23 de ago de 2011

José Serra segue ignorado. Mas sem lamúrias!

José Serra, ex-ministro, ex-governador, ex-prefeito, ex-candidato e atual presidente de um conselho político em seu ex-Partido. Escreveu em seu blog os motivos pelos quais não foi até a assinatura de convênios entre governos Federal e Estadual em São Paulo, no último dia 18. A explicação não poderia ser mais divertida.
{{Crédito da foto diz que foi o onipresente Jose Serra quem tirou a foto...}}
Embora eu saiba que sou dos poucos 100 leitores do blog de José Erra, coisas divertidas podem ser retiradas de lá. Algum tempo atrás, na convenção nacional do PSDB, foi dito que o partido estava mais unido do que nunca! Claro, a Miriam Leitão e a Dora Kramer certamente acreditaram, relembre:
{{não acredite em mim}}
Pois bem. Vamos fingindo que acreditamos que o partido está unido e que o Serra e o FHC estão mesmo suuuuper felizes e o Aécio é o líder mais agregador que já existiu na história da humanidade, etc.
Partimos então para a tal assinatura do convênio… Onde ela ocorreu? No Palácio dos Bandeirantes em São Paulo, vulgo escritório do tio Alckmin:
A presidente Dilma Rousseff e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinaram nesta quinta-feira (18) no Palácio dos Bandeirantes, Zona Sul da capital, um plano de intenções para erradicar a extrema pobreza no estado.
{{não acredite em mimfolha de S. Paulo}}
Você certamente se lembra da INACREDITÁVEL fOLHA DE SÃO PAULO dizendo que a Dilma estava a flertar com as lideranças do grande partido da grande oposição inexistente. Pois vai daí que o nobilíssimo ex-um-monte-de-coisas resolveu escrever em seu blog os motivos pelos quais não compareceu ao evento {{alguém sentiu falta?!}}. Escreveu {{ou mandou alguém escrever}} assim:
Cheguei a ser criticado em editoriais por supostamente ter me recusado a participar. Antes de mais nada: não compareci porque não fui convidado. É simples assim. Isso não é reclamação ou desculpa; trata-se apenas de um fato objetivo.
{{não acredite em mimJosé Erra em seu blog}}
Vamos ser bonzinhos e acreditar naquilo que está escrito, ok?! Ele não estava reclamando nem nada. Mas aí eu pergunto:
O Partido não estava unido?!
José Serra sabe, embora evite pensar no assunto, que está sendo levemente apagado pelo seu próprio partido. FHC está, como usualmente faz, fazendo qualquer coisa pela mídia; até elogiar a Dilma {{não acredite em mim}}. Alckmin está no governo, de modo que consegue mídia de forma mais natural.
Aécio Neves está…onde está mesmo Aécio Neves?! Ah, sim, no senado. Fazendo o quê?! Não se sabe, mas ao menos ele dá uma entrevista aqui e acolá.
José Erra, presidente do importante conselho político para fusão da oposição {{diziam que seria ele o responsável por fundir PSDB, DEM e PPS, mais provável é um outro verbo parecido com fundir…}}, mas é incapaz de ter alguma atenção da imprenÇa que, sabemos, ele tanto preza.
Ainda no mesmo artigo José Erra ao mencionar que Alckmin foi bem em seu discurso, afirmando que o PSDB já ajudava 5 milhões de pessoas com programas sociais {{naquela tese de que o PT copiou tudo do PSDB}}. Acontece que, segundo consta, só pelo bolsa-família foram 50 milhões de atendidos {{não acredite em mim}}. Estou excluindo o Minha Casa, Minha Vida; o Luz para todos e, a partir de hoje, o PNBL; para ficar no básico…
Serra está mesmo desesperado, alguém aí está disposto a jogar uma bolinha de papel?
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Justiça dá 62 horas para Kassab explicar reajuste de salário

