31 de jul de 2011

Bolero

Ao companheiro Paulo R. Cequinel, o Bolero de Ravel, sob a condução magnífica do mestre Leonard Bernstein. (Repare que ele chega a reger com os ombros)!
El Bolero (en francés Boléro) es una obra musical creada por el compositor francés Maurice Ravel en 1928 y estrenada en la Ópera Garnier de París el 28 de noviembre de ese mismo año. Ballet compuesto y dedicado a la bailarina Ida Rubinstein, su inmediato éxito y rápida difusión universal lo convirtieron no solamente en una de las más famosas obras del compositor, sino también en uno de los exponentes de la música del siglo XX.
Movimiento orquestal inspirado en una danza española, se caracteriza por un ritmo y un tempo invariables, con una melodía obsesiva, en do mayor, repetida una y otra vez sin ninguna modificación salvo los efectos orquestales, en un crescendo que, in extremis, se acaba con una modulación a mi mayor y una coda estruendosa.
Pese a que Ravel dijo que consideraba la obra como un simple estudio de orquestación, el Boléro esconde una gran originalidad, y en su versión de concierto ha llegado a ser una de las obras musicales más interpretadas en todo el mundo, al punto de que hasta el año 1993 permanecía en el primer lugar de la clasificación mundial de derechos de la «Société des auteurs, compositeurs et éditeurs de musique» (SACEM).

Leia Mais ►

Miles Davis & Kenny Garrett

Leia Mais ►

Relatório de bordo...

Após cada voo, os pilotos da empresa australiana Qantas, além do Livro de Bordo, preenchem também um formulário que descreve aos mecânicos os problemas com a aeronave.
Os mecânicos corrigem o problema e documentam os reparos no mesmo formulário, que é então conferido pelos pilotos antes do próximo voo.
Seguem algumas reclamações reais submetidas pelos pilotos (marcadas com um P) e as soluções anotadas pela equipe de manutenção (marcadas com S).
P: Pneu interior esquerdo do trem principal está quase precisando ser trocado.
S: Quase trocamos o pneu interior esquerdo do trem principal.
P: Alguma coisa está solta no cockpit.
S: Alguma coisa foi apertada no cockpit.
P: Evidência de vazamento no trem de pouso direito.
S: Evidência removida.
P: Volume do DME inacreditavelmente alto.
S: Volume do DME ajustado para volume mais acreditável.
P: Travas de fricção fazem alavanca de aceleração ficar dura.
S: Travas de fricção são para isso.
P: IFF inoperante no modo OFF.
S: IFF sempre inoperante no modo OFF.
P: Suspeito que há uma trinca no pára-brisa.
S: Suspeito que você está correto.
P: Turbina número 3 está faltando.
S: Turbina número 3 achada sob a asa direita após breve procura.
P: Aeronave se comporta de forma engraçada.
S: Aeronave avisada: tome jeito, vôe direito e aja com seriedade.
P: Radar está murmurando.
S: Radar reprogramado com letras de músicas.
P: Rato no cockpit.
S: Gato instalado.
P: Ruído vindo de baixo do painel de controle. Soa como um anão martelando alguma coisa.
S: Martelo do anão foi confiscado.
Leia Mais ►

Defesa contra certas organizações

Aqui começou o plano de defesa contra certas organizações ateístas e comunistas que agem camufladamente no litoral paranaense, atacando os homens bons desta república.
Assim como foi dizimada a guerrilha do Vale do Ribeira, essa organização também será destruída com ajuda do nosso bravo professor do Nordeste e do valente ministro gaúcho Johnbim - (até ele trocar de lado mais uma vez). Alvíssaras!!!

Na foto, ContextoLivre, Maria da Penha Neles! e,
ao fundo, Terra Brasilis, 'in spiritus', todos com o uniforme de campanha!
Leia Mais ►

PRK 30

Sensacional programa da Rádio Nacional, com os humoristas Lauro Borges e Castro Barbosa, na Famosa Emissora Clandestina "PRK-30".
Humor sem apelação nem baixarias!
Leia Mais ►

Fada Boa contra Fada Má

O jantar anual da associação dos correspondentes estrangeiros em Washington é uma oportunidade para políticos locais dizerem coisas que normalmente não diriam e rirem de si mesmos.
Começando pelo presidente da República, que é sempre convidado a falar e sempre fala no tom autodepreciativo que se espera de um cara legal, gente como a gente.
Num desses jantares mostraram um clip, especialmente gravado para a ocasião, do George Bush no gabinete da Presidência olhando dentro de gavetas, atrás das cortinas e embaixo dos móveis e dizendo: “Aquelas armas de destruição em massa têm que estar em algum lugar...”
Seria mais engraçado se a invasão do Iraque ordenada por Bush, motivada pelas armas de destruição em massa que não estavam lá, já não tivesse matado alguns milhares de pessoas. No mesmo jantar, Bush fez outra piada tática.
Falou da elite econômica americana, dos milionários e dos arrogantes barões de Wall Street, “que vocês chamam de gatos gordos e insensíveis e eu chamo de... meu eleitorado”. Risos. Palmas. O cinismo faz muito sucesso nos tais jantares.
Bush não decepcionou seu eleitorado. Foi fiel à tese de que deixando os gatos gordos se lambuzarem com concessões e privilégios, como cortes dos seus impostos e pouco controle dos seus excessos, algum benefício escorreria para a maioria.
A famosa trickle-down economics da era Reagan ainda perdura, e Bush tornou o melado ainda mais doce para os ricos. Essa briga entre os republicanos e o Barack Obama sobre elevar ou não o teto para o endividamento americano e como fazer para diminuir o déficit nacional é — ou era, imagino que já tenha se resolvido, ou dado empate — entre o legado de Bush e a mínima ação do Obama de defender o seu eleitorado do poder da ganância.
Um lado quer diminuir o déficit cortando gastos sociais e mantendo intocados os privilégios dos ricos, o outro quer manter os gastos sociais e taxar mais os ricos.
O Obama não está sendo, no governo, exatamente o que seu eleitorado esperava. Compreende-se, tem que ser mais flexível do que coerente para lidar com um Congresso hostil e cuidar da sua sobrevivência, não só política mas — a julgar pela retórica cada vez mais furiosa da direita contra ele — física também.
Mas na questão de quem deve pagar pelo déficit nenhuma flexibilidade era possível. Tratava-se de escolher entre leite para crianças e mais lucro para banqueiros, Fada Boa contra Fada Má.
Mas estou escrevendo antes do desfecho da briga, não sei se o Baraca cedeu. As Fadas Boas andam em recesso no mundo todo.
Luís Fernando Veríssimo
Leia Mais ►

