26 de mai de 2011

Lang Lang

(aumente o som ao início da música)
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Como colocar a notícia no pau-de-arara

Aqui um bom exemplo de como a velha mídia cria escândalos totalmente sem discernimento, na velha prática de "o que vier eu chuto".
1. O Estadão levanta que Palocci deu palestras ao Banco Santander, como se um ex-Ministro da Fazenda cometesse irregularidades dando palestras. Se tem algo legítimo na assessoria do Palocci, foi justamente o exercício de dar palestras.
2. Meramente dar palestras não significa nada. Na cobertura policial, a um favor deve corresponder uma contrapartida. E a reportagem investigativa atual trata os meandros do mercado financeiro com a sutileza de um carcereiro colocando a notícia no pau-de-arara.
O repórter sai a campo e descobre (!) que o banco, um dos maiores do país, "é parceiro do governo federal".
Primeira prova: comprou seis jatos da Embraer financiados pelo BNDES.
Segunda prova: é parceiro da Petrobras em um programa para facilitar oferta de crédito a fornecedores.
Terceira prova: o presidente do Santander (um dos maiores bancos do mundo e no Brasil) foi recebido por Lula em 2009 no Palácio do Planalto.
Dá para levar a sério?
By: Nassif
Vi no Esquerdopata
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Banda imbatível: Aldo e os Ruralistas

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Nossos comerciais, por favor!

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De Malaquias à Malafaia e o exemplo da Irlanda

 Homossexualidade não é uma doença, doentes são os homofóbicos! 
Não aceite condutas homofóbicas
Campanha da Irlanda
Um exemplo para o Brasil!
"La homofobia contribuye a reforzar la frágil heterosexualidad de muchos hombres"
Elizabeth Badinter (1944 -¿?) Catedrática y discípula de Simone de Beauvoir
Enquanto tivermos Malafaias e Bolsonaros espalhados pelo Brasil não evoluiremos!
Se utilizam da bíblia como instrumento de ódio como se ali contivesse toda a verdade.
Para eles a bíblia é o kit-homofobia!
Bolsonaro como Senador deveria investigar os dízimos e propor modificação na Lei para que as instituições religiosas, que não passam de uma empresa como outra qualquer, que contribuíssem com o país, ao invés dele apenas tirar!
Por que recebem isenção de impostos em seus templos, escolas e universidades, interferem na mente das pessoas e nas suas escolhas espirituais se impondo, abusiva e diariamente nas emissoras de tvs, que são sublocadas ilegalmente sendo concessões públicas?
Por que temos, com nossos impostos, que pagar a manutenção e restauração de seus templos, enquanto enriquecem com os dízimos pedidos em troca de um pedacinho do céu ou doações de R$ 900.00 inclusive em libras, dólares...como faz Malafaia?
assista também:
Malafaia: pode ser cheque ou cartão
Malafaia pede 1 aluguel de dízimo mesmo de quem não tem casa para morar e transforma a *semente em dinheiro
O que é crime: ser homossexual ou roubar a Deus ou aos "inocentes, aos puros de coração"? O que diz a bíblia sobre isto, defensores da fé?
*De MALAQUIAS à malafaia
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Árvore da Vida

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Charge online - Bessinha - # 624

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Dilma pode ter se baseado em "kit errado" ao vetar cartilha contra homofobia

Presidência e ministro Fernando Haddad não descartam que Dilma tenha visto material do Ministério de Saúde, que foi levado por evangélicos ao Planalto na reunião de quarta-feira
São Paulo – Livretos do Ministério da Saúde apresentados por evangélicos à presidenta Dilma Rousseff podem ter levado à suspensão do kit elaborado pelo Ministério da Educação (MEC) para combater a homofobia nas escolas públicas. A hipótese não é descartada pela própria Presidência da República e pelo MEC.
Na quarta-feira (25), após encontro com frentes religiosas, Dilma determinou que fosse reanalisado o material, constituído por um caderno, seis boletins, três vídeos e um cartaz. A intenção do MEC era ajudar o debate em salas de aula do Ensino Médio a respeito da discriminação contra homossexuais.
Informações recebidas pela Rede Brasil Atual dão conta de que o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), (foto), um dos principais interlocutores do encontro, mostrou à presidenta um material elaborado pelo Ministério da Saúde. A assessoria do parlamentar descreveu os títulos dos materiais apresentados na reunião. "O caderno das coisas importantes” foi elaborado pelo MEC, mas em parceria com o escritório da Organização das Nações Unidas para Educação e Cultura (Unesco) e sem qualquer relação com o kit contra a homofobia. Outro, também em parceria com a agência da ONU, é a história em quadrinhos “A vida como é – e as coisas como são”, lançada em 2010 abordando as relações entre filhos homossexuais e seus pais.
Os demais são de um programa do Ministério da Saúde que visa a reduzir danos no uso de drogas e ao combate a doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Ao ser informada por telefone que o material citado não diz respeito ao kit contra a homofobia, a assessoria do deputado afirmou que “chegou a nossas mãos como sendo o kit-gay (sic). De qualquer maneira é pornográfico”.
Uma das ilustrações mostra dois rapazes praticando sexo. O Ministério da Saúde informou que se trata de um material voltado a um público absolutamente específico: agentes que trabalham com a prevenção de DSTs e com viciados em drogas, sem qualquer conexão com o material elaborado pelo MEC e jamais tendo sido distribuído em escolas.
Origem
A fonte das cartilhas encaminhadas a parlamentares ligados às causas religiosas é o Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (Fenasp). O presidente da entidade, Pastor Wilton Acosta, usou parte do material do Ministério da Saúde em um debate da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão a respeito dos programas do governo federal sobre diversidade sexual.
As mesmas imagens estão disponíveis na página da Fenasp na internet. A reportagem tentou, sem sucesso, contato telefônico com Acosta. A secretária-geral da organização, Damares Alves, afirmou não saber se as cartilhas foram apresentadas a Dilma Rousseff como parte do kit contra a homofobia. O mesmo material foi levado por Damares a uma reunião com o ministro da Educação, Fernando Haddad. “A gente quis mostrar para ele que é uma prática do governo a produção de material de mau gosto”, explica.
Ela lamenta que o combate à homofobia tenha se transformado “em prioridade” para o ministério e avalia que a campanha que seria difundida pelo kit não ajudaria a combater o problema. Damares considera que mostrar relações homoafetivas não vai colaborar em nada para a discussão. “Como dizer que não vivemos a normalidade da heterossexualidade? Isso pode mudar nas próximas gerações, mas essa geração ainda entende a normalidade na heterossexualidade”, questiona.
Incertezas
A assessoria de comunicação da Presidência da República afirmou não haver condições de afirmar se Dilma viu ou não o material correto. A informação é de que Dilma analisou as cartilhas e os vídeos sem a presença de assessores ou do ministro da Educação.
Em rápido pronunciamento a jornalistas nesta quinta-feira (26), a presidenta afirmou não ter visto os filmes, mas considerou o material inadequado. “Não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais, nem de nenhuma forma nós não podemos interferir na vida privada das pessoas”, disse.
O ministro da Educação confirmou que a presidenta não soube precisar se o material a que teve acesso faz parte do kit contra a homofobia. Haddad lembrou que filmes e textos que circulam pelo Congresso são de campanhas do Ministério da Saúde, levando à desinformação de alguns parlamentares e da sociedade. “Houve muita confusão a respeito. Quando uma discussão deixa de ser técnica e passa a ser política você tem muita dificuldade de organizar um debate racional sobre o assunto”, lamentou o ministro, que considera acertada a decisão de suspender a distribuição das cartilhas em meio a um cenário de turbulência.
A ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Iriny Lopes, foi outra que ponderou que a decisão não representa um retrocesso nas políticas governamentais de conquistas de direitos. “O programa de enfrentamento à homofobia é um programa definitivo. Ele não sofrerá retrocessos. O governo da presidenta Dilma é pautado pela questão de direitos, a presidenta têm demonstrado isso em todos os seus gestos”, disse.
A determinação do Planalto é que qualquer material relativo aos direitos sociais terá de passar por análise de uma comissão a ser montada no Palácio do Planalto antes de vir a público.
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Kátia Abreu é mais confiável que o MST, deputado Aldo?

