13 de jun de 2011

Jornalismo em Cuba não diz mentiras

Durante a VI Convenção de Solidariedade a Cuba, a jornalista Elaine Tavares entrevistou a jornalista cubana Norelys Morales Aguilera, repórter de TV, blogueira e uma cidadã preocupada com a informação veraz. Segundo Norelys, o jornalismo cubano existe para a maioria da população, todos têm acesso e a sociedade pode questionar os dirigentes o tempo todo. “Em Cuba temos alguns problemas técnicos para resolver. Mas, uma coisa é certa: em Cuba não dizemos mentiras”.

By: Solidários
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Sobre aquele bispo abjeto de Guarulhos, pobre Guarulhos uma cidade tão bonita

A respeito do artigo "A besta volta a atacar", publicado aqui, sobre o bispo de Guarulhos Luiz Gonzaga Bergonzini, reproduzo abaixo texto do blogueiro Paulo R. Cequinel, do excelente O Ornitorrinco, acompanhe:
O Ornitorrinco Ateu e Pecaminoso, sempre completamente puto dentro das calças, pede a palavra para dizer que, de quando em vez, internautas desaprovam os termos que utilizo na minha luta contra o obtusidade religiosa e suas manifestações, especialmente a homofobia.
Creiam, isso não me incomoda nem um pouco, até porque quem não gosta não é obrigado a pousar neste espaço que reconheço muito insalubre.
Pois bem, mostrei durante a campanha eleitoral quem é, exatamente, este bispo que tem, está lá na constituição e eu sempro enfatizo isso, o direito de professar sua fé e viver plenamente sua religiosidade.
Entretanto, também está lá na constituição que eu tenho o direito de dizer que este bispo é um patife que professa fé obtusa, que o torna um arauto da exclusão, da intolerância, do machismo (que mata mulheres todos os dias) e da homofobia mais abjeta (que mata o povo LGTB e ameaça a vida do meu filho).
Além do mais, petista orgulhoso da minha modesta militância, que será o legado possível para meus filhos e netos, não aceito calado que este sujeito inútil e perigoso afirme o PT "é o partido da morte."
O "Partido da Morte", bispo apatifado, vem diminuindo e forma consistente os índices de miséria, tirando desta situação mais de 20 milhões de brasileiros e, mais ainda, implementou novas bases para que o crescimento econômico seja sustentável e duradouro e criou, nos últimos 9 anos, mais de 15 milhões de empregos formais, só para citar dois exemplos, que não estou com saco para pesquisar outros números.
Já a sua santa madre e genocida igreja católica organizou as santas e abençoadas cruzadas, as fogueiras e as infindáveis sessões de tortura da inquisição e, compungida, aspergiu água benta sobre as tropas espanholas que dizimaram as civilizações asteca, maia e inca, e seus bispos e padres construiram sobre as ruínas ricas igrejas ornamentadas com o ouro piedosamente saqueado. E paro por aqui por não estar, igualmente, com saco para pesquisar mais sobre as atrocidades que vocês cometeram em nome de deus e deste livro inútil e perigoso, a bíblia.
Nenhum filho-da-puta homofóbico dirá que meu filho é "uma ameaça às famílias" e não receba, nas fuças, minha resposta, e nos meus termos.
Você é um completo patifão, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini.
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O Jogo Sujo de Ricardo Teixeira

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Sonda Dawn captura imagen de asteroide Vesta

Vesta em imagem antiga
La sonda espacial estadounidense Dawn capturó una imagen del asteroide Vesta antes de colocarse en su órbita, anunciaron este lunes científicos alemanes quienes procesaron los datos obtenidos.
La fotografía recoge el momento en que la nave se encontraba a 480 mil kilómetros del objeto, cuya forma es irregular, rocosa, seca y al parecer, su superficie es de lava congelada, describieron expertos del Instituto Max Planck de Investigación del Sistema solar (MPS), reporta Prensa Latina.
Dawn lanzada en el 2007 debe llegar a 530 kilómetros del asteroide en julio, un encuentro que ocurrirá a 193 millones de kilómetros de la Tierra.
La sonda está dotada de instrumentos y cámaras para analizar la superficie del objeto desde órbita, y luego de 12 meses de investigación se dirigirá entonces a Ceres, un cuerpo helado, a donde debe llegar en el 2015.
Ambos objetos evolucionaron en distintas zonas del sistema solar cuatro mil 500 millones de años atrás, en la misma época en que se formaron los planetas rocosos, Tierra, Marte, Júpiter, Venus y Mercurio.
Para Andreas Nathues, del MPS, las imágenes de Vesta muestran un mundo nuevo nunca antes visto, lo que calificó como muy excitante.
Las imágenes obtenidas son de 30 kilómetros por píxel, una resolución mejor que las logradas con anterioridad por el telescopio espacial Hubble.
By: Granma
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Fernando Pessoa

 Republico post de 16/04/2011, em homenagem a Fernando Pessoa. 

Osmar Prado recitando "Poema em linha reta", Fernando Pessoa, em cena de O Clone (2002).

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Posse dos ministros Ideli Salvatti e Luiz Sérgio

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Para quem ainda acredita no 'aquecimento global'

Vídeos de 2009:
Aquecimento Global é Fraude....Al Gore pode perder o Oscar

Mais de 30 mil cientistas pretendem processar Al Gore e IPCC por FRAUDE com relação a tese do Aquecimento Global - Global Warming
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Nat King Cole - Fly me to the moon

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Aliados de Marina dão saída do PV como certa

