hotel Nahoum e o PT, tomem providências legais, exijam que a polícia vá a fundo na apuração sobre quem foram os responsáveis por essa desastrada operação de espionagem e invasão de privacidade.
Num caso como esse, não basta a indignação. É preciso que haja a punição, exemplar.
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Veja a entrada e a saída

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E quem é o caloteiro, vejam só

Todo mês, os jornais publicam que os bancos registram que a taxa de inadimplência aumentou e a todo momento repete que os juros praticados são altos, entre outras razões, porque o “spread” – ferença entre o que pagam pelo dinheiro e o que cobram para emprestar – é alto porque tem de cobrir os prejuízos que sofrem com o calote de maus pagadores.
E só hoje – antes tarde do que nunca – a Folha registra que, caloteiro mesmo, e de bilhões, é o sistema bancário, que “infla” as perdas com inadimplência para reduzir a incidência de importo sobre suas operações. Sonegação, mesmo, é a palavra
Só que sonegação de rico tem outro nome: planejamento tributário. E uma outra palavra incomum: elisão fiscal. As operações ganham contabilmente, nomes e formas para isentarem-se de imposto.
Segundo a Folha, só em 2011, as autuações chegam a R$ 5,9 bilhões, englobando sonegação de impostos em fusões, em aquisições e em empréstimos entre bancos. Em 2010, foram R$ 6,9 bilhões, valor maior do que o dos três anos anteriores somados.
E são estes senhores que nos falam em carga tributária elevada, recomendam cortes nos programas sociais, etc, etc, etc…
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Charge online - Bessinha - # 768

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Planeta dos Macacos: A Origem (2011)

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Titulo Original: Planeta dos Macacos A Origem
Ano de Lançamento: 2011
Gênero: Drama, Ação, Ficção
Idioma: Português / Inglês
Legenda: PT/BR
Tamanho: 700 MB
Formato: Rmvb
Qualidade de Áudio: 10
Qualidade de Vídeo: 10
Sinopse: San Francisco. Will Rodman (James Franco) é um cientista que trabalha em um laboratório, onde são realizadas experiências com macacos. Ele está interessado em descobrir novos medicamentos para a cura do mal de Alzheimer, já que seu pai (John Lithgow) sofre da doença. Ao seu lado conta com a ajuda de Caroline (Freida Pinto), uma especialista em primatas. As experiências realizadas fazem com que a inteligência dos macacos aumente bastante, ao ponto deles escaparem de suas gaiolas e enfrentarem os humanos pelo controle da Terra.
Elenco:
James Franco … (Will Rodman)
Freida Pinto … (Caroline Aranha)
John Lithgow …(Charles Rodman)
Brian Cox … (John Landon)
Tom Felton … (Dodge Landon)
David Oyelowo … (Steven Jacobs)
Tyler Labine … (Robert Franklin)
Jamie Harris … (Rodney
David Hewlett … (Hunsiker)
Ty Olsson … (Chief John Hamil)
Madison Bell …(Alice Hunisker)
Makena Joy … Alice Hunsiker (Teen)
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Latuff dá aula de mídia regional

O cartunista Carlos Latuff, de talento e projeção internacional, é bastante conhecido pelas sátiras políticas, algumas delas de tom dramático - quando mostram os dramas sociais das classes populares ou a tirania política dos detentores do poder - e sempre sob o ponto de vista dos movimentos progressistas.
Mas ele, também crítico da velha grande mídia, também dá uma aula do que é a grande mídia regional, e aqui vemos uma charge com o chefão da Rede Brasil Sul, o famoso Grupo RBS que controla a mídia em Santa Catarina e Rio Grande do Sul , Nelson Sirotsky.
Sirotsky é o barbudo diante do quadro negro, enquanto o chargista da RBS, Carlos Henrique Iotti, aparece desenhando uma imagem "demonizada" que a direita gosta de fazer do Movimento dos Sem-Terra.
Na charge, o empresário ensina o cartunista da RBS a conjugar o verbo "vender", como lição básica para o aprendizado dos princípios neoliberais. Falando em "princípios", o Grupo RBS, representante das Organizações Globo no Sul do país, deve entender e concordar muito bem com os "princípios" que a corporação dos irmãos Marinho controla em âmbito nacional.
Algum intelectual etnocêntrico teria coragem de classificar o Grupo RBS como "pequena mídia das periferias"?
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A manchete do dia é Global

Engraçadíssima essa manchete na primeira página do Globo de hoje. Definitivamente, graças a suas trapalhadas na economia, os Estados Unidos estão virando piada.
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Como surgiram os dez mandamentos

Deus perguntou aos Gregos:
"Vocês querem um mandamento?".
"Qual seria o mandamento, Senhor?". 

"Não matarás!".
"Não obrigado. Isso interromperia as nossas conquistas".

Então, Deus perguntou aos Egípcios:
"Vocês querem um mandamento?". 

"Qual seria o mandamento, Senhor?".
"Não cometerás adultério!". 

"Não obrigado. Isso arruinaria os nossos fins-de-semana".