Comandante do Exército é investigado por corrupção

Inquérito aponta fraudes em obras rodoviárias executadas pelos militares
General Enzo e outros sete oficiais chefiaram departamentos que fizeram convênios com Dnit entre 2004 e 2009
O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, e sete generais são investigados pela Procuradoria-Geral de Justiça Militar sob suspeita de participar de fraudes em obras do Exército.
Os oficiais comandaram o DEC (Departamento de Engenharia e Construção) e o IME (Instituto Militar de Engenharia) entre 2004 e 2009, período em que o Exército fez convênios com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para obras em rodovias.
O general Enzo chefiou o DEC entre 2003 e 2007. Ele deixou o cargo para assumir o comando do Exército no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi mantido no posto pela presidente Dilma Rousseff.
O grupo investigado inclui cinco generais que comandaram o IME e dois que chefiaram o DEC depois do general Enzo: os generais Marius Teixeira Neto, na reserva desde março, e Ítalo Fortes Avena, hoje consultor militar da missão do Brasil na ONU.
A investigação foi aberta em maio pela procuradora Geral de Justiça Militar, Cláudia Luz, para apurar se o general Enzo e os outros que comandavam áreas envolvidas sabiam das irregularidades.
A apuração foi um desdobramento de inquérito anterior que identificou indícios de fraude em 88 licitações do Exército para fazer obras do Ministério dos Transportes e apontou desvios de recursos públicos de R$ 11 milhões.
À Folha, o Centro de Comunicação do Exército diz que não tem conhecimento da investigação e que "não cabe à Força e nem aos militares citados emitir qualquer tipo de posicionamento".
Criados para atender necessidades de militares, os batalhões de engenharia do Exército são convocados com frequência para acelerar obras. Somente do Dnit, que nas últimas semanas teve quase toda a diretoria afastada por ordem de Dilma, o Exército recebeu R$ 104 milhões nos últimos cinco anos.
As investigações mostram que um grupo liderado por dois oficiais que coordenavam os convênios no IME, o coronel Paulo Roberto Dias Morales e o major Washington Luiz de Paula, criou seis empresas para entrar em concorrências do IME com dinheiro do Dnit.
O major Paula teria movimentado mais R$ 1 milhão em sua conta em um ano e feito 14 viagens aos EUA no período em que trabalhou com o Dnit.
Seis militares estão sendo processados na Justiça Militar. Se condenados, poderão ser presos e expulsos da corporação. Peças do processo foram encaminhadas à Justiça Federal para que eles sejam processados ali também.
Marco Antônio Martins
By: Falha
Leia Mais ►

O mico da semana: “Pânico na TV”

O “Pânico na TV” ter invadido o funeral de Amy Winehouse. Brincadeira de mau-gosto, absolutamente desnecessária e insensível com a dor de familiares e fãs. Não bastasse isso, Daniel Zuckerman e André Machado deram, vídeo abaixo, (e um deles mal consegue segurar o riso) uma demonstração de total falta de inteligência ou, em outras palavras, humor burro mesmo. Muito feio! A (imbecil) produção do programa ainda não sabe se levará o material ao ar neste domingo.
.
.
By: Maria da Penha Neles!
Leia Mais ►