Aliados de Marina Silva avaliam que a permanência da ex-senadora no PV é inviável e que a saída dela do partido deve ser selada em poucas semanas. Os motivos são a falta de êxito na cruzada por mais democracia no PV e o fim do diálogo com a Direção Nacional da legenda.
O Estado apurou com quatro pessoas próximas da ex-ministra do Meio Ambiente que Marina e o núcleo marineiro estão convencidos da impossibilidade de conseguir as mudanças consideradas necessárias para a transformação do partido, tais como alterações no estatuto que permitiriam eleições diretas e o fim de diretórios provisórios. Todos os aliados dão a saída dela e de seu grupo como certa. 'É rápido isso daí. Vai se resolver até o fim de junho. Mas a decisão já está tomada', diz um deles. Outro avalia que o processo de desligamento não dura mais do que 45 dias.
O grupo retarda o anúncio porque estuda os próximos passos a dar. No momento, a tendência mais provável é a criação de um novo partido, mas outras hipóteses são consideradas. Isso porque não há tempo hábil para fundar uma nova sigla a tempo de participar das eleições municipais de 2012 - a lei exige filiação mínima de um ano aos futuros candidatos. Outro problema seria a falta de bons palanques nos Estados para Marina em 2014, problema já sentido dentro do PV, na eleição de 2010.
Por outro lado, a migração para outra legenda é improvável, uma vez que o grupo teme que situação análoga à guerra hoje deflagrada no PV possa se repetir. Ainda assim, assessores de Marina fizeram circular no mês passado rumores de que a ex-senadora teria se aproximado do PPS.
Seguidores Com Marina sairiam Fábio Feldmann, candidato a governador de São Paulo em 2010; Guilherme Leal, ex-candidato a vice de Marina; e João Paulo Capobianco, secretário executivo do ministério do Meio Ambiente na gestão Marina.
Há dúvidas sobre os membros que poderão precisar de legenda para se candidatar em 2012. Fernando Gabeira, que não integra o grupo marineiro, é possível candidato a prefeito do Rio. O secretário de Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge, que vem sendo anunciado como candidato a prefeito por Gilberto Kassab, é outro em situação semelhante.
Também é incerta a permanência do deputado Alfredo Sirkis (RJ). O parlamentar nega que o grupo de Marina esteja prestes a deixar o PV. Pelo contrário, diz identificar uma tendência de negociação que pode, mais à frente, levar a um entendimento entre as facções verdes.
Mesmo assim, o deputado reclama do comportamento dos dirigentes em relação a Marina. 'Ela está descontente e chocada com o modo pelo tratamento dado por um segmento do partido não só a ela, mas às questões importantes que ela coloca.'
Desde o fim das eleições, os grupos de Marina e do presidente nacional do PV, José Luiz Penna, disputam o poder no partido. Os marineiros avaliam que Penna não cumpriu compromissos firmados quando da chegada de Marina ao PV. A gota d'água para o grupo foram as recentes intervenções nos diretórios de Mato Grosso e do Ceará, além do isolamento de José Fernando em Minas, todos ligados à ex-senadora.
By: Estadão
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Dificuldade de acesso cria barreira a novos negócios

Há dez anos, o Sul de Santa Catarina, região que reúne 42 municípios e cerca de 900 mil habitantes, aguarda pela duplicação da BR-101. A rodovia liga o Estado ao Rio Grande do Sul e aos países-membros Mercosul, e também ao Paraná e ao resto do Brasil pelo litoral.O trecho norte da estrada, que liga Florianópolis a Curitiba, ficou pronto no começo da década passada. As obras em solo gaúcho foram inauguradas no fim do governo Lula, em 2010.
Com cerca de R$ 1,4 bilhão já empregado - e uma estimativa de que o gasto da obra ultrapasse R$ 1,9 bilhão para concluir os 238,5 km de duplicação das pistas e obras de arte, como viadutos e túneis -, a expectativa é que as etapas mais problemáticas só fiquem prontas em 2015. Entre desvios e trechos de estrada transformados em canteiro de obras desde 2005, a economia da região se esforça para crescer.
Tradicional polo de produção de carvão mineral - cerca de 2,32 milhões de toneladas que respondem por 50% de extração da matéria-prima no país - e do setor de cerâmica, com 11 empresas e 5,6 mil empregados, que trabalham diretamente nas maiores empresas nacionais do segmento, o Sul catarinense enfrenta a necessidade de diversificar a economia.
O setor metal-mecânico, por exemplo, se desenvolveu em paralelo aos demais ciclos econômicos e já emprega 10 mil pessoas em 1,5 mil empresas espalhadas por toda região. O setor do vestuário cresce de 10% a 12% ao ano, e a estimativa é que existam cerca de 600 empresas no ramo da confecção na região, entre formais e informais.
Ao largo desses setores tradicionais, o empresário Jayme Antônio Zanatta, 76 anos, construiu um grupo de empresas que atua com autonomia na região. Começou com uma fábrica de embalagens, na década de 1970, em sociedade com o tio. Mais tarde, seguiu para os ramos de tubos e conexões de PVC e de tintas.
A Tubozan, de tubos e conexões, acaba de fechar uma associação com a Plásticos Vipal para a criação da BR Plásticos Participações. A joint venture, com 49% de capital da Tubozan e 51% da Vipal, será a terceira maior empresa transformadora do país na produção de componentes plásticos para a construção civil. A previsão é que, juntas, possam faturar R$ 250 milhões em 2011.
Há um projeto de investimento de R$ 20 milhões em modernização e expansão das unidades nos próximos dois anos - até o fim de 2012, a empresa terá oito unidades em operação. Em Santa Catarina, a empresa mantém a fábrica em Siderópolis, cidade próxima a Criciúma.
Com a Farben, a empresa de solventes e tintas técnicas voltada para a indústria de móveis, metal-mecânica e automotiva, Zanatta esperar crescer 14% este ano. Em 2010, o faturamento bruto da empresa foi de R$ 140 milhões. O plano de investimentos para os próximos cinco anos é de R$ 50 milhões na fábrica localizada em Içara, a 190 km de Florianópolis.
Em abril, a Farben firmou uma joint venture com a Imagraf Tintas Moveleiras, com sede em Arapongas, no Paraná. O objetivo é conquistar tecnologia das tintas e vernizes UV para o setor moveleiro, que secam rapidamente e conferem mais agilidade para o no processo industria. Com a união, a capacidade da Imagraf-Farben será de 2,5 milhões de litros por mês de tinta para o segmento moveleiro.
Zanatta sofre assédio de outros Estados para levar seus investimentos para fora de Santa Catarina. Rio de Janeiro e Espírito Santo já teriam feito propostas para o empresário, mas ele se mantém fiel ao objetivo de manter a sede das empresas no Estado, apesar dos planos de expansão.
Mesmo com a perspectiva de crescimento, a dificuldade de acesso à região prejudica os negócios da Farben. "Estamos investindo porque somos muito teimosos, porque não temos suporte de infraestrutura para crescer", diz Edmilson Zanatta, gerente-administrativo da empresa e filho de Jayme.
De acordo com ele, é comum que no transporte rodoviário ocorram avarias nas cargas de tintas, o que gera custo na entrega. "Precisamos repensar a logística e concentrar um volume maior de estoque no centro de distribuição em São Paulo para poder atender no prazo os clientes", conta Edmilson.
A dificuldade em trazer clientes para conhecer a sede das empresas na região também é um entrave para os negócios. Empresários de outras regiões temem a BR-101 Sul, conhecida pela violência e pelos constantes congestionamentos nos trechos em obras. A falta de uma escala de voos adequada no aeroporto de Criciúma - reivindicação dos empresários da região - também prejudica os negócios.
Para Ottmar Müller, presidente do Sindicato das Indústrias de Cerâmica da região (Sindiceram), a mobilidade das pessoas fica prejudicada com o atraso das obras na BR-101 Sul. "É difícil quantificar o impacto que esse atraso representa, mas sem dúvida gera um aumento nos custos de frete e nos custos fixos de manutenção de frota." O empresário diz que a região perde poder de barganha nas negociações por ser difícil receber clientes para fazer lançamentos ou apresentar a produção no local.
Depois de passar por dificuldades em função da queda das exportações, o setor cerâmico projeta crescimento para os próximos anos. Em dez anos, a capacidade produtiva dos fabricantes de cerâmica para revestimentos na região cresceu 11%. Até 2012, deve passar ter novo aumento, entre 5% e 6%. As vendas para o mercado interno vêm sustentando esse crescimento, segundo Müller.
O Sul catarinense, forte produtor de carvão, pode receber ainda um investimento de R$ 1,6 bilhão em Treviso. O projeto da Usina Termelétrica Sul Catarinense (Usitesc) já existe há dez anos, mas entrou em nova fase com a chegada de novos investidores, em 2009. Agora, o empreendimento já tem as licenças ambientais necessárias e aguarda leilão de energia que viabilize o investimento.
Com capacidade para gerar 440 MW, o empreendimento está em fase de contratação da empresa responsável pela engenharia, compra de materiais e equipamentos e construção. Segundo o engenheiro José Cunha, da Usitesc, as jazidas da região têm capacidade para atender o projeto por mais 60 anos.
By: Valor Econômico
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Cadastro positivo sai com veto sugerido

