15 de ago de 2011

Escândalo entre um certo Deputado homofóbico e garoto de programa

O Deputado homofóbico pelo Estado de Indiana, Phillip Hinkle, 64 anos, está sendo pressionado a renunciar, após a divulgação de uma série de e-mails, sugerindo um encontro sexual com um rapaz de 18.
Hinkle, que votou em fevereiro a favor de uma lei que proíbe casamentos entre pessoas do mesmo sexo no Estado, aparentemente respondeu a um anúncio sobre "encontros casuais" no site Craigslist - rede de comunidades online que disponibiliza anúncios gratuitos aos usuários - postado pelo jovem Kameryn Gibson.
O Parlamentar usou seu endereço de e-mail pessoal para responder ao anúncio, onde Gibson procurava por um "sugar daddy" (Homem rico que oferece dinheiro ou presentes). "Não podemos ficar juntos por muito tempo, apenas por esta noite. Você estaria interessado em me fazer companhia esta noite?", perguntou o Deputado. Gibson disse que após uma de troca de e-mails, Phillip teria oferecido US $ 80 pelo "serviço" e mais um almoço, se ficasse muito satisfeito. Depois da negociação, os dois se encontraram no hotel JW Marriott, no centro de Indianápolis.
Uma vez no hotel, Hinkle revelou a Gibson que era um Deputado. O jovem tremeu na base e resolveu desistir, trancou-se no banheiro e chamou sua irmã, Megan, pedindo-lhe para vir buscá-lo o mais rápido possível. Hinke, nu e furioso com a reação do jovem, disse que não iria deixá-lo ir sem "ter feito o que ele tinha que fazer.".
Megan chegou ao hotel para levar seu irmão e ameaçou chamar a polícia e os meios de comunicação local se Hinkle não o liberasse. O Parlamentar concordou, mas antes de deixá-los ir, Hinkle ofereceu-lhes tudo o que tinha em mãos para tentar garantir o seu silêncio: um iPad, um BlackBerry e US $ 100 em dinheiro.
Gibson disse ainda, que mais tarde recebeu uma chamada no Blackberry, usado como pagamento pelo seu silêncio. Era a esposa de Hinkle, e que ele informou a Sra. Hinkle que seu marido era homossexual. Mais tarde, ela ligou novamente e teria oferecido aos jovens mais 10 mil dólares "para não dizerem nada.". Em seguida o próprio Hinkle ligou e disse: "Eu estou arruinado!".
Ao ser questionado Hinkle não negou a existência ou a autenticidade dos e-mails. "Estamos cientes da investigação e estamos a examinar esta questão. Pedimos a todos para que respeitem a sua privacidade e a de sua família.", disse o advogado do Deputado, Peter Nugent.
O republicano Brian Bosma, disse a imprensa: "Se as circunstâncias são como relatado, é uma situação extremamente triste e decepcionante para todos nós, especialmente as famílias envolvidas."
Aaron Schaler, presidente da "Indiana Stonewall Democrats", disse que este é o tipo de coisa que acontece "quando alguém não se permite, por atitudes, compromissos, ou conflitos pessoais, ser honesto sobre sua orientação sexual ou identidade de gênero.".
Esse é apenas mais um escândalos, de tantos outros que existem por ai. De alguns tomamos conhecimento, mas da grande maioria, nem fazemos ideia. O mais lamentável disso tudo é que, são justamente pessoas como Phillip Hinkle que lutam ferozmente contra qualquer tentativa dos cidadãos LGBTs de conquistarem seus direitos. São essas pessoas hipócritas, que se julgam no direito de determinar o que devemos fazer de nossas vidas.
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Comandante Jonas? Presente! Agora e Sempre!

Nesta 2ª feira (15), às 19 horas, a Câmara Municipal de São Paulo conferirá postumamente o título de Cidadão Paulistano a Virgílo Gomes da Silva, o Jonas, dirigente da Ação Libertadora Nacional que foi um dos mortos sem sepultura da ditadura militar.
Preso em 1969 pelo braço militar da repressão, acabou sofrendo um dos acidentes de trabalho que marcaram o período: sucumbiu à violência exacerbada do primeiro dia de detenção.
Mais tarde, na virada de 1970 para 1971, as Forças Armadas decidiram exterminar os militantes que não admitiam ver eventualmente trocados por diplomatas; passaram a encaminhá-los a centros clandestinos de tortura, sem oficializar a prisão. Lá lhes arrancavam informações e depois os executavam, dando sumiço nos cadáveres.