Sobre Nelson Jobim

Jobim, o kamikaze da Defesa
Não se via nada parecido desde que, sem mais nem menos, o sheik Emerson cantou o funk ‘Bonde do Mengão sem freio’ no ônibus do Fluminense, indiferente ao espanto geral dos colegas tricolores a bordo. Ao declarar publicamente que votou em José Serra nas últimas eleições, o ministro Nelson Jobim pode ter imaginado para si o mesmo destino reservado ao jogador, que foi sumariamente demitido ao fim daquela viagem, no meio da Libertadores.
O problema é que, disso Jobim se queixa há tempos, em vez de ouvidos, Dilma Rousseff só lhe dá pitos! Não tem dado a mínima para as insolências de seu ministro que, não é de hoje, vem tentando mostrar ao Palácio do Planalto que cansou da brincadeira na Defesa. “Parem o governo, eu quero descer!” – ensaiou dizer várias vezes depois da sucessão presidencial a que sobreviveu na virada do ano. Cá pra nós, não tem coisa pior para um homem que não cabe em si – em todos os sentidos – do que não se fazer perceber no trabalho.
Resultado: Nelson Jobim foi aos poucos perdendo gosto até pelas fardas camufladas que vestiu nos melhores momentos de sua atuação na selva do governo Lula. Também, pudera! De uma hora para outra, tiraram a aviação civil de sua órbita, jogaram areia na operação de compra dos caças da FAB e, como se não bastasse, emplacaram o José Genoíno na assessoria especial de sua pasta.
Foi mais num ato de desespero do que num gesto aloprado que ele tentou deixar o governo abrindo seu voto em José Serra. Assim que sair do estado de choque em que se encontra diante de mais essa tentativa fracassada, Jobim poderá ainda detonar o PAC, cuspir no prato do Bolsa Família ou se solidarizar aos ex-diretores do Dnit – fará qualquer coisa para convencer a presidente de que ‘the game is over’. Não custa nada fazer-lhe a vontade, né não?!
Tuty
* * *
Ministro acima de qualquer suspeita?
O Ministro Nelson Jobim abriu o jogo. Mas independente de ter revelado que na eleição presidencial do ano passado votou em José Serra, Nelson Jobim jamais poderia ser ministro de um governo que se propõe progressista e com credibilidade. De qualquer forma ainda está em tempo de uma faxina.
Mas, como assinalam os mais críticos, em um governo que tem como Ministro Moreira Franco, mesmo ele sendo uma figura decorativa, tudo é possível, inclusive Nelson Jobim ser Ministro da Defesa.
Se Dilma, e antes Lula, defende Jobim no Ministério da Defesa, é sinal que nem tudo são flores no processo democrático do país. Resta saber exatamente o motivo pelo qual este cidadão acima de qualquer suspeita ocupa o cargo por tanto tempo seguido.
Jobim é capaz de fazer de tudo, inclusive certas coisas que muitos poderiam até duvidar como, por exemplo, confessar, vestindo a toga de Ministro do Supremo Tribunal Federal, que quando era deputado do PMDB e relator da Constituinte redigiu dois artigos relacionados com a questão orçamentária que não haviam sido votados ou sequer discutidos em plenário.
O mesmo Jobim, já na condição de Ministro da Defesa, de forma ridícula e ilegal, vestiu uniforme militar de campanha. E os meios de comunicação deram a maior cobertura, não censurando a atitude, mas colocando a foto em destaque, como se fosse algo natural e salutar.
Mas fatos desabonadores contra Jobim não param por aí. Há poucas semanas documentos do Wikleaks revelaram que Jobim informou a diplomatas estadunidenses que os então Ministros Celso Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães eram “antiamericanos viscerais”. E tudo ficou por isso mesmo. Até pior, Jobim continua Ministro e os dois mencionados deixaram de ser.
Jobim, em suma, desabona qualquer governo, talvez não o de Fernando Henrique Cardoso. Sua continuidade no cargo deve ser analisada com mais rigor e remete a uma pergunta que muita gente deve estar querendo formular: Por quê? Será alguma imposição? E qual o motivo de Lula ter se empenhado tanto para mantê-lo como Ministro da Defesa no governo Dilma?
Não resta dúvida que por detrás do pano têm fatos escondidos a sete chaves. Jobim se sente tão seguro que se julga no direito de fazer e dizer qualquer coisa, inclusive que votou no adversário da atual Presidente, mesmo sendo Ministro de um governo que apoiava a candidata. E será que tanto faz este ou aquele na Presidência para Jobim se manter no cargo? Será Jobim fiador de alguma coisa que os brasileiros desconhecem? Quem o banca?
Já que falamos em fatos escondidos, vale também lembrar a atual crise na Líbia, que caiu em total silêncio, quando a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) segue diariamente bombardeando a capital daquele país do Norte da África e provocando vítimas.
Pelo menos dois congressistas estadunidenses se posicionaram enfaticamente contra a participação dos Estados Unidos na guerra contra a Líbia: Cyntia Mckney e Dennis Kucinich, ambos do Partido Democrata. Cynthia passou duas semanas na Líbia e voltou indignada pedindo o fim desta mais recente aventura bélica estimulada pelo complexo industrial militar. A mídia de mercado, para variar, praticamente silenciou sobre o posicionamento dos dois parlamentares. É que a verdade muitas vezes contraria interesses e por isso não raramente ela é mantida escondida.
Neste sábado (30), foi bombardeada a sede da TV estatal líbia provocando a morte de três pessoas e ferimentos em outras 15. O alvo da OTAN é atingir o dirigente Muammar Khadafi. Por isso, os mísseis “inteligentes” têm feito vítimas civis e destruido bairros inteiros, o que mereceria também alguma manifestação de qualquer Tribunal internacional, sobretudo o de Haia.
Os rebeldes reconhecidos por vários países ocidentais tinham dado um prazo, já esgotado, para Khadafi deixar o país. O dirigente líbio avisou que não atenderá ao pedido do gênero bravata, porque os próprios inimigos do dirigente sabiam que por mais apoio que tenham da OTAN, o ultimato não seria cumprido.
Na área internacional vale lembrar ainda que setembro se aproxima e com a chegada deste mês a Organização das Nações Unidas (ONU) terá de se definir em relação à proposta de criação do Estado Palestino. Será a forma de se tentar romper o impasse que se arrasta há anos e já deveria estar resolvido. Os Estados Unidos, como acontece sempre, procurará exercer o seu poder de veto, cedendo às pressões dos defensores incondicionais de Israel.
P.S: O jornalismo perdeu uma grande figura: Procópio Mineiro, o jornalista que na rádio JB comandou a equipe que decifrou o enigma da operação Proconsult, um esquema fraudulento organizado para dar a vitória ao candidato do regime autoritário, Moreira Franco, em 1982, e evitar assim a ascensão de Leonel Brizola. Se não fosse isso, o setor de inteligência do regime associado a TV Globo elegeria o Governador do Estado do Rio.
Mário Augusto Jakobskind
Leia Mais ►

