22 de ago de 2011

Da série: Cancros do Brasil

OAB pede que Sarney devolva dinheiro gasto em viagens
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, defendeu nesta segunda-feira (22) que a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, devolva aos cofres de seu Estado o que foi gasto com a utilização de um helicóptero da Polícia Militar para transportar seus pais até a Ilha de Curupu durante fins de semana. "A Ordem espera que a governadora do Estado reponha o que foi gasto ao Estado para que essa situação não se repita mais", disse.
Vídeos obtidos pela Folha mostraram que o helicóptero foi utilizado pelo menos duas vezes este ano:
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A aeronave foi adquirida no ano passado para combater o crime e socorrer emergências médicas. Foi paga com recursos do governo estadual e do Ministério da Justiça e custou R$ 16,5 milhões. Numa das viagens, o senador foi acompanhado de um empresário que tem contratos milionários no Maranhão, que é governado por sua filha Roseana Sarney (PMDB).
No fim do passeio, o desembarque das bagagens de Sarney atrasou o atendimento de um homem com traumatismo craniano e clavícula quebrada que fora socorrido pela PM e chegara em outro helicóptero antes de Sarney. Um cinegrafista amador registrou imagens que mostram Sarney e seus amigos desembarcando no heliponto da Polícia Militar em São Luís em dois domingos, 26 de junho e 10 de julho.
O presidente da OAB afirmou ainda que a confusão entre o público e o privado é um problema "cultural" no Brasil. "É lamentável ainda ver o público sendo uma extensão do privado. Isso é cultural no país", disse.
By: Falha
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Japão, um país estranho

“Japan, the Strange Country” é um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Kenishi Tanaka, estudante japonês de design. Começou sua pesquisa no final de 2009 e finalizou o seu trabalho em 2010. O vídeo fala sobre as peculiaridades do arquipélago, curiosidades e fatos estranhos divididos em: caráter, Tokyo, comida, tecnologia, água, sushi, amor e suicídio.
Esta versão foi legendada pelo o programa Urbano, do MultiShow e foi exibido em 18.08.2010.
No Enfutilizados
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O lado avesso da Expointer: Entre o bem-estar dos animais e o mal-estar das/os trabalhadoras/es rurais

