12 de ago de 2011

EUA lançam o programa Obama Esperança

O slogan diz "We are the land of the fee and there´s no home for the brave"
HOLLYWOOD – Numa iniciativa mundial para arrecadar fundos para o governo norte-americano, setores de inteligência dos Estados Unidos lançaram as bases do "Obama Esperança". Em coletiva de imprensa apresentada por Brad Pitt e Angelina Jolie, foi mostrado o jingle da campanha. O refrão "We all are broke / We are the cheapest / You are the one to make a brighter pay / So let´s start giving" foi entoado por Britney Spears, Madonna e Justin Bieber.
A agência de rating Standard & Poor's classificou o jingle com um triplo AAA.
Terminada a canção, Brad Pitt tomou a palavra: "Aceitamos Visa, Amex, Mastercard, Diners, Vale transporte, Ticket Alimentação e cupons de desconto na Fnac. Mas se puder doar em yuan ajuda bastante."
No final da cerimônia, Ronald McDonald anunciou a criação do "Mc IPO Feliz", ação filantrópica em que cada centavo arrecadado no dia 29 de outubro, na compra de um Big Mac, irá direto para os acionistas majoritários.
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Cadeia nele!?

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) manteve decisão da Justiça Federal do Paraná que condenou o ex-governador do Estado, Jaime Lerner, a três anos e seis meses de detenção, mais multa, pelo crime de dispensa ilegal de licitação na construção de estradas em seu Estado. Lerner foi condenado em razão de um aditivo contratual que estendeu a concessão obtida pela empresa Caminhos do Paraná S/A em 80 km, incluindo trechos da BR-476 e PR-427 não previstos na licitação original.A condenação remete à segunda gestão de Lerner no governo paranaense. Eleito em 1994 pelo PDT, o governador foi à reeleição pelo PFL (hoje DEM).
Deixa ver se entendi: A empresa que ganhou a licitação, documentou que queria um aditivo e o Jaime Lener autorizou mais 80km para equiparação de preços?.
Atenção Álvaro Dias(PSDB),Anastasia (PSDB), taí um bom motivo pra vcs pedirem uma CPI.
Duvido duas coisas: Que vão pedir CPI e que ele seja preso.Quando chegar no STF o Gilmar Mendes já está com o Habeas Corpus prontinho.
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Arqueólogos descubren mausoleo antiguo en el noreste de Kazajstán

Arqueólogos descubrieron un gran mausoleo de los tiempos de la Horda de Oro cerca de la ciudad de Ekibastuz, en el noreste de Kazajstán, informó hoy el director de la expedición arqueológica, Timur Smagulov.
“El mausoleo, que data del siglo XIV, es una de las mayores estructuras arqueológicas en Sari-Arka, tiene una altura de 20 metros. En la fosa de entierro se encontró el esqueleto de un hombre, que probablemente pertenecía a la élite gobernante”, dijo Smagulov.
También se encontraron talleres medievales, antiguos sistemas de riego, monedas de plata y cobre acuñadas en el este de Europa y China, y “azulejos decorativos, colocados en las paredes del mausoleo, cubiertos con ornamento geométrico y signos misteriosos, los que aún están por descifrarse”, dijo el arqueólogo.
Sari-Arka es una estepa en el centro de Kazajstán que se extiende por unos 1.200 kilómetros, de 900 kilómetros de ancho en el oeste, y de 400, en el este.
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Cabral promete pacificar Londres