Após iniciar uma investigação baseada em indícios de irregularidades, o Ministério Público de São Paulo ajuizou na Justiça uma ação civil pública para invalidar o reajuste de 62% no salário do prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab. Nesta terça-feira, a 4ª Vara da Fazenda Pública, que recebeu o pedido, deu um prazo de 62 horas para Kassab e a vice-prefeita Alda Marco Antônio apresentarem explicações sobre o questionamento do MP.
Graças a um decreto legislativo de 1992 que vincula o salário do prefeito a 75% da remunerações dos deputados estaduais, o vencimento de Kassab saltou de R$ 12.384,06 para R$ 20.042,33 em fevereiro deste ano. Na ação, o promotor do Patrimônio Público e Social de São Paulo Marcelo Duarte Daneluzzi pede que a diferença do aumento salarial seja suspensa e e a devolução do dinheiro recebido por Kassab e Alda.
No processo sobre o caso, o valor da ação é avaliado em R$ 228 mil. Para Daneluzzi, a alteração dos subsídios foi feita por decreto legislativo, o que contraria a constituição e a legislação. Segundo a ação, somente uma lei de iniciativa da Câmara pode fixar subsídios dos agentes públicos do poder executivo, e não outra espécie legislativa, como decreto legislativo da Câmara.
Neste ano, Kassab chegou a negar que ganhava R$ 20 mil. A declaração acabou sendo retificada por sua assessoria, que confirmou a elevação devido ao decreto, e disse que o prefeito "se confundiu".
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Um choque de gestão para a candidatura Aécio