Todos os anos, quando a Expointer se realiza em Esteio, os números da “excelência econômica” de produção da nossa terra, só não alcançam superar o das queixas contra o Estado, feitas pelas/os latifundiárias/os e as empresas dedicadas ao agro negócio. Não partissem de onde partem, dir-se-ia que as reivindicações que fazem ao Poder Público têm urgência igual à da própria sobrevivência.
Esteio se transforma, então, num santuário para onde acorre uma outra romaria da terra, bem diferente daquela que a CPT e outras organizações populares defensoras das/os pobres do campo organizam todos os anos. As orações ali se dirigem a um outro deus, conhecido por mercado. O ritmo da preparação e da realização da festa que o cultua, é dotado de um apoio logístico e de uma agilidade bem mais eficientes das que se observam na fila dos hospitais.
Os animais a serem expostos passam por uma rigorosa inspeção prévia e, dependendo da sua condição de saúde, aparência, limpeza, e outras exigências, são barrados na entrada. Os admitidos e acomodados recebem tratamento de primeira. Alimentação balanceada, água bem limpa para matar a sede, baias protegidas contra a intempérie. Antes das competições, repouso contra o stress da viagem que os trouxe ali, banho e escova. Quem os acompanha trata com esmero os “acessórios”. Conforme o caso, pilcha, arreios em ordem unida, estribos brilhando, tudo tinindo. Não vá algum descuido comprometer a premiação disputada. Bancas são montadas com zelo detalhista para os expositores e comerciantes. Chegam pressurosas as propostas de empréstimos bancários para agilizar os negócios. Novas tecnologias de uso da terra, máquinas e equipamentos capazes de dispensar mão de obra são exibidas, sementes transgênicas apregoam suas virtudes econômicas e despistam seus vícios danosos ao meio-ambiente. Pesticidas e agrotóxicos prometem lucros tão grandes que a terra que eles matam passa como conversa fiada de ecologistas ressentidos. Há um frenesi de leilões, compras e vendas, ofertas e preços se modificam em instantes, regateios e despistes quase tudo é feito no sufoco de se ganhar mais dinheiro, com pressa igual a de provocar enfarto.
Música, danças, competições esportivas, gastronomia, chimarrão e cachaça de guampa, haja quando menos alguma coisa que distraia as/os visitantes das finalidades “sérias e financeiras” do evento.
Longe dali, vizinha do mesmo lugar de onde os animais partiram, as vezes a beira de estradas ou pequenas propriedades rurais cedidas por caridade, amontoada sob lonas pretas em barracos gelados no inverno, queimando no verão, vive multidão de gente excluída desse festim anual. Diferentemente do tratamento garantido aos animais exibidos na Expointer 2011, essa gente passa fome, mal e mal atendida, eventualmente, com o bolsa família, bebe água suja, cobre-se no limite da vergonha, não tem “estância” nem “domicílio”, migra de um lugar para outro, é perseguida como criminosa por latifundiárias/os, advogadas/os, promotoras/es e juizas/es.
Defende-se como pode. Para as suas doenças, monta até precárias farmácias caseiras; para a educação das/os filhas/os, organiza “escolas itinerantes”. Mesmo isso tem-lhe sido negado e – é bom que se diga – muitas vezes por iniciativa do próprio Poder Judiciário.
As pessoas desse povo pobre ficam sabendo do tratamento carinhoso dado aos animais da Expointer, da atenção respeitosa com que suas/seus proprietárias/os são tratados, suas reivindicações estudadas e historicamente atendidas, do “crescimento econômico” que amplia e concentra suas riquezas, com ralo ou nenhum reflexo social.
Como o “respeito à lei” e o “direito adquirido de propriedade” são-lhes indicados como explicação justificativa da sua pobreza e miséria, procuram ler a Constituição Federal para conferir se toda a injustiça que padecem, não tem, mesmo, remédio legal e se tudo deve, então, ficar como está. Lá tomam conhecimento de que, bem ao contrário, a Lei Maior do país defende a erradicação da pobreza, a dignidade humana, a cidadania, o direito de ir e vir, de protestar, de se reunir, de se associar, exatamente tudo quanto se lhes proíbe.
De outro lado, deduzem todas as violações dos direitos humanos decorrentes do descumprimento da função social da propriedade que as/os grandes proprietárias/os de terra praticam e que ficam impunes. À velocidade de fórmula um que cumpre liminares possessórias contra trabalhadoras/es pobres, com violência capaz de matar, como já ocorreu aqui e em outros Estados, corresponde o passo de tartaruga das desapropriações de terra contra latifundiárias/os.
Deveres e obrigações decorrentes dessa função social, como o do crime de se explorar o trabalho escravo, das agressões ao meio-ambiente, da mantença dos índices de produtividade da terra em níveis incompatíveis com as necessidades alheias, do domínio exercido sobre certos prefeitos, governadores, bancadas parlamentares, manipulando leis e CPIS em proveito de seus privilégios, nada disso integra os debates que são feitos durante a Expointer.
Aí, então, esse povo todo constata, pelo menos na própria letra da lei esgrimida contra ele, que a democracia e o Estado não existem para proteger “a ordem e a segurança jurídica”, quando essas acentuam a inaceitável desigualdade que lhe nega o acesso a terra, discrimina-o, e o repele como peste. Como as/os pobres do campo não são como os animais rejeitados da Expointer, cresce em todas/os elas/es uma justificada indignação.
Por essas razões, entre o acesso prometido à terra e jamais cumprido, pela lei e pela reforma agrária, a indiferença dos satisfeitos, o preconceito ideológico presente em boa parte da mídia contrária aos direitos humanos fundamentais, e o medo presente em muitas pessoas de que a indigência campesina se transforme em revolta, é inadiável buscarem-se garantias efetivas para um modelo de desenvolvimento econômico e social capaz de mudar radicalmente o rumo dessa injusta, inaceitável exclusão social.
Assim, em boa hora a Câmara temática das economias do campo do CDES está pretendendo que, nos próximos diálogos com a sociedade civil, se questione quais desses modelos vão impulsionar a economia do campo nos próximos anos. Se é o atual, esse que trata melhor os animais do que as pessoas, faz da terra mercadoria e depreda a natureza ou se há espaço para uma economia mais preocupada com o ser humano do que o ter do mercado.
Aos números exibidos como prova da “excelência econômica” da nossa produção agropecuária e agroindustrial durante a Expointer, outros números – esses de gente como índias/os, quilombolas, pequenas/os proprietários rurais, associadas/os de pequenas cooperativas de leite, fumicultoras/es, sem-terra, desempregadas/os, pessoas atingidas pela construção de barragens e pelo avanço indiscriminado da silvicultura – querem ser levados à consideração desses diálogos da Câmara Temática das economias do campo. Lá oferecerão às/os demais conselheiras/os e ao governo do nosso Estado as suas propostas de modelo de desenvolvimento econômico e social realmente sustentável, quando menos aquele de uma economia solidária que não os trate em condição de inferioridade até aos animais exibidos na Expointer.
Jacques Távora Alfonsin
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Os juros vão baixar. Mantega vai manter o aperto fiscal

