5 de ago de 2011

Globo vai partir pra cima de Amorim: isso prova que Dilma escolheu bem!

Acabo de receber a informação, de uma fonte que trabalha na TV Globo: a ordem da direção da emissora é partir para cima de Celso Amorim, novo ministro da Defesa.
O jornalista, com quem conversei há pouco por telefone, estava indignado: “é cada vez mais desanimador fazer jornalismo aqui”. Disse-me que a orientação é muito clara: os pauteiros devem buscar entrevistados – para o JN, Jornal da Globo e Bom dia Brasil – que comprovem a tese de que a escolha de Celso Amorim vai gerar “turbulência” no meio militar. Os repórteres já recebem a pauta assim, direcionada: o texto final das reportagens deve seguir essa linha. Não há escolha.
Trata-se do velho jornalismo praticado na gestão de Ali Kamel: as “reportagens” devem comprovar as teses que partem da direção.
Foi assim em 2005, quando Kamel queria provar que o “Mensalão” era “o maior escândalo da história republicana”. Quem, a exemplo do então comentarista Franklin Martins, dizia que o “mensalão” era algo a ser provado foi riscado do mapa. Franklin acabou demitido no início de 2006, pouco antes de a campanha eleitoral começar.
No episódio dos “aloprados” e do delegado Bruno, em 2006, foi a mesma coisa. Quem, a exemplo desse escrevinhador e de outros colegas na redação da Globo em São Paulo, ousou questionar (“ok, vamos cobrir a história dos aloprados, mas seria interessante mostrar ao público o outro lado – afinal, o que havia contra Serra no tal dossiê que os aloprados queriam comprar dos Vedoin?”) foi colocado na geladeira. Pior que isso: Ali Kamel e os amigos dele queriam que os jornalistas aderissem a um abaixo-assinado escrito pela direção da emissora, para “defender” a cobertura eleitoral feita pela Globo. Esse escrevinhador, Azenha e o editor Marco Aurélio (que hoje mantem o blog “Doladodelá”) recusamo-nos a assinar. O resultado: demissão.
Agora, passada a lua-de-mel com Dilma, a ordem na Globo é partir pra cima. Eliane Cantanhêde também vai ajudar, com os comentários na “Globo News”. É o que me avisa a fonte. “Fique atento aos comentários dela; está ali para provar a tese de que Amorim gera instabilidade militar, e de que o governo Dilma não tem comando”.
Detalhe: eu não liguei para o colega jornalista. Foi ele quem me telefonou: “rapaz, eu não tenho blog para contar o que estou vendo aqui, está cada vez pior o clima na Globo.”
A questão é: esses ataques vão dar certo? Creio que não. Dilma saiu-se muito bem nas trocas de ministros. A velha mídia está desesperada porque Dilma agora parece encaminhar seu governo para uma agenda mais próxima do lulismo (por mais que, pra isso, tenha tido que se livrar de nomes que Lula deixou pra ela – contradições da vida real).
Nada disso surpreende, na verdade.
O que surprendeu foi ver Dilma na tentativa de se aproximar dessa gente no primeiro semestre. Alguém vendeu à presidenta a idéia de que “era chegada a hora da distensão”. Faltou combinar com os russos.
A realidade, essa danada, com suas contradições, encarregou-se de livrar Dilma de Palocci, Jobim e de certa turma do PR. Acho que aos poucos a realidade também vai indicar à presidenta quem são os verdadeiros aliados. Os “pragmáticos” da esquerda enxergam nas demissões de ministros um “risco” para o governo. Risco de turbulência, risco de Dilma sofrer ataques cada vez mais violentos sem contar agora com as “pontes” (Palocci e Jobim eram parte dessas pontes) com a velha mídia (que comanda a oposição).
Vejo de outra forma. Turbulência e ataques não são risco. São parte da política.
Ao livrar-se de Jobim (que vai mudar para São Paulo, e deve ter o papel de alinhar parcela do PMDB com o demo-tucanismo) e nomear Celso Amorim, Dilma fez uma escolha. Será atacada por isso. Atacada por quem? Pela direita, que detesta Amorim.
Amorim foi a prova – bem-sucedida – de que a política subserviente de FHC estava errada. O Brasil, com Amorim, abandonou a ALCA, alinhou-se com o sul, e só cresceu no Mundo por causa disso.
Amorim é detestado pelos méritos dele. Ou seja: apanhar porque nomeou Amorim é ótimo!
Como disse um leitor no twitter: “Demóstenes, Álvaro Dias e Reinaldo Azevedo atacam o Celso Amorim; isso prova que Dilma acertou na escolha”.
Não se governa sem turbulência. Amorim é um diplomata. Dizer que ele não pode comandar a Defesa porque “diplomatas não sabem fazer a guerra” (como li num jornal hoje) é patético.
O Brasil precisa pensar sua estratégia de Defesa de forma cada vez mais independente. É isso que assusta a velha mídia – acostumada a ver o Brasil como sócio menor e bem-comportado dos EUA. Amorim não é nenhum incediário de esquerda. Mas é um nacionalista. É um homem que fala muitas línguas, conhece o mundo todo. Mas segue a ser profundamente brasileiro. E a gostar do Brasil.
O mundo será, nos próximos anos, cada vez mais turbulento. EUA caminham para crise profunda na economia. Europa também caminha para o colpaso. Para salvar suas economias, precisam inundar nosso crescente mercado consumidor com os produtos que não conseguem vender nos países deles. O Brasil precisa se defender disso. A defesa começa por medidas cambiais, por política industrial que proteja nosso mercado. Dilma já deu os primeiros passos nessa direção.
Mas o Brasil – com seus aliados do Cone Sul, Argentna à frente - não será respeitado só porque tem mercado consumidor forte, diversidade cultural e instituições democráticas. Precisamos, sim, reequipar nossas forças armadas. Precisamos fabricar aviões, armas. Precisamos terminar o projeto do submarino com propulsão nuclear.
Não se trata de “bravata” militarista. Trata-se do mundo real. A maioria absoluta dos militares brasileiros – que gostam do nosso país – não vai dar ouvidos para Elianes e Alis; vai dar apoio a Celso Amorim na Defesa, assim que perceber que ele é um nacionalista moderado, que pode ajudar a transformar o Brasil em gente grande, também na área de Defesa.
O resto é choro de anões que povoam o parlamento e as redações da velha mídia.
Rodrigo Vianna
By: Escrevinhador
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Tenha cuidado com os "filtros-bolha" online.