O presidenciável tucano Aécio Neves tem um Plano B, para o caso de não concorrer à Presidência: disputar o governo de Minas Gerais, pois Antonio Anastasia não tem mais direito à reeleição e o grupo hoje no poder não vê outra opção para vencer em 2014. O Plano B de Aécio é a cada dia um Plano B+, que pode se transformar em Plano A, sobretudo se Luiz Inácio Lula da Silva for o candidato do PT à sucessão de Dilma Rousseff. De certa forma, Aécio tem frustrado as expectativas que os tucanos depositavam na sua liderança para voltar ao poder daqui a quatro anos.
A perspectiva de poder, às vezes, é mais forte que o poder em si. Se não esperava tanto de Aécio, o PSDB, após as eleições de 2010, contava ao menos que o ex-governador de Minas, a esta altura, já tivesse se firmado como alternativa incontestável a Dilma, Lula e ao PT. Mas paira no ninho uma reversão de expectativas - real e que ainda pode ser contida, mas que deixa perplexo o partido.
A atuação de Aécio, em cinco meses de Senado, é talvez o melhor exemplo do anticlímax. Demorou a falar. Quando subiu à tribuna, pronunciou um discurso vazio. Evidentemente, com a fama que o precedia, foi prestigiado com um plenário cheio e muitos apartes. Mas de concreto sobraram apenas os elogios dos governistas - que o proclamaram líder da oposição e o candidato presidencial do PSDB em 2014 -, e a sensação dos oposicionistas de que Aécio não se preparou para se apresentar como uma opção aos 12 anos de governo que o PT estará por completar nas próximas eleições presidenciais.
Tucanos começam a ter dúvidas sobre candidato em 2014.
Faltaram, ao discurso, brilho intelectual e uma visão de Brasil como tinha, por exemplo, o avô do senador, o presidente Tancredo Neves, morto antes de tomar posse no cargo, em 1985. Mesmo alguns improvisos de Tancredo tinham estilo e conteúdo. Se falta um projeto e uma ação legislativa mais firme, qual será a arma de Aécio em 2014? A simpatia, a média com os companheiros, o chamado estilo mineiro de fazer política?
No Senado, Aécio se destacou por duas proposições: a emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias para o governo incluir no Orçamento Geral da União as emissões do Tesouro para o BNDES, algo hoje em torno dos R$ 240 bilhões, e um projeto de mudanças radicais no processo de edição de medidas provisórias.
A emenda para tornar mais transparentes as emissões do Tesouro passou no Congresso, teve sucesso de parte da crítica especializada, mas foi impiedosamente vetada pela presidente Dilma Rousseff nos seguintes termos: "A inclusão de todas as emissões na peça orçamentária representaria uma sinalização prévia de emissões estratégicas a serem feitas pelo Tesouro Nacional ao longo de cada exercício, possibilitando aos agentes econômicos anteciparem seus movimentos no mercado de títulos públicos, com impactos e riscos à gestão da dívida pública federal". Só faltou chamar Aécio de ingênuo.
No caso das medidas provisórias Aécio tomou carona na onda de protestos dos senadores pelo pouco tempo de que dispõem para analisar as MPs, depois que elas são aprovadas na Câmara - houve casos já de a Câmara aprovar um texto pela manhã e o Senado ser obrigado a referendá-lo à tarde, para não perder prazos regimentais. O ambiente era tão ruim que o próprio presidente do Senado, José Sarney, tomou a iniciativa de apresentar um projeto regulamentando a tramitação e a emissão de MPs.
Aécio percebeu na situação uma oportunidade e apresentou um projeto bem mais ousado que, entre outras coisas, previa a criação da uma supercomissão para analisar a admissibilidade das MPs enviadas pelo Executivo ao Congresso. Prevaleceu o projeto de Sarney, que atendia o principal: a garantia de que os senadores terão mais tempo para estudar as medidas (80 dias, a Câmara, 30, o Senado e mais dez a Câmara, se os senadores fizerem mudanças no texto dos deputados). Relator do acordo que permitiu a aprovação do projeto, Aécio pode posar de pai da mudança do processo atual, resultado de uma mudança feita quando o senador, então deputado, presidia a Câmara.
Politicamente, Aécio mantém uma relação amena com o governo. Para os governadores do PSDB, "função de governador não é fazer oposição", como fizeram questão de deixar bem claro já em duas reuniões. Mas também ficou claro que essa seria a tarefa das bancadas. A elas caberia realçar as diferenças entre os projetos do PSDB e do PT. Em sua maioria, senadores e deputados gostariam de ver seu eventual candidato em 2014 com uma postura mais crítica em relação ao governo, principalmente agora com a aproximação das eleições municipais.
Na prática, a aproximação de Aécio do governo Dilma parece a muitos tucanos mais um capítulo da guerra com José Serra. Uma estratégia destinada a identificar Serra como oposição radical, enquanto mantém abertos os canais administrativos com o governo federal. O discurso replicado em Minas é de que "todos os problemas do Estado são de responsabilidade do governo federal". Belo Horizonte, diga-se, é a única grande capital brasileira que não tem um metro de linha de metrô (tem um trem de subúrbio que é chamado de metrô).
Apesar das dificuldades políticas do semestre de Dilma, o PSDB é o mesmo partido dividido que perdeu as três últimas eleições para o PT. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi o único até agora a apresentar um comando conceitual para a sigla, mas não foi ouvido e até mesmo criticado. A cúpula tucana ridicularizou um documento em que Serra tentou alinhavar algumas ideias para a discussão. FHC aceita feliz o reconhecimento de Dilma pois acha que passou a ser detestado pela maioria da população por causa de Lula e do PT. A campanha deixou sequela na relação de Serra com Dilma, que já foi melhor.
Agora, há quem lembre que em 2002 Aécio hesitou em sair candidato ao governo de Minas. É menor a figura do messias tucano. O pior é que começa a crescer no PSDB a sensação de que Aécio teme o enfrentamento com Lula, mesmo que seja para acumular capital para 2018. Na cúpula tucana já se avalia que candidatura presidencial de Aécio precisa de um bom "choque de gestão". Ou Serra pode outra vez "fazer acontecer".
No Valor Econômico
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O jato do Aécio e o aparelhamento numa estatal mineira