Paulo Barros foi convidado para criar um uniforme que impusesse a marca do BOPE sem assustar os ingleses
ANGRA DOS REIS – O governador Sérgio Cabral se prontificou a deixar o casarão emprestado por um amigo e embarcar imediatamente para Londres a fim de instalar uma UPP na Grã-Bretanha. “Fiquei comovido quando o Pezão me passou o link daquela entrevista do negão furioso na BBC. Houve um desconforto com a apresentadora que o Rodrigo Pimentel tiraria de letra”, explicou. Minutos depois da declaração, 14 empresários se prontificaram a fornecer o meio de transporte para levar Cabral até Londres.
José Mariano Beltrame começou a traçar o plano de ação para a ocupação da Velha Albion. “Contratamos o Joel Santana para dar aulas relâmpago de inglês a nossas tropas. Vamos ocupar Londres, Birmingham, Liverpool e Manchester com samba, futebol e mulatas. Isso deve acalmá-los por um tempo.”
Como contrapartida à presença das tropas de pacificação fluminenses, Cabral acertou com o prefeito de Londres que as instalações olímpicas da cidade inglesa serão transferidas para a Barra da Tijuca. Ainda não há consenso quanto ao destino da Rainha. “Tenho certeza que chegaremos a um acordo que satisfaça a todas as partes”, declarou Cabral. É certo que a família real será transferida para um casarão espaçoso no Jardim Pernambuco, bairro nobre do Leblon, “com boa segurança”, segundo o governador.
Ainda não está claro qual destino será dado ao Palácio de Buckingham. Há pressões de ONGs para que o local vire a nova sede do Afro Reggae, “pois sabemos que violência só pode ser combatida com arte”, argumentou José Junior, fundador do movimento. A Globo também reivindica o imóvel. O diretor-geral da emissora, Octávio Florisbal, disse ao Jornal Hoje que Buckingham poderá ser usado para novelas de época ou como nova casa para o BBB. Florisbal acrescentou que William e Kate devem substituir William e Fátima em 2012.
No final da tarde, Cabral dirimiu as dúvidas em relação a Buckingham e esclareceu que o palácio será dado em comodato a Thor Batista para a instalação de sua nova boate.
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Premiê britânico estuda interromper redes sociais e comunicação on line durante distúrbios

O primeiro-ministro britânico David Cameron anunciou nesta quinta-feira (11/08) que estuda adotar uma polêmica medida com o objetivo de combater a onda de distúrbios violentos ocorridos nos últimos cinco dias em algumas das principais cidades do Reino Unido.
O premiê pretende bloquear toda a comunicação de serviços de internet e telefonia móvel on line durante eventos que considere comprometedores à segurança. "Trabalhamos com a polícia, os serviços de inteligência e a indústria para avaliar se seria correto interromper a comunicação das pessoas via websites e serviços eletrônicos quando soubermos que eles estão conspirando para a violência, desordem e criminalidade", disse Cameron em uma sessão de emergência no Parlamento. As informações são da agência de notícias Reuters.
Esses bloqueios serviriam especialmente para redes sociais como Facebook e Twitter, além do dispositivo BBM (Blackberry Messenger), usado para comunicação em aparelhos da marca Blackberry, apontada como a ferramenta favorita usada pelos manifestantes britânicos para coordenarem seus atos. Uma das razões de seu uso se deve ao fato de suas mensagens serem privadas e criptografadas.
O primeiro-ministro britânico David Cameron anunciou nesta quinta-feira (11/08) que estuda adotar uma polêmica medida com o objetivo de combater a onda de distúrbios violentos ocorridos nos últimos cinco dias em algumas das principais cidades do Reino Unido.
O premiê pretende bloquear toda a comunicação de serviços de internet e telefonia móvel on line durante eventos que considere comprometedores à segurança. "Trabalhamos com a polícia, os serviços de inteligência e a indústria para avaliar se seria correto interromper a comunicação das pessoas via websites e serviços eletrônicos quando soubermos que eles estão conspirando para a violência, desordem e criminalidade", disse Cameron em uma sessão de emergência no Parlamento. As informações são da agência de notícias Reuters.
Apenas 28% dos britânicos aprovam atuação de Cameron contra distúrbios
'Não se trata de política e sim de roubos', diz premiê britânico sobre distúrbios
Novos distúrbios em Londres terminam com 100 detidos e nove feridos
Cameron autoriza polícia a usar canhão de água para conter tumultos
Esses bloqueios serviriam especialmente para redes sociais como Facebook e Twitter, além do dispositivo BBM (Blackberry Messenger), usado para comunicação em aparelhos da marca Blackberry, apontada como a ferramenta favorita usada pelos manifestantes britânicos para coordenarem seus atos. Uma das razões de seu uso se deve ao fato de suas mensagens serem privadas e criptografadas.
Segundo perícia, pivô dos protestos na Inglaterra não atirou na polícia
Londres tem 1ª morte em distúrbios; Cameron promete 16 mil policiais
Protestos e saques se ampliam e atingem Londres e outras cidades da Inglaterra
Dessa forma, o governo conservador poderá seguir o exemplo de regimes os quais está em conflito diplomático e militar, como a Líbia e a Síria, respectivamente. Os dois países interromperam as mídias eletrônicas por diversas vezes durante os conflitos e a onda de protestos que luta para derrubar esses regimes. O Egito durante os últimos dias sob o poder ditador Hosni Mubarak, derrubado em fevereiro, também utilizou a mesma medida.
Sigilo
A Research in Motion, empresa responsável pelo BBM, já havia informado na segunda-feira (08/08) que vai cooperar com as autoridades de órgãos regulatórios, da Justiça e telecomunicações. Entretanto, não informou se irá entregar detalhes de usuários ou de conversas para a polícia.
Por outro lado, as mídias sociais on line também foram usadas pelos britânicos organizar informações sobre como evitar zonas onde os distúrbios estivessem ocorrendo e para coordenar a limpeza das ruas.
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Charge online - Bessinha - # 742