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Charge online - Bessinha - # 733

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O gato e a raposa

Nada de surpresas: moedas não são a semente da árvore do dinheiro. 
Imagem: The Art Archive
O mundo está em crise, as razões estão diante dos nossos olhos, escancaradas. A causa recente remonta a menos de três anos atrás, quando foi declarada a falência do neoliberalismo, criminosa e tresloucada invenção pela qual em vez de produzir bens e serviços o homem passa a fabricar dinheiro.
A raposa e o gato são os inspiradores do neoliberalismo e muitos entre nós, habitantes do globo terráqueo, somos herdeiros de Pinóquio, capaz de acreditar que moedas são sementes de árvores de florins, sertércios, coroas, dracmas. Se quiserem, dólares, euros, reais. Verificou-se no fim de 2008 que não é bem assim, nem por isso a raposa e o gato sofreram o merecido castigo. Castigo? Nem mesmo foram afastados dos seus postos de comando da especulação desenfreada.
Já citei neste espaço, e mais de uma vez, o documentário Inside Job, premiado com o Oscar no começo deste ano. Obra-prima do melhor jornalismo, penetra nos gabinetes acarpetados dos senhores do poder de Tio Sam e exibe, instalados na sala dos botões decisivos, a raposa e o gato. Tranquilos, têm explicações para tudo. Impávidos, me arriscaria a dizer.
Agora a crise recrudesce. Surpresa? Quando Pinóquio chegou ao local em que havia enterrado sua moeda, encontrou um buraco em lugar da árvore sonhada. Só mesmo ele para se espantar. Não é lícito que arregalemos os olhos. Tampouco os senhores do mundo diante de sua própria, irresponsável hipocrisia. Repito, e sublinho: criminosa.
Falei da causa recente. Há outra, cevada décadas afora, política e social. E por ela somos todos culpados, não somente a raposa, o gato e um boneco de pau. Globalizamos, com empáfia e jactância, os piores defeitos do homem. De um lado, preconceito, ganância, prepotência, crueldade. De outro, a resignação, às vezes ignara, do mais fraco. Globalizamos a lei da selva.
Leio em La Repubblica o magistral artigo de um dos maiores jornalistas italianos, Eugenio Scalfari, fundador do jornal e, antes dele, do semanário L’Espresso, também chamado como conselheiro, à época da fundação posterior, do El País. Recorda uma entrevista de Enrico Berlinguer, grande figura do comunismo italiano e mundial, realizada há exatos 30 anos.
Ponto central da entrevista, recorda Scalfari, foi a seguinte frase de Berlinguer: “A questão moral não se exaure no fato de que, em havendo ladrões, corruptos e concussores nas altas esferas da política e da administração, torna-se necessário identificá-los denunciá-los e prendê-los. A questão moral (…) coincide com a ocupação do Estado por parte dos partidos da maioria”. E mais adiante: “A partir do governo, os partidos da maioria ocuparam o Estado e todas as instituições (…) as empresas públicas, as autarquias, os institutos culturais”.
Na ocasião de uma pergunta incômoda, o líder comunista admitiu que por não ter sido governo, seu partido ganhara uma espécie de salvaguarda ao lhe faltar a oportunidade de roubar. O tempo mostraria que os herdeiros do PCI, atingido o poder, não deixariam de se portar como os demais. Haverá quem diga: eis aí, é também a história do PT, o partido que esqueceu os trabalhadores.
É e não é, pelo simples fato de que, no meu entendimento, o Brasil não pode ser medido pelo metro do chamado Primeiro Mundo rebaixado a uma ignorada divisão. A questão moral é certamente a origem da crise mundial, o big-bang de um enredo trágico, a decorrer do fracasso dos princípios e dos valores, de sorte a empurrar o planeta no sentido do mais arraigado obscurantismo conservador.
Vendeu-se a ideia do definitivo enterro da ideologia como se a assertiva não fosse, ela própria, ideológica. Sim, o socialismo real malogrou clamorosamente por ter desaguado em tirania, e, como diz Scalfari, “de esquerda ou de direita, a cor da tirania é postiça”. As esquerdas não lograram sair do atoleiro, a resistência que haviam representado feneceu, os partidos perderam sua razão de ser. A reação é a da negação da política, “reação doentia, anarcoide, exposta a todas as tentações”, define Scalfari.
O Brasil vive uma ambivalência. A crise não nos exclui, não somos a ilha de prosperidade cantada pelo ditador Geisel quando do primeiro choque do petróleo. Ao mesmo tempo, recomendo observar que não passamos pela Revolução Francesa. Os nossos partidos foram clubes recreativos dos donos do poder, com exceção do PT, que acabou por trair suas premissas. O desequilíbrio social enfim globalizado por aqui é vetusto e endêmico. Donde a diversidade. De todo modo, receio que gatos e raposas continuem a mandar no jogo. Onde quer que os olhos alcancem.
Mino Carta é diretor de redação de CartaCapital. Fundou as revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital. Foi diretor de Redação das revistas Senhor e IstoÉ. Criou a Edição de Esportes do jornal O Estado de S. Paulo, criou e dirigiu o Jornal da Tarde. redacao@cartacapital.com.br
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A República se consolida