Faça a coisa certa

Com seu habitual bom senso, as pessoas comuns sabem que o problema da saúde não tem uma causa única ou um só culpado. O relevante é saber o que cada político faz para resolvê-lo.
Dizendo o óbvio: os governantes não são julgados pelo tamanho dos problemas que enfrentam, mas pelas respostas que a eles dão.
As pessoas não avaliam quem tem função no Executivo segundo a gravidade dos problemas existentes. Isso só acontece em situações excepcionais, quando elas se convencem que alguma coisa errada foi causada por alguém. Aí sim a conta é cobrada.
Na maior parte das vezes, não é isso que ocorre. Os problemas são de responsabilidade difusa, ninguém tem paternidade clara. Muitos são antigos e é impossível saber quando surgiram. São tão disseminados que parecem nascer por geração espontânea.
O problema da saúde pública, por exemplo. Hoje, para a vasta maioria dos brasileiros, é o mais grave e urgente do país. Do Oiapoque ao Chuí, nas pesquisas de opinião, sempre aumenta a proporção de entrevistados que o apontam como sua maior preocupação. Está se tornando uma obsessão nacional.
Alguém pode ser individualmente responsabilizado por ele? Mesmo o mais petista não teria coragem de dizer que os tucanos são culpados e só um oposicionista muito mal informado diria que a culpa é do "lulopetismo".
Com seu habitual bom senso, as pessoas comuns sabem que o problema da saúde não tem uma causa única ou um só culpado. Que, a rigor, nem é tão importante discutir como se originou. O relevante é saber o que cada político faz para resolvê-lo. É assim que eles são avaliados, não pelo fato de haver o problema.
Foi, fundamentalmente, pela sua passagem pelo Ministério da Saúde, no segundo governo de Fernando Henrique, que Serra se tornou candidato a presidente em 2002, permaneceu no páreo em 2006 e emplacou uma nova candidatura presidencial em 2010.
A gravidade do problema da saúde impediu que fosse candidato? Alguém jogou a responsabilidade por ele em seu colo? (A campanha Lula até tentou, em 2002, sem necessidade ou sucesso). Foi porque ele resolveu o problema da saúde que teve, nas duas vezes, um desempenho razoável e chegou, em ambas, ao segundo turno?
Sabemos que não. Serra foi um bom ministro da Saúde e se tornou um candidato presidencial respeitável ao conseguir fazer boas coisas, apesar da gravidade da situação. E não foram ações que solucionaram as carências mais sentidas. Pouco melhorou, por exemplo, a qualidade do atendimento oferecido no sistema público e pouco aumentou a oferta de equipamentos básicos, como hospitais e postos de saúde.
Iniciativas como a criação dos genéricos e a distribuição do kit anti-Aids ficaram como símbolos do que é possível fazer para diminuir problemas complicados. Um "pouco" que é "muito". Isso é que foi relevante na formação da imagem de Serra.
Há algo parecido na briga de Dilma para moralizar o Dnit. É lá, no foco de problemas de corrupção que existem há anos no setor, que ela se propôs a mexer e a não descansar enquanto não terminar uma faxina em regra.
O que mais chama atenção é quão sozinha ela está na empreitada. No Congresso, seu partido lhe dá apoio apenas discreto, temendo indispor-se com as outras bancadas da "base". Nessas, ninguém defende medidas que podem se voltar contra elas.
A oposição finge espanto com o que vê e se recusa a contribuir para que tenha sucesso. Na mídia, seus porta-vozes preferem o papel de vestais escandalizadas em vez de reconhecer o valor do que Dilma está fazendo.
Fazer uma limpa no Dnit resolve a corrupção no Brasil? Talvez não, mas é um passo fundamental. E é dando um passo de cada vez que se anda. Pelo menos, na vida real, onde promessas grandiosas e onipotentes costumam ser sinônimos de fazer nada.
Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi.
Leia Mais ►

A Doutrina do Choque

 Imperdível 

Tragédia em Nova Orleans, 2005. 
Enquanto o mundo assiste ao flagelo dos moradores com as inundações causadas por tempestades que estouraram os diques da cidade, o economista Milton Friedman apresenta no jornal The Wall Street Journal uma ideia radical. 
Aos 93 anos de idade e com a saúde debilitada, o papa da economia liberal das últimas cinco décadas vislumbrava, naquele desastre, uma oportunidade de ouro para o capitalismo: "A maior parte das escolas de Nova Orleans está em ruínas", observou. "É uma oportunidade para reformar radicalmente o sistema educacional".
Para Friedman, melhor do que gastar uma parte dos bilhões de dólares do dinheiro da reconstrução refazendo e melhorando o sistema escolar público, o governo deveria fornecer vouchers para as famílias, que poderia gastá-los nas instituições privadas. Estas teriam subsídio estatal. 
A privatização proposta seria não uma solução emergencial, mas uma reforma permanente. A ideia deu certo. Enquanto o conserto dos diques e a reparação da rede elétrica seguiam a passos lentos, o leilão do sistema educacional se tornava realidade em tempo recorde.
Vi no Midiacrucis's Blog
Leia Mais ►

Peça única no mundo com motivos pornográficos descoberta em Convento de Lisboa

Investigadores em Arqueologia da Universidade Nova de Lisboa descobriram em escavações do antigo Convento de Santana, em Lisboa, uma peça única no mundo, com motivos raros para a época, imagens com cenas pornográficas numa taça chinesa do século XVII.
As escavações arqueológicas tiveram início em 2002, e terminaram em 2010, no local onde estão a ser construídos equipamentos da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova, onde existia o edifício do Instituto Bacteriológico Câmara Pestana, ao Campo Santana.
O investigador Mário Varela Gomes explica que aquela "é uma peça única no mundo", porque da época são conhecidas porcelanas chinesas com motivos eróticos, mas sem sexo explícito.
"Esta peça ultrapassa tudo o que se conhece da época, já tem conteúdos pornográficos" explica à agência Lusa o investigador em Arqueologia da Universidade Nova de Lisboa.
Trata-se de uma taça de porcelana com imagens que constituem uma espécie de manual de práticas sexuais, à semelhança de outras obras da época na filosofia do Kamasutra.
Os investigadores já contactaram especialistas de outros países e ainda não encontraram registo de peça semelhante. Só se encontram peças semelhantes dos finais do século XIX.
Para Mário Varela Gomes, há uma explicação possível para a descoberta de uma peça destas nas ruínas de um convento de freiras em Lisboa: "terá sido uma encomenda única feita por um nobre português abastado e o facto de se encontrar num convento, pode ter sido uma forma de manter a peça escondida, já que era muito perigoso, na época, com a inquisição, estar na posse de uma obra daquelas".
Na época era comum encontrar-se peças baseadas na ideia do Kamasutra, ou nos livros das noivas, em que eram demonstradas posições para a prática do sexo, a diferença é que "nunca se encontrava sexo explícito".
"O convento seria o melhor sítio para se esconder uma peça daquelas, que pode ter sido uma herança de família, alguém que trouxe da China secretamente", explica o investigador.
Em que contexto aquela porcelana foi parar a uma vala de detritos não se sabe.
Sabe-se que na sequência do terramoto de 1755 o convento ruiu parcialmente, entrando em declínio a partir daí. Ainda foram feitas reconstruções, no reinado de D. Maria I, até à extinção das Ordens Religiosas, em 1834.
Nas escavações feitas no antigo Convento de Santana, onde chegaram a viver cerca de 300 pessoas, em 1702, das quais 130 religiosas, foi encontrado um vastíssimo espólio que permite aos investigadores reconstituir aspetos relacionados com a vida e a morte naquela instituição.
Rosa Varela Gomes e Mário Varela Gomes, os investigadores que coordenaram o trabalho, depararam com valas onde foram depositados detritos do antigo convento, e foi aí que tiveram a mais surpreendente descoberta. Naquelas valas existiam variadíssimos artefactos, muitos deles ainda intactos, que permitem identificar os quotidianos assim como a espiritualidade das residentes, fossem elas religiosas ou laicas.
De referir que aquele era o maior convento feminino da capital, nos séculos XVII e XVIII, quando existiam quase uma centena de conventos na capital.
By: Sapo
Leia Mais ►