Os urubólogos do PiG seguem alguns Mandamentos inscritos na Tabua das Leis Neoliberais.
(Como diz o Delfim, na Carta Capital desta semana, o Templo Maior dessa Religião é o Banco Central americano. Aquele, do Alan Greenspan, que, antes de 2008, dizia que os bancos saberiam defender-se e evitar a quebra…)
No momento, a Urubologia se concentra em dizer que o Brasil precisa de um “arrocho fiscal”.
Em termos bem vulgares, como os que emprega o pessoal do Tea Party (a consumação do neoliberalismo), “arrocho fiscal” significa tirar dinheiro do Brasil Sem Miséria e não cobrar imposto do pessoal da "FIE(s)P".
O Luiz de Barros, o José Mendonça, o André Resende, o Aécio Never – em notável artigo na Carta Capital, em que demonstra não ter nada a declarar -, o Marcio Cunha e o Luis Carlos Camargo – todos eles pregam o “arrocho”.
Porque, se não “arrochar”, a inflação dispara – e a Dima cai, já que esse é o Mandamento décimo: derrubar (qualquer) presidente trabalhista.
Na primeira página desta segunda feira, o Ministro Mantega, da Fazenda, diz à Claudia Safatle, no Valor , que o “Governo manterá o controle fiscal”.
O governo “está mudando o mix da política econômica”, usando mais rigor fiscal e menos juros para controlar a inflação, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega ao Valor. Ele afirmou que o fortalecimento da política de controle do gasto público este ano foi exatamente nessa direção, a partir da decisão de cumprir a meta de superávit primário “cheia” – ou seja, sem deduzir os gastos com investimentos do PAC, de R$ 32 bilhões.
“Eu trabalho para cumprir a meta cheia até 2014 e isso não vai sacrificar nenhum projeto de investimento. O custeio é que vai crescer menos”.
O ministro admitiu que houve momentos, no passado recente, em que “o fiscal conflitava com o monetário”, referindo-se a ocasiões em que o Banco Central elevava os juros para desaquecer a demanda e controlar a inflação e ao mesmo tempo o Tesouro expandia as despesas, aquecendo a demanda. Isso acabou.
“Mudamos o mix de forma permanente. Não é só por causa das turbulências externas. Acho que fica melhor assim, porque é mais barato para o Erário público e mais eficiente. Com isso, tenderemos a ter, no futuro, juros mais baixos…
~o~
Ou seja, os juros vão baixar.
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Em busca de Paz, Khadafi já está em Alvorada

Ditador Líbio foge para lugar mais tranquilo.
O ditador Líbio Muamar Khadafi está no RS. O avião que trouxe Muamar saiu de Trípoli por volta das 20:00 horário de Bagé e desembarcou no Aeroporto Salgado Filho na manhã desta segunda-feira.
Khadafi pediu asilo ao Presidente Tarso Genro. Se dizendo cansado da perseguição que vem sofrendo e temendo pela segurança de sua família no seu próprio país, o ditador pediu refúgio para um lugar mais tranquilo, no bairro Passo do Feijó em Alvorada.
- Realmente assessores do Khadafi ligaram para meus assessores ainda no domingo e perguntaram qual o lugar mais tranquilo no RS. Por fim conseguimos uma bela residência para ele em Alvorada - disse Tarso, através de comunicado oficial.
Fontes próximas ao Presidente Tarso revelaram que Khadafi tem planos de montar uma churrascaria Líbia no RS. Além disso os filhos do ditador devem prestar vestibular na UFRGS.
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“Estadão” crava a espada em Dilma