O Ministro Nelson Jobim, respeitemos os fatos, é um político singular na história recente do país. Ele surge no cenário nacional em 1987, ao eleger-se para a Câmara dos Deputados. Rapidamente, impressionou seus pares pelo desembaraço. Sua vida acadêmica é rica: professor-adjunto de Direito da Universidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em que se formou, nela também obteve o mestrado em Filosofia Analítica e Lógica Matemática. Não obstante esses títulos, Jobim é intelectualmente discreto: nunca demonstra todo o seu saber nos pronunciamentos políticos ou em seus escritos. A vaidade ele a guarda para a prática cotidiana da política. É um homem que, em todos os atos, parece dizer que nasceu para mandar. Mas, pelo que vemos, não entende que o poder depende da legitimidade. Em seu caso, a legitimidade é conferida pela confiança da Presidente. Quando falta legitimidade a qualquer poder, ele é tão sólido quanto uma nuvem de verão.
No duelo de grandeza entre ele e Fernando Henrique, registre-se a verdade, o sociólogo levou vantagem sobre o filósofo e jurista. Matreiramente, como sempre foi, o então presidente valeu-se da intemperança de Jobim, sem que esse percebesse. Fez como se seguisse a orientação do gaúcho, dando-lhe corda, enquanto o conduzia pelos cordéis da lisonja. Jobim tem uma relação quase pavloviana com a real ou falsa admiração alheia. Nesses momentos, ele consegue inflar a alma por dentro do corpo.
Em uma visita que lhe fez, quando ocupava o Ministério da Justiça, o saudoso jornalista Márcio Moreira Alves anotou que o Ministro demonstrava sua cultura, ao ter, sobre a mesa, o conhecido compêndio de ensaios políticos de John Jay, James Madison e Alexander Hamilton, The Federalist. Os três grandes pensadores e políticos norte-americanos, mais do que discutir os fundamentos constitucionais da jovem república, redigiram uma espécie de manual republicano, a partir do pensamento clássico e dos filósofos ingleses do século 17. É, na certa, um bom estudo, principalmente para o uso daqueles que se sentem desestimulados a visitar o pensamento original e mais complexo dos clássicos, de Aristóteles a Locke, de Santo Tomás a Montesquieu, que inspiraram os políticos norte-americanos. Marcito, que se encontrava em fase serena de sua carreira, tratou Jobim com tal bonomia que os maliciosos poderiam ter considerado irônica.
Jobim é vaidoso, embora, pelo que se sabe, não se mete em negócios estranhos. Tal como Romero Jucá, porém, sua adesão ao governo independe de quem o chefie ou do partido que nele exerça hegemonia. É o terceiro período presidencial em que se destaca, nos poderes republicanos, como parlamentar, ministro, juiz e presidente do STF.
Em nenhum cargo Jobim se sentiu tão ele mesmo como no Ministério da Defesa. Seu entusiasmo foi o do escoteiro ao ser admitido no grupo. Tanto assim, que não titubeou: em poucas horas já envergava o uniforme de campanha dos oficiais superiores do Exército. Jobim é assim construído: tem o seu lado lúdico, e algum psicanalista de botequim poderia concluir que ele brinca sempre.
Mandar é com ele mesmo. Lula, que tem outro tipo de astúcia, bem diferente da que esgrime Fernando Henrique, também manobrou bem com Jobim. É certo que Lula não ficou muito à vontade quando Jobim, ao substituir um dos homens mais dignos de nossa história política, o baiano Valdir Pires, cometeu a grosseria de insinuar que seu antecessor não ocupara o cargo com a autoridade que lhe competia. A diferença é que Valdir administrava um ministério de militares em tempo de paz, enquanto Jobim parecia sonhar com o desempenho de Rommel e de Patton nos desertos africanos, e de Eisenhower e Zhukov, no desembarque na Normandia e no avanço sobre a Alemanha. Os chefes militares logo descobriram que Jobim estava encantado em brincar de marechal, e com ele se ajeitaram. Enfim, como Jobim fingia que mandava, eles, mais experientes, fingiam que obedeciam.
Ele se encontrava pouco à vontade, quando despachava com a presidente. Convenhamos que não é cômodo para Jobim submeter-se ao mando de uma mulher. Talvez mais para justificar-se diante de seus amigos paulistas do que para expressar um sentimento real, disse o que disse na festa dos oitenta anos de Fernando Henrique, a propósito dos “idiotas” do governo, com os quais era forçado a conviver hoje, bem diferentes dos “geniais” ministros do excelso intelectual. As suas declarações à Revista Piauí – que ele, sem muito jeito, tentou desmentir – ajustam-se à sua personalidade. A mais grave delas se refere ao episódio da nomeação de José Genoíno como seu assessor, quando afirma que, diante da hesitação da presidente sobre a capacidade do ex-guerrilheiro para o cargo, cortou logo a dúvida: quem sabia se Genoíno desempenharia bem a sua função era ele, Jobim, e não ela, Dilma. Se o diálogo realmente houve, ele não só contrariou as normas do poder, mas, ainda mais, violou as regras do cavalheirismo.
Por mais Dilma Roussef tenha recebido o apoio de Lula, ao assumir o cargo ela se tornou a chefe de Estado do Brasil, com todas as responsabilidades e prerrogativas do cargo, legitimada pela vontade da nação. Ela só tem que obedecer aos interesses nacionais, e cumprir a Constituição e as leis, de acordo com a sua própria consciência. E os que se sentirem incomodados com sua liderança, se assim lhes parecer melhor, podem deixar o governo. O Brasil tem centenas de milhares de cidadãs e cidadãos, patriotas e de probidade, capazes de exercer bem o múnus republicano – mesmo que não conheçam os endereços de Brasília.
Foi assim que se desfez a pequena crise: Jobim se demitiu no início da noite e um grande e sensato brasileiro, Celso Amorim, já foi nomeado para substituí-lo. O Brasil se consolida como República.
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Justiça anula tombamento de encontro dos rios Negro e Solimões