Aldo Rebelo tem acusado as ONGs estrangeiras, que defendem o imperialismo americano, por tentar desmoralizar seu relatório que seria o suprassumo do nacionalismo.
Taí um texto do deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) que é ligado a uma grande ONG, o MST.
O deputado Aldo acha que o MST faz o jogo dos Yankes? Seria o MST um movimento infiltrado no país para atacar os verdadeiros nacionalistas? Kátia Abreu é mais confiável que o MST?
Segue o texto de Valmir Assunção:
Ao assumir meu primeiro mandato como deputado federal, cheguei com um compromisso bem definido: defender a reforma agrária, tal como possibilitar mecanismos de incentivo à agricultura familiar e camponesa, fortalecendo os movimentos sociais do campo e da cidade.
Meus compromissos também incluem a luta pelo desenvolvimento social e combate à fome, a defesa do conjunto dos direitos humanos, promoção da igualdade racial e de políticas para a juventude.
Compreendo que um deputado federal, como extensão das lutas que acontecem nas ruas do nosso Brasil, deve manter a coerência e o lado pelo qual foi designado a estar num espaço, como é a Câmara dos Deputados.
Inicio este texto lembrando estas questões, por que são justamente elas que me fizeram votar não ao relatório do deputado Aldo Rebelo na noite deste dia 24 de maio.
Praticamente, o relatório aprovado livra o agronegócio do adjetivo “desmatador” da maneira mais torta possível: ao invés de discutirmos formas de coibir a ação de um modelo de agricultura que, ao visar a exportação de commodities produzidas sob o sistema de monoculturas, de desrespeito às leis trabalhistas e, muitas vezes, sem cumprir o preceito constitucional da função social da terra, o relatório do deputado Aldo Rebelo abriu as porteiras para que a expansão deste modelo predador avance sob áreas antes protegidas. Mais ainda: possibilita que os desmatadores sejam anistiados, absolvidos.
Uma vergonha!
A agricultura familiar e camponesa, a responsável por mais de 70% da produção de alimentos, no entanto, em nada se viu beneficiada neste relatório. Por exemplo: o texto votado permite que áreas de até quatro módulos rurais sejam isentos de recomposição de reserva legal desmatada. Ora, do jeito que está não há diferença de quem produz sob um modelo familiar daquele que só usa sua propriedade para lazer de fim-de-semana, ou mesmo de um latifúndio divido em várias matrículas, isentando-se de restrições da lei.
Vamos a outro exemplo: o texto permite que a compensação da reserva legal do agronegócio seja em qualquer parte do Brasil, dentro do mesmo bioma. Isso é um perigo para nós que lutamos contra a concentração fundiária, pois um mesmo latifundiário pode se aproveitar da especulação de terras, principalmente em regiões mais baratas, principalmente terras de pequenos agricultores, para comprar mais áreas para recompor reserva.
Ainda atendendo o latifúndio, o texto de Aldo Rebelo não acatou a demanda que criaria o fundo ambiental para a pequena agricultura, ou seja, o pagamento para que o camponês/a possa garantir reserva legal de florestas e vegetação nativa. A proposta, que tem o apoio da presidenta Dilma e é proveniente dos movimentos sociais do campo e sindicatos da agricultura familiar, foi simplesmente ignorada pelo relator.
A emenda 164 termina de consolidar o pacote do agronegócio. A medida dá poder aos estados para definir política ambiental e determina que poderão ser mantidas as atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo e de turismo rural em áreas de preservação permanente (APPs) caso o desmatamento tenha ocorrido até 22 de julho de 2008, ou seja, liberação sem limites, mais devastação ambiental e descaracterização de todo o avanço que o Governo já tinha obtido nas negociações junto ao relatório.
E não para por aí: o relatório libera a criação de camarões em áreas próximas aos mangues. Permite que espécies exóticas sejam plantadas em metade das áreas das reservas legais dos grandes proprietários: isso é o mesmo que escrever às transnacionais de plantio de eucalipto, como as do sul da Bahia, que fiquem sossegadas, por que será aumentada a área em que poderão lucrar, mesmo que destrua a terra, os mananciais de água que possuímos, que não gere empregos…
Não me somo a isto. Minha luta, minha história e meu mandato não coadunam com tamanha irresponsabilidade. Infelizmente, mesmo com os seminários realizados, manifestações de rua em vários estados deste País feitos, o que foi visto na Câmara dos Deputados foi uma ação que envolve manobra política deliberada, ao confundir agricultura para exportação com produção de alimentos; chantagem, ao envolver episódios políticos que nada tem a ver com o tema em questão; oportunismo de tantos que ali votaram em causa própria, seja por que querem expandir seu latifúndio em detrimento das vegetações nativas, seja por que devem ao Estado brasileiro por já desmataram ilegalmente.
Defender a agricultura familiar e camponesa também é defender o meio ambiente, nossas matas e florestas, nossos rios, nossa terra, por que precisamos dele para sobreviver. Faz parte da nossa cultura camponesa.
Este relatório é uma afronta a tudo que construímos, enquanto camponeses e camponesas. Mas a luta ainda não acabou e seguiremos em vigília para que o retrocesso não se consolide no Senado e nem no Executivo.
Valmir Assunção é deputado federal pelo PT-BA, vice-líder do PT na Câmara e militante do MST-BA
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Kakakakakaka

O Paulo Henrique Amorim é uma figura.
Primeiro começou atacando o Lula e seu governo.
Não deixava pedra sobre pedra.
Depois passou a defender Lula e seu governo com unhas e dentes.
Atropelando o que ele mesmo denominou de PIG - e que eu acho um excelente termo para ... o PIG.
Deu sequência à defesa do governo da Dilma.
Agora ... u-lá-lá ... ataca e Dilma e seu governo ...
...por causa do Palocci.
E no afã de derrubar o Palocci, passou a acreditar, vejam só, no ... PIG !
Tudo que o PIG afirma contra o Palocci, o Paulo aceita como o supra-sumo da verdade.
Kakakakakakakaka.
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Santiago revela o código 'ambiental' do latifúndio

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Grotesco: ruralistas debocham de assassinato de ambientalistas

A Carta Capital registrou em seu site. “Grotesco” foi o termo utilizado pelo deputado Sarney Filho (PV-MA) para se referir às vaias que recebeu da claque ruralista quando anunciava na tribuna o assassinato de dois ambientalistas do Pará.
Em média, pelo menos um líder sindical ou militante de movimento social é assassinado a cada semana no Brasil.
O número resulta de fatos completamente ignorados ou minorizados pelos grandes meios de comunicação. Neste caso, pode-se dizer que a mídia comercial é o pano que limpa as impressões digitais (dos jagunços do agronegócio) na arma do crime.
Na história recente, os dois únicos casos que tiveram a devida repercussão — isso apenas porque geraram reações internacionais — foram os assassinatos do seringueiro Chico Mendes e da missionária estadunidense Dorothy Stang. A esses somam-se o Massacre de Eldorado dos Carajás e as chacinas de Unaí e Felisburgo.
A repercussão midiática nestes poucos casos, porém, não foi suficiente para garantir a Justiça. Outra matéria da Carta Capital traz números sobre a impunidade da turma dos barões do latifúndio:
Nos últimos 25 anos, 1.614 pessoas foram assassinadas no Brasil em decorrência de conflitos no campo. Até hoje, apenas 91 casos foram julgados - e resultaram na condenação de 21 mandantes e 72 executores. Isso significa que a Justiça no Brasil levou às grades um criminoso para cada 17 pessoas assassinadas em todos esses anos.”
Tão acostumados à impunidade e à baixa repercussão de seus atos criminosos, os ruralistas banalizaram a violência e o anúncio do assassinato de ambientalistas foi motivo para deboche.
A vaia não era apenas para o deputado e o anúncio que este fazia. Era, sobretudo, para a luta que movimentos sociais e entidades da sociedade civil travam no dia a dia contra a razão das armas e do dinheiro (que compra até comunista).
O caso me faz pensar em uma pergunta para a qual é difícil encontrar resposta racional: que tipo de pessoa é capaz de se comprazer com o assassinato covarde de alguém.
Não basta matar, tem que vaiar.
Assista ao vídeo abaixo e confira as vaias a Sarney Filho enquanto ele denunciava o assassinato de José Cláudio Ribeiro da Silva e sua esposa, Maria do Espírito Santo, executados em Nova Ipixuna, sudeste do Pará, por pistoleiros a soldo da turma que agora trata um deputado comunista como herói.
Ruralistas vaiam anúncio de morte de ambientalista
Abaixo reproduzo a matéria de Daniela Chiaretti, do Valor Econômico, sobre o episódio.
PS: Esse post eu dedico ao Paulo Henrique Amorim e ao seu Conversa Afiada, que viraram defensores tardios dos ruralistas e papagaios dos pseudonacionalistas.
Valor Econômico – Política
Ruralistas vaiam anúncio de morte
Daniela Chiaretti | De São Paulo
Era perto das 16h quando uma cena grotesca aconteceu no plenário da Câmara dos Deputados. O líder do Partido Verde, José Sarney Filho, lia uma reportagem sobre o extrativista José Claudio Ribeiro da Silva, brutalmente assassinado pela manhã no Pará, junto com sua mulher Maria do Espírito Santo da Silva, também uma liderança amazônica. Ao dizer que o casal que procurava defender os recursos naturais havia morrido em uma emboscada, ouviu-se uma vaia. Vinha das galerias e também de alguns deputados ruralistas.A indignidade foi contada no Twitter e muito replicada. “Foi um absurdo o que aconteceu”, diz Tasso Rezende de Azevedo, ex-diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro. “Ficamos estarrecidos”.
O assassinato de Zé Claudio, como era conhecido, e de Maria do Espírito Santo aconteceu às 7h da manhã, a 50 km de Nova Ipixuna, sudeste do Estado, na comunidade de Maçaranduba. “Eles vinham no carro deles, indo para a cidade. Tinha uma ponte meio danificada no igarapé. Ele desceu para ver e ali foi a emboscada”, conta Atanagildo Matos, diretor da regional Belém do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, o ex-Conselho Nacional dos Seringueiros. Zé Claudio foi morto fora do carro, Maria foi baleada dentro do veículo. Uma orelha foi arrancada pelos pistoleiros, conta Atanagildo, o primeiro a ser avisado por Clara Santos, sobrinha de Zé Claudio.
O casal vinha sofrendo ameaças desde 2008. “É um área muito tensa, que vinha sofrendo muita pressão de madeireiros e carvoeiros”, conta Atanagildo. “Era a última área da região com potencial florestal muito bom. Zé Claudio e Maria resistiam muito ao desmatamento.” Os dois viviam em Nova Ipixuna há 24 anos, em um terreno de 20 hectares no Projeto de Assentamento Agroextrativista (Paex) Praialta- Piranheira, às margens do lago de Tucuruí. Extraíam óleo de andiroba e castanha. Em palestra em novembro, no evento TEDx Amazônia, Zé Claudio denunciava o desmate. “É um desastre para quem vive do extrativismo como eu, que sou castanheiro desde os 7 anos da idade, vivo da floresta e protejo ela de todo jeito. Por isso, vivo com a bala na cabeça, a qualquer hora”.
Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência estava no Fórum Interconselhos quando um dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) deu a notícia. Foi ao Palácio, relatou à presidente Dilma Rousseff e ela determinou ao ministro da Justiça José Eduardo Cardozo que a Polícia Federal apure o assassinato dos sindicalistas.
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Carta aberta à Presidenta Dilma

