15 de jul de 2011

Ex-guerrilheiro tupamaro é nomeado ministro da Defesa do Uruguai

O presidente do Uruguai, José Mujica, nomeou o ex-senador Eleuterio Fernández Huidobro, (foto), ex-guerrilheiro do movimento Tupamaros, do qual ele mesmo participou, como novo ministro da Defesa. Mujica confirmou nesta quinta-feira (15) que o titular da pasta, Luis Rosadilla, vai se afastar do cargo por motivos de saúde e que Huidobro assumirá o ministério já na próxima semana.
Mujica disse que não tinha “mais remédio que apelar a algum quadro da velha guarda, porque necessito confiança política e capacidade”. No entanto, Huidobro admitiu que ainda não estava informado mas estava disposto a aceitar o convite.
Mujica afirmou que o afastamento do atual ministro é “uma grande perda” para o governo e que precisava de alguém experiente para substitui-lo. Huidobro, de 69 anos, é um dos “históricos” guerrilheiros do Movimento de Libertação Nacional – Tupamaros (MLN-T), sobre o qual escreveu diversos livros e participou de vários documentários nacionais e internacionais. Junto com Mujica, outro dos fundadores do grupo, o novo ministro passou 13 anos na prisão durante a ditadura no país.
O futuro titular da Defesa é um dos maiores conhecedores de temas militares dentro da Frente Ampla, coalizão governista de esquerda. Em abril, por disciplina partidária, ele votou no Senado a favor de um projeto de lei que previa a anulação da Lei da Caducidade, que daria impunidade a militares que violaram os direitos humanos durante o regime militar. Como estava contra a posição da Frente Ampla, Huidobro acabou renunciando à cadeira que ocupava desde 2000. O projeto acabou não sendo aprovado no Congresso e a Lei da Caducidade continua em vigor.
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Militares dizem que estupro em quartel de Santa Maria foi ‘brincadeira’ entre colegas

Relatório indica que o inquérito militar trata o caso como uma “luta corporal de brincadeira entre os rapazes”
O relatório apresentado nesta quarta-feira (13) pelo deputado estadual Jeferson Fernandes (PT), sobre o estupro de um jovem soldado em um quartel do Exército em Santa Maria, indica que o inquérito militar trata o caso como uma “luta corporal de brincadeira entre os rapazes”. O inquérito foi prorrogado por mais 30 dias, segue em sigilo e os advogados de defesa do jovem afirmam que não recebem informações oficiais.
Em nome da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, o deputado petista visitou a cidade da região central do Rio Grande do Sul no último dia 7, encontrando-se tanto com o Comando do Exército quanto com o próprio soldado vítima da agressão sexual. Fernandes apresentou um relatório sobre a visita em reunião nesta quarta na comissão.
Segundo o relatório, a tendência do inquérito é de não concluir pela violência sexual, tratando o caso como sexo consentido. O exame de corpo de delito feito no hospital militar, segundo os oficiais, teria constatado apenas uma leve lesão no ânus do soldado, insuficiente para comprovar a violência. Os militares também teriam estranhado a suposta demora da vítima em reclamar do fato – segundo eles, só houve comunicação na tarde do dia seguinte.
O soldado de 19 anos teria sido abusado sexualmente por outros quatro colegas na noite do dia 17 de maio, enquanto cumpria pena administrativa no Parque Regional de Manutenção de Santa Maria. O jovem ficou internado durante os oito dias seguintes no Hospital de Guarnição do município – em segredo e incomunicável, segundo familiares e advogados da vítima. De acordo com o general Sérgio Westphalen Etchegoyen, um dos responsáveis pelo inquérito militar, o soldado foi mantido isolado e sob guarda para preservar sua própria segurança, já que havia o temor de que tentasse suicídio.
O general Etchegoyen admitiu, no entanto, que o principal motivo para a prorrogação da investigação é receber o resultado do exame de lesões corporais feito pelo Instituto Médico Legal (IML) a pedido da família e dos advogados do jovem. Caso o exame comprove a violência sexual, a conclusão deve ser modificada – os quatro acusados seriam, então, punidos de acordo com a previsão das Forças Armadas.
Soldado violentado sofreu ameaças: “vai se ferrar”
O relato do jovem soldado, identificado no relatório com as iniciais D.P.K, difere da conclusão do inquérito militar. O jovem garante ter sido atacado pelos colegas de caserna logo após fazer uma faxina no banheiro do alojamento, parte de sua punição de 10 dias por não comparecer a uma vigília. Jogado em uma cama, foi violentado por três dos quatro soldados que o renderam, sem que nenhum colega de alojamento viesse em seu auxílio. A vítima garantiu ao parlamentar não ter desavença anterior com os agressores, sendo apenas vítima de insinuações e xingamentos relacionados à sua sexualidade.
Além de não ter recebido atendimento psicológico durante o período em que permaneceu internado, o soldado garantiu ter sofrido uma série de intimidações. Um dos soldados que fez guarda em seu quarto teria dito que o jovem ia “se ferrar” por causa da repercussão do ocorrido.
Pressionado e envergonhado, o soldado não revelou imediatamente aos pais os reais motivos de sua internação. Os pais da vítima só descobriram a agressão por meio de um amigo da família, que teria ouvido comentários sobre uma vítima de estupro internado no hospital militar de Santa Maria. Só no quinto dia de internação o pai do soldado conseguiu confirmar, em conversa com o filho, o que tinha acontecido. A mãe denunciou ao deputado Jeferson Fernandes ter sido ameaçada de prisão dentro do hospital, sob a alegação de “insubordinação contra autoridades militares dentro do quartel”.
Há risco de suicídio, diz relatório
“Há inúmeras incertezas ao analisarmos as afirmações da vítima e seus pais em contraste com o que dizem os Generais do Exército Brasileiro”, diz o deputado na conclusão do relatório. Uma das principais críticas do relatório refere-se ao modo como foram colhidas as provas materiais pela autoridade militar – o que reforça uma das críticas dos advogados do jovem, que insinuam a intenção do Exército de encobrir evidências do crime.
Um dos pedidos é para que o soldado não seja reconduzido à caserna, já que o estado emocional da vítima é de “abatimento e depressão, com assumida tendência para o suicídio”. Agora, além do acompanhamento da Assembleia gaúcha, o caso será enviado para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara e do Senado Federal. A ideia é monitorar de perto a investigação da Justiça Militar.
Igor Natusch
By: Sul21
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Charge online - Bessinha - # 701

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Povo grego diz: “Não devemos, não vendemos, não pagamos”

É a palavra de ordem da cidadania grega que luta pela auditoria da dívida nacional. O não-pagamento de uma dívida que não foi contraída pela população é condição principal da soberania popular grega. Pagar a dívida significa servilismo e consentimento tácito à corrupção e aos obscuros negócios de bancos e grandes empresas, significa entregar – vergonhosamente - patrimônio público, territórios, sítios históricos e turísticos, água potável, ativos estratégicos e a própria dignidade de um povo inteiro.
Vídeo de 5 minutos e meio.
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Remédio para calvície causa infertilidade? E impotência sexual?