Gays, lésbicas e travestis pobres no Rio: entre a cruz e a espada

Ser gay, lésbica, bissexual, travesti ou transexual (LGBT) e, ainda por cima, pobre implica em uma situação de alto risco, como demonstra a espantosa realidade nas comunidades pobres do Rio e da Baixada Fluminense
Uma reportagem intitulada “Gays são caçados nas favelas do Rio pelo tráfico e pela milícia”, escrita pelo jornalista Mahomed Saigg para o “O Dia”, do Rio de Janeiro, no dia 5 de julho, deu nomes e rostos para uma realidade que, apesar de constantemente denunciada, muitas vezes é menosprezada: ser parte da comunidade LGBT neste país é sinônimo de situação de risco.
Um risco muitas vezes letal, como há décadas o Grupo Gay da Bahia vem denunciando através de pesquisas que demonstram que o Brasil detém o vergonhoso recorde de ser o país onde mais se matam homossexuais: desde 1980, já foram contabilizadas 3.300 mortes, o que significa que um membro da comunidade LGBT é assassinado a cada dois dias.
Ao contrário do que a propaganda oficial e as ilusões alimentadas por alguns setores do movimento nos querem fazer acreditar, a tendência não está diminuindo: em 2008, foram 189 assassinatos; em 2009, 198 mortes; e, em 2010, o número saltou para 254.
A “novidade”, ainda mais sórdida, revelada pela reportagem (baseada em uma pesquisa feita pela ONG Conexão G, localizada na Maré) é que, nas comunidades empobrecidas, a comunidade LGBT está sendo cercada e brutalizada por todos os lados (pelas milícias paramilitares, pelos narcotraficantes e pelos agentes das malfadadas Unidades Pacificadoras), o que tem provocado uma situação ainda pior: todos os dias pelo menos um homossexual é agredido e muitos deles são mortos, literalmente, com requintes de crueldade.
O terrível quadro descrito pelo repórter foi baseado em relatos e histórias pra lá de reais. Cabe citar algumas delas.
“Estupro corretivo” para lésbicas
Vergonhosamente, são inúmeros os exemplos mundo afora de situações em que o estupro é utilizado como forma de “punição” ou “lição”. Basta lembrar as barbáries do Vietnã, os horrores da Bósnia ou os absurdos praticados por fundamentalistas de vários credos religiosos.
Dentro da comunidade LGBT, há milhares de casos de mulheres que foram agredidas e violentadas “para aprenderem a ser mulher”. Algo geralmente ainda mais violento (e não raramente fatal) no caso das mulheres negras, já que os machistas/racistas acreditam que particularmente estas mulheres devem ser punidas por não aceitarem o papel que o mundo capitalista lhes reservou: o de objetos sexuais.
Na reportagem, esta situação foi exemplificada por Patrícia, ex-moradora da Zona Sul do Rio que, durante oito meses, mudou-se para o Morro da Previdência para viver com sua namorada. Obrigada a sair da comunidade, Patrícia explicou o porquê da decisão: “Além de bater nos gays e travestis, os bandidos ficam ameaçando estuprar as lésbicas. Fazem um terror psicológico insuportável (...), dizem que a garota só se tornou homossexual porque não conheceu homens de verdade. E que darão ‘um jeito’.”
Experiência semelhante foi vivenciada pela comerciante Jucyara Albuquerque, moradora de Mesquita, na Baixada Fluminense. Assumida desde os 16 anos, Jucyara tem um longo histórico de agressões: “Já sofri muito por causa da minha orientação sexual. Certa vez cheguei a ser espancada por dois homens que me agrediram enquanto eu trabalhava. Eles simplesmente chegaram, começaram a me xingar porque souberam que eu era lésbica e partiram para cima de mim. Fiquei com o corpo todo machucado”.
A violência das ruas, na própria vizinhança
Vitimadas pela discriminação, pelo preconceito e, consequentemente, empurradas para a marginalidade (inclusive para a prostituição), travestis são vítimas preferenciais da violência homofóbica. Dentre os 198 mortos em 2009, por exemplo, 72 (59%) eram travestis.
Além da situação vulnerável, da impossibilidade de se esconderem dentro dos “armários” e, muitas vezes, da falta de apoio de setores do movimento LGBT (que também não escondem seus preconceitos), travestis são utilizadas como “alvos” nas ruas e, como a reportagem demonstra, não encontram sossego nem em suas próprias casas.
É o que relata Marcela Soares, moradora da Favela do Timbau, na Maré e que (infelizmente como uma exceção à regra que expulsa travestis também das escolas) é formada em Moda. Afirmando que teve muitas amigas torturadas e perdeu outras tantas, assassinadas, Marcela constata: “Isso já está se tornando comum nas favelas. E a gente não pode fazer nada senão morre também”.
Expulso, de novo, de casa
Ser expulso de casa é outra das experiências que fizeram e fazem parte da vida de milhões de LGBT’s. Em um ambiente mergulhado na violência institucional (das forças militares e policiais) e criminosa (dos narcotraficantes e das milícias), a forma de expulsão pode ser literalmente explosiva.