A foto está na página A-7, na edição impressa do Estadão. Dilma surge levemente arqueada, e a espada de um cadete parece trespassar o corpo da presidenta. Abaixo da foto, o título “Honras Militares” – e um texto anódino, sobre a participação de Dilma numa cerimônia militar.
Faço a descrição minuciosa da foto porque a princípio só contava com uma reprodução de má qualidade (tive que fotografar a página do jornal com uma máquina amadora). Mas um amigo acaba de me mandar a imagem por email – e essa está um pouco mais nítida. Estranhamente, não encontro a foto no site do Estadão. Talvez apareça naquela versão digital para assinantes…
O editor deve ter achado genial mostrar a presidenta como se estivese sendo golpeada pelas costas. É a chamada metáfora de imagem. Mas, expliquem-me: qual a metáfora nesse caso? O que a foto tinha a ver com a solenidade de que fala o jornal? Há, no meio militar, quem queira golpear Dilma pelas costas? O jornal sabe e não vai dizer?
Ou, quem sabe, a turma do “Estadão” tenha achado graça em “brincar” com a imagem. No mínimo, um tremendo mau gosto com uma mulher que já passou por tortura na mão de militares, e hoje é a presidenta de todos os brasileiros.
Sintomático que a foto não apareça ao lado da mesma notícia na edição digital. Alguém deve ter pensado melhor e concluído: não vai pegar bem.
Por isso tudo, sou levado a pensar que Freud talvez explique a escolha da foto: a mão militar, na imagem, cumpre a função de eliminar a presidenta. E, com isso, talvez agrade a certa parcela dos leitores do jornal. Passeando pelo site do Estadão, é comum ver a presidenta chamada de “terrorista”. Exemplo, aqui:
20 de Agosto de 2011 | 20h52
A Dilminha tá fazendo certinho, adulando um pouco os milicos, ai eles se derretem todos e se dobram ficando de quatro para a ex-terrorista.
Volto eu. Para essa gente, terroristas não foram os que mataram, torturaram e impediram o país de viver em regime democrático. Não. Para eles, “terroristas” são os que lutaram contra a ditadura.
A foto da página A-7 cumpre o papel de agradar essa gente.
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Charge online - Bessinha - # 757

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A incoerência de Álvaro Dias