Em tempo de denúncias sobre jatinhos, causa estranheza os jornais nada divulgarem sobre o dono do"AeroAécio"
A imprensa poderia investigar e divulgar a história do dono do jatinho do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi aparelhado na presidência da estatal do governo tucano em Minas Gerais.
O senador tucano voa no jato prefixo PT-GAF (foto), avaliado em R$ 24 milhões. A assessoria de imprensa do senador tucano explica que o "Aeroaécio" pertence à empresa de táxi aéreo da família do banqueiro Gilberto de Andrade Faria, ex-dono do Banco Bandeirantes e padrasto de Aécio, falecido há 2 anos. O jato compõe a frota da empresa Banjet Táxi Aéreo Ltda. Os donos da Banjet são Clemente de Faria (filho do ex-banqueiro) e Oswaldo Borges da Costa Filho.
A coisa complica quando o então governador Aécio nomeia um dos donos da Banjet, Oswaldo Borges da Costa Filho, para a presidência de uma estatal mineira: a Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais).
Para piorar, a Codemig atua também junto a mineradoras, e Oswaldo Borges da Costa Filho - empresário de mineração, laureado pelo governo do estado - foi diretor-presidente da Companhia Mineradora do Pirocloro de Araxá, e atualmente ocupa cargo similar na Companhia Mineradora de Minas Gerais.
Tem muita coisa errada aí... onde o governo tucano de Minas parece viver, não numa república, mas numa corte imperial, numa mistura de família com estado, com cargos e negócios para amigos, que emprestam bens, misturando o público com o privado?
Helena Sthephanowitz
Na Rede Brasil Atual
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América treme

Terremoto de magnitude 5,9 atingiu nesta terça-feira a capital americana, Washington. Partes do Pentágono, da Casa Branca e do Capitólio foram esvaziadas.
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Denúncia - Blogueira Lola está sendo atacada

A blogueira Lola Aronovich, http://escrevalolaescreva.blogspot.com/ esta sendo hostilizada, discriminada e tendo sua imagem usada neste site podre
Peço que por favor denunciem este crime à Safernet e, se possível, à Polícia Federal
Safernet
Podem usar a opção de apologia e incitação a crimes contra a vida e alegar discriminação e uso indevido da imagem da cidadã em questão.
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Charge online - Bessinha - # 758

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Planalto promove “inclusão dos internautas