O professor Carlos (nome fictício), por exemplo, em 2007 viu sua casa, na Vila Cava (subúrbio carioca), ser incendiada e todos os seus bens consumidos pelo fogo: “Estava dormindo e acordei com a casa em chamas. O fogo já estava por toda parte (...) Na rua, havia várias pessoas que, mesmo com meus pedidos de ajuda, permaneceram de braços cruzados. Alguns até dizendo que ‘veado’ tinha que morrer mesmo”.
“Veado tem que morrer”
Já houve quem dissesse que o projeto das chamadas Unidades Pacificadoras que estão ocupando os morros cariocas é impor a “paz” através da eliminação (física, inclusive) de qualquer voz de protesto ou questionamento.
Algo evidente no caso dos LGBT´s, como exemplifica o relato do cabeleireiro Vando Silva, morador do Morro Santa Marta, ele próprio vítima da UPP: “Não aguento mais tanta repressão. Não consigo mais ser eu mesmo! Antes da ocupação, também tínhamos problemas, mas agora a situação piorou muito, porque com a polícia não tem conversa, estamos sempre errados. Eles me bateram porque disseram que ‘veado’ tinha que morrer”.
Ainda segundo o relato, se já é difícil para os moradores em geral denunciar as agressões e abusos, no caso de LGBT´s a situação é ainda pior, já que, além da tradicional recusa por parte das forças policias e da “justiça” em registrar os casos de homofobia, há o temor permanente de represálias.
Quanto o explorado também oprime...
Há uma crença de que o preconceito seja algo diferente nas comunidades mais pobres. Afinal, como as pessoas se movem por necessidades muito mais concretas (a sobrevivência, essencialmente), que demandam vínculos de solidariedade mais estreitos, não haveria tanto espaço para a discriminação.
Isto, no entanto, é apenas parte da realidade. Uma parte muito pequena, lamentavelmente. A verdade é que a homofobia corre solta, e a largos passos, nas comunidades pobres. E, por isso mesmo, tem que ser discutida e combatida.
O que, de forma alguma, significa perder a perspectiva de classe que está intimamente relacionada a toda esta história. Ou seja, o fato de gente pobre, majoritariamente negra, e, inclusive, mulheres discriminarem e atacarem homossexuais de sua própria classe não pode ser visto como uma “característica” da classe e muito menos como a principal fonte da homofobia.
As nefastas práticas relatadas pela reportagem são os resultados de séculos de propaganda ideológica feita pelos verdadeiros responsáveis por estes crimes: a classe dominante, seus meios de comunicação, suas escolas, suas instituições políticas e religiosas que, há séculos, “educam” a população a odiar, menosprezar e, se possível, eliminar gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais.
Por isso mesmo, por mais que seja urgente denunciar e combater a situação relatada, acima de tudo é necessário fazer um trabalho de esclarecimento e discussão política nestas comunidades, localizando a origem e as razões da opressão, identificando os verdadeiros inimigos (no caso, tanto as milícias, quanto as UPP´s e os narcotraficantes) e conquistando esta população para lutar, juntamente com todos os demais oprimidos e explorados contra o sistema que cria estas situações. Uma tarefa nada fácil. Mas fundamental, até mesmo porque de seu sucesso dependem as vidas de milhares de pessoas.
Entre a cruz e a espada, a única saída é a luta
Analisando os dados, Gilmar Santos, presidente do Grupo Conexão G, que realizou a pesquisa, não tem dúvidas de que os números da violência podem ser muito maiores: “A opressão contra os homossexuais nas favelas vem aumentando a cada dia. Nas pesquisas de campo a gente descobre que a maioria dos casos não é registrada. E, mesmo quando as vítimas resolvem procurar a polícia, muitos preferem não revelar sua orientação sexual por temer mais violência”.
Diante dos números, o presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, ameaçou denunciar o governo brasileiro à Organização das Nações Unidas e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos, responsabilizando-o por aquilo que ele chamou de “homocausto” que está ocorrendo no Brasil.
Uma iniciativa prá lá de louvável, mas cuja eficiência todos nós conhecemos. Não só porque não temos a mínima confiança no compromisso da ONU no combate à opressão, mas também porque já sabemos o quanto o governo brasileiro está preocupado com o tema. Basta lembrar os destinos de dois de seus “projetos”, o “Brasil sem homofobia” e o “kit anti-homofobia”.
Por isso mesmo, a única saída é a luta. Tanto contra a “espada” impiedosa levantada pelas polícias, milícias, narcotraficantes e homofóbicos de todos os naipes, quanto a “cruzada sagrada” que, com a benção de Dilma, do Congresso e todas as instituições da classe dominante têm alimentado a homofobia que, agora, vemos explodir nas comunidades carentes do Rio.
Wilson H. da Silva
Leia Mais ►

