8 de mai de 2011

Burrice fulminante da Miriam PiGlet

Ainda bem que burrice não mata; nem aquelas fulminantes!

Se não acredita no que leu, vá até a fonte... aqui!

Vi nO Cachete
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As Maravilhas de Portugal no Mundo - Qalat, Bahrain

O Forte do Bahrein ("Qal'at al-Bahrain"; em língua árabe: قلعة البحرين), também denominado como Forte português da ilha de Bahrein localiza-se em Manama, capital do Bahrein, no golfo Pérsico.
A primitiva ocupação humana do seu sítio remonta a uma elevação artificial (um "tell") iniciado por volta de 2300 a.C. e ocupado sucessivamente até ao século XVI. Entre outras funções, serviu como capital dos Dilmun uma das mais importantes civilizações da região - e, mais recentemente, como uma fortificação portuguesa. Por estes motivos o sítio arqueológico encontra-se classificado, desde 2005, como Património da Humanidade pela UNESCO.
Cerca de 25% do sítio já foi escavado revelando estruturas de diferentes tipos desde 1954: residenciais, públicas, comerciais, religiosas e militares. Em conjunto, testemunham a importância do local, um entreposto comercial ao longo dos séculos.
O topo da elevação, com doze metros de altura, é dominado pelo forte português, que lhe dá nome: "qal'a", que significa "forte".
O forte português, por sua vez, remonta a uma fortificação árabe, ocupada e reformada pelos portugueses em meados do século XVI. Em 1561, Inofre de Carvalho acrescentou ao forte uma área abaluartada, diretamente inspirada nas gravuras do tratado de Pietro Cataneo.
Embora a documentação sobre esta estrutura seja escassa, uma representação sua, de autoria de Pedro Barreto de Resende, apresenta-a com planta no formato quadrangular, com torreões de planta circular nos vértices.
Os Portugueses foram expulsos do Bahrain em 1602, pelas forças de Shah Abbas.
O Forte do Bahrein sofreu recente intervenção de conservação com a interveniência da Fundação Calouste Gulbenkian.
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Jarbas Agnelli

“Birds on the wires”, uma música a partir de uma foto
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Criacionistas

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Daniel Askill

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A mão que balança o berço do PSD é de Serra

Geraldo Alckmin é médico anestesista. Mas, na política, parece hoje mais interessado em fazer doer o quanto puder em José Serra as duas oportunidade em que este o jogou às feras.
Da primeira, quando ele foi o dublê de candidato a Presidência em 2006, ocupando o lugar em que Serra não quis ficar, por achar que perderia para Lula, ainda tirou a vantagem de se tornar um nome nacional, enquanto Serra se garantia como governador de São Paulo para, nos seus cálculos, ser candidato “pré-eleito” disputando com um governo desgastado, que teria um “poste” como candidato. O que, todos sabemos e bendizemos, falhou.
Mas a segunda, quando Alckmin quis ser prefeito e Serra abanou a candidatura Kassab, aí não teve perdão.
Em 2010, Serra não podia passar nova resteira em Alckmin, sob pena de enfraquecer sua própria candidatura. Alckmin ficou quietinho, esperando que lhe viesse às mãos o prato da vingança, o qual já está comendo, ainda morno.
Serra, rápido, criou sua tábua de salvação. Claro que, como sempre, de forma dissimulada. O PSD de Kassab, só não vê quem não quer, é ligado umbilicamente a seu projeto de poder.
Embora a mídia insista na versão de um partido que quer aderir ao governo Dilma, os tucanos alquimistas não se enganam: é de Serra a mão que balança o berço do PSD.
Os repórteres Ivan Iunes e Ulisses Campbell, no Estado de Minas de hoje, descrevem muito bem o impasse que fez a convenção paulista dos tucanos acabar em adiamento:
“O ex-governador de São Paulo José Serra bem que tentou passar a imagem de união com o atual governador, Geraldo Alckmin, ontem na eleição do diretório paulista do PSDB. Os dois até acertaram chegar juntos, no mesmo carro, com Serra ao volante e Alckmin no banco do passageiro. Mas a guerra interna deflagrada entre os tucanos paulistas adiou as definições do encontro para a quinta-feira. E mais: pode forçar o ex-governador a tentar voltar à Prefeitura de São Paulo no ano que vem. Alvejado pelas críticas de aliados de que estaria se omitindo diante da criação do PSD e até incentivando a migração de políticos aliados para o novo partido, o cacique tucano aposta na possibilidade de atração da nova legenda para conseguir manter o controle dos rumos dos tucanos em 2012.’
E a matéria prossegue:
“Serra já confidenciou a aliados que não pretende manifestar-se oficialmente nem sobre a criação do PSD, nem sobre a sucessão do presidente tucano, Sérgio Guerra – candidato à reeleição. Desde o início do ano, o ex-governador paulista procurou diversos aliados, queixando-se da movimentação de adversários internos e da subsequente perda de espaço. Ao governador de Goiás, Marconi Perillo, que é aliado do senador Aécio Neves (MG) no ninho tucano, chegou a falar em deixar a legenda.”
Não vai nada. Vai é criar os problemas que puder para Alckmin, quer por sua vez vai fazer o que puder para levar Serra a se candidatar a Prefeito de São Paulo, crente que isso o inviabiliza para uma nova disputa presidencial – em 2014, na qual, conta ele, Aécio não terá base em São Paulo nem a confiança do sistema para ser candidato.
Há um balé macabro nesta partilha dos espaços na oposição, que minguou como as pedras de gelo se derretem sob o sol. Nos naufrágios, a disputa pelos botes é selvagem. Mesmo que se revista das mais cínicas gentilezas.
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Ministério trava o PNBL e esvazia a Telebrás

Entre os avanços que tivemos no governo Lula, há dois que têm caráter estratégico para o país: a nova lei para a exploração do pré-sal e a reativação da Telebrás para possibilitar a universalização da internet rápida, através do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Este, no entanto, vem enfrentando dificuldades com a explícita opção do Ministério das Comunicações pelo monopólio das teles. Quanto ao PNBL – e, portanto, à Telebrás - a administração do ministro Paulo Bernardo, infelizmente, até agora não se diferencia daquela de seu antecessor, Hélio Costa.
O último episódio foi a resposta do Ministério ao pedido de informações da Gerência de Acompanhamento de Empresas da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sobre declarações do ministro falando de “ajustes” na Telebrás.
Resumindo: no dia 25 de abril, no “Valor Econômico”, o ministro das Comunicações declarou que “não é tarefa da Telebrás disputar mercado com as teles que estão no setor. Ela vai sair da disputa para ser uma articuladora de ações. É com isso que estamos contando”.
Quanto aos recursos da Telebrás, que teve bloqueados R$ 176 milhões de um orçamento de R$ 226 milhões, disse Bernardo que “o Tesouro não vai liberar dinheiro se não há nada projetado” - uma estranha declaração, pois a Telebrás tem “projetado” para este ano levar a rede do PNBL a 1.163 cidades. Portanto, não é porque “não há nada projetado” que os recursos aprovados pelo Congresso não são liberados. Ao contrário, é esse contingenciamento de recursos que torna inviável o que está projetado.
No mesmo dia em que foi publicada a entrevista, a Bovespa pediu à Telebrás “manifestação acerca da notícia veiculada no jornal Valor Econômico, edição de 25/04/2001, sob o título ‘Telebrás precisa de ajustes, diz ministro’”.
A Telebrás não sabia de nada, pois nada havia sido discutido ou comunicado aos seus diretores. Portanto, no dia 28, encaminhou o pedido da Bovespa ao Ministério: “Considerando que esta diretoria tem conhecimento desse assunto também por intermédio da imprensa, consultamos, para os fins de responder a Bovespa, se Vossa Excelência possui informações oficiais a respeito da matéria”.
No dia seguinte, o Ministério respondeu:
“Em virtude de contingenciamento orçamentário, a Telebrás deve rever seu cronograma de implantação de redes. Ademais, no que se refere ao retorno dos funcionários cedidos à Anatel, este Ministério recebeu solicitação da Agência para revisão da data limite e está em fase de negociação de um plano de providências. Ainda, em face da necessidade de antecipar a implantação da rede na Região Norte, os investimentos nela deverão ocorrer em tempo diverso do inicialmente previsto. Por fim, conforme mencionado na citada matéria, é intenção do Ministério rediscutir a atuação de mercado da Telebrás, a fim de diminuir projetos isolados da empresa e canalizar esforços conjuntos com o setor privado para a expansão de redes no país e sua comercialização no atacado”.
O único “projeto isolado” da Telebrás é utilizar a rede pública que já existe para o PNBL, através de contratos com as estatais que possuem essa rede, como a Eletrobrás e a Petrobrás. Seu projeto, portanto, é o PNBL – todos os outros estão em função deste, portanto, não são “isolados”.
Vamos ser claros: o último trecho que acima grifamos significaria acabar com o PNBL. Toda a concepção do plano está em usar a rede estatal de fibras óticas – aliada a outros meios de transmissão –, sob administração da Telebrás, para romper o entrave das teles à universalização da banda larga. Ou seja, está em estabelecer uma rede alternativa à das teles, para impedir que esses monopólios privatizados continuem estabelecendo os preços que quiserem, entregando a qualidade de serviço que lhes dê na telha e quebrando empresas privadas - provedores, de tecnologia da informação, etc. - que são obrigadas a comprar no atacado a transmissão da Internet, inclusive para oferecê-la no varejo aos usuários.
Por isso, a atuação da Telebrás, como acontece com empresas semelhantes nos países que mais avançaram na universalização da banda larga, é fundamentalmente “no atacado”, deixando o varejo (isto é, a “última milha”, o atendimento direto ao usuário) para as empresas privadas. Restringir a ação da Telebrás no atacado, colocá-la sob a rede das teles – ou, pior, dar a estas acesso à rede estatal de fibras óticas - é fazer com que as teles monopolizem, em escala ainda maior, o atacado e o varejo, com as conhecidas consequências: preços altíssimos, concentração da banda larga nas áreas ricas, velocidades baixíssimas e apagões contumazes.
Foi exatamente para superar essa situação que o PNBL foi criado e a Telebrás foi reativada - porque a situação é crítica.
No último dia 27, o secretário de telecomunicações do próprio Ministério das Comunicações, Nelson Fujimoto, na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, declarou que o Brasil “tem uma banda larga cara, concentrada e lenta”, informando que “34% das conexões têm até 256 Kbps e somente um 1% da população tem conexão acima de 8 Mbps”, velocidade que tende a ser, hoje, o padrão internacional da banda larga, deixando para trás os 2 Mbps até agora considerados pela União Internacional de Telecomunicações (UIT). Fujimoto revelou que “gasta-se em média 4,5% do PIB com conexão à banda larga. Nos países que já desenvolveram a internet de alta velocidade, essa cifra é de apenas 0,5%” (v. Convergência Digital, “Fujimoto diz que banda larga é cara, concentrada e lenta”).
Com dados do IBGE, Fujimoto mostrou que “apenas 27,4% dos lares brasileiros têm acesso à internet. (…) 90% da classe ‘A’ têm conexão em alta velocidade. Enquanto que apenas 10% da classe ‘C’ atingem esse patamar”. Segundo a pesquisa semestral da F/Nazca sobre a Internet, a maior parte dos acessos é realizado em “lan houses” (31%) e apenas 27% são realizados no domicílio do usuário.
Isso – e outras coisas deprimentes – é o monopólio das teles. Por isso foi necessário reativar a Telebrás para realizar o PNBL, que, ressaltou Fujimoto, “tem três dimensões: ampliar a cobertura do serviço em todo país, dar qualidade ao serviço e atacar a questão do preço - um dos elementos, segundo ele, limitadores da expansão da banda larga”.
Mas não é apenas ao usuário individual que essa situação está afetando: na última quarta-feira, a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) divulgou os resultados de sua 5ª edição do Índice Brasscom de Convergência Digital (IBCD). Entre os problemas que as empresas de informática enfrentam está: “Na área de conectividade, o alto preço e a baixa qualidade da banda larga são itens que puxam o índice para baixo. O custo médio dos pacotes de 1GB no País é de R$ 84,90 – um dos mais altos do mundo – para uma velocidade média de 1,3 Mbps. Como comparação, a velocidade média na Rússia é de 18,2 Mbps”.
E nem falamos em que as teles entregam 1/16 da velocidade contratada - e outras indignidades.
Carlos Lopes, no jornal Hora do Povo
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Tolerância zero com a tortura