O remédio chama-se finasterida. A descoberta da sua ação contra a calvície foi por acaso. Ao usar no tratamento de hiperplasia benigna da próstata (HBP), os médicos notaram um efeito colateral nos pacientes que tomavam o medicamento: evitava a queda de cabelos.
Explicação. A finasterida inibe a ação da enzima que transforma a testosterona em diidrotestosterona, que é o hormônio masculino ativo. Com esse bloqueio, a testosterona age menos no organismo, inibindo o crescimento da próstata. Daí ser usada no tratamento da HBP, a doença mais comum dessa glândula masculina. Mas combate também a perda de cabelos em homens.
Em 2005, porém, o urologista Sidney Glina observou que esse medicamento poderia levar à infertilidade. Foi o primeiro pesquisador no mundo a fazer essa associação, encarada, na época, com ceticismo pelos colegas. Mas, aos poucos, outros estudos foram lhe dando razão. O mais recente foi publicado pela revista Fertility and Sterility, publicação da Associação Americana de Medicina de Reprodutiva.
Conversei com o doutor Glina lá atrás e voltei a falar agora, já que a finasterida é o remédio mais usado para prevenir e tratar a calvície androgenética, ou masculina. Ex-presidente das sociedades Internacional de Medicina Sexual e Brasileira de Urologia, Sidney Glina é professor livre-docente de Urologia da Faculdade de Medicina do ABC e chefe da Clínica Urológica do Hospital Ipiranga, em São Paulo.
Viomundo – Nas farmácias, há uma quantidade imensa de medicamentos à base de finastertida [Propecia, Pracap, Pro Hair, Finastec, Finasterida Euro, Merck, Medley, Eurofarma, Legrand, Calvin, Biosintética, Neo-Química, Sanval]. Todo homem que usa finasterida pode ter infertilidade?
Sidney Glina – Não. Existem trabalhos que mostram que homens que tomaram 1mg por dia finasterida por dia [é a dosagem recomendada para tratar a calvície] durante pelo menos seis meses, não apresentaram alteração do espermograma. Entretanto há vários relatos de infertilidade em alguns homens que tomavam essa medicação. Tais homens têm outras causas de infertilidade como varicocele (varizes dentro do escroto) ou obesidade. Aparentemente a finasterida ampliaria o efeito dessas situações e aumentaria o efeito negativo sobre o testículo.
Viomundo – O senhor foi o primeiro pesquisador no mundo a relacionar a finasterida à infertilidade masculina. Como descobriu isso?
Sidney Glina – Há alguns anos comecei a ver pacientes que apresentavam infertilidade e estavam tomando finasterida. Como sempre houve suspeita de que a finasterida pudesse ter essa ação, eu optei junto com os pacientes por suspender a medicação para ver se a alteração encontrada no espermograma era revertida. E isso ocorreu. Daí ter estabelecido o nexo. Em 2004, publiquei trabalho científico mostrando tal evidência.
Viomundo – De lá para cá, outros trabalhos também mostraram esse efeito. Recentemente, uma revista internacional importante apontou o mesmo resultado.
Sidney Glina – Existem mais seis trabalhos que relatam casos semelhantes aos que descrevemos em 2004. Este ano, a Fertility and Sterility, publicada pela Associação Americana de Medicina de Reprodutiva, apresentou mais um caso.
Viomundo – Afinal, como a finasterida pode interferir na fertiliddade masculina?
Sidney Glina – A finasterida inibe uma enzima chamada 5-alfa redutase que bloqueia a transformação da testosterona em diidrotestosterona, que é o hormônio masculino ativo. Isso diminui a queda de cabelo de alguns pacientes. E também o crescimento da próstata quando tomada na dose de 5 mg. Entretanto, a diidrotestosterona tem ação no testículo. A diminuição da concentração de diidrotestosterona no organismo leva à alteração na produção de espermatozóides em testículos que já estejam sofrendo algum tipo de problema.
Viomundo – Quais?
Sidney Glina – Parece que a associação de finasterida com varicocele altera a produção de espermatozóides. Também a associação de finasterida com obesidade.
Viomundo – Essa infertilidade é permanente?
Sidney Glina – Não. Uma vez interrompido o uso da finasterida, há reversão da infertilidade após cerca de três meses.
Viomundo — Qual a sua recomendação para homens com dificuldade de engravidar as suas parceiras e usam finasterida?
Sidney Glina – A primeira atitude é procurar um urologista e fazer um espermograma. Caso o exame venha alterado, a conduta é a suspensão da finasterida antes de tomar qualquer outra medida.
Viomundo – Na época em que publicou o seu estudo, lembro que alguns colegas seus questionaram o resultado. Como é que se sente hoje, quando cada vez mais as evidências mostram que estava correto?
Sidney Glina – Acho que isso faz parte da nossa vida. A única coisa relevante é que, lá atrás, em 2004, a Fertility and Sterility recusou a publicação do meu trabalho. E agora publicou outros dois citando o meu como pioneiro.
PS do Viomundo 1: Infertilidade não é impotência, não! Manter relações sexuais e ejacular não são atestado de fertilidade de homem nenhum. Mais: infertilidade não tem nada a ver com impotência sexual nem torna nenhum homem mais macho.
O que é então infertilidade? É a incapacidade de o casal gerar um bebê após um ano de relações sexuais regulares sem usar qualquer método contraceptivo.
Em 40% dos casais com dificuldade de engravidar, o homem tem problemas reprodutivos – o chamado fator masculino. Em outros 40%, a causa está na mulher – o fator feminino. Em 20%, ambos têm algum impedimento. Ou seja, é meio a meio. Em 50% dos casos de infertilidade, a mulher está envolvida; nos demais 50%, o homem.
PS do Viomundo 2: Os leitores Almerindo e Mário Jordão questionaram nos comentários sobre a possibilidade de a finasterida causar disfunção erétil, mais conhecida como impotência sexual. Em função das observações dos dois, voltei a consultar o doutor Sidney Glina. A resposta dele é a seguinte:
“Entre 10% a 20% dos pacintes que tomam finasterida 5mg (dose para tratamento da hiperplasia benigna da próstata, não é o 1mg para calvície) têm alguma queixa sexual. Vai desde perda da libido até dificuldade para ter ereção, passando pela diminuição do volume do ejaculado.
Quando isso ocorre, o ideal é suspender a medicação. Não se sabe porque ocorre com alguns pacientes e com outros não. Acredito que exista muito o fator ‘ler bula e sugestão’”.
Leia-se: fator psicológico, que é a principal causa de disfunção erétil. Leia-se também que a finasterida na dosagem para tratamento prostático é que está relacionada à disfunção erétil e não na que é recomendada para tratar calvície.
Conceição Lemes
By: Viomundo
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A voz voltou. Falta o alto-falante.

Da Agência Brasil, agora há pouco:
“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Siva pretende ter uma participação mais ativa na política nacional. “Vou voltar a andar por esse país. Vou voltar a incomodar algumas pessoas outra vez,” disse ele, ao discursar hoje (15) durante o 2º Congresso Nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT).
Lula destacou que chegou ao fim o período de afastamento voluntário do cenário político que ajudou na consolidação da presidenta Dilma Rousseff à frente do comando do país. “Eu disse, no início do ano, que ia entrar em um processo de desencarnação, para poder permitir a encarnação da presidenta Dilma.”
O ex-presidente adiantou que as suas ações serão voltadas à busca de soluções para os problemas sociais. “Embora não seja mais presidente, sou cidadão brasileiro. Como cidadão brasileiro, serei o lobista número 1 das causas sociais. Quem tiver um problema social pode me contar que farei lobby com o Gilberto Carvalho [ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência] e com a presidenta Dilma Rousseff para que a gente possa resolver isso”, disse.”
“A gente não pode aceitar que os americanos façam o ajuste da sua política fiscal à custa da desvalorização do dólar, o que cria prejuízo para o comércio dos países mais pobres. A gente não pode permitir que a crise venha causar prejuízo para o nosso País”, disse Lula (…)
Num tom inflamado, Lula culpou os países desenvolvidos pela crise no continente europeu. “Estamos vendo a Espanha, Portugal e Grécia numa situação delicada. É uma crise que não foi causada pelos países pobres, é uma crise causada pelos países ricos. É uma crise surgida não na Bolívia, não na Argentina, no Paraguai ou no Brasil. É uma crise surgida nos Estados Unidos e na Europa”, apontou.
Nos 20 minutos de discurso, Lula fez um balanço de seus oito anos de governo, com destaque para a estabilidade econômica e a forma como o Brasil superou a crise internacional. “Enquanto o Obama já está há mais de dois anos sem resolver a crise americana, enquanto a Europa já está há dois anos sem resolver a crise lá, aqui no Brasil nós dissemos que a crise seria uma marolinha, que ia chegar por último e ia embora primeiro. E foi exatamente o que aconteceu”, afirmou.
Que falta faz falar num tom assim – que o fato de já não estar na Presidência facilita em muito – para que as pessoas possam entender o que se passa! Que falta faz a polêmica, a falta de patrulhamento, o enfrentamento com o que diz a mídia!
Mas também é preciso que se diga: que falta faz uma estrutura de comunicação que possa fazer esta voz ser ouvida, sem a edição e o trato maroto da mídia, com o tom didático e claro com que ela soa, com a imagem do rosto que empresta credibilidade às palavras…
Procuramos, procuramos, procuramos e não há (espero que logo haja) uma gravação na internet, que a gente possa colocar para rodar na rede. Se o ex-presidente quer romper com aquele pretensioso monopólio dos que se julgam “formadores de opinião”, é preciso dar – já e já – um alto-falante eletrônico a esta voz.
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A má-fé da Rede Globo com Lula não guarda limites