Chateado, mas não derrotado, Deus perguntou aos cananeus:
"Vocês querem um mandamento ?". 

"Qual seria o mandamento, Senhor?".
"Não roubarás!".
"Não obrigado. Isso arruinaria a nossa economia".

Deus, enfim , perguntou aos Judeus:
"Vocês querem um mandamento?".
"Quanto custa?". 

"É de graça". 

"Então manda logo DEZ!".
No Blog do Bourdoukan
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Andres Sanches, Aécio Neves, Luis Álvaro, Rede Globo: a peneira que não esconde o SOL

Como esperado, algumas federações tentaram reprimir a manifestação de torcedores contra Ricardo Teixeira.
Os aliados do Imperador trabalharam rápido, na tentativa de esconder a indignação popular.
Andres Sanches conseguiu o intuito de minimizar o movimento nas “organizadas” corinthianas, que, covardes, não participaram.
Diferentemente das palmeirenses, que até mosaico gigante contra Ricardo Teixeira fizeram em Presidente Prudente.
Vale lembrar que o presidente da tal associação de “organizadas” que liderava o movimento era exatamente o dos “Gaviões da Fiel”, que, demonstrando submissão, e o rabo preso por uma ação “entre amigos” num distrito policial, não ousou desobedecer aquele que o “ajudou”.
Na Vila, torcedores do São Paulo inundaram o estadio e suas cercanias com a maior manifestação entre todas as torcidas, enquanto as “organizadas” do Peixe, antes inimigas de Luis Álvaro, seguiram suas ordens de não afrontar àquele a quem o presidente santista beija as mãos.
Em Minas Gerais, Aécio Neves, amigo do Barão, impediu que as faixas entrassem no estádio, orientando ainda os policiais a darem constrangedoras explicações à imprensa.
Enquanto isso, a Rede Globo esforçava-se para não colocar em sua telinha sequer um cartaz, abusando de imagens fechadas e, por vezes, desfocadas.
Essa gente não percebeu ainda que é justamente a repressão que alimenta a indignação, motivo pelo qual não tenho dúvidas de que o “Fora Ricardo Teixeira” crescerá ainda mais nos próximos dias.
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Histórias da Legalidade: a participação da Guaíba e da Gaúcha, segundo Breno Caldas

Foto: Memória Correio do Povo
A propósito das comemorações dos 50 anos da Legalidade e da relação do episódio com a imprensa gaúcha, Santiago envia um curioso relato de Breno Caldas, falecido proprietário do Correio do Povo e da Rádio Guaíba, na entrevista que concedeu a José Antônio Pinheiro Machado (também conhecido hoje como Anonymus Gourmet), publicada no livro “Breno Caldas – Meio Século de Correio do Povo” (L&PM, 1987). Nessa entrevista, Breno Caldas fala da famosa encampação da Guaíba por Leonel Brizola em 1961 para a transmissão da Campanha da Legalidade e de como teria ocorrido a compra da TV Gaúcha. O depoimento de Breno Caldas:
“No início era só a Guaíba. Só a Guaíba foi requisitada, ou então “encampada”, como disse o Brizola. As outras estações ficaram no ora veja. Aquele fato político da Legalidade teve uma repercussão enorme, as pessoas acompanhavam cada passo, cada lance, a audiência era expressiva. Aí a Rádio Gaúcha resolveu aderir ao negócio, pediu para entrar… e entrou.
Depois de tudo, aconteceu um fato curioso. Um dia apareceu lá na Guaíba um diretor do Banco do Rio Grande e queria me dar dinheiro: disse que estava lá por ordem do governador para fornecer recursos, os recursos que eu precisasse, a título de indenização pela ocupação da rádio. Eu disse que não precisava, que não queria ….ele ficou surpreso: “Mas o que é que eu vou dizer ao governador?” “Diga que eu não quero dinheiro. No fim da ocupação, eu vou mandar uma conta, uma conta detalhada, correspondente exatamente às horas que ele ocupou a rádio.” E, realmente, quando terminou o negócio, nós fizemos lá as contas de quantas horas a rádio ficou no ar a serviço da Legalidade e deu uma coisa ridícula…25 contos de réis … Mandei a conta e eles pagaram.
O nosso Maurício Sobrinho também resolveu mandar a conta da Gaúcha, embora a Gaúcha não tivesse sido requisitada ou encampada, mas sim tivesse aderido à Legalidade. Naquela época, o Maurício tinha comprado a TV Gaúcha do Balvé.. e lhe estava devendo 250 contos pelo período da Legalidade.. Então, na prática, o governo do Estado pagou a aquisição da TV Gaúcha…”
Marco Weissheimer
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Polícia Federal já está no caso Veja/Hotel Naoum