Para um país como o Brasil, um aspecto da caçada e morte de Osama bin Laden é mais grave que para outros. Talvez não devesse ser assim, pois diz respeito a valores e a princípios universais.
Não haveria motivo para que algumas sociedades fossem mais e outras menos tolerantes com a tortura. O repúdio deveria ser igual, independentemente das particularidades de cada uma.
Não é universal a reprovação de traços culturais bárbaros, mesmo quando fazem parte de tradições milenares? Alguém admite práticas como o apedrejamento ou a ablação de mulheres? Alguém as justifica com base em algum tipo de argumentação, incluindo a invocação da ideia de relativismo?
À medida que a globalização nos torna mais parecidos, muita coisa boa corre o risco de se perder, mas muita coisa ruim desaparece. Se não fosse assim, só haveria a lamentar que o mundo esteja ficando culturalmente menos heterogêneo.
Mas cada sociedade é única e tem uma experiência específica. E coisas que algumas toleram são radicalmente inaceitáveis para outras.
Em quase todos os países da América do Sul, a tortura foi uma presença constante ao longo dos últimos 100 anos. Dezenas de milhares de pessoas foram submetidas às suas formas mais cruéis e muitos milhares morreram. Quem as infligiu foram governos quase sempre de direita e que quase sempre chegaram ao poder por meio de golpes militares.
Faz pouco tempo, em termos históricos, o Brasil viveu uma experiência traumática com ela, da qual não se recuperou totalmente, pois muitas feridas continuam abertas. A anistia apagou diversas coisas, mas a tortura, não (e nem deveria).
Parte fundamental de nossa elite política foi torturada durante o período militar. Hoje, temos uma presidente da República, bem como governadores, prefeitos, senadores, deputados e ministros que sofreram brutalidades nas mãos de agentes públicos. Em nome do risco que representavam para a “segurança nacional”, foram marcados para sempre. Aquilo em que se tornaram, passados 30 anos, é, em si, uma condenação de quem os torturou (ou mandou torturar, pois dá no mesmo).
A trajetória americana é diferente. Lá, por mais belicosa que seja a cultura, não havia uma experiência com ela. Até quando a “guerra ao terror” passou a justificá-la, os americanos podiam se orgulhar dela não fazer parte de sua vida como país civilizado. Nunca houve nos EUA uma Operação Bandeirantes ou um delegado Sérgio Fleury (ainda que o governo os conhecesse e tolerasse seus congêneres mundo afora).
Logo após a execução de Bin Laden, a imprensa americana voltou à discussão dos “métodos extremos de interrogatório”, como eufemisticamente designam a tortura que praticaram contra militantes do radicalismo islâmico, para obter confissões ou colher informações. Como bons burocratas, anotaram até o número de sessões de sevícias a que submeteram algumas lideranças: 183, no caso do segundo na hierarquia da Al-Qaeda, para dar um exemplo.
Com o sucesso da operação, muitos críticos da tortura ficaram sem argumentos e se calaram. Inversamente, os criticados se sentiram vindicados. A morte de Bin Laden desculpou, retrospectivamente, a tortura que o aparato militar e de contra-terrorismo ordenou. Os fins justificaram os meios. Seus porta-vozes se rejubilaram.
Tanto nossas lideranças, quanto nossos jornais preferiram evitar o assunto. Ninguém subscreveu a tese de que, no caso, a tortura era aceitável (salvo os Fleurys da imprensa). Houve declarações de repúdio, mas foram poucas.
A eficácia da tortura é o argumento dos ditadores e dos torturadores. Com relação a ela, não cabe qualquer tolerância. O mundo civilizado já disse que não a aceita, em qualquer intensidade ou proporção: ela é inadmissível. Admitida, quem estiver no comando pode querer usá-la, do fanático ao brutamontes.
Os americanos ficaram felizes quando o prefeito de Nova Iorque disse que teria tolerância zero para com as pequenas infrações, pois, se as aceitasse, não teria como dizer um basta às grandes. Quem jogasse um papel de bala no chão era um infrator e como tal deveria ser penalizado.
É triste ver onde chegaram. Ou tomam cuidado, ou, daqui a pouco, estarão achando natural que qualquer um faça justiça com as próprias mãos. Para que leis, se nem o Estado, quando se sente moralmente justificado, as obedece?
Marcos Coimbra - sociólogo, presidente do Vox Populi
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Sábato Magaldi apresenta o jovem Suassuna