Foto do ex-presidente Lula se despedindo de uma militante em São Paulo, cercado de gente por todos os lados, recebeu o seguinte comentário no jornal Extra, do grupo Globo:
"O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva foi fotografado em uma situação desconfortável. Ao sair de um congresso da União Geral dos Trabalhadores, nesta sexta-feira, o ex-presidente cumprimentou uma militante com um beijo bastante empolgado. O evento aconteceu no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo."
Lula se prepara para beijar militante na saída de evento em São Paulo. (Foto: Marcos Alves / Agência O Globo
Ex-presidente se aproxima de militante (Foto: Marcos Alves / Agência O Globo)
Lula beija militante. (Foto: Marcos Alves / Agência O Globo)
Onde está a situação desconfortável? Do Ricardo Teixeira, presidente da CBF, e "cúmplice" deles nos negócios futebolísticos, acusado de corrupção por órgãos importantes da mídia mundial, como a BBC, nem uma linha sequer. É esta a tal liberdade de imprensa que dizem defender? Canalhice, da mais pura que possa haver.
By: Interrogações
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Fiesp fará jantar em homenagem a Lula

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) irá realizar na próxima segunda-feira (18) um jantar em homenagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento será um reconhecimento da entidade às realizações de seu governo.
Cerca de 200 empresários, bem como a diretoria e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, participarão do encontro. Será a primeira visita de Lula à Fiesp após deixar a Presidência da República.
Em 2008, ainda presidente, Lula foi condecorado pela Fiesp com a “Ordem do Mérito Industrial de São Paulo”.
Durante os oito anos de seu mandato, Lula participou de 13 eventos na federação. Na sede da entidade, Lula recebeu oficialmente chefes de Estado como os presidentes Alan Garcia, do Peru; Michele Bachelet, do Chile; Cristina Kirchner, da Argentina; Mauricio Funes, de El Salvador; e Álvaro Uribe, da Colômbia, além dos primeiros-ministros Jan Peter Balkenende, o Reino Unido; e Silvio Berlusconi, da Itália.
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Familiar

O irmão de Gilmar Mendes
pode dar adeus a Diamantino.
Foto: Wendell Oliveira
A Justiça pode bloquear a caminhada de Francisco Mendes, irmão do ministro Gilmar Mendes, rumo a uma nova eleição para a prefeitura de Diamantino (MT).
Foi condenado agora por “improbidade administrativa”, cometida em 2005, porque o nome dele, prefeito na ocasião, foi enfiado na placa de um canteiro de obras.
A placa, além dessa ilegalidade, indicava que nascia ali o “Centro Público de formação Proficional”.
O atropelamento do português, indicado no processo, não foi considerado por falta de base legal. Mas devia servir como agravante, considerando a destinação futura do local.
Maurício Dias
By: CartaCapital
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O Brasil e os Estados Unidos: relações globais e bilaterais