Gilberto Carvalho reconhece preconceito do governo Lula com o internauta: achava-se que o cidadão que sela uma carta se esforçava mais para se comunicar
O Palácio do Planalto está de olho na internet. Não só nas notícias sobre economia, política e os desdobramentos da crise financeira global, mas para saber o que os internautas estão pensando – e falando – da administração de Dilma Rousseff.
O governo concluiu que já possui um canal de comunicação consolidado com os movimentos sociais organizados, uma vez que representantes das centrais sindicais e dos trabalhadores rurais frequentam as salas de reunião do Planalto para debater os problemas de seus setores. Acredita que carece, entretanto, de instrumentos para apurar as demandas, críticas e propostas que correm pela internet e têm como autores cidadãos comuns não engajados às tradicionais entidades de classe.
Diante desse desafio, a Secretaria-Geral da Presidência da República, Pasta responsável pela ponte entre o governo e a sociedade, está trabalhando desde o começo do ano para reduzir esse distanciamento. Com a iniciativa, o governo começa também a tatear um terreno que rendeu diversas polêmicas durante a última disputa eleitoral.
Segundo o chefe da Secretaria-Geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, o governo quer “ouvir” os usuários de internet e “acolher e estimular” esse diálogo. A própria presidente, contou o ministro, é “aberta e antenada” e se deu conta da importância das redes sociais na campanha do ano passado.
“A gente vai se dando conta que, ao lado da militância tradicional, hoje tem uma nova militância muito ativa que se faz presente nessas redes”, afirmou Gilberto Carvalho ao Valor. “O governo tem a obrigação de ouvir a sociedade, e essas são novas formas de expressão. O governo se deu conta do volume de mobilização existente nessa área.”
Carvalho, que foi chefe de gabinete do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conta que antes o governo tinha “certo preconceito” com as demandas populares que chegavam ao Palácio do Planalto por meio de mensagens eletrônicas. Achava-se que o cidadão que escreve uma carta, compra papel, selo e vai ao Correio postá-la se esforça mais para entrar em contato com o governo. Agora, emendou o ministro, há uma abertura progressiva para as novas ferramentas de comunicação.
De um lado, o Planalto trabalha na formulação de uma estratégia para monitorar os assuntos mais comentados nas novas redes sociais, como Twitter e Facebook. Adotará, por exemplo, ferramentas que detectem o uso de palavras-chave de interesse do governo. A decisão de fazer essa radiografia resulta da conclusão de que a participação política não acontece apenas nos ambientes virtuais oficiais, como sites dos ministérios, consultas públicas ou o blog da Presidência da República.
Já a interação com os internautas deve ser feita por meio de perfis que representem cada uma das ações de articulação social que estiverem em andamento no governo. A decisão é fundamentada em estudos segundo os quais o usuário de web brasileiro prefere relacionar-se e dialogar com perfis de pessoas físicas a ter contatos com contas institucionais.
A estratégia em debate no Palácio do Planalto também prevê um reforço do uso da internet para fomentar discussões virtuais durante a realização das conferências temáticas promovidas pelo governo ou outras iniciativas que contarão com a participação popular, como a formulação do próximo Plano Plurianual (PPA). A ideia é aumentar e qualificar o debate sem depender de encontros presenciais. Nesses casos, o Planalto pretende usar ferramentas que permitam a edição interativa de páginas na web e a produção conjunta de conhecimento, como as utilizadas pela Wikipedia.
A Secretaria-Geral da Presidência da República pretende ainda inaugurar um portal que concentrará todas essas iniciativas de participação social. O gabinete digital lançado pelo Estado do Rio Grande do Sul é um dos modelos seguidos pelo governo federal. Na página, o governador Tarso Genro (PT) abre espaço para que os internautas lhe enviem perguntas, comentem sua agenda ou proponham soluções para os problemas do Estado.
Ao passar a acompanhar com lupa as manifestações de internautas, o governo começa a atuar num terreno que gerou uma série de dificuldades para a presidente Dilma Rousseff durante a disputa eleitoral. As três principais campanhas presidenciais – de Dilma (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (à época no PV) – montaram núcleos voltados diretamente à comunicação on-line.
A campanha de Serra contou até com a ajuda do norte-americano Ravi Singh, mas as campanhas de Dilma e Marina foram as únicas que arrecadaram recursos por meio da web. O destaque da campanha eleitoral virtual, entretanto, foi a série de ataques anônimos trocados entre as candidaturas. Fizeram parte desse arsenal vídeos e documentos apócrifos, os quais, segundo especialistas, tiveram influência no fato de a disputa ter ido para o segundo turno.
“Nos demos conta de como esse instrumento (internet) era usado, até por conta do anonimato, plantações de informações falsas e comentários maldosos (publicados abaixo de posts de blogs)”, concluiu o ministro.
Fernando Exman
Jornal Valor Econômico
No  Midiacrucis's Blog
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A escandalização dos jatinhos