Do Suplemento Literário de O Estado de S.Paulo - 09/03/1957
Estréia segunda-feira, no Teatro Natal, o “Auto da Compadecida”, do jovem autor Ariano Suassuna. Existe, com relação ao acontecimento, uma grande expectativa, porque a peça, quando encenada recentemente no Rio, obteve a medalha de ouro do I Festival Brasileiro de Teatro Amador, e a critica saudou o dramaturgo como uma das maiores revelações do nosso palco.
Ariano Suassuna tem 29 anos, sendo originario de Taperoá, na Paraiba, onde se passa a ação de “A compadecida”. Hermilo Borba Filho, diretor da montagem paulista, forneceu-nos as outras informações biograficas sobre Ariano Suassuna, que ele lançou no Teatro do Estudante de Pernambuco. Filho de ex-governador do seu Estado natal, leciona Estetica na Faculdade de Filosofia da Universidade do Recife, e Teatro no Colegio Estadual de Pernambuco, exercendo a critica no “Diario” daquela cidade. Formado em Direito em 1950, advogou durante dois anos, abandonando a profissão para dedicar-se ao teatro. Já conta em sua bagagem diversas peças: “Uma mulher vestida de Sol” (vencedora do Premio Nicolau Carlos Magno, do TEP), “Cantam as harpas de Sião”, “Os homens de barro”, “O arco desolado” (que mereceu o voto de Ruggero Jacobbi para o Premio Martins Penna, instituido pela Comissão do IV Centenario de S. Paulo), “O auto de João da Cruz” (que obteve o primeiro lugar em concurso promovido pela Secretaria da Educação de Pernambuco) e “O processo do Cristo Negro”. Juntamente com Hermilo, Ascenso Ferreira e Capiba, publicou o livro “E’ de Tororó”. Oriundo de Familia protestante, converteu-se ao catolicismo, durante uma enfermidade. Acrescenta Hermilo que Ariano Suassuna casou-se recentemente, é um grande contador de historias, entende de musica e pintura, faz poemas, já tentou escultura, estudou com afinco latim e grego para ler os classicos no original, e prestou neste ano os exames vestibulares de Filosofia. Devendo publicar a convite da Secretaria da Educação de Pernambuco e ao ensejo de seus dez anos de teatro, todas as peças, Ariano Suassuna pretende reescrevê-las para dar-lhes um carater mais brasileiro e um estilo “vivo, popular e forte”. Em carta ao autor de “A barca de ouro”, escreveu Ariano Suassuna que “estamos vivendo a epoca elisabeteana agora, estamos num tempo semelhante ao que produziu Molière, Gil Vicente, Shakespeare etc.”.
As indicações biograficas, sobretudo no tocante á crença religiosa e á visão do mundo contemporaneo (Ariano Suassuna aproxima o Nordeste de Florença e Roma renascentistas) introduzem-nos no universo dramatico de “A compadecida”, bem como do “Auto de João da Cruz” e “O arco desolado”, os textos de sua autoria que tivemos ensejo de ler. Trata-se, sem duvida, de um escritor teatral autentico de quem se pode esperar muito. E – aspecto que deve ser ressaltado em nossa literatura – trata-se de uma dramaturgia catolica, na melhor tradição que esse teatro fixou em todo o mundo, vindo das formas medievais, em que se assinalam os caracteres populares e folcloricos e uma religiosidade simples, sadia, irreverente e presidida pela Graça, com a condenação dos maus e a salvação dos bons. E’ certo que as numerosas lendas do Nordeste reunem os predicados que podem servir de base a um teatro popular e religioso, desde que passando pelo crivo artistico. Acrescente-se, ainda, que o jovem autor chama as suas obras “autos sacramentais”, genero levado á perfeição por Calderon de la Barca, cuja peça “La vida es sueño” se baseou, aliás, na mesma lenda polaca em que se inspirou “O arco desolado”.
Ariano Suassuna funde, em seus trabalhos, duas tendencias que se desenvolvem quase sempre isoladas em outros autores, e consegue assim um enriquecimento maior da sua materia-prima. Alia o espontaneo ao elaborado, o popular ao erudito, a linguagem comum ao estilo terso, o regional ao universal. A quase superstição das historias folcloricas atinge o vigor de uma religiosidade profunda, que pode espantar aos cultores de um catolicismo acomodaticio, mas responde ás exigencias daqueles que se conduzem por uma fé verdadeira. A nós, particularmente, que não suportamos os rugidos antipaticos de grande parte da literatura catolica moderna, comprazida em se lambuzar no lodo, para entrever, numa distancia inverossimil, uma redenção mazoquista – aceitamos, embora sem compartilhá-la, a crença reta de “A compadecida”, alimentada de amor efetivo e do melhor sentido que possa ter a palavra misericordia. O frade, que o bispo chama de debil mental, é o portador da sabedoria divina. Esse bispo, o padre e o sacristão venais serão castigados, enquanto o cangaceiro – instrumento da colera de Deus – será absorvido, por não ser responsavel pelo mal que pratica, nesse julgamento em que Jesus Cristo aparece sob as vestes do preto Manuel. João Grilo – mais um tipo da galeria brasileira do “heroi sem nenhum carater” – terá nova oportunidade de viver, e a aproveitará com a santidade inata das mãos vazias.
O “auto de João da Cruz” não é uma farsa, como “A compadecida”, mas um “drama sacramental”. Como inspiração, mostra o mesmo espirito religioso, na aventura faustiana do jovem carpinteiro que faz um acordo com o demonio para possuir os bens terrenos. O caminho para a danação é interrompido pelo aparecimento do anjo da guarda e do pai-peregrino, que, no juri final da peça, se identifica á figura divina. Aqui, mais uma vez, o movel da salvação é um cangaceiro, que havia há tempo evitado a morte de João, da Cruz e agora, num sinal de que a consciencia deste continua viva, recebe para fugir da policia o corcel que o demonio lhe presenteara. Diante da justiça, os puros levam sempre a melhor.
O tratamento de “O arco desolado” diferencia-se fundamentalmente do que o dramaturgo espanhol deu á lenda polaca. O Sigismundo de Calderon, sabendo que “la vida es sueño”, quer tornar a existencia um sonho bom. Contraria a predição sobre o seu nascimento, para instaurar um reino de justiça. O Sigismundo de Ariano Suassuna desencadeia de fato, quando sai da prisão, uma série de horrores. Vai purgar-se da possível bastardia no mundo, confiando-se de novo á prisão em que fôra criado. Com o seu sacrifício e o da jovem amante possibilita a reconciliação do pai e do tio, concluindo a peça sob um céu limpo, que lembra o de “Romeu e Julieta”.
‘A forma de Ariano Suassuna corresponde aos designios de sua dramaturgia. Agora que vai reescrever “O arco desolado”, passando-se a historia numa fazenda do sertão, pretende quebrar-lhe a “unidade”, que a esfria num rigor literario pouco cenico. Os dois outros autos já assimilam a experiencia do teatro medieval, acolhendo a fecundante convenção segundo a qual cada episodio reclama o seu cenario. Não se trata da simultaneidade mas de uma liberdade absoluta de ações, trazendo, inclusive, o sobrenatural para a terra ou tornando o homem intimo da morada divina.
Em “A compadecida”, não fôsse deliberada a ingenuidade, estranhariamos o “primarismo” da satira: a historia do padra que benzeria o cachorro do major Antonio Morais mas não o da mulher do padeiro; as proezas de João Grilo para que a benção seja dada; a venda de um gato que descome dinheiro para substituir o cachorro morto; a carnificina praticada pelo cangaceiro e a sua estulticia, acreditando que poderá ressuscitar ao som de uma gaita. A trama torna-se verossimil teatralmente porque abdica de um realismo verista em troca de uma outra realidade, feita de sobrenatural e de poesia. Na trama, “o autor quis ser representado por um palhaço, para indicar que sabe, mais do que ninguém, que sua alma é um velho catre, cheio de insensatez e de solercia”, e para, sob a verve comica tirar também as ilações, quer esteticas quer morais.
Tudo indica em Ariano Suassuna o apaixonado do primitivo, o participante da crença cosmica medieval. Ele renega mesmo o teatro moderno, dessorado na disciplina intelectualista. Conhecemos o valor estetico de certos arcaismos, sobretudo quando advogam a autenticidade perdida. Ariano Suassuna descobriu um veio fertil, que poderá alimentar grande numero de peças, na mesma linha de “A compadecida”. A obra definitiva virá, porém – auguramos – quando ele aperfeiçoar o instrumento tecnico e sentir o mundo com um coração moderno.
Sábato Magaldi

O PALCO NO PAPEL
Mineiro de Belo Horizonte, onde nasceu no dia 9 de maio de 1927, Sábato Antônio Magaldi já aparecia como titular da seção "Teatro" do SL no projeto do caderno elaborado por Antonio Candido. Em 1953, viera para São Paulo, a convite de Alfredo Mesquita, iniciando a carreira de docente na Escola de Arte Dramática, onde criaria, em 1962, a disciplina de História do Teatro Brasileiro. Em 94 foi eleito para a cadeira 24 da Academia Brasileira de Letras. Publicou, entre outros, Panorama do Teatro Brasileiro (1962) e Artur Azevedo (2009).




Gilberto Cruvinel
By: Nassif
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Partitura

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Intolerantes, vocês vão ter que engolir mais essa

Ao arquivar a denúncia de um jogador de futebol contra um dirigente em 2007, o juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho sugeriu que se o jogador fosse mesmo homossexual, “melhor seria que abandonasse os gramados”. Que “quem se recorda da Copa do Mundo de 1970, quem viu o escrete de ouro jogando (…) jamais conceberia um ídolo ser homossexual”. Também proferiu que: “Não que um homossexual não possa jogar bola. Pois que jogue, querendo. Mas forme seu time e inicie uma Federação”. Por fim, arrematou o seu naco de besteiras dessa forma: “Cada um na sua área, cada macaco no seu galho, cada galo em seu terreiro, cada rei em seu baralho. É assim que penso”.
Apesar da influência de grupos religiosos contrários a mudanças, mais cedo ou mais tarde, as leis serão alteradas no Brasil para garantir dignidade, estender direitos e combater preconceitos.
A importante decisão desta quinta (5) do Supremo Tribunal Federal de reconhecer a união civil de casais do mesmo sexo é um passo a mais, não o derradeiro. O problema é que essa caminhada está sendo bem lenta quando, em verdade, deveria correr rápida para dar tempo às pessoas que hoje vivem de desfrutarem uma nova realidade. Adotar filhos ou não ser vítima de homofobia, por exemplo.
Retomando o que já escrevi neste espaço, é um absurdo que a essa altura da história nossa sociedade ainda esteja discutindo se deve ou não universalizar direitos. Que, de tempos em tempos, gays sejam espancados e assassinados nas ruas só porque ousaram ser diferentes da maioria. Que seguidores de uma pretensa verdade divina taxem o comportamento alheio de pecado e condenem os diferentes a uma vida de inferno aqui na Terra.
Consciência não tem a ver com classe social – a diferença de um olho roxo deixado pela covardia de homens pobres ou ricos está apenas no preço da maquiagem usada pelas mulheres vítimas de violência para escondê-lo. Consciência não se aprende na escola, nem é reserva moral passada de pai para filho. Consciência tem a ver com a vivência comum na sociedade, a tentativa do conhecimento do outro, a busca por tolerar as diferenças.
O Congresso Nacional que, por vez ou outra, transpira as mais bizarras formas de preconceito através de seus Bolsonaros, é fruto do tecido social em que está inserido – e sim, a sua esbórnia que ganha as páginas policiais, digo, de política, é um reflexo de nós mesmos. Eles somos nós.
Porque, na prática, uma (não) decisão tomada pelo Legislativo tem em seu âmago o mesmo preconceito das piadas maldosas contra gays ou dos pequenos machismos em que nós (e não me excluo disso) nos afundamos no dia-a-dia. O que difere é o tamanho do impacto, não sua natureza. Legislativo que transfere, vez ou outra, para o STF o papel de refletir sobre as leis para garantir dignidade às minorias.
Nem sempre a Justiça acerta – prova disso é o juiz da história acima. Desta vez, sim, nacionalizando algo que já estava ocorrendo em um Estado ou outro, ao se reconhecer direito à pensão ou mesmo à herança em relações homoafetivas.
(E, pelas preces contrárias à união civil feitas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, se Deus existe, deu um passa-moleque nos seus supostos representantes.)
Coloquemos a culpa na herança do patriarcalismo português, no Jardim do Éden e por aí vai. É mais fácil justificar que somos determinados pelo passado do que tentar romper com uma inércia que mantém homens, ricos, brancos, heterossexuais em cima e mulheres, pobres, negras e índias, homossexuais em baixo.
Será uma escolha entre a barbárie da intolerância e a civilização. Que vença, por fim e o mais breve possível, a tolerância.
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Sal é bom e não faz mal?