Novo documento elaborado por uma força tarefa do "Council on Foreign Relations" voltou a gerar, em parte do debate nacional brasileiro, principalmente nas esferas mais próximas às políticas de alinhamento com os EUA, elevado otimismo. O texto considera que os norte-americanos precisam aprofundar ainda mais os laços com o Brasil, baseado em uma visão histórica de prévias alianças, mas, principalmente, de necessidades futuras dos EUA, seja em termos de engajamento do poder brasileiro, como de sua contenção e dos demais emergentes.
Nos últimos meses, o Brasil e outros países emergentes como a China e a Índia foram foco de investidas norte-americanas, criticando sua projeção de poder e ações autônomas no sistema internacional. Contraposta à premissa da multipolaridade, a do domínio hegemônico ocidental foi reafirmada em inúmeras oportunidades pelo Presidente Obama e a Secretária de Estado Hillary Clinton, refutando as teses de declínio. Da mesma forma, nações africanas foram “alertadas” pelos Estados Unidos (EUA) sobre o “novo colonialismo” praticado por estes emergentes.
Paralelamente, no embate interno, a administração democrata enfrenta forte campanha midiática neoconservadora sobre a sua futura derrota eleitoral em 2012, não importando a ausência de um candidato republicando definido, e as pressões estruturais de uma economia em crise quase que permanente, vide o recente debate sobre a elevação do teto da dívida norte-americana. Diante deste cenário, prevalece a imagem, e realidade, de uma sociedade fragmentada, pressionada por grupos de interesse e dividida entre projetos polarizados.
Em meio a isso, porém, novo documento elaborado por uma força tarefa do Council on Foreign Relations (CFR) intitulado “Global Brazil and US-Brazil Relations” (disponível em http://www.cfr.org/brazil/global-brazil-us-brazil-relations/p25407) voltou a gerar, em parte do debate nacional brasileiro, principalmente nas esferas mais próximas às políticas de alinhamento com os EUA, elevado otimismo. Similar à expectativa causada pela visita do Presidente Obama em março de 2011 ao país, inclusive por abordar de forma “positiva e aberta” o reconhecimento do poder global do Brasil no atual quadro das Relações Internacionais, o texto lançado neste mês de Julho de 2011, já vem sendo muito comentado.
Todavia, estas manifestações, mais uma vez parecem descoladas da própria contextualização do relatório, um estudo sustentado nos desenvolvimentos dos últimos dez anos, e não uma reação imediatista norte-americana à nova administração Dilma Rousseff que assumiu em Janeiro de 2011. Novamente, no debate brasileiro, o arco que engloba os dois últimos anos da administração Fernando Henrique Cardoso (1999/2002) e a totalidade do governo Luis Inácio Lula da Silva (2003/2010), como sustentáculos desta transformação, principalmente a fase Lula-Celso Amorim, está obscurecida.
Igualmente, ignora-se, que este é um relatório específico, de um think tank relevante, mas, também específico. Ligado a uma parcela do establishment, o CFR é uma entidade altamente reconhecida dentro do debate político norte-americano, tradicional na realização da ponte entre setores acadêmicos, empresariais e governamentais de formulação de política externa e tomada de decisão, que, contudo, não representa consenso ou prevalece com tranqüilidade dentro da Casa Branca, do Departamento de Estado ou de Defesa. Assim, recomendações como a de que os EUA devem incluir o Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSONU) como membro permanente, representam visões deste grupo, e não necessariamente a totalidade das visões que competem politicamente nos EUA.
Esta questão específica do assento no CSONU é inserida em uma proposta abrangente de fortalecimento e amadurecimento da relação, em termos discursivos e práticos, como a instalação de novas formas de contato entre as diplomacias, e uma percepção norte-americana mais ampla sobre o papel do Brasil, na região, no mundo e no sistema multilateral em geral e não só na ONU. Ou seja, apesar das boas relações que os EUA têm com o Brasil hoje, o texto considera que os norte-americanos precisam aprofundar ainda mais estes laços, baseado em uma visão histórica de prévias alianças, mas, principalmente, de necessidades futuras dos EUA, seja em termos de engajamento do poder brasileiro, como de sua contenção e dos demais emergentes.
Trata-se de um relatório bastante completo, no qual o Brasil é examinado em sua dimensão nacional, suas ações globais e regionais, e o que isso significa para as relações bilaterais. Não cabe aqui adentrar nos pormenores do relatório uma vez que o mesmo é extenso, mas é interessante destacar, por capítulo o que os EUA identificaram como pertinente no que se refere ao país. No capítulo “A Economia Brasileira: Mecanismos e Obstáculos” menciona-se a necessidade de ajustes macroeconômicos (juros, crescimento e inflação), o impacto das ações dos EUA no país (muito brevemente), e a relação comercial com a China. Nesta parte, indica-se que seria interessante que Brasil-EUA tivessem posições conjuntas para reduzir o impacto chinês em seus mercados. O capítulo se encerra com uma discussão extensa sobre os potenciais domésticos e os inúmeros pontos de estrangulamento do Brasil: infraestrutura, educação, agricultura, mineração e metalurgia, crescimento da classe média e inovação.
No segundo capítulo “A Agenda Energética Brasileira e as Mudanças Climáticas”, destaca-se o papel positivo do Brasil no uso de uma matriz variada de energia e a preocupação com o desenvolvimento sustentável. Espaço significativo é reservado à discussão das reservas do pré-sal brasileiro, assim como ao gás e ao etanol. Petróleo e etanol, porém, são o foco. Em termos de agenda climática, controle de emissões, desmatamento, Amazônia, biodiversidade são abordados, com os EUA mantendo suas posições tradicionais de ressaltar a relevância do engajamento do Brasil no tema, sua liderança no setor.
Na sequência, o capítulo “Brasil como um Diplomata Regional e Global” dá grande destaque às alianças globais do Brasil como BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul), IBAS (Índia, Brasil, África do Sul), o papel na Missão de Estabilização do Haiti (MINUSTAH) e retoma o tema do assento permanente no CSONU. Temas sensíveis como Irã, Direitos Humanos, abstenções brasileiras em votações do CSONU não apoiando a posição dos EUA são discutidas, ressaltando a importância dos norte-americanos compreenderem “o porquê das posições diferentes do Brasil”, estendendo-se ao comércio multilateral e a estrutura econômico-financeira global. Segundo o relatório, os EUA não devem esperar consenso pleno do Brasil por conta de suas alianças com outras nações e sua visão de autonomia (e que isso faria parte de uma tentativa de provar independência e distanciamento dos EUA, mesmo quando o Brasil concordasse com este país). Como se percebe, uma visão norte-americana das motivações brasileiras.
No que se refere à região sul-americana, considera-se que a liderança brasileira da integração é positiva para os EUA, devido ao papel mediador e estabilizador brasileiro, em termos políticos e financeiros. Aborda-se, igualmente, a política africana do Brasil, continente no qual os norte-americanos perderam espaço para o país, a China e a Índia nos últimos anos.
O último capítulo é dedicado especificamente a “Brasil e Estados Unidos”, indicando a boa vontade mútua. Adentrando inicialmente os temas Irã e Segurança Nuclear, o capitulo segue para comércio e investimento, para voltar a temas de segurança como imigração e tráfico de drogas, saúde, biocombustíveis, mudança climática. A conclusão segue parâmetro similar, com foco em três pilares: interesses comuns, parceria madura e aproveitar o momento. Segundo o relatório, este é o tempo para avançar as relações bilaterais, alcançando benefícios mútuos.
Finalmente, não se pode negar que o documento é, realmente, um marco para as relações bilaterais Brasil-EUA, independente das ressalvas aqui colocadas. Apesar do longo histórico de relacionamento, do auge dos estudos de brasilianistas nos anos 1960 e 1970, o intercâmbio sempre foi visto por um prisma regional. Tal prisma, estruturalmente, localizava a importância do Brasil para os EUA na América Latina. Em algumas circunstâncias históricas norte-americanas nem mesmo este viés prevalecia, com a predominância de uma visão generalista da política externa dos EUA sobre o país inserido em “pacotes prontos” para o hemisfério, vide as discussões da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) e propostas anteriores.
Assim como a Estratégia de Segurança Nacional de maio de 2010, publicada pelo Presidente Obama, trata-se de um documento progressista e que revela as limitações dos EUA e a sua capacidade de renovação estratégica para lidar com parceiros na dinâmica do “engajar para conter” (i.e, de reinventar a hegemonia). Ao mesmo tempo, uma renovação que disputa espaço com o declínio e o tradicionalismo, o isolacionismo, o intervencionismo e o unipolarismo, gerando as reações e contrareações hegemônicas já abordadas em artigo para Carta Maior. Reações e contrareações que não se resumem a determinados grupos, mas possuem ressonância em Washington, assim como este próprio relatório também terá. Assim, no debate nacional não podemos nos esquecer que este é um texto norte-americano, produzido e direcionado, para o público norte-americano, e que terá o apoio de uma parte desta sociedade, como visto na p.3:
As conclusões da Força Tarefa e suas recomendações são direcionadas não somente as formuladores de políticas que lidam com as Américas, mas também aqueles que nos EUA e em outras instâncias, são responsáveis por decisões em questões estratégicas globais, temas econômicos e mecanismos multilaterais nos quais a voz e a ação do Brasil são relevantes. As conclusões e recomendações deste relatório fornecem uma estrutura para políticas bipartidárias- globais, regionais e bilaterais- que levem em conta as oportunidades e desafios da ascensão brasileira, no momento em que os Estados Unidos e o Brasil enfrentam as grandes questões internacionais do século XXI.
Portanto, são conclusões e recomendações para os EUA sobre o Brasil, mas que devemos obrigatoriamente compreender sob nosso ponto de vista, dentro de um projeto nacional de reposicionamento interno e global. Mais ainda, como um poder global hoje, demonstra-nos a necessidade de melhor estudar, e compreender, nossos parceiros mais próximos, sejam eles os EUA, a China, a Índia, a África do Sul, as nações sul-americanas, os continentes africano e asiático. Somente a partir deste olhar, poderemos elaborar nossas conclusões e recomendações sobre nossos pares, para nós mesmos.
Cristina Soreanu Pecequilo | Professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Avião inovador feito na USP monitora desmatamento em Jirau

Empresa incubada na universidade cria primeiro Veículo Aéreo Não Tripulado nacional que terá certificação da Anac
Pedro Carvalho, iG São Paulo
Qualquer menino acharia uma diversão trabalhar na oficina de Giovani Amianti. Ele constrói aviões. Faz peças, compra outras, cola tudo, deixa secar, instala um controle remoto, confere se ficou direitinho e coloca para voar. E o melhor: não são aqueles modelos que vinham no encarte das revistas e a turma enchia os dedos de cola para montar. No momento, o jovem empreendedor – tem 28 anos – está terminando o primeiro Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) em fibra de carbono feito no Brasil, que vai custar perto de R$ 600 mil.
O currículo de Amianti tem outros “primeiro do Brasil”. Sua empresa – a XMobots, incubada e até hoje localizada na Universidade de São Paulo (USP) – foi a primeira a operar um VANT na região da Amazônia. Isso aconteceu em agosto de 2010, quando começaram a monitorar o desmatamento na hidroelétrica de Jirau para o consórcio que constrói a obra. O modelo Apoena 1000 também será o primeiro VANT brasileiro certificado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) – a própria XMobots propôs ao governo o processo de certificação, que entrou em vigor recentemente.
Isso tudo faz parecer que se trata de uma empresa enorme, a maior do país no ramo. Não é verdade. Ela nasceu e ainda vive numa “garagem”, só que universitária. Na verdade, numa constelação de garagens chamada Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), na USP, onde estão incubadas 147 empresas inovadoras, a maioria com foco em tecnologia da informação, biomedicina e "brinquedos" revolucionários como o Apoena 1000. Desde 1998, surgiram ali 398 negócios, que recolheram mais de R$ 53 milhões em impostos – cerca de três vezes o dinheiro públco investido na incubadora, como faz questão de ressaltar o diretor executico do Cietec, Sergio Risola.
95% made in Brasil
Outras duas empresas incubadas no Cietec participam do serviço em Jirau: a Agrofício, que processa as imagens do Apoena, e a Agência Verde, que faz relatórios ambientais. “Estar no Cietec gera esse tipo de sinergia. Só conseguimos o trabalho por conta do contato que temos com essas outras empresas”, diz Amianti.
O Apoena – em Tupi, “aquele que enxerga longe” – faz 8 horas de voo por mês sobre a futura hidroelétrica. Tecnicamente, ele presta serviço de monitoramento de supressão da vegetação, que é feito por quatro empresas. Trocando em miúdos, ele monitora o corte proposital de árvores, necessário para que a obra seja executada. Depois, a XMobots vende as imagens para o consórcio de Jirau, para que ele possa, com bases nos dados, pagar essas empresas.
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By: Aposentado Invocado
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Ironias da vida: racistas de São Paulo deveriam agradecer ao ex-presidente Lula, o nordestino