Nós, do Setorial Nacional LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) do Partido dos Trabalhadores, instância formal que organiza a intervenção da militância petista na luta anti-homofóbica, queremos dialogar publicamente com a senhora, nossa companheira na construção de um Brasil mais justo.
Gostaríamos de conversar a respeito da polêmica envolvendo os materiais educativos do projeto Escola Sem Homofobia, do MEC (apelidado de "Kit gay", por conservadores).
Ficamos perplexos com as notícias veiculadas ontem, 25 de maio, informando que a senhora teria, em reunião com a "bancada evangélica", decidido suspender a disponibilização dos materiais que estão sendo preparados pelo MEC, no contexto das políticas públicas de promoção do respeito à diversidade nas escolas brasileiras.
Admiramos sua vocação democrática, sua competência e seriedade. Sabemos que é preciso ouvir todos os segmentos da sociedade brasileira, buscando composições e sínteses, implementando as políticas públicas com eficêcia, pautadas em critérios técnicos.
Nosso Partido é pioneiro no combate à discriminação contra homossexuais e nos orgulhamos do discurso do ex-presidente Lula, já em 1981, repudiando o preconceito. Somos vanguarda na luta pela afirmação da igualdade e criamos, jé em1992, o primeiro núcleo LGBT em um partido político no país. Estamos juntos ao movimento social LGBT brasileiro, há anos batalhando contra a discriminação.
A maioria das leis e projetos de leis garantindo direitos à população LGBT, em todo o Brasil, são de iniciativa de parlamentares petistas. Marta Suplicy, já em 1995, propôs projeto de lei que estabelecia a união civil homossexual. Várias resoluções de Encontros Nacionais e Congressos do PT, e também nosso estatuto, ratificam esse compromisso com de combate ao preconceito e a discriminação em geral, e à homofobia em particular.
O ex-presidente Lula fez história, ao criar, em 2004, o primeiro programa governamental "Brasil Sem Homofobia" destinado a promover a igualdade entre todas as pessoas, de qualquer orientação sexual ou identidade de gênero.
Em 2008, o Governo Federal promoveu a 1ª Conferência LGBT, pioneira no mundo. No ano seguinte, foi criado o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e dos Direitos Humanos LGBT, depois uma Coordenadoria e, posteriormente, um Conselho Nacional.
A maioria do movimento LGBT organizado e dos ativistas de Direitos Humanos fizeram campanha e votaram Dilma, trabalhando dia e noite pela sua eleição. Acreditamos no aprofundamento das políticas cidadãs iniciadas no governo do ex-presidente Lula.
Contudo, temos de reafirmar: o ESTADO BRASILEIRO É LAICO. Nossa Constituição traz entre seus princípios fundamentais, o combate a toda forma de discriminação, a dignidade humana e o pluralismo.
A recente decisão do Supremo Tribunal Federal, igualando as uniões estáveis homossexuais e heterossexuais reafirmou esses princípios básicos da Constituição Federal, assegurando a laicidade do Estado. Uma vitória da democracia brasileira.
Nessa mesma direção, enfatizamos a necessidade de aprofundar as políticas públicas que promovam a diversidade e o respeito às pessoas. Não concordamos, em nenhuma hipótese, com a possibilidade dos materiais elaborados pelo projeto Escola sem Homofobia não chegarem a seus destinatários.
Presidenta:
Um governo progressista, protagonizado por um partido de esquerda, dirigido por uma militante com a sua biografia, não pode transigir com princípios fundamentais da democracia.
A senhora tem deixado muito claro, em diversas ocasiões, que não transigirá na Defesa dos Direitos humanos. Pois bem, é disso que se trata. Não se trata de "costumes", como foi mencionado, mas de direitos civis e políticos, do combate ao preconceito, de políticas pública de promoção da cidadania.
Ficamos muito satisfeitos com o fato de a senhora ter convocado há poucos dias, junto com a companheira Maria do Rosário, a 2ª Conferência Nacional LGBT, uma inequívoca demonstração de continuidade das políticas iniciadas no governo Lula, reafirmando assim o compromisso desse governo com o enfrentamento da homofobia.
O chamado "kit gay" é apenas um singelo material didático, elaborado por especialistas, referendado por entidades como a UNESCO, o Conselho Federal de Psicologia, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, a UNE, a UBES entre outras.
Esse "kit" foi objeto de uma sórdida campanha, cheia de mentiras e distorções, que criou um sentimento de pânico moral em setores da nossa sociedade. A maior parte das pessoas que o repudiam não conhece seu conteúdo. Não há nada de inadequado, qualquer conteúdo sexual, nenhum beijo, nada, absolutamente nada que poderia atentar contra a qualidade educativa do material.
O objetivo do MEC com esse programa é apenas combater o bullying, que causa tanto sofrimento a milhões de "brasileirinhos", em nossas escolas, fazendo com que muitos se evadam, perdendo o direito humano que têm à educação. O bullying é algo perverso, provoca discriminação, dor, exclusão e até suicídios - pode provocar tragédias.
O Brasil não ceder à chantagem de religiosos homofóbicos, que confundem templo com parlamento, que ignoram a laicidade, o pluralismo e a dignidade humana.
A opinião de alguns deputados fundamentalistas cristãos. NÃO é a opinião da maioria do Congresso Nacional, muito menos da maioria da sociedade brasileira. No Congresso, por exemplo, há uma Frente Parlamentar que defende a cidadania LGBT com 175 deputados e senadores.
Presidenta Dilma:
Nós, seus companheiros de Partido e de jornada, ajudamos a elegê-la e também somos responsáveis pelo seu governo. Temos certeza que as políticas de promoção à cidadania LGBT não serão interrompidas.
A democracia brasileira não será chantageada por obscurantistas de plantão. Acreditamos no seu compromisso inabalável com os Direitos Humanos e com a cidadania plena. Seu governo construir um Brasil melhor para todas e todos.
Apoiamos a continuidade das ações do projeto Escola Sem Homofobia e de todas as políticas inclusivas de seu governo. Sem retrocessos. Solicitamos, portanto, a continuidade imediata da disponibilização do "kit" para as escolas brasileiras.
Não basta combater a pobreza se junto não erradicarmos a violência do preconceito e da discriminação que está ao seu redor. Estarmos certos de contar com sua determinação.
Julian Rodrigues
Coordenador Nacional do Setorial LGBT
PT26/05/2011
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A entrevista (com áudio) de Dilma sobre Palocci