A Justiça Federal no Amazonas informou nesta quinta-feira que determinou a anulação do tombamento do encontro das águas dos rios Negro e Solimões, em Manaus, pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
No final de 2010, o Conselho Consultivo do Iphan confirmou o tombamento e demarcou uma área protegida de dez quilômetros contínuos do encontro dos rios pelo valor arqueológico, etnográfico e paisagístico.
A anulação do tombamento pela Justiça acolhe ação movida pelo governo do Amazonas, que apoia a construção do terminal Porto das Lajes, na margem direita do encontro dos rios. A obra, que pertence às empresas Log-In Logística Intermodal e Grupo Simões (através da Juma Participações), ganhou na quarta-feira (3) a licença de instação do Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas).
Ambientalistas e escritores que integram o Movimento SOS Encontro das Águas contestam a obra. O poeta Thiago de Mello, 85, disse que estava apreensivo com a decisão da Justiça. "Os empresários pensam que com dinheiro pode tudo. Temos que respeitar a obra da natureza", disse o poeta Thiago de Mello.
Na decisão, o juiz Dimis da Costa Braga disse que acolheu o argumento do governo do Amazonas de que houve ausência de consultas e audiências públicas no processo de tombamento executado pelo Iphan.
O Iphan, por meio de assessoria em Brasília, disse que cabe recurso da decisão da Justiça, mas não quis comentar o caso.
No parecer do tombamento, o conselheiro e arqueólogo Eduardo Góes Neves afirmou que uma obra como o Porto das Lajes causaria imenso impacto ao patrimônio arqueológico da área de confluência dos rios Negro e Solimões.
O Iphan negou que a superintendência do órgão no Amazonas deu aval para o Ipaam emitir a licença de instalação da obra. Disse que o processo de licenciamento da empresa Lages Logística, que quer construir o terminal portuário, continua sendo analisado pelo instituto.
Na quarta-feira, o presidente do Ipaam, Antônio Ademir Stroski, disse que o Iphan não definiu as diretrizes restritivas da área tombada, mas concedeu aval para a emissão da licença de instalação da obra. A reportagem procurou Stroski para falar sobre o caso, mas, segundo sua assessoria, ele estava viajando. O governo do Amazonas não se pronunciou sobre a decisão judicial.
Kátia Brasil
By: Falha
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Lula: militar não tem que gostar ou não de Amorim

Na foto, Elianes Catanhêdes
Não cabe a militares gostar ou não de Amorim, diz Lula
Ex-presidente comentou a saída de Nelson Jobim do Ministério da Defesa
Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado
BOGOTÁ – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que não cabe aos militares gostar ou não da indicação do ex-chanceler Celso Amorim para ocupar o Ministério da Defesa, no lugar de Nelson Jobim. Lula fez essa declaração ao ser questionado se Amorim conseguirá desempenhar um bom trabalho à frente da pasta, uma vez que militares já manifestaram insatisfação com a escolha. “Não cabe aos militares gostar ou não gostar de uma indicação da presidente da República. Temos que aprender a trabalhar para depois ver se vai dar certo ou não”, afirmou, em Bogotá.
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O desespero patético de Kassab

Bem que o prefeito de São Paulo tentou criar um "novo" partido, o PSD (ou seria o antigo e legítimo PDS renascido do inferno?). Gilberto Kassab não possui representatividade suficiente para fundar nem uma associação de bairro (vide a enorme reprovação a sua administração). É mais um produto criado pelo "limpinho" José Serra que ao ser candidato à prefeitura, tendo Kassab como vice, afirmou (dando a sua palavra) em rede nacional que se fosse eleito cumpriria o mandato até o final não sendo candidato a governador dois anos depois. O resultado de mais essa tucanagem todos sabemos.
Com tais referências para surgir como uma estrela decadente no cenário político brasileiro não há motivo para se estranhar a existência de assinaturas falsas para a criação do novo partido. O pior é assistir ao prefeito afirmando que repudia tais falsificações, como se esse ato fosse absolutamente estranho ao seu histórico político (ou seria "capivara"?).
A mais nova atitude do "democrata" é apelar para o apoio das escolas de samba de São Paulo pedindo aos presidentes das mesmas que solicitem aos membros das agremiações a participação na criação da nova sigla com assinaturas e, em troca, os sambistas teriam o apoio que for necessário na realização do próximo carnaval.
O que mais assusta nessa sujeira toda é a população de São Paulo continuar elegendo pessoas com esse perfil para administrar a sua cidade e também o seu Estado uma vez que todos são esterco do mesmo adubo.
Que possamos deixar de sentir o mal cheiro a partir das eleições de 2012.
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Operários são libertados de obra pública da CDHU