O principal cenário da “denúncia” da Veja desse final desse final de semana é o Hotel Naoum, em Brasília. Nele, segundo a revista, José Dirceu tem um “gabinete” instalado, onde “o ex-ministro recebe autoridades da República para, entre outras atividades, conspirar contra o governo Dilma.”
A matéria traz uma sequência de dez fotos tiradas do andar em que fica o apartamento de José Dirceu. Numa delas, aparece o próprio. Nas demais, ministros, deputados, senadores que lá estiveram. Por isso, entrevistei há pouco Rogério Tonatto, gerente geral do hotel.
Viomundo — No seu ramo de negócio, privacidade é vital. A do Naoum, porém, foi quebrada com a reportagem da Veja. O senhor não teme que, por isso, clientes deixem de se hospedar no seu hotel?
Rogério Tonatto — Eu não acredito, não, porque todo mundo conhece a nossa respeitabilidade. O hotel tem 22 anos, é considerado o melhor da cidade. É o hotel que mais recebeu comitivas oficiais em todo o país, da Princesa Diana a Fidel Castro. São mais de 150 comitivas oficiais.
O que foi feito aqui é uma coisa criminosa, que a gente repudia. Nós estamos realmente chocados, pois temos uma história muito forte com a cidade. Não vamos deixar que episódio isolado como esse abale o nome do hotel.
Viomundo – Acha mesmo que não vai ter repercussão na sua clientela? As fotos exibidas na Veja demonstram que a privacidade do seu cliente está em risco.
Rogério Tonatto – A privacidade de clientes está sob risco em qualquer lugar do mundo. O que fizeram no hotel é um crime. Aliás, muitos clientes têm-nos ligado para prestar solidariedade, dizendo que o hotel não merece isso.
Viomundo – O senhor sabe como foram feitas as imagens?
Rogério Tonatto — A gente não sabe ainda com certeza, pois a questão está sob investigação. A nossa suspeita é de que essa câmera foi plantada. Achamos que não saíram do circuito interno do hotel.
Viomundo — Não saíram mesmo do circuito interno?
Rogério Tonatto — Nós estamos investigando. Mas tudo indica que não. Até porque a maioria dos nossos funcionários tem muito tempo de casa, são pessoas comprometidas com o hotel. Eu sinceramente não acredito que possa ter saído de forma inconseqüente do hotel. Nisso, a gente está bem tranqüilo.
Já falamos com todos os funcionários, a começar pelo pessoal de segurança. Está todo mundo muito chateado, muito perplexo. São pessoas que têm um carinho muito grande pelo empreendimento. Você não tem noção do que a gente realmente está passando…
Viomundo – É possível dizer com 100% de certeza que as fotos não foram tiradas do seu sistema de segurança?
Rogério Tonatto – Neste instante, não tenho condições de precisar 100%. A principal hipótese é a de que uma câmera tenha sido plantada no hotel. A gente trabalha mais com essa hipótese.
Viomundo – A sua equipe tem condições de avaliar se as imagens saíram ou não do circuito interno, não tem?
Rogério Tonatto – Tem, sim, e já detectaram algumas diferenças em relação às fotos publicadas. Por exemplo, são horas diferenciadas em relação às presenças das pessoas citadas. Mas isso a Polícia Civil de Brasília e a Polícia Federal estão apurando. Agora, é precipitado eu falar mais coisas. Não quero atrapalhar a investigação. O que eu posso dizer é que vamos apurar todo esse delito até o final.
Viomundo — Tem ideia de quem teria filmado o andar do apartamento do ex-ministro José Dirceu?
Rogério Tonatto — Não temos a menor ideia. Sabemos que um repórter esteve lá, que tentou invadir um dos apartamentos. Prontamente nosso staff não deixou. É um staff bem preparado, conseguiu detectar a tentativa de invasão. Demos queixa na polícia. Enfim, tomamos todas as medidas que tem de ser adotadas nessas circunstâncias.
Esse é um caso que tem de ser apurado pela polícia especializada, porque a gente não compartilha com esse tipo de conduta, independentemente de quem seja o cliente.
Viomundo – O senhor disse que a Polícia Federal está apurando o caso…
Rogério Tonatto — A Polícia Federal foi acionada, está tomando providências, já está no caso, assim como a Polícia Civil. Elas já estão no encalço de quem cometeu esse crime. Nós estamos trabalhando em todas as frentes para que ele seja solucionado o mais rapidamente possível.
Viomundo — Que medidas o hotel vai tomar em relação à Veja?
Rogério Tonatto – Amanhã às 9 horas da manhã já temos uma reunião agendada com os nossos advogados. Neste momento, não tenho condições de dizer se a gente vai processar a Veja. Não sou competente na área, preciso de orientação jurídica sobre as medidas a serem tomadas.
Viomundo – Quem vai pagar os prejuízos do hotel, já que a imagem dele foi manchada?
Rogério Tonatto — Nós estamos realmente indignados e preocupados com tudo isso. Mas uma coisa garanto: alguém vai pagar. Não sei lhe precisar quem neste momento, mas alguém vai pagar. Vamos tomar todas as medidas para que esse episódio não fique impune. Nós estamos muito seguros da nossa importância. E o hotel não merece um espetáculo criminoso como este.
Conceição Lemes
No Viomundo
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