25 de ago. de 2011

PMDB quer vaga de Steve Jobs

Antes de ser indicado para o cargo de CEO da Apple, Pedro Novais fez questão de aprender como funciona um aparelho de fax
BRASÍLIA - Michel Temer teve que convocar uma reunião emergencial para controlar a horda de parlamentares do PMDB interessados na cadeira deixada por Steve Jobs. Com um megafone na mão, o Vice-Presidente tentou dissuadir os mais exaltados: "Ainda temos vagas em estatais!", "Não esqueçam da Copa de das Olimpíadas!" A multidão se aquietou, mas não sem antes deixar claro que uma diretoria da Petrobrás é um cargo simpático, mas inventar iPad é muito melhor.
Mais tranquilo, Temer lembrou que o governo da Líbia terá de ser recomposto. "Apoiamos Kadafi e demos suporte aos rebeldes. Logo, tudo indica que haverá vagas, cargos e muitos palácios para distribuir. O Itamaraty está trabalhando nisso. Já temos agentes infiltrados. Eles vestem camisas do Flamengo para caracterizá-los como populares revoltosos", explicou.
Após horas de negociação, Temer disse à imprensa que uma comissão formada por Moreira Franco, Pedro Novais e Jader Barbalho será indicada para gerir a Apple. "Fizemos uma triagem estritamente técnica e escolhemos os quadros mais ligados à vanguarda tecnológica ", explicou.
Horas depois, iPads começaram a ser comercializados com um sobrepreço de 137%. A entrega é em 18 meses, sujeito à revisão caso o Dnit apresente aditivos.
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Uma decisão do STF que trocou seis por meia dúzia