Os leitores me perguntaram porque só trazia casos de trabalho escravo na construção civil ligados a obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. Insinuaram preconceito político. Trago, então, um caso envolvendo a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), do governo paulista. Mas que, básico, conta com recursos do PAC… Abaixo, trechos da longa reportagem de Bianca Pyl, para a Repórter Brasil:
O sonho de “ganhar a vida” trabalhando na maior cidade do país virou pesadelo para três jovens maranhenses. Eles foram libertados de condições análogas à escravidão de uma obra de moradia popular do Governo do Estado de São Paulo em plena região central da capital.
“Fiquei com medo de virar mendigo em São Paulo”, confidenciou Jonas (o nome foi mudado para garantir a integridade da vítima), 21 anos. Atraído pelas promessas de um “gato” (aliciador de mão de obra) que acenou com salários superiores a R$ 800 mensais no aquecido mercado da construção civil, o operário convidou outros dois amigos do município de Colinas (MA) a embarcar rumo à empreitada.
Detectado o aliciamento ilegal e constatada a impossibilidade de ir e vir pela ausência de pagamento de salários e pelas condições de trabalho, os três foram resgatados pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE-SP). Eles atuavam como subcontratados da Construtora Coccaro, responsável pela obra do Conjunto Habitacional Bela Vista – na Rua Conde de São Joaquim – da CDHU, órgão do governo estadual paulista.
Quando a fiscalização da SRTE/SP chegou ao local, encontrou 24 trabalhadores. Eles atuavam por sete “empresas” terceirizadas prestadoras de serviços. Uma delas era a Vale Navegantes Empreiteira Ltda., que tem como sócio-administrador Fabiano Oliveira de Amorim. Depois de ter aliciado Jonas e seus colegas, Fabiano sumiu sem dar explicações.
Durante as apurações, descobriu-se que o “sócio-administrador” atuava, de fato, como “gato” e até falsificou o registro em carteira de Jonas na documentação encaminhada à Coccaro para prestar contas, como explica Giuliana Cassiano, do Grupo de Erradicação do Trabalho Escravo Urbano da SRTE/SP. A fiscalização foi acompanhada por representantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP).
A terceirização acabou precarizando a relação de trabalho, avaliam os membros da SRTE/SP que atuaram no caso. A Vale Navegantes, subcontratada pela Coccaro, não dispunha de idoneidade econômica para prover a quitação dos salários, benefícios, tributos e contribuições sociais, bem como obrigações referentes à segurança e saúde, advindos da contratação de trabalhadores, explicitou o auditor fiscal Luís Alexandre Faria.
A área de vivência e os alojamentos foram interditados porque estavam em condições irregulares. A fiscalização apontou ainda oito quesitos graves de risco à saúde e segurança que foram descumpridos pela empresa. As instalações elétricas eram irregulares e os fios ficavam expostos. No total, foram lavrados 11 autos de infração pelas irregularidades encontradas.
De acordo com Claudinei Faleiros, gestor da obra no Conjunto Habitacional Bela Vista, situado no bairro de mesmo nome, a Coccaro recebeu com surpresa a denúncia de aliciamento e trabalho escravo. “Estamos há 20 anos no mercado e nunca passamos por isso”, declarou. O engenheiro explicou que a empresa atendeu prontamente à SRTE/SP e ao sindicato da categoria para regularizar a situação e pagar os trabalhadores. “Nós somos solidários. Os problemas que estes trabalhadores relataram não chegaram até mim. Se tivessem chegado, teríamos resolvido”, adicionou Claudinei. Para a fiscalização, contudo, as presenças de um técnico de segurança designado e do engenheiro civil responsável pela construção dos apartamentos demonstram claramente “que a empresa sabia dos problemas”. Os três resgatados receberam R$ 5,7 mil cada e retornaram para o Maranhão no último dia 19 de julho, com as despesas pagas pela Coccaro.
Em nota enviada à Repórter Brasil, a Secretaria da Habitação garantiu que a CDHU realiza, por meio de sua “fiscalizadora”, observação in loco das condições oferecidas pelas empreiteiras aos seus trabalhadores. Essa observação, reforça, inclui “as relações trabalhistas e de segurança individual e coletiva”. “Todos os eventos em desacordo com os procedimentos legais”, informou o órgão, “são registrados em livro de ocorrências, sendo exigido o pronto atendimento à legislação por parte das contratadas”.
Com relação ao empreendimento Bela Vista, a secretaria sustentou que, após o recebimento da denúncia em 15 de julho, a CDHU e o MTE realizaram uma fiscalização no local. “Foram feitas análises das condições de trabalho e da documentação apresentada e não se constatou irregularidades no canteiro de obras”, discorreu o órgão que, sem demonstrar qualquer constrangimento, cravou a “informação” completamente equivocada de que o “Ministério do Trabalho deu por encerrado o processo”.
Na realidade, auditores fiscais do MTE realizaram a ação em 12 de julho, antes da data citada pela CDHU, e finalizaram a fiscalização em 29 de julho, após pagamento e retorno dos trabalhadores e lavratura dos autos de infração pelas irregularidades constatadas. O flagrante pode ensejar inclusive a futura inclusão da Coccaro na “lista suja” do trabalho escravo.
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Celso Amorim desagrada direita e mídia

Nelson Jobim finalmente caiu. Ótima notícia! Ele já vai tarde. O novo ministro da Defesa será o embaixador Celso Amorim. Notícia melhor ainda. Como chanceler de Lula nos seus oito anos de mandato, Amorim conseguiu reerguer a política externa brasileira, tornando-a mais ativa e altiva. Agora, retorna ao governo, que pode ganhar assim uma nova fisionomia – mais à esquerda.
A queda de Jobim, um tucano infiltrado no governo Dilma, e a nomeação de Amorim desagradaram a direita nativa. De imediato, o líder dos demos, ACM Neto, deu entrevista à Globo News criticando a surpreendente mudança no Ministério – o único jornalista que antecipou este desfecho foi Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada (veja a matéria).
O ódio dos colonizados
ACM Neto rasgou elogios ao defenestrado e atacou Amorim “por sua postura ideológica”, por seu nacionalismo. De fato, a direita nunca gostou de Amorim. Não gostou da forma como ele conduziu as negociações que implodiram a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), o tratado neocolonial orquestrado pelos EUA. Não gostou do rompimento do acordo de cessão da base militar de Alcântara (MA) aos milicos ianques. Não gostou das suas críticas à invasão e genocídio no Iraque ou às torturas em Guantánamo.
A direita brasileira sempre preferiu capachos do império – como Celso Lafer, o ex-chanceler de FHC que tirou os sapatinhos nos aeroportos dos EUA. Oriunda do regime militar, ela preferia contar com Nelson Jobim no Ministério da Defesa para evitar a criação da Comissão da Verdade ou a apuração dos crimes da ditadura. Hoje, a direita dorme mais incomodada!
Ataques e intrigas da mídia
A mídia colonizada também não dormirá tranqüila. Ela sempre satanizou Celso Amorim, reproduzindo as opiniões do império como uma sucursal rastaqüera. Quando do golpe em Honduras, patrocinado pelos EUA, ela condenou o ex-chanceler por ceder a embaixada daquele país ao presidente deposto, Manuel Zelaya. Ele sempre criticou as posições “nacionalistas” do embaixador.
Este, por sua vez, nunca se intimidou diante dos ataques e intrigas da mídia. Numa recente entrevista à BBC de Londres, Amorim voltou a criticar o “complexo de vira lata” da imprensa nativa. Segundo ele, a mídia sempre atacou o governo Lula porque ela “nunca aceitou nossas atitudes independentes”.
A mídia quer “um Brasil pequenininho”
Ele lembrou que, logo no início do governo Lula, “quando fomos à Síria a primeira vez, fui perguntado: ‘Mas vocês perguntaram a Washington se podia?’. É achar que o Brasil tem que ser pequeno, caudatário... Eles querem o Brasil pequenininho. No máximo cuidando um pouco aqui na região, sempre com uma postura agressiva em relação aos fracos e submissa em relação aos fortes”.
Sua postura é totalmente diferente do tucano Jobim – que Paulo Henrique Amorim sempre tratou de Johnbim, lembrando o seu servilismo diante do império e dos poderosos nativos.
Altamiro Borges
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Tucanos querem Jobim no ninho