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A brasileira que fez George Soros perder a cabeça

A brasileira Adriana Ferreyr é ex-namorada do empresário e megainvestidor George Soros
A ex-namorada brasileira do empresário e megainvestidor George Soros apresentou um processo em Nova York contra o multimilionário, em que reivindica US$ 50 milhões por ele ter presenteado outra mulher com um apartamento em Manhattan, além de acusá-lo de agressão.
Adriana Ferreyr, de 28 anos e conhecida por sua participação na telenovela "Marisol", disse que Soros, de 80 anos, lhe prometeu uma casa quando ainda estavam saindo juntos, mas mudou de opinião após a ruptura e presenteou outra mulher, confirmaram à Agência Efe fontes judiciais.
A atriz e atual estudante da Universidade de Columbia em Nova York também declarou nos documentos judiciais, publicados nesta quinta-feira pelo jornal "New York Post", que o filantropo inclusive a agrediu quando, após uma breve reconciliação, estavam discutindo o assunto na cama.
Adriana e Soros se conheceram em 2006 e mantiveram uma relação sentimental até que, segundo a litigante, o multimilionário decidiu romper com ela. No início do ano houve uma reconciliação entre ambos, e após uma noite romântica, o octogenário disse que havia decidido entregar a outra mulher um apartamento em Manhattan.
"Quando ainda estavam na cama, Soros esbofeteou Adriana e depois pôs as mãos em seu pescoço para tentar estrangulá-la", informou os autos do processo reproduzidos pelo jornal nova-iorquino.
De acordo com a denúncia, o multimilionário jogou um abajur na brasileira, mas o objeto caiu no chão, deixando vidros quebrados no chão que teriam cortado o pé da atriz.
O advogado de Soros, William Zabel, qualificou o processo de "frívolo" em declarações ao mesmo jornal e considerou que a denúncia está "cheia de acusações falsas e é obviamente uma tentativa de extorquir meu cliente, que é um homem muito rico".
"George Soros não esbofeteou, nem tentou estrangulá-la nem jogou um abajur", declarou o advogado, acrescentado que a Polícia de Nova York averiguou a suposta agressão e concluiu que não aconteceu nada.
O americano de origem húngara é um dos homens mais ricos do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 14,5 bilhões, segundo a revista "Forbes".
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Gleisi é encontrada perdida em Brasília