Em 1969 a intenção ainda não era matar, embora isto frequentemente decorresse da bestialidade dos torturadores.
Eis o relato do também ex-preso político Francisco Gomes da Silva:
“Meu irmão Virgílio Gomes da Silva foi preso e morto no DOI-Codi (Operação Bandeirantes), em 29 de setembro de 1969. Virgílio era militante da ALN e estava sendo procurado pelos órgãos da repressão, aparecendo inclusive em cartazes com fotografia onde se lia Procura-se.
Eu fui preso no dia 28 do mesmo mês de setembro, tendo passado por várias sessões de tortura, quando no dia 29, Virgílio chegou no mesmo local, ou seja Operação Bandeirantes, algemado, tendo sido preso pela equipe do Capitão Albernaz (eu, pela equipe do Raul Careca). Eu estava sendo interrogado quando ouvi os gritos de Virgílio, que chegou algemado e estava sendo espancado, quando levou um chute no rosto, que se abriu e comecou a jorrar sangue.
Continuaram os gritos de Virgílio que estava sendo torturado para que entregasse os companheiros. Ele recusava-se a delatar e reagia xingando os torturadores. Acredito que Virgílio chegou ao DOI-Codi por volta de 11h da manhã, tendo sido assassinado por volta das 21h. O corpo foi mostrado ao Celso Horta, também preso político. Virgílio foi morto pendurado no pau-de-arara.
Mais ou menos meia hora depois que eu soube da morte de Virgílio, através de um outro preso, o Capitão Albernaz dirigiu-se a mim, informando que Virgílio havia fugido. Ouvi comentários na prisão que os torturadores haviam retirado os olhos de Virgílio, bem como seus testículos.
Mais tarde fui transferido para o Dops e lá, um delegado cujo nome não me recordo, falou que Virgílio havia sido enterrado na quadra do Dops no cemitério de Vila. Formosa.
Mais ou menos um ano depois, minha mãe e meu irmão Vicente foram ao cemitério de Vila Formosa e souberam através de um funcionário o local onde Virgílio estava enterrado, tendo se dirigido ao referido local que, entretanto, estava fortemente vigiado pela polícia militar, sendo que os policiais determinaram que se afastassem e não voltassem mais ao local. Os jornais publicaram que Virgílio estava foragido, quando, na verdade, já estava morto”.
Seus restos mortais, certamente removidos em seguida, nunca foram encontrados.
As provas da morte por tortura, sim, em 2004, no Arquivo do Estado de São Paulo: um laudo do Instituto Médico Legal de São Paulo, feito àquela época, com a foto de Virgílio depois de morto e suas impressões digitais. Sobre tal laudo aparece um aviso escrito à mão, com a frase "Não deve ser informado", o que comprova ter havido uma ordem para o desaparecimento do corpo e o acobertamento do homicídio.
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A cara de pau do DEMo

A melhor coisa da democracia, é que você pode falar o que quiser, que ninguém liga.
O DEMo, o partido que antes se chamava PFL, que antes se chamava PDS, que antes se chamava ARENA, resolveu de novo, usar a propaganda pra espalhar um ideal de mentirinha. O ideal da liberdade, criticando a esquerda.
No vídeo abaixo você vê que se utilizam textualmente da expressão que dá conta que a esquerda não é "dona" da pobreza. Verdade, não é mesmo. Dona da pobreza é a direita, que a criou e a manteve por cinco séculos no país, excluindo seres humanos decentes de uma vida digna, condenando-os à pobreza, à miserabilidade e à falta de educação.
Quem mantinha a seca no Nordeste? Quem cultivava os esgotos a céu aberto nas periferias das cidades? Quem construia poços artesianos privados (de deputados amigos) para vender água aos sedentos, ou trocá-la por votos no momento oportuno?
No videozinho o básico do trololó da direita que sempre deu suporte ao regime ditatorial que se instalou no Brasil e que sugou e jogou fora as forças da democracia verdadeira. Um jovem negro fala que é a favor das cotas para pobres, e que defende o Bolsa Família, mas as pessoas não podem depender sempre dela.