O Supremo Tribunal Federal conseguiu provar, com sua decisão sobre a fidelidade partidária, que a história política não se constrói por decretos. O STF segurou as migrações partidárias nos últimos quatro anos, mas foi incapaz de resolver um problema estrutural da direita brasileira: com poucos vínculos ideológicos com o eleitor e sustentada em políticas de clientela, esse segmento ideológico não tem fôlego para sobreviver na oposição por muito tempo. A ilustrada decisão não mudou em nada o quadro: os partidos de esquerda mantêm uma lealdade relativa de seus eleitos; os de direita acumulam defecções. 
Impregnado da ideia conservadora de que o mercado deve ser regulado o mínimo, porque é movido pela racionalidade do lucro, e de que a política, destituída de racionalidade e de bons propósitos, precisa de intervenções constantes que inibam a ação de interesses individuais e malfeitos coletivos, o senso comum brasileiro tende a apoiar as interferências constantes da Justiça nas regras eleitorais e a clamar por mais restrições legais à vida partidária.
A história da democracia recente do país, todavia, é a prova cabal de que são no mínimo discutíveis os efeitos de uma legislação draconiana, no que se refere a partidos politicos; e que o direito divino autoassumido pelo Supremo Tribunal Federal de regular coisas "mundanas e sujas", como o voto e os políticos, independentemente do que dizem as leis, é incapaz de resolver, por decreto, as limitações de um sistema partidário jovem, porém fundado em práticas tradicionais. Em suma, não existe lei partidária que mude, por si, uma realidade histórica.
Um exemplo de como são estéreis regras rígidas em um quadro partidário pouco maduro é o debate sobre a fidelidade partidária. No julgamento da consulta do antigo PFL (hoje DEM), sobre se o mandato parlamentar pertence ao eleito ou ao partido, o relator, ministro Gilmar Mendes, teceu considerações sobre um sistema que é, no seu entender, intrinsicamente corrupto, e em socorro do qual uma decisão favorável à fidelidade partidária - independente de o instituto estar claramente definido por lei - viria a atuar de forma favorável. A decisão do Supremo segurou as migrações partidárias nos últimos quatro anos, mas foi incapaz de resolver um problema estrutural da direita brasileira: com poucos vínculos ideológicos com o eleitor e sustentada em políticas de clientela, esse segmento ideológico não tem fôlego para sobreviver na oposição por muito tempo. Os dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) foi mais do que quadros do DEM poderiam suportar na oposição.
Em vez de uma migração partidária média de 30% que tradicionalmente ocorria entre a eleição e a posse dos deputados federais desde 1982, segundo cálculo do cientista politico Carlos Ranulfo de Melo (Retirando as cadeiras do lugar: migração partidária, 1985-1998), e que era fracionada entre diversos partidos, a porteira fechada pelo STF em 2007 resultou na formação de um novo partido, o PSD, e no total destroçamento do ex-PFL, aquele que pediu a Gilmar Mendes para colocar grades nas agremiações partidárias. O PSD não vai se beneficiar da média histórica de defecções anterior à decisão do Supremo, mas o prefeito Gilberto Kassab, que inventou a história do novo partido, atirou no que viu e pegou no que não viu.
A legislação partidária prevê como exceções à regra da fidelidade a fusão ou incorporação de um partido a outro (os incomodados com o processo podem tomar o rumo que desejar) ou a formação de um novo partido. A criação de uma legenda é o máximo da liberalidade permitida na lei endurecida pela ação do STF: sai de qualquer partido quem quer participar da fundação do novo. Isso Kassab viu. O que não viu é que o chamado "partido-bonde", teoricamente constituído para permitir as defecções partidárias, poderia tornar-se, de fato, partido político - não apenas governista, mas com poder de barganha maior do que os pequenos partidos de direita, aliados de primeira hora mas com pouca bancada, e com parlamentares excessivamente despreocupados da repercussão de seus atos como participantes do governo.
O PSD se configura, hoje, como a única porta de saída para políticos marcados para morrer nas próximas eleições, ou por falta de espaço em seus partidos, ou por impossibilidade de manter a fidelidade de eleitores fora do governo. O prefeito Gilberto Kassab, sem querer, conseguiu ser o catalisador das dificuldades políticas impostas aos parlamentares abrigados no DEM e no PPS, que amargam oito anos na oposição, e dos pequenos partidos de direita, que estão no governo mas terão maior poder de barganha se se juntarem ao novo partido. A necessidade vai transformar um "partido-ônibus" numa legenda de fato. O PSD tem potencial para ser a terceira bancada na Câmara e ganha poder de fogo não apenas por apoiar o governo, mas por enfraquecer drasticamente a oposição.
Segundo um integrante do novo partido, o DEM deve perder de 11 a 13 parlamentares de uma bancada de 43 deputados federais (vai ser maior do que um PDT e menor do que um PSB). Ainda na oposição, o PPS, antigo Partidão, perde proporcionalmente mais bancada do que qualquer um para Kassab: 4 deputados em 12, ou seja, um terço dos eleitos em 2010 - uma defecção que não desmente a regra de que os partidos de direita são menos coesos, já que o ex-PC rumou fortemente para o conservadorismo, acompanhando a guinada do grupo tucano de José Serra.
Na bancada governista, perdem massa parlamentar os pequenos partidos com os quais o governo Dilma Rousseff vem acumulando problemas, como o PR e o PP. Por razões estratégicas - até para não inviabilizar coligações nas eleições municipais -, o PSDB foi poupado. O partido kassabista pode ganhar uma bancada federal com dois deputados a mais do que o PSDB e 12 a mais do que a bancada do DEM. Na sua frente, permanecem o PT e o PMDB.
A ilustrada decisão do STF não mudou em nada o quadro: os partidos de esquerda mantêm uma lealdade relativa de seus eleitos; os de direita acumulam defecções. Quando Luiz Inácio Lula da Silva conquistou o seu primeiro mandato de presidente, em 2002, com o apoio apenas de partidos de esquerda e pequenos partidos de direita, as legendas que apoiaram seu adversário tucano, José Serra, perderam deputados como se perde agulhas: entre a eleição e a posse, o PMDB passou de 75 para 69; o PSDB, de 70 para 63 federais; o PFL, de 84 para 75. O PPS, que era da base de apoio de Lula naquela eleição, engordou 6 deputados: sua bancada passou de 15 para 21 parlamentares. O PTB, governista sempre, aumentou sua bancada de 26 para 41 às custas das bancadas dos partidos derrotados no segundo turno das eleições presidenciais.
O Supremo Tribunal Federal (STF) conseguiu provar, com sua decisão sobre a fidelidade partidária, que a história política não se constrói por decretos. Um avanço mais significativo na distribuição de renda pode ser muito mais efetivo para a modernização política do país do que uma canetada da Suprema Corte.
Maria Inês Nassif
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Globo vê retrocesso nos “padrões morais” do país e muda abertura de novela

Um dos grandes sucessos da Globo, a novela “Mulheres de Areia”, de Ivani Ribeiro, volta a ser exibida a partir de 12 de setembro no “Vale a Pena Ver de Novo”, às 14h45, em substituição a “O Clone”.
Na noite de quarta-feira a emissora anunciou que vai refazer a abertura da novela, exibida originalmente no horário das 18h em 1993 e já reapresentada uma vez, no horário vespertino, no final de 1996.
A explicação da Globo é surpreendente.
Tendo como base seus Princípios e Valores, a Globo resolveu adaptar a abertura para o Vale a Pena Ver de Novo, tornando menos explícitas cenas de nudez. Embora esta abertura tenha ido ao ar com a novela em 1993, a emissora avaliou que não era compatível com os padrões morais atuais do país.
A novela, protagonizada por Gloria Pires e Guilherme Fontes, foi vendida para mais de 30 países. É uma adaptação de duas outras novelas de Ivani Ribeiro, a mesma “Mulheres de Areia”, exibida pela TV Tupi em 1973, e “O Espantalho”, que Record apresentou em 1977.
Veja abaixo a abertura original:
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No Mauricio Stycer
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Imposto sobre grandes fortunas, a hora do Brasil