PMDB tenta colocar panos quentes nas declarações que custaram o cargo ao ex-titular da pasta, enquanto PSDB admite apresentar proposta de filiação.
No Congresso, ninguém conseguiu explicar de onde veio a fagulha que acendeu a fúria verbal e que resultou na queda de Nelson Jobim. As declarações do ex-titular do Ministério da Defesa, desqualificando duas ministras do governo Dilma Rousseff, deixaram os parlamentares da base atônitos e a oposição entusiasmada. A bancada tucana já trabalha para trazer o ex-ministro para seus quadros. O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), afirmou que deputados e senadores do partido têm almoço marcado com Jobim para a terça-feira e que o encontro foi uma solicitação do ex-ministro. "Ele pediu o almoço há mais de um mês. Quem defende a Comissão da Verdade só pode falar a verdade", resume Dias. O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), ofereceu a legenda para Jobim e disse que as portas do partido estão abertas. "A ficha sempre foi dele. Se ele vier, será muito bem recebido."
Para não comprometer a relação do PMDB com o governo, correligionários de Jobim tentam colocar panos quentes nos ataques do ex-ministro. Afirmam que as declarações foram fruto de conversa descontraída e não representavam opinião institucional. A cúpula do PMDB se reuniu com Jobim na última terça-feira. Depois do encontro, o ex-ministro teria "ficado mais calmo", mas a entrevista para a Piauí foi gravada antes do encontro com os colegas de partido.
O presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), elogiou a escolha de Celso Amorim para substituir Jobim. Raupp afirma que o ex-presidente Lula pediu que o partido filiasse Amorim, mas o processo foi complicado, porque o chanceler era ligado ao PT. "Jobim é um quadro importantíssimo do partido, mas a Defesa é um cargo de competência da presidente. O partido não se sente ressentido com a substituição. As declarações foram feitas em conversas informais, o Jobim não é de falar isso, não", defendeu Raupp.
Apesar de o presidente do partido afirmar que a legenda não perdeu um posto na Esplanada dos Ministérios, nem todos os correligionários gostaram das declarações do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), sobre a "titularidade" peemedebista no Ministério da Defesa. Alves afirmou que Jobim não era da cota do PMDB e o senador Roberto Requião (PMDB-PR) rebateu. "Então, eu quero uma lista com o nome dos indicados na cota do PMDB", ironizou Roberto Requião (PMDB-PR).
"Fofinha"
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deu resposta bem-humorada para comentar declaração do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que teria afirmado em entrevista à revista Piauí que a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, seria "fraquinha". "Essa frase não combina com a Ideli (Salvatti). Ela é bem gordinha, não é fraquinha", afirmou Sarney. À tarde, o presidente do Senado teria ligado para a ministra tentando se desculpar e trocou o "gordinha" por "fofinha".
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) "garantiu" que nenhum episódio recente explica a reação de Jobim. "Não consigo entender um ministro competente dizer que a Ideli é fraquinha e que a Gleisi não conhece Brasília. Alguma coisa soa mal", disse o parlamentar. A senadora Ângela Portela (PT-ES) e a deputada Janete Pietá (PT-SP) repudiaram as declarações de Jobim. "Queremos expressar nosso repúdio pela violência de um ministro que sempre desfrutou de todo o respeito e consideração. Pelo ataque verbal desnecessário poderá criar um clima conflituoso que em nada contribuirá para a construção da democracia", escreveram as petistas.
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Hepatite C: qual a sua cara?