O tucano Álvaro Dias é um caso curioso de política que se faz com o fígado. Ouví-lo falar no dia de hoje na rádio BandNews em Curitiba foi um exercício de paciência.
Quando FHC deu uma entrevista à BBC inglesa, pegou pela frente um jornalista independente. Naquela situação, quando ele desandava a falar suas tonterías dizendo que era santo e Lula era o próprio capeta, não raramente o entrevistador lhe interrompia e falava "ok, mas não tinha corrupção no governo do senhor? O senhor também não foi tolerante com a corrupção?". O jornalista dava até detalhes aqueles cujos quais, a mídia brasileira jamais levantava. Tivemos que ouvir uma entrevista feita na Europa pra saber o que aconteceu no Brasil na época de "ouro" da privataria e da corrupção tucana.
Mas isso é coisa de jornalismo inglês. Aqui no Brasil e notadamente em Curitiba a imprensa não se presta a colocar contra a parede um modelo que por ela é apoioado. A imprensa da suporte à direita e aos políticos da direita. A imprensa exige e dá resguardo a quem vende o país, especialmente se esta venda foi lesiva ao povo, porque assim é sabido, que ela e seus comparsas e amigos ganham muito mais. O motivo é o óbvio. O dinheiro no Brasil é um só. Se ele está na mão de uns, não poderá estar na mão de outros. Um corpo não ocupa dois lugares ao mesmo tempo é a lógica inamovível da física.
Então Álvaro usou o microfone da rádio para ripar impiedosamente o governo Federal. Trabalho dele, ok. É pra isso que ele é eleito pelos que o apoiam, para ser oposição. Interessante era ouvir a entrevistadora não o enfrentando e fazendo com que ele tivesse que explicar a corrupção do governo que ele apoiou e a as CPIs que seu partido impedia, dando gordas somas de dinheiro aos parlamentares. Na pior das hipóteses, do mesmo jeito que é feito atualmente. Mas nossa mídia não quer informar, ela quer conduzir.
Em uma coisa porém, Álvaro foi coerente. Disse que seu partido no Paraná é uma desgraça, que suborna (não usou essas palavras) políticos para obter apoio. Deixou muito subentendido que Beto Richa é seu inimigo e que se ele puder, não o apóia. Daí abriu uma dissidência no pensamento midiático porque é sabido até pelas "pedras do centro cívico" (como fala a entrevistadora) que a mídia é tucana e falar mal do PSDB, mesmo por um tucano, não é uma boa idéia.
O resumo da ópera é que Álvaro, claro, apesar de dizer o contrário, foi parcial. Defende CPI nacional pra investigar a corrupção, mas nem a menciona quando o assunto é o desvio grosseiro de dinheiro público em Curitiba pelo seu próprio partido. Aqui,ele diz que o Ministério Público é suficiente pra investigar. No plano federal, o MP não serve pra nada porque ora bolas, nada como uma boa CPI pra fazer carnaval.
É que Álvaro tem uma certa fidelidade partidária. Ele não quer comprometer a tucanagem mesmo dizendo nas entrelinhas que o governo de Beto Richa e da Prefeitura de Curitiba (atrelada a Beto) são corruptos até os ossos.
Falta coerência ao querido Senador pelo Paraná, mesmo ele dizendo que é coerente. Em política, sabemos que falar não basta, tem que fazer. Seu partido e o modelo de governo que ele apóia venderam o Brasil de uma forma grosseira e irresponsável, mas Álvaro assume um quê de PSTU e vem na imprensa dizendo que é preciso "mudar tudo o que está aí". Diz que o país está na "m", mas "esquece" curiosamente como estava quando ele era governo. É uma "m" onde há pleno emprego e ocupa o posto de sétima economia mundial. Bem diferente dos 25% de desempregados nas regiões metropolitanas na época de seu governo, e de ser um país cujo Ministro das Relações Exteriores tinha que tirar o sapato para entrar nos EUA, tamanha a submissão daqueles mandatários.
Se embananou também quando falou sobre sua aposentadoria como ex-governador que Beto, seu inimigo, cancelou. Álvaro incrivelmente disse que devia continuar recebendo para "doar" o dinheiro. Como ele é bonzinho! Ora, Senador, a moralidade serve, como bem notamos, só para alguns, para outros, não, não é mesmo?
Patética a visão tucana do planeta num momento onde até mesmo os liberais do mundo estão revendo suas crenças. Álvaro é mesmo um dinossauro e está em extinção. Não pelo que ele prega e garganteia, que é a tal moralidade e decência, mas sim pelo fato de ter cada vez menos gente disposta a votar em políticos que enfiam o pé na jaca enquanto estão mamando nas tetas, mas ocupam as tribunas com revistas na mão para vociferar denúncias, muitas delas, jamais provadas, quando estão fora da mamata.
Corrupção é um câncer no Brasil mas nunca foi diferente. Cabe ao eleitor exigir que seus políticos tenham vergonha na cara, independente de qual partido esteja ocupando o poder. Álvaro, a maioria da mídia e boa parte dos polítcos insistem em dizer que não.
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A vassoura e a caneta

O jingle da campanha de Jânio Quadros à presidência é um dos mais famosos da história. Até hoje muitos de lembram dele. Certamente foi decisivo para sua esmagadora vitória.
O apelo da vassoura varrendo a "bandalheira", como se vê, é antigo - e funciona.
Nesses últimos tempos, a oposição neoudenista usou e abusou do moralismo para ganhar votos suficientes para tirar o poder do PT, já que não tem outra bandeira.
O problema todo é que, embora tenham acusado o governo Lula de, no mínimo, ser conivente com a corrupção, nunca fizeram nada, na prática para baní-la de suas próprias administrações.
É tudo papo furado. Quem vai acreditar que um sujeito como, por exemplo, o senador Álvaro Dias, passe incólume por um detector de mentiras? Ou que tantos outros aprendizes de Lacerda tenham coragem de abrir as suas contas bancárias - ou a de seus familiares?
O esforço que o governo Dilma está fazendo, extirpando da máquina administrativa os tumores que irradiam as células malignas para todos os cantos, recebe aplausos gerais da população e um tímido apoio dos políticos - incluindo os do PT.
É que, neste exato instante, todos eles estão se perguntando até onde a higienização irá. E, enquanto a resposta a essa pergunta não vem, todos correm riscos.
Outra coisa que intriga os nossos castos e puros políticos é sobre quem é, na verdade, essa mulher chamada Dilma Rousseff. Poucos sabem a resposta, mas a maioria já deve ter percebido que ela não é um Jânio Quadros de saias que precisa de uma marchinha para enganar o povo.
Nem de uma vassoura.
Pois com uma caneta ela pode fazer muito mais para livrar o país desse câncer chamado corrupção.
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Líbia e Síria: PiG não engole a independência do Brasil