França introduz novo imposto para rendas anuais acima de 500 mil euros
Liliane Bettencourt, herdeira da L'Oreal, foi uma das
signatárias de carta pedindo aumento de taxas
O governo da França vai introduzir um imposto extra de 3% para rendas anuais acima de 500 mil euros (mais de R$ 1 milhão).
O novo imposto é parte de um pacote de medidas para tentar cortar o deficit do país em 12 bilhões de euros (cerca de R$ 27 bilhões) em um período de dois anos.
O primeiro-ministro francês, François Fillon, anunciou o novo imposto e afirmou que ele será aplicado até que a França reduza seu deficit orçamentário e volte ao limite determinado pela União Europeia, de 3% do PIB do país, algo que deve ocorrer em 2013.
O país planeja cortar seu deficit público para 5,7% do PIB em 2011 e para 4,6% em 2012, até chegar a 3% em 2013.
Fillon também anunciou nesta quarta-feira uma diminuição em sua previsão de crescimento econômico para a França em 2012, que será de 1,75%, em comparação à previsão anterior de 2,25%.
O governo do país também reduziu a previsão de crescimento já em 2011, de 2% para 1,75%.
Carta aberta
O aumento no imposto ocorre depois do pedido de algumas das pessoas mais ricas da França, para que o governo diminuísse o deficit aumentando os impostos sobre as maiores rendas.
Dezesseis executivos, incluindo a mulher mais rica da França, a herdeira da L'Oreal Liliane Bettencourt, afirmaram em uma carta aberta que pagariam "uma contribuição especial", seguindo um espírito de "solidariedade".
A carta aberta foi publicada no site da revista francesa Le Nouvel Observateur e foi assinada por alguns dos mais importantes executivos do país, incluindo Christophe de Margerie, da petrolífera Total, Frederic Oudea, do banco Societe Generale, e Jean-Cyrill Spinetta, da Air France.
"Nós, os presidentes e líderes da indústria, empresários e empresárias, banqueiros e cidadãos ricos, gostaríamos que as pessoas mais ricas tivessem que pagar uma 'contribuição especial'", afirmaram os executivos na carta aberta.
No documento, eles também admitiram que se beneficiavam do sistema francês e que, "quando as finanças públicas e as perspectivas de piora na dívida estatal ameaçam o futuro da França e da Europa e quando o governo pede solidariedade a todos, nos parece necessário contribuir".
Mas os executivos alertaram que a contribuição não deveria ser tão grande que provocasse um êxodo dos ricos ou aumentasse a sonegação.
No BBC
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Governo fecha marco civil da internet e proíbe filtragem de conteúdo

Projeto que garante direitos dos usuários de internet impede provedor de acesso de censurar conteúdo. Conexão à rede estará protegida por sigilo e só poderá ser barrada por falta de pagamento. Internautas poderão entrar coletivamente na Justiça para defender direitos. Proposta foi fechada pela presidenta Dilma Rousseff segunda-feira e vai ao Congresso nos próximos dias.
BRASÍLIA – O governo vai propor ao Congresso um marco civil da internet, com dispositivos que definem e garantem os direitos dos usuários, contemplando uma das principais reivindicações dos internautas-militantes que vêem neste tipo de mídia um espaço de liberdade total de expressão e de ação política. Os provedores de acesso estarão proibidos de filtrar e censurar conteúdo, porque a rede terá de ser “neutra”.
O projeto foi fechado pela presidenta Dilma Rousseff com ministros e assessores na segunda-feira (22/08). A informação foi dada pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, nessa terça-feira (23/08), durante audiência pública na Câmara dos Deputados. O marco civil será enviado pelo Palácio do Planalto ao Congresso nos próximos dias.
Uma fonte do governo revelou à Carta Maior alguns pontos da proposta. O acesso à internet só poderá ser cortado por falta de pagamento. Nenhuma outra razão, como opinião, justificará restrições. A comunicação entre usuários estará formalmente protegida por sigilo. A quebra dependerá da Justiça ou da anuência da pessoa.
Os registros de conexão dos usuários à internet também estarão protegidos por sigilo. Ao requisitar a quebra, a polícia terá de comprovar a existência de indícios de ilícitos por parte da pessoa e que a posse daquela informação ajudará nas investigações.
O projeto disciplina como estes registros deverão ser guardadados pelos provedores - a partir dos IPs dos computadores e por prazo determinado. Enquanto estiverem arquivados, a polícia também poderá pedir quebra de sigilo à Justiça.
Apesar de prever a possibilidade de acesso a registros de conexão, o projeto impede que sejam armazenados os registros de navegação dos usuários, ou seja, que monitore o histórico de conteúdos acessados. Os responsáveis pela provisão de conteúdos, como blogs e portais, não precisam guardar registros.
Os responsáveis pela conexão e pela transmissão de dados não serão responsabilizados solidariamente pelo conteúdo disponibilizado, em caso de algum problema judicial.
Para defender o cumprimento dos direitos, o projeto permite que as pessoas entrem na Justiça de forma coletiva, por meio de ações civis públicas, que têm mais força do que uma individual.
AI-5 Digital
A elaboração do projeto começou em 2009, depois de o Senado aprovar um projeto do hoje deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que tipifica algumas práticas na internet como crimes. O texto ganhou o apelido pejorativo de AI-5 Digital.
Os usuários-militantes da internet são contra a proposta e acham que a criminalização não deveria ser discutida antes de os direitos estarem assegurados.
O governo federal entrou na disputa ao lado dos militantes e, desde então, passou a construir o marco civil. O ministério da Justiça submeteu uma minuta de proposta a dois processos de consultas públicas, nas quais foram feitas mais de duas mil sugestões.
Até hoje, o AI-5 Digital espera por votação final na Câmara dos Deputados.
André Barrocal
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Kadafi foge em avião emprestado por costureiro