Estudo provoca polêmica ao revelar que dieta com baixo teor de sal é inefetiva
Um novo estudo revelou que as dietas com baixo teor de sal aumentam o risco de morte provocada por ataques cardíacos e derrames e não previne a hipertensão arterial, mas as limitações da pesquisa significam que o debate sobre os efeitos do sal na dieta estão longe de terminar.
De fato, especialistas do Centro para a Prevenção e o Controle de Doenças dos Estados Unidos tiveram uma impressão tão forte de que o estudo continha falhas que eles o criticaram em uma entrevista, algo que esses profissionais normalmente não fazem.
Peter Briss, um médico da instituição, disse que o estudo teve dimensão muito pequena; que as pessoas estudadas eram relativamente novas, com uma média de 40 anos de idade no início do projeto; e que com poucas anomalias cardiovasculares, é difícil chegar a conclusões. E, de acordo com Briss e outros especialistas, o estudo vai de encontro às evidências que indicam que o alto consumo de sódio pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares.
“Neste momento, é preciso encarar esse estudo com ceticismo”, advertiu Briss.
O estudo foi publicado na edição de 4 de maio do periódico “Journal of the American Medical Association”. O projeto, que só envolveu no início indivíduos que não sofriam de hipertensão arterial, teve um caráter observacional, e foi considerado, na melhor das hipóteses, sugestivo, e não conclusivo. Ele incluiu 3.681 indivíduos europeus de meia idade que não sofriam de hipertensão arterial nem de doenças cardiovasculares. Os indivíduos tiveram a saúde acompanhada por um período médio de 7,9 anos.
Os pesquisadores avaliaram o consumo de sódio dos participantes no início do estudo e ao final mediram a quantidade de sódio excretada na urina deles durante um período de 24 horas. Todo sódio consumido é excretado na urina em um período de um dia, de forma que esse método se constitui na forma mais precisa de determinar o consumo desse elemento.
Os pesquisadores descobriram que quanto menos sal as pessoas ingerem, mais probabilidade elas têm de morrer de doenças do coração – 50 pessoas que faziam parte do grupo de um terço da amostragem total que consumia menos sal (2,5 gramas de sódio por dia) morreram durante o estudo, 24 morreram no grupo de consumo intermediário (3,9 gramas de sódio por dia) e dez no grupo de alto consumo de sal (6 grama de sódio por dia). E embora aqueles que ingeriam mais sal tivessem apresentado, em média, uma ligeira elevação da pressão sistólica – um aumento de 1,71 milímetros na pressão para cada aumento de 2,5 gramas de sal ingerido diariamente –, eles não apresentaram uma maior propensão a desenvolver a hipertensão arterial.
“Se o objetivo é prevenir a hipertensão arterial com um menor consumo de sódio, o estudo revela que isso não funciona”, afirmou o principal autor do estudo, o médico Jan A. Staessen, professor de medicina da Universidade de Leuven, na Bélgica.
Mas Briss afirma que dentre os outros problemas apresentados pelo estudo está o fato de que aqueles indivíduos que pareciam consumir a menor quantidade de sal forneceram menos urina do que os que consumiram mais, o que seria uma indicação de que eles podem não ter coletado toda a sua urina em um período de 24 horas.
O médico Frank Sacks, da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard concorda e também diz que o estudo apresenta falhas.
“Esse é um estudo problemático”, critica Sacks. “Nós não devemos orientar nenhum tipo de decisão na área de saúde pública com base nele”.
Michael Alderman, um pesquisador da pressão arterial da Faculdade de Medicina Albert Einstein e editor do periódico “American Journal of Hypertension”, diz que a literatura médica sobre o sal e os seus efeitos sobre a saúde é inconsistente. Porém, ele afirma que o novo estudo não é o único a descobrir efeitos adversos das dietas com baixo teor de sódio. O seu próprio estudo, com pessoas que apresentavam hipertensão arterial, revelou que aqueles que ingerem menos sal são os que têm maior probabilidade de morrer.
Alderman diz que no passado já atuou como consultor não remunerado do Instituto do Sal, mas que atualmente não faz consultoria para a instituição e nem para a indústria de alimentos, e tampouco recebe qualquer apoio ou dinheiro dos grupos que integram essa indústria.
Alderman afirma que a redução do consumo de sal traz consequências que vão além da pressão arterial. Isso faz também, por exemplo, com que aumente a resistência à insulina, o que pode gerar o risco de doenças do coração.
“Dieta é uma coisa complicada”, alerta Alderman. “Sempre haverá consequências imprevistas”.
Segundo Alderman, um dos problemas com os debates sobre o sal é que todos os estudos sobre isso são inadequados. Ou eles consistem de estudos baseados em intervenções de curto prazo nas quais os indivíduos ingerem grandes quantidades de sal e depois são privados dessa substância para que se possa avaliar os efeitos disso sobre a pressão sanguínea, ou eles têm o formato de pesquisas, como esta, que observam determinadas populações e avaliam se aqueles indivíduos que consumem menos sal são mais saudáveis.
“Estudos observacionais nos dizem o que um indivíduo vai experimentar se ele selecionar uma determinada dieta”, explica Alderman. “Mas eles não nos dizem o que acontecerá se modificarmos o consumo de sódio das pessoas”.
Alderman diz que o que se faz necessário é um estudo de grandes dimensões no qual os indivíduos participantes sejam escolhidos aleatoriamente para seguirem ou não uma dieta de baixo teor de sódio, e que esses indivíduos sejam acompanhados durantes anos para determinar se a ingestão de menos sal melhora a saúde e reduz o índice de mortes provocadas por doenças cardiovasculares.
Mas outros especialistas dizem que tal estudo jamais será feito.
“Esta é uma daquelas situações realmente interessantes”, diz o médico Lawrence Apple, professor de medicina, epidemiologia e saúde internacional das Instituições Médicas Johns Hopkins. “Podemos dizer, 'Tudo bem, deixemos de lado os estudos observacionais porque eles apresentam todos esses problemas'”. Mas, segundo ele, apesar da virtudes dos testes clínicos aleatórios controlados, um estudo desse tipo “mais será realizado”. Seria impossível manter pessoas em uma dieta de baixo teor de sódio em um mundo no qual tanto sódio é acrescentado aos alimentos preparados.
Briss acrescenta que não seria prudente tomar ações na área de saúde pública enquanto os pesquisadores aguardassem por um teste clínico que poderia se revelar até mesmo inviável.
Mas Alderman discorda.
“Os defensores das dietas de baixo teor de sal sugerem que todos os 300 milhões de norte-americanos sejam submetidos a tal dieta. Mas se esses indivíduos são incapazes de fazer com que as pessoas sigam uma dieta de baixo teor de sal para a realização de um teste clínico, eu me pergunto: sobre o que eles estão falando?”.
E ele acrescenta: “Isso custará dinheiro, mas é por isso que nós fazemos ciência. Também custará dinheiro modificar a composição dos alimentos”.
* * *
Depois de quarenta anos como vilões, o café e o ovo foram 'liberados'; agora chegou a vez do sal. O fato de os coordenaores da pesquisa a condenarem não se sustenta: se se tratasse efetivamente de um embuste, eles mesmos cuidariam de abortar sua divulgação. Vai ver, a condenação é 'defesa prévia' destinada a salvaguardar os doutos pesquisadores.
Mas convém lembrar o velho alerta: tudo o que é demais é demasiado.
Gina Kolata - Uol
By: Dodó Macedo
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História de Todos Nós - Preconceito

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Beto Richa: mentiroso ou caloteiro?

A cada dia que passa, se nota, e sobram muito poucas dúvidas, de que o trololó tucano é igual em todo lugar. Beto Richa assumiu o Estado no começo do ano fazendo um estardalhaço tremendo, falando que o Paraná estava quebrado, e que os autores da quebra eram Requião e Pessuti.
Este escriba já adiantou que era trololó e que tudo não passava de uma boa desculpa pra duas coisas. Primeiro, pra não investir, sob a desculpa de que não havia dinheiro. Depois, pra privatizar.
Ora, ora. Até o avião o Governador já vendeu. E vendeu pra pagar muito mais em aluguel a uma terceirizada. E dizem os noticiosos, que foi sem licitação.
Que belo negócio é trabalhar assim.
A Gazeta do Povo deste domingo nos traz mais uma pérola. O Estado está fazendo superávit.
Ora, se o tesouro consegue guardar, é porque não existem contas a pagar. E se tem, o Governador é caloteiro porque está segurando a grana ao invés de repassar a quem prestou os serviços. O que Beto prefere, ser chamado de mentiroso ou de caloteiro?
É matemática básica. Dinheiro o Estado tem. E se tem, por qual razão não investe?
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Chimpanzés usam o dobro de gestos do que se conhecia