Na primeira página da Folha, o "colonista" Clóvis Rossi assegura que o Brasil ficou do lado errado da História, na Líbia.
No Valor, na pág. A2, ao tratar da Síria, o "colonista" Sergio Leo responsabiliza a “diplomacia brasileira (por) parte do fracasso da comunidade internacional em lidar com o esfacelamento sangrento de regimes autoritários”.
Rossi queria que o Brasil aprovasse o bombardeio aéreo à Líbia imposto pelos Estados Unidos, com a mão de gato da OTAN.
Leo quer que o Brasil adira ao embargo econômico à Síria, embora o comércio entre o Brasil e a Síria, como ele próprio diz, seja irrelevante.
~0~
O PiG e seus notáveis "colonistas" não aceitam a independência do Brasil.
O Brasil deveria ser colônia de Portugal, da Inglaterra e agora dos Estados Unidos.
Eles gostavam daquela diplomacia da dependência do governo do Farol de Alexandria.
A diplomacia de um Chefe de Estado que recebia um carão do presidente Clinton, na frente de todo mundo e não se dignava a defender o Brasil – ou a si próprio.
Esses colonistas, no fundo, adoraram a política externa da campanha do Padim Pade Cerra: fechar o Mercosul e isolar (ou invadir) a Bolívia e o Irã.
Como se o Celso Amorim fosse a Hillary Clinton.
O Rossi é um veterano repórter do Mundo.
No dia que o Grupo dos Sete dos Estados Unidos foi deposto e, no lugar, entrou o Grupo dos 20 de que o Brasil faz parte, ele não deu importância.
Porque passou a vida inteira a cobrir a irrelevância do Brasil no âmbito do G7 e não percebeu que o G7 é que se tinha tornado irrelevante.
O princípio da “auto-determinação dos povos” faz parte da política externa brasileira desde sempre.
(Fora intervalos de genuflexão, como no regime militar, sob inspiração do jenial Golbery, e nos governos Collor e FHC).
Um dos teóricos mais brilhantes do princípio da auto-determinação dos povos foi o Embaixador Araujo Castro, ultimo chanceler do grande presidente João Goulart.
Como se sabe, o governo constitucional do Presidente Goulart foi deposto numa ação de desrespeito à auto-determinação do povo brasileiro.
Há vários motivos a explicar a queda de Goulart.
Por isso, convém ler o livro do professor Jorge Ferreira, que revisitou Goulart e deu um banho de História no historialista Elio Gaspari.
Conta o professor Ferreira que San Tiago Dantas foi quem revelou a Goulart como se daria a intervenção militar americana, caso ele resistisse.
A informação da San Tiago Dantas veio de Minas, onde os insurretos criaram um Estado independente, que já negociava com o “chanceler” Afonso Arinos o reconhecimento do Governo Johnson, dos Estados Unidos.
Convenhamos, amigo navegante, que fazer uma “Revolução” com a V Frota americana nas costas é mais fácil do que sair na rua de cara lavada, não é isso ?
Ainda mais que, como mostra o professor Ferreira, as pesquisas de opinião pública do momento indicavam forte apoio a Goulart e às reformas de base.
O historialista Gaspari – infatigável defensor dos Estados Unidos e adversário da política externa independente do Brasil -, além de usar vários chapéus, assegura que Jango caiu porque gostava de coristas.
O Brasil é gato escaldado.
Se o Brasil apoiar a invasão do Iraque em busca de armas inexistentes, com que autoridade protestaria, se a V Frota viesse com um canudo chupar o pré-sal no limite das 200 milhas?
Por essas e outras, esse ansioso blogueiro é a favor da bomba atômica.
Para o Brasil assegurar a auto-determinação do povo brasileiro.
Em tempo: este ansioso blogueiro recomenda a todo brasileiro auto-determinado que leia o excelente artigo com que o Ministro da Defesa (do Brasil) Celso Amorim se despede da Carta Capital.
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A mídia e a corrupção