Acuado, Sarney negou que vem usando um bigode emprestado por um empresário português.
BREGA – Segundo informações da jornalista Glorinha Kalil, o ditador Muammar Kadafi teria fugido para Milão a bordo de um jatinho dos costureiros ítalo-libaneses Domenico Dolce e Stefano Gabbana.
Através de contatos na comunidade libanesa de São Paulo, Kalil conseguiu que o porta-voz do governo libanês, Moussa Ibrahim, lhe concedesse uma longa entrevista. Depois de falarem da tendência verão-carmim do novo guarda-roupa do líder, em tons púrpuras que fazem menção ao sangue derramado dos infiéis, Ibrahim afirmou que “são caluniosas as informações de que Kadafi cedeu ao cerco promovido pelos rebeldes. Nosso líder foi apenas dar uma espiada nas últimas novidades e tendências na Semana de Moda de Milão”. E ameaçou: “Se Kadafi cair, não haverá mais ditadores fashion no mundo. Vocês terão de se contentar com o uniforme do Fidel e com o terninho do Kim Jong Il. Como dizemos por aqui, it’s so yesterday.”
Fontes próximas ao ditador Kadafi garantem que o ditador tomou a decisão de viajar após assistir ao gol de bicicleta de Leandro Damião. "Com um jogador a menos, o Inter encontrou forças e produziu um lance de rara beleza. Kadafi está com dois filhos a menos e quer encontrar uma solução criativa que se equipare à plasticidade da jogada", explicou um militante do PC do B.
A entrevista repercutiu fortemente em Brasília. Deputados e senadores organizaram um abaixo-assinado em defesa do ditador. "Uma das cláusulas pétreas de nossa Constituição nos garante o direito de ir e vir. Ao cumprir o nosso dever republicano, não importa se usamos o jatinho de um empresário, o helicóptero de um lobista ou a van de uma ONG", defendeu José Sarney, que completou: "Que maravilha de gol fez o Leandro Damião".
Sarney negou que tenha tomado a desculpa de empréstimo a Sérgio Cabral.
Ao final do dia, Leandro Damião negou que tenha usado uma bicicleta emprestada por Leônidas da Silva.
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Governando o RS-Guasca

Depois de um mês de agosto lacaio e traiçoeiro como reza o folclore, com manifestações (sempre legitimas), reivindicações e ameças, resolvi exercer a função de governador do Estado guasca. Certamente faria coisas que nenhum governador(a) faria, seja pela questão institucional ou política. Mas, eu faria.
No caso dos praças da Brigada militar que reivindicam aumento salarial e a aplicação da PEC 300 (ainda não aprovada) em 9 dias e estão queimando pneus e bloqueando estradas, diria: Podem queimar o que quiserem, aproveitem e queimem os quartéis, vou desmilitarizar a BM, vou mandar pra reserva todos coronéis e tenentes coronéis (Que reclamam de barriga cheia), vou separar o Corpo de Bombeiros e agrupá-los na Defesa Civil e assim que possível, darei aumento escalonado. O maior índice será para o soldado e manterei o convênio do PRONASCI do Bolsa Formação. Faremos sim o policiamento comunitário nos Territórios de Paz já definidos.
Com relação as ameaças do hospitais “ditos” comunitários/Filantrópicos, de que irão fechar e cancelar suas atividades se não receberem R$100 milhões do governo estadual, simplesmente diria; Fechem, vou judicializar, vou auditar cada “vintém” de recursos públicos além dos repasses obrigatórios. Não vou assumir gestões temerárias que em alguns casos, não recolher sequer o fundo de garantia dos trabalhadores.
Outra pauta encardida que o governo estadual enfrenta é o piso nacional do magistério. Aliás, o CEPERS ameaça entrar na justiça pelo cumprimento imediato. Neste caso, diria aos professores/trabalhadores da educação: Quero e vou pagar o piso, esta é a “maior” prioridade de meu governo. Mas, não tenho “1 pila” além do que já me comprometi com vocês. Podem entrar na “justiça”, vendam o Piratini, aproveitem e leiloem também o “palácio” da justiça.
Por último, mas, não menos “importante” os servidores do judiciário que foram gritar na porta do Piratini por aumento e outras pautas, lhes digo: Podem gritar, bem vindos a pauta da reinvincaçoes, vocês trazem o “glamour”que faltava, mesmo sendo perfumados, não tenho mais dinheiro. Olhem a demanda acima, às considero mais justa e estão na frente.
Outras demandas virão, a mídia golpista e bombachuda virou “amiga” de alguns movimentos sociais e comprou óculos novos. Enxerga o que não via na época do Rigotto e Yeda. Mas, também não lhes darei um pila pra que retirem o foco. Na adversidade que é bom de governar.
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Pela retomada das terras da União invadidas pela Cutrale