A presidente Dilma Rousseff sancionou na sexta-feira a lei que disciplina o cadastro positivo com um dos vetos sugeridos pelos tradicionais birôs de crédito. O Ministério da Justiça manifestou-se a favor de derrubar do projeto a autorização automática que o consumidor daria para que, uma vez formalizado a inclusão do seu perfil de bom pagador num determinado banco de dados, outras empresa de monitoramento de risco poderiam pedir aquelas informações às diversas fontes que alimentaram o cadastro: bancos, financeiras e concessionárias de serviços públicos - excluindo-se a telefonia celular.
Segundo o Ministério da Justiça, o dispositivo seria contraditório com artigo do próprio projeto, que assegura a proteção à privacidade do cadastrado por exigir autorização expressa para o compartilhamento de informações entre os bancos de dados.
"Isso poderia afastar o consumidor do cadastro positivo por temer o mau uso das suas informações", diz Ricardo Loureiro, presidente da Serasa Experian, líder no mercado de informações negativas de crédito e que se manifestou publicamente contra a chamada autorização cega. Da forma como ficou o texto, na prática, o tomador, ao dar sinal verde para inclusão do seu CPF no cadastro positivo, deve indicar com quais birôs aceita compartilhar os dados.
Loureiro conta que nesta semana começa o trabalho preparar o consumidor para o novo sistema, com uma campanha específica. Ele estima que os resultados desse esforço possam ser sentidos num intervalo de 6 a 12 meses. Do lado dos bancos, como estimuladores dessa inclusão, ele reconhece que a adesão não deve ser homogênea. Os grandes nomes do varejo já construíram bases de dados significativas com o perfil dos seus clientes e terão de se habituar a abrir algumas informações para a concorrência. "A quebra de cultura é inexorável."
As instituições financeiras já têm na sua rotina a remessa de informações de operações ativas acima de R$ 5 mil para a central de risco de crédito do Banco Central (BC) e com o cadastro positivo a régua começa em zero. É essa abertura que permitirá a democratização do crédito e o acesso a melhores condições de preços para a baixa renda, segundo o diretor de produtos da Boa Vista Serviços, Leonardo Soares.
"As classes A e B já têm o seu perfil disponível na central do BC, enquanto a penetração das classes C e D em produtos bancários é de 40%, 45%. Na medida em que o cadastro positivo traga informações do comportamento de pagamento do consumidor em serviços contínuos (água, luz e gás), o mercado consegue uma via para abordar a bancarização, com presunção de renda e capacidade de pagamento no conceito familiar." Às fontes que consultarem o cadastro, uma classificação de risco será dada ao cliente pessoa física, a exemplo do que ocorre hoje no mundo corporativo e de dívidas soberanas.
A Boa Vista também vai estimular a adesão diretamente pelo site movimento de apoio ao consumidor, que traz uma cartilha de orçamento doméstico e convida: "seja um consumidor positivo" e que conta com 50 mil acesso diários. Outro canal para alimentar o banco de dados será o próprio varejo que já faz uso dos serviços do birô.
Nesse mundo novo de listagem de bons pagadores, quem surge já com uma base de cadastro positivo é a Maxxipositivo, que reuniu, desde abril, mais de 50 mil CPF cadastrados. A empresa começou a divulgar os seus serviços por meio de redes sociais e têm conquistados jovens da chamada geração "Y", dos nascidos na década de 80, e que vão de fato se beneficiar dessa mudança, diz o presidente, Orli Machado.
Para ele, tanto faz o compartilhamento entre os birôs ser automático ou não porque a massa de clientes adimplentes no mercado brasileiro é imensamente superior àquilo que consta nas listas negras. "Nos Estados Unidos, há mais de mil agências de rating pessoal e quando o consumidor vai tomar um crédito novo ele indica qual deles dispõe do seu histórico." A escala de pontuação ("score") do Maxxipositivo é de 0 a 100%.
A advogada Patrícia Caldeira, especialista em direito do consumidor do escritório Emerenciano, Baggio e Associados , observa que bancos e varejo terão de trazer a público que condições mais favoráveis de crédito o tomador vai encontrar ao aderir ao cadastro positivo, abrindo os parâmetros da precificação. Quem não aderir e estiver fora do cadastro negativo também não pode ser discriminado e terá asseguradas as mesmas taxas de quem estiver nas listas positivas.
By: Valor
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Emocionante!