Reproduzimos, aí em cima, o vídeo que conseguimos montar com o que a assessoria do Palácio do Planalto colocou no Youtube com a entrevista da presidenta Dilma Rousseff sobre as acusações ao ministro Antonio Palocci. O vídeo, bem entendido, porque estava sem som e o áudio a gente teve de montar a partir de outro arquivo, este de som, que está no Blog do Planalto. Por isso, perdoe se houve um pouco de falta de sintonia entre video e áudio, porque a maquina daqui não tem potência para editar vídeos com perfeição.
Agora eles removeram e acho que daqui a pouco colocam um com som. Quem sabe acertam, né? Aí a gente troca.
De qualquer forma, segue abaixo a transcrição:
Presidenta: Eu quero abordar três pontos. O primeiro ponto que eu quero abordar diz respeito à questão do ministro Palocci. Quero assegurar a vocês que o ministro Palocci está dando todas as explicações para os órgãos de controle, as explicações necessárias. Espero que esta seja uma questão que não seja politizada, como foi o caso do que aconteceu ontem, o caso lastimável, que é aquela questão da devolução dos impostos da empresa WTorre. A Fazenda demorou um determinado tempo, acima… se eu não me engano, em torno de dois anos, e a Justiça determinou à Fazenda o pagamento da restituição devida à empresa. Não se trata, de maneira alguma, de nenhuma manipulação. Lamento que um caso desse tipo esteja sendo politizado. A segunda questão diz respeito… e quero reiterar que o ministro Palocci dará todas as explicações para os órgãos de controle, inclusive para o Ministério Público, que serão dadas nos próximos dias.
A segunda questão diz respeito à votação do Código Florestal. Eu quero reiterar, aqui, a minha posição a respeito dessa questão. Eu não concordo que o Brasil seja um país que não tenha condição de combinar a situação de grande potência agrícola que ele é com a grande potência ambiental que ele também é. Nós temos, sim, condições de fazer isso. Por isso, eu não sou a favor da consolidação dos desmatamentos, da anistia aos desmatamentos. Eu acho que no Brasil houve uma prática que a gente não pode deixar que se repita. Muitas vezes se anistiava, por exemplo, dívidas, e novamente se anistiava dívidas, e as dívidas eram novamente anistiadas. O desmatamento não pode ser anistiado, não por nenhuma vingança, mas porque as pessoas têm de perceber que o meio ambiente é algo muito valioso que nós temos de preservar, e que é possível preservar meio ambiente – extremamente possível –, produzir os nossos alimentos, sermos a maior… uma das maiores… Eu não vou dizer a maior porque podia parecer muita pretensão, mas nós estamos, sem sombra de dúvida, entre os maiores produtores de alimentos do mundo, e acho que seremos, nas próximas décadas, o maior produtor de alimentos. Nós podemos fazer isso perfeitamente, preservando o meio ambiente, como temos feito sistematicamente um esforço nessa direção. Não sou a favor, não sou a favor da emenda, fui contra a aprovação da emenda e, obviamente, respeitando a posição de todos aqueles que divergem de mim, continuarei firme, defendendo a mudança dessa emenda no Senado.
Jornalista: A senhora pode vetar a emenda?
Presidenta: Eu, primeiro, tentarei construir uma solução que não leve a essa situação de impasse que ocorreu na Câmara, lá no Senado. Agora, quero dizer a vocês que eu tenho compromisso com o Brasil. Eu não abrirei mão de compromisso com o Brasil. Nós temos obrigações diferentes e prerrogativas diferentes. Somos Poderes e temos de nos respeitar: Judiciário, Legislativo e Executivo. Eu tenho a prerrogativa do veto. Se eu julgar que qualquer coisa prejudica o país, eu vetarei. A Câmara pode derrubar o veto, não é? Você tem ainda as instâncias judiciais. O que eu quero dizer é que eu sou a favor do caminho da compreensão e do entendimento, eu sou a favor deste caminho. O governo tem uma posição, espero que a base siga a posição do governo. Não tem dois governos, tem um governo.
Jornalista: E o kit?
Presidenta: A terceira questão é sobre o kit. O governo não… o governo defende a educação e também a luta contra práticas homofóbicas. No entanto, o governo não vai… não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais, nem… de nenhuma forma nós não podemos interferir na vida privada das pessoas. Agora, o governo pode, sim, fazer uma educação de que é necessário respeitar a diferença e que você não pode exercer práticas violentas contra aqueles que são diferentes de você. Isso…
Jornalista: O que a senhora achou do kit?
Presidenta: Eu não concordo com o kit.
Jornalista: Não. Por quê?
Presidenta: Não. Porque eu não acho que faça a defesa de práticas não homofóbicas.
Jornalista: A senhora assistiu os vídeos?
Presidenta: Eu não assisti os vídeos.
Jornalista: Mas o material…
Presidenta: Um pedaço que eu vi na televisão, passado por vocês, eu não concordo com ele. Agora, esta é uma questão que o governo vai revisar. Não haverá autorização para esse tipo de política, de defesa de A, B, C ou D. Agora, nós lutamos contra a homofobia.
By: Tijolaço
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Me ajude que eu não te ajudo…

No auge da crise, em 2009, o Governo brasileiro abriu mão de receita pública, reduzindo ou zerando as alíquotas de IPI sobre a chamada linha branca: máquinas de lavar, geladeira e fogões. A Whirlpool, que controla as marcas Brastemp e Consul, foi uma das maiores beneficiárias do incremento de vendas que isso provocou, que chegou a 21%.
Agora, no Estadão, leio que a mesma empresa está aumentando o preço entre 8 e 9% para as lojas, sob a justificativa de aumento no preço das matérias primas, ao longo de três anos.
“Reajustamos entre 8% e 9% os preços de diversas categorias de produtos da linha branca”, afirma José Drummond, presidente da Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul e que lidera o mercado de eletrodomésticos. Ele diz que esse é o primeiro aumento em dois anos e meio e que pressões de custos levaram a empresa a tomar essa decisão. “As empresas são privadas. Tenho de olhar os meus custos e as minhas receitas.”, diz a reportagem.
Quer dizer que os coitadinhos estão tendo prejuízo? Que coisa, não é?
Só que esqueceram de avisar isso aos seus contadores. A Whirpool teve um lucro de R$ 219,8 milhões nos primeiros três meses do ano. Ano passado, inteirinho, o lucro foi de R$ 620, 3 milhões. Ou seja, a empresa está lucrando mais agora, proporcionalmente, que no ano passado.
E não se alegue que isso é resultado de operações comerciais, porque a venda de subsidiárias da Embraco, uma das divisões da empresa, foi na verdade uma transferência para outra empresa do grupo, com sede em Luxemburgo. Como se sabe, com seus 500 mil habitantes, deve ser um grande mercado para geladeiras, fogões e lavadoras, não é?
Essa Whirlpool é uma empresa americana que, há mais de 10 anos, comprou e absorveu os fabricantes brasileiros, embora continue usando os seus nomes Brastemp e Consul.
É mais um grupo que pega a “onda” da inflação midiática e procura “se dar bem” à custa do consumidor.
Como diz o seu diretor, eles têm de “olhar os seus custos e suas receitas”. Olhar, sim, com olho grande. Depois, quando o Governo, em lugar de aliviar a carga fiscal, liberar a entrada de eletromésticos chineses, vêm chorar miséria e dizer que são “indústria brasileira”…
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Empresa da filha do José Serra cresceu 50.000 vezes em apenas 42 dias

A imprensa brasileira que divulgou o dossiê Palocci, noticiando que seu patrimônio aumentou 20 vezes em 4 anos, o que dirá do aumento vertiginoso de 50.000 vezes da empresa da filha de José Serra (PSDB/SP) em 42 dias?
Verônica Allende Serra, filha de José Serra, era sócia da empresa DECIDIR.COM BRASIL, já conhecida de outras reportagens.
A empresa teve seu capital multiplicado por 50.000 (cinquenta mil vezes)… repetindo para você ter certeza do que está lendo: 50 MIL VEZES!
E isso em apenas 42 dias.
A empresa foi criada no dia 8 de fevereiro de 2000, com capital de R$ 100,00 (cem reais).
Quinze dias depois, no dia 22 de fevereiro de 2000, o nome da empresa mudou para “Decidir.com Brasil S.A.” e a sócia Verônica Allende Serra (filha de José Serra) assumiu o cargo de Diretora e de Vice-presidente da empresa.
Em 21 de março de 2000, passados 42 dias da criação da empresa, o capital foi aumentado para R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais), ou seja 50 mil vezes o valor incial.
Detalhes:
Verônica Allende Serra não era apenas filha de José Serra. Também era sócia do pai em outra empresa, de consultoria, simultaneamente: na ACP – ANÁLISE DA CONJUNTURA ECONÔMICA E PERSPECTIVAS LTDA (conforme citado na ação proposta do Ministério Público Federal, aqui)
José Serra era ministro da Saúde no governo de Fernando Henrique Cardoso, nesta época, e pré-candidato à presidência da República.
O Ministério Público Federal apurou que José Serra NÃO DECLAROU sua empresa de consultoria à Justiça Eleitoral, nas eleições em que concorreu em 1994, 1996 e 2002.
Documentação comprova:
Nosso blog não precisou bisbilhotar o sigilo fiscal na Secretaria de Fazenda de São Paulo (comanda pelo serrista Mauro Ricardo), para obter os documentos abaixo:
By: Os Amigos do Brasil
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O jogo de xadrez da economia mundial