O MST promove campanha pela retomada das áreas da Cutrale e lança três documentos de abaixo-assinado para ser enviado às autoridades envolvidas no caso por e-mail.
O Movimento luta pela retomada das terras griladas no município de Iaras, na região de Bauru, no interior de São Paulo, desde 1995. Dois anos atrás, foi realizado um protesto na área usurpada pela empresa Cutrale. Na época da ocupação, o clima estava contaminado pela disputa eleitoral, além do poder de uma empresa vinculada à Coca-Cola.
A ocupação do MST foi satanizada por todos os meios de comunicação, que esconderam o principal: a área ocupada pertence à União e a Cutrale é uma empresa que utiliza do antigo procedimento da grilagem para sustentar um império do suco de laranja.
A empresa do ramo do suco de laranja industrial comprou a fazenda de um grileiro e instalou uma plantação de laranjas. Em negociação com o Incra, admitiu que a origem da fazenda é irregular e prometeu repassar uma outra área para o assentamento das famílias. No entanto, rompeu o acordo.
Não fosse apenas o uso ilegal das terras, a Cutrale usa em larga escala, sem o devido controle, toda espécie de venenos, pesticidas e agrotóxicos, causando poluição das águas, rios, e especialmente poluindo o lençol freático que abastece o Aqüífero Guarani.
Contamos com o seu apoio! Participe!
Abaixo, faça o download de cada um dos abaixo-assinado e envie para o endereço indicado.
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Charge online - Bessinha - # 761

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Mais um "pescador" pode ser fisgado pela lei

STF julga acusação contra Asdrubal Bentes
"O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deve apreciar hoje a Ação Penal 481, que pode levar para a cadeia o deputado federal Asdrubal Bentes, peemedebista do grupo político comandado pelo ex-deputado Jader Barbalho. O Ministério Público Federal (MPF) acusa o deputado de ter oferecido cirurgias de laqueadura de trompas (esterilização de mulheres) em troca de votos, nas eleições municipais de 2004, quando ele tentou se eleger prefeito de Marabá.
Asdrubal poderá ser condenado por corrupção eleitoral, formação de quadrilha, estelionato e esterilização cirúrgica em desacordo com a legislação. Segundo o MPF, o esquema de troca de votos do peemedebista envolvia a sua esposa, sua enteada e seu genro. As duas primeiras tinham o papel de aliciar, por meio do PMDB Mulher do município, as eleitoras para realizar as cirurgias. Já o genro de Asdrubal era um dos responsáveis por fraudar os laudos para conseguir as cirurgias através do Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que o Hospital Santa Terezinha, onde eram feitas as laqueaduras, não tinha autorização para esse procedimento."
É o que se espera que ocorra, pois o crime de que é acusado Asdrúbal é semelhante ao cometido pelo "laranja" Juvenil, que distribuía medicamentos eleitoreiros, mostrando ser prática recorrente na caça ao voto por pemedebistas agradar o eleitor com mimos para usurpar-lhe a cidadania. É cadeia!
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Veja fabricou proximidade entre o PT e as FARC por objetivos políticos