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Governo estuda cortar carga tributária para reduzir custo das tarifas de energia

O governo federal está analisando algumas medidas para reduzir a carga tributária que incide sobre a conta de energia elétrica. Uma comissão com representantes dos ministérios de Minas e Energia e da Fazenda deverá ser formada em breve para analisar alternativas. O PIS e a Cofins, tributos federais que atualmente abocanham 8,5% da conta de luz, poderão sofrer cortes.Paralelamente, a União vai se reunir com os Estados para negociar possíveis reduções da cobrança de ICMS, imposto estadual que chega a representar cerca de 30% da conta paga pelo consumidor.
"Há uma preocupação da presidenta Dilma Rousseff para que se reduza a tarifa de energia elétrica no país. Nós estamos pensando em como vamos viabilizar essas ações", disse ao Valor o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
A busca de acordo com os Estados, segundo Lobão, poderia ajudar a equilibrar a tributação ao longo da cadeia energética. "O preço da conta de luz não é elevado na fase de geração de energia, mas pela cadeia, que envolve as subestações, as linhas de transmissão e a distribuição. Essa última é a mais cara", comentou. Para mexer nos impostos da conta de luz, Lobão afirma que o governo teria de fazer mudanças na legislação do setor.
Hoje, de cada R$ 100 pagos pelo consumidor de energia, R$ 45 são tributos e encargos. Desses, metade são federais. Os Estados ficam com (47%) dos demais impostos. Outros 2,5% são encargos trabalhistas e cerca de 0,5% fica com os municípios.
"É extremamente relevante saber que o governo reconhece esse problema, além de sua manifestação clara para tentar modificar essa trajetória da conta de energia", disse Claudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil. "Acredito que essa postura possa abrir caminho para retomarmos assuntos importantes, como a extinção da cobrança da RGR (Reserva Global de Reversão)", avalia Sales.
A RGR é um encargo criado há 40 anos, pago por todos os consumidores. A tarifa deveria ter sido extinta no ano passado, mas uma medida provisória aprovada pelo Congresso prorrogou a contribuição até 2035. O texto ainda não foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff.
No médio prazo, o governo já conta com uma redução no preço da energia, devido ao vencimento das concessões a partir de 2015. Segundo a consultoria Andrade & Canellas, até lá um conjunto de hidrelétricas - 21,3 mil MW de geração - terá de ser entregue ao governo federal.
Lobão afirmou que ainda não foi decidido se o governo irá renovar essas concessões - o que implica mudar a lei do setor, uma vez que essas concessões já tiveram uma prorrogação - ou se elas serão leiloadas novamente. Seja qual for o caminho, a decisão do governo vai se orientar pela redução do preço da energia, já que os investimentos feitos nessas hidrelétricas foram amortizados ao longo dos anos.
"Não podemos falar de novas concessões ou prorrogação sem estar prevista a modicidade tarifária. Se for decidido pela prorrogação, altera-se a lei, mas ainda assim será garantida a queda de preço da energia elétrica", disse o ministro.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também admite que o volume de impostos embutidos na conta de luz é alto e precisa passar por uma revisão drástica. Em recente audiência realizada pela Comissão de Infraestrutura do Senado, o diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, disse que a agência também está participando das discussões do governo e que o setor de energia precisa entrar numa "cesta básica de desoneração, envolvendo tributos federais e encargos estaduais".
A conta de luz do consumidor brasileiro carrega o custo de todo e qualquer projeto ligado à área de energia, desde taxas para manter a segurança energética até cobranças para favorecer a adoção de fontes renováveis. "Vivemos em um país onde a tributação representa 35% sobre o PIB, o que já muito alto. Não faz nenhum sentido que na área de energia essa fatia seja ainda maior, chegando a 45%", diz Sales, do Acende Brasil.
André Borges
By: Valor Econômico
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Dilma cede a pressões e agora quer manter sigilo eterno de documentos

Ideli Salvatti, nova ministra de Relações Institucionais, disse ao "Estado" que governo vai atender a reivindicações dos senadores e ex-presidentes José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor (PTB-AL) para facilitar tramitação do projeto no Senado
A presidente Dilma Rousseff vai patrocinar no Senado uma mudança no projeto que trata do acesso a informações públicas para manter a possibilidade de sigilo eterno para documentos oficiais. Segundo a nova ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o governo vai se posicionar assim para atender a uma reivindicação dos ex-presidentes Fernando Collor (PTB-AL) e José Sarney (PMDB-AP), integrantes da base governista.
A discussão sobre documentos sigilosos tem como base um projeto enviado ao Congresso pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2009. No ano passado, a Câmara aprovou o texto com uma mudança substancial: limitava a uma única vez a possibilidade de renovação do prazo de sigilo. Com isso, documentos classificados como ultrassecretos seriam divulgados em no máximo 50 anos. É essa limitação que se pretende derrubar agora.
"O que gera reações é uma emenda que foi incluída pela Câmara. Vamos recompor o projeto original porque nele não há nenhum ruído, nenhuma reação negativa", disse Ideli ao Estado.
Acatar a mudança defendida pelos ex-presidentes é a forma encontrada para resolver o tema, debatido com frequência no Senado desde o início do ano. O governo cogitou fazer um evento para marcar o fim do sigilo eterno - Dilma sancionaria a lei em 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.
Temerário
O desfecho não foi assim por resistência de Collor. Presidente da Comissão de Relações Exteriores, ele decidiu relatar a proposta e não deu encaminhamento ao tema. No dia 3 de maio, o ex-presidente foi ao plenário e mandou seu recado ao Planalto ao classificar de "temerário" aprovar o texto como estava. "Seria a inversão do processo de construção democrática."
Desde então, a votação vem sendo adiada repetidas vezes. Na semana passada, Dilma almoçou com a bancada do PTB no Senado. Na ocasião, Collor teria manifestado sua preocupação sobre o tema e exposto argumentos contrários ao fim do sigilo.
O senador Walter Pinheiro (PT-BA), que relatou o projeto na Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicação e é contra o sigilo eterno, vai procurar Ideli nesta semana para tratar do tema. "Estamos propondo acesso a informação de fatos históricos. Você vai abrir comissão da verdade para discutir o período da ditadura e não pode ter acesso às verdades históricas no Brasil?"
Atualmente, documentos classificados como ultrassecretos têm sigilo de 30 anos, mas esse prazo pode ser renovado por tempo indeterminado, o que ocorreu nos governos Lula e Fernando Henrique Cardoso.
Documentos da Guerra do Paraguai, terminada há 141 anos, continuam secretos até hoje. Se a nova lei for aprovada da forma como deseja agora Dilma, a única diferença é que a renovação do sigilo se daria a cada 25 anos.
By: Estadão
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Pink Dot 2011