Hackers invadiram o computador de Gleisi e mostraram uma foto de sua lua de mel em Cancun
EIXO MONUMENTAL – A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, foi repreendida publicamente por Dilma Rousseff na última sexta-feira após chegar meia hora atrasada para uma reunião convocada pela presidenta para discutir a demissão do ministro da Defesa Nelson Jobim. Gleisi justificou-se alegando que errou o caminho entre a sua casa e o Palácio do Planalto. “Peguei o Eixão no sentido contrário e acabei indo parar no Núcleo Bandeirante, acreditam?”, justificou-se, constrangida.
Gleisi afirmou que o plano piloto de Lucio Costa é muito confuso, e perguntou a Gilberto Carvalho se era possível demitir o urbanista. Como não era, a ministra mandou embora mais doze funcionários do Dnit. “Eles devem ter alguma culpa no cartório”, argumentou.
A desorientação de Gleisi em Brasília já virou folclore nos corredores da Esplanada dos Ministérios. Na semana passada, uma leitora de the piauí Herald flagrou um diálogo da ministra com uma manicure da Asa Sul: “Ainda acabo aprendendo a me orientar nessa cidade. Acredita que até hoje fico em dúvida toda vez que preciso pegar a W3?”, desabafou. “Em compensação, finalmente entendi como funcionam as tesourinhas!”, arrematou.
Fontes próximas a Gleisi confirmam que a ministra tem dificuldade com a geografia da capital federal. Ao saber que uma assessora mora no Plano Piloto, Gleisi perguntou se seu endereço era na janela ou no corredor. E prosseguiu a conversa, elogiando o apartamento escolhido pelo marido, Paulo Bernardo. “Nossa sorte é que o prédio é muito bem localizado. Subindo na caixa d’água e esticando um pouco o pescoço dá pra ver a pontinha do Palácio do Planalto, o que ajuda. Toda manhã subo lá antes de sair para o serviço. O comércio também é relativamente perto. Moramos perto do setor das padarias. O café da manhã está garantido. Já pra comprar remédio...”, disse a ministra, apontando para uma infecção no dedão do pé, resultado de uma topada que deu numa lata de lixo há três dias. “Ainda não consegui comprar um Merthiolate.”
Dilma ordenou ao novo ministro dos Transportes, Paulo Passos, que confeccione mapas de orientação em Brasília para os ministros e funcionários do primeiro e segundo escalão. José Sarney se comprometeu a rodar os mapas na gráfica do Senado por um preço camarada, mediante modesta comissão.
Ao final da tarde, Gleisi aceitou uma proposta do vice-presidente Michel Temer e contratou uma assessoria turística ligada ao PMDB. "O próprio Sarney vai me mostrar os becos mais charmosos da Capital", esclareceu, ruborizada.
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PT diz que desconfiava de espionagem política

Espionagem revela necessidade de abrir os documentos secretos do regime militar, diz secretário de Comunicação do partido
A revelação de que a Polícia Civil de São Paulo fez espionagem política até 1999, quase 15 anos depois do fim da ditadura militar, reforça a necessidade de abrir os documentos secretos do regime militar. A opinião é do secretário de Comunicação do PT e deputado federal, André Vargas (PT-PR).
“Era uma suspeita nossa. Achávamos que isso era possível mas não tínhamos comprovação. É possível que tenha ocorrido também em outros Estados além de São Paulo mas só poderemos constatar se abrirmos os documentos da ditadura”, disse Vargas.
Na semana passada o iG revelou que o Departamento de Comunicação Social (DCS) da Polícia Civil de São Paulo foi usado como polícia política até 1999. (leia aqui e aqui) Criado em 1983, no governo Franco Montoro, o DCS infiltrou agentes e bisbilhotou todo o processo de redemocratização, movimentos sociais, sindicatos e partidos políticos. O PT foi espionado durante todo o primeiro mandado do tucano Mário Covas, até 1999.
Os documentos mostram também que as Forças Armadas mantiveram uma rede de espionagem pelo menos até 1991, no governo Fernando Collor de Mello, hoje um dos maiores defensores da manutenção do sigilo.
“A reportagem mostra que o PT seguiu sob um olhar de desconfiança dos poderes estabelecidos mesmo depois da democratização”, disse Vargas.
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O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, um dos nomes mais citados nas 50 mil páginas de arquivos secretos disponibilizados pelo Arquivo Público do Estado, disse que as reportagens mostram o despreparo dos arapongas brasileiros.
“Sabia desde o final da década de 90 que havia uma espécie de continuação do Dops na polícia de São Paulo. Isso é lamentável porque em 1999 já tínhamos a Constituição que proíbe este tipo de atividade. Espero que não se repita”, disse Dirceu. “O Brasil, na verdade, não tem um serviço de inteligência. Estes serviços precisam se qualificar melhor”, completou.
Segundo ele, a presença de arapongas nos comícios pelas Diretas Já era uma certeza entre os participantes. “Enfrentamos muita resistência. No Rio de Janeiro o governador mandou desligar a energia e cancelou os transportes na hora do comício”, recordou Dirceu, que participou como representante do PT de quase todas reuniões de organização.
O ex-ministro recordou um episódio pitoresco de arapongagem no comício pelas Diretas Já no Rio de Janeiro. “Um homem subiu no palanque dizendo que era representante do Raúl Alfonsin (ex-presidente da Argentina). Fomos checar e descobrimos que não era argentino coisa nenhuma. Era um agente do SNI (o extinto Serviço Nacional de Informação).”
Ricardo Galhardo
By: iG
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Charge online - Bessinha - # 741