O conhecimento da economia é o das relações existentes entre eventos econômicos. É como um jogo de xadrez: quando se mexe em uma peça, altera-se completamente o equilíbrio do tabuleiro.
Um pequeno roteiro para entender alguns dos principais eventos mundiais.
Lance 1 – o FED (Federal Reserve, o Banco Central norte-americano) anuncia uma enorme recompra de títulos públicos americanos. Comprando, injeta no mercado um grande volume de dólares – no caso, US$ 500 bilhões.
Lance 2 – muito dólar despejado no mercado, desvaloriza suas cotações, torna mais caros todos os produtos cotados em outras moedas (especialmente euro e as moedas asiáticas); e mais baratos os produtos produzidos nos Estados Unidos. Com isso, provoca mudanças no fluxo do comércio mundial.
Lance 3 – sem a disponibilidade de títulos do Tesouro americano para aplicar (devido à operação de resgate e às baixas taxas de juros ofertadas) parte desse dinheiro migra para outros ativos, especialmente moedas de outros países e commodities.
Lance 4 – no caso das moedas, os especuladores optam por países que paguem altas taxas de juros. Ganham com os juros e ganham com a valorização da moeda local.
Lance 5 – ao aplicar em commodities, aumentam suas cotações. No caso brasileiro, a valorização das cotações de commodities compensa (em termos de balança comercial) a queda nas exportações de manufaturados.
Lance 6 – para contrabalançar o excesso de oferta de dólares (que provoca apreciação do real), o Banco Central compra parte deles no mercado, que irão engordar as reservas cambiais brasileiras.
Lance 7 – sem essas reservas, quando o real parasse de se apreciar e o especulador avaliasse que seria impossível continuar financiando o déficit externo, haveria um estouro da boiada, provocando uma desvalorização do real. Esse receio segurava o especulador. Com o colchão de liquidez das reservas cambiais, o BC passou a fornecer uma segurança adicional, que prolongou ainda mais a especulação e a apreciação cambial.
Lance 8 – Por outro lado, a manutenção de altas reservas cambiais impõe um enorme custo fiscal adicional. É dinheiro que sai dos investimentos públicos e das despesas correntes para bancar o estoque de dólares.
Lance 9 – o aumento nos preços das cotações internacionais de commodities provoca elevação nos preços internos, pressionando a inflação. Para combater a inflação, o BC aumenta os juros.
Lance 10 – aumentando os juros, aumenta ainda mais o fluxo de dólares para o país, derrubando ainda mais suas cotações.
Próximos lances: e aí que a porca torce o rabo.
O movimento financeiro com as commodities vai até o ponto em que se considera que será difícil aumentar mais ainda suas cotações. Hoje em dia, as cotações aumentam por conta desses jogos financeiros e também da demanda do mercado chinês.
Caso a economia da China comece a acomodar, ou os bancos centrais de outros países a aumentar seus juros, inverte-se a espiral da entrada de dólares. E, aí, chega a conta da desvalorização cambial.
By: Nassif
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Prefeitura usa nº do PSDB para emplacar carros em cidade no PR

Oito carros comprados pela Prefeitura de Candói (320 km de Curitiba) foram emplacados com a numeração 4545, repetição do número do PSDB, partido do prefeito da cidade, Elias Farah Neto.
O prefeito, que exerce o terceiro mandato, diz não ver irregularidades no emplacamento e afirma que o número 45 o persegue não só na vida pública, mas também em suas atividades privadas.
"Quando eu comprei o meu carro, ganhei do despachante [de veículos] a placa 4545", diz. "No ano passado, completei 45 anos de casamento. O número 45 só me traz alegria", afirma.
Farah Neto diz que não pretende mudar o número das placas voluntariamente. "Se houver uma decisão judicial eu me curvo diante dela", diz. O Ministério Público Estadual investiga o caso.
A numeração das placas, segundo o prefeito, foi escolhida pelo secretário de Administração, João Jardelon. Não houve, porém, a intenção de divulgar o número do partido, segundo Farah Neto, que não soube dizer se o secretário é filiado ao PSDB.
"Pode ser um cochilo do secretário, mas, para mim, é uma coisinha tão pequena que eu prefiro continuar com ele, porque é um bom secretário", diz Farah Neto.
O prefeito afirma que o episódio é "mais uma denúncia" contra ele em razão da proximidade das eleições municipais de 2012.
"À medida que vai chegando a campanha política, vai despertando a ira dos adversários que não se conformam com projetos sociais pioneiros [realizados em Candói]. Isso aguça o ódio, a cobiça, sei lá o que", diz.
O Ministério Público informou que as investigações estão em fase inicial e que um procedimento semelhante foi instaurado em Foz do Jordão, na mesma região.
Lá, o prefeito Anildo Alves da Silva, que é filiado ao PMDB, emplacou carros com iniciais do seu nome e o número 1515, numa referência ao seu partido.
Folha tucana
Em Balneário Camboriú, o tucano Pavan, quando prefeito, alterou o número do telefone da prefeitura para 3261-4545... Os tucanos tem uma noção muito avançada de marketing político.
Na manhã desta quarta-feira, 18/02/09, os telefones da Prefeitura de Balneário Camboriú sofreram a mudança já anunciada pelo prefeito Edson Piriquito (PMDB), que no final de janeiro determinou a mudança dos telefones da Prefeitura.
Segundo o prefeito, a intenção é moralizar o atendimento ao público e não misturar cores ou símbolos partidários com a prefeitura, já que o número antigo simbolizava o número de um determinado partido político pertencente à antiga administração.
O novo número geral da Prefeitura é 3267-7000, número demonstra neutralidade, onde o munícipe não se confrontará com símbolos e números de partidos políticos. A Prefeitura comunica aos munícipes que os ramais antigos serão modificados pelo número da frente.
Um exemplo é o número da assessoria de imprensa, que até ontem era 3261-4522. Agora ele passa para 3267-7022. Outros ramais da Prefeitura continham o número 45 na frente serão substituídos pelo número 70.
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A polêmica do kit anti-homofobia

A orientação sexual, como qualquer outra que dependa das convicções íntimas de qualquer pessoa, é uma liberdade inalienável do cidadão, e não o deve fazer ser considerado melhor ou pior por isso.
É totalmente compreensível e louvável a ação da comunidade homossexual contra a discriminação de que é vítima, discriminação que não raro se explicita em violência. E deve-se a essa ação grande parte do pouco que o nosso país tem avançado em matéria de respeito ao ser humano, seja qual for o caminho que escolha para sua vida sexual.
O respeito à diversidade, neste e em outros campos é, sim, matéria a ser tratada nas escolas. Como é o racismo, como é a discriminação aos portadores de deficiências, às religiões, a tudo que nos impeça de ver a igualdade fundamental do ser humano.
Justamente por isso, creio que temos de cuidar para que nosso desejo de tolerância não alimente os intolerantes.
O caso Bolsonaro, diante do qual tenho o orgulho de ter, desde o primeiro momento, um dos que reagiu à manifestação racista, foi um exemplo deste perigo.
Flagrado num ato de racismo, que é crime inafiançável, Bolsonaro espertamente desviou a questão para o caminho da homofobia que, embora preconceito também, não é crime e tem maior acolhida cultural na sociedade, infelizmente.
Foi ele que deflagrou esta polêmica em torno do que chamou, pejorativamente, de “kit-gay”. E nós, perdoem-me a gíria, “demos mole” para ele, embarcamos no desvio que ele, espertamente, deu à discussão.
Mas permitimos que a polêmica – justo no momento em que se dá grandes passos neste sentido, com as decisões do Supremo – fosse manipulada.
Curiosamente, encontrei num comentário a um post do Paulo Henrique Amorim, a manifestação do leitor Israel Anderson, de extrema lucidez, que transcrevo:
“Sinceramente – e como homossexual – não vejo problemas com a idéia em si. É uma ação educativa até boa. Mas como profissional de comunicação, vejo que o conceito da campanha está errado desde o começo. E é baseado nessa má-interpretação que as bancadas religiosas começaram todo esse alvoroço. A má interpretação de que o kit iria ‘ensinar os jovens a serem gays’ ou que ’ser gay é cult’, etc, foi o principal problema com o conceito dessa campanha. Os vídeos não encorajam isso, claro, mas a má-interpretação, sim, seria negativa. Então, nesse ponto, achei uma atitude sensata por parte da Dilma em suspender este projeto atual e encomendar outro – dessa vez, integrando ministérios como educação e saúde (e direitos humanos também). A melhor ação nesse sentido seria levar a discussão espontaneamente para as salas de aula através de uma campanha nacional e a capacitação do corpo docente que é, em muitas vezes, contrário a essas ações levados a isso pela má-interpretação e por preceitos religiosos”
Vou conversar com o Jean Wyllis, um companheiro de parlamento que aprendi a respeitar. Se queremos avançar, no quadro que temos, é preciso fazer política. E política é fazer os avanços possíveis e aceitar os recuos minimamente necessários. Houve uma má condução deste projeto, que é positivo e se permitiu, na prática, a distorção que o Anderson aponta.
Precisamos isolar o preconceito e não sermos isolados pelos preconceituosos.
Esta campanha não tem como centro a opção sexual, mas o direito à felicidade. E fui buscar onde menos se esperava, numa sociedade marcada por este preconceito, a mudança de foco que se faz, com o apoio do Estado, num cartaz improvisado e carregado por uma senhora cubana, que é mais inteligente e tocante que tudo o que se possa ter escrito “pedagogicamente” sobre o tema.
E que reproduzo aí abaixo, para que seu impacto seja antecedido da reflexão.
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Folha: da arte de manipular as informações