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A besta volta a atacar

A fé do bispo contra os partidos
"A ditadura gay não vai poupar ninguém, nem mesmo nossos filhos". Da sede da diocese de Guarulhos, o bispo dom Luiz Gonzaga Bergonzini prepara um texto para publicar em sua página na internet. A frase é o título de um artigo divulgado em seu blog, que fala dos "riscos" que as famílias correm com o "kit gay", que seria distribuído em escolas pelo governo da presidente Dilma Rousseff. "Se [o kit] não é assédio, aliciamento e molestamento sexual pró-sodomia, então o que é?", questiona o documento compartilhado pelo religioso na internet. O bispo usa o site para se comunicar com as famílias católicas e alerta, em outro texto: "Conspiração da Unesco transformará metade do mundo em homossexuais".
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini criou o blog no ano passado (www.domluizbergonzini.com.br), quando ficou conhecido nacionalmente por defender o voto contra Dilma e o PT. À frente da diocese da segunda cidade mais populosa de São Paulo (1,3 milhão de habitantes), o religioso ajudou a colocar o aborto na pauta eleitoral. Há um ano, antes do início oficial da campanha, publicou um artigo no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em que dizia que os "verdadeiros católicos e cristãos" não poderiam votar na candidata petista. No decorrer da campanha, articulou a distribuição de folhetos em igrejas defendendo o voto anti-PT.
A pregação de dom Bergonzini se dá além dos limites da diocese. O religioso considera o blog "um instrumento da voz do Reino de Deus", como registra em um dos textos publicados em sua página na internet, e expressa suas ideias no jornal "Folha Diocesana", do qual é fundador e jornalista responsável. O bispo, com 75 anos, é jornalista profissional, com registro adquirido por atuar na área desde seus tempos de padre.
"Tenho bom relacionamento com petistas mas não aceito o PT, é o partido da morte"
Pela internet, o bispo mostra sua influência em decisões que extrapolam o foro íntimo dos fiéis. No início do mês, dom Bergonzini recebeu na diocese o presidente da Dersa (empresa estadual responsável pela manutenção das rodovias), Laurence Casagrande Lourenço, para discutir o traçado do Rodoanel Norte. A obra é vitrine da gestão do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB). Tudo foi noticiado no blog.
No mês passado, o religioso mobilizou sua base católica e uniu-se a evangélicos em duas lutas: contra o kit anti-homofobia, preparado pelo governo federal para ser distribuído em escolas, e contra o projeto de lei 122, que criminaliza a homofobia. O "kit gay" abriu novas frentes de protesto contra Dilma e o governo teve de recuar e reformular o material. Já o PL 122, que tem a petista Marta Suplicy (SP) como relatora no Senado, é considerado "heterofóbico" por religiosos.
O resultado do engajamento é contado pelo bispo com um sorriso. Em 2010, depois de sua pregação contra a "candidata a favor do aborto", Dilma perdeu no segundo turno em Guarulhos, apesar de ter ganho no primeiro turno no município. "Antes das eleições, Dilma falou que era um atraso o Brasil ainda condenar o aborto. Bati firme, deu segundo turno e ela perdeu. E olha que a tradição aqui é petista", diz. "Isso dá uma ideia de como o artigo funcionou." A cidade é comandada há três gestões pelo PT e em 2002 e 2006 o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou lá nos dois turnos.
Dom Luiz Bergonzini lembra de outro caso em que sua intervenção foi sentida nas urnas. Em 1996, se revoltou com declarações do ex-prefeito Pascoal Thomeu, candidato à prefeitura de Guarulhos, e partiu para o ataque. Thomeu teria ofendido a igreja em um comício e o bispo chamou os católicos a boicotar o ex-prefeito. O religioso publicou um artigo no jornal da diocese contra o político e o texto foi distribuído pelos opositores do candidato. "Ele perdeu redondamente", diz, ao recordar do ex-prefeito do PTB, morto em 2006.
Em pelo menos outros dois episódios o bispo usou sua influência contra candidatos. Quando era vigário em sua cidade natal, São João da Boa Vista, no interior paulista, diz que também "derrubou" o prefeito ao tomar atitudes semelhantes, sem recordar em que ano foi nem quem era o prefeito. Na campanha de 1985 pela Prefeitura de São Paulo, engrossou o coro contra Fernando Henrique Cardoso, depois que o candidato gaguejou ao ser questionado sobre a existência de Deus. Naquela eleição, FHC foi taxado de "ateu".
O bispo relata as ameaças que sofreu. Na campanha de 2010, depois do primeiro turno, foi acordado numa madrugada por barulhos de rojões e gritos de que iria ser morto. "Não fiquei com medo. Se acontecesse qualquer coisa comigo seria uma alta propaganda contra o PT", comenta. "Não arredei o pé."
Dom Bergonzini não gosta do PT e diz que nunca votou no partido. "Todo radicalismo é exagerado e o PT sempre foi um partido radicalista", comenta. Para o religioso, é o "partido da morte". O motivo? "Em dois congressos o partido fechou questão a favor da liberação do aborto. Em vez de promover a vida, promovem morte", diz. Os petistas, segundo ele, foram "contaminados". "Tenho um bom relacionamento com petistas, mas não aceito o partido", declara. Cita como exemplo o prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida. "Eu o respeito e nos entendemos muito bem, mas lamento que seja do PT. Posso aceitar a pessoa, mas não posso apoiar um petista."
Sentado em sua sala na diocese, o religioso ajeita os cabelos com as mãos, ajeita o crucifixo no peito e começa a frase com um "minha filha", ritual que repete quando demonstra incômodo.
"Não aceito nenhum partido; Sou contra todos eles", diz. "Minha filha, já falei mal do partido A, B, C. Não me prendo a nenhum". Para o bispo, as legendas não deveriam nem existir depois das eleições.
Os partidos e lideranças locais cortejam o religioso, que já foi convidado três vezes para disputar para a prefeitura: duas vezes em Guarulhos e uma em São João da Boa Vista. Não aceitou. O bispo não diz quais siglas o convidaram, mas afirma que não foi o PT.
A pressão do religioso contra o PT intensificou-se durante o governo Lula. Em 2005, o Ministério da Saúde editou uma norma técnica para os casos de aborto permitidos por lei e determinou que a vítima de estupro não precisaria apresentar um Boletim de Ocorrência (BO) para fazer o aborto, com base no Código Penal. Para o bispo, foi uma ação para flexibilizar a prática e tornou-se uma brecha.
"Vamos admitir até que a mulher tenha sido violentada, que foi vítima... É muito difícil uma violência sem o consentimento da mulher, é difícil", comenta. O bispo ajeita os cabelos e o crucifixo. "Já vi muitos casos que não posso citar aqui. Tenho 52 anos de padre... Há os casos em que não é bem violência... [A mulher diz] "Não queria, não queria, mas aconteceu..."", diz. "Então sabe o que eu fazia?" Nesse momento, o bispo pega a tampa da caneta da repórter e mostra como conversava com mulheres. "Eu falava: bota aqui", pedindo, em seguida, para a repórter encaixar o cilindro da caneta no orifício da tampa. O bispo começa a mexer a mão, evitando o encaixe. "Entendeu, né? Tem casos assim., do "ah, não queria, não queria, mas acabei deixando". O BO é para não facilitar o aborto", diz.
O bispo continua o raciocínio. "A mulher fala ao médico que foi violentada. Às vezes nem está grávida. Sem exame prévio, sem constatação de estupro, o aborto é liberado", declara, ajeitando o cabelo e o crucifixo.
O religioso conta de uma ação para dificultar o aborto em Guarulhos. Sua mobilização fez com que o Ministério Público notificasse o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e o sindicato dos profissionais de saúde de Guarulhos, Itaquaquecetuba e Mairiporã sobre a proibição da prática sem o BO, inquérito policial e autorização judicial.
Dom Bergonzini acha que "a pessoa que se julga vítima" tem de fazer o BO e apontar o nome do agressor. "Filha, não existe nada debaixo do sol que não seja conhecido. É muito difícil. Se a pessoa fizer questão mesmo, vai fazer exame de espermatozoide, etc, vai descobrir [quem é agressor]. A Justiça tem de ir atrás." Para o bispo, com essa ação em Guarulhos, a igreja "deu um passo à frente, embora, mesmo nesses casos, o aborto seja inaceitável".
A discussão sobre o aborto logo voltará ao centro do debate no país e o bispo diz estar preparado para orientar os fiéis. Em agosto, o Supremo Tribunal Federal deve julgar a jurisprudência dos casos de anencefalia fetal.
Dom Bergonzini argumenta que a ciência não é infalível e, por isso, nada garante que o bebê nascerá sem cérebro. O bispo diz conhecer um caso em que foi diagnosticado anencefalia e recomendado o aborto, mas que a criança nasceu "perfeitamente sã".
A profissão de fé do bispo, jornalista e blogueiro é a luta pela "defesa da vida, contra o aborto". O tema é um dos mais abordados em seu blog. Na internet, os textos "em defesa da vida" são os que levam sua assinatura. Os artigos que debatem o homossexualismo são assinados por terceiros.
Dom Bergonzini lembra que durante a campanha de 2010 recebeu mais de mil e-mails. "Nem 10% foram de críticas. As pessoas me falavam parabéns. Escreviam: "ainda bem que o senhor teve coragem de falar", "nós temos um bispo que usa calça comprida", nessa linha", relata.
O artigo de sua autoria, contra o PT, chegou à Espanha, Portugal, Bélgica, Alemanha e Holanda, segundo o bispo. "Apanhei, mas bati bastante."
A maior polêmica se deu com os mais de 20 mil folhetos distribuídos em igrejas de vários Estados, reforçando o voto anti-PT. Antes do primeiro turno, o texto foi escrito por um padre da diocese de Guarulhos, assinado por três bispos e impresso pela regional Sul 1, da CNBB de São Paulo. A fama, no entanto, ficou com dom Bergonzini, que assumiu a autoria do texto. O conteúdo reiterava o que o religioso já tinha publicado no jornal da diocese. Os folhetos foram apreendidos pela Polícia Federal e mesmo depois de a distribuição ser proibida, o texto circulou entre católicos.
A polêmica fez com que parte da CNBB fizesse ressalvas à atuação do bispo e dissesse que não era a opinião da igreja. O religioso discorda. "Não é a minha posição. É a posição da igreja que eu defendo. Está no Evangelho."
A atuação religiosa de dom Bergonzini se mistura com suas intervenções em temas políticos. Ainda padre em São João da Boa Vista, foi diretor-responsável de um jornal local. "Escrevia sobre a cidade e quando tinha problema religioso, escrevia sobre isso também", conta. Anos depois de chegar a Guarulhos, em 1992, fundou o jornal da diocese, que publica artigos com temas ligados à igreja e com sua opinião.
O bispo analisa que é natural a igreja indicar para seus fiéis, nas eleições, quem são os bons candidatos. "Minha filha", diz, "a igreja tem obrigação de defender a fé e a moral, então tem que alertar o povo na eleição", discorre. "Os políticos não fazem isso? Se eles têm o direito de falar mal de um partido, por que a igreja e um padre não podem manifestar sua opinião? É questão de coerência."
Os seis primeiros meses de governo Dilma não arrefeceram o ânimo de dom Bergonzini contra a presidente. A qualquer momento, diz, o governo tentará avançar em direção ao aborto. Em sua análise, Dilma escolheu para a equipe uma "abortista confessa", que tentará emplacar mudanças, sem citar um nome. " É a história do macaco que queria tirar uma castanha do fogo, mas, para não se queimar, pegava a mão do gato e tirava a castanha", explica. "Dilma está fazendo isso. Ela não quer botar a mão lá, porque se queima".
Nas próximas eleições, o religioso não pretende sair da linha de frente dos debates envolvendo a igreja e a política, apesar de estar prestes a se aposentar. Pelo menos um político já está na mira: o deputado federal Gabriel Chalita. Eleito com a segunda maior votação em São Paulo, Chalita é ligado à igreja carismática e é pré-candidato à Prefeitura de São Paulo. "O Chalita - pode colocar isso porque já falei na cara dele, não tenho medo - para mim não é pessoa confiável. Em questão de meses pertenceu a três partidos. A escolha que ele faz é de interesse próprio, não da comunidade", diz. No início do mês, o deputado migrou do PSB para o PMDB, depois de já ter passado pelo PSDB. "Ele usou a Canção Nova para se eleger e provocou uma cisão por lá ao apoiar Dilma. Isso contrariou a nossa filosofia religiosa", afirma. Só a campanha contra coaduna com sua doutrina.
Dom Bergonzini deve deixar o cargo de bispo às vésperas da eleição de 2012. Ao completar 75 anos, em 20 de maio, pediu aposentadoria ao papa Bento XVI, como é a praxe, e ficará na função até seu sucessor ser nomeado. O prazo médio é de um ano. Depois, será nomeado bispo emérito e não comandará mais a diocese. O religioso, no entanto, quer continuar em Guarulhos.
Licenciado em filosofia e teologia, dom Bergonzini está há 30 anos na cidade, dos quais 19 anos como bispo. "Celebro missa desde que fui ordenado, comungo desde o dia de minha primeira comunhão, 23 de outubro de 1940", diz. O religioso ressalta que pode "e deve" continuar rezando missas, mesmo aposentado. E ameaça: não vai sair de cena.
Cristiane Agostine
By: Valor Econômico
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Dividido, PT da Câmara corre o risco de implodir