No Compasso da Batuta

Leia Mais ►

Uma gafe memorável na Praça da Matriz

Em 1995 o presidente da Alemanha, Roman Herzog, veio a Porto Alegre. Lembro de toda a agitação que se deu em torno do fato de um chefe de Estado de um país tão importante estar por aqui.
Quando o presidente alemão foi recebido pelo (des)governador Antonio Britto na Praça da Matriz, a Banda da Brigada Militar tocou o hino da extinta Alemanha Oriental, cinco anos após a reunificação…
By: Cão Uivador
Leia Mais ►

Sobre mesquinharias midiáticas

Depois de socorrer uma empresa do filho do ex-presidente Lula, a Oi vai financiar peça de teatro que terá no elenco uma neta do petista, informa reportagem de Nádia Guerlenda Cabral, Andreza Matais e Fernanda Odilla, publicada na edição deste domingo da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Bia Lula, neta do ex-presidente, estreia
nos palcos em peça patrocinada pela Oi
A produção, que busca patrocínio há um ano e três meses, conseguiu a ajuda após promover na mídia a participação da jovem. A peça "Megera Domada", de Shakespeare, marcará a estreia de Bia Lula, 16, filha de Lurian Lula da Silva, nos palcos.
A Oi é a única empresa até agora a patrocinar o projeto via Lei Rouanet. A tele vai bancar R$ 300 mil, quase metade do custo da produção, de R$ 639,4 mil.
Em 2005, a Oi aplicou recursos numa empresa de um dos filhos de Lula. A Gamecorp, de Fábio Luís Lula da Silva, recebeu R$ 5 milhões da então Telemar - uma concessionária de serviço público. O negócio é alvo de investigação da Polícia Federal.
Outro Lado
A Oi afirmou que "é uma das maiores patrocinadoras de projetos culturais" do país e que "não opina no processo de seleção do elenco". A tele negou ainda ter sido beneficiada por decisões do governo.
A assessoria do ex-presidente Lula disse que ele desconhece o patrocínio. "É uma operação entre a Oi e a produção da peça. Lula não tem nada a ver com isso."
O produtor Oddone Monteiro disse que convidou Bia Lula para participar do elenco porque sabia que ela atrairia a atenção, mas negou que tê-la na peça ajude no patrocínio. O Ministério da Cultura informou que a prorrogação da captação de recursos está dentro dos trâmites e prazos.
Comentário
É uma perseguição descabida. Pretendem estigmatizar todos os parentes de Lula.
Mônica Serra tem uma ONG, a "Se Toque", inteiramente bancada pela Sabesp com lei de incentivo fiscal do Estado. A ONG não cumpriu as metas fixadas no ano passado - visitas a escolas. E faz-se um carnaval porque uma neta de Lula é atriz em uma peça.
Oi patrocinou 187 projetos em 2001
Programa Oi de Patrocínios: veja resultado
A Oi divulgou os selecionados em seu Programa de Patrocínios Culturais Incentivados 2011. Foram escolhidos 187 projetos de todo o país, nas áreas de Artes Visuais, Cinema, Cultura Popular, Dança, Espaços Culturais, Música, Patrimônio Cultural, Publicação e Documentação, Teatro e Tecnologia e Novas Mídias. Os valores de cada patrocínio serão informados posteriormente aos selecionados. Na área de dança, foram selecionados 12 projetos: 1,2 na Dança (MG), Acervo de Mixion (RJ), Atos de fala (RJ), VIII Bienal Internacional de Dança do Ceará (CE), circulação nacional do Balé Folclórico da Bahia (BA), Dança & atitude – etapa 1 (CE), Festival Panorama – 20 anos (RJ), FID – Fórum Internacional de Dança 15 anos (MG), FIDA – Festival Internacional de Dança da Amazônia (PA), Momix – Bothanica (RJ), O Grande Circo Místico (RJ) e Vivadança Festival Internacional – 6ª edição (BA).
By: Nassif
Leia Mais ►

Volte para tua terra!

Autor desconhecido
Vi no Esquerdopata
Leia Mais ►

Cloaca Repórter

Apresentamos o novo programa da família brasileira
Este modesto cafofo cibernético tem a honra de levar até você mais uma produção com as marcas da imparcialidade e da isenção, características que nos distinguem desde nossa estreia neste fascinante universo blogosférico.
No programa inaugural, mergulhamos de cabeça em um dos temas mais candentes de nosso cotidiano, mas jamais tratado pelos meios convencionais de informação com a devida profundidade.
Você vai conhecer um grave problema, que tem levado muitos brasileiros ao sofrimento e até à execração. Uma injustiça. Tremenda sacanagem que precisa ter um fim.
Clique, assista, deixe seu recado. Sua opinião é muito importante para nós.
* * *
Se você tem tara pelo bom e velho cinema brasileiro, não perca a sessão do Cine Cloaca.
O Grandioso Elenco das Taras Proibidas
Depois de sucesso retumbante em primeira temporada, ele volta à cena. Uma superprodução de Roberto Mauro - o mesmo diretor de As Cangaceiras Eróticas. Reveja as cenas iniciais deste verdadeiro cult da Sétima Arte e delicie-se com a qualidade de seus protagonistas.
..
By: Cloaca News
Leia Mais ►