Um dos “baluartes” no combate e denúncia à corrupção no Brasil são as organizações GLOBO. Surgida nos momentos que antecederam o golpe militar de 1964 e a partir de capital estrangeiro, é a porta voz da venalidade da mídia privada brasileira. Abriga em seus quadros figuras sinistras, inclusive “filhotes” de Hillary Clinton, secretária de Estado dos EUA, que tem especial apreço pelo jornalista e informante William Waack.
Quando o presidente eleito Evo Morales, da Bolívia, e outros de países como o Equador e a Venezuela expulsaram de seus países quadrilhas como a Norberto Odebrecht, a GLOBO reagiu de forma incisiva em defesa dos “interesses” das empresas nacionais e do próprio Brasil. Os presidentes desses países eleitos pelo voto foram transformados em “ditadores”. Claro, secou a mina por baixo da mesa.
A Norberto Odebrecht, quadrilha de fazer inveja e deixar no chinelo qualquer Beira-mar, qualquer FHC, qualquer Aécio, não conseguiu comprar nem ministros, nem servidores públicos e nem os presidentes daqueles países com obras superfaturadas, mal feitas etc.
No Brasil compra um lote de cadeiras na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, nas assembleias legislativas, muitos governadores de estados (Anastasia, Alckmin, por exemplo, ou Renato Casagrande, poucos exemplos), como compra prefeitos e vereadores.
O governador do Ceará, Cid Gomes, irmão do ex-presidenciável (se é que existe isso) Ciro Gomes, disse à imprensa a propósito da greve de professores em busca de melhores salários: “Quem dá aula tem que fazê-lo por amor, se não for assim que busque outra profissão”.
Pedir ao governador – bandido – que doe o seu salário é besteira. Interessante é pedir que doe as propinas. Vale para o governador de Minas, o de São Paulo, o do Rio, o do Espírito Santo (o governador nominal é Renato Casagrande, o de fato é o chefe da quadrilha, Paulo Hartung).
A GLOBO incentiva uma campanha contra a corrupção. Tudo bem.
Que tal acabar com câmaras municipais, em sua maioria antro de negociatas (como a da minha cidade pela maioria dos vereadores) e substituí-las por conselhos populares representativos da comunidade, de categorias?
Que tal acabar com os tribunais de contas? O de Minas tem Antônio Andrada, Toninho, ex-prefeito de Barbacena, envolvido em tráfico de droga,s e que para sossegar a família Andrada (chegou ao Brasil em navio chapa branca na frota de Cabral) foi encostado num lugar vitalício e hoje ajuda o pobre ex-prefeito e atual pastor Bejani (apareceu no JORNAL NACIONAL contando o dinheiro pago pelos empresários de ônibus) a se esquivar da lei da ficha limpa.
E tem outros, muitos outros.
Por que não substituí-los por fiscais eleitos pelo voto direto, que possam fiscalizar, inclusive, com transparência absoluta, obrigação de divulgação pública, atos de quadrilhas como a ANVISA, ANAEL, ANATEL etc., criadas por FHC para escapar do controle do voto popular (são favoritos que o rei indica e estão acima da lei).
Nos três níveis. Federal, estadual e municipal.
A GLOBO não quer acabar com a corrupção, é beneficiária direta da corrupção, é produto da corrupção, é venal. Nem ela, nem VEJA, nem a mídia como um todo.
O que querem é que a chave do cofre mude de mãos.
Sabe uma das notícias destaque no portal GLOBO.COM, sábado, dia 20, por volta das 17 horas? Que a atriz Claudia Jimenez “continua o troca troca, foi vista aos beijos com um novo affair”.
Isso é que é informação, isso é que é conscientizar o cidadão. São pilantras e o basta que tem de ser dado é a eles.
Povo neles, participação popular e as verdadeiras quadrilhas, os corruptores, vão aparecer ao lado dos corrompidos padrão Cid Gomes.
Manda o pilantra governar de graça, sem salário e sem propina. Vê se ele aceita?
Esse tipo de gente quando tem problema corre atrás de Gilmar Mendes e compra o habeas corpus. É só olhar, tem, com certeza, habeas corpus para qualquer tipo de crime que essa gente possa cometer, até estupro.
Laerte Braga
No Abra a Boca, Cidadão
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Líbia

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