A bancada do PT na Câmara está levando o partido ao risco da implosão, segundo avaliam analistas petistas que acompanham com preocupação o partido nesses 10 dias que abalaram todas as correntes e as levaram a uma crise de disputa de poder sem precedentes. Os deputados do PT perderam o cargo de ministro da articulação política do governo Dilma Rousseff por causa da luta interna sangrenta entre seus integrantes. Não foi Dilma que desconsiderou o PT ao convidar Ideli Salvatti, uma ex-senadora do partido, de Santa Catarina, com uma relação difícil com os aliados e no próprio PT de seu Estado, para o cargo. Foi o PT que tratou a presidente com desrespeito.
Dilma consultou Rui Falcão, presidente do PT, sobre Gleisi Hoffmann (PT-SC) para ministra da Casa Civil. Falcão apoiou a indicação. Em seguida, Dilma deu prazo, até sexta-feira, para que a bancada do PT da Câmara se acertasse e apresentasse um nome para substituir o então ministro da coordenação, Luiz Sérgio (PT-RJ). Sem resposta, com a bancada fracionada e todos os grupos da legenda metendo os pés pelas mãos, a presidente tomou a si a decisão, que era dela mesmo, e a executou.
Um dos candidatos ao cargo Cândido Vaccarezza (SP), líder do governo, foi articular sua nomeação para o ministério com o PMDB, inclusive Renan Calheiros e José Sarney, no Senado; o presidente da Câmara, Marco Maia, com seu braço direito Paulo Teixeira (PT-SP), líder da bancada conflagrada, lutaram pela nomeação de Arlindo Chinaglia (SP), pela imprensa. Estabeleceram uma luta sem tréguas, uma disputa que chegou aos insultos.
O PT vinha, há 25 dias, de uma sangria forte: Antonio Palocci, fritado por dentro do governo, recusava-se a explicar o seu enriquecimento; o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva interferiu, não adiantou; a senadora Marta Suplicy tentou uma nota de apoio, ficou sozinha; André Vargas, secretário de Comunicação da legenda, tuitou contra; Elói Pietá, secretário-geral, da mesma corrente do ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, e do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, promoveu o ápice do flagelo, com artigo na página do PT para criticar a conduta empresarial de Palocci. Em reação, internamente, lembrou-se que políticos muito próximos a ele, inclusive, buscavam incentivos de campanha nas mesmas fontes do ex-ministro da Casa Civil, mas a essa altura ninguém prestava atenção a mais nada.
Os aliados do governador Jaques Wagner, da Bahia, espirraram para um lado, o grupo do governador Marcelo Déda, de Sergipe, saltou para outro. "É uma guerra de hipocrisias recíprocas", definiu um sábio do partido. Como resolver, depois de tanto insulto mútuo, não se sabe. Uma próxima reunião da executiva pode apontar os caminhos de saída. A ministra Ideli terá a ajuda da ministra Gleisi para dar prioridade à tarefa de pacificação encomendada pela presidente.
Rosângela Bittar
By: Valor Econômico
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Preços aumentam e bancos centrais elevam juros em diferentes países