Charge online - Bessinha - # 724

Leia Mais ►

Latuff

Leia Mais ►

Enquanto Globo faz piada, aumentam os ataques a mulheres no metrô

Na quarta feira, 27 de julho, uma estudante Direito de 18 anos (identificada apenas pelas siglas L.S.), sofreu um ultrajante ataque sexual no interior de um vagão do metrô na estação Barra Funda, na região oeste de São Paulo. O ataque à jovem, que ocorreu às 8h, foi o 43° episódio de agressão sexual ocorrido no interior do sistema metropolitano apenas este ano.
Um número que, com certeza, está muito abaixo da realidade, como lembra Marisa dos Santos Mendes, da Secretaria de Assuntos da Mulher do Sindicato dos Metroviários de São Paulo e militante do PSTU: "Na verdade, os casos de assédio dentro do transporte público e no metrô, em particular, são incontáveis, têm aumentado e se tornado mais audaciosos e violentos em função de dois problemas seríssimos: a impunidade que cerca os casos e, também, o constrangimento sofrido pelas mulheres ao denunciar esse tipo de agressão".
Exemplo disto é o fato de que, além do ataque do dia 27, outros três já haviam sido registrados entre os dias 19 e 21 de julho. E, como lembra Marisa, "se isto não bastasse, ainda temos que conviver com posturas inaceitáveis, como a da Rede Globo, que, como foi denunciado no site do PSTU, exibe, todos os sábados, um asqueroso quadro chamado Metrô Zorra Total, em que personagens tratam a violência sexual como piada, o que, evidentemente, só contribui para a banalização deste tipo de violência".
Sufoco e impunidade, as raízes da violência
Qualquer um que circula pelo metrô de São Paulo, que recentemente ganhou o prêmio de "o metrô mais lotado do mundo", sabe exatamente o que significa sufoco. Contudo, somente as mulheres podem dizer o quanto esta situação se torna ainda mais insuportável em função do machismo e da degeneração das relações humanas.
Um sufoco que, como também destacou a diretora do sindicato, está na raiz dos ataques em dois sentidos. "Primeiro, porque estamos pra lá do limite da capacidade do sistema, operando, principalmente nos horários de pico, quando ocorrem a maioria dos ataques, com uma superlotação absurda. Segundo, porque o mesmo sufoco é sentindo pelos funcionários, já que, por mais que os trabalhadores da segurança tentem garantir a integridade das usuárias, isto é muito difícil, pura e simplesmente porque não há trabalhadores suficientes".
Por isso mesmo, para além do desconforto e do empurra-empurra, mulheres, de todas idades, são obrigadas a conviver com homens se esfregando em seus corpos e as apalpando das formas mais nojentas, não sendo raro, inclusive, o relato de mulheres que saem dos vagões com esperma escorrendo em suas roupas.
Uma situação bastante próxima do que ocorreu com a estudante de Direito, que foi atacada no interior de um vagão lotado, às 7h45 da manhã: "Percebi que ele estava com a mão na minha virilha. Comecei a gritar (...) Foi horrível, vai ser difícil esquecer". A situação só não foi pior porque a jovem, demonstrando coragem invejável, partiu para cima do sujeito (um bancário de 23 anos), aos tapas e gritos, o que chamou a atenção dos seguranças.
Apesar disto, e fiel à lamentável regra que vigora nestas situações, o criminoso machista saiu praticamente impune da história. Detido pela Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), ele foi autuado apenas por "importunação ofensiva ao pudor", que não configura crime.
Uma impunidade, como disse Marisa, que está na raiz da reincidência dos casos que, este ano, já atingiram a média de seis ataques por mês.
Cenas de terror
No dia anterior ao ataque à estudante de Direito, houve outra ocorrência exemplar da combinação entre sufoco, impunidade e ataques machistas: um analista de sistemas tentou forçar sua entrada num vagão com socos e cotoveladas desferidos contra duas passageiras que, ao reagirem, foram ameaçadas com um canivete.
Novamente, o agressor foi detido e liberado na sequência, indiciado por agressão, porte de arma branca e lesão corporal. O episódio ocorreu às 7h45 da manhã na estação Tatuapé, conhecida por sua hiperlotação.
Já o episódio anterior, em 19 de julho, evidencia o problema relacionado à falta de funcionários e segurança. Na terça, 19 de julho, às 9h20 da manhã, um homem agarrou a autônoma Ana Claúdia, de 34 anos, abaixou as calças e, ameaçando-a com uma faca, tentou estuprá-la numa escadaria localizada em um ponto ermo (sem câmeras ou seguranças) da estação Sacomã. Apesar de ferida, Ana conseguiu se livrar do agressor, que também fugiu local.
Dois dias depois, desta vez no final da tarde, na estação Anhangabaú, outro sujeito foi preso enquanto, "importunava de forma libidinosa" uma passageira.
Um dos casos mais graves dos que se tem notícia aconteceu em 19 de abril, quando uma vendedora foi violentada no interior de um vagão entre as estações Paraíso e Brigadeiro. Aproveitando-se da enorme quantidade de pessoas no trem, o estuprador aproximou um objeto cortante do rosto da mulher, e colocando a mão por baixo de sua saia, rasgou sua calcinha e a violentou.
Contudo, o número certamente é muitíssimo maior. Por exemplo, outros sete casos foram registrados como "ato obsceno". Além disso, também são vários os casos em que os estupradores se aproveitam do tumulto que predomina no interior e redondezas das estações para fazer vítimas. Nos últimos doze meses, pelo menos duas mulheres foram retiradas das estações (sob ameaça de armas) e conduzidas para locais próximos, onde foram violentadas. No último caso, no dia 5 de abril, o criminoso chegou a gravar seus atos.
Muita propaganda, pouca segurança
Enquanto isto, além das intragáveis piadas do Zorra Total, a Companhia Metropolitana e o governo do Estado de São Paulo também tratam o problema com uma escandalosa falta de seriedade.
Ao mesmo tempo em que gastam milhões para fazer propaganda sobre as supostas modernidade e eficiência do sistema, estes senhores têm dado declarações à imprensa que soam como verdadeiros insultos para as mulheres que têm passado por estas experiências traumatizantes.
No dia 20, depois do penúltimo ataque, o chefe do Departamento de Segurança do Metrô, Rubens Menezes, tentou minimizar, de forma vergonhosa, o ultraje ao qual as mulheres têm sido submetidas no interior das estações: "Transportamos mais de nove milhões de pessoas no primeiro semestre nas Estações Sacomã, Tamanduateí e Vila Prudente e tivemos um ato obsceno. (...) Em relação ao volume de passageiros transportados, o ato obsceno não é comum nas estações".
Diante de afirmação tão absurda, caberia lembrar ao representante do Metrô que nem mesmo um único caso poderia ser tolerado. Não há nada de normal ou aceitável nesta história. Algo devidamente lembrado, em entrevista ao G1, por Ana Claudia, que conseguiu escapar do ataque na estação Sacomã: "Eu não aceito esta situação de passar uma propaganda na televisão de que a estação Sacomã é uma das mais novas, mais modernas, totalmente segura, e acontecer um negócio desses".
Chega de sufoco, basta de violência!
Exemplo lamentável da violência machista que, neste país, faz com que uma mulher seja violentada a cada 12 segundos e uma assassinada a cada duas horas, o que está se passando no metrô (ou nos ônibus, trens e todo tipo de transporte público) é algo que tem de ser combatido veementemente.
Um combate que tem muitas frentes, como lembra a dirigente da Secretaria de Assuntos da Mulher do Sindicato dos Metroviários: "Diante desta situação, uma das principais reivindicações do sindicato é a contratação imediata de mais funcionários, o primeiro passo para deter as agressões. Além disso, estamos com o movimento feminista combatente, na luta pela punição imediata e exemplar de todo e qualquer agressor machista".
Além disso, continua Marisa, "diante dos obstáculos e dificuldades que todas nós, mulheres, conhecemos quando se trata da denúncia deste tipo de agressão, queremos promover uma campanha de conscientização das usuárias, para que elas não deixem estas lamentáveis histórias passar em branco, utilizando todos os canais possíveis, inclusive o Sindicato".
Medidas que, segundo ela, "são fundamentais, neste momento, mas sabemos que isso só vai parar quando mudarmos complemente a lógica deste sistema e tivermos um transporte público realmente a serviço dos trabalhadores, que garanta condições dignas e segurança para todos, particularmente às mulheres".
Leia Mais ►

Hues Corporation

Leia Mais ►