Uma questão de QI
Os racistas de São Paulo e de outras regiões do Sudeste e Sul do país deveriam agradecer ao ex-presidente Lula.
No governo Lula, como mostra o IBGE, o número de migrantes caiu praticamente pela metade. Ou seja, Lula evitou que os nordestinos saíssem do local onde vivem e viessem para São Paulo tentar a vida. Não com políticas xenofóbicas e excludentes como as da Europa e Estados Unidos. Lula foi mais inteligente; criou condições melhores de vida para as regiões que mais tinham migrantes.
A ironia da vida é que racistas devem agradecer ao nordestino.
Pensando melhor, talvez não seja ironia, mas uma questão de QI (coeficiente de inteligência, mesmo), visto que o racista trabalha sobre uma lógica imbecilizante: confunde alma com corpo e esconde, por trás do racismo, uma reserva de mercado para sua incompetência.
Veja matéria sobre o tema:
IBGE aponta queda em migrações entre regiões
Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Pesquisa divulgada hoje (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra mudanças nas migrações entre as regiões do país. O estado de São Paulo não exerce a mesma atração de duas décadas atrás, e o Nordeste não é mais a principal área de emigração.
De acordo com o levantamento, o número de migrações entre regiões vem apresentando queda. De 1995 a 2000, 3,3 milhões de pessoas deixaram a região em que viviam. O número caiu para 2,8 milhões, entre 1999 e 2004, e chegou a 2 milhões no período de 2004 a 2009.
A Região Sudeste, entre 2004 e 2009, teve mais emigrantes do que imigrantes (saldo de 12,4 mil) e o Nordeste, de onde partia boa parte de pessoas em busca de melhores condições de vida em outras regiões do país, perde população em escala menor.
A pesquisa também mostra que, na maioria dos estados brasileiros, o fluxo de imigrantes e de emigrantes é praticamente igual. Entre 1999 e 2009, mesmo áreas consideradas tipicamente emigratórias ou aquelas potencialmente atrativas registraram trocas equilibradas.
Edição: Talita Cavalcante e Juliana Andrade
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As diferenças que contam

Discursos do presidente prefaciados pelo mote “nunca antes na história deste país…” tornaram-se troça da imprensa com Lula e de Lula com a imprensa. Mas, afora essa curtição, bem ao gosto do coração corintiano do ex-operário metalúrgico, a frase expressava, em várias ocasiões, situações inéditas como a que pode ser extraída agora de um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) sobre “15 anos de Gasto Social Federal – de 1995 a 2009”.
O trabalho mostra como a política social praticada pelo petista na crise de 2009-2008, foi radicalmente oposta à prática dos governos tucanos nas crises de 1998-1997 e 2003-2002 (gráfico). Nos três momentos o País foi atingido por crises econômico-financeiras geradas muito além das fronteiras brasileiras.
Em 1998 e 2002, sob o governo de FHC, o Gasto Social Federal cai e acompanha a queda do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2008, O PIB despenca e o GSF acelera em sentido oposto. A decisão política é concretamente definida: não sacrificar o investimento social do governo.
Nos gastos sociais considerados pelo Ipea está incluído o dinheiro “efetivamente gasto nas políticas sociais no total de recursos mobilizados pelo governo federal” em meio à disputa dos vários interesses legítimos, de inúmeros agentes, em torno do dinheiro público.
Para alcançar esse objetivo, o Orçamento foi desmontado e remontado, e analisada ação por ação no que se refere à destinação social do dinheiro, entre 1995 e 2009.
Eis algumas constatações comparativas no período analisado:
• O GSF cresceu 3,7% do PIB e 146% em valores reais, acima da inflação (IPCA).
• De 1995 a 2002 (oito anos de FHC) o crescimento do GSF foi de 1,7% do PIB.
• De 2003 a 2009 (sete anos de Lula) o GSF foi aumentado em 2,7% do PIB.
A crise de 2008-2009 mostra a firmeza da política social lulista. Com a economia freada, o governo tomou uma parcela maior do PIB para o GSF. Um salto expressivo de 14,9% (2008) para 15,8% (2009).
Lula, se de um lado valeu-se do velho pragmatismo para governar, por outro impôs um novo modelo para reduzir, mesmo que pouco, as diferenças sociais.
Essa política socialmente generosa, no desdobramento da inacabada crise 2008-2009, fornece a munição para os corifeus do coro conservador que se manifesta internamente com ataques ao que chamam de “herança maldita de Lula” e, externamente, nas páginas do Financial Times como ocorreu na edição da quarta-feira. O jornal, pouco britanicamente, fez avaliação rápida e rasteira naquele dia 13, dia agourento para alguns, sobre o “modelo lulista” que, segundo o próprio diário, apareceu “como uma possível solução para os problemas centenários de desigualdade na América Latina (…) ao qual se atribui a retirada de 33 milhões da pobreza”.
Vendo de longe, o desconfiado diário disse que “há temores de que ele (modelo) está chegando ao seu limite no Brasil”.
Por trás de tudo, estaria o superaquecimento da economia provocado, essencialmente, pela inclusão social.
Em certas partes do mundo há exemplos de que nos limites do próprio capitalismo é possível alcançar maior equilíbrio social. Para aqueles, claro, que não acreditam que os pobres estão condenados eternamente ao fogo do inferno material.
Mauricio Dias
By: CartaCapital
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Lula: “Propaganda das estatais na TV é democrático. Para vocês, é chapa-branca”