Até os EUA reconhecem desonestidade da Veja
No dia 16 de março de 2005, a revista semanal Veja publicou a matéria "Os Tentáculos das FARC no Brasil" (foto), em que detalhava uma possível relação entre membros do PT (Partido dos Trabalhadores) com a guerrilha colombiana. O caso, porém, foi relatado pela embaixada dos Estados Unidos em Brasília como um exagero, além de uma tentativa de "manobra política". O documento da embaixada com o relato foi divulgado pelo Wikileaks.
Segundo a matéria, candidatos petistas teriam recebido 5 milhões de dólares da guerrilha durante uma reunião no ano de 2002, em uma fazenda próxima a Brasília. Na ocasião, membros do PT teriam se encontrado com o representante da organização colombiana no país, Francisco Antonio Cadenas, e acertado os detalhes. O objetivo seria financiar a campanha de reeleição do ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).
O partido, porém, negou as acusações e a Veja não conseguiu provas documentais sobre a transferência de dinheiro.
Para embaixada norte-americana, a revista "exagerou o real nível das relações entre as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o PT", segundo o documento datado de março de 2005. Isso porque, após as acusações, membros da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) em Brasília, que de acordo com a revista, estavam infiltrados no encontro, não obtiveram provas concretas sobre o recebimento de dinheiro.
Citado pela embaixada norte-americana, o general Jorge Armando Felix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Abin e que acompanhou a investigação, afirmou que os documentos internos da agência citados pela Veja como provas foram "forjados", já que não estavam nas formatações da agência.
"O que foi publicado é uma mistura de meias verdades e meias mentiras. Nós não temos qualquer documento oficial que prove que o encontro ocorreu", afirmou o delegado e chefe da Abin, Mauro Marcelo, também citado no despacho.
No documento, fica explícito o estranhamento do embaixador norte-americano em relação a demora de três anos para divulgação do possível financiamento. "A história mais parece uma manobra política. O que é incontestável é que os membros do PT e representantes das FARC estiveram juntos em um encontro, mas não há provas de colaboração financeira", disse.
Para ele, o que deveria ser uma denúncia importante tornou-se uma ferramenta arquitetada pela Veja para minar a candidatura de Lula ao segundo mandato. "Enquanto os opositores e a outros veículos de comunicação estão notavelmente desinteressados em prosseguir com as acusações e investigações, parece que a Veja está exagerando os fatos", conclui o embaixador.
No Opera Mundi
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Charge online - Bessinha - # 760

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O soldado que humilhou o Império

Legendário general vietnamita VÕ NGUYÊN GIAP faz cem anos
O general vietnamita Võ Nguyên Giáp completa 100 anos neste dia 25 de agosto. Filho de camponeses e ex-professor de História, ele se tornaria um dos maiores gênios militares de todos os tempos ao liderar seus compatriotas em guerras contra os franceses e depois os americanos – sem falar nas derrotas que ele impôs aos chineses e cambojanos em 1979.
Sua carreira militar começa em 1939, quando Giáp foge com Ho Chi Minh para a China para participar de treinamento guerrilheiro. Quang Thai, sua mulher tailandesa e também comumista, é presa no Vietnã em 1943 pela Segunda Seção da Sûreté, braço do serviço secreto francês encarregado de reprimir os revolucionários, sendo torturada até a morte.
Ho Chi Minh
No início dos anos 1940, Giáp atua como conselheiro de Ho em operações de guerrilha. À época, o Vietnã e a China estavam sob ocupação japonesa. Em 1941, Giáp participa da fundação da Liga Vietnamita para a Independência (Viet Minh). Quando os japoneses se rendem em 1945, Ho Chi Minh, declara a independência do Vietnã em Hanói. Giáp é nomeado Ministro da Defesa e comandante do Exército. Mas em 1947 a França reocupa a Indochina e os comunistas se internam na selva, iniciando uma guerra de guerrilhas que se estenderá até 1954.
Vitória vietnamita em Diên Biên Phú, 1954
A batalha final contra os franceses ocorre na fortaleza de Diên Biên Phú, em 1954. Os franceses, superiores em homens e armas, deslocam tropas paraquedistas da Legião Estrangeira atrás das posições inimigas, concentrando-as em grandes linhas ao redor da fortaleza para forçar os vietnamitas a um confronto direto. Giáp monta uma operação de cerco mobilizando milhares de civis que, por dentro das picadas da floresta fechada, a pé ou com bicicletas, trazem todo o equipamento de artilharia necessário para contrabalançar o poderio francês.
Em decorrência da derrota francesa, o Vietnã é dividido, com o norte governado pelos comunistas liderados por Ho Chi Minh e o sul um governo vinculado aos Estados Unidos. Hanói organiza um movimento guerrilheiro no sul, o Vietcong, e os norte-americanos passam a dar apoio militar e financeiro ao governo sul-vietnamita. Os EUA acabam se envolvendo diretamente a partir de 1964 e chegam a enviar 500 mil soldados para lutar contra o Exército norte-vietnamita e o Vietcong.
Ofensiva norte-vietnamita do Tet, 1968
As forças lideradas por Giáp enfrentam o mais poderoso Exército da terra com uma desgastante guerra de guerrilhas. Na Ofensiva do Tet, em 1968, norte-vietnamitas e vietgongs chegam a combater nas ruas de Saigon, capital do Vietnã do Sul.
Os EUA perdem 58 mil sldados e os vietnamitas, 4 milhões, entre civis e militares. Os norte-americanos deixam o país em 1973; dois anos depois, os norte-vietnamitas derrubam o governo fantoche do general Van Thieu e unificam o país. Giáp se torna ministro da Defesa e brevemente primeiro-ministro.
Ele enfrentaria ainda dois outros países: em 1979, tropas vietnamitas invadem o Camboja e depõem o regime do Khmer Vermelho; em represália, a China invade o Vietnã, mas se retira “estrategicamente”.
Giáp retira-se das funções públicas em 1991. Ultimamente, o veterano líder militar abraçou causas ecológicas ao se tornar um crítico da mineiração de bauxita no país, alegando que estudos dos anso 1980 apontam essa exploração como ambientalmente danosa.
Quando ainda presidente, Lula e a ex-guerrilheira Dilma (ao fundo), levam o seu abraço ao legendário general que humilhou o Império.
No MilitânciaViva
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A renúncia de Jânio Quadros