Claro, história pra boi dormir. Primeiro, porque as cotas para pobres existem sim, e foram conseguidas ao custo de muito mensalão pra obrigar deputados e senadores inúteis, a fazerem um trabalho para o qual já são muito bem pagos para executar. Ou seja, votarem. Já as cotas raciais existem no Brasil e em diversos outros países do mundo que pretendam acabar com a desigualdade, impedindo que só os brancos de olhos azuis tenham chances reais de competir de igual para igual com seu vizinho. As notas para cotas raciais nas universidades têm o mesmo corte que quaisquer outras vagas e aluno nenhum entra sem estudar. Inclusive perdem a vaga quando seu desempenho não corresponde. E quando nos vestibulares não preenchem as cotas, elas ficam em aberto e são redistribuidas para todos, igualmente. Mas óbvio, a direita nazista da qual o DEMo faz parte, não tem interesse em explciar isso direito. O Bolsa Família também exige que os filhos dos beneficiários tenham frequência alta na escola, e é cortada automaticamente quando a pessoa atinge determinado patamar de renda. O DEMo também não faz questão de explicar, porque não dá a mínima se brancos, negros, amarelos ou verdes morrem de fome ou mantém seus filhos na desnutrição porque não têm dinheiro para uma cesta básica sequer.
Nisso os DEMos são verdadeiramente democráticos. Não estão nem aí para a cor do pobre que vai morrer de fome. Também não é demais lembrar que durante o governo da direita, que engloba inclusive a máfia de Don Fernando, um salário mínimo não era suficiente sequer para a compra de uma única cesta básica brasileira.
Como então ousa um partido como o DEMo, repositório fiel de tudo o que foi atraso, elitismo e repressão neste país por cinco séculos usar em sua propaganda eleitoral tamanhos absurdos e mentiras? Só mesmo numa democracia, onde você fala o que quer e ninguém te mete na cadeia, te espanca, mata seus filhos ou amputa seus membros, como fazia a gleba privilegiada que mandava em nossa pátria até poucas décadas atrás, gleba esta, que fundou um camaleão de nomes tido por partido político, e encabeçado por pessoas como os Bornhausen, Marco Maciel, Antonio Carlos Magalhães et caterva.
Realmente a esquerda não é dona da pobreza. Um indivíduo verdadeiramente de esquerda faz o possível para acabar com a miséria, não se utiliza dela enquanto pode, como fizeram tantos governantes neste país, e ao perderem só ao poder, se apresentam contra causas incontestáveis como o combate à corrupção e em favor do crescimento econômico e liberdade. Tudo o que eles, durante seu mando no país, nunca fizeram. Opovo que se estrepasse.
Assista ao vídeo e confirme a cara de pau suprema dessa gente.
No Anais Políticos
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Declaração de princípios da Globo, versão 1984

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Charge online - Bessinha - # 747

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Na Argentina, esmagadora vitória do kirchnerismo, declarado morto por Miriam Leitão em 2010

Até mesmo analistas kirchneristas se surpreenderam neste domingo com a dimensão da vitória alcançada por Cristina Kirchner nas primárias presidenciais argentinas. Apontada favorita com 40% dos votos em algumas pesquisas de opinião, Cristina superou todas as expectativas e conseguiu uma esmagadora vitória com mais de 50% dos votos. Ricardo Alfonsín, da UCR, filho do ex-presidente e desgastado por uma aliança com o direitista De Narváez, teve 12,23%; o peronista dissidente e ex-presidente Eduardo Duhalde teve 12,19%; o socialista Hermer Binner, governador de Santa Fe, conseguiu 10,54%. A neo-mística Elisa Carrió, que chegou a ser a segunda força nas eleições de 2007, não passou dos 3,2%. A participação popular também surpreendeu e chegou a mais 70% dos votantes. A vitória foi inapelável: até o Clarín, um dos principais bastiões de oposição ao governo, foi obrigado a manchetar nesta segunda: “Alta participação e rotundo apoio a Cristina”. O kirchnerista Página 12 comemorou: “Chuva de votos”. Crónica resumiu: “Massacre” (Paliza). A previsão geral, até mesmo entre os opositores, é que dificilmente esse quadro será revertido até as eleições de outubro, nas quais, para vencer no primeiro turno, Cristina só precisa de 40% dos votos e de uma diferença de 10% ante o segundo colocado.