GOIÂNIA – Ao participar nesta quinta-feira do 52.º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Goiânia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu a crítica de que a entidade mantém uma postura ‘chapa-branca’, isto é, favorável ao governo federal. Lula não só saiu em defesa da UNE, como também partiu para o ataque contra a imprensa. Ao iniciar seu discurso, Lula disse que estava com “saudades do microfone” e repetiu por diversas vezes o bordão “nunca antes na história deste país”, que marcou sua gestão. O ex-presidente registrou a ausência de duas pessoas: de seu vice José Alencar, morto em março, e da presidente Dilma Rousseff.
Citando matéria públicada na última quarta-feira sobre o fato de o congresso da UNE ser patrocinado por estatais, Lula criticou a cobertura do evento pela imprensa nacional. Ele também criticou a interpretação dos jornais que fazem comparações entre o seu estilo de governar e o da presidente Dilma Rousseff.
Ele reclamou das matérias sobre sua ida a Brasília para reunir-se com políticos e ajudar o governo Dilma, criticando o tom que, segundo ele, buscaria passar a imagem de que a presidente é fraca.
- Só diz que ela é fraca quem não conhece a personalidade dela. Se o babaca que escreveu isso já tivesse sentado com a Dilma dez minutos ele ia saber que ela pode ter todos os defeitos do mundo, menos ser fraca. Ninguém passa três anos e meio na cadeia, barbaramente torturada, e é eleita presidente da República. Essa é a maior vingança com quem a torturou.
O ex-presidente também declarou:
- Eu estou ficando invocado, porque já faz seis meses que eu deixei a Presidência, mas eles não saem do meu pé.
Antes, ao se dirigir ao presidente da UNE, Augusto Chagas, Lula afirmou, de novo sem citar nomes, que não seria uma publicação de cobertura nacional.
- E você, Chagas, não tenha preocupação com quem diz que vocês são chapa branca – afirmou. – Você pensa que (o jornal) tem caráter nacional. Não sai do Rio de Janeiro. Vai na Baixada Fluminense e vê quantos jornais chegam lá.
Lula fez o mesmo raciocínio em relação à imprensa paulista, dizendo que em São Paulo também haveria jornais que “se acham nacionais”:
- Os grandes de São Paulo quase não chegam ao ABC, que está a 23 quilômetros da capital.
O ex-presidente argumentou que é comum as empresas estatais, assim como o próprio governo, investirem em publicidade:
- Você liga a televisão e vê propaganda de quem? Quem é a propaganda do futebol brasileiro? Quem é a propaganda das novelas? Para eles, é democrático. Para vocês, é chapa-branca.
O ex-presidente respondeu também a quem o critica por falar demais no tempo em que era presidente:
- Ao eu falar, eu competia com o que eles falavam. E o povo acreditou mais em mim. E eles tiveram que saber que eu saí com 87% (de aprovação) – discursou Lula. – O dado concreto é que eles não perceberam que as coisas estão mudando no Brasil. O povo não quer mais intermediário entre eles e a informação. O povo está se informando de muitas formas. Muitas formas. E não apenas naqueles que habitualmente achavam que formavam.
O ex-presidente rebateu também as críticas de que teria deixado uma herança maldita a Dilma. Após enumerar diversas realizações de seu período, entre elas a criação do ProUni, Lula arrematou:
- Quem sabe a herança maldita que a Dilma e eu deixamos, porque a Dilma também deixou, porque ela ajudou a fazer, sejam cerca de 15 milhões de empregos e carteiras assinadas.
Lula voltou a dizer que Dilma enfrentou preconceito por ser mulher, durante a campanha eleitoral, e citou o incidente em que o então candidato do PSDB, José Serra, foi atingido na cabeça por um objeto. Segundo Lula, foi um “meteorito de papel” que, após análise de outras imagens, teria passado a ser chamado de “objeto não-identificável”.
- Se eu fosse a imprensa, eu ia atrás da tomografia que tiraram da cabeça dele – afirmou Lula, referindo-se a Serra.
Embora tenha rejeitado a pecha de chapa-branca para a UNE, Lula agradeceu à entidade e cobrou mais empenho em suas reivindicações
- Sou grato à UNE pela lealdade na adversidade. Este governo nunca pediu para a UNE abdicar uma única bandeira.
Lula esteve no congresso da UNE para participar de encontro de bolsistas do ProUni.
Haddad rebate crítica de que UNE é ‘chapa-branca’
Assim como já havia feito Lula, o ministro da Educação, Fernando Haddad, também rebateu a crítica de que a UNE seria uma entidade ‘chapa-branca’ em relação ao governo federal. Ele começou o discurso no congresso da entidade realizado em Goiânia dizendo que gostaria de fazer um desagravo à UNE.
- Algumas pessoas imaginam que é possível comprar a consciência do movimento estudantil com alguns trocados. Um dinheirinho para organizar um congresso bastaria para pacificar todas as contradições existentes na sociedade brasileira que provenham da educação – disse Haddad, completando:
- Estudante não se vende por dinheiro nenhum, muito menos por migalha.
Ex-presidente sugere que Dilma terá outro mandato
Entre elogios à presidente Dilma Rousseff, Lula sugeriu a possibilidade de reeleição de sua sucessora. Ele numerou obras que Dilma deve entregar até o fim de seu “primeiro mandato”. Entre as obras citadas pelo ex-presidente, estão 6 mil creches e 200 escolas técnicas.
Lula destacou as ações de sua sucessora e disse que a eleição de uma mulher à Presidência foi uma das “maiores conquistas” da história brasileira. “Dilma vai fazer mais e melhor do que fizemos”, declarou o ex-presidente.
Em tom de brincadeira, Lula disse que ele é a “evolução de seu próprio governo”, pouco depois de ter usado a palavra “factível” em seu discurso.
- Antes eu falava menas laranja, agora falo ‘en passant’, factível – disse. O ex-presidente foi bem recebido pela plateia da UNE e terminou sua fala com o coro de “olê, olê, olá, Lula, Lula.
By: Valor
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Taís Gasparian, censora da Folha, assina artigo no jornal defendendo… liberdade de expressão?!

A incoerência e o mau-humor da Folha, seus diretores e advogados já são famosos até no exterior. Mas os caras se superam: hoje quem assina um artigo defendendo LIBERDADE DE EXPRESSÃO é ninguém menos que a censora do jornal, a advogada Taís Gasparian, autora da peça jurídica que está entrando para a história do Direito Brasileiro como o primeiro processo de um grande jornal censurando blogueiros independentes, abrindo uma terrível jurisprudência contra milhares de pessoas e sites. É isso mesmo que vocês leram. A mesma advogada sócia de um escritório gigante que a mando da Folha tirou a Falha de S.Paulo do ar e ainda cobra dinheiro por “danos morais” de seus criadores, vem falar de suas supostas opiniões sobre liberdade de expressão… A seguir, trechos do artigo de hoje intercalados com trechos da Taís do proceso de censura. Como de hábito, deixamos para você decidir em quem acreditar. Na Falha ou na Folha.
Taís bonita na foto na Folha
Taís nos censurando
Taís botando banca na Folha
Taís nos cobrando dinheiro por uma paródia. Ah, a moral...
“... e autora do primeiro processo de censura de um jornal contra um blog”
Aqui a assinatura na sua obra-prima ANTI-LIBERDADE DE EXPRESSÃO
By: Desculpe a Nossa Falha
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Mentira tem perna curta!

Melhor resposta para O Globo que on line noticiava que a presença de Lula havia esvaziado a abertuda do congresso da UNE!

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Lula dá boas-vindas aos internautas

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Charge online - Bessinha - # 700

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Para os "bicudos" só restou uma "Sinuca de Bico"!!!

Quando da minha longa conversa com o Presidente do Povo Lula há dois meses atrás no Instituto Cidadania em 10 de Maio deste ano, em determinado momento eu lhe fiz a seguinte pergunta:
- "E aí Presidente? E em 2014? Tem jeito???"
E "o cara" me respondeu assim:
- "Enio... Eu nunca digo que "dessa água não beberei"!!! Mas é dela (da Presidenta Dilma) todo o direito e o dever de disputar a sua reeleição. Só existem duas possibilidades para eu ser candidato já em 2014: Uma é se o Governo dela for um desastre, o que eu vejo como impossível e a outra é se ela disser para mim que não quer!!! Já para 2018... Deus é que vai dizer"
Para as oposições no Brasil, ou seja, para aqueles que vivem "batendo osso com osso" no ninho demotucano, para os "disleriados" do PSOL, para a tartaruga sem casco da Natura Marina Silva e para os integrantes do Instituto Millenium composto pelos donos-patrões da mídia esquizofrênica, desenganada, sem cura, sem moral, venal e golpista e os seus respectivo "colonistas" ... o nome disso é: "SINUCA DE BICO"!!!
Por incrível que pareça, essa é uma situação sem precedentes na história política brasileira!!!
"Nunca antes na história desse país" um partido com as suas alianças esteve tão próximo e tão a vontade (por meios democráticos) para uma conquista de hegemonia soberana na política brasileira. Partidos políticos não buscam unanimidades porque isso é democraticamente impensável e praticamente impossível, mas é da sua natureza a busca pela hegemonia!!!
É para isso que eles (os partidos) existem!!!
E os "do contra"???
Se correrem para desestabilizarem e golpearem o Governo Dilma o "bicho" Lula pega!!!
Se ficarem parados esperando e torcendo para que o Brasil dê errado, o "bicho" come!!!
Tá danado de difícil achar uma saída para essa gente voltar ao poder central no Brasil!!!
Todavia não nos iludamos. Eles ainda tentarão de tudo para ao menos atrapalharem os destinos auspiciosos do nosso novo Brasil, e disso não há dúvidas!!! Vem aí as eleições municipais de 2012 onde tudo indica que o PT e seus partidos aliados ampliarão ainda mais a sua presença nos municípios com o consequente fortalecimento eleitoral de suas legendas, depois disso virá a Copa do Mundo em 2014 que apesar de ser um evento curto e cujos interesses da FIFA podem serem discutíveis e não confiáveis mas que ao final e ao cabo, se não tivermos surpresas será o sucesso deste evento mundial o passaporte definitivo para a reeleição fácil da Presidenta Dilma Rousseff em 2014. Isso por conta das todas as melhorias de infra estrutura que um evento deste porte pressupõe e requer. E depois do evento o povo com certeza fará uso dessas tais melhorias como aconteceu em todos os outros países onde foram disputadas as Copas do Mundo desde a década de 80 para cá!!!
O que resta então a fazer para aquele povo miúdo e bicudo "do lado de lá"???
Resmungar...
Falar mal...
Achincalhar...
Desdenhar...
Desqualificar...
Enfim, como todo besta...TORCER CONTRA O BRASIL!!!
Mas para nós "do lado de cá", sem medo de sermos felizes, para que jamais se esqueçam continuaremos zunindo nos ouvidos dessas almas penadas o refrão do jingle da campanha de 2006 que dizia assim:
"...Nós estamos aqui de novo, cantando
Um sonho novo pra sonhar
Nós estamos aqui de novo, lutando
A esperança não se cansa de gritar
É Lula de novo, com a força do povo
É Lula de novo, com a força do povo
É Lula de novo, com a força do povo
É Lula de novo, com a força do povo!!!"
Ênio Barroso
By: O PTrem das Treze
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Lula: Dilma é a “comandante em chefe”