Juntam-se informações sobre o tema: a restituição de imposto à WTorre pela Receita.
1. A Receita pagou com rapidez a devolução pleiteada.
2. A WTorres contribuiu oficialmente para a campanha de Dilma
3. A Wtorres é cliente do escritório de lobby de Antonio Palocci.
Pronto. Tem-se a matéria e a manchete.
No meio do caminho, na bateia dos repórteres cai a informação de que o pagamento se deveu a um mandado de segurança impetrado pela empresa. Ou seja, a Receita pagou porque foi obrigada pela Justiça. Toda suposição anterior é derrubada. Para não perder o escândalo, dilui-se a informação principal no meio da matéria, como se fosse um elemento menor - e não o central - e mantem-se a versão falsa. E prossegue-se na aula do antijornalismo.
Folha de S.Paulo - 26/05/2011
Governo beneficiou empresa que pagou Palocci, diz PSDB
Deputados veem irregularidade em restituição de imposto para construtora que contratou consultoria de ministro
Pedido de devolução foi feito no mesmo dia de doação à campanha de Dilma; Receita diz que não há nada de anormal
DE BRASÍLIA
A liderança do PSDB na Câmara levantou ontem a suspeita de que pagamentos feitos pela Receita Federal no ano passado à incorporadora WTorre, no valor de R$ 9,2 milhões, estejam relacionados ao trabalho prestado à empresa pelo ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.
A Folha revelou, na última sexta-feira, que a WTorre foi uma das clientes da empresa do ministro, a Projeto Consultoria Financeira, que teve um faturamento de R$ 20 milhões somente em 2010.
O serviço foi prestado à WTorre entre 2006 e 2010.
Deputados tucanos convocaram entrevista para levantar indícios de que Palocci fez tráfico de influência e cobrar a abertura de investigação.
Fernando Francischini (PSDB-PR) apresentou à imprensa registros públicos do Siafi (o sistema de acompanhamento de gastos da União) e da Receita.
No dia 24 de agosto, a WTorre protocolou na Receita pedido de restituição de imposto de renda relativo a 2008. Na mesma data, a incorporadora fez uma doação de R$ 1 milhão para a campanha de Dilma Rousseff (PT).
A incorporadora fez uma segunda doação a Dilma, no mesmo valor. Outros R$ 300 mil foram doados à campanha de José Serra (PSDB), adversário da petista.
A restituição da Receita à WTorre, no valor de R$ 6,25 milhões, ocorreu 44 dias depois de protocolado o pedido. Para os deputados tucanos, o prazo foi recorde.
No mesmo dia, a Receita pagou outros R$ 2,9 milhões relativos à restituição de 2007, protocolada pela WTorre no ano de 2009.
"Há indício grande e forte de tráfico de influência. Queremos ver as explicações do ministro, da Receita e da empresa", disse Fracischini.
OUTRO LADO
A Receita informou, por meio de nota que "não é inusitado" que os pedidos como os feitos pela WTorre sejam analisados "eletronicamente com celeridade". E que não houve nada de anormal nas datas de restituição.
A WTorre informou que a rapidez na restituição de 2008 ocorreu porque ela impetrou um mandado de segurança que obrigou a Receita a fazer o pagamento. A Receita confirma a informação.
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), reagiu à denúncia. Disse que não existe nenhum problema de a WTorre ter Palocci como consultor e ressaltou que a empresa também fez doação ao PSDB.
O diretório nacional do PT não comentou as doações para a campanha de Dilma. A assessoria da Projeto, empresa de consultoria de Palocci, não havia respondido até a conclusão desta edição.
Rubens Valente, José Ernesto Credendio e Larissa Guimarães
By: Nassif
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José Cláudio Ribeiro da Silva: Depoimento de uma morte anunciada

O líder extrativista, José Cláudio Ribeiro da Silva, assassinado no último dia 24 de maio, com sua esposa, Maria do Espírito Santo, em uma estrada vicinal que leva ao Projeto de Assentamento Agroextrativista Praialta-Piranheira, na comunidade de Maçaranduba 2, a 45 quilômetros do município de Nova Ipixuna, sudeste do Pará.
O casal era conhecido por denunciar as madeireiras que atuam no local.

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Michael Jackson

E não é que o Michael Jackson chegou a fazer alguma coisa que preste!
O vídeo é do single de maior sucesso de Michael Jackson no Reino Unido, que não foi nem "Billie Jean", nem "Beat it", e sim a ecológica "Earth Song", de 1996. A letra fala de desmatamento, sobre pesca e poluição, e, por um pequeno detalhe, talvez você nunca terá a oportunidade de assistir na televisão.
O Detalhe: "Earth Song" nunca foi lançada como single nos Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do planeta. Por isso a maioria de nós nunca teve acesso ao clipe.
Vejam, então, o que os americanos nunca mostraram de Michael Jackson.
Filmado na África, Amazônia, Croácia e Nova York.
Vi no Jean Scharlau
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MP questiona transparência de instituto tucano

Partidos: Caixa de R$ 6,2 milhões do Instituto Teotônio Vilela é alvo de disputa entre Serra e Tasso Jereissati
Alvo de disputa dentro do PSDB pelo ex-governador José Serra (SP) e pelo ex-senador Tasso Jereissati (CE), o Instituto Teotônio Vilela tem um caixa recheado com R$ 6,2 milhões, previstos para este ano. A prestação de contas da entidade, alimentada com verbas do fundo partidário, é questionada pelo Ministério Público por falta de transparência na divulgação dos gastos.
A estrutura do instituto é enxuta, com seis funcionários, e os gastos com o aluguel da sede, em três salas do Senado, são de R$ 15,6 mil por ano, valor que representa 0,25% do orçamento previsto para 2011. Os diretores, assim como os conselheiros, segundo a assessoria do instituto, não recebem salário. Com poucos gastos com a manutenção e com a folha de pagamentos, as finanças do órgão são cobiçadas por tucanos.
A entidade de estudos e formação política ligado ao PSDB pode dar visibilidade política nacional para o tucano que estiver em seu comando. O instituto financia viagens de seus dirigentes pelo país, seminários, publicações e publicidade, além de bancar pesquisas e articular diretórios e filiados.
Em 2010, o órgão realizou 33 eventos através do projeto Comunicar-45, criado para mobilizar a militância e simpatizantes da sigla. Terra natal do atual presidente tucano Sérgio Guerra, Pernambuco recebeu 13 eventos, mais de um terço do total. Alagoas foi o segundo colocado, com cinco reuniões, seguido por Acre (três), Bahia, Piauí e São Paulo (dois cada). Espírito Santo, Piauí, Mato Grosso, Ceará Rio Grande do Norte e Maranhão sediaram um evento. Brasília também só foi contemplada uma vez, mas o ITV promoveu lá os dois encontros da bancada do PSDB na Câmara.
A prestação de contas do instituto é alvo de contestação da promotoria de justiça que fiscaliza fundações e entidades de interesse social, do Ministério Público (MP) do Distrito Federal. O problema, segundo a promotoria, é que os institutos não podem ser fiscalizados pelo MP, apenas as fundações. Com essa brecha legal, continua a promotoria, não há controle sobre as despesas desses órgãos, com o detalhamento dos gastos. Os órgãos de formação política dos partidos devem receber no mínimo 20% dos recursos do Fundo Partidário.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio de sua assessoria, informou que não tem acesso à prestação de contas dos órgãos de formação política dos partidos. Por orientação do MP, o TSE determinou que os partidos transformassem seus institutos em fundações, para serem fiscalizadas. O prazo para essa mudança terminou em 2007, mas PSDB e DEM recorreram da decisão e são os únicos partidos que mantiveram os institutos. Ambos contestam a norma do TSE e dizem que ela fere a liberdade e autonomia das legendas. Os dois partidos ajuizaram uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal, pedindo a alteração dessa norma. Segundo a assessoria jurídica do DEM, as contas dos institutos podem ser fiscalizados, apesar de admitir que o instituto do partido não detalha suas despesas, como os fornecedores.
Com o caixa do instituto recheado, a briga pelo comando do órgão tucano continua. Ontem, a dois dias da eleição da nova executiva nacional do PSDB, o governador paulista, Geraldo Alckmin, deixou a cautela de lado e defendeu de forma enfática que a presidência do instituto fique com José Serra. Com o objetivo de mostrar que está empenhado em ajudar o correligionário paulista, Alckmin prometeu trabalhar pela unidade do partido. Tasso Jereissati, que não conseguiu se reeleger em 2010, também pleiteia o cargo. Jereissati conta com o apoio de lideranças tucanas como o senador Aécio Neves (MG) e o presidente do PSDB, que deve ser reeleito.
Ao defender Serra para o posto, Alckmin lembrou que ele foi o último candidato tucano à Presidência e levou o partido ao segundo turno da disputa nacional. “É uma liderança importante, que precisa ter espaço”, afirmou o governador.
Cristiane Agostine, Fernando Taquari e Vandson Lima
By: Valor
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Manifesto da #esquerdafestiva