Chimpanzés selvagens usam pelo menos 66 gestos diferentes para se comunicar entre si, o dobro do que se conhecia anteriormente, de acordo com cientistas.
Equipe gravou grupo de animais para
decifrar seu 'repertório gestual'
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de St. Andrews, na Escócia, gravou em vídeo um grupo de animais com o objetivo de decifrar seu “repertório gestual”.
O time estudou 120 horas de gravações dos chimpanzés interagindo, investigando sinais de que os macacos estavam intencionalmente sinalizando uns para os outros. A descobertas foram publicadas na revista científica Animal Cognition.
Estudos anteriores com chimpanzés em cativeiro indicavam que os animais tinham cerca de 30 gestos diferentes.
– Isto mostra um repertório bastante grande –, disse a chefe da pesquisa, Catherine Hobaiter.
– Achamos que as pessoas anteriormente estavam vendo somente frações disto, porque, quando você estuda os animais em cativeiro, você não vê todo o seu comportamento –, diz a cientista.
– Você não os vê caçando, levando as fêmeas embora durante a ‘corte’ ou encontrando grupos vizinhos de chimpanzés.
Hobaiter passou 266 dias observando e filmando um grupo de chimpanzés em uma estação de conservação em Budongo (Uganda).
– Passei dois anos estudando estes animais, então eles me conhecem”, afirma. “Eu os segui pela floresta e eles simplesmente me ignoraram por completo, levando suas vidas cotidianas.
Ela e seu colega Richard Byrne escrutinaram as gravações e separaram cada gesto distinto em categorias.
Eles procuraram sinais claros de que os animais estavam fazendo movimentos deliberados que pretendiam gerar uma resposta do outro animal.
– Nós tentamos ver se o animal que fazia o gesto estava olhando para o seu público. E nós prestamos atenção na persistência; se a sua ação não produzia um resultado, ele então a repetia.
A equipe ainda está estudando os vídeos para a próxima etapa de seu projeto – tentar descobrir o que cada gesto significa.
Para alguns destes gestos, o significado parece óbvio, talvez porque, como grandes primatas, nós fazemos movimentos parecidos. Um chimpanzé acena para outro membro do grupo, ou um jovem macaco cumprimenta o outro para convencê-lo a brincar.
Dicionário de gestos
Em um trecho dos vídeos feitos por Hobaiter, uma mãe estende seu braço esquerdo na direção de sua filha.
– A mãe quer sair dali e faz o gesto para pedir que sua filha ‘monte’ nela –, explica Hobaiter.
– Ela poderia somente agarrar a sua filha, mas ela não o faz. Ela estende o braço e mantém o gesto enquanto espera uma resposta.
Quando a jovem começa a se aproximar, a mãe repete o gesto e acrescenta uma expressão facial – um “sorriso” bem aberto, a partir do que a filha “monta” e elas então deixam o local.
– Mas as ações muitas vezes têm efeitos que o seu autor não pretende –, diz Byrne.
– Assim, para entender o significado pretendido, não adianta somente descobrir o efeito típico de um gesto. Nós temos que investigar que efeito faz o agente parar de gesticular e parecer satisfeito e contente com o resultado, para estar certo de que era aquilo que ele pretendia.
Os resultados forneceram dicas sobre as origens dos gestos dos chimpanzés, indicando que eles são um sistema comum de comunicação que permeia a espécie, em vez de cada movimento ser um hábito adquirido ou um ritual dentro de um grupo social.
Na verdade, ao comparar estas observações com as feitas com o gestos dos gorilas ou dos orangotangos, os pesquisadores mostraram que havia uma sobreposição significativa dos sinais usados pela família dos grandes primatas.
– Isto sustenta a nossa crença de que os gestos usados pelos macacos (e talvez alguns gestos humanos também) são derivados da antiga linhagem compartilhada por todas as espécies de grandes primatas existentes hoje – diz Hobaiter, que estuda os chimpanzés.
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STF: quem não quer sentir orgulho do Brasil ?

Trevisan: com firmeza e resistência o Zé da Esquina chega ao STF
O Globo publica neste domingo na pág. 12 imperdível entrevista com João Silvério Trevisan, escritor, ensaísta, filósofo e cineasta:
“Há muito tempo eu não sentia orgulho do Brasil”
Para escritor, após a decisão do Supremo (sobre a união de homossexuais – o que o "Cerra" pensará disso?), o país não tem mais como recuar na garantia dos direitos dos gays
O próximo passo é a criação de uma lei que puna a homofobia” – clique aqui para ler o texto do Jean Willys.
Diz Trevisan, certeiro no ponto:
“O mais importante não é o movimento em função do casamento, mas a aceitação de que existem homossexuais no Brasil e que seus direitos não são diferentes dos direitos de nenhum outro cidadão.”
“A união estável faz um reconhecimento de que os homossexuais amam. O seu amor tem os mesmos direitos e deveres do amor de heterossexuais.”
“ … (a decisão do STF) foi uma lição para o Brasil de que nós, homossexuais, com nossa firmeza e resistência, temos o nosso direito de amar”.
Este ansioso blogueiro também teve orgulho do STF.
Especialmente do voto pioneiro do relator Ayres Britto, o patrono dos blogueiros sujos.
O Conversa Afiada sempre desconfiou de juízes que menosprezam o Zé Mané da esquina, como faz, invariavelmente, o ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas (*).
Clique aqui para ler “Gilmar não leva o sujeito da esquina em consideração”.
Como diz o Trevisan, é óbvio que a decisão da Suprema Corte deriva em boa parte da firmeza e da resistência dos homossexuais brasileiros, que enfrentaram, até, um Brasil que é campeão mundial de atos de intolerância e ódio, como lembrou o Ministro Marco Aurélio de Mello.
(Atos de intolerância contra gays, nordestinos, negros e judeus – é bom completar a lista.)
O sujeito da esquina, porém, acha que o Supremo tem contas a ajustar com ele.
É sobre a lamentável decisão de anistiar a Lei da Anistia e, por extensão, os torturadores do regime militar.
Como Legislativo não age, o STF, breve, terá de se pronunciar, de novo, sobre a matéria.
Os nomes que a Globo não revela, mas que o deputado Paulo Ramos do PDT do Rio, relembrou.
Está aí a informação da Carta Capital: os militares brasileiros, como os argentinos, sequestraram bebês.
E a morte de Ernesto Sabato, símbolo da resistência civil ao esquecimento, ao olvido e à obediência devida.
A anistia à Lei da Anistia cairá como, em breve, serão punidos os crimes de homofobia.
Depende de você, amigo navegante.
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Bessinha acha a fábrica de inflação do PiG e a OAB ao lado


Agora, sobre a OAB, nada o impressiona mais. 

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Charge online - Bessinha - # 596

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Jethro Tull

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Como a mídia faz campanha contra Cuba

Carlos Serpa, fez um teste para a filmagem de um documentário, sobre sua prisão pela polícia cubana, que não ocorreu, e a imediata reprodução pela Rádio Martí de tal notícia falsa, que nunca foi desmentida.
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Sade

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Parabéns mães!

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Jorge Bornhausen: “Mensalão do DEM é que acabou com o partido.”

O ex-senador Jorge Bornhausen, (foto), já teria entrado para a história da política brasileira como um dos articuladores da Frente Liberal.
Durante a ditadura militar, graças a essa dissidência do velho PDS – o partido no qual se transformou a Arena –, nasceu o PFL, cuja aliança com o PMDB culminou na eleição indireta de Tancredo Neves para presidente da República.
Bornhausen tornou-se o principal presidente da história do PFL. E entrou para a história novamente como articulador da aliança com o PSDB que elegeu presidente da República o tucano Fernando Henrique Cardoso.
Mas o ocaso do governo FHC trouxe uma história de insucessos: Bornhausen manteve o partido atrelado aos tucanos. E o petista Luiz Inácio Lula da Silva elegeu-se presidente contra José Serra e o PFL; depois reelegeu-se derrotando Geraldo Alckmin e o PFL novamente.
Jorge Bornhausen tentou, então, fazer novamente história ao transformar o PFL no Partido Democratas, do qual se tornou presidente de honra.
Mas o DEM continuou atrelado ao PSDB e sem conseguir lançar qualquer nome ao Palácio do Planalto, nem eleger José Serra na disputa contra Dilma Rousseff (PT) em 2010.
Fracassado seu último sonho, o próprio Bornhausen anunciou na sexta-feira, dia 6, sua desfiliação da legenda que criou.
Procurado pelo Poder Online, o velho político até aceita falar sobre o passado. Mas acaba mostrando evidente desconforto:
Poder Online – Por que o senhor está se desfiliando?
Jorge Bornhausen – Porque o governador do meu estado (SC), Raimundo Colombo, está deixando o partido. Ele é o nosso chefe político e decidiu ingressar no PSD, sendo acompanhado por meu filho, Paulo Bornhausen, que é o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico Sustentável. Então, não fazia mais sentido minha permanência no Partido Democratas.
Poder Online – Mas é o partido que o senhor criou. Não dá certa tristeza?
Jorge Bornhausen – Olha, eu já deixei de lado a parte eleitoral de minha vivência política. Então, agora só estou deixando de lado a vida partidária. Quanto ao passado, o passado é história…
Poder Online – Pois, é. Do ponto de vista histórico, o que houve com o Partido Democratas?
Jorge Bornhausen – Houve um desgaste muito grande com aquele episódio de Brasília [a cassação do então governador José Roberto Arruda, do DEM, flagrado em vídeo revelado pelo iG pegando dinheiro, supostamente de propina, de seu secretário Durval Barbosa].
Poder Online – O líder do Partido Democratas na Câmara, ACM Neto (BA), diz que boa parte do problema com o partido foi causado pelo senhor. Que teria errado na decisão de transformar o PFL em DEM numa tentativa de modernização da legenda.
Jorge Bornhausen – Eu não vou bater boca com o deputado. O problema, repito, foi aquele episódio de Brasília que desgastou muito a imagem do partido. Especialmente porque acabou carimbado como “O Mensalão do DEM”. Injustamente, erradamente, mas nos prejudicou muito.
Poder Online – Mas o deputado ACM Neto insiste que foi a decisão do senhor, de transformar o PFL em DEM.
Jorge Bornhausen – Eu insisto em não bater boca. Só o que digo é que a mudança de nome foi uma decisão tomada por unanimidade nas reuniões da Executiva do PFL, no Diretório Nacional e na Convenção partidária. Por unanimidade e com a presença do deputado.
Poder Online – Outra coisa. ACM Neto diz que vai expulsar da legenda o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, antes que ele consiga fundar o PSD, porque foi usado o CNPJ do DEM num site desse novo partido. Mas o prefeito argumenta que o fez com sua autorização.
Jorge Bornhausen – Isso é uma questão menor. Já disse que não vou bater boca com o deputado.
Poder Online – Tudo bem. Então falemos da aliança com o PSDB. O senhor acha que foi acertada a estratégia de atrelar o partido aos PSDB?
Jorge Bornhausen – Prefiro não falar mais. Não me cabe mais fazer este tipo de apreciação. O passado é passado…
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Kassab é interrogado no MP e tenta se esconder