A história do Brasil sofreu tantos descaminhos que a gente imagina o que seria do país se certos episódios não tivessem ocorrido.
Até a eleição de Jânio Quadros, em 1960, houve tentativas de arranjar uma sucessão mais tranquila para Juscelino Kubitschek que, apesar da grande popularidade, era constantemente incomodado pela oposição por conta das dívidas que JK causou com a construção de Brasília.
Talvez Juscelino fosse um excelente estrategista político. A princípio desistiu da candidatura do marechal Henrique Lott - o mesmo que garantiu a posse de JK em 1955 - para apoiar a candidatura do udenista Juracy Magalhães, não por amores à UDN, mas como forma de entregar o poder à oposição que, com um governo impopular, abriria depois o caminho para JK vencer as eleições de 1965.
Mas a alternativa de Henrique Lott parecia também mais palatável. Lott era legalista e de vocação nacionalista, mas seu governo talvez não sofresse violenta oposição. A oposição seria forte, na medida em que Lott prometia priorizar a educação pública, mas seria difícil algum golpismo com um militar legalista no comando, governando com a Constituição (de 1946, que vigorava então).
Um governo conservador como o de Juracy Magalhães seria menos agradável, mas causaria um descontentamento diferente do que teve Jânio Quadros. Seria um governo "careta", com muitos retrocessos, mas certamente a UDN, saboreando o poder, talvez perdesse a fúria que sempre a acompanhava nos momentos de oposição política.
Jânio Quadros parecia uma figura simpática do professor que era. Dizem que foi bom prefeito paulistano e bom governador paulista. Mas a Presidência da República pareceu muito para ele, e ele tentou ser conciliador à sua maneira, fazendo uma política interna de direita, mas uma política externa de centro-esquerda.
A oposição ficou maluca. Carlos Lacerda, que apoiou Jânio em sua campanha presidencial, foi ver o presidente para pedi-lo explicações sobre sua postura "esquerdista" na política externa e a instabilidade do governo dentro do país, enquanto pretendia também solicitá-lo a ajudar financeiramente a Tribuna da Imprensa, o jornal do governador da Guanabara, que, sabemos, foi um grande jornalista. Conservador e reacionário, mas que escrevia e falava muito bem.
Mas Jânio queria ficar com uma amante, e mandou Lacerda embora para falar com o ministro da Justiça Oscar Pedroso Horta. Lacerda ficou furioso. Achou que foi traído e foi para a televisão dizer que Jânio Quadros pretendia fazer um golpe. Sabe-se que Jânio, como governador paulista, havia apoiado Lacerda naquele golpe de 1955 para impedir a posse de Juscelino, e que tinha o pouco iluminado Carlos Luz, o presidente interino, como um dos artífices. O mesmo golpe desfeito pelo contragolpe do general Lott.
Pois tivemos o governo de Jânio Quadros, dotado de um estranho populismo conservador e moralista, os bilhetinhos etc. E aí Jânio renuncia em sete meses de mandato e Jango prorrogando a estadia no exterior para que o clima esfriasse, porque a oposição não queria sua posse e os ministros militares ameaçavam prendê-lo se chegasse ao país.
Tivemos a crise política de 1961. Tivemos a opção de um parlamentarismo vesgo só para tentar "domar" Jango. E aí tem o plebiscito que aprovou a volta do presidencialismo, mas Jango só irritou a direita com as reformas de base que a classe média não estava preparada para enfrentar (ainda não existia os pseudo-esquerdistas na época; Eugênio Raggi, anti-socialista e anti-varguista, teria sido um udenista assumido), e ainda havia a Guerra Fria no exterior, com reflexos no Brasil.
Aí foi turbulência atrás de turbulência (que, não esqueçamos, veio desde o segundo governo de Getúlio Vargas), até vir o golpe militar que fez atrasar o país.
Daí que até agora estamos reconstruindo o país e retomando o rumo que quase perdemos em 1961 e que perdemos em 1964.
Alexandre Figueiredo
No Mingau de Aço
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Dia do Soldado