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TV Globo anuncia falsa prisão e causa constrangimento

Poucos dias depois de divulgar os Princípios Editoriais das Organizações Globo, recheados de boas (mas falsas) intenções, a TV da família Marinho mostra que a teoria na prática é outra. A informação, mentirosa, da prisão de uma ex-diretora da Caixa diz muito sobre os cuidados com a ética jornalística por parte da empresa, cujo interesse no sensacionalismo político contra o governo Dilma atropela princípios elementares do jornalismo, como o cuidado de apurar os fatos antes de noticiá-los.
Às 18h10min desta terça (9), Clarice Coppetti estava chegando em casa, após passar a tarde preparando uma palestra, quando recebeu a ligação de um parente desesperado. Ficou sem entender nada quando o familiar quis saber sobre sua prisão, uma vez que se encontrava em plena liberdade.
Minutos mais tarde se inteirou de tudo. Por volta das 17h, uma chamada para o Jornal Nacional, da Rede Globo, anunciara a prisão da ex-vice-presidente de TI da Caixa pela Polícia Federal, que investigava irregularidades no Ministério do Turismo. A esta altura, jornalistas já telefonavam freneticamente, querendo saber sobre seu suposto envolvimento no caso de corrupção.
“Um veículo de comunicação me colocou como ré, me julgou, fazendo o papel do Judiciário, e me prendeu, fazendo o papel do Executivo. Ou seja, assumiu as funções do Estado brasileiro sem sequer procurar se informar sobre quem eu era, se eu tinha algo a ver com o Ministério do Turismo”, desabafa Coppetti, gaúcha de Ijuí, em entrevista ao Sul21.
Após assistir uma gravação da chamada, a ex-diretora da Caixa ligou para diversas instituições do governo e para a Rede Globo, tentando saber de onde partia a informação. Conversou com editores do Jornal Nacional e, segundo conta, nem eles souberam explicar como haviam anunciado a falsa prisão. “Disseram que foi um erro gravíssimo e que não sabiam a origem. Disse a eles que não queria apenas o esclarecimento do fato no jornal, mas uma retratação”, afirma.
O pedido foi atendido. Durante o JN, a Rede Globo pediu desculpas a Coppetti. Entretanto, ninguém explicou ainda como a informação errada chegou até os editores do jornal. “Até agora não tem nenhum explicação sobre como meu nome apareceu lá”, diz Clarice, que ainda analisa uma eventual medida judicial contra a emissora.
A ex-diretora da Caixa lembra que a Rede Globo anunciou nesta semana um código de ética. “Foi muito mais do que um erro, uma coisa gravíssima para uma instituição que acaba de lançar seu código de ética e de conduta de seus profissionais. A primeira coisa que qualquer veículo de comunicação tem que fazer é contatar o outro lado. Eu fui avisada por meus familiares”, reclama Clarice. “A gravidade é um veículo que tem à sua disposição tecnologia, pessoas, não ter feito esta checagem. A sensação que eu fiquei foi que eles queriam dar essa notícia”. Ela afirma que ainda não sabe se vai tomar alguma medida judicial contra a emissora, porque ainda está analisando o que, de fato, ocorreu.
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Direita acha que ideológico quer dizer de esquerda