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) depôs nesta sexta-feira, 6, em inquérito que apura irregularidades no contrato do Município com a Controlar – empresa responsável pela inspeção veicular. O prefeito ficou três horas na sede do Ministério Público Estadual (MPE), onde prestou esclarecimentos ao promotor Roberto Costa. Esse foi o último depoimento no inquérito que pode colocá-lo como réu, caso o MPE decida entrar com ação de improbidade administrativa. As informações são do jornal da Tarde
Kassab chegou à sede do MPE, no centro, às 14h45, acompanhado do secretário de Negócios Jurídicos, Cláudio Lembo. Para evitar ser visto, entrou no prédio se escondendo atrás de uma parede. Na saída, os portões foram fechados para que ele pudesse entrar no carro sem ser fotografado. Ao ver a reportagem do JT, abaixou-se no banco de trás do carro.
O prefeito foi chamado pela Promotoria para explicar por que resgatou o polêmico contrato com a Controlar – que estaria repleto de irregularidades, segundo o MPE. O contrato foi assinado na gestão de Paulo Maluf (PP), em 1996, e teria duração de dez anos. Mas os serviços começaram quando já deveria ter expirado, em 2008.
Outros pontos investigados pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social são a falta de capacidade financeira e técnica da Controlar no início da prestação dos serviços, a troca de proprietários da empresa (foi comprada pela CCR) e uma indenização paga a ela pela Prefeitura pela inspeção dos veículos a diesel.
O próprio Kassab escolheu a tarde de ontem para depor. Ele reafirmou que o processo ocorreu dentro da legalidade. O prefeito sugeriu a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), uma espécie de acordo com o MPE, no qual se comprometeria a acertar os pontos controversos do contrato. A Promotoria recusou, pois o contrato teria diversas ilegalidades. Um novo prazo foi dado ao Município e à Controlar para a apresentar documentos.
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A privataria está de olho no Hospital das Clínicas

O tucanato gosta de atravessar a rua para escorregar na casca de banana que está na outra calçada. Há uma semana, soube-se que o governo do doutor Geraldo Alckmin suspendeu o programa de reforço privado do ensino de idiomas para jovens da rede pública de São Paulo. Dentro do binômio educação-saúde, o superintendente do Hospital das Clínicas, Marcos Fumio Koyama, anunciou que pretende elevar de 3% para 12% a taxa de privatização dos atendimentos no maior centro médico do país. O avanço da privataria sobre o HC se dará pela expansão da porta dos clientes de planos de saúde. Todos os brasileiros têm direito aos serviços dos hospitais públicos. Pretende-se ampliar uma pirueta pela qual um tipo de cliente receberá atendimento diferenciado.
O plano, contado à repórter Laura Capriglione, colocaria o Hospital das Clínicas no paradigma do Instituto do Coração. Lindo paradigma. Em 2006, por conta de aventuras políticas e de maus administradores, o InCor quebrou e, com uma dívida de R$ 250 milhões, foi à bolsa da Viúva. Em agosto passado, uma auditoria do SUS constatou que a fila para alguns exames na sua portaria de baixo tinha de oito a 14 meses de espera (um ano para um ecocardiograma infantil). Na portaria de cima, atendimento imediato. São muitos os truques. Um deles é simples: pelo SUS a patuleia precisa cumprir uma série de etapas e consultas para chegar ao exame; pelo plano privado, basta uma solicitação do médico.
A segunda porta dos hospitais públicos é um caso de apropriação privada do patrimônio da Viúva, patrocinado por burocratas e operadoras que obstruem o ressarcimento, pelos planos de saúde, do atendimento de seus clientes na rede do SUS. No momento em que hospitais da Viúva e as operadoras criam um sistema híbrido dentro do SUS, constrói-se a pior das situações, uma rede pública para usufruto privado. A complementaridade das duas redes não passa pela criação de uma porta preferencial. É o contrário: uma só porta, com um só tipo de atenção, e o ressarcimento é tratado noutro andar, na seção de contabilidade.
Segundo os defensores das duas portas, os recursos captados junto às operadoras melhorariam o atendimento da clientela do SUS. Nada impede que o serviço melhore numa porta e continue deficiente na outra, ou que a instituição quebre, como ocorreu com o InCor.
O doutor Koyama informa que atualmente os planos de saúde pagam pelo equivalente a 3% dos atendimentos e contribuem com R$ 100 milhões anuais, ou "10,6% das nossas receitas". Essa conta não fecha. O orçamento de 2009 do HC, publicado em seu relatório anual, diz que a receita da instituição foi de R$ 1,4 bilhão. Admitindo-se que a receita deste ano seja igual à de 2009, os 10,6% viram 6,9%. Se alguém tolerar um desvio desse tamanho ao tirar a pressão de um paciente, coitado dele.
Na campanha eleitoral de 2006, quando o PT inventou que Alckmin pretendia privatizar a Petrobras, ele teve que vestir um jaleco da empresa para desmentir a falsidade. Agora, com o superintendente do HC anunciando que pretende quadruplicar o tamanho da porta privatizada do HC, ele pode tirar as medidas para um novo jaleco.
Elio Gaspari
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Domésticas estão trabalhando mais e ganhando menos

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"Banco Central não pode regulamentar relações de trabalho", diz juiz

Grijalbo Coutinho indica inconstitucionalidade de decisões trabalhistas do BC e alerta que, com terceirização, os bancos podem funcionar como grandes marcas sem funcionários
São Paulo – "A Terceirização Bancária no Brasil - Direitos Humanos violados pelo Banco Central" é o título do livro do juiz do Trabalho da 10ª Região, Grijaldo Fernandes Coutinho, (foto), que será lançado em São Paulo no próximo dia 26. A obra aborda questões das formas de organização da produção capitalista em relação ao sistema de terceirização.
Em entrevista à Rede Brasil Atual, Coutinho fala sobre o cenário atual da terceirização nos bancos e, consequentemente, das recentes resoluções do Banco Central a respeito da ampliação de serviços aos correspondentes bancários e a precarização do trabalho dos bancários informais.
RBA – Qual é o panorama da terceirização bancária no Brasil?
A terceirização de mão de obra tem tomado um movimento frenético no Brasil e no mundo inteiro. Há um disvirtuamento dos direitos clássicos do trabalhador do ponto de vista de cumprimento das obrigações sociais. Ela é, na minha análise, um desvio dos caminhos naturais do direito do trabalho porque surge a figura de um intermediário como se pudesse haver intermediação de mão de obra. Consequentemente, isso enfraquece os direitos do trabalho como foi concebido.
No Brasil, a terceirização é implantada em diversos segmentos, mas, em boa parte dos casos, não tem aparo legal. Os agentes econômicos acabam de algum modo impondo a terceirização nos mais diversos setores da economia, e têm legalmente autorização para serviços nas áreas de asseio, vigilância patrimonial e bancária, conservação.
No caso dos bancários especificamente, desde 1973 a tercerização vem sendo adotada e o problema é que vem por normas do Banco Central que, a meu ver, não encontram amparo na Constituição e na legislação ordinária. Eu poderia ter investigado outros segmentos, mas este me chamou atenção.
RBA – Temos observado o crescimento da atuação dos correspondentes bancários, principalmente os locais em que já existe atendimento bancário. Qual sua avaliação?
Nestes quase 40 anos de terceirização via correspondente bancário, a justificativa política apresentada é da democratização e do acesso fácil das camadas mais pobres e distantes aos serviços financeiros. Na prática não é assim que se dá, sendo que tem correspondente ao lado da agência bancária e não vai só lá para o interior. Os dados existentes revelam que os correspondentes quase que triplicaram e as agências cresceram em torno de 5%. Na verdade, os bancos delegaram boa parte de suas atividades.
E, ainda que fosse um sistema de democratização do crédito, isto não daria ao Banco Central o poder de regulamentar relações de trabalho. Em última análise, quando o BC diz que o banco pode contratar um correspondente, ele está interferindo na relação de trabalho. Portanto, só o Congresso Nacional está autorizado a legislar sobre o direito do trabalho. Eles querem dar acesso ao crédito, sacrificando uma categoria de trabalhadores.
RBA – E isso acaba aumentando o lucro dos bancos...
Não tem nenhuma dúvida. O correspondente tem uma diferença enorme no salário - não que os bancários sejam uma categoria de grande remuneração, longe disso. Mas quando se compara a remuneração de um bancário formal e de um informal, a diferença é gritante. Sem plano de saude para os não reconhecidos como bancários. As condições de trabalho são as mais adversas. Os bancários têm participação nos lucros e resultados, jornada de seis horas, plano de saúde, vale-alimentação e salário quatro vezes maior. E os correspondentes bancários, que são milhares espalhados lá fora, não têm estes direitos. É uma categoria com diferenças gritantes, e eles exercem a mesma atividade.
Então estes dois segmentos perdem muito. Se esta terceirização não for domada, corre-se o risco de os bancos se tornarem grandes marcas como a Nike, uma empresa que praticamente não tem empregados e terceirizam tudo. Para mim, o que se revela é que se daqui a vinte ou trinta anos, os bancos terão pouquíssimos empregados formalmente falando.
RBA – Os Correios também irão ampliar seus serviços bancários graças à resolução do Banco Central de que órgãos públicos também poderiam prestar serviços bancários. O que isso representa?
Eles já prestam serviço do Banco Postal há algum tempo. O que pode mudar com a nova resolução é que os Correios, em tese, possam prestar diretamente este serviço. O que me pergunto é se o Banco Central pode fiscalizar estes serviços. Se o Banco Central quer levar os correspondentes para todo o lugar, tudo bem. O que eles não podem dizer é que este serviço não é prestado por bancário. Aí não. Esta hipótese não é da alçada do Banco Central.
RBA – E o senhor acha que tudo isso já saiu do controle?
Não saiu do controle. Eu até diria que, se não fosse pelo Banco Central, não sei se existiria uma terceirização tão avassaladora nos bancos. Para criar um correspondente bancário hoje nem precisa da autorização deles, mas foram os próprios que deram este poder. É evidente que eles sabem o que fazem. Imagino que saibam também o que estão causando com esta medida que está dilacerando uma categoria que ainda é importante na história do movimento sindical brasileiro.
RBA – Quais seriam as medidas fundamentais que o Banco Central deveria tomar para amenizar as falhas com o sistema de terceirização?
Em primeiro lugar, não é tarefa do Banco Central a terceirização. Eles deveriam revogar sua última resolução que trata de terceirização e deixar este assunto para o Congresso. Não dá para ficar consertando e tapando o buraco.
Existem dois caminhos para a valorização bancária no Brasil, e estes dois caminhos não passam necessariamente pela ação do Banco Central. A primeira seriam os bancários, formais e informais, se reunirem contra a terceirização. Isso só se resolve com mobilização e luta. O outro caminho seria por ações no Supremo Tribunal Federal. No livro, eu digo que cabe Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF porque o Banco Central está legislando em relações de trabalho, sendo que a Constituição veta.
É evidente que há outras formas, mas as mais consistentes passam por uma ação política e pelo campo judicial.
Leticia Cruz
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MinC e Previdência patrocinam Walt Disney, pobrezinho