A hepatite C, doença silenciosa que atinge aproximadamente 4 milhões de pessoas no Brasil, torno-se tema de preocupação do Ministério da Saúde desde o início do mês passado, quando o órgão anunciou mudanças para o tratamento da patologia. Em julho, foi aprovada uma alteração no protocolo de tratamento que aumentou para 72 semanas o prazo de fornecimento de remédios para a doença – antes eram apenas 48.
Nesta quinta-feira 4, quatro organizações não-governamentais anunciaram em conjunto uma campanha nacional de combate à moléstia. O objetivo é alertar para a necessidade de realizar o teste de detecção da hepatite C, principalmente para as pessoas que compõem as faixas etárias de maior risco, que vão dos 40 aos 65 anos e dos 65 em diante.
“A hepatite C não se manifesta e surpreende pela gravidade quando constatada tardiamente. A prevenção é essencial no combate: quanto antes soubermos da doença, melhor conseguimos controlá-la e, até, curá-la. A maneira de descobrir é fácil, o tratamento é oferecido pelo governo e a vida segue normal quando o acompanhamento for correto”, diz Dr. Evaldo Stanislau Affonso de Araújo, médico infectologista, responsável técnico da campanha.
Com a campanha “Hepatite C: qual a sua cara?”, serão distribuídos materiais específicos para cada tipo de estabelecimento de risco, como estúdios de piercing e tatuagem, salões de beleza, clínicas, hospitais e outros. Com o médico na campanha estão trabalhando o Grupo Otimismo, do Rio de Janeiro; o Grupo Esperança, de Santos, SP; o GADA, de São José do Rio Preto, SP; e C Tem Que Saber C tem que Curar, de São Manoel, SP.
Além dessas ONG’s, a ação conta com o apoio de mais de 90 organizações da sociedade civil espalhadas pelo Brasil, que prestam auxílio aos portadores e familiares. O evento também vai ao encontro do esforço mundial da Organização Mundial da Saúde no combate às hepatites – o dia 28 de julho foi o I Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, data criada por iniciativa do Brasil junto ao Conselho da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a possibilidade de fazer o exame para constatação da doença e também o tratamento. Novas e modernas drogas para tratamento estão sendo lançadas e o próprio Ministério da Saúde atualizou suas diretrizes sobre a Hepatite C. “Tudo tem contribuído para disseminação do conhecimento da doença, mas, o conceito da vulnerabilidade, especialmente aos mais idosos, ainda precisa ser enfatizado”, diz o doutor.
Além da campanha nacional, a data marca o lançamento de um portal na internet, que tem como meta a educação a distância de profissionais de saúde em geral e aproximar médicos da sociedade civil, fomentando ações de orientação sobre hepatites virais. O www.portaldashepatites.med.br entra no ar a partir desta quinta-feira, com conceito de rede social, para que o esclarecimento sobre a prevenção e tratamento da Hepatite C (e de outros tipos também) seja universal e de fácil acesso.
Hepatite em números
Estima-se que haja entre seis a sete vezes mais infectados por Hepatite C do que por HIV. O exame de detecção da doença é fácil, o controle absoluto é possível a muitos e a saúde pública oferece tratamento.
A hepatite A é a mais comum no País e, por isso, o Ministério da Saúde prioriza a sua vacinação, sendo de maior incidência de hepatite A é entre crianças e adolescentes. Um dado alarmante é que nas regiões Norte e Nordeste têm a maior incidência de todos os tipos de hepatite juntos.
Em 2009, eram 14 mil pessoas contaminadas com hepatite B no País. Já em 2010, a taxa diminuiu para 12 mil infectados em função da vacinação. A hepatite B tem a maior taxa de contaminados entre os adultos, faixa etária de 35 a 45 anos.
Já a hepatite C não possui vacina. Entre 1999 e 2000, o Brasil registrou 69.952 casos de hepatite C. Já entre 2000 e 2010, houve uma queda para 14.874 por causa da prevenção.
Em 2009, foram registradas 1879 mortes pela hepatite C. Ano passado, o número subiu para 1932 casos. Metade dos casos de hepatite C estão em São Paulo. Mas o motivo é porque a capital paulista possui mais informações, mais serviços e facilidade para detectar entre as pessoas, o que não ocorre em todo o País. Ou seja, se melhorar a infraestrutura de diagnósticos, os outros Estados brasileiros registrarão grande aumento em quantidade de casos registrados. O foco de contaminação atualmente é por meio do uso de drogas e sexo.
Cerca de 4 em 10 pessoas estão contaminas no Brasil. A Hepatite C atinge uma média de 1,4 a 2 milhões de brasileiros atualmente. Já em 2013, há uma expectativa de que 189 mil pessoas sejam tratadas.
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Alguém chora por Jobim: Catanhede, da Folha

O velório político do ex-ministro Nélson Jobim já tem sua carpideira maior – e acho que única. Só podia ser ela, Eliane Catanhede, que funcionou, muitas vezes, como uma espécie de sua porta-voz informal, especialmente no caso da compra dos caças, no programa FX-2.
Sob Jobim, e com seu beneplácito, Catanhede passou a citar “fontes militares”, todas elas, claro, próximas ao agora ex-ministro.
Supostamente com estes contatos – se é que não teve conversas com Jobim – a trepidante especialista em assuntos militares diagnostica que a mudança desagradou aos militares. E atribui a uma de suas altas fontes uma observação mais do que tosca, que não faz justiça ao preparo de nossos oficiais superiores.
“Desde quando diplomata gosta de guerra? É como botar médico para cuidar de necrotério. Parece brincadeira”.
Ao que se saiba, médico não gosta de doença, mas se prepara para enfrentá-las, como generais não “gostam” de guerra, mas se preparam para travá-las, se necessário. É aquela frase do estudioso militar romano, Publius Flavio Vegecio: “se queres a paz, prepara-te para a guerra”.
E as tais “boas relações” de Jobim com os militares, mesmo na análise de Catanhede, não resistem mais do que quatro parágrafos. Segundo ela, as bases militares – esta base aí certamente não são soldados e cabos, mas oficiais-generais - achavam o óbvio: que Jobim era “arrogante” e que se “comportava como se fosse o dono das Forças Armadas”.
Celso Amorim ou Dilma não terão problema algum com os comandos militares. Ao contrário, a entrada do ex-chanceler azeita as relações entre Governo e Forças Armadas, que deixam de ser eclipsadas pela sombra da antipatia e mandonismo de Jobim.
É só esperar para ver: saudades de Jobim, só mesmo as da D. Catanhede.
PS. Para não ser injusto, também o líder do PSDB, Duarte Nogueira, lamentou a saída de Jobim. É comprensível. É duro para os tucanos perderem um ministro.
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O Globo se supera e produz manchete mais idiota do ano

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Charge online - Bessinha - # 732

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Quem tornou os bueiros explosivos?