A nomeação do novo Ministro da Defesa permitiu que se confirmasse que o país está meio atrasado no que se refere à guerra fria. O leitor não leu mal: é mesmo de guerra fria que estou falando, mais precisamente, de um de seus resquícios. É daquela época uma definição torta da palavra "ideologia", que perdura.
Trata-se de palavra que foi objeto de muitíssimos debates. O leitor curioso pode ir a uma (boa) livraria ou biblioteca e verificar o fato. Mais geralmente, ideologia é avaliada em relação a ciência. Ideológico significaria não científico. É o sentido que lhe dá Delfim Neto, quase semanalmente, quando critica os economistas que pensam que fazem ciência. Insiste em dizer que fazem ideologia, ou seja, que defendem crenças não objetivamente fundamentadas.
A tradição marxista a definia como falsa consciência, ou seja, uma concepção equivocada do mundo, como, por exemplo, das relações entre patrão e empregado ou sobre o valor ou a função do salário (é uma concepção próxima de 'não científica', isto é, não verdadeira). Uma boa definição diz que a ideologia expressa nossa relação imaginária com o mundo - de novo, não seria a relação real. Outra: uma ideologia faz parecer natural o que é histórico e circunstancial (diferentes papeis de homens e de mulheres, por exemplo).
Para a "direita" brasileira, ideológico quer dizer de esquerda. Ou seja, a direita (some-se a ela o centro) acha que não é ideológica, que só a esquerda seria. É o que fica claro na declaração de pelo menos um general (e de diversos de seus "sargentos"), qualificando os pontos de vista de Celso Amorim como ideológicos. Eles fazem uma oposição curiosa: "ideológico" versus "de Estado", como se "de Estado" ("política de Estado", por exemplo) fosse um antônimo de "ideológico" ("política ideológica").
Ora, as políticas de Estado podem ser, e são, ideológicas. Votar a favor de certa política dos direitos humanos ou para o Oriente Médio é tão ideológico quanto votar contra. Uma das posições será provavelmente mais defensável do que a outra, e cada um achará que a sua é melhor. Ambas são ideológicas. Mas, a crer nos "especialistas", seu discurso seria racional, neutro, científico. E o dos outros, ideológico: falso e enviesado.
Que os generais repitam esta refinada cultura eu entendo. O currículo das escolas militares é meio antigo. Mas que o grosso dos jornalistas e dos intelectuais que eles convidam para suas mesas redondas, que são sempre os mesmos, ainda tenha uma igual é assustador.
Sírio Possenti
Terra Magazine
By: Esquerdopata
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Diferente da Globo, BBC pede desculpas