Gostaria de saber porque, e como, o dinheiro nosso patrocina Walt Disney pelo MINC e pela Previdência, a mesma que quer cortar benefícios de viúvas.
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Governo inaugura Vila Olímpica Indígena em Dourados (MS)

Vila Olímpica Indígena de Dourados (MS).
Foto: Kauhê Prieto
O ministro do Esporte, Orlando Silva, inaugura nesta segunda-feira (9/5) às 11h30 – horário local – , a primeira Vila Olímpica Indígena do Brasil. O complexo foi construído na área da reserva indígena de Dourados, no Mato Grosso do Sul, com 29 mil metros quadrados, nas aldeias Jaguapiru e Boróro.
A vila possui quadra poliesportiva, campo de futebol, pista de atletismo, quadra de vôlei de areia, parque infantil, vestiários, banheiros adaptados e ainda um prédio para administração. O projeto, iniciado em 2008, soma investimentos em infraestrutura da ordem de R$ 1,4 milhão, por meio do Ministério do Esporte.
A cerimônia de inauguração contará com as presenças do governador André Puccinelli, do prefeito de Dourados, Murilo Zauith, parlamentares, autoridades locais, lideranças indígenas e de representantes de movimentos populares.
Mato Grosso do Sul conta com a segunda maior população indígena do Brasil. São 68.963 pessoas, distribuídas em sete etnias: Guarani-Kaiowá, Terena, Kadwéu, Atikum, Ofaié, Kinikinaw e Guató. Elas habitam 75 aldeias, localizadas em 29 municípios. A Vila Olímpica servirá de palco para grandes competições esportivas e tradicionais e múltiplas atividades de integração.
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A “crise” dos carrinhos. E a oposição com isso?

Fui hoje a um daqueles hipermercados gigantescos (desculpem o pleonasmo) de São Paulo, comprar os aparatos necessários à replicação, no Brasil, da doutrina Hans Bintje*.
Na entrada, crise. Faltavam carrinhos de compras para atender a todos os clientes. Os funcionários da loja, desesperados, despencavam escada rolante abaixo para recuperar os carrinhos deixados por consumidores que desembarcavam as mercadorias no estacionamento, em seus automóveis.
Entrei bisbilhotando os carrinhos alheios: comida, comida, muita comida.
Um funcionário do mercado anunciava que o preço da picanha congelada tinha baixado de 34 para 16 reais o quilo. Coisa de gringo esperto: provocar aquele fuzuê que estimula as pessoas a comprar coisas que não haviam planejado comprar (já notaram que não tem janela, nem relógio em supermercado? Parece cassino). Nessa, tem gente que nem se liga na qualidade, nem na data de validade do produto.
Uma família deixava o lugar com uma TV de 42 polegadas em um carrinho, protegendo o objeto como se fosse algum santuário.
Uma outra discutia diante de cartazes gigantes que anunciavam um novo navio de uma empresa de cruzeiros. Era a porta de uma agencia de viagens, que estava cheia. O jovem argumentava que era muito difícil conseguir visto para os Estados Unidos, que a mãe deveria desistir do sonho de conhecer a Disney e fazer um cruzeiro no Caribe. Como argumento, apontou para o novo navio: “Tem até pista de patinação, mãe!”.
Meu impulso de repórter foi de perguntar se algum dos três sabia patinar no gelo.
Duvido que algumas das centenas de pessoas que vi no hipermercado, consultadas, diriam que são eleitoras do PT. Mas é óbvio que uma boa parte delas, inclusive da perseguida nova classe média, identifica o quadro econômico com o “governo que está aí”. Disputar eleição com o “governo que está aí” equivale, assim, a suicídio político.
Aos tucanos resta, portanto, inventar a hiperinflação. Afinal, não é sempre que um Nobel de Economia recomenda que os Estados Unidos sigam o exemplo do Brasil, atacando a desigualdade e dando mais poder de barganha salarial aos trabalhadores.
Para os tucanos, na falta de uma proposta alternativa, o medo é o menos ruim dos cabos eleitorais. Lembram de 2010? Medo do aborto, medo da guerrilheira, do sapo cururu e do Zé Dirceu. Sobrou até para os blogueiros sujos…
*A doutrina Hans Bintje consiste em “plantar” minhocas. Os bichos cavam como se fossem Navy SEALs descontrolados, arejam a terra, ajudam a fortalecer plantas e raízes. As frutíferas produzem mais, atraindo mais abelhas e pássaros, que se divertem com as minhocas desprevinidas. Um círculo virtuoso, como o que os tucanos querem desfazer agora na economia pregando juros, juros e mais juros.
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Alckmin ataca o PSD que Serra defende

Alckmin liga PSD a ação para "dizimar oposição" no país
Em convenção, Serra diz que debandada de tucanos é "normal" e que nova sigla de Kassab não será "inimiga'
Dividido, PSDB encerra encontro estadual sem eleger novos dirigentes em SP; votação é adiada para a próxima quinta
Num discurso com tom acima do usual, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) ligou a criação do PSD, do prefeito paulistano Gilberto Kassab, a uma ação para "dizimar a oposição" no país.
Ele protestou contra o esvaziamento das siglas oposicionistas em convenção tucana ontem, em São Paulo.
Minutos antes, o ex-governador José Serra, aliado de Kassab, disse que a saída de tucanos para a nova legenda é "normal" e que o PSD não será "inimigo" do PSDB.
Sem citar a sigla de Kassab, Alckmin culpou sua criação pelo enfraquecimento de PSDB, DEM e PPS, partidos que mais têm sofrido com a debandada de filiados.
"Ainda querem nos responsabilizar pela crise na oposição. É inacreditável. [Há] uma ação para dizimar as oposições. Destruir o DEM, enfraquecer o PPS, enfraquecer o PSDB onde ele é mais forte, em São Paulo."
O governador atacou a suposta inconsistência ideológica do PSD -que Kassab já disse não ser de direita, de esquerda ou de centro.
"Partido é como religião. Não tem religião sem fé. Não tem partido sem idealismo."
Ele ainda ironizou a aproximação entre os ex-oposicionistas da nova sigla e o governo Dilma Rousseff.
"Não é fácil fazer oposição num país onde a política é governista e se faz embaixo, sob o aparelho de Estado, como carrapato grudado na máquina pública."
Em entrevista, Serra afirmou, pouco antes, que a saída de seis vereadores do PSDB ligados a Kassab foi um "episódio localizado".
"Isso é normal na vida partidária. Às vezes, há desentendimentos com desenlaces indesejáveis. Mas não afeta o partido como um todo."
Sobre a nova sigla, disse: "O PSD não é inimigo do PSDB. Saíram para fazer seu partido, mas isso não significa que sejam contra o PSDB."
Questionado se teria aconselhado algum dos dissidentes, não quis responder.
À plateia tucana Serra afirmou que o PSDB deve "honrar os votos" que ele recebeu na eleição presidencial e endurecer com Dilma.
"Muita gente [está] reclamando do partido no Brasil inteiro. Tem esse problema."
IMPASSE
A divisão do partido fez naufragar a convenção que elegeria ontem a nova cúpula tucana em São Paulo.
A votação foi adiada para quinta-feira por falta de acordo sobre o novo secretário-geral da sigla. Disputam o cargo o deputado federal Vaz de Lima, ligado a Serra, e César Gontijo, aliado do secretário José Aníbal (Energia).
Serra e Aníbal são cotados para disputar a prefeitura pelo PSDB em 2012.
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O provável adversário de Obama