Vi no Tijolaço
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Jimmy finalmente ganhou seu lugar no GAP

Xodó do zoo de Niterói, chimpanzé Jimmy vai morar em "Santuário dos Macacos" em SP
Uma equipe de veterinários e tratadores vai acompanhar a adaptação do animal
Jimmy deixou o zoológico de Niterói depois de 11 anos
O esperto chimpanzé Jimmy, de 26 anos, ganhou um novo endereço. Conhecido como “Santuário dos Macacos”, o Gap (Grupo de Apoio aos Primatas), em Sorocaba, no interior de São Paulo, é a mais nova casa do animal, que ficou famoso pela sua habilidade como pintor de quadros.
Xodó do zoológico de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, o macaco, que viveu no espaço por 11 anos, teve que ser sedado para deixar o lugar na quarta-feira (13).
Jimmy foi recolhido em uma operação do Ibama (Instituto do Meio Ambiente), que multou a Fundação Zoonit em mais de R$ 1 milhão por desvio de animais.
O chimpanzé promete ser a mais nova atração do Santuário dos Macacos”, que já tem 50 primatas resgatados em circos e zoológicos de todo país.
O Gap, que defende o direito de os primatas viverem em liberdade em seus habitats naturais, preparou um espaço exclusivo para o macaco de 51 kg. Uma equipe de veterinários e tratadores vai acompanhar o chimpanzé na sua adaptação ao novo lar.
Com 1.70 m de altura, Jimmy foi o primeiro animal do país que teve um pedido de habeas corpus julgado em um tribunal. Em maio deste ano, o Gap entrou com o recurso na Justiça do Rio para que o macaco fosse levado para Sorocaba, mas o zoológico de Niterói conseguiu manter o chimpanzé no parque.
By: Beta Field´s
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Murdoch: aperta-se o cerco ao bandido

Já não parece tão intocável como foi. O Sr. Murdoch e o respectivo rebento James, estão a ser pressionados para comparecerem no Parlamento britânico, com o fim de se esclarecerem factos acerca do escandaloso processo das escutas. O problema é sem dúvida muito mais profundo que aquilo que possa transparecer das notícias publicadas nos últimos dias. Além da ilegalidade dessas escutas que devassaram a privacidade de um sem número de pessoas, existem fortes indícios de coacção moral exemplificada pela clara chantagem e campanhas de ódio que a imprensa de sarjeta exaustivamente promoveu. Pior ainda, não é de excluir uma clara ingerência nos assuntos do Estado, procurando destruir reputações e minar as instituições. Todos decerto recordarão a frenética campanha em torno de Diana Spencer, um "cavalo de batalha" ideal - a personagem que normalmente se designa como uma "idiota útil" - que quase arruinou a estrutura do poder na Grã-Bretanha e aquilo que conhecemos por Commonwealth. Murdoch é claramente responsável, pois tentou precisamente o mesmo na Austrália, promovendo o referendo onde felizmente foi um dos principais derrotados pela população.
O bandiditismo mediático alastrou a todo o mundo anglo-saxónico e perante as evidências que agora estouram nos Estados Unidos, Murdoch encontra-se numa situação periclitante, embora as cumplicidades que foi semeando sejam de tal modo influentes que todo este assunto poderá vir a ser convenientemente mitigado. Entretanto, seria interessante sabermos mais acerca das investidas do escroque global no nosso país, pois o i aponta reuniões havidas com o então Chefe do Estado e “um grupo de amigos íntimos e apoiantes do Presidente Soares”. Com Berlusconis, Melancias e quejandos à mistura, como convém.
O magnata da falsa informação, coacção moral, chantagem, extorsão e difamação, deve ser colocado perante um outro tipo de assembleia que não o Parlamento do Reino Unido. Uma assembleia mais restrita e quase exclusiva, aquela que é conhecida pelo nome de Tribunal e se em boa justiça se provarem os crimes, o charlatão poderá ser colocado atrás das grades. Sem direito a fiança.
Murdoch está em território britânico. Não o deixem sair.
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Directora executiva da News International Corporation Rebekah Brooks demite-se

Murdoch e Brooks mostraram sempre grande cumplicidade
 (Eddie Keogh/Reuters)
Rupert Murdoch deixou finalmente cair a editora da News International, responsável pelo News of the World durante o tempo em que o tablóide britânico escutou ilegalmente várias personalidades e vítimas de crimes. Rebekah Brooks demite-se com efeitos imediatos à medida que o caso das escutas telefónicas cresce no Reino Unido e já assume contornos internacionais.
A notícia surge um dia depois de se ter sabido, no âmbito deste escândalo, que o FBI também quer perceber, 10 anos depois do 11 de Setembro, se o tablóide britânico escutou as comunicações de familiares de vítimas do atentado. Este é mais um ponto a acrescentar à crescente lista de casos envolvendo aquele jornal que Murdoch encerrou.
Terão sido escutados os telemóveis dos actores Hugh Grant e Sienna Miller, de desportistas, do mayor de Londres Boris Johnson e até de Gordon Brown. Estão ainda na lista de escutas uma jovem assassinada, Milly Dowler e os pais de duas meninas também mortas, Holly Wells e Jesica Chapman, bem como familiares de vítimas dos atentados de Julho de 2007 em Londres.
Apesar da primeira decisão de Rupert Murdoch, dono da News Corporation, dona do jornal, ter sido fechar aquela publicação, a editora permanecia no cargo de responsável da News International, que detém as publicações do grupo de Murdoch.
Brooks afirmou já que sente “profunda responsabilidade pelo sofrimento que o escândalo está a causar às pessoas” e que só quando as notícias vieram a público soube do que se passava.
Rebekah Brooks estava no grupo há 22 anos e era vista como uma editora temida na imprensa britânica. Murdoch emitiu uma nota interna a elogiar o trabalho da sua editora e a dizer que a apoia nesta decisão para limpar o nome.
Tanto Rupert Murdoch como o seu filho James já se mostraram disponíveis para responder a um inquérito do Ministério Público britânico para a semana e preparam-se, este fim-de-semana, para publicar em vários títulos da imprensa britânica anúncios com um pedido de desculpa pela má conduta do News of the World.
A News International já anunciou que Brooks será substituída por Tom Mockridge, que até agora era presidente da Sky Italia, cadeia televisiva italiana que pertence a Murdoch.
A News Corp. detém títulos como o Sun e o Times, e as cadeias de televisão Sky e FOX, nos EUA, num dos mais fortes impérios de media do mundo.
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FBI vai investigar as empresas de Murdoch nos EUA por possíveis escutas sobre o 11 de Setembro