Transcrição da entrevista:
BBC (para a câmera): Vamos falar com Marcus Dowe, escritor e jornalista. (A câmera mostra um senhor, visivelmente perturbado.) Marcus Dowe, qual sua opinião sobre tudo isso? Você está chocado com o que viu lá a noite passada em Londres?
Entrevistado: Não, não estou. Vivo em Londres há 50 anos e há “climas” e momentos diferentes. O que sei, ouvindo meu filho e meu neto, é que algo muito, muito sério estava para acontecer nesse país. Nossos líderes políticos não tinham ideia. A Polícia não tinha ideia. [Só faltou completar: “Os jornais e os jornalistas não tinham ideia”.]
Mas se se olhasse para os jovens negros e para os jovens brancos, com atenção, se os ouvíssemos com atenção, eles estavam nos dizendo. E não ouvimos. Mas o que está acontecendo nesse país com eles...
BBC: Posso interrompê-lo, por favor... O senhor está dizendo que não condena o que houve ontem? Que não está chocado com o que houve em nossa comunidade ontem à noite?
Entrevistado: É claro que não condeno! Por que condenaria? A coisa que mais me preocupa é que havia um jovem chamado Mark Dogan, tinha casa, família, irmãos, irmãs. E a poucos metros de sua casa, um policial rebentou sua cabeça com um tiro.
BBC [interrompendo]: Sim, mas não podemos falar sobre isso. Temos de esperar o julgamento, o tribunal não se manifestou sobre isso... Não sabemos o que aconteceu. O senhor estava falando do seu filho, de jovens...
Entrevistado: Meu neto é um anjo. Me enfureço só de pensar que ele vai crescer e um policial pode colá-lo a uma parede e explodir sua cabeça com um tiro. A Polícia detém e pára e revista os jovens negros sem qualquer razão. Alguma coisa vai muito mal nesse país. Perguntei ao meu filho quantas vezes ele foi parado pela polícia. Ele me disse “Papai, não tenho conta de tantas vezes que aconteceu...”
BBC: Mas... Isso seria justificativa para sair e quebrar tudo, como vimos nos últimos dias em Londres?
Entrevistado: Onde estava você em 1981 em Brixton? Não digo que estão acontecendo “tumultos”. O que está acontecendo é insurreição das massas, do povo. Está acontecendo na Síria, em Liverpool, em Port of Spain... Essa é a natureza do momento histórico que vivemos.
BBC: O senhor não é estranho a essas agitações. O senhor já participou de agitações como essa, como sabemos.
Entrevistado: Nunca participei de agitação alguma. Estive em muitas manifestações que acabaram em conflitos. Seria normal que a Polícia da Índia Ocidental me acusasse de ser agitador. Mas absolutamente não admito que você me acuse de agitador. Quis oferecer um contexto para o que está acontecendo. O que é que vocês queriam? Masmorras?
BBC: Infelizmente, o senhor não conseguiria ser objetivo. Obrigada pela entrevista.
[Corta e o “jornal” passa a falar da suspensão de uma partida de futebol].
* * *
Desculpas
A BBC pediu desculpas por entrevista em vivo transmitida pelo canal de notícias, na qual um veterano jornalista foi acusado de participar de ‘tumultos’. Escritor e jornalista, Darcus Howe foi entrevistado sobre os eventos nas ruas de Londres; a certa altura da entrevista, a apresentadora Fiona Armstrong o acusou de participar de “tumultos”. A empresa pediu desculpas aos telespectadores por qualquer ofensa, depois de a empresa ser soterrada por reclamações do público.
Durante entrevista que foi ao ar ontem, a entrevistadora disse, falando dos estúdios: “O senhor não é estranho a esses tumultos, não é? Já tomou parte em tumultos, pelo que se sabe.”
Howe, entrevistado no dia seguinte dos acontecimentos em Croydon, respondeu “Jamais participei de tumulto algum. Participei de muitas manifestações que acabaram em conflitos. Pare de me acusar de ser agitador. Respeite um velho negro da Índia Ocidental. Você quer que eu diga o que não vou dizer. Sua pergunta é idiota. Exijo que me respeite.”
A BBC declarou que a apresentadora não teve qualquer intenção de desrespeitar Howe e que suas perguntas visavam a contextualizar o que Howe dizia e suas reações aos eventos londrinos. A empresa declarou também que doravante se referirá sempre a “tumultos na Inglaterra”, em vez de “tumultos no Reino Unido”.
“A alteração deve-se ao dever de considerar a sensibilidade dos telespectadores na Escócia, em Gales e na Irlanda do Norte e para assegurar máximas clareza e precisão geográfica”.
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A oposição dita a pauta, porque a oposição é a mídia