O descolamento da inflação frente às metas estabelecidas pelos governos vem mobilizando os bancos centrais de vários países. Além do Banco Central do Brasil, na semana passada o BC da Polônia elevou o juro básico em 0,25 ponto percentual, para 4,50%, de olho na inflação que foi a 4,5% ante meta de 2,5% com tolerância de 1 ponto para mais ou para menos. O BC da Coreia do Sul agiu parecido. Puxou o juro em 0,25 ponto, para 3,25%, de olho na inflação, acima da meta de 3%. O Banco Central Europeu (BCE) manteve o juro da zona do euro em 1,25%, mas indicou "forte vigilância" contra pressões inflacionárias e sinalizou ajuste para julho. A inflação projetada para a região este ano oscila de 2,5% a 2,7%, ante meta de 2%.
Os bancos centrais reagem, mas a maioria das economias patina em juros reais negativos. Em dezembro do ano passado, de 40 economias com juros monitorados por Jason Vieira, da Cruzeiro do Sul Corretora, 26 operavam com taxa abaixo da inflação, considerando os juros atuais frente a inflação projetada 12 meses à frente. Neste mês, 29 economias praticam juros reais negativos. A Venezuela, que era recordista de baixa em dezembro com juro real negativo de 7%, mantém a posição no ranking de junho, com juro real negativo de 5,6%.
Nos Estados Unidos, que vêm mantendo juro básico nominal entre zero e 0,25% desde dezembro de 2008, a taxa real negativa se aprofunda. Passou de 0,9% em dezembro passado para 2,9% neste mês.
By: Valor
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Charge online - Bessinha - # 651

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FMI revela que foi vítima de ataque virtual de 'grande escala'

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revelou que a sua rede informática foi vítima de um ataque cibernético sofisticado, segundo informações publicadas neste domingo pelo jornal americano The New York Times.
Grandes corporações foram vítimas de
diversos ataques virtuais este ano
O ataque teria acontecido há vários meses, mas só foi revelado agora.
Autoridades no Fundo deram poucos detalhes sobre o ataque virtual, mas disseram que houve "uma violação de grande escala" dos seus sistemas, de acordo com o jornal.
Segundo os investigadores, hackers tentaram instalar um software para se infiltrar no sistema do FMI. O Fundo possui dados e análises econômicas sigilosas sobre diversos países.
O FMI disse que seus sistemas de informática estão funcionando, mas não forneceu mais detalhes sobre o ataque.
Banco Mundial
"Eu posso confirmar que estamos investigando o incidente", disse o porta-voz da instituição, David Hawley. "Eu não posso dar mais detalhes sobre o alcance deste incidente de segurança cibernética."
O New York Times disse que os funcionários do FMI foram avisados sobre o ataque cibernético por e-mail na quarta-feira, mas que o Fundo não tornou público o incidente.
O e-mail alertava que "transferências suspeitas de arquivos" haviam sido detectadas e que uma investigação determinara que um dos computadores do Fundo foi "comprometido" e usado para acessar redes internas.
O porta-voz do Banco Mundial revelou que a instituição interrompeu seu acesso à rede do FMI temporariamente por "excesso de precaução".
"O grupo do Banco Mundial, como qualquer outra organização, está cada vez mais ciente dos riscos potenciais à segurança do nosso sistema de informação, e nós estamos constantemente trabalhando para melhorar nossas defesas", disse o porta-voz Rich Mills.
Recentemente outras grandes corporações também revelaram terem sido vítimas de ataques cibernéticos. Em abril, a rede do videogame Playstation, da Sony, foi invadida, e hackers obtiveram dados pessoais de 100 milhões de contas.
Em maio, a empresa americana de defesa Lockheed Martin também revelou ter sido alvo de um ataque.
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São Paulo nas mãos da mediocridade