Para qualquer conhecedor do mapa eleitoral argentino, foi uma surra de recordar as grandes vitórias eleitorais do peronismo. Cristina venceu em todos os estados, com a exceção da pequena província de San Luis. Em alguns, como Santiago del Estero, ela alcançou 80% dos votos, impondo impressionantes 73 pontos de diferença sobre Alfonsín. Em todo o noroeste do país, mais pobre, Cristina não obteve menos de 60%: foram 70% em Formosa, 65% em Tucumán, 63% em Catamarca, 62% em Salta, 60% em Chaco. Cristina venceu até mesmo na Capital Federal, historicamente reácia ao peronismo, suplantando com tranquila vantagem de oito pontos o ex-presidente Duhalde na cidade. No estado de Buenos Aires, ela ampliou os números recentes do kirchnerismo e impôs a Duhalde uma humilhante derrota por 53 x 13. O popular governador de Santa Fe, o socialista Hermes Binner, não conseguiu vencer Cristina em seu próprio estado. Perdeu por 37,8% a 32,7%.
O Página 12 resumiu um recado das urnas que também se aplica a outros países latino-americanos: ficou mais uma vez provado que os grandes meios de comunicação influem igualmente ou mais que um partido político ou um grupo econômico tradicional, mas não determinam um resultado. Já havía ocorrido a mesma coisa nas eleições de Brasil, Peru, Bolívia e Uruguai.
Completa-se um giro que havia se iniciado em 2008, quando estourou o conflito com as patronais do agronegócio em torno às retenções que pretendia o governo. Naquele momento, o vice-presidente Julio Cobos rompeu com Cristina e deu o voto de minerva que derrotou o governo no Senado. A cisão com os grandes meios comunicação de massas piorou e em junho de 2009 o kirchnerismo perdeu a maioria parlamentar, num momento marcado pela derrota de Néstor Kirchner em Buenos Aires. O governo começou a se recuperar com o decreto que estabelecia uma ajuda financeira para menores de 18 anos oriundos de famílias desempregadas ou subempregadas. Contando com o apoio dos socialistas e do Proyecto Sur (dissidência liderada pelo cineasta Fernando “Pino” Solanas), o governo aprovou, em dezembro de 2009, a lei de regulação da mídia e, em julho de 2010, o pioneiro casamento igualitário, garantindo este importante direito para gays e lésbicas. Ali, o kirchnerismo já havia claramente saído das cordas.
Mas a morte de Néstor, em outubro de 2010, plantou algumas dúvidas, em especial entre os machistas de plantão e os opinólogos que costumam confundir a realidade com seus próprios desejos. No Brasil, grassou uma palpitologia extremamente desinformada. A pitonisa Miriam Leitão que, na certa, não saberia diferenciar Jujuy e Córdoba num mapa, decretou peremptoriamente que “sem ele [Néstor], acaba o kirchnerismo”. Provavelmente, a Sra. Miriam Leitão não vai se corrigir, não vai publicar errata, não vai fazer mea culpa, não vai reconhecer que errou, como nunca faz. Mas os argentinos deram a resposta ontem nas urnas.
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PSDB - Pior Salário Do Brasil

Depois de uma campanha midiática em que o governador Antonio Anastasia sugeriu que os professores em greve estavam mentindo sobre os salários pagos a eles pelo governo de Minas Gerais, os profissionais de Educação do estado decidiram publicar os contracheques e encaminhar um kit-salário para os jornais e outros meios de comunicação do estado.
Conversei com Beatriz Silva Cerqueira, a Bia, do Sindicato Único dos Trabalhadores de Educação em Minas Gerais, o SINDUTE. E, pelo que ela contou, existe um tremendo esqueleto no armário do atual senador e provável candidato ao Planalto, Aécio Neves, esqueleto agora administrado por Anastasia: o choque de gestão.
Mas, antes do esqueleto, a greve: a paralisação atinge, por decisão da Justiça, apenas 50% dos 380 mil trabalhadores em educação de Minas, em todas as regiões do estado. Ela foi deflagrada, como a greve de Santa Catarina (onde os professores acreditam ter obtido uma importante vitória política), para garantir a implementação do Piso Salarial do Magistério, que é federal e foi considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal em abril deste ano (valor atual de R$ 1.187,00).
Hoje, em Minas, o professor que tem ensino médio ganha R$ 369,00 mensais de salário inicial; o professor com licenciatura plena, R$ 550,00.