Como se opera o jogo político na mídia?
Identifique no adversário alguma prática que possa ser caracterizada como irregular. Se a mesma prática for exercitada por aliados, seja seletivo: aliados não podem ser criticados. Se a prática se configurar como uma infração menor, escandalize.
Há inúmeros exemplos desse jogo na política, o campeão dos quais foi o "escândalo da tapioca" - a extraordinária denúncia de que o Ministro dos Esportes pagara uma tapioca com cartão corporativo.
No governo Itamar, o Ministro Eliseu Rezende foi demitido depois de um "escândalo" decorrente do fato de ter viajado a Washington em avião de carreira, mas tendo como vizinho de banco o lobista de uma empreiteira.
Pouco antes, Rezende tinha sido o autor de um dos maiores feitos fiscais da década, fundamental para o futuro Plano Real: o encontro de contas do setor elétrico. De pouco adiantou.
No mesmo período o então Consultor Geral da República, José de Castro, desarquivou um pedido de indenização do estaleiro Ishikawagina – que havia sido arquivado no governo Figueiredo – e quase obrigaria o Tesouro a pagar mais de R$ 300 milhões de indenização.
Informado por um procurador da Fazenda, denunciei a manobra. Castro foi convocado para uma sessão em uma das comissões da Câmara. Blindou-se usando principalmente o senador Gilberto Miranda – com ampla influência no meio jornalístico. Não deu em nada. Todas as matérias lhe foram favoráveis. Saiu da consultoria para assumir a Telerj.
Agora tenta-se usar caronas em jatinhos particulares para produzir demissões de Ministros.
Trata-se de uma prática disseminada nas administrações públicas:. Exemplos:
1. José Serra fez sua campanha eleitoral no jatinho de Ronaldo César Coelho. Como governador de São Paulo, fez pior. O antecessor Geraldo Alckmin havia privatiado a CTEEP (a companhia de transmissão elétrica) e, junto com ela, o jatinho da empresa. Serra refez o contrato de privatização e ofereceu benesses aos compradores em troca da volta do jatinho ao Estado.
2. A Bertin cansou de oferecer jatinhos para secretários do governo paulista.
3. O acidente da Bahia revelou as viagens do governador Sérgio Cabral Filho.
Se fosse relacionar outros casos de governantes em situações análogas, ocuparia uma página de blog.
Nenhum desses casos deve servir de álibi para cassações. No máximo, para recomendação para que autoridades evitem esse tipo de comprometimento.
Os jornalistas espiões
Na direção oposta, alguns jornalistas foram apontados como "espiões" dos Estados Unidos por aparecerem nos relatos diplomáticos da embaixada, como interlocutores de diplomatas.
Trata-se de uma prática corriqueira, das embaixadas conversarem com diversos atores – políticos, ministros, empresários e jornalistas.
Em 1994 tive uma longa conversa com o embaixador norte-americano em que o tema principal foi a falta de vontade política, o acomodamento do futuro presidente FHC – opinião compartilhada por mim, pelo embaixador e pelo Departamento de Estado.
Ontem, conversava com um colega jornalista, de atuação de esquerda, que almoça periodicamente com o embaixador de um país europeu. Certamente suas conversas resultam em informes do embaixador para seu país. E não tem nada de espionagem.
Luís Nassif
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A estratégia da mídia

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Estudo revela características culturais do Tea Party

Autoritarismo, liberalismo, medo de mudanças e rejeição à imigração. Segundo um estudo de sociologia divulgado nesta segunda-feira (22/08), essas são apenas as quatro características principais dos simpatizantes do movimento conservador norte-americano Tea Party.
A pesquisa, apresentada na reunião anual da Associação Americana de Sociologia realizada em Las Vegas, no estado de Nevada, indica que o Tea Party pode ser considerado uma expressão cultural do conservadorismo do final do século XX.
Assim resumiu o professor associado de sociologia na Universidade da Carolina do Norte, Andrew Perrin, autor do estudo "Cultures of the Tea Party".
As conclusões se baseiam em duas pesquisas feitas por telefone realizadas com mais de quatro mil eleitores registrados na Carolina do Norte e Tennessee, dois estados conservadores nos quais 46% dos consultados se mostraram a favor do Tea Party.
As entrevistas foram feitas entre 30 de maio e 3 de junho e entre 29 de setembro e 3 outubro de 2010, antes das eleições legislativas que aconteceram em novembro. Além disso, um conjunto de entrevistas foi realizado durante a manifestação que o grupo conservador realizou no mesmo ano em Washington.
Entre outras características, os pesquisadores descobriram que 81% dos entrevistados favoráveis ao Tea Party consideraram, em relação às crianças, o valor da obediência é mais importante do que a criatividade. E a autoridade é um valor fundamental. Entre os não simpatizantes, 65% concordaram com essas visões.
O medo da mudança foi outra das características manifestadas pelos entrevistados simpáticos ao movimento conservador, assim como as respostas negativas sobre os imigrantes e a imigração.
Entre os consultados, 51% dos que manifestaram estar "muito preocupados" com as mudanças na sociedade norte-americana eram simpatizantes do movimento, contra 21% dos demais.
O autor do estudo explicou que o Tea Party foi descrito como uma rebelião da parte mais conservadora do país e inclusive como um grupo racista contra o presidente, Barack Obama, entre outros qualificativos, que levaram o grupo de pesquisadores a analisar as bases culturais do movimento.
Assim, o estudo apontou que o Tea Party conseguiu juntar diferentes correntes conservadoras apelando a aspectos culturais tirados da história e do uso "teatral" da linguagem e algumas imagens.
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Ronaldinho jogará de graça… no "outro time"

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