O povo unido jamais será aborrecido. É possível empunhar cartazes juntos, tomando cerveja, comendo churrasco ou paquerando alguém pelo caminho. No hay más que endurecer. 
Foto: Antonio Cruz/ABr
Durante a ditadura militar, aqueles que se atreveram a comungar das idéias esquerdistas sem estarem envolvidos diretamente com a luta armada foram logo apelidados, de maneira pejorativa, como “esquerda festiva”. Eram pessoas que, embora não tenham arriscado a vida contra o regime dos fardados, participavam da resistência e bradavam contra o governo em mesas de bar e festas, entre um gole e outro. Artistas, intelectuais, boêmios: seu “esquerdismo” de nada valia… para a direita. Como se, ora bolas, mesas de bar não fossem ótimos lugares para se discutir política.
Agora, quando se vê um ressurgimento de manifestações populares anticonservadoras nascidas nas redes sociais, o termo “esquerda festiva” volta a aparecer, à guisa de crítica, aqui e ali, para tentar ridicularizar os que vão às ruas protestar contra ou para reivindicar algo. Foi assim recentemente com os jovens que acamparam em Madri e se manifestaram em Barcelona, na Espanha, “acusados” de protestarem enquanto se divertiam. Mas que absurdo: em lugar de se imolarem em praça pública, tomam vinho!
Na verdade, a “esquerda festiva” é tudo que precisávamos no mundo pós queda do muro de Berlim. Acabaram-se os cenhos franzidos das ditaduras capitalistas ou comunistas, acabou-se a tortura e a polícia do pensamento, vivemos em democracias, podemos nos manifestar alegremente. A luta armada acabou, viva a luta AMADA: lutamos em favor do que acreditamos, do que queremos, do que amamos. É possível empunhar cartazes juntos, tomando cerveja, ouvindo música, comendo churrasco ou paquerando alguém pelo caminho. No hay más que endurecer.
É hora de a “esquerda festiva” (na qual me incluo) se assumir como tal, sem demérito nenhum. Por isto quero propor este manifesto com algumas das idéias surgidas até agora pelos bares da vida e esquinas virtuais. Atenção: nem todo mundo que for às manifestações convocadas pela internet tem obrigação de aderir a manifesto algum. Aliás, a esquerda festiva não obriga ninguém a nada. Mesmo porque sua regra número um é:
- É proibido proibir, claro. E patrulhar também é bem chato.
- Nossas bandeiras: liberdade, igualdade, fraternidade, tolerância, solidariedade, gentileza, generosidade, paz, amor, alegria.
- Nossas causas: lutamos pelos direitos humanos e dos animais, pela preservação do meio ambiente, pela liberdade de credo (e de não ter credo), pela descriminalização das drogas e do aborto, pela igualdade entre os gêneros, pelo respeito aos ciclistas e por mais ciclovias nas cidades, pelas energias renováveis, pela proteção à infância e à velhice. Lutamos contra as guerras, a opressão, a violência, a corrupção, a exploração, o capitalismo predatório, os regimes autoritários, a desigualdade social, a exclusão, o analfabetismo, o transporte individual, a homofobia, a xenofobia, o racismo e toda forma de preconceito.
- A esquerda festiva será convocada a se reunir em passeatas, marchas e manifestações, mas também em bicicletadas, piqueniques, raves, shows, palhaçadas, churrascos, caminhadas, escaladas, cachoeiradas, contemplações da natureza, meditações e o que mais imaginar a criatividade de seus integrantes.
- Nas manifestações será permitido paquerar, beijar, abraçar e fazer cafuné para não perder a ternura.
- A esquerda festiva não admite paredões, fuzilamentos, exílio ou prisão de dissidentes. Quem pensa diferente é só alguém que pensa diferente.
- Pessoas de todos os partidos serão bem-vindas: a esquerda festiva independe de partidos ou classe social.
- Todos os eventos serão gratuitos e sua organização, voluntária.
- Discursos (curtos) serão aceitos, mas a esquerda festiva considera que rodas de samba e batuques em geral falam mais do que mil palavras.
- A esquerda festiva não cabe em manifestos nem aceita rótulos – inclusive o de “esquerda festiva”.
Cynara Menezes é jornalista. Atuou no extinto "Jornal da Bahia", em Salvador, onde morava. Em 1989, de Brasília, atuava para diversos órgãos da imprensa. Morou dois anos na Espanha e outros dez em São Paulo, quando colaborou para a "Folha de S. Paulo", "Estadão", "Veja" e para a revista "VIP". Está de volta a Brasília há dois anos e meio, de onde escreve para a CartaCapital.
Vi no Boca no Trombone
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A balada de José e Maria

Maria
José Roque dos Santos, 59 anos, e Maria do Socorro Diniz, 58 anos, o casal das fotos ao lado, não têm escolaridade, nem terra, nem futuro algum. São dois lavradores de Doverlândia, um município perdido de Goiás, de pouco mais de 7 mil habitantes. À meia noite de segunda-feira, 23 de maio, o casal foi colocado dentro de um ônibus com outras 30 pessoas e, em troca de lanche e uma camiseta, foram enviados pelo sindicato rural local para Brasília, a seis horas de viagem de lá. José e Maria se juntaram, então, a outras centenas de infelizes enviados à capital federal pela Confederação Nacional de Agricultura (CNA) para, exatamente como gado tocado no pasto, pressionar os deputados federais a votar a favor do projeto de Código Florestal do deputado Aldo Rebelo, do Partido Comunista do Brasil.
Conversei com o casal enquanto ambos, José e Maria, eram obrigados a segurar cartazes pela votação do texto de Rebelo, defendido por figuras humanasdo calibre da senadora Kátia Abreu, do DEM de Tocantins, presidente da CNA, e do deputado Ronaldo Caiado, do DEM de Goiás, ex-presidente da União Democrática Ruralista (UDR), velha agremiação de latifundiários de inspiração fascista.
José e Maria não sabem ler e nem têm a menor idéia do que é o Código Florestal. Quando lhes perguntei a razão do apoio ao projeto, assim me falaram:
José – Acho que vai ser bom pra nós e pros nossos netos, foi o que disseram.
Maria – É pra cuidar das terras, do futuro do Brasil.
Afora isso, não sabem nada. Nem uma pálida idéia do que é o projeto de Aldo Rebelo, muito menos o que é reserva ambiental e mata ciliar. Nada.
José
Os cartazes, me contaram, foram entregues por um certo “Luís, do sindicato dos fazendeiros” de Doverlândia, também responsável pela distribuição das camisetas da CNA. Eles foram embarcados em direção a Brasília sem chance de contestação. Os dois não têm um único centímetro de terra, mas trabalham na terra de quem manda, no caso, um fazendeiro da região. Enfrentaram um frio de 9 graus na viagem até Brasília, tomaram café com leite e pão em barraquinhas armadas em frente ao Congresso e, quando os encontrei, tomavam conta da fila de doces, frutas e confeitos que a CNA havia preparado na entrada da Câmara dos Deputados para impressionar a mídia. Tinham esperança de conseguir um almoço de graça e se mandar de volta para Doverlândia, às 17 horas de terça-feira, dia 24, a tempo de dormir em casa. Triste ilusão.
As gentes usadas como gado pela CNA para garantir a aprovação do projeto de um comunista ficaram enfurnadas no Congresso até tarde da noite, famintas e exaustas, obrigadas a se espremer nas galerias e a servir de claque contra os opositores do Código Florestal. E, é claro, a aplaudir Ronaldo Caiado.
Que essa perversão social ainda exista no Brasil, não me surpreende. Há anos tenho denunciado, como repórter, esse estado de coisas.
O que me surpreendeu mesmo é que os deputados do PCdoB não tenham se retirado do plenário, senão por respeito a José e Maria e à história do partido, mas ao menos por vergonha de serem cúmplices da miserável escravidão a que o casal de Doverlândia e seus companheiros da terra foram submetidos em troca de lanches e camiseta.
Leandro Fortes
By: Brasília, eu vi
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Por que o pessoal se surpreende com o Congresso?