A pesquisa da CNN indica que Ron Paul é o mais forte adversário de Obama
Tudo leva a crer que o queridinho dos blogueiros norte-americanos e também do Tea Party, o republicano Ron Paul, será o candidato adversário de Obama nas eleições de novembro de 2012.
Quem é Ron Paul?
Segundo o Wikipédia:
Ronald Ernest Paul (Pittsburgh, 20 de agosto de 1935) é um médico e político estadunidense membro da Câmara dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos da América. Ron Paul foi candidato à presidência dos Estados Unidos em 1988 e 2008.
Ron Paul é pai do Senador-eleito Rand Paul, do estado de Kentucky, um dos líderes do movimento libertário Tea Party.
No Congresso, Ron Paul tem aderido a princípios libertários e conservadores, baseando suas posições políticas, freqüentemente, no constitucionalismo e direitos dos estados. Ele nunca votou a favor do aumento de impostos ou do aumento do salário de congressistas e se recusa a participar do sistema de pensão do Congresso. Ele ganhou o apelido de "Dr. No" (Dr. Não) por sempre votar contra propostas que ele considera estarem em violação da Constituição dos Estados Unidos da América.
Ron Paul apóia a redução nos gastos do Estado e nos impostos. Como congressista, sugeriu a abolição do imposto de renda. Ele também apóia a conversão do sistema de saúde dos EUA num sistema de livre mercado com maior competitividade e, portanto se opõe ao sistema de saúde universal. Ron é pró-vida, e se opõe a qualquer controle sobre a educação a nível federal, relegando tal responsabilidade aos estados.
Campanha presidencial para 2008
Sua campanha pela presidência dos Estados Unidos começou em 12 de março de 2007 quando se candidatou à nominação do Partido Republicano. A partir de 6 de julho, Ron Paul arrecadou US$ 2,4 milhões em dinheiro, ultrapassando o candidato John McCain. 100% das contribuições de Ron Paul são de pessoas físicas, sendo quase metade (47%) das contribuições abaixo de US$ 200.
Ron participou de todos os três debates de candidatos republicanos transmitidos em rede nacional nos EUA. Seu momento mais proeminente ocorreu no debate do dia 15 de maio na seguinte discussão com o candidato Rudy Giuliani:
PAUL: Você já leu sobre os motivos pelos quais nos atacaram? Eles nos atacaram porque estivemos lá. Estivemos bombardeando o Iraque por 10 anos. Estivemos no Oriente Médio [durante anos]. Eu acho que [Ronald] Reagan estava certo. Nós não entendemos a irracionalidade da política do Oriente Médio. Agora mesmo, estamos construindo uma embaixada no Iraque que é maior que o Vaticano. Estamos construindo 14 bases permanentes. O que diríamos se a China estivesse fazendo isso em nosso país ou no Golfo do México? Nós estaríamos protestando. Precisamos olhar para o que fazemos sob a perspectiva do que aconteceria se alguém fizesse isso conosco.
MODERADOR: O Sr. está sugerindo que convidamos os ataques de 11 de setembro?
PAUL: Estou sugerindo ouvirmos as pessoas que nos atacaram e as razões que os motivaram, e eles estão felizes por estarmos lá pois Osama bin Laden disse, "Estou contente por vocês estarem em nossa areia porque podemos atingí-los muito mais facilmente." Eles desde então já mataram 3400 de nossos homens, e eu acho que isso foi desnecessário.
GIULIANI: Essa é uma afirmação extraordinária. Essa é uma afirmação extraordinária, para alguém que sobreviveu ao ataque de 11 de setembro, que nós convidamos o ataque porque atacamos o Iraque. Eu acho que nunca ouvi essa explicação antes e eu já ouvi explicações bem absurdas para o 11 de setembro. E eu pediria ao congressista que retirasse seu comentário e se retratasse.
PAUL: Eu acredito muito sinceramente que a CIA está correta quando ensinam e falam sobre blowback. Quando fomos ao Irã em 1953 e instauramos o Xá, sim, houve blowback. A reação a isso foi a tomada de reféns, e isso persiste. E se nós ignorarmos isso, fazemo-lo sob nosso próprio risco. Se acharmos que podemos fazer o que quisermos pelo mundo sem incitar o ódio, então temos um problema. Eles não vêm aqui nos atacar porque somos ricos e livres, eles vêm e nos atacam porque estivemos lá.
*Obs: Blowback(represálias contra civis do país agressor).
Ron apóia uma política externa não-intervencionista para os EUA e defende o retorno imediato das tropas americanas que se encontram no Iraque. Em julho de 2007, sua campanha recebeu mais doações de empregados das forças armadas do que as de todos os outros candidatos.
A campanha de Ron Paul recebe grande parte de seu apoio pela Internet. Ele continua com altos índices de tráfego e buscas em sites comoTechnorati, Youtube, Facebook, MySpace, Eventful, de visitações ao site oficial de sua campanha e em pesquisas de opinião realizadas por redes de notícias.
CNN PESQUISA
06 de maio de 2011
Greenville, Carolina do Sul (CNN) - Uma nova pesquisa nacional indica que a corrida para a nomeação presidencial republicana continua em aberta, pois nenhum dos prováveis ​​ou potenciais candidatos pelo GOP Casa Branca chegam acima de 20 por cento, de acordo com uma nova pesquisa nacional.
*Obs: GOP (Grand Old Party) apelido do Partido Republicano
O lançamento da pesquisa CNN / Opinion Research Corporation desta quinta-feira chega horas antes do primeiro debate presidencial republicano do ciclo eleitoral de 2012. O debate está sendo realizado na Carolina do Sul, palco da primeira eleição primária no sul no caminho que poderá levar à Casa Branca.
A pesquisa também indica que o presidente Barack Obama está à frente de todos os prováveis ​​e possíveis candidatos do GOP testado em hipotéticos confrontos na eleição geral, mas a pessoa que mais se aproxima de Obama pode te surpreender.
De acordo com o levantamento, realizado pouco antes da notícia da morte de Osama bin Laden, 16 por cento dos republicanos e independentes de tendência Republicana dizem que seriam susceptíveis a apoiar Mike Huckabee para a nomeação presidencial republicana. O antigo governador do Arkansas disputou a Casa Branca em 2008 e, embora até agora ele não tenha avançado em lançar uma outra campanha, notadamente não descarta uma oferta para sua indicação pelo partido.
Quatorze por cento dizem que apoiariam Donald Trump. O empresário bilionário, magnata do imobiliário e estrela de reality show, diz que vai anunciar em junho se vai concorrer à Casa Branca.
Um ponto atrás está Mitt Romney, com 13 por cento. O ex-governador de Massachusetts e candidato em 2008 ao GOP Casa Branca vem crescendo nos últimos meses e no mês passado lançou um comitê exploratório presidencial.
A sondagem indica que 11 por cento apoiarão Sarah Palin. A ex- governadora do Alasca e ex candidata a vice-presidente republicana, não fez nenhum movimento sério para o lançamento da campanha, mas diz que não está fechando as portas.
O ex-presidente da Câmara Newt Gingrich e o deputado Ron Paul, do Texas que concorreu para a Casa Branca em duas ocasiões, ambos estão em dez por cento na pesquisa. Ambos têm dado passos para formalmente lançarem suas campanhas. Todos os demais possíveis candidatos registraram cinco por cento ou menos.
"Nenhum candidato do Partido Republicano tem uma vantagem estatisticamente significativa, então é muito cedo para começar a falar sobre os favoritos", disse o Diretor de Pesquisa da CNN Keating Holland.
Seria tudo para reconhecimento dos nomes, neste ponto relativamente cedo da corrida interna do Partido Republicano?
"Sim, mas somente o reconhecimento do nome não é suficiente. Caso contrário, um dos mais conhecidos candidatos, Palin, não seria fincado em quarto lugar. Trump e Palin, com a identificação de maior nome, também têm as mais altas rejeições", acrescenta Holland.
Cinqüenta e nove por cento de todos os americanos não gostam da ex-governadora do Alasca e 64 por cento têm uma visão negativa do Trump, de acordo com a pesquisa. A pesquisa indica que Gingrich também tem rejeição em nível relativamente elevado, mas as classificações favoráveis ​​para Romney e Huckabee compensam suas rejeições, embora ambos sejam desconhecidos para mais de um quarto da população em geral.
Setenta e oito por cento dos democratas ou independentes de tendência democrata dizem que apóiam Obama como candidato presidencial do partido no próximo ano, com pouco mais de um em cada cinco dizendo que prefere outro democrata. Esse número se manteve relativamente consistente ao longo do ano passado.
E sobre o confronto em novembro de 2012?
Segundo a pesquisa, realizada antes do anúncio da morte de Osama bin Laden, o presidente Barack Obama tem uma vantagem sobre todos os principais candidatos do Partido Republicano em hipotéticos confrontos.
Quem faz o melhor contra Obama? Paul. O congressista do Texas, que também concorreu como um candidato libertário à presidência em 1988 e que é bem quisto por muitos no movimento do chá, segue diretamente o presidente por apenas sete pontos (52 a 45 por cento) em um confronto hipotético na eleição geral. Huckabee segue logo atrás com oito pontos, com Romney lá embaixo com 11 pontos até Obama.
A pesquisa indica que o presidente supera Gingrich em 17 pontos, Palin por 19, e Trump por 22 pontos.
"Deveria ser óbvio para qualquer observador político que hipotéticos confrontos nas eleições gerais nesta fase do jogo têm relativamente pouco valor preditivo", diz Holland.
" As preliminares do GOP são uma outra questão. - Desde que a era moderna das primárias presidenciais começaram, 1972, houve seis vezes quando a nomeação do Partido Republicano esteve em disponibilidade. Em cinco dos seis ciclos eleitorais, o eventual vencedor no GOP estava liderando as pesquisas feitas em abril do ano anterior. Isso pode significar pouco em 2011, uma vez que nenhuma esperança republicana tem uma confortável liderança, mas isso também significa que os livros de história não vai nos deixar menosprezar completamente essas pesquisas ", acrescenta Holland.
A CNN / Opinion Research Corporation foi realizada de 29 de abril a 1º de maio, com 1.034 adultos norte-americanos questionados por telefone. Todas as entrevistas foram completadas antes que o presidente anunciou que Bin Laden, o fundador e líder da rede terrorista Al-Qaeda e responsável pelos ataques terroristas de 11 de setembro, foi morto por forças dos EUA no Paquistão. A pesquisa de erro de amostragem total é mais ou menos três pontos percentuais.
Stanilaw Calandreli
By: Nassif

Ron Paul fala sobre os Estados Unidos, escola austríaca e keynesianismo. Joey Scarborough cita um discurso de 2003, em que Ron Paul prevê a recessão imobiliária.
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