Terça-feira, no almoço que teve com lideranças políticas do Rio de Janeiro, o Presidente Lula disse tudo o que precisava ser dito sobre a questão da moralidade administrativa:
- Quem roubar dinheiro público tem de ir para a cadeia.
Dito isso, esta questão do efeito-faxina tem que ser tratada no campo da política e da comunicação.
A oposição política, depois das três derrotas presidenciais seguidas e, sobretudo, depois que o país reencontrou o caminho do desenvolvimento, não tem tamanho nem causa política que possa usar para bloquear novos e necessários avanços.
Faz tempo que só tem como discurso uma moralidade administrativa que, no poder, nunca praticou.
É tristemente verdadeiro o que disse a D. Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais, quando afirmou, no ano passado, que a imprensa era, de fato, a oposição brasileira.
E, lamentavelmente, uma visão primária de comunicação está deixando a Presidenta ser conduzida pela linha que escolhe a oposição (a de fato) representada pela mídia.
Transformar a Presidenta em “faxineira” – como bem ressaltou, em seu blog, o publicitário Antonio Mello – além de aderir a uma visão machista primária, é deslocar o eixo de compreensão da luta essencial para um combate à corrupção – que não é mais que rotina e obrigação – sobre o qual se podem construir mil distorções e sobre o qual certamente se constrói uma visão despolitizante na população.
Ontem, uma faxineira profissional, arrumando umas fotografias, perguntou-me se eu conhecia muitos políticos – na verdade, só havia fotos com dois, Brizola e Fidel Castro – “destes que ficam roubando a gente”.
Um retrospecto de acontecimentos recentes mostra como estas questões tomaram, na mídia, o lugar de outras que representam a essencia do projeto de desenvolvimento nacional soberano e socialmente inclusivo.
O lançamento da plataforma P-56, um marco gigantesco na construção nacional de equipamentos para, que custo US$ 1,5 bilhão e tem o recorde de 73% de conteúdo nacional apareceu por 15 segundos no Jornal Nacional, no mesmo dia em que durante quase 20 minutos o ex-ministro Antonio Palocci ficava no “nem lá, nem cá” em relação aos questionamentos que sofria.
Depois vieram os casos DNIT, o Ministério da Agricultura, o do Turismo, todos com repercussão muito maior que, por exemplo, o lançamento do plano Brasil sem Miséria, ou os incentivos à indústria nacional, ou a redução de tributos e a simplificação da vida dos microempreendedores, sem falar no plano de educação técnica e outras iniciativas. O balanço do PAC 2 virou uma exposição dos atrasos e suspeitas em uma pequena parte dele, os 10% em atraso das obras no transporte. Ah, esqueci, deixou-se transformar a ação do BNDES no caso Carrefour-Pão de Açucar numa suspeita de obscuras transações com Abilio Diniz.
Estamos diante de um momento mundial gravíssimo, onde o nosso país se prepara para enfrentar uma recessão mundial com o desafio de não interromper seu crescimento. E nossas manchetes são quase que “policiais”.
O Governo, para o público, tem uma única pauta: a faxina. E só se coloca a faxina como prioridade se tudo está muito sujo.
O erro primário de comunicação e imagem está levando o Governo a ficar a reboque dos acontecimentos e criando uma paralisia política.
No post que citei, o Antonio Mello diz, com exatidão: “Eles querem levá-la ao inferno, presidenta, sob a luz dos refletores”.
Uma coisa, óbvia e necessária, é zelar pela probidade administrativa. Outra, bem diferente, é se deixar levar por um clima udenista que usa a moralidade como biombo para manter o Brasil onde está a mais de 500 anos, uma colônia na qual a elite não vê outro destino senão a bem comportada submissão à metrópole.
A Presidenta Dilma chegou ao lugar que ocupa porque é uma mulher de coragem e decisão, sim, mas sobretudo porque é uma pessoa que enxerga um destino para este país e tem o compromisso com a dignidade e a felicidade deste povo. Não por seguir a marquetagem do óbvio e seguir a pauta da mídia.
Pretender que seja percebida apenas como gerente é reduzi-la e reduzir o projeto que ela representa.
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Silvio Caccia Bava dá um banho na #globosemprincipios

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