Segundo Bia Cerqueira, este ano o governo Anastasia, a partir de uma lei estadual, decidiu aglutinar todas as parcelas que compõem o contracheque dos servidores em um subsídio, que os professores rejeitam considerar como piso salarial, mas sim o total da remuneração.
A adoção do subsídio, segundo Bia, provoca — entre outras coisas — o nivelamento da categoria entre os professores que tem 20 anos de carreira e os que estão começando agora. Uma situação parecida aconteceu em Santa Catarina.
A greve é por um piso salarial de R$ 1.597,00 para os professores de nível médio com jornada de 24 horas.
Bia Cerqueira diz que a política salarial de Minas Gerais em relação aos professores é de “controle” da remuneração, o que seria um dos princípios do “choque de gestão”, que começou a ser implantado pelo ex-governador Aécio Neves. “Você pode demorar 8 anos para começar a receber por uma pós-graduação que tenha feito, você pode demorar de 20 a 25 anos para receber por um mestrado”, ela exemplifica.
“O governo controla a remuneração [dos servidores] para que possa investir em outras áreas que dão retorno melhor para ele”, disse ela, provavelmente se referindo a retorno eleitoral.
Bia inicialmente não entendeu a minha piada: o choque de gestão, disse eu, teria sido de 220 volts, bem na veia do professorado!
Aliás, ela acredita que o tal choque fracassou redondamente. Três exemplos:
* Faltam 1,5 milhão de vagas no ensino básico em Minas Gerais;
* A média de escolaridade do mineiro é de 7,2 anos;
* No vale do Jequitinhonha, a média de escolaridade é de apenas 6,2 anos.
Além disso, o programa que é orgulho do atual governador, Antonio Anastasia, o Professor da Família, para dar apoio a alunos do ensino médio, é bastante precário.
* Por enquanto, atinge 9 dos 853 municípios de Minas Gerais, ou apenas 22 das 4 mil (eu disse quatro mil) escolas;
* Os professores contratados para implementar o programa, que visa dar aulas de reforço para alunos do ensino médio, têm formação de ensino médio, o que contraria a Lei de Diretrizes Básicas da Educação Nacional, que exige licenciatura plena.
“Os projetos não correspondem à realidade do estado de Minas Gerais”, diz ela.
Duas grandes dificuldades enfrentadas neste momento pelos grevistas: boicote ativo ou desprezo da mídia local e a postura do Poder Judiciário de Minas Gerais que, segundo a Bia, nunca decide em favor dos educadores.
PS do Viomundo: Diante da denúncia dos professores em greve de que são muitas vezes desconhecidos pela mídia mineira, pedimos a nossos leitores que nos ajudem a disseminar este post e outras informações sobre a greve no twitter e nas mídias sociais. Agradecemos.
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José Serra é a face oculta da sucessão paulistana

Sim, José Serra deverá ser o candidato do PSDB nas eleições municipais de São Paulo em 2012. E já há sinais eloquentes de que ele se movimenta, com os apoios tradicionais, nessa direção
Quem já assistiu ao seriado “Criminal Minds”, sobre mentes perigosas, sabe bem que muitos crimes deixam uma assinatura. Há quase sempre um padrão de conduta, que revela as obsessões do autor. Em muitos escândalos recentes do Brasil, houve também uma assinatura e um padrão de conduta. Começa-se com uma operação da Polícia Federal, avança-se para o vazamento seletivo das investigações, que são utilizadas politicamente e, por fim, coroa-se o espetáculo na imprensa – de preferência na maior revista semanal do Brasil.
Nesta semana, houve sinais eloquentes de algo do tipo. Primeiro, uma ação da Polícia Federal, a Operação Voucher, contra fraudes no Ministério do Turismo. Depois, a informação de que o nome de um dos presos – um ex-presidente da Embratur – era mantido em sigilo, o que alimentava ainda mais o mistério. Depois, a revelação de que esse nome era o de Mario Moyses, ex-assessor de Marta Suplicy. Por último, uma reportagem de Veja, chamada “Lama no Turismo”, que aponta Moyses como o mentor de todo o esquema criminoso – embora não haja evidências a esse respeito no processo – e que trata a ex-prefeita de São Paulo como se ela ainda fosse ministra do Turismo e não houvesse um novo titular na pasta, que se chama Pedro Novais. “Desta vez, Serra deixou as impressões digitais”, disse ao 247 um integrante da pré-campanha de Marta à prefeitura de São Paulo. “O que prova que ele é o candidato do PSDB à prefeitura”.