Recebi uma cascata de mensagens pedindo para comentar a aprovação do novo Código Florestal, nesta terça, por acachapante votação na Câmara dos Deputados. Isso sem contar as emendas que, na prática, anistiam quem desmatou além da conta.
Mas, caros leitores, vocês querem que eu fale o quê? Que a Câmara dos Deputados rifou o futuro das próximas gerações? Tá bom: a Câmara dos Deputados rifou o futuro das próximas gerações. Que a Câmara dos Deputados novamente se dobrou a interesses bizarros? Claro! Por que não? Vamos chover todos no molhado só para desopilar o fígado. Mas cadê a novidade? Ou alguém achou realmente que a maioria daquele pessoal gente boa se preocupa com as consequências dos seus atos para a qualidade de vida da coletividade? Há! Faz me rir. Não é de hoje que colocam o cumprimento de compromissos de campanha e os interesses individuais e econômicos à frente. Porque em última instância é disso o que estamos falando, pois meio ambiente é uma discussão sobre qualidade de vida e não sobre a preservação do bragre-cego-de-barba-albina-e-topete-escarlate.
Garantir uma legislação ambiental decente significa evitar os deslizamentos de terra que soterram centenas de pessoas nas chuvas, os assassinatos de trabalhadores rurais e sindicalistas (que ousaram ir contra o modelo de desenvolvimento vigente), a expulsão de indígenas de suas terras para dar lugar a pastos e carvoarias, a ignomínima do trabalho escravo – cujas histórias forjam meus pesadelos há muitos anos. Tudo isso está interligado. Se quiser saber a relação, pesquisa aí na ferramenta de busca do blog. Mas, não, preferimos contribuir com o ajuste do termostato do planeta para a posição “gratinar os idiotas lentamente”.
Sobre Aldo Rebelo, eu não comento mais. Quando alguém discorda dele, é porque está desinformado, foi vendido para os gringos, é um ambientalista perverso, torce para o Corinthians. Como Aldo já me chamou de vaca holandesa, então eu gostaria de ruminar meus parabéns a uma das mais importantes lideranças ruralistas deste país por ter conseguido o que queria. Se o Senado ou o Planalto não corrigirem o curso desse desastre, acreditem, a História não será leve com ele.
Mas, com todo o respeito: os culpados, de verdade, são todos vocês que estão lendo este texto agora, cujo deputado ou deputada votou a favor daquele texto construído sem a devida participação da sociedade (fui em uma das “audiências públicas” do projeto…lamentável). Acompanhei o que meu representante fez e participou dos debates ao longo de meses e votou contra. E o seu? Aliás, você se lembra em quem votou ou digitou os números só para ajudar o Miltinho, primo da Maria Rita, vizinha da sua cunhada – que é gente boa e te deu um picolé quando criança e agora está trabalhando para um candidato? Sim, a responsabilidade é sua também que botou aquela galera lá. Agora aguenta.
Ah, e quando desgraça começar a rolar, não vai pedir ajuda a Deus. Ele já está suficientemente envergonhado por ter uma bancada evangélica que fala em seu nome e – mais forte que um governo que rifa direitos para segurar seu ministro – luta pelo direito à homofobia, impedindo que nossas crianças aprendam e exerçam a tolerância nas escolas.
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Qualidade de Vida para Mortos

Mais Qualidade de Vida para quem morreu...

Só sendo o Governo de São Paulo... Imagina se fosse o Morto-Vivo do José Serra???
By: José Simão
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Obama diz que EUA e britânicos querem ‘acabar o trabalho’ na Líbia

Obama e Cameron defendem mais bombardeios à capital líbia,
para enfraquecer o ditador Muammar Gaddafi
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, reforçaram nesta quarta-feira, após reunião em Londres, a posição de seus governos de que o líder da Líbia, coronel Muammar Gaddafi, deve deixar o poder. Obama, que visita a capital britânica como parte de um giro pela Europa, afirmou que a comunidade internacional fez “progressos enormes salvando vidas de civis na Líbia”.
– Gaddafi e seu governo precisam entender que não haverá diminuição na pressão que estamos aplicando – afirmou o presidente norte-americano, acrescentando que os Estados Unidos estão “firmemente comprometidos em terminar o trabalho” na Líbia.
Obama disse também que as ações na Líbia foram determinadas pela ONU e contam com a participação de muitas nações, incluindo países árabes, e o objetivo é “salvar vidas e garantir que não tenhamos o tipo de massacre que nos levaria a olhar para trás e nos perguntar por que não fizemos nada”. Cameron afirmou que não há futuro para a Líbia se Gaddafi permanecer no poder e acrescentou que a Grã-Bretanha e os Estados Unidos estão analisando “todas as opções” para “aumentar a pressão” contra o governo do líder líbio.
Limitações
Apesar das palavras duras contra o regime de Gaddafi, Obama e Cameron reconheceram que a missão das tropas da Otan na Líbia tem limitações, como a ausência de ações terrestres. “Uma vez que você descarta (o uso de) forças terrestres, existem algumas limitações inerentes às nossas operações de ataques aéreos”, disse o presidente americano, acrescentando que essas ações militares precisam ser coordenadas com atividades terrestres da oposição líbia.
Durante coletiva conjunta em Londres, os líderes de Estados Unidos e Grã-Bretanha também reafirmaram o compromisso de seus países com o combate ao terrorismo no Afeganistão. “Podemos derrotar a Al-Qaeda, e os eventos dos últimos meses nos deram uma oportunidade de mudar essa onda de terror de uma vez por todas”. disse o primeiro-ministro britânico.
– Devemos continuar destruindo a rede terrorista (da al-Qaeda), e parabenizo o presidente (Obama) por sua operação contra (Osama) bin Laden. Isso não foi só uma vitória para a justiça, mas um golpe no coração do terrorismo internacional – acrescentou.
Cameron também destacou a importância de trabalhar junto com o governo paquistanês na luta contra o terrorismo.
– As pessoas perguntam sobre nosso relacionamento, então precisamos ser claros. O Paquistão sofreu mais com o terrorismo do que qualquer outro país no mundo. O inimigo deles é nosso inimigo. Não temos que nos afastar, temos de continuar cada vez mais próximos – disse o líder britânico.
Democracia
Antes da entrevista, Cameron e Obama se reuniram na residência oficial do primeiro-ministro britânico. Durante a entrevista, o presidente norte-americano afirmou que é do interesse da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos que, no longo prazo, o Afeganistão nunca mais seja uma plataforma de lançamento para o terrorismo.
Obama também disse ver com bons olhos a cooperação entre Paquistão e Afeganistão. De acordo com Cameron, os dois líderes concordaram que as mudanças pró-democracia no Norte da África e no Oriente Médio devem ser permanentes e que a comunidade internacional precisa aproveitar esse “momento único em uma geração” para apoiar reformas democráticas na região.
Discurso no Parlamento
Obama também realizou, nesta quarta-feira, um discurso diante do Parlamento britânico. Obama se tornará o quarto dignatário estrangeiro desde a Segunda Guerra Mundial, a se pronunciar perante o Parlamento britânico. O Papa Bento XVI fez um discurso em setembro de 2010 depois de Nelson Mandela em 1996, quando ele era o presidente da África do Sul, e seu homólogo francês, Charles de Gaulle em 1960.
Em seu discurso, Obama elogiou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), classificando-a como a aliança mais bem sucedida na história do Homem. Juntos, os países que integram o organismo militar bombardeiam Trípoli, na tentativa de derrubar o ditador Gaddafi.
– O que vemos no Irã, na Praça Tahrir (Egito), são movimentos que contam com ao apoio dos EUA. Vamos investir no futuro das nações que investem na democracia, a começar pelo Egito, para ajuda-los a mostrar aos países que optam pela liberdade que a democracia vale a pena. A repressão oferece apenas a promessa de estabilidade – afirmou Obama, diante dos parlamentares britânicos.
George W. Bush estava prestes a proferir um discurso no Parlamento britânico em 2003, mas sua agenda foi cancelada devido a protestos contra a guerra no Iraque, em que Londres se envolveu com Washington.
Barack Obama, acompanhado por sua esposa, Michelle, estão hospedados no Palácio de Buckingham, residência londrina da rainha Elizabeth II, como chamadas de tradição para visitas oficiais.
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