Rupert Murdoch e o filho, James, vão responder
às perguntas dos deputados britânicos
 (Eddie Keogh/Reuters)
O FBI anunciou que irá iniciar uma investigação ao magnata Rupert Murdoch e ao seu império News Corp para saber se também houve escutas ilegais nos EUA a familiares de vítimas do 11 de Setembro.
A investigação surge depois de familiares de vítimas dos atentados de 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque terem manifestado essa suspeita.
Também vários senadores norte-americanos pressionaram as autoridades norte-americanas para que a investigação fosse levada a cabo.
“Estamos a examinar as acusações que estão na carta de Peter King” [senador republicano], afirmou uma fonte oficial do FBI citada por diversos jornais dos EUA.
Robert King afirma que jornalistas que trabalhavam para o jornal “News of the World” solicitaram à polícia de Nova Iorque acesso aos arquivos telefónicos das vítimas do 11 de Setembro.
Entretanto, Rupert Murdoch vai ao Parlamento britânico responder a perguntas dos deputados sobre as escutas ilegais que levaram ao encerramento do jornal News of the World, depois de ter sido intimado a comparecer.
Rupert Murdoch tinha sido convocado para comparecer perante o comité de Cultura, Media e Desporto do Parlamento britânico, na próxima terça-feira, mas inicialmente recusou. O presidente do comité, John Whittingdale, recorreu então à intimação, que abrange o magnata e o seu filho, James Murdoch, bem como Rebekah Brooks, a directora-executiva da News International.
O comité é responsável pelo inquérito parlamentar sobre as escutas ilegais nos jornais detidos por Murdoch que visaram diversos políticos, membros da família real e vítimas de crimes. Whittingdale sublinhou, em declarações à estação de televisão Sky News, que esta será a primeira vez que Rupert e James Murdoch responderão a questões sobre o escândalo das escutas ilegais. “Espero que levem este comité parlamentar a sério e que dêem respostas que não só nós mas muitas pessoas querem ouvir”, adiantou.
Rupert Murdoch tinha manifestado indisponibilidade para comparecer, e também James Murdoch procurara ganhar tempo. “Não posso ir na terça-feira, mas terei todo o gosto em responder ao comité nos dias 10 ou 11 de Agosto. Se a data não for conveniente, estou disponível para considerar outras alternativas”, explicou. Só Rebekah Brooks já tinha confirmado a sua presença na terça-feira, mas ressalvando que, por estar em curso uma investigação policial, vai abster-se de “discutir certas matérias em detalhe”.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, já tinha defendido que Rupert Murdoch deveria apresentar-se perante o comité, e também o líder dos liberais-democratas que integram a coligação governamental, Nick Clegg, considerou que “se [Murdock] tem sentido de responsabilidade deve explicar-se”. A família Murdoch acabou por garantir, numa carta dirigida ao comité parlamentar, que irá estar presente e pretende colaborar.
Detenções prosseguem
Em Londres prosseguem as investigações sobre as escutas ilegais, que nesta quinta-feira levaram à detenção de Neil Wallis, antigo director executivo do News of the World. Ao início da manhã a Scotland Yard anunciou a detenção de “um homem de 60 anos” por envolvimento no caso das escutas ilegais. Mais tarde, vários órgãos de informação britânicos adiantaram tratar-se de Neil Wallis, que de 2003 a 2007 trabalhou directamente com Andy Coulson, então chefe de redacção do tablóide britânico.
Coulson tornou-se depois o director de comunicação do primeiro-ministro britânico, David Cameron, mas veio a demitir-se em Janeiro, na sequência deste escândalo, que no início deste mês atingiu novas proporções: a 4 de Julho, foi revelado que o telemóvel de uma adolescente que tinha sido assassinada, Milly Dowler, foi alvo de escutas. Algumas mensagens do telemóvel foram apagadas, o que levou os familiares a pensar que ela ainda estaria viva.
Até agora foram detidas nove pessoas por suspeita de terem estado envolvidas nas escutas ilegais que já levaram Rupert Murdoch a anunciar o encerramento do News of the World e a retirar a sua oferta de compra da totalidade do sistema de televisão por satélite BSkyB, do qual detém 39 por cento.
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RS: Começa a ser dado um importante passo para a comunicação digital

Hoje uma pessoa que faça comunicação digital e não tenha um faturamento anual suficientemente grande para transformar sua atividade em uma microempresa não tem alternativas de formalização para que possa obter uma renda com seu trabalho. Mas as notícias são boas. O deputado federal Pepe Vargas (PT-RS), que preside a Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, esteve na Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital do governo do RS hoje à tarde (quinta-feira, 14), para discutir alternativas para esse povo.
Foi melhor que a encomenda. Pepe garantiu que, se não houver no programa MicroEmpreendedor Indivdual (MEI) alternativa em que os blogueiros e comunicadores digitais de um modo geral possam se enquadrar, ele apresentará uma emenda atendendo a demanda. Dessa forma, será possível contratar publicidade e prestar serviços, pois o cidadão terá um cadastro jurídico apto a emitir nota fiscal, sem intermediários.
Participaram da reunião – com direito a uma passadinha da secretária, Vera Spolidoro – a diretora de Políticas Públicas, Cláudia Cardoso, o diretor de Inclusão Digital, Gerson Barrey, e Lucio Uberdan, Josué Lopes e Paulo Leboutte, todos de um ou outro departamento da Secom – pra ver como a Secom está interessada no assunto, inclusive puxando a discussão! –, além de mim, como blogueira.
O MEI
O programa (Lei Complementar 128/2008) facilita absurdamente o cadastro para prestação de serviço de microempreendedores que trabalhem sozinhos ou com até mais uma pessoa. Livra de burocracia – é tudo feito online – e desonera – as taxas são bem menores do que as de microempresa. Na volta do recesso parlamentar será votado Projeto de Lei Complementar 591/2010, que amplia o teto do faturamento bruto anual do microempreendedor individual. Nesta votação, em agosto, é que Pepe Vargas deverá apresentar a emenda incluindo comunicador digital.
O MEI já abrange centenas de profissões não-regulamentadas, mas nenhuma que se aproxime do que faz um comunicador digital. Não se aplica, no entanto, a atividades que tenham regulamentação, como a de jornalista, embora nada impeça que um jornalista que também seja blogueiro ingresse no MEI, se lhe parecer vantajoso.
Funciona assim: o cidadão faz o cadastro direto no portal e passa a recolher contribuição previdenciária de 5% sobre o valor do salário mínimo. É menos que o profissional assalariado que ganhe o mínimo; ele contribui com 8%, e seu empregador, com outros 20%. Com 15 anos de contribuição, tendo a idade mínima prevista em lei, o microempreendedor individual pode aposentar-se ganhando um salário mínimo. Pode não ser a solução definitiva para todos os comunicadores digitais, mas é uma forma de ingressar no mercado, de começar.
O porém
A dificuldade maior, avaliando da perspectiva de blogueira, é manter o blog como uma alternativa, uma segunda opção de renda. No caso do indivíduo já ter um emprego e recolher a contribuição por essa outra fonte, ele não pode recolher INSS mais uma vez. Como o MEI é só sobre o salário mínimo, costuma ser menos vantajoso. Ou seja, tendo outra fonte de renda, a tendência é não ser possível se tornar microempreendedor individual. A alternativa, no caso, é abrir uma microempresa e encarar os trâmites, um pouco mais burocráticos que os do MEI, e os custos – são seis impostos recolhidos de forma unificada.
O resultado
Ainda assim, o saldo da reunião é extremamente positivo. O deputado não tinha como resolver – sequer como propor soluções – todos os problemas e achar uma alternativa simples e barata para todos como num passe de mágica. Ele garantiu apresentar uma emenda que traria a primeira solução legal para formalizar a atividade de comunicador digital no Brasil. É um passo importantíssimo, que vai beneficiar muita gente.
Um dos argumentos que usamos na reunião foi a possibilidade de incentivar a comunicação comunitária pela rede, já contando com a inclusão digital em curso no estado – e o PNBL no Brasil, que bem ou mal vai levar acesso à internet ao país todo, independentemente das condições em que isso se dê. Ou seja, formalizar a atividade pode se tornar a solução para a manutenção de pequenas iniciativas, mirando no exemplo de rádio comunitária – vale lembrar também que “comunicador digital” é um conceito mais amplo que “blogueiro”, abrangendo, por exemplo, radiowebs.
Ao fim e ao cabo, é mais que uma alternativa de renda para blogueiros. Acaba sendo um instrumento de incentivo à pluralização da informação, à democratização da comunicação, na medida em que incentiva que pequenos tenham voz e possam se dedicar a produzir conteúdo tendo uma alternativa de renda. Os recursos podem não estar dando sopa por aí, mas isso processo e leva tempo, até que a atividade se consolide e atraia mais investimento.
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