O tema é regional, mas as conclusões, a partir da análise do caso, são nacionais. Escrevo no último minuto, antes de o assunto ser definitivamente sepultado pela mídia, pois esperava que o óbvio fosse dito. No Rio, a questão foi muito debatida e, entretanto, mesmo com material tão rico, o óbvio não foi dito.
Os culpados facilmente identificáveis das explosões dos bueiros são a CEG, dona da rede do gás explosivo, e a Light, possuidora do sistema fornecedor do curto-circuito. O problema tem sido enfrentado pelo Ministério Público, pela prefeitura do Rio e pelo CREA-RJ, cujos trabalhos têm forçado providências das prestadoras de serviços públicos, sendo que, provavelmente, em futuro próximo, nenhum bueiro estará mais explodindo. Notar que as agências reguladoras estiveram um pouco distante da questão.
Contudo, os culpados originais, os maiores culpados, são protegidos por fortes interesses e não são divulgados. Bastaria pesquisar a resposta à pergunta: “que causas transformam empresas antigas, como a Light e a CEG, com currículos de experiência na prestação de serviços públicos com razoável qualidade, em inimigas da população, com seus bueiros explosivos?”. A correta caça aos culpados é importante para que a sociedade se previna de situações análogas no futuro, possivelmente em outros setores, e para que os responsáveis não consigam, nunca mais, enganá-la.
A ganância da empresa francesa EDF, que arrematou a estatal brasileira Light por preço baixo, em 1996, em um leilão de privatização, é uma das grandes causas dos bueiros estarem explodindo. De posse da Light, a EDF só se preocupou, durante anos, em remeter lucro para sua matriz. E para maximizar este lucro, não teve um mínimo momento de hesitação em cortar pessoal experiente, terceirizar serviços a custo mais barato e com pior qualidade, dispensar a manutenção preventiva e não reinvestir na expansão da empresa e na reposição de equipamentos antigos.
Acontece que, desde dezembro de 2009, a controladora da Light é a Cemig e, a menos que esta última não tenha tido tempo para se situar sobre o problema da distribuidora, a Cemig deve ser incluída também na lista de culpados. O que aconteceu com a CEG, que era uma estatal do estado do Rio de Janeiro, foi idêntico ao que ocorreu com a Light, só que a empresa compradora estrangeira foi outra.
Assim, alguns concluem que a privatização destas empresas ocorreu sem a exata definição de responsabilidades e a exigência de um bom nível de qualidade dos serviços a serem prestados. Discordo da ingenuidade, pois o modelo com empresas privadas em setores de atendimento público, com agências cooptadas e inoperantes, é um fracasso. E não se pode otimizar um fracasso.
Outros lembram que a agência reguladora Aneel, além da agência estadual, são quem deveria exigir da Light e da CEG eficiência e a prestação de serviços de qualidade. Contudo, estas agências tiveram participações pífias, pois quase nada fizeram, apesar dos traumas, pessoas feridas e patrimônios destruídos, o que as torna condenáveis.
Muitos têm esperança na solução efetiva para a questão, chegando a propor que, nas regiões onde ocorram bueiros saltadores, a tarifa seja reduzida automaticamente. Estas pessoas são esperançosas, pois pensam que as agências têm interesse de satisfazer a sociedade, quando elas estão aí para garantir a maximização dos lucros e os interesses dos agentes regulados.
Elas permitem tarifas estratosféricas na telefonia, na distribuição de eletricidade e em outros serviços. A ANAC permitiu pouso inseguro de aeronaves em Congonhas, o que causou a morte de centenas de pessoas no acidente com o avião da TAM. Também permitem serviços precários de concessionárias, como são os casos dos metrôs, trens e distribuidoras de eletricidade. Aliás, estas últimas cobraram tarifas aumentadas indevidamente do consumidor e a respectiva agência não as obrigou a devolver. No setor de petróleo, a agência promove a entrega do patrimônio nacional, através de rodadas de leilões do nosso território.
Para finalizar, notem que vivemos em um mundo em que bueiros sempre existiram e não explodiam. A distribuição de energia elétrica no Brasil sempre foi realizada, até os anos 90, por empresas estatais, com raras exceções. Com o grau atual de conscientização política do nosso povo, empresas privadas não são boas prestadoras de serviço público, mesmo que existam órgãos fiscalizadores, pois estes são necessariamente capturados pelos agentes econômicos. Mesmo com a negação dos neoliberais, a verdade é que as estatais têm muito mais preocupação com a sociedade que as empresas privadas. A não existência, nas estatais, de uma corrida obstinada para o lucro não as induz a desrespeitar a vida.
Os bueiros são minas terrestres deixadas pelo exército neoliberal inimigo, explodindo retardadamente. Quantas outras armadilhas deles ainda restam na nossa economia, prestes a explodir, formando um verdadeiro entulho neoliberal?
Paulo Metri é conselheiro da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros.
By: Instituto Zequinha Barreto
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Brasileiros dispostos a pagar sobrepreço de 25% para que Roberto Justus siga pagando mico

A criança reagiu mal ao saber que a nova Caras não traz uma só linha sobre Roberto Justus
DASLU – Uma comissão representando brasileiros profundamente abalados com o recente sumiço de Roberto Justus das revistas de celebridades ajuizou ontem no 16º Cartório da cidade de São Paulo um instrumento pelo qual se comprometem a pagar 25% sobre o preço de capa de qualquer publicação em que Justus diga ou faça alguma bobagem.
Vanessa Elomar, presidente da comissão, explicou os termos do compromisso. “Não pode reaquecer histórias antigas. Notícias sobre o divórcio da Eliane ou da Ticiane ou da Adriane não valem. Exigimos, no mínimo, um novo casamento, com fotos do casal de robe tomando café da manhã durante a lua de mel, com o mar ao fundo”, explicou a proponente, acrescentando que a noiva deve ser loira e ter um terço da idade de Justus.
Brasileiros afetados pela atual onda de discrição do belo publicitário já são considerados pelo ministério da Saúde como um grupo em estado de risco. “Muitos param de trabalhar, descuidam da família e da própria higiene pessoal para ficar horas diante da RedeTV!, SBT e Bandeirantes, a espera de que Justus apareça em algum programa de auditório, de preferência de penteado novo”, disse o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Ariosto Borges.
Uma jovem residente no bairro de Mandaqui foi vista na laje de casa, com os olhos vazados de luz, profetizando que Justus voltará em breve com um cabelo em estilo moicano. Depois de horas sendo convencida pela mãe de que estava tendo um surto, a menina se desmanchou em prantos. “Nem precisava cantar Frank Sinatra”, disse, aos soluços, “meia canção do Belchior no programa da Hebe já me bastava.”
Um jornalista de São Paulo, cujo nome ainda não foi revelado, atirou-se no Tietê, anunciando que ficará boiando nas águas do rio até que Justus lance um novo CD. Em nota deixada na redação, explicou: “Comecei minha carreira escrevendo a resenha do disco dele; agora, me mandam dar opinião sobre o novo Chico Buarque, Caetano, Marisa Monte. Não foi pra isso que estudei.”
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