Às vésperas de um ano eleitoral, o caixa da prefeitura demotucana de São Paulo está recheado. Cerca de R$ 7 bilhões em recursos não investidos nas urgências da população foram reservados pelo alcaide Gilberto Kassab para maquiar o medíocre desempenho de sua gestão nos últimos anos, que se manteve assim em fina sintonia com a de seu criador, José Serra.
A arquiteta Raquel Rolnik, em seu blog, dá a medida dos valores estocados. O superávit recorde da administração municipal equivale ao orçamento anual de uma cidade como Belo Horizonte (R$7,5 bi). Aproxima-se do investimentos total previsto pela prefeitura para 2011 (R$ 8,5 bi). Ou seja, Kassab tem dois anos de inversões nas mãos graças, em parte, a aumentos de até 60% do IPTU e ao reajuste superlativo das passagens de ônibus nos últimos 18 meses. Elas saltaram de R$ 2,30 em janeiro de 2010 para R$ 3 reais. Um aumento superior a 30% para uma inflação acumulada inferior a 10%.
Se os sofres estão firmes, a cidade aderna. Não é preciso ser oposicionista, basta ser transeunte para constatá-lo. Com a cobertura complacente da mídia sem a qual Kassab não teria sido eleito, São Paulo vive um ciclo de decadência de irretocável coerência. Ruas sujas, abrigos de ônibus caindo aos pedaços, inundações sem planos equivalentes à gravidade alcançada pelo problema, flacidez administrativa, saúde sem investimento, o trânsito deixado à própria sorte e o sentimento mais ou menos disseminado de que vivemos numa cápsula de concreto e fumaça onde o interesse público foi asfixiado.
De novo, é Raquel Rolnik quem resume o vale-tudo urbano reafirmado diariamente nas artérias necrosadas da metrópole: "a cada mês, o paulistano passa dois dias e seis horas no carro ou no transporte público para se locomover. Os paulistanos perdem, em média, 27 dias por ano presos no congestionamento". Só a aposta numa cumplicidade orgânica da mídia explica a desenvoltura do prefeito que agora regurgita planos e ações, com promessas de fazer nos próximos 12 meses tudo o que ele e seu padrinho não cogitaram em seis anos: hospitais, parques, escolas, mais ônibus, ciclovias etc etc etc . São Paulo é a quarta maior mancha urbana do planeta. Conecta uma população da ordem de 19 milhões de pessoas (quase um Portugal e uma Suíças juntos) interligando cerca de 39 municípios.
O político em cujas mãos o PSDB depositou o destino desse emaranhado humano tem a seguinte opinião sobre planejamento e metas: "Poderíamos não atender [as metas], porque meta é meta. Meta não é compromisso"(Folha 10-06). A esquerda de São Paulo não pode ter outra meta para 2012 a não ser a inovação do planejamento e a mobilização da cidadania para derrotar a desfaçatez política e o acinte administrativo.
Carta Maior
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Minha casa, meu duplex? Pera lá…

Quem sabe a gente não defende uma cobrança de IPVA igual
para os dois carros, por serem ambos amarelos?
É uma afirmação antiga a de que não há maneira maior de perpetuar desigualdades do que tratar de maneira igual aos desiguais.
A matéria que O Globo publicou ontem sobre as pressões das construtoras e dos bancos para que se reajustem os limites para financiar valor máximo dos imóveis comprados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), de R$ 500 mil para R$ 750 mil é bem um exemplo disso.
Não tenho nada contra que alguém compre um imóvel de R$ 600 mil, ou R$ 1 milhão, ou R$ 10 milhões. mas não com crédito subsidiado, não é?
O exemplo citado na matéria – um eventual trabalhador com R$ 400 mil no Fundo -, quenão poderia comprar um apartamento de R$ 510 mil, mostra, se a gente parar um pouco para pensar, o absurdo da situação. Alguém, para ter R$ 400 mil no Fundo, que representa mais ou menos um salário por ano trabalhado (8% do salário ao mês x 12 meses = 96%), pra acumular este valor em 20 anos de trabalho, teria de ter ganho um salário médio de R$ 20 mil mensais, durante este período.
Ora, quem ganha R$ 20 mil por mês há 20 anos não é um “sem casa” ou, se é, é pela opção de morar muito bem pagando aluguel, em lugar de ter adquirido um imóvel de padrão de classe média.
Este valor – ninguém questiona – é patrimônio do titular da conta, e será sacado nas condições do FGTS – aposentadoria, invalidez – mas não pode sair para compra de imóveis de alto padrão por uma razão simples e intelegível a todos: a saída em massa de recursos neste montante impede que o Fundo cumpra sua missão social de financiar habitação.
É bom a gente lembrar o que aconteceu com as distorções geradas pelo fato dos recursos do falecido BNH – que geria os recursos do FGTS – irem financiar imóveis de luxo.
E não há nenhuma crise na procura por imóveis de valor mais elevados, como registrou o Valor Econômico:
O interesse é tão grande por apartamentos de alto padrão na zona sul (do Rio de Janeiro), especialmente em prédios de frente para o mar, que as construtoras nem montam mais estandes de venda nos prédios em lançamento. Os apartamentos são oferecidos por telemarketing ou simplesmente por e-mails enviados a clientes que já demonstraram interesse e estão na fila de espera. A demanda por escritórios e outros imóveis comerciais também está superaquecida.
E mesmo as pessoas que compram imóveis acima deste valor devem lembrar que a disponibilização do FGTS sem limites razoáveis ajuda e estimula a majoração dos preços dos imóveis, que já subiram vertiginosamente.
O que nós precisamos é aumentar a oferta de imóveis, para fazer com que os preços não disparem. Claro que, nisso, o essencial é aumentar a oferta. Mas é o caso de pensar em medidas complementares. Uma delas, por exemplo, é restabelecer, até um patamar razoável, o abatimento das despesas de aluguel no Imposto de Renda.
Explico: como não podem abater, milhões de inquilinos não declaram o aluguel que pagam. Em consequencia, centenas de milhares de proprietários não declaram o aluguel que recebem. E esse aluguel é renda. Afinal, se salário é considerado renda, aluguel não seria? E isso poderia ser feito com progressividade: não se trataria, do ponto de vista fiscal, da mesma forma quem tem a renda de um ou dois aluguéis do que se cuidaria daqueles que têm dez, vinte, alguns até centenas de imóveis locados, cujo aluguel e, por vezes, nem mesmo a propriedade é declarada ou assumida.
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Mormon

South Park – Tudo sobre os mórmons
É um dos episódios mais engraçados da série South Park. O episódio fez tanto sucesso que Trey Parker e Matt Stone, criadores do programa, se inspiraram para fazer o musical The Book of Mormon, que neste momento está fazendo bastante sucesso na Broadway.
Aviso: a parte da história da revelação de Joseph Smith é exatamente como relatada pelos mórmons.
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Fonte: Comedy Central
Via @GlauciaMantoan
By: Bule Voador
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