Pode ser apenas uma teoria conspiratória. Mas o fato é que existem antecedentes. Outros alvos de operações recentes da Polícia Federal as atribuem à influência que Serra exerce sobre algumas alas da instituição. Exemplo: Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical. Em 2010, no começo da campanha presidencial, ele foi alvo de uma ação da PF, que o acusava de traficar influência no BNDES. Naquele momento, discutia-se se o PDT apoiaria Serra ou Dilma. E Paulinho da Força estimulava a segunda opção, quando caiu nas garras da PF. No fim de semana seguinte, Veja saiu com a capa “O lado negro da Força”, como se o presidente da entidade sindical fosse uma espécie de Darth Vader. A quem Paulinho atribui sua operação? “Serra”, disse-me ele, em certa ocasião.
Um ano antes, quando aconteceu a Operação Navalha, sobre fraudes em obras públicas, o real alvo da operação apareceu apenas alguns dias depois das prisões, quando surgiu o diálogo em que um dos detidos mencionava o nome do senador Renan Calheiros. Também naquele momento, discutia-se se o PMDB apoiaria Dilma ou Serra – e Renan, assim como Paulinho da Força, era um dos artífices da aliança com o PT. Veja fez várias capas seguidas pela cassação de Renan, mas não teve sucesso na empreitada. E a quem Renan atribui a cruzada para derrubá-lo em 2009? Adivinhem.
Ações eminentemente políticas
Não por acaso, logo depois que foi deflagrada a Operação Voucher, o ex-ministro José Dirceu escreveu um contundente artigo em seu blog, reproduzido aqui no 247, condenando a ação e denunciando seu propósito político: o de dinamitar a aliança política entre PT e PMDB. Alguns viram no artigo a tentativa de acobertar a corrupção. Outros, mais atentos, enxergaram o propósito de desvelar o que há por trás de muitas operações da PF: um interesse político não revelado.
Por que ser candidato
Concorrer em São Paulo em 2012 será mais difícil para José Serra do que foi em 2004, quando ele derrotou Marta Suplicy. Desta vez, as pesquisas a colocam na frente e o pêndulo da rejeição se inverteu: a dele cresceu; a dela diminuiu.
Por isso mesmo é que muitos expoentes da prefeitura de São Paulo e do novo PSD, o partido do seu aliado, Gilberto Kassab, gostariam que ele não fosse candidato. Há quem diga até que Kassab gostaria de aproximar mais e mais o seu partido do bloco governista. Também nesta semana, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, veio a São Paulo para dizer publicamente que Serra não será candidato.
Mas, na política, o que se diz quase sempre não acontece. E Serra terá que ser candidato por uma razão simples: qual será seu futuro político se ele ficar sem mandato até 2014? O que se agrava ainda mais quando seu próprio partido lhe dá pouco espaço – na última convenção nacional, ele não teve a presidência, a secretaria-geral e nem mesmo o comando do Instituto Teotônio Vilella. Para quem se despediu dos eleitores, na derrota presidencial de 2010, com um “até breve”, seria muito tempo de ostracismo.
Outro sinal de que Serra se movimenta rumo à disputa de 2012 em São Paulo foi o perfil recentemente publicado de Gabriel Chalita na mesma revista Veja. Um texto de uma malvadeza raras vezes vista na revista – e bem feminina, por sinal. A quem Chalita atribui esse perfil? Adivinhem.
Pesos-pesados ou pesos-pena?
Eleições para a prefeitura de São Paulo sempre envolveram pesos-pesados da política. Nomes como Jânio Quadros, Fernando Henrique Cardoso, Paulo Maluf, Mario Covas, Marta Suplicy e o próprio José Serra.
Embora a prefeitura hoje esteja nas mãos do PSD de Kassab, o “serrismo” é sócio da administração. Aliás, vários nomes que pularam do PSDB para o PSD foram de figuras próximas a Serra. Portanto, não há nada mais ingênuo do que imaginar que o PSDB entrará no ringue em 2012 com neófitos em disputas eleitorais como Bruno Covas ou Andrea Matarazzo.
Será um jogo pesado, o que já fica explícito nas movimentações iniciais da campanha, como a Operação Voucher.
Leonardo Attuch
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