Hoje comemora-se mais um Dia do Soldado, instituído em homenagem ao Duque de Caxias, que nasceu em 25 de agosto de 1803. A data evocou em mim duas lembranças dos anos de chumbo.
Em 1969, um pequeno grupo de esquerda independente procurou a Vanguarda Popular Revolucionária, propondo-se a destruir, na madrugada do dia 25 de agosto, a estátua do Duque de Caxias que existe até hoje na pça. Princesa Isabel, no bairro paulistano de Campos Elísios. Havia descoberto que a base era oca, tornando facílimo mandá-la pelos ares. Só precisava de explosivos, que nós tínhamos.
O Comando estadual da VPR contava, àquela altura, com três membros: José Raimundo da Costa (Moisés), Samuel Iavelberg (Moraes) e eu (Douglas). Aprovamos a idéia, até porque queríamos, de alguma forma, reagir à captura do quarto membro, João Domingues da Silva, o Elias. Logo adiante ele morreria de hemorragia, por terem-no torturado antes que se restabelecesse suficientemente do ferimento sofrido na troca de tiros com a repressão.
Já os comandantes nacionais, avaliando que seria uma provocação inconsequente e poderia acirrar a bestialidade dos milicos contra nós, vetaram a idéia.
Meu lado racional até concordou, mas passei o resto da vida sonhando com a satisfação que sentiria ao infligir tal humilhação à ditadura. Teria sido de lavar a alma.
A segunda lembrança é de quando eu já estava preso, na PE da Vila Militar: o tenente Ailton Joaquim, considerado um dos dez piores torturadores do período pelo grupo Tortura Nunca Mais, a pavonear-se com a Medalha do Pacificador que lhe entregaram no Dia do Soldado de 1970.
Frequentemente lembrado por um episódio dos mais repulsivos - torturou presos políticos apenas para demonstrar as técnicas das quais era mestre, durante palestra que fez a oficiais no RJ -, ele foi responsável direto por eu ter ficado para sempre com um tímpano estourado e propensão a labirintite.
Tal medalha foi igualmente instituída em homenagem a Caxias, chamado de pacificador por seus fãs.
Na era Médici, era comum agraciarem os carrascos da ditadura. E, em plena democracia, os militares aproveitaram o 25º aniversário da quartelada para outorgá-la a mais uma leva de personagens com esqueletos no armário - provocação que a Nova República engoliu, de forma abjeta.
Celso Lungaretti
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Acordo faria Maluf admitir crime

“Maluf não tem e nunca teve dinheiro no exterior"
O deputado federal Paulo Maluf (PP), que completa 80 anos em 3 de setembro, negociou ao longo de quase um ano acordo com a promotoria de Manhattan (EUA) para ter seu nome excluído da lendária lista dos mais procurados da Interpol em todo o mundo. Em troca, o ex-prefeito admitiria a autoria de um crime pela primeira vez na vida – no caso, a falsificação de registros contábeis praticado nos Estados Unidos.
A confissão histórica se daria perante o Tribunal Criminal de Nova York e de viva voz pelo réu. Sob a condição de não correr nenhum risco de ser algemado, nem mantido em cela prisional, Maluf viajaria para a audiência nos EUA.
Ele também estava disposto a declarar que “não tem interesse” em US$ 22 milhões do Macdoel Trust, na Ilha de Jersey – fundo controlado por três empresas offshore cuja titularidade o Ministério Público Estadual atribui ao ex-prefeito e ao filho mais velho de Maluf, Flávio.
Mas o pacto fracassou há duas semanas, à beira do ato final – a assinatura do documento pelas partes envolvidas, os defensores de Maluf, ele próprio e a promotoria americana. Os advogados temiam que Flávio, presidente da Eucatex, ficaria à mercê do Ministério Público brasileiro para eventual ação de natureza penal.
Desde que caiu na malha fina da promotoria paulista, que o acusa por desvio de recursos públicos e fraudes, Maluf jamais admitiu a prática de um único crime. Sempre foi categórico ao negar a manutenção de ativos em paraísos fiscais. “Maluf não tem e nunca teve dinheiro no exterior”, repetia.
O deputado tem gasto muito com influentes advogados que cobram por hora de expediente, em Jersey, Genebra e Nova York. O segundo: a idade. Próximo dos 80 anos, ele sabe que a demanda na corte americana tende a se arrastar por muito tempo – no mínimo, três anos.
Além dos US$ 700 mil, nenhuma outra multa ou taxa seria imposta com relação a esse caso, exceto despesas obrigatórias impostas pelo tribunal de acordo com a lei penal.
A defesa respondeu que seu cliente “está disposto a aceitar a responsabilidade por sua própria conduta criminal e se declarar culpado, sob os termos deste acordo, para resolver este caso”. Maluf renunciaria, por escrito, a todo